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Oeste 1 x 2 Santos

Data: 31/03/2013, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 16ª rodada
Local: Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, SP.
Público: 12.592 pagantes
Renda: R$ 414.470,00
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Paulo de Souza Amaral
Cartões amarelos: Lelê, Fernandes, Antônio Carlos, Hudson, Fernando Leal (O); Renê Júnior (S).
Gols: Neymar (21-2), Gilmar (39-2) e Cícero (42-2).

OESTE
Fernando Leal; Antônio Carlos (Marcinho Beija-Flor), Dezinho e Ligger; Dedé, Leandro Teixeira (Gilmar), Hudson, Wanderson e Fernandes; Lelê (Jefferson) e Serginho.
Técnico: Roberto Cavalo

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (Felipe Anderson), Neto, Durval e Guilherme Santos; Renê Júnior, Alan Santos, Cícero e Montillo (Patito Rodríguez); Giva (André) e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



Neymar encerra jejum de gol em vitória do Santos contra o Oeste

Com a vitória de 1 a 0 contra o Oeste, o Santos terminou a rodada na terceira colocação do Campeonato Paulista

Depois de seis partidas sem marcar, incluindo jogos da seleção brasileira e do Santos, Neymar voltou a balançar as redes adversárias neste domingo, quando o Peixe visitou o Oeste no estádio Alfredo de Castilho e contou com a força da torcida de Bauru para alcançar a vitória por 2 a 1. Com o local alterado atendendo a um pedido do próprio time de Itápolis, a torcida fez a diferença a favor dos comandados de Muricy Ramalho, que saíram de campo vaiados na última quinta-feira.

O resultado positivo neste domingo leva o Santos a 32 pontos somados, na terceira posição do Campeonato Paulista – a Ponte tem 34 e o São Paulo, derrotado pelo Corinthians neste domingo, um a mais. Dentro de campo, apesar da dependência de Neymar, já que os meio-campistas e até o talismã Giva não entraram bem, o Santos foi mais criativo do que no empate por 2 a 2 contra o Mogi Mirim. O gol de Neymar marcado com assistência de Montillo ocorreu aos 21 minutos do segundo tempo, inflando a torcida que apoiou o time durante todo o tempo. O empate do Oeste, com Gilmar, aos 38, e a reação, definitiva, com Cícero, aos 41.

Derrotado por todos os grandes do Campeonato Paulista, o Oeste fica na 11ª posição com 19 pontos, cinco a menos que o Penapolense, primeiro do grupo de classificação. Longe de Itápolis, desta vez em Lins, a equipe de Roberto Cavalo visita o Linense no próximo sábado. Antes disso, nesta quinta-feira, o Peixe encara o São Caetano no estádio do Pacaembu.

O jogo

Além de Léo e Edu Dracena, que haviam sido descartados durante a semana e nem viajaram para Bauru, o técnico Muricy Ramalho ganhou outro desfalque de última hora para o jogo deste domingo: o volante Arouca, que deu espaço a Alan Santos entre os titulares. Desde os primeiros minutos de bola rolando, o Santos apostou na troca passes no campo de defesa do Oeste, mas a equipe adversária marcava forte e não permitia a aproximação de Montillo com os atacantes. Mesmo dependente de Neymar, o time visitante começou melhor.

Aos cinco minutos, logo após perder uma chance em cobrança de escanteio, Cícero acionou Neymar no meio da área. O camisa 11 do Peixe acertou belo lançamento para Giva, que completou a triangulação batendo forte para a defesa de Fernando Leal. Foi a melhor chance de todo o primeiro tempo, logo no início. Em jogada com participação de sua dupla de ataque, o Peixe chegou de novo: Neymar enganou a marcação e conseguiu o cruzamento pela esquerda do ataque. Giva conseguiu chegar a tempo, mas o zagueiro Antônio Carlos desviou para escanteio.

Criticado em função dos seis jogos sem marcar nenhum gol – quatro pelo Santos e dois pela Seleção Brasileira -, Neymar demonstrou fome de bola neste domingo. O problema é que o técnico Roberto Cavalo apostou em uma marcação personalizada realizada pelo garoto Antônio Carlos, jogador emprestado ao Oeste pelo Corinthians. Se dentro de campo o camisa 11 e capitão do Santos buscava jogo, fora dele a posição de astro não se alterou. Na hora de cobrar um escanteio pela direita, Neymar foi alvo de gritos frenéticos e muitos flashes, sendo obrigado a acenar para as arquibancadas para não pagar de mal educado.

Além de Antônio Carlos, todo o sistema defensivo do Oeste deu atenção especial a Neymar. Aos 38 minutos, por exemplo, o camisa 11 cortou a marcação de Dezinho, mas nada mais nada menos do que cinco homens fecharam os espaços. Um deles, Hudson, ex-jogador do próprio Santos, conseguiu o desarme. Logo na sequência, Hudson conseguiu o lançamento para Lelê, que cortou o primeiro e acabou desarmado por Alan Santos. Na sequência, o substituto de Arouca se enrolou e perdeu a chance de levantar a bola na área.

Naquele momento da partida, o Santos errava muitos passes e via o Oeste querendo aproveitar os espaços e os erros para construir suas jogadas de ataque. Os homens de frente do Peixe bem que se deslocavam no setor, mas na hora do arremate a bola não chegava. Enquanto isso, o time de Itápolis, jogando em Bauru, apostava no bom e velho contra-ataque. Na velocidade de Bruno Peres e boa defesa de Fernando Leal, os comandados de Muricy ainda tiveram uma boa chance nos instantes finais, mas a bola não entrou e o apito final do primeiro tempo foi trilado.

Depois da queda de ritmo e do empate justo na etapa inicial, o Santos voltou com Felipe Anderson na vaga do lesionado Bruno Peres, protagonista do último lance de emoção do primeiro tempo. Do ponto de vista tático, Muricy Ramalho apelou para a formação com três zagueiros, recuando Renê Júnior para atuar ao lado de Neto e Durval. Ofensivo, mas aberto demais no início de sua participação em Bauru, Felipe Anderson, de apenas 19 anos de idade, comemorou 100 partidas com a camisa do Santos.

Festa à parte, o Oeste foi quem deu as cartas no início do segundo tempo, desperdiçando chances. Aos 21 minutos, Montillo trabalhou a bola pela esquerda e serviu Neymar, que cortou para o outro lado e bateu forte, colocado, no ângulo de Fernando Leal. Após seis partidas, o craque santista voltava a marcar.

Com mudanças ofensivas do técnico Roberto Cavalo, o Oeste alcançou o empate aos 38 do segundo tempo. Após chance desperdiçada por Neymar e lançamento direto do campo de defesa, Gilmar aproveitou rebote do goleiro Rafael e anotou o gol empate. Apenas dois minutos depois, em reação imediata, Montillo bateu escanteio pela direita, Durval desviou de calcanhar e Cícero balançou as redes de Fernando Leal, definindo a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Aplaudido, Neymar quebra jejum e brinca: “Não tinha zica nenhuma”

Depois de seis partidas sem marcar, incluindo jogos da seleção brasileira e do Santos, Neymar voltou a balançar as redes adversárias neste domingo

Três dias depois de ser vaiado por parte da torcida do Santos após o empate com o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, Neymar foi um dos protagonistas da vitória do Santos neste domingo, por 2 a 1, para cima do Oeste. Na cidade de Bauru, onde o adversário escolheu para mandar a partida em função da possibilidade de maior arrecadação, o camisa 11 foi capitão e autor do primeiro gol – Gilmar descontou e Cícero deu números finais ao marcador.

Durante a partida, ao contrário do que ocorreu na Baixada, Neymar foi ovacionado pela torcida santista. Segundo a lembrança de Neymar, no entanto, não houve vaias na última quinta-feira: “Não fui vaiado não, de jeito nenhum. A cobrança do torcedor de vencer é sempre grande. A gente (jogadores) quer vencer mais ainda. Aqui o público me recebeu muito bem, e pude responder com um gol. Mas isso não tira peso nenhum. Estou com o peso normal, 66 kg, tudo certo”.

“Não tinha zica nenhuma. Que zica? Ninguém estava com zica, gente. Eu estava jogando normal, isso aí é coisa de vocês. Para mim estava normal”, relatou Neymar na saída de campo, antes de comentar o gol marcado e sua postura dentro de campo, de sair da área para buscar jogo: “Acabei dando sorte. Não foi um gol bonito, foi sorte. Mas isso é normal, estou acrescentando coisas no meu futebol o tempo todo”.

O técnico Muricy Ramalho também não citou o termo “zica”, já que Neymar não marcava gols há seis partidas, e preferiu ver o jejum de seu principal jogador com otimismo: “Eu acho que ele é um jogador acostumado a jogar em nível alto, e fazendo gols todos os jogos. A gente sente que às vezes fica um pouco incomodado, mas é natural. É importante que sinta essa fase para buscar o gol desde o começo. Ele mesmo tem que se cobrar. Não é normal essa marca de seis jogos, mas acontece. Ele é novo, está aprendendo, e tem que lidar com momentos ruins. Não é sempre que está tudo bem”.

“O Neymar fez gol, batalhou, criou nossas melhores oportunidades. No futebol você tem que matar o adversário, não pode dar chance. Ele errou o gol e tomou o castigo em seguida (no lance do gol do Oeste, aos 38 do segundo tempo). Ele sabe que tem que marcar, mas tivemos poder de reação, não desanimamos”, completou Muricy, que terá Neymar à disposição na próxima quinta-feira, diante do São Caetano.

Muricy ainda não apaga críticas na Vila: “Você gosta de ser vaiado?”

Após vitória sobre o Oeste, técnico do Santos se irrita com perguntas sobre as vaias na rodada anterior

Diferentemente da última quinta-feira, quando levou empate do Mogi Mirim no fim da partida e saiu da Vila Belmiro vaiado, o time do Santos venceu o Oeste, neste domingo, definindo o resultado aos 41 minutos do segundo tempo, com gol de Cícero. Após a festa da torcida que compareceu ao estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, o técnico Muricy Ramalho se irritou com a lembrança das críticas da semana passada.

“Você gosta de ser vaiado, de ser chamado de burro? Ser vaiado não ajuda o time, isso não existe”, bradou o treinador, na última resposta de sua entrevista coletiva. Motivado a superar a desconfiança, o Peixe foi superior ao Oeste desde os primeiros minutos de bola rolando e, mesmo sem tanta técnica, mostrou garra para buscar o resultado: “Na quinta-feira não jogamos mal, foi a melhor posse de bola que tivemos. E é uma coisa que eu cobro bastante, porque só temos homem de velocidade. Em Santos tomamos castigo no final, aqui foi o contrário. O Paulista é complicadíssimo. Mas no mata-mata que vamos ver os grandes times”.

Com 32 pontos, o Santos se manteve na terceira colocação do Campeonato Paulista a três rodadas do encerramento da primeira fase. Virtualmente classificado para as quartas de final do torneio estadual, Muricy fez duras críticas ao gramado do estádio de Bauru: “Gosto da cidade, tenho amigos no Noroeste, mas esse campo é lamentável, não tem condições de jogo. Dá para fazer tudo aqui, menos futebol”.

“Esse grupo do Santos ganhou seis títulos nos últimos três anos, então é assim que se chama atenção. Eu ganhei quatro, por isso o público comparece, porque o time ganha. Onde a gente vai sempre tem bom público. Futebol é assim: se você ganha, sai aplaudido, se perde é vaia, isso é natural no futebol. Não se mede trabalho por trabalho, mas por resultado”, disse o comandante do Santos, tentando minimizar as vaias na Vila Belmiro e enaltecer o público de Bauru.

Alan Santos ganha elogios do professor – Substituto de Arouca, que sentiu dores musculares no treino de sábado, já em Bauru, o garoto Alan Santos ganhou elogios do técnico Muricy Ramalho: “Ele é uma surpresa que aposto desde o ano passado. Um jogador que é do clube, estava encostado, mas que vai ser titular do Santos daqui a um tempo. Ele toma conta do meio-campo mesmo sendo jovem. É difícil ficar muito tempo sem jogar e entrar em uma correria dessas, então eles foram bem”.


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Santos 1 x 3 Paulista de Jundiaí

Data: 10/02/2013, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 18.381 pagantes
Renda: R$ 652.560,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Fabrício Porfírio de Moura e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Cartões amarelos: Marcos Assunção e Neymar (S); Lázaro, Matheus Galdezani e Chiquinho (P).
Cartões vermelhos: Matheus Galdezani (P).
Gols: Marcelo Macedo (06-2, de pênalti), Rodolfo Testoni (39-2), Cassiano Bodini (42-2) e Neymar (47-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres (André), Edu Dracena, Durval e Guilherme Santos (Felipe Anderson); Arouca, Marcos Assunção, Cícero e Montillo (Patito Rodríguez); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho

PAULISTA
Richard; Thales, Dráusio, Lázaro e Rodolfo Testoni; Matheus Galdezani, Kasado, Chiquinho e Renato; Cassiano Bodini e Marcelo Macedo (João Henrique).
Técnico: Giba



Com fraca atuação, Santos perde do Paulista no Pacaembu e deixa liderança

Com a derrota por 3 a 1, time permanece com 14 pontos e vê a Ponte Preta assumir a ponta da tabela do Campeonato Paulista

Em uma tarde pouco inspirada, o Santos não esteve bem e foi derrotado pelo Paulista, por 3 a 1, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Nem mesmo o gol de Neymar, no fim do jogo, foi capaz de impedir o resultado negativo. Marcelo Macedo, de pênalti, Rodolfo Testoni e Cassiano Bodini sacramentaram o triunfo dos visitantes.

A derrota fez o time da Vila Belmiro cair para a segunda colocação no Campeonato Paulista, com 14 pontos, sendo ultrapassado pela Ponte Preta, que tem 15 pontos ganhos. Já o Paulista alcançou os nove pontos e agora está em 11°.

O Santos volta a campo diante da Ponte Preta, no próximo domingo, às 19h30 (horário de Brasília), no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, o clube de Jundiaí visita o São Bernardo, às 17 horas, no Estádio Primeiro de Maio.

O jogo

Apesar de jogar diante de um bom público no Pacaembu e ter começado a partida pressionando o adversário, o Santos viu o Paulista criar a primeira boa chance de gol do jogo. Aos seis minutos, Cassiano Bodini roubou a bola de Guilherme Santos, deixou três marcadores para trás e bateu para o gol, buscando o ângulo de Rafael. A bola passou próxima a meta santista.

Dois minutos depois, os santistas responderam, com um lance envolvendo a dupla argentina Montillo e Miralles. O camisa 10 tocou para o atacante chutar e ver o goleiro Richard fazer a defesa.

Aos 10, o Paulista voltou a assustar, mais uma vez. Cassiano Bodini fez linda jogada na linha de fundo e rolou para o meio da área. Marcelo Macedo girou sobre a marcação e chutou para grande defesa de Rafael.

Com as duas equipes fazendo uma boa partida, o Santos esteve perto do gol, aos 17. O estreante Marcos Assunção cobrou mal o escanteio, mas ficou com o rebote e fez novo cruzamento, desta vez eficiente, com o zagueiro Durval subindo sozinho para cabecear, por cima do gol do time de Jundiaí, com muito perigo.

O Santos teve mais uma boa oportunidade para marcar, aos 26, quando Montillo ficou com a sobra na entrada da área e soltou um arremate forte, de primeira, que assustou Richard e levantou a torcida santista no Pacaembu.

Antes do intervalo, o time mandante ainda teve mais uma boa chance de gol, aos 41. O lateral-direito Bruno Peres cruzou fechado, Richard corta mal, só que o meia argentino Montillo isolou a bola na tentativa de bater de primeira, com o pé esquerdo.

No início do segundo tempo, Cassiano Bodini fez boa jogada e foi derrubado pelo lateral-esquerdo da equipe praiana, Guilherme Santos. Na cobrança, aos seis, Marcelo Macedo colocou o Paulista na frente: 1 a 0.

Com a desvantagem no placar, o técnico Muricy Ramalho resolveu, aos 11, colocar o seu time mais a frente. O treinador sacou o ala Guilherme Santos, que não vinha tendo boa atuação, para a entrada do meia Felipe Anderson.

O Santos teve uma boa ocasião para empatar, aos 20, quando Marcos Assunção cobrou falta e Cícero, sozinho, desviou de cabeça para o gol. O arqueiro Richard caiu no centro do gol para fazer uma defesa segura.

Na busca pelo empate, Muricy voltou a mexer na equipe, trocando o lateral Bruno Peres pelo centroavante André, aos 28. Com essa modificação, o Peixe passou a atuar com três atacantes: Miralles, André e Neymar.

Os santistas estiveram perto do empate quando Assunção, aos 32, bateu falta firme, no ângulo superior esquerdo de Richard, que se atirou para fazer mais uma boa defesa. Três minutos mais tarde, foi a vez de Neymar assustar em cobrança de falta, que bateu com perfeição, mas a bola acertou a trave de Richard. No minuto seguinte, Muricy Ramalho promoveu a sua última alteração, com Patito Rodriguez entrando na vaga de Montillo.

Nem mesmo a expulsão do volante Matheus Galdezani, aos 38, impediu o Paulista de consolidar a sua vitória. Rodolfo Testoni cobrou a falta com força, acertando o ângulo de Rafael.

Aos 42, João Henrique acertou passe de trivela na área, Cassiano Bodini apareceu no meio da zaga santista e só tirou de Rafael, para marcar o terceiro do Paulista. Os alvinegros ainda descontaram com Neymar, aos 47, porém não havia mais tempo para a reação.

Muricy lamenta estado do gramado e se irrita com jornalista durante a coletiva

Mesmo criticando o gramado com a forte chuva, técnico santista afirmou que o Paulista mereceu a vitória neste domingo

Após a derrota para o Paulista, por 3 a 1, neste domingo, no Pacaembu, o técnico Muricy Ramalho apontou o estado do gramado – castigado pela forte chuva que caiu em São Paulo – como uma das razões para o resultado. Além disso, para o treinador, o Galo do Japi soube atuar de uma maneira que surpreendesse o Santos, para sair com os três pontos deste jogo.

“Os dois times foram prejudicados pelo gramado. Mas nós sofremos mais com a chuva por sermos um time muito técnico e leve. O Paulista aproveitou as chances que teve, foi bem no ataque, se defendeu bem e mereceu a vitória”, analisou Muricy.

O comandante santista ainda destacou a busca da equipe pelo empate, quando o placar era de 1 a 0 para o time de Jundiaí, e que possibilitou ao Paulista marcar dois gols nos minutos finais da partida. Neymar descontou nos acréscimos para o Peixe.”Depois que tomamos o gol, nós abrimos (mais o time), pois precisávamos atacar e buscar a vitória. Mas acabamos sofrendo outros gols e não deu certo”, ponderou.

Indagado sobre as alterações que promoveu durante o segundo tempo do duelo, Muricy Ramalho não gostou da pergunta e ainda ironizou uma jornalista. “Futebol é assim. Mas eu sei que você entende muito de futebol, né!? Fiz essa mudança para o time ir à frente”, concluiu.

Após revés, Neymar reclama de gramado e jogo no domingo de carnaval

Camisa 11 do Santos criticou o gramado do Pacaembu, castigado pela chuva e disse que domingo de carnaval não é dia para trabalhar

O atacante Neymar deixou a sua marca, fazendo um gol aos 47 minutos do segundo tempo, mas que não foi suficiente para impedir a derrota do Santos para o Paulista, por 3 a 1 , na tarde deste domingo, no Pacaembu. Na saída do gramado, o camisa 11 santista reclamou bastante das condições do campo de jogo, que ficou bastante castigado por conta da forte chuva que caiu em São Paulo.

“O gramado prejudicou o nosso futebol, que é rápido e de bola no chão. No primeiro tempo não teve como jogar. No segundo tentamos a vitória, mas ficamos muito vulneráveis. O time vacilou um pouco”, disse Neymar.

Descontente com o resultado, o primeiro revés santista no Paulistão, o camisa 11 não poupou nem a diretoria do clube praiano e a Federação Paulista de Futebol. Segundo Neymar, marcar um jogo para o domingo de carnaval não é uma boa medida – a cúpula alvinegra alterou a partida, em pedido acatado pela FPF, marcada inicialmente para sábado, na Vila Belmiro, para a capital paulista, visando ter uma maior arrecadação.

“É ruim perder, ainda mais no carnaval. Mas também tem que dar uma ‘cutucada’. Jogo no domingo de carnaval não é pra qualquer um. O pessoal (está) de folga, não é para trabalhar”, comentou.

Por fim, o atacante ainda reclamou do cartão amarelo aplicado pelo árbitro, nos minutos finais do confronto. Neymar reclamou da forte marcação do Galo do Japi e acabou sendo advertido pelo juiz. “Ele só vacilou no amarelo para mim. É sempre assim. Na dúvida, é amarelo para mim”, encerrou.

Montillo evita apontar campo pesado como razão para derrota

Meia argentino não teve boa atuação na derrota do Santos para o Paulista, admitiu desempenho abaixo do esperado da equipe

Com uma atuação discreta, o meia Montillo, que foi substituído nos minutos finais da partida pelo compatriota Patito Rodríguez, não conseguiu ajudar o Santos a conquistar uma vitória sobre o Paulista, na tarde deste domingo, no Pacaembu. Mesmo assim, o argentino evitou dar justificativas para o resultado negativo diante do Galo do Japi, que venceu por 3 a 1. Para o camisa 10 do Peixe, a equipe praiana deixou a desejar e não pode apontar o gramado pesado, por conta da forte chuva que caiu em São Paulo, como única explicação para o revés.

“Pode ser (que o campo encharcado tenha atrapalhado), mas não podemos colocar culpa nisso. Eles também tiveram as mesmas dificuldades que a gente, jogando em um campo pesado. Tivemos uma atuação ruim. Nós temos que admitir que não fomos bem”, afirmou Montillo, reconhecendo que os santistas não conseguiram mostrar o seu melhor futebol.

“A dificuldade nossa foi que a bola não rolava direito, ficava presa no gramado. E como nós temos jogadores rápidos, com bom toque de bola, não conseguíamos fazer as jogadas que estamos acostumados. Mas, como eu disse antes, não podemos dar desculpas. O fato é que a gente perdeu três pontos importantes. Temos muita coisa pela frente ainda e precisamos melhorar”, comentou.

Bem crítico ao analisar o desempenho alvinegro em campo, o meia argentino espera que a derrota para o Paulista sirva de aprendizado para o Santos, visando a sequência do Paulistão e o restante da temporada.

“É verdade que não tivemos muito tempo para trabalhar na pré-temporada e, por isso, temos que melhorar muita coisa. Temos um time muito bom, mas que necessita evoluir. Com derrotas assim, você aprende muito. Vamos nos dedicar para superar isso e voltar a jogar bem. Tomara que (resultados como este) não voltem a acontecer, pois não podemos perder em casa”, finalizou.

Mesmo com derrota, Muricy defende atuações de Dracena e Assunção

Veteranos fizeram o primeiro jogo do ano neste domingo e não evitaram revés do Santos

O zagueiro Edu Dracena e o volante Marcos Assunção foram as novidades do Santos na derrota para o Paulista, por 3 a 1 , na tarde deste domingo, no Pacaembu. Mas nem mesmo o revés inesperado para o Galo do Japi impediu o técnico Muricy Ramalho de elogiar a participação dos experientes jogadores.

O capitão santista voltou a atuar após meses se recuperando de uma cirurgia no joelho esquerdo – sofrida em julho do ano passado -, enquanto o meio-campista atuou pela primeira vez, desde que retornou ao clube, após passagem pelo Palmeiras.

“O Assunção e o Edu se comportaram bem, após muito tempo sem jogar. Foi muito agradável vê-los jogando”, disse Muricy, ciente de que a dupla ainda precisa adquirir o ritmo de jogo considerado ideal.

Questionado sobre a mudança no meio-campo, já que, segundo o próprio treinador, Renê Júnior foi preservado diante do Paulista para a entrada de Marcos Assunção, o treinador não viu uma mudança significativa na armação do setor. Arouca atuou mais recuado, com Cícero e Assunção auxiliando na marcação, e o argentino Montillo mais adiantado.

“A posição de Renê também é de segundo volante. Ele faz às vezes de primeiro porque estamos jogando com três no meio. E o Renê está nessa posição porque temos um time mais agressivo. Mas não mudou muito, não (com a entrada do Marcos Assunção)”, analisou.

Treinador “caça” folga
Muricy Ramalho havia sinalizado, antes da partida contra o Galo do Japi, com a possibilidade de conceder dois dias de folga ao elenco, em caso de vitória no domingo. Porém, com a derrota para o Paulista, o comandante descartou a ideia.

Sendo assim, os alvinegros retornam aos treinos na manhã de terça-feira, no CT Rei Pelé. “Perder nunca é bom, não existe isso de hora certa para perder. Nós precisamos ganhar sempre. Nós perdemos por alguns erros nossos, mas também por méritos do adversário. Fica mantida a reapresentação na terça”, concluiu.

Guilherme Santos reconhece má fase: “É falta de confiança”

Lateral-esquerdo do Santos chegou por empréstimo do Atlético-MG e disse que ainda falta segurança para atuar com os novos companheiros

Um dos reforços contratados pelo Santos para a temporada 2013, o lateral-esquerdo Guilherme Santos admitiu que não vive uma boa fase na nova equipe. O jogador, que chegou ao clube praiano por empréstimo junto ao Atlético-MG, reconheceu que não vem apresentando o seu melhor futebol e atribuiu à falta de confiança ao seu começo irregular com a camisa do Peixe.

“Não fiz o que faço nos clubes quando chego. É mais por falta de confiança. O Santos oferece muito e o jogador costuma ficar confortável, mas está acontecendo algo mentalmente que me tira um pouco a confiança e a segurança de jogar”, disse Guilherme Santos, após a derrota para o Paulista, por 3 a 1, no último domingo, no Pacaembu.

O ala santista, aliás, foi alvo da torcida alvinegra, que irritada com a sua atuação diante do Galo do Japi, vaiou a sua saída de campo, ‘comemorando’ a substituição do técnico Muricy Ramalho. Guilherme Santos deixou o campo aos 11 minutos do segundo tempo, para a entrada do meia Felipe Anderson. O lateral havia cometido pênalti minutos antes, possibilitando ao Paulista abrir o placar com Marcelo Macedo.

“Realmente fico chateado (com a má atuação e vaias), volto para casa com a cabeça ‘bombando’, ainda mais por gostar de jogar futebol. Isso me deixa mal para caramba. Mas agora é levantar a cabeça, porque tem gente do Santos que confia no meu futebol”, ponderou.

Mesmo com o experiente Léo perto de retornar aos jogos oficiais, pois está em fase final de recuperação de uma artroscopia no joelho direito, Guilherme Santos confia que pode dar a volta por cima na Vila Belmiro.

“Tenho de me apegar aos meus familiares, as pessoas que estão comigo, ao meu lado. Até porque, eu sei que tem muita gente que confia em mim. Vou continuar trabalhando porque passei em muitos lugares e fui bem, sei que posso render. E se estou no Santos é porque tenho potencial. Vou procurar dar a volta por cima. Nada veio fácil para mim e vou tentar ajudar o Santos”, encerrou.

Assunção reprova reestreia pelo Santos: “Nota 5, não foi legal”

Em sua restréia no Santos o volante lamentou o revés para o Paulista e disse que ainda busca entrosamento com os novos companheiros

O volante Marcos Assunção admitiu que a sua reestreia no Santos, clube que já havia defendido em duas oportunidades no final da década de 1990 – a primeira entre 1996 e 1997, e a outra em 1999 -, não foi tão boa como ele imaginava. O experiente jogador, de 36 anos de idade, não conseguiu evitar a derrota do Peixe para o Paulista, por 3 a 1, no último domingo, no Pacaembu.

“Com os treinamentos vou melhorando, entrosando e conhecendo os companheiros. Já vou estar melhor nessa semana. A tendência é evoluir cada dia mais. Mas a nota é 5 (para a atuação), não foi legal”, destacou Assunção, que precisou se recuperar de uma lesão no joelho direito, sofrida quando ainda atuava pelo Palmeiras, antes de realizar a sua primeira partida pelo time santista.

“Desde novembro não jogo. É muito tempo. Estava com saudades de voltar ao campo. Gostaria que a volta fosse com vitória. Só que, infelizmente, não aconteceu”, comentou o veterano meio-campista.

Sobre o seu posicionamento em campo, mais recuado contra o Galo do Japi, Marcos Assunção garantiu que o sistema adotado pelo técnico Muricy Ramalho não irá atrapalhar o seu rendimento. “Tranquilo, o importante é jogar. O Muricy gosta de jogar assim, vou ter que me adaptar. Eu e todos os jogadores de meio-campo. É assim que ele joga e assim buscaremos as vitórias”, finalizou.


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Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 03/02/2013, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.283
Renda: R$ 383.960,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP).
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (ambos de SP)
Cartões amarelos: Renê Júnior (S); Cañete e Denilson (SP).
Gols: Miralles (38-1); Neymar (03-2, de pênalti), Jadson (19-2) e Miralles (25-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos; Arouca (Felipe Anderson), Renê Júnior, Cícero e Montillo; Neymar e Miralles.
Técnico: Muricy Ramalho

SÃO PAULO
Denis; Paulo Miranda (Douglas), Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington (Cañete), Denilson, Jadson e Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luís Fabiano.
Técnico: Ney Franco



Neymar ofusca amigo Ganso e lidera o Santos na vitória contra o São Paulo

Neymar fez duas assistências para os gols de Miralles e fez o seu, em cobrança de pênalti. Ganso foi vaiado pela torcida santista a cada toque na bola

O tão esperado reencontro entre Neymar e Paulo Henrique Ganso começou com um abraço entre os dois amigos e terminou com a vitória do melhor jogador do Santos. Em jogo recheado por reclamações dos tricolores, o Peixe venceu o São Paulo por 3 a 1, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista.

No primeiro duelo que disputou no estádio desde que se transferiu do Alvinegro Praiano para o clube da capital, Ganso apareceu entre os titulares de Ney Franco e ganhou abraços de Neymar e dos ex-colegas, mas foi vaiado em todos os lances que participou e ainda acabou alvo de moedas atiradas das arquibancadas. Em campo, o jogador teve uma atuação discreta, quase sem pegar na bola no segundo tempo.

Enquanto isso, Neymar liderou o Santos, pois fez as assistências para os dois gols de Miralles, que ganhou a vaga de titular de André. Além disso, o camisa 11 do Peixe ainda sofreu o pênalti e o converteu, no segundo tento do Peixe.

O jogo também ficou quente com a reclamação dos são-paulinos por conta do gol anulado de Luis Fabiano, em um impedimento duvidoso. Sem contar com Rogério Ceni, que foi vetado por dores no ombro esquerdo, o Tricolor descontou em cobrança de falta de Jadson.

Com o resultado positivo, o Santos assumiu a liderança do Campeonato Paulista, com 13 pontos, levando vantagem nos critérios de desempate contra a Ponte Preta. Já o São Paulo, que ouviu a torcida alvinegra gritar ‘olé’ no fim, tem seis.

O jogo

O Santos começou tentando se posicionar mais na frente, mas esbarrou no sistema defensivo visitante. Enquanto isso, Ganso tentou puxar três jogadas e perdeu, com a torcida alvinegra comemorando cada erro. Mas o Tricolor foi o primeiro a chegar. Jadson dominou na intermediária e chutou direto para fora. Pouco depois, o zagueiro Rhodolfo carregou a bola e chutou fraco, de longe, nas mãos de Rafael.

A resposta do Santos saiu aos 13 minutos, quando Cícero arriscou da meia-esquerda e mandou por cima do travessão. Na jogada seguinte, Neymar perdeu a bola para Denilson no meio-campo, e Osvaldo puxou contragolpe pela esquerda, até sofrer falta perto da área, na região em que Rogério Ceni tanto gosta. Porém, sem o goleiro, Luis Fabiano foi para a cobrança e mandou baixo, facilitando para Rafael.

Mesmo sem jogadas de perigo pelo lado alvinegro, os santistas festejaram logo depois, no momento em que Renê Júnior derrubou Ganso no meio-campo. O camisa 8 tricolor teve a chance de responder em campo, aos 17, quando bateu falta da meia-direita, mas carimbou a barreira.

Com Neymar muito bem marcado, o Santos precisou buscar alternativas para chegar à frente, ao mesmo tempo em que apostou em faltas para parar os contra-ataques. Assim, Miralles roubou a bola na intermediária e passou para Montillo, que carregou e bateu. A bola desviou e passou perto da trave.

Aos 20, os visitantes quase abriram o placar. Luis Fabiano recebeu na área, driblou Rafael e se desequilibrou na hora de chutar com o pé esquerdo, mandando para fora. O atacante ainda caiu no gramado, com as mãos na cabeça, sem acreditar na jogada que desperdiçou. Pouco depois, Ganso tentou mandar por cobertura sobre Rafael, que só acompanhou a saída pela linha de fundo.

No fim da etapa, o Peixe melhorou e passou a dar mais trabalho. Montillo lançou na área para Miralles, que apareceu livre nas costas de Cortez e tentou driblar Denis, mas o goleiro segurou. Do outro lado, Jadson pegou a bola pela direita, ignorou Ganso ao seu lado, partiu em diagonal e bateu, para defesa do goleiro.

Com marcação firme em Neymar durante praticamente toda a etapa, o São Paulo percebeu que não pode descuidar do atacante nem por um instante. Aos 38, Guilherme Santos cruzou da esquerda para o craque alvinegro, que dominou no meio da área já ajeitando para Miralles. O argentino, então, ficou livre para bater rasteiro, no canto, fora do alcance do goleiro Denis.

Porém, antes do apito para o intervalo, um lance polêmico esquentou o clássico na Vila Belmiro. Jadson bateu falta para a área e Luis Fabiano completou de cabeça para as redes, mas a assistente Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo assinalou impedimento duvidoso. O atacante reclamou bastante e ainda se irritou até mais na saída do gramado para o intervalo, com as moedas que os santistas jogaram nos visitantes.

Na volta para o segundo tempo, o Santos ampliou em mais uma jogada que gerou reclamação dos tricolores. Neymar partiu em velocidade de longe, em diagonal, e invadiu a área, caindo em disputa com Paulo Miranda. O árbitro Flávio Rodrigues Guerra marcou pênalti e foi bastante contestado pelos são-paulinos.

Sem se importar com a polêmica, Neymar correu para a bola e, ao ver Denis cair para a direita, chutou fraco no lado oposto para fazer o segundo gol. A partir daí, os dribles do principal jogador santista deixavam os visitantes ainda mais irritados. Para tentar mudar o ritmo, Ney Franco abriu sua equipe, tirando Paulo Miranda e Wellington para as entradas de Douglas e Cañete.

Em sua primeira jogada, o meia argentino arrancou e tocou para deixar Luis Fabiano de frente para o gol, mas Herman Brumel Vani marcou impedimento. Pouco depois, o atacante foi flagrado em posição irregular mais uma vez e se irritou, chutando a bola contra a placa de publicidade.

De qualquer forma, as alterações de Ney Franco deixaram o Tricolor mais perigoso. Jadson encarou a marcação pela direita e chutou cruzado, exigindo defesa de Rafael. Logo no lance posterior, Luis Fabiano recebeu, girou na área e finalizou, mas a bola desviou no meio do caminho.

Muricy Ramalho preferiu não mudar para tentar frear o adversário, que passou a dominar. Cañete saiu de frente para o gol e viu Rafael salvar os donos da casa. No entanto, aos 19, o São Paulo foi recompensado por sua insistência. Jadson bateu falta de longe e acertou o ângulo, estufando as redes de Denis, que nada pôde fazer.

Com Paulo Henrique Ganso apagado, sem aparecer para criar e nem esboçando condições de marcar, Cañete chamou a responsabilidade, mas a esperança durou pouco tempo. Aos 25, depois de cobrança de escanteio, Neymar mandou na cabeça de Miralles, que marcou seu segundo gol no jogo e mostrou por que ganhou a vaga de André.

O São Paulo se abalou em campo e, na tentativa de recuperar seu time, Ney Franco colocou Aloísio, aos 32 minutos. O escolhido para sair foi Paulo Henrique Ganso, xingado pelos santistas e ironizando, levantando os braços, como se estivesse agradecendo. O Tricolor não tinha mais forças para reagir, ouviu a torcida santista gritar ‘olé’ e ainda viu Montillo acertar a trave.


Vídeos: (3) Mascote santista finge que vai cumprimentar Ganso e aplica pegadinha.

Ganso toma ‘olé’ de torcedor santista antes do clássico

Meia do São Paulo foi alvo de diversas provocações na Vila Belmiro

Miralles, Neymar, Paulo Henrique Ganso. Todos foram personagens importantes do clássico entre Santos e São Paulo, no último domingo, na Vila Belmiro, pela quinta rodada do Paulistão. Mas antes de a bola rolar, um desconhecido roubou a cena. Com os cabelos pintados de verde e vestindo uniforme do Peixe, um garoto entrou em campo com o time alvinegro, em meio a outras crianças.

Antes de sair do gramado para que o árbitro pudesse dar início ao duelo, o menino foi ao encontro de Ganso. O que parecia ser apenas um contato de um jovem torcedor com seu ídolo se tornou mais uma das diversas provocações que tiveram como foco o jogador do São Paulo. O menino, após correr em direção a Ganso e chamar pelo atleta, estendeu a mão para cumprimentar o meia. Mas, para delírio alvinegro, ele tirou a mão e deixou o agora rival no “vácuo”.

Ganso, antes rindo da situação, ameaçou chutar a bola no menino em tom de brincadeira. Segundos depois, com o semblante mais sério, voltou a se concentrar em seu trabalho de aquecimento.

Apesar de ser a principal esperança do Tricolor, Ganso foi mais destaque fora de campo por toda expectativa criada sobre o reencontro do jogador com a torcida alvinegra.

Além da polêmica com o jovem santista, o camisa 8 do time do Morumbi foi alvo de chuva de moedas, vaias e foi até caracterizado em um boneco de ‘Judas’. Pelos objetos atirados no gramado, o Santos agora corre o risco de perder mando de campo no Campeonato Paulista.

Neymar cobra jantar de Ganso, mas se diz triste pela hostilidade da torcida

Atacante santista apostou jantar com ex-companheiro, mas lamentou as vaias ao meia do São Paulo

Antes de a bola rolar na Vila Belmiro, neste domingo, os compadres Neymar e Ganso apostaram um jantar que seria pago pelo perdedor na cidade do time vencedor. Alvo de hostilidades da torcida do Santos, que promoveu uma nova chuva de moedas e ainda criou cartazes e cantos contra o atual camisa 8 do São Paulo, Ganso terá que pagar pelo jantar na Baixada depois de lamentar a derrota por 3 a 1.

Após a partida, o camisa 11 do Santos comemorou a vitória que reconduziu o Peixe à liderança do Campeonato Paulista, mas condenou a postura hostil da torcida da casa, principalmente pela chance de perder mandos de campo: “Fico triste de ver isso porque não pode, e vai acabar prejudicando o nosso mando, o torcedor não quer ver a gente longe. Quem jogou moeda está errado”.

Neymar embarca com a delegação da Seleção Brasileira na madrugada deste domingo, ao lado de Arouca e do rival Luis Fabiano. Assim que retornar da Inglaterra, o principal jogador do Peixe espera que Ganso já possa pagar a dívida e cumprir com o combinado: “Agora vou sacanear ele, paga o jantar e vem aqui para Santos. Ainda não conversamos, mas é muito estranho jogar contra ele. Somos irmãos, é complicado”.

“O Santos está de parabéns, fez uma grande partida e eu acabei sendo premiado com um gol. Hoje nós temos jogadores de muita qualidade que poderiam jogar em qualquer outro clube. Não tem titular ou reserva, todos entram e fazem o melhor”, explicou o atacante que nunca foi derrotado pelo São Paulo na Vila Belmiro (são três vitórias e um empate em quatro partidas) e ainda reclamou da truculência de Paulo Miranda no pênalti marcado aos dois minutos do primeiro tempo: “Mais um pouco ele arrancava minha perna”.

Muricy assegura Miralles titular e quer Ganso versátil no São Paulo

“Queria ver o Miralles atuando o tempo todo e vi um jogador muito inteligente, que sabe se posicionar bem e se movimenta muito”, disse o treinador

Os dois gols marcados no clássico contra o São Paulo e a sequência de boas atuações de Miralles quando ainda aparecia no time reserva fizeram com que Muricy Ramalho mudasse de ideia quanto à formação do time do Santos. Neste domingo, após a vitória por 3 a 1 para cima do São Paulo, na Vila Belmiro, o treinador do Peixe garantiu que o argentino é o novo titular da equipe e André precisará esperar para voltar a ser o camisa 9.

“Queria ver o Miralles atuando o tempo todo e vi um jogador muito inteligente, que sabe se posicionar bem e se movimenta muito. Como temos bons passadores, isso é importante demais. Agora, ele é o titular. O André vai esperar”, decidiu Muricy, esboçando o time para quarta-feira com Miralles titular e André disputando vaga com Patito pela posição de Neymar, que estará com a Seleção Brasileira em Londres.

Miralles como titular do Santos era um pedido do torcedor desde o início da temporada, já que André aparentava má forma física e ainda não marcou em 2013. No amistoso contra o Grêmio-SP e nas quatro primeiras rodadas do Paulistão, o jogador campeão da Copa do Brasil de 2010 não balançou as redes nenhuma vez, enquanto o ex-gremista, trocado por Elano no ano passado, precisou cinco gols para confirmar sua condição de titular. “Não pode viver só de passe” – Além de confirmar Miralles como titular do Santos, Muricy Ramalho fez questão de comentar a atuação de Paulo Henrique Ganso, que retornou à Vila Belmiro com a camisa 8 do São Paulo e teve atuação discreta na derrota por 3 a 1. Aconselhando Ney Franco, o treinador do Peixe pediu mais sequência ao ex-comandado.

“Ele precisa de uma sequência, tem que jogar para ele ter mais dinâmica de jogo. Acho que ele está se adaptando, o grande problema é que o São Paulo começou disputando competições duríssimas”, opinou Muricy, antes de recomendar versatilidade a Ganso: “Tem uma coisa que eu insistia com ele, de entrar na área e fazer gol, o que ele não gosta. Ele tem que entender que precisa disso, não pode viver só de passe, tem que infiltrar”.

Novo titular, Miralles vê ‘bom caminho’ após tarde de heroi na Vila

Argentino ganhou vaga de André e marcou dois gols no clássico contra o São Paulo

Depois de quatro partidas na reserva do contestado André, Miralles finalmente começou jogando neste domingo, no clássico contra o São Paulo. Vestindo a 9, o argentino teve sua melhor exibição com a camisa do Santos e marcou duas vezes na vitória por 3 a 1 para cima do Tricolor – Neymar completou o placar para o Peixe e Jadson descontou de falta para os visitantes.

Satisfeito pela chance recebida como titular, o ex-jogador do Grêmio garante não ter lamentado a condição de reserva nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista. A concorrência com André, na visão de Miralles, é saudável para que o técnico Muricy Ramalho tenha opções para escalar o time do Santos. Orgulhoso, o novo camisa 9 projeta uma sequência na posição.

“Estou feliz pela vitória e pelo gol, porque estamos em um bom caminho e a torcida está feliz. Hoje deu certo, mas fico feliz porque era um clássico, e sabíamos que seria difícil. O Santos se superou”, elogiou Miralles, antes de completar: “Precisamos de elenco, esse ano estamos mais fortes e no próximo jogo qualquer um que tenha que jogar vai dar a vida para continuar na ponta da tabela”.

Após trocar de camisa com o zagueiro Lúcio, do São Paulo, Miralles comentou sua passagem pelo futebol gaúcho, antes de ser envolvido em troca pelo santista Elano: “No Grêmio fizeram de tudo para tentar que eu fosse embora, tenho orgulho de que a primeira proposta que apareceu foi do Santos. Hoje, passo por um bom momento e quero continuar crescendo. Estou me sentindo bem, porque ano passado estava mal fisicamente. Eu tento fazer o melhor”.

Acreditando que está “ajudando muito” o Santos por conta dos quatro gols marcados no Paulistão, Miralles foi confirmado por Muricy como titular na próxima quarta-feira, contra o Linense. Segundo o comandante do Santos, André “vai ter que esperar um pouco” para ter novas chances.

Bastidores – Santos TV:


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Bragantino 2 x 2 Santos

Data: 27/01/2013, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, SP.
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Mauro André de Freitas e Renata Ruel Xavier de Brito.
Cartões amarelos: Carlinhos, Preto, Diego Macedo, Serginho e Geandro (B); Renê Júnior e Montillo (S).
Gols: Raphael Andrade (27-1); Cícero (05-2), Diego Macedo (19-2) e Neymar (45-2, de pênalti).

BRAGANTINO
Rafael Defendi; Carlinhos (Serginho), Raphael Andrade e Kadu; Diego Macedo (Thiago Santos), Preto (Robertinho), Neto, Léo Jaime e Geandro; Lincom e Malaquias.
Técnico: Mazola Júnior

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos (Felipe Anderson); Renê Júnior (Pinga), Arouca, Cícero e Montillo; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho



Com gol de pênalti no fim, Neymar evita derrota do Santos para o Bragantino

Em Bragança, time da casa abriu 2 a 1, mas cedeu empate e evitou primeira derrota santista

O Santos não conseguiu repetir o bom futebolde outras jornadas e contou com um gol de pênalti marcado por Neymar, nos minutos finais, para empatar com o Bragantino, em 2 a 2, na noite deste domingo, no Estádio Nabi Chedid. Raphael Andrade, no primeiro tempo, e Diego Macedo, na etapa complementar, fizeram os gols dos donos da casa. Além da Joia, Cícero também marcou para os santistas.

Mesmo com o empate no duelo com o Massa Bruta, o Peixe segue líder na tabela declassificação. O Alvinegro Praiano perdeu o 100% de aproveitamento, mas chegou aos sete pontos ganhos no torneio. O Massa Bruta, por sua vez, é o 14°, com três pontos.

Na próxima rodada, o Santos visita o Ituano, na quarta-feira, a partir das 19h30 (horário de Brasília), no Estádio Novelli Júnior. No dia seguinte, o Braga também sai de casa para enfrentar o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa.

O jogo

A partida começou movimentada, com boas chances de gol. Aos três minutos, o Bragantino quase abriu o placar. Léo Jaime aproveitou o rebote de um escanteio e, de fora da área, acertou o travessão do goleirosantista Rafael.O Peixe respondeu e quase marcou o primeiro gol, aos dez. O argentino Montillo começou a jogada, tocou para Neymar, que na entrada da área, serviu André, frente à rente com o goleiro Rafael Defendi. Mesmo assim, o camisa 9 não conseguiu aproveitar a oportunidade e, com uma finalização ruim, mandou a bola para fora.

O Massa Bruta quase marcou aos 22, quando Diego Macedo cruzou a bola para a área, Cícero desviou e quase marcou contra. O toque de cabeça do meia do Alvinegro Praiano fez a bola acertar o travessão.

Melhor em campo, o time da casa conseguiu abrir o placar. Aos 27, Diego Macedo bateu escanteio pela direita, Raphael Andrade aproveitou o espaço dado pela zaga do Santos dentro da grande área e, de cabeça, completou para o gol. Rafael ainda desviou a bola, mas não evitou que a bola fosse para o fundo das redes: 1 a 0 para o Bragantino.

Com o domínio das ações, o Massa Bruta quase ampliou, pouco depois. Aos 33, Diego Macedo fez linda jogada pela direita, fintando dois adversários e deixando Léo Jaime na cara do gol. Mas o camisa 11 do Braga desperdiça uma grande oportunidade.

Antes do intervalo, o Peixe ainda teve uma chance para empatar. Aos 44, Neymar cobrou falta com categoria, só que a bola passou bem próxima ao gol defendido por Rafael Defendi.

Na volta para a etapa complementar, mesmo sem modificações, a equipe santista reagiu e chegou ao empate. Aos cinco, Montillo roubou a bola no meio-campo, deixou alguns marcadores para trás e tocou para Cícero, que soltou a bomba de perna esquerda, sem chances para o arqueiro do Bragantino.

Após o gol de empate, o técnico Muricy Ramalho resolveu fazer a sua primeira alteração, para ganhar força ofensiva. Aos 16, André saiu para a entrada do argentino Miralles.

Porém, três minutos depois, quem voltou a balançar as redes foi o Massa Bruta. Com 19, Diego Macedo fez grande jogada individual, antes de finalizar de perna esquerda, no ângulo de Rafael: 2 a 1.

Em desvantagem, Muricy resolveu sacar o lateral-esquerdo Guilherme Santos. Aos 23, o meia Felipe Anderson entrou no jogo, tentando dar mais criatividade ao setor de meio-campo.

Autor do segundo gol do Braga, Diego Macedo saiu de campo, aos 32, substituído por Thiago Santos. No Alvinegro Praiano, Pinga entrou na vaga de Renê Júnior, que estava pendurado, após receber cartão amarelo.

Na busca pelo empate novamente, o Santos quase marcou, com Neymar. Aos 38, a Joia cobrou mais uma falta, só que a bola passa à esquerda do ângulo de Rafael Defendi.

Na base da pressão, o Peixe chegou à igualdade, nos minutos finais. Miralles sofreu pênalti e, aos 45, Neymar cobrou com precisão, para anotar o segundo tento santista e evitar que o time da Vila Belmiro sofresse a primeira derrota no Estadual.

Neymar se irrita com rodízio de faltas: “Não vou falar mais nada”

No empate deste domingo contra o Bragantino, marcação dos adversários resultou em 12 faltas no atacante

Principal jogador do futebol brasileiro na atualidade, o atacante Neymar se acostumou a ser vigiado de perto pelas defesas adversárias. No empate do Santos com o Bragantino, na noite deste domingo, no Estádio Nabi Abi Chedid, não foi diferente. Mas a marcação firme irritou o santista.

Tanto que, ao final da partida, na saída do gramado, o camisa 11 desabafou: “Não estou mais nem aí. Um vem, toma cartão amarelo, outro vem e toma também”, disse Neymar, vítima de 12 das 24 faltas sofridas pela equipe alvinegra. “Eu nem vou reclamar mais, não vou falar mais nada”, completou.

Ao ser informado que, dos cinco cartões amarelos recebidos pelo Bragantino, quatro foram por infrações cometidas sobre ele, o craque ironizou a situação. “Só foram poucos (amarelos) porque ele (juiz) demorou a dar”, resumiu.

Apesar das declarações de Neymar, o técnico Muricy Ramalho seguiu uma linha diferente e afirmou não ter visto um exagero na marcação adversária, neste confronto. “Para marcar o Neymar, não tem como ser diferente. Ele vai para cima, para o choque, então tem muitas faltas. Mas não teve maldade. O que acontece é que o Neymar é muito leve. Eu não o vi sofrer nenhum carrinho hoje (domingo), nenhuma entrada maldosa. Repito: eles marcaram forte, mas sem maldade. As faltas foram naturais, coisas de jogo”, destacou.

Em jogo marcado por faltas, Muricy lamenta ausência de Assunção

Técnico do Santos lamentou a ausência de seu cobrador de faltas, que ainda não estreou pela nova equipe

Após o empate com o Bragantino, por 2 a 2, na noite deste domingo, no Estádio Nabi Abi Chedid, o técnico Muricy Ramalho lamentou a ausência de uma peça na equipe: o volante Marcos Assunção. O treinador acredita que o Santos poderia ter saído vitorioso de Bragança Paulista, caso o experiente meio-campista estivesse em campo, devido a grande quantidade de faltas cometidas pelo adversário.

“Nesse jogo que passou, se ele estivesse atuando, ia fazer a festa. Vocês viram que tivemos várias faltas a nosso favor, ele ia ter muita falta para bater”, disse Muricy, nos vestiários do Peixe, no Nabi Abi Chedid.

Durante a partida contra o Massa Bruta, os santistas sofreram 24 faltas. Deste total, metade das infrações foi cometida sobre o atacante Neymar. “Poderia ser diferente (o resultado do jogo)”, lamentou o comandante alvinegro.

Indagado sobre a preparação do veterano jogador, de 36 anos, para voltar a vestir a camisa do Santos, Muricy Ramalho destacou que Assunção está passando por um processo de condicionamento físico, antes de ser liberado para estrear.

“Estamos preparando-o muito bem. Recuperamos a parte muscular, que era o principal, pois ele veio com um déficit nesse quesito. Já está no (ponto) ideal o joelho dele, agora é o condicionamento. Ele é muito profissional, tem se dedicado bastante, e logo vai estar com a gente”, concluiu.

O próprio volante acredita que poderá estar à disposição de Muricy em um prazo de duas semanas. Porém, a comissão técnica do Peixe é mais cautelosa e ainda não estabeleceu, até o momento, uma previsão de quando Marcos Assunção está jogando pelo time santista.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 3 x 0 Botafogo-SP

Data: 23/01/2013, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.173 pagantes
Renda: R$ 343.750,00
Árbitro: Marcelo Prieto Alfieri (SP)
Auxiliares: Giulliano Neri Colisse e Fábio Rogério Baesteiro (ambos de SP)
Cartões amarelos: Bruno Peres (S); Francis, Cris, Alex e Gilmak (B).
Gols: Cícero (32-1) e Neymar (40-1); Miralles (46-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (Pinga); Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho

BOTAFOGO-SP
Rafael Santos; Cris, Henrique Mattos e César Gaúcho; Daniel Borges, Gilmak, Zé Antônio, Douglas Packer (Paulo Roberto) e Giovanni (Alex); Francis (Álvaro) e Nunes.
Técnico: Marcelo Veiga



Com boa atuação e espetáculo de Neymar, Santos vence Botafogo-SP na Vila Belmiro

Atacante deixa sua marca na vitória por 3 a 0 e encanta a torcida santista no estádio com série de dribles sobre os rivais

Com uma atuação segura, o Santos venceu mais uma vez no Campeonato Paulista. Desta vez, derrotou o Botafogo-SP nesta quarta-feira por 3 a 0, com gols de Cícero e Neymar, ainda no primeiro tempo, e do argentino Miralles, na etapa complementar. O jogo marcou a estreia do time na Vila Belmiro nesta temporada.

O triunfo em casa levou os santistas, provisoriamente, para a primeira colocação do Estadual. Com seis pontos, tem 100% de aproveitamento na competição. Já o Botafogo-SP, com três pontos, ocupa a sétima posição.

Na próxima rodada, os santistas visitam o Bragantino, no próximo domingo, às 19h30 (horário de Brasília), no Estádio Nabi Abi Chedid. No mesmo dia e horário, o time de Ribeirão Preto recebe o São Bernardo, no Estádio Santa Cruz.

O jogo

O duelo começou em ritmo mais lento. Com os dois times se estudando bastante, principalmente com os visitantes apresentando uma postura bastante defensiva, o Santos teve grandes dificuldades para chegar com perigo ao gol do adversário.

Aos 14 minutos, a equipe de Ribeirão Preto ainda perdeu o ala-esquerdo Giovanni, que saiu contundido. Alex entrou no seu lugar, para recompor o setor dos comandados de Marcelo Veiga.

Com o decorrer do primeiro tempo, os mandantes foram melhorando em campo. Tanto que, aos 32, em rápido contra-ataque, o Santos chegou ao gol. Arouca fez bom lance individual, cruzou para a área, Rafael Santos bloqueou Neymar, na hora da finalização, mas a bola sobrou para Cícero completar para o gol vazio: 1 a 0.

Pouco depois, aos 38, os santistas quase ampliaram. Neymar recebeu de André e tocou, de letra, para Cícero, que bateu cruzado, de perna esquerda. A bola passou muito próxima ao gol defendido por Rafael Santos.

Antes do intervalo, aos 40, as redes foram balançadas novamente. Cícero encontrou Neymar livre, dentro da grande área, e o camisa 11 teve frieza suficiente para deslocar o arqueiro rival, marcando o segundo do Santos na partida.

Com a vantagem no marcador, o Santos passou a atuar com mais tranquilidade na etapa complementar. Apesar disso, os santistas tiveram boas chances para fazer o terceiro gol. Aos 21, Neymar tocou para Montillo, que deu a assistência para André, livre na pequena área, fazer o gol. Só que Rafael Santos foi mais rápido e afastou o perigo.

No minuto seguinte, o argentino Montillo deu o passe para Neymar, que tocou por cima do goleiro do Botafogo-SP, que se esticou bastante para desviar a bola com a ponta dos dedos, evitando o gol.

Aos 26, Miralles, que havia acabado de entrar na vaga de André, cruzou para Cícero emendar uma bicicleta. Porém, a finalização não saiu como o meia queria e a bola saiu, sem perigo, ao lado da meta de Rafael Santos.

Inspirado, Neymar, que levou os torcedores ao delírio com lances de efeito, quase marcou novamente. Aos 34, em cobrança de falta, o camisa 11 exigiu grande defesa de Rafael Santos, que espalmou a bola por cima do gol, para escanteio.

Para encerrar bem a sua exibição, Neymar deu o passe para Miralles, ao 46, marcar o terceiro gol santista, dando números finais ao placar.

Bastidores – Santos TV:

Neymar se anima com vitória e cogita ampliar contrato com o Santos

Após boa atuação no triunfo sobre o Botafogo-SP, atacante diz que é possível continuar no clube depois da Copa de 2014

Após ser o principal destaque do Santos na vitória diante do Botafogo-SP por 3 a 0 nesta quarta-feira , Neymar deixou o campo feliz pela segunda vitória da equipe no Campeonato Paulista. Entusiasmado, o atacante comentou até mesmo uma possível permanência no clube após a Copa do Mundo de 2014, data em que se encerra o seu atual contrato.

“Dá para ficar sim. Mas está um pouco longe. Eu ainda tenho mais um ano e meio de contrato, vou manter a calma. Temos que sentar e conversar”, disse Neymar, especulado em times como Bayern de Munique (Alemanha), Barcelona e Real Madrid (ambos da Espanha).

Antes da sua última renovação contratual, o atacante tinha vínculo até 2015 com os santistas. No entanto, para segurar Neymar no país, resistindo ao assédio de potências do futebol europeu, o clube diminuiu em um ano o vínculo.

A atitude, porém, foi questionada em reunião do Conselho Deliberativo do Santos, na última segunda. Com isso, a diretoria deve se reunir com o craque, para tentar prorrogar o contrato vigente e acalmar os ânimos dos conselheiros.

Na expectativa sobre o assunto, o técnico Muricy Ramalho torce por um desfecho positivo, caso essas negociações sejam realmente levadas adiante. “Tudo é possível mas, é claro, depende do Neymar. A gente sabe que, em determinado momento, o atleta vai querer sair, para buscar um lugar dele fora do país. Até 2014 ele está garantido, mas vamos aguardar. A Europa paga muito e, assim como o Santos segurou o Neymar antes, quando ninguém acreditava, pode ser que aconteça novamente”, comentou.

Muricy elogia atuação santista, mas prefere manter “os pés no chão”

Com goleada por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP na Vila Belmiro, Santos vence a segunda e segue com 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista

A vitória sobre o Botafogo-SP por 3 a 0 , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, foi a segunda do Santos no Campeonato Paulista. Mas, apesar do 100% de aproveitamento na competição, até o momento, o técnico Muricy Ramalho prefere manter “os pés no chão”. Para o treinador, a equipe não pode se deslumbrar com as boas atuações neste início de Paulistão.

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“Não podemos nos entusiasmar com o resultado, pois ainda falta muito. O nosso time é técnico e vai evoluir bastante. Eu acredito nisso”, afirmou Muricy.

O treinador santista prosseguiu: “Com todo respeito ao adversário, é obrigação do Santos ganhar em casa. Tivemos dificuldades, mas melhoramos o passe. A equipe ficou mais organizada. Vários jogadores estão se encaixando bem. Temos que entender que eles ainda precisam se adaptar”.

Dos reforços contratados pelo clube, o volante Marcos Assunção ainda está aprimorando a sua parte física e deve estrear em um prazo de duas semanas. O zagueiro Edu Dracena e o lateral-esquerdo Léo, que se recuperam de cirurgias, estão em fase final de tratamento de suas lesões e também ainda não estão à disposição de Muricy Ramalho.

Muricy vê evolução e ‘banca’ André: “Não posso virar as costas”

Segundo o treinador, centroavante do Santos melhorou o seu desempenho contra o Botafogo-SP e deve seguir entre os titulares

Apesar de o argentino Miralles ter entrado bem nos minutos finais e marcado o último gol da vitória do Santos sobre o Botafogo-SP, por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, o técnico Muricy Ramalho parece que ainda não pretende tirar André do time titular. Segundo o treinador, o centroavante melhorou o seu desempenho contra o Botinha e deve seguir entre os titulares.

“Não sou um comandante de alguns jogadores, sou comandante de um grupo. Por isso eu permaneço muito nos clubes que eu vou. Não desisto dos atletas. Seria muito fácil em um momento de crítica, que as coisas estão contra o jogador, eu sacá-lo do time. Não sou assim. Hoje eu vi o André brigar mais no ataque, ele esteve mais presente na área e participou do jogo. Sendo assim, temos que acreditar nele. Não posso virar as costas”, disse Muricy.

O técnico alvinegro lembrou que, por se tratar de um início de temporada, André ainda precisa de mais tempo para adquirir ritmo de jogo. “Não posso largá-lo, tenho que insistir um pouco. Entendemos que o torcedor esteja cobrando, mas não vou criticá-lo publicamente. Não desisto do jogador. Estamos no começo da temporada. Eles está passando por um momento ruim, mas está trabalhando para reverter a situação”, analisou.

Sobre Miralles, que chegou a marca de três gols em três partidas pelo Peixe, na temporada – um no amistoso contra o Grêmio-SP, um contra o São Bernardo e um contra o Botafogo-SP, os dois últimos pelo Campeonato Paulista -, Muricy Ramalho elogiou o argentino pelo nível de suas atuações.

“O Miralles é um jogador inteligente. Ele ainda marca o passe (adversário) e faz a diagonal como poucos, é o forte dele. O Miralles se enfia entre os zagueiros em velocidade e sai na cara do gol, finaliza muito bem. Tenho de insistir um pouco (com o André), mas daqui a pouco pode jogar o Miralles”, encerrou.

Após boa atuação, Renê Júnior agradece carinho da torcida

Volante vindo da Ponte Preta é um dos sete reforços santistas para a temporada de 2013

O volante Renê Júnior foi um dos sete reforços contratados pelo Santos para a temporada 2013. Ex-Mogi Mirim e Ponte Preta, o jogador parece estar conquistando a confiança dos torcedores do Peixe, com boas atuações. Tanto que, durante a partida na qual a equipe santista derrotou o Botafogo-SP, por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, Renê Júnior foi ovacionado pela torcida alvinegra.

Feliz com o apoio vindo das arquibancadas, mesmo depois de apenas três jogos com a camisa do Santos – vitória sobre Grêmio-SP, em amistoso, e triunfos sobre São Bernardo e Botinha, ambos pelo Paulistão -, o meio-campista agradeceu bastante ao carinho demonstrado pelos torcedores.

“Fico feliz (que a torcida tenha gritado o meu nome). Essa é a prova de que o trabalho está sendo bem feito. Só tenho que agradecer a torcida do Santos. Esse apoio só me ajuda a render ainda mais. É uma emoção muito grande e espero manter meu trabalho”, disse Renê Júnior.

O técnico Muricy Ramalho, que indicou a sua contratação, também está satisfeito com o desempenho do atleta. Além de destacar a eficiência de Renê Júnior nos desarmes, o treinador citou a saída de bola do volante e as alternativas táticas que ele possibilita, dentro de campo, como trunfos importantes para o time santista.

“O Renê se encaixou muito bem. Nós estávamos observando esse jogador desde a época da Ponte. Ele chamou a atenção justamente porque marca forte e sai para jogar, com qualidade. Ele tem um bom passe, que ajuda o time, quando está em dificuldade, a sair lá de trás. Ele nos dá essa opção, encaixando o Cícero e o Arouca como volantes e, desta forma, nós fazemos uma alteração tática sem trocar jogadores”, analisou Muricy.

Após primeiro gol, Cícero mantém humildade e promete melhora

Meia santista fez um gol e deu uma assistência para Neymar na vitória do Santos sobre o Botafogo-SP

Um dos reforços contratados pelo Santos para a temporada, o meia Cícero teve participação direta na vitória do Peixe sobre o Botafogo-SP, por 3 a 0, na noite da última quarta-feira, na Vila Belmiro. Com um gol e uma assistência para o tento de Neymar, o segundo do triunfo santista sobre o Botinha, o meio-campista comemorou a sua atuação e prometeu lutar para melhor ainda mais com a camisa alvinegra durante o ano.

“Cheguei para fazer o meu trabalho e o Muricy tem me colocado em uma função que eu gosto muito, como terceiro homem de meio-campo. Eu apareço bem assim, vindo de trás. Fiz um bom jogo, fui feliz no gol, na assistência para o Neymar e em outras jogadas. É isso o que eu espero de mim e (os torcedores) podem esperar isso de mim. Pretendo dar muito ao Santos”, afirmou.

Ainda sobre a sua função tática, Cícero destacou que se torna mais fácil ser o “elemento surpresa” da equipe, contando com a proteção de Renê Júnior e Arouca, no esquema tático armado pelo técnico Muricy Ramalho.

“É uma formação na qual eu chego mais perto dos atacantes. Atuamos com três volantes que vêm de trás e também sabem marcar. O professor pede para o Arouca e eu entrarmos mais na área. O Arouca e o Renê Júnior, quando é necessário, dão o suporte para eu subir. Estamos colocando o que foi planejado pelo Muricy em prática. Esperamos que as coisas continuem a fluir”, comentou.

Apesar da boa atuação e do gol marcado, o primeiro pelo time alvinegro, o meia ressaltou que, tanto ele quanto os seus companheiros, devem melhorar nas próximas partidas. “Temos uma equipe forte e precisamos demonstrar em campo o potencial de cada um. Falta-nos ritmo, ainda ficamos devendo alguma coisa. Fico muito feliz de contribuir para o time, mas vamos melhorar, aos poucos”, encerrou.