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Santos 1 x 2 Palmeiras

Data: 19/03/2017, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.742 pagantes
Renda: R$ 355.840,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean (P).
Gols: Ricardo Oliveira (29-2), Jean (40-2) e Willian (42-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja
Técnico: Eduardo Baptista



Palmeiras vira contra o Santos, quebra tabu e está nas quartas

Com uma virada alcançada nos minutos finais, o Palmeiras se classificou às quartas de final do Campeonato Paulista na noite deste domingo. Em sua primeira vitória na Vila Belmiro desde 2011, o time alviverde ganhou do Santos por 2 a 1, resultado suficiente para avançar à próxima fase de maneira antecipada.

A três rodadas do final da etapa classificatória, o Palmeiras lidera o Grupo C com 21 pontos ganhos (melhor campanha geral) e, na pior das hipóteses, terminará na segunda posição. Já o Santos, com 13 pontos, permanece na terceira colocação do Grupo D, atrás de Ponte Preta e Mirassol.

O Palmeiras não ganhava do Santos jogando na Vila Belmiro desde abril de 2011. Há seis anos, em partida válida pelo Campeonato Paulista, o time alviverde venceu por 1 a 0. Desde então, foram nove triunfos da equipe alvinegra e dois empates, série encerrada neste domingo graças a gols de Jean e Willian e ao inspirado goleiro Fernando Prass.

O jogo

Santos e Palmeiras fizeram um primeiro tempo de alto nível e com várias chances de gol na Vila Belmiro. Na melhor oportunidade da etapa inicial, Bruno Henrique recebeu de Lucas Lima pela esquerda e cruzou. A bola desviou em Mina e sobrou limpa na segunda trave para Vitor Bueno, que conseguiu perder.

Já o Palmeiras criou sua melhor chance durante o primeiro tempo quando Keno trocou de lado com Dudu e atuou pela ponta esquerda. O atacante passou pela marcação de Lucas Veríssimo, invadiu a área e cruzou para Borja finalizar, mas o goleiro Vladimir defendeu.

Em uma série de três ataques consecutivos, o Santos quase abriu o placar. Em uma defesa difícil, Prass cedeu escanteio após chute de Bruno Henrique. Na cobrança, o atacante cabeceou na trave. Pouco depois, Vitor Bueno cruzou da direita e Ricardo Oliveira, de letra, acertou o travessão.

O Palmeiras cresceu durante os minutos finais e obrigou Vladimir a trabalhar duro nos acréscimos, primeiro ao espalmar falta batida por Borja. Na cobrança de escanteio, Mina cabeceou para nova defesa. Para completar a série, o santista fez outra intervenção em chute de Guerra de fora da área.

No intervalo, Egídio entrou no lugar de Guerra e Zé Roberto foi deslocado para o meio. O Santos, aproveitando a fragilidade do novo lateral esquerdo na marcação, pressionou intensamente no começo do segundo tempo. Posicionado dentro da área, Ricardo Oliveira recebeu de Bruno Henrique e chutou para boa defesa de Prass.

Inspirado, o goleiro fez nova intervenção após cruzamento de Zeca pela esquerda e cabeçada de Lucas Veríssimo. Aos 29 minutos, em uma jogada pela direita, vulnerável após a entrada de Egídio, o Santos saiu na frente. Victor Ferraz cruzou e Bruno Henrique cabeceou em cima de Jean. Na sobra, Ricardo Oliveira marcou.

Em desvantagem no placar, o Palmeiras se lançou ao ataque. Aos 40 minutos, Jean recebeu de Roger Guedes pela direita e, mesmo sem ângulo, finalizou. O goleiro Vladimir desviou e a bola acabou nas redes. Dois minutos depois, pelo mesmo lado, Roger Guedes driblou Zeca e cruzou para Willian definir a virada.

Bastidores – Santos TV:

Felipe Melo ironiza “caldeirão” da Vila: “Aqui tem 8 mil só, pô”

Palmeirense mais excitado com a vitória de virada sobre o Santos, por 2 a 1, neste domingo, na Vila Belmiro, Felipe Melo exaltou a qualidade da equipe alviverde em suportar ambientes hostis longe do Palestra Itália. O volante, porém, aproveitou para provocar a torcida do Peixe, minimizando o aspecto “caldeirão” do estádio alvinegro.

“A gente está acostumado a jogar em caldeirão. Nunca vi caldeirão com oito mil pessoas, pô. Caldeirão é no Chiqueiro”, ironizou, referindo-se ao público de 8.742 pagantes na Vila.

Em seguida, contemporizou. “Brincadeiras à parte, foi uma batalha dura. O Santos é um excelente time. Faz parte do futebol. Parabéns ao grupo que lutou bastante. Ganhamos os três pontos”, vibrou.

Após ouvir cânticos hostis vindos das arquibancadas da Vila (‘Não é mole, não, o Felipe Melo afundou a Seleção’), o volante respondeu a provocação levando a mão ao ouvido em um gesto direcionado à torcida do Santos, a única no estádio, cumprindo determinação do Ministério Público. O volante apontou o escudo do Palmeiras e gritou: “Tem que respeitar essa p…”.

A comemoração entusiasmada se justifica pela forma com a qual o Palmeiras construiu a sua vitória. Com Ricardo Oliveira, o Santos abriu o placar aos 29 minutos do segundo tempo. Aos 40, contudo, Jean empatou em chute cruzado. Dois minutos depois, em nova jogada pela direita, Róger Guedes cruzou para Willian virar o confronto.

Com o resultado, o Verdão chegou aos 21 pontos, classificando-se às quartas de final do Campeonato Paulista com três rodadas de antecedência. De quebra, ultrapassou o Corinthians e agora ostenta a melhor campanha do torneio, condição que, se mantida, lhe dará vantagem do mando de campo na fase seguinte.

Dorival cita “noite de Prass” e fala em resultado “mais do que injusto”

Não fosse pela “noite diferenciada” do goleiro Fernando Prass, o Santos não teria sido derrotado de virada por 2 a 1 para o Palmeiras, na noite deste domingo, na Vila Belmiro, segundo Dorival Júnior. Em entrevista coletiva concedida após o clássico, o técnico do Peixe considerou o resultado como “mais do que injusto”.

“As circunstâncias da partida foram favoráveis ao Santos. Jogamos em cima do Palmeiras em todos os instantes. Coincidência ter sido a segunda derrota de virada em clássicos em casa. O volume que tivemos, o número de bolas que chutamos no gol do Fernando. O número de defesas do Fernando. Isso, sim, foi o diferencial”, explicou o treinador.

Dono das principais chances de gol da partida, o Santos parou no goleiro alviverde diversas vezes antes de abrir o placar com Ricardo Oliveira, aos 29 minutos do segundo tempo. No entanto, aos 40, Jean empatou e, aos 42, Willian virou para o Verdão.

“O resultado não tem nem o que falar. Mais do que injusto”, esbravejou. “É difícil explicar por tudo o que produzimos, a posse de bola que tivemos, a paciência, as muitas oportunidades que foram criadas”, disse, antes de tranquilizar a torcida alvinegra.

“No momento que as bolas voltarem a entrar, não tenho dúvidas de que as coisas vão voltar ao natural. É impressionante o que fizemos hoje. Assim como foi no ano passado, nas semifinais do Paulista, o Palmeiras, em três minutos encontrou dois gols pela qualidade individual de seus jogadores, que fizeram a diferença nesse momento”, argumentou.

Dorival, por fim, negou que sua equipe tenha recuado após ter aberto o placar. “Continuamos em cima do Palmeiras. Não vi, em momento nenhum, o Santos recuado. Não vi o Santos esperando o Palmeiras para contra-atacar. O Prass esteve numa noite diferenciada. Essa é a explicação de uma partida como essa”, concluiu.

Com a derrota, o Santos segue fora da zona de classificação às quartas de final do Campeonato Paulista, na terceira posição do Grupo D, com 13 pontos ganhos. Ponte Preta (15) e Mirassol (14) lideram a chave. O Peixe buscará se reabilitar na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o São Bento, em Sorocaba.

Estatísticas mostram vitória no detalhe do Palmeiras no clássico

Com dois gols nos cinco minutos finais no clássico, o Palmeiras venceu por 2 a 1 o Santos na Vila Belmiro, coisa que não acontecia desde 2011. No campo das estatísticas, as equipes tiveram números parecidos em questões de finalização e criação de jogadas.

Ambas as equipes finalizaram 18 vezes a gol no encontro deste domingo. A pontaria do alvinegro foi levemente melhor que a do rival, tendo acertado 11 chutes no gol de Fernando Prass contra nove arremates corretos do Verdão ao gol de Vladimir. O goleiro do Palmeiras, inclusive, foi um dos grandes responsáveis pela vitória de sua equipe.

Com a bola no pé, o Santos trocou muito mais passes que a equipe palmeirense, mantendo a maior diferença entre os times na maneira de jogar: foram 335 passes corretos (e 36 errados) do Peixe, enquanto o Palmeiras acertou 281 toques (errou 43). Ambas as equipes deram 13 assistências para arremate nos 90 minutos.

Mas mesmo fazendo a bola rolar mais, o time da baixada apostou bastante nos cruzamentos para tentar chegar ao gol. Foram 11 tentativas completas e 21 falhados por parte do Santos. Já o Palmeiras cruzou cinco vezes certas e 18 erradas no encontro. E foi em um cruzamento que os donos da casa abriram o placar com Ricardo Oliveira, já no segundo tempo.

Tendo a posse de bola por mais tempo, os mandantes consequentemente cederam mais jogadas ao adversário. A equipe perdeu 32 bolas durante a partida, contra apenas 18 perdas do time de Eduardo Baptista. Nos desarmes, dez para o Santos e nove para o Palmeiras, sendo que um deles, feito por Jean, resultou no primeiro gol da equipe, convertido pelo próprio volante.

Jogando mais no sistema defensivo, o Palmeiras tentou 37 lançamentos, acertando 14 deles. Os santistas tentaram a ligação direta 26 vezes e erraram o alvo 16 vezes. E para receber as bolas longas, os jogadores do alviverde estiveram em posição de impedimento quatro vezes, o dobro dos adversários.

Dorival não vê falha de Vladimir em 1º gol e garante Santos nas quartas

O técnico Dorival Júnior não viu falha do goleiro Vladimir no primeiro gol que o Santos sofreu na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no último domingo, na Vila Belmiro. De acordo com o treinador do Peixe, o arqueiro vem correspondendo desde que o titular Vanderlei lesionou a mão esquerda no início de fevereiro.

No lance, aos 40 minutos do segundo tempo, o lateral direito Jean recebeu de Róger Guedes e bateu cruzado, parecendo que a bola sairia. Vladimir, porém, preferiu cair para tentar fazer a defesa e acabou espalmando para dentro do gol. Aos 42, em jogada também pela direita, Guedes cruzou para Willian virar o duelo para o Palmeiras.

“Foi uma jogada de uma felicidade muito grande. Não sei se houve desvio ali, mas uma jogada difícil de ser cortada pela velocidade, batida cruzada. Isso acontece”, analisou, lembrando das boas defesas que Vladimir fez durante o clássico. “Os dois goleiros fizeram uma grande partida. O Fernando foi responsável por termos feito só um gol”, acrescentou, atribuindo a Prass o triunfo alviverde.

Reiterou ainda a confiança que Vladimir tem do elenco santista. “Sempre que foi preciso entrar, foi efetivo na maioria dos jogos, um jogador que cresceu assustadoramente. Um goleiro que vem nos passando muita tranquilidade e tem feito ótimas partidas”, ressaltou.

Com a derrota, o Santos segue fora da zona de classificação às quartas de final do Campeonato Paulista, na terceira posição do Grupo D, com 13 pontos ganhos, a três rodadas para o fim da primeira fase. No entanto, Dorival garante à torcida que o Peixe irá conquistar uma das vagas da chave. No momento, Ponte Preta, com 15 pontos, e Mirassol, com 14, avançariam no torneio.

“O Santos vai buscar sua classificação e vai encontrar o caminho, podem ter certeza”, assegurou, minimizando as críticas vindas da torcida após a derrota. “Meu trabalho é o que a equipe produziu. O resultado naturalmente não pesa a meu favor, porém o que a equipe está jogando…Esse é o nosso trabalho”, concluiu.

Invicto na Vila no último Paulistão, Santos não repete “alçapão” em 2017

Mesmo buscando o jogo a todo o instante e não tendo uma má atuação, o Santos acabou derrotado pelo Palmeiras de virada no clássico deste domingo. Foi a terceira derrota da equipe em cinco jogos na Vila Belmiro no Campeonato Paulista de 2017, campanha catastrófica em relação a do último ano, quando o seu estádio era sinônimo de invencibilidade.

Até agora na temporada, foram seis jogos no Estádio Urbano Caldeira, cinco pelo estadual e um pela Libertadores. No Paulistão, a equipe perdeu os dois clássicos disputados até então, para São Paulo (3 a 1) e Palmeiras (2 a 1), além de ter sido derrotado pela Ferroviária por 1 a 0.

O saldo de gols da equipe só se manteve positivo até agora pela goleada por 6 a 2 imposta ao Linense na estreia do torneio. O Santos ainda venceu o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila por 2 a 0. São dez gols anotados e oito sofridos nos cinco jogos até então.

Em comparação ao retrospecto do alvinegro no Paulista de 2016, quando foi campeão, os números são ainda mais gritantes. Na campanha campeã paulista sobre o Audax, a equipe de Dorival Júnior não perdeu um jogo sequer em seus domínios, tendo oito vitórias e três empates nos 11 jogos disputados.

Foram 22 gols marcados pela equipe no período e os mesmos oito gols sofridos nas cinco rodadas da atual competição. O Peixe terminou a primeira fase na primeira colocação do grupo A, com nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota em todo o torneio. Na fase eliminatória, o time passou por São Bento, Palmeiras e Audax para levantar a taça estadual.

Em 2016, nos mesmos clássicos disputados em casa, o Santos teve resultados diferentes: empate em 1 a 1 com o São Paulo pela 12ª rodada e nova igualdade frente ao Palmeiras por 2 a 2 na disputa da semifinal. Nos pênaltis, a equipe conquistou a classificação para a decisão do Paulistão.

Já contra a mesma Ferroviária, na 13ª rodada da competição, o jogo teve um final muito distinto, uma vez que o Santos saiu de campo com uma goleada por 4 a 1. Na primeira fase, o Peixe ainda enfrentou o Corinthians em seu estádio e saiu vitorioso por 2 a 0.

Fora da zona de classificação para a fase mata-mata, o atual campeão paulista aparece na terceira posição do grupo D, atrás de Ponte Preta e Mirassol, e não depende mais só de si para se classificar. O Santos ainda tem mais uma oportunidade de melhorar seu desempenho na Vila, na última rodada do campeonato, contra o Novorizontino, no dia 29 de março. Antes disso, a equipe tem compromissos com o São Bento e o Santo André fora de casa.

Santos 1 x 0 Palmeiras

Data: 29/10/2016, sábado, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.574 pagantes
Renda: R$ 413.390,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Helcio Araujo Neves (ambos do PA).
Cartões amarelos: Yerry Mina, Moisés e Gabriel Jesus (P); Lucas Lima, Zeca, Ricardo Oliveira e Fabián Noguera (S).
Gol: Copete (22-2)

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Luiz Felipe (Fabián Noguera) e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Jean Mota (Yuri), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

PALMEIRAS
Vinicius Silvestre; Fabiano (Leandro Pereira), Yerry Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Jean, Tchê Tchê e Moisés; Allione (Rafael Marques), Dudu (Cleiton Xavier) e Gabriel Jesus.
Técnico: Cuca



Palmeiras perde do Santos na Vila e vantagem sobre o Fla diminui

O Santos colocou, de vez, fogo no Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, em uma lotada Vila Belmiro, o Peixe recebeu o líder Palmeiras e fez valer o apoio de sua torcida para vencer o clássico, por 1 a 0, com gol do atacante colombiano Jonathan Copete, em duelo válido pela 33ª rodada da competição.

Com o resultado, o Palmeiras perdeu uma invencibilidade que durava 15 rodadas, se mantém com 67 pontos e, pior, vê a distância para o segundo colocado Flamengo, que mais cedo empatara com o Atlético-MG, diminuir para cinco pontos. Já o Santos, agora com 61, ultrapassa o Galo e entra no G3, o trio de equipes que se classificam de modo direto para a Copa Libertadores da América 2017.

O jogo

Os primeiros quinze minutos do clássico foram de intensa disputa e alguns lances ríspidos. Logo na saída de jogo, Dudu roubou bola de Victor Ferraz no meio e passou para Gabriel Jesus, que avançou e arriscou da meia-lua. O chute, contudo, saiu fraco e o goleiro Vanderlei caiu no chão para defender. O Santos respondeu com dois cruzamentos perigosos pela esquerda, mas que a defesa palmeirense afastou bem.

Mesmo atuando fora de casa, o Verdão apresentava postura de mandante ao controlar as ações ofensivas no início do confronto. Tanto que o Peixe só foi chegar com perigo aos 20 minutos, quando Luiz Felipe aproveitou rebote de cruzamento e concluiu com força e rasteiro. No entanto, Vinicius Silvestre foi bem em seu primeiro teste e realizou firme defesa.

.A resposta alviverde veio no lance seguinte. Com forte marcação no meio-campo, o Palmeiras roubou a bola com Moisés, que passou para Allione na direita. O argentino avançou e cruzou à meia altura para Gabriel Jesus, que não contava com a interceptação providencial de Vanderlei, evitando com um tapa o que seria o primeiro gol do jogo.

Jean, aos 27 minutos, teve a última grande chance de gol na primeira etapa. O lateral, que atuou como meio-campista, recebeu ótimo lançamento de Mina e saiu na cara de Vanderlei pela direita. Novamente, o arqueiro santista caiu bem para defender. Até o intervalo, ambas as equipes pouco criaram em termos de jogadas. Muito em função da forte marcação sobre Dudu e Lucas Lima, principais armadores do duelo.

Ao contrário do que se passara na primeira etapa, foi o Peixe que começou melhor a segunda. Logo aos quatro minutos, o colombiano Copete perdeu grande chance ao bater por cima do gol após receber cruzamento perfeito de Zeca pela esquerda.

Depois disso, o ritmo continuou intenso, mas o mesmo não acontecia com as oportunidades de gol. À ambas as equipes não faltavam disposição e organização tática, porém os erros de passes atrapalhavam na construção de jogadas. Pelo lado palmeirense, Dudu e Moisés eram bem marcados, enquanto Lucas Lima e Jena Mota estavam apagados pela parte santista.

Até que o Peixe decidiu ir com tudo para cima. E a estratégia deu certo. Victor Ferraz ganhou de Zé Roberto na direita e cruzou à meia altura para o meio da área. Vinicius Silvestre cortou de soco, a bola voltou na perna de Vitor Hugo e sobrou para Copete empurrar para a rede: 1 a 0 para o Santos, aos 22 minutos.

Na busca pelo empate, o técnico Cuca lançou mão de seus jogadores reservas. Colocou Leandro Pereira, Rafael Marques e Cleiton Xavier, tirando Fabiano, Allione e Dudu, respectivamente.

Na base do abafa, o Palmeiras subiu ao ataque, mas sem nenhuma organização ofensiva não conseguiu ameaçar a meta de Vanderlei. Coube ao Santos segurar a pressão e apostar nos contra-ataques, que só não culminaram em mais gols por conta dos erros de passes. Assim, o Peixe encerrou uma invencibilidade do Verdão de 15 rodadas.

Bastidores – Santos TV:

Dorival evita fazer contas para título e prefere pensar rodada a rodada

A vitória do Santos neste sábado na Vila Belmiro interrompeu uma longa sequência sem derrotas do líder Palmeiras. Assumindo a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior preferiu não pensar em título, ressaltando um foco jogo a jogo para o Alvinegro conseguir seus resultados.

“Não estou falando em título. Estou falando em melhor colocação possível. Era um jogo fundamental para manter nossas pretensões altas e vivas. Não faço contas, faço rodada a rodada. Tenho que focar no objetivo que é o melhor resultado todo jogo”, afirmou o treinador santista na coletiva pós-jogo.

O técnico também ressaltou a boa fase vivida pelo clube, que conseguiu se firmar na briga direta pelas primeiras colocações do Brasileiro. “Nas ultimas 10 rodadas, foram oito vitorias, um empate e uma derrota. O Santos vem melhorando a cada momento e disputando essa vaga como ninguém. Temos nossas pretensões individuais, mas o próprio campeonato ganha uma emoção depois desse jogo”, pontuou.

Sobre a partida, Dorival voltou a falar que o Santos, mesmo na vitória, jogou um pouco fora de sua proposta habitual. “Foi um grande jogo, disputado, mas fugiu um pouco das nossas características. No intervalo tentei acalmar e readquirir nosso padrão, porque estávamos num jogo muito acirrado e isso não era bom para nossa equipe”, analisou Dorival.

“Melhoramos um pouco, mas não o suficiente. Conseguimos uma vitória importante. Naturalmente estamos satisfeitos por uma boa atuação dentro de um padrão das últimas rodadas”, completou.

Thiago Maia elogia entrega do elenco e acredita em título do Santos

Mesmo seis pontos atrás do líder Palmeiras, os jogadores do Santos não deixaram de acreditar na possibilidade de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. Para os meio campistas Thiago Maia e Lucas Lima, a força da torcida na Vila Belmiro foi o grande diferencial para a vitória do Santos sobre o Verdão neste sábado.

“A gente sabia da dificuldade, mas quando jogamos na Vila é uma atmosfera totalmente diferente, é uma outra equipe. Desde o Vanderlei até o Ricardo (Oliveira), todo mundo correndo, se doando, colocando a cabeça e o coração na bola”, afirmou Thiago Maia à Santos TV.

O triunfo deu ânimo para o volante, que ainda pensa em vencer o Brasileirão. “Desde o começo eu falava que a gente ia brigar pelo título e estamos vivos no campeonato. Vamos ver o que acontece pela frente, agora vamos descansar nessa semana livre para o próximo jogo”, completou Maia.

Também exaltando e agradecendo à torcida alvinegra, Lucas Lima analisou a partida e apontou a mudança tática no Santos para vencer a partida. “Foi um jogo truncado, até meio feio, mas a equipe foi guerreira, lutou. Tivemos que mudar o estilo na partida, mas estamos felizes com o resultado do nosso trabalho. Vamos brigar até o final para brigar pelo título e pelo g3”, pontuou.

“Sabemos das adversidades, mas com o apoio da torcida fica mais fácil. Todos os jogos são finais agora e vamos lutar até o fim”, completou o armador santista.

A vitória fez o Santos ultrapassar o Atlético-MG na tabela e assumir a terceira colocação com 61 pontos. Na próxima rodada, a equipe vai até Campinas enfrentar a Ponte Preta no sábado.

Palmeiras 1 x 1 Santos

Data: 12/07/2016, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 40.035 pagantes
Renda: R$ 2.847.298,80
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (ambos de SP).
Cartões amarelos: Moisés, Erik e Arouca (P); Gabriel e Lucas Lima (S).
Gols: Mina (06-1) e Gabriel (10-2).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Mina (Edu Dracena), Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales, Tchê Tchê e Moisés (Arouca); Erik, Dudu e Lucas Barrios (Leandro Pereira).
Técnico: Cuca

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabriel (Yuri) e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Palmeiras cede empate ao Santos e vê vantagem diminuir para o Corinthians

O Palmeiras não conseguiu segurar uma vantagem construída no início do primeiro tempo e cedeu o empate por 1 a 1 ao Santos, nesta terça-feira, no Palestra Itália. Diante de 40.035 torcedores – o maior público desde a reforma do estádio, o Verdão viu sua estratégia ruir após as lesões de Moisés e Mina. A igualdade nesta 14ª rodada do Campeonato Brasileiro manteve o time na liderança, mas diminuiu para um ponto a distância do rival Corinthians. No momento, o time de Cuca está com 29 pontos.

As contusões de Moisés e Mina são novas dores de cabeça para Cuca, já que eles poderão desfalcar a equipe nas próximas rodadas. O caso do colombiano é mais sério, pois se trata de uma lesão no músculo posterior da coxa. Como levará ao menos três semanas para se recuperar o zagueiro de 21 anos deverá ser cortado da seleção colombiana que disputará as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O gol palmeirense foi marcado justamente por Mina, em uma cabeçada aos seis minutos do primeiro tempo. O Santos, contudo, ganhou terreno no segundo tempo e igualou com Gabriel. Aos dez, ele arriscou um chute de fora da área e superou o goleiro Fernando Prass graças a um desvio no zagueiro Vitor Hugo. O empate fez o Verdão perder os primeiros pontos em casa no torneio sob o comando de Cuca. O time havia vencido os sete jogos anteriores em seus domínios.

O Palmeiras tentará recuperar a vantagem para o vice-líder Corinthians às 16 horas (de Brasília) do próximo domingo, diante do Internacional, no Beira-Rio. Já o Santos, que se manteve no G4 com o ponto conquistado, enfrentará a Ponte Preta, às 18h30 de sábado, na Vila Belmiro. O time comandado por Dorival Júnior é o quarto colocado, com 23 pontos conquistados.

O jogo

Os telões do Palestra Itália marcavam apenas seis minutos quando Mina colocou o Palmeiras à frente no placar. Dudu cobrou escanteio da direita e viu o colombiano de 1,95m subir no centro da área e cabecear para o gol sem ser incomodado pela defesa santista. Na comemoração, o zagueiro cumpriu a promessa feita à torcida e mostrou uma de suas famosas – e desengonçadas – danças.

Pouco tempo se passou até a alegria de Cuca dar lugar à preocupação. O meio-campista Moisés sentiu uma lesão, aos dez minutos, e teve de ser substituído pelo volante Arouca. Ele era dúvida antes do jogo e só foi escalado porque apresentou melhoras após fazer um tratamento intensivo durante a última semana.

No lance seguinte, o Santos assustou com um chute de Victor Bueno que passou rente à trave esquerda de Prass. Barrios, aos 19, respondeu ao se antecipar em um recuo de bola e concluir antes da chegada de Vanderlei, à direita do gol. Aos 26, o lateral alvinegro Victor Ferraz fez um cruzamento perigoso à meia altura, obrigando Prass a praticar uma defesa com os pés.

A disputa seguiu aberta até o intervalo. Lucas Lima, aos 40, apareceu pela primeira vez no jogo ao cobrar uma falta da direita. A tentativa de cruzamento passou por toda extensão da área e quase entrou no gol alviverde. Aos 45, o Palmeiras sofreu um duro golpe com a contusão de Mina. O zagueiro sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa e saiu de campo chorando.

Cuca, então, colocou Edu Dracena em campo. O Santos aproveitou a baque no time palmeirense e quase empatou o jogo, após Lucas Lima surgir na frente do gol e desviar para fora. Na volta do intervalo, o Verdão começou melhor e assustou duas vezes no primeiro minuto. Erik e Dracena, em finalizações defendidas por Vanderlei, levantaram a torcida nas arquibancadas.

Mas aos poucos o Santos recuperou o domínio do jogo. Foi numa jogada despretensiosa, aos dez minutos, que Gabriel empatou o duelo. Após pegar a sobra de uma cobrança de falta, o atacante arriscou de longe e contou com um desvio em Vitor Hugo para superar Prass. O revés levou Cuca a mexer pela última vez no Verdão, tirando Barrios para promover a reestreia de Leandro Pereira.

Na primeira vez em que pegou na bola, aos 15 minutos, Leandro Pereira arrancou pela direita e chutou por cima do gol. Para não deixar o Palmeiras crescer, Dorival Júnior sacou Vitor Bueno para a entrada de Copete. Foi Dudu, no entanto, quem levou perigo ao gol. Aos 24, ele sambou na frente da defesa e arriscou a finalização, defendida com segurança por Vanderlei.

Em rápido contra-ataque, aos 33 minutos, Victor Ferraz cruzou da direita e Gabriel furou ao tentar concluir de letra. No mesmo lance, Thiago Maia tentou a conclusão e mandou por cima do gol. A jogada foi a última de perigo na partida. O Palmeiras tratou de se defender para evitar uma derrota, enquanto o Santos não teve competência para converter em gols a superioridade em campo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival elogia a postura santista mesmo com o empate no clássico

O técnico Dorival Júnior avalia que o Santos está em plena evolução quando atua como visitante. No empate desta terça-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália, o treinador aprovou a postura de sua equipe, principalmente no segundo tempo, quando esteve mais perto de conseguir a vitória

“Fomos buscar o resultado a todo o momento, mesmo com o estádio lotado pela torcida adversária. Buscamos jogar dentro das nossas características e isso foi muito importante”, avaliou Dorival.

O momento destoante, na avaliação do treinador, foi atuação do Peixe durante boa parte do primeiro tempo. “Tivemos um mal início, talvez pela insegurança de começo de jogo. Mas nos recuperamos ainda na primeira etapa. No segundo tempo, mudou completamente a postura do time e passamos a predominar e levar muito mais perigo do que o Palmeiras”, opinou.

O lateral-direito Vitor Ferraz concorda com o treinador e vê o Santos muito mais preparado em atuar como visitante em relação ao ano passado. “O time tem amadurecido. Ano passado nossa equipe era muito nova, com uns 10 jogadores disputando seu primeiro Brasileiro naquele momento. O brasileiro é um campeonato que ganha na imposição e essa experiência é importante você ter. Hoje o time está mais maduro e com condições de disputar o titulo”, enfatiza o lateral.

O atacante Gabriel também valorizou a boa postura do Peixe, principalmente na etapa final. “Poderíamos ter vencido. Fomos melhores. Sabemos inverter o jogo, mas faltou o último passe para conseguir a vitória. Mas fora de casa um empate não é mal resultado”, disse.

Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.

Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 20/02/2016, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 23.181 pagantes
Renda: R$ 1.317.272,44
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Bruno Salgado Rizo
Cartões amarelos: Matheus Sales, Gabriel Jesus e Alecsandro (P); Victor Ferraz, Ricardo Oliveira, Elano, Zeca, Léo Cittadini e Gustavo Henrique (S).

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos (Arouca), Matheus Sales (Gabriel Jesus), Jean, Robinho (Régis) e Dudu; Alecsandro.
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini) e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira (Joel) e Serginho (Patito Rodríguez).
Técnico: Dorival Junior



Palmeiras e Santos empatam em reedição da final da Copa do Brasil

Palmeiras e Santos reeditaram a final da última edição da Copa do Brasil na tarde deste sábado, pelo Campeonato Paulista. O clássico, disputado no Estádio Palestra Itália, teve alguns bons momentos durante o segundo tempo, mas terminou com o placar de 0 a 0.

Há quatro partidas sem vencer no Estadual, o Palmeiras totaliza seis pontos e divide a ponta do Grupo B com o São Bernardo, enquanto o Santos, ainda invicto, chega aos nove e lidera o Grupo A com o São Bento. Na sexta rodada, programada para quinta-feira, o Verdão visita o XV de Piracicaba e o Peixe recebe o Mogi Mirim.

Depois de um primeiro tempo sonolento, os dois times voltaram mais ligados para a etapa complementar. O Santos teve as melhores oportunidades, desperdiçadas pelo atacante Gabriel. O clássico, marcado por polêmicas em 2015, teve apenas alguns entreveros, sem maiores consequências.

O jogo

Os primeiros 45 minutos de partida no Estádio Palestra Itália foram de poucas emoções. Durante toda a etapa inicial do clássico, Palmeiras e Santos não conseguiram criar chances para marcar. Assim, os goleiros Vanderlei e Fernando Prass apenas assistiram.

Matheus Sales, colocado no lugar de Arouca, formou o trio de volantes do Palmeiras com Thiago Santos e Jean. Marcelo Oliveira ainda escalou Robinho e Alecsandro como titulares. Aos 14 minutos, no melhor ataque do time da casa, o centroavante chutou de fora da área, à direita do gol santista.

Já o Santos, com Serginho escalado no meio de campo, chegou a estufar as redes por meio de Gabriel aos 38 minutos, mas a arbitragem marcou impedimento corretamente. No final do primeiro tempo, Ricardo Oliveira e Thiago Santos se estranharam após cobrança de escanteio do Peixe.

No começo do segundo tempo, a Mancha Verde, principal organizada do Palmeiras, exibiu duas faixas, com as inscrições “Libertadores obsessão” e “estamos juntos”. Logo aos dois minutos, Dudu se livrou da marcação de Renato dentro da área pela direita e chutou para defesa de Vanderlei.

Aos 13 minutos do segundo tempo, o Santos desperdiçou grande oportunidade. Em um rápido contra-ataque, Gabriel se antecipou a Zé Roberto e saiu na cara de Fernando Prass, mas mandou para fora. Doze minutos depois, o atacante tentou desviar para o gol dentro da área, sem sucesso.

A partir dos 20 minutos, a região do Estádio Palestra Itália foi atingida por uma forte chuva, acompanhada por vento. Aos 31, Gabriel perdeu mais uma chance. Substituto de Ricardo Oliveira, Joel ganhou de Vitor Hugo pela direita e cruzou para chute do atacante, defendido por Prass. Nos acréscimos, Gabriel bateu para nova intervenção do goleiro.

Gabriel desperdiça chances e parabeniza Prass por placar zerado

Estiveram nos pés de Gabriel as melhores oportunidades do clássico entre Palmeiras e Santos, na tarde de sábado, no Palestra Itália. O atacante alvinegro teve má pontaria em algumas delas e, em outras duas, parou no goleiro Fernando Prass, a quem felicitou pelo empate por 0 a 0.

“Tivemos algumas chances para concluir, mas acabei desperdiçando. Em uma, acho que tirei muito, foi culpa minha mesmo. Na outra, ele se esticou todo. Mérito dele, foi uma grande defesa. Tirei bem, mas, mesmo assim, ele pegou. Brinquei com ele, dei os parabéns. A bola ia morrer no cantinho”, afirmou.

Prass gostou de ouvir os elogios e recordou o lance de maior dificuldade, citado por Gabriel. Foi em um contra-ataque puxado por Joel, que cruzou rasteiro da direita. O camisa 10 do Santos chegou batendo de pé esquerdo, sem muita força, mas bem no canto direito.

“Ele é um jogador muito técnico, gosta de bater com o lado de dentro do pé. Em uma, ele acabou botando fora. Na segunda, ele se antecipou bem. Eu consegui dar uma passada, pegou na ponta da mão. Foi um lance difícil até para o zagueiro, porque o atacante faz a diagonal e acaba chegando”, comentou o goleiro.

Segundo ele, foi preciso se manter atento para agir no momento de necessidade. “O goleiro está ali para defender. Fiz uma defesa só no primeiro tempo. Depois, a bola começou a chegar no momento mais difícil, e molhada, lisa. O goleiro tem que manter a concentração e fazer a sua parte”, sorriu Prass.

Atletas do Santos veem superioridade sobre Palmeiras no Palestra

Os jogadores do Santos fizeram uma boa avaliação de sua atuação no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, na tarde de sábado, no Palestra Itália. A formação praiana teve as melhores oportunidades do confronto, desperdiçadas pelo atacante Gabriel.

“Não”, resumiu o zagueiro Lucas Veríssimo, questionado se o placar estava de bom tamanho. “Apesar de estar fora de casa, nossa equipe dominou o jogo. Faltou a bola entrar, faltou aproveitar as chances que tivemos”, acrescentou.

Lucas Lima fez análise parecida. O meio-campista fez um bom trabalho na articulação das jogadas alvinegras, que não terminaram em bola na rede pela limitada eficiência apresentada nas finalizações.

“Acho que estamos no caminho certo. Jogamos fora de casa, é difícil. Criamos bastante e não tomamos gol. Só pecamos na finalização”, disse o meia, recusando-se a lamentar as saídas de Marquinhos Gabriel e Geuvânio do Santos na virada da temporada.

“Estamos entrosados já. A gente não pensa neles, não. Seguiram a vida deles, o caminho deles. A gente está seguindo o nosso. Pecamos na finalização, mas acho que fizemos uma grande partida”, concluiu Lucas Lima.

Dorival Junior celebra evolução e melhor jogo do Santos no ano

Dorival Júnior gostou do que viu no empate por 0 a 0 do Santos com o Palmeiras, na tarde de sábado, em São Paulo. Ainda que a bola não tenha entrado, o treinador apontou crescimento em relação às partidas anteriores e a melhor atuação alvinegra na temporada.

“No ano, sim. Não tenho dúvida disso”, respondeu. “É essa a sensação, porque criamos muito, com trocas de passes, triangulações, enfiadas. Não foram jogadas ao acaso. Foram jogadas construídas, com cinco oportunidades na frente do Fernando”, acrescentou, referindo-se ao arqueiro alviverde Prass.

“É um grande goleiro, não preciso nem falar a respeito. Esteve em uma tarde/noite maravilhosa. Mas fico satisfeito pela evolução que apresentamos. É essa evolução que estamos buscando”, comentou Dorival.

A referência para o comandante é o futebol dos últimos meses de 2015. A equipe perdeu Marquinhos Gabriel e aquele que era seu habitual substituto, Geuvânio, mas o técnico acha possível recuperar o bom nível do segundo turno do Campeonato Brasileiro.

“Tivemos trocas de passes e boas ações ofensivas contra o Palmeiras, mas ainda aquém do que produzimos no ano passado. Podemos evoluir, temos espaço para evolução. Espero que a gente continue crescendo, evoluindo a cada rodada”, concluiu.

Dorival valoriza elenco do Santos e o vê mais maduro do que em 2015

Não enchem os olhos da maioria dos torcedores as opções de banco do elenco do Santos. Se a base titular foi mantida – saíram Marquinhos Gabriel e seu habitual substituto, Geuvânio –, o grupo não é considerado dos mais fortes, algo contestado pelo técnico Dorival Júnior.

“De maneira nenhuma. Não fizemos grandes contratações e não temos potencial de contratação, porque o clube vive outro momento. A realidade é essa. Mas é tudo uma questão de tempo”, afirmou antes de elogiar nominalmente Lucas Veríssimo, Léo Cittadini, Vitor Bueno, Serginho, Patito Rodríguez e Joel.

“Não temos nomes, mas temos um elenco determinado, que quer buscar algo melhor. É uma equipe um ano mais madura, mais vivida, mais experiente. Tem um pouco mais de cancha em relação ao ano anterior. Por isso, a expectativa é boa. Tem tudo para que tenhamos bons momentos ao longo de 2016”, acrescentou Dorival.

Um dos ajustes a ser feitos por Dorival é justamente na vaga aberta com a saída de Marquinhos Gabriel. Serginho foi o escolhido no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, no último sábado, no Palestra Itália. Patito Rodríguez acabou o substituindo e deverá ganhar maiores oportunidades.

“Fizemos a opção pelo Serginho buscando mais ou menos a função que o Marquinhos Gabriel executava. O Marquinhos também levou tempo. O Serginho já sai um pouco à frente do que o Marquinhos lá atrás. Também gostei muito da entrada do Patito em Novo Horizonte. Vamos ver para as próximas partidas”, disse o treinador.