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Cruzeiro 2 x 2 Santos

Data: 20/11/2016, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 13.902
Renda: R$317.185,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Romero, Henrique e Alisson (C); Vanderlei, Lucas Lima e Jean Mota (S).
Cartão vermelho: Arrascaeta (C).
Gols: Arrascaeta (21-1); Ricardo Oliveira (02-2), Ricardo Oliveira (16-2, de pênalti) e Manoel (43-2).

CRUZEIRO
Rafael, Lucas Romero, Léo, Manoel, Bryan; Henrique, Ariel Cabral (Bruno Nazário), Arrascaeta, Robinho (Marcos Vinicíus); Willian (Ábila) e Alisson.
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Léo Cittadini) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Jean Mota) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Lucas Veríssimo), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos leva empate no fim e vê título do Brasileirão ficar distante

O que parecia difícil ficou praticamente impossível para o Santos. A equipe de Vila Belmiro começou perdendo para o Cruzeiro, com gol de Arrascaeta, conseguiu buscar a virada com dois de Ricardo Oliveira, mas acabou levando o empate nos minutos finais, após cabeçada de Manoel.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras vencer o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Apesar disso, o Peixe ainda manteve a vice-liderança da competição, beneficiado pelo empate do Flamengo com o Coritiba, no Maracanã.

O Cruzeiro, por sua vez, ficou com 48 pontos, eliminou qualquer chance matemática de cair para a Série B, mas também não tem mais possibilidade de alcançar uma vaga na Copa Libertadores de 2017.

O jogo

Apesar do forte sol em Belo Horizonte, partida começou morna no Mineirão. O Santos até tentava impor seu estilo de jogo, com posse de bola e troca de passes, mas o Cruzeiro marcava em cima e até chegava mais na área do Peixe, mas sem assustar muito. Tanto que a primeira boa oportunidade surgiu apenas aos 15 minutos. Ariel Cabral desviou de cabeça na entrada da área e achou Robinho. O meio solta uma bomba e quase acertou o ângulo esquerdo de Vanderlei.

A Raposa seguiu melhor e abriu o placar seis minutos depois. Após cruzamento da esquerda, Arrascaeta ganhou pelo alto de Zeca. A bola quicou na frente de Noguera, mas o defensor não conseguiu cortar, e o uruguaio bateu rasteiro no canto direito de Vanderlei, deixando a equipe de Minas em vantagem.

Mesmo com o gol sofrido, o Santos seguiu muito mal no jogo. Com dificuldade para criar, os comandados de Dorival Júnior sofriam com a velocidade de Cruzeiro e quase levaram mais um. Aos 30 minutos, Arrascaeta apareceu novamente, driblou David Braz e Noguera com uma facilidade enorme e bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer ótima defesa.

Percebendo os problemas defensivos e precisando vencer para seguir sonhando com título, Dorival não esperou o primeiro tempo acabar e trocou Noguera por Léo Cittadini. Com isso, o volante Thiago Maia foi recuado para atuar como zagueiro ao lado de David Braz. A mudança fez o Peixe melhorar na partida, mas nada que fizesse a equipe chegar ao empate antes do intervalo.

Quando o sol parou de aparecer no gramado do Mineirão, a partida começou a ficar quente. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Alisson chutou de fora da área e assustou o goleiro santista Vanderlei. Apesar de boa chance, quem colocou a bola na rede foi o Peixe. E se estava difícil para o alvinegro criar boas jogadas, o Cruzeiro praticamente deu o gol de bandeja. Lucas Romero recuou errado e entregou a bola nos pés de Ricardo Oliveira. Livre de marcação, o artilheiro apenas desviou na saída de Rafael para deixar tudo igual em Minas.

O empate logo cedo animou o Santos, que melhorou e passou a ter mais a posse de bola. E não demorou muito para os comandados de Dorival Júnior ficarem em vantagem. Aos 15 minutos, Copete tabelou com Léo Cittadini e e foi derrubado na área por Lucas Romero. Pênalti. Na cobrança, Ricardo Oliveira tirou o goleiro Rafael da foto e virou a partida para o alvinegro.

Após ficar na frente do placar, o Peixe recuou e conseguiu segurar o Cruzeiro, que ainda teve Arrascaeta expulso. E quando parecia que a vitória seria santista, o zagueiro Manoel apareceu livre após cobrança de falta de Bryan, e em posição de impedimento, desviou de cabeça no canto direito de Vanderlei. Empatando o duelo e praticamente acabando com as chances do Santos ser campeão brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Renato joga a toalha sobre título: “Não conseguimos seguir na briga”

Após Ricardo Oliveira marcar de pênalti e virar o jogo contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Santos encostava no Palmeiras e ficava a dois pontos da liderança. Porém, menos de um minutos depois, o Verdão fez 1 a 0 contra o Botafogo, no Allianz Parque, e voltou a abrir quatro de vantagem na ponta. Como se não bastasse, o Peixe ainda levou o empate da Raposa no fim e ficou em situação bem complicada na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

Com 68 pontos e seis atrás do alviverde, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Praticamente fora da briga, o volante Renato jogou a toalha na saída de campo.

“Infelizmente não conseguimos seguir na luta pelo título com uma vitória hoje. Se não formos campeões, temos de buscar a melhor classificação. Temos de fazer um bom jogo (contra o Flamengo)”, afirmou o camisa 8 santista.

Na partida diante do Cruzeiro, os santista ainda viram Arrascaeta ser expulso. Porém, mesmo com um a mais em campo, o alvinegro acabou levando o empate aos 43 minutos do segundo tempo, em cabeçada do zagueiro Manoel, que estava em posição irregular.

“(Faltou) segurar um pouco mais a bola com um a mais. Conseguimos sair no contra-ataque para matar o jogo. Na bola parada, Manoel foi feliz. A gente treina (o posicionamento), não é loucura. A gente faz durante a partida, se precisar, como precisou. Já fizemos assim contra a Ponte Preta, entrando o Yuri, eu ficando do lado igual”, concluiu Renato.

Dorival lamenta erro de arbitragem e não desiste de título: “Até o fim”

Até os 43 minutos do segundo tempo, o Santos vencia o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão, seguia a quatro pontos de distância para o líder Palmeiras e mantinha vivo o sonho do título do Campeonato Brasileiro. Porém, após cobrança de falta de Bryan, o zagueiro Manoel subiu mais que a zaga santista e deixou tudo igual no duelo. Na cabeçada, o defensor estava em posição irregular, mas a arbitragem validou o gol.

O tento deixou o Peixe em situação complicada no Brasileirão e o técnico Dorival Júnior lamentou o erro contra a sua equipe. “Estávamos melhor na partida, mas fomos penalizados mais uma vez. Volto a frisar, por um erro claro que comprometeu nosso resultado e tirou o brilhantismo de uma virada e sequência de grandes jogos que vínhamos fazendo. Lamentamos, sim, porque mais uma vez nos afastamos por conta de uma condição extra, além do normal de uma partida. E um erro como esse acaba tirando possibilidade real de conquista de título”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o empate no Mineirão.

Com a igualdade, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e praticamente deram adeus ao título do Campeonato Brasileiro. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da dificuldade, Dorival ainda não jogou a toalha.

“E não vai abaixar (a cabeça), vamos continuar e brigar até o fim, até a última possibilidade que exista. Acho que já vimos aí grandes viradas em outros momentos e não será diferente. Ninguém sabe o que pode acontecer. Se o Palmeiras confirmar o título, ótimo, merecido. Do contrário, estaremos aí. Teremos outra decisão com o Flamengo e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o melhor resultado”, concluiu o técnico santista.

Oliveira reclama de ‘falta de inteligência’ após empate com um a mais

Após começar perdendo por 1 a 0, no Mineirão, na tarde deste domingo, o Santos buscou a virada contra o Cruzeiro e caminhava rumo a sua quinta vitória seguida no Campeonato Brasileiro. E para facilitar as coisas, o Peixe ainda contou com a expulsão do cruzeirense De Arrascaeta após falta dura em cima de Thiago Maia. Porém, mesmo com um a mais em campo, os santistas levaram o empate aos 43 minutos do segundo tempo, após o zagueiro Manoel, em posição irregular, aproveitar cobrança de falta e cabecear para o fundo das redes.

Autor dos dois gols que colocaram o alvinegro em vantagem em Belo Horizonte, o atacante Ricardo Oliveira lamentou o erro nos minutos finais que praticamente acabou com as chances do Santos conquistar o Campeonato Brasileiro.

“O primeiro tempo não foi dos melhores, mas no segundo viramos o jogo. Com um jogador a mais, temos de ser inteligentes. Ficar com a bola, fazer o goleiro jogar e encontrar espaços. Eles avançaram e numa bola parada levamos o empate”, afirmou o centroavante na saída do gramado.

Com o empate no fim, os santistas chegaram aos 68 pontos, viram o Palmeiras bater o Botafogo por 1 a 0, em São Paulo, e ficaram em situação complicada na luta pelo título. Agora, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

Perguntado sobre a remota possibilidade matemática de levantar a taça, Oliveira preferiu focar apenas no duelo contra o Flamengo, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã, pela penúltima rodada do Brasileirão. “Nosso trabalho é dar o melhor a cada jogo. Hoje, infelizmente, não conseguimos o resultado. É pensar no próximo”, concluiu o artilheiro santista.

Após falha contra o Cruzeiro, Noguera pede desculpa à torcida do Santos

Durante o empate em 2 a 2 entre Cruzeiro e Santos, no Mineirão, no último domingo, uma substituição acabou chamando a atenção. Logo aos 35 minutos do primeiro tempo, o técnico Dorival Júnior sacou o zagueiro Fabián Noguera e promoveu a entrada do meia Léo Cittadini. Momentos antes, o defensor havia cometido uma falha no gol marcado por Arrascaeta.

Após a troca, o argentino mostrou abatimento no banco de reservas e foi até uma rede social para pedir desculpas aos torcedores do alvinegro. Criticado por parte da torcida, que o considera “lento”, Noguera justificou o erro cometido no lance, afirmando que estava com o medo de cometer pênalti no meia cruzeirense.

“Em primeiro lugar, quero pedir desculpas e admitir meu erro no primeiro gol do Cruzeiro. Na cobertura, eu tentei ir perto dele, mas não tão fortemente, por medo de ser marcado um pênalti contra nós… Como todos devem saber, não por culpa das minhas decisões, eu vim arrastando um tempo de inatividade de um ano que me custou muito. Trabalhei em dois períodos todo esse tempo, o que me fez chegar em ótimas condições físicas. Esta é a minha primeira experiência internacional, em um novo país, com novos costumes, língua nova e longe da minha família. Ainda estou me adaptando”, escreveu.

A igualdade no Mineirão deixou o Santos precisando de um milagre para conquistar o título do Brasileirão. Com 68 pontos e seis atrás do Palmeiras, o alvinegro precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória.

“Infelizmente, alguns dos pontos que deixamos na estrada em encontros anteriores, contra rivais que lutam para evitar o rebaixamento, nos levou a estar em uma posição para matar ou morrer. Mas eu não considero justas as críticas para mim e para a equipe, já que temos feito um grande esforço para que hoje ainda tenhamos chances matemáticas para ganhar o Brasileirão e termos alcançado a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores depois de vários anos”, concluiu Noguera.

Tropeço do Galo garante Santos na fase de grupos da Libertadores

Agora é oficial: o Santos está garantido na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017. Após ficar no 2 a 2 contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, o Peixe foi beneficiado pelo empate do Atlético-MG por 3 a 3 com o Santa Cruz, no Arruda, e não tem mais possibilidade de sair do G3 do Campeonato Brasileiro.

Se a igualdade diante da Raposa praticamente acabou com a chance do alvinegro conquistar o título, o tropeço do Galo foi um alento para os santistas, que agora entrarão diretamente nos grupos da Liberta, fugindo da disputa da primeira fase da competição continental em 2017.

Como o Atlético não venceu o Santa, acabou ficando com 62 pontos, seis a menos que o Peixe. Por conta disso, mesmo que os comandados de Dorival Júnior percam para Flamengo e América-MG, o Galo precisará vencer todos os seus jogos para empatar em pontos com o alvinegro. Porém, mesmo que isso aconteça, os mineiros ainda ficarão atrás dos santistas por conta do número de vitórias.

Vale lembrar que na próxima temporada, a chamada ‘pré-Libertadores’ terá um grau de dificuldade maior que as edições anteriores. Com as novas regras da competição, será preciso passar por dois times até entrar na fase de grupos, totalizando quatro jogos a mais no calendário do próximo ano

O Peixe não disputa uma Libertadores desde 2012. Na oportunidade, ainda com Neymar e Ganso na equipe, o alvinegro acabou sendo eliminado pelo Corinthians na semifinal, após empate em 1 a 1, no Pacaembu, no dia 20 de junho daquele ano.

Com título longe e G3 garantido, Santos pega o Fla por R$ 3,4 milhões

Matematicamente, o Santos ainda está vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, com o empate em 2 a 2 com o Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, os santistas dependem de um milagre para levantar a taça. Em contrapartida, os comandados de Dorival Júnior garantiram a vaga na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2017, beneficiados pelo tropeço do Atlético-MG contra o Santa Cruz.

Por conta disso, o Peixe teoricamente ficaria sem pretensões nas duas últimas rodadas do Brasileirão. Porém, o duelo do próximo domingo contra o Flamengo, no Maracanã, às 17h (de Brasília), ainda tem seu valor. Na verdade, são exatamente R$ 3,4 milhões.

A quantia é válida pela premiação de acordo com a posição dos times na tabela do torneio. O vice-colocado, por exemplo, receberá R$ 10,7 milhões. Já o terceiro, R$ 7,3 milhões. O campeão levará R$ 17 milhões para casa. No total de premiações, a CBF desembolsará R$ 60 milhões.

Atualmente na terceira colocação e sem chances matemáticas de título, o Fla precisa vencer o alvinegro para garantir a premiação. “Logicamente que estamos frustrados, mas passamos a ter o objetivo secundário, que é a disputa do vice-campeonato. É um confronto direto. Temos que nos recuperar para estarmos preparados para o jogo da semana que vem”, disse o técnico rubro-negro Zé Ricardo.

O Santos, por sua vez, ainda sonha com a conquista da taça. Com 68 pontos e seis atrás do líder Palmeiras, o Peixe precisa vencer seus dois últimos jogos, contra Flamengo e América-MG, e torcer para que o rival seja derrotado por Chapecoense e Vitória. Apesar da missão praticamente impossível, Dorival Júnior ainda não jogou a toalha.

“Teremos outra decisão e não tenho dúvidas de que iremos lá fazer nosso melhor e buscar o resultado. Não estamos abrindo mão (do campeonato), pelo contrário. Vamos acreditar até o último momento. O Santos ainda tem reais condições de estar chegando”, afirmou o comandante santista.

Paulinho é dispensado do Santos após discutir com torcedor na Vila

Paulinho não faz mais parte do plantel santista. O atacante foi dispensado do clube antes mesmo do término de seu contrato de empréstimo, que vai até o dia 31 de dezembro. Após discutir com um torcedor no triunfo santista sobre o Vitória, na última quinta-feira, na Vila Belmiro, o jogador foi cortado do treinamento do último sábado, ficou fora da lista de relacionados para o embate diante do Cruzeiro, no último domingo, no Mineirão, e não vestirá mais a camisa do Peixe.

O atleta deve ir ao CT Rei Pelé ainda nesta semana apenas para pegar seus pertences e logo seguida voltará ao Flamengo, dono de seus diretos.

Relacionado para o duelo contra o Vitória, Paulinho sequer saiu do banco de reservas. Porém, durante um aquecimento, ele foi provocado por torcedor, que também é conselheiro do clube. Como resposta, o atacante fez um sinal com as mãos, dando a entender que tinha dinheiro no bolso. Alguns dirigentes do clube viram a situação e logo em seguida pediram o desligamento do jogador.

Vale lembrar que Paulinho já havia sido afastado pelo técnico Dorival Júnior em outra oportunidade, no começo de agosto. Na ocasião, o clube pensou em devolvê-lo ao Flamengo. Porém, após ficar cerca de dois meses treinando separado, o atacante foi reintegrado ao elenco e ganhou algumas oportunidades, sendo até titular na derrota do Santos por 2 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, no duelo que culminou com a eliminação do clube na Copa do Brasil.

Com seu ‘renascimento’, a diretoria chegou até a cogitar uma possível prorrogação do empréstimo ao Rubro-Negro. Esse último problema, porém, acabou sendo a pá de cal na passagem de Paulinho pelo Peixe.

O atacante chegou ao alvinegro no início da temporada por indicação de Dorival. Na época, o Santos pagou R$ 300 mil pelo empréstimo do jogador de 28 anos. No começo do ano, ele começou o Campeonato Paulista como titular, mas nunca conseguiu emplacar uma boa sequência de jogos, e perdeu espaço com as chegadas de Rodrigão, Jean Mota e Copete.

Santos 1 x 0 Cruzeiro

Data: 30/08/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 21ª rodada
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 8.271 pagantes
Renda: R$ 252.400,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Cartões amarelos: Marinho, Fabrício e Arrascaeta (C); Ricardo Oliveira e Vanderlei (S).
Cartão vermelho: Fabrício (C)
Gol: Ricardo Oliveira (42-1).

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Manoel e Fabrício; Henrique (Arrascaeta), Willians, Marcus Vinícius (Gabriel Xavier), Marinho e Alisson; Vinícius Araújo (Allano).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima (Léo Cittadini); Neto Berola (Leandro), Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Com golaço de Ricardo Oliveira, Santos vence a primeira fora de casa

Se faltava a primeira vitória fora de casa para, finalmente, estar decretada a ascensão do Santos, ela não falta mais. Com um golaço de Ricardo Oliveira, o Santos venceu o Cruzeiro por 1 a 0, no Mineirão, aumentou sua invencibilidade para dez jogos e chegou à nona posição no Brasileirão.

Mais presente no campo de ataque, o Cruzeiro até criou mais chances que o Santos, mas, ao contrário da equipe santista, não mostrou eficiência ao finalizar. Com a derrota, o time celeste cai para a 16ª posição e só não está na zona de rebaixamento, por ter mais vitórias que o Goiás, 17ª colocado.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta a Ponte Preta na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Moisés Lucarelli e, dependendo dos desdobramentos da derrota deste sábado, pode ter um novo treinador no comando. O Santos recebe a Chapecoense, na quinta, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo

Pressionado e precisando da vitória a todo custo, o Cruzeiro começou a partida pressionando o Santos no campo de defesa, mas sem criatividade para criar jogadas. A primeira chance do time da casa veio apenas aos 12 minutos, em chute perigoso de Marcos Vinícius, que foi para fora.

Quatro minutos depois, Lucas Lima lançou Neto Berola, e Fábio teve que sair do gol para fazer corte providencial. Com 17 minutos, o Cruzeiro chegou a balançar as redes com Vinícius Araújo, mas o jogador estava impedido, e o impedimento foi marcado.

Linda jogada de Alisson aos 20 minutos. O meia entortou Victor Ferraz e cruzou para Marcos Vinícius, que pegou de bate pronto, mas isolou.

Com um jogo muito amarrado no meio-campo, uma nova chance de gol foi pintar somente aos 34 minutos. Ceará ganhou dividida com Zeca, e a bola sobrou para Marinho. O meia disparou, cortou para o meio e arrematou, porém, a bola passou ao lado do gol de Vanderlei, com muito perigo.

Com 41 minutos, Marinho dominou a bola na intermediária e soltou a bomba. A bola foi para fora, mas assustou o goleiro Vanderlei. Um minuto depois, Ricardo Oliveira mostrou como é que se faz. O centroavante recebeu sozinho e encheu o pé na bola, que foi parar no ângulo de Fábio.

Aos 47, bate-rebate na área cruzeirense. Bruno Rodrigo fez o corte, mas Thiago Maia tocou para Marquinhos Gabriel, que bateu colocado, mas a bola subiu demais.

No segundo tempo, quem chegou primeiro foi o Santos. Aos dois minutos, Lucas Lima envolveu a zaga celeste em jogada com Neto Berola, que cruzou para Ricardo Oliveira. O artilheiro do Brasileirão fez o desvio, mas sem a força necessária para mandar a bola para as redes.

Dez minutos depois, Ricardo Oliveira recebeu na área e bateu colocado, mas, por pouco, a bola não entrou. Aos 14, Alisson obrigou Vanderlei a fazer grande defesa e, no rebote, Allano chutou para fora.

Aos 29 minutos, Arrascaeta fez bela jogada individual pela esquerda e fez o cruzamento na área. A bola chegaria para Alisson marcar, mas Vanderlei conseguiu fazer o corte.

O Cruzeiro quase empatou aos 38 minutos. Willians conseguiu bela arrancada e cruzou para Arrascaeta, que pegou fraco na bola, permitindo a defesa de Vanderlei. No minuto seguinte, Fabrício recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Com 41 minutos, Arrascaeta cobrou falta na área, e Bruno Rodrigo cabeceou por cima da meta de Vanderlei.

Lucas Lima enaltece vitória fora de casa antes de se apresentar à Seleção

Enfim, acabou o jejum do Peixe neste Campeonato Brasileiro. O time de Dorival Jr esteve longe de fazer uma grande partida, mas conseguiu bater o Cruzeiro por 1 a 0 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e pôde comemorar sua primeira vitória fora de casa na competição.

“A gente sabia que era um jogo muito importante para colar na frente. Muito feliz pela vitória. O grupo está de parabéns”, disse o meia Lucas Lima, logo depois do apito final.

Apesar da alegria pela vitória, Lucas Lima agora deixa o torcedor santista apreensivo, porque, em grande fase, o camisa 20 deixa o clube de lado nas próximas três partidas para servir a Seleção Brasileira de Dunga.

“Felizmente, tenho que ir pra Seleção. Sempre foi um sonho. Mas fico feliz pelo time”, comentou o jogador, meio sem jeito com a situação.

A vitória do Peixe neste domingo veio graças a um chutaço de Ricardo Oliveira da intermediária ofensiva. No segundo tempo, a equipe claramente apresentou uma queda de rendimento e foi pressionada até os minutos finais pela Raposa. E, na visão de Lucas Lima, a ausência de Gabriel e Geuvânio fizeram com que o time não conseguisse manter o mesmo nível de jogos anteriores.

“Eles são, muitas vezes, a válvula de espape do nosso time. Mas tocamos bem a bola. O grupo é esse. Campeonato Brasileiro é isso. Vamos focar no próximo jogo”, finalizou o articulador de Dorival Jr, que agora se prepara para viajar para os Estados Unidos, onde ficará à disposição de Dunga para os amistosos do Brasil contra as seleções a Costa Rica e dos próprios norte-americanos, nos dias 5 e 8 de setembro, respectivamente.

David Braz comemora fim de jejum e elogia seu companheiro de zaga

O Santos não teve um grande desempenho neste domingo, mas fez o suficiente para vencer o Cruzeiro por 1 a 0 nesta 21ª rodada e acabar com o estigma de não ter vencido nenhum jogo longe da Vila Belmiro. O time até sofreu pressão na parte final do confronto, mas, tudo dentro da normalidade, segundo o zagueiro David Braz.

“A gente está vindo em uma batida muito forte, mas superamos. Sempre difícil jogar aqui no Mineirão. Ainda mais com o Cruzeiro pressionado, precisando ganhar, pela situação que vive. Mas, conseguimos superar a dificuldade”, comentou o defensor, admitindo o alívio com os três pontos, que levam a equipe à nona colocação, com 30 pontos, a quatro do Palmeiras, primeiro dentro do G-4.

“Vitória que estávamos querendo muito. Fora de casa. Espero que seja a primeira de muitas”, disse.

David Braz também comentou a fase e o entrosamento elogiável com Gustavo Henrique. O jovem zagueiro, revelado pelas categorias de base santista, entrou no time contra o Flamengo, na 16ª rodada, logo depois de retornar do Pan-Americano, e não saiu mais do time titular.

“Momento bom. Está ajudando muito a gente. Jogador do grupo. Quando tava fora, estava bem, esperando sua oportunidade. Agora está aproveitando. Espero que ele continue bem e espero que possa nos ajudar com os objetivos”, afirmou o experiente defensor do Peixe.

Dorival valoriza vitória e culpa desgaste por queda de nível técnico

Dorival Júnior não quer saber de críticas pelo desempenho não tão vistoso de seu time neste domingo, diante do Cruzeiro, no Mineirão. Para o técnico do Peixe, a vitória por 1 a 0 tem que ser enaltecida diante de tantas adversidades.

“Realmente não fizemos um jogo tecnicamente bom. É natural que tenha sido muito disputado, brigado, mas tem o seu valor em razão do resultado alcançado”, disse o comandante santista, antes de lembrar que seus comandados vêm atuando duas vezes por semana desde 8 de agosto.

“Senti a equipe bem desgastada em relação ao jogo do Corinthians. Ouvi muito isso após a partida. Mas, mesmo assim, fico feliz porque o Cruzeiro é uma equipe que não está bem no campeonato, mas o que produziu não mostra isso. Foi um grande resultado, diante de um adversário vibrante, que buscou a todo custo. E o Santos, mesmo sem fazer um grande jogo, conseguiu um resultado fundamental”, comentou.

Após o apito final do árbitro, o meia Lucas Lima admitiu que o time sentiu as ausências de Gabriel e Geuvânio. Dorival, que já havia anunciado a entrada de Marquinhos Gabriel, explicou o motivo da entrada de Neto Berola entre os titulares, com Leandro atuando apenas em parte do segundo tempo.

“O Neto teve um problema, ficou quase uma semana parado. Já vinha de uma sequência maior, conhecia o elenco. O Leandro está em um período de adaptação e recuperação de um ano e pouco sem atuar. Vamos precisar ter uma paciência maior com ele.”

Mas nem mesmo a perda de dois importantes atletas faz Dorival Júnior parar para lamentar. Há dez jogos sem perder (oito vitórias e dois empates, somando Brasileiro e Copa do Brasil), o treinador realmente se preocupa é com a maratona de partidas que poderá atrapalhar a ascensão da equipe, agora a apenas quatro pontos do G4.

“Não digo só superação porque acho que duas alterações você tem por obrigação tentar corrigir e valorizar as peças que entram. Superação pela sequência absurda de jogos que temos enfrentado, e sem mudar peça nenhuma. Foi natural a postura que a equipe teve, enfrentando a situação e tendo um adversário complicado”, esbravejou, antes de finalizar.

“Temos que valorizar o resultado alcançado. Isso mantém a evolução que a equipe vem tendo rodada a rodada. Recuperamos aquilo que foi deixado e a manutenção de uma posição.”

“Temos que nos virar”, diz Dorival sobre ida de Lucas Lima à Seleção

Dono de cinco assistências e três gols neste Campeonato Brasileiro, Lucas Lima é muito mais importante para o Santos do que mostram os números. Dificilmente um lance de gol do Peixe não passa pelo pé do camisa 20, responsável solitário, muitas vezes, por abastecer Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, o trio de atacantes do Peixe.

Agora, porém, Lucas Lima se transformou em dor de cabeça não para os técnicos adversários, e sim para Dorival Júnior. Convocado por Dunga para se juntar ao grupo da Seleção Brasileira, Lucas Lima desfalcará o Santos nas três próximas rodadas do Brasileirão (22ª, 23ª e 24ª).

“É natural que quando você alcança uma adaptação e faz com que uma equipe se conheça, como está se conhecendo…”, disse o treinador santista, no que seria uma frase de lamentação. Antes disso, no entanto, Dorival mudou o discurso.

“Mesmo assim, acho que temos que nos virar. O Lucas Lima tem sido muito importante, mas temos que conviver sem a presença do Lucas. Jogar como se fosse com ele em campo”, avisou.

Lucas Lima não estará à disposição do alvinegro praiano já na próxima quinta-feira, contra a Chapecoense, na Vila Belmiro. Depois, desfalca o time contra o Sport, em Pernambuco, e fica de fora do clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. A tendência é que Marquinhos Gabriel, que já iniciou a partida contra o Cruzeiro, ganhe sequência no time titular.

Cruzeiro 0 x 0 Santos

Data: 11/08/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.533 pagantes (27.709 presentes)
Renda: R$ 1.322.243,00
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT).
Cartões amarelos: Martinuccio e Vinícius Araújo (C); Alison, Edu Dracena, Mena, Thiago Ribeiro e Leandrinho (S).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Bruno Rodrigo, Dedé e Egídio; Nilton, Souza, Ricardo Goulart e Martinuccio (Elber); Luan (Lucca) e Vinicius Araújo (Borges).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Alison (Leandrinho), Arouca (Alan Santos), Cícero e Montillo; Neílton (Thiago Ribeiro) e Henrique.
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)



Cruzeiro e Santos desperdiçam chances e ficam no 0 a 0 no Mineirão

Time mineiro perde os 100% de aproveitamento no estádio, mas supera Botafogo no saldo de gols e volta a liderar o Brasileiro

Cruzeiro e Santos mediram forças neste domingo, no Mineirão, e apesar das boas chances criadas de ambos os lados, em um jogo movimentado, o placar não foi alterado e a partida terminou no 0 a 0. Com o empate, o time celeste voltou para a liderança da competição, com 25 pontos, superando o Botafogo nos critérios de desempate. Os santistas seguem na 14ª posição, agora com 14 pontos ganhos.

O jogo

O Santos começou o duelo pressionando e quase abriu o placar, logo aos dois minutos. O lateral-esquerdo Mena cruzou na medida para cabeçada do centroavante Henrique. Atento, o goleiro do Cruzeiro, Fábio, fez uma grande defesa, salvando a equipe da casa.

Melhor em campo nos primeiros minutos, o Peixe perdeu o volante Arouca, aniversariante do dia, por lesão. O técnico interino, Claudinei Oliveira, optou por manter a mesma formação tática, colocando Alan Santos na vaga de Arouca.

No minuto seguinte, Alan Santos aproveitou levantamento do meia Montillo para a área, em cobrança de falta, desviando a bola de cabeça e exigindo mais uma boa defesa do arqueiro da Raposa.

O bom posicionamento santista deixou o treinador cruzeirense, Marcelo Oliveira, impaciente com as dificuldades encontradas pelo time mineiro para furar o bloqueio alvinegro. Tanto que as melhores chances da Raposa aconteceram em lances de bola parada ou em chutes de longa distância, que pouco levaram perigo ao gol defendido por Aranha.

Na volta para o segundo tempo, os mineiros começaram a pressionar mais. Tanto que, nos primeiros minutos da etapa complementar, o Cruzeiro teve duas boas oportunidades de gol. Na primeira, com um minuto, o zagueiro Bruno Rodrigo cabeceou por cima do gol, após cobrança de escanteio. No minuto seguinte, o meia Ricardo Goulart, mesmo de frente para o gol, errou a finalização, mandando a bola por cima da meta de Aranha.

O Santos respondeu aos nove, com Montillo passando pela marcação na direita e cruzando para a área. Neílton chegou para completar o lance, mas o lateral Mike impediu o chute do atacante do Peixe, cedendo escanteio.

Com o jogo movimentado, os dois técnicos resolveram mexer nos seus respectivos times, em busca do gol. Na Raposa, aos 15, Vinícius Araújo deu lugar a Borges, enquanto Martinuccio foi substituído por Elber. No lado santista, Claudinei sacou Alison, pendurado com cartão amarelo, para a entrada do meia Leandrinho, aos 16.

Lucca no lugar de Luan, na equipe cruzeirense, e Thiago Ribeiro na vaga de Neílton, no lado alvinegro, foram as duas últimas alterações do confronto.

Aos 31, os mineiros estiveram perto do gol, quando Borges ajeitou de cabeça para Ricardo Goulart, que bateu para o gol, mas pegou fraco na bola, facilitando a defesa de Aranha.

A última chance de gol do confronto foi em cobrança de falta a favor dos donos da casa. Lucca bateu a infração no lado esquerdo, direto para o gol, mas Aranha fez o desvio e evitou o gol cruzeirense, já nos acréscimos do jogo.

Claudinei aprova empate com Cruzeiro e lembra que rival estava 100% no Mineirão

Santos não venceu, mas treinador valorizou ponto conquistado contra o líder do Brasileiro

O Santos empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro , na tarde deste domingo, no Mineirão. Apesar de ter destacado que a intenção do Peixe era vencer o jogo, o técnico interino, Claudinei Oliveira, valorizou a atuação de seus comandados e o ponto conquistado em Belo Horizonte, diante do líder do Campeonato Brasileiro.

“Tivemos um primeiro tempo muito bom, criamos chances, e no segundo tempo, esperávamos essa pressão do Cruzeiro. Mesmo assim, eles não conseguiram entrar tocando a bola, pela nossa defesa. Eles chegaram mais através das bolas alçadas na área. Para nós, faltou acertar o penúltimo passe, na saída de bola, que nos daria uma boa possibilidade de encaixar um contra-ataque e, quem sabe, chegar ao gol”, disse Claudinei.

O treinador santista lembrou que, além de ocupar o primeiro lugar na tabela do Brasileirão, o time mineiro havia vencido todos os seus compromissos no Mineirão, reaberto em fevereiro deste ano – foram 13 partidas, ao todo. “A gente sabia que tinha esse ingrediente a mais, que seria um jogo difícil. Eles vinham de duas vitórias seguidas (Coritiba e Criciúma) e estavam 100% em casa. Claro que você joga para ganhar, buscamos isso, mas tem que se ressaltar que eles não tinham perdido pontos aqui”, comentou.

Sobre o próximo compromisso da equipe praiana no Brasileiro, contra o Vasco, quarta-feira, na Vila Belmiro, Claudinei Oliveira espera que o Santos possa voltar a vencer. “Temos que fazer um bom jogo contra o Vasco, que é um time qualificado e tem um grande treinador, como é o Dorival Júnior. O Santos está numa crescente, mas precisamos pontuar, se quisermos chegar mais próximos ao G-4”, encerrou.

O Peixe tem duas partidas a menos na competição – contra o Náutico, em casa, e Internacional, fora -, duelos adiados em virtude da viagem para o amistoso com o Barcelona, no qual os catalães venceram por 8 a 0, no último dia 2, no Camp Nou.

Dracena elogia atuação contra líder: “Jogamos de igual para igual”

Zagueiro santista acredita que o Santos fez uma boa apresentação e ressaltou que a equipe ainda está em construção

“O Santos jogou de igual para igual com o líder. Temos de ressaltar isso. Ainda estamos em construção, a molecada está dando conta do recado e mostrando que tem muito potencial”, afirmou o capitão santista.

Dracena elogiou o time alvinegro e lamentou uma chance criada pelo Santos logo no começo da partida. Aos dois minutos do primeiro tempo, o lateral-esquerdo chileno Mena cruzou para forte cabeçada do centroavante Henrique, defendida pelo goleiro cruzeirense Fábio. Neílton não conseguiu aproveitar o rebote, pois a bola foi afastada pela zaga mineira.

“A gente sabia das dificuldades que teríamos pela frente, pois o Cruzeiro não é líder à toa. Eles têm jogadores de talento, experientes, que já têm uma carreira de vitória. O Santos jogou bem, pena que aquela primeira bola o Fábio pegou, sempre fazendo os ‘milagres’ dele. Ali poderia ter mudado a história do jogo”, concluiu Edu Dracena.

Zinho elogia estrutura do Santos e garante Claudinei: ‘Não é interino’

Ex-jogador foi apresentado como o novo gerente de futebol do clube e bancou o técnico

O ex-jogador Zinho foi apresentado na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, como o novo gerente de futebol do Santos . Em seu primeiro dia no novo clube, o profissional elogiou a estrutura oferecida e acredita que poderá desenvolver um bom trabalho na Vila Belmiro.

“É uma honra poder trabalhar aqui, um prazer ter sido lembrado por um clube como o Santos. Agora, espero poder desfrutar dessa estrutura. É o meu primeiro dia no Santos, mas o que estou vendo está me agradando. Espero contar com a colaboração de todos neste trabalho e pretendo me dedicar 100% ao clube, para poder fazer o meu melhor. A estrela maior é o Santos, essa é a minha linha de raciocínio. Vamos fazer o melhor para o clube. É uma alegria iniciar esse trabalho”, disse Zinho.

O novo gerente também falou sobre os seus primeiros contatos com a direção santista. Na conversa, Zinho destacou que lhe foi passado que Claudinei Oliveira deverá continuar como técnico, apesar de o Santos ter sondado Ney Franco e Abel Braga, ambos desempregados atualmente.

“Conversei com os dirigentes e o treinador é o Claudinei. Ele não é treinador interino, é o técnico do Santos. Ele está no cargo por competência, pelo grande trabalho que desenvolveu na base, e se o colocaram aqui no time principal é porque ele tem competência para exercer essa função. Seria injusto eu fazer qualquer comentário sobre o Claudinei. Até porque, tudo o que eu recebi sobre ele, das pessoas que trabalham aqui no Santos, foram as melhores referencias possíveis”, comentou o dirigente.

Após a sua entrevista coletiva, Zinho conversou com Claudinei no gramado do CT, ao fim da atividade do Santos, que se reapresentou nesta segunda, após o empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, líder do Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Mineirão.

Flamengo é passado

Zinho também comentou sua passagem pelo Flamengo como dirigente, em momento conturbado do clube carioca: “O Flamengo já passou, fez parte de um período da minha vida e foi uma grande oportunidade. Sou grato pela chance, que foi boa para o engrandecimento da minha carreira. Com certeza tive erros e acertos, mas foi bom para o meu currículo e para que, no futuro, eu possa não repetir erros que tive. Foi um aprendizado. Agora, o meu momento é o Santos e espero desenvolver o meu trabalho, ajudando para que tenhamos o melhor ambiente possível, com harmonia e alegria, dando todo suporte aos atletas e a comissão técnica”, afirmou.

No Flamengo, durante os sete meses de sua passagem como gerente de futebol rubro-negro, Zinho teve que administrar problemas internos, como os que ocorreram com Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador. “Não sei se a palavra certa para esse tipo de situação era crise. Acho que, dentro do que cabia a mim, foi feito o possível. Como falei, não vou voltar atrás, pois posso ter agradado alguns, desagradado a outros. Isso é algo normal do futebol. O importante é que tenho a consciência tranquila e não me arrependo de nenhuma atitude nesses casos. Porém, como disse antes, isso é passado”, ponderou Zinho.

Cruzeiro 0 x 0 Santos

Data: 02/06/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 15.708 pagantes
Renda: R$ 532.867,50
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e César Augusto de Oliveira Vaz (ambos do DF)
Cartões amarelos: Elicarlos, Fabrício, Henrique e Jonathan (C); Paulo Henrique, Durval, Neymar e Zezinho (S)
Cartão vermelho: Marcel (S)

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Gil, Thiago Heleno e Diego Renan (Sebá); Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Elicarlos (Pedro Ken); Eliandro (Roger) e Thiago Ribeiro.
Técnico: Adilson Batista

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Rodriguinho, Wesley, Marquinhos (Zezinho) e Paulo Henrique; Neymar (Madson) e André (Marcel).
Técnico: Dorival Júnior



Cruzeiro é o primeiro a frear ataque do Santos, mas só empata no Mineirão

O poderoso ataque do Santos, com 120 gols marcados na temporada, passou em branco pela primeira vez. O feito foi conseguido pelo Cruzeiro, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o time mineiro não conseguiu marcar e a partida terminou empatada por 0 a 0.

Após a partida, o técnico Adílson Baptista anunciou que está deixando o comando do Cruzeiro. O treinador se despedirá do time no domingo, depois do confronto com o Atlético-GO.

O jogo foi de baixa qualidade técnica. Ambas as equipes tiveram poucas chances para marcar. O time mandante ficou perto da vitória, após a expulsão do centroavante santista, Marcel, aos 25 minutos, mas o alvinegro conseguiu segurar a igualdade.

Com o resultado, Santos e Cruzeiro seguem juntos na tabela. As equipes somam nove pontos cada e ocupam a 5ª e 6ª posição respectivamente.

Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Vasco, domingo, na Vila Belmiro. Já o Cruzeiro duela com o último colocado, Atlético-GO, no mesmo dia, no Serra Dourada.

Adilson Batista e Dorival Júnior tinham como objetivo aumentar o moral no clube com uma vitória na partida. Para isso, os dois treinadores surpreenderam nas escalações. O time mineiro entrou em campo sem o experiente meia Roger, e com Elicarlos em seu lugar. Já Dorival promoveu a estreia do goleiro Rafael, formado nas categorias de base do clube. Felipe ficou no banco de reservas.

As duas opções surtiram efeito defensivamente nos 45 minutos oficiais. Elicarlos ajudou a segurar o poderoso ataque santista na primeira etapa. Já Rafael teve pouco trabalho, mas demonstrou segurança, e não cometeu falhas.

O duelo teve qualidade técnica abaixo do esperado para o primeiro tempo. As duas criaram poucas chances. O alvinegro teve uma ótima oportunidade logo aos 7 minutos, na única finalização do time no primeiro tempo. André apareceu livre na frente de Fábio, chutou forte, mas o goleiro cruzeirense fez uma ótima defesa.

O time mandante teve mais posse de bola, e chegou constantemente no ataque. Porém, a equipe também pouco assustou. A exceção foi uma cobrança de escanteio de Thiago Ribeiro que terminou com uma cabeçada de Gil no travessão, aos 30 minutos.

As equipes seguiram sem empolgação nos minutos finais da primeira etapa, e foram para o intervalo empatando sem gols.

Apesar da baixa qualidade demonstrada pelos times, ambos os treinadores não promoveram modificações na volta para o segundo tempo. O posicionamento tático das equipes, no entanto, foi alterado. As equipes passaram a atacar com mais frequência.

Um lance polêmico aconteceu aos 9 minutos. Eliandro foi derrubado pelo goleiro Rafael dentro da área, em um lance que tentou encobri-lo de cabeça. O árbitro, nada marcou.

Irritado com a baixa produção ofensiva, Dorival Júnior optou por realizar duas alterações antes dos 20 minutos. Zezinho e Marcel entram em campo nos lugares de Marquinhos e André, respectivamente. Mas o que modificou o panorama do jogo foi a expulsão do centroavante Marcel aos 25 minutos, após entrada dura em Jonathan.

Adilson Batista colocou o jovem atacante Sebá no lugar do lateral Diego Renan e trouxe o time mineiro ainda mais para frente. O sacrificado do lado santista foi Neymar, substituído por Madson.

Encurralando o Santos no campo defensivo, o Cruzeiro esteve mais perto do triunfo. Entretanto, a equipe mineira sequer conseguiu uma finalização, e a partida terminou empatada sem gols.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem do Globo Esporte.

Atlético-MG 3 x 2 Santos

Data: 28/04/2010, quarta-feira, 21h50.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de ida
Público: 46.239
Renda: R$ 1.003.470,00
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Bruno Boschillia (PR).
Cartões amarelos: Júnior, Zé Luís (A); Pará, Arouca (S).
Gols: Diego Tardelli (02-1) e Diego Tardelli (40-1) e Robinho (45-1); Diego Tardelli (07-2) e Edu Dracena (37-2).

ATLÉTICO-MG:
Aranha, Carlos Alberto, Werley, Jairo Campos e Júnior; Zé Luis, Fabiano (Renan Oliveira), Correa (Jonílson) e Ricardinho (Leandro); Muriqui e Diego Tardelli.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Felipe; George Lucas (Maranhão), Durval, Edu Dracena e Pará; Arouca, Wesley, Marquinhos (Rodrigo Mancha) e Paulo Henrique Ganso; Robinho e André (Zé Eduardo).
Técnico: Dorival Júnior.



Com três de Tardelli, Atlético-MG vence Santos por vantagem mínima no Mineirão

Graças a Diego Tardelli, o Atlético-MG abriu vantagem no confronto das quartas de final da Copa do Brasil contra o Santos. O atacante marcou os três gols atleticanos na vitória por 3 a 2, no duelo de ida, na noite desta quarta-feira, no Mineirão. Apesar do resultado, a equipe visitante comemorou o fato de ter feito dois gols fora de casa.

No jogo de volta, na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, uma vitória simples deixa o Santos com a vaga à semifinal. O Galo joga pelo empate. Antes disso, no domingo, as duas equipes voltam a campo para o confronto decisivo de seus respectivos campeonatos estaduais.

Com a grande exibição, o nome do jogo mantém vivo o sonho de ser convocado para a Copa do Mundo. No fim do ano passado, Tardelli foi chamado por Dunga para duelos amistosos, e demonstrou fazer parte de uma vasta lista do treinador.

Desde o início, a partida no Mineirão foi disputada em um ritmo frenético, como previsto. Os dois melhores ataques em média de gols da Copa do Brasil demonstraram o ímpeto ofensivo esperado, e o time da casa não demorou a marcar. Logo aos 2 minutos, Carlos Alberto escapou livre pela ala direita e chutou cruzado. A finalização foi fraca, mas no meio do caminho, Diego Tardelli apareceu para desviar para o gol.

O gol em nada abalou os santistas. A equipe tinha dificuldades para superar a defesa adversária, mas conseguia assustar em belas jogadas individuais dos seus jogadores. Em uma delas, aos 9 minutos, Pará cortou o marcador pela esquerda, e bateu cruzado de fora da área. A bola tocou no travessão do goleiro Aranha.

Com bons finalizadores, ambos os times passaram a arriscar chutes de fora da área. O Galo assustou em arremates de Muriqui e Diego Tardelli. Já o alvinegro paulista esteve perto do empate em tentativas de Marquinhos e André.

O esquema 4-4-2 utilizado pelas duas equipes deixou o duelo extremamente movimentando. As jogadas pelas pontas eram constantemente utilizadas. E foi pela ala-esquerda que Júnior iniciou a jogada do segundo gol atleticano. Aos 40 minutos, ele cruzou rasteiro para Diego Tardelli, em posição duvidosa, marcar o segundo aproveitando rebote de Felipe após seu próprio chute.

O Santos ainda ganhou ânimo para descer aos vestiários, pois no minuto final, Robinho descontou. O camisa 7 aproveitou vacilo da defesa adversária, apareceu livre na frente de Aranha, e tocou por cima, na saída do goleiro.

“Esse gol foi extremamente importante. Vamos com moral para o vestiário. Precisamos ter mais atenção na marcação. Com a bola é só continuar com o que fazemos sempre”, disse Robinho no intervalo da partida.

O segundo tempo começou com Joílson no lugar de Correa no time atleticano. Luxemburgo queria reforçar a marcação do time, e dar velocidade ao contra-ataque. A rapidez foi a marca do terceiro gol da equipe. Logo aos 7 minutos, o artilheiro Diego Tardelli entrou em disparada na área, recebeu a bola de Muriqui, e livre, na frente de Felipe, teve tranquilidade para marcar mais um.

Minutos depois, o quarto gol de Diego Tardelli foi corretamente anulado, pois o atacante estava em impedimento. O medo da goleada fez Dorival Júnior modificar seu conceito. Ele recuou o time com as entradas de Maranhão e Rodrigo Mancha, nos lugares de George Lucas e Marquinhos, respectivamente.

Com as alterações, ao menos, o alvinegro passou a levar poucos sustos. Com os treinadores buscando novas alternativas, todas as seis modificações permitidas foram feitas até os 27 minutos.

O recuou excessivo do time atleticano resultou em pressão santista nos minutos finais. Aos 37, Ganso fez boa jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Edu Dracena. O zagueiro marcou o segundo, e o time da Vila comemorou bastante a marcação do tento.

No trecho final da partida, a pressão do mandante seguiu acontecendo. Porém, nenhum lance perigoso foi criado. Final de jogo: 3 a 2 para o Atlético-MG. Graças a Diego Tardelli!.