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Coritiba 0 x 4 Santos

Data: 25/10/2003, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 39ª rodada
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba, PR.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartões amarelos: Neném, André Luís (S), Williams, Nivaldo (C)
Gols: Robinho (22-1) Léo (35-1); Robinho (06-2) e André Luís (23-2).

CORITIBA
Fernando; Ceará, Edinho Baiano, Nivaldo e Adriano; Williams, Roberto Brum (Helinho), Jackson e Djames (Souza); Edu Salles (Lima) e Marcel
Técnico: Paulo Bonamigo

SANTOS
Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Pereira, André Luís e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano e Diego (Narciso); Robinho e Fabiano
Técnico: Emerson Leão



Santos, inspirado, goleia Coritiba fora de casa por 4 a 0, na volta de Narciso

O Santos parece ter reencontrado o futebol que encantou milhares de torcedores em 2002, quando sagrou-se campeão brasileiro. Com uma bela apresentação na tarde deste sábado, a equipe goleou o Coritiba por 4 a 0 em pleno estádio Couto Pereira.

Foi a segunda goleada consecutiva da equipe santista fora de casa no Campeonato Brasileiro. Na rodada passada, o time bateu o Bahia por 7 a 4 em Salvador. Com o resultado, o Santos chegou aos 73 pontos, se distanciou ainda mais do Coritiba, com 65 pontos na terceira posição, e diminuiu a diferença para três pontos do líder Cruzeiro (o time mineiro ainda jogaria neste sábado à noite, em casa, contra o Figueirense).

Como esperado, o Coritiba tomou a iniciativa da partida. O Santos, por sua vez, mesmo com dificuldades em sair jogando foi para o ataque. As equipes haviam criado poucas chances até o Santos, mais perigoso em suas descidas, abrir o placar com Robinho, aos 22min, aproveitando bobeira do zagueiro Ceará.

O time do litoral paulista continou melhor após o gol e conseguiu ampliar aos 35min, com Léo. Foi quase um replay do primeiro gol, mas desta vez a jogada saiu dos pés de Diego, que deixou o lateral-esquerdo em boas condições de marcar.

No segundo tempo, o Coritiba veio com toda a força para cima dos santistas e por pouco não abriram o placar. Mas o Santos tinha Robinho. O atacante fez uma jogada genial, no primeiro ataque do alvinegro na etapa final , e ampliou para os santistas, marcando um golaço aos 6min. André Luís, de falta, fechou a goleada aos 23min.

Para completar a festa, Narciso, depois de quatro anos afastado dos gramados devido a uma leucemia, entrou no jogo no lugar de Diego, aos 38min.

O jogo

O primeiro lance da partida aconteceu antes do primeiro minuto de jogo. Elano recebeu passe na direita, na entrada da área, dominou e chutou. O goleiro Fernando teve trabalho para defender, mas conseguiu evitar o gol santista ao cair no canto esquerdo e agarrar a bola.

Na sequência, contra-ataque rápido do time paranaense e, após cruzamento da direita, Edu Salles cabeceou com perigo contra a meta de Fábio Costa, assustando o goleiro santista.

O Coritiba apertou, mas as jogadas de ataque não eram aproveitadas. Com isso, quem quase marcou foi o Santos. Aos 12min, Robinho tabelou com Diego na entrada da grande área, pela direita, e arriscou. O chute, entretanto, saiu muito alto.

O Santos era mais perigoso em suas descidas. Aos 22min, Ceará marcou bobeira na esquerda, em seu campo de defesa, e Robinho ficou a bola. O atacante santista invadiu a área e tocou rasteiro, na saída de Fernando: 1 a 0.

Os paranaenses quase chegaram ao empate aos 27min. Djames, sem marcação na grande área, chutou forte, cruzado, e Fábio Costa espalmou para frente. Para sorte dos santistas, ninguém do Coritiba conseguiu aproveitar o rebote.

Aos 33min, após cobrança de falta em dois lances, Neném arriscou de fora da área, pela esquerda, e o goleiro Fernando, com a visão comprometida devido ao grande número de jogadores em sua frente, quase foi surpreendido. A bola passou à sua esquerda, próxima à trave do goleiro paranaense.

O Santos pressionou e chegou ao segundo gol aos 35min. Diego abriu para Léo na esquera. O lateral ganhou na velocidade da marcação, invadiu a área e chutou rasteiro, cruzado, na saída de Fernando: 2 a 0.

A equipe santista ainda teve boa chance de ampliar aos 41min e aos 45mi, em cobranças de falta. Na primeira, Elano chutou forte, da intermediária, por cima do gol. Na segunda, Diego, da entrada da área, pela esquerda, cobrou por cima do travessão.

O jogo começou quente no segundo tempo. Antes do primeiro minuto de jogo, a torcida paranaense pediu pênalti de Léo em cima de Helinho, que havia entrado no lugar de Roberto Brum. O árbitro gaúcho Leonardo Gaciba da Silva mandou o jogo seguir, para indignação dos torcedores coxa-branca.

Aos 2min, Souza, que foi paa o jogo em substituição a Djames, fez boa jogada na entrada da área, pela esquerda, e chutou forte. O lance já estava sendo paralisado devido ao impedimento do ataque do Coritiba.

Os donos da casa continuaram a pressionar. Aos 4min, Marcel chutou de fora da área e a bola passou muito perto do gol santista.

De repente, na primeira vez que o Santos conseguiu encaixar um contra-ataque, Robinho apareceu e fez um golaço, aos 6min. Após receber bola fora da área, pela esquerda, ele ameaçou tocar para Léo, tirou dois marcadores do Coxa da jogada, invadiu a área e, na saída de Fernando, encobriu o goleiro do time paranaense.

O Santos ampliou aos 23min. Andre Luís cobrou falta da entrada da área, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Fernando, entrando no canto esquerdo do goleiro do time coxa-branca. Era o quarto dos santistas.

O Coritiba, por sua vez, não desanimou e partiu para cima tentando diminuir a diferença. Lima, que havia acabado de entrar no lugar de Edu Salles, carregou bola sem marcação na entrada da área e chutou forte. A bola explodiu no travessão de Fábio Costa.

Narciso entrou no lugar de Diego aos 38min e em sua primeira participação, pelo lado direito, chutou a bola na trave. Elano, aos 41min, cobrou falta de longe, a bola desviou na barreira e quase entrou no gol. Seria o quinto gol.

Após cobrança de escanteio na sequência, Robinho chutou cruzado e Narciso, livre na direita, colocou o pé no meio. A bola passou perto do travessão.

Santos 4 x 2 Corinthians

Data: 25/04/1999, domingo
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Publico e renda: N/D
Árbitro: Flávio de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo, Rodrigão, Claudiomiro e Gustavo Nery (S); Rodrigo e Marcelinho Carioca (C).
Gols: Gustavo (04-1), Ricardinho (37-1); Dinei (16-2), Viola (19-2), Anderson (30-2) e Narciso (42-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro (Lúcio) e Rodrigão (Viola).
Técnico: Émerson Leão

CORINTHIANS
Nei; Rodrigo (Pingo), Nenê, Gamarra e Silvinho; Amaral, Vampeta, Marcelinho Carioca e RIcardinho (Fernando); Edison e Dinei.
Técnico: Evaristo de Macedo.



Leão muda a marcação e Santos goleia

Técnico santista corrige erros no intervalo e propicia vitória, que leva time a disparar na liderança do Grupo 4

As alterações de Emerson Leão no segundo tempo levaram o Santos à vitória ontem na Vila Belmiro, em Santos, contra o Corinthians, por 4 a 2.
Percebendo que o meio-campo de seu time marcava mal, o técnico santista acertou o posicionamento do volante Narciso e colocou Marcos Bazílio no lugar de Rodrigo, o que deu estabilidade ao setor.

Promovendo também as entradas de Lúcio e Viola, o Santos melhorou na marcação e venceu. Com 20 pontos, é líder disparado do Grupo 4, 7 a mais do que o Corinthians, que se encontra fora da zona de classificação.

A etapa inicial teve duas fases distintas. Nos primeiros 15 minutos, o Santos foi melhor, marcando 1 a 0 com o lateral Gustavo e perdendo pelo menos outras duas boas chances de gol.

O gol de Gustavo, logo aos 4min, deu-se quando o atleta fez um levantamento para a área, a bola desviou em Gamarra e acabou enganando o goleiro Nei.

A partir dos 15 minutos, porém, o Corinthians equilibrou as ações, explorando melhor as falhas dos volantes Marcos Assunção e Narciso, e criando situações de perigo para o goleiro Zetti.

Aos 37min, o meia Ricardinho empatou, marcando um belo gol, um chute alto, da entrada da área, no canto direito de Zetti.

No segundo tempo, o Corinthians chegou a virar, aos 16min, com Dinei aproveitando falha de Zetti, que rebateu para a frente chute de Ricardinho.
Mas, três minutos depois, Viola, que entrou no segundo tempo, depois de passar cerca de um mês fazendo tratamento médico, empatou em cruzamento de Rodrigo.

E, a partir daí, com as três alterações de Leão já tendo sido feitas, o Santos viraria o placar com Ânderson, aos 30min.

Com mais liberdade para atacar na etapa final -Lúcio e o próprio Marcos Bazílio ficavam mais recuados-, Narciso, que havia dado o passe para Ânderson marcar o terceiro gol, aos 40min fez o seu, completando o marcador.

Alteração no meio-campo virou jogo, diz técnico

A entrada do volante Marcos Bazílio no lugar do meia Rodrigo no segundo tempo foi um dos fatores fundamentais para a vitória do Santos, segundo avaliação do técnico Emerson Leão.

“Estávamos perdendo o meio-campo. Por isso, coloquei o Bazílio, que deu mais força ao setor.”

Para o treinador, o Santos foi superior durante 70% do tempo e permitiu a vitória parcial do Corinthians por 2 a 1 “nos 30% em que jogamos mal”.
“Fizemos 20 minutos mágicos no primeiro tempo. Depois, caímos. Fiquei preocupado porque começamos a errar, e a equipe precisava ter maturidade para quebrar o ritmo do adversário. Quando adquirimos essa consciência, ganhamos”, declarou Leão.

O meia Jorginho disse que o time “deu uma bobeira” ao permitir a reação do Corinthians no início do segundo tempo e, depois disso, ficou ansioso para empatar. “Estivemos afoitos naquele momento, mas depois veio a frieza.”

Para o volante Narciso, “a raça e a vontade” foram os fatores que garantiram a vitória. Quando levamos o segundo gol, eu tinha certeza de que iríamos virar”, disse.

Corintianos reclamam de jogar na Vila

Jogadores e torcedores do Corinthians reclamaram muito de o time ter sido obrigado a atuar na Vila Belmiro. Reclamaram o tratamento dado ao São Paulo, que enfrentou o Santos na capital.

Para os atletas, o problema foi o aquecimento, que, por causa do tamanho do vestiário, teve que ser feito dentro do campo.

Os torcedores reclamaram mais. A primeira queixa dizia respeito ao preço da arquibancada, que custou R$ 20, o dobro do preço dos clássicos, que é de R$ 10, e dos demais jogos, de R$ 5.

A segunda, ao fato de, por causa de um acidente na estrada, alguns ônibus com corintianos terem chegado atrasados à Vila. Para piorar, no estádio do Santos só estavam sendo vendidos ingressos para sócios do clube, o que os obrigou a ir ao Ulrico Mursa, estádio da Portuguesa Santista. Assim, muitos pagaram R$ 20 para ver só o segundo tempo.

Sobre a derrota, os corintianos tinham opiniões divergentes.

Marcelinho preferia culpar a arbitragem. “O juiz estava perdido. No primeiro tempo, não viu que o Gustavo pôs a mão na bola dentro da área. Era pênalti para a gente, que ele não deu”, reclamava o meia-atacante.

Para o goleiro Nei, o time cometeu dois erros. Falhou ao dar espaço aos contra-ataques santistas no segundo tempo e está falhando ao priorizar a Libertadores. “O pessoal não pode ficar pensando no jogo contra o Palmeiras, que é só no dia 5. Tem que se concentrar também no Paulista.”

Já o volante Amaral atribuía o resultado aos méritos do Santos. “Eles ganharam porque foram muito bem no segundo tempo. Depois que entrou o Viola, foi mais difícil segurá-los.”

Hoje pela manhã, os corintianos continuam sua maratona, viajando para Caxias do Sul, onde pegam amanhã o Juventude pela Copa do Brasil. Na sexta, haverá o jogo de volta, no estádio do Pacaembu.

Os dois confrontos contra o time gaúcho são válidos pelas oitavas-de-final do torneio.

No domingo, menos de 48 horas depois de terem enfrentado o Juventude, os jogadores voltam a campo pelo Paulista para pegar o Mogi Mirim, no Canindé. Nesta partida, no entanto, todos os titulares devem ser poupados.



Santistas lutam por vantagem (Em 25/04/1999)

O Santos deflagra hoje contra o Corinthians o início de uma corrida pelos pontos. A sete rodadas do encerramento da segunda fase, o time tem como meta alcançar os dois primeiros do Grupo 3.

O objetivo é superar em pontos os rivais da outra chave, a fim de conquistar a vantagem de jogar pelo empate nas fases semifinal e final do Paulista.

Embora lidere o Grupo 4 com quatro pontos de vantagem sobre os segundos colocados, o Santos (17 pontos) está atrás de São Paulo (23) e de Palmeiras (19), primeiro e segundo colocados do Grupo 3.

Mesmo que na fase atual termine como líder do seu grupo, o Santos perderá a vantagem do empate na semifinal se o segundo colocado do outro grupo conseguir acumular mais pontos.

No clássico de hoje, os jogadores foram orientados a exercer uma marcação forte sobre o Corinthians, a fim de garantir a posse da bola pelo maior tempo possível. O técnico Emerson Leão quer ver em campo um time “”pegador”.

Segundo o zagueiro Argel, a equipe vai marcar a saída de bola do Corinthians a fim de reduzir os espaços do adversário e obrigar o goleiro a repor a bola em jogo com chutes para a frente.

“Se isso acontecer, vai facilitar. Eu, o Claudiomiro, o Ânderson, levaremos vantagem sobre os atacantes porque estaremos de frente para a jogada e, com o cabeceio, a bola voltará para a intermediária do Corinthians”, afirmou o atleta santista.


Santos 5 x 1 Portuguesa Santista

Data: 11/04/1999, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.063 pagantes
Renda: R$ 52.385,00
Árbitro: Flávio de Carvalho
Cartão vermelho: Argel (S).
Gols: Narciso (32-1); Narciso (17-2), Marcos Assunção (20-2), Rodrigão (25-2), Fernandes (28-2) e Aristizábal (36-2).

SANTOS
Zetti; Michel (Ânderson Lima), Argel, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Aristizábal) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Jorge Luis, Biluca, Cristiano e Marcos Aurélio (Fernandes); Jadson, Embu, Daniel Frasson e Claudinho (Régis); Curê e Cláudio Millar (Shizo).
Técnico: Varley de Carvalho



Santos goleia no clássico do litoral e continua líder

A Portuguesa Santista resistiu no primeiro tempo, mas no segundo o Santos necessitou de pouco esforço para golear o adversário por 5 a 1 ontem pela manhã no estádio da Vila Belmiro, em Santos.

Com o resultado, o Santos manteve a liderança do Grupo 4, agora com 14 pontos ganhos.

Na etapa inicial, funcionou a estratégia do técnico Varlei de Carvalho, da Portuguesa, de retrancar sua equipe e provocar nervosismo nos jogadores do Santos.

Em um jogo monótono, o time da casa só deu o primeiro chute a gol aos 17min. Aos 30min, a torcida santista já vaiava a sua equipe.

Nem mesmo o primeiro gol do Santos, marcado de cabeça pelo volante Narciso aos 32min, após cobrança de escanteio de Rodrigo, diminuiu a marcação rígida dos jogadores da Portuguesa Santista, que timidamente tentava ameaçar o adversário em contra-ataques.

O caminho para a goleada foi aberto aos 16min do segundo tempo, quando o Santos conseguiu novamente furar o bloqueio da Portuguesa, outra vez por meio de uma cobrança de escanteio de Rodrigo. Argel desviou de cabeça para o gol, mas antes que a bola entrasse, Narciso apareceu para completar de pé direito.

Perdendo por 2 a 0, o sistema de marcação da Portuguesa desmoronou, e o Santos ganhou liberdade para tocar a bola e articular as jogadas de ataque.

“A Portuguesa é um time difícil de enfrentar, mas, depois que eles tomam o primeiro e o segundo, parece que não têm mais ânimo para conseguir se recuperar”, disse o meia Jorginho, autor da jogada do terceiro gol, aos 20min.

Em um lance pelo lado direito do ataque santista, ele invadiu a área e apenas rolou a bola para o volante Marcos Assunção marcar.

Aos 24min, uma falha do goleiro Wilson Júnior permitiu ao Santos ampliar o placar. Ele saiu da grande área para interceptar uma jogada, dominou a bola no peito, mas chutou fraco. Rodrigão se aproveitou do erro e, da intermediária, concluiu para o gol.

O único gol da Portuguesa aconteceu em uma jogada do atacante Curê. Na linha de fundo, pelo lado esquerdo, ele entrou na área, passou pelo zagueiro Argel e cruzou para Fernandes completar.

Quando Aristizábal fez o quinto do Santos, aos 36min, concluindo na saída do goleiro após receber lançamento de Eduardo Marques, o Santos já atuava com dez jogadores -Argel deu um pontapé por trás em Curê e foi expulso.

O técnico Leão disse que o zagueiro será punido com multa. “Ele foi expulso merecidamente. Não precisava bater por trás como ele bateu”, disse o treinador.

Após a partida, indignado com mais uma derrota da equipe -a sexta em sete jogos na segunda fase-, o atacante Curê decidiu abandonar a Portuguesa Santista. “Não tenho mais condições de jogar. Recebi uma proposta da Ponte Preta e quero me transferir.”

Divergência com Leão faz gerente pedir demissão

O conflito com o técnico Emerson Leão levou o gerente de futebol do Santos, Marco Aurélio Cunha, a pedir demissão anteontem, dois dias depois de o ex-jogador Clodoaldo Tavares Santana ter sido indicado para co-ocupar o cargo.

Cunha presenciou a partida de ontem na Vila Belmiro, mas deixou para explicar hoje à tarde, no CT do clube, os motivos de sua saída. Ontem, disse apenas que “desmandos, falta de critério, dificuldades de relacionamento e menosprezo” eram fatores que tinham influenciado na sua demissão.

Leão não quis entrar em detalhes sobre o caso após o jogo. “É um problema administrativo”, limitou-se a declarar. Na semana passada, o técnico havia criticado Cunha por sua ida ao CT do São Paulo para tentar a prorrogação do empréstimo do atacante Aristizábal.

Cunha já tinha sido alvo das queixas do técnico no episódio da partida contra o São Paulo, quando a Federação Paulista transferiu o jogo da Vila Belmiro para o Pacaembu, contra a vontade de Leão. Na época, Cunha se manifestou em favor da FPF, por achar que o regulamento dava poderes à entidade para que adotasse a medida.



Santos vê “clássico da dengue” na Vila (Em 11/04/1999)

Santos e Portuguesa Santista se enfrentam às 11h de hoje na Vila Belmiro, em Santos, preocupados com a mais grave epidemia de dengue que já atingiu a cidade (72 km a sudeste de São Paulo).

Pelo segundo ano consecutivo, Santos lidera o ranking estadual da dengue. Até anteontem, a estatística oficial apontava 2.008 casos confirmados neste ano, o equivalente a 48,5% do total de doentes em todo o ano passado (4.134).

A preocupação com a epidemia levou a Comissão Técnica do Santos a alertar os jogadores. Um funcionário do clube, além de um jornalista e um cinegrafista que frequentam o Centro de Treinamento Rei Pelé, já contraiu dengue.

“Que sirva de exemplo para os jogadores. Isso não acontece só com os outros. Nós também moramos na cidade e corremos o mesmo risco”, afirmou o preparador físico Walmir Cruz.

O clube pretende solicitar aos órgãos públicos que combatem a doença que seja realizada uma pulverização de inseticida na área do CT, onde, devido às frequentes chuvas, formam-se muitas poças de água, ambiente ideal para a procriação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Outro fator de risco no cotidiano dos jogadores das duas equipes é o bairro da Vila Mathias, que registra a maior quantidade de ocorrências de dengue na cidade (159).

A Vila Mathias é vizinha aos bairros do Jabaquara -onde estão o CT do Santos e o estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa- e da Vila Belmiro, sede do estádio santista.

O clássico santista também será marcado por iniciar a segunda centena de jogos entre as duas equipes na história. Nos cem primeiros confrontos, o Santos levou ampla vantagem -venceu 65 vezes, empatou 22 e perdeu 13.

No Paulista-99, o Santos é líder, e a Portuguesa é última colocada do Grupo 4 da competição. Mesmo com esse retrospecto, os santistas adotaram um discurso com o objetivo de neutralizar o clima de favoritismo.

“Não há favoritismo. A Portuguesa vai dificultar ao máximo”, disse o atacante Rodrigão.

“O Santos tem superioridade? Tem. Mas anos atrás também tinha e sempre encontrou a mesma dificuldade para vencer a Portuguesa”, declarou o técnico Leão.

Técnico Leão não quer “bando” dentro de campo

O técnico Emerson Leão insistiu durante os treinos da semana com os jogadores do Santos para que eles não se comportem como um “bando” dentro de campo.

Bando, na definição do treinador, “é um time sem comando, que corre para tudo quanto é lugar”.

Segundo ele, isso aconteceu no treino coletivo de anteontem. De acordo com o técnico, em 70% do tempo o treino foi “maravilhoso”. Nos outros 30%, prevaleceu o comportamento de “bando”. “Aí, já não era mais treino”, disse.

Na avaliação de Leão, nos momentos em que isso ocorre, a equipe se deixa levar pela “correria” do adversário e não consegue manter um ritmo de jogo uniforme e impor seu domínio na partida.

O técnico da Portuguesa, Varlei de Carvalho, disse que vai aplicar um esquema tático para bloquear as ações ofensivas do Santos. O objetivo é conseguir irritar o adversário, jogar a torcida contra o time da casa e explorar o eventual nervosismo dos santistas.

Para isso, ele escalou o time com quatro volantes -um deles, Jadson, ex-júnior emprestado pelo Santos, atuará na lateral esquerda, para reforçar a marcação.


Santos 6 x 2 Inter de Limeira

Data: 03/04/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.204 pagantes
Renda: R$ 46.278,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Gols: Andrei (08-1), Rodrigo Fabri (20-1), Rodrigão (35-1) e Jorginho (45-1); Alexandre (04-2), Alexandre (09-2), Narciso (17-2) e Jorginho (31-2).

SANTOS
Zetti; Michel, Argel (Jean), Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso (Marcos Bazílio), Jorginho e Rodrigo Fabri; Aristizábal (Lúcio) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

INTER DE LIMEIRA
Ronaldo; Wilson Goiano, Marcão, Lica e Ednélson (Daniel Júnior); Caçapa, Emerson, Marcinho (Auêcione) e Alexandre
Técnico: Fito Neves



“Vovô’ Jorginho lidera goleada do Santos em Santos

Meia de 33 anos marca dois gols e comanda a equipe na vitória sobre a Inter, a maior dos santistas no Paulista

Comandado pelo “vovô” Jorginho, 33, o Santos não encontrou dificuldades para golear por 6 a 2 a Inter de Limeira, ontem à tarde, na Vila Belmiro, em Santos, pelo Campeonato Paulista.

Jorginho marcou dois gols e deixou o campo aplaudido pela torcida, que gritou: “Ô, ô, o vovô é um terror”. “Eu sou o vovô; o terror é o Viola”, disse Jorginho.

“Esse é o nosso verdadeiro futebol. Não o que apresentamos contra o Goiás na quarta-feira (quando o time foi eliminado da Copa do Brasil)”, disse o artilheiro santista, que tem três gols no Paulista.

O Santos assumiu a liderança do Grupo 4 (11 pontos), mas pode ser superado hoje pelo Corinthians.

A equipe santista foi a campo com Aristizábal no lugar de Alessandro, que pediu para não jogar. Alessandro esteve com a seleção brasileira participando de amistosos na Ásia. Chegou anteontem e sentiu a mudança de fuso horário. Leão não gostou da atitude do jogador e evitou comentar o assunto. “Vamos falar do jogo, esquecer do que não entrou em campo.”

“A minha movimentação foi ótima. É sempre bom voltar ao futebol com goleada”, disse Aristizábal, que ficou sete meses se recuperando de cirurgia no joelho direito.

O Santos abriu o placar logo aos 8min do primeiro tempo. Após escanteio da esquerda, Andrei subiu mais do que a zaga e cabeceou sem chance de defesa para Ronaldo.

Aos 20min, novo escanteio, só que pela direita. Rodrigo cobrou e Lica tocou de ombro contra seu próprio gol, mas o juiz deu o gol para o meia-atacante santista.

O Santos voltou a marcar aos 35min, com Rodrigão. Aos 45min, foi a vez de Jorginho fazer bonita jogada e chutar no canto esquerdo de Ronaldo.

No segundo tempo, a Inter chegou a surpreender. Em falhas da zaga santista, Alexandre marcou aos 4min e aos 9min.

Aos 18min, Narciso aproveitou rebote e fez 5 a 2. Completando jogada de Michel pela direita, Jorginho fechou o placar.

Argel sai de maca e preocupa

O zagueiro Argel teve uma entorse no joelho direito, deixou o campo de maca e preocupa o departamento médico do Santos.

“Fica difícil afirmar o tempo em que ele ficará parado”, disse o médico Antônio Carlos Taira.

No jogo, Argel voltou a abusar das faltas e foi xingado por atletas e integrantes da comissão técnica da Inter quando chutou a bola na proteção do banco de reservas.

O atacante Viola, o meia Caíco e o volante Claudiomiro já estão no departamento médico santista.



Santos enfrenta a Inter e o desânimo (Em 03/04/1999)

O Santos entra em campo hoje, às 16h, na Vila Belmiro, tentando superar ao mesmo tempo a Inter de Limeira, em jogo válido pelo Paulista, e o abatimento que perdura na equipe por causa da eliminação da Copa do Brasil, na última quarta-feira, pelo Goiás.

Jogando em casa, o Santos foi derrotado por 4 a 3 e acabou desclassificado na segunda fase do torneio nacional.

Dos três jogos que disputou na Vila Belmiro nesta temporada, o Santos venceu apenas o Sinop, do Mato Grosso, por 6 a 0, na fase classificatória da Copa do Brasil. No Campeonato Paulista, empatou com a Matonense em 1 a 1.

O meia Jorginho reconhece que alguns jogadores ficaram abatidos com a desclassificação na competição nacional, que credencia o campeão a disputar a Taça Libertadores da América. “Espero que esse estado de ânimo não entre em campo amanhã (hoje)”, afirmou.

Jorginho ressaltou que a atenção agora tem de ser dirigida para o Campeonato Paulista. “É um outro campeonato, de pontos corridos. Temos de entrar em campo tranquilos, impondo nosso ritmo. A torcida saberá incentivar o time”, afirmou o meia.

O goleiro Zetti, que foi vaiado pela torcida na derrota para o Goiás, acredita na volta por cima hoje. “O Santos tem time e futebol para reverter a situação”, disse.

Zetti afirmou que ficou chateado com a desclassificação, mas não com o comportamento da torcida. “Tenho 20 anos de futebol. Não foi a primeira nem será a última vez que serei vaiado. Já passei por situações piores”, salientou.

Apesar do clima tenso no grupo, o Santos entra em campo como favorito e defendendo o tabu de há 13 anos não perder para a Inter de Limeira na Vila Belmiro.

O volante Marcos Assunção não sabe explicar o motivo exato de o time estar se complicando em jogos da Vila Belmiro. “Só pode ser pela forma de jogar dos adversários, que utilizam sempre a tática de jogar fechados, explorando os contra-ataques.”

O atacante Alessandro, que estava integrado à seleção brasileira que participou de excursão à Ásia e chegou ontem de manhã a Santos, não participou do coletivo e deixou transparecer que talvez fosse melhor ficar de fora da partida.

“Foram 27 horas de viagem. Estou sentindo dor de cabeça e enjôo. Espero até amanhã (hoje) ter melhorado. Não quero correr risco de contusão”, argumentou Alessandro, que atuou no segundo tempo do jogo contra a Coréia do Sul.

“O Alessandro não treinou, mas joga. Foi apenas poupado do coletivo devido ao cansaço”, retrucou Leão. Caso o jogador não possa atuar hoje, seu substituto será Eduardo Marques.

No coletivo de ontem à tarde, no Centro de Treinamentos Rei Pelé, o desempenho do time titular não agradou ao técnico Leão. O zagueiro Argel chegou inclusive a cometer uma falta violenta no meia Bechara e foi advertido pelo treinador.

“Temos de ter um pouco mais de coordenação e não correria. Não interessa correr. Desgasta mais e não rende”, explicou Leão.


Santos 3 x 1 Goiás

Data: 01/11/1998, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 22ª rodada (penúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.832 pagantes
Renda: R$ 108.630,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Cartões amarelos: Jean e Claudiomiro (S); Aloísio, Célio Silva e Ronildo (G).
Gols: Narciso (15-1) e Alessandro (32-1); Ranielli (32-2) e Bechara (38-2).

SANTOS
Zetti; Baiano, Jean, Claudiomiro (Gustavo Nery) e Athirson; Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Messias) e Róbson Luis; Alessandro (Bechara) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

GOIÁS
Ricardo Pinto; Luiz Paulo, Célio Silva, Gito e Ronildo; Reidner, Túlio, Richard (Alex) e Fernandão; Araújo e Aloísio (Ranielli).
Técnico: Carlos Alberto Silva



Santos vence após “jejum’ em outubro

Resultado coloca time em terceiro no Brasileiro

Depois de passar o mês de outubro inteiro sem vitórias no Brasileiro (quatro empates e duas derrotas), o Santos espantou a má fase e bateu o Goiás, ontem, na Vila Belmiro, por 3 a 1. O resultado colocou o time em terceiro lugar, com o mesmo número de pontos (41) do Palmeiras. O ataque santista passou a ser o melhor da competição -com 45 gols.

O Santos não teve dificuldades para construir o placar de 2 a 0 no primeiro tempo. Desde o início, a equipe tinha o domínio territorial da partida, acuando o time do Goiás em seu campo.

O Santos conseguiu seu primeiro gol aos 15min. Depois de ter driblado Célio Silva, Alessandro foi derrubado pelo zagueiro. Athirson cobrou a falta, colocando a bola na cabeça de Narciso: 1 a 0.

Aos 32min, Baiano cruzou, e Alessandro, livre de marcação, completou para o gol. Enquanto Alessandro comemorava sozinho, os demais jogadores do Santos correram para abraçar Baiano, que até então fazia uma partida ruim, sendo vaiado pelos torcedores.

O Santos perdeu duas chances de ampliar o placar nos seis primeiros minutos da segunda etapa, com Robson Luiz e Viola.

O Goiás se animou a partir dos 32min, quando Ranielli diminuiu a diferença no placar, completando um cruzamento de cabeça.

Seis minutos depois, o meia Bechara, que havia entrado no lugar de Alessandro, cobrou falta no canto esquerdo de Ricardo Pinto, selando a vitória.

Equipe tenta disputa de playoffs na Vila

O Santos vai tentar um artifício para disputar no estádio da Vila Belmiro as partidas dos playoffs do Campeonato Brasileiro 1998. O regulamento da competição exige estádios com pelo 25 mil lugares nos playoffs.

A Vila Belmiro está liberada pela Polícia Militar para receber até 21.120 pagantes.

Para conseguir atuar na Vila, a diretoria do clube estuda a possibilidade de comprar os ingressos referentes à diferença entre a lotação permitida pela PM e a exigida pelo regulamento da competição.

“Não queremos nos valer disso, mas é uma possibilidade. Na pior das hipóteses, poderemos comprar alguns ingressos”, disse o técnico santista, Leão.

Se não puder atuar na Vila, o Santos mandará seus jogos na cidade de São Paulo, no Morumbi ou no Pacaembu.



Santos busca classificação e amarelos ( Em 01/11/1998 )

Time pretende assegurar contra o Goiás a vaga entre os quatro primeiros do Brasileiro-98 e “limpar” cartões

O Santos tem dois objetivos na partida de hoje à tarde contra o Goiás, na Vila Belmiro -vencer para garantir a classificação entre os quatro primeiros e administrar a situação da equipe com relação aos cartões amarelos.

A equipe tem 38 pontos. Para o técnico Emerson Leão, com mais três o time será pelo menos o quarto colocado, posição que ocupa atualmente na tabela. Se alcançar esse objetivo, o Santos terá a vantagem, na primeira etapa dos playoffs, de decidir em casa a vaga para a etapa seguinte.

Leão também prepara, a partir do jogo de hoje, uma estratégia para começar a fase decisiva do campeonato sem jogadores suspensos. “Teremos de fazer alguns acertos de cartões amarelos”, declarou.

O Santos tem seis “pendurados” com dois amarelos -Baiano, Gustavo, Claudiomiro, Eduardo Marques, Athirson e Alessandro.

Todos os jogadores dos clubes classificados iniciarão a etapa de playoffs sem cartões amarelos. Mas o atleta que completar uma série de três amarelos na última rodada da fase atual -restam duas- cumprirá a suspensão na primeira partida dos playoffs.

A rigor, o técnico não precisa orientar os jogadores a forçar o cartão diante do Goiás para que eles cumpram suspensão contra o Botafogo, no Rio, último jogo da equipe na primeira fase.

Caso nenhum dos “pendurados” receba o terceiro hoje, bastará ao treinador não escalá-los diante do Botafogo. Assim, eles entrarão no playoff sem cartões.

O problema é que o Santos precisa vencer hoje para obter a vaga entre os quatro primeiros sem depender do jogo contra o Botafogo. Por isso, Leão deverá decidir sobre os cartões somente durante a partida, dependendo das circunstâncias.

“Vamos agir de acordo com o que o treinador pedir, mas é perigoso ir para o último jogo pendurado”, afirmou o volante Claudiomiro, recordista de cartões amarelos do time (oito).

Para o Goiás, que está na 22ª posição, uma derrota hoje deixa o time praticamente rebaixado. A novidade do time é o atacante Aloísio, de volta à equipe depois de cumprir suspensão.

Viola não faz promessas

Depois de cumprir um jogo de suspensão por ter recebido o terceiro cartão amarelo, Viola volta hoje ao Santos sem prometer gols. Vice-artilheiro do Brasileiro, com 16 gols, o atacante não marca desde 15 de outubro, quando fez dois no empate em 3 a 3 contra o América-MG.

Segundo Viola, a queda de rendimento do Santos nas últimas rodadas do campeonato pode ser considerada normal.

“Todas as equipes que no começo tiveram alto índice de aproveitamento caíram. Isso aconteceu com Corinthians, Palmeiras e Santos. E outros times cresceram.”

Para ele, a ausência de Lúcio -que só poderá voltar a jogar em 99- não afetará a sua performance. “É lógico que o Lúcio foi um jogador que nos serviu muito. É um jogador que, além da velocidade e habilidade, também tinha presença de área e fazia seus gols.”