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Jogos inesquecíveis


Corinthians 2 x 3 Santos

Data: 15/12/2002, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 74.586 pagantes
Renda: R$ 1.152.809,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Fabinho, Fábio Luciano e Fabrício (C); Maurinho e Fábio Costa (S).
Gols: Robinho (37-1); Deivid (30-2), Anderson (39-2), Elano (43-2) e Léo (47-2).

CORINTHIANS
Doni; Rogério, Fábio Luciano, Ânderson e Kléber; Fabinho (Fabrício), Vampeta e Renato; Deivid, Guilherme (Leandro) e Gil.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Robert/Michel); Robinho e William (Alexandre).
Técnico: Emerson Leão



Santos conquista o Brasileiro e sai da fila de 18 anos

O Brasileiro-2002 coroou neste domingo o time de melhor futebol do campeonato. O Santos bateu novamente o Corinthians em jogo emocionante no Morumbi, por 3 a 2, e conquistou seu primeiro título importante nos últimos 18 anos.

A equipe da Vila Belmiro, campeã paulista de 1984, também não levantava uma taça de âmbito nacional havia 34 anos, desde que venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968.

Comandado por Emerson Leão, o time encantou o país com toques rápidos, uma forte marcação, muita garra e a genialidade da dupla teen Diego, 17, e Robinho, 18.

“Fui várias vezes campeão como jogador, até em Mundial. Mas o êxtase da minha carreira foi hoje”, disse Leão.

O Santos, que entrou em campo sem seu maior artilheiro (Alberto com 12 gols estava suspenso), sofreu um baque logo aos 2min de jogo. O meia Diego sentiu distensão muscular na coxa esquerda em seu primeiro lance e deixou o campo.

Entrou Robert, único remanescente da final de 1995, quando perdeu para o Botafogo.

Daí começou a brilhar um coadjuvante que passou a jogar somente nos mata-matas. O goleiro Fábio Costa fez três defesas espetaculares, em cabeçadas à queima-roupa de Guilherme (duas) e Fábio Luciano.

No final do primeiro tempo, ressurgiu outro herói. Robinho recebeu a bola e começou a “dançar” em frente ao lateral Rogério. Tocou na frente e sofreu pênalti, que o próprio atacante cobrou para abrir o placar.

No segundo tempo, o Corinthians virou com Deivid e Ânderson, ambos de cabeça.

Faltando apenas um gol para o título do rival, Robinho voltou a ser o diferencial.

Em dois contra-ataques, definiu a vitória. No primeiro, o atacante driblou Fábio Luciano e tocou para Elano apenas completar para o gol. E, no segundo, tentou passar por Vampeta e Rogério, a bola sobrou para Léo, que passou por um zagueiro e chutou no ângulo.

Feitos

Além do fim do jejum de 18 anos, o Santos de 2002 entrou para a história como o time mais novo a sagrar-se campeão brasileiro, com média de 22 anos e cinco meses.

O meia Diego se tornou o jogador mais novo a levantar o mais prestigiado troféu do país, aos 17 anos, nove meses e 13 dias. Diego “roubou” o título do ex-atacante Careca, que ganhou pela primeira vez o título da competição em 1978 pelo Guarani, aos 17 anos, dez meses e oito dias.

A equipe da Vila Belmiro se tornou o maior carrasco do Corinthians na história. Nunca o time do Parque São Jorge fora derrotado cinco vezes seguidas por um arqui-rival numa mesma temporada.

Emerson Leão se redimiu da passagem frustrada pela seleção brasileira e atingiu sua 100ª vitória em Brasileiros. Também conquistou como técnico (bicampeão) o sucesso que obteve como jogador (tricampeão).

Leão: “Título não poderia ser de outro”

Treinador afirma que sua equipe não se abalou quando o Corinthians fez 2 x 1 na partida deste domingo, no Morumbi.

O técnico do Santos, Emerson Leão, afirmou após a vitória por 3 x 2 que sua equipe – mesmo tendo terminado a fase de classificação do Brasileiro em 8º lugar – mereceu conquistar a competição.

“Jogamos seis vezes e vencemos cinco. O título não poderia ficar com outra equipe”, disse Leão, referindo-se ao desempenho do time no “mata-mata”.

“Sofremos 2 x 1 e não ficamos nervosos. Eles (os jogadores) estão de parabéns. Não mostraram em nenhum momento que estavam abalados. O nosso emocional foi fundamental para passar pelo São Paulo, Grêmio e Corinthians”, comentou.

O treinador considerou fundamental as duas vitórias diante do São Paulo.

“Não ganhamos o título hoje, contra o Corinthians. Tínhamos certeza do título ao passar pelo São Paulo. Para mim, eles ainda são o melhor time do Brasileiro. Por isso, ganhamos muito confiança ao passar por eles”, disse Leão.

Para o comandante santista, o mérito da conquista esteve na simplicidade da equipe. “Apesar de serem jovens, sempre atuaram da mesma maneira”.

Questionado sobre a saída de Diego no início do primeiro tempo, Leão disse que o reserva Robert foi um dos melhores jogadores em campo. “Ele foi sensacional. Sua partida foi irrepreensível”.

Leão também respondeu aos torcedores, que mantinhas as faixas de ponta cabeça nos estádios. “Agora não vai ter mais faixa de cabeça para baixo. Somos um time que representa uma cidade e todos agora estão em festa”, afirmou o treinador, que completou.

“Não vamos comemorar na Avenida Paulista. Vamos para a Vila Belmiro, que é nossa casa”, emendou.

Seleção Brasileira

Emerson Leão também falou sobre uma possível volta ao comando da Seleção Brasileira. “Com ele lá, não voltou nunca mais”, comentou, referindo-se ao presidente Ricardo Teixeira.

Mas Leão foi mais incisivo. Disse que o título deste domingo (15) foi um dos dias mais felizes de sua vida.

“Estou sentindo felicidade ao contrário de quando me deram facada na seleção”, disse, lembrando de quando foi demitido por Teixeira, logo após a Copa das Confederações de 2001.

“As feridas do meu coração vão se fechar com essas crianças do Santos”, falou.

Gil afirma que o Santos mereceu a vitória

O atacante Gil, do Corinthians, acredita que o Santos mereceu a vitória na final do Campeonato Brasileiro. O time santista fez 3 a 2 no rival e conquistou o inédito título.

“(O título) ficou com a equipe que mereceu. Não podemos desmerecer a equipe deles. Ficou com quem mereceu, mas eu queria que o troféu fosse para o Parque São Jorge”, disse.

Segundo o atacante corintiano, o Santos parou o lado esquerdo do Corinthians. “Esse é um mérito que o Santos conseguiu ter. Parou o nosso lado forte e conseguiu o título. Mas temos que sair daqui de cabeça erguida”, afirmou.

Gil lembrou que o Corinthians precisou abrir-se em campo quando vencia por 2 a 1 e acabou sofrendo mais dois gols e perdendo o jogo decisivo.

“Conseguimos fazer os gols, mas depois de um certo momento, a gente se abriu e demos o contra-ataque para o Santos”, disse Gil, autor do cruzamento para Deivid marcar um dos gols corintianos.

O atacante do Corinthians também agradeceu ao apoio da torcida. “A torcida reconhece nosso esforço, nosso trabalho. E nós reconhecemos o apoio deles. A torcida está nos apoiando e precisa nos apoiar agora na Libertadores”, terminou.



Veja abaixo o vídeo do jogo na íntegra:
Crédito: Canal do youtube de wagnermendesjr


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1 e 2.

Santos 2 x 0 Corinthians

Data: 08/12/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 58.534
Renda: R$ 858.099,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Preto (S), Alberto(S) e Renato(C)
Gols: Alberto (15-1) e Renato (43-2).

SANTOS:
Fábio Costa; Michel, Preto, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Alberto.
Técnico: Emerson Leão.

CORINTHIANS:
Doni; Rogério, Fábio Luciano, Scheidt e Kléber; Vampeta, Fabrício e Renato (Leandro); Deivid (Marcinho), Guilherme e Gil.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.


Santos vence por 2 a 0 e está próximo de sair da fila

O Santos deu hoje um importante passo para conquistar o inédito título do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Corinthians por 2 a 0, no estádio do Morumbi, em São Paulo.Para sagrar-se campeão do Brasileiro pela primeira vez, o Santos pode até perder a partida de volta por um gol de diferença.

Caso o Corinthians vença por dois gols de vantagem, o time do Parque São Jorge conquistará seu quarto título do Nacional, uma vez que a equipe do técnico Carlos Alberto Parreira possui ao seu favor a vantagem de jogar por dois resultados iguais por ter terminado à frente do adversário na fase de classificação (o Corinthians terminou em terceiro e o Santos em oitavo).

O Santos não conquista um título de expressão há quase dezoito anos. A última ocasião aconteceu em dezembro de 1984, quando o comandado pelo técnico Chico Formiga ganhou o Campeonato Paulista em cima do próprio Corinthians, com um gol anotado pelo atacante Serginho Chulapa.

Mesmo não podendo jogar em casa devido os laudos apresentado pela da prefeitura de Santos e da Polícia Militar que mostraram que o estádio da Vila Belmiro tem capacidade para 20 mil torcedores (o regulamento da competição estabele que estádio possua 25 mil lugares), o Santos partiu para cima do Corinthians logo no início do jogo, apesar da forte chuva que assolou a cidade de São Paulo.

A primeira chance de gol da equipe da Baixada Santista ocorreu logo aos 3min. O meia Diego fez boa jogada e deixou Alberto na cara do goleiro Doni. Mas o juiz Antônio Pereira da Silva marcou impedimento.

Oito minutos depois, Léo invadiu a área pela meia direita e chutou cruzado, Doni espalmou e, no rebote, quando Alberto ía concluir o bandeirinha marcou novo impedido do time santista.

Mas o gol do Santos não demorou para sair. Aos 16min, Diego deu um passe perfeito para Alberto, que só tocou na saída do goleiro Doni, fazendo o primeiro gol do jogo e o seu 12ª no Brasileiro.

Minutos depois do gol, o atacante Robinho acertou uma entrada violenta no tornozelo de Deivid, mas o juiz mandou seguir a jogada e nem mostrou o amarelo ao jogador santista.

O Corinthians só levou perigo ao gol santista aos 28min. Vampeta tocou para Rogério, o lateral tocou para Guilherme livre, mas o atacante chutou por cima do gol de Fábio Costa.

Aos 36min, Alberto recebeu passe de Michel e marcou novamente, mas Antônio Pereira da Silva marcou mais um impedimento.

Apesar de trabalhar a bola como mandava o técnico Parreira, o Corinthians não conseguiu vencer a boa marcação santista, que quase amplia o placar aos 41min novamente com Alberto, que novamente marcou, só que em impedimento.

No segundo tempo, o Corinthians voltou melhor e quase empatou a partida com Guilherme aos 7min. O atacante recebeu livre na área, mas na hora do chute foi travado pelo zagueiro Alex.

A pressão aumentou e Kléber quase igualou o placar aos 12min. O lateral corintiano tentou o cruzamento e quase mandou direto para o gol de Fábio Costa que só olhou a bola passar ao lado do gol.

O Santos só foi ao ataque aos 15min. Diego tocou para Robinho, que, livre na área driblou o goleiro Doni e no momento de concluir o zagueiro Fábio Luciano afastou o perigo, chutando a bola para o escanteio.

Três minutos depois, os santistas tiveram nova chance com o meia Elano que bateu de primeira o cruzamento de Léo, mas Doni fez a defesa.

Aos 28min, Alberto invadiu a área, driblou Doni e tentou cavar o pênalti. O árbitro Antônio Pereira da Silva não marcou nada e ainda deu cartão amarelo para o santista. Foi o seu terceiro do atacante e ele não jogará a partida decisiva no próximo domingo.

O Santos se fechava atrás e nos contra-ataques levava muito perigo ao gol corintiano. Aos 43min, Robinho aproveitou e lançou para Renato, o volante com muita calma tocou por cima do goleiro Doni e deu números finais a partida.

Fontes: Jornal Folha de São Paulo e Revista Lance.


Veja acima a matéria do Globo Esporte – Partes 1, 2 e 3.

São Paulo 1 x 2 Santos

Data: 28/11/2002
Competição: Campeonato Brasileiro – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 64.946
Renda: R$ 984.660,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (Fifa-PE)
Cartões amarelos: Ricardinho, Luis Fabiano, Ameli e Fábio Simplício (SP); Elano, Fábio Costa e Léo (S).
Gols: Luis Fabiano (04-1); Léo (14-2) e Diego (47-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Rafael (Júlio Baptista), Ameli, Jean e Gustavo Nery; Júlio Santos (Adriano), Fábio Simplício, Ricardinho e Kaká; Reinaldo (Leandro) e Luis Fabiano.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego; Robinho e Alberto (Marcão).
Técnico: Emerson Leão


Santos elimina o melhor time do Nacional e pega o Grêmio nas semifinais

Melhor equipe da primeira fase do Campeonato Brasileiro, o São Paulo foi eliminado na noite desta quinta-feira pelo jovem time do Santos, último entre os oito classificados, que venceu por 2 a 1 no Morumbi.

Os santistas, que já haviam vencido o primeiro confronto do mata-mata por 3 a 1, na Vila Belmiro, agora pegam o Grêmio na semifinal. A primeira partida acontece no domingo, em Santos.

Com a eliminação, o São Paulo -que tem o melhor ataque e um dos times mais estelares da competição- completou 11 anos sem vencer o principal torneio do país, o que configura o seu maior jejum na história do Brasileiro.

Já o Santos volta à uma semifinal após quatro anos, foi eliminado em 98 pelo Corinthians.

As duas maiores revelações santistas -o atacante Robinho, 17, e o meia Diego, 18- participaram diretamente dos gols do time hoje: o primeiro fez bela tabela com Léo, que marcou, e o segundo decretou a vitória.

“Apostamos no valor jovem. Demos a confiança e eles estão retribuindo”, afirmou o técnico do Santos, Emerson Leão, que considerou uma injustiça o São Paulo ficar fora do Brasileiro.

Nem tanto pela técnica, mas principalmente pelas faltas e pela tensão, a partida de hoje lembrou o confronto entre São Paulo e Santos no mesmo Morumbi pela primeira fase do Brasileiro, vencido pelo primeiro por 3 a 2.

Enquanto o santista Diego, que naquele jogo comemorou um gol pisando no escudo são-paulino, era hostilizado pela torcida do rival -que ocupava quase 80% do Morumbi-, os jogadores se digladiavam em campo. A partida teve 62 faltas -a média do Brasileiro é de 52-, e o Santos bateu mais (35 a 27).

Embora a truculência tenha começado nos primeiros minutos, o juiz Wilson de Souza Mendonça só mostrou cartão após os 30min.

Ironicamente, no primeiro jogo do campeonato em que conseguiu repetir uma escalação duas vezes seguidas, o técnico Oswaldo de Oliveira viu sua formação ideal ruir, aos 27min, quando Reinaldo, que torceu o tornozelo, teve de dar lugar a Leandro.

Menos mal que o seu time já havia aberto o placar, logo aos 5min, com o artilheiro Luis Fabiano. Mas o Santos fazia uma marcação dura, dificultando as penetrações dos são-paulinos.

Time que mais desarma do Brasileiro, o Santos confirmou a característica hoje: fez 155, contra 138 do adversário.

Já o São Paulo, que terminara a primeira fase com a melhor pontaria do torneio, pecou no fundamento hoje, concluiu 22 vezes, mas errou a pontaria, só acertando seis (27%).

Se o primeiro tempo foi feio e truculento, a etapa final não foi muito diferente, mas o Santos aproveitou melhor os contra-ataques. No primeiro indício da evolução do time, Robinho ficou livre na cara de Rogério logo aos 5min, mas desperdiçou. Pouco depois, auxiliou com classe Léo a empatar o jogo.

Nem as bolas de Jean e Ricardinho no travessão alteraram os “meninos da Vila”.

Aos 45min, quando parecia certo que a vaga na semifinal estava garantida, a torcida do Santos começou a gritar “olé” e a cantar refrões para celebrar o time. Mal sabia que o melhor estava por vir, com o gol do outro destaque do time, Diego, o escolhido para Judas pelos são paulinos.

Fontes: Folha de São Paulo e Revista Lance.

Santos é campeão brasileiro de 2002

Elenco de 2002 antes da primeira final contra o Corinthians (2x0)

Em pé: Fábio Costa, Alexandre, Marcão, Pereira, Alex, Rafael, Renato, Preto e Paulo Almeida; Agachados: Douglas, Alberto, Michel, Robinho, William, Diego, Léo, Robert e Elano.

Com um time basicamente de adolescentes, o Santos reviveu no Brasileiro de 2002 a história dos Meninos da Vila (1978) e saiu da fila após 18 anos. O último título “de expressão” era o Campeonato Paulista de 1984.

O primeiro semestre de 2002 foi triste para o Santos. A participação pífia no Torneio Rio São Paulo fez com que o clube ficasse três meses sem atividade. Foi aí que o técnico Émerson Leão teve tempo de sobra para avaliar os jogadores que tinha em mãos. Apesar de não haver dinheiro no caixa do Clube, o Presidente Marcelo Teixeira ofereceu para o técnico Leão 2 ou 3 reforços, daqueles chamados de “medalhões”, receoso que o jovem time fizesse feio no Nacional. Leão bancou a molecada e o que o Brasil todo viu foi um Santos rápido, ofensivo e obediente taticamente.

Como qualquer equipe com muitos jovens, houve momentos em que o time foi irregular, oscilou bastante. Basta lembrar que após a vitória contra o Guarani, na antepenúltima rodada da fase de classificação, o Santos estava com a mão numa das oito vagas para as Quartas-de-finais. O que a torcida santista não contava era com as duas derrotas nas últimas rodadas. O Santos, que figurou entre os oito melhores desde a 13ª rodada, obteve a milagrosa classificação graças ao Gama, que goleou o Coritiba no DF, ficando o Peixe então em 8º com a última vaga.

Arrasador:
Nas três fases do mata-mata o Santos liqüidou o adversário na partida de ida. Como foi o 8º colocado na primeira fase, o Santos sempre teve que enfrentar os adversários em desvantagem. Sabendo disso, partiu para cima de São Paulo (3×1) e Grêmio (3×0) na Vila e do Corinthians na primeira partida da final (2×0 no Morumbi).

Troféu Fair Play:
Todos os titulares do Santos receberam ao menos um cartão amarelo na competição, até mesmo o goleiro Fábio Costa que só entrou na fase dos mata-matas. Todos, menos o volante Renato. O camisa 8 bem que merecia o Troféu Fair Play do Brasileiro pela conduta exemplar. Renato participou de todos os jogos do Santos na competição, sendo substituído apenas uma vez. E não pense que ele aliviava o pé, que fugia de divididas ou se escondia em campo. Muito pelo contrário, com um fôlego incansável ele sempre chegava primeiro na maioria das jogadas. Com todo o gás ele deu um pique no penúltimo minuto da final contra o Corinthians para fazer o 2×0.

Base mantida:
Dos 11 jogadores que entraram em campo para a primeira partida do Brasileiro contra o Botafogo, apenas o goleiro Julio Sérgio e o zagueiro Preto não chegaram à final como titulares. Leão manteve a coerência apostando na base de garotos que foi se lapidando a cada rodada. E aumentou a segurança na defesa com as entradas do zagueiro Alex, a partir da terceira rodada e do goleiro Fábio Costa, que entrou nas quartas-de-final. Entrosamento total.

Molecagem:
Diego, de 17 anos, aprontou de tudo neste Brasileiro. Liderou o rime na goleada de 4×1 sobre o Cruzeiro em pleno Mineirão. Sambou em cima do símbolo do São Paulo no duelo da primeira fase e acabou eliminando o tricolor, considerado favorito ao título, nas quartas-de-final, fazendo gols nos dois jogos. Contra o Grêmio , junto com o amigo Robinho, tirou o goleiro Danrlei do sério. No primeiro jogo da final, revoltou os corintianos, que o acusaram de insultar o lateral esquerdo Kléber com provocações racistas. Diego tirou tudo de letra: fugiu das polêmicas mas continuou aprontando das suas.

Goleiros:
O Santos teve três goleiros neste Brasileirão. Júlio Sérgio fez 22 jogos e sofreu 31 gols. Machucou-se no jogo contra a Ponte e não voltou mais. Rafael, seu substituto, fez 4 jogos e levou 6 gols. Para a fase decisiva, leão escalou Fábio Costa, recuperado de contusão. Ele entrou nas Quartas-de-final, fez 6 jogos e levou 5 gols.

Leão manso:
O técnico Émerson Leão precisou mudar o seu estilo para que o jovem time funcionasse. Leão foi se ajustando as brincadeiras dos garotos, soube dividir os méritos com seus meninos e no final conseguiu o que mais perseguia: o reconhecimento nacional de que era mesmo um técnico de ponta, apesar da passagem rápida e fugaz pela seleção brasileira.

Bola de Prata:
A Revista Placar premiou os seguintes santistas na competição: Alex e Robinho. Quase conseguiram o troféu também: Julio Sérgio e Léo (ficaram em 2º lugar), Renato e Alberto (ficaram em 3º).


O vídeo da direita acima é exibido no Memorial das Conquistas, o museu do Santos FC.

Regulamento:

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 2002 é bastante parecido com o do torneio disputado no ano anterior.

O número de clubes na primeira divisão caiu para 26. Na primeira fase, todos jogam contra todos, em turno único. Os oito primeiros colocados se classificam para as quartas-de-final.

Em caso de empate em pontos ganhos entre duas ou mais equipes ao final da primeira fase, o desempate será efetuado observando-se os critérios abaixo, considerando-se todas as partidas realizadas na fase:
1 – maior número de vitórias;
2 – melhor saldo de gols;
3 – maior número de gols pró;
4 – confronto direto (empate entre dois times);
5 – sorteio.

Nas quartas-de-final, os oito clubes classificados são emparceirados em quatro confrontos: A (1º x 8º), B (2º x 7º), C (3º x 6º) e D (4º x 5º). Os times jogam duas partidas, e quem fizer o maior número de pontos se classifica. Os times de melhor campanha disputam a partida de volta em casa.

Na fase semifinal, que será disputada nos moldes das quartas-de-final, o vencedor do confronto A enfrenta o vencedor do confronto D, e o vencedor do B pega o vencedor do C. As duas equipes ganhadoras se classificam para a decisão.

Para as partidas de quartas-de-final e semifinais, os estádios deverão ter a capacidade mínima de 20.000 espectadores. Para as partidas da final, os estádios deverão ter a capacidade mínima de 30.000 espectadores.

Os dois finalistas estarão automaticamente classificados para a Copa Libertadores da América 2003. Os quatro clubes de pior campanha na primeira fase serão rebaixados para a Série B.

Elenco:
Clique aqui e conheça o elenco que foi campeão do Campeonato Brasileiro de 2002.

Campanha:

Fase de Classificação
# Data Ficha Técnica Local
Vídeo
1 10/08/2002 Santos 2 x 1 Botafogo Vila Belmiro
2 18/08/2002 Juventude 2 x 1 Santos Alfredo Jaconi
3 21/08/2008 Santos 3 x 0 Figueirense Vila Belmiro
4 25/08/2002 Fluminense 1 x 1 Santos Maracanã
5 28/08/2002 Santos 2 x 1 Paraná Vila Belmiro
6 31/08/2002 Internacional 3 x 0 Santos Beira-Rio
7 05/09/2002 Santos 3 x 0 Vitória Vila Belmiro
8 08/09/2002 Santos 2 x 2 Atlético-PR Vila Belmiro
9 11/09/2002 Coritiba 4 x 2 Santos Couto Pereira
10 14/09/2002 Santos 2 x 0 Grêmio Vila Belmiro
11 18/09/2002 Vasco 1 x 2 Santos São Januário
12 21/09/2002 Santos 1 x 1 Goiás Vila Belmiro
13 26/09/2002 Gama 0 x 0 Santos Bezerrão
N/D
14 29/09/2002 Santos 1 x 1 Palmeiras Vila Belmiro
15 03/10/2002 Corinthians 2 x 4 Santos Pacaembu
16 09/10/2002 Santos 3 x 2 Atlético-MG Vila Belmiro
17 13/10/2002 Cruzeiro 1 x 4 Santos Mineirão
18 16/10/2002 São Paulo 3 x 2 Santos Morumbi
19 19/10/2002 Santos 1 x 2 Portuguesa Vila Belmiro
20 23/10/2002 Paysandu 2 x 1 Santos Mangueirão
21 26/10/2002 Santos 3 x 0 Flamengo Vila Belmiro
22 30/10/2002 Bahia 1 x 1 Santos Fonte Nova
23 02/11/2002 Guarani 0 x 2 Santos Jaime Cintra
24 09/11/2002 Santos 1 x 3 Ponte Preta Vila Belmiro
25 17/11/2002 São Caetano 3 x 2 Santos A. Campanella


Quartas-de-final
#   Ficha Técnica Local
Vídeo
1 24/11/2002 Santos 3 x 1 São Paulo Vila Belmiro
2 28/11/2002 São Paulo 1 x 2 Santos Morumbi


Semifinais
#   Ficha Técnica Local
Vídeo
1 01/12/2002 Santos 3 x 0 Grêmio Vila Belmiro
2 04/12//2002 Grêmio 1 x 0 Santos Olímpico


Finais
#   Ficha Técnica Local
Vídeo
1 08/12/2002 Santos 2 x 0 Corinthians Morumbi
2 15/12//2002 Corinthians 2 x 3 Santos Morumbi



Classificação da 1ª Fase:

Classificação Geral – 1ª Fase
Pos.
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 São Paulo
52
25
16
4
5
57
35
22
69.3
2 São Caetano
47
25
14
5
6
42
28
14
62,7
3 Corinthians
43
25
12
7
6
37
35
2
57.3
4 Juventude
41
25
12
5
8
34
30
4
54.7
5 Grêmio
41
25
11
8
6
39
29
10
54.7
6 Atlético-MG
40
25
12
4
9
49
43
6
53.3
7 Fluminense
40
25
12
4
9
43
46
-3
53.3
8 Santos
39
25
11
6
8
46
36
10
52
9 Cruzeiro
39
25
11
6
8
40
39
1
52
10 Vitória
37
25
11
4
10
46
42
4
49.3
11 Coritiba
36
25
11
3
11
34
34
0
48
12 Goiás
36
25
10
6
9
42
39
3
48
13 Ponte Preta
34
25
10
4
11
35
34
1
45.3
14 Atlético-PR
34
25
9
7
9
39
33
6
45.3
15 Vasco
33
25
10
3
12
37
38
-1
44
16 Guarani
33
25
9
6
10
32
35
-3
44
17 Figueirense
31
25
9
4
12
34
43
-9
41.3
18 Flamengo
30
25
8
6
11
38
39
-1
40
19 Bahia
30
25
8
6
11
35
38
-3
40
20 Paysandu
29
25
9
2
14
35
46
-11
38.7
21 Internacional
29
25
7
8
10
36
37
-1
38.7
22 Paraná
28
25
8
4
13
37
42
-5
37.3
23 Portuguesa
27
25
7
6
12
26
40
-14
36
24 Palmeiras
27
25
6
9
10
37
46
-9
36
25 Gama
25
25
7
4
14
30
39
-9
33.3
26 Botafogo
25
25
6
7
12
24
39
-15
33.3


  Zona de classificação para Quartas-de-final
  Rebaixados para Série B 2003



Classificação Geral Final:


Classificação Geral Final
Pos.
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Santos
54
31
16
6
9
59
41
18
58.1
2 Corinthians
52
31
15
7
9
50
46
4
55.9
3 Grêmio
48
29
13
9
7
41
32
9
55.2
4 Fluminense
46
29
14
4
11
49
51
-2
52.9
5 São Paulo
52
27
16
4
7
59
40
19
64.2
6 São Caetano
50
27
15
5
7
44
31
13
61.7
7 Juventude
42
27
12
6
9
34
31
3
51.9
8 Atlético-MG
40
27
12
4
11
52
51
1
49.4
9 Cruzeiro
39
25
11
6
8
40
39
1
52
10 Vitória
37
25
11
4
10
46
42
4
49.3
11 Coritiba
36
25
11
3
11
34
34
0
48
12 Goiás
36
25
10
6
9
42
39
3
48
13 Ponte Preta
34
25
10
4
11
35
34
1
45.3
14 Atlético-PR
34
25
9
7
9
39
33
6
45.3
15 Vasco
33
25
10
3
12
37
38
-1
44
16 Guarani
33
25
9
6
10
32
35
-3
44
17 Figueirense
31
25
9
4
12
34
43
-9
41.3
18 Flamengo
30
25
8
6
11
38
39
-1
40
19 Bahia
30
25
8
6
11
35
38
-3
40
20 Paysandu
29
25
9
2
14
35
46
-11
38.7
21 Internacional
29
25
7
8
10
36
37
-1
38.7
22 Paraná
28
25
8
4
13
37
42
-5
37.3
23 Portuguesa
27
25
7
6
12
26
40
-14
36
24 Palmeiras
27
25
6
9
10
37
46
-9
36
25 Gama
25
25
7
4
14
30
39
-9
33.3
26 Botafogo
25
25
6
7
12
24
39
-15
33.3


  Finalistas e clasificados à Copa Libertadores
  Eliminado nas Semifinais e classificado à Copa Libertadores
  Eliminado nas Semifinais
  Eliminados nas Quartas de final
  Eliminados na Primeira Fase
  Zona de rebaixamento



Artilheiros do Campeonato:
19 gols – Luis Fabiano (São Paulo) e Rodrigo Fabri (Grêmio)
17 gols – Dimba (Gama)
16 gols – Romário (Fluminense)
15 gols – Mancini (Atlético-MG) e Ramón (Vasco)
14 gols – Liédson (Corinthians) e Maurílio (Paraná)
13 gols – Guilherme e Deivid (Corinthians)
12 gols – Alberto (Santos), Fábio Júnior (Cruzeiro), Magno Alves (Fluminense), Sérgio Alves (Guarani), Márcio (Paraná) e Reinaldo (São Paulo)



Artilheiros do Santos:
12 gols – Alberto
10 gols – Robinho e Diego
09 gols – Elano
06 gols – Léo
03 gols – Alex e William
02 gols – Renato e Robert
01 gol – André Luis e Douglas



Galeria de fotos:
Para mais fotos vire as páginas que estão abaixo da galeria.

Áudio da Rádio Globo:
Ouça na janela abaixo a campanha completa do Santos na conquista do título de campeão Brasileiro de 2002. O arquivo em mp3 está hospedado no 4shared.


Vídeos: 3º Jogo da Final, 1º e 2º tempo da prorrogação

Santos 0 x 2 São Paulo – 0 x 0 prorrogação

Data: 28/06/1979, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista 1978 – Final – 3º jogo (Decisão)
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 80.488 presentes (74.535 pagantes e 5.953 menores).
Renda: Cr$ 5.568.670,00
Árbitro: João Leopoldo Ayeta
Auxiliares: Hélio Cosso e Márcio Campos Salles.
Cartões amarelos: Tecão, Airton e Chicão (SP); Antônio Carlos e Nilton Batata (S).
Cartão vermelho: Airton (SP).
Gols: Zé Sérgio (27-1) e Getúlio (06-2).

SÃO PAULO
Waldir Peres; Getúlio, Tecão, Bezerra e Airton; Chicão, Dario Pereyra (Vilson Tadei) e Viana (Edu); Zé Sérgio, Muricy e Neca.
Técnico: Rubens Minelli

SANTOS
Flávio; Nélson, Antônio Carlos, Neto (Fernando) e Gilberto Sorriso; Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita (Rubens Feijão); Nilton Batata, Juary e Claudinho.
Técnico: Chico Formiga



Terminou a Era Pelé: o Santos renasceu

Desde 73, ano de seu último título, com Pelé, o Santos só vivia de lembranças. Agora já é dono de seu futuro: é campeão

Terceiro jogo da final do Campeonato Paulista de 1978 que na verdade só terminou em 1979. O Santos precisava do empate, mas o São Paulo venceu e forçou a prorrogação. O empate na prorrogação daria o título ao time de melhor campanha, no caso, o Santos.

Fonte: Jornal Folha de SP