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Santos 4 x 0 Atlético-MG

Data: 16/09/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.179 torcedores
Renda: R$ 235.610,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil (SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).
Cartões amarelos: David Braz (S); Giovanni Augusto (A).
Gols: Gabriel (37-1); Gabriel (09-2), Ricardo Oliveira (25-2) e Marquinhos Gabriel (47-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Leandro); Marquinhos Gabriel, Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Vitor Bueno).
Técnico: Dorival Júnior

ATLÉTICO-MG
Victor; Patric, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Dátolo, Luan (Cárdenas), Giovanni Augusto (Dodô) e Carlos (Thiago Ribeiro); Pratto.
Técnico: Levir Culpi



Santos goleia e Atlético-MG perde a chance de encostar no Corinthians

O Santos não deixou a derrota para a Ponte Preta abalar a boa fase da equipe e, nesta quarta-feira, bateu o Atlético-MG por 4 a 0, ampliando sua série para dez vitórias seguidas na Vila Belmiro. Assim, o Peixe mostrou que segue vivo na briga por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro ao chegar aos 40 pontos. O quarto colocado segue sendo o Flamengo, que tem 41 e recebe o Coritiba nesta quinta, em Brasília. Já para o Galo a derrota foi péssima, principalmente porque o Grêmio bateu o Atlético-PR, em Curitiba, e agora tem apenas um ponto a menos que o time mineiro (48 a 49). Para o alívio dos mineiros, o Corinthians foi derrotado pelo Inter, no Beira-Rio, e estacionou nos 54 pontos, mantendo cinco à frente, na liderança do campeonato.

O confronto desta quarta, na Baixada Santista, expôs as maiores características dos dois times: o ataque. O primeiro tempo foi marcado por muitas chances de gols criadas tanto por Santos quanto por Atlético e acabou com a vitória parcial dos donos da casa graças a um belo chute de fora da área de Gabriel.

Já na segunda etapa, o Galo praticamente não jogou e foi completamente dominado pelo Peixe. Assim, Gabriel ampliou a vantagem ao sair cara a cara com Vitor, que completou 200 jogos com a camisa do Atlético-MG nesta quarta, e Ricardo Oliveira também deixou o seu. Agora, o artilheiro do Brasileirão tem 17 gols marcados em 26 rodadas. Nos acréscimos, Marquinhos Gabriel fez o quarto e decretou a goleada na Vila Belmiro.

Neste fim de semana, as duas equipes têm confrontos complicados pela 30ª rodada. O Peixe visita o líder Corinthians, às 11 horas, na Arena do rival, em Itaquera. Já o Atlético-MG joga em casa, às 16 horas, no estádio Independência, mas o adversário é o Flamengo, que chega embalado pela briga no G4.

O jogo

Santos e Atlético-MG fizeram, em campo, exatamente o que os torcedores aguardavam antes da partida. Com muita vibração, técnica e com poucas faltas, o primeiro tempo foi aberto, com grandes oportunidades de gol para os dois lados e que terminou com a vitória parcial do Peixe.

O primeiro lance de perigo do jogo foi um chute de Giovanni Augusto, depois de assistência de Lucas Pratto. Apesar de não levar perigo, a jogada mostrou que o Galo não ficaria esperando os donos da casa em seu campo de defesa.

Em seguida, porém, Gabriel perdeu uma chance incrível, praticamente embaixo da trave, sem goleiro. Lucas Lima cruzou rasteiro e o camisa 10 bateu por cima.

A resposta atleticana veio com Carlos, que apareceu sozinho, no miolo da zaga santista, e cabeceou para fora o cruzamento de Patric. Grande chance desperdiçada.

A partida era corrida e o ‘lá e cá’ não dava trégua. Aos 10, Zeca testou Vitor, que defendeu chute de longe. Três minutos depois, Marquinhos Gabriel recebeu livre na grande, girou e isolou. Aos 15, Patric abandonou a lateral e apareceu no meio de campo também para arriscar chute de fora da área, mas, mais uma vez Vanderlei fez seu trabalho sem grandes problemas.

A partir dos 30 minutos, a velocidade do jogo diminuiu, muito em função do ritmo alucinante que os times vinham impondo, e passou a ser mais estudada. E em um momento de desatenção do time mineiro, Gabriel não perdoou.

Depois de perder um gol inacreditável no início do confronto, o jovem de 19 anos recebeu na intermediária, avançou sozinho, limpou Jemerson e bateu forte, rasteiro. Sem chance para Vitor.

O gol aliviou os donos da casa e acabou freando um pouco do ímpeto atleticano. Assim, o ótimo primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para o Peixe.

O segundo tempo não começou diferente da etapa inicial. Dorival e Levir mantiveram suas equipes ofensivas e em busca de uma vitória importante tanto para um quanto para o outro. Mas o Peixe voltou mais ligado.

Aos 6 minutos, Gabriel deu um lindo toque de calcanhar para Thiago Maia chegar ao ataque como elemento surpreso e servir Ricardo Oliveira. O camisa 9 pegou de primeira, com Vitor já batido, mas a bola saiu pela linha de fundo. Uma chance que normalmente o artilheiro do Campeonato Brasileiro não costuma perder.

Mas, se o Galo se livrou de levar o segundo gol dos pés de Ricardo Oliveira, Gabriel então fez o trabalho na Vila Belmiro. Com a zaga atleticana toda avançada, Leonardo Silva deu condição para o atacante santista receber passe de Lucas Lima e, depois de correr do meio de campo até o gol sem marcação, o camisa 10 só teve o trabalho de deslocar Vitor e ampliar a vantagem do Santos.

O Atlético sentiu o gol e, mesmo com as alterações de Levir Culpi, não conseguia mais sequer levar perigo ao gol de Vanderlei, que depois de trabalhar muito no primeiro tempo, passou quase toda a segunda etapa assistindo o jogo.

Enquanto isso, o Peixe não amoleceu e seguiu martelando em busca de mais gols. Com a zaga do Galo batendo cabeça, o time de Dorival chegou ao terceiro gol depois de uma lambança na saída de bola do vice-líder do Brasileiro. Ricardo Oliveira tabelou com Lucas Lima e desta vez não desperdiçou. 3 a 0.

Com a vitória garantida, Dorival Júnior sacou Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, já pensando no clássico contra o líder Corinthians, no domingo de manhã. Por outro lado, o Atlético-MG percebeu que a noite não seria sua mesmo em dois lances seguidos.

Primeiro Vanderlei fez grande defesa em chute de Dátolo. Em seguida, Leonardo Silva cabeceou firme, mas a bola explodiu no travessão, pingou na linha e não entrou. Thiago Ribeiro também teve uma grande oportunidade, sozinho, de frente para Vanderlei. O goleiro, no entanto, evitou o gol de honra dos visitante.

Já nos acréscimos, Marquinhos Gabriel aproveitou o desleixo da defesa do Galo e, com liberdade, bateu para marcar o quarto gol e decretar a goleada e também a nona vitória seguida dos donos da casa, na Vila.

Bastidores – Santos TV:

Santistas comemoram “vitória para dar moral” em cima do Atlético-MG

Muita gente aguardava um grande jogo entre Santos e Atlético-MG, na Vila Belmiro, na noite desta quarta-feira. Mas, o que ninguém esperava era que uma goleada por 4 a 0 decretasse o placar. Mas foi assim que o Peixe superou o vice-líder do Campeonato Brasileiro e manteve vivo o sonho de chegar ao G4.

“Vai ser assim até o final, espero que a gente consiga o objetivo de chegar ao G4. É o nosso objetivo. Muitas equipes estão oscilando e está é a nossa chance”, comentou David Braz.

Ricardo Oliveira saiu de campo feliz em ter marcado seu 17º gol na competição, se isolando ainda mais na artilharia, e admitiu que o time chega motivado para o clássico contra o Corinthians, domingo, em Itaquera.

“Importante sempre marcar, ver o time vencendo, cooperar para os três pontos. Uma partida com muita diferença, um placar de 4 a 0 contra o vice líder do campeonato, dá confiança, sim”, analisou o camisa 9, antes de completar.

“Meu trabalho é esse, sempre com muita ambição, muita vontade de ajudar o time e hoje tive a felicidade de marcar um gol que contribuiu com os três pontos”.

Gabriel, autor de dois gols, terminou o jogo rindo à toa, mas evitou demostrar muita empolgação quando falou aos microfones.

“Nosso pensamento é esse, G4, mas claro que a gente pensa jogo a jogo, cada jogo é uma final”, afirmou Gabriel, revelando que ‘tirou o pé’ em algumas jogadas para não correr o risco de levar o terceiro cartão amarelo e ficar de fora do confronto contra o Corinthians.

“Com certeza. Eu amo jogar clássico. É contra nosso maior rival. Tirei o pé para não levar o cartão e sguir ajudando”, finalizou.

Técnico do Peixe admite que não esperava uma goleada sobre o Galo

Quatro a zero. Foi assim que o Santos despachou o vice-líder do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro. A atuação da equipe depois da dolorida derrota para a Ponte Preta, na última rodada, surpreendeu até mesmo ao técnico Dorival Júnior.

“Não esperava. Enfrentamos uma equipe muito boa. E o Santos voltou a ter uma boa atuação. Hoje fizemos uma grande partida. Gostaria de enaltecer a participação de todos os jogadores, que se entregaram”, comentou o treinador, logo após o duelo desta quarta-feira, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Esse grande resultado vem valorizar ainda mais. Não pelo número de gols, porque isso é consequência, mas pela postura, agressividade que apresentou. A equipe foi coletiva do início ao fim. Tivemos dificuldades no início. O primeiro gol saiu de um lance individual e os outros três de jogadas coletivas. Essa é a cara do Santos”, disse Dorival.

Com os três pontos conquistados na nona vitória seguida na Vila Belmiro, o alvinegro praiano mais uma vez colou no pelotão de cima. Com 40 pontos, o Peixe está a um do Flamengo, quarto colocado, que nesta quinta enfrenta o Coritiba, em Brasília. Por causa disso, Dorival Júnior não quer saber de “desespero” para entrar no G4.

“Isso vai acontecer de forma natural. Não pode ser obsessão. No momento certo, adequado, quem sabe possamos dar uma alavancada, buscar uma posição, no momento que não dê mais chance para que outro se recupere. A aproximação tem sido importante. Ainda não define nada. O campeonato longo. Muita coisa ainda vai acontecer. Por isso, temos de estar atentos, focados, preparados para o fim do campeonato, até pelo desgaste”, explicou o técnico.

E a goleada ainda mereceu um elogiou a Lucas Lima. Dorival não costuma analisar seus atletas de maneira individual após as partidas, mas, nesta quarta, abriu uma exceção para falar do meia, que vive expectativa de ser convocado por Dunga nesta quinta-feira.

“É isso que queremos. É um jogador que precisa ter o contato (com a bola), ele precisa ter a participação que vem tendo. Quanto mais vezes pegue na bola, é natural que mais oportunidades vamos criar. É isso que todos nós gostaríamos de ver sempre. A partida dele foi muito boa”, finalizou o comandante do Peixe.

Lucas Lima fica na torcida por convocação: “Espero estar na lista”

Depois de dois amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, Dunga convoca nesta quinta, às 11 horas, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o elenco que abrirá as Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. No Santos, Lucas Lima, que viveu suas primeiras experiências justamente nos últimos testes, já vive uma nova ansiedade em ser chamado mais uma vez.

“Sonhamos em chegar à Seleção. Eu permaneci no Santos para tentar essa chance e ela aconteceu. Hoje, eu vejo que fiz a escolha certa. É fruto do trabalho. Desde o começo do ano venho trabalhando forte para isso acontecer”, comentou o meia, que após atuar pelo Brasil, esteve em campo com a camisa do Peixe nos jogos contra a Ponte Preta e Atlético-MG e já percebeu uma cobrança extra.

“A responsabilidade sempre vai ser maior por chegar à Seleção”, explicou. Mas, pelo que apresentou contra o Galo, Lucas Lima pode ficar confiante em mais uma convocação. “Meu futebol está crescendo. Eu procuro fazer minha parte aqui. Tomara que ele veja os melhores momentos. Os gols, pelo menos”, brincou o jogador, ao ser informado que Dunga este no Maracanã nesta quarta para assistir Fluminense x Palmeiras.

A Seleção Brasileira encara o Chile, fora de casa, dia 8 de outubro (quinta-feira), às 20h30. Dia 13 (terça-feira), em casa, o time de Dunga recebe a Venezuela às 22 horas.

Com a rodada dupla das Eliminatórias, o Campeonato Brasileiro sofrerá uma pausa. A 29ª rodada, que será disputada nos dias 3 e 4, será a última antes dos jogos da Seleção. Na ocasião, o Peixe encara o Fluminense. Depois a competição segue com a rodada 30, dias 14 e 15. Na quinta, dia 15, o alvinegro praiano visitará o Grêmio, no Sul. Se for convocado, Lucas Lima terá apenas dois dias de descanso. Mesmo assim, nada disso é encarado como obstáculo, na visão de Lucas Lima.

“Tinha certeza de que quem entrasse daria conta do recado”, comentou o jogador santista, lembrando que na sua ausência o Santos ganhou de Chapecoense e São Paulo e empatou com o Sport. “Nos treinamentos, quem entrava dava conta do recado. Agora, é esperar a convocação. Espero estar na lista, sim. Vamos ver o que Deus tem planejado”, finalizou.

Nos amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, Lucas Lima recebeu a oportunidade de começar jogando e, em ambos, acabou substituído no segundo tempo. Também é importante destacar que Neymar, principal estrela brasileira, cumprirá suspensão nas Eliminatórias e, assim, não encara Chile e Venezuela.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 19/08/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo de Ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.383 pagantes
Renda: R$ 678.150,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP)
Cartões amarelos: Lucas Lima (S) e Fagner (C).
Gols: Gabriel (31-1) e Marquinhos Gabriel (33-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Paulo Ricardo); Geuvânio (marquinhos Gabriel), Gabriel (Neto Berola) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Renato Augusto e Jadson (Danilo); Malcom (Mendoza) e Luciano (Vagner Love).
Técnico: Tite



Peixe faz 2 a 0 na Vila e abre boa vantagem em cima do Corinthians

O Santos abriu uma vantagem importante no primeiro duelo contra o Corinthians pelas oitavas de finais da Copa do Brasil. Na Vila Belmiro, o time de Dorival Jr fez 2 a 0 no seu arquirrival no inédito encontro entre as equipes pela competição.

O clássico desta quarta teve dois tempos distintos. Na primeira etapa, só deu Peixe. O Corinthians sequer chutou a gol e o time da casa acabou sendo premiado com o gol de cabeça de Gabriel, após lindo lançamento de Lucas Lima. Na etapa final, o Corinthians fez o que se esperava. Passou a dominar as ações e, mesmo deixando espaço para os contra-ataques, buscou o gol de empate a todo momento. Porém, em contra-ataque, o alvinegro praiano marcou seu segundo gol no jogo com Marquinhos Gabriel, de novo com assistência de Lucas Lima, melhor jogador em campo.

Além do revés, outra situação que preocupa os corintianos é a lesão de Luciano. Autor de cinco gols nos últimos três jogos, o atacante sentiu o joelho e precisou ser substituído ainda no primeiro tempo.

A vitória santista força o Corinthians a ter de buscar o resultado em Itaquera, na próxima quarta-feira, às 22 horas. Um gol santista na Capital força o time de Tite a ter de marcar três, e assim por diante. Apenas a repetição do placar do primeiro jogo leva a disputa para os pênaltis. Para avançar direto, sem levar gols, o Timão terá de vencer por 3 a 0.

O jogo

O clássico alvinegro começou do jeito que o torcedor santista esperava, com o Peixe partindo para cima do rival. Antes da primeira volta do relógio, Zeca já fez jogada individual pela esquerda e arriscou de fora da área, obrigando Cássio a fazer a primeira defesa do jogo.

A torcida se inflamou com o lance, que empolgou até o time. A jogada seguinte de perigo surgiu com David Braz, que apareceu na intermediária ofensiva e arriscou chute de longe, mas a bola saiu à esquerda do goleiro corintiano.

Mas, com a cara de Tite, o Timão soube segurar o ímpeto dos donos da casa e a partida caiu de ritmo após os 10 minutos. Porém, apesar do acerto em campo no setor defensivo, o time não conseguia chegar ao gol de Vanderlei.

Aos 20, Ricardo Oliveira tentou cortar Felipe, já dentro da área, e caiu. Os santistas pediram pênalti, mas o zagueiro sequer encostou no camisa 9 e pediu um cartão amarelo ao árbitro, alegando simulação do adversário. O juiz nada marcou e os santistas respiraram aliviados, já que Ricardo Oliveira entrou em campo pendurado com dois cartões amarelos.

O Peixe voltou a assustar aos 30 minutos, depois de boa jogada pela direita. Victor Ferraz cruzou e Gabriel, após dominar, emendou uma bicicleta. O lance rendeu aplausos, mas a bola saiu por cima do travessão.

De tanto martelar, o Santos conseguiu abrir o placar aos 31. Lucas Lima dominou a bola com liberdade, de novo pela direita, e inverteu toda a jogada, encontrando Gabriel livre, nas costas da zaga corintiana. O camisa 10 cabeceou no ângulo, sem chances para Cássio.

E para deixar a Fiel ainda mais aflita, na tentativa de buscar o empate imediatamente, Luciano acabou sentindo o joelho, após jogada individual. O atacante saiu de campo para ser atendido pelos médicos e insistiu em continuar no jogo, mesmo mancando. Mas, não teve jeito. Aos 43, o camisa 18 teve de deixar a partida para a entrada de Vagner Love e virou a grande preocupação para a comissão técnica de Tite para os próximos desafios da equipe.

Mesmo perdendo, o Corinthians não conseguiu reagir e terminou o primeiro tempo sem dar um único chute a gol. Já o Santos, desceu para os vestiários satisfeito com a vitória parcial.

E o Peixe não estava disposto a dar trégua. Logo que o jogo se reiniciou, por pouco o time da casa não chegou ao segundo gol. Lucas Limas, livre para armar a equipe, enfiou linda bola para Ricardo Oliveira. O centroavante chegou livre, mas foi travado por Cássio. No rebote, os zagueiros corintianos afastaram o perigo.

E foi só aos 7 minutos que o Timão concluiu sua primeira jogada. Renato Augusto conseguiu se desvincilhar da marcação e bateu forte. Mas Vanderlei pegou com segurança. Na sequência, em novo ataque, Fagner arriscou e a bola saiu pela linha de fundo.

Buscando ao menos um gol fora de casa, o Corinthians mudou de postura e passou a frequentar mais o campo de ataque. Aos 10 minutos, Vanderlei foi obrigado a trabalhar mais duas vezes, em chutes de Renato Augusto e Vagner Love, no rebote.

O Peixe, por outro lado, passou a ter o contra-ataque como arma principal, já que os espaços eram maiores. O jogo, então, melhorou e passou a ficar disputado no famoso ‘lá e cá’, com as duas torcidas apreensivas na Vila.

Aos 17 minutos, a zaga do Peixe parou pedindo impedimento e Vagner Love teve a chance de empatar, não fosse Vanderlei, que saiu do gol rápido e abafou a finalização do atacante corintiano.

Era o Timão dominando as ações aos 19 minutos da segunda tapa. Neste momento, a queda de rendimento do Peixe era notória e, por isso, Dorival Jr resolveu mexer no time. Entrou Marquinhos Gabriel no lugar de Geuvânio.

Com Malcom apagado, Tite também alterou seu time, apostando na velocidade de Mendoza. O Corinthians seguia dominando o jogo, mas sem levar muito perigo ao gol de Vanderlei. A passividade do Peixe chegou a irritar alguns torcedores, mas a partida não mudou de panorama até os 30 minutos.

Mas, como futebol não é baseado em justiça, justamente quando o Corinthians estava melhor em campo, o Santos chegou ao segundo gol. Marquinhos Gabriel aproveitou o vacilo da defesa corintiana e tabelou com Lucas Lima. Na cara de Cássio, o meia bateu firme e ampliou a vantagem do Peixe.

Sem forças, o Corinthians não conseguiu diminuir o prejuízo e terá de buscar o resultado na próxima quarta-feira, em Itaquera. Já o Santos deixou o clássico com a sensação de dever cumprido e aplaudido por sua torcida na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Santistas não escondem empolgação, mas evitam clima de ‘já ganhou’

A vitória por 2 a 0 em cima do Corinthians na noite desta quarta-feira deixou o Santos muito perto das quartas de final da Copa do Brasil. Diante de seu torcedor, o Peixe fez o dever de casa e agora pode até perder por um gol de diferença na próxima semana, em Itaquera, que avança na competição. O clima entre os jogadores, após o jogo, era o mesmo: muita empolgação, porém, com os ‘pés no chão’.

“Não tem nada ganho ainda. A equipe deles é muito qualificada. É uma boa vantagem, mas nada ganho. Sabemos da importância do outro jogo. O mais importante hoje é que o time fez uma boa partida e não tomamos gol”, falou Lucas Lima, dono das duas assistências para os gols da partida.

Questionado se o time teve uma apresentação perfeita, o camisa 20 teve cautela.
“Nunca é perfeito. Com certeza, o professor Dorival vai mostrar alguns detalhes amanhã onde erramos. Mas foi uma boa partida. Uma semana muito boa, feliz pela convocação”, comentou, lembrando que foi chamado por Dunga para defender a seleção brasileira pela primeira vez.

Ricardo Oliveira, apagado do clássico desta quarta, adotou discurso semelhante. “Acho que é precoce falar isso. Resultado importante, abrimos dois gols de diferença, mas não temos nada decidido”, garantiu.

Os mais empolgados eram os jovens Geuvânio e Thiago Maia. Os dois atletas não esconderam a alegria de bater o rival em casa e mostraram confiança na classificação na casa corintiana.

“Sabia que a gente ia fazer gol. Desde o começo, a gente conversou lá no vestiário que a gente não podia tomar gol e que a gente ia fazer”, revelou o Caveirinha, que entrou em campo pelo Peixe pela 100ª vez nesta quarta.

Intenso na marcação e aplaudido pela torcida depois do apito final, o volante Thiago Maia deixou o jogo vibrando.

“Minha função é essa: correr, marcar e ajudar a equipe. Temos que respeitar, Corinthians é uma equipe grande, mas, aqui na Vila, com uma torcida dessa, maravilhosa, apoiando, não tem para ninguém”, afirmou.

Dorival vê decisão aberta e nega cansaço excessivo no segundo tempo

Dorival Jr fez questão de não demostrar qualquer tipo de empolgação depois de vitória santista por 2 a 0 em cima do Corinthians, na Vila Belmiro. Sereno, o técnico gostou do que viu em campo, mas, enalteceu a todo momento a qualidade de seu adversário e pediu atenção total à equipe para o duelo de volta, em Itaquera, na próxima quarta.

“O time começou muito intenso. Depois, parece que de uma maneira mais consciente, começamos a nos posicionar um pouco melhor. Foi um jogo complicado, com um primeiro tempo que abrimos uma vantagem importante, mas não decisiva. Ainda tem muita coisa para acontecer e nós não podemos dar por finalizada, porque os próximos 90 minutos prometem muito”, comentou o treinador.

A vitória faz com que o Peixe entre em campo no próximo clássico podendo até perder por um gol de diferença para ficar com a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Dorival, no entanto, foi cauteloso.

“O Corinthians é líder do campeonato não por acaso. Isso daí já mostra o potencial de uma uma equipe como o Corinthians. Foi um resultado importante, mas não tem nada decidido e o o Santos vai ter quer trabalhar muito, se quiser conseguir a vaga na quarta que vem”, avisou.

A última derrota do time de Tite havia acontecido justamente diante do Santos, na Vila Belmiro, há 12 jogos, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. A equipe de Parque São Jorge estava embalada, mas, viu sua invencibilidade cair depois de um primeiro tempo em que o Santos dominou todas as ações. Na segunda etapa, o Corinthians foi melhor, mas acabou levando o segundo gol e se complicando.

O treinador santista falou sobre a alternância de ritmo da sua equipe e refutou a ideia de que os jogadores sentiram o cansaço durante a partida.

“Acho que a intensidade do primeiro tempo é que proporcionou isso no segundo tempo. Temos que equilibrar um pouco mais. E começamos a carregar bola desnecessariamente. Isso proporciona um desgaste muito maior quando a equipe está saindo. Quando erra, você pega a equipe em transição e, fatalmente, dá o contra-ataque”, explicou, antes de analisar a situação pelo lado positivo. “Mas, você questiona fisicamente. E a vola? Ela sempre acontecia. Então, não quer dizer que houve um desgaste excessivo. Paramos de trabalhar a bola, o que vinha sendo fundamental, e isso quase pesou contra a gente”, completou.

Agora, o Peixe dá uma pausa na Copa do Brasil e se prepara para receber o Avaí, de novo na Vila Belmiro, no próximo sábado, às 18h30.

“Vamos ter muita calma, para que possamos voltar para o Brasileiro, tentar botar um grande público na Vila e fazer um grande jogo contra o Avaí”, disse Dorival Jr.

Peixe promete ignorar vantagem e ir para cima do Corinthians em Itaquera

Contra o Corinthians, na Vila Belmiro, o Santos mais uma vez mostrou sua força como mandante e novamente bateu seu arquirrival nesta temporada. Apesar disso, todos no clube fazem questão de ressaltar que a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil ainda não está garantida, mesmo após o 2 a 0 da última quarta. E o que fazer para não deixar a classificação escapar no segundo e decisivo confronto, na próxima semana, em Itaquera? Repetir a atuação. É o que pensa o técnico Dorival Jr.

“Você não tem a receita. Você tem que jogar. Não pode se dar conta que o resultado aconteceu. Tem que entrar em campo determinado, em busca de vitória. Temos consciência do adversário que estamos enfrentando”, disse o treinador santista, prometendo armar sua equipe de forma ofensiva. “Se o Corinthians já é difícil, imagina lá dentro. Mas, jamais vamos deixar de ser ofensivos, como fomos durante toda a competição”, completou.

A forma que vai jogar, para o torcedor do Peixe, é o que menos importa neste momento. Feliz com a boa vitória no primeiro jogo, os alvinegros praianos seguem receosos apenas porque é justamente fora de casa que o clube tem decepcionado nesta temporada.

O jejum como visitante já superou a marca de quatro meses e a equipe terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro com seis derrotas e quatro empates longe de seus domínios. Para o experiente volante Renato, o time tem que se superar na quarta-feira. “É possível jogar assim lá. Vamos sofrer bastante, é difícil manter o mesmo ritmo fora, mas vamos com dedicação e humildade para ganhar fora”, afirmou.

A preocupação só não é maior em função da vantagem, que permite o Santos avançar às quartas de final perdendo por um gol de diferença ou até dois, caso volte a marcar no confronto, lembrando que o gol fora de casa é usado como critério de desempate. Um novo 2 a 0, desta vez para o Corinthians, leva a definição para os pênaltis. E uma vitória do time de Tite por três gols de diferença garante a vaga direta do alvinegro da Capital.

Lucas Lima brilha após convocação e ganha elogios do chefe

A última semana foi especial para Lucas Lima. Pela primeira vez, o meia do Peixe foi convocado para defender a Seleção Brasileira. E foi com este peso que o camisa 20 entrou em campo para o clássico contra o Corinthians, na última quarta. “Criou uma responsabilidade a mais. Tenho ouvido que sou jogador de Seleção”, revelou o atleta.

A pressão, porém, não inibiu o jogador no primeiro duelo das oitavas de final da Copa do Brasil. Em uma atuação de destaque, Lucas Lima deu duas belas assistências com seu pé esquerdo apurado e foi crucial para a vitória do Peixe por 2 a 0.

“Esse lance, treinamos bastante. O Lucas Lima tem jogado muito. Grande jogador do Brasil. Só dei uma olhadinha para ele e ele sabia que eu estava aqui”, contou Gabriel, o primeiro a aproveitar a boa fase do meia para marcar seu gol contra o Corinthians. No segundo tempo, foi Marquinhos Gabriel foi o ‘beneficiado’. “Minha característica principal é o dinamismo. Tenho procurado melhorar”, ressaltou Lucas Lima, depois da partida.

Cheio de orgulho, Dorival Jr. lembrou sua relação com o meia santista desde seus primeiros passos na carreira e não escondeu a admiração pelo futebol do camisa 20. “Eu conheço o Lucas desde a Inter de Limeira. Foi um pedido nosso para que a diretoria do Internacional o contratasse. Já acompanho o Lucas há um bom tempo. Sei como ele é importante da intermediária para dentro. Ele sempre chega para ser importante e decisivo em um passe final”, afirmou o técnico do Peixe.

Contra o Corinthians, Lucas Lima flutuou nas costas de Bruno Henrique e Elias e apareceu com liberdade para a armar o jogo em muitos momentos. Diferente de outros jogos, o meia atuou mais próximo da linha de atacantes, usando as beiradas de campo. Dorival Jr. admitiu a mudança no posicionamento de Lucas Lima.

“Ele está vendo o quanto muda as suas condições quando ele joga dessa maneira. Ele está entendendo o quanto é útil para a equipe. Já o coloquei como segundo volante e ele também produziu. Esse toque de qualidade ele tem. Mas, na maioria das vezes, ele vai jogar assim”, esclareceu o comandante alvinegro.

A convocação à Seleção Brasileira fará com que Lucas Lima desfalque o Santos nos duelos contra Chapecoense, na Vila, Sport, na Ilha do Retiro, e São Paulo, na Arena Pantanal. Neste meio tempo, o jogador estará à disposição de Dunga para os amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, dias 5 e 8 de setembro, respectivamente.

Maringá 2 x 2 Santos

Data: 06/05/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 2ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá (PR).
Público: 16.142 pagantes
Renda: R$ 677.255,00
Árbitro: Thiago de Alencar Gonzaga
Auxiliares: Leandro dos Santos Ruberdo e Claysson Vieira de Morais.
Cartões amarelos: Ítalo, Rafael Santiago, Rhuan (M); Gabriel, Elano, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique (S).
Gols: Elano (24-1), Marquinhos Gabriel (10-2), Fabiano (37-2) e Rodrigo Dantas (46-2)

MARINGÁ
Ednaldo; D. Gerônimo, Fabiano, Marcelo Xavier e E. Edinho; Ítalo, Eurico, Serginho Paulista (Rhuan) e Max (Alex); Rodrigo Dantas e Gabriel Barcos (Rafael Santiago).
Técnico: Claudemir Sturion

SANTOS
Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio, Leandrinho, Elano (Serginho) (Thiago Maia) e Marquinhos Gabriel; Lucas Crispim (Diego Cardoso) e Gabriel.
Técnico: Marcelo Fernandes



De ressaca e com reservas, Santos leva gol no fim e empata com o Maringá

No primeiro jogo após o título paulista, time vencia até o fim, mas levou dois gols em nove minutos e deixou escapar a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil

O Santos curtiu a ressaca do título paulista sem Robinho, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e seus principais astros, sem bom futebol e também sem vitória. Poupando titulares, o Peixe vencia até os 46 minutos do segundo tempo, mas cedeu o empate por 2 a 2 ao Maringá, fora de casa. O jogo da volta acontece na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

Depois de tanta adrenalina e tensão na final do Paulistão, o torcedor alvinegro merecia um descanso para o coração e os nervos. Mesmo assim, não teve uma noite lá muito tranquila. O primeiro susto veio no segundo minuto da partida, quando Gabriel Barcos marcou para os paranaenses, mas teve gol anulado. Depois, com os gols de Elano e Marquinhos Gabriel, a partida se desenrolava tranquila, mas dois gols dos paranaenses em oito minutos (Fabiano e Rodrigo Dantas) colocaram água no chopp santista.

Mesmo sem seus principais jogadores, o Santos dominou a partida – embora não tenha tido uma grande atuação. O desentrosamento, a má qualidade do gramado e até a limitação técnica de alguns atletas proporcionaram jogadas feias e fizeram com que, mesmo tendo maior posse de bola, o Peixe pouco criasse.

Com dificuldades para criar, também pelos buracos no campo do Estádio Willie Davids, a solução alvinegra veio pelo alto. Cicinho cruzou e Elano, assim como já havia feito contra o Londrina, na última fase da competição, testou firme para as redes. O Peixe então passou a controlar o jogo, foi pouco ameçado e ampliou a vantagem com Marquinhos Gabriel, no ínicio do segundo tempo.

Com a classificação encaminhada, Marcelo Fernandes começou a observar os reservas dos reservas do Peixe, e os garotos, pouco acostumados a jogar, sentiram o cansaço. Apoiado pela torcida que lotou o estádio, o Maringá, limitadíssimo, mas valente, cresceu, diminuiu a vantagem aos 38 minutos e conseguiu o empate aos 46 minutos da etapa final.

Agora, o time da Vila Belmiro se foca no Brasileirão, competição na qual estreia domingo, contra o Avaí, na Ressacada, às 18h30. Se espantar a zebra e avançar à terceira fase da Copa do Brasil, o Santos pegará Sport ou Chapecoense. A equipe catarinense venceu a primeira partida por 2 a 0, em Chapecó, e abriu boa vantagem para a volta em Pernambuco.

Bastidores – Santos TV:

Capitão dos reservas, Elano critica queda de produção: ‘É nisso que dá’

Camisa 22 foi substituído aos 27 minutos do segundo tempo e assistiu do lado de fora ao Maringá marcar dois gols e garantir o jogo de volta na Vila Belmiro, quarta-feira

Substituído aos 27 minutos do segundo tempo, Elano viu do banco de reservas o Santos levar dois gols do Maringá, empatar em 2 a 2 e não conseguir eliminar o jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil. Com gols marcados aos 37 e aos 46, o clube paranaense garantiu a partida da próxima quarta-feira, na Vila Belmiro ao igualar o placar aberto pelo próprio Elano, aos 23 do primeiro tempo, e ampliado por Marquinhos Gabriel já na etapa complementar.

Na saída do gramado do Willie Davids, o capitão do Peixe criticou a queda de rendimento da equipe sem associar este fato à sua saída de campo. Para o camisa 22, falta de atenção foi o motivo para a equipe sofrer dois gols em nove minutos e deixar Maringá com gosto de derrota.

– Infelizmente aconteceu, mas não foi só pela minha saída. Tem que ter um pouquinho mais de atenção para que isso não aconteça. Não pode baixar o volume de jogo, tem que manter uma consistência de jogo e quando você não faz isso no futebol de hoje, é nisso que dá. A gente vai embora triste, tínhamos que fazer o resultado para o torcedor que veio até aqui – afirmou Elano.

Agora, o Santos foca atenções na primeira rodada do Brasileirão, quando enfrentará o Avaí na Ressacada, em Florianópolis, domingo, às 18h30. Nesta partida, os titulares estarão de volta ao time do técnico Marcelo Fernandes. O jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil será no meio da semana seguinte, na Vila Belmiro.

Caso entre em campo contra o Avaí, Elano fará seu jogo de número 300 com a camisa do Santos. Esta é a terceira passagem do camisa 22 pela Vila Belmiro, e o atual contrato acaba no fim de maio.

Marília 1 x 4 Santos

Data: 14/03/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, em Marília, SP.
Público: 6.849 total
Renda:R$ 181.480,00
Árbitro: Adriano de Assis Miranda
Auxiliares: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Maria Eliza Correia Barbosa.
Cartões amarelos: Gilberto Trindade (M) e Valencia (S).
Gols: Thiago Ribeiro (31-1); Marquinhos Gabriel (18-2), Bruno Farias (20-2), Thiago Ribeiro (30-2) e Gabriel (36-2).

MARÍLIA
Rodrigo Calchi; Gil, Thiago Gomes, Braga e Deca; Juninho Ortega (Gadelha), Boquita, Gilberto (Gilberto Trindade) e Evandro (Thiago Elias) e Bruno Farias; Leandro Costa.
Técnico: Bruno Quadros

SANTOS
Vanderlei; Cicinho (Vitor Ferraz), David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Valencia (Renato), Lucas Otávio e Elano (Lucas Lima); Marquinhos Gabriel, Thiago Ribeiro e Gabriel.
Técnico: Marcelo Fernandes



Reservas do Peixe goleiam por 4 a 1 e afundam o lanterna Marília

Mesmo com o time formado basicamente por reservas, o Santos conquistou mais três pontos no Campeonato Paulista nesta noite de sábado. A equipe do agora efetivado Marcelo Fernandes esteve longe de fazer uma grande partida, mas goleou o frágil Marília por 4 a 1, no estádio Bento de Abreu, pela 10ª rodada.

O resultado mantém o Peixe na liderança geral do Estadual com 26 pontos. Já são 8 vitórias e apenas dois empates do time de Vila Belmiro, líder disparado do Grupo D. Por outro lado, o Mac parece não ter mais salvação. Esta foi a oitava derrota da equipe, que soma apenas 2 pontos e segue na lanterna tanto do Grupo C, quanto da classificação geral do Paulistão.

Logo após o jogo, a delegação santista já iniciou a viagem para Londrina. Na terça-feira, o time estreia na Copa do Brasil contra a equipe paranaense, no estádio do Café, às 19h30, provavelmente com os titulares de volta.

Pelo Paulistão, o Santos recebe o Audax no próximo sábado, às 16 horas, no Pacaembu. No dia seguinte, o Marília visita o São Paulo, no Morumbi, no mesmo horário.

A chuva e o tipo de gramado do estádio Abreuzão fizeram com que muita lama se acumulasse no campo de jogo. Escorregadio e pesado, o gramado deixou a partida lenta. Além disso, a falta de inspiração dos jogadores atrapalhou o espetáculo na primeira etapa.

O time da casa abusou dos passes errados e conseguiu chegar ao gol de Vanderlei apenas após os 40 minutos, com dois chutes de fora da área que assustaram, mas não acertaram o alvo.

O Peixe, apesar de ter mais posse de bola, também não fez um grande jogo. Com sete reservas em campo, a equipe sentiu a falta de entrosamento e encontrou muitas dificuldades para furar a retranca do Mac.

Na única grande oportunidade que criou, o time de Marcelo Fernandes chegou ao gol. Cicinho, que deixou o jogo logo em seguida por causa de uma lesão muscular, fez jogada individual pela direita e cruzou baixo. O goleiro Rodrigo Calchi falhou e a bola sobrou para Thiago Ribeiro completar para o gol vazio.

“Resultado importante, temos de ter tranquilidade para ter uma boa postura e tentar fazer o segundo ou o terceiro. Tocamos bem a bola, mas está faltando velocidade no passe. Temos espaço, mas a bola está chegando muito devagar, fica ruim para jogar”, comentou o camisa 11, na saída para o vestiário.

E, assim como pediu o atacante, o Santos retornou para a etapa complementar mais aceso. Na verdade, o jogo ficou mais veloz, com o Marília ousando sair de trás para buscar ao menos um empate.

Diferente do primeiro tempo, o Mac chegou ao de Vanderlei antes dos 5 minutos, em chute de Bruno Farias, que mais uma vez passou perto do travessão. Na sequência, Thiago Ribeiro por pouco não marcou seu segundo gol no jogo em lance inusitado. O atacante recebeu na ponta esquerda e, ao tentar cruzar a bola para a área, mandou a bola direto para o gol, obrigando Rodrigo Calchi a fazer grande defesa.

Aos 18, depois de tanto martelar, o alvinegro ampliou sua vantagem no placar. A zaga do Mac falhou ao tentar fazer linha de impedimento e deixou Gabriel cara a cara com o goleiro. O camisa 10 não foi fominha e serviu Marquinhos Gabriel, que só empurrou a bola para as redes.

Mas nem deu tempo dos santistas comemorarem nas arquibancadas, pois, na saída de bola, o Marília foi para cima e Bruno Farias marcou um belo gol em chute de fora da área. Vanderlei deu o golpe de vista, mas foi surpreendido.

A partida, então, passou a ficar aberta, com o Marília criando chances pelas laterais, mas se expondo ao contra-ataque. E mesmo com o apoio da torcida local, o desnível técnico entre os times falou mais alto.

Assim, o Santos definiu sua vitória com mais dois gols. Primeiro, Thiago Ribeiro recebeu de Gabriel e bateu no canto, deslocando o arqueiro rival, para abrir 3 a 1. E já aos 36, foi a vez de Lucas Lima deixar Gabriel sozinho para fazer o seu e transformar a vitória em goleada.

O Marília ainda acertou o travessão com Leandro Costa nos minutos finais, mas o placar não foi mais alterado e o líder do Paulistão deixou a parida com a sensação de dever cumprido ao superar o lanterna da competição.

Bastidores – Santos TV:

Marcelo Fernandes dedica vitória ao elenco santista e ignora contrato

A carreira de treinador não podia iniciar de melhor forma para Marcelo Fernandes. Antes, como interino, o ex-auxiliar comandou a equipe nas vitórias por 3 a 0 em cima do Botafogo-SP e 2 a 1, de virada, no clássico com o Palmeiras. No último sábado, em seu primeiro desafio após ser efetivado no cargo, o Peixe bateu o Marília por 4 a 1. São três vitórias em três jogos, nove gols marcados e apenas dois sofridos.

“Sabíamos que era um jogo difícil, mas tínhamos confiança total no grupo. Você vê que tiramos vários jogadores por lesão e todos estão aí, viajaram, isso é o mais importante. Essa vitória é para eles”, disse Marcelo, lembrando que até os atletas que não foram relacionados para o duelo desta décima rodada do Campeonato Paulista, como o capital Robinho, foram ao estádio Bento de Abreu dar força à equipe.

Ao todo, sete reservas iniciaram a partida contra o lanterna do Estadual. Vitor Ferraz, Lucas Lima e Renato ainda chegaram a entrar na segunda etapa e ajudaram a construir a goleada debaixo de chuva, em um campo com muita lama.

“É o que eu falo para eles, não é papo de teoria. Elenco é isso aí, na hora que precisa tem que ser usado. O grupo todo é muito importante. Futebol hoje é assim, de grupo. Hoje você não é titular, mas sabe que vai entrar. E hoje o Santos está muito bem servido”, explicou Marcelo, garantindo que sua postura com o time não mudou após ser promovido.

“Não, eu só fui efetivado no cargo porque estou exercendo da melhor forma possível, não muda nada. Às vezes é difícil fazer o simples, e é isso que nós estamos fazendo. Eu, Serginho (Chulapa), Edinho, estamos tentando dar moral para os jogadores e simplificar”, ressaltou.

Técnico sem contrato

A situação do treinador santista pode ser considerada uma novidade no futebol brasileiro. Marcelo Fernandes é membro da comissão técnica permanente do Santos e foi efetivado com a condição de retornar ao posto de auxiliar caso a diretoria alvinegra, em algum momento, opte por contratar um novo técnico.

Diante disso, nem mesmo um contrato com prazos e condições salariais foram acordados. Marcelo Fernandes, assim como Serginho Chulapa e Edinho, recebeu apenas uma “gratificação de função”. Seu salário agora é de aproximadamente R$ 10 mil por mês. Só para se ter uma ideia, Enderson Moreira, que recebia um salário considerado baixo no mercado, ganhava R$ 180 mil mensais.

“Estou tranquilo, nem tratei nada disso, estou focado em ajudar o time, despreocupado quanto a isso. O presidente vai saber reconhecer o que a gente está fazendo, isso é o mais importante agora”, minimizou Marcelo Fernandes.