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Nacional-URU 1 x 0 Santos

Data: 01/05/2018, terça-feira, 21h30.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 5ª rodada
Local: Estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, Uruguai.
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Alexander Guzman e Cristian de la Cruz (ambos da COL).
Cartões amarelos: Léo Cittadini e Alison (S); De Pena, Romero e Barcia (N).
Cartão vermelho: Léo Cittadini (S).
Gol: Barcia (12-2)

NACIONAL
Conde; Fucile, Corujo, Polenta e Espino; Romero, Oliva, Zunino (Rodríguez) e Viúdez (Barcia); De Pena (Bueno) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Felipe, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini e Jean Mota (Vecchio); Copete (Arthur Gomes), Rodrygo (Vitor Bueno) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Apático, Santos perde para o Nacional, mas avança na Libertadores

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional na noite desta testa terça-feira, no Uruguai, mas se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência. Antes de entrar em campo, o Peixe viu Real Garcilaso e Estudiantes empatarem. No fim da quinta rodada, o alvinegro continuou na liderança, a um ponto dos uruguaios e desperdiçou a chance de garantir o primeiro lugar.

A notícia da classificação antecipada não fez bem ao Santos. Apático, o time da Baixada Santista foi dominado pelo Nacional desde a segunda metade do primeiro tempo e não criou uma chance clara de gol em mais de 90 minutos no Estádio Parque Central.

O gol do Decano veio aos 12 minutos do segundo tempo, em falha coletiva da defesa santista. Copete perdeu bola no ataque, Daniel Guedes, Luiz Felipe e Léo Cittadini deixaram Espino sozinho, e o cruzamento encontrou Barcia, livre, no segundo pau, após cochilo de Dodô e Vanderlei estático na pequena área. Em vantagem, o Nacional administrou o resultado com tranquilidade.

O jogo:

Já classificado para as oitavas de final, o Santos entrou em campo disposto a marcar forte e explorar os espaços para contra-atacar. Nos minutos iniciais, a estratégia deu certo e o Nacional pouco criou. Na segunda metade do primeiro tempo, porém, os uruguaios cresceram e estiveram muito perto de abrir o placar.

O Peixe sofria para sair jogando e tinha um buraco no meio-campo entre a defesa e o ataque. Na melhor chance do Nacional, Espino chutou de longe, o goleiro Vanderlei errou no rebote e Romero, na pequena área, chutou na trave.

O alvinegro finalizou apenas duas vezes em 47 minutos, uma bola isolada por Gabigol e uma falta cobrada de forma direta por Daniel Guedes, acima do travessão. Rodrygo foi o destaque solitário. A joia deu duas canetas em Fucile e foi o desafogo santista pela esquerda.

Na segunda etapa, o Santos sucumbiu. O Nacional voltou ainda mais ofensivo e o Peixe, dominado, não soube se defender. Aos 12 minutos, o castigo veio em falha coletiva da defesa.

Copete perdeu a bola no ataque, caiu e pediu falta. O juiz mandou seguir, De Pena encontrou Espino entre Daniel Guedes e Luiz Felipe, e o cruzamento foi para Barcia, sozinho, só empurrar. Dodô cochilou na marcação e o goleiro Vanderlei não saiu na pequena área.

Com a vantagem, o Nacional recuou as linhas e passou a administrar o jogo. O Santos, passivo, seguiu sem criar oportunidades claras de gol. As entradas de Vecchio, Arthur Gomes e Vitor Bueno não surtiram efeito. Rodrygo, substituído após pancada de Fucile, foi substituído e preocupa. O camisa 9 se contorcia de dor em campo. A noite só pode ser pior se a joia tiver se lesionado.

Bastidores – Santos TV:

Jair pede equilíbrio ao Santos dentro e fora de casa: “Tem que vender caro”

O Santos está classificado para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, mas mostrou fraqueza como visitante na derrota por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai. O Peixe foi dominado e não esboçou reação.

Depois do tropeço, o técnico Jair Ventura pediu equilíbrio ao alvinegro. Em casa, os santistas venceram e convenceram diante de Nacional, no Pacaembu, e Estudiantes, na Vila Belmiro. Fora, perderam para o Real Garcilaso, no Peru, e derrotaram o Estudiantes com muitas dificuldades na Argentina.

“Eu cobro bastante, na vitória, empate, derrota, goleada e jogo ruim. Busca da excelência é complicada. Entraremos em todas as competições para brigar por títulos. Tivemos grande aprendizado. Sofremos na altitude, grandes jogos em casa e não tão bom fora. É buscar o equilíbrio. Competição vai entrar no mata-mata e não adianta só jogar bem em casa. Tem que vender caro fora como contra o Estudiantes. Fator campo na Libertadores é muito importante”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador analisou a derrota para o Nacional e lamentou o lance do gol de Barcia em fundamento muito treinado nos últimos dias: a proteção defensiva aos cruzamentos.

“Difícil atribuir a derrota por um único motivo. Entramos classificados. E por já estarmos classificados, foi por conta do Santos ser superior. Não por mérito dos outros. A nossa responsabilidade é buscar o primeiro lugar e a obrigação de jogar no nosso melhor. Mas o adversário trabalhou muito bem nos nossos erros. As melhores chances deles foram nos nossos erros. As melhoras oportunidades fora do Nacional. Treinamos muito nossos cruzamentos. Acabamos tomando gol em um dos 30 cruzamentos. Mérito do Nacional. A responsabilidade é nossa. Não fizemos um grande jogo como fizemos contra o Estudiantes, em casa”, completou.

Santistas admitem superioridade do Nacional em derrota: “Má partida”

O Santos perdeu por 1 a 0 para o Nacional nesta terça-feira, no Uruguai, sem ter criado uma oportunidade clara de gol. Três finalizações e apenas uma na direção do gol. E como não poderia ser diferente, os jogadores admitiram o rendimento abaixo do esperado.

O goleiro Vanderlei e o volante Alison analisaram a atuação em Montevidéu. A dupla, alicerce santista na temporada, não foi bem. O camisa 1 mostrou insegurança e o volante não marcou como de costume.

“Não fizemos uma boa partida, como contra o Estudiantes. Eles foram superiores e conseguiram a vitória”, resumiu Alison, ao SporTV.

“Fizemos uma má partida. Tivemos a proposta do contra-ataque, mas não tivemos oportunidades. Falhamos no último passe. Fomos pressionados, era o jogo da vida deles. Agora é buscar o primeiro lugar”, analisou Vanderlei.

“É um grupo difícil, era importante classificar o quanto antes. Temos a oportunidade de passar primeiro e pensar nos outros campeonatos”, completou.

Mesmo com a derrota, o Santos se classificou para as oitavas de final com uma rodada de antecedência. O Peixe buscará o primeiro lugar do Grupo 6 no dia 24, em partida contra o Real Garcilaso-PER, no Pacaembu.

Cittadini é expulso no vestiário e desfalcará o Santos na Libertadores

Léo Cittadini recebeu o segundo cartão amarelo nos minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Nacional, nesta terça-feira, no Uruguai. O árbitro Wilmar Roldan só percebeu após o apito final e foi expulsar o meia no vestiário. Com isso, ele será desfalque do Santos na partida contra o Real Garcilaso-PER, dia 24, no Pacaembu.

Cittadini pode ser substituído por Renato ou Vecchio. Outra alternativa é escalar Bruno Henrique ao lado de Eduardo Sasha e Rodrygo, com Rodrygo mais recuado, numa espécie de armador.

Bruno ficará à disposição pela primeira vez na fase de grupos da Libertadores. O atacante foi suspenso por cinco partidas pela expulsão em cusparada na eliminação santista para o Barcelona de Guayaquil, em 2017.

Rodrygo torce o tornozelo e vira preocupação no Santos

Além da derrota para o Nacional, no Uruguai, a derrota do Santos nesta terça-feira, pela Libertadores, trouxe outra notícia ruim: Rodrygo substituído após entorse no tornozelo esquerdo.

O atacante do Peixe foi marcado de forma dura por Fucile e, em uma das divididas no segundo tempo, o camisa 9 foi tocado, sofreu a torção e se contorceu de dor em campo antes de ser substituído por Vitor Bueno.

“Minha preocupação maior não foi a derrota, mas a lesão no Rodrygo. Lamentável pararem a técnica, habilidade e improviso com a violência. Uma pena. Vamos torcer para que não seja nada grave. Intensidade é muito alta. Se perdermos jogadores por pancada ou carrinho, prejudica mais ainda. Cobramos futebol arte e é parado com violência”, disse Jair Ventura, em entrevista coletiva.

Rodrygo iniciou o tratamento com gelo ainda no banco de reservas e será avaliado pelo departamento médico do alvinegro para saber se há alguma lesão. Em uma primeira avaliação, não acreditam em algo grave. A princípio, não haverá necessidade do exame de ressonância magnética.

Veja abaixo os lances do duelo entre o atacante Rodrygo e o lateral direito Fucile.

Em manifesto, Santos repudia declarações de Fucile: “Precisou apelar para a violência”

“Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile”, escreveu o clube em nota oficial

A declaração do ex-santista Fucile, lateral-direito do Nacional, que afirmou que “precisou tirar Rodrygo de campo por ter tomado três canetas”, não foi bem digerida pelo Santos. Nesta quarta-feira, o Peixe divulgou um manifesto repudiando a fala do uruguaio.

Apesar de não incluir no comunicado, o clube estuda medidas, como pedir uma punição a Fucile. O gerente de futebol, William Machado, conversará com o presidente José Carlos Peres para avaliar se vale a pena se aprofundar nessa história

Aos 28 minutos do segundo tempo, o atacante tentava se livrar da marcação da equipe adversária, porém sofreu falta de Fucile pelo lado esquerdo do campo. O Menino da Vila foi atendido ainda dentro de campo sentindo muitas dores e teve de ser substituído imediatamente.

Depois de sentir o tornozelo, Rodrygo mal conseguia caminhar. Com uma bolsa de gelo no local, o atacante do Peixe ficou desolado no banco de reservas até o término da partida. Ele ainda será avaliado.

A princípio, sua situação não preocupa. Rodrygo já não manca mais, e Peixe acredita que não foi nada grave, apenas uma torção. Há a possibilidade de o Menino da Vila ficar à disposição contra o Grêmio, neste domingo, em Porto Alegre.

Confira a nota oficial do Santos na íntegra:

“Os Meninos da Vila nascem para jogar bola e são estimulados para isso. Nem sempre se ganha, mas aqui é lugar de jogar futebol. Dar e tomar dribles faz parte. Tomar três dribles desconcertantes de um novo craque do mundo do futebol não significa uma mancha na carreira. Mas tirar esse craque de campo, com uma falta grave, e reconhecer que o tirou por não saber como não tomar o quarto drible, isso é.

O lateral Jorge Fucile, do Nacional do Uruguai, e que jogou no próprio Santos FC em 2012, admitiu que precisou apelar para a violência para frear o atacante Rodrygo. O mais novo raio da Vila passará por exames assim que chegar ao Brasil. Fará isso para saber a gravidade da contusão que só existiu porque um adversário não sabe ainda, já em final de carreira e mesmo ainda jogando por um dos clubes mais tradicionais do esporte, que respeito à um colega de profissão é elementar.

Como afirmou nosso técnico Jair Ventura “A técnica não pode perder para a violência”. E se depender do Santos FC isso nunca acontecerá. Nem sempre ganhamos, é verdade. Mas nos entristecemos ao ver decisões como as tomadas pelo jogador uruguaio. Nossos Rodrygos não pararão. Nem com ameaças, nem com faltas, nem com exageros. Nem mesmo com Fucile.”


Santos 3 x 1 Nacional

Data: 15/03/2018, quinta-feira, 19h15.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 6 – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.982 presentes (18.077 pagantes e 2.905 não pagantes).
Renda: R$ 791.540,00
Árbitro: Ulises Mereles (PAR)
Assistentes: Dario Gaona e Carlos Cáceres (ambos do PAR).
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Rodrygo, Gabigol e David Braz (S); Corujo, Polenta, Romero, Oliva e Zunino (N).
Cartão vermelho: Gabriel (S).
Gols: Eduardo Sasha (19-1); Rodrygo (02-2), Oliva (37-2) e Eduardo Sasha (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Léo Cittadini (Guilherme Nunes), Vecchio (Dodô) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

NACIONAL-URU
Conde; Peruzzi, Corujo (Bueno), Arismendi e Polenta; Romero (Viúdez), Oliva, Espino e Zunino; De Pena (Rodríguez) e Bergessio.
Técnico: Alexander Medina



Santos supera expulsão de Gabigol e vence Nacional com golaço de Rodrygo

O Santos superou a expulsão de Gabigol, ainda no primeiro tempo, para vencer o Nacional-URU por 3 a 1 nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da Libertadores, com dois gols de Eduardo Sasha e um de Rodrygo. O Peixe assumiu a vice-liderança do Grupo 6 da competição continental.

O alvinegro pressionou desde os primeiros minutos e abriu o placar com Eduardo Sasha. Os donos da casa poderiam ter aberto melhor vantagem na etapa inicial. E aos 43′, veio a ducha d’água fria. Pendurado após cartão amarelo por reclamação, Gabigol fez falta boba no zagueiro Arismendi e recebeu a segunda advertência. Ao sair de campo, foi chamado de burro pela torcida.

No segundo tempo, o Santos voltou disposto a se defender para garantir a vitória. E a “tranquilidade” veio logo aos dois minutos, quando Rodrygo arrancou, passou por três e venceu o goleiro Conde. Um golaço! O Peixe ainda desperdiçou cobrança de pênalti com Arthur Gomes aos 27 minutos.

O Nacional esboçou a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos mas o Santos nem deixou os uruguaios comemorarem. Segundos depois, Sasha fez o segundo dele e decretou a vitória no Pacaembu.

O jogo:

O Santos fez valer o mando de campo e foi para cima do Nacional desde os primeiros minutos. As melhores jogadas do Peixe saíram pelos lados do campo, nas triangulações de Léo Cittadini com Jean Mota ou Eduardo Sasha.

O gol, porém, veio da bola parada, treinada insistentemente pelo técnico Jair Ventura nos últimos dias no CT Rei Pelé. Aos 19 minutos, Jean Mota colocou a bola na cabeça de Sasha, que cabeceou no meio, mas o goleiro Conde aceitou.

Depois de abrir o placar, o alvinegro se armou para o contra-ataque e teve algumas chances para marcar. Na primeira, Gabigol colocou para dentro, mas impedido. Segundos depois, Léo Cittadini chutou cruzado, a bola passou pela pequena área e ninguém empurrou.

O alvinegro iria para o intervalo contente com a vitória parcial e a boa atuação, mas Gabriel não deixou. Nos instantes finais, O camisa 10 se deixou levar pelo jogo truncado, com sete cartões amarelos, e, já pendurado após advertência por reclamação, fez falta boba em Arismendi e foi para o chuveiro. A torcida o vaiou e chamou de “burro”.

O Santos voltou para a segunda etapa com Dodô na vaga de Vecchio. Jair quis ter Jean Mota no meio-campo para minimizar os efeitos da inferioridade numérica. E deu certo. Logo nos primeiros minutos, Dodô lançou Rodrygo. A joia arrancou, fez fila e colocou para o fundo das redes, dando tranquilidade ao Peixe no Pacaembu.

Com 2 a 0 no placar, o Peixe se fechou na defesa e se segurou bem, sem ceder chances claras de gol aos uruguaios. E aos 27 minutos, o alvinegro perdeu chance preciosa para matar o jogo. Arthur Gomes sofreu o pênalti e bateu, mas parou no goleiro Conde. Segundos depois, o Nacional quase diminuiu em chute de Viúdez da entrada da área.

Os uruguaios vieram para cima e esboçaram a reação com gol de Oliva, aos 37 minutos. Segundos depois, porém, o Santos garantiu a vitória mais uma vez com Sasha. O atacante recebeu lindo passe de Alison para deslocar o goleiro e colocar o “ufa” na boca da torcida.

Nos minutos finais, o Peixe administrou o resultado, sofreu poucos sustos e pulou para a segunda colocação do Grupo 6 na Libertadores. Foi a primeira vitória após quatro jogos sem os três pontos.

Bastidores – Santos TV:

Jair vê melhor jogo do Santos no ano: “Taticamente perfeito”

O técnico Jair Ventura acredita que o Santos fez a sua melhor partida em 2018 na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores da América.

“Fizemos bons jogos também, mas como não vencemos, se apaga. Por termos jogado com um a menos, com entrega tática e física, pode-se dizer que foi (o melhor jogo). Pela importância, melhorar na tabela… Hoje é vitória da entrega, de um jogo taticamente perfeito, de valores individuais, mas da entrega, principalmente”, disse o treinador.

Jair destacou o planejamento feito pela comissão técnica. Como o Peixe poupou todos os titulares contra o São Bento, teve fôlego para aguentar com um a menos após a expulsão de Gabigol.

“Vale ressaltar o planejamento. Se a gente tivesse jogado com a equipe principal no último jogo, não teríamos fôlego para jogar com um a menos e vencermos. Futebol é feito de profissionais e temos que seguir as coisas, independentemente do resultado”, ponderou Jair.

Rodrygo supera Diego e se torna o mais novo a marcar em Libertadores

A cada jogo, a cada gol, Rodrygo vai derrubando recordes. Na noite dessa quinta-feira, depois de faltar na escola, o jovem atacante do Santos se tornou o mais novo jogador a marcar um gol em uma edição de Copa Libertadores da América na vitória santista por 3 a 1 em cima do Nacional.

Com 17 anos, dois meses e seis dias, Rodrygo teve maturidade e sabedoria para se livrar de dois defensores e bater por baixo do goleiro com apenas dois minutos do segundo tempo, quando sua equipe já vencia os uruguaios no Pacaembu por 1 a 0, mas tinha um jogador a menos em campo por conta da expulsão de Gabriel.

Antes dele, outro menino revelado pelas categorias de base do Peixe era o dono da marca. Diego, hoje meia do Flamengo, marcou na vitória do Santos contra o América de Cali, na Colômbia, por 5 a 1, em 2003.

Diego tinha 17 anos, 11 meses e cinco dias quando superou Coutinho, outro ídolo alvinegro, que com 18 anos, oito meses e cinco dias anotou seu primeiro gol em uma disputa de Libertadores. Na ocasião, o Peixe goleou o Deportivo Municipal da Bolívia por 6 a 1, em casa.

Agora, Rodrygo é o jogador mais novo jogador do Santos a defender a equipe na Libertadores, o mais novo a marcar um gol na competição continental, depois de ter batido três recordes de Neymar com a camisa do Peixe, todos por causa de sua idade.

“Fico feliz por ser o mais jovem a fazer gol. Venho realizando um sonho a cada dia. Espero conseguir muitos recordes ainda”, comentou o jogador em entrevista coletiva, logo após mais uma partida histórica em sua curta carreira.

Gabriel pede desculpas, mas se diz injustiçado e ignora protesto da torcida

Gabriel poderia ter complicado o Santos nessa quinta-feira. O camisa 10 e capitão do Santos conseguiu receber dois cartões amarelos e um vermelho antes mesmo do intervalo da partida contra o Nacional, pela segunda rodada da Copa Libertadores. Sorte do atacante e do Peixe que a equipe de Jair Ventura teve forças para superar o Nacional por 3 a 1 no Pacaembu mesmo com um jogador a menos por tanto tempo.

Primeiro, Gabriel se envolveu em confusão com Oliva e recebeu seu primeiro amarelo devido a um empurrão no adversário. Aos 44 minutos, ao tentar pressionar a saída de bola dos zagueiros do Nacional, Gabriel acabou chegando atrasado e acertando Polenta.

Na saída da delegação do vestiário para o ônibus, apesar de admitir que pediu desculpas aos companheiros, Gabriel reclamou do critério do árbitro Ulises Mereles e se defendeu alegando que sequer cometeu falta no lance que originou seu segundo cartão amarelo e, consequentemente, a expulsão.

“Acho que o primeiro lance eu empurrei o jogador querendo proteger o Rodrygo e acabou sendo um cartão que, se a gente for analisar, pode ser considerável. Mas, acho que na segunda jogada, não. Eu pressionei vários jogadores e na hora do último jogador ele tocou na bola antes do que eu. Eu estou em alta velocidade e acabo me chocando, acabo passando reto”, relembrou.

“É difícil falar se é para cartão ou não. Na minha opinião, acho que teve jogadas bem piores e ele não deu cartão, então, acho que o critério não foi o mesmo. Mas, errei, pedi desculpas para os meus companheiros, para o professor Jair. Acho que é uma coisa que eu tenho que melhorar, entrar um pouco menos pilhado. Mas, eu creio que o segundo lance foi um pouco injusto”, argumentou.

Boa parte dos torcedores que estava nas arquibancadas do Pacaembu não interpretaram as jogadas como Gabriel. Muitas vaias e até xingamentos de “burro” foram disparados contra o atleta em meio a sua caminhado rumo ao vestiário. Questionado, o camisa 10 do Santos minimizou as críticas.

“Não posso reclamar da torcida porque acho eles estão ali na emoção do jogo para dizer as coisas e não é o que aconteceu. Foi um lance muito rápido, eu acabei chegando depois, mas eu não toquei nele, ele que me chutou”, reiterou Gabriel, sobre o lance que originou sua expulsão.

“Eles (torcedores) também me chamam de craque, goleador e eu não escuto. De burro também não vou escutar. Foi no calor do jogo, eu aceito as críticas e os elogios, mas não levo isso para mim”, avisou.

Gabriel está fora do duelo contra o Estudiantes, na Argentina, dia 5 de abril, pela terceira rodada da Libertadores. O atacante já havia desfalcado o Santos no clássico contra o Corinthians por causa de um cartão que recebeu por ter chutado a bola depois de um apito de paralisação do árbitro. Ao todo, já são quatro gols, cinco cartões amarelos e um vermelho em apenas seis jogos na temporada.

Jair não expõe Gabigol, mas alerta: “Não vamos passar a mão”

A expulsão de Gabigol no primeiro tempo não impediu a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Nacional-URU nesta quinta-feira, no Pacaembu, mas incomodou o técnico Jair Ventura. A torcida chamou o camisa 10 de “burro”.

“Gestor de pessoas” e “educador”, nas palavras do próprio, Jair não expõe Gabriel, mas admite que a situação precisa ser repensada e não vai passar a mão na cabeça do jogador.

“Gabriel pediu desculpa para todo o grupo. Eu, como educador, tenho que rever as coisas. Estamos revendo e fazendo, mas eu preservo na hora de falar sobre situações internas. Se procurarem minhas coletivas, jamais vou expor situações de dentro do vestiário ou da minha sala. Ele já pediu desculpa, admitiu, e não estamos aqui para passar a mão, mas não vamos expor o menino”, disse o treinador.

Gabriel recebeu cinco cartões amarelo e o vermelho em seis partidas pelo Santos em 2018. Antes da Libertadores, o atacante cometeu outro ato imaturo. Pendurado, finalizou após o árbitro assinar impedimento na vitória sobre o Santo André e desfalcou o time no empate em clássico contra o Corinthians.

A diretoria do Santos vai analisar o caso, mas, em um primeiro momento, não cogita punir Gabigol. Em casos semelhantes no futebol brasileiro, multas no salário são comuns.


Santos FC x C Nacional F (Uruguai)
Santos Futebol Clube x Club Nacional de Football


Retrospecto:

13 jogos
04 vitórias
06 empates
03 derrotas
24 gols pró
19 gols contra
05 saldo

Resultados:

22/03/1956 – Santos 5 x 0 Nacional – Torneio Internacional da FPF – Vila Belmiro
16/04/1956 – Santos 1 x 3 Nacional – Amistoso – Centenário, Montevidéu
25/08/1961 – Santos 0 x 1 Nacional – Amistoso – Centenário, Montevidéu
31/01/1962 – Santos 3 x 2 Nacional – Amistoso – Centenário, Montevidéu
20/08/1968 – Santos 2 x 2 Nacional – Torneio Pentagonal – La Bombonera, Buenos Aires
08/03/1983 – Santos 2 x 1 Nacional – Copa Vencedores da América – Centenário, Montevidéu
15/06/1985 – Santos 1 x 1 Nacional – 8 x 7 pênaltis – Torneio de Juarez – México
28/05/1990 – Santos 1 x 1 Nacional – 3 x 0 pênaltis – Supercopa Sul-Americana – Kaohsiung, China
03/06/1990 – Santos 0 x 0 Nacional – 1 x 1 prorrogação – Supercopa Sul-Americana – Taipé, Taiwan
23/04/2003 – Santos 4 x 4 Nacional – Libertadores – Centenário, Montevidéu
07/05/2003 – Santos 2 x 2 Nacional – 3 x 1 nos pênaltis – Libertadores – Vila Belmiro
15/03/2018 – Santos 3 x 1 Nacional – Libertadores – Pacaembu
01/05/2018 – Santos 0 x 1 Nacional – Libertadores – Gran Parque Central, Montevidéu


Santos 2 x 2 Nacional – 3 x 1 nos pênaltis

Data: 07/05/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 20.000 pagantes
Renda: R$ 285.094,00
Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)
Cartões amarelos: Elano, André Luís, Alex, Ricardo Oliveira, Paulo Almeida (S); Eguren, Benoit, Machado, Curbelo e Peralta (N).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1), Eguren (38-1) e O´Neill (41-1); Eguren (19-2, contra).
Pênaltis: Ricardo Oliveira, Elano e Renato (S) marcaram. Munúa marcou; Peralta, Morales e Juárez (N) desperdiçaram.

SANTOS
Fábio Costa; Elano, Alex, André Luis e Léo; Paulo Almeida, Renato, Nenê (Douglas) e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Emerson Leão

NACIONAL-URU
Munúa; Benoit, Machado, Curbelo e Leites; Scotti, Vanzini (Juarez), Eguren e Morales; O’Neill (Mendez) e Alvez (Peralta).
Técnico: Daniel Carreño



Em jogo dramático, Santos consegue a classificação nos pênaltis

A classificação do Santos para as quartas-de-final da Taça Libertadores não poderia ter sido conquistada de forma mais dramática. Depois de abrir o placar, o time sofreu a virada do Nacional ainda no primeiro tempo, conseguiu o empate de 2 a 2 na etapa final e venceu na disputa por pênaltis.

Como na finalíssima do Brasileiro-2002, o atual campeão nacional demonstrou maturidade nos momentos mais complicados da partida desta quarta-feira e manteve o sonho do tricampeonato. O próximo adversário será Deportivo Cali ou Cruz Azul, que empataram em 0 a 0 no primeiro jogo, no México.

O goleiro Fábio Costa, que falhou no segundo gol dos uruguaios, se redimiu nos pênaltis e terminou como herói da classificação, como na final do ano passado. Ele defendeu três das quatro cobranças do Nacional enquanto o Santos marcou seus três.

“Gostaria de agradecer a torcida. Foi uma das emoções mais fortes da minha vida. Talvez um momento mais gostoso até que o título [do Brasileiro-2002]”, disse o goleiro, que antes das penalidades teve seu nome gritado pelos 20 mil torcedores que lotaram a Vila Belmiro.

O jogo

Impondo um forte ritmo no começo do jogo, o Santos deu a impressão que se classificaria com relativa facilidade. A principal arma nos minutos iniciais eram os cruzamentos de Elano, improvisado na lateral-direita no lugar de Reginaldo Araújo.

No primeiro levantamento, aos 5min, Ricardo Oliveira subiu sozinho e cabeceou no travessão. Quatro minutos depois, em jogada semelhante, o atacante se antecipou à zaga uruguaia e marcou.

Depois de abrir o placar o Santos quase aumentou a vantagem. Primeiro com o zagueiro Alex, que cobrou falta com força de longa distância e acertou o travessão. Em seguida, após troca de passes no ataque, Ricardo Oliveira chutou forte para fora, assustando o goleiro Munúa.

O Nacional só começou a jogar aos 33min, quando O’Neill (o melhor do time) cobrou falta direto e obrigou Fábio Costa a fazer grande defesa.

A surpreendente virada veio em três minutos. Após cobrança de escanteio, Eguren acertou uma linda bicicleta e marcou um golaço aos 38min. Logo a seguir, O’Neill bateu falta direto e Fábio Costa, que colocou apenas um jogador na barreira, não evitou o gol.

A Vila Belmiro, que estava em festa no começo do jogo, ficou em silêncio no final do primeiro tempo. No retorno do intervalo, a torcida passou a incentivar e o time voltou a dominar a partida.

Diego e Robinho tiveram as primeiras boas chances, mas falharam na conclusão. Mas aos 19min o Santos contou com a ajuda de Eguren, que marcou contra, e empatou a partida. No lance, o zagueiro André Luís fez uma carga sobre o uruguaio, que acabou tocando de cabeça contra seu próprio gol.

A equipe da Baixada seguiu pressionando, quase marcou de cabeça com Alex, mas não evitou a disputa por pênaltis. A Vila voltou então a viver momentos de apreensão.

Mas o temor da torcida santista por uma eliminação começou a se diluir quando Fábio Costa defendeu a primeira cobrança, de Peralta. Depois, voltou a entrar em ação ao impedir o gol de Morales. O goleiro Munúa fez para o Nacional, mas Juárez também parou nas mãos de Fábio Costa.

Ao contrário dos uruguaios, os jogadores do Santos estavam com a pontaria afiada e Ricardo Oliveira, Elano e Renato marcaram para levar o clube às quartas-de-final da Libertadores.

Fábio Costa garante sonho do Santos na Libertadores

Goleiro falha e permite virada do Nacional, mas defende três vezes na decisão por pênaltis e empurra campeão brasileiro para as quartas-de-final do torneio que só ganhou na era Pelé

Na falta de brilho de Diego e Robinho, Fábio Costa saiu como o herói iluminado da classificação do Santos ontem na Libertadores. Graças a três defesas do goleiro nas cobranças de pênaltis, o time de Leão mordeu a vaga para as quartas-de-final do torneio sul-americano eliminando o Nacional do Uruguai na Vila Belmiro.

A partida do Santos contra a equipe que quase arrancou a dentada o dedo de Diego no 4 a 4 em Montevidéu, no jogo de ida, acabou 2 a 2 em seu tempo normal.

No desempate dos pênaltis, se Fábio Costa garantiu a vitória defendendo, Ricardo Oliveira, Elano e Renato ajudaram com gols.

O Santos é o primeiro time brasileiro a se classificar para as quartas-de-final da Libertadores 2003. Seu adversário sai do confronto entre Cruz Azul e Deportivo Cali.

Ontem foi a primeira vez que o time da Vila Belmiro, que já foi bicampeão do torneio continental nos tempos que quem salvava era Pelé, experimenta a cobrança de pênaltis na Libertadores.

Para o jogo, Leão veio com um time bem ofensivo, com o atacante Nenê no lugar do lateral Reginaldo Araújo. Nos primeiros minutos, essa opção pelo ataque total prendia os uruguaios em seu campo. As bolas vinham pela esquerda (Nenê), meio (Diego) e direita (Elano), sempre resultando em jogada de perigo.

Aos 3min, Nenê arriscou de esquerda e quase marcou. Aos 5min, Elano cruzou para Ricardo Oliveira, sozinho, cabecear no travessão. E aos 9min, em jogada igual, a trave não salvou o Nacional. Elano fez o mesmo e Ricardo Oliveira também, desta vez de modo certeiro. Santos 1 a 0.

O mesmo apetite santista pelo ataque era nítido também na hora de cometer faltas. Tentando descontar o tratamento recebido no Uruguai na primeira partida, o time da Vila Belmiro aproveitaria a vantagem no placar para caprichar nas jogadas duras.

O Santos acabaria o primeiro tempo com cinco cartões amarelos, contra três dos “violentos” uruguaios. O final do jogo contabilizaria um total de dez amarelos, somando as duas equipes.

Essas jogadas faltosas iam municiando o Nacional, que tinha o meia O’Neill em noite feliz nas bolas paradas. Aos 38min, ele bateu escanteio da esquerda. Espirrada, a bola acabou para o meia Eguren empatar, de bicicleta.

Outro belo gol uruguaio veio aos 42min. O inspirado O’Neill ameaçou cruzar em cobrança de falta pela intermediária direita e bateu direto a gol, enganando Fábio Costa. Nacional 2 a 1.

“Todo mundo chegou ao vestiário com cara de bunda”, lembrou Leão. “O que eu fiz foi dar apoio.”

No segundo tempo, o Santos começou assustado, e o Nacional, fechado. Com Ricardo Oliveira anulado, Robinho errando e Diego mal, era preciso encontrar um meio para furar o bloqueio uruguaio. Aí o Santos “achou” mesmo o empate, aos 20min. André Luís e Eguren se agarravam na área pequena quando Elano cobrou falta da direita. A bola bateu na cabeça do uruguaio e entrou.

O empate inibiu as duas equipes, que pouco arriscavam. O Santos ainda poderia ter conseguido sua vitória no tempo normal, se o árbitro não interpretasse mão na bola de Ricardo Oliveira, em uma jogada aos 47min em que o lateral Léo marcou, em vão.

Assediado, Leão diz que o coração é Santos

Técnico admite contato com dirigentes do São Paulo, mas descarta, por enquanto, deixar órfãos os Meninos da Vila

O São Paulo quer Emerson Leão. O Santos até admite que pode perdê-lo. Mas a dramática vitória de ontem, sobre o Nacional, do Uruguai, pela Libertadores, pode ter garantido a sobrevida do técnico no clube da Vila Belmiro.

Os 3 a 1 nos pênaltis contra o time de Montevidéu devem minar as investidas do São Paulo sobre o treinador. Mesmo com uma boa proposta financeira, dificilmente ele sairia do Santos agora, com a classificação para as quartas-de-final da Libertadores da América.

“Convites e interesses de outros clubes me deixam profissionalmente feliz, mas meu coração só fica contente com o Santos em campo”, declarou o técnico, após o jogo de ontem, descartando uma mudança por enquanto.

O discurso poderia ser outro caso o Nacional tivesse vencido.

Leão já havia avisado a diretoria de que fora procurado pelo São Paulo. A cúpula santista já admitia perdê-lo por causa de dinheiro e demonstrava irritação com a sondagem do clube do Morumbi.

A principal preocupação da diretoria santista era com o valor da oferta ao técnico. Segundo o diretor de futebol do time da Vila, Francisco Lopes, as chances de Leão permanecer no Santos só dependeriam de nova proposta são-paulina, já que a primeira não teria sido “tão atraente”.

“Pelo que eu entendi da reunião franca que fizemos ontem [anteontem], os valores apresentados não foram os mesmos que são pagos para o Kaká e o Ricardinho. Acho que o Leão não vai trocar seis por meia dúzia. Mas nós sabemos que hoje ninguém joga futebol por amor à camisa. Queremos aqui só quem quer ficar no Santos. Se ele aceitar [o que ofereceram”, que seja feliz no São Paulo”, afirmou o dirigente.

Para deixar o Santos, Leão teria que pagar ao clube uma multa rescisória equivalente a três meses de seu salário -cerca de R$ 100 mil mensais livres não declarados. Um valor considerado “irrisório” para impedir uma negociação, segundo o diretor santista.

Irritado, Lopes considerou a postura do São Paulo antiética, já que os santistas estavam às vésperas de um jogo “importante e histórica” na Libertadores.

Apesar de Leão já ter deixado vazar a proposta são-paulina, a diretoria do clube do Morumbi tenta mostrar tranquilidade e sinaliza com a manutenção de Roberto Rojas, há cinco dias como interino, até conseguir fechar com o técnico “certo” para o clube.

Ontem, sob comando do chileno, o São Paulo empatou em 0 a 0 com o Goiás pela Copa do Brasil.

“Esperamos um técnico que tenha disputado decisões nos últimos tempos. É bom ter alguém no comando que nos dirija. Tenho certeza de que o São Paulo tomou a decisão certa”, disse o goleiro Rogério, capitão do time, após a partida, descrevendo o perfil de Leão. Naquele momento, o Santos ainda decidia sua vaga.

Mesmo com a pressão do grupo de jogadores e da torcida, o presidente Marcelo Portugal Gouvêa despachou normalmente e disse que não tem pressa para anunciar o novo treinador. O recado foi passado aos conselheiros, em reunião realizada anteontem.

Segundo o dirigente, o São Paulo não pode fazer as vias de laboratório e se apressar a contratar um técnico qualquer e se ver envolto a uma nova crise em breve.

Com a diretriz traçada pelo presidente, o diretor de futebol Carlos Augusto Barros e Silva embarcou para Goiânia, onde chefiou a delegação e assistiu ao jogo. Pela agenda, só haveria uma reunião de cúpula hoje, às 18h, para definir se o time participará ou não da Copa da Paz, na Coréia, em julho.

O vice-presidente do clube, Márcio Aranha, acredita que a política de Gouvêa é acertada. Rojas esteve bem contra o Figueirense no último domingo e, provavelmente, terá que comandar o time do banco de reservas contra o Atlético-MG, domingo, porque não haverá tempo hábil para o novo técnico trabalhar.

“Iluminado”, Fábio Costa vira ídolo de colegas

O técnico Emerson Leão classificou o momento de Fábio Costa durante a vitória na disputa por pênaltis sobre o Nacional, anteontem, como “iluminado”.

Para ele, ex-jogador da posição, o melhor que poderia ter acontecido para o goleiro aconteceu.

“O mais importante foi a recuperação dele na partida porque quando chegou ao vestiário estava muito triste”, disse Leão, em referência à falha de Fábio Costa no segundo gol do Nacional.

Na série de pênaltis, após o empate por 2 a 2, ele fez três defesas e classificou o time para as quartas-de-final da Libertadores.

Costa afirmou que o abatimento foi proporcional à dimensão da falha, que poderia ter deixado o Santos fora da Libertadores. “O abatimento era normal, mas a superação veio em dobro”, disse.

Um dia depois da jornada em que se converteu no herói da classificação, ele foi incensado pelos companheiros. “Não estive num dia inspirado, mas o Fábio voltou a salvar a gente, como já fez muitas vezes”, afirmou Robinho.

Estádio pode ser interditado

A pontaria da torcida santista se mostrou melhor que a do ataque de Leão no jogo de ontem. Mas isso pode ser prejudicial à sequência do Santos na Libertadores.

A Vila Belmiro corre risco de interdição por causa dos copos e chinelos atirados nos jogadores uruguaios e até no árbitro da partida, o argentino Héctor Baldassi, que foi atingido por recipientes com líquidos no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o juiz chegou a interromper a partida por dois minutos, quando objetos lançados ao campo se confundiam com a bola na hora em que o Nacional cobraria uma falta.

No banco de reservas uruguaio, a chuva foi incessante, o que levou um representante do visitante a reclamar formalmente ao comissário da Conmebol. Já o atacante O’Neill fez cera simulando que fora alvejado. Na chegada à Vila, porém, o ônibus com o time estrangeiro foi alvo de pedradas.


Nacional 4 x 4 Santos

Data: 23/04/2003, quarta-feira, 21h40.
Competição: Copa Libertadores – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.
Público e renda: N/D
Árbitro: Horácio Elizondo (ARG)
Cartões amarelos: Benoit, Dadomo, Eguren e Juarez (N); André Luis (S).
Gols: Alex (05-1) e Ricardo Oliveira (44-1); Guerrero (12-2), Robinho (20-2), Peralta (26-2), Scotti (36-2), Ricardo Oliveira (39-2, de pênalti) e Benoit (50-2).

NACIONAL
Munúa; Benoit, Lembo, Leites e Dadomo (Peralta); Vanzini, Eguren (Scotti), Morales e O’Neill; Guerrero (Juarez) e Alvez
Técnico: Daniel Carreño

SANTOS
Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Alex, André Luís e Léo (Rubens Cardoso); Paulo Almeida, Renato (Alexandre), Elano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira
Técnico: Leão



Gol aos 50min do segundo tempo evita vitória do Santos no Uruguai

Numa partida cheia de gols, o Santos empatou com o Nacional (Uruguai) por 4 a 4 pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores. Mesmo jogando no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai), o atual campeão brasileiro dominou o confronto, mas sucumbiu no final e sofreu um gol aos 50min do segundo tempo.

A partida de volta ocorre no dia 7, na Vila Belmiro,e o Santos se classifica para as quartas-de-final com uma vitória. Novo empate leva a decisão da vaga vai para os pênaltis.

O time brasileiro não precisou de muitos minutos para mostrar que era superior ao adversário: logo aos 5min, numa cobrança de falta, a bola bateu no travessão e no solo duas vezes antes de o zagueiro Alex escorar para abrir o placar.

Fraco tecnicamente, o Nacional não tinha nenhum jogada em seu repertório além das bolas alçadas para a área que a defesa santista conseguiu, invariavelmente, afastar.

Com a vantagem no placar, os espaços foram surgindo e o Santos, nos contragolpes, perdendo chances. Até que, aos 44min, Ricardo Oliveira recebeu na área e bateu no ângulo do goleiro Munúa, ampliando o marcador.

Foi o sétimo gol de Ricardo Oliveira, que, além de assumir a artilharia isolada da competição continental, igualou-se a Pelé em gols marcados em uma única Libertadores.

No segundo tempo, nada mudou. Tranquilo, o Santos levou um gol aos 12min após falha da defesa _a bola sobrou para o desengonçado atacante Alvez, que empurrou para o gol ao mesmo tempo em que Guerrero. O árbitro deu o gol para Guerrero.

Muito pouco para animar o Nacional que, oito minutos depois, manteve sua defesa toda no chão e permitiu a Robinho marcar um dos poucos gols de cabeça em sua carreira.

Com domínio territorial absoluto, o Santos se descuidou na defesa e permitiu que os uruguaios diminuíssem mais uma vez aos 26min, quando Alvez desviou de cabeça para Peralta marcar um belo gol. Depois disso, o Nacional se entusiasmou e conseguiu buscar o empate num chute de Scotti, aos 36min.

Mas o placar era injusto. Dois minutos depois, Diego foi derrubado na área e Ricardo Oliveira cobrou com categoria. A equipe uruguaia partiu toda para o ataque e Fábio Costa fez uma defesa milagrosa nos minutos finais.

A camisa do Nacional, tricampeão da Libertadores, acabou falando mais alto aos 50min (o árbitro deu cinco minutos de acréscimo), quando o camaronês Benoît conseguiu empatar de cabeça. Nem seus torcedores mais fanáticos acreditaram.

Em jogo de oito gols, Santos cede empate

Após 38 anos, santistas voltam ao mata-mata da Libertadores com a vocação ofensiva que fez fama nos anos 60

A volta do Santos ao mata-mata da Libertadores foi eletrizante.

Desde 31 de março de 1965 o time da Vila Belmiro não atuava em uma fase decisiva do principal interclubes do continente. Ontem, diante do Nacional do Uruguai, em Montevidéu, um placar dos tempos de Pelé: 4 a 4.

Com o resultado, o atual campeão brasileiro precisa vencer o campeão uruguaio no jogo de volta para avançar às quartas-de-final -um novo empate levará a decisão para os pênaltis.

O melhor ataque da primeira fase da Libertadores abriu o placar no estádio Centenário logo aos 6min com um gol de um defensor. O zagueiro Alex empurrou de cabeça a bola para o gol após um chute de Ricardo Oliveira que explodiu no travessão -a bola havia quicado em cima da linha.

O Nacional era empurrado por uma torcida fanática, mas insistiu quase todo o jogo em bolas alçadas à área de qualquer lugar do campo. As “torres gêmeas” santistas, André Luís e Alex, tratavam de escorar esses cruzamentos.

Trocando passes com facilidade, o time do técnico Leão criou seguidas oportunidades para ampliar na primeira etapa. O segundo gol, porém, só veio aos 44min. Diego serviu bem Ricardo Oliveira na área. O atacante virou e colocou a bola com estilo no ângulo direito do gol de Munua.

O lateral-esquerdo Léo, um dos santistas caçados em campo, teve que dar lugar a Rubens Cardoso. Robinho, outro jogador que recebeu atenção especial dos uruguaios, até deu alguns de seus dribles famosos, mas não encontrou a liberdade que teve em Cali, contra o América, na fase inicial.
O jogo parecia tranquilo para o Santos, mas o Nacional, na base da vontade, marca maior dos uruguaios, pôs a equipe brasileira em dificuldades na segunda etapa.

O clube de Montevidéu descontou aos 12min em um lance confuso. Alvez trombou com Fábio Costa e, mesmo de costas para o gol, conseguiu puxar a bola. Foi apenas um dos lances esquisitos na área santista -o goleiro Fábio Costa foi mal em várias jogadas, mas também fez seus milagres.

Robinho, coisa rara em sua ainda breve carreira, marcou o terceiro gol santista de cabeça. A vitória mais uma vez parecia estar assegurada, mas Peralta e Scott concluíram com perfeição boas tramas ofensivas e empataram a partida. Mas tinha mais emoção.

Sem mostrar abatimento, os novos Meninos da Vila partiram para o ataque e conseguiram um pênalti. Diego foi derrubado escandalosamente na área. Ricardo Oliveira bateu bem a penalidade e colocou de novo o Santos em vantagem -com oito gols, alcançou Pelé e é agora o maior artilheiro santista em uma Libertadores.

O juiz argentino Horacio Elizondo, porém, queria mais jogo. E muito mais jogo. Ele resolveu dar cinco minutos de acréscimo. E o camaronês Benoit, com a raça uruguaia, marcou de cabeça aos 51min. O estádio Centenário quase veio abaixo, porém o sufoco continuaria mais alguns minutos.

O Nacional teve tempo de atacar de novo, mas, após estar perdendo por dois gols de diferença e reconhecer a superioridade técnica do Santos, comemorou o heróico empate. Na Libertadores, gol em casa e gol fora têm mesmo peso.

Santos diz que foi até mordido no Uruguai

Jogadores do Santos atribuíram à violência do Nacional o empate em 4 a 4 na noite de anteontem, em Montevidéu (Uruguai), pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, e prometeram dar o troco “na bola” na partida de volta.

“Eles dão muita porrada e são desleais. Mas, para garantir aqui nossa classificação, vamos só jogar futebol”, disse o atacante Ricardo Oliveira após a chegada da delegação, na manhã de ontem.

O meia Diego chegou a ter seu dedo mordido. “O zagueiro deles estava me xingando, dizendo que eu tinha tentado cavar um pênalti. Apontei para ele e para o juiz, ele veio até mim, mordeu meu dedo e não queria soltar mais”, disse.

Por duas vezes, o Santos teve vantagem de dois gols no placar (2 a 0 e 3 a 1), mas permitiu a reação do Nacional, que fez o quarto aos 50min do segundo tempo. No dia 7, na Vila Belmiro, os santistas necessitam de uma vitória simples para passar à próxima fase.

“Tecnicamente, eles não têm como enfrentar a gente. Por isso, partiram para a violência. Só que na volta vão encontrar um Santos muito mais aguerrido”, disse Léo, dúvida para o jogo de domingo, com o Fortaleza, pelo Brasileiro, por causa de uma pancada.