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Santos 1 x 0 Corinthians

Data: 13/10/2018, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro (Copa do Brasil) – 29ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.428 pessoas (24.123 pagantes e 2.305 não pagantes).
Renda: R$ 778.974,50
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Auxiliares: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE).
Cartões amarelos: Gabriel, Gustavo Henrique, Derlis González (S); Emerson Sheik e Gabriel (C).
Gols: Gabriel (21-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Yuri (Renato); Arthur Gomes (Derlis González), Carlos Sánchez (Eduardo Sasha), Diego Pituca e Bruno Henrique; Gabriel.
Técnico: Cuca

CORINTHIANS
Walter; Léo Santos (Thiaguinho), Pedro Henrique, Marllon e Carlos Augusto; Gabriel e Douglas; Pedrinho, Mateus Vital (Clayson) e Emerson Sheik (Danilo); Jonathas.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca e Santos vence o Corinthians no clássico do Pacaembu

O Santos contou com uma grande jogada individual de Arthur Gomes e o faro de gol de Gabriel, artilheiro do Campeonato Brasileiro, para vencer o clássico contra o Corinthians, na noite deste sábado, no estádio do Pacaembu. Mesmo diante de um valente time misto do rival, o time da Baixada comemorou como se fosse um título após o apito final do árbitro Péricles Bassols, com jogadores invadindo o campo.

O resultado leva a equipe aos 42 pontos na tabela da competição nacional, sete a mais do que o clube do Parque São Jorge, dono de atuação digna apesar do revés. Cada vez mais com o sinal de alerta contra o rebaixamento ligado, o Timão estagnou nos 35 pontos e pode fechar a rodada apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento.

O jogo

O jogo começou com o Corinthians apostando na rapidez de Pedrinho e Mateus Vital para surpreender a marcação do adversário. Bastante organizado para um time com tantas mudanças, o Alvinegro teve uma chance clara de abrir o placar ainda aos quatro minutos. Léo Santos saiu jogando com um drible no meio das pernas de Bruno Henrique, foi ao ataque e recebeu bola na medida de Pedrinho. O zagueiro, improvisado na lateral, cruzou, Jonathas furou e a bola ficou com Vital, que cortou Ferraz e chutou para fora.

O lance, que chegou a silenciar por alguns momentos o estádio do Pacaembu, deu confiança aos corintianos, que não recuaram nem aceitaram a pressão adversária. À medida em que o tempo foi passando e Carlos Sánchez, com muita calma, tomou conta do meio-campo, porém, o Peixe conseguiu reter mais a posse de bola. Foi a senha para que os donos da casa conseguissem abrir o placar.

Depois de lance polêmico na saída de bola, com Vital reclamando de falta de Gustavo Henrique após perder a bola, o Peixe inverteu o jogo e conseguiu lateral. Na cobrança, Arthur Gomes mostrou qualidade para girar sobre a primeira marcação de Douglas, fintou Carlos e chutou para o meio da área. Walter desviou, mas a bola ficou nos pés de Gabriel, que soltou a bom com o pé esquerdo para estufar a rede.

Mesmo com a torcida incentivando e a chuva caindo forte para animar a galera nas arquibancadas, o Peixe preferiu recuar ao seu campo de defesa e apostar no contra-ataque com a rapidez dos seus pontas. Com a posse de bola, mas sem profundidade já que Jonathas sofria até para dominar a bola, o Corinthians não conseguiu ameaçar o gol de Vanderlei até o intervalo, mantendo o placar em 1 a 0.

Apesar de ter levado perigo com a dupla Pedrinho e Léo Santos no primeiro tempo, o técnico Jair Ventura optou por dar descanso ao seu zagueiro titular no intervalo. Thiaguinho voltou para a etapa final como lateral, numa clara demonstração de preferência do comandante pelo jogo da quarta-feira do que pelo clássico. O Peixe, em vantagem, voltou com a mesma formação e ideia de jogo, esperando o rival na defesa.

Jonathas, ainda que com muita dificuldade com a bola nos pés, passou a disputar bem pelo alto e deu profundidade ao time do Corinthians. No melhor lance criado, mesmo com um passe mais forte do que o necessário, deixou Mateus Vital em boa condição dentro da área. O meia, porém, demorou a tomar a decisão, tentou levar para o pé direito e acabou desarmado em cima da hora por Luiz Felipe.

Cuca sentiu que seu time precisava de mais poder ofensivo e mandou a campo o paraguaio Derlis Gonzáles na vaga de Arthur Gomes, visivelmente cansado. Logo em seu primeiro lance, Derlis recebeu passe sem querer de Dodô, que errou um chute para o gol, e ficou em boa condição na área. O atacante ajeitou e soltou um chute forte com o pé direito, a bola bateu em Pedro Henrique e saiu pela linha de fundo.

Os minutos finais foram de muita intensidade, com direito a sete minutos de acréscimo adicionados pelo árbitro. O Corinthians quase empatou em cruzamento de Carlos que Gabriel cabeceou ao lado do gol de Vanderlei. Na resposta, Derlis chutou forte, Walter espalmou e Bruno Henrique, no rebote, carimbou o goleiro mais uma vez. No último lance, Clayson bateu falta na área, a defesa fez linha de impedimento péssima e Marllon cabeceou para fora.

Bastidores – Santos TV:

Cuca celebra atuação do Santos em vitória no clássico: “Só elogios”

Cuca deixou o Estádio do Pacaembu satisfeito com o que viu na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, na noite deste sábado, em clássico válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o treinador se mostrou cada vez mais contente com o trabalho feito na Vila Belmiro.

“É a 14ª partida que eu faço. Só tenho elogios. Tivemos dois ou três tropeços no começo, mas agora a equipe está muito firme, com variação de jogadas. O mérito é de todos esses meninos, que tem jogado com afinco. Estão envolvidos com as situações do clube. É gratificante quando o trabalho flui assim”, celebrou.

Sobre a partida, Cuca admitiu que o Santos encontrou dificuldades diante de um Corinthians praticamente todo reserva. Mas exaltou a leitura da equipe, que abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo com Gabriel e depois soube administrar o resultado.

“A gente sabia que era um jogo duro. Apesar de não ser o mesmo, o Corinthians tem jogadores do mesmo nível, que às vezes são titulares. Demoramos um pouco para entender o Corinthians. Eles tiveram possibilidades em contra-ataques. Depois tomamos conta do jogo em posse de bola”, avaliou, antes de prosseguir.

“Fizemos o gol, viemos para o intervalo com o 1 a 0 e, no segundo tempo, fomos melhores, mais encorpados, dando poucas possibilidades ao Corinthians e vencemos, que era o que mais importava”, acrescentou.

Por fim, Cuca explicou a opção de ter começado com Arthur Gomes em detrimento do paraguaio Derlis González. O jovem atacante foi decisivo ao fazer jogada individual na linha de fundo e cruzar para Gabriel anotar o único gol do clássico.

“Tenho treinado o Arthur no meio. Ele fez a ponta, trocou com o (Carlos) Sánchez, mas a jogada foi bonita, individual, e resultou no gol. Como o Derlis tinha ido para a seleção paraguaia, treinamos com o Arthur e sentimos confiança nele”, concluiu.

Com a vitória, o Santos segue firma na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. O time chegou aos 42 pontos, somente três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. O Galo joga neste domingo, contra o América-MG, na Arena Independência.

Elogiada por Cuca, defesa do Santos é a menos vazada do returno

A solidez defensiva tem sido a marca do Santos de Cuca. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no último sábado, no Pacaembu, o Peixe chegou ao seu terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols – antes havia vencido Atlético-PR e Vitória pela contagem mínima.

Com três tentos em dez jogos, é também a equipe que menos vezes foi vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro, empatada com o Palmeiras, que lidera a competição. Feito que arranca elogios do treinador.

“É uma equipe segura, uma das melhores defesas do segundo turno. É o coletivo. É a solidificação que tem, a diminuição de espaço. Eles saem para o jogo com qualidade também. Dá a expectativa de acabar bem o jogo”, explicou Cuca, que ainda vê margem para o time evoluir.

“Tem coisas a melhorar: a junção do meio ao ataque, a finalização de média distância quase inexiste. Com as vitórias, é mais fácil corrigir. O que tenho gostado é o comprometimento dos jogadores. Eles sentem o campeonato. O trabalho fica mais fácil, eles interagem bem”, declarou.

Capitão do Santos, o lateral direito Victor Ferraz destacou a organização da equipe alvinegra e a dificuldade que ela impõe aos adversários. “Somos um time que realmente joga junto. A gente ataca e defende juntos. Somos um time extremamente compactado”, avaliou.

“As outras equipes têm poucas chances de gol contra a gente. Isso é fruto de muito trabalho e dedicação nos treinamentos. A gente fica muito feliz, principalmente eu como defensor, de ficar mais um jogo sem tomar gol”, celebrou.

Titular contra o Corinthians, o zagueiro Luiz Felipe corroborou a análise do companheiro de defesa e também fez questão de dividir os méritos com todos.

“A gente tem um monte de zagueiro de qualidade, já estamos há um bom tempo mantendo uma regularidade, sem tomar gols – ficamos dez jogos invictos, oito sem tomar gol. Isso é fruto de muito trabalho. Não só da zaga, o time todo corre, o time todo marca”, ressaltou.

Em dez jogos, Santos iguala no returno a pontuação do primeiro turno

A reação do Santos no Campeonato Brasileiro sob o comando do técnico Cuca é incontestável. Com 42 pontos na tabela, o Peixe já sonha, inclusive, em brigar por uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. Depois da vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, os números do Peixe trouxeram uma curiosidade.

Nos dez jogos do segundo turno do Brasileiro, o Santos já somou a pontuação conquistada em todo o primeiro turno. Foram 21 pontos na metade inicial da competição, com cinco vitórias, seis empates e oito derrotas, um saldo de gols negativo – foram 21 marcados e 23 sofridos. O time chegou, inclusive, a temer pela zona de rebaixamento.

No segundo turno, a equipe de Cuca ganhou os mesmos 21 pontos, mas com seis vitórias, três empates e somente uma derrota – para o Cruzeiro no Mineirão. O ataque não está entre os mais poderosos, foram 12 gols marcados, mas a defesa é o grande destaque do time – apenas três sofridos.

No returno, a campanha do Santos é a segunda melhor do Campeonato Brasileiro. Perde apenas para o Palmeiras, que soma 23 pontos em dez jogos e, devido a essa grande arrancada, caminha como o principal favorito ao título do torneio nacional.

Gabigol homenageia Robinho e despista sobre futuro no Santos

Autor do gol da vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians, o atacante Gabriel Barbosa homenageou Robinho em sua comemoração no Estádio do Pacaembu. Após balançar as redes do goleiro Walter, o camisa 10 correu em direção às arquibancadas amarelas, pedalou e caiu no chão simulando uma falta.

A encenação foi uma alusão ao lance em que Robinho deu oito pedaladas para cima do ex-volante Rogério e sofreu pênalti, convertido por ele mesmo na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, pela final do Campeonato Brasileiro de 2002. Robinho atualmente joga no Sivasspor, da Turquia.

O gol de Gabriel saiu aos 20 minutos do primeiro tempo, após grande jogada individual de Arthur Gomes, que foi até a linha de fundo e cruzou. A bola desviou antes de parar nos pés de Gabigol, que empurrou para as redes.

“Foi um gol bonito, no coletivo. Não foi só eu nem o Arthur, foi o time todo. Foi em homenagem ao parceiro Robinho. A gente se fala bastante, saudade dele”, afirmou ao Premiere, no intervalo do jogo.

Após a partida, Gabriel desconversou ao ser questionado sobre o seu futuro. Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 14 gols, ele está emprestado pela Inter de Milão até o final do Brasileirão de 2018.

“Faltam nove jogos, tem muita coisa para acontecer ainda. É muito complicado. Todos sabem da força que fiz para voltar, mas não depende só de mim. Tenho contrato com um clube lá de fora ainda. Tem que ter calma, depois a gente resolve isso”, declarou.

Com a vitória, o Santos segue firme na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2019. Agora, o time soma 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro time dentro do G6.

Uma classificação à próxima edição do torneio continental, contudo, pode facilitar na permanência de Gabriel. “Confesso que isso (artilharia) não é algo que tire meu sono. Quero deixar o Santos na Libertadores se eu sair. E se eu ficar, jogar ela”, concluiu.

Renato vibra com vitória em último clássico contra o Corinthians

O volante Renato disputou na noite deste sábado, no Estádio do Pacaembu, o seu último clássico contra o Corinthians na carreira. Aos 39 anos, ele irá se aposentar ao término da temporada. O Santos venceu por 1 a 0, com gol de Gabriel Barbosa.

Após a partida, o jogador e diretor-executivo de futebol do Peixe usou as redes sociais para agradecer ao clube, aos jogadores e à torcida. Renato começou a partida entre os reservas e só entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo, no lugar de Yuri.

“Obrigado, Santos! Foi meu último clássico contra o maior rival. Não saiu o gol, mas foi com vitória! Parabéns equipe e torcedores”, escreveu Renato, no Twitter.

Com o resultado, o Santos segue no sétimo lugar, agora com 42 pontos, três a menos que o Atlético-MG, primeiro clube dentro do G6. Os comandados de Cuca voltam a campo no próximo dia 22, uma segunda-feira, às 20 horas (de Brasília), para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Santos 1 x 1 Vasco

Data: 27/09/2018, quinta-feira, 20h00.
Competicão: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.985 presentes (11.190 pagantes e 1.795 não pagantes).
Renda: R$ 318.336,50
Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Gabriel (S); Bruno Cosendey, Fabrício e Andrey (V).
Cartão vermelho: Andrey (V).
Gols: Diego Pituca (43-1) e Andres Rios (34-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Daniel Guedes), Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bryan Ruiz); Rodrygo, Bruno Henrique (Derlis González) e Gabriel.
Técnico: Cuca

VASCO
Martín Silva; Rafael Galhardo (Marrony), Luiz Gustavo, Leandro Castán e Henrique; Willian Maranhão, Andrey e Bruno Cosendey (Giovanni Augusto); Yago Pikachu (Oswaldo Henríquez), Fabrício e Andrés Rios.
Técnico: Alberto Valentim



Santos sai na frente, recua e só empata com o Vasco no Pacaembu

O Santos só empatou em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe fez um bom primeiro tempo e foi para o intervalo com vantagem após o gol de Diego Pituca, mas recuou muito no segundo tempo, deu campo para o Vasco, desperdiçou algumas chances e perdeu dois pontos ao ver Andrés Rios balançar as redes na parte final partida.

Com o empate, o Santos continuou na 11ª colocação, com 33 pontos, enquanto o Vasco estacionou na 16ª posição, com 29. O Peixe perdeu a chance de encostar na zona de classificação para a Libertadores em 2019 e os cariocas seguem perto da zona do rebaixamento.

O jogo

Aos 20 segundos, a partida já teve fortes emoções. Gabigol se desentendeu com Leandro Castán numa disputa pela lateral. E antes do placar apontar um minuto, o camisa 10 fez uma falta em Bruno Cosendey, recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, no domingo, na Vila Belmiro.

O calor das primeiras ações, porém, não continuaram. Enquanto o Peixe buscava propor o jogo a todo tempo, o Vasco se resguardava na defesa à procura dos contra-ataques. Só aos 10 minutos veio a primeira chance, quando Dodô cobrou bem o escanteio e Gustavo Henrique acertou a trave.

Três minutos depois, Alison fez falta boba em Yago Pikachu. Rafael Galhardo cobrou bem e Vanderlei espalmou para escanteio. Aos 20, Willian Maranhão recuou na fogueira, o goleiro Martín Silva dividiu com Gabigol em um carrinho e ninguém do Santos aproveitou o rebote.

Aos 22 minutos, foi Carlos Sánchez quem assustou em cobrança de falta que raspou o travessão. E a emoção só voltou ao Pacaembu nos minutos finais, depois do alvinegro retomar as rédeas do jogo e reencontrar os espaços no gramado.

No minuto 41, Sánchez cruzou e Bruno Henrique cabeceou muito perto da trave. E dois minutos depois, o gol saiu. E numa jogada de manual do time dirigido por Cuca: Gabigol saiu da área para abrir espaço, tocou para Rodrygo, Victor Ferraz puxou, mas o atacante cruzou no segundo pau. Carlos Sánchez, sem ângulo, foi cirúrgico ao ajeitar para Diego Pituca, na pequena área, empurrar para o fundo das redes e marcar seu primeiro gol pelo Peixe.

No primeiro minuto do segundo tempo, o Santos esteve perto de ampliar. Bruno Henrique avançou pelo meio, cortou para a ponta esquerda e chutou cruzado, perto da trave de Martin. Depois disso, foi o Vasco quem assustou.

Mais corajoso, o time carioca foi para cima e viu um Peixe estruturado à procura dos espaços para contra-atacar. Aos 12 minutos, Henrique avançou bem e cruzou para Rios. O atacante, na pequena área, chutou em cima da defesa.

No minuto 18, o Santos voltou a ficar perto do gol. Em linda arrancada, Gabigol conduziu a bola desde a defesa, parou, driblou e chutou colocado de fora da área para boa defesa do goleiro vascaíno. Aos 21, Bruno Henrique tabelou com Gabriel e chutou mais uma vez perto da trave.

Dois minutos depois, veio a resposta do Vasco. Giovanni Augusto encontrou Pikachu livre na área. O meia encobriu o Vanderlei e viu Robson Bambu salvar antes da bola ultrapassar a linha. E entre os 30 e 31′, o empate ficou perto novamente.

Henrique cruzou e Giovanni Augusto, sozinho, se desprendeu de Dodô e cabeceou torto. Na sequência, Andrey chutou com perigo por cima do travessão. E aos 33, a pressão dos visitantes surtiu efeito. Pikachu cruzou da direita para Rios, sozinho, cabecear e ver Vanderlei estático. Robson Bambu errou na marcação do argentino.

Nos minutos finais, mesmo com a expulsão de Andrey aos 43, o Santos não teve força para desempatar. O Vasco, valente, volta para o Rio de Janeiro com um ponto na bagagem a ser comemorado.

Gabigol vê Santos melhor e volta a reclamar de chances perdidas

Gabigol viu a falta de pontaria como motivo, mais uma vez, de um tropeço do Santos no Campeonato Brasileiro. Depois de perder chances e ser derrotado para o Cruzeiro no último domingo, o Peixe repetiu o roteiro no empate em 1 a 1 com o Vasco nesta quinta-feira, no Pacaembu.

O alvinegro foi bem e abriu o placar no primeiro tempo, com Diego Pituca, mas recuou na segunda etapa e viu os cariocas reagirem.

“Foi um erro nosso de marcação, obviamente que é o time inteiro que erra. Tomamos o gol inesperado. Fomos bem melhores, criamos muitas chances, mas não conseguimos fazer o gol para acabar com o jogo”, disse Gabriel, ao Premiere.

“É complicado jogar contra quem fica todo atrás. Fizemos o gol para podermos recuar e ter o contra-ataque, mas não fizemos o gol, que nem no último jogo e acabamos levando”, completou.

Gabigol levou o terceiro cartão amarelo com menos de um minuto de jogo no Pacaembu e desfalcará o Santos contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca lamenta 2º tempo do Santos em empate: “Não encaixou”

O técnico Cuca lamentou o segundo tempo do Santos no empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em jogo atrasado da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois de abrir o placar aos 43 minutos, com Diego Pituca, o Peixe voltou mal para a etapa final, deu espaço para os cariocas e perdeu dois pontos em casa.

“Primeiro tempo muito bom, merecemos vencer. Não demos o campo para o Vasco jogar. No intervalo, falamos isso para os jogadores. Manter o nível de concentração, por 1 a 0 é perigoso. Mas Vasco começou a criar chances, tomar conta do meio-campo. Cedemos espaço, marcação não foi ajusta no segundo tempo. Não diminuímos o espaço deles. Fazemos poucas faltas. O adversário pôde empatar. Empataram merecidamente no final. Quando tiramos o Bruno e colocamos o Derlis era para forçar no lado direito. Às vezes, não encaixa o jogo. Não encaixou para o Derlis. Perdemos a faixa de campo. Rodrygo e Sánchez usando o mesmo setor. Jogo pedia uma cadência. Colocamos o Bryan para dar isso e tiramos o Sánchez. Abrindo Rodrygo e não deu certo. Tentamos colocar mais uma armador, uma última alternativa. Colocando Guedes. Empate foi justo. Temos que rever”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

O treinador mostrou preocupação para a diferença de quatro pontos para a zona do rebaixamento e cobrou a vitória contra o Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Nós nos últimos três jogos não vencemos. Temos de olhar para baixo, sair dessa situação. E se a gente pensa em Libertadores, domingo é jogo para vencer. Jogo difícil, mas temos de fazer por onde”, completou.

Cuca foge de polêmica, mas diz que Santos joga melhor na Vila

Após o empate em 1 a 1 com o Vasco na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, Cuca evitou polêmica sobre a divisão de jogos entre Santos e São Paulo, mas disse que o Peixe joga melhor na Vila Belmiro.

O presidente José Carlos Peres prometeu ao técnico e ao elenco jogar o clássico contra o Corinthians, no dia 13, na Vila Belmiro. A partida, porém, será no Pacaembu. Havia um acordo com uma emissora de televisão e a promessa do primeiro mosaico da torcida no estádio da capital.

“Preocupa. Joguei aqui (Pacaembu) contra Independiente, Grêmio e hoje. Nós não conseguimos, em nenhum dos três jogos, fazer jogos bons, como fazemos na Vila. Temos de buscar o motivo disso. Temos de jogar bem aqui também”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Hoje qualquer coisa que se venha a falar pode prejudicar qualquer situação. Vou me abster disso. O nosso presidente sabe o que é bom para nós. Sabe a ideia dos jogadores, da comissão técnica. Ele vai resolver o que é melhor para o Santos”, completou.

O retrospecto no Pacaembu não é bom e o número de torcedores decepcionou nesta quinta – 12.985 -, mas o alvinegro pediu todos os mandos até o final do Campeonato Brasileiro na capital, a não ser o compromisso diante do Atlético-PR, domingo, na Vila Belmiro, pela 27ª rodada.

O pedido do elenco e recomendações da Polícia Militar podem alterar o planejamento, mas o objetivo é atuar em pelo menos quatro dos cinco últimos jogos do Brasileirão no Pacaembu.

Cuca vê Santos atrás dos rivais para 2019 por conta da política do clube

Cuca gostaria de iniciar o planejamento do Santos para 2019, mas o caos político o atrapalha. O associado decidirá entre a permanência ou o impeachment do presidente José Carlos Peres em assembleia no próximo sábado, na Vila Belmiro. Se o “sim” for escolhido, o vice Orlando Rollo assumirá até o fim do mandato, em dezembro de 2020.

Com gosto por montar elencos, o técnico gostaria de indicar reforços, pensar em renovações e adiantar os passos para a próxima temporada – o que não é possível agora.

“Sim, é o meu trabalho. Detectei as necessidades que temos. Todo time tem. A gente teria de ganhar tempo em relação aos demais. Só estamos no Brasileirão, mas temos uma indefinição na nossa chefia. Não podemos fazer nada. Gosto de montar times. Agora tem que ver de que forma as coisas vão acontecer. A gente também está com uma incógnita muito grande em relação ao futuro. Ninguém sabe o que vai acontecer”, disse Cuca, após o empate em 1 a 1 com o Vasco.

O treinador, porém, não quis culpar a política do Peixe pelo tropeço na última quinta-feira, no Pacaembu, diante dos cariocas.

“Vamos ver. O dia D é sábado. Vamos ver domingo como a gente joga. A resposta tem de ser domingo, se influencia ou não (lado político). A gente blinda, faz o que pode. Não posso culpar um mau resultado hoje porque estamos com um problema político. O Vasco também tem isso e conseguiu fazer um bom jogo. Não vamos se apegar a subterfúgios, a álibis, pra gente dizer o porque não jogou bem no segundo tempo. Temos de jogar melhor. Ter uma regularidade. Geralmente a gente tem tido. Hoje ela não veio. Vou buscar o porquê”, completou.


Santos 0 x 0 Grêmio

Data: 06/09/2018, quinta-feira, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 23ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 16.083 pessoas (13.228 pagantes e 2.855 não pagantes)
Renda: R$ 335.134,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Alison e Daniel Guedes (S); Marcelo Grohe (G).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Jean Mota (Daniel Guedes); Eduardo Sasha (Derlis González), Rodrygo e Gabriel.
Técnico: Cuca

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Gomes, Bressan, Geromel e Marcelo Oliveira; Matheus, Cícero e Thaciano; Ramiro, Alisson e André (Pepê).
Técnico: Renato Portaluppi



Santos e Grêmio empatam em jogo ruim no Pacaembu

Santos e Grêmio empataram por 0 a 0 em jogo ruim na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o ponto conquistado, o Peixe continuou na 10ª colocação, agora com 28 pontos. O Tricolor perdeu uma posição e foi para quinto, com 41.

O alvinegro reclamou com razão de um pênalti de Pedro Geromel não marcado em cima de Rodrygo, aos 32 minutos do segundo tempo. O técnico Cuca e os jogadores reclamaram acintosamente após o toque do zagueiro com o joelho no atacante.

O jogo

O primeiro tempo no Pacaembu foi morno. O Santos não conseguiu fazer valer o fator campo e viu o Grêmio, com apenas quatro titulares, ser mais perigoso, principalmente pelo lado esquerdo do ataque, com Alisson.

O Peixe não teve criação no meio-campo sem Carlos Sánchez, convocado pela seleção uruguaia para amistoso contra o México – Jean Mota, o substituto, foi o pior da etapa inicial e acabou substituído no intervalo.

A melhor chance (e praticamente a única nos 45 minutos) foi do Tricolor, em cabeceio de Bressan após cobrança de escanteio aos 44′. O goleiro Vanderlei salvou com a ponta dos dedos.

A tônica para o segundo tempo foi a mesma. O Santos seguiu sem criatividade, mesmo com Daniel Guedes na vaga de Jean Mota e Victor Ferraz no meio. O Grêmio, satisfeito com o empate, se defendeu bem à espera de erros para contra-atacar.

O jogo só foi esquentar aos 32 minutos, quando Geromel tentou a bola, mas acertou Rodrygo com o joelho na área. A arbitragem não assinalou o pênalti claro e revoltou os santistas. Cuca se desesperou na área técnica e gritou: “Sempre a mesma coisa”.

Os minutos finais foram de muita correria, mas sem uma chance clara sequer. Aos 47, o Santos bateu falta rápida e Derlis González chutou de fora da área para Marcelo Grohe espalmar para escanteio. Na cobrança, nada ocorreu. O Grêmio desperdiçou contra-ataque em que Vanderlei precisou sair da área para marcar.

Um 0 a 0 insosso no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Cuca lamenta empate com o Grêmio, mas ressalta “caminho certo” no Santos

Cuca lamentou o empate em 0 a 0 com o Grêmio na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, mas viu o Santos no caminho certo para a sequência do Campeonato Brasileiro.

O técnico do Peixe ressaltou a inteligência do colega Renato Gaúcho ao mudar a postura do Tricolor após a escalação de um time misto.

“Primeiro lamentar porque poderíamos ter vencido mesmo sendo muito difícil. Grêmio mudou postura, Renato foi inteligente, fechou bem e jogou no meu erro. Não joga assim. Não saiu para nos dar velocidade. Ele não propôs como geralmente e fomos nos expondo”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“No geral foi justo, mas fica o gostinho de poder vencer. E a certeza de estarmos no caminho certo, seis jogos sem tomar gol, solidificando. Esquema às vezes não vai encaixar e temos necessidade maior de criação, às vezes referência. Todos sabem”, completou.

Com o ponto conquistado, o Peixe continuou na 10ª colocação, agora com 28 pontos. O alvinegro voltará a campo para enfrentar o lanterna Paraná no próximo domingo, às 19h, no Durival de Britto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Gabigol reclama de pênalti não marcado: “Fomos prejudicados”

Gabigol reclamou acintosamente de um pênalti de Geromel em Rodrygo não marcado no empate em 0 a 0 entre Santos e Grêmio na noite desta quinta-feira, no Pacaembu.

Ao tentar girar, Rodrygo é tocado pelo joelho do zagueiro gremista. O técnico Cuca esbravejou e disse que “é sempre assim” com o Peixe.

“Foi pênalti, foi claro o lance. Lance é muito rápido, viram na TV e falaram. Fomos prejudicados. Poderíamos ter a chance de fazer 1 a 0 e ganhar o jogo”, disse Gabigol, ao Premiere.

Após discussão, Gabigol diz que Renato Gaúcho o “convidou” para o Grêmio

Gabigol, do Santos, e Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, se desentenderam durante o empate de 0 a 0 na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, mas tudo ficou bem após o apito final.

Gabriel reclamou depois do treinador atrapalhá-lo em um domínio perto do banco de reservas do Tricolor. Renato ficou bravo e falou para ele “diminuir a marra”. Na sequência, porém, o “convidou” para atuar em Porto Alegre.

“Teve um lance que ele (Renato Gaúcho) me atrapalhou, bola dentro e ele fora do campo. Conversamos, deu parabéns e falou para eu ir para o time dele (risos)”, disse Gabigol, ao Premiere.

Sánchez, do Santos, tem lesão muscular em preparação para amistoso do Uruguai (Em 07/09/2018)

Carlos Sánchez, do Santos, teve uma lesão muscular no posterior da coxa esquerda durante preparação da seleção uruguaia para amistoso contra o México, nesta sexta-feira, nos Estados Unidos.

O meio-campista reclamou de dor em treinamento na última quarta-feira, passou por ressonância magnética e uma distensão foi diagnosticada. Ele fica fora do amistoso e também da partida do Peixe contra o Paraná, neste domingo, no Estádio Durival de Britto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. A previsão de retorno é no clássico diante do São Paulo, dia 16, na Vila Belmiro.

Novamente sem Sánchez, o técnico Cuca pode optar por Jean Mota, como fez no empate de 0 a 0 com o Grêmio, na última quinta, ou escalar Daniel Guedes e deslocar Victor Ferraz para o meio – a opção utilizada no segundo tempo.


Santos 1 x 1 Palmeiras

Data: 19/07/2018, quinta-feira, 20h00.
Comptição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 26.417 pessoas (23.572 pagantes e 2.845 não pagantes).
Renda: R$ 748.458,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa)
Auxiliares: Hélcio Araújo Neves e Heronildo Freitas da Silva.
Cartões amarelos: Alison, Léo Cittadini, Jean Mota e Rodrygo (S); Lucas Lima, Antônio Carlos, Gustavo Scarpa, Deyverson e Felipe Melo (P).
Gols: Lucas Lima (05-1) e Gustavo Henrique (29-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Alison (Léo Cittadini), Jean Mota e Rodrygo (Yuri Alberto); Bruno Henrique, Gabriel e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Artur); Gustavo Scarpa, Hyoran (Jean) e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado



Lucas Lima marca, mas Palmeiras cede empate ao Santos no Pacaembu

Ruim para os dois lados. Nesta quinta-feira, Santos e Palmeiras duelaram no Pacaembu e empataram por 1 a 1 no primeiro jogo de cada equipe no Campeonato Brasileiro após a pausa da Copa do Mundo. O Verdão abriu o placar com o ex-alvinegro Lucas Lima, mas deixou cair o ritmo na segunda etapa, perdeu chances claras e sofreu empate, anotado por Gustavo Henrique.

O jogo:

O clássico sempre é um teste para Palmeiras e Santos, mas no duelo desta quinta-feira, a prova de fogo foi ainda maior. No primeiro jogo após a parada do Mundial, os dois times ‘estrearam’ novas formações, com planos táticos inéditos. Pelo que apresentaram especialmente na primeira etapa, porém, a impressão foi de que apenas o Verdão soube utilizar o tempo livre.

Pela primeira vez em um jogo oficial em 2018, o time de Roger Machado foi escalado com três meias criativos. No início da partida, a opção parecia que seria um problema, já que o Alviverde entrou em campo disposto a contra-atacar, mas sem ter a velocidade de pontas rápidos como Keno e Dudu.

O Palestra, entretanto, não demorou para achar uma solução, claramente treinada durante a pausa. Com seis minutos, Willian, o mais veloz do setor ofensivo alviverde, abriu pela direita, recebeu uma bola longa e fez grande jogada. Enquanto Bigode driblava o marcador, Lucas Lima entrou pelo meio, na posição do camisa 29, recebeu o passe, girou e bateu no canto.

Não foi o primeiro clássico de Lucas Lima vestindo a camisa do Palmeiras contra seu ex-clube, tampouco a primeira vez em que foi hostilizado pelas arquibancadas alvinegras, mas ao contrário dos últimos duelos, o meia mostrou ‘raiva’ do rival e o futebol que lhe trouxe ao Verdão. Prova disso foi a comemoração, mostrando seu nome e número, e batendo no que ele mesmo disse ser “o escudo do Maior Campeão do Brasil”.

Tendo o camisa 20 inspirado no primeiro tempo, o Palmeiras apresentou seu ‘novo’ estilo de jogo. Em mais de uma oportunidade, a equipe trocou passes em sequência por mais de um minuto, colocando os adversários ‘na roda’, mas pecando na objetividade para chegar ao gol. A atuação impecável da zaga até então e a falta de criatividade praiana contribuíram para o domínio alviverde.

Do outro lado, o Peixe de Jair Ventura, que treinou durante toda a intertemporada com quatro atacantes, se mostrou desorganizado. Sem meio-campo, o Santos assustou apenas em jogadas individuais e abusou nos cruzamentos. Nada construído pelo meio, onde o atacante Rodrygo tentou ser armador.

Na etapa final, pela queda do Palmeiras, o jogo se equilibrou. O Santos seguiu assustando apenas em cruzamentos para a área, mas o Verdão deixou cair o nível físico e de concentração. A equipe passou a não recompor defensivamente como antes, não se movimentar para receber na frente e errar muitos passes.

E foi justamente nesta situação que o gol de empate do Santos aconteceu. Gustavo Scarpa errou assistência no ataque, o Peixe puxou o contra-golpe e Dodô foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Victor Ferraz acertou seu primeiro levantamento no jogo, mas Antônio Carlos afastou. No rebote, Dodô tocou de cabeça, e Felipe Melo desviou contra o próprio travessão. A bola ainda sobrou para Gustavo Henrique, que precisou apenas tocar de cabeça para empatar.

Com o 1 a 1 no placar, Roger colocou Deyverson na vaga do lesionado Willian. Artur e Jean também entraram nos lugares de Hyoran e Lucas Lima. Assim, o Palmeiras passou a ‘imitar’ a atuação santista e apostar nas bolas levantadas para a área.

Em cruzamentos, Deyverson quase marcou, mas Vanderlei fez milagre. Depois, o garoto Artur acertou a trave, mas a pressão palestrina, já pouco organizada, não foi suficiente para o Verdão retomar o Brasileirão com vitória. Do lado alvinegro, ficou o gosto amargo pelo gol sofrido do ex-ídolo, mas o alento do empate em um duelo que o Peixe não teve boa atuação.

Jair exalta “coragem” e parabeniza Santos por empate no clássico

O técnico Jair Ventura valorizou o empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. A “coragem” do time foi destacada.

“Santos lutou, criou, foi corajoso e como um time assim, correu riscos no na transição, mas faz parte. Quero parabenizar os jogadores”, disse o técnico, em entrevista coletiva.

Jair analisou a opção tática por quatro atacantes contra os três meias do Verdão. Na visão do treinador, foi um duelo entre a supremacia no meio e os espaços pelas laterais.

“O Palmeiras que vinha jogando com Dudu e Keno, passou a jogar com três meias. E entramos com quatro atacantes, com objetivo de explorar a situação. Eles ganham o meio com Felipe e Bruno e abrem espaço pelos dois corredores laterais, por isso os quatro atacantes. São laterais ofensivos os dois deles, Diogo Barbosa conheço bem. Foi um jogo onde o Palmeiras juntou três meias que todos querem, eles têm três. Ganhando o corredor. Nós ganhamos o lado do campo. Esperávamos a intensidade deles no começo do jogo, Roger fala isso. No erro nosso, eles marcaram o gol. Mas começamos em cima”, explicou.

Jair elogia Ruiz e chama Yuri de novo raio, mas volta a pedir um 9 no Santos

Jair Ventura analisou pela primeira vez a contratação de Bryan Ruiz. O técnico do Santos destacou o passe e a bola parada do meia e admitiu que gostaria de contar com ele para já. O costarriquenho ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana.

“Tenho de aguardar o Bryan Ruiz. Queria o jogador o mais rápido possível. Fico incomodado em falar, porque parece que o grupo não está bom, porém pedimos reforços, porque saíram 23 atletas e chegaram três. Temos de vencer, e buscar o alto da tabela. O Bryan chega para somar, é importante. Um camisa 10 que tem uma boa parada e tem qualidade para fazer gols. O desgaste mental da Copa é muito grande, importante as férias e vai nos ajudar bastante”, disse Jair, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras.

Feliz com as chegadas de Carlos Sánchez e Ruiz, o treinador voltou a pedir a chegada de um centroavante, sem deixar de destacar o único ofício no elenco: Yuri Alberto, o “novo raio”.

“Se eu tivesse um 9 de ofício, ele (Eduardo Sasha) teria mais oportunidades, porém tenho um menino que é o Yuri Alberto. Será que todos os meninos de 17 anos estão bem? O Santos é um dos maiores clubes formadores do mundo. Yuri entrou bem na partida e foi bem lá no México. Gosto muito dele, é um novo raio, um menino fantástico. De repente, ainda não está em uma maturação como o Rodrygo. Colocamos o Rodrygo de uma maneira gradativa, dentro de uma situação. O Giroud foi um dos piores da Copa, não acertou finalização e foi campeão do Mundo (pela França). Se tivéssemos um 9, o Sasha estaria fazendo gol. Ele tem uma importância no time”, explicou o treinador.

Rodrygo sai de campo carregado, mas Santos não teme lesão grave

Com fortes dores no joelho direito, Rodrygo foi substituído no segundo tempo do empate do Santos em 1 a 1 com o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. A primeira avaliação do departamento médico do Peixe, porém, não prevê nada grave.

O atacante do alvinegro sofreu uma pancada no joelho e foi sacado para a entrada de Yuri Alberto aos 21 minutos da etapa final. A joia passará por exame de ressonância magnética, provavelmente nesta sexta-feira.

O Santos voltará a campo para enfrentar a Chapecoense neste domingo, às 19h (de Brasília), na Arena Condá, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A presença de Rodrygo é incerta. Alison, suspenso, é desfalque certo. Diego Pituca volta a ficar à disposição do técnico Jair Ventura após ausência devido ao terceiro cartão amarelo.

Gabigol aguarda por Bryan Ruiz e diz que acha que é o camisa 10 do Santos

A camisa 10 do Santos rendeu uma pequena polêmica nos últimos dias. Bryan Ruiz foi apresentado com o número, mas Gabigol não foi consultado. O Menino da Vila elogia o reforço costarriquenho e acredita que continuará com o mesmo uniforme.

“Não fui comunicado, ninguém falou comigo sobre isso. Pelo que falaram, eu sou o camisa 10. Independentemente do número, o que importa é o escudo, é o jogador que vem pra somar. Estou muito ansioso para que ele chegue. É um jogador de Copa do Mundo que vai ajudar a gente. O Santos está bem servido”, disse Gabriel, após o empate em 1 a 1 com o Palmeiras, nesta quinta-feira, no Pacaembu.

Na coletiva de apresentação e em entrevista para seu próprio site, Ruiz comemorou o recebimento do número 10, mas adotou o mesmo discurso de Gabriel: o que importa é o escudo.

Bryan Ruiz ganhou uma semana de descanso e se apresentará no CT Rei Pelé na próxima semana, quando saberá qual número vestirá no alvinegro. O meia não teve férias entre o fim da temporada europeia pelo Sporting-POR e a disputa da Copa do Mundo da Rússia pela Costa Rica.

Santos vê confusão no Pacaembu como “inadmissível” e promete mudanças

O torcedor do Santos teve dificuldade para assistir ao clássico contra o Palmeiras nesta quinta-feira, no Pacaembu. Um ataque virtual comprometeu a venda de ingressos pela internet. E o acesso ao estádio foi caótico com filas quilométricas e catracas quebradas. Muitos entraram ao final do primeiro tempo.

O Peixe promete assumir maior responsabilidade do processo e vai se reunir com a Redegol, empresa responsável pela gestão do Sócio Rei, nos próximos dias.

“O que aconteceu nas últimas 48h foi inadmissível. Prejudicou a experiência do torcedor que foi terrível na tentativa de comprar o ingressos e, pior ainda no acesso, prejudicou as vendas, prejudicou a credibilidade de um programa de sócios que precisamos ampliar… A responsabilidade final é nossa, do clube, afinal escolhemos, contratamos e administramos o fornecedor. Temos que assumir as rédeas do processo, tratar internamente das soluções e entregarmos um serviço digno ao nosso torcedor”, disse o executivo de marketing Marcelo Frazão, à Gazeta Esportiva.

O alvinegro pediu desculpas pelo caos em suas redes sociais. Mesmo com todos os problemas, o público foi bom: 26.417 no total, com 23.752 pagantes e uma renda de R$ 748.458,00.

“O Santos Futebol Clube lamenta e se desculpa humildemente com seu associado e torcedor por todos os problemas ocorridos nesta partida desde o processo de compra e acesso ao Pacaembu. Melhores esforços e mudanças serão efetivadas para que tais transtornos não mais ocorram”.

Em nota oficial, a Redegol explicou o ocorrido e prometeu investigar a origem do ataque virtual.

“A Redegol informa que recebeu um ataque na entrada principal de alguns servidores desde ontem, quarta-feira, dia 18/07/2018. Este ataque, intensificado nesta quinta feira, acabou resultando na instabilidade das vendas de ingressos para o clássico Santos x Palmeiras pela internet.
Devido a isso, nossos protocolos de proteção do sistema detectarem o fato e nossos patchs de segurança estão sendo gerados para normalizar a situação.
Ressalvamos, no entanto, que esse ataque parou justamente na entrada dos nossos servidores, garantindo assim que nenhum dado de torcedor ou sócio tenha sido acessado, pelo fato de possuirmos uma arquitetura de segurança interna criptografada bastante robusta.
Lamentamos profundamente este ataque criminoso e imbuído de má fé, que ocasionou tamanho desconforto, por ora, gerando instabilidade na web para a compra de ingressos para o jogo de logo mais na capital paulista. Contamos com a compreensão de todos, reafirmando o nosso compromisso de oferecer ao Sócio Rei a melhor plataforma de atendimento, do jeito que a nação santista merece. Lembramos que os pontos de venda continuam funcionando normalmente, bem como as bilheterias do Pacaembu, ainda com ingressos disponíveis em todos os setores, exceto arquibancada amarela.
A Redegol já tomou as medidas cabíveis para identificar a exata origem deste ataque virtual, que não visa atingir somente a empresa, mas também a instituição Santos Futebol Clube e toda coletividade alvinegra”.




Santos 0 x 1 Cruzeiro

Data: 27/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.670 presentes (8.504 pagantes e 2.166 não pagantes).
Renda: R$ 349.730,00
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Auxiliares: Pedro Martinelli Christino e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartões amarelos: Diego Pituca (S); Henrique, Egídio e Robinho (C).
Gol: Bruno Silva (30-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Dodô; Diego Pituca (Bruno Henrique), Renato (Léo Cittadini), Jean Mota; Rodrygo, Gabriel e Eduardo Sasha (Yuri Alberto).
Técnico: Jair Ventura

CRUZEIRO
Fábio; Edílson (Lucas Romero), Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho, Thiago Neves (Raniel); Rafael Sobis e Sassá (Bruno Silva).
Técnico: Mano Menezes



Vanderlei opera milagre, mas não evita derrota do Santos para o Cruzeiro

As quase 11 mil pessoas presentes no Estádio do Pacaembu viram uma atuação do Santos nada muito diferente das últimas partidas. Com dificuldades para criar, o time comandado por Jair Ventura pouco fez ofensivamente, principalmente no segundo tempo, e viu Vanderlei em mais uma grande tarde. O goleiro, porém, não evitou a derrota do Peixe por 1 a 0 para o Cruzeiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

O primeiro tempo teve dois cenários bem distintos. Os 20 minutos inciais foram de muita intensidade, com ambos os times em busca do gol e criando boas chances. Aos poucos, o ritmo foi caindo e a posse de bola passou a ser a prioridade do Cruzeiro, que tentava conter a velocidade do Santos. Assim, porém, o Peixe criou sua melhor chance, no contra-ataque, com Gabigol, que foi interceptado por Dedé de forma providencial. Do lado cruzeirense, Rafael Sobis foi quem criou mais perigo.

A intensidade de parte dos 45 minutos iniciais não foi repetida em um minuto sequer do segundo tempo. Mesmo em casa, o Santos adotou uma postura cautelosa e passou a ter o contra-ataque como trunfo para sair com os três pontos. Do lado do Cruzeiro, a posse de bola era a estratégia e com ela saiu o gol da vitória. Aos 30 minutos, Bruno Silva aproveitou o desvio de Raniel no escanteio e colocou para o fundo da rede.

Nos minutos finais, o Santos tentou pressionar e Bruno Henrique por pouco não conseguiu o empate. Porém, a Raposa também esteve perto de ampliar a vantagem, com Rafael Sóbis. No fim do jogo, o time da casa saiu de campo sob vaias da torcida.

O jogo

Como um jogo entre dois times que precisam do resultado, o início foi de bastante intensidade, com os dois ataques obrigando muito trabalho dos goleiros. Logo no primeiro minuto, Rafael Sobis tentou surpreender Vanderlei, mas teve o chute desviado. Na sequência, a resposta do Santos veio com Jean Mota, que tentou um arremate bonito no cruzamento de Dodô, mas concluiu nas mãos de Fábio.

A rápida movimentação do trio de ataque do Peixe formado por Gabriel, Rodrygo e Sasha é sempre uma preocupação para os adversários e atenção redobrada é a palavra de ordem. Porém, Léo se complicou na saída de bola e tocou nos pés do camisa 10 santista, que cortou para o meio e testou o goleiro do Cruzeiro, providencial para espalmar. A resposta mineira, aos 11 minutos, foi com Sobis, que bateu rasteiro e sem grande perigo para Vanderlei.

Aos poucos, a partida perdeu em intensidade e o Cruzeiro passou a ser melhor. Se Léo quase entregou do lado mineiro, Gustavo Henrique fez questão de “retribuir” o presente. O zagueiro errou o passe na saída de bola e deixou com Robinho, que acionou Rafael Sobis na entrada da área. O atacante pegou firme e obrigou grande defesa do arqueiro santista.

Jogando em casa, o Santos voltou a sofrer com a falta de criatividade e continuou apostando nos flancos do campo para as jogadas mais promissoras. Uma das mais perigosas, porém, veio em uma grande jogada de Rodrygo, que atuou mais centralizado no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o “raio” acionou Gabriel para sair sozinho em direção à Fábio, mas o camisa 10 não contava com a recuperação de Dedé. O zagueiro alcançou o rival e deu o bote preciso antes do chute.

A intensidade do primeiro tempo ficou no vestiário assim que os times foram para o intervalo. Na segunda etapa, as propostas estavam bem definidas e, enquanto o Cruzeiro tinha a bola e trocava passes em busca de espaço, o Santos apostava na boa aplicação defensiva e nos contra-ataques para assustar Fábio.

As chances, sem grande perigo, criadas pela Raposa nos 20 minutos iniciais fizeram Jair Ventura atender às solicitações dos torcedores presentes no Pacaembu que, desde o intervalo, pediam a entrada de Bruno Henrique. O atacante, em sua reestreia na temporada depois de problemas físicos e clínicos, conseguiu uma boa arrancada logo em seu primeiro lance, mas acabou perdendo o ângulo para conclusão.

Aos 29 minutos, o Cruzeiro conseguiu sua melhor chance na partida. Raniel aplicou um grande chapéu e encontrou o caminho livre para avançar, mas abriu grande bola do lado direito para Robinho. O meia saiu cara a cara com Vanderlei e tentou encobrir o goleiro santista, que operou um milagre e pôs para escanteio. Na cobrança do tiro de canto, porém, a grande intervenção do arqueiro do Peixe pouco adiantou. Bruno Silva aproveitou o desvio e testou para as redes.

Atrás no placar, o Santos ensaiou uma pressão na reta final da partida e abriu espaços para o contra-ataque do Cruzeiro. Bruno Henrique quase marcou em sua reestreia na temporada e Sobis, do outro lado, fez tudo certo, mas a bola saiu rente à trave de Vanderlei.

Bastidores – Santos TV:

Rodrygo condena falta de pontaria do Santos e diz entender vaias

O Santos não conseguiu se impor diante do Cruzeiro neste domingo, no Pacaembu, e somou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, a quarta em sete jogos. Atuando diante de seus torcedores, os comandados de Jair Ventura pouco criaram, mas as chances limitadas pararam nas finalizações ruins, problema principal do time na tentativa de um melhor resultado.

A insatisfação dos torcedores com a atuação do time foi externada assim que dado o apito final. Todos os jogadores, assim como Jair, saíram de campo vaiados, fato que Rodrygo tratou como natural diante dos recentes resultados ruins. “Pode ter certeza que eu estou mais revoltado que eles. Eles são torcedores, eu sou jogador e também torcedor do Santos, então entendo”, disse o jovem ao canal Premiere.

Apesar de algumas jogadas criadas, o Santos pouco criou perigo à meta de Fábio. Ainda no primeiro tempo, Gabriel teve a principal chance do time santista na partida, mas acabou desarmado por Dedé. Já nos 45 minutos finais, os flancos do campo se tornaram a principal válvula de escape, por onde Bruno Henrique quase conseguiu deixar o seu. Para o mais novo “raio” da Vila Belmiro, porém, a as finalizações ruins determinaram o revés.

“Aconteceu hoje a mesma coisa do jogo passado. A gente pressionou, pegamos uma equipe mais forte também, tomamos um gol no erro de marcação”, avaliou. “Claro que uma derrota pesa muito, mas a gente precisa manter a tranquilidade e seguir com nosso trabalho, porque as coisas vão voltar a dar certo. O gol está faltando em todos os últimos jogos. Precisamos parar de tomar e voltar a fazer”, finalizou Rodrygo.

Jair lamenta nova derrota e clama por reforços no Santos

As vaias ao apito final dizem muito a respeito da paciência da torcida do Santos com Jair Ventura. Neste domingo, o treinador viu uma atuação regular de seu time, mas novamente uma derrota. Desta vez, diante de pouco menos de 11 mil pessoas, o time da Vila Belmiro acabou vendo o Cruzeiro criar boas chances, mais uma boa atuação de Vanderlei, mas o revés por 1 a 0.

Após a partida, Jair teve dar explicações sobre o mais recente resultado negativo, o quarto em sete rodadas do Campeonato Brasileiro. A opção do treinador foi pelo discurso firme, cobrando uma recuperação rápida de seus jogadores para voltarem a dar alegria ao torcedor santista.

“O jogo foi aberto, de muitas chances criadas e muito equilíbrio. As duas equipes tentaram jogar, qualquer uma poderia vencer, mas acabamos punidos em uma jogada de bola parada. A gente fica triste,claro, mas não dá para abaixar a cabeça, porque só nós somos responsáveis por isso. Para reverter a gente precisa trabalhar e fazer mais, dar uma resposta o mais rápido possível. A torcida precisa voltar a sorrir”, disse o treinador.

Logo no aquecimento, Jair Ventura teve de mudar sua estratégia inicial. Não pela forma do time jogar, mas com as peças. Gustavo Henrique entrou em campo para substituir Veríssimo, vetado pelo departamento médico. O exemplo foi o utilizado pelo treinador para justificar o elenco enxuto e a necessidade de reforços.

“A gente sabe da necessidade de reforços, mas entendemos as dificuldades financeiras. Não é uma questão de achar que não precisa, é das dificuldades. Hoje a gente nem tinha jogador para completar a lista de suplentes no banco, com tantas lesões. A torcida não quer saber, ela quer vitória. Temos de dar um jeito em meio a todas as dificuldades”, ressaltou.

Jogadores do Santos isentam Jair de culpa e pedem “resposta rápida”

“Resposta rápida” e “recuperação” são as palavas de ordem ouvidas nos bastidores do Santos para findar a sequência ruim pela qual o time vem passando recentemente. Apesar da classificação na Libertadores, o Peixe soma quatro derrotas em sete jogos no Campeonato Brasileiro, sendo a mais recente delas para o Cruzeiro, no último domingo, por 1 a 0.

A repercussão da derrota teve seus primeiros desfechos logo após o apito final contra a Raposa, onde os pouco menos de 11 mil presentes não pouparam o time e a comissão técnica de vaias. Após a partida, Jair Ventura prometeu um trabalho ainda mais intenso para reencontrar o caminho das vitórias e o treinador teve seu discurso corroborado pelos atletas.

“Temos que manter a calma e recuperar a boa fase logo, dar a resposta. A gente treina bola parada quase sempre e acabamos tomando um gol assim. Não podemos culpar o Jair, porque é a gente que está em campo”, disse Gabriel na zona mista. Sobre as vaias, o atacante diz ser normal diante dos recentes resultados. “É normal a torcida fazer isso. Eles querem que a gente ganhe. Estamos criando chances e uma hora a bola vai entrar”, completou.

Apesar da derrota, o ponto positivo foi a boa reestreia de Bruno Henrique com a camisa do Peixe. O atacante ganhou alguns minutos em campo e quase conseguiu o gol que daria o empate contra o Cruzeiro. Seguindo a mesma linha dos companheiros, alertou para a necessidade de uma recuperação e comentou sobre sua condição física.

“Fico feliz por estar de volta, pelo apoio da torcida que pediu minha entrada. Mas a gente fica triste pela derrota. Quinta-feira temos a chance de nos recuperarmos e a vitória é importante demais. Temos que focar e responder logo para voltar a dar alegrias, trabalhando para que a bola volte a entrar”, revelou Bruno Henrique, que passou por uma sequência de problemas físicos e clínicos no início da temporada.

Desde que assumiu o comando do santos no início de 2018, Jair Ventura já esteve à beira do campo em 30 jogos. São 12 vitórias, seis empates e 12 derrotas, retrospecto que conta negativamente. O treinador, porém, se mostrou ciente da pressão e da responsabilidade.

“A vida do treinador é de pressão contínua. Estamos trabalhando, mas não está sendo o suficiente. Temos de assumir a responsabilidade, sabemos que a torcida está chateada e com razão, porque os resultados não estão aparecendo. Vamos fazer mais para voltar a vencer”, concluiu Jair.

Vice-presidente do Santos banca continuidade de Jair: “Ele segue”

Dentro de campo, o Santos saiu derrotado para o Cruzeiro no Estádio do Pacaembu. Fora dele, as vaias foram a tônica das arquibancadas e Jair Ventura saiu como principal culpado para os pouco menos de 11 mil presentes, principalmente pela falta de criatividade e efetividade do time nos últimos jogos. Após a partida deste domingo, porém, o treinador teve sua permanência no cargo garantida pelo vice-presidente Orlando Rollo.

“O treinador segue no comando, o Jair (Ventura) segue”, disse rapidamente o dirigente na zona mista.

A presença do vice para dar justificativas é explicável, já que o presidente do clube, José Carlos Peres, está com a Seleção Brasileira, como chefe da delegação em Londres.

Diretoria do Santos vai ao CT para apoiar o técnico Jair Ventura (Em 28/05/2018)

O vice-presidente Orlando Rollo e Andres Rueda e José Carlos de Oliveira, integrantes do Comitê de Gestão do Santos, foram ao CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira para demonstrar apoio ao técnico Jair Ventura. Vale lembrar que o presidente José Carlos Peres, chefe da delegação brasileira, ficará em Londres até o dia 3. Rollo é o mandatário interino.

Na conversa com Jair, algumas críticas sobre o comando do elenco foram feitas, mas, em geral, o tom foi de prestígio ao treinador, admitindo-se a necessidade de reforços e as dificuldades financeiras e políticas do clube. Os dirigentes também se reuniram e cobraram o elenco.

Com a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Pacaembu, no último domingo, o Peixe tem 48% de aproveitamento em 2018. Ou seja, mais perde do que ganha pontos. No total, são 12 vitórias, 12 derrotas e seis empates.