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Mogi Mirim 0 x 0 Santos

Data: 04/02/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, SP.
Público: 2.906 pagantes
Renda: R$ 78.960,00
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Alex Alexandrino e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Cartões amarelos: Leonardo (MM); Alison, Thiago Ribeiro e Geuvânio (S).

MOGI MIRIM
Daniel; Valdir (Thomas Anderson), Fábio Sanches, Wagner e Leonardo; Magal, Hygor (Romário), Edson Ratinho e Vitinho; Geovane (Everton Heleno) e Magrão.
Técnico: Claudinho Batista

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Thiago Ribeiro (Ricardo Oliveira) e Robinho.
Técnico: Enderson Moreira



Em jogo ruim, Santos e Mogi Mirim não saem do zero no Romildão

Santos e Mogi Mirim fizeram uma partida para esquecer. Debaixo de chuva e com um gramado em estado precário, as duas equipes, que haviam vencido na estreia do Campeonato Paulista, no último domingo, não conseguiram jogar tudo que sabem e desapontaram os poucos torcedores que prestigiaram o duelo válido pela segunda rodada do Estadual. Desta forma, o 0 a 0 representou bem o que foi o jogo.

Para o Peixe, pouca coisa mudou. O time de Enderson Moreira chega aos quatro pontos e segue na ponta do Grupo D, seguido de perto pelo Bragantino, que soma três pontos. Já o Mogi fica empatado com o Red Bull Brasil com os mesmos 4 pontos, ambos abaixo do líder São Paulo, que chegou a seis nesta quarta-feira ao superar o Capivariano no Pacaembu.

Duro de assistir

Apesar de trocar toda a iluminação do estádio Romildo Ferreira, o presidente Rivaldo, ex-melhor do mundo e pentacampeão com a seleção brasileira deveria ter dado mais atenção ao gramado. Desde os primeiros minutos, tanto o time da casa quando o Peixe sofreram com o estado do campo, que ficou ainda mais prejudicado devido a chuva que começou a cair poucos minutos antes do duelo começar e perdurou durante toda a primeira etapa.

Aliás, o primeiro tempo foi triste para os poucos torcedores presentes. O Santos não se encontrou, chegou poucas vezes ao gol do Mogi Mirim e assustou apenas em um chute despretensioso de Geuvânio. Robinho mal participou das ações da equipe e o Sapo, muitas vezes, chegou a dominar e ditar o ritmo do jogo.

Chiquinho, destaque no alvinegro praiano na 1ª rodada do Paulistão, além de não conseguir apoiar com a mesma eficiência, sofreu com as jogadas nas suas costas. Por ali, o Mogi chegou três vezes e por pouco não abriu o placar. Em uma delas, Vladimir fez bela intervenção.

“A gente está com dificuldade na saída de bola, a gente está perdendo o meio de campo e o campo não ajuda, o campo é irregular, a gente não está acostumado. A gente tem que se aproximar porque só no chutão não dá”, comentou o atacante Thiago Ribeiro, na saída do time para o intervalo.

Mais do mesmo e placar inalterado

A segunda etapa começou morna, com as duas equipes errando muitos passes. O árbitro não deixava o jogo correr e os lances truncados seguiam à tona na partida.

Aos poucos, o Santos se soltou um pouco mais e Robinho passou a aparecer. Em busca de alternativas ofensivas, Enderson Moreira agiu antes dos 15 minutos e colocou Ricardo Oliveira na vaga de Thiago Ribeiro.

A substituição fez com que o camisa 7 jogasse mais aberto. E logo na primeira jogada com a nova formação, Robinho por pouco não abriu o placar. E seria um golaço, com a cara do Rei das Pedalas, após dar um belo chapéu no marcador, limpar e bater. Mas a bola passou rente a trave, pela linha de fundo.

Na sequência, Alison também quase marcou ao arriscar chute de longe e contar com um desvio da zaga do time de Mogi. Em 20 minutos no segundo tempo, o alvinegro praiano fez mais do que em toda a primeira etapa.

Aos 30, Enderson resolveu apostar em Elano para tentar dar qualidade ao último passe. Lucas Lima sentiu muito o campo pesado e irregular e acabou saindo antes do término em uma de suas piores atuações desde que chegou ao Peixe.

O Mogi Mirim sentiu a pressão santista e mudou sua postura no jogo, apostando apenas nos contra-ataques, mas tendo poucas oportunidades.

E aos 36, foi a vez de Ricardo Oliveira lamentar uma grande chance perdida. Robinho fez toda a jogada e serviu o centroavante que, mesmo marcado, tocou de primeira, mas errou o alvo por centímetros.

No fim da partida, Marquinhos Gabriel estreou com a camisa santista ao entrar no lugar de Geuvânio, mas não foi capaz de mudar o panorama do jogo e o 0 a 0 persistiu até o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Enderson critica estádio e aprova segundo tempo santista

O empate por 0 a 0 não era exatamente o que queria Enderson Moreira, nesta quarta-feira, principalmente após uma vitória convincente diante o atual campeão Ituano, no domingo. Porém, assim como os jogadores, o técnico do Peixe ressaltou o fato de o gramado ter dificultado muito o desempenho de seus comandados.

“Jogar aqui em Mogi sempre é muito complicado, em qualquer situação. Tivemos dificuldades no primeiro tempo, o time não se encontrou na questão da competitividade. Sentimos, talvez, o campo, com a bola viva e o gramado duro por conta da chuva. O Mogi mostrou uma adaptação mais rápida”, comentou o técnico, em entrevista coletiva no estádio Romildo Ferreira. “Mas, no segundo tempo, melhoramos muito. Tivemos força, buscamos o gol. Poderia ter dado para um lado ou para o outro. Criamos boa situações”, analisou, feliz com a mudança de comportamento do time após as substituições.Mas não foi só o gramado que incomodou Enderson. A iluminação nova, inaugurada justamente nesta quarta-feira para tentar acabar com as críticas de todos que têm de jogar no estádio do Sapo, também foi alvo do treinador santista.

“A iluminação ficou muito baixa. Criou dificuldade para as duas equipes. Bola cruzada na área é quase impossível de enxergar. O posicionamento, talvez por ser muito baixo, no momento em que a bola é cruzada, pode ter criado algum tipo de dificuldade. Para ambas as equipes. Sempre dá para melhorar”, completou.

Por fim, Enderson acredita que a equipe praiana evoluiu e está no caminho certo após uma pré-temporada rodeada de desconfiança.

“A equipe vai crescer muito durante a competição. Alguns times podem largar na frente por ter mantido o elenco, criado uma identidade de jogar. Dos quatro tempos que fizemos até aqui, fomos bem em três. O importante é que a equipe ajustou o comportamento. Isso é um indício muito bom”, finalizou o comandante.

Ricardo Oliveira entra, muda o time e deve ser titular no domingo

O Santos saiu de campo sem conseguir mexer no placar no duelo contra o Mogi Mirim, nesta quarta-feira, fora de casa. Muito em função do péssimo estado do gramado, que já não era bom e piorou com a chuva, o time de Vila Belmiro não fez uma boa partida no empate com os donos da casa. Mas nem tudo foi de se jogar fora.

A equipe santista teve um desempenho bastante diferente nos dois tempos de jogo. No primeiro tempo praticamente nada deu certo para o Peixe. No entanto, na segunda etapa, o time apresentou uma evolução, pressionou o Mogi em seu campo e não balançou as redes por detalhe. E esta mudança de comportamento passou muito pela entrada de Ricardo Oliveira.

O camisa 9 substituiu Thiago Ribeiro aos 15 minutos, assumiu a posição de jogador mais fixo e liberou Robinho para atuar pelas beiradas. Rapidamente a dupla mostrou entrosamento e agradou ao técnico, que mesmo assim manteve a ideia de evitar elogios individuais.”Não vou falar especificamente de um jogador. Quem entra tem de mostrar que tem condição de ser titular. Ninguém tem essa condição todo ano. É (uma condição) conquistada dia-a-dia”, avisou Enderson.

Apesar da cautela do técnico, Ricardo Oliveira deve sim ter sua primeira chance no time titular já neste domingo, contra o Red Bull Brasil, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Aliás, o treinador também pensa em promover outras alterações na escalação, já de olho no rodízio de jogadores, tão executado e defendido pelo comandante no segundo semestre do ano passado.

“Isso (troca no time titular) pode acontecer a qualquer instante. Sempre falei que iríamos partir de uma formatação e ganhando vida aos poucos. Em um terceiro jogo, já podemos dar uma segurada em alguns jogadores para observar outros. Isso gera competitividade. Quem estiver melhor, vai jogar. Na disputa por posição, o Santos sai ganhando”, disse Enderson.

Mogi Mirim 2 x 5 Santos

Data: 06/03/2014, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 12ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos : Geuvânio, Cícero, Aranha e Rildo (S); Edson Ratinho (MM).
Gols: Fernando Baiano (22-1), Emerson Palmieri (42-1); Leandro Damião (11-2), Magrão (21-2), Rildo (23-2), Arouca (37-2) e Lucas Lima (45-2).

MOGI MIRIM
Reynaldo; Valdir, Wagner Silva (Henrique), Mirita e Leonardo; Olberdam, Everton Sena, Everton Heleno e Edson Ratinho; Serginho (Rivaldinho) e Fernando Baiano (Magrão)
Técnico: Márcio Goiano

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal, Neto e Emerson Palmieri; Arouca e Cícero; Gabriel (Lucas Lima), Geuvânio (Rildo), Thiago Ribeiro e Leandro Damião (Stéfano Yuri).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Ataque segue brilhando, Santos goleia Mogi Mirim e garante classificação

Equipe chega a 30 gols no Campeonato Paulista e conquista uma vaga nas quartas de final da competição

Mais uma goleada, e o Santos voltou a vencer e mostrar o seu poderio ofensivo, que com 30 gols marcados, continua sendo o melhor ataque do Campeonato Paulista. A vítima da vez foi o Mogi Mirim, que mesmo atuando em casa, não resistiu e foi derrotado por 5 a 2. Os tentos foram marcados por Emerson, Leandro Damião, Rildo, Arouca e Lucas Lima. Fernando Baiano e Magrão descontaram.

Rildo e Lucas Lima marcaram os seus primeiros gols com a camisa do Santos, e mais uma vez vindo do banco de reservas, o atacante e o meia deram mais velocidade à equipe na segunda etapa, que mesmo com o placar vantajoso, não refletiu o que foi a partida, até os 25 minutos do segundo tempo.

A vitória garante a vaga antecipada às quartas de final para o Santos, que ao lado de São Paulo e Palmeiras já planeja um descanso nas próximas rodadas visando a fase final da competição. Durante o triunfo, os atacantes Geuvânio e Rildo, e o goleiro Aranha receberam o terceiro cartão amarelo e serão desfalques na próxima partida.

Já o Mogi Mirim, do presidente e jogador Rivaldo, permanece com 12 pontos, e mesmo com treinador novo segue na luta pela permanência na Primeira Divisão. Restando três partidas para o término da primeira fase, continua em uma situação delicada no campeonato, entretanto fora da zona de rebaixamento.

O jogo

Aos 14 minutos o primeiro grande momento da partida foi do time mandante. Em falha do lateral-direito Cicinho, o atacante Serginho invadiu a área santista e bateu de esquerda, para boa defesa de Aranha. A resposta veio no lance seguinte, quando Geuvânio recebeu de Gabriel, levou para a direita e, mesmo sem ângulo chutou. Bem posicionado, o goleiro Reynaldo mandou para escanteio.

Quem abriu o marcador foi o Mogi Mirim. Aos 22 minutos, Fernando Baiano marcou. Aproveitando a ausência de Émerson – que era atendido fora de campo -, o meia Everton Sena apareceu livre de marcação pelo lado direito e cruzou na medida para o centroavante completar a gol com estilo, após lindo toque de letra.

Aos 38 minutos, Arouca desperdiçou uma boa oportunidade para o Santos empatar a partida. O volante puxou um rápido contra-ataque, e avançou o meio de campo, com a vantagem de dois jogadores, porém errou o passe para Thiago Ribeiro, que estava esperando a bola um pouco mais para trás. No lance seguinte, Geuvânio fez fila, levou para o meio e chutou fraco, nas mãos do goleiro Reynaldo.

Depois de alguns bons ataques, o Santos chegou ao empate aos 42 minutos, por meio do lateral-esquerdo Emerson, que fez o seu gol na competição. Após arrancar pelo meio, o ala tocou para Thiago Ribeiro, que encontrou Gabriel dentro da área. Com um lindo toque de calcanhar, o atacante deixou Emerson na cara do gol, que já chegou fuzilando e empatando a partida.

No segundo tempo, a partida permanecia equilibrada, com a maioria das jogadas sendo realizadas no meio de campo. Porém, aos 10 minutos, Leandro Damião virou. Após Cícero soltar uma bomba de perna esquerda, e o goleiro espalmar para o meio da área, o atacante estava lá para aproveitar o rebote e marcar o seu terceiro gol com a camisa santista.

Aos 21 minutos, o empate do Mogi Mirim. Em falha grave da defesa do Santos, mais uma vez Everton Sena apareceu livre dentro da área e completou o cruzamento de cabeça. Aranha não conseguiu defender e acabou espalmando a bola nos pés de Magrão, que havia acabado de entrar no lugar de Fernando Baiano, e só precisou empurrar para as redes e igualar o marcador no Romildão.

No minuto seguinte, mais um jogador que veio do banco de reservas deixou a sua marca, dessa vez para o Santos, que voltou à frente no marcador. Rildo completou cruzamento de Cicinho com um chute rasteiro. Na comemoração, o atacante tirou a camiseta e levou o terceiro cartão amarelo na competição.

Aos 28 minutos, Leandro Damião quase marcou o seu segundo gol na partida. Thiago Ribeiro recebeu de Cicinho na linha de fundo e mandou na cabeça do atacante, que se antecipou a zaga, porém cabeceou para fora. A resposta do Mogi veio aos 32. Everton Heleno acertou uma bomba no ângulo esquerdo, mas Aranha voou para espalmar e evitar o empate.

Antes do fim da partida, deu tempo para Arouca marcar um lindo gol e ampliar o placar para o Santos. Aos 37 minutos, após novo cruzamento de Thiago Ribeiro, o volante aproveitou a sobra de Leandro Damião e emendou um voleio de primeira para fazer 4 a 2.

Aos 45 minutos, quando os torcedores já estavam indo embora, Lucas Lima fez o quinto do Santos. Cícero fez invertida perfeita para Cicinho, que dominou e encontrou o meia, que havia entrado a poucos minutos.

Volante Arouca, do Santos, é vítima de racismo em Mogi Mirim

Principal jogador do Santos na vitória por 5 a 2 sobre o Mogi Mirim (veja os gols ao lado), na noite desta quinta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, o volante Arouca foi chamado de “macaco” após o duelo. A manifestação de racismo foi flagrada pela rádio “ESPN”. O camisa 5 preferiu não dar levar muito em conta o xingamento, apesar de ter se mostrado triste. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Marcos Marinho, esperava que o episódio tivesse sido relatado na súmula para dar início a uma investigação, mas o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não fez nenhuma observação sobre o caso no relatório do duelo.

– Bom nem ouvir, nem dar ouvido a essas pessoas. Nem sei se pode chamar de pessoa. É uma situação difícil de comentar, mas acontece não só no futebol. Espero que alguém possa tomar providência muito severa porque isso é lamentável – comentou o jogador.

Após a partida, durante entrevista coletiva, o técnico Oswaldo de Oliveira se mostrou bastante irritado com a situação exatamente no dia que Arouca teve mais uma grande atuação e marcou seu segundo gol na temporada.

– Não é por não adiantar nada. Mas a minha resposta para isso é o silêncio.

Marcos Marinho, entretanto, prefere aguardar a súmula do jogo para saber que providências tomar.

– Amanhã mesmo vou verificar os relatórios. Se alguém presenciou e comunicou, vamos comunicar ao Tribunal de Justiça Desportiva. Existe uma punição ao clube com multas e até mando de campo em jogos no regulamento – disse, em entrevista à rádio Globo.

Apesar da “exigência” de Marcos Marinho, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não relatou a manifestação racista na súmula. No relatório do jogo, ele citou apenas os acréscimos dados no primeiro e no segundo tempos. Além disso, escreveu “Nada houve de anormal” na parte destinada a ocorrências e observações.



Vídeos: Reportagem e (2) íntegra da disputa de pênaltis.

Mogi Mirim 1 x 1 Santos – 4 x 5 nos pênaltis

Data: 04/05/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Público: 16.645 pagantes
Renda: R$ 376.425,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Hermam Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis
Cartões amarelos: Val, Tiago Alves e Roger Gaúcho (MM); Montillo e Renê Júnior (S).
Gols: Roni (44-1); Edu Dracena (31-2).
Pênaltis: Mogi Mirim: Tiago Alves, Roger Gaúcho, Wagninho e Val; Carlos Alberto, Juninho e Roni desperdiçaram. Santos: Cícero, André, Neymar, Léo e Edu Dracena; Miralles e Renê Júnior desperdiçaram.

MOGI MIRIM
Daniel; Caramelo, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo (Juninho); Magal, Val, Roger Gaúcho e Wagner (Carlos Alberto); Roni e Henrique (Wagninho).
Técnico: Dado Cavalcanti

SANTOS
Rafael; Felipe Anderson, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (André); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



No sufoco, Santos bate Mogi nos pênaltis e terá clássico na decisão

Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, no Morumbi

No sufoco, o Santos precisou mais uma vez das cobranças de pênaltis para chegar à final do Campeonato Paulista. Após o empate com o Mogi Mirim, em 1 a 1, neste sábado, no Estádio Romildão, o Santos levou a melhor nas penalidades, ganhando por 5 a 4. Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi.

O jogo

O Santos começou a partida dando a impressão de que sufocaria o adversário. Tanto que, aos três minutos, o zagueiro Edu Dracena teve uma boa chance para marcar. Porém, o goleiro Daniel fez grande defesa, evitando o gol do time praiano.

Com o Santos pressionando nos primeiros minutos, o Mogi Mirim ainda viu o lateral-esquerdo João Paulo deixar o jogo, lesionado. Aos seis, Juninho entrou em seu lugar na equipe.Mas, após perder um de seus principais jogadores, o Sapão melhorou em campo. O Mogi passou a atacar mais, principalmente com o lateral Caramelo, pelo lado direito.

No entanto, os santistas continuavam perigosos e, aos 37, quase chegou ao seu primeiro gol. Neymar recebeu dentro da área e, de perna esquerda, tocou a bola para Miralles. O argentino tentou alcançar a bola com um ‘carrinho’, mas chegou atrasado na jogada e perdeu uma boa oportunidade para a equipe alvinegra.

O Santos voltou a levar perigo ao gol adversário, em cobrança de falta com o atacante Neymar. Aos 41, a Joia quase surpreendeu Daniel, batendo direto para a meta e exigindo mais uma boa intervenção do arqueiro do Mogi Mirim.

Só que este lance de Neymar, não foi o último antes do intervalo. Isto porque, o Sapão abriu o placar, pouco antes do intervalo. Aos 44, após boa jogada de Caramelo, Val cruzou na área, Roni se desvencilhou da marcação de Felipe Anderson e tocou de cabeça para o gol, sem chances para Rafael: 1 a 0 para o Mogi.

Na volta para a etapa complementar, o Peixe passou a tentar se impor perante o adversário. Aos nove, o técnico Muricy Ramalho perdeu o meia Montillo, que sentiu dores musculares na coxa esquerda, e colocou o centroavante André na sua vaga.

Mas os donos da casa continuavam perigosos e, aos 14, o Mogi Mirim quase ampliou a sua vantagem. Henrique recebeu dentro da área, fez o giro e chutou forte, para boa defesa de Rafael, que evitou o segundo gol do Mogi Mirim no duelo. Dois minutos após perder a chance de mais um gol, Henrique foi substituído por Wagninho, numa tentativa do técnico Dado Cavalcanti de ganhar mais velocidade para o contra-ataque.

Entretanto, na base da pressão, os santistas chegaram ao empate. Aos 31, Neymar cobrou falta na área, para cabeçada de Cícero, defendida por Daniel. Miralles aproveitou o rebote e cruzou para Edu Dracena cabecear e deixar tudo igual no placar: 1 a 1.

Após o gol de empate alvinegro, o treinador do Mogi mudou pela última vez. Aos 34, Wagner saiu para a entrada de Carlos Alberto. Nos minutos finais, Mogi e Santos pouco criaram. Com isso, a definição do primeiro finalista do Paulistão foi para as cobranças de pênaltis.

No primeiro chute, o argentino Miralles isolou. O zagueiro Tiago Alves converteu o pênalti a favor do Mogim Mirim. Na sequência, Cícero fez o gol e Rafael defendeu a cobrança de Carlos Alberto. Na terceira cobrança santista, Renê teve a sua penalidade defendida por Daniel, enquanto Roger Gaúcho converteu, recolocando os donos da casa na frente. No entanto, André fez o seu, com Juninho desperdiçando. Nas últimas cobranças da série, Neymar converteu e Wagninho também.

Léo e Edu Dracena, para o time praiano, marcaram nas batidas alternadas. Val marcou, mas Roni perdeu a sua cobrança, defendida por Rafael, que classificou o Peixe para a decisão do Estadual.

Herói mais uma vez, Rafael atribui rendimento nos pênaltis aos treinos

O camisa 1 do Santos pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o time à decisão do Paulistão 2013

O goleiro Rafael está se acostumando à rotina de herói do Santos. Nas quartas de final contra o Palmeiras, na semana passada, ele já havia defendido duas penalidades. Neste sábado, o camisa 1 pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o Santos à decisão do Paulistão 2013 . O jogador atribuiu o bom desempenho nos pênaltis aos treinos, no CT Rei Pelé.

“A gente treina bastante. Toda sexta-feira, eu treino pênaltis. A gente sempre treina com um dos melhores do Brasil e do mundo que é o Neymar, o André também bate bem. Nós treinamos muito, pois sabíamos da possibilidade para essas duas partidas (quartas e semifinal)”, contou Rafael.

O goleiro alvinegro ainda falou sobre a tática utilizada contra Roni, último cobrador do Sapão, na disputa de pênaltis. Rafael apontou para um canto e pulou para o outro, defendendo a penalidade e classificando o Santos para a decisão do Estadual.

“A gente tenta fazer alguma coisa diferente. O Roni bateu no último jogo naquele canto. Eu fiz isso para ele ver que eu tinha visto. Foi Deus quem me guiou para o lado certo”, disse o arqueiro, que não poupou elogios ao futebol apresentado pelo Mogi Mirim neste confronto.

“Eles estão de parabéns pela campanha. A gente passou por um time muito forte, por detalhes. É uma classificação muito importante. Agora, vamos para a final, que também será dificílima”, concluiu.

Neymar se emociona com quinta final seguida no Campeonato Paulista

Com a vitória nos pênaltis contra o Mogi Mirim, o Santos, mais uma vez, vai disputar a decisão do Campeonato Paulista

O atacante Neymar era um dos jogadores mais emocionados com a classificação do Santos para a final do Campeonato Paulista . Após a equipe praiana bater o Mogi Mirim, nas cobranças de pênaltis, o craque fez uma oração, ajoelhado no gramado, e depois falou sobre a sua felicidade por chegar a quinta decisão seguida estadual.

“Não é ritual, sou um cara cristão. Estava agradecendo a tudo que ele fez na minha vida. Ele (Deus) fez valer a sua vontade, com o Santos chegando a mais uma final”, disse Neymar, que cobrou o último pênalti da série inicial de cinco cobranças para cada lado.

“Esse caminho do meio-campo até a marca do pênalti, não é fácil. Dá uma ansiedade na barriga. Pedi a Deus que eu tivesse precisão e calma, para converter a penalidade contra o Mogim Mirim”, comentou o astro santista.

Sobre a vaga em mais uma final do Paulistão, Neymar comemorou bastante o objetivo alcançado pelo seu time, que busca o tetracampeonato. “É uma felicidade grande, um dia de muita alegria. Pela quinta vez na final do Paulistão. Graças a Deus não sei o que é ficar fora de uma final do Paulista”, desabafou.

O Santos espera o vencedor do clássico entre São Paulo e Corinthians, que será realizado neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi, para saber quem será o seu rival na disputa pelo título da competição.

Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 23/04/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio João Paulo II, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Martins e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG).
Gols: De Nigris (11-1) e Reinaldo (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto (Domingos), Ronaldo Guiaro e Manzur; Neto, Wendel (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; De Nigris (Rodrigo Tabata) e Reinaldo
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

ATLÉTICO-PR
Cléber; Danilo, Paulo André e Alex; Carlos Alberto (Denis Marques), Alan Bahia, Erandir, Evandro (Válber), Ferreira e Fabrício (Ivan); Pedro Oldoni
Técnico: Givanildo Oliveira



Completo, Santos bate Atlético-PR em Mogi Mirim

O técnico Vanderlei Luxemburgo rechaçou a possibilidade de poupar jogadores na segunda rodada do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa do Brasil. E com o time completo, o Santos superou o Atlético-PR por 2 a 0 na tarde deste domingo, em Mogi Mirim, jogando com os portões fechados por punição do STJD. Pior para o time paranaense, que segue sem somar pontos na competição.

Longe de apresentar o mesmo futebol dos duelos com o Atlético-PR no Brasileiro de 2004 e na Libertadores de 2005, a equipe da Vila Belmiro não precisou se esforçar muito para conquistar sua primeira vitória no certame – o time alvinegro havia empatado com o Goiás na rodada de estréia – e chegar a quatro pontos.

“No Campeonato Brasileiro não podemos desperdiçar pontos. É um torneio muito difícil e não podemos nos distanciar dos líderes”, comentou o meia Rodrigo Tabata, que deu bom passe para o gol de Reinaldo.

Diante de um Atlético-PR enfraquecido em relação às últimas duas temporadas, o Santos foi pouco ameaçado. Desorganizado no meio-de-campo e sem força ofensiva, o clube rubro-negro conheceu sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão (Fluminense e Santos).

Neste ano, aliás, a equipe paranaense tem vivido um momento muito ruim. Eliminado nas quartas-de-final do Campeonato Paranaense e na segunda fase da Copa do Brasil, o Atlético-PR ainda não se encontrou. A saída precoce do técnico Lothar Matthäus também ajudou a desestabilizar o time nos últimos jogos.

“É difícil explicar o que está acontecendo. Não estamos jogando bem e não estamos tendo força para reagir”, lamentou o zagueiro Paulo André.

O Santos, por sua vez, não sofre desse problema. Regular até aqui na temporada, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo foi campeão paulista após quase 22 anos de jejum e continua bem na Copa do Brasil, considerado atalho para a Libertadores.

E é por essa competição que os santistas têm seu próximo desafio. Na quarta-feira, às 21h45, o time recebe o Ipatinga pela primeira partida das quartas-de-final.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no próximo domingo. A equipe santista faz o clássico com o Palmeiras, às 16h, no estádio do Parque Antarctica, em São Paulo. Um dia antes, às 18h10, o Atlético-PR visita o Botafogo, no Rio de Janeiro.

O jogo

No Campeonato Brasileiro de 2004, quando brigaram pelo título até a última rodada, e na Copa Libertadores da América 2005, na qual se enfrentaram nas quartas-de-final, Santos e Atlético-PR protagonizaram duelos com estádios lotados. Neste domingo, por uma punição pendente do STJD, as equipes se enfrentaram com estádio vazio.

Mas nada que não motivasse o Santos a partir para cima em busca de sua primeira vitória nesta edição da competição nacional. Aproveitando o mau começo do Atlético-PR, o time da Vila Belmiro foi para o ataque. E teve boa chance aos 9min. Léo Lima cruzou da direita, e Reinaldo cabeceou no canto esquerdo de Cléber, perto da trave.

Dois minutos depois, a equipe paulista abriu o placar. Léo Lima tocou para Kléber. O lateral-esquerdo invadiu a área e, depois de disputar com dois marcadores, ajeitou de calcanhar para o mexicano De Nigris rolar para o gol vazio. Foi o primeiro do atacante com a camisa alvinegra – ele chegou ao clube no começo deste ano.

A pressão sofrida nos minutos iniciais fez o Atlético-PR acordar. E o time conseguiu equilibrar a partida. Aos 18min, Pedro Oldoni recebeu na grande área e chutou cruzado para boa defesa do goleiro Fábio Costa. Aos 22min, Carlos Alberto cruzou para Ferreira cabecear por cima da meta.

“O time está bem em campo, mas precisa ter mais tranqüilidade para finalizar”, analisou o meia Fabrício, do Atlético-PR, no intervalo do jogo. Neste domingo, ele jogou improvisado como lateral-esquerdo.

No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações. E o início da etapa foi parecido com o da primeira, com o Santos atacando forte. Tanto que o time só não ampliou o placar aos 4min porque Cléber fez grande defesa. Após cruzamento de Reinaldo, De Nigris cabeceou livre e o camisa 1 do Atlético-PR fez linda intervenção.

Diferentemente da etapa inicial, quando acordou depois de sofrer pressão, o Atlético-PR pouco fez para melhorar em campo. E dominado pelo time paulista se recuou demais e sofreu o segundo gol, que dificultou uma reação.

Aos 27min, o meia Rodrigo Tabata deu belo lançamento para Reinaldo. O atacante avançou pela esquerda da grande área e chutou forte na saída do goleiro Cléber.

Com os dois gols de vantagem, o Santos apenas administrou a posse de bola no campo de ataque e não deu espaços para uma possível melhora do Atlético-PR.

Vila Belmiro? Só na quinta rodada

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos atuará na Vila Belmiro apenas na quinta rodada, quando recebe a Ponte Preta, no dia 13 de maio. Isso porque o clube ainda cumpre punição imposta pelo STJD no ano passado (na partida contra o Botafogo, em novembro, objetos foram atirados pelos torcedores no gramado).

Além da partida deste domingo, que foi realizada em Mogi Mirim, o clube paulista terá de jogar longe de casa também na quarta rodada, contra Fortaleza, no dia 7 de maio. Apesar de estar agendado pela CBF para Mogi Mirim, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, garante que o jogo será realizado em Santo André, no ABC paulista.

Atlético-PR vive má fase

Com a derrota deste domingo, o Atlético-PR já soma seis jogos sem vencer. A última vitória do clube de Curitiba aconteceu no dia 5 de março, contra o Cianorte, pelo Campeonato Paranaense. E de goleada: 5 a 1.

De lá para cá foram cinco derrotas (duas pelo campeonato estadual, duas pelo Campeonato Brasileiro e uma pela Copa do Brasil) e um empate (pela Copa do Brasil).


Santos 0 x 0 São Paulo

Data: 03/04/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Wilson de Barros, em Mogi Mirim, SP.
Público: 12.380 pagantes
Renda: R$ 200.261,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Auxiliares: Francisco Rubens Feitosa e Emerson Augusto de Carvalho.
Cartões amarelos: Danilo, Mineiro, Edcarlos, Josué e Lugano (SP).
Cartões vermelhos: Halisson (S) e Grafite (SP).

SANTOS
Henao; Ávalos, Halisson e Domingos; Bóvio, Zé Elias (Preto), Rogério, Rossini e Flávio; Robinho e William (Fábio Baiano) (Deivid).
Técnico: Gallo

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro (Renan), Josué, Danilo (Marco Antônio) e Júnior; Grafite e Diego Tardelli (Luizão).
Técnico Leão



Com 0 a 0 contra o Santos, São Paulo é campeão

O título mais anunciado dos últimos anos finalmente foi confirmado matematicamente na tarde deste domingo. Com um empate por 0 a 0 contra o rival Santos, em Mogi Mirim, o São Paulo chegou ao vigésimo título estadual de sua história.

A equipe do Morumbi chegou a 42 pontos em 17 rodadas realizadas até agora e não pode mais ser alcançado pelo Corinthians, único time que, antes do início da rodada ainda podia pensar, matematicamente, em tirar o título do São Paulo.

A equipe do Parque São Jorge, que tinha 32 pontos, enfrentou também neste domingo, no Pacaembu, o Ituano e não passou de um empate por 0 a 0. Com este resultado, o São Paulo garantiria o título mesmo se fosse derrotado pelo Santos.

A conquista da equipe comandada por Emerson Leão veio com uma das melhores campanhas da história do clube em campeonatos estaduais. Em 17 rodadas, foram conquistadas 13 vitórias e três empates. A equipe tricolor perdeu apenas um jogo, justamente contra a Portuguesa, na última quinta-feira.

Na partida que garantiu o título, Leão teve à sua disposição todos os jogadores do elenco são-paulino. E a partida ainda marcou a volta aos gramados do volante Josué, que começou jogando, e do atacante Luizão, que entrou no segundo tempo.

Josué e Luizão ficaram afastados cerca de um mês, ambos em tratamento no departamento médico do São Paulo por conta de lesões musculares na coxa.

No Santos, a principal novidade no jogo foi a entrada do colombiano Henao como titular no gol. O ex-jogador do Once Caldas, último campeão da Libertadores, repetiu as ótimas atuações que teve na competição continental na última temporada e foi o principal responsável pelo fato de o São Paulo não abrir o placar no primeiro tempo.

Para o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, os chutes de longa distância feitos pelo time do Morumbi também contribuíram para a atuação do colombiano. “Temos que mudar um pouco. Estamos chutando bem, mas de muito longe, e aí facilita pro goleiro deles”, disse o capitão na saída do primeiro tempo.

Faltando ainda duas rodadas para o término oficial da competição, o São Paulo cumpre tabela contra Ponte Preta, no Morumbi e Mogi Mirim, novamente no estádio Wilson de Barros.

Enquanto a equipe de Campinas luta contra o rebaixamento, o time de Mogi luta para terminar o campeonato entre os cinco primeiros colocados para garantir uma das vagas do estado de São Paulo na Copa do Brasil de 2006.

Já o Santos, que disputa o vice-campeonato do Paulistão com o Corinthians, enfrenta nas últimas rodadas o Paulista, na Vila Belmiro, e o Marília, no interior do estado. A equipe santista, no entanto, já deixou claro que a prioridade no restante do primeiro semestre é a Copa Libertadores da América.

Luto

Mesmo vivendo clima de festa pela expectativa da conquista do título, o time do São Paulo entrou em campo de luto. Em homenagem ao papa João Paulo 2°, que morreu neste sábado, no Vaticano, todos os jogadores são-paulinos usaram faixas pretas no braço direito. Antes da partida, também foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem ao papa.

O jogo

Com o São Paulo precisando apenas do empate para garantir o título, a equipe comandada por Émerson Leão entrou em campo aparentemente mais tranqüila do que na última quinta-feira, quando uma vitória sobre a Portuguesa garantiria o título.

Já o Santos, sem chances de conquistar o título, entrou em campo despreocupado. Com isso, as duas equipes jogaram desde o começo sem se preocupar em cometer faltas ou exagerar na troca de passes para passar o tempo.

Após os primeiros cinco minutos, começaram a aparecer as jogadas de ataque. Em arrancada pela direita, Grafite foi derrubado pelo zagueiro Halisson, que recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, o lateral Cicinho tentou fazer o cruzamento para a área, mas chutou na barreira santista.

Aos 10min, o Santos conseguiu se aproximar da área são-paulina com Robinho. O atacante dominou a bola na entrada da área, pela esquerda do ataque e fez ótimo cruzamento para a área são-paulina. Contudo, nenhum santista apareceu para completar.

Dois minutos depois, o ataque do São Paulo fez boa jogada pelo meio e tentou invadir a área tabelando, mas a defesa conseguiu se recuperar no momento em que Cicinho tentou fazer o último passe, buscando o atacante Grafite.

Logo após os 15min, o São Paulo teve duas boas oportunidades, mas não concluiu bem. Primeiro Diego Tardelli dominou fora da área, pelo lado direito, e chutou à esquerda do gol de Henao. Na seqüência, o volante Mineiro recebeu passe da esquerda feito pelo próprio Diego Tardelli e chutou muito acima do gol santista.

Sem sucesso nos arremates de longa distância, o time tricolor tentou variar as jogadas e passou a buscar o ataque pelas laterais. Aos 18min, o atacante Diego Tardelli se livrou da marcação pela direita e avançou até a linha de fundo, de onde fez cruzamento para a área. O passe, no entanto, não encontrou nenhum jogador do São Paulo.

No lance seguinte, Grafite fez jogada parecida pelo outro lado do campo. O atacante avançou pela faixa esquerda do ataque, se livrou do zagueiro Domingos e cruzou na área, mas antes de qualquer são-paulino chegar, o goleiro Henao conseguiu fazer a defesa.

Aos 21min, Grafite voltou a arrancar pelo centro do ataque são-paulino e, novamente, foi derrubado pelo zagueiro Halisson. O árbitro Wilson Luiz Seneme mostrou o segundo amarelo e expulsou o jogador santista.

Para reestruturar o time, o técnico Gallo substituiu o atacante William pelo volante Fábio Baiano e passou a jogar com um esquema 4-4-1, com Robinho isolado no ataque.

Antes de sair de campo, porém, William ainda perdeu boa chance de marcar. O lateral Flávio fez cruzamento da direita para a pequena área do São Paulo buscando o atacante, mas antes dele alcançar a bola, Rogério Ceni se atirou no chão para defender.

Aos 26min, o meia Danilo começou a aparecer para o jogo, e depois de boa jogada pela esquerda, fez ótima assistência para Diego Tardelli na meia lua da grande área santista. O atacante chutou rasteiro, mas o goleiro Henao defendeu com segurança.

Dois minutos depois, em cobrança de falta, o meia Danilo voltou a aparecer bem. Da direita do ataque, o jogador chutou no alto do gol e exigiu grande defesa do goleiro Henao, que espalmou para escanteio.

O São Paulo voltou a atacar bem aos 36min, com Grafite. O atacante dominou no centro do ataque são-paulino, fora da área. Ele chutou forte e rasteiro, a bola ainda desviou em uma falha do gramado, mas mesmo assim Henao conseguiu, de soco, desviar para escanteio.

Aos 38min, o Santos conseguiu chegar à área são-paulina novamente. O meia Fábio Baiano recebeu lançamento na direita, avançou e, invadindo a área, chutou cruzado. A bola passou pelo goleiro Rogério Ceni e saiu pela linha de fundo, sem que o atacante Robinho a alcançasse.

Mesmo nos últimos minutos, o São Paulo continuou tentando chegar ao gol e exigindo muitas defesas do goleiro santista. Aos 41min, Júnior cobrou escanteio e a defesa deu o rebote para o lateral.

Ele fez novo cruzamento na pequena área e, dividindo com a defesa, o zagueiro Edcarlos conseguiu desviar para o gol. Henao se esticou e espalmou para fora da área. Ele ainda conseguiu armar o contra-ataque santista com Robinho, mas o atacante acabou desarmado pelo volante Josué.

Para o Santos, a melhor oportunidade ofensiva veio apenas aos 45min. Depois de bate rebate na área, a bola sobrou para Ávalos, que, sozinho, chutou à esquerda do gol de Rogério Ceni.

A segunda etapa começou com as duas equipes buscando o ataque e o Santos, apesar de ter um jogador a menos, voltou melhor do que no primeiro tempo. Só nos cinco primeiros minutos, a defesa são-paulina precisou parar com falta três jogadas dos adversários.

Aos 14min, o atacante Grafite perdeu a melhor oportunidade criada pelo São Paulo até aquele momento da partida. Fixo na grande área santista, Grafite conseguiu dominar passe de Cicinho na marca do pênalti e chutou, mas novamente o goleiro Henao fez grande defesa.

Com o calor da cidade de Mogi, o ritmo de jogo claramente diminuiu após os primeiros minutos da etapa final. E diminuíram também as ações ofensivas do São Paulo, que até sofreu com algumas jogadas do Santos.

O Santos passou a apostar nos contra-ataques puxados por Robinho. Com mais fôlego que a maioria dos outros jogadores, o atacante conseguiu levar o time santista para cima da defesa são-paulina mesmo com apenas 10 jogadores.

Contudo, o jogador sofreu sempre com a marcação de dois ou três defensores são-paulinos e, sem encontrar companheiros de time para ajudá-lo na armação dos lances ofensivos, não conseguiu transformar suas boas jogadas em ameaças reais ao goleiro Rogério Ceni.

A partir dos 30min de jogo, o São Paulo também mudou de atitude e segurou mais o andamento da partida. Ainda que sem se acomodar na partida, o time tricolor passou a trocar mais passes e manter a posse de bola pelo maior tempo possível.

Assim, aos gritos de “é campeão” da torcida são-paulina, o jogo seguiu até os 47min, quando, ao apito do árbitro Wilson Luiz Seneme, foi oficializada a conquista do Paulistão 2005 pelo São Paulo.