Pacaembu - Acervo Santista

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Santos 1 x 1 Palmeiras

Data: 19/07/2018, quinta-feira, 20h00.
Comptição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.417 pessoas (23.572 pagantes e 2.845 não pagantes).
Renda: R$ 748.458,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa)
Auxiliares: Hélcio Araújo Neves e Heronildo Freitas da Silva.
Cartões amarelos: Alison, Léo Cittadini, Jean Mota e Rodrygo (S); Lucas Lima, Antônio Carlos, Gustavo Scarpa, Deyverson e Felipe Melo (P).
Gols: Lucas Lima (05-1) e Gustavo Henrique (29-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Alison (Léo Cittadini), Jean Mota e Rodrygo (Yuri Alberto); Bruno Henrique, Gabriel e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Artur); Gustavo Scarpa, Hyoran (Jean) e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado



Lucas Lima marca, mas Palmeiras cede empate ao Santos no Pacaembu

Ruim para os dois lados. Nesta quinta-feira, Santos e Palmeiras duelaram no Pacaembu e empataram por 1 a 1 no primeiro jogo de cada equipe no Campeonato Brasileiro após a pausa da Copa do Mundo. O Verdão abriu o placar com o ex-alvinegro Lucas Lima, mas deixou cair o ritmo na segunda etapa, perdeu chances claras e sofreu empate, anotado por Gustavo Henrique.

O jogo:

O clássico sempre é um teste para Palmeiras e Santos, mas no duelo desta quinta-feira, a prova de fogo foi ainda maior. No primeiro jogo após a parada do Mundial, os dois times ‘estrearam’ novas formações, com planos táticos inéditos. Pelo que apresentaram especialmente na primeira etapa, porém, a impressão foi de que apenas o Verdão soube utilizar o tempo livre.

Pela primeira vez em um jogo oficial em 2018, o time de Roger Machado foi escalado com três meias criativos. No início da partida, a opção parecia que seria um problema, já que o Alviverde entrou em campo disposto a contra-atacar, mas sem ter a velocidade de pontas rápidos como Keno e Dudu.

O Palestra, entretanto, não demorou para achar uma solução, claramente treinada durante a pausa. Com seis minutos, Willian, o mais veloz do setor ofensivo alviverde, abriu pela direita, recebeu uma bola longa e fez grande jogada. Enquanto Bigode driblava o marcador, Lucas Lima entrou pelo meio, na posição do camisa 29, recebeu o passe, girou e bateu no canto.

Não foi o primeiro clássico de Lucas Lima vestindo a camisa do Palmeiras contra seu ex-clube, tampouco a primeira vez em que foi hostilizado pelas arquibancadas alvinegras, mas ao contrário dos últimos duelos, o meia mostrou ‘raiva’ do rival e o futebol que lhe trouxe ao Verdão. Prova disso foi a comemoração, mostrando seu nome e número, e batendo no que ele mesmo disse ser “o escudo do Maior Campeão do Brasil”.

Tendo o camisa 20 inspirado no primeiro tempo, o Palmeiras apresentou seu ‘novo’ estilo de jogo. Em mais de uma oportunidade, a equipe trocou passes em sequência por mais de um minuto, colocando os adversários ‘na roda’, mas pecando na objetividade para chegar ao gol. A atuação impecável da zaga até então e a falta de criatividade praiana contribuíram para o domínio alviverde.

Do outro lado, o Peixe de Jair Ventura, que treinou durante toda a intertemporada com quatro atacantes, se mostrou desorganizado. Sem meio-campo, o Santos assustou apenas em jogadas individuais e abusou nos cruzamentos. Nada construído pelo meio, onde o atacante Rodrygo tentou ser armador.

Na etapa final, pela queda do Palmeiras, o jogo se equilibrou. O Santos seguiu assustando apenas em cruzamentos para a área, mas o Verdão deixou cair o nível físico e de concentração. A equipe passou a não recompor defensivamente como antes, não se movimentar para receber na frente e errar muitos passes.

E foi justamente nesta situação que o gol de empate do Santos aconteceu. Gustavo Scarpa errou assistência no ataque, o Peixe puxou o contra-golpe e Dodô foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Victor Ferraz acertou seu primeiro levantamento no jogo, mas Antônio Carlos afastou. No rebote, Dodô tocou de cabeça, e Felipe Melo desviou contra o próprio travessão. A bola ainda sobrou para Gustavo Henrique, que precisou apenas tocar de cabeça para empatar.

Com o 1 a 1 no placar, Roger colocou Deyverson na vaga do lesionado Willian. Artur e Jean também entraram nos lugares de Hyoran e Lucas Lima. Assim, o Palmeiras passou a ‘imitar’ a atuação santista e apostar nas bolas levantadas para a área.

Em cruzamentos, Deyverson quase marcou, mas Vanderlei fez milagre. Depois, o garoto Artur acertou a trave, mas a pressão palestrina, já pouco organizada, não foi suficiente para o Verdão retomar o Brasileirão com vitória. Do lado alvinegro, ficou o gosto amargo pelo gol sofrido do ex-ídolo, mas o alento do empate em um duelo que o Peixe não teve boa atuação.

Jair exalta “coragem” e parabeniza Santos por empate no clássico

O técnico Jair Ventura valorizou o empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. A “coragem” do time foi destacada.

“Santos lutou, criou, foi corajoso e como um time assim, correu riscos no na transição, mas faz parte. Quero parabenizar os jogadores”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair analisou a opção tática por quatro atacantes contra os três meias do Verdão. Na visão do treinador, foi um duelo entre a supremacia no meio e os espaços pelas laterais.

“O Palmeiras que vinha jogando com Dudu e Keno, passou a jogar com três meias. E entramos com quatro atacantes, com objetivo de explorar a situação. Eles ganham o meio com Felipe e Bruno e abrem espaço pelos dois corredores laterais, por isso os quatro atacantes. São laterais ofensivos os dois deles, Diogo Barbosa conheço bem. Foi um jogo onde o Palmeiras juntou três meias que todos querem, eles têm três. Ganhando o corredor. Nós ganhamos o lado do campo. Esperávamos a intensidade deles no começo do jogo, Roger fala isso. No erro nosso, eles marcaram o gol. Mas começamos em cima”, explicou.

Jair elogia Ruiz e chama Yuri de novo raio, mas volta a pedir um 9 no Santos

Jair Ventura analisou pela primeira vez a contratação de Bryan Ruiz. O técnico do Santos destacou o passe e a bola parada do meia e admitiu que gostaria de contar com ele para já. O costarriquenho ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana.

“Tenho de aguardar o Bryan Ruiz. Queria o jogador o mais rápido possível. Fico incomodado em falar, porque parece que o grupo não está bom, porém pedimos reforços, porque saíram 23 atletas e chegaram três. Temos de vencer, e buscar o alto da tabela. O Bryan chega para somar, é importante. Um camisa 10 que tem uma boa parada e tem qualidade para fazer gols. O desgaste mental da Copa é muito grande, importante as férias e vai nos ajudar bastante”, disse Jair, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras.

Feliz com as chegadas de Carlos Sánchez e Ruiz, o treinador voltou a pedir a chegada de um centroavante, sem deixar de destacar o único ofício no elenco: Yuri Alberto, o “novo raio”.

“Se eu tivesse um 9 de ofício, ele (Eduardo Sasha) teria mais oportunidades, porém tenho um menino que é o Yuri Alberto. Será que todos os meninos de 17 anos estão bem? O Santos é um dos maiores clubes formadores do mundo. Yuri entrou bem na partida e foi bem lá no México. Gosto muito dele, é um novo raio, um menino fantástico. De repente, ainda não está em uma maturação como o Rodrygo. Colocamos o Rodrygo de uma maneira gradativa, dentro de uma situação. O Giroud foi um dos piores da Copa, não acertou finalização e foi campeão do Mundo (pela França). Se tivéssemos um 9, o Sasha estaria fazendo gol. Ele tem uma importância no time”, explicou o treinador.

Rodrygo sai de campo carregado, mas Santos não teme lesão grave

Com fortes dores no joelho direito, Rodrygo foi substituído no segundo tempo do empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. A primeira avaliação do departamento médico do Peixe, porém, não prevê nada grave.

O atacante do alvinegro sofreu uma pancada no joelho e foi sacado para a entrada de Yuri Alberto aos 21 minutos da etapa final. A joia passará por exame de ressonância magnética, provavelmente nesta sexta-feira.

O Santos voltará a campo para enfrentar a Chapecoense neste domingo, às 19h (de Brasília), na Arena Condá, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A presença de Rodrygo é incerta. Alison, suspenso, é desfalque certo. Diego Pituca volta a ficar à disposição do técnico Jair Ventura após ausência devido ao terceiro cartão amarelo.

Gabigol aguarda por Bryan Ruiz e diz que acha que é o camisa 10 do Santos

A camisa 10 do Santos rendeu uma pequena polêmica nos últimos dias. Bryan Ruiz foi apresentado com o número, mas Gabigol não foi consultado. O Menino da Vila elogia o reforço costarriquenho e acredita que continuará com o mesmo uniforme.

“Não fui comunicado, ninguém falou comigo sobre isso. Pelo que falaram, eu sou o camisa 10. Independentemente do número, o que importa é o escudo, é o jogador que vem pra somar. Estou muito ansioso para que ele chegue. É um jogador de Copa do Mundo que vai ajudar a gente. O Santos está bem servido”, disse Gabriel, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras, nesta quinta-feira, no Pacaembu.

Na coletiva de apresentação e em entrevista para seu próprio site, Ruiz comemorou o recebimento do número 10, mas adotou o mesmo discurso de Gabriel: o que importa é o escudo.

Bryan Ruiz ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana, quando saberá qual número vestirá no alvinegro. O meia não teve férias entre o fim da temporada europeia pelo Sporting-POR e a disputa da Copa do Mundo da Rússia pela Costa Rica.

Santos vê confusão no Pacaembu como “inadmissível” e promete mudanças

O torcedor do Santos teve dificuldade para assistir ao clássico contra o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. Um ataque virtual comprometeu a venda de ingressos pela internet. E o acesso ao estádio foi caótico com filas quilométricas e catracas quebradas. Muitos entraram ao final do primeiro tempo.

O Peixe promete assumir maior responsabilidade do processo e vai se reunir com a Redegol, empresa responsável pela gestão do Sócio Rei, nos próximos dias.

“O que aconteceu nas últimas 48h foi inadmissível. Prejudicou a experiência do torcedor que foi terrível na tentativa de comprar o ingressos e, pior ainda no acesso, prejudicou as vendas, prejudicou a credibilidade de um programa de sócios que precisamos ampliar… A responsabilidade final é nossa, do clube, afinal escolhemos, contratamos e administramos o fornecedor. Temos que assumir as rédeas do processo, tratar internamente das soluções e entregarmos um serviço digno ao nosso torcedor”, disse o executivo de marketing Marcelo Frazão, à Gazeta Esportiva.

O alvinegro pediu desculpas pelo caos em suas redes sociais. Mesmo com todos os problemas, o público foi bom: 26.417 no total, com 23.752 pagantes e uma renda de R$ 748.458,00.

“O Santos Futebol Clube lamenta e se desculpa humildemente com seu associado e torcedor por todos os problemas ocorridos nesta partida desde o processo de compra e acesso ao Pacaembu. Melhores esforços e mudanças serão efetivadas para que tais transtornos não mais ocorram”.

Em nota oficial, a Redegol explicou o ocorrido e prometeu investigar a origem do ataque virtual.

“A Redegol informa que recebeu um ataque na entrada principal de alguns servidores desde ontem, quarta-feira, dia 18/07/2018. Este ataque, intensificado nesta quinta feira, acabou resultando na instabilidade das vendas de ingressos para o clássico Santos x Palmeiras pela internet.
Devido a isso, nossos protocolos de proteção do sistema detectarem o fato e nossos patchs de segurança estão sendo gerados para normalizar a situação.
Ressalvamos, no entanto, que esse ataque parou justamente na entrada dos nossos servidores, garantindo assim que nenhum dado de torcedor ou sócio tenha sido acessado, pelo fato de possuirmos uma arquitetura de segurança interna criptografada bastante robusta.
Lamentamos profundamente este ataque criminoso e imbuído de má fé, que ocasionou tamanho desconforto, por ora, gerando instabilidade na web para a compra de ingressos para o jogo de logo mais na capital paulista. Contamos com a compreensão de todos, reafirmando o nosso compromisso de oferecer ao Sócio Rei a melhor plataforma de atendimento, do jeito que a nação santista merece. Lembramos que os pontos de venda continuam funcionando normalmente, bem como as bilheterias do Pacaembu, ainda com ingressos disponíveis em todos os setores, exceto arquibancada amarela.
A Redegol já tomou as medidas cabíveis para identificar a exata origem deste ataque virtual, que não visa atingir somente a empresa, mas também a instituição Santos Futebol Clube e toda coletividade alvinegra”.




Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 27/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.670 presentes (8.504 pagantes e 2.166 não pagantes).
Renda: R$ 349.730,00
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Diego Pituca (S); Henrique, Egídio e Robinho (C).
Gol: Bruno Silva (30-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Bruno Henrique), Renato (Léo Cittadini), Jean Mota; Rodrygo, Gabriel e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura

CRUZEIRO
Fábio; Edílson (Lucas Romero), Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho, Thiago Neves (Raniel); Rafael Sobis e Sassá (Bruno Silva).
Técnico: Mano Menezes



Vanderlei opera milagre, mas não evita derrota do Santos para o Cruzeiro

As quase 11 mil pessoas presentes no Estádio do Pacaembu viram uma atuação do Santos nada muito diferente das últimas partidas. Com dificuldades para criar, o time comandado por Jair Ventura pouco fez ofensivamente, principalmente no segundo tempo, e viu Vanderlei em mais uma grande tarde. O goleiro, porém, não evitou a derrota do Peixe por 1 a 0 para o Cruzeiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo teve dois cenários bem distintos. Os 20 minutos inciais foram de muita intensidade, com ambos os times em busca do gol e criando boas chances. Aos poucos, o ritmo foi caindo e a posse de bola passou a ser a prioridade do Cruzeiro, que tentava conter a velocidade do Santos. Assim, porém, o Peixe criou sua melhor chance, no contra-ataque, com Gabigol, que foi interceptado por Dedé de forma providencial. Do lado cruzeirense, Rafael Sobis foi quem criou mais perigo.

A intensidade de parte dos 45 minutos iniciais não foi repetida em um minuto sequer do segundo tempo. Mesmo em casa, o Santos adotou uma postura cautelosa e passou a ter o contra-ataque como trunfo para sair com os três pontos. Do lado do Cruzeiro, a posse de bola era a estratégia e com ela saiu o gol da vitória. Aos 30 minutos, Bruno Silva aproveitou o desvio de Raniel no escanteio e colocou para o fundo da rede.

Nos minutos finais, o Santos tentou pressionar e Bruno Henrique por pouco não conseguiu o empate. Porém, a Raposa também esteve perto de ampliar a vantagem, com Rafael Sóbis. No fim do jogo, o time da casa saiu de campo sob vaias da torcida.

O jogo

Como um jogo entre dois times que precisam do resultado, o início foi de bastante intensidade, com os dois ataques obrigando muito trabalho dos goleiros. Logo no primeiro minuto, Rafael Sobis tentou surpreender Vanderlei, mas teve o chute desviado. Na sequência, a resposta do Santos veio com Jean Mota, que tentou um arremate bonito no cruzamento de Dodô, mas concluiu nas mãos de Fábio.

A rápida movimentação do trio de ataque do Peixe formado por Gabriel, Rodrygo e Sasha é sempre uma preocupação para os adversários e atenção redobrada é a palavra de ordem. Porém, Léo se complicou na saída de bola e tocou nos pés do camisa 10 santista, que cortou para o meio e testou o goleiro do Cruzeiro, providencial para espalmar. A resposta mineira, aos 11 minutos, foi com Sobis, que bateu rasteiro e sem grande perigo para Vanderlei.

Aos poucos, a partida perdeu em intensidade e o Cruzeiro passou a ser melhor. Se Léo quase entregou do lado mineiro, Gustavo Henrique fez questão de “retribuir” o presente. O zagueiro errou o passe na saída de bola e deixou com Robinho, que acionou Rafael Sobis na entrada da área. O atacante pegou firme e obrigou grande defesa do arqueiro santista.

Jogando em casa, o Santos voltou a sofrer com a falta de criatividade e continuou apostando nos flancos do campo para as jogadas mais promissoras. Uma das mais perigosas, porém, veio em uma grande jogada de Rodrygo, que atuou mais centralizado no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o “raio” acionou Gabriel para sair sozinho em direção à Fábio, mas o camisa 10 não contava com a recuperação de Dedé. O zagueiro alcançou o rival e deu o bote preciso antes do chute.

A intensidade do primeiro tempo ficou no vestiário assim que os times foram para o intervalo. Na segunda etapa, as propostas estavam bem definidas e, enquanto o Cruzeiro tinha a bola e trocava passes em busca de espaço, o Santos apostava na boa aplicação defensiva e nos contra-ataques para assustar Fábio.

As chances, sem grande perigo, criadas pela Raposa nos 20 minutos iniciais fizeram Jair Ventura atender às solicitações dos torcedores presentes no Pacaembu que, desde o intervalo, pediam a entrada de Bruno Henrique. O atacante, em sua reestreia na temporada depois de problemas físicos e clínicos, conseguiu uma boa arrancada logo em seu primeiro lance, mas acabou perdendo o ângulo para conclusão.

Aos 29 minutos, o Cruzeiro conseguiu sua melhor chance na partida. Raniel aplicou um grande chapéu e encontrou o caminho livre para avançar, mas abriu grande bola do lado direito para Robinho. O meia saiu cara a cara com Vanderlei e tentou encobrir o goleiro santista, que operou um milagre e pôs para escanteio. Na cobrança do tiro de canto, porém, a grande intervenção do arqueiro do Peixe pouco adiantou. Bruno Silva aproveitou o desvio e testou para as redes.

Atrás no placar, o Santos ensaiou uma pressão na reta final da partida e abriu espaços para o contra-ataque do Cruzeiro. Bruno Henrique quase marcou em sua reestreia na temporada e Sobis, do outro lado, fez tudo certo, mas a bola saiu rente à trave de Vanderlei.

Bastidores – Santos TV:

Rodrygo condena falta de pontaria do Santos e diz entender vaias

O Santos não conseguiu se impor diante do Cruzeiro neste domingo, no Pacaembu, e somou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a quarta em sete jogos. Atuando diante de seus torcedores, os comandados de Jair Ventura pouco criaram, mas as chances limitadas pararam nas finalizações ruins, problema principal do time na tentativa de um melhor resultado.

A insatisfação dos torcedores com a atuação do time foi externada assim que dado o apito final. Todos os jogadores, assim como Jair, saíram de campo vaiados, fato que Rodrygo tratou como natural diante dos recentes resultados ruins. “Pode ter certeza que eu estou mais revoltado que eles. Eles são torcedores, eu sou jogador e também torcedor do Santos, então entendo”, disse o jovem ao canal Premiere.

Apesar de algumas jogadas criadas, o Santos pouco criou perigo à meta de Fábio. Ainda no primeiro tempo, Gabriel teve a principal chance do time santista na partida, mas acabou desarmado por Dedé. Já nos 45 minutos finais, os flancos do campo se tornaram a principal válvula de escape, por onde Bruno Henrique quase conseguiu deixar o seu. Para o mais novo “raio” da Vila Belmiro, porém, a as finalizações ruins determinaram o revés.

“Aconteceu hoje a mesma coisa do jogo passado. A gente pressionou, pegamos uma equipe mais forte também, tomamos um gol no erro de marcação”, avaliou. “Claro que uma derrota pesa muito, mas a gente precisa manter a tranquilidade e seguir com nosso trabalho, porque as coisas vão voltar a dar certo. O gol está faltando em todos os últimos jogos. Precisamos parar de tomar e voltar a fazer”, finalizou Rodrygo.

Jair lamenta nova derrota e clama por reforços no Santos

As vaias ao apito final dizem muito a respeito da paciência da torcida do Santos com Jair Ventura. Neste domingo, o treinador viu uma atuação regular de seu time, mas novamente uma derrota. Desta vez, diante de pouco menos de 11 mil pessoas, o time da Vila Belmiro acabou vendo o Cruzeiro criar boas chances, mais uma boa atuação de Vanderlei, mas o revés por 1 a 0.

Após a partida, Jair teve dar explicações sobre o mais recente resultado negativo, o quarto em sete rodadas do Campeonato Brasileiro. A opção do treinador foi pelo discurso firme, cobrando uma recuperação rápida de seus jogadores para voltarem a dar alegria ao torcedor santista.

“O jogo foi aberto, de muitas chances criadas e muito equilíbrio. As duas equipes tentaram jogar, qualquer uma poderia vencer, mas acabamos punidos em uma jogada de bola parada. A gente fica triste,claro, mas não dá para abaixar a cabeça, porque só nós somos responsáveis por isso. Para reverter a gente precisa trabalhar e fazer mais, dar uma resposta o mais rápido possível. A torcida precisa voltar a sorrir”, disse o treinador.

Logo no aquecimento, Jair Ventura teve de mudar sua estratégia inicial. Não pela forma do time jogar, mas com as peças. Gustavo Henrique entrou em campo para substituir Veríssimo, vetado pelo departamento médico. O exemplo foi o utilizado pelo treinador para justificar o elenco enxuto e a necessidade de reforços.

“A gente sabe da necessidade de reforços, mas entendemos as dificuldades financeiras. Não é uma questão de achar que não precisa, é das dificuldades. Hoje a gente nem tinha jogador para completar a lista de suplentes no banco, com tantas lesões. A torcida não quer saber, ela quer vitória. Temos de dar um jeito em meio a todas as dificuldades”, ressaltou.

Jogadores do Santos isentam Jair de culpa e pedem “resposta rápida”

“Resposta rápida” e “recuperação” são as palavas de ordem ouvidas nos bastidores do Santos para findar a sequência ruim pela qual o time vem passando recentemente. Apesar da classificação na Libertadores, o Peixe soma quatro derrotas em sete jogos no Campeonato Brasileiro, sendo a mais recente delas para o Cruzeiro, no último domingo, por 1 a 0.

A repercussão da derrota teve seus primeiros desfechos logo após o apito final contra a Raposa, onde os pouco menos de 11 mil presentes não pouparam o time e a comissão técnica de vaias. Após a partida, Jair Ventura prometeu um trabalho ainda mais intenso para reencontrar o caminho das vitórias e o treinador teve seu discurso corroborado pelos atletas.

“Temos que manter a calma e recuperar a boa fase logo, dar a resposta. A gente treina bola parada quase sempre e acabamos tomando um gol assim. Não podemos culpar o Jair, porque é a gente que está em campo”, disse Gabriel na zona mista. Sobre as vaias, o atacante diz ser normal diante dos recentes resultados. “É normal a torcida fazer isso. Eles querem que a gente ganhe. Estamos criando chances e uma hora a bola vai entrar”, completou.

Apesar da derrota, o ponto positivo foi a boa reestreia de Bruno Henrique com a camisa do Peixe. O atacante ganhou alguns minutos em campo e quase conseguiu o gol que daria o empate contra o Cruzeiro. Seguindo a mesma linha dos companheiros, alertou para a necessidade de uma recuperação e comentou sobre sua condição física.

“Fico feliz por estar de volta, pelo apoio da torcida que pediu minha entrada. Mas a gente fica triste pela derrota. Quinta-feira temos a chance de nos recuperarmos e a vitória é importante demais. Temos que focar e responder logo para voltar a dar alegrias, trabalhando para que a bola volte a entrar”, revelou Bruno Henrique, que passou por uma sequência de problemas físicos e clínicos no início da temporada.

Desde que assumiu o comando do santos no início de 2018, Jair Ventura já esteve à beira do campo em 30 jogos. São 12 vitórias, seis empates e 12 derrotas, retrospecto que conta negativamente. O treinador, porém, se mostrou ciente da pressão e da responsabilidade.

“A vida do treinador é de pressão contínua. Estamos trabalhando, mas não está sendo o suficiente. Temos de assumir a responsabilidade, sabemos que a torcida está chateada e com razão, porque os resultados não estão aparecendo. Vamos fazer mais para voltar a vencer”, concluiu Jair.

Vice-presidente do Santos banca continuidade de Jair: “Ele segue”

Dentro de campo, o Santos saiu derrotado para o Cruzeiro no Estádio do Pacaembu. Fora dele, as vaias foram a tônica das arquibancadas e Jair Ventura saiu como principal culpado para os pouco menos de 11 mil presentes, principalmente pela falta de criatividade e efetividade do time nos últimos jogos. Após a partida deste domingo, porém, o treinador teve sua permanência no cargo garantida pelo vice-presidente Orlando Rollo.

“O treinador segue no comando, o Jair (Ventura) segue”, disse rapidamente o dirigente na zona mista.

A presença do vice para dar justificativas é explicável, já que o presidente do clube, José Carlos Peres, está com a Seleção Brasileira, como chefe da delegação em Londres.

Diretoria do Santos vai ao CT para apoiar o técnico Jair Ventura (Em 28/05/2018)

O vice-presidente Orlando Rollo e Andres Rueda e José Carlos de Oliveira, integrantes do Comitê de Gestão do Santos, foram ao CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira para demonstrar apoio ao técnico Jair Ventura. Vale lembrar que o presidente José Carlos Peres, chefe da delegação brasileira, ficará em Londres até o dia 3. Rollo é o mandatário interino.

Na conversa com Jair, algumas críticas sobre o comando do elenco foram feitas, mas, em geral, o tom foi de prestígio ao treinador, admitindo-se a necessidade de reforços e as dificuldades financeiras e políticas do clube. Os dirigentes também se reuniram e cobraram o elenco.

Com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Pacaembu, no último domingo, o Peixe tem 48% de aproveitamento em 2018. Ou seja, mais perde do que ganha pontos. No total, são 12 vitórias, 12 derrotas e seis empates.


Santos 2 x 0 Ceará

Data: 14/04/2018, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.513 presentes (12.268 pagantes e 3.245 não pagantes).
Renda: R$ 526.550,00
Árbitro: Rodrigo D’alonso Ferreira (SC).
Auxiliares: Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes (ambos de SC).
Cartões amarelos: Rafael Carioca (C).
Gols: Pio (41-1, contra) e Rodrygo (05-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Léo Cittadini (Vitor Bueno) e Jean Mota (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

CEARÁ
Éverson; Pio, Valdo, Luiz Otávio e Rafael Carioca; Ernandes, Juninho e Ricardinho (Reina); Wescley (Roberto), Felipe Azevedo (Arnaldo) e Arthur
Técnico: Marcelo Chamusca



Aniversariante, Santos domina o Ceará e vence em estreia no Brasileirão

No dia do aniversário de 106 anos, o Santos controlou todo o jogo e venceu o Ceará neste sábado por 2 a 0, no Pacaembu, pela estreia no Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Pio (contra) e Rodrygo, um em cada tempo.

O Peixe fez valer o fator casa e dominou as ações desde os primeiros minutos. Se Gabigol estivesse inspirado, a goleada certamente viria. Léo Cittadini foi o destaque santista. Arthur, artilheiro do Brasil em 2018, com 16 gols, não se destacou pelo Vozão.

O jogo

Em dia de festa pelo aniversário de 106 anos, o Santos não deixou o convidado Ceará se sentir confortável no Pacaembu. O Peixe assumiu o controle do jogo desde os primeiros minutos, sofreu pouco na defesa e criou boas chances.

Léo Cittadini quase abriu o placar aos 24 minutos, em chute de fora da área. Lucas Veríssimo fez a bola raspar a trave em cabeceio aos 31. E depois de martelar, o alvinegro saiu na frente aos 41.

Daniel Guedes recebeu bom passe de Jean Mota e cruzou bonito, Rodrygo tentou de letra, mas furou, e Dodô desviou no segundo pau. Pio se atrapalhou com o goleiro Éverson marcou contra.

O Santos não recuou depois de sair na frente e ampliou logo aos quatro minutos, na primeira grande jogada de Gabigol. O camisa 10 roubou a bola no ataque e acionou Sasha antes de assistência na cabeça de Rodrygo, livre, só para empurrar. Quinto gol do raio em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça.

Com a desvantagem, o Ceará se expôs e o Peixe teve muito espaço para contra-atacar. O goleiro salvou o Vozão em dois lances consecutivos, aos sete e 12 minutos, em chute de fora da área de Jean Mota e cruzamento de Rodrygo para Gabigol, sozinho.

Depois de alguns minutos de calmaria, o jogo voltou a ficar eletrizante aos 24, quando Daniel Guedes cruzou na cabeça e Léo Cittadini cabeceou por cima do travessão. Aos 26, Arthur finalizou de fora da área para a primeira boa defesa de Vanderlei. Segundos depois, Gabigol arrancou e arriscou da entrada da área, colocado, e a bola beijou a trave.

Sem forças pela reação, o Ceará “administrou a derrota”, sem pressionar nos minutos finais. o Santos, com a vitória assegurada, criou poucas chances nos minutos finais e perdeu a chance de golear na estreia do Brasileirão.

Bastidores – Santos TV:

Jair comemora trinca, elogia Cittadini e prevê céu como limite para Rodrygo

O Santos venceu a terceira partida consecutiva neste sábado, no Pacaembu, ao derrotar o Ceará por 2 a 0. Mais do que os três pontos e a boa sequência, o técnico Jair Ventura comemora a evolução do time e o controle do jogo válido pela estreia no Campeonato Brasileiro.

“Implementamos jogo apoiado, tivemos controle do jogo, mais oportunidades de um placar elástico. É cedo, primeira rodada, mas estou falando dos 20 jogos que estou no comando do Santos e vejo evolução a cada jogo. Concretizamos nossa terceira vitória, Palmeiras, Estudiantes e Ceará, dois jogos fora… Tendência é crescer”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair aproveitou a oportunidade para elogiar Léo Cittadini e comentar a boa fase de Rodrygo. Para o treinador, o garoto de 17 anos tem potencial para chegar longe. Muito longe.

“Fez partida fantástica. Treinou muito bem nessa semana. Saiu por conta de lesão. Voltou na Libertadores, ficou em cima e hoje sustentou. Teve grande partida junto com todo o time. Coletivo foi muito forte. Implementamos bem o que treinamos durante a semana”, analisou.

“É difícil falar onde o Rodrygo pode chegar. Céu é o limite para quem tem essa qualidade. É uma joia!”, completou.

Rodrygo comenta habilidade e gol em estreia: “Estou acostumado”

Rodrygo tem 17 anos e estreou pelo Campeonato Brasileiro com louvor. O atacante fez um dos gols do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, neste sábado, no Pacaembu.

Foi o quinto gol da joia em 2018, o quarto no Pacaembu e o segundo de cabeça. Nada mal para quem foi recém-promovido ao elenco profissional e possui 1,73 m de altura. E isso tudo não parece ser novidade para ele.

“Ficha não caiu. Continuo trabalhando para fazer gols. Espero fazer muitos nesse Brasileirão”, disse Rodrygo, ao Premiere, antes de comentar sobre ‘jogar fácil’.

“Tem que jogar, né? Estou acostumado a jogar assim, para frente, habilidoso”, completou.

Depois de se tornar titular aos poucos com o técnico Jair Ventura, entrando no segundo tempo dos jogos, Rodrygo se firmou na equipe e vem de boas atuações em sequência. E o ano está só no começo…

Gabigol perde chances, mas aprova atuação: “Participei dos gols”

Gabigol não teve uma noite inspirada neste sábado, na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. É verdade que o camisa 10 iniciou a jogada do segundo gol, mas desperdiçou várias chances em contra-ataques.

O atacante prefere valorizar sua participação como um todo e o resultado na estreia no Campeonato Brasileiro, que encerra um jejum de 12 anos sem vencer na primeira rodada.

“Tentei fazer o gol, tive algumas chances, mas importante é a vitória, participei dos dois gols. O mais importante às vezes não é o gol. Estou feliz pela minha participação e pela vitória”, disse Gabigol, ao Premiere.

“Era ideal sair ganhando, foi uma bela vitória. Não ganhava há muito tempo na estreia. Conseguimos quebrar esse tabu”, completou.

Jair lança Pituca, encerra testes e prevê sequência para time titular

O Santos estreou mais um jogador profissional neste sábado: Diego Pituca entrou nos minutos finais da vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, no Pacaembu. O meia de 25 anos vinha apenas treinando no CT Rei Pelé depois de ser promovido do time B no início de 2018.

O técnico Jair Ventura elogia, mas avisa: os testes acabaram. A tendência é a manutenção do time titular com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison, Renato e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol.

“Pituca foi o 32º jogador no ano. Estava treinando bem, buscou espaço, acabou não inscrito no Paulista e teve sua chance. Em vez de lamentar, treinador tem que achar alternativas e isso que eu gosto de fazer. A estreia dele é importante, no gelo. Jogou no Santos B, mas sem estrear no time principal. Ele entrou, foi bem, tirou essa situação da estreia. Fico feliz e ele está também. Santos ganha mais um jogador”, disse Jair.

“Testes acabaram, sei o que podem dar, e agora farei substituições com que o jogo pedir. Briga está aberta, mas tendência é manutenção. Tive mudança de suspensão e ordem médica (Gabigol e Léo Cittadini). Mudanças necessárias. Então a tendência é que consigamos dar sequência e padrão ao time. Não foram mudanças, foram voltas”, completou.



Obs.: O primeiro gol do Santos conforme o replay foi realmente do Dodô mas o árbitro deu gol contra do Pio.

Palmeiras 1 x 2 Santos – 5 x 3 pênaltis

Data: 27/03/2018, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.591 presentes (34.743 pagantes e 1.848 não pagantes)
Renda: R$ 1.327.610,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Willian (P); David Braz, Lucas Veríssimo, Alison e Eduardo Sasha (S).
Gols: Eduardo Sasha (13-1), Bruno Henrique (16-1) e Rodrygo (39-1).
Pênaltis: Palmeiras: Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra converteram. Santos: Gabriel, Artur Gomes e Jean Mota converteram. Diogo Vitor desperdiçou.

PALMEIRAS
Jailson; Tchê Tchê, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Guerra); Dudu, Keno e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Diogo Vitor), Renato (Leandro Donizete), Arthur Gomes e Rodrygo (Jean Mota); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Jailson brilha, Palmeiras vence Santos nos pênaltis e vai à final

Com Jailson herói nas duas partidas contra o Santos, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista. O Verdão esteve longe de apresentar um grande futebol, mas mesmo assim, mostrou garra e buscou o resultado pelos mais 37 mil presentes no Pacaembu e todos os que acompanharam de longe a derrota por 2 a 1 no tempo normal e a classificação emocionante nas penalidades.

Como o Verdão havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis. E aí brilhou a estrela de Jailson. O goleiro pegou a cobrança de Diogo Vitor, e o Palmeiras venceu a disputa por 5 a 3.

O jogo:

O Palmeiras começou o duelo decisivo marcando apenas a partir do meio-campo. Provavelmente, por um misto de cansaço físico da equipe, que não reuniu condições de treinar desde a primeira partida semifinal, e estratégia para administrar a vantagem.

A estratégia, inédita com Roger Machado este ano (tirando o segundo tempo do primeiro duelo contra o Santos), não surtiu efeito. Mesmo assim, o Verdão só alterou sua postura após ver o Peixe abrir o placar.

O Palmeiras voltou do intervalo ainda com apoio dos 36.591 presentes. Mas a atmosfera não chegava próxima do que a equipe encontra no Allianz Parque, e o nervosismo nas arquibancadas só foi crescendo e sendo refletido nos atletas em campo.

Quando o segundo tempo começou, o Santos se defendia como se tivesse a classificação assegurada (o resultado levaria para as penalidades). Já o Palmeiras atacava como se restasse apenas cinco minutos no marcador para balançar as redes, com absoluto desespero. Era como se o Verdão tentasse emplacar contra-ataques em todas as jogadas, mesmo com a defesa adversária bem postada.

Em dado momento, ficou difícil definir se o time transmitia nervosismo para a torcida, ou se era o contrário. Ao contrário do habitual, Roger não demorou a fazer mudanças e trocou Lucas Lima, apagado nas duas partidas contra o ex-time, e Willian por Guerra e Deyverson. Jair respondeu fechando ainda mais sua equipe: Rodrygo deixou o campo e Jean Mota entrou.

Palmeiras e Santos seguiram sem criar absolutamente nenhuma oportunidade no segundo tempo. A única celebração dos alviverdes foi quando Moisés foi chamado para entrar na vaga de Bruno Henrique. De novo, Jair respondeu rápido e, mais uma vez, de forma defensiva: Diogo Vitor e Leandro Donizete entraram para as saídas de Sasha e Renato.

Mas se faltou emoção na etapa final, sobrou nas penalidades. O Palmeiras converteu suas cinco cobranças, com Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra, enquanto Diogo Vitor parou em Jailson. E assim, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista.

Veja as cobranças de pênaltis no vídeo abaixo:

Sem ‘mimimi’, Jair valoriza Santos após eliminação: “Fortalecidos”

Alinhado ao discurso do elenco, Jair tirou coisas positivas da eliminação do Santos para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O técnico acredita que o Peixe provou o seu valor ao vencer o rival por 2 a 1 no Pacaembu, nesta terça-feira, antes da derrota nos pênaltis.

“Mostramos poder de reação, mesmo sendo um time em formação. Ainda temos o Bruno Henrique para voltar e o Léo Cittadini, que foi uma baixa pelo grande momento. Hoje infelizmente bateu na trave, mas vencemos a forte equipe do Palmeiras, que tem o maior orçamento do Brasil, com praticamente três times”, afirmou o treinador.

Depois de elogiar o elenco do Palmeiras, Jair foi questionado sobre as deficiências do grupo santista, principalmente pela ausência de um meia após a saída de Lucas Lima. E o treinador não reclamou.

“Vou extrair máximo do meu elenco usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco”, explicou, antes de despistar sobre reforços.

“O departamento de futebol está trabalhando, mas a gente trabalha de maneira interna”, completou.

Bastidores – Santos TV:

Diogo Vitor ganha apoio no Santos: “Responsabilidade não é dele”

Diogo Vitor foi o único santista a perder um pênalti na eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O atacante parou no goleiro Jailson. Depois de chorar ao sair do campo, o jovem recebeu o apoio de todos no Peixe.

“A gente ganha e perde junto. É bola para frente. Ele tem cabeça boa”, disse o técnico Jair Ventura.

“O Diogo deu a cara. Teve personalidade. Estamos com ele e vai superar”, afirmou Gabigol.

“Só quem está lá dentro sabe como é. Acertos e erros fazem parte da nossa vida. Temos que saber lidar. Tenho certeza que o Diogo vai dar muitas alegrias ao torcedor do Santos. Vamos ajudá-lo a superar. Responsabilidade não é dele”, explicou David Braz.

“Somos jovens, temos de erguer a cabeça. Falei para o Diogo que temos muitas decisões para disputar. Estamos no caminho certo”, concordou Rodrygo.

Diogo Vitor tem um dos melhores aproveitamentos do elenco em cobranças de pênalti e converteu nas quartas de final contra o São Bento. Ele entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, com a eliminação na sequência.

Jair ganha opção com Rodrygo e prevê novas formações no Santos

O Santos foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista, mas venceu o Palmeiras por 2 a 1, com o Pacaembu lotado de torcedores alviverdes na noite desta terça-feira. E o desempenho faz com que Jair Ventura projete coisas boas para o time na temporada.

Uma delas é a variação tática com quatro atacantes e um deles mais recuado, o caso de Rodrygo no clássico. A joia voltou um pouco para o meio-campo, enquanto Arthur Gomes, Eduardo Sasha e Gabigol trocaram de posição entre as pontas e o meio a todo momento. A movimentação confundiu a defesa do Palmeiras nos gols, de Sasha e Rodrygo.

“Vou extrajr o máximo do meu elenco, usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco e encontrar opções, como fizemos hoje (terça)”, disse Jair.

Rodrygo atuou como meia nas categorias de base e a função não é novidade. No elenco, há falta de armadores. Sem Lucas Lima, Vecchio, Jean Mota, Diogo Vitor e Vitor Bueno foram testados, e sem sucesso.

“Acho uma boa, até porque fiz essa função na base, com muitos jogos como meia ou falso 9. É uma posição que o Jair pode me usar também, mas tudo depende dos treinamentos e de como ele quer escalar a equipe”, explicou Rodrygo.

O lateral-esquerdo Dodô, jogador com boa leitura tática, explica que a formação tática pode ser mantida, mas alterada a cada atleta escalado.

“Na verdade, essa formação a gente já usou no primeiro jogo, o 4-2-3-1, mas entrou o Rodrygo no lugar do Diogo e a interpretação do mesmo esquema tático é diferente de jogador para jogador. O Rodrygo tem um pouco mais de mobilidade. Essa questão dos externos a gente corrigiu pelo vídeo, vimos que eu estava deixando ele (Dudu ou Keno) receber a bola largo para depois diminuir espaço. Hoje eu já estava mais perto deles, jogando mais aberto e tentando antecipar ou diminuir espaço mais rápido. Eles são muito rápidos e complicaram bastante no primeiro jogo. Foi um correção do Jair e deu certo”, analisou.

Paulistão revive final entre grandes da capital após 15 anos

Qual foi a última vez que dois clubes do Trio de Ferro protagonizaram a final do Campeonato Paulista? Muita gente talvez não se lembre de primeira, mas, não é de se surpreender, afinal já são 15 anos desde o último clássico paulistano em uma decisão do Estadual mais concorrido do país.

O Santos foi o principal intruso nesse período, com 10 participações em finais de 14 possíveis. A edição de 2005 não é levada em consideração neste levantamento, pois, apesar de ter tido o São Paulo campeão e o Corinthians vice, a fórmula de disputa adotada se deu por pontos corridos.


Santos 0 x 1 Palmeiras

Data: 24/03/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.546 presentes (16.916 pagantes e 2.630 não pagantes)
Renda: R$ 723.270,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos.
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Alison (S); Thiago Santos e Dudu (P).
Gol: Willian (05-1).

SANTOS:
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha, Renato (Vitor Bueno), Diogo Vitor (Rodrygo) e Arthur Gomes (Jean Mota); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha (Tche Tche), Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luís; Felipe Melo (Thiago Santos), Bruno Henrique (Moises) e Lucas Lima; Dudu, Keno e Willian.
Técnico: Roger Machado



Palmeiras vence o Santos no Pacaembu e tem vantagem por vaga na final

O Palmeiras largou na frente do Santos na semifinal do Campeonato Paulista. No jogo de ida, no Pacaembu, o Peixe venceu por 1 a 0, com gol de Willian, aos cinco minutos do primeiro tempo.

Os 45 minutos iniciais foram de domínio alviverde. Nos instantes finais, o alvinegro assustou e obrigou o goleiro Jailson a fazer duas grandes defesas.

Na segunda etapa, o Santos melhorou, acuou o Palmeiras e teve boas chances para empatar e até virar, mas esbarrou em Jailson, nos erros de passes e na falta de pontaria.

O classificado para a semifinal será definido na terça-feira, às 20h30 (de Brasília), novamente no Pacaembu, dessa vez com torcida única do Palmeiras. Os visitantes terão a vantagem do empate para avançar à final. O Peixe precisará vencer por um gol para levar aos pênaltis e dois gols de diferença por vaga direta.

O jogo:

O Palmeiras dominou o Santos na maior parte do primeiro tempo. O Peixe só assustou nos minutos finais, quando o rival relaxou e passou a errar passes na defesa.

Nos primeiros 30 minutos, foi um passeio alviverde. O Verdão marcou com Willian, após linda jogada coletiva e falha geral da defesa santista logo aos 5’, e teve outras oportunidades para ampliar. O meio-campo foi dominado pelos visitantes no Pacaembu.

Na segunda metade dos primeiros 45 minutos, o alvinegro melhorou a marcação e adiantou as linhas. Jailson precisou fazer duas grandes defesas para evitar o empate. Gabigol, cara a cara, chutou em cima do goleiro. E no escanteio, Renato subiu bem, mas parou no palmeirense.

Com Lucas Lima hostilizado e apagado, Bruno Henrique e Felipe Melo ditaram o ritmo, Dudu e Keno levaram a melhor diante dos laterais e Willian foi decisivo. No Santos, Alison e Dodô foram os melhores. Daniel Guedes e Diogo Vitor, os piores.

Na segunda etapa, o cenário foi alterado. Nos primeiros lances, Victor Luis e Keno, ambos pelo lado esquerdo, tiveram boas chances para ampliar. O lateral parou em Vanderlei e o atacante finalizou para fora.

Só que o Santos, mesmo bagunçado, passou a criar mais chances e respondeu logo em seguida. Arthur Gomes arrancou e cruzou bem, Jailson deu rebote e Gabigol não honrou o apelido e isolou.

Aos 17 minutos, o Peixe quase empatou em bate-rebate na área. A bola ficou viva na pequena área, Gabigol tocou mal para Sasha, que não dominou. Segundos depois, Rodrygo acertou belo chute da entrada da área, para nova defesa de Jailson.

O Santos seguiu na pressão e, aos 29, Gabigol teve nova chance. Dessa vez, o atacante finalizou bonito de fora da área, e Jailson salvou outra vez. Três minutos depois, Gabriel deu ótimo cruzamento para Bueno, que cabeceou nas mãos do goleiro.

Santos perde jejum de cinco anos em derrota para o Palmeiras

O Santos perdeu um jejum de cinco anos ao ser derrotado por 1 a 0 para o Palmeiras neste sábado, pela ida da semifinal do Campeonato Paulista. O último revés como mandante, no Pacaembu, foi por 3 a 1 para o Paulista de Jundiaí em fevereiro de 2013.

De lá para cá, o Peixe foi derrotado por Ituano, na final do Campeonato Paulista de 2014, e São Paulo, no segundo turno do Brasileirão de 2018, mas como visitante.

E o fim de jejum pode custar caro. Para avançar à final do Paulistão, o Santos precisará vencer o Palmeiras na terça-feira, às 20h30 (de Brasília), novamente no Pacaembu, como visitante e com torcida única do rival. Uma vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Para se classificar de forma direta, o Peixe precisa de dois gols de saldo.

Bastidores – Santos TV:

Jair cita Tite para explicar 1º tempo ruim do Santos em clássico

O Santos fez um primeiro tempo muito ruim na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras neste sábado, no Pacaembu, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Paulista. Na segunda etapa, a equipe melhorou, mas não conseguiu a virada. Em entrevista coletiva, o técnico Jair Ventura citou a seleção brasileira de Tite para explicar a irregularidade.

“Eu assisti o jogo da Seleção Brasileira. Cobramos muito a equipe do Tite pelo primeiro tempo. Não é combinado: ‘vamos fazer um primeiro tempo ruim, e melhor no segundo’. Temos que buscar um equilíbrio, porém temos do outro lado uma equipe qualificada. Não adianta fazer um segundo tempo como fizemos, se não botar a bolinha para dentro”, disse Jair.

O Peixe criou boas chances, mas esbarrou na falta de pontaria e em boa atuação do goleiro Jailson. Esse foi o terceiro jogo seguido sem marcar no Campeonato Paulista.

“Não fazer o gol, me incomodou. É mais mérito do Jaílson, do que demérito dos nossos atacantes. Fiquei incomodado pelo números de chances que criamos. Pelas oportunidades que foram apresentadas, infelizmente, não conseguimos vencer”, afirmou Jair.

“Pior que ele nem ia jogar. Mas realmente é um goleiro que vive um momento fantástico. Não só o goleiro, mas a equipe do Palmeiras tem valores individuais. Foi decisivo. Chances como Renato, Gabigol, que é um exímio marcador, ele foi bem. Dar parabéns a ele, mas que chega, né? Pelo amor de Deus”, completou.