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Ponte Preta 1 x 2 Santos

Data: 25/01/2018, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 3.032 pagantes
Renda: R$ 51.100,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Vitor Carmona Metestaine.
Cartões amarelos: Tiago Real, Marciel, Renan Fonseca, Jeferson, Ronaldo e Marquinhos (PP); Copete, Vecchio e David Braz (S).
Gols: Léo Arthur (08-1); Eduardo Sasha (28-2) e Rodrygo (47-2).

PONTE PRETA
Ivan; Emerson, Renan Fonseca, Luan Peres e Jeferson; Marciel (Ronaldo), Tiago Real e Léo Artur (Thiaguinho); Silvinho (Marquinhos), Felipe Saraiva e Felippe Cardoso.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Caju; Alison, Matheus Jesus (Jean Mota) e Vecchio; Copete, Arthur Gomes (Rodrygo) e Rodrigão (Eduardo Sasha).
Técnico: Jair Ventura



Com gol de joia, Santos vence a Ponte Preta de virada em Campinas

O Santos venceu a Ponte Preta, de virada, por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Moisés Lucarelli, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Depois de um primeiro tempo sofrível e de sair atrás com gol de Léo Arthur aos oito minutos, o Peixe melhorou na segunda etapa, empatou com os primeiros gols de Eduardo Sasha e Rodrygo pelo clube. Sasha empatou aos 28 e Rodrygo, aos 17 anos, deu os três pontos nos acréscimos após jogada individual.

Mesmo com pouca criatividade e longe da intensidade que prega o técnico Jair Ventura, foi o alvinegro quem dominou o segundo tempo. Copete e Arthur Gomes tiveram boas chances de virar antes de Rodrygo marcar. Vecchio criou jogadas importantes.

O jogo:

Ponte Preta e Santos fizeram um início de jogo morno. As equipes se estudavam em campo e pouco arriscavam. Nas primeiras movimentações, foi possível ver qual seria a tônica da partida: Peixe com a bola. Ponte à procura do contra-ataque.

E aos oito minutos, a Macaca aproveitou a primeira oportunidade. Felippe Cardoso driblou David Braz, passou fácil por Caju e cruzou. Léo Arthur dividiu com Victor Ferraz, levou a melhor e, sem ângulo, chutou por baixo das pernas de Vanderlei.

Após o gol, o Santos tentou a reação, mas esbarrava em um meio-campo de pouca criação. A chance de empatar veio só aos 25 minutos, quando Luiz Felipe, livre na pequena área, cabeceou por cima do gol.

Aos 31 minutos, Léo Arthur driblou Alison na intermediária ofensiva e finalizou com perigo, à direita do gol de Vanderlei. Cinco minutos depois, Arthur Gomes arriscou de fora da área, Rodrigão não alcançou e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro Ivan.

No fim do primeiro tempo, Victor Ferraz cobrou falta, quase que da linha da área, na barreira. Na sequência, Caju bateu quatro escanteios consecutivos no primeiro pau.

Na segunda etapa, o cenário mudou. O Santos com a posse de bola, mas oferecendo mais perigo. Vecchio subiu de rendimento e o Peixe passou a martelar a Ponte.

Aos oito minutos, Vecchio chutou de primeira de fora da área para grande defesa do goleiro Ivan. Aos 11, Copete chutou cruzado para nova defesa do Ivan. A pressão, porém, parou nesses dois lances

O jogo caminhava para a vitória dos donos da casa, até que brilhou a estrela de Eduardo Sasha, que substituiu Rodrigão no segundo tempo. O atacante, de cabeça, aproveitou bom cruzamento de Copete para empatar aos 28 minutos.

Depois do empate, a partida ficou aberta. Aos 29 minutos, Felipe Saraiva quase fez de fora da área. Na sequência, Vecchio deu lindo passe para Arthur Gomes. Cara a cara com Ivan, o atacante cavou e a bola passou perto da trave.

Aos 36 minutos, nova falta para o Santos na entrada da área. Jean Mota acertou a barreira. No rebote, o próprio Jean finalizou por cima do gol. Dois minutos depois, Vecchio deu nova assistência para Copete, que chutou cruzado para mais uma boa defesa de Ivan.

Quando o placar marcava 41 minutos, Vecchio apareceu de novo. Destaque no segundo tempo, o argentinou arriscou, com a canhota, de fora da área. Bola passou raspando o travessão.

Segundos depois, Felippe Cardoso teve duas chances de desempatar. Na primeira, chutou cruzado. Depois do bate-rebate, chutou mascado e a bola quase traiu Vanderlei.

Nos acréscimos, brilhou a estrela do garoto Rodrygo. O atacante recebeu de Vecchio, driblou Emerson e chutou no canto de Ivan para dar a vitória ao Santos em Campinas.

Santos TV – Bastidores:

Rodrygo vibra após marcar pela 1ª vez: “Sonhando acordado”

Rodrygo foi o grande nome do Santos na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta na noite desta quinta-feira, no Moisés Lucarelli. O atacante de 17 anos entrou no segundo tempo e fez o seu primeiro gol pelo Peixe para virar o placar.

Joia das categorias de base, Rodrygo mostrou personalidade. O garoto, nos acréscimos, recebeu passe de Vecchio, driblou o marcador e chutou forte, no canto, para vencer o goleiro Ivan.

“Estou sonhando acordado. Ficha não caiu, vai cair quando eu chegar em casa e ver o vídeo do gol. Fico muito feliz pela vitória. Bola sobrou e eu sabia que teria alguma chance e tinha que guardar”, disse Rodrygo, em entrevista ao SporTV.

Outro que marcou pela primeira vez foi Eduardo Sasha. Contratado para 2018, o atacante ex-Internacional empatou o jogo em Campinas.

Rodrygo e Sasha pressionam Copete, Arthur Gomes e Rodrigão por uma vaga no time titular para a partida contra o Ituano, domingo, às 19h30 (de Brasília), no Pacaembu. Bruno Henrique, contusão na retina do olho direito, e Gabigol, que ainda precisa recuperar a forma física e técnica, não estarão à disposição.

Jair cogita mudanças no ataque do Santos, mas pede calma com Rodrygo

Jair Ventura não descarta mexer no ataque titular do Santos para a sequência do Campeonato Paulista, mas pede calma ao torcedor com Rodrygo, autor do gol da virada na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta nesta quinta-feira, em Campinas.

O ataque tem sido escalado com Arthur Gomes, Copete e Rodrigão. Bruno Henrique se recupera de contusão na retina do olho direito. Rodrygo, aos 17 anos, entrou bem no segundo tempo das partidas contra Bragantino e Ponte.

“Eu gosto muito de lançar jovens. Rodrygo é sensacional. Falei que vou trazê-lo como um filho, brinco demais com ele. Menino bom, que merece, é diferente, mas temos que ter calma. Vão falar nele titular logo, mas se jogasse 80 minutos, teria força para fazer o gol no final? A importância é a mesma para todos. O banco mudou o jogo. Esperamos contratações, lógico, mas temos que olhar para dentro enquanto não chega”, analisa Jair Ventura.

O treinador pensa em mexer na equipe para a partida contra o Ituano, domingo, às 18h30 (de Brasília), no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Em Campinas, Romário (barrado) e Renato (poupado) deram lugar a Caju e Matheus Jesus.

“Temos que saber momento de cada jogo. Pode ser (que haja mudanças). Renato e Romário não jogaram, podemos fazer revezamentos, mas tem Libertadores batendo na porta. Tenho que conhecer o elenco e temos que conhecer nos jogos, é mais difícil nos treinos. Posso pensar em mudanças em todas as partes do time”, resumiu.

Novo raio no Santos? Rodrygo supera Neymar pela terceira vez na carreira

Rodrygo foi o primeiro jogador nascido em 2001 a marcar um gol como jogador profissional do Santos. O chute nos acréscimos deu a vitória ao Peixe na noite desta quinta-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas, e fez o jovem de 17 anos superar Neymar pela terceira vez na carreira.

Rodrygo, com 17 anos e 16 dias, fez seu primeiro gol pelo alvinegro. Neymar balançou as redes quando tinha 17 anos e 40 dias, diante do Mogi Mirim, em 15 de março de 2009.

Rodrygo também estreou mais cedo que Neymar. A nova joia da base santista entrou em campo com 16 anos, na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, no dia 4 de novembro de 2017. O craque do PSG, com 17 anos, debutou no dia 7 de março de 2009.

Outro feito de Rodrygo foi, aos 11 anos, ser o jogador mais novo a assinar contrato com a Nike, empresa de material esportivo. Neymar, seu ídolo, era quem ocupava o posto, por ter firmado vínculo aos 13 anos.

Em 2016, os dois atacantes tiveram a oportunidade de entrar em campo juntos, em uma pelada no Instituto do camisa 10 da seleção brasileira, em Praia Grande, litoral de São Paulo.

Vecchio defende Santos sem armador clássico e elogia Rodrygo

Segundo volante de origem, Vecchio tem sido utilizado como meia armador do Santos por Jair Ventura. O argentino relata que conversou com o técnico sobre a função que gostaria de exercer em 2018.

“Antes de começar o campeonato, tive uma reunião com o Jair. Eu falei para ele que me sentia melhor como segundo volante. Quem decide é ele, que é muito capacitado. Estou jogando de meia, mas com a liberdade. Ele pede para não ter uma posição fixa. Hoje, um meia tradicional não existe. Todos têm de correr, ajudar, independentemente da posição”, disse Vecchio, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Vecchio ainda comentou sobre a ascensão de Rodrygo, de 17 anos, que fez seu primeiro gol como profissional do Peixe na vitória por 2 a 1 diante da Ponte Preta nesta quinta-feira, em Campinas.

“O Santos tem algo que é muito especial. Falei com um amigo ontem que por aqui você vê jogadores de 15, 16, 17 anos muito importantes. O Rodrygo parece ter 30 anos em campo. É muito maduro, um menino especial, educado, que trabalha muito bem. Ajudou muito o time, fez o gol da vitória. Confiamos muito nele, mas temos de ter paciência. Ele tem um potencial muito grande”, analisou o camisa 20.


Ponte Preta 1 x 1 Santos

Data: 12/10/2017, quinta-feira, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 13.982
Renda: R$ 120.475,00
Árbitro: Raphael Claus (SP/FIFA)
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Alberto Poletto Masseira (ambos de SP).
Cartões amarelos: Naldo, Fernando Bob, Luan Peres (PP); Lucas Lima e Zeca (S).
Cartão vermelho: Fernando Bob (PP).
Gols: Naldo (04-1) e Ricardo Oliveira (44-1).

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Luan Peres e Jeferson; Naldo (Jadson); Emerson Sheik (Léo Gamalho), Jean Patrick (Felipe Saraiva), Fernando Bob e Danilo Barcelos; Lucca.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Matheus Jesus e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi



Santos para em Aranha, empata com a Ponte e ajuda líder Corinthians

Desde a chegada de Levir Culpi, o Santos se notabilizou por jogar mais recuado e apostar nos contra-ataques. Nesta quinta-feira, porém, o Peixe adotou estilo semelhante ao que costumava ter com Dorival Júnior e dominou as ações contra a Ponte Preta, em Campinas. Apesar disso, a equipe de Vila Belmiro parou no goleiro Aranha e saiu do Moisés Lucarelli apenas com o empate em 1 a 1 no placar.

A igualdade foi ruim para as duas equipes. Enquanto a Ponte, com 32 pontos, segue coladinha na zona de rebaixamento, o alvinegro chegou aos 48, até manteve-se na segunda colocação, mas viu o Corinthians abrir 10 pontos na liderança.

O jogo:

Precisando da vitória para não ver o Corinthians se distanciar na liderança, o Santos começou atacando. Logo aos 2 minutos, Lucas Veríssimo fez belo lançamento para Copete, que dominou mal, mas deu bom passe para Bruno Henrique dentro da área. O atacante bateu firme, mas a zaga cortou o perigo.

Porém, a chegou chegou no lance seguinte e foi fatal. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, Danilo cruzou, a bola bateu na mão de Lucca, Vanderlei espalmou muito mal e a bola ficou livre para Naldo balançar as redes. Os santistas reclamaram de infração na jogada, mas Raphael Claus validou o tento.

Com a vantagem, a Macaca recuou e viu o Peixe pressionar no Moisés Lucarelli. Aos 15 minutos, Matheus Jesus aproveitou sobra de escanteio e emendou uma bicicleta. A bola bateu na zaga pontepretana e saiu para escanteio.

Na cobrança, Lucas Veríssimo desviou de cabeça e Aranha se esticou todo para fazer uma defesa extraordinária e salvar a equipe de Campinas.

Três minutos depois, Matheus Jesus chutou de fora da área e Aranha espalmou no pé de Copete. O colombiano tocou para Lucas Lima dentro da área. O camisa 10, porém, foi travado na hora do arremate.

Após a blitz em cinco minutos, o Peixe viu a Ponte se fechar bem defesa e ainda quase marcar o segundo, aos 43, quando Nino Paraíba achou Lucca dentro da área. Completamente sozinho e na cara de Vanderlei, o atacante isolou e perdeu chance inacreditável.

E o famoso ditado do ‘quem não faz toma’ crucificou a Macaca antes do intervalo. Após a falha de Lucca, o Santos saiu em velocidade e Bruno Henrique cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira. Livre, o centroavante testou com força para bater Aranha e deixar tudo igual no Moisés Lucarelli.

A segunda etapa começou de forma parecida ao primeiro tempo: com o Santos dominando e a Ponte apostando na velocidade dos contra-ataques. Porém, as boas oportunidades demoraram para aparecer em Campinas.

O susto inicial após o intervalo surgiu aos 13 minutos, quando Lucas Lima cruzou, Copete ajeitou e Bruno Henrique cabeceou firme. O único problema é que Aranha estava em grande tarde e fez outra linda defesa, livrando a Ponte de tomar a virada.

Os minutos seguintes da segunda etapa foram de completo domínio alvinegro no meio de campo, mas pouca pressão no goleiro da Macaca. O jogo ficou ‘parado’ e sem emoção no Moisés.

A partida seguiu monótona até os 39 minutos, quando Fernando Bob fez falta dura em Bruno Henrique, levou o terceiro amarelo e acabou expulso. Apesar disso, o técnico Levir Culpi não promoveu substituições no Santos, que cansou.

No último lance da partida, Lucas Lima ainda achou Bruno Henrique dentro da área. Porém, o atacante cabeceou pra fora e não conseguiu tirar o 1 a 1 do placar.

Bastidores – Santos TV:

Levir não mexe no Santos contra a Ponte e explica: “Poderíamos perder”

Santos e Ponte Preta empataram em 1 a 1 nesta quinta-feira, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, sob forte calor de mais de 30º em Campinas. Mesmo assim, o técnico Levir Culpi optou por não fazer substituições na equipe, nem mesmo quando tinha um jogador a mais em campo, após a expulsão de Fernando Bob aos 39 minutos do segundo tempo.

Sem voz, Levir Culpi respondeu a apenas três perguntas durante a sua entrevista coletiva. E uma delas sobre não ter feito alterações em sua equipe.

“Não mexi porque achei que poderíamos perder. Foi por isso. Fiquei feliz com o desempenho do time, mas chateado com o resultado”, resumiu o técnico no Moisés Lucarelli.

A igualdade em Campinas foi ruim para o Peixe, que chegou aos 48, até manteve-se na segunda colocação, mas viu o Corinthians abrir 10 pontos na liderança. Apesar da distância, Levir ainda acredita na conquista da taça.

“Claro que o campeonato está aberto. Estamos vivo e temos chances ainda. Hoje Santos chegou mais próximo da vitória, mas não matou o jogo. Mas vamos seguir lutando (pelo título)”, finalizou.

Lucas Lima declara amor ao Santos, mas não descarta ir para o Palmeiras

O futuro de Lucas Lima só será definido a partir de dezembro. Com contrato terminando no final do ano e proposta em mãos para renovar com o Santos, o camisa 10 também desperta interesse do Palmeiras e de clubes chineses.

Após o empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, nesta quinta-feira, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro, o meia foi questionado sobre o possível adeus ao Peixe. Mesmo declarando amor ao time de Vila Belmiro, o jogador deixou aberta a possibilidade de jogar por um rival

“Eu sempre falei: Santos é a minha casa, estou feliz. Quem está na mídia são vocês. Vocês têm que provar, não eu que tenho que provar. Deixo a porta aberta. Se o Santos não me quiser, vou ficar desempregado? Futebol é dinâmico. Vou resolver a minha vida quando acabar o Brasileiro”, declarou Lucas Lima na saída do gramado.

O Santos ofereceu R$ 45 milhões a Lucas Lima até o fim de 2020. Os salários do meia dobrariam para cerca de R$ 600 mil, com bônus por metas alcançadas e aumentos anuais. Porém, Guangzhou Evergrande e Hebei Fortune, da China, ofereceram valores maiores. Além disso, o Palmeiras também sinalizou com uma proposta superior a do alvinegro.

O presidente Modesto Roma ainda aguarda uma resposta sobre a renovação com Lucas Lima. Porém, o mandatário já demonstra pessimismo com a permanência do camisa 10 e revelou para a Gazeta Esportiva que chegada de um novo armador será fundamental no próximo ano.


Ponte Preta 1 x 0 Santos

Data: 01/04/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 11.545 pagantes
Renda: R$ 227.280,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Jadson e Fernando Bob (PP).
Gol: William Pottker (20-1).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton e Jadson (Renato Cajá); Clayson, Lucca (Wendel) e Pottker (Lins).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique, Vitor Bueno (Copete) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Júnior



Pottker decide, Ponte bate Santos e fica em vantagem nas quartas do Paulistão

A Ponte Preta saiu na frente na disputa pela semifinal do Campeonato Paulista. Pressionando nos minutos iniciais e contando com a lentidão do Santos, a Macaca venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro William Pottker, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e assegurou a vantagem para o duelo de volta contra os santistas.

Com a vitória, a Macaca precisa somente de um empate no jogo de volta para alcançar a classificação às semifinais do Paulistão. O Santos, por sua vez, se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o alvinegro vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

O jogo

O duelo começou movimentado no Moisés Lucarelli, com as duas equipes buscando o ataque. Porém, a Ponte rapidamente dominou as ações e teve a primeira grande oportunidade com o artilheiro William Pottker. Aos 6 minutos, o atacante aproveitou indecisão de David Braz e Lucas Veríssimo para avançar dentro da área e encobrir o goleiro Vanderlei. A bola até tocou na rede, mas pelo lado de fora.

Logo na sequência, Clayson deu lindo drible em Jean Mota e cruzou para Pottker. Mas antes da redonda chegar no centroavante, Lucas Veríssimo antecipou-se e salvou o alvinegro.

Mesmo após sofrer com duas oportunidades claras, o Santos não conseguia achar os espaços no meio de campo e sofria com a velocidade do time de Campinas. E foi justamente em uma jogada rápida que a Ponte abriu o placar.

Aos 20 minutos, Clayson lançou para Nino Paraíba dentro da área. Aproveitando-se da marcação atrasada da defesa santista, o lateral tocou para Pottker apenas empurrar para o fundo das redes e deixar a Macaca na frente.

O tento ‘acordou’ a equipe comandada por Dorival Júnior, que chegou duas vezes após os 30 minutos. A primeira chance foi com Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Bruno Henrique dentro da área. Livre, ele soltou uma bomba, que parou nas mãos de Aranha.

No lance seguinte, Vitor Bueno tentou cruzamento pela esquerda e a bola desviou no defensor da Ponte. Porém, lá estava Aranha, que no reflexo, fez outra bela defesa e impediu o empate santista no primeiro tempo.

Após Vitor Bueno passar a etapa inicial apagado e com a equipe sofrendo pelo lado esquerdo, o técnico Dorival Júnior resolveu tirar o camisa 7 para promover a entrada de Copete. A mudança surtiu efeito nos minutos iniciais e o Santos voltou do intervalo ligeiramente melhor que a Ponte.

Aos cinco minutos, o colombiano avançou pela esquerda, driblou Fernando Bob e cruzou para Ricardo Oliveira. O centroavante bateu de primeira, mas a bola foi alta demais e passou por cima do gol de Aranha.

Apesar do domínio no meio, o alvinegro não conseguia traduzir o melhor momento em chances claras de gol. A Ponte Preta, por sua vez, apostava nos contra-ataques e quase ampliou o marcador em uma jogada dessas. Aos 17 minutos, David Braz falhou e deixou Pottker completamente livre para cabecear. O goleiro Vanderlei pegou, mas deu rebote e o atacante encheu o pé. A bola bateu em cheio no rosto do camisa 1 e foi afastada na sequência.

Depois da grande chance desperdiçada, a Macaca diminuiu o ritmo novamente e apenas esperava o Santos no campo de defesa. Os comandados de Dorival Júnior, porém, seguiram sem conseguir assustar o goleiro Aranha.

E quando o duelo parecia decidido, a Ponte chegou ao segundo gol. Renato Cajá cobrou falta na área e Wendel desviou para o fundo das redes. Porém, a arbitragem assinalou impedimento corretamente, definindo a vitória e a vantagem dos donos da casa.

Bastidores – Santos TV:

Braz culpa gramado por derrota do Santos: “Não é bom como o da Vila”

O Santos sofreu para jogar na tarde deste sábado, em Campinas. Muito lento na saída de bola e com seus principais atletas apagados, o Peixe viu a Ponte Preta fazer 1 a 0, com William Pottker, e largar na frente na disputa para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Para o zagueiro David Braz, que falhou no tento da Macaca, a principal dificuldade santista estava no gramado do estádio Moisés Lucarelli.

“O nosso primeiro tempo não foi bom. Tivemos dificuldade com o campo hoje, que não é tão como como o da Vila. Aqui tinha muitos buracos. A gente teve dificuldade para virar as jogadas, pois a Ponte também marcava muito bem”, ressaltou o defensor após o revés.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Vamos trabalhar nesta semana e com a apoio dos nossos torcedores, nós vamos conseguir essa classificação”, concluiu Braz.

Dorival reconhece atuação ruim: “Ponte foi melhor, ganhou e ponto”

Além da derrota por 1 a 0 e a desvantagem para o duelo de volta, o que mais preocupou a torcida do Santos foi a forma como a equipe perdeu para a Ponte Preta, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo confronto de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Apático, lento e sem criatividade, o alvinegro até conseguiu ter a posse de bola no segundo tempo, mas não conseguiu assustar o goleiro Aranha, que pouco trabalho na partida.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, evitou dar desculpas para o revés e reconheceu a fraca apresentação do Santos. “Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. Na segunda etapa nós melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Ponte foi melhor, ganhou e ponto”, ressumiu o comandante, em entrevista coletiva logo após o embate.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Hoje a Ponte mereceu. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia”, concluiu o treinador santista.

Santistas admitem partida fraca em Campinas: “Jogo não encaixou”

Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que tenha a coragem de falar que o Santos jogou bem na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo duelo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Isso porque além do técnico Dorival Júnior, os próprios jogadores do alvinegro admitiram a fraca apresentação contra a Macaca.

“Nosso jogo não encaixou. Nosso melhor momento foi nos 15, 20 minutos do segundo tempo. Eles acabaram anulando nosso jogo. Temos de pensar no jogo de volta”, resumiu o meia Vitor Bueno, que teve atuação apagada e foi substituído por Copete na volta do intervalo.

O atacante Ricardo Oliveira, por sua vez, acredita que os santistas não devem entrar em pânico, afinal, a vantagem da Ponte é de apenas um gol.

“Nós precisamos ajustar algumas coisas. A proposta deles era sair no contra-ataque. Não conseguimos achar os espaços necessários. É um placar que a gente jogando dentro da nossa necessidade a gente consegue reverter”, ressaltou o camisa 9 na saída do gramado.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10, uma segunda-feira às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

Elenco queria a Vila, mas retrospecto do Santos é melhor no Pacaembu

O Santos não terá a Vila Belmiro como aliada na busca para reverter a vantagem da Ponte Preta e conquistar a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Afinal, a diretoria do Peixe decidiu transferir o duelo, que acontece no próximo dia 10, às 20h (de Brasília), para o Pacaembu. Elenco e comissão técnica do alvinegro, por sua vez, mostraram descontentamento com a mudança.

“Não vou comentar sobre o assunto. Vamos ao Pacaembu para fazer um grande jogo”, esbravejou o técnico Dorival Júnior ao ser questionado se concordava com a decisão da cúpula santista.

“Vamos jogar onde eles (diretoria) mandarem. Temos que jogar bola. Somos produtos”, ressaltou Ricardo Oliveira.

Apesar da preferência dos santistas pela Vila Belmiro, os números recentes mostram que o Pacaembu tem sido uma ‘casa’ melhor para o alvinegro. Isso porque o Peixe vem de uma sequência de 17 vitórias consecutivas no estádio paulistano. O último revés foi em abril de 2014, no jogo de ida da final do Paulistão daquele ano, contra o Ituano.

Enquanto isso, a equipe comandada por Dorival Júnior não tem conseguido fazer valer o ‘fator Vila’ nesta temporada. Afinal, em seis jogos disputados em Urbano Caldeira, o clube já sofreu três derrotas, para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras, respectivamente.

No jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o Peixe perdeu para a Ponte por 1 a 0, em Campinas, com gol de William Pottker. Para conseguir a classificação, a equipe comandada por Dorival Júnior precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. Caso seja derrotado ou a partida termine empatada, o alvinegro estará eliminado do Estadual.

Ponte Preta 1 x 2 Santos

Data: 06/11/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 10.208 pessoas
Renda: R$ 103.740,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Neuza Ines Back e Alex dos Santos (ambos de SC).
Cartões amarelos: Abuda (PP) e David Braz (S).
Gols: William Pottker (21-1); Ricardo Oliveira (21-2) e Copete (43-2).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Douglas Grolli e Reinaldo; João Vitor (Abuda), Wendel (Thiago Galhardo) e Maycon (Elton); Rhayner, Clayson e William Pottker.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia e Jean Mota (Arthur Gomes); Vitor Bueno (Léo Cittadini), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos vira sobre a Ponte, assume segundo lugar e segue vivo no Brasileirão

O sonho do Santos ainda não morreu no Campeonato Brasileiro! Após ter viajado para Campinas achando jogaria no sábado, às 21h, os santistas foram obrigados a mudar sua programação e entrar em campo no domingo, às 11h. Porém, se faltou respeito, como estava escrito na camisa, sobrou futebol e emoção. Mesmo começando perdendo para a Ponte Preta, o Peixe foi valente no segundo tempo, buscou a virada aos 43 minutos, com gols de Ricardo Oliveira e Copete, assumiu a segunda colocação e segue sonhando com a conquista do título da competição nacional.

Agora, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 64 pontos, ultrapassaram o Flamengo e seguem na cola do líder Palmeiras, que venceu o Internacional nesta tarde e chegou a 70. Na próxima rodada, o Peixe encara o Vitória, na Vila Belmiro, às 19h30 (de Brasília) do dia 17.

O jogo

O jogo começou intenso em Campinas. Apesar de estar fora de casa, o Santos começou mandando na partida e ditando o ritmo. Nos primeiros momentos, os comandados de Dorival Júnior trocavam passes com facilidade e rodeavam a entrada da área da Ponte. Porém, os santistas pouco arriscavam.

O primeiro chute do Peixe acabou morrendo no fundo da rede, mas foi anulado pela arbitragem. Aos seis minutos, Ricardo Oliveira recebeu dentro da área depois de a bola tocar em Noguera e mandou para o gol. O lance, porém, não valeu, pois zagueiro santista estava impedido.

Com o passar do tempo, a Macaca foi melhorando no jogo e acabou sendo recompensada após uma falha defensiva do alvinegro. Aos 19 minutos, Rhayner fez um belo lançamento para Wendel. O volante ganhou de David Braz na corrida e ficou na cara do goleiro Vanderlei. Estabanado, o defensor do Peixe chegou tarde e derrubou o ponte-pretano. Pênalti claro. Na cobrança, William Pottker marcou e abriu o placar em Campinas.

O Santos sentiu o tento sofrido e pouco assustou a Macaca no restante do primeiro tempo. A melhor oportunidade caiu justamente nos pés de David Braz, que falhou no lance do gol. O meia Vitor Bueno limpou a jogada e encontrou o zagueiro livre na entrada da área. O camisa 14, porém, finalizou muito mal e perdeu a chance de deixar tudo igual antes do intervalo.

Precisando da vitória para seguir brigando pelo título do Brasileirão, o técnico Dorival Júnior começou o segundo tempo sacando Fabián Noguera e promovendo a entrada de Yuri. A ideia era adiantar o volante na hora que o Peixe atacasse. Porém, isso demorou para acontecer.

Os santistas começaram em ritmo lento e não ameaçavam a Macaca. Dorival percebeu isso e tirou o apagado Vitor Bueno para colocar Léo Cittadini. Segundos depois de entrar em campo, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

O gol acordou de vez o Peixe, que foi pra cima com tudo e perdeu três ótimas chances de virar o marcador. Na primeira, Copete fez boa jogada dentro da área, se livrou da marcação e finalizou. A bola bateu na zaga e voltou para Jean Mota, que bateu firme, novamente em cima da defesa.

No lance seguinte, o próprio Copete desviou cobrança de escanteio e bateu no travessão. Na continuidade da jogada, o colombiano teve mais uma oportunidade, mas parou no goleiro Aranha. No rebote, assim como no primeiro tempo, a bola ficou limpa para David Braz. Desta vez, nem goleiro tinha na frente dele. O defensor, porém, pisou pisa na bola e despediçou uma chance inacreditável.

Após a grande pressão exercida pelo Peixe, o árbitro Braulio da Silva Machado promoveu a parada técnica, por conta do calor, aos 30 minutos do segundo tempo. A pausa foi ruim para o Santos, que diminuiu o ímpeto, mas seguiu em cima da Macaca.

Porém, quando parecia que o duelo em Campinas terminaria empatado, Léo Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Herói improvável, Léo Cittadini vibra com atuação: “Nunca perdi o foco”

O Santos estava perdendo por 1 a 0 e não mostrava reação contra a Ponte Preta, neste domingo, no Moisés Lucarelli. Precisando da virada para seguir na briga pelo título, o técnico Dorival Júnior sacou o apagado Vitor Bueno e promoveu a entrada de Léo Cittadini. Criticado pela torcida, o meia não jogava uma partida oficial há dois meses. Porém, ele mudou o jogo e participou diretamente dos dois gols que deram a virada ao Peixe, marcados por Ricardo Oliveira e Copete.

Na reta final do Campeonato Paulista e até no começo do Brasileirão, Cittadini era muito utilizado por Dorival. Revelado pela base santista, o meia perdeu espaço ao longo da competição. Tanto que seu último jogo havia sido no dia 8 de setembro, contra o Internacional, em derrota por 2 a 1 no Beira-Rio.

“Estou muito emocionado. Só eu e minha família sabemos o quanto eu trabalhei esperando uma oportunidade. Nunca perdi o foco, treinei firme e estava preparado. A gente tem que manter o foco, pensar jogo a jogo. Vai dar tudo certo”, disse o meia após o apito final em Campinas.

A manhã de heroísmo de Cittadini começou aos 21 minutos do segundo tempo. Pouco depois de entrar, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

Em seu segundo ato em Campinas, Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Dorival refuta méritos por substituições e critica CBF após mudança de data

Quando terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, em Campinas, o Santos não dava demonstrações de que conseguiria a virada sobre a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Porém, logo na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior, sabendo da necessidade da vitória, sacou o zagueiro Fabián Noguera para promover a entrada do volante Yuri. Aos 20 minutos, foi a vez de Léo Cittadini entrar em campo na vaga do discreto Vitor Bueno.

Além disso, ainda sobrou espaço para o comandante promover a estreia de Arthur Gomes na equipe profissional. As alterações surtiram efeito, e em grande atuação, Cittadini mudou completamente o jogo ao organizar as duas jogadas dos gols que deram a virada por 2 a 1 e deixaram o Peixe vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Dorival, porém, preferiu deixar os méritos da vitória para os jogadores.

“Não é questão de passar pelas minhas mãos. Eu tenho o Noguera começando a adquirir um ritmo e não sei se aguentaria os 90 minutos. David já vem de uma sequência, claro que corri o risco pelo cartão, mas não sabia se o Noguera aguentaria. Seria um suicídio ter que trocar outro zagueiro e não poderia correr esse risco. Conversei com o David para ter tranquilidade. De maneira geral, vitória passou pelos jogadores. A entrada do Yuri, do Léo, que foi brilhante, do próprio Arthur, que estreou. É um menino que está começando a amadurecer, vem fazendo trabalho de fortalecimento. Fico feliz, porque quem tem entrado tem acrescentado muito. Isso é um conjunto. Jogadores estão dando resposta muito positiva”, disse o treinador em entrevista coletiva após a virada em Campinas.

E na hora que entrou em campo no Moisés Lucarelli, o Santos chamou a atenção com uma frase cravada nas costas do unifome. Em protesto contra a CBF, os jogadores entraram em campo com os dizeres “faltou respeito”. A ação aconteceu por conta de uma decisão da entidade, que mudou a data do duelo contra a Ponte. Inicialmente, o jogo seria no sábado, às 21h. Porém, alegando questões de segurança, a confederação optou por realizar a partida às 11h deste domingo. Mesmo após conquistar a vitória, Dorival não perdeu a oportunidade de protestar.

“Isso daí são atitudes lamentáveis que sinceramente não merecem nem comentários. Futebol brasileiro vem na contramão da história. Exigem profissionalismo e de repente uma atitude dessa, desnecessária, sem um parecer um pouco mais sério. Sinceramente, apenas um detalhe importante: esse jogo estava marcado desde o início do campeonato. O evento oficial em Campinas seria Ponte x Santos. Todo evento paralelo deveria ser alterado ou não autorizado. Mais uma vez a ingerência prevalece e o futebol é agredido. Nos deixa bastante chateados, não sei quem toma posição dessa às 21h. É o absurdo do absurdo. Isso daí prejudica consideravelmente nosso futebol. Felizmente nosso time enfrentou tudo isso de peito aberto. Há mais de um mês não tem jogo às 11h, é um absurdo. Resposta na camisa do Santos mostra tudo o que se passou. Absurdo depois de uma vitória dessa falar de assunto desagradável. Não tem que ir à CBF. CBF tem que sair do pedestal e vir aos clubes. Precisa acontecer de forma diferente. Não vamos chegar a lugar algum. CBF tem que se curvar sim e reconhecer que foi um erro grotesco. Estamos brigando pelo título, e não poderia ter um tratamento que tivemos”, criticou.

Ferraz relembra atraso de salários e chora após virada de ‘guerreiros’

No começo de 2015, o Santos vivia um momento conturbado financeiramente. Devendo até seis meses de salários, o alvinegro viu vários jogadores entrarem na Justiça e saírem de graça do clube, como Aranha, Arouca, entre outros. Porém, os atletas que ficaram viram a situação melhorar, conquistaram dois paulistas e hoje brigam pelo título do Campeonato Brasileiro. Muito emocionado após a virada por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas, o lateral-direito Victor Ferraz chorou a relembrar as dificuldades do clube na última temporada.

“Essa geração merece muito. Estamos há dois anos e meio com essa equipe, formada na dificuldade, com quase seis meses de salários atrasados. Equipe que decidiu ficar, cheio de propostas para sair. Acreditamos no projeto, mostramos que temos fibra. Muitos mostravam estar do nosso lado e não estiveram. É isso aí, torcida veio, invadiu Campinas. É desse torcedor que o Santos precisa. Toda essa comemoração foi porque o grupo é guerreiro. Cittadini há dez jogos sem entrar, entrou e mudou o jogo. Grupo é isso aí. Essa vitória é demais”, disse o camisa 4 do Peixe na saída do gramado.

Com a vitória, o Peixe chegou a 64 pontos e assumiu a vice-colocação do Brasileirão. Momentaneamente a três pontos do líder Palmeiras, os santistas agora torcem para o Internacional, que encara o Verdão ainda neste domingo, às 17h (de Brasília), no Allianz Parque.

“Não depende só da gente. Depende de tropeço do Palmeiras. Vamos secar eles. Espero que o Internacional jogue tudo que jogou contra a gente (nas quartas de final da Copa do Brasil)”, concluiu Victor Ferraz.

Virada garante volta do Santos à Libertadores após quatro anos

Ainda com Neymar e Ganso na equipe, o Santos empatou em 1 a 1 com o Corinthians, no Pacaembu, no dia 20 de junho de 2012, e caiu nas semifinais da Copa Libertadores de América. De lá pra cá, o alvinegro passou quatro anos sem disputar a competição continental. Porém, a vitória de virada sobre a Ponte Preta, por 2 a 1, na manhã deste domingo, garantiu o retorno do Peixe ao torneio em 2017.

Com os três pontos somados em Campinas e 64 na tabela, o alvinegro não tem mais possibilidades matemáticas de deixar o G6 nesta reta final nem mesmo se perder todos os quatro jogos restantes. Os únicos times que podem alcançar o Santos são Flamengo, Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR, que já estão no G-6. Corinthians e Grêmio, os primeiros fora da zona, não têm mais chances.

No entanto, o Santos ainda não está garantido na fase de grupos do torneio, apenas nas eliminatórias da primeira etapa. Para ir direto às chaves, a equipe precisará ficar se manter no G3 ou terminar em quarto, desde que o Atlético-MG conquiste a Copa do Brasil. A equipe mineira fará a final da competição contra o Grêmio.

Agora, além de seguir sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, pois está a seis pontos do líder Palmeiras, o Peixe tem como meta garantir a vaga direta para a Libertadores de 2017, eliminando quatro jogos na próxima temporada e fugindo do risco de cair cedo no torneio continental.

Após mudança de horário, Santos protesta contra a CBF: “Faltou respeito”

A mudança de horário da partida contra a Ponte Preta deste sábado, às 21h, para domingo, às 11h, no Moisés Lucarelli, cerca de 24 horas do duelo, ainda gera manifestações negativas pelo Santos. Os jogadores do Peixe entraram em campo neste domingo com uma camisa especial, com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Antes disso, o presidente Modesto Roma já havia declarado para a Gazeta Esportiva que estava revoltado com a decisão e o clube também chegou a encaminhar uma nota de repúdio para a CBF, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Campinas e ao Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Região da Grande Campinas.

A alteração na data do jogo aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. A PM entende que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temia que, em caso de título, aconteça uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

No fim das contas, o Guarani acabou sendo derrotado por 3 a 0 para o Boa e ficou sem o título da Série C. Mesmo assim, o duelo entre Ponte e Santos acabou começando mesmo na manhã deste domingo.
STJD multa Santos e suspende Modesto por protestos contra a Ponte

Na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas, no último dia 6, o Santos entrou em campo com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Porém, o protesto contra a CBF rendeu uma punição ao Peixe. Nesta sexta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspendeu o presidente Modesto Roma Júnior por 15 dias e multou o clube em R$ 3 mil. A decisão ainda cabe recurso.

A manifestação do alvinegro aconteceu por conta da mudança de data do duelo contra a Macaca, cerca de 24 horas antes da bola rolar, passando por cima do Estatuto do Torcedor, que permite modificação de horário de uma partida somente com 48 horas de antecedência.

Inicialmente marcado para sábado, 21h, o confronto foi alterado para domingo, 11h. A mudança aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. Na época, a PM entendeu que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temeu que, em caso de título, acontecesse uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

Modesto Roma Júnior e o Santos foram enquadrados no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que diz: “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”.

Ponte Preta 0 x 2 Santos

Data: 03/02/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 7.004 pagantes
Renda: R$ 100.535,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Eurico, Rhayner, Alexandro, Jeferson e Jonas (PP); Paulinho, Lucas Lima e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1) e Gabriel (37-1).

PONTE PRETA
João Carlos; Nino Paraíba, Tiago Alves, Ferron e Gilson (Jeferson); Eurico (Jonas), Elton, João Victor, Clayson (Rhayner) e Felipe Azevedo; Alexandro.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison) e Lucas Lima; Paulinho (Patito Rodriguez), Gabriel (Vitor Bueno) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence a primeira no Paulista e acaba com tabu contra a Ponte

Com gols de Ricardo Oliveira e Gabriel, de pênalti, ainda no primeiro tempo, o Santos findou, na noite desta quarta-feira, o tabu de não vencer a Ponte Preta desde 2009 no estádio Moisés Lucarelli. Carrasca em 2015, quando conquistou duas vitórias e um empate diante do Peixe, o time de Campinas desta vez foi completamente dominado desde os primeiros minutos. Bem diferente da estreia, a equipe de Dorival Júnior conseguiu ditar o ritmo do jogo com toques rápidos e bastante velocidade no ataque, evitando os lançamentos que tanto irritaram o treinador santista no último sábado.

Com a vitória nesta 2ª do Campeonato Paulista, a primeira nesta temporada, o alvinegro praiano chega a 4 pontos e assume a liderança provisória no Grupo A, seguido por Oeste, Linense, São Bento e Botafogo-SP. Já a Ponte Preta fica em situação delicada depois de duas derrotas seguidas. A Macaca é apenas a lanterna no Grupo B, atrás de São Bernardo, Palmeiras, Ituano e Novorizontino.

O jogo

Dorival Júnior avisou que manteria o mesmo time da estreia santista, mas que buscaria uma nova, ou melhor, a velha maneira do time se comportar em campo. E foi exatamente isso que aconteceu nos primeiros 45 minutos de jogo.

A Ponte Preta até chegou a iniciar a partida tentando fazer aquela pressão tradicional do mandante do confronto. Aos 4 minutos, Felipe Azevedo obrigou Vanderlei a fazer bela defesa. Alexandro chegou a marcar no rebote, mas em completa posição de impedimento.

Daí para frente, só deu Santos. Confortável e com muito espaço para jogar, o Peixe encurralou a Macaca em diversos momentos. Assim, não demorou para abrir o placar. Depois de uma falha na cobertura defensiva da Ponte, Gabriel recebeu com liberdade pela esquerda e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira pegar de primeira na segunda trave. 1 a 0.

O time campineiro sentiu o gol e encontrava muita dificuldade em ultrapassar o meio de campo. Com a bola no chão desde os primeiros toques da zaga, a equipe de Dorival ditava o ritmo do jogo. Apenas aos 31 minutos, a Ponte chegou com certo perigo, mas Clayson isolou após receber passe de calcanhar de Nino Paraíba, dentro da área.

Cinco minutos depois, Lucas Lima caiu pela esquerda, trocando de posição com Gabriel e partiu para a jogada individual. Depois de duas lindas fintas, foi derrubado por Nino dentro da área. Pênalti. Na batida, Gabriel deslocou o goleiro e correu para o abraço. 2 a 0 Santos.

Antes do intervalo, cada time ainda teve uma oportunidade. Primeiro, Felipe Azevedo cabeceou uma bola no travessão depois de cobrança de falta. Na sequência, em contra-ataque veloz, Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e bateu cruzado, para fora, com perigo.

Vestiário sem água

Uma cena atípica e lamentável aconteceu no intervalo do jogo. O vestiário destinado aos visitantes no estádio Moisés Lucarelli estava sem água nos chuveiros e nas torneiras. Além disso, o ar condicionado do local não estava funcionando, tornando o calor insuportável. Desta forma, os jogadores e a comissão técnica do Santos tiveram passar todo o intervalo no campo, atrás de um dos gols.

Com o reinício do jogo, foi possível perceber desde os primeiros lances uma nova postura da Ponte Preta, já com duas alterações feitas pelo técnico Vinícius Eutrópio. Clayson saiu para a entrada de Rhayner e Eurico deu lugar à Jonas.

Aos oito minutos, Alexandro aproveitou cruzamento da direita e cabeceou cruzado. Vanderlei se esticou todo e salvou o Peixe. Um minuto depois, Ferron furou uma cabeçada dentro da área e desperdiçou grande oportunidade. Na sobra, João Victor isolou.

Em meio a pressão da Macaca, o Peixe por pouco não marcou mais um no contra-ataque. Ricardo Oliveira deixou Paulinho livre, dentro da área. O atacante, apagado no jogo até então, matou com a direita e arrematou de esquerda. A bola explodiu no travessão e o gol do reforço alvinegro não saiu.

Correndo contra o relógio, a Ponte Preta passou a pressionar mais na base da raça e apostou muito nas bolas aéreas. No entanto, a defesa santista soube segurar a pressão e controlou o resultado. Nos minutos finais, o nervosismo dos jogadores ponte-pretanos era evidente e o árbitro saiu distribuindo cartões. Ao todo, foram cinco advertências para a Ponte e três para atletas do Peixe.

Desta forma, o Santos conquistou sua primeira vitória no Paulistão e se reabilitou do empate com o São Bernardo na estreia da competição. Por outro lado, a Ponte Preta chega a sua segunda derrota seguida e já começa a temer pelo seu futuro no Estadual.

Dorival Junior vê Peixe consistente e mais maduro jogando fora de casa

Uma rodada após estrear com o pé esquerdo diante do São Bernardo, na Vila Belmiro, o Santos já se reabilitou com uma vitória convincente em cima da Ponte Preta, na noite desta quarta-feira. Além do placar de 2 a 0, todo construído na primeira etapa, Dorival Júnior comemorou a forma como o time se comportou, depois de admitir que não reconheceu o Peixe no último sábado, durante o empate com a equipe do ABC.

“Nós fizemos um jogo com muita consistência. Um primeiro tempo muito forte, criando várias oportunidades, predominando ao longo dos 45 minutos. No segundo tempo nós procuramos trabalhar um pouco mais a bola. Ainda há um desgaste grande, a recuperação ainda é muito curta de uma partida para a outra, mas acho que nós temos sempre que buscar uma melhora e foi isso que aconteceu”, analisou o treinador alvinegro.

Em campo, Dorival repetiu a escalação da equipe e mexeu apenas no posicionamento dos atletas, buscando repetir a formação que fez tanto sucesso ano passado. Apesar do Paulistão ter alcançado apenas sua 2ª rodada, Dorival se mostrou satisfeito com a evolução e já mira o confronto diante do Ituano, no fim de semana.

“De uma rodada para outra, foi um time um pouco mais desenvolto, mais solto. Vamos ver se conseguimos alcançar uma recuperação para o próximo jogo, no sábado de manhã. Um jogo muito complicado, muito difícil e com muito pouco tempo de recuperação. Eu espero que a equipe dê uma boa resposta, que continue se apresentando como foi hoje, porque será fundamental para que confirmemos ai um bom início”, afirmou.

A vitória desta quarta quebrou um tabu que já ia para o seu sétimo ano. O Santos, que tanto sofreu com a Ponte Preta em 2015, não vencia a Macaca em Campinas desde 2009. Porém, Dorival se mostrou feliz mesmo foi com o fato de seus jogadores terem se portado com autoridade como visitante, já que jogar fora de casa foi o grande obstáculo do Peixe na última temporada.

“Já é um passo maior. Uma mudança comportamental. Isso ai reflete bem neste início. Tivemos um jogo muito complicado no domingo e a equipe deu uma boa resposta alguns dias depois”, concluiu.

Santistas enaltecem vitória fora de casa: “Essa é a cara do Santos”

A temporada de 2015 já faz parte do passado e o Santos já vive um novo desafio em 2016. Mesmo assim, as maiores falhas da equipe no último ano ainda estão bem vivas na cabeça do elenco alvinegro, que pouco sofreu alteração. Vencer a Ponte Preta nesta quarta, em Campinas, tem um significado muito maior para os atletas do que simplesmente os três pontos nesta 2ª rodada de Campeonato Paulista.

“Conseguimos colocar nosso ritmo de jogo, que a gente vinha devendo, principalmente ano passado. Sabemos que ainda não tem nada ganho, mas, time que quer ser campeão tem que ganhar dentro e fora de casa. Está ai a cara do Santos fora de casa”, avisou Lucas Lima, em entrevista à Espn.

Diferente da estreia, no último sábado, Lucas Lima teve uma atuação destacada na vitória por 2 a 0 em cima da Macaca. O meia participou da maioria das jogadas de ataque e ainda sofreu o pênalti que resultou no gol de Gabriel.

“Nós três (Ele, Ricardo Oliveira e Gabriel) e o Paulinho também. Acho que teve muita movimentação de nós quatro ali da frente. Acho que é o que a gente ficou devendo no primeiro jogo. Essa mobilidade é muito importante para o nosso time e é assim que a gente consegue os espaços para fazer as jogadas”, explicou.

Gabriel, inclusive, fez questão de minimizar a atuação abaixo das expectativas diante do São Bernardo na Vila e preferiu ressaltar a evolução que a equipe já mostrou em menos de uma semana.

“Não digo apagar. Acho que normal a estreia ser um pouco diferente do que a gente imaginava. Acho que nosso time criou poucas chances, mas conseguimos o empate. Acho que nosso time melhorou bastante, veio mais compacto, mais junto e conseguimos fazer os gols”, analisou, com o moral de quem já marcou dois gols e deu uma assistência em apenas duas partidas até aqui, sem contar com seu gol marcado no amistoso diante do Bahia, na pré-temporada.

“Graças a Deus, (é importante) não só para mim como para todo o elenco. Acho que o importante é citar o coletivo e não o individual”, disse o camisa 10 do Peixe.

Santos põe a bola no chão e anima Dorival Junior: “não desaprendeu”

As broncas, os berros e as conversas de Dorival Júnior com o elenco santista no CT Rei Pelé deram resultado nesta quarta. Inquieto após o empate com o São Bernardo na estreia do time no Campeonato Paulista por não reconhecer a forma como seus jogadores se comportaram em campo, o técnico transpareceu o ar de satisfação com a melhora apresentada durante a vitória por 2 a 0 em cima da Ponte Preta, nesta quarta.

“Nós vamos oscilar um pouco, começo de temporada. Mas a equipe mostrou que não desaprendeu, que sabe como jogar. E isso dai é uma amostra importante do que podemos fazer ao longo da temporada. Muito pouco ainda. Foi um belo resultado. Vamos nos recuperar e procurar fazer um bom jogo no sábado”, comentou Dorival.

Em Campinas, o Peixe deteve a posse de bola em 56% do tempo e acertou 90% de seus 447 passes na partida, quase o dobro do que conseguiu atingir a equipe mandante. Os dez impedimentos do sábado passado também foram solucionados. Nesta quarta, o ataque do Santos foi flagrado em apenas uma oportunidade. E para marcar dois gols, o time finalizou nove vezes, sendo quatro no alvo.

“Vamos ver agora nessa sequência, novamente um compromisso complicado, um jogo 11 horas da manhã no sábado, fatalmente pegaremos ali uma temperatura altíssima. Pouco tempo de recuperação para as equipes de uma rodada para outra. Eu espero que mantenhamos essa postura que tivemos e consigamos melhorar um pouquinho mais. É tudo que nós queremos, gradativamente irmos atingindo nosso melhor”, projetou Dorival, já de olho no confronto com o Ituano, de volta à Vila Belmiro.

Sem água no intervalo, jogadores voltam do ônibus para tomar banho

Os jogadores e a comissão técnico do Santos foram surpreendidos no intervalo da partida contra a Ponte Preta, nesta quarta. Após a disputa dos primeiros 45 minutos, quando o Peixe já vencia por 2 a 0, o vestiário ficou sem condições de receber os atletas. Com o ar condicionado quebrado e sem água nos chuveiros e nas torneiras, o grupo deve de fazer toda a recuperação no próprio gramado, atrás de um dos gols. Apesar de não esconder o incômodo com a situação inusitada, Dorival júnior preferiu não polemizar.

“Eu não tenho o que falar. Isso ai é um problema que tem que ser resolvido. Acabou acontecendo, eu não sei o motivo, mas, com certeza não foi de propósito. Foi um acaso, talvez. Não tem nem necessidade de falar alguma coisa neste sentido”, minimizou o técnico santista.

Após a partida, com a vitória sacramentada pelo placar construído no primeiro tempo, os jogadores mais uma vez perceberam que o problema não havia sido resolvido no vestiário do visitante no estádio Moisés Lucarelli. Por isso, alguns já foram se dirigindo ao ônibus, com a intenção de tomar banho no hotel onde a delegação está hospedada. Porém, em cima da hora, a água foi restabelecida e os atletas foram chamados de volta para poderem tomar seus respectivos banhos e se encaminharem ao hotel sem problemas.