Navegando Posts marcados como Moisés Lucarelli

Ponte Preta 1 x 0 Santos

Data: 01/04/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 11.545 pagantes
Renda: R$ 227.280,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Jadson e Fernando Bob (PP).
Gol: William Pottker (20-1).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton e Jadson (Renato Cajá); Clayson, Lucca (Wendel) e Pottker (Lins).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique, Vitor Bueno (Copete) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Júnior



Pottker decide, Ponte bate Santos e fica em vantagem nas quartas do Paulistão

A Ponte Preta saiu na frente na disputa pela semifinal do Campeonato Paulista. Pressionando nos minutos iniciais e contando com a lentidão do Santos, a Macaca venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro William Pottker, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e assegurou a vantagem para o duelo de volta contra os santistas.

Com a vitória, a Macaca precisa somente de um empate no jogo de volta para alcançar a classificação às semifinais do Paulistão. O Santos, por sua vez, se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o alvinegro vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

O jogo

O duelo começou movimentado no Moisés Lucarelli, com as duas equipes buscando o ataque. Porém, a Ponte rapidamente dominou as ações e teve a primeira grande oportunidade com o artilheiro William Pottker. Aos 6 minutos, o atacante aproveitou indecisão de David Braz e Lucas Veríssimo para avançar dentro da área e encobrir o goleiro Vanderlei. A bola até tocou na rede, mas pelo lado de fora.

Logo na sequência, Clayson deu lindo drible em Jean Mota e cruzou para Pottker. Mas antes da redonda chegar no centroavante, Lucas Veríssimo antecipou-se e salvou o alvinegro.

Mesmo após sofrer com duas oportunidades claras, o Santos não conseguia achar os espaços no meio de campo e sofria com a velocidade do time de Campinas. E foi justamente em uma jogada rápida que a Ponte abriu o placar.

Aos 20 minutos, Clayson lançou para Nino Paraíba dentro da área. Aproveitando-se da marcação atrasada da defesa santista, o lateral tocou para Pottker apenas empurrar para o fundo das redes e deixar a Macaca na frente.

O tento ‘acordou’ a equipe comandada por Dorival Júnior, que chegou duas vezes após os 30 minutos. A primeira chance foi com Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Bruno Henrique dentro da área. Livre, ele soltou uma bomba, que parou nas mãos de Aranha.

No lance seguinte, Vitor Bueno tentou cruzamento pela esquerda e a bola desviou no defensor da Ponte. Porém, lá estava Aranha, que no reflexo, fez outra bela defesa e impediu o empate santista no primeiro tempo.

Após Vitor Bueno passar a etapa inicial apagado e com a equipe sofrendo pelo lado esquerdo, o técnico Dorival Júnior resolveu tirar o camisa 7 para promover a entrada de Copete. A mudança surtiu efeito nos minutos iniciais e o Santos voltou do intervalo ligeiramente melhor que a Ponte.

Aos cinco minutos, o colombiano avançou pela esquerda, driblou Fernando Bob e cruzou para Ricardo Oliveira. O centroavante bateu de primeira, mas a bola foi alta demais e passou por cima do gol de Aranha.

Apesar do domínio no meio, o alvinegro não conseguia traduzir o melhor momento em chances claras de gol. A Ponte Preta, por sua vez, apostava nos contra-ataques e quase ampliou o marcador em uma jogada dessas. Aos 17 minutos, David Braz falhou e deixou Pottker completamente livre para cabecear. O goleiro Vanderlei pegou, mas deu rebote e o atacante encheu o pé. A bola bateu em cheio no rosto do camisa 1 e foi afastada na sequência.

Depois da grande chance desperdiçada, a Macaca diminuiu o ritmo novamente e apenas esperava o Santos no campo de defesa. Os comandados de Dorival Júnior, porém, seguiram sem conseguir assustar o goleiro Aranha.

E quando o duelo parecia decidido, a Ponte chegou ao segundo gol. Renato Cajá cobrou falta na área e Wendel desviou para o fundo das redes. Porém, a arbitragem assinalou impedimento corretamente, definindo a vitória e a vantagem dos donos da casa.

Bastidores – Santos TV:

Braz culpa gramado por derrota do Santos: “Não é bom como o da Vila”

O Santos sofreu para jogar na tarde deste sábado, em Campinas. Muito lento na saída de bola e com seus principais atletas apagados, o Peixe viu a Ponte Preta fazer 1 a 0, com William Pottker, e largar na frente na disputa para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Para o zagueiro David Braz, que falhou no tento da Macaca, a principal dificuldade santista estava no gramado do estádio Moisés Lucarelli.

“O nosso primeiro tempo não foi bom. Tivemos dificuldade com o campo hoje, que não é tão como como o da Vila. Aqui tinha muitos buracos. A gente teve dificuldade para virar as jogadas, pois a Ponte também marcava muito bem”, ressaltou o defensor após o revés.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Vamos trabalhar nesta semana e com a apoio dos nossos torcedores, nós vamos conseguir essa classificação”, concluiu Braz.

Dorival reconhece atuação ruim: “Ponte foi melhor, ganhou e ponto”

Além da derrota por 1 a 0 e a desvantagem para o duelo de volta, o que mais preocupou a torcida do Santos foi a forma como a equipe perdeu para a Ponte Preta, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo confronto de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Apático, lento e sem criatividade, o alvinegro até conseguiu ter a posse de bola no segundo tempo, mas não conseguiu assustar o goleiro Aranha, que pouco trabalho na partida.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, evitou dar desculpas para o revés e reconheceu a fraca apresentação do Santos. “Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. Na segunda etapa nós melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Ponte foi melhor, ganhou e ponto”, ressumiu o comandante, em entrevista coletiva logo após o embate.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Hoje a Ponte mereceu. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia”, concluiu o treinador santista.

Santistas admitem partida fraca em Campinas: “Jogo não encaixou”

Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que tenha a coragem de falar que o Santos jogou bem na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo duelo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Isso porque além do técnico Dorival Júnior, os próprios jogadores do alvinegro admitiram a fraca apresentação contra a Macaca.

“Nosso jogo não encaixou. Nosso melhor momento foi nos 15, 20 minutos do segundo tempo. Eles acabaram anulando nosso jogo. Temos de pensar no jogo de volta”, resumiu o meia Vitor Bueno, que teve atuação apagada e foi substituído por Copete na volta do intervalo.

O atacante Ricardo Oliveira, por sua vez, acredita que os santistas não devem entrar em pânico, afinal, a vantagem da Ponte é de apenas um gol.

“Nós precisamos ajustar algumas coisas. A proposta deles era sair no contra-ataque. Não conseguimos achar os espaços necessários. É um placar que a gente jogando dentro da nossa necessidade a gente consegue reverter”, ressaltou o camisa 9 na saída do gramado.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10, uma segunda-feira às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

Elenco queria a Vila, mas retrospecto do Santos é melhor no Pacaembu

O Santos não terá a Vila Belmiro como aliada na busca para reverter a vantagem da Ponte Preta e conquistar a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Afinal, a diretoria do Peixe decidiu transferir o duelo, que acontece no próximo dia 10, às 20h (de Brasília), para o Pacaembu. Elenco e comissão técnica do alvinegro, por sua vez, mostraram descontentamento com a mudança.

“Não vou comentar sobre o assunto. Vamos ao Pacaembu para fazer um grande jogo”, esbravejou o técnico Dorival Júnior ao ser questionado se concordava com a decisão da cúpula santista.

“Vamos jogar onde eles (diretoria) mandarem. Temos que jogar bola. Somos produtos”, ressaltou Ricardo Oliveira.

Apesar da preferência dos santistas pela Vila Belmiro, os números recentes mostram que o Pacaembu tem sido uma ‘casa’ melhor para o alvinegro. Isso porque o Peixe vem de uma sequência de 17 vitórias consecutivas no estádio paulistano. O último revés foi em abril de 2014, no jogo de ida da final do Paulistão daquele ano, contra o Ituano.

Enquanto isso, a equipe comandada por Dorival Júnior não tem conseguido fazer valer o ‘fator Vila’ nesta temporada. Afinal, em seis jogos disputados em Urbano Caldeira, o clube já sofreu três derrotas, para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras, respectivamente.

No jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o Peixe perdeu para a Ponte por 1 a 0, em Campinas, com gol de William Pottker. Para conseguir a classificação, a equipe comandada por Dorival Júnior precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. Caso seja derrotado ou a partida termine empatada, o alvinegro estará eliminado do Estadual.

Ponte Preta 1 x 2 Santos

Data: 06/11/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 10.208 pessoas
Renda: R$ 103.740,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Neuza Ines Back e Alex dos Santos (ambos de SC).
Cartões amarelos: Abuda (PP) e David Braz (S).
Gols: William Pottker (21-1); Ricardo Oliveira (21-2) e Copete (43-2).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Douglas Grolli e Reinaldo; João Vitor (Abuda), Wendel (Thiago Galhardo) e Maycon (Elton); Rhayner, Clayson e William Pottker.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia e Jean Mota (Arthur Gomes); Vitor Bueno (Léo Cittadini), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos vira sobre a Ponte, assume segundo lugar e segue vivo no Brasileirão

O sonho do Santos ainda não morreu no Campeonato Brasileiro! Após ter viajado para Campinas achando jogaria no sábado, às 21h, os santistas foram obrigados a mudar sua programação e entrar em campo no domingo, às 11h. Porém, se faltou respeito, como estava escrito na camisa, sobrou futebol e emoção. Mesmo começando perdendo para a Ponte Preta, o Peixe foi valente no segundo tempo, buscou a virada aos 43 minutos, com gols de Ricardo Oliveira e Copete, assumiu a segunda colocação e segue sonhando com a conquista do título da competição nacional.

Agora, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 64 pontos, ultrapassaram o Flamengo e seguem na cola do líder Palmeiras, que venceu o Internacional nesta tarde e chegou a 70. Na próxima rodada, o Peixe encara o Vitória, na Vila Belmiro, às 19h30 (de Brasília) do dia 17.

O jogo

O jogo começou intenso em Campinas. Apesar de estar fora de casa, o Santos começou mandando na partida e ditando o ritmo. Nos primeiros momentos, os comandados de Dorival Júnior trocavam passes com facilidade e rodeavam a entrada da área da Ponte. Porém, os santistas pouco arriscavam.

O primeiro chute do Peixe acabou morrendo no fundo da rede, mas foi anulado pela arbitragem. Aos seis minutos, Ricardo Oliveira recebeu dentro da área depois de a bola tocar em Noguera e mandou para o gol. O lance, porém, não valeu, pois zagueiro santista estava impedido.

Com o passar do tempo, a Macaca foi melhorando no jogo e acabou sendo recompensada após uma falha defensiva do alvinegro. Aos 19 minutos, Rhayner fez um belo lançamento para Wendel. O volante ganhou de David Braz na corrida e ficou na cara do goleiro Vanderlei. Estabanado, o defensor do Peixe chegou tarde e derrubou o ponte-pretano. Pênalti claro. Na cobrança, William Pottker marcou e abriu o placar em Campinas.

O Santos sentiu o tento sofrido e pouco assustou a Macaca no restante do primeiro tempo. A melhor oportunidade caiu justamente nos pés de David Braz, que falhou no lance do gol. O meia Vitor Bueno limpou a jogada e encontrou o zagueiro livre na entrada da área. O camisa 14, porém, finalizou muito mal e perdeu a chance de deixar tudo igual antes do intervalo.

Precisando da vitória para seguir brigando pelo título do Brasileirão, o técnico Dorival Júnior começou o segundo tempo sacando Fabián Noguera e promovendo a entrada de Yuri. A ideia era adiantar o volante na hora que o Peixe atacasse. Porém, isso demorou para acontecer.

Os santistas começaram em ritmo lento e não ameaçavam a Macaca. Dorival percebeu isso e tirou o apagado Vitor Bueno para colocar Léo Cittadini. Segundos depois de entrar em campo, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

O gol acordou de vez o Peixe, que foi pra cima com tudo e perdeu três ótimas chances de virar o marcador. Na primeira, Copete fez boa jogada dentro da área, se livrou da marcação e finalizou. A bola bateu na zaga e voltou para Jean Mota, que bateu firme, novamente em cima da defesa.

No lance seguinte, o próprio Copete desviou cobrança de escanteio e bateu no travessão. Na continuidade da jogada, o colombiano teve mais uma oportunidade, mas parou no goleiro Aranha. No rebote, assim como no primeiro tempo, a bola ficou limpa para David Braz. Desta vez, nem goleiro tinha na frente dele. O defensor, porém, pisou pisa na bola e despediçou uma chance inacreditável.

Após a grande pressão exercida pelo Peixe, o árbitro Braulio da Silva Machado promoveu a parada técnica, por conta do calor, aos 30 minutos do segundo tempo. A pausa foi ruim para o Santos, que diminuiu o ímpeto, mas seguiu em cima da Macaca.

Porém, quando parecia que o duelo em Campinas terminaria empatado, Léo Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Herói improvável, Léo Cittadini vibra com atuação: “Nunca perdi o foco”

O Santos estava perdendo por 1 a 0 e não mostrava reação contra a Ponte Preta, neste domingo, no Moisés Lucarelli. Precisando da virada para seguir na briga pelo título, o técnico Dorival Júnior sacou o apagado Vitor Bueno e promoveu a entrada de Léo Cittadini. Criticado pela torcida, o meia não jogava uma partida oficial há dois meses. Porém, ele mudou o jogo e participou diretamente dos dois gols que deram a virada ao Peixe, marcados por Ricardo Oliveira e Copete.

Na reta final do Campeonato Paulista e até no começo do Brasileirão, Cittadini era muito utilizado por Dorival. Revelado pela base santista, o meia perdeu espaço ao longo da competição. Tanto que seu último jogo havia sido no dia 8 de setembro, contra o Internacional, em derrota por 2 a 1 no Beira-Rio.

“Estou muito emocionado. Só eu e minha família sabemos o quanto eu trabalhei esperando uma oportunidade. Nunca perdi o foco, treinei firme e estava preparado. A gente tem que manter o foco, pensar jogo a jogo. Vai dar tudo certo”, disse o meia após o apito final em Campinas.

A manhã de heroísmo de Cittadini começou aos 21 minutos do segundo tempo. Pouco depois de entrar, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

Em seu segundo ato em Campinas, Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Dorival refuta méritos por substituições e critica CBF após mudança de data

Quando terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, em Campinas, o Santos não dava demonstrações de que conseguiria a virada sobre a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Porém, logo na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior, sabendo da necessidade da vitória, sacou o zagueiro Fabián Noguera para promover a entrada do volante Yuri. Aos 20 minutos, foi a vez de Léo Cittadini entrar em campo na vaga do discreto Vitor Bueno.

Além disso, ainda sobrou espaço para o comandante promover a estreia de Arthur Gomes na equipe profissional. As alterações surtiram efeito, e em grande atuação, Cittadini mudou completamente o jogo ao organizar as duas jogadas dos gols que deram a virada por 2 a 1 e deixaram o Peixe vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Dorival, porém, preferiu deixar os méritos da vitória para os jogadores.

“Não é questão de passar pelas minhas mãos. Eu tenho o Noguera começando a adquirir um ritmo e não sei se aguentaria os 90 minutos. David já vem de uma sequência, claro que corri o risco pelo cartão, mas não sabia se o Noguera aguentaria. Seria um suicídio ter que trocar outro zagueiro e não poderia correr esse risco. Conversei com o David para ter tranquilidade. De maneira geral, vitória passou pelos jogadores. A entrada do Yuri, do Léo, que foi brilhante, do próprio Arthur, que estreou. É um menino que está começando a amadurecer, vem fazendo trabalho de fortalecimento. Fico feliz, porque quem tem entrado tem acrescentado muito. Isso é um conjunto. Jogadores estão dando resposta muito positiva”, disse o treinador em entrevista coletiva após a virada em Campinas.

E na hora que entrou em campo no Moisés Lucarelli, o Santos chamou a atenção com uma frase cravada nas costas do unifome. Em protesto contra a CBF, os jogadores entraram em campo com os dizeres “faltou respeito”. A ação aconteceu por conta de uma decisão da entidade, que mudou a data do duelo contra a Ponte. Inicialmente, o jogo seria no sábado, às 21h. Porém, alegando questões de segurança, a confederação optou por realizar a partida às 11h deste domingo. Mesmo após conquistar a vitória, Dorival não perdeu a oportunidade de protestar.

“Isso daí são atitudes lamentáveis que sinceramente não merecem nem comentários. Futebol brasileiro vem na contramão da história. Exigem profissionalismo e de repente uma atitude dessa, desnecessária, sem um parecer um pouco mais sério. Sinceramente, apenas um detalhe importante: esse jogo estava marcado desde o início do campeonato. O evento oficial em Campinas seria Ponte x Santos. Todo evento paralelo deveria ser alterado ou não autorizado. Mais uma vez a ingerência prevalece e o futebol é agredido. Nos deixa bastante chateados, não sei quem toma posição dessa às 21h. É o absurdo do absurdo. Isso daí prejudica consideravelmente nosso futebol. Felizmente nosso time enfrentou tudo isso de peito aberto. Há mais de um mês não tem jogo às 11h, é um absurdo. Resposta na camisa do Santos mostra tudo o que se passou. Absurdo depois de uma vitória dessa falar de assunto desagradável. Não tem que ir à CBF. CBF tem que sair do pedestal e vir aos clubes. Precisa acontecer de forma diferente. Não vamos chegar a lugar algum. CBF tem que se curvar sim e reconhecer que foi um erro grotesco. Estamos brigando pelo título, e não poderia ter um tratamento que tivemos”, criticou.

Ferraz relembra atraso de salários e chora após virada de ‘guerreiros’

No começo de 2015, o Santos vivia um momento conturbado financeiramente. Devendo até seis meses de salários, o alvinegro viu vários jogadores entrarem na Justiça e saírem de graça do clube, como Aranha, Arouca, entre outros. Porém, os atletas que ficaram viram a situação melhorar, conquistaram dois paulistas e hoje brigam pelo título do Campeonato Brasileiro. Muito emocionado após a virada por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas, o lateral-direito Victor Ferraz chorou a relembrar as dificuldades do clube na última temporada.

“Essa geração merece muito. Estamos há dois anos e meio com essa equipe, formada na dificuldade, com quase seis meses de salários atrasados. Equipe que decidiu ficar, cheio de propostas para sair. Acreditamos no projeto, mostramos que temos fibra. Muitos mostravam estar do nosso lado e não estiveram. É isso aí, torcida veio, invadiu Campinas. É desse torcedor que o Santos precisa. Toda essa comemoração foi porque o grupo é guerreiro. Cittadini há dez jogos sem entrar, entrou e mudou o jogo. Grupo é isso aí. Essa vitória é demais”, disse o camisa 4 do Peixe na saída do gramado.

Com a vitória, o Peixe chegou a 64 pontos e assumiu a vice-colocação do Brasileirão. Momentaneamente a três pontos do líder Palmeiras, os santistas agora torcem para o Internacional, que encara o Verdão ainda neste domingo, às 17h (de Brasília), no Allianz Parque.

“Não depende só da gente. Depende de tropeço do Palmeiras. Vamos secar eles. Espero que o Internacional jogue tudo que jogou contra a gente (nas quartas de final da Copa do Brasil)”, concluiu Victor Ferraz.

Virada garante volta do Santos à Libertadores após quatro anos

Ainda com Neymar e Ganso na equipe, o Santos empatou em 1 a 1 com o Corinthians, no Pacaembu, no dia 20 de junho de 2012, e caiu nas semifinais da Copa Libertadores de América. De lá pra cá, o alvinegro passou quatro anos sem disputar a competição continental. Porém, a vitória de virada sobre a Ponte Preta, por 2 a 1, na manhã deste domingo, garantiu o retorno do Peixe ao torneio em 2017.

Com os três pontos somados em Campinas e 64 na tabela, o alvinegro não tem mais possibilidades matemáticas de deixar o G6 nesta reta final nem mesmo se perder todos os quatro jogos restantes. Os únicos times que podem alcançar o Santos são Flamengo, Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR, que já estão no G-6. Corinthians e Grêmio, os primeiros fora da zona, não têm mais chances.

No entanto, o Santos ainda não está garantido na fase de grupos do torneio, apenas nas eliminatórias da primeira etapa. Para ir direto às chaves, a equipe precisará ficar se manter no G3 ou terminar em quarto, desde que o Atlético-MG conquiste a Copa do Brasil. A equipe mineira fará a final da competição contra o Grêmio.

Agora, além de seguir sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, pois está a seis pontos do líder Palmeiras, o Peixe tem como meta garantir a vaga direta para a Libertadores de 2017, eliminando quatro jogos na próxima temporada e fugindo do risco de cair cedo no torneio continental.

Após mudança de horário, Santos protesta contra a CBF: “Faltou respeito”

A mudança de horário da partida contra a Ponte Preta deste sábado, às 21h, para domingo, às 11h, no Moisés Lucarelli, cerca de 24 horas do duelo, ainda gera manifestações negativas pelo Santos. Os jogadores do Peixe entraram em campo neste domingo com uma camisa especial, com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Antes disso, o presidente Modesto Roma já havia declarado para a Gazeta Esportiva que estava revoltado com a decisão e o clube também chegou a encaminhar uma nota de repúdio para a CBF, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Campinas e ao Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Região da Grande Campinas.

A alteração na data do jogo aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. A PM entende que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temia que, em caso de título, aconteça uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

No fim das contas, o Guarani acabou sendo derrotado por 3 a 0 para o Boa e ficou sem o título da Série C. Mesmo assim, o duelo entre Ponte e Santos acabou começando mesmo na manhã deste domingo.
STJD multa Santos e suspende Modesto por protestos contra a Ponte

Na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas, no último dia 6, o Santos entrou em campo com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Porém, o protesto contra a CBF rendeu uma punição ao Peixe. Nesta sexta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspendeu o presidente Modesto Roma Júnior por 15 dias e multou o clube em R$ 3 mil. A decisão ainda cabe recurso.

A manifestação do alvinegro aconteceu por conta da mudança de data do duelo contra a Macaca, cerca de 24 horas antes da bola rolar, passando por cima do Estatuto do Torcedor, que permite modificação de horário de uma partida somente com 48 horas de antecedência.

Inicialmente marcado para sábado, 21h, o confronto foi alterado para domingo, 11h. A mudança aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. Na época, a PM entendeu que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temeu que, em caso de título, acontecesse uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

Modesto Roma Júnior e o Santos foram enquadrados no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que diz: “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”.

Ponte Preta 0 x 2 Santos

Data: 03/02/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 7.004 pagantes
Renda: R$ 100.535,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Eurico, Rhayner, Alexandro, Jeferson e Jonas (PP); Paulinho, Lucas Lima e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1) e Gabriel (37-1).

PONTE PRETA
João Carlos; Nino Paraíba, Tiago Alves, Ferron e Gilson (Jeferson); Eurico (Jonas), Elton, João Victor, Clayson (Rhayner) e Felipe Azevedo; Alexandro.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison) e Lucas Lima; Paulinho (Patito Rodriguez), Gabriel (Vitor Bueno) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence a primeira no Paulista e acaba com tabu contra a Ponte

Com gols de Ricardo Oliveira e Gabriel, de pênalti, ainda no primeiro tempo, o Santos findou, na noite desta quarta-feira, o tabu de não vencer a Ponte Preta desde 2009 no estádio Moisés Lucarelli. Carrasca em 2015, quando conquistou duas vitórias e um empate diante do Peixe, o time de Campinas desta vez foi completamente dominado desde os primeiros minutos. Bem diferente da estreia, a equipe de Dorival Júnior conseguiu ditar o ritmo do jogo com toques rápidos e bastante velocidade no ataque, evitando os lançamentos que tanto irritaram o treinador santista no último sábado.

Com a vitória nesta 2ª do Campeonato Paulista, a primeira nesta temporada, o alvinegro praiano chega a 4 pontos e assume a liderança provisória no Grupo A, seguido por Oeste, Linense, São Bento e Botafogo-SP. Já a Ponte Preta fica em situação delicada depois de duas derrotas seguidas. A Macaca é apenas a lanterna no Grupo B, atrás de São Bernardo, Palmeiras, Ituano e Novorizontino.

O jogo

Dorival Júnior avisou que manteria o mesmo time da estreia santista, mas que buscaria uma nova, ou melhor, a velha maneira do time se comportar em campo. E foi exatamente isso que aconteceu nos primeiros 45 minutos de jogo.

A Ponte Preta até chegou a iniciar a partida tentando fazer aquela pressão tradicional do mandante do confronto. Aos 4 minutos, Felipe Azevedo obrigou Vanderlei a fazer bela defesa. Alexandro chegou a marcar no rebote, mas em completa posição de impedimento.

Daí para frente, só deu Santos. Confortável e com muito espaço para jogar, o Peixe encurralou a Macaca em diversos momentos. Assim, não demorou para abrir o placar. Depois de uma falha na cobertura defensiva da Ponte, Gabriel recebeu com liberdade pela esquerda e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira pegar de primeira na segunda trave. 1 a 0.

O time campineiro sentiu o gol e encontrava muita dificuldade em ultrapassar o meio de campo. Com a bola no chão desde os primeiros toques da zaga, a equipe de Dorival ditava o ritmo do jogo. Apenas aos 31 minutos, a Ponte chegou com certo perigo, mas Clayson isolou após receber passe de calcanhar de Nino Paraíba, dentro da área.

Cinco minutos depois, Lucas Lima caiu pela esquerda, trocando de posição com Gabriel e partiu para a jogada individual. Depois de duas lindas fintas, foi derrubado por Nino dentro da área. Pênalti. Na batida, Gabriel deslocou o goleiro e correu para o abraço. 2 a 0 Santos.

Antes do intervalo, cada time ainda teve uma oportunidade. Primeiro, Felipe Azevedo cabeceou uma bola no travessão depois de cobrança de falta. Na sequência, em contra-ataque veloz, Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e bateu cruzado, para fora, com perigo.

Vestiário sem água

Uma cena atípica e lamentável aconteceu no intervalo do jogo. O vestiário destinado aos visitantes no estádio Moisés Lucarelli estava sem água nos chuveiros e nas torneiras. Além disso, o ar condicionado do local não estava funcionando, tornando o calor insuportável. Desta forma, os jogadores e a comissão técnica do Santos tiveram passar todo o intervalo no campo, atrás de um dos gols.

Com o reinício do jogo, foi possível perceber desde os primeiros lances uma nova postura da Ponte Preta, já com duas alterações feitas pelo técnico Vinícius Eutrópio. Clayson saiu para a entrada de Rhayner e Eurico deu lugar à Jonas.

Aos oito minutos, Alexandro aproveitou cruzamento da direita e cabeceou cruzado. Vanderlei se esticou todo e salvou o Peixe. Um minuto depois, Ferron furou uma cabeçada dentro da área e desperdiçou grande oportunidade. Na sobra, João Victor isolou.

Em meio a pressão da Macaca, o Peixe por pouco não marcou mais um no contra-ataque. Ricardo Oliveira deixou Paulinho livre, dentro da área. O atacante, apagado no jogo até então, matou com a direita e arrematou de esquerda. A bola explodiu no travessão e o gol do reforço alvinegro não saiu.

Correndo contra o relógio, a Ponte Preta passou a pressionar mais na base da raça e apostou muito nas bolas aéreas. No entanto, a defesa santista soube segurar a pressão e controlou o resultado. Nos minutos finais, o nervosismo dos jogadores ponte-pretanos era evidente e o árbitro saiu distribuindo cartões. Ao todo, foram cinco advertências para a Ponte e três para atletas do Peixe.

Desta forma, o Santos conquistou sua primeira vitória no Paulistão e se reabilitou do empate com o São Bernardo na estreia da competição. Por outro lado, a Ponte Preta chega a sua segunda derrota seguida e já começa a temer pelo seu futuro no Estadual.

Dorival Junior vê Peixe consistente e mais maduro jogando fora de casa

Uma rodada após estrear com o pé esquerdo diante do São Bernardo, na Vila Belmiro, o Santos já se reabilitou com uma vitória convincente em cima da Ponte Preta, na noite desta quarta-feira. Além do placar de 2 a 0, todo construído na primeira etapa, Dorival Júnior comemorou a forma como o time se comportou, depois de admitir que não reconheceu o Peixe no último sábado, durante o empate com a equipe do ABC.

“Nós fizemos um jogo com muita consistência. Um primeiro tempo muito forte, criando várias oportunidades, predominando ao longo dos 45 minutos. No segundo tempo nós procuramos trabalhar um pouco mais a bola. Ainda há um desgaste grande, a recuperação ainda é muito curta de uma partida para a outra, mas acho que nós temos sempre que buscar uma melhora e foi isso que aconteceu”, analisou o treinador alvinegro.

Em campo, Dorival repetiu a escalação da equipe e mexeu apenas no posicionamento dos atletas, buscando repetir a formação que fez tanto sucesso ano passado. Apesar do Paulistão ter alcançado apenas sua 2ª rodada, Dorival se mostrou satisfeito com a evolução e já mira o confronto diante do Ituano, no fim de semana.

“De uma rodada para outra, foi um time um pouco mais desenvolto, mais solto. Vamos ver se conseguimos alcançar uma recuperação para o próximo jogo, no sábado de manhã. Um jogo muito complicado, muito difícil e com muito pouco tempo de recuperação. Eu espero que a equipe dê uma boa resposta, que continue se apresentando como foi hoje, porque será fundamental para que confirmemos ai um bom início”, afirmou.

A vitória desta quarta quebrou um tabu que já ia para o seu sétimo ano. O Santos, que tanto sofreu com a Ponte Preta em 2015, não vencia a Macaca em Campinas desde 2009. Porém, Dorival se mostrou feliz mesmo foi com o fato de seus jogadores terem se portado com autoridade como visitante, já que jogar fora de casa foi o grande obstáculo do Peixe na última temporada.

“Já é um passo maior. Uma mudança comportamental. Isso ai reflete bem neste início. Tivemos um jogo muito complicado no domingo e a equipe deu uma boa resposta alguns dias depois”, concluiu.

Santistas enaltecem vitória fora de casa: “Essa é a cara do Santos”

A temporada de 2015 já faz parte do passado e o Santos já vive um novo desafio em 2016. Mesmo assim, as maiores falhas da equipe no último ano ainda estão bem vivas na cabeça do elenco alvinegro, que pouco sofreu alteração. Vencer a Ponte Preta nesta quarta, em Campinas, tem um significado muito maior para os atletas do que simplesmente os três pontos nesta 2ª rodada de Campeonato Paulista.

“Conseguimos colocar nosso ritmo de jogo, que a gente vinha devendo, principalmente ano passado. Sabemos que ainda não tem nada ganho, mas, time que quer ser campeão tem que ganhar dentro e fora de casa. Está ai a cara do Santos fora de casa”, avisou Lucas Lima, em entrevista à Espn.

Diferente da estreia, no último sábado, Lucas Lima teve uma atuação destacada na vitória por 2 a 0 em cima da Macaca. O meia participou da maioria das jogadas de ataque e ainda sofreu o pênalti que resultou no gol de Gabriel.

“Nós três (Ele, Ricardo Oliveira e Gabriel) e o Paulinho também. Acho que teve muita movimentação de nós quatro ali da frente. Acho que é o que a gente ficou devendo no primeiro jogo. Essa mobilidade é muito importante para o nosso time e é assim que a gente consegue os espaços para fazer as jogadas”, explicou.

Gabriel, inclusive, fez questão de minimizar a atuação abaixo das expectativas diante do São Bernardo na Vila e preferiu ressaltar a evolução que a equipe já mostrou em menos de uma semana.

“Não digo apagar. Acho que normal a estreia ser um pouco diferente do que a gente imaginava. Acho que nosso time criou poucas chances, mas conseguimos o empate. Acho que nosso time melhorou bastante, veio mais compacto, mais junto e conseguimos fazer os gols”, analisou, com o moral de quem já marcou dois gols e deu uma assistência em apenas duas partidas até aqui, sem contar com seu gol marcado no amistoso diante do Bahia, na pré-temporada.

“Graças a Deus, (é importante) não só para mim como para todo o elenco. Acho que o importante é citar o coletivo e não o individual”, disse o camisa 10 do Peixe.

Santos põe a bola no chão e anima Dorival Junior: “não desaprendeu”

As broncas, os berros e as conversas de Dorival Júnior com o elenco santista no CT Rei Pelé deram resultado nesta quarta. Inquieto após o empate com o São Bernardo na estreia do time no Campeonato Paulista por não reconhecer a forma como seus jogadores se comportaram em campo, o técnico transpareceu o ar de satisfação com a melhora apresentada durante a vitória por 2 a 0 em cima da Ponte Preta, nesta quarta.

“Nós vamos oscilar um pouco, começo de temporada. Mas a equipe mostrou que não desaprendeu, que sabe como jogar. E isso dai é uma amostra importante do que podemos fazer ao longo da temporada. Muito pouco ainda. Foi um belo resultado. Vamos nos recuperar e procurar fazer um bom jogo no sábado”, comentou Dorival.

Em Campinas, o Peixe deteve a posse de bola em 56% do tempo e acertou 90% de seus 447 passes na partida, quase o dobro do que conseguiu atingir a equipe mandante. Os dez impedimentos do sábado passado também foram solucionados. Nesta quarta, o ataque do Santos foi flagrado em apenas uma oportunidade. E para marcar dois gols, o time finalizou nove vezes, sendo quatro no alvo.

“Vamos ver agora nessa sequência, novamente um compromisso complicado, um jogo 11 horas da manhã no sábado, fatalmente pegaremos ali uma temperatura altíssima. Pouco tempo de recuperação para as equipes de uma rodada para outra. Eu espero que mantenhamos essa postura que tivemos e consigamos melhorar um pouquinho mais. É tudo que nós queremos, gradativamente irmos atingindo nosso melhor”, projetou Dorival, já de olho no confronto com o Ituano, de volta à Vila Belmiro.

Sem água no intervalo, jogadores voltam do ônibus para tomar banho

Os jogadores e a comissão técnico do Santos foram surpreendidos no intervalo da partida contra a Ponte Preta, nesta quarta. Após a disputa dos primeiros 45 minutos, quando o Peixe já vencia por 2 a 0, o vestiário ficou sem condições de receber os atletas. Com o ar condicionado quebrado e sem água nos chuveiros e nas torneiras, o grupo deve de fazer toda a recuperação no próprio gramado, atrás de um dos gols. Apesar de não esconder o incômodo com a situação inusitada, Dorival júnior preferiu não polemizar.

“Eu não tenho o que falar. Isso ai é um problema que tem que ser resolvido. Acabou acontecendo, eu não sei o motivo, mas, com certeza não foi de propósito. Foi um acaso, talvez. Não tem nem necessidade de falar alguma coisa neste sentido”, minimizou o técnico santista.

Após a partida, com a vitória sacramentada pelo placar construído no primeiro tempo, os jogadores mais uma vez perceberam que o problema não havia sido resolvido no vestiário do visitante no estádio Moisés Lucarelli. Por isso, alguns já foram se dirigindo ao ônibus, com a intenção de tomar banho no hotel onde a delegação está hospedada. Porém, em cima da hora, a água foi restabelecida e os atletas foram chamados de volta para poderem tomar seus respectivos banhos e se encaminharem ao hotel sem problemas.

Ponte Preta 3 x 1 Santos

Data: 13/09/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 8.273 torcedores
Renda: R$ 208.610,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Carlos Augusto Nogueira Junior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Josimar, Borges, Fernando Bob, Felipe Azevedo e Renato Chaves (PP); David Braz e Daniel Guedes (S).
Gols: Bady (08-1), Ferron (22-1) e Borges (43-1); Rafael Longuine (47-2).

PONTE PRETA
Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Ferron e Gilson; Josimar (Elton), Fernando Bob e Bady (Juninho); Felipe Azevedo, Biro Biro e Borges (Alexandro).
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Neto Berola), David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Rafael Longuine), Gabriel (Leandro), Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Algoz, Ponte massacra no 1º tempo e acaba com série invicta do Peixe

A Ponte Preta assumiu o papel de algoz do Santos nesta temporada. Na manhã deste domingo, a Macaca surpreendeu o Peixe com um primeiro tempo avassalador e fez a alegria de seus torcedores no estádio Moisés Lucarelli com uma vitória por 3 a 1 nesta 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Assim, a Macaca colocou fim à série invicta do time comandado por Dorival Júnior, que já durava 13 partidas, sendo 10 só no Brasileiro. Para deixar o sentimento ruim da derrota ainda pior, os três pontos perdidos pelo alvinegro praiano acabaram com a chance do clube entrar no G4, pelo menos por enquanto. Desde 2010 o Santos não alcança o pelotão de cima e a equipe tinha exatamente este objetivo em Campinas.

Todos os gols da Ponte foram marcados no primeiro tempo. Abusando das jogadas em velocidade, pelas pontas, a equipe ponte-pretana abriu o placar com Bady, depois de rebote dado por Vanderlei. Ferron marcou o segundo, de cabeça, após confusão na área, e Borges fechou o placar, em linda jogada de Felipe Azevedo e Rodinei. Nos acréscimos da segunda etapa, Rafael Longuine descontou.

Neste domingo, a Ponte Preta mostrou que é mesmo a pedra no sapato do Peixe neste ano. A equipe foi a única a vencer o Santos na primeira fase do Campeonato Paulista (3 a 1), arrancou um empate na Vila Belmiro, pelo primeiro turno do Brasileiro (2 a 2) e agora impõe apenas a segunda derrota de Dorival Júnior sob o comando do Peixe.

A vitória faz o técnico Doriva e a torcida ponte-pretana respirarem aliviados. A derrota para o Vasco na rodada anterior deixou o clima pesado, inclusive com protestos violentos na apresentação da equipe. Agora, a Macaca chega aos 31 pontos e foge da zona do rebaixamento, depois de seis jogos sem vencer.

Já o Santos, que vinha embalado, principalmente pela boa vitória em cima do São Paulo na quarta-feira passada, estaciona nos 37 pontos e vê o sonho de chegar ao G4 um pouco mais longe.

O jogo

O primeiro tempo da partida no Majestoso foi melhor do que o mais otimista torcedor da Ponte Preta poderia esperar. O time da casa mostrou atitude e soube controlar o jogo, principalmente em função do trio ofensivo formado por Biro Biro, Felipe Azevedo e Borges. As jogadas pelas pontas deixaram o Peixe perdido.

Logo aos 8 minutos, Vanderlei espalmou de forma esquisita um chute de fora da área. No rebote, o camisa 1 fez uma grande defesa em batida de Borges, porém, em outra sobra, Bady mandou para o fundo do gol.

O Santos, que não costuma de abater quando leva gols, principalmente no primeiro tempo, foi foi cima e tentava, a todo momento, procurar a inspiração de Lucas Lima. E em um bom passe do camisa 20, Ricardo Oliveira recebeu dentro da área e bateu forte, rasteiro. Marcelo Lomba voou na bola e fez grande defesa.

Os torcedores da Macaca, então, respiraram aliviados no lance seguinte. Cobrança de falta na área e Vanderlei acabou sendo atropelado por David Braz, seu companheiro de equipe. Na sequência da jogada, Renato Chaves tocou, de cabeça, para o miolo e Ferron, também de cabeça, só empurrou para o gol. 2 a 0 antes mesmo da primeira ‘parada médica’ do jogo.

O duelo era bom e aberto. O Peixe mais uma vez não abaixou a cabeça e por pouco não diminuiu. Gabriel recebeu bola de Lucas Lima, cortou para dentro e bateu com categoria, tirando do goleiro, mas o travessão evitou o gol santista.

Marcelo Lomba ainda precisou trabalhar em finalização de Ricardo Oliveira, poucos minutos depois. Mas, antes dos times irem para os vestiários, a Ponte Preta chegou ao inesperado terceiro gol.

Em rápido contra-ataque, Felipe Azevedo tabelou com Rodinei e finalizou. A bola explodiu na trave e ficou limpa para Borges, quase em cima da linha, estufar as redes para colocar fim a uma primeira etapa espetacular para o time de Campinas.

Em busca de uma reação quase que milagrosa, Dorival Júnior partiu para o ataque colocando Neto Berola no lugar do lateral Daniel Guedes, que sofreu com os atacantes da Ponte durante todo o primeiro tempo e já havia levado um cartão amarelo.

Em cinco minutos, Berola acabou causando um cartão amarelo para Josimar e sofreu uma falta a um passo da linha da área.

Neste ritmo, o Santos forçava as jogadas rápidas no ataque. Gabriel arriscou de longe aos 7 minutos, mas a bola acabou subido. O time da casa, então, passou a apostar apenas nos contra-ataques.

Aos 9 minutos, jogada ensaiada do Peixe e Zeca colocou a bola na cabeça de Gustavo Henrique, que testou firme, mas Lomba fez mais uma linda defesa.

Com o time aberto e dando muitos espaços, o alvinegro praiano passou a sofrer com os rápidos contra-ataques da Ponte Preta. Aos 15 minutos, Biro Biro teve a chance de marcar o quarto gol, ao ficar cara a cara com Vanderlei. A finalização, porém, foi ruim e o camisa 1 do Peixe defendeu com tranquilidade.

Aos poucos, o Santos foi perdendo sua força. O time sentiu o cansaço da maratona de jogos a que vem sendo submetido e também encontrou muitas dificuldades para jogar no péssimo gramado do estádio Moisés Lucarelli.

Já a Ponte Preta teve duas grandes chances de ampliar sua vitória. Felipe Azevedo e Alexandro pararam em Vanderlei, que evitou uma goleada em Campinas.

Por outro lado, Marcelo Lomba também não fez por menos. O goleiro da Ponte defendeu uma bola espetacular de Gustavo Henrique e segurou a vitória da Macaca. Apenas nos acréscimos, o Santos diminuiu com Rafael Longuine, depois de bonita assistência de Leandro, mas, a reação era tardia, e a vitória ficou com a Ponte.

Dorival evita desculpas e reconhece: “A Ponte foi melhor e mereceu”

Neste domingo, Dorival Júnior perdeu apenas sua segunda partida no comando do Santos. A derrota por 3 a 1, em Campinas, acabou com uma invencibilidade de 13 partidas, somando os três jogos da Copa do Brasil, e evitou que o Peixe entrasse no G4 do Campeonato Brasileiro, pelo menos de forma momentânea. Ao analisar a jogo, o técnico do Peixe fez questão de enaltecer a partida feita pela Macaca, que marcou seus três gols antes do intervalo.

“A Ponte jogou mais que o Santos no primeiro tempo. Construiu o resultado e soube segurar. O jogo se resumiu a isso. Essa é a verdade. O terceiro gol praticamente selou a sorte da partida e complicou bastante uma recuperação. A Ponte foi melhor pelo primeiro tempo e mereceu o resultado”, sentenciou Dorival.

Agora, a sequência santista promete colocar o elenco à prova. Para buscar a reabilitação do Brasileiro, o Peixe encara o vice-líder Atlético-MG na quarta e, em seguida, pega o líder Corinthians. Preocupado em manter o foco da equipe, Dorival não quer muita lamentação por causa da derrota neste domingo de manhã.

“Ela iria acontecer. Temos que ter agora equilíbrio, tranquilidade. Voltar a uma normalidade, sabendo que teremos uma semana muito difícil, complicada. Ainda tem a Copa do Brasil no meio de semana. Assim como não ficamos comemorando muito quando vencemos, não temos muito o que lamentar, não. A partir de hoje, já saindo do vestiário pensando no jogo do Atlético”, determinou Dorival, evitando culpar o desgaste físico de seus atletas pela derrota.

“Se tivesse o resultado a favor, tudo teria ocorrido as mil maravilhas, com uma bela
recuperação…Então, temos que enaltecer. A Ponte foi melhor. A Ponte também teve um desgaste grande, com muitas viagens. Não tivemos uma bela manhã hoje. Não jogamos dentro de uma normalidade”, ressaltou.

Apesar das falhas individuais, Dorival diz que time inteiro decepcionou

Os três gols sofridos pelo Santos em menos de 45 minutos na manhã deste domingo chamaram atenção. Cheio de confiança depois da vitória no clássico contra o São Paulo, o time atuou de maneira irreconhecível contra a Ponte Preta e acabou pagando caro por isso. Além de tudo, algumas falhas individuais pesaram na derrota. Mesmo assim, Dorival Júnior evitou analisar algum atleta individualmente depois do placar sacramentado em 3 a 1.

“Em todas as vitórias, nunca pontuamos em razão deste ou daquele elemento. Jamais faremos isso numa derrota. Todos estiveram abaixo, porém, temos que reconhecer que a Ponte mereceu, foi muito feliz nas situações que apareceram”, explicou o treinador santista, tentando acabar com qualquer tipo de cobrança extra em cima de seus comandados. “Não temos que ficar procurando situações. É enaltecer o adversário”, completou.

As maiores reclamações vieram dos jogadores que compõem o sistema defensivo. Vanderlei foi criticado no lance do primeiro gol e David Braz acabou tirando o goleiro da jogada no segundo da Ponte. Daniel Guedes, que teve de substituir Victor Ferraz em cima da hora, sofreu na marcação pela direita, levou um cartão amarelo e acabou substituído já no intervalo. E Lucas Otávio este longe da efetividade de Thiago Maia, suspenso neste domingo, tanto na hora de defender, quanto nos momentos de aparecer como homem-surpresa no ataque.

Na frente, Lucas Lima teve uma atuação apagada e, depois de servir a Seleção Brasileira em dois amistosos e desfalcar o Santos por três jogos, esteve longe do seu melhor futebol. Dorival Júnior, então, fez questão de amenizar a pressão sobre seu meia armador.

“Vai continuar sendo assim. Jogador importante, sempre vem acrescentando. Hoje, coletivamente não fizemos uma grande partida, incluo todos os jogadores. No primeiro tempo, pecamos em demasia. Mesmo que tivéssemos mudado no segundo tempo, não foi o suficiente para a recuperação”, analisou o treinador.

Para Vanderlei, primeiro tempo ‘apático’ determinou derrota em Campinas

A invencibilidade santista no Campeonato Brasileiro já durava dez partidas. O sonho de chegar ao G4 era real nesta 25ª rodada, mas a Ponte Preta aprontou e derrotou o time de Dorival Júnior neste domingo, em Campinas, por 3 a 1. Após a partida, os jogadores deixaram o campo rapidamente e só Vanderlei falou sobre o tropeço inesperado, principalmente pela forma como aconteceu.

“A gente pagou pelo mau primeiro tempo. Entramos apáticos. A Ponte fez três gols em erros nossos”, comentou o camisa 1.

A Macaca marcou seus três gols no jogo ainda na etapa inicial e Vanderlei tem uma boa dose de razão para reclamar dos erros da equipe santista. No primeiro gol, o goleiro fez duas defesas e mesmo assim, a terceira sobra ainda ficou para o time da casa, quando Bady abriu o placar.

No segundo, Vanderlei foi tirado do lance pelo companheiro de zaga, David Braz, e a bola sobrou para Ferron. Para fechar, Borges mais uma vez mostrou que a Ponte estava melhor posicionada em campo e deixou o seu depois de mais um rebote, desta vez da trave.

“No segundo (tempo), tivemos chances, fizemos um golzinho. Mas estamos em uma crescente”, finalizou Vanderlei, evitando muita lamentação, já que suas defesas também evitaram uma goleada ponte-pretana na etapa final.


Ponte Preta 3 x 1 Santos

Data: 26/03/2015, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 4.907 pagantes
Renda: R$ 131.070,00
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho
Auxiliares: Alberto Macedo e Renata Ruel Xavier de Brito
Cartões amarelos: Fernando Bob, Jeferson e Rildo (PP); Cicinho, Valencia e Elano (S).
Cartões vermelhos: Valencia e Cicinho (S)
Gols: Biro Biro (29-1), Bruno Silva (35-1); Gabriel (56s-2) e Rildo (05-2).

PONTE PRETA
João Carlos; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Jeferson; Josimar, Bruno Silva, Fernando Bob e Renato Cajá (Adrianinho); Biro Biro (Thomás) e Rildo (Roni).
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vanderlei (Vladimir); Cicinho, Werley, David Braz e Vitor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Thiago Ribeiro), Gabriel (Elano) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Ponte acaba com invencibilidade do Santos, que perde a ponta

O Santos chegou para o duelo desta quinta-feira à noite, em Campinas, defendendo uma invencibilidade de 14 jogos. Mas o time de Marcelo Fernandes não resistiu e acabou derrotado pela Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli, que terminou a partida ao som de “olé” vindo da arquibancada.

O jogo teve um primeiro tempo alucinante da Macaca, que fez dois a 2 a 0 com Biro Biro e Bruno Silva. Antes dos cinco minutos da etapa final, Gabriel diminuiu, mas logo Rildo, ex-atacante do Peixe, voltou a fazer a festa da torcida de Ponte.

O Santos ainda terminou a partida com nove jogadores em campo, pois Valencia e Cicinho receberam o cartão vermelho do árbitro do jogo no segundo tempo.

A derrota, além de marcar a primeira derrota do alvinegro praiano em 2015, tira o clube da liderança geral do Campeonato Paulista, já que mais cedo o Corinthians venceu o Penapolense e chegou aos 32 pontos.

O time santista se mantém com 29, com a classificação e a ponta do Grupo D garantidas. Enquanto isso, a Ponte vai aos 25 pontos e se mantém perto de alcançar a segunda vaga do Grupo B.

O jogo

A Ponte Preta entrou em campo decidida a acabar com a série invicta do Santos no Campeonato Paulista. O time de Guto Ferreira iniciou o jogo com a marcação avançada e com muita disposição. O Peixe, sem Robinho, demorou para se encontrar.

Antes dos 10 minutos, o goleiro Vanderlei teve de trabalhar duas vezes em chutes de fora da área de Renato Cajá e Biro Biro. Aliás, o atacante da Macaca infernizou o lateral Vitor Ferraz.

Aos 19, a Ponte Preta quase marcou de novo. Vanderlei dividiu com Rildo. Na sobra, Biro Biro preferiu limpar o lance antes de bater a acabou travado.

Dez minutos depois, a Ponte Preta abriu o placar.

Após cobrança de escanteio, o Santos afastou mal. Renato Cajá lançou para Biro-Biro, que dominou e bateu no ângulo. Foi o sexto gol do jogador, artilheiro do clube de Campinas no Campeonato Paulista.

Aos 34, Gabriel teve uma grande chance para empatar. Gabriel saiu cara a cara com o goleiro João Carlos. O atacante santista driblou o adversário, mas pegou muito mal na bola e viu o goleiro voltar a tempo de evitar o empate.

No lance seguinte veio o castigo. Renato Cajá cobrou falta na área e Bruno Silva mandou a bola para as redes após aproveitar o próprio rebote.

A segunda etapa começou ainda mais eletrizante. Antes do cronómetro marcar o primeiro minuto, o Peixe diminuiu a vantagem dos donos da casa.

Lucas Lima cruzou, Ricardo Oliveira cabeceou, mas João Carlos fez linda defesa. Na sequência do lance, Gabriel aproveitou cruzamento e marcou seu gol.

Porém, o balde de água fria e a prova de a noite não era santista chegou quatro minutos depois. Rildo, atacante que defendia o time de Vila Belmiro até o ano passado, arriscou de fora da área e contou com o desvio em Cicinho para fazer 3 a 1.

Geuvânio chegou a assustar aos 8 minutos, mas novamente parou no goleiro da Ponte Preta e, à partir daí, o Santos parecia entregue em campo.

Irreconhecível, a equipe de Marcelo Fernandes não fez um bom jogo tanto coletivamente quando individualmente. Muitos jogadores estiveram abaixo de seus rendimentos normais e a Macaca apenas administrou o placar até o fim.

Antes do apito final, o Peixe ainda perdeu Valencia, expulso após parar contra-ataque da Ponte quando era o último homem antes do goleiro, e Cicinho, que também recebeu o cartão vermelho, mas por jogada violenta já nos acréscimos.

O susto do confronto ficou por conta Vanderlei. O camisa 1 santista se chocou com Rildo, que sem intenção bateu o joelho no rosto do goleiro. Sangrando muito e com suspeita de fratura, Vanderlei precisou ser substituído por Vladimir e foi direto para o hospital mais próximo com suspeita de fratura no nariz.

Derrota não abala elenco santista: “Não tem alarme a ser tocado”

A derrota para a Ponte Preta nesta quinta-feira à noite acabou com uma série de 14 jogos, 12 nesta temporada, de invencibilidade do Santos. Além disso, a equipe da Baixada Santista perdeu a liderança da classificação geral do Campeonato Paulista para o arquirrival Corinthians, que goleou o Penapolense em casa e ficou três pontos à frente na tabela a três rodadas do fim da primeira fase.

Nada disso, porém, tirou a tranquilidade dos jogadores santistas.

“Talvez, em alguns momentos, faltou calma, mas faz parte do jogo. Enfrentamos um grande adversário, mas volto a dizer que perdemos a primeira na temporada. Não tem alarme a ser tocado, é um toque de atenção”, disse Ricardo Oliveira, que não fez um bom jogo nesta quinta. “Temos jogos para recuperar. Acho que o que deu errado foi a atenção, enfrentamos uma boa equipe, sabíamos da dificuldade, acabamos tendo erros pontuais que complicaram um pouco mais”, analisou o centroavante.

Lucas Lima, que participou do único gol do Peixe no confronto válido pela 12º rodada do Estadual, também minimizou a primeira derrota do time na temporada.

“Sabia que uma hora iríamos perder. Fizemos um primeiro tempo abaixo, tomamos dois gols, depois foi um gol bobo, mas serve de alerta, temos que melhorar a cada jogo”, comentou o camisa 20.

A última derrota santista havia acontecido em novembro, no clássico contra o São Paulo, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esses números, segundo Lucas Lima, são determinantes para que o elenco não se abale em função do revés.

“Estamos em uma sequência boa que, infelizmente, foi interrompida, mas o trabalho está sendo bem feito, é só ver os números. É bom perdermos também para acertarmos”, finalizou.

Vanderlei vai a hospital com suspeita de fratura; Rildo pede desculpas

Rildo e Vanderlei protagonizaram uma cena forte no segundo tempo do confronto desta quinta-feira entre Ponte Preta e Santos. Durante a vitória por 3 a 1 da Macaca, os dois jogadores se chocaram em uma disputa de bola, e o goleiro santista acabou levando a pior.

Rildo recebeu um passe longo e correu para alcançar a bola. No entanto, Vanderlei chegou primeiro e, com o corpo deslizando pelo gramado, fez a defesa. Porém, o atacante não conseguiu parar e acabou acertando uma forte joelhada no rosto do companheiro de profissão.

“Foi uma infelicidade, eu tentei pular, mas não consegui. Tentei pedir desculpas no campo, mas peço de novo. Já mandei as desculpas pelos meus ex-companheiros, espero que ele se recupere o mais rápido possível”, disse Rildo, logo após a partida no estádio Moisés Lucarelli.

Com uma hemorragia que se iniciou logo após o choque, Vanderlei teve de ser substituído por Vladimir e foi levado ao hospital Mario Gatti, em Campinas.

Acompanhado pelo médico Mauricio Zenaide, o jogador vai realizar uma tomografia da face para que um diagnóstico correto seja feito. Tudo indica que Vanderlei realmente fraturou o local, mas a confirmação só será feita após os resultado do exame.

Ao ser questionado sobre o lance, o técnico Marcelo Fernandes não escondeu sua irritação.

“Foi uma jogada, no meu modo de ver, desnecessária. Está com suspeita de afundamento de um monte de coisa. Eu deixo para vocês (jornalistas) avaliarem. No campo, eu achei desnecessária, porque a bola já estava com ele (Vanderlei). Agora é rezar para que nada de mal aconteça”, afirmou o técnico.

Rildo atuava pelo Peixe até o fim do ano passado e deixou a equipe da Baixada Santista na janela deste início de ano para retornar ao clube de Campinas, onde se destacou em 2013. Ao marcar o terceiro gol da Macaca na vitória desta quinta, o atacante negou que tenha algum tipo de rancor pelo ex-clube.

“Eu tenho um carinho muito grande pelo Santos, não tem gosto especial. Eu fui feliz no Santos, mas hoje estou na Ponte e o mais importante é que consegui ajudar na vitória”, encerrou Rildo.

Marcelo Fernandes culpa 1º tempo ruim por derrota e cutuca arbitragem

A Ponte Preta ditou o ritmo do confronto diante do Santos praticamente durante todo o jogo. Em casa, a Macaca marcou com agressividade e também contou com uma noite infeliz da maioria dos jogadores santistas, nesta quinta-feira. “A Ponte jogou muito bem e nós colaboramos”, resumiu o técnico Marcelo Fernandes.

Na derrota por 3 a 1, o primeiro tempo apático que deixou o placar parcial em 2 a 0 foi dito como o grande vilão e responsável pelo primeiro revés do Peixe no ano.

“O primeiro tempo deixou a desejar, não era o que tínhamos combinado. No intervalo, o pessoal se cobrou muito, mas é normal. A derrota aconteceu, perde todo mundo. Quando ganhava, ganhava todo mundo, vamos dar sequência”, comentou o treinador alvinegro, lamentando os gols oriundos de cobranças de escanteio e uma falta lateral. “A gente não pode dar mole em nenhum momento, tomamos dois gols de bola parada e a gente sempre foi firme nesse setor”, lembrou.

Além de um desempenho abaixo do que o time vem apresentando neste Campeonato Paulista, a partida no estádio Moisés Lucarelli também teve lances polêmicos. O árbitro do jogo expulsou Valencia e Cicinho no segundo tempo, deu apenas um cartão amarelo para Rildo no lance em que o goleiro Vanderlei precisou ser substituído com suspeita de fratura na face e ainda validou o primeiro gol da Ponte Preta no jogo em jogada que o tira-teima mostrou posição irregular de Biro Biro. Estes fatos geraram um incômodo por parte do técnico Marcelo Fernandes.

“Não vou entrar em polêmica de arbitragem, acho que a expulsão do Cicinho foi um pouco pesada, o primeiro gol, pelo que escutei de vocês (jornalistas) tinham jogadores impedidos, o próprio lance do Vanderlei… Se você fez essa pergunta é porque alguma coisa aconteceu, mas eu deixo para vocês analisarem”, se esquivou.

Mesmo diante de uma quinta-feira desastrosa, Marcelo Fernandes evitou lamentações e lembrou que o foi apenas a primeira derrota da equipe depois de 14 jogos. “Temos uma gordura ainda, ainda temos partida domingo, é levantar a cabeça porque vamos voltar a vencer. Vai servir de lição, o pessoal está unido”, finalizou.