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Figueirense 2 x 2 Santos

Data: 25/05/2016, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 5.927 torcedores
Renda: R$ R$ 86.670,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime (F); Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho (S).
Cartão vermelho: Gustavo Henrique (S).
Gols: Rafael Moura (37-1) e Vitor Bueno (41-1, de pênalti); Joel (11-2, de pênalti) e Ermel (46-2).

FIGUEIRENSE
Gatito Fernandéz; Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel. (Luiz Felipe).
Técnico: Dorival Junior



Com um a menos, Santos sofre empate aos 46 e segue sem vencer fora

O Santos esteve muito perto de acabar com o jejum de vitórias fora de casa em Campeonatos Brasileiros. Na noite desta quarta-feira, a equipe de Dorival Júnior absorveu bem os desfalques de Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira e esteve a frente do placar diante do Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli. Mas, aos 46 minutos, a equipe da casa arrancou o empate e frustrou os planos do Peixe.

A arbitragem do jogo sofreu muita pressão durante os 90 minutos e deixou o gramado com a escolta policial. Isso porque os dois gols santistas saíram após cobranças de pênaltis. Vitor Bueno e Joel balançaram as redes. Antes, Rafael Moura abriu o placar. E com a expulsão de Gustavo Henrique, que acertou uma voadora em Dudu, no segundo tempo, o Santos acabou sendo pressionado até levar um belo gol de Ermel, já nos minutos finais. Assim, a última vitória santista fora de casa no Brasileirão segue sendo o 1 a 0 em cima do Cruzeiro, na 21ª rodada da edição de 2015, há nove meses.

O resultado deixa o Santos com quatro pontos na competição, em campanha de uma vitória, um empate e uma derrota, na provisória 8ª posição neste início da 3ª rodada. Por outro lado, a equipe de Florianópolis segue sem vencer, diante de três empates, o que dá ao time apenas três pontos e a 15ª posição na tabela, que ainda pode piorar no desenrolar dos próximos jogos.

O jogo

Quem esperava um Santos cauteloso por não ter seus principais jogadores em campo e principalmente pelo fato de estar longe da Vila Belmiro se enganou. Dorival Júnior se mostrou determinado a arrancar os três pontos diante do Figueirense, em Florianópolis, e postou sua equipe com uma marcação alta, surpreendendo o adversário.

Desta maneira, o Peixe dominou toda a primeira etapa. Os donos da casa chegaram ao ataque pela primeira fez só aos 13 minutos, mesmo assim, sem levar perigo a Vanderlei. A resposta santista veio em seguida e por pouco o placar não foi aberto.

Joel recebeu em profundidade e rolou para o meio da área. Sozinho, Rafael Longuine furou embaixo das traves. Paulinho pegou a sobra e também se atrapalhou. Chance inacreditável desperdiçada pelo Santos.

Apesar do vacilo, o alvinegro praiano não se abalou e seguiu ditando o ritmo do jogo, já com mais de 60% de posse de bola. Faltava apenas encaixar o último passe, que sempre acabava bloqueado pelos defensores do Figueira. E o castigo veio aos 37 minutos.

David Braz se perdeu na linha de impedimento e deixou Rafael Moura em posição legal nas costas de Victor Ferraz na única subida efetiva do Figueirense. O centroavante dominou e não perdoou: 1 a 0.

A alegria, no entanto, não durou muito tempo. Aos 41 minutos, Ferrugem saltou para afastar a bola da área e acabou tocando com o braço na bola. Pênalti assinalado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhaes e convertido por Vitor Bueno.

Na segunda etapa, a partida parecia que manteria o mesmo ritmo. Logo no primeiro minuto, Vitor Bueno ficou de frente para o goleiro Gatito, mas isolou a finalização por cima do travessão. No lance seguinte, Baby cabeceou livre e obrigou Vanderlei a trabalhar pela primeira vez no confronto.

Mas o jogo esquentou mesmo aos 10 minutos, quando Joel se antecipou a Jaime dentro da área e caiu. Novamente, sem titubear, Wagner do Nascimento Magalhaes apontou para a marca da cal. Desta vez, o camaronês colocou a bola debaixo dos braços e também foi feliz na cobrança. 2 a 1 e muita reclamação da torcida, que ecoava o grito de “vergonha” das arquibancadas.

A pressão sobre a arbitragem só aumentou aos 17 minutos, quando Thiago Maia acertou Ferrugem dentro da área santista e o juiz do jogo, desta vez, nada marcou. A partida chegou a ficar paralisada diante de tanta reclamação e o massagista do Figueirense acabou expulso.

Dai para frente, todos os lances eram muito questionados e o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães parecia perder o comando do duelo. A situação só foi amenizada aos 22 minutos, quando Gustavo Henrique deu um ‘golpe de karatê’ em Dudu e foi expulso sem apresentação do cartão amarelo.

O Peixe, então, se limitou apenas a marcar, enquanto o Figueirense partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. A pressão só surtiu efeito aos 46 minutos, quando Marquinhos Pedroso cruzou da esquerda e Ermel acertou um lindo voleio para empatar a partida e manter a sina do Santos em não vencer como visitante.

Dorival culpa expulsão e gols perdidos por novo tropeço fora de casa

“Expulsão” e “efetivo”. Essas foram as palavras mais utilizadas por Dorival Júnior depois do empate por 2 a 2 com o Figueirense no estádio Orlando Scarpelli. O treinador santista, apesar da fala mansa, não escondeu seu descontentamento com o zagueiro Gustavo Henrique, pela expulsão direta aos 22 minutos do segundo tempo, quando o Peixe vencia por 2 a 1, e com a má pontaria de seus atacante, principalmente diante das chances criadas na etapa inicial.

“O jogo, até o momento da expulsão, foi um. E depois foi outro completamente diferente. Facilitamos para que o Figueirense alcançasse o gol. Perdemos uma ótima oportunidade em razão do que vínhamos produzindo. Demos as condições ou proporcionamos as condições para que o Figueirense alcançasse a recuperação”, avaliou o treinador santista, convicto de que seus comandados poderiam ter matado o jogo antes do fatídico cartão vermelho.

“Até o momento da expulsão, nós tínhamos posse de bola e envolvíamos a equipe do Figueirense. Poderíamos ter tido sorte melhor no primeiro tempo. Poderíamos ter sido mais efetivos também. Temos de estar mais preparados para definirmos, porque não é a todo momento que vamos envolver um adversário como envolvemos hoje”, avisou.

Apesar da vitória ter escapado aos 46 minutos do segundo tempo, Dorival aprovou a atuação da equipe no primeiro teste sem Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. O treinador valorizou o fato do Peixe ter finalizado mais a gol e ter ficado mais tempo que o adversário com a bola sob seu domínio.

“O Santos tem esse perfil. Joga dessa maneira. Jogou o Paulista assim, o Brasileiro do ano passado assim. Procuramos manter posse de bola e jogada em velocidade. Não fomos felizes por completo por não sabermos aproveitar as oportunidades que tivemos”, disse, antes de novamente cobrar uma nova postura dos jogadores.

“É aquilo que falei: tem de jogar futebol de uma maneira fria, equilibrada, sempre buscando intensidade e tendo consciência, sabendo administrar. O jogo estava totalmente a nosso favor para que pudéssemos definir a qualquer momento. De repente, proporcionamos isso por causa da expulsão”, concluiu Dorival Júnior.

Renato ameaça reclamar de gol do Figueirense, mas vê lance normal

O gol de Ermel, já quase aos 47 minutos do segundo tempo, evitou a vitória santista em Florianópolis nesta quarta-feira. O lance que decretou o 2 a 2 no placar gerou reclamações de alguns jogadores santistas, mas, depois do apito final, o capitão Renato se dirigiu ao árbitro com outra postura. A polêmica foi criada porque Vanderlei saiu para cortar o cruzamento vindo da direita e acabou furando o soco. O goleiro pediu falta, mas a jogada seguiu e acabou na conclusão de Ermes para as redes.

“Ele (Vanderlei) foi para pegar a bola e achei que tinha tomado um tranco. Mas, vimos que o Vanderlei perdeu o tempo da bola. Não tem de lamentar. Ele (árbitro) não apitou, correu o jogo. Essa foi a única reclamação. Não era o que queríamos. Diante da circunstância da partida, a gente correu e o resultado não veio”, explicou o camisa 8, ao Sportv.

Agora o Santos volta a Baixada Santista para iniciar a preparação para o duelo de domingo, contra o Internacional, às 18h30, na Vila Belmiro. Gustavo Henrique é o único desfalque de Dorival Júnior. O zagueiro levou o cartão vermelho direto na segunda etapa da partida no Orlando Scarpelli. Luiz Felipe e Lucas Veríssimo brigarão pela vaga.

Figueirense 0 x 0 Santos

Data: 24/10/2015, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 7.634 pagantes
Renda: R$ 120.180,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE)
Cartões amarelos: João Vitor, Dudu, Sueliton, Thiago Heleno, Fabinho (F); Gustavo Henrique e Ledesma (S).

FIGUEIRENSE
Alex Muralha; Sueliton (Bruno Dybal), Thiago Heleno, Bruno Alves e Juninho; João Vitor (Marcão), Fabinho, Yago e Rafael Bastos (Thiago Santana); Carlos Alberto e Dudu.
Técnico: Hudson Coutinho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Ledesma (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Geuvânio (Neto Berola) e Nilson (Ricardo Oliveira).
Técnico: Dorival Júnior



Peixe empata sem gols e agora seca rivais para não perder vaga no G4

Com um time recheado de reservas, o Santos não passou de um empate por 0 a 0 com o Figueirense na noite deste sábado e agora vê sua posição do G4 ameaçada. Dorival Júnior mandou o time a campo no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, sem David Braz, Thiago Maia, e Ricardo Oliveira. Paulo Ricardo ainda sentiu uma indisposição estomacal e foi cortado em cima da hora, além de Gabriel, que cumpriu suspensão. Com isso, a falta de entrosamento ficou latente em campo e o ponto conquistado nesta 32ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou até barata para o time da Baixada Santista.

O Figueirense jogou com a gana de quem briga para fugir do rebaixamento. A equipe teve muitas oportunidades de marcar, principalmente no primeiro tempo, mas parou nas defesas de Vanderlei e na falta de pontaria de seus atacantes. Com isso, chega aos 35 pontos, por enquanto, ainda na 15ª posição.

Com 50 pontos, o Peixe agora só se mantém temporariamente na 4ª colocação por causa dos critérios de desempate, já que o Internacional bateu o Joinville e alcançou a mesma pontuação. O Palmeiras, que poderia ultrapassar o alvinegro, acabou derrotado pelo Sport também neste sábado. Porém, o São Paulo, que visita o Coritiba neste domingo, ainda pode assumir o posto no pelotão de elite ainda nesta rodada.

Agora, o Figueirense tem a semana inteira para se preparar para o duelo do próximo sábado, contra o Coritiba, no Couto Pereira, às 21 horas. Já o Santos faz confronto direto pelo G4 com o Palmeiras, às 17 horas do domingo, na Vila Belmiro.

O jogo

Dorival Júnior não conseguiu colocar em campo neste sábado o time principal do Santos. O desgaste dos atletas causado pela brigada partida contra o São Paulo no meio de semana ‘obrigou’ o técnico a fazer algumas alterações. E a equipe sentiu a falta de entrosamento em campo.

Mais ligado e com o ímpeto de anfitrião, o Figueirense dominou as ações no primeiro tempo. Com Dudu atormentando a defesa santista e Sueliton aparecendo com perigo pela direita, o Figueira criou as melhores oportunidades. Porém, pecou na pontaria.

Aos 19 minutos, Yago bateu cruzado e Vanderlei fez grande defesa. No rebote, Dudu pegou de primeira, mas o goleiro do Peixe operou um milagre, ainda quase caído, e evitou o gol.

Aos 24, em lance isolado, após lançamento da intermediária, Dudu dominou a bola no peito foi empurrado por Gustavo Henrique pelas costas dentro da área. Mas Leandro Pedro Vuaden mandou o atacante se levantar e nada marcou, revoltando os poucos torcedores no Orlando Scarpelli.

Na sequência, a reclamação só mudou de lado. Geuvânio recebeu passe também dentro da área e acabou sendo puxado por Juninho. Mais uma vez, Vuaden ignorou a jogada.

O Santos chegava esporadicamente ao ataque. Lucas Lima tentava algumas jogadas individuais, mas a lentidão na saída de bola e os excessivos erros de passe acabavam rápido com as jogadas. Já o Figueirense seguia martelando em busca do primeiro gol.

Aos 29, Sueliton entortou Zeca pela direita do ataque e cruzou. Carlos Alberto chegou atrasado e a bola cruzou da a área santista com muito perigo. E pouco antes do intervalo, aos 43, Dudu recebeu lindo lançamento e saiu na cara do gol. O atacante tentou encobrir Vanderlei, já vendido no lance, mas deu de canela e desperdiçou a melhor oportunidade de gol dos primeiros 45 minutos.

A segunda etapa começou com o peixe tentando mudar o cenário da partida e partindo para cima. A blitz pegou o Figueirense de surpresa. Marquinhos Gabriel arrancou pela esquerda, fez linda jogada e cruzou. Geuvânio furou a cabeçada, mas teve a chance de marcar com seu forte chute de esquerda na sequência. Muralha salvou o time da casa.

Sueliton, então, fez questão de mostrar que seguiria dando trabalho. O lateral passou por dois jogadores santistas e acertou bateu. Dessa vez foi Vanderlei que teve de trabalhar para manter o 0 a 0 no placar.

Diferente da primeira etapa, o jogo passou a ser disputado de forma mais equilibrada. Mas, com muitos erros de passe, o que deixou o duelo mais feio de se ver. Os lances de perigo aconteciam por causa de jogadas individuais, como a de Sueliton aos 19 minutos. Pouco antes de se machucar e ser substituído, o lateral outra vez assuntou ao arriscar chute de longe, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Dorival então resolveu apostar em Neto Berola e Ricardo Oliveira. Geuvânio e Nilson deixaram o jogo e o Santos passou a apostar mais no correria de seus contra-ataques, enquanto o Figueira de novo foi punido pela falta de eficiência. Aos 33, Thiago Santana não conseguiu completar cruzamento da esquerda e Juninho pegou a sobra e mandou mais uma bola nas mãos do camisa 1 santista.

O jogo ganhou muita emoção nos minutos finais, com as duas equipes se contra-atacando seguidamente, mas não era noite de gols em Florianópolis e a partida acabou mesmo com o empate sem gols, que acabou desagradando os dois lados.

Poupado, Ricardo Oliveira admite “jogo complicado” em Florianópolis

O empate sem gols na noite deste sábado não foi nada bom para o Santos. Diante de uma equipe que briga apenas para não entrar na zona de rebaixamento, o Peixe encontrou muitas dificuldades e por muito pouco não deixou o estádio Orlando Scarpelli com uma derrota na bagagem. Ricardo Oliveira, um dos jogadores poupados por Dorival Júnior, atuou apenas na parte final do jogo e pouco fez em campo. Depois do apito final, o camisa 9 reconheceu a noite infeliz dos santistas.

“Jogo muito complicado. A equipe deles com uma proposta muito cautelosa, jogando no contra-ataque. Infelizmente, não tivemos grandes chances durante o jogo”, analisou o artilheiro do campeonato Brasileiro.

Além do centroavante, Dorival Júnior deixou David Braz e Thiago Maia de fora da partida. Com isso, o time da Vila Belmiro esteve em campo com uma formação bastante diferente do que a habitual, com a dupla de zaga formada por Werley e Gustavo Henrique, e Nilson no ataque. No meio, a ideia inicial do treinador era apostar em Paulo Ricardo, mas, com uma indisposição estomacal, o jovem jogador deu lugar a Ledesma em cima da hora. E Geuvânio atuou na vaga do suspenso Gabriel.

“Nós sempre estamos falando a respeito da força do nosso elenco. Me foi perguntado logo depois do jogo contra o São Paulo, no Morumbi, se eu estaria à disposição e eu disse que sim. Mas isso não significava que eu ia jogar. Ele (Dorival) tomou a decisão de optar pelo Nilson, e agente aqui, sempre na retaguarda, sempre motivando o companheiro que está la dentro”, explicou Oliveira.

Com isso, o Santos espera ter todos seus principais jogadores para a partida da próxima quarta-feira, contra o São Paulo, com a vaga na decisão da Copa do Brasil em jogo. E o goleador santista deixou claro que, mesmo com a vantagem de ter vencido o duelo de ida por 3 a 1, o espírito é o mesmo no clube praiano.

“Uma coisa eu te asseguro, vocês vão ver nossa postura na quarta-feira e vamos mostrar que não tem nada de ‘tranquilidade’, de ‘já ganhamos’, de ‘estamos na final’. Da mesma forma que conseguimos fazer gols no Morumbi, eles têm jogadores muito fortes, que podem fazer gols na Vila também. Nossa postura vai ser muito agressiva, poque queremos essa vaga na final”, garantiu.

Depois do San-São, é importante lembrar que o desafio no domingo é contra o Palmeiras, que vai à Vila Belmiro para um confronto direto na briga pelo G4 do Brasileirão.

Dorival Jr valoriza ponto fora de casa e culpa desgaste por tropeço

Dorival Júnior evitou lamentar o empate sem gols com o Figueirense neste sábado. O técnico do Peixe sabe que a posição da equipe na tabela de classificação ficou ameaçada, mas prefere valorizar o ponto conquistado fora de casa com uma equipe que precisou superar a falta de entrosamento em função da ausência de tantos titulares.

“Esse ponto tem que ser valorizado pela maneira com que foi alcançado, conquistado. É uma conquista, sim, porque as dificuldades foram grandes para o time estar em campo, jogando de igual e tentando criar. Mesmo com todos esses aspectos saímos com um ponto que vai ajudar e muito na sequência do campeonato”, avaliou.

O treinador também fez questão de enaltecer o trabalho de seu rival, neste sábado. Dorival elogiou a postura do Figueira, que briga apenas para fugir da zona da degola na competição e minimizou o fato do Peixe seguir com apenas uma vitória no Brasileiro como visitante.

“Hoje (sábado) nós enfrentamos um adversário muito difícil e complicado de se jogar. O Figueirense sempre complica jogando em sua casa. Foi um jogo disputado, forte, em que o Santos não se omitiu em momento nenhum. Tecnicamente não foi o que esperávamos em razão do desgaste anterior, mas acima de tudo temos que reconhecer as qualidades do Figueirense, as dificuldades que ele criou em um jogo franco e aberto”, disse.

O desgaste, aliás, fez com que Dorival resolvesse poupar alguns jogadores, de olho na partida da próxima quarta-feira, contra o São Paulo, pelo segundo confronto da semifinal Copa do Brasil, e para o clássico diante do Palmeiras, no próximo domingo, pelo Brasileiro.

“Estávamos sofrendo com esse desgaste. O David (Braz) vem lutando com uma dorzinha que ele sente e isso nos preocupa há algum tempo, temos cuidado especial com ele, tiramos de um trabalho ao longo da semana para estar melhor durante as partidas. Já o Ricardo foi mais precaução, por tudo que ele correu na quarta e dificultou nossa recuperação. Mesmo assim, fomos valentes pra conquistar um ponto”, concluiu.

Dorival vê Lucas Lima “caçado” e pede atenção especial aos árbitros

Lucas Lima recebeu sofreu sete faltas neste sábado, durante o empate por 0 a 0 com o Figueirense. O camisa 20 foi o jogador do Peixe que mais teve dificuldades de se desvencilhar a marcação, muitas vezes dobrada ou até mesmo feita por três jogadores. A prática tem se tornado rotineira em jogos do Santos. Em Florianópolis, Lucas Lima não conseguiu segurar sua insatisfação e ficou claramente irritado com a situação, discutiu com jogadores adversários e acabou dando uma atenção demasiada a este obstáculo individual. Para Dorival Júnior, a reação de seu meia é compreensível.

“Você tem que entender também o outro lado. Você apanhar, apanhar, apanhar e as coisas não acontecerem, é natural que desequilibre qualquer um. E isso tem acontecido na maioria dos jogos. O jogo no meio da semana foi assim, os jogos anteriores da mesma forma. Nós não queremos privilégio, mas queremos uma atenção especial para isso que está acontecendo. É um rodízio. E é claro, é nítido que isso está fazendo com que exista um desequilíbrio natural do atleta”, explicou o técnico santista, dando uma boa dose de razão ao seu atleta.

“Por mas que nós estejamos em cima, sempre chamando a atenção, é uma reação que faz com que qualquer um perca a cabeça e saia de uma normalidade e tenha uma reação inesperada em algumas situações”, completou.

O alerta de Dorival Júnior, no entanto vem acompanhado de um conselho para o próprio jogadores. Refém do próprio talento, Lucas Lima vai ter de se adaptar a este tipo de jogo, segundo o técnico.

“Ele está cativando uma condição em razão das suas qualidades, do potencial que possui. E é natural que tenha que conviver e aprenda a conviver com reações desse tipo, porque muitas delas ainda acontecerão”, avisou.

Arbitragem
Leandro Pedro Vuaden apitou a partida no estádio Orlando Scarpelli neste sábado e foi muito criticado por não ter marcado dois pênaltis, um para cada time. O árbitro gaúcho não viu pênalti no lance que Gustavo Henrique empurra Dudu pelas costas, dentro da área, e também ignorou o puxão de Juninho em Geuvânio, quando o atacante já recebia passe para sair na cara do gol.

Mas, para Dorival Júnior, o empate sem gols neste 32ª rodada não tem qualquer relação com a arbitragem. Pelo contrário. Após a partida, o treinador do Santos demostrou muito respeito com Vuaden ao revelar que ele foi a campo no dia seguinte ao falecimento de seu pai.

“Não acho que ele influenciou. E nós temos que entender. Ele foi até um profissional acima do normal. Ter perdido o pai no dia de ontem (sexta) e estando aqui hoje (sábado) para apitar uma partida de futebol, acho que nós temos, antes de tudo, reconhecermos um valor de uma pessoa, um ser humano, um profissional, que fez seu máximo. Alguns lances sempre acontecem, mas não acho que ele teve interferência diretamente, não. Se teve, foi um errinho para um lado, um errinho para o outro. Eu acredito que tenha sido uma arbitragem tranquila, até em relação a tudo que temos visto anteriormente, e apenas lastimamos e sentimos pela passagem de seu pai”, comentou Dorival Júnior.

Figueirense 0 x 1 Santos

Data: 23/09/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de Final – Jogo de ida
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 9.580 pessoas
Renda: R$ 172.590,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS).
Cartões amarelos: Leandro Silva (F); Gabriel e Victor Ferraz (S).
Gol: Gabriel (33-2, de pênalti).

FIGUEIRENSE
Alex Muralha; Leandro Silva, Thiago Heleno, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Dener (Jefferson) (Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana).
Técnico: Hudson Coutinho

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Marquinhos Gabriel, Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Júnior



Em jogo polêmico, Peixe vence Figueira e abre vantagem na Copa do Brasil

Gabriel precisou marcar três vezes para dar uma importante vitória para o Santos, nesta quarta-feira, por 1 a 0 em cima do Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O camisa 10 do Peixe teve dois gols anulados no primeiro tempo, o primeiro de forma muito polêmica pela demora da arbitragem em assinalar impedimento, mas, em cobrança de pênalti sofrido por ele mesmo na segunda etapa, decretou a vantagem dos paulistas no confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Na partida de volta, marcada para a próxima quinta-feira, às 21h, no estádio do Pacaembu, o Santos jogará por qualquer empate. O Figueirense avança mesmo se vencer por um gol de diferença, desde que marque pelo menos duas vezes. Se repetir o 1 a 0, o time de Santa Catarina levará a decisão para os pênaltis. Na semifinal, Santos ou Figueirense enfrentam o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco.

Em oitavo lugar na tabela de classificação, com 40 pontos, o Alvinegro Praiano ainda sonha em chegar ao G4. Já o Figueira é o 18º, com 18 pontos, e luta para deixar a zona de rebaixamento.

O jogo

Apesar de atuar em casa, o Figueirense não teve forças para pressionar o veloz time santista no Orlando Scarpelli. Agora efetivado, Hudson Coutinho acabou mandando a campo o que tinha de melhor e não cumpriu a promessa de poupar alguns atletas para a Copa do Brasil. Mesmo assim, o domínio era santista.

Aos 10 minutos, Renato bateu de fora da área e obrigou Alex Muralha a fazer a primeira defesa do jogo. Com maior posse de bola, o Peixe concentrava suas jogadas em Lucas Lima. E foi dos pés do meia que surgiu a grande polêmica do jogo.

Aos 19 minutos, o camisa 20 cobrou falta na área e Gabriel só tocou para o fundo do gol. Depois de aproximadamente dois minutos de muita comemoração, a arbitragem acabou anulando o gol, causando uma revolta generalizada dos atletas santistas.

No lance, o assistente baiano Alessandro Rocha de Matos não levantou a bandeira e nem correu para o meio. Depois de conversar com o árbitro gaúcho Anderson Daronco, eles resolveram marcar impedimento do atacante, que realmente estava à frente da linha defensiva do Figueirense.

Gabriel ainda teve outra boa chance de marcar, mas errou o alvo na saída de Muralha. O time da casa respondeu em cobrança de escanteio. Thiago Maia tocou de cabeça e Marcão por pouco não desviou para o gol.

Antes de descer para o vestiário, Gabriel chegou a marcar mais um gol, mas novamente se viu frustrado por estar em posição irregular. O último lance de perigo saiu de uma cabeçada de Gustavo Henrique, que raspou a trave de Muralha e não entrou.

Mesmo sem alterações nas escalações, a partida se reiniciou um pouco diferente no segundo tempo. Mais corajoso, o Figueirense passou a dar trabalho para a defesa do Peixe. Aos 11, Leandro Silva fez boa jogada pela direita e cruzou forte, rasteiro, mas a bola cruzou toda a área sem que ninguém chegasse para marcar.

Com Lucas Lima marcado mais de perto, o Peixe forçou as jogadas pelas pontas, com Gabriel e Marquinhos Gabriel. Mas o jogo ficou feio, truncado, com muito perde e ganha no meio de campo.

Aos 25, Gabriel escapou pela ponta direita, entrou na área, e bateu cruzado. Muralha cortou e, na sequência, dividiu com Ricardo Oliveira, para salvar o Figueirense.

E depois de dois gols anulados, finalmente Gabriel pôde comemorar de verdade. Aos 31, o camisa 10 sofreu pênalti de Leandro Silva. Depois de desperdiçar os últimos quatro pênaltis, Ricardo Oliveira viu o jogador de 19 anos assumir a responsabilidade de marcar. A bola passou embaixo de Muralha, mas entrou.

Nos minutos finais, Ricardo Oliveira quase ampliou em chute forte de fora da área. A resposta do Figueirense veio pelo alto. A equipe abusou das jogadas aéreas em uma tentativa desesperada de evitar a derrota diante de seu torcedor, mas não foi o suficiente. Assim, a primeira partida pelas quartas de final da Copa do Brasil terminou com a vitória dos paulistas por 1 a 0.

Bastidores – Santos TV:

Lucas Lima enaltece vitória sem gol sofrido em Santa Catarina

O Santos fez o que se esperava dele no primeiro confronto diante do Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Mesmo longe de seus domínios, o Peixe venceu por 1 a 0, graças a gol de Gabriel, em cobrança de pênalti já na segunda etapa, e abriu uma boa vantagem para o duelo de volta. Lucas Lima admitiu a satisfação do elenco na saída de campo.

“Acho que fizemos um excelente primeiro jogo. Sabemos que não tem nada decidido ainda. Valeu muito por primeiramente não ter tomado gol, e a gente fez um golzinho que também vai contar muito para o segundo (jogo)”, ressaltou o meia.

Na partida de volta, o Santos não terá a força da Vila Belmiro, onde vem de um retrospecto de nova vitórias nos últimos nove jogos. A diretoria decidiu levar o jogo da próxima quinta-feira, às 21 horas, para o Pacaembu, em São Paulo, em busca de uma receita maior com bilheteria. Mesmo assim, Lucas Lima confia na classificação, porém, prega total respeito ao adversário, que vive situação dramática no Campeonato Brasileiro.

“A gente tem uma vantagem boa, mas a gente sabe que no futebol tudo pode acontecer. Então, vamos continuar respeitando a equipe do Figueirense, que é uma equipe qualificada. Vamos entrar com tudo e aproveitar agora para descansar e pensar no Brasileiro”, completou o camisa 20, já preocupado com a partida deste domingo, contra o Internacional, na Vila.

Dorival estranha arbitragem, mas comemora vitória “agressiva”

Pelo segundo jogo seguido, o Santos se viu pivô de uma polêmica com a arbitragem. Depois da expulsão equivocada de David Braz no clássico de domingo, contra o Corinthians, nesta quarta-feira, Gabriel teve um gol anulado de forma retardada, quando os times já se posicionavam para reiniciar o jogo. O atacante realmente estava impedido, mas a forma como tudo aconteceu, as conversas entre o árbitro Anderson Daronco e o assistente Alessandro A. Rocha de Matos deixaram Dorival Júnior e todos do banco santista consternados. No fim, o Santos venceu o Figueirense por 1 a 0 e o treinador externou sua visão do lance, refutando qualquer chateação particular.

“Não, chateado não. Apenas a movimentação do árbitro e do bandeira foram simultâneas ali. Só estranhei o que aconteceu porque os dois se voltaram para o meio de campo. Não sei o que houve, se foi ou não, mas a penas a movimentação dos dois foi igual. Nós achávamos que tudo tinha sido normal. Nos surpreendeu, mas ainda bem que conseguimos corrigir isso e fizemos o gol”, comentou Dorival, minimizando a influência da arbitragem na vitória do Peixe fora de casa, no primeiro duelo válido pelas quartas de final da Copa do Brasil.

“Acho que o Santos fez uma partida equilibrada, dentro de sua características. Isso foi importante para a vitória em cima do Figueirense, que nos dá uma boa vantagem, mas temos que ficar concentrados”, analisou.

Além da vitória, Dorival Júnior voltou a enfatizar o desempenho de seus comandados. Apesar do placar magro, na visão do comandante santista, o Santos se impôs em Florianópolis e, muito por isso, o time da casa quase não chegou ao gol de Vanderlei.

“Eu acho que também em razão da postura do Santos, que agrediu a todo momento. Agressividade de combate, eu digo. E fez com que nós tivéssemos a posse de bola. Dentro dessa posse de bola, que trabalhássemos variando as jogadas de lado e de meio. Criamos inúmeras oportunidades”, concluiu.

Após perder quatro pênaltis seguidos, Oliveira ‘passa a bola’ para Gabriel

Quando Leandro Silva cometeu pênalti em Gabriel aos 31 minutos do segundo tempo, nesta quarta, de um duelo até então empatado por 0 a 0, todos os olhares santistas foram para Ricardo Oliveira. Apesar de todo o crédito com a torcida e com o próprio grupo, o artilheiro não vive uma boa fase quando o assunto é penalidade máxima. O camisa 9 desperdiçou as últimas quatro cobranças de maneira seguida e podia colocar a vitória sobre o Figueirense em xeque. No entanto, o experiente atacante de 35 anos e capitão do time soube perceber que o momento não era favorável e ‘autorizou’ Gabriel a tomar a responsabilidade, em Florianópolis. O jovem de 19 anos também assustou a todos, já que o goleiro Muralha chegou a tocar na bola, mas converteu a cobrança em gol e deu a vitória ao time da Vila Belmiro.

“Acima do individual, está o coletivo. Eu já vinha falado com Gabriel há muito tempo, já vinha conversando com ele. Ele sofreu o pênalti, estava confiante. Pegou a bola, merecido, jogou muito. Nos ajudou bastante com a vitória, que era o que a gente esperava”, explicou Ricardo Oliveira.

Autor de 30 gols em 50 jogos disputados nesta temporada, o centroavante caracterizou suas falhas em cobranças de pênaltis. Nas quatro ocasiões, Oliveira bateu no mesmo lugar: baixo, à direita dos goleiros. Foi assim na derrota por 3 a 2 diante do São Paulo, na vitória por 1 a 0 em cima do Vasco, no empate por 0 a 0 com o Atlético-PR e também quando o clube bateu a Chapecoense por 3 a 1.

Agora, mesmo que tenha perdido definitivamente o posto de batedor oficial, o jogador minimiza a situação e reforça a ideia de que o mais importante são os resultados positivos que a equipe venha a alcançar na sequência do ano. Por fim, Ricardo Oliveira admitiu que a vitória por 1 a 1 nesta quarta deixou o Peixe muito próximo das semifinais da Copa do Brasil.

“Importante a vantagem, mas sabemos que é um jogo de 180 minutos. Respeitamos o Figueirense, mas sabemos que saímos com um resultado a nosso favor”.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Figueirense 1 x 3 Santos

Data: 16/08/2012, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 17ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público e renda: não disponíveis
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG).
Auxiliares: Marcus Vinicius Gomes e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Aloísio e Jackson (F); Gérson Magrão, Ganso e David Braz (S).
Cartões vermelhos: Juan (S) e Túlio (F).
Gols: Aloisio (02-2), Neymar (05-2), Bruno Peres (31-2) e Ganso (39-2).

FIGUEIRENSE
Wilson; Léo (Elsinho), Fred, Anderson Conceição e Guilherme Santos; Claudinei, Jackson, Túlio e Fernandes; Caio e Aloisio (Júlio Cesar, depois Almir).
Técnico: Hélio dos Anjos

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, David Braz e Juan; Adriano, Arouca, Patito Rodríguez (Gérson Magrão) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho



‘Operação Neymar’ dá certo, e Santos vence o Figueirense em Florianópolis

Joia santista fez o seu e deu uma assistência na primeira vitória do Santos fora de casa no Brasileiro

Nem parecia que Neymar havia jogado 30 horas antes. A verdadeira ‘operação’ para trazer o camisa 11 de volta do amistoso do Brasil na Suécia valeu a pena. A joia santista foi o destaque, e o Santos venceu o Figueirense, por 3 a 1, nesta quinta, em Florianópolis. Foi a primeira vitória da equipe de Muricy Ramalho fora de casa no Brasileirão.

Demonstrando muita disposição e fôlego, Neymar infernizou a zaga do Figueirense durante toda a partida. Marcou o primeiro gol e deu passe para Ganso fechar o placar. O lateral Bruno Peres fez o segundo do Santos , enquanto Fernandes marcou para os mandantes.

Os santistas chegam a 20 pontos, ocupam a 14ª posição e ainda estão longe da zona de classificação para a Libertadores de 2013. Já os catarinenses amargam a lanterna do Brasileirão, com apenas 11 pontos conquistados.

Na próxima rodada, a penúltima do primeiro turno do Brasileirão, o Santos recebe o arquirrival Corinthians, algoz da equipe nas semis da Libertadores. Já o Figueirense vai a Porto Alegre enfrentar o Grêmio na luta para fugir da zona do rebaixamento. As duas partidas acontecem no domingo, às 16h (horário de Brasília).

O jogo

O Santos contava com o retorno de Neymar, Ganso e Rafael, além da reestreia do atacante André. Porém, o jogo mal começou e o time de Muricy se viu em desvantagem logo aos 9 minutos de partida. Caio ganhou na corrida de Juan e o lateral santista deu um carrinho por trás no atacante catarinense. Como era o último homem, o árbitro Emerson de Almeida Ferreira não hesitou em expulsar o santista.

No lance seguinte outro susto, e o goleiro Rafael teve de fazer bela defesa em cabeçada de Aloísio. Com um a menos, Muricy logo mexeu, colocando o lateral esquerdo Gérson Magrão no lugar de Patricio Rodriguez. Mas o Santos continuava desorganizado em campo, com Ganso em atuação apagada. O atacante Aloísio voltou a levar perigo para os santistas, após cabecear bola no travessão.

A primeira chance do Santos veio com Neymar. E a joia santista perdeu um gol incrível. Gérson Magrão avançou pela esquerda e cruzou, Neymar dominou na pequena área e tirou demais do goleiro Wilson, mandando para fora.

No minuto seguinte, o volante Túlio deu uma tesoura no camisa 11 do Santos e foi expulso direto. Foi a sétima exclusão do time catarinense no Brasileiro, a equipe mais indisciplinada da competição.

Se a primeira etapa não teve grandes emoções, o segundo tempo começou a todo vapor. Logo aos dois minutos, Aloísio fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Fernandes marcar de cabeça para o Figueirense.

A resposta do Santos veio rapidamente. Neymar arrancou, passou por dois marcadores e chutou para fazer um golaço. Foi o primeiro gol do time paulista fora de casa no Brasileirão, apenas na 10ª partida como visitante.

Mesmo sofrendo o gol de empate, o Figueirense seguia com mais posse de bola e se arriscava mais ao ataque. Aloísio infernizava a zaga santista, mas se cansou e foi substituído. Do outro lado, Neymar continuava inspirado. A estrela do Santos deu belo passe para Miralles, que entrou no lugar do apagado André, chutar para a defesa de Wilson, com os pés.

O time de Muricy conseguiu a virada aos 31. O lateral Bruno Peres levou a bola pelo meio da zaga do Figueira e tocou na saída de Wilson. Ainda deu tempo de Ganso ampliar, após assistência de Neymar, para definir o placar e garantir a primeira vitória do Santos fora de seus domínios no Brasileirão.

Bastidores:

Muricy defende ‘operação Neymar’ e ‘corneta’ a imprensa

“Ninguém é menino aqui para fazer coisa errada. A gente sabe bem o que está fazendo”, disse o comandante santista após a vitória contra o Figueirense

Logo após a bela atuação de Neymar e a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Figueirense nesta quinta, o técnico Muricy Ramalho defendeu a verdadeira operação para trazer o craque santista de volta do amistoso do Brasil contra a Suécia.

“Ninguém é menino aqui para fazer coisa errada. A gente sabe bem o que está fazendo”, afirmou o comandante santista.

Muricy ainda atacou a imprensa quando perguntado sobre os riscos de colocar Neymar em campo, mesmo com a possibilidade de alguma lesão muscular no jogador.

“Quando a gente poupa, vocês xingam. Se eu coloco o cara para jogar vocês falam mal também. O menino fretou um avião para jogar. É diferenciado e forte fisicamente, se movimentou bastante e foi bem no jogo”, concluiu o técnico.

O Santos conquistou a primeira vitória fora de casa no Brasileirão, chegou a 20 pontos na tabela do Brasileirão e ocupa a 14ª posição. Na próxima rodada, encara o clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro. A partida acontece no domingo às 16h.

Bruno Peres atribui gol sobre o Figueirense à cobrança de Muricy

Lateral santista marcou o gol da virada do time paulista contra os catarinenses, seu segundo desde que chegou ao time

Autor do segundo gol do Santos na vitória sobre o Figueirense, por 3 a 1, na noite desta quinta-feira, no Orlando Scarpelli, o lateral direito Bruno Peres evitou demonstrar empolgação excessiva com o feito. Contente com o gol anotado diante dos catarinenses, o seu segundo com a camisa do Peixe, o ala atribuiu o lance a cobrança do técnico Muricy Ramalho para a melhora do seu rendimento na equipe.

“É importante para mim isso (as orientações de Muricy). Ele tem cobrado para eu chegar mais na frente. Tive a felicidade de fazer esse lindo gol e ajudar o time a vencer”, contou Peres, que fez uma fila de defensores adversários antes de chutar de pé esquerdo para o gol, vencendo o arqueiro Wilson.

O tento assinalado pelo lateral virou o jogo para os santistas, aos 31 minutos do segundo tempo. Mais tarde, aos 39, o meia Paulo Henrique Ganso aproveitou assistência de Neymar para dar números finais a vitória do Alvinegro Praiano em Florianópolis.

Bruno Peres chegou a Vila Belmiro emprestado pelo Audax-SP. Destaque do Guarani, na campanha que rendeu o vice-campeonato paulista ao Bugre, o ala fica no Santos até o fim do Paulistão de 2013.

Figueirense 2 x 1 Santos

Data: 29/06/2011 – 21h50
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, SC.
Público: 5.322 pagantes
Renda: R$ 60.005,00
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Júlio César Rodrigues Santos (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS).
Gols: Aloísio (04-1), Rychely (06-1) e Aloísio (31-1).

FIGUEIRENSE
Wilson; Bruno, João Paulo, Edson Silva (Roger Carvalho) e Juninho; Ygor, Túlio, Maicon e Fernandes (Rhayner); Aloísio (Coutinho) e Héber.
Técnico: Jorginho

SANTOS
Rafael, Pará (Tiago Alves), Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Roger Gaúcho (Felipe Anderson); Rychely (Renan Mota) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho



Em ressaca e sem estrelas, Santos demonstra perde por 2 a 1 para o Figueirense

O Santos não apresentou a mesma vibração marcante da Libertadores, e sim, uma ‘ressaca’ provavelmente originada pelo tricampeonato conquistado na semana passada. Melhor para o Figueirense. A equipe catarinense fez ótima exibição, controlou o jogo, e teve facilidade para vencer o adversário sem os craques Paulo Henrique Ganso e Neymar por 2 a 1, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O estilo de jogo apresentado pelo Santos na Libertadores passou longe da realidade vivida em Florianópolis. Afinal, Roger não é Paulo Henrique Ganso, e Rychely, apesar do gol, passa longe de Neymar. O alvinegro ainda sentiu os desfalques de Jonathan, Léo e Elano.

O domínio do Figueirense começou cedo, com o primeiro gol de Aloísio logo aos 4 minutos. O ‘lapso’ santista na partida veio dois minutos depois com o gol de empate. Só que o gol em nada abalou o time mandante.

O Figueirense mandou bola na trave, encurralou o Santos, e foi um time de poucas falhas na partida. Já o Santos parecia não ter a mesma motivação, e em falha defensiva coletiva, algo raro no mata-mata da Libertadores, sofreu o segundo gol de Aloísio no jogo, aos 31 minutos do segundo tempo.

No segundo tempo, Muricy Ramalho não ousou, trocou um meia por outro logo no reinício, posicionou Adriano como terceiro zagueiro, e deu liberdade aos laterais. Nada que fizesse o panorama do jogo mudar.

A vitória do Figueirense foi tranquila apesar da diferença mínima. A equipe catarinense se orgulha de estar no G-4, com 13 pontos. Já o Santos, com 5, ronda perto da zona de rebaixamento, e se defende do momento ruim na competição com o fato de ter dois jogos a menos.