Mineirão - Acervo Santista

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Cruzeiro 1 x 1 Santos

Data: 27/08/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 12.055 pagantes
Renda: R$ 171.127,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Lucas Veríssimo e David Braz (S).
Gols: Rafinha (09-2) e Bruno Henrique (21-2).

CRUZEIRO
Fábio; Ezequiel, Murilo, Digão e Diogo Barbosa; Hudson, Lucas Silva (Nonoca), Thiago Neves (Arrascaeta) e Rafinha (Élber); Sassá e Rafael Sóbis.
Técnico: Mano Menezes.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Copete (Nilmar), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Levir Culpi



Com tempos distintos, Santos e Cruzeiro ficam no 1 a 1 no Mineirão

Santos e Cruzeiro fizeram um jogo de tempos diferentes na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe começou muito melhor, dominou completamente a primeira etapa e abriu o placar com Bruno Henrique. A Raposa, por sua vez, se recuperou após o intervalo, pressionou o time comandado por Levir Culpi e chegou ao empate com Rafinha.

Com a igualdade, o alvinegro terminou a rodada com 38 pontos, manteve-se em terceiro, mas segue bem distante do líder Corinthians, que perdeu para o Atlético-GO no último sábado e parou nos 50. Já o time mineiro ficou com 31 e segue estacionado na sexta posição no torneio nacional.

O jogo

O jogo começou bem morno e estudado no Mineirão. De ressaca após a classificação para a final da Copa do Brasil, na última quarta-feira, o Cruzeiro até tentou ditar o ritmo nos primeiros minutos, mas não conseguiu penetrar na defesa santista. Tanto que a maior chance da Raposa surgiu em um chute de longe de Thiago Neves, aos 7 minutos, defendido por Vanderlei.

O Peixe, por sua vez, cadenciava o jogo no meio de campo e espera o momento certo para dar o bote. Ele veio aos 21 minutos, quando Lucas Lima deu lindo lançamento para Copete do lado direito. O colombiano dominou, levantou a cabeça e cruzou para Bruno Henrique, que apenas escorou para abrir o placar e colocar o alvinegro em vantagem no Mineirão.

O Cruzeiro sentiu o tento e viu o Santos crescer no confronto. Aos 30, Bruno Henrique tocou para Ricardo Oliveira, que arriscou de fora da área. A bola, porém, subiu muito e passou por cima do gol de Fábio.

Já aos 35 minutos, o zagueiro Digão errou na saída de bola e entregou no pé de Lucas Lima. Mesmo com o gol aberto, o camisa 10 tentou tocar para Ricardo Oliveira e acabou desperdiçando a jogada.

A equipe comandada por Levir Culpi seguiu muito superior e teve a chance de sair para o intervalo com um 2 a 0 no placar. Porém, após belo toque de cabeça de Ricardo Oliveira, Bruno Henrique, que saiu na cara de Fábio, tenta tocar por cima, mas acabou acertando a rede pelo lado de fora.

Cruzeiro cresce e busca o empate
Após ser envolvido pelo Santos na primeira etapa, o Cruzeiro voltou do intervalo partindo para cima em busca do empate. Logo aos 4 minutos, Rafael Sóbis recebeu dentro da área, fez o pivô e rolou para Ezequiel. O lateral bateu de esquerda e mandou por cima do gol de Vanderlei.

Cinco minutos depois, a pressão cruzeirense deu resultado. Após lindo lançamento de Lucas Silva, a defesa santista parou na jogada e Rafinha apareceu livre para bater cruzado e empatar o duelo no Mineirão.

O tento animou a Raposa, que se lançou ao ataque para buscar a virada. Aos 22 minutos, Rafinha saiu na cara de Vanderlei após erro na saída de bola do Peixe. O atacante tocou por cima do goleiro e já se preparava para comemorar a virada. Porém, Lucas Veríssimo tirou de cabeça, em cima da linha, e salvou o Santos.

Nos minutos restantes, o Cruzeiro seguiu melhor, enquanto o Santos buscava um contra-ataque que não veio. Sendo assim, a partida terminou mesmo no empate em 1 a 1.

Levir vê empate justo, mas avisa: “Quem quer chegar na ponta precisa vencer”

O Santos foi melhor que o Cruzeiro no primeiro tempo, abriu o placar com Bruno Henrique, e perdeu a oportunidade de ‘matar’ o duelo. Na segunda etapa, porém, a Raposa cresceu, dominou as ações, chegou ao empate com Rafinha e quase conseguiu a virada na noite deste domingo, no Mineirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Na visão do técnico Levir Culpi, a igualdade em Belo Horizonte foi merecida, já que o confronto teve tempos diferentes.

“O jogo teve dois tempos, um de cada time. O Santos esteve melhor no primeiro tempo, mas com algumas dificuldades nós tivemos na articulação. Não vou colocar publicamente o que achei de cada jogador. Levo o resultado pelo que aconteceu no jogo. Hoje os dois mereceram o empate. Resultado justo”, explicou o comandante em entrevista coletiva coletiva após o jogo no Mineirão.

O empate deste domingo foi o quarto seguido do Santos no Campeonato Brasileiro. Antes disso, o alvinegro havia ficado no 0 a 0 contra Avaí, Fluminense e Coritiba, respectivamente. Mesmo mantendo-se na terceira posição, com 38 pontos, os santistas seguem bem distantes do líder Corinthians, que perdeu do Atlético-GO no último sábado e segue com 50.

“Quem quer chegar na ponta do campeonato precisa vencer. O empate não é bom por dar só um ponto. Jogamos para vencer. Empatar contra o Corinthians é normal, mas quero os três pontos, nunca queremos um. O título é o objetivo de um clube do tamanho do Santos. Penso jogo a jogo, não gosto de fazer cálculos. Tem que buscar no campo”, concluiu Levir.


Cruzeiro 2 x 2 Santos

Data: 20/11/2016, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 13.902
Renda: R$317.185,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Romero, Henrique e Alisson (C); Vanderlei, Lucas Lima e Jean Mota (S).
Cartão vermelho: Arrascaeta (C).
Gols: Arrascaeta (21-1); Ricardo Oliveira (02-2), Ricardo Oliveira (16-2, de pênalti) e Manoel (43-2).

CRUZEIRO
Rafael, Lucas Romero, Léo, Manoel, Bryan; Henrique, Ariel Cabral (Bruno Nazário), Arrascaeta, Robinho (Marcos Vinicíus); Willian (Ábila) e Alisson.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Léo Cittadini) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Jean Mota) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Lucas Veríssimo), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos leva empate no fim e vê título do Brasileirão ficar distante

O que parecia difícil ficou praticamente impossível para o Santos. A equipe de Vila Belmiro começou perdendo para o Cruzeiro, com gol de Arrascaeta, conseguiu buscar a virada com dois de Ricardo Oliveira, mas acabou levando o empate nos minutos finais, após cabeçada de Manoel.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras vencer o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Apesar disso, o Peixe ainda manteve a vice-liderança da competição, beneficiado pelo empate do Flamengo com o Coritiba, no Maracanã.

O Cruzeiro, por sua vez, ficou com 48 pontos, eliminou qualquer chance matemática de cair para a Série B, mas também não tem mais possibilidade de alcançar uma vaga na Copa Libertadores de 2017.

O jogo

Apesar do forte sol em Belo Horizonte, partida começou morna no Mineirão. O Santos até tentava impor seu estilo de jogo, com posse de bola e troca de passes, mas o Cruzeiro marcava em cima e até chegava mais na área do Peixe, mas sem assustar muito. Tanto que a primeira boa oportunidade surgiu apenas aos 15 minutos. Ariel Cabral desviou de cabeça na entrada da área e achou Robinho. O meio solta uma bomba e quase acertou o ângulo esquerdo de Vanderlei.

A Raposa seguiu melhor e abriu o placar seis minutos depois. Após cruzamento da esquerda, Arrascaeta ganhou pelo alto de Zeca. A bola quicou na frente de Noguera, mas o defensor não conseguiu cortar, e o uruguaio bateu rasteiro no canto direito de Vanderlei, deixando a equipe de Minas em vantagem.

Mesmo com o gol sofrido, o Santos seguiu muito mal no jogo. Com dificuldade para criar, os comandados de Dorival Júnior sofriam com a velocidade de Cruzeiro e quase levaram mais um. Aos 30 minutos, Arrascaeta apareceu novamente, driblou David Braz e Noguera com uma facilidade enorme e bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer ótima defesa.

Percebendo os problemas defensivos e precisando vencer para seguir sonhando com título, Dorival não esperou o primeiro tempo acabar e trocou Noguera por Léo Cittadini. Com isso, o volante Thiago Maia foi recuado para atuar como zagueiro ao lado de David Braz. A mudança fez o Peixe melhorar na partida, mas nada que fizesse a equipe chegar ao empate antes do intervalo.

Quando o sol parou de aparecer no gramado do Mineirão, a partida começou a ficar quente. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Alisson chutou de fora da área e assustou o goleiro santista Vanderlei. Apesar de boa chance, quem colocou a bola na rede foi o Peixe. E se estava difícil para o alvinegro criar boas jogadas, o Cruzeiro praticamente deu o gol de bandeja. Lucas Romero recuou errado e entregou a bola nos pés de Ricardo Oliveira. Livre de marcação, o artilheiro apenas desviou na saída de Rafael para deixar tudo igual em Minas.

O empate logo cedo animou o Santos, que melhorou e passou a ter mais a posse de bola. E não demorou muito para os comandados de Dorival Júnior ficarem em vantagem. Aos 15 minutos, Copete tabelou com Léo Cittadini e e foi derrubado na área por Lucas Romero. Pênalti. Na cobrança, Ricardo Oliveira tirou o goleiro Rafael da foto e virou a partida para o alvinegro.

Após ficar na frente do placar, o Peixe recuou e conseguiu segurar o Cruzeiro, que ainda teve Arrascaeta expulso. E quando parecia que a vitória seria santista, o zagueiro Manoel apareceu livre após cobrança de falta de Bryan, e em posição de impedimento, desviou de cabeça no canto direito de Vanderlei. Empatando o duelo e praticamente acabando com as chances do Santos ser campeão brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Renato joga a toalha sobre título: “Não conseguimos seguir na briga”

Após Ricardo Oliveira marcar de pênalti e virar o jogo contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Santos encostava no Palmeiras e ficava a dois pontos da liderança. Porém, menos de um minutos depois, o Verdão fez 1 a 0 contra o Botafogo, no Allianz Parque, e voltou a abrir quatro de vantagem na ponta. Como se não bastasse, o Peixe ainda levou o empate da Raposa no fim e ficou em situação bem complicada na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

Com 68 pontos e seis atrás do alviverde, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Praticamente fora da briga, o volante Renato jogou a toalha na saída de campo.

“Infelizmente não conseguimos seguir na luta pelo título com uma vitória hoje. Se não formos campeões, temos de buscar a melhor classificação. Temos de fazer um bom jogo (contra o Flamengo)”, afirmou o camisa 8 santista.

Na partida diante do Cruzeiro, os santista ainda viram Arrascaeta ser expulso. Porém, mesmo com um a mais em campo, o alvinegro acabou levando o empate aos 43 minutos do segundo tempo, em cabeçada do zagueiro Manoel, que estava em posição irregular.

“(Faltou) segurar um pouco mais a bola com um a mais. Conseguimos sair no contra-ataque para matar o jogo. Na bola parada, Manoel foi feliz. A gente treina (o posicionamento), não é loucura. A gente faz durante a partida, se precisar, como precisou. Já fizemos assim contra a Ponte Preta, entrando o Yuri, eu ficando do lado igual”, concluiu Renato.

Dorival lamenta erro de arbitragem e não desiste de título: “Até o fim”

Até os 43 minutos do segundo tempo, o Santos vencia o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, seguia a quatro pontos de distância para o líder Palmeiras e mantinha vivo o sonho do título do Campeonato Brasileiro. Porém, após cobrança de falta de Bryan, o zagueiro Manoel subiu mais que a zaga santista e deixou tudo igual no duelo. Na cabeçada, o defensor estava em posição irregular, mas a arbitragem validou o gol.

O tento deixou o Peixe em situação complicada no Brasileirão e o técnico Dorival Júnior lamentou o erro contra a sua equipe. “Estávamos melhor na partida, mas fomos penalizados mais uma vez. Volto a frisar, por um erro claro que comprometeu nosso resultado e tirou o brilhantismo de uma virada e sequência de grandes jogos que vínhamos fazendo. Lamentamos, sim, porque mais uma vez nos afastamos por conta de uma condição extra, além do normal de uma partida. E um erro como esse acaba tirando possibilidade real de conquista de título”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o empate no Mineirão.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da dificuldade, Dorival ainda não jogou a toalha.

“E não vai abaixar (a cabeça), vamos continuar e brigar até o fim, até a última possibilidade que exista. Acho que já vimos aí grandes viradas em outros momentos e não será diferente. Ninguém sabe o que pode acontecer. Se o Palmeiras confirmar o título, ótimo, merecido. Do contrário, estaremos aí. Teremos outra decisão com o Flamengo e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o melhor resultado”, concluiu o técnico santista.

Oliveira reclama de ‘falta de inteligência’ após empate com um a mais

Após começar perdendo por 1 a 0, no Mineirão, na tarde deste domingo, o Santos buscou a virada contra o Cruzeiro e caminhava rumo a sua quinta vitória seguida no Campeonato Brasileiro. E para facilitar as coisas, o Peixe ainda contou com a expulsão do cruzeirense De Arrascaeta após falta dura em cima de Thiago Maia. Porém, mesmo com um a mais em campo, os santistas levaram o empate aos 43 minutos do segundo tempo, após o zagueiro Manoel, em posição irregular, aproveitar cobrança de falta e cabecear para o fundo das redes.

Autor dos dois gols que colocaram o alvinegro em vantagem em Belo Horizonte, o atacante Ricardo Oliveira lamentou o erro nos minutos finais que praticamente acabou com as chances do Santos conquistar o Campeonato Brasileiro.

“O primeiro tempo não foi dos melhores, mas no segundo viramos o jogo. Com um jogador a mais, temos de ser inteligentes. Ficar com a bola, fazer o goleiro jogar e encontrar espaços. Eles avançaram e numa bola parada levamos o empate”, afirmou o centroavante na saída do gramado.

Com o empate no fim, os santistas chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e ficaram em situação complicada na luta pelo título. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

Perguntado sobre a remota possibilidade matemática de levantar a taça, Oliveira preferiu focar apenas no duelo contra o Flamengo, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã, pela penúltima rodada do Brasileirão. “Nosso trabalho é dar o melhor a cada jogo. Hoje, infelizmente, não conseguimos o resultado. É pensar no próximo”, concluiu o artilheiro santista.

Após falha contra o Cruzeiro, Noguera pede desculpa à torcida do Santos

Durante o empate em 2 a 2 entre Cruzeiro e Santos, no Mineirão, no último domingo, uma substituição acabou chamando a atenção. Logo aos 35 minutos do primeiro tempo, o técnico Dorival Júnior sacou o zagueiro Fabián Noguera e promoveu a entrada do meia Léo Cittadini. Momentos antes, o defensor havia cometido uma falha no gol marcado por Arrascaeta.

Após a troca, o argentino mostrou abatimento no banco de reservas e foi até uma rede social para pedir desculpas aos torcedores do alvinegro. Criticado por parte da torcida, que o considera “lento”, Noguera justificou o erro cometido no lance, afirmando que estava com o medo de cometer pênalti no meia cruzeirense.

“Em primeiro lugar, quero pedir desculpas e admitir meu erro no primeiro gol do Cruzeiro. Na cobertura, eu tentei ir perto dele, mas não tão fortemente, por medo de ser marcado um pênalti contra nós… Como todos devem saber, não por culpa das minhas decisões, eu vim arrastando um tempo de inatividade de um ano que me custou muito. Trabalhei em dois períodos todo esse tempo, o que me fez chegar em ótimas condições físicas. Esta é a minha primeira experiência internacional, em um novo país, com novos costumes, língua nova e longe da minha família. Ainda estou me adaptando”, escreveu.

A igualdade no Mineirão deixou o Santos precisando de um milagre para conquistar o título do Brasileirão. Com 68 pontos e seis atrás do Palmeiras, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

“Infelizmente, alguns dos pontos que deixamos na estrada em encontros anteriores, contra rivais que lutam para evitar o rebaixamento, nos levou a estar em uma posição para matar ou morrer. Mas eu não considero justas as críticas para mim e para a equipe, já que temos feito um grande esforço para que hoje ainda tenhamos chances matemáticas para ganhar o Brasileirão e termos alcançado a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores depois de vários anos”, concluiu Noguera.

Tropeço do Galo garante Santos na fase de grupos da Libertadores

Agora é oficial: o Santos está garantido na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017. Após ficar no 2 a 2 contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Peixe foi beneficiado pelo empate do Atlético-MG por 3 a 3 com o Santa Cruz, no Arruda, e não tem mais possibilidade de sair do G3 do Campeonato Brasileiro.

Se a igualdade diante da Raposa praticamente acabou com a chance do alvinegro conquistar o título, o tropeço do Galo foi um alento para os santistas, que agora entrarão diretamente nos grupos da Liberta, fugindo da disputa da primeira fase da competição continental em 2017.

Como o Atlético não venceu o Santa, acabou ficando com 62 pontos, seis a menos que o Peixe. Por conta disso, mesmo que os comandados de Dorival Júnior percam para Flamengo e América-MG, o Galo precisará vencer todos os seus jogos para empatar em pontos com o alvinegro. Porém, mesmo que isso aconteça, os mineiros ainda ficarão atrás dos santistas por conta do número de vitórias.

Vale lembrar que na próxima temporada, a chamada ‘pré-Libertadores’ terá um grau de dificuldade maior que as edições anteriores. Com as novas regras da competição, será preciso passar por dois times até entrar na fase de grupos, totalizando quatro jogos a mais no calendário do próximo ano

O Peixe não disputa uma Libertadores desde 2012. Na oportunidade, ainda com Neymar e Ganso na equipe, o alvinegro acabou sendo eliminado pelo Corinthians na semifinal, após empate em 1 a 1, no Pacaembu, no dia 20 de junho daquele ano.

Com título longe e G3 garantido, Santos pega o Fla por R$ 3,4 milhões

Matematicamente, o Santos ainda está vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, com o empate em 2 a 2 com o Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, os santistas dependem de um milagre para levantar a taça. Em contrapartida, os comandados de Dorival Júnior garantiram a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017, beneficiados pelo tropeço do Atlético-MG contra o Santa Cruz.

Por conta disso, o Peixe teoricamente ficaria sem pretensões nas duas últimas rodadas do Brasileirão. Porém, o duelo do próximo domingo contra o Flamengo, no Maracanã, às 17h (de Brasília), ainda tem seu valor. Na verdade, são exatamente R$ 3,4 milhões.

A quantia é válida pela premiação de acordo com a posição dos times na tabela do torneio. O vice-colocado, por exemplo, receberá R$ 10,7 milhões. Já o terceiro, R$ 7,3 milhões. O campeão levará R$ 17 milhões para casa. No total de premiações, a CBF desembolsará R$ 60 milhões.

Atualmente na terceira colocação e sem chances matemáticas de título, o Fla precisa vencer o alvinegro para garantir a premiação. “Logicamente que estamos frustrados, mas passamos a ter o objetivo secundário, que é a disputa do vice-campeonato. É um confronto direto. Temos que nos recuperar para estarmos preparados para o jogo da semana que vem”, disse o técnico rubro-negro Zé Ricardo.

O Santos, por sua vez, ainda sonha com a conquista da taça. Com 68 pontos e seis atrás do líder Palmeiras, o Peixe precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da missão praticamente impossível, Dorival Júnior ainda não jogou a toalha.

“Teremos outra decisão e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o resultado. Não estamos abrindo mão (do campeonato), pelo contrário. Vamos acreditar até o último momento. O Santos ainda tem reais condições de estar chegando”, afirmou o comandante santista.

Paulinho é dispensado do Santos após discutir com torcedor na Vila

Paulinho não faz mais parte do plantel santista. O atacante foi dispensado do clube antes mesmo do término de seu contrato de empréstimo, que vai até o dia 31 de dezembro. Após discutir com um torcedor no triunfo santista sobre o Vitória, na última quinta-feira, na Vila Belmiro, o jogador foi cortado do treinamento do último sábado, ficou fora da lista de relacionados para o embate diante do Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, e não vestirá mais a camisa do Peixe.

O atleta deve ir ao CT Rei Pelé ainda nesta semana apenas para pegar seus pertences e logo seguida voltará ao Flamengo, dono de seus diretos.

Relacionado para o duelo contra o Vitória, Paulinho sequer saiu do banco de reservas. Porém, durante um aquecimento, ele foi provocado por torcedor, que também é conselheiro do clube. Como resposta, o atacante fez um sinal com as mãos, dando a entender que tinha dinheiro no bolso. Alguns dirigentes do clube viram a situação e logo em seguida pediram o desligamento do jogador.

Vale lembrar que Paulinho já havia sido afastado pelo técnico Dorival Júnior em outra oportunidade, no começo de agosto. Na ocasião, o clube pensou em devolvê-lo ao Flamengo. Porém, após ficar cerca de dois meses treinando separado, o atacante foi reintegrado ao elenco e ganhou algumas oportunidades, sendo até titular na derrota do Santos por 2 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, no duelo que culminou com a eliminação do clube na Copa do Brasil.

Com seu ‘renascimento’, a diretoria chegou até a cogitar uma possível prorrogação do empréstimo ao Rubro-Negro. Esse último problema, porém, acabou sendo a pá de cal na passagem de Paulinho pelo Peixe.

O atacante chegou ao alvinegro no início da temporada por indicação de Dorival. Na época, o Santos pagou R$ 300 mil pelo empréstimo do jogador de 28 anos. No começo do ano, ele começou o Campeonato Paulista como titular, mas nunca conseguiu emplacar uma boa sequência de jogos, e perdeu espaço com as chegadas de Rodrigão, Jean Mota e Copete.

Santos 1 x 0 Cruzeiro

Data: 30/08/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 8.271 pagantes
Renda: R$ 252.400,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Marinho, Fabrício e Arrascaeta (C); Ricardo Oliveira e Vanderlei (S).
Cartão vermelho: Fabrício (C)
Gol: Ricardo Oliveira (42-1).

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Manoel e Fabrício; Henrique (Arrascaeta), Willians, Marcus Vinícius (Gabriel Xavier), Marinho e Alisson; Vinícius Araújo (Allano).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima (Léo Cittadini); Neto Berola (Leandro), Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com golaço de Ricardo Oliveira, Santos vence a primeira fora de casa

Se faltava a primeira vitória fora de casa para, finalmente, estar decretada a ascensão do Santos, ela não falta mais. Com um golaço de Ricardo Oliveira, o Santos venceu o Cruzeiro por 1 a 0, no Mineirão, aumentou sua invencibilidade para dez jogos e chegou à nona posição no Brasileirão.

Mais presente no campo de ataque, o Cruzeiro até criou mais chances que o Santos, mas, ao contrário da equipe santista, não mostrou eficiência ao finalizar. Com a derrota, o time celeste cai para a 16ª posição e só não está na zona de rebaixamento, por ter mais vitórias que o Goiás, 17ª colocado.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Moisés Lucarelli e, dependendo dos desdobramentos da derrota deste sábado, pode ter um novo treinador no comando. O Santos recebe a Chapecoense, na quinta, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo

Pressionado e precisando da vitória a todo custo, o Cruzeiro começou a partida pressionando o Santos no campo de defesa, mas sem criatividade para criar jogadas. A primeira chance do time da casa veio apenas aos 12 minutos, em chute perigoso de Marcos Vinícius, que foi para fora.

Quatro minutos depois, Lucas Lima lançou Neto Berola, e Fábio teve que sair do gol para fazer corte providencial. Com 17 minutos, o Cruzeiro chegou a balançar as redes com Vinícius Araújo, mas o jogador estava impedido, e o impedimento foi marcado.

Linda jogada de Alisson aos 20 minutos. O meia entortou Victor Ferraz e cruzou para Marcos Vinícius, que pegou de bate pronto, mas isolou.

Com um jogo muito amarrado no meio-campo, uma nova chance de gol foi pintar somente aos 34 minutos. Ceará ganhou dividida com Zeca, e a bola sobrou para Marinho. O meia disparou, cortou para o meio e arrematou, porém, a bola passou ao lado do gol de Vanderlei, com muito perigo.

Com 41 minutos, Marinho dominou a bola na intermediária e soltou a bomba. A bola foi para fora, mas assustou o goleiro Vanderlei. Um minuto depois, Ricardo Oliveira mostrou como é que se faz. O centroavante recebeu sozinho e encheu o pé na bola, que foi parar no ângulo de Fábio.

Aos 47, bate-rebate na área cruzeirense. Bruno Rodrigo fez o corte, mas Thiago Maia tocou para Marquinhos Gabriel, que bateu colocado, mas a bola subiu demais.

No segundo tempo, quem chegou primeiro foi o Santos. Aos dois minutos, Lucas Lima envolveu a zaga celeste em jogada com Neto Berola, que cruzou para Ricardo Oliveira. O artilheiro do Brasileirão fez o desvio, mas sem a força necessária para mandar a bola para as redes.

Dez minutos depois, Ricardo Oliveira recebeu na área e bateu colocado, mas, por pouco, a bola não entrou. Aos 14, Alisson obrigou Vanderlei a fazer grande defesa e, no rebote, Allano chutou para fora.

Aos 29 minutos, Arrascaeta fez bela jogada individual pela esquerda e fez o cruzamento na área. A bola chegaria para Alisson marcar, mas Vanderlei conseguiu fazer o corte.

O Cruzeiro quase empatou aos 38 minutos. Willians conseguiu bela arrancada e cruzou para Arrascaeta, que pegou fraco na bola, permitindo a defesa de Vanderlei. No minuto seguinte, Fabrício recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Com 41 minutos, Arrascaeta cobrou falta na área, e Bruno Rodrigo cabeceou por cima da meta de Vanderlei.

Lucas Lima enaltece vitória fora de casa antes de se apresentar à Seleção

Enfim, acabou o jejum do Peixe neste Campeonato Brasileiro. O time de Dorival Jr esteve longe de fazer uma grande partida, mas conseguiu bater o Cruzeiro por 1 a 0 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e pôde comemorar sua primeira vitória fora de casa na competição.

“A gente sabia que era um jogo muito importante para colar na frente. Muito feliz pela vitória. O grupo está de parabéns”, disse o meia Lucas Lima, logo depois do apito final.

Apesar da alegria pela vitória, Lucas Lima agora deixa o torcedor santista apreensivo, porque, em grande fase, o camisa 20 deixa o clube de lado nas próximas três partidas para servir a Seleção Brasileira de Dunga.

“Felizmente, tenho que ir pra Seleção. Sempre foi um sonho. Mas fico feliz pelo time”, comentou o jogador, meio sem jeito com a situação.

A vitória do Peixe neste domingo veio graças a um chutaço de Ricardo Oliveira da intermediária ofensiva. No segundo tempo, a equipe claramente apresentou uma queda de rendimento e foi pressionada até os minutos finais pela Raposa. E, na visão de Lucas Lima, a ausência de Gabriel e Geuvânio fizeram com que o time não conseguisse manter o mesmo nível de jogos anteriores.

“Eles são, muitas vezes, a válvula de espape do nosso time. Mas tocamos bem a bola. O grupo é esse. Campeonato Brasileiro é isso. Vamos focar no próximo jogo”, finalizou o articulador de Dorival Jr, que agora se prepara para viajar para os Estados Unidos, onde ficará à disposição de Dunga para os amistosos do Brasil contra as seleções a Costa Rica e dos próprios norte-americanos, nos dias 5 e 8 de setembro, respectivamente.

David Braz comemora fim de jejum e elogia seu companheiro de zaga

O Santos não teve um grande desempenho neste domingo, mas fez o suficiente para vencer o Cruzeiro por 1 a 0 nesta 21ª rodada e acabar com o estigma de não ter vencido nenhum jogo longe da Vila Belmiro. O time até sofreu pressão na parte final do confronto, mas, tudo dentro da normalidade, segundo o zagueiro David Braz.

“A gente está vindo em uma batida muito forte, mas superamos. Sempre difícil jogar aqui no Mineirão. Ainda mais com o Cruzeiro pressionado, precisando ganhar, pela situação que vive. Mas, conseguimos superar a dificuldade”, comentou o defensor, admitindo o alívio com os três pontos, que levam a equipe à nona colocação, com 30 pontos, a quatro do Palmeiras, primeiro dentro do G-4.

“Vitória que estávamos querendo muito. Fora de casa. Espero que seja a primeira de muitas”, disse.

David Braz também comentou a fase e o entrosamento elogiável com Gustavo Henrique. O jovem zagueiro, revelado pelas categorias de base santista, entrou no time contra o Flamengo, na 16ª rodada, logo depois de retornar do Pan-Americano, e não saiu mais do time titular.

“Momento bom. Está ajudando muito a gente. Jogador do grupo. Quando tava fora, estava bem, esperando sua oportunidade. Agora está aproveitando. Espero que ele continue bem e espero que possa nos ajudar com os objetivos”, afirmou o experiente defensor do Peixe.

Dorival valoriza vitória e culpa desgaste por queda de nível técnico

Dorival Júnior não quer saber de críticas pelo desempenho não tão vistoso de seu time neste domingo, diante do Cruzeiro, no Mineirão. Para o técnico do Peixe, a vitória por 1 a 0 tem que ser enaltecida diante de tantas adversidades.

“Realmente não fizemos um jogo tecnicamente bom. É natural que tenha sido muito disputado, brigado, mas tem o seu valor em razão do resultado alcançado”, disse o comandante santista, antes de lembrar que seus comandados vêm atuando duas vezes por semana desde 8 de agosto.

“Senti a equipe bem desgastada em relação ao jogo do Corinthians. Ouvi muito isso após a partida. Mas, mesmo assim, fico feliz porque o Cruzeiro é uma equipe que não está bem no campeonato, mas o que produziu não mostra isso. Foi um grande resultado, diante de um adversário vibrante, que buscou a todo custo. E o Santos, mesmo sem fazer um grande jogo, conseguiu um resultado fundamental”, comentou.

Após o apito final do árbitro, o meia Lucas Lima admitiu que o time sentiu as ausências de Gabriel e Geuvânio. Dorival, que já havia anunciado a entrada de Marquinhos Gabriel, explicou o motivo da entrada de Neto Berola entre os titulares, com Leandro atuando apenas em parte do segundo tempo.

“O Neto teve um problema, ficou quase uma semana parado. Já vinha de uma sequência maior, conhecia o elenco. O Leandro está em um período de adaptação e recuperação de um ano e pouco sem atuar. Vamos precisar ter uma paciência maior com ele.”

Mas nem mesmo a perda de dois importantes atletas faz Dorival Júnior parar para lamentar. Há dez jogos sem perder (oito vitórias e dois empates, somando Brasileiro e Copa do Brasil), o treinador realmente se preocupa é com a maratona de partidas que poderá atrapalhar a ascensão da equipe, agora a apenas quatro pontos do G4.

“Não digo só superação porque acho que duas alterações você tem por obrigação tentar corrigir e valorizar as peças que entram. Superação pela sequência absurda de jogos que temos enfrentado, e sem mudar peça nenhuma. Foi natural a postura que a equipe teve, enfrentando a situação e tendo um adversário complicado”, esbravejou, antes de finalizar.

“Temos que valorizar o resultado alcançado. Isso mantém a evolução que a equipe vem tendo rodada a rodada. Recuperamos aquilo que foi deixado e a manutenção de uma posição.”

“Temos que nos virar”, diz Dorival sobre ida de Lucas Lima à Seleção

Dono de cinco assistências e três gols neste Campeonato Brasileiro, Lucas Lima é muito mais importante para o Santos do que mostram os números. Dificilmente um lance de gol do Peixe não passa pelo pé do camisa 20, responsável solitário, muitas vezes, por abastecer Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, o trio de atacantes do Peixe.

Agora, porém, Lucas Lima se transformou em dor de cabeça não para os técnicos adversários, e sim para Dorival Júnior. Convocado por Dunga para se juntar ao grupo da Seleção Brasileira, Lucas Lima desfalcará o Santos nas três próximas rodadas do Brasileirão (22ª, 23ª e 24ª).

“É natural que quando você alcança uma adaptação e faz com que uma equipe se conheça, como está se conhecendo…”, disse o treinador santista, no que seria uma frase de lamentação. Antes disso, no entanto, Dorival mudou o discurso.

“Mesmo assim, acho que temos que nos virar. O Lucas Lima tem sido muito importante, mas temos que conviver sem a presença do Lucas. Jogar como se fosse com ele em campo”, avisou.

Lucas Lima não estará à disposição do alvinegro praiano já na próxima quinta-feira, contra a Chapecoense, na Vila Belmiro. Depois, desfalca o time contra o Sport, em Pernambuco, e fica de fora do clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. A tendência é que Marquinhos Gabriel, que já iniciou a partida contra o Cruzeiro, ganhe sequência no time titular.

Cruzeiro 1 x 0 Santos

Data: 29/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.220 presentes (25.714 pagantes)
Renda: R$ 1.029.363,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Mena (S).
Gol: Willian (10-1).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Rildo (Jorge Eduardo) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira



Cruzeiro vence por 1 a 0 e leva vantagem à Vila Belmiro

Willian marcou o único gol do jogo logo aos 10 minutos. Raposa pode empatar no jogo de volta

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro deu um bom passo, nesta quarta-feira, para chegar também à final da Copa do Brasil. Jogando no Mineirão, contou com um gol de Willian logo no início da partida para vencer o Santos, por 1 a 0, nesta noite, e sair na frente na semifinal da competição. Os mineiros ainda ficaram reclamando de um gol de Ricardo Goulart muito mal anulado pela arbitragem.

Na volta, quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença. Novo 1 a 0, agora para os santistas, leva a decisão para os pênaltis. O Cruzeiro joga pelo empate e avança até com uma derrota por um gol de saldo, desde que marcando pelo menos um na casa do adversário.

O jogo

Sem poder contar com Marquinhos, Alisson e Marcelo Moreno (este último poupado), o técnico Marcelo Oliveira deu uma oportunidade a Willian no time titular e se deu bem. O meia parecia disposto a jogar e, logo aos 4 minutos, criou boa chance. Deu drible da vaca em Cicinho, levantou a bola com a coxa e bateu para fora.

Willian buscava o jogo e foi premiado aos 10 minutos. Ele chutou muito mal, David Braz cortou de forma ainda pior e a bola voltou para o meia, que dessa vez pegou com primazia na bola, colocando no cantinho direito de Aranha para abrir o placar.

Aos 18, quase veio o segundo gol. Novamente a jogada foi de Willian, que concluiu uma linha de passe rolando para o meio. Julio Baptista, jogando de centroavante, chegou atrasado na bola.

Por 30 minutos, só deu Cruzeiro, que pressionou o Santos no seu campo de defesa e não deixou os paulistas ameaçarem o gol de Aranha. O primeiro chute santista foi só aos 34, quando Lucas Lima bateu falta na barreira. Nem a desacelerada celeste, porém, fez o Santos jogar bola.

Na volta do intervalo, o Santos se mostrou mais ofensivo e perdeu duas ótimas chances. Na primeira, Lucas Lima colocou força demais na bola e isolou por cima. Depois, foi Robinho quem tinha o gol aberto, após falha de Fábio, e acabou chutando em cima de Dedé.

Entre um lance e outro, o Cruzeiro teve gol mal anulado. Num contra-ataque fulminante, Julio Baptista chutou, Aranha deu rebote e Ricardo Goulart fez. O bandeirinha apontou um impedimento de Julio Baptista que não existiu.

Na busca do empate, Enderson Moreira colocou em campo jogadores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Serginho e Jorge Eduardo. O Santos foi para o ataque e teve chance com Alison, que arriscou de longe, depois de passe de Jorge Eduardo, e mandou pouco acima do travessão.

Praticamente no último lance, o Cruzeiro, que foi inferior ao Santos no segundo tempo, quase empatou. Mayke cruzou bem, Dagoberto apareceu no segundo pau, mas Cicinho tirou o gol que parecia certo.


Cruzeiro 3 x 0 Santos

Data: 17/08/2014, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 41.967 presentes (39.215 pagantes)
Renda: R$ 2.047.658,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Alexandre Kleiniche (ambos do RS).
Cartões amarelos: Éverton Ribeiro, Mayke e Julio Batista (C); Alan Santos (S).
Gols: Marcelo Moreno (24-1); Ricardo Goulart (02-2) e Julio Batista (42-2).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke (Ceará), Dedé, Léo e Egídio; Lucas Silva, Henrique, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Dagoberto); Willian e Marcelo Moreno (Julio Batista).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Bruno Uvini (Nailson), Edu Dracena e Mena; Alan Santos (Leandrinho), Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Cruzeiro faz 3 a 0 no Santos de Robinho e retoma liderança após noite fora dela

Em uma grande partida de futebol no estádio do Mineirão, o Cruzeiro bateu o Santos por 3 a 0, com gols de Marcelo Moreno, Ricardo Goulart e Julio Batista, e voltou à ponta, alcançando aos 33 pontos. Já o Santos perdeu pela terceira vez seguida no Brasileirão e caiu mais uma posição na tabela de classificação, chegando ao 10º lugar, com 20 pontos.

O duelo, válido pela 15ª rodada, marcou o 100º jogo do técnico Marcelo Oliveira à frente do clube mineiro e com o melhor retrospecto de um treinador na história cruzeirense. Ricardo Goulart, ao marcar mais uma vez, agora soma 9 no campeonato e é o artilheiro isolado. O Santos, apesar da boa atuação, principalmente de Robinho, que comandou o time durante todo jogo, foi castigado por desperdiçar tantas oportunidades de gol. E mesmo com o retorno do zagueiro Edu Dracena, o alvinegro praiano acabou levando mais um gol de boa aérea, o quinto seguido.

O jogo

Como já se esperava na véspera, Cruzeiro e Santos mostraram desde o apito inicial que promoveriam um bom espetáculo no Mineirão. E também como já se imaginava, a Raposa começou partindo para cima, pressionando e buscando o gol, principalmente pelo fato de ter perdido a liderança para o Internacional, que venceu sua partida um dia antes.

Após rondar da área de Aranha por 18 minutos, a primeira boa chance veio depois da falha de Alan Santos na saída de bola santista. Marcelo Moreno recebeu, fintou, mas bateu fraco. No lance seguinte, Éverton Ribeiro abriu o placar, mas o gol foi corretamente anulado pela arbitragem, já que meia acabou usando a mão para dominar a bola antes de chutar para as redes. Apesar disso, não teve jeito. Aos 24 minutos o Santos levou o quinto gol seguido de bola alçada em sua área. O mesmo Éverton Ribeiro cruzou, Marcelo Moreno desviou de cabeça e Aranha acabou falhando ao tentar encaixar a bola.

Mas o Santos mostrou personalidade, mesmo com o Mineirão em êxtase, e partiu em busca do empate. Robinho assumiu a responsabilidade, chamou a bola e criou as melhores chances do Peixe. Aos 28, o camisa 7 deixou Cicinho em boas condições, mas o lateral errou ao tentar cruzar. Aos 32, Robinho fez bela jogada pela esquerda e rolou para Lucas Lima, mas Dedé salvou o time da casa ao travar o chute do meia alvinegro.

Aos 38, Damião, sozinho no meio da área cruzeirense, desviou chute cruzado e Mena, mas a bola saiu pela linha de fundo. Um minuto depois veio a melhor chance do Santos em meio a surpreendente pressão imposta pelo time de Oswaldo de Oliveira, que fez o Cruzeiro recuar todos seus homens no campo de defesa. Robinho arrancou pelo meio, tabelou com Damião e serviu Thiago Ribeiro, que limpou Dedé e bateu tirando de Fábio, cruzado, buscando o ângulo, mas a bola foi para fora, tirando tinta da trave.

Fim de primeiro tempo de um grande jogo de futebol em que o Cruzeiro começou pressionando, mas viu o Santos dominar os últimos 15 minutos e por pouco não chegar ao seu gol. Frenético

A etapa complementar seguiu com o mesmo ritmo. A proposta de atacar imperava em ambos os times, mas, com o jogo aberto, o Cruzeiro, em vantagem no placar, levava vantagem. Oswaldo foi obrigado a sacar Bruno Uvini no intervalo. O zagueiro levou uma pancada no rosto e precisou ser substituído por Nailson. A outra modificação foi tática. O técnico do Peixe resolveu apostar na velocidade e tirou Leandro Damião do time para a entrada de Rildo. O que Oswaldo não imaginava era levar um gol logo aos 2 minutos. E foi o que aconteceu. Ricardo Goulart recebeu no meio da área, livre e fuzilou de pé esquerdo. Aranha não conseguiu fazer a defesa e o Cruzeiro abriu 2 a 0.

Mais uma vez o Santos não se rendeu e correu atrás do prejuízo. Teve uma boa chance com Rildo, aos 15, batendo de primeira e assustando os torcedores no Mineirão, e depois Thiago Ribeiro mostrou que realmente não vive uma boa fase. O camisa 11, que perdeu dois gols inacreditáveis no meio de semana, contra o Londrina, teve uma oportunidade cara a cara com Fábio, mas batei em cima do goleiro e desperdiçou a chance de diminuir.

Aos 27, foi a vez do Cruzeiro lamentar, já que o Willian também teve a chance cara a cara, mas acabou tirando demais e batendo para fora. O jogo não parava e os contra-ataques aconteciam com initerruptamente no bom gramado do Mineirão. O Santos chegava com perigo, era mais incisivo, mas pecava nas finalizações. E o balde de água fria veio aos 42. Thiago Ribeiro perdeu uma bola dominada e armou o contra-ataque mortal. Éverton Ribeiro arrancou e serviu Julio Batista, que tirou de Edu Dracena e bateu sem chances para Aranha.

Final de jogo, 3 a 0 para o Cruzeiro e muita festa no Mineirão.

Bastidores – Santos TV:

Oswaldo aprova atuação do Santos, mas lamenta gols perdidos

As últimas três partidas do Santos no Campeonato Brasileiro foram verdadeiras pedreiras. Internacional, Corinthians e Cruzeiro acabaram vencendo o Santos e jogando o time da Baixada Santista para a parte de baixo da tabela. Mas o que o técnico Oswaldo de Oliveira mais lamenta é a pouca eficiência da equipe, que consegue equilibrar e muitas vezes ser melhor em campo, mas peca na hora de finalizar a gol.

“Estamos criando oportunidades a olhos vistos. É algo que eventualmente você não consegue resolver nem apontar o problema. Os jogadores estão criando, tentando. Estamos nos preparando para isso, mas não posso dizer mais nada a respeito”, disse o treinador, neste domingo, após ser derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 0 em uma partida onde o placar não reflete o que se viu em campo.

“Já estou até ficando um pouco cansado de dizer isso. Guardando as devidas proporções, o quadro foi parecido contra Fluminense, Inter e Corinthians. Ocorre que o Cruzeiro está um palmo acima de todo mundo, por isso o placar dilatado no fim. Um time que entra com Júlio Baptista e Dagoberto nos minutos finais acelera e cria dificuldades para os adversários”, afirmou.

O desgaste físico do elenco santista, que atuou na quinta-feira à noite e teve apenas dois dias para descansar antes de viajar à Belo Horizonte, também foi destacado por Oswaldo, que também fez questão de reconhecer os méritos do líder do Campeonato Brasileiro.

“Acho que nos superamos porque, no fim do jogo, encurralamos o Cruzeiro. Fizemos a bola circular, muitos cruzamentos e criamos muitas dificuldades. O que desequilibrou foram as entradas do Julio Baptista e do Dagoberto, que são jogadores de outro naipe e fizeram a diferença”, ressaltou.

Leandro Damião mais uma vez saiu de campo sem balançar as redes, perdeu uma boa oportunidade e segue sem justificar o alto investimento feito pela diretoria do Santos. Após o jogo, no entanto, o técnico explicou porque sacou o camisa 9 no intervalo.

“Foi opção tática. Eu tinha ele e o Robinho, que não estavam conseguindo nos ajudar, na marcação adversária. Como o Rildo e o Thiago Ribeiro fazem o lado de campo, preferi ter o Robinho pelo meio para tentar chegar no gol e frear os avanços dos laterais do Cruzeiro, que estavam nos criando problemas”, finalizou.