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Santos 4 x 1 Mogi Mirim

Data: 25/02/2016, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 9.897 pagantes (11.371 total)
Renda: R$ 332.370,00
Árbitro: Alessandro Darcie
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Renata Ruel Xavier de Brito.
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Rafael Longuine (S); Renato Santos, Bruno Teles e Gabriel Dias (MM).
Gols: Bruno Costa (26-1, contra); Joel (06-2), Joel (29-2) Wendel (38-2) e Lucas Lima (46-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Serginho (Neto Berola), Gabriel (Patito Rodriguez) e Joel.
Técnico: Dorival Junior

MOGI MIRIM
Daniel; Wendel, Renato Santos (Gustavo Costa), Bruno Costa e Bruno Teles; Gabriel Dias, Bruninho, Lulinha, Keké e Lulinha; Léo e Roni.
Técnico: Toninho Cecílio



Sem Ricardo Oliveira, Joel faz dois gols e Peixe goleia o Mogi no Pacaembu

O jovem camaronês Joel entrou em campo na noite desta quinta-feira com a missão de substituir Ricardo Oliveira. Artilheiro do Peixe em 2015, ídolo da torcida e capitão da equipe, o camisa 9 foi cortado na véspera do duelo contra o Mogi Mirim para negociar sua transferência para o futebol chinês. E logo em sua primeira apresentação como titular, Joel não sentiu a pressão e marcou dois gols no Pacaembu, já igualando a marca de Oliveira neste Campeonato Paulista.

Antes de Joel, Bruno Costa abriu o placar para o alvinegro praiano com gol contra. O Sapão ainda diminuiu com Wendell, mas, em cobrança de pênalti, já nos acréscimos, Lucas Lima decretou a goleada por 4 a 1 nesta 6ª rodada.

Os três pontos levam o Santos à liderança no Grupo A, agora com 12 pontos. Enquanto isso, o Mogi Mirim é o penúltimo colocado no Grupo D, com sete pontos, à frente do Rio Claro e atrás do Red Bull Brasil, que têm o mesmo número de pontos.

O jogo

O Santos começou a partida desta quinta-feira devagar e sem muita empolgação, assim como o público nas arquibancadas, que decepcionava. O Mogi, então, aproveitou e buscou surpreender os mandantes com rápidos contra-ataques.

Aos 7 minutos, Keké recebeu dentro da área alvinegra e viu a bola explodir na zaga do Peixe. Aos 14, o mesmo Keké, depois de bom passe de Lulinha, arrematou e obrigou Vanderlei a trabalhar.

Enquanto isso, os torcedores do Santos iam chegando ao estádio do Pacaembu e melhorando o cenário do jogo. O time de Dorival Júnior, simultaneamente, cresceu na partida. Aos 19, Serginho arriscou chute de longe e viu Daniel espalmar para escanteio.

O Peixe passou e encurralar seu adversário, sempre liderado por Lucas Lima, que jogava com muita liberdade no meio campo. Porém, o time levou um susto aos 25, quando Vanderlei espalmou chute de Gabriel Dias e, no rebote, Keké não conseguiu completar para o gol, já dentro da pequena área.

Na sequência, em contra-ataque mortal, Lucas Lima tabelou com Joel, invadiu a área pela esquerda e bateu cruzado. O zagueiro Bruno Costa acabou chutando a bola contra as próprias redes: 1 a 0 Peixe.

Antes do intervalo, o Santos ainda teve chance de ampliar a vantagem com Serginho, que saiu cara a cara com Daniel e acertou a trave. E no último lance da etapa inicial, Gabriel Dias arriscou de muito longe e por pouco não marcou um golaço. A bola explodiu no travessão, no ângulo esquerdo de Vanderlei.

No segundo tempo, o Peixe não demorou para matar o jogo. Joel, jogador que assumiu a posição de Ricardo Oliveira pela primeira vez, abriu pela esquerda, tabelou com Serginho e tocou, com categoria, na saída do goleiro Daniel. Tudo isso ainda aos 6 minutos.

O Sapão sentiu o gol e passou a se defender com todos os jogadores. O Peixe, ao contrário, partiu para uma blitz. Aos 17, Lucas Veríssimo cabeceou e Daniel salvou. Na sequência, Renato desperdiçou uma grande chance.

Mas a noite era mesmo de Joel. Com a responsabilidade de substituir Ricardo Oliveira, o camaronês aproveitou bola rebatida dentro da área e, aos 29, cabeceou para marcar o terceiro gol do Peixe, o segundo dele. No lance, o goleiro Daniel acabou falhando, antes da bola tocar a trave e entrar.

O Mogi Mirim ainda descontou, aos 38, com Wendel, que aproveitou rebote do goleiro Vanderlei e estufou as redes. Mas, o gol não mudou muito o rumo da partida. Pelo contrário. Já aos 46, Neto Berola sofreu pênalti e Lucas Lima converteu para decretar a goleada.

Assim, ao Peixe, só restou administrar os 4 a 1 no placar e comemorar a terceira vitória na competição, que mantém o time invicto no Estadual.

Bastidores – Santos TV:

Joel se diz preparado para titularidade e ganha apoio do elenco

Com dois gols logo em sua estreia como titular do Santos, o atacante Joel animou a torcida, que pode perder Ricardo Oliveira a qualquer momento para o futebol chinês. O camaronês de 22 anos não conseguiu esconder a alegria após a partida diante do Mogi Mirim, no Pacaembu, que acabou com a goleada do Peixe por 4 a 1.

“A partir do momento que você veste a camisa, é uma responsabilidade. Estava preparado, mas tem muito a melhorar. Esse é o caminho, vamos firme. Eu jogo tanto por dentro como pelas beiradas. Se for para jogar pelas beiradas, vou dar meu melhor. Hoje joguei por dentro e fui feliz, fiz dois gols”, diz Joel, autor de dois gols na partida”, comentou o jogador.

Gabriel, vice-artilheiro da equipe em 2015, logo atrás de Ricardo Oliveira, elogiou a atuação do novo parceiro de ataque e deixou claro que, apesar da importância do capitão, o grupo não pode ficar lamentando, caso o centroavante realmente deixa o time para jogar na China.

“O Ricardo é um atacante de Seleção, que sempre faz gol, mas tem jogadores que podem substituí-lo muito bem. É uma perda grande, mas confinamos no elenco. O Joel, hoje, fez uma grande partida”, disse o camisa 10, seguido por Lucas Lima. “Está de parabéns. Aproveitou sua oportunidade e deu conta do recado”.

Após goleada, Lucas Lima vê melhor atuação individual e coletiva

A goleada santista em cima do Mogi Mirim não mostra a realidade dos fatos na partida desta quinta-feira, disputada no estádio do Pacaembu. Apesar do 4 a 1 no placar, o Peixe encontrou dificuldades contra o Sapão e viu Vanderlei trabalhar em diversos momentos. Lucas Lima, um dos melhores jogadores em campo, elogiou a postura do adversário desta 6ª rodada do Campeonato Paulista.

“A equipe do Mogi Mirim está de parabéns. É uma equipe muito boa. Dificultou muito a nossa vitória. Independente do placar, tivemos muito trabalho. Mas acho que nossa equipe entrou muito bem e foi merecedora do resultado”, analisou.

Com muita liberdade no meio de campo, o camisa 20 do Peixe participou das melhores oportunidades da equipe. Criou a jogada do primeiro gol e marcou o último, em cobrança de pênalti. Ao ser questionado se foi sua melhor atuação em 2016, o meia não titubeou.

“Foi, sim. Com certeza. Eu estava bem solto no jogo de hoje. Eu falei: na hora certa a gente vai melhorando e vai pegando a melhor forma”, comentou, antes de também concordar que a goleada resultou na melhor partida do time no ano.

“Não pelo placar, mas pela dinâmica, pela marcação também. Conseguimos, nós ali da frente, rodar muito. E acho que isso foi essencial para o resultado”, completou.

Dorival se anima com toque de bola e faz elogios a Serginho e Joel

Apesar da invencibilidade, o Santos chegou para o duelo contra o Mogi Mirim ainda sem fazer uma grande partida em 2016. O Sapão até impôs algumas dificuldades no começo, mas, finalmente a equipe alvinegra desencantou e fez uma grande partida neste Campeonato Paulista. No fim, a o Peixe acabou goleando o Mogi por 4 a 1 no estádio do Pacaembu e, assim, assumiu a liderança no Grupo A, com 12 pontos.

“A equipe vem melhorando, crescendo. Hoje voltamos a fazer um jogo dentro das nossas características, com trocas de passes, movimentações. Principalmente na frente da área adversária. O primeiro tempo caracterizou bem essa condição. No segundo caímos um pouco. Precisamos ter uma atuação mais igual ao longo dos 90 minutos, mas já foi uma partida bem diferente daquilo que vinha acontecendo até então”, analisou o técnico Dorival Júnior, admitindo que o time ainda não está entrosado como ele quer.

“Estamos buscando um reencontro. Ainda não encontramos totalmente, mas a equipe tem feito, a cada rodada, um pouco superior a anterior. Esse é um detalhe importante”.

Dois jogadores, em especial, ganharam elogios pelas atuações nesta quinta à noite. O meia Serginho e o atacante Ricardo Oliveira ganharam a oportunidade de iniciarem o jogo entre os titulares e corresponderam às expectativas do treinador.

“Ele vem se preparando. Vem fazendo boas apresentações. Vem entrando bem, mudando o contexto do próprio jogo. Isso é um prêmio pelo esforço, trabalho, dedicação. Fico feliz pela partida que fez”, comentou Dorival sobre o camaronês de 22 anos, para em seguida comparar o meia Serginho com Marquinhos Gabriel, ex-titular da equipe, que voltou à Arábia Saudita no início do ano.

“São jogadores mais ou menos semelhantes. Pode o Serginho fazer um papel mais ou menos como ele (Marquinhos Gabriel) vinha fazendo”, explicou.

Mas, independente do placar elástico e do desempenho individual de cada atleta, o que mais agradou Dorival Júnior na vitória para o Mogi Mirim é a maneira como a equipe se comportou como um todo, principalmente no setor ofensivo, já que o técnico tem lutado para recuperar o belo futebol apresentado pelo Santos na última temporada.

“O que fico feliz é que a maioria dos gols não é achada, em jogadas de bolas aéreas. São jogadas trabalhadas, com trocas de passes. Esse é o caminho. E o Santos fez a maioria dos gols, desde o ano passando, justamente dessa maneira. Isso é um ponto específico que vem sendo muito batido e trabalhado entre nós, exaustivamente. Encontramos um caminho que facilitou nossa trajetória”, encerrou.

Serginho ganha elogios e pede sequência para se firmar como titular

Depois de apostar em Paulinho e Patito Rodriguez, Dorival Júnior resolveu dar uma chance para Serginho começar o clássico contra o Palmeiras. Apesar do empate no último sábado, o técnico gostou do que viu e, nesta quinta, repetiu a dose. Mais solto, Serginho fez sua melhor atuação desde que subiu para a equipe principal do Peixe. “Fiquei feliz pela partida. Mais feliz ainda pelo resultado positivo”, comentou o meia, ainda tímido perante aos microfones.

Agora, o jogador de 20 anos, que é mais uma cria das categorias de base do clube, espera ter sequência para se firmar na equipe e já sonha com o primeiro gols. Na goleada por 4 a 1 em cima do Mogi Mirim, o jogador quase desencantou, mas acertou a trave ainda no primeiro tempo.

“Venho trabalhando bastante para jogar de titular. Hoje, graças a Deus, estou tendo oportunidade. Espero uma sequência. E que venham resultados positivos para a gente. Hoje me senti muito bem dentro de campo. Fiz o que o professor pediu. Infelizmente não saiu o gol, mas, se Deus quiser, no próximo ele vem”, disse.

Lucas Lima, titular absoluto no meio campo alvinegro, elogiou a atuação de seu novo companheiro na posição e se mostrou otimista com as possibilidades que podem ser criadas com a equipe tendo amis um meia em campo, ao invés de três atacantes.

“Nosso time é muito qualificado. Quem entra ali dá conta do recado. Serginho dispensa comentário. Está em uma crescente muito boa e tem nos ajudado muito. É bom porque às vezes a gente divide a responsabilidade de estar armando a equipe. Ele está de parabéns pela partida”, avaliou o camisa 20, antes de detalhar a mudança de postura do time com Serginho em campo.

“Ele entra muito por dentro também. Isso me ajuda muito, porque me dá liberdade para eu cair pelas laterais. E sobra espaço para ele também. A gente tem que aproveitar essas oportunidades, se entrosar mais ainda e melhorar a cada jogo”, finalizou.

Mogi Mirim 0 x 0 Santos

Data: 04/02/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, SP.
Público: 2.906 pagantes
Renda: R$ 78.960,00
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Auxiliares: Alex Alexandrino e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho
Cartões amarelos: Leonardo (MM); Alison, Thiago Ribeiro e Geuvânio (S).

MOGI MIRIM
Daniel; Valdir (Thomas Anderson), Fábio Sanches, Wagner e Leonardo; Magal, Hygor (Romário), Edson Ratinho e Vitinho; Geovane (Everton Heleno) e Magrão.
Técnico: Claudinho Batista

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima (Elano); Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Thiago Ribeiro (Ricardo Oliveira) e Robinho.
Técnico: Enderson Moreira



Em jogo ruim, Santos e Mogi Mirim não saem do zero no Romildão

Santos e Mogi Mirim fizeram uma partida para esquecer. Debaixo de chuva e com um gramado em estado precário, as duas equipes, que haviam vencido na estreia do Campeonato Paulista, no último domingo, não conseguiram jogar tudo que sabem e desapontaram os poucos torcedores que prestigiaram o duelo válido pela segunda rodada do Estadual. Desta forma, o 0 a 0 representou bem o que foi o jogo.

Para o Peixe, pouca coisa mudou. O time de Enderson Moreira chega aos quatro pontos e segue na ponta do Grupo D, seguido de perto pelo Bragantino, que soma três pontos. Já o Mogi fica empatado com o Red Bull Brasil com os mesmos 4 pontos, ambos abaixo do líder São Paulo, que chegou a seis nesta quarta-feira ao superar o Capivariano no Pacaembu.

Duro de assistir

Apesar de trocar toda a iluminação do estádio Romildo Ferreira, o presidente Rivaldo, ex-melhor do mundo e pentacampeão com a seleção brasileira deveria ter dado mais atenção ao gramado. Desde os primeiros minutos, tanto o time da casa quando o Peixe sofreram com o estado do campo, que ficou ainda mais prejudicado devido a chuva que começou a cair poucos minutos antes do duelo começar e perdurou durante toda a primeira etapa.

Aliás, o primeiro tempo foi triste para os poucos torcedores presentes. O Santos não se encontrou, chegou poucas vezes ao gol do Mogi Mirim e assustou apenas em um chute despretensioso de Geuvânio. Robinho mal participou das ações da equipe e o Sapo, muitas vezes, chegou a dominar e ditar o ritmo do jogo.

Chiquinho, destaque no alvinegro praiano na 1ª rodada do Paulistão, além de não conseguir apoiar com a mesma eficiência, sofreu com as jogadas nas suas costas. Por ali, o Mogi chegou três vezes e por pouco não abriu o placar. Em uma delas, Vladimir fez bela intervenção.

“A gente está com dificuldade na saída de bola, a gente está perdendo o meio de campo e o campo não ajuda, o campo é irregular, a gente não está acostumado. A gente tem que se aproximar porque só no chutão não dá”, comentou o atacante Thiago Ribeiro, na saída do time para o intervalo.

Mais do mesmo e placar inalterado

A segunda etapa começou morna, com as duas equipes errando muitos passes. O árbitro não deixava o jogo correr e os lances truncados seguiam à tona na partida.

Aos poucos, o Santos se soltou um pouco mais e Robinho passou a aparecer. Em busca de alternativas ofensivas, Enderson Moreira agiu antes dos 15 minutos e colocou Ricardo Oliveira na vaga de Thiago Ribeiro.

A substituição fez com que o camisa 7 jogasse mais aberto. E logo na primeira jogada com a nova formação, Robinho por pouco não abriu o placar. E seria um golaço, com a cara do Rei das Pedalas, após dar um belo chapéu no marcador, limpar e bater. Mas a bola passou rente a trave, pela linha de fundo.

Na sequência, Alison também quase marcou ao arriscar chute de longe e contar com um desvio da zaga do time de Mogi. Em 20 minutos no segundo tempo, o alvinegro praiano fez mais do que em toda a primeira etapa.

Aos 30, Enderson resolveu apostar em Elano para tentar dar qualidade ao último passe. Lucas Lima sentiu muito o campo pesado e irregular e acabou saindo antes do término em uma de suas piores atuações desde que chegou ao Peixe.

O Mogi Mirim sentiu a pressão santista e mudou sua postura no jogo, apostando apenas nos contra-ataques, mas tendo poucas oportunidades.

E aos 36, foi a vez de Ricardo Oliveira lamentar uma grande chance perdida. Robinho fez toda a jogada e serviu o centroavante que, mesmo marcado, tocou de primeira, mas errou o alvo por centímetros.

No fim da partida, Marquinhos Gabriel estreou com a camisa santista ao entrar no lugar de Geuvânio, mas não foi capaz de mudar o panorama do jogo e o 0 a 0 persistiu até o apito final.

Bastidores – Santos TV:

Enderson critica estádio e aprova segundo tempo santista

O empate por 0 a 0 não era exatamente o que queria Enderson Moreira, nesta quarta-feira, principalmente após uma vitória convincente diante o atual campeão Ituano, no domingo. Porém, assim como os jogadores, o técnico do Peixe ressaltou o fato de o gramado ter dificultado muito o desempenho de seus comandados.

“Jogar aqui em Mogi sempre é muito complicado, em qualquer situação. Tivemos dificuldades no primeiro tempo, o time não se encontrou na questão da competitividade. Sentimos, talvez, o campo, com a bola viva e o gramado duro por conta da chuva. O Mogi mostrou uma adaptação mais rápida”, comentou o técnico, em entrevista coletiva no estádio Romildo Ferreira. “Mas, no segundo tempo, melhoramos muito. Tivemos força, buscamos o gol. Poderia ter dado para um lado ou para o outro. Criamos boa situações”, analisou, feliz com a mudança de comportamento do time após as substituições.Mas não foi só o gramado que incomodou Enderson. A iluminação nova, inaugurada justamente nesta quarta-feira para tentar acabar com as críticas de todos que têm de jogar no estádio do Sapo, também foi alvo do treinador santista.

“A iluminação ficou muito baixa. Criou dificuldade para as duas equipes. Bola cruzada na área é quase impossível de enxergar. O posicionamento, talvez por ser muito baixo, no momento em que a bola é cruzada, pode ter criado algum tipo de dificuldade. Para ambas as equipes. Sempre dá para melhorar”, completou.

Por fim, Enderson acredita que a equipe praiana evoluiu e está no caminho certo após uma pré-temporada rodeada de desconfiança.

“A equipe vai crescer muito durante a competição. Alguns times podem largar na frente por ter mantido o elenco, criado uma identidade de jogar. Dos quatro tempos que fizemos até aqui, fomos bem em três. O importante é que a equipe ajustou o comportamento. Isso é um indício muito bom”, finalizou o comandante.

Ricardo Oliveira entra, muda o time e deve ser titular no domingo

O Santos saiu de campo sem conseguir mexer no placar no duelo contra o Mogi Mirim, nesta quarta-feira, fora de casa. Muito em função do péssimo estado do gramado, que já não era bom e piorou com a chuva, o time de Vila Belmiro não fez uma boa partida no empate com os donos da casa. Mas nem tudo foi de se jogar fora.

A equipe santista teve um desempenho bastante diferente nos dois tempos de jogo. No primeiro tempo praticamente nada deu certo para o Peixe. No entanto, na segunda etapa, o time apresentou uma evolução, pressionou o Mogi em seu campo e não balançou as redes por detalhe. E esta mudança de comportamento passou muito pela entrada de Ricardo Oliveira.

O camisa 9 substituiu Thiago Ribeiro aos 15 minutos, assumiu a posição de jogador mais fixo e liberou Robinho para atuar pelas beiradas. Rapidamente a dupla mostrou entrosamento e agradou ao técnico, que mesmo assim manteve a ideia de evitar elogios individuais.”Não vou falar especificamente de um jogador. Quem entra tem de mostrar que tem condição de ser titular. Ninguém tem essa condição todo ano. É (uma condição) conquistada dia-a-dia”, avisou Enderson.

Apesar da cautela do técnico, Ricardo Oliveira deve sim ter sua primeira chance no time titular já neste domingo, contra o Red Bull Brasil, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Aliás, o treinador também pensa em promover outras alterações na escalação, já de olho no rodízio de jogadores, tão executado e defendido pelo comandante no segundo semestre do ano passado.

“Isso (troca no time titular) pode acontecer a qualquer instante. Sempre falei que iríamos partir de uma formatação e ganhando vida aos poucos. Em um terceiro jogo, já podemos dar uma segurada em alguns jogadores para observar outros. Isso gera competitividade. Quem estiver melhor, vai jogar. Na disputa por posição, o Santos sai ganhando”, disse Enderson.


Vídeos: Reportagem e (2) íntegra da disputa de pênaltis.

Mogi Mirim 1 x 1 Santos – 4 x 5 nos pênaltis

Data: 04/05/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Público: 16.645 pagantes
Renda: R$ 376.425,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Hermam Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis
Cartões amarelos: Val, Tiago Alves e Roger Gaúcho (MM); Montillo e Renê Júnior (S).
Gols: Roni (44-1); Edu Dracena (31-2).
Pênaltis: Mogi Mirim: Tiago Alves, Roger Gaúcho, Wagninho e Val; Carlos Alberto, Juninho e Roni desperdiçaram. Santos: Cícero, André, Neymar, Léo e Edu Dracena; Miralles e Renê Júnior desperdiçaram.

MOGI MIRIM
Daniel; Caramelo, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo (Juninho); Magal, Val, Roger Gaúcho e Wagner (Carlos Alberto); Roni e Henrique (Wagninho).
Técnico: Dado Cavalcanti

SANTOS
Rafael; Felipe Anderson, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (André); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



No sufoco, Santos bate Mogi nos pênaltis e terá clássico na decisão

Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, no Morumbi

No sufoco, o Santos precisou mais uma vez das cobranças de pênaltis para chegar à final do Campeonato Paulista. Após o empate com o Mogi Mirim, em 1 a 1, neste sábado, no Estádio Romildão, o Santos levou a melhor nas penalidades, ganhando por 5 a 4. Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi.

O jogo

O Santos começou a partida dando a impressão de que sufocaria o adversário. Tanto que, aos três minutos, o zagueiro Edu Dracena teve uma boa chance para marcar. Porém, o goleiro Daniel fez grande defesa, evitando o gol do time praiano.

Com o Santos pressionando nos primeiros minutos, o Mogi Mirim ainda viu o lateral-esquerdo João Paulo deixar o jogo, lesionado. Aos seis, Juninho entrou em seu lugar na equipe.Mas, após perder um de seus principais jogadores, o Sapão melhorou em campo. O Mogi passou a atacar mais, principalmente com o lateral Caramelo, pelo lado direito.

No entanto, os santistas continuavam perigosos e, aos 37, quase chegou ao seu primeiro gol. Neymar recebeu dentro da área e, de perna esquerda, tocou a bola para Miralles. O argentino tentou alcançar a bola com um ‘carrinho’, mas chegou atrasado na jogada e perdeu uma boa oportunidade para a equipe alvinegra.

O Santos voltou a levar perigo ao gol adversário, em cobrança de falta com o atacante Neymar. Aos 41, a Joia quase surpreendeu Daniel, batendo direto para a meta e exigindo mais uma boa intervenção do arqueiro do Mogi Mirim.

Só que este lance de Neymar, não foi o último antes do intervalo. Isto porque, o Sapão abriu o placar, pouco antes do intervalo. Aos 44, após boa jogada de Caramelo, Val cruzou na área, Roni se desvencilhou da marcação de Felipe Anderson e tocou de cabeça para o gol, sem chances para Rafael: 1 a 0 para o Mogi.

Na volta para a etapa complementar, o Peixe passou a tentar se impor perante o adversário. Aos nove, o técnico Muricy Ramalho perdeu o meia Montillo, que sentiu dores musculares na coxa esquerda, e colocou o centroavante André na sua vaga.

Mas os donos da casa continuavam perigosos e, aos 14, o Mogi Mirim quase ampliou a sua vantagem. Henrique recebeu dentro da área, fez o giro e chutou forte, para boa defesa de Rafael, que evitou o segundo gol do Mogi Mirim no duelo. Dois minutos após perder a chance de mais um gol, Henrique foi substituído por Wagninho, numa tentativa do técnico Dado Cavalcanti de ganhar mais velocidade para o contra-ataque.

Entretanto, na base da pressão, os santistas chegaram ao empate. Aos 31, Neymar cobrou falta na área, para cabeçada de Cícero, defendida por Daniel. Miralles aproveitou o rebote e cruzou para Edu Dracena cabecear e deixar tudo igual no placar: 1 a 1.

Após o gol de empate alvinegro, o treinador do Mogi mudou pela última vez. Aos 34, Wagner saiu para a entrada de Carlos Alberto. Nos minutos finais, Mogi e Santos pouco criaram. Com isso, a definição do primeiro finalista do Paulistão foi para as cobranças de pênaltis.

No primeiro chute, o argentino Miralles isolou. O zagueiro Tiago Alves converteu o pênalti a favor do Mogim Mirim. Na sequência, Cícero fez o gol e Rafael defendeu a cobrança de Carlos Alberto. Na terceira cobrança santista, Renê teve a sua penalidade defendida por Daniel, enquanto Roger Gaúcho converteu, recolocando os donos da casa na frente. No entanto, André fez o seu, com Juninho desperdiçando. Nas últimas cobranças da série, Neymar converteu e Wagninho também.

Léo e Edu Dracena, para o time praiano, marcaram nas batidas alternadas. Val marcou, mas Roni perdeu a sua cobrança, defendida por Rafael, que classificou o Peixe para a decisão do Estadual.

Herói mais uma vez, Rafael atribui rendimento nos pênaltis aos treinos

O camisa 1 do Santos pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o time à decisão do Paulistão 2013

O goleiro Rafael está se acostumando à rotina de herói do Santos. Nas quartas de final contra o Palmeiras, na semana passada, ele já havia defendido duas penalidades. Neste sábado, o camisa 1 pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o Santos à decisão do Paulistão 2013 . O jogador atribuiu o bom desempenho nos pênaltis aos treinos, no CT Rei Pelé.

“A gente treina bastante. Toda sexta-feira, eu treino pênaltis. A gente sempre treina com um dos melhores do Brasil e do mundo que é o Neymar, o André também bate bem. Nós treinamos muito, pois sabíamos da possibilidade para essas duas partidas (quartas e semifinal)”, contou Rafael.

O goleiro alvinegro ainda falou sobre a tática utilizada contra Roni, último cobrador do Sapão, na disputa de pênaltis. Rafael apontou para um canto e pulou para o outro, defendendo a penalidade e classificando o Santos para a decisão do Estadual.

“A gente tenta fazer alguma coisa diferente. O Roni bateu no último jogo naquele canto. Eu fiz isso para ele ver que eu tinha visto. Foi Deus quem me guiou para o lado certo”, disse o arqueiro, que não poupou elogios ao futebol apresentado pelo Mogi Mirim neste confronto.

“Eles estão de parabéns pela campanha. A gente passou por um time muito forte, por detalhes. É uma classificação muito importante. Agora, vamos para a final, que também será dificílima”, concluiu.

Neymar se emociona com quinta final seguida no Campeonato Paulista

Com a vitória nos pênaltis contra o Mogi Mirim, o Santos, mais uma vez, vai disputar a decisão do Campeonato Paulista

O atacante Neymar era um dos jogadores mais emocionados com a classificação do Santos para a final do Campeonato Paulista . Após a equipe praiana bater o Mogi Mirim, nas cobranças de pênaltis, o craque fez uma oração, ajoelhado no gramado, e depois falou sobre a sua felicidade por chegar a quinta decisão seguida estadual.

“Não é ritual, sou um cara cristão. Estava agradecendo a tudo que ele fez na minha vida. Ele (Deus) fez valer a sua vontade, com o Santos chegando a mais uma final”, disse Neymar, que cobrou o último pênalti da série inicial de cinco cobranças para cada lado.

“Esse caminho do meio-campo até a marca do pênalti, não é fácil. Dá uma ansiedade na barriga. Pedi a Deus que eu tivesse precisão e calma, para converter a penalidade contra o Mogim Mirim”, comentou o astro santista.

Sobre a vaga em mais uma final do Paulistão, Neymar comemorou bastante o objetivo alcançado pelo seu time, que busca o tetracampeonato. “É uma felicidade grande, um dia de muita alegria. Pela quinta vez na final do Paulistão. Graças a Deus não sei o que é ficar fora de uma final do Paulista”, desabafou.

O Santos espera o vencedor do clássico entre São Paulo e Corinthians, que será realizado neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi, para saber quem será o seu rival na disputa pelo título da competição.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 2 x 2 Mogi Mirim

Data: 28/03/2013, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.454 pagantes
Renda: R$ 176.690,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Maria Núbia Ferreira Leite.
Cartões amarelos: Henrique, Tiago Alves e Roniery (MM).
Gols: Cícero (42-1); Henrique (04-2), Giva (22-2) e Wagninho (34-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo (Guilherme Santos); Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo; Giva e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho

MOGI MIRIM
Daniel; Roniery, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Magal, Val, Roni (Wagninho) e Roger Gaúcho (Juninho); Wagner (Carlos Alberto) e Henrique.
Técnico: Dado Cavalcanti



Santos fica duas vezes na frente, mas cede empate para o Mogi

O time praiano segue na terceira posição, agora com 29 pontos. Um lugar abaixo na tabela de classificação, o Sapão soma 27 pontos ganhos

Mesmo após ficar duas vezes na frente no placar, o Santos cedeu o empate em duas ocasiões e não saiu do 2 a 2 com o Mogi Mirim, na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Cícero e Giva marcaram para o Santos, só que Henrique e Wagninho deixaram tudo igual para o Mogi, que manteve o bom momento no Campeonato Paulista.

O resultado manteve os santistas e o Mogi nas mesmas colocações. O time praiano segue na terceira posição, agora com 29 pontos. Um lugar abaixo na tabela de classificação, o Mogi soma 27 pontos ganhos.

Na próxima rodada, os alvinegros vão até Bauru, onde enfrentam o Oeste de Itápolis, no domingo, a partir das 18h30 (horário de Brasília), no Estádio Alfredo de Castilho. No mesmo dia e horário, o Mogi Mirim visita o São Caetano, no Anacleto Campanella.

O jogo

O Santos começou a partida pressionando e chegou com perigo ao gol adversário, logo aos quatro minutos. Arouca iniciou a jogada, Giva tentou o arremate e foi bloqueado, com a bola voltando para o volante, que dentro da grande área, bateu de perna esquerda para boa defesa de Daniel.

Bem armado em campo, o Mogi Mirim conseguiu amenizar a pressão santista e, também, ameaçou o gol de Rafael. Aos 21, Val arriscou um chute forte, de fora da área, com a bola passando próxima a meta defendida pelo camisa 1 do Santos.

Dois minutos depois, os alvinegros voltaram a criar uma boa chance. Neymar encontrou Léo, dentro da área, mas o experiente lateral-esquerdo, após fintar o seu marcador, pegou fraco na bola, de pé direito, facilitando a defesa do arqueiro do Mogi.

Antes do intervalo, o Santos conseguiu furar o forte sistema defensivo do Mogi e abriu o placar. Aos 42, Arouca cruzou pela direita para Neymar, mesmo pressionado pela zaga, ajeitar para Cícero, que entrava na grande área e emendou de perna esquerda, superando Daniel: 1 a 0 para o Peixe.

Na volta para a etapa complementar, os santistas foram surpreendidos pelo Mogi Mirim. Aos quatro, João Paulo cobrou falta pela direita, Lucas Fonseca desviou a bola e Henrique completou para as redes, sem chance de defesa para Rafael, empatando o jogo para os visitantes.

Com o gol de empate do Sapão, o time praiano voltou a carga e retomou a pressão. Aos 12, Bruno Peres cruzou da direita, Neymar tentou dominar, Lucas Fonseca afastou parcialmente e a bola sobrou para Montillo finalizar. O chute foi desviado pela zaga do Mogi, exigindo boa defesa de Daniel, que mandou a bola para escanteio e salvou a sua equipe de sofrer o segundo gol na Vila.

Os visitantes responderam, aos 20, quando Wagner cobrou escanteio fechado e Rafael se deslocou para conseguir o desvio. Os alvinegros quase levaram um gol olímpico. No minuto seguinte, Wagner foi substituído por Carlos Alberto.

No entanto, o Santos não deixou o Mogi Mirim crescer na partida e tratou de passar a frente no marcador novamente. Aos 22, Cícero deixou o jovem Giva livre, para tocar na saída de Daniel e anotar o segundo do Peixe no confronto. Dois minutos após o gol, o técnico Muricy Ramalho foi obrigado a sacar Léo, que com dores no tornozelo, deu lugar a Guilherme Santos.

Os santistas quase ampliaram a vantagem em cobrança de falta de Neymar, aos 30. Com categoria, a Joia deslocou a bola de Daniel, mas o seu chute acertou o travessão, em grande oportunidade da sua equipe para chegar ao terceiro gol no duelo.

Em desvantagem, o Mogi viu o técnico Dado Cavalcanti trocar Roni por Wagninho, aos 33. Um minuto mais tarde, Wagninho recebeu pela ponta direita, dentro da grande área, e soltou a bomba, vencendo Rafael e igualando mais uma vez o placar: 2 a 2.

Nos minutos finais, com o empate, o treinador do Mogi Mirim sacou o meia Roger Gaúcho, colocando o volante Juninho para reforçar a marcação no setor de meio-campo. Aos 43, o Alvinegro Praiano quase chegou à vitória, com Neymar. Após cruzamento de Giva, o craque do Santos dominou no peito e tentou uma bicicleta. Roniery travou o arremate e evitou o que poderia ser o gol da vitória do Santos.

Bastidores – Santos TV:

Neymar tenta se esquivar, mas admite tristeza com vaias da torcida

Na volta da seleção, atacante segue em jejum de gols e não consegue ajudar o Santos a bater o Mogi Mirim

O atacante Neymar não conseguiu impedir que o Santos empatasse com o Mogi Mirim, por 2 a 2, na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. O resultado deixou a torcida insatisfeita e a equipe foi vaiada ao deixar o gramado. Indagado com a reação dos torcedores, a joia santista tentou desconversar sobre o episódio.

“Eu não ligo muito, não. Xingam hoje, amanhã ficam felizes. Futebol é assim, a cobrança é muito grande”, disse Neymar, que com a insistência no assunto, revelou não ter ficado feliz com a postura da torcida.

“A gente fica triste. Claro que ser vaiado e criticado a gente não gosta, por tudo que eu fiz no clube, ainda mais eu que fiz muito por esse clube. Eu gosto de ganhar. Claro (que fico triste pela vaia), são torcedores que eu gosto e um clube que eu amo muito”, comentou.

O camisa 11 alvinegro ainda aproveitou a oportunidade para sair em defesa do futebol apresentado pela equipe praiana, mesmo após o tropeço com o Sapão. “O time é muito bom, é uma grande equipe. Acabamos empatando hoje. Não sei o que não deu certo. Vamos treinar e organizar o time para vencer na próxima”, encerrou.

Muricy sinaliza o Santos ideal com Giva no ataque: “Achei o parceiro do Neymar”

“Agora não tem dúvida. Ele entrou na equipe, está se achando no campo, faz gol, e não tenta inventar nada”, disse o treinador sobre o jovem atleta

Após empatar com o Mogi Mirim na noite de quinta-feira, na Vila Belmiro, em confronto válido pela 15ª rodada do Campeonato Paulista, o técnico Muricy Ramalho pareceu ter encontrado mais pontos positivos do que negativos no Santos. Com muitos elogios para Giva, recém-promovido ao elenco principal santista, o treinador acredita que o jovem atacante é a peça que faltava na formação titular do Peixe.

“Esse time está jogando junto há algumas rodadas, os zagueiros são os mesmos, e a dúvida era o atacante. Estava faltando só o parceiro do Neymar, e o Giva ganhou a posição. Agora não tem dúvida. Ele entrou na equipe, está se achando no campo, faz gol, e não tenta inventar nada. Achei o parceiro do Neymar”, afirmou Muricy.

Indagado se os alvinegros não perderiam o chamado jogador de referência na área com a escalação de Giva, que é um segundo atacante de origem e atua mais pelos lados do campo, o comandante não se abalou.

Para Muricy Ramalho, o Santos pode jogar tanto com um centroavante quanto com dois avantes de velocidade, que aparecem na área para concluir as jogadas criadas pelo time, casos de Neymar e do próprio Giva, autor do segundo gol da equipe praiana contra o Sapão.

“Volto a repetir: às vezes o cara é fixo e fica no meio de dois zagueiros. Se a gente tivesse feito essa opção contra o Mogi, o cara não jogaria, praticamente. O Giva é difícil de marcar, pois ele não fica em um lugar fixo. O Giva confunde um pouco a defesa adversária, mais do que o atacante fixo. Existem vezes em que funciona. Como o Giva está bem, fazendo gol, continua assim”, concluiu.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos

Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Data: 22/04/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.635 pagantes
Renda: R$ 307.540,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Mauro André de Freitas
Adicionais: Antonio Rogério Batista do Prado e Leonardo Ferreira Lima
Cartões amarelos: Maranhão e Juan (S); Roni, Edson Ratinho, Renê Júnior (MM).
Gols: Maranhão (21-1); Neymar (26-2).

SANTOS
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Elano), Ibson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho

MOGI MIRIM
Anderson, Edson Ratinho (Luis Felipe), Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Val, Baraka, Renê Junior e Felipe; Roni (Jefferson Maranhão) e Hernane.
Técnico: Guto Ferreira



Neymar dá assistência, faz 99º gol pelo Santos e time bate o Mogi

Mesmo muito marcado, atacante é destaque nas quartas de final do Paulistão e garante classificação para semifinal contra São Paulo

O Santos viu seu grande astro brilhar mais uma vez e se garantiu nas semifinais do Campeonato Paulista. Com uma assistência de Neymar para Maranhão e um gol do próprio atacante, o time fez 2 a 0 no Mogi Mirim e, no próximo fim de semana vai enfrentar o São Paulo, que no sábado bateu o Bragantino por 4 a 1 no Morumbi.

Desde o início do jogo, Neymar foi “perseguido” em campo pelos marcadores do Mogi Mirim. Ao longo da partida, quatro jogadores do Mogi receberam cartões amarelos, todos eles em faltas sobre o atacante. A forte marcação, porém, não impediu que ele fosse decisivou.

No primeiro tempo, aos 22 minutos, o camisa 11 apareceu como garçom, fazendo belo lançamento para Maranhão. O lateral-direito acertou belo cabeceio e abriu o placar. Na etapa final, 10s 25, Neymar resolveu sozinho, ao receber na direita e carregar até a marca do pênalti para chutar e fechar o placar. O gol foi o de número 99 do atacante com a camisa do Santos.

Na próxima semana, o time do técnico Muricy Ramalho segue sua rotina de decisões. Na quarta-feira, inicia a disputa das oitavas de final da Copa Libertadores contra o Bolívar, na altitude de La Paz. Depois, com apenas três dias de descanso, enfrenta o São Paulo na semifinal do Paulistão, em jogo que deve acontecer no próximo domingo.

O jogo

Os donos da casa dominaram a posse de bola desde o início do jogo, dando poucas chances de ataque ao Mogi Mirim. Ainda assim, o Santos só começou a ameaçar a partir dos doze minutos, quando Ganso recebeu de Neymar e cruzou par a pequena área, de onde Alan Kardec cabeceou. A bola, porém, saiu acima do gol da equipe do interior.

Aos 18, a melhor chance santista até então. Neymar recebeu passe de calcanhar do lateral-esquerdo Juan e tentou o chute colocado no canto, mas a bola saiu rente à trave defendida por Anderson. No minuto seguinte, o Mogi teve sua única oportunidade nos 45 minutos iniciais. O meia Felipe recebeu na intermediária e chutou forte, mas viu Rafael espalmar para escanteio sem dificuldade.

Perseguido pela marcação forte dos defensores do Mogi, Neymar encontrou espaço para brilhar como “garçom” e, aos 22, iniciou a jogada que abriria o placar para o Santos. O atacante recebeu na esquerda, levantou a cabeça e fez lançamento perfeito para Maranhão, que entrava pela direita da grande área. O lateral-direito cabeceou bem, colocando a bola longe do alcance de Anderson e abrindo o placar na Vila.

À frente no placar, o Santos foi para cima na metade final do primeiro tempo tentando liquidar a partida, mas parou na boa atuação do goleiro rival. Aos 30 e aos 35 minutos, o goleiro foi o principal responsável por evitar o segundo gol santista, primeiro ao defender chute de Neymar e, depois, ao espalmar para escanteio um chute de Juan. Assim, o intervalo chegou mesmo com o 1 a 0 para os anfitriões.

No início da segunda etapa o Mogi pareceu entrar mais ligado e equilibrou as disputas no meio de campo, dificultando a chegada do Santos no ataque. O que não mudou foi a pegada na marcação, que aos 20 minutos resultou em muita reclamação de Ganso após mais uma falta em Neymar.

Esse equilíbrio, porém, durou pouco. Aos 25, Neymar decidiu novamente, e dessa vez como artilheiro. Ele recebeu a bola na direita, avançou cortando em direção à meia-lua da área do Mogi, invadiu a área, driblou o último marcador e empurrou para o fundo das redes.

Foi o gol número 99 de Neymar com a camisa do Santos. E o gol da tranquilidade do time na busca pela vaga para enfrentar o São Paulo na semifinal. No último lance, ele ainda teve a chance de fazer o terceiro do Santos e seu centésimo, mas acabou chutando na trave e o placar ficou mesmo em 2 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Neymar apanha e é provocado, mas manda beijinhos para rival e diz estar amadurecido

O Santos venceu o Mogi Mirim por 2 a 0 e se garantiu na semifinal do Campeonato Paulista para enfrentar o São Paulo. Mais uma vez, Neymar foi o principal nome do ataque santista e teve que conviver com as provocações dos rivais. O craque santista disse estar amadurecido, mas teve um difícil teste de paciência.

“Ele está empolgado. Eu só quero jogar o meu futebol, ele fala muito e eu pouco. E agora ele está pendurado. Estou acostumado com isso, é normal”, disse o camisa 11 santista sobre o lateral Edson Ratinho, que durante toda a primeira etapa tentou tirar a concentração do atacante e, pendurado, ficou no vestiário já no intervalo.

Foi o lateral quem teve o primeiro embate com Neymar. Ele ganhou uma dividida e provocou o santista, que no lance seguinte o driblou e foi derrubado. Cartão amarelo e vez de Neymar provocar com gestos dando a entender que os rivais falavam demais.

Ainda no primeiro tempo, Neymar teve que conviver com as cornetadas do capitão Tiago Alves e chegou a mandar um beijinho para os rivais em troca dos ‘elogios’.

“Eu falei pra um deles que o time é muito bom, mas tem uns jogadores que usam demais a perna e isso acaba prejudicando o time. Não sei se é excesso ou empolgação”, disse, reclamando de ter levado um tapa na cara. “Eu tomei, todo mundo viu”.

Além do tapa reclamado, Neymar foi parado sete vezes com falta, deu 16 dribles, seis finalizações e participou da partida em 65 oportunidades, segundo os números do Datafolha.

Neymar ainda deu uma de defensor de Ganso e comprou a briga do camisa 10 com o volante Baraka. Ele foi para cima e não se intimidou com o tamanho dos rivais e até chegou a ser repreendido pelo árbitro.

Mesmo com tudo isso, ele achou espaço para fazer o que melhor sabe. No primeiro tempo, deu um passe à la Ganso e encontrou Maranhão, que na grande área marcou o primeiro.

O gol que sacramentou a vitória foi todo dele. Ele recebeu na direita, saiu da marcação de três jogadores e de pé esquerdo marcou seu gol número 99 com a camisa do Santos. De quebra, tornou-se o artilheiro da competição ao lado de Hernane do Mogi com 13 gols e provocou os rivais: “fala muito”, gritou.

Após o jogo, Neymar falou sobre o São Paulo, o próximo rival no Paulistão e elogiou o amigo Lucas. “É só não dar espaço para ele. Se der um metrinho, ele acaba com o jogo”.

Com apenas três gols sofridos nas últimas nove partidas, Santos implementa estilo Muricy

Entre muitos os elogios que Muricy Ramalho recebeu quando chegou ao Santos, talvez o principal era de que o comandante seria o homem ideal para dar um jeito na inconstante defesa santista. Pouco mais de um ano a frente do time, o estilo do treinador já pode ser notado. Prova disso são os últimos nove jogos, nos quais Rafael só foi vazado em três oportunidades.

Além disso, neste domingo, o Santos chegou ao seu terceiro jogo seguido sem levar gol e foi elogiado pelo comandante. “O Santos jogou muito bem. Não demos espaço ao Mogi. Nossa marcação foi excelente, principalmente no primeiro tempo”, avaliou o treinador, que só perdeu duas das últimas dez partidas. Um dos reveses foi justamente contra o São Paulo, adversário na semi, quando o time sofreu três gols.

O que chama atenção é que Muricy utiliza a mesma dupla de zaga de seus antecessores. Durval e Edu Dracena chegaram ser criticados em algumas oportunidades, mas tem credibilidade com o treinador e o elenco.

A nova postura do time tem outra explicação. Uma delas é a fixação do volante Adriano na cabeça de área, fundamental na proteção dos zagueiros e responsável pelo primeiro combate. Nem mesmo a lesão do volante, que só voltou a jogar no início deste ano, alterou o jeito do time jogar.

Na ausência de Adriano, Henrique era o escolhido para atuar e hoje os dois brigam por uma posição no time, podendo até mesmo jogarem juntos em algumas oportunidades.

Diante do Mogi, o time fez 71 desarmes, segundo os números do Datafolha. O principal ladrão de bolas foi justamente Adriano com 11, seguido por Juan (10), Maranhão (9) e Arouca (8).

Ao contrário da zaga, quando Muricy chegou ao Santos, os laterais eram outros. Danilo, deu lugar a Fucile, muito mais defensivo do que o antecessor e a vaga ocupada antes por Léo, hoje é de Juan. O veterano já não aguentava mais subir ao ataque com o mesmo ímpeto de outrora e, por vezes, deixava uma lacuna no setor esquerdo da defesa.

Arouca continua sendo o motor do time, mas Ganso e Ibson/Elano deixaram de ser peças importantes apenas para atacar e passaram a ajudar mais na marcação, assim como Borges e Neymar.

Contra o Mogi, Muricy optou por escalar Alan Kardec com a camisa 9 e a postura do grandalhão chamou atenção. Brigou por todas as jogadas e deu um sufoco na saída de bola do time do interior.

ÚLTIMOS 10 JOGOS:
2 x 3 São Paulo
2 x 0 Juan Aurich
2 x 0 Bragantino
5 x 0 Guaratinguetá
2 x 0 Portuguesa
1 x 1 Internacional
1 x 2 São Caetano
5 x 0 Catanduvense
2 x 0 The Stronguest
2 x 0 Mogi Mirim