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São Paulo 1 x 3 Santos

Data: 21/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 26.434
Renda: R$ 1.500.367,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Carlos Augusto Nogueira Junior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano, Lucão, Centurión, Thiago Mendes (SP); Marquinhos Gabriel (S).
Gols: Gabriel (15-1) e Alexandre Pato (26-1); Ricardo Oliveira (58s-2) e Marquinhos Gabriel (04-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo (Centurión) e Matheus Reis; Rodrigo Caio e Thiago Mendes; Michel Bastos (Alan Kardec), Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato; Luis Fabiano.
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Werley, Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Gabigol (Paulo Ricardo) e Ricardo Oliveira (Gustavo Henrique).
Técnico: Dorival Júnior



Santos supera tempestade e vence o São Paulo com boa vantagem na semi

O Santos soube jogar debaixo de uma tempestade nesta quarta-feira e derrotou o São Paulo por 3 a 1, no estádio do Morumbi, na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil por 3 a 1. Por conta do regulamento do torneio, os gols marcados fora de casa permitirão que o Peixe perca por até dois tentos de diferença para ir às finais da competição. O time que avançar enfrentará o vencedor de Palmeiras e Fluminense. O Tricolor carioca saiu na frente no jogo de ida com um triunfo por 2 a 1, no Maracanã.

O São Paulo imprimiu o ritmo que queria no início do primeiro tempo, mas o Santos foi mais eficiente e chegou ao primeiro gol com o jovem Gabigol, aos 15 minutos. O empate do Tricolor veio aos 25, em finalização de Alexandre Pato dentro da área. O time até teve a chance de virar o jogo aos 40, mas Ganso conseguiu perder um gol inacreditável. O lance custou caro e, com o auxílio de falhas da defesa são-paulina, o Peixe balançou as redes mais duas vezes. Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, aos 58 segundos e 4 minutos da etapa complementar, respectivamente, foram os autores dos tentos.

Chamaram a atenção no confronto dois elementos extracampo. Um apagão deixou o Morumbi completamente às escuras com menos de um minuto de jogo. Já nos minutos finais do primeiro tempo, uma tempestade prejudicou as condições do gramado e dificultou o trabalho da atrapalhada defesa são-paulina nos dois últimos lances de gol do rival.

O jogo de volta entre as equipes está marcado para a próxima quarta-feira, dia 28, na Vila Belmiro. Antes, porém, os times terão duelos importantes na luta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. O São Paulo, que ocupa a sexta posição no torneio, viajará para enfrentar o Coritiba, no domingo, no estádio Couto Pereira. Já o Peixe, atual quarto colocado, medirá forças com o Figueirense, sábado, no Orlando Scarpelli.

O jogo

Os relógios marcavam apenas 37 segundos de jogo no Morumbi quando uma queda de energia apagou os refletores e deixou o estádio na completa escuridão. A torcida são-paulina aproveitou o momento para ligar as luzes dos celulares e cantar com mais força, mas os jogadores do Tricolor optaram por voltar ao vestiário até que as condições fossem restabelecidas. Foram aproximadamente 15 minutos de paralisação até que o árbitro Raphael Claus autorizasse o reinício do duelo.

Com a bola rolando, o São Paulo avançou primeiro ao ataque e, aos 5 minutos, Luis Fabiano recebeu de Ganso e finalizou para defesa tranquila de Vanderlei. No minuto seguinte, Ganso alçou na área e Lucão cabeceou para fora. O Santos, embora não tenha mostrado um volume de jogo tão expressivo quanto o rival, soube aproveitar a sua primeira subida ao campo ofensivo. Aos 15, o lateral Daniel Guedes desmontou a defesa tricolor com um passe preciso e Gabigol, com tranquilidade, tirou do alcance de Rogério Ceni para abrir o marcador.

Aos 18 minutos, Luis Fabiano respondeu para o São Paulo e chutou próximo à trave de Vanderlei. Cinco minutos depois, Pato soltou a bomba de fora da área e mandou por cima da meta rival. O Santos, cada vez mais acuado na defesa e buscando só o contra-ataque, foi castigado aos 25 minutos. Michel Bastos fez o cruzamento da direita e alcançou Alexandre Pato na área. O artilheiro tricolor usou o peito para matar a bola e finalizou de bico, sem chances para Vanderlei.

Junto com o gol do São Paulo veio uma tempestade que há muito não atingia a capital paulista. Em campo, a zaga tricolor bateu cabeça, aos 28 minutos, e Thiago Mendes apareceu na defesa para interromper uma perigosa investida do Santos. A chance do Tricolor virar a partida surgiu aos 40 minutos, após Ganso receber grande passe pelo alto de Alexandre Pato. Na cara do goleiro e livre de qualquer marcação, Ganso teve tempo de dominar a bola, olhar para o gol, e chutar torto, direto para a linha de fundo.

Por mais eficiente que a drenagem do Morumbi tenha se mostrado, a intensidade da chuva deixou o campo com diversas poças d’água no intervalo. Foram essas condições que ditaram o ritmo nos primeiros segundos da etapa complementar. Logo após o apito do árbitro, o Santos aproveitou o gramado pesado e obrigou Rogério Ceni a se esticar todo para defender finalização vinda da direita. No escanteio, o goleiro tricolor patinou na área e, na sequência, aos 58 segundos, só observou o chute rasteiro de Ricardo Oliveira entrar à esquerda de sua meta.

A defesa são-paulina voltaria a se atrapalhar aos 4 minutos. Lucas Lima cruzou com precisão da direita e encontrou Marquinhos Gabriel. O jogador subiu sozinho no centro da área e cabeceou para levar o Peixe ao terceiro gol. Incapaz de acertar a equipe, o técnico Doriva tirou Michel Bastos – recém-recuperado de lesão – para a entrada de Alan Kardec. A alteração não trouxe tantas novidades para a formação tática do São Paulo, mas abriu novos caminhos no ataque. Aos 13 minutos, Luis Fabiano testou para as redes, mas teve o gol anulado por estar em posição de impedimento. O atacante recebeu cartão amarelo por reclamar da marcação do árbitro.

Aos 21 minutos, Gabigol completou cruzamento da direita e cabeceou em cima de Rogério Ceni. O São Paulo, no lance seguinte, chegou bem à frente, mas Vanderlei praticou a defesa após a indefinição na área. Doriva, então, tirou o zagueiro Luiz Eduardo e colocou o atacante argentino Centurión. A ida para o ataque levou o São Paulo a duas grandes chances. Alan Kardec, aos 25 e 27 minutos, não acertou a finalização e manteve inalterável a vantagem santista. Antes do apito final, Neto Berola apareceu bem no campo ofensivo e finalizou na trave de Rogério Ceni. Já Alan Kardec perdeu outra grande chance nos acréscimos do duelo.

Bastidores – Santos TV:

Apesar de larga vantagem, jogadores santistas pregam “pezinho no chão”

A primeira partida entre Santos e São Paulo pela semifinal da Copa do Brasil expôs todo o nervosismo do Tricolor e a boa fase que o Peixe vive na temporada. Debaixo de muita chuva no Morumbi, o Santos praticamente definiu sua vaga na grande final da competição com uma vitória por 3 a 1. Na arquibancada, mesmo em pequeno número, o torcedor santista já ironizou os são-paulinos com gritos de “eliminado”. Mas, no elenco alvinegro, a conversa tem outro tom.

“Isso é coisa de torcedor”, resumiu Ricardo Oliveira, que nesta quarta marcou o segundo gol do Peixe em cima do São Paulo.

“Vocês conhecem futebol. Nós sabemos que não tem nada ganha. Jogo ótimo, principalmente coletivamente. Nosso time é forte. Resultado importante, porém, ainda restam 90 minutos. Vamos com o pezinho no chão”, comentou o camisa 9.

O capitão santista deixou o campo com o dedo da mão luxado, mas já avisou que o problema não é nada sério. Além disso, o experiente jogador comentou sobre a equipe alvinegra ter lidado tão bem com um gramado encharcado, com muitas poças, o que dificultou o toque de bola.

“Eu acho que a gente precisa se adaptar em várias situações. Às vezes a gente pega gramados muito bons e hoje tivemos que nos adaptar com a chuva. Fomos eficientes. Logo fizemos dois gols na volta do segundo tempo”, explicou, sem negar o entusiasmo com a vantagem adquirida no Morumbi, apesar de toda a cautela nas palavras.

“Vantagem importante. Viemos para jogar futebol, para ser um time que defende a sua maneira de jogar, muito Fiel à sua maneira de jogar. Time simples. Sem a bola marcando, recebemos certa pressão, porém, conseguimos fazer 3 a 1, resultado importante. Vamos defender dentro de casa a possibilidade de passar à final”, concluiu o centroavante.

David Braz, outro líder do elenco santista, comemorou bastante a vitória nesta quarta-feira. Depois do apito final, o jogador abraçou os companheiros, foi em direção aos torcedores do Peixe e fez um pedido.

“Queremos o torcedor lá para nos apoiar. A gente sabe como é o futebol, temos que respeitar. Fui la pedir para que eles lotem a Vila Belmiro”, explicou o zagueiro, mais um a refutar qualquer clima de ‘oba-oba’ depois da vantagem conquistada pela equipe.

“Tem mais 90 minutos e espero que a gente possa fazer um grande jogo também na Vila para a gente chegar na final e conseguir o título. A gente tem que jogar o que vem jogando na Vila. Com o Dorival não perdemos lá ainda, espero que a gente possa manter essa força”, vislumbrou Braz.

Dorival Júnior confia na seriedade de seu grupo e explica substituições

O discurso dos jogadores santistas de que não tem nada ganho mesmo com a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, no Morumbi, nesta quarta-feira, não é só da boca para fora. Quem garante é o técnico Dorival Júnior. Logo após a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, o comandante fez questão de ressaltar a postura firme de seu elenco, com o foco totalmente voltado para o duelo de volta, na próxima quarta, na Vila Belmiro.

“O Santos não pode se dar ao direito de achar que as coisas estão definidas. Não tem como relaxar em um momento como esse. Não é esse o perfil desse grupo e tenho certeza que não é isso que vai acontecer”, avisou o técnico do Peixe, antes de reforçar a cautela diante de um cenário tão favorável.

“Tudo é possível no futebol. Futebol não dá o direito de você relaxar em momento nenhum. Tem que ter o equilíbrio suficiente de saber as dificuldades que o adversário nos impôs hoje e aquilo que temos pela frente. Tudo pode acontecer. Você tem que se precaver de todas as formas”, avisou Dorival.

O treinador aproveitou a entrevista coletiva para explicar o motivo por ter terminado a partida com quatro zagueiros em campo, já que na segunda etapa Paulo Ricardo entrou na vaga de Gabriel e Gustavo Henrique substitui Ricardo Oliveira. Ambos se alinharam a David Braz e Werley na zaga do Peixe, fugindo totalmente do estilo de jogo do Santos e até do que Dorival Júnior costuma realizar.

“Foram 26 bolas aéreas contra três do nosso time. Eu tava incomodado, porque não estávamos encostando. Você tem que matar a jogada na nascente. Na primeira finta, eles tiravam a marcação e alçavam a bola. Tinham Fabiano, Kardec e justamente nas costas dos nossos dois zagueiros”, analisou o treinador, admitindo que sua ação não vai de encontro com seu gosto.

“Tive a necessidade, pela primeira vez, de colocar uns jogadores com um pouco mais de altura, contrariando aquilo que acho ideal para futebol, mas estávamos tendo muita dificuldade. E eles ainda tiveram algumas oportunidades no final. Por pouco não fizeram gol. É algo que precisamos acertar, corrigir”, concluiu.

Gabriel deixa Neymar para trás e lidera artilharia em Copa do Brasil

Aos 19 anos, Gabriel se tornou, nesta quarta-feira, o maior artilheiro do Peixe em Copa do Brasil. Ao abrir o placar para a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, o camisa 10 chegou a 14 gols, deixando Neymar para trás, com 13 tentos marcados. Gabriel é o atual artilheiro desta edição do torneio com sete gols e fez outros setes juntando as temporadas de 2013 e 2014. Ao todo, o atacante entrou em campo 20 vezes, 16 como titular. O craque do Barcelona, por sua vez, defendeu o Santos em 12 compromissos de Copa do Brasil em 2009, 2010 e 2013.

Se for campeão nesta temporada e se mantiver como principal goleador, Gabriel também poderá igualar Neymar em outro quesito. O atual camisa 10 da Seleção Brasileira liderou o Peixe em 2010, quando o clube conquistou seu único título da Copa do Brasil até hoje. Além disso, naquela oportunidade, Neymar acabou a competição como artilheiro ao anotar 11 gols.

Robinho, outro grande ídolo da torcida santista, também foi ultrapassado por Gabriel na fase anterior da Copa do Brasil. Nas quartas de final, com dois gols em dois jogos contra o Figueirense, o atual menino prodígio da Vila Belmiro alcançou 13 gols na ocasião. Robinho tem 12 e precisou de 15 partidas na Copa do Brasil para chegar à marca. O Rei das Pedaladas atuou nas edições de 2010, 2014 e 2015, antes de partir para o futebol chinês.

Confira a lista de artilheiros do Santos em Copa do Brasil:

Gabriel – 14 gols (2013/2014/2015)
Neymar – 13 gols (2009/2010/2013)
Robinho – 12 gols (2014/2014/2015)
Viola – 11 gols (1998/1999)
André – 8 gols (2010)
Dodô – 7 gols (2000/2001)
Marcos Assunção – 5 gols (1997/1998/1999)
Robert – 5 gols (1997/2000)
Rodrigão – 5 gols (1999/2001)
Geuvânio – 4 gols (2014/2015)

Na Vila, Santos não leva três gols de diferença há mais de sete anos

O discurso dos jogadores e do técnico, como não poderia ser diferente, é aquele tradicional, de total respeito ao adversário. Mas a verdade é que o Santos praticamente definiu sua classificação à grande final da Copa do Brasil ao deixar o Morumbi na chuvosa noite desta quarta-feira com a vitória por 3 a 1. Os números evidenciam que apenas uma catástrofe fará com que o Peixe acabe eliminado pelo São Paulo na Vila Belmiro, em duelo marcado para a próxima quarta.

Para contrariar a lógica, o Tricolor precisa superar o Peixe em sua casa por uma diferença mínima de três gols. E isso não acontece há sete anos e quatro meses. O último a conseguir a proeza foi o Goiás, durante a disputa do Campeonato Brasileiro de 2008.

No longínquo 22 de junho daquele ano, em um domingo à noite, o Esmeraldino contou com gols de Romerito, Iarley (duas vezes) e Alex Terra para superar o alvinegro praiano na Vila Belmiro por 4 a 0, sob olhares de 3.848 torcedores pagantes. Era a sétima rodada da competição e o Santos, à época comandado pelo técnico Cuca, esteve em campo com a seguinte formação: Fábio Costa; Hudson, Fabão, Marcelo e Kleber; Rodrigo Souto, Marcinho Guerreiro (Quinõnez), Molina (Lima) e Rodrigo Tabata (Patrick); Wesley e Kléber Pereira.

Desde a goleada para os goianos, o Santos nunca mais sofreu um placar no estádio Urbano Caldeira que pudesse dar a classificação direta ao São Paulo nesta Copa do Brasil. O máximo que os adversários santistas conseguiram foi vencer por 3 a 1. Resultado que levaria o San-São da próxima quarta para a definição nos pênaltis.

Mesmo assim, as estatísticas não são nada animadoras para o time da Capital. Apenas sete equipes nos últimos sete anos conseguiram conquistar os três pontos na Vila com um placar por 3 a 1. São elas: o Coritiba, no Brasileiro de 2008; o Corinthians, no Paulista de 2009; o Palmeiras, no Brasileiro de 2010; o Bahia e a Portuguesa, no Brasileiro de 2012; o Paulista, no Estadual de 2013; e o Grêmio, no Brasileiro de 2015.

Agravante

Para complicar ainda mais a tarefa do São Paulo neste confronto de semifinal de Copa do Brasil, o Peixe vive um momento espetacular jogando em casa. Desde que Dorival Júnior assumiu a equipe, o Santos venceu todos os 13 jogos que realizou na Vila Belmiro. Nesta temporada, foram 27 duelos na Baixada Santista, com 22 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, sofrida para o Grêmio, dia 5 de julho, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos ainda defende um tabu direto diante de seu rival. Já são seis anos sem ser derrotado na Vila Belmiro pelo São Paulo. Em partida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, com gols de Hernanes, Jorge Wagner, Rogério Ceni e Washington, o time são-paulino superou o Peixe por 4 a 3. André, Robinho e Rodrigo Souto descontaram para os mandantes naquela que foi a última vitória do Tricolor na casa alvinegra.

Portanto, pelo menos estatisticamente, o Santos está muito perto de eliminar o São Paulo em uma disputa de mata-mata pela sétima vez seguida. O último revés aconteceu na decisão do Paulista de 2000. De lá para cá, o Peixe se deu melhor nos Estaduais de 2010, 2011, 2012 e 2015, no Brasileiro de 2002 e na Copa Sul-Americana de 2004.

São Paulo 3 x 2 Santos

Data: 03/06/2015, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 13.847 pessoas
Renda: R$ 420.465,00
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Michel Bastos, Rogério Ceni, Paulo Miranda e Renan Ribeiro (SP); Ricardo Oliveira, Lucas Otávio e Werley (S).
Cartão vermelho: Marquinhos Gabriel (S).
Gols: Michel Bastos (33-1), Ricardo Oliveira (46-1); Ricardo Oliveira (01-2), Paulo Miranda (05-2) e Rogério Ceni (39-2, de pênalti).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Bruno (Hudson), Paulo Miranda, Dória e Carlinhos; Denílson, Souza, Thiago Mendes (Centurión), Michel Bastos e Ganso; Alexandre Pato (Luis Fabiano).
Técnico: Milton Cruz

SANTOS
Vladimir (Vanderlei); Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Rafael Longuine (Marquinhos Gabriel), Geuvânio (Marquinhos) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



São Paulo bate o Santos no Morumbi em clássico recheado de emoção

Com gols de Michel Bastos, Paulo Miranda e Rogério Ceni, Tricolor vence por 3 a 2. Goleiros falharam, teve polêmica com o árbitro, pênaltis para os dois lados

Cinco gols, dois pênaltis, polêmicas, expulsão, falhas de goleiros…São Paulo e Santos fizeram um clássico interessante nesta quarta-feira, no Morumbi, pela quinta rodada do Brasileirão. Levou a melhor o Tricolor, que com gols de Michel Bastos, Paulo Miranda e Rogério Ceni venceu por 3 a 2 – Ricardo Oliveira fez os dois do Peixe. O novo técnico do Tricolor, Juan Carlos Osorio, deve ter gostado do que viu. Ele assistiu ao jogo do camarote por ainda não ter visto de trabalho.

Com essa vitória, o São Paulo chegou a 10 pontos em cinco jogos e continua brigando pelas primeiras colocações do campeonato. O Santos, com cinco, segue em zona intermediária.

O jogo

Logo no primeiro lance de ataque do São Paulo, Paulo Miranda trombou com o goleiro Vladimir. O santista levou a pior, chegou a quase vomitar em campo, mas seguiu no jogo – foi substituído apenas no intervalo, por Vanderlei. Melhor em campo, o Tricolor teve inúmeras chances na etapa inicial. Faltou, porém, capricho no arremate final.

O primeiro gol do São Paulo, depois de tentativas com Dória e Alexandre Pato, saiu dos pés do meia Michel Bastos. Aos 33 minutos, ele bateu falta de longa distância e contou com ajuda do goleiro Vladimir, que falhou no lance: 1 a 0. Mesmo com o domínio do jogo, o Tricolor deixou o Santos empatar. Ricardo Oliveira, aos 45, viu Ceni defender seu pênalti, mas igualou no rebote.

No final do primeiro tempo, o árbitro Thiago Duarte Peixoto deu cartão amarelo para o goleiro reserva do São Paulo, Renan Ribeiro, e em seguida para Rogério Ceni. Ambos por reclamação. Na saída para o intervalo, o capitão do Tricolor disparou contra o juiz, que na volta para a etapa final não quis entrar em confronto com o jogador.

Ceni continuou em evidência no começo do segundo tempo, assim como Ricardo Oliveira. Após lançamento de Lucas Lima, o atacante chutou cruzado, e o goleiro tricolor falhou. Era a virada do Peixe no Morumbi. Só que o São Paulo conseguiu reagir rapidamente. Aos 4 minutos, Thiago Mendes bateu escanteio para área, e Paulo Miranda, de cabeça, empatou.

Nenhum dos dois times se acomodou com o empate. São Paulo e Santos tentaram, cada um à sua maneira, chegar à vitória. Mas o Tricolor levou a melhor. Aos 39 minutos, de pênalti, Rogério Ceni virou a partida para os donos da casa. O goleiro chegou a 128 gols com a camisa tricolor, igualou Raí e se tornou o 10º maior artilheiro da história do Tricolor.

O Peixe ainda tentou correr atrás de uma reação, mas Marquinhos Gabriel foi expulso e as coisas ficaram mais difíceis com um a menos. Melhor em campo na soma dos dois tempos, o São Paulo mereceu a vitória.



Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

São Paulo 0 x 2 Santos

Data: 07/07/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 11.819 pagantes
Renda: R$ 345.930,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e Celso Barbosa de Oliveira (ambos de SP).
Cartões amarelos: Denilson (SP); Arouca (S).
Gols: Giva (12-2) e Cícero (38-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Rodrigo Caio, Lúcio, Rhodolfo e Juan (Ademilson); Wellington, Denilson (Maicon), Jadson e Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luis Fabiano.
Técnico: Milton Cruz (interino)

SANTOS
Aranha; Rafael Galhardo, Gustavo Henrique, Durval e Léo (Emerson); Arouca, Cícero, Leandrinho e Montillo; Neílton (Pedro Castro) e Willian José (Giva).
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)



Sob protestos, São Paulo perde para Santos e tem crise agravada

Com gols no segundo tempo de Giva e Cícero, time da Vila Belmiro sai do Morumbi com a vitória por 2 a 0 e vê torcida do rival se revoltar com resultado

Ainda abalado pela derrota na Recopa contra o Corinthians, o São Paulo perdeu mais um clássico e viu a crise se agravar. No primeiro jogo após a demissão do técnico Ney Franco, o clube do Morumbi foi derrotado dentro do estádio pelo Santos por 2 a 0 e voltou a ser vaiado por seu torcedor, que pediu novamente a contratação do técnico Muricy Ramalho e gritou “vergonha”.

Sob o comando interino de Milton Cruz, o São Paulo criou chances na frente enquanto o placar estava inalterado, mas desperdiçou. No segundo tempo, foi castigado com o gol do garoto Giva, que havia acabado de entrar no lugar de Willian José. Nos minutos finais, o ex-são-paulino Cícero também usou a cabeça para superar Rogério Ceni.

Antes mesmo de a bola rolar, um grupo de 40 são-paulinos protestou contra a diretoria em frente ao Morumbi. Já dentro do estádio, quando o placar estava sacramentado, a principal organizada acentuou as críticas, mas os demais tricolores pareceram atônitos e quase não esboçaram reação, ao mesmo tempo em que os santistas gritavam “olé”.

Enquanto o São Paulo se perde em uma crise cada vez maior, o Santos aproveitou o desespero do adversário para se distanciar da parte de baixo do Campeonato Brasileiro. O resultado positivo leva a equipe da Vila Belmiro aos oito pontos, igualando o São Paulo. Ambos os times aparecem na parte intermediária da tabela.

O São Paulo volta a campo já na quarta-feira, contra o Bahia, novamente no Morumbi, em rodada antecipada do Brasileirão por conta de compromissos internacionais do time. Já o Santos tem Copa do Brasil na quarta, diante do Crac, na Vila Belmiro.

O jogo

O interino Milton Cruz tentou encontrar o futebol de Paulo Henrique Ganso ao colocá-lo mais perto do ataque, com Luis Fabiano centralizado e Osvaldo posicionado pela direita, para explorar sua velocidade contra o jogador mais velho do rival, Léo. Mas a estratégia não começou bem.

Aos três minutos, Neílton avançou em velocidade pela esquerda e rolou na área para Montillo, que chegou batendo forte, mas a bola se perdeu pela linha de fundo. Dois minutos depois, Leandrinho escapou atrás da zaga em lançamento e, ao perceber Rogério Ceni adiantado, tentou imitar o gol do corintiano Renato Augusto, mas o chute por cobertura foi muito forte, para fora.

Depois dos sustos, o Tricolor respondeu. Juan invadiu a área pela esquerda, driblou Aranha e chegou à linha de fundo, cruzando rasteiro para trás em busca de Luis Fabiano, mas o atacante foi atrapalhado pela zaga na finalização. No lance seguinte, aos dez, Jadson bateu escanteio, a zaga santista abriu um buraco na área e Rodrigo Caio cabeceou sozinho, mas Aranha fez excelente defesa.

Aos poucos, o São Paulo melhorou, sem ter de se preocupar tanto com o sistema defensivo, já que Montillo e Willian José estavam muito apagados, sobrecarregando o garoto Neílton. Aos 17, o Tricolor quase abriu o placar. Depois de falta rápida cobrada por Jadson, Luis Fabiano recebeu com liberdade e dominou no peito, mas Gustavo Henrique se recuperou e travou na hora do chute.

Do outro lado, Durval surgiu como surpresa e recebeu para finalizar, mandando para fora. Pouco depois, ainda sem a ajuda dos colegas da frente, Neílton arrancou pela esquerda, driblou Lúcio e Wellington, antes de finalizar rasteiro, mas Rogério Ceni segurou sem perigo.

Já os minutos finais da etapa pertenceram ao São Paulo, que exerceu domínio sobre o adversário. Juan trabalhou a bola pela esquerda e cruzou para Luis Fabiano, que levou a pior mais uma vez em disputa com Gustavo Henrique, justamente quando armou a batida de dentro da área.

Na sequência, Jadson mostrou por que segue como o principal armador da equipe e foi preciso para deixar Luis Fabiano livre na área. O centroavante girou e bateu forte, exigindo grande defesa de Aranha. Instantes depois, o são-paulino não teve saudade de Willian José, que arriscou batida de fora da área e errou completamente o alvo.

Antes do apito para o intervalo, a torcida tricolor ainda gritou o nome de Muricy Ramalho nas arquibancadas, quase no mesmo instante em que Jadson finalizou de fora da área e assustou Aranha. Nos acréscimos, Rogério Ceni cobrou falta da meia-esquerda com ‘cavadinha’ para Lúcio estufar as redes, mas o árbitro assinalou impedimento corretamente.

As duas equipes não tiveram alterações no intervalo, mas o São Paulo quase inaugurou a contagem em belo lance. Lúcio deu um chapéu no meio-campo, tabelou com Luis Fabiano e fez a assistência na meia-lua para Jadson, que driblou Galhardo e bateu raspando a trave.

A resposta santista foi em cima do próprio pentacampeão, quando Neílton driblou o zagueiro em um pequeno espaço na área e só foi travado na hora de definir a jogada. Ao perceber a dificuldade de sua equipe na frente, Claudinei Oliveira tirou Willian José para a entrada de Giva.

Em menos de um minuto em campo, o garoto marcou seu gol. Aos 12, Montillo acordou para mostrar uma velocidade impressionante pela esquerda e alcançar a bola, fazendo o cruzamento na medida para Giva, que, em seu primeiro toque, mandou de cabeça para as redes.

Assim que sofreu o gol, Milton Cruz fez duas mudanças, tirando Ganso e Denilson para as entradas de Aloísio e Maicon. Mas a vantagem deu confiança ao Santos, que ameaçou novamente em chute forte pela direita, para defesa de Ceni. No lance seguinte, pelo mesmo setor, Giva foi fominha e também tentou bater, mandando na rede pelo lado de fora, enquanto Neílton pedia no meio da área.

Com insatisfação de seus torcedores, o Tricolor se sentiu na obrigação de ir ao ataque, abrindo espaços para contragolpes do rival. No desespero na frente, o time anfitrião quase empatou com Aloísio, que desviou depois de cruzamento, mas Aranha defendeu. Aos 38, o Alvinegro acabou com qualquer esperança dos donos da casa. Cícero recebeu cruzamento e, sozinho, cabeceou para superar Rogério Ceni.

Bastidores – Santos TV:

Santistas comemoram bom segundo tempo e vitória sobre o São Paulo

Gols de Giva e Cícero que determinaram triunfo do Santos no clássico do Morumbi aconteceram na segunda metade

A vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo neste domingo começou com o gol de cabeça do jovem Giva, revelação do Santos que se destacou no título conquistado na última Copa São Paulo de Juniores. O jogador, que estava afastado dos gramados por uma lesão no púbis, comemorou a volta às redes.

“Graças a Deus tive a oportunidade de entrar e concluir com o gol. Acho que quem tem estrela brilha sempre. Graças a Deus pude ajudar a minha equipe”, disse Giva após a partida.

Um dos destaques da partida desta tarde, o meia Montillo acredita que a equipe começa a se consolidar sob o comando de Claudinei Oliveira.

“O time está trabalhando bem. Tem muitos meninos. Não podemos jogar a responsabilidade para eles. Hoje o time jogou bem. Conseguimos fazer dois gols, o que é muito difícil aqui (no Morumbi)”, declarou o argentino.

Autor do segundo gol santista, também marcado de cabeça, o meia Cícero disse que o Santos passou a controlar o jogo depois da abertura do placar e comemorou o gol em cima do ex-companheiro Rogério Ceni.

“O Rogério é um goleiro respeitado por todos. A gente até tem uma certa amizade por termos trabalhado juntos. Eu sei da experiência e da grandeza dele debaixo da trave”, afirmou o camisa 8 santista.

Garantido no Santos, Claudinei vê evolução de Montillo e do time

Treinador destaca forte marcação da equipe e lembra que meia argentino é opção para o lugar de Messi na seleção de seu país

Visto por muitos como técnico interino do Santos , Claudinei Oliveira começa a ganhar a confiança de torcida e diretoria santistas. Na entrevista coletiva concedida após a vitória no clássico contra o São Paulo , neste domingo, o treinador do Santos destacou a evolução da equipe e do meia Montillo.

“Acho que nosso posicionamento melhorou. O time está mais compactado. A gente trabalhou muito a marcação pressão (nos treinamentos)”, disse o treinador sobre a atuação da equipe.

Sobre Montillo, Caludinei também teve apenas elogios a fazer. “Acho que fez uma grande partida. Mas o mérito é dele, ele tem a qualidade dele. Quando não joga o Messi (na seleção argentina), joga o Montillo”, afirmou Claudinei.

Com a permanência no cargo reforçada pelo vice-presidente do Santos, Odilio Rodrigues, após a partida desta tarde, Claudinei se mostrou tranquilo em relação à possibilidade de um treinador mais experiente assumir o time.

“Acho que nenhum treinador que está trabalhando hoje sabe se vai permanece. A função de treinador no Brasil não garante estabilidade. Eu procuro fazer o melhor pelo Santos. Não me sinto inferior a qualquer outro técnico. Qualquer outro do Campeonato Brasileiro está na minha situação”, disse. O treinador elogiou as atuações dos jovens atacantes Giva e Neilton, campeões da Copa São Paulo de Juniores deste ano sob o seu comando.

“O Giva faz muitos gols. Tem uma média de gols muito alta. Com relação ao Neilton, é um jogador que tem que fortalecer a parte física, mas tem uma técnica muito apurada e tem ajudado na criação de jogadas e na valorização da posse de bola”, declarou.

Sem pensar em aposentadoria, Léo cogita jogar no meio de campo no Santos

Lateral completou 38 anos, tem mais de 400 partidas pelo Santos e quer atuar até 2014

Os 38 anos completados na última semana não parecem ser o suficiente para impedir que Léo continue adiando sua aposentadoria. Com mais de 400 jogos disputados pelo Santos e maior vencedor de títulos após a era Pelé, o lateral esquerdo planeja continuar jogando em 2014.

“De repente eu posso querer mais um ano (de contrato), porque sei que tenho condição. Eu converso muito com preparadores e fisiologistas, mas você precisa ter os pés no chão. Minha maior dificuldade era o joelho, e ele está reagindo muito bem”, disse o atacante após a vitória contra o São Paulo, no último domingo.

Diante da contratação do chileno Mena, com quem deve disputar a vaga na lateral-esquerda, o veterano não descarta a possibilidade de atuar em outra posição.

“Eu queria me ver jogando em outra posição – talvez no meio. Mas não depende só de mim. É uma vontade que eu tenho, porque não comecei (a carreira) como lateral”, afirmou. Considerado interino mas garantido pela diretoria do Santos no cargo, o técnico Claudinei Oliveira admite a possibilidade de utilizar Léo em outro setor do campo.

“Ele (Léo) jogou algumas vezes como meia por dentro. Se não jogar na lateral, eu o vejo jogando como meia pela beirada”, declarou o treinador.

Santos 0 x 0 Corinthians

Data: 03/03/2013, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público total: 17.155 torcedores
Renda: R$ 514.874,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP).
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Maria Núbia Ferreira Leite (ambos de SP).
Cartões amarelos: Neymar, Marcos Assunção e Cícero (S); Edenílson (C).

SANTOS
Rafael; Rafael Galhardo (Bruno Peres), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marcos Assunção, Cícero e Montillo (Felipe Anderson); Neymar e André (Giva).
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS
Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André e Igor; Ralf, Paulinho, Renato Augusto e Danilo (Emerson); Alexandre Pato (Romarinho) e Guerrero (Douglas).
Técnico: Tite



Santos e Corinthians fazem jogo ruim e não saem do zero em duelo no Morumbi

Estádio com pouco mais de 17 mil pagantes foi palco de partida sem grandes emoções

Em um Morumbi bem longe de estar lotado, Santos e Corinthians também não chegaram a jogar um futebol de encher os olhos na tarde deste domingo. Os rivais paulistas disputaram um clássico com algumas chances de gol, mas com poucas emoções, e não passaram do empate por 0 a 0 no confronto entre os astros Neymar e Alexandre Pato.

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O resultado não aumenta nem diminui os problemas do Santos, que enfrenta irregularidade no início de temporada. O time praiano totaliza agora 18 pontos no Campeonato Paulista. No próximo domingo, visitará o Atlético Sorocaba com a expectativa de subir na tabela.

Já o Corinthians dará atenção para a sua prioridade antes de voltar a se concentrar no torneio estadual, em que soma 15 pontos. A equipe da capital viajará ainda neste domingo para enfrentar o Tijuana pela Copa Libertadores da América na quarta-feira, na fronteira do México com os Estados Unidos. Pelo Paulista, receberá o Ituano no sábado.

O jogo

O Santos se comportou como um verdadeiro mandante nos primeiros minutos de clássico no Morumbi. Apesar de a sua torcida não lotar o estádio do São Paulo, o time comandado por Muricy Ramalho começou a partida no campo de ataque. Chegou a assustar o Corinthians, principalmente através das jogadas de bola parada.

Titular neste fim de semana, Marcos Assunção se tornou o maior trunfo santista na tentativa de abrir o placar. A primeira chance do volante em cobrança de falta parou na barreira do Corinthians. Na segunda, ele alçou a bola para a área da direita, e Cícero completou de cabeça para o gol. Em posição de impedimento.

O susto fez o Corinthians perder a timidez no Morumbi. A partir dos dez minutos de partida, os visitantes passaram a usar a velocidade dos seus homens de frente (exceção feita ao meia Danilo, que gosta de cadenciar o jogo) para envolver o Santos. O caminho para o gol parecia bem claro: pelo lado esquerdo do campo.

Para aproveitar a ineficiência de Rafael Galhardo na marcação, Renato Augusto passou a jogar no setor canhoto, enquanto Danilo servia de referência na direita. Com o apoio do jovem Igor, substituto do poupado Fábio Santos, o Corinthians envolveu o Santos por ali e criou as suas primeiras oportunidades de gol – sempre com a participação de Alexandre Pato.

Aos 11, na primeira investida pela esquerda, Renato Augusto avançou até a linha de fundo após jogada de efeito de Pato e bateu cruzado. Rafael defendeu. O meia ainda tentou alguns chutes fortes e cruzamentos por ali antes de o Corinthians voltar a usar também o lado direito para incomodar o Santos.

Uma das melhores chances do Corinthians na primeira etapa surgiu pela direita, onde Léo também não era exemplo de marcação. Aos 33 minutos, Edenílson recebeu a bola de Pato e cruzou à meia altura. O centroavante Guerrero chegou atrasado e não conseguiu concluir. Melhor para Galhardo, que fez o corte para fora e redimiu-se dos erros anteriores.

Incentivado pelos gritos de Muricy Ramalho e de sua torcida, o Santos se soltou novamente no ataque. Muito por causa de Neymar, que vinha buscar jogo no meio-campo (onde Montillo era inoperante), brigava com os volantes corintianos e ciscava de um lado a outro do gramado. Aos 35, o atacante carregou a bola da direita para a esquerda e caiu na área. A torcida pediu pênalti, e o árbitro Guilherme Ceretta de Lima poupou o cartão amarelo por simulação.

O Corinthians ainda levou perigo ao Santos pela última vez na etapa inicial. Aos 38, Pato mostrou habilidade ao se livrar de dois marcadores, deixou Marcos Assunção no chão e deu a assistência para Paulinho. O volante abusou do preciosismo ao driblar Rafael. Perdeu o ângulo para concluir e facilitou a defesa do goleiro santista.

No intervalo, Muricy tomou uma iniciativa contra a deficiência defensiva de seu time. Trocou Galhardo por Bruno Peres. As torcidas dos dois times também adotaram uma postura diferente no segundo tempo. Com menos calor no Morumbi, começaram a empurrar o Santos a ir “para cima deles” e a lembrar os corintianos que “temos de ganhar”.

O Corinthians buscou justificar a euforia do público logo aos quatro minutos. Em um bom e surpreendente lançamento de Ralf, Renato Augusto ficou livre de marcação diante de Rafael e finalizou por cobertura. A bola parou na rede, porém por cima do gol. Foi o suficiente para deixar o clássico ainda mais movimentado.

O Santos procurou mostrar que não sentiu o golpe. Ainda rodando pelo campo, o camisa 360 (por conta de uma ação de marketing) Neymar alavancou o seu time à frente. Até voltar a cair dentro da área do Corinthians. Desta vez, o árbitro aplicou a punição com o cartão para o astro, que se levantou cabisbaixo.

Quando o Corinthians começou a investir demasiadamente nos cruzamentos longos, Tite decidiu fazer alterações. Guerrero, que atuava longe da área, e Danilo saíram para as entradas de Emerson e Douglas. No Santos, Muricy se cansou da baixa efetividade de Montillo e colocou o jovem Felipe Anderson no lugar do argentino.

As mudanças dos dois times não surtiram os efeitos desejados pelos treinadores. O clássico ficou monótono na maior parte do segundo tempo, com gingas esporádicas de Pato e Neymar. Emerson, que perdeu espaço no Corinthians por seus atos de indisciplina, até conseguia tirar do sério alguns defensores santistas – sofreu algumas faltas do seu desafeto Léo. Mas era pouco efetivo.

Foi do Santos, que ainda contou com Giva na vaga de André, a última boa oportunidade de gol no Morumbi. O time mandante assustou o rival da mesma maneira que fazia no início do clássico. Uma falta cobrada por Marcos Assunção parou em defesa de Cássio e toque no travessão, aos 34. Pelo Corinthians, Romarinho substituiu o cansado Pato nos minutos finais – e pouco teve tempo para dar emoção ao clássico.

Bastidores – Santos TV:

São Paulo 1 x 0 Santos

Data: 10/06/2012, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 6.327 pagantes
Renda: R$ 185.950,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP).
Auxiliares: Herman Brumel Vani e João Nobre Chaves (ambos de SP).
Assistentes adicionais: Marcelo Aparecido de Souza e Antonio Rogério Batista do Prado (ambos de SP).
Cartões amarelos: Denilson (SP); Felipe Anderson e Durval (S).
Gol: Paulo Miranda (07-1).

SÃO PAULO
Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez (Piris); Denilson, Cícero e Jadson; Lucas, Fernandinho (Maicon) e Willian José (Ademilson).
Técnico: Emerson Leão

SANTOS
Aranha; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Éwerthon Páscoa, Henrique, Felipe Anderson (Alan Santos) e Gérson Magrão (Victor Andrade); Alan Kardec e Renteria (Dimba).
Técnico: Muricy Ramalho



Paulo Miranda vira herói e garante vitória do São Paulo contra o Santos

O zagueiro, que foi afastado após falhar contra o Santos na semifinal do Paulistão, marcou o gol da vitória do São Paulo no clássico deste domingo

Na semifinal do Campeonato Paulista, Paulo Miranda foi o grande vilão da eliminação do São Paulo contra o Santos. Seis semanas depois, justamente contra o clube da Vila Belmiro, o zagueiro virou herói. Com gol do jogador que foi até afastado pela diretoria, o São Paulo derrotou o Santos por 1 a 0, neste domingo, no Morumbi, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

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Com o resultado, o São Paulo conquistou a segunda vitória na competição, ficou com seis pontos e terminou a rodada na sétima colocação. Já o Santos, com três pontos, segue sem vencer e caiu para a 16ª posição.

Pensando no jogo contra o Corinthians, quarta-feira, pela semifinal da Libertadores, Muricy Ramalho escalou o Santos com vários reservas. A princípio, o zagueiro Edu Dracena, o volante Adriano e o meia Elano deveriam jogar, mas foram cortados de última hora. Além deles, o volante Arouca, o meia Paulo Henrique Ganso, o atacante Neymar, o goleiro Rafael e o lateral-esquerdo Juan também não entraram em campo.

Pelo São Paulo, Leão não poupou o time para o duelo contra o Coritiba, quinta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil. O treinador, inclusive, ganhou um reforço inesperado. Apesar de ter entrado no segundo tempo do amistoso contra a Argentina, no último sábado, nos Estados Unidos, Lucas desembarcou no Brasil, pediu para jogar e foi escalado no time titular.

O jogo

O São Paulo começou a partida pressionando o time da Vila Belmiro e não demorou para abrir o placar. Aos sete minutos, Jadson cruzou na área, Rhodofo ajeitou de cabeça e Paulo Miranda empurrou para o fundo da rede: 1 a 0.

Depois do gol, o São Paulo diminuiu o ritmo e o time visitante saiu para o jogo. No entanto, com o time cheio de reservas, faltou qualidade para o Santos conseguir ameaçar a meta defendida pelo goleiro Denis.

Apenas aos 37 minutos, o time de Muricy Ramalho criou a primeira jogada de perigo. O atacante Alan Kardec recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro Paulo Miranda e chutou para fora.

“Fizemos o gol e diminuímos o ritmo. Precisamos trabalhar melhor a bola para conseguir ampliar”, disse o meia-atacante Lucas, na saída para o intervalo.

Na etapa final, o São Paulo repetiu a pressão do começo do primeiro tempo e quase ampliou a vantagem. Aos seis minutos, Lucas ficou na cara do goleiro do goleiro Aranha e chutou para fora.

O Santos respondeu aos 20 minutos. Dimba recebeu na direita, driblou o marcador e chutou cruzado para grande defesa de Denis.

No fim do jogo, o time de Muricy Ramalho ainda criou outra oportunidade para marcar, mas parou nas mãos do camisa 22 do São Paulo. Aos 40 minutos, Gerson Magrão pegou a sobra dentro da área e Denis fez a defesa.