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Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 23/08/2020, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: fechado devido a pandemia de Covid-19.
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Danilo Manis e Miguel Cataneo.
VAR: José Cláudio Filho
Cartões amarelos: Bruno Henrique, Gabriel Silva, Luiz Adriano, Rony e Ramires (P); Felipe Jonatan, Alison e Diego Pituca (S).
Cartão vermelho: Alison (S).
Gols: Luiz Adriano (45-1); Ramirez (02-2, contra) e Patrick de Paula (27-2).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Patrick de Paula, Bruno Henrique (Ramires), Gabriel Menino (Gustavo Scarpa) e Lucas Lima (Gabriel Silva); Rony (Willian) e Luiz Adriano.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
João Paulo; Pará (Madson), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca (Jobson) e Carlos Sánchez (Marcos Leonardo); Marinho (Tailson), Soteldo e Kaio Jorge (Lucas Braga).
Técnico: Cuca



Com golaço de Patrick de Paula, Palmeiras vence o Santos no Morumbi

O Palmeiras venceu o Santos por 2 a 1 na tarde deste domingo, no Morumbi, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Luiz Adriano e Patrick de Paula. O Peixe fez com Ramires (contra).

O Verdão abriu o placar no primeiro tempo com pênalti polêmico de Alison assinalado após consulta ao VAR. O volante tocou com o braço na bola em cobrança de falta de Bruno Henrique. Luiz Adriano converteu.

O Alvinegro empatou logo no segundo minuto da etapa final, com gol contra de Ramires em cruzamento de Carlos Sánchez. O Palmeiras, porém, não sentiu o gol, criou mais chances e desempatou com golaço de Patrick de Paula, aos 27.

O Verdão assume a quarta colocação, com oito pontos. O Peixe caiu para o sexto lugar do Brasileirão, com sete pontos conquistados.

O jogo

O primeiro tempo foi equilibrado no Morumbi, mas o Palmeiras criou as principais chances e deu muito trabalho ao goleiro João Paulo.

O Verdão chegou logo aos quatro minutos, quando Lucas Lima cruzou e Luiz Adriano chutou para a primeira defesa do garoto João.

Quando o placar marcava 18 jogados, Luiz Adriano fez o pivô e Bruno Henrique bateu bonito. João Paulo, novamente, voou para defender. E logo depois, aos 22, o meio-campista palmeirense chutou de novo para outra intervenção decisiva do goleiro.

Aos 29, o Peixe respondeu. Marinho puxou contra-ataque, atravessou quase todo o campo e titubeou entre passar ou finalizar e acabou chutando torto.

E quando o clássico se encaminhava para o empate no intervalo, veio um lance polêmico. Bruno Henrique cobrou falta, Alison mexeu o braço e tocou com o cotovelo na bola. A arbitragem acionou o VAR, marcou pênalti e Luiz Adriano converteu nos acréscimos.

Cuca fez alterações: tirou Diego Pituca e Kaio Jorge para as entradas de Jobson e Lucas Braga. E as mexidas não demoraram a funcionar.

Lucas Braga arrancou e sofreu a falta. Carlos Sánchez bateu, Jobson se antecipou e chegou a comemorar o gol do empate no segundo minuto da etapa final, mas a súmula mostrará gol contra de Ramires.

Aos 8, o Palmeiras reagiu. Patrick de Paula cobrou falta de longe a bola explodiu no travessão. Gabriel Menino, impedido, marcou no rebote. Lance invalidado.

No minuto 17, o Verdão chegou de novo. Lucas Lima lançou Luiz Adriano, que cruzou para Willian chegar de peixinho. A bola passou perto.

E depois de tanto insistir, o Palmeiras desempatou. Jobson errou na saída de bola e armou o ataque do adversário. Willian cruzou e Patrick de Paula fez o gol no minuto 27.

O Santos só ficou perto de empatar aos 35, quando Soteldo cobrou escanteio, Madson cabeceou e o goleiro Weverton salvou em linda defesa. O Palmeiras administrou nos minutos finais e venceu o clássico.

Cuca não entende VAR em Santos x Palmeiras: “Uma pena que interpretação venha de cima”

Novamente incomodado com a arbitragem, o técnico Cuca analisou a derrota do Santos por 2 a 1 para o Palmeiras neste domingo, no Morumbi, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

O primeiro gol do Verdão foi de Luiz Adriano, de pênalti, após toque no braço de Alison. A arbitragem consultou o VAR.

“Primeiro tempo do Palmeiras foi um pouco melhor. Jogo muito disputado no meio-campo, tiveram certa vantagem nesse setor. Tem o lance do pênalti. É interpretativo. Essa interpretação… Temos que entender e ainda não consegui. Não é interpretação de campo ao vivo? Dentro de campo, é lance normal. Acontecem diversos. Está subindo no meio da barreira, não ia para o lado. Não usa-se a mão, usa-se o braço, não tem como. Vi o lance, é interpretativo. Quando VAR chama, risco de pênalti é grande. E aí Palmeiras saiu na frente. Não determinou o resultado até porque buscamos o empate. Mas existe desequilíbrio emocional grande em coisa assim. Jogador jovem se perde um pouco, corrigi no intervalo para não irem falar. Se é dado pelo árbitro com convicção, ok, mas árbitro deixou seguir, VAR interpretou e chamou. Uma pena que interpretação venha de cima. VAR precisa corrigir erro do árbitro e não vejo como erro. Vejo como interpretação”, disse Cuca.

“Fizemos duas trocas, começamos segundo tempo fortes, empatamos e tínhamos equilíbrio e em alguns momentos time mais encorpado. Tivemos erro de saída, Palmeiras foi feliz. Eram sete nossos contra quatro, não distribuímos bem e Patrick fez o gol. Meninos tentaram o empate, se jogaram à frente, até goleiro foi para a área. Falta quase pênalti, cabeceio defendido por Weverton. Buscamos, não podemos negar. De maneira geral, Palmeiras foi um pouco melhor. Palmeiras tem time mais pronto, é óbvio. Time treinado há mais tempo. Vanderlei tem controle do esquema, peças deixam time melhor. Ele sabe usar bem isso. Temos que reconhecer isso e a luta do Santos com cinco ou seis meninos. Nunca acharemos culpados em clássico que poderíamos ter empatado. Desgaste não é desculpa, é realidade. Não treinei ontem porque desgaste seria ainda maior. Guardei o time para competir 90 minutos. É minha segunda semana e agora tenho uma cheia para trabalhar e melhorar. Não estou descontente, não. Tristes com a derrota, mas espírito da meninada prevalece”, completou o técnico.

Cuca ainda explicou o objetivo das mexidas no intervalo: Jobson e Lucas Braga por Diego Pituca e Kaio Jorge.

“Fizemos 4-3-3 com meio-campo forte e os atacantes de lado com força e o Kaio Jorge na frente. No intervalo mudamos para 4-4-2 com Soteldo e Sánchez de meia e Pituca e Jobson. Para ter diagonais com dois extremos. Corrigimos erros defensivos pelo lado e tomamos gol por dentro em erro de saída. Mudamos de novo com centroavante, Marcos Leonardo, abrindo Soteldo e Tailson pra dentro. Tentamos mexer para se sentir gostando do jogo e às vezes não conseguimos. Jogamos contra equipe forte taticamente, que defende bem, com pegada forte e contra-ataque”, analisou.

O Santos terá a primeira semana livre sob o comando de Cuca antes de enfrentar o Flamengo no próximo domingo, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a derrota no clássico, o Peixe caiu para a sexta colocação na competição, com sete pontos.

Cuca lamenta erro de Jobson e evita “pressão” sobre Pituca, Sánchez e Soteldo no Santos

Cuca lamentou o erro de Jobson no segundo gol do Palmeiras, de Patrick de Paula, o da vitória por 2 a 1 sobre o Santos neste domingo, no Morumbi.

Mais do que o passe equivocado de Jobson, o técnico questionou o posicionamento da defesa. Com sete contra quatro, Patrick recebeu sozinho na entrada da área.

“Acontece. Não errou porque quis. Forte dele é o passe, vocês sabem disso. Muita gente fala e questiona a titularidade para melhorar o passe e ele errou o passe. Acontece. Nos reorganizamos e depois não tivemos o equilíbrio. Estivemos com mais jogadores, mas mal posicionados em função desse passe. Mas ele não é culpado pela derrota, ninguém é”, disse Cuca.

O treinador santista ainda falou sobre o que fazer para recuperar o melhor nível de Diego Pituca, Carlos Sánchez e Soteldo.

“Eles vão atuar melhor, normal, sem pressão. Não adianta pressionar. É momento. Qualquer jogador vive e temos que ter equilíbrio, sem passar peso maior. Eles sabem que não estão rendendo tudo. Precisam de ajuda. E estou aqui para isso”, afirmou.

João Paulo diz que Vladimir é o titular do Santos: “Precisa ser respeitado”

João Paulo foi bem em três jogos consecutivos – Athletico, Sport e Palmeiras -, mas ainda não se vê como goleiro titular do Santos.

Vladimir se recupera de inflamação no pé direito e pode estar à disposição contra o Flamengo, domingo, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

“Isso aí (disputa) é o que pessoal cria. Titular da posição é o Vladimir até o professor decidir é o contrário. É ídolo, campeão e precisa ser respeitado”, disse João Paulo, à Santos TV.

João Paulo também falou sobre a surpresa em ter sequência no gol santista após 2020 começar com Everson, Vanderlei e Vladimir à frente. Vanderlei foi para o Grêmio e Everson entrou na Justiça do Trabalho contra o Peixe.

“Fico feliz pela sequência. Confesso que quando o ano começou, não esperava tudo isso. Estou preparado, fico feliz de mostrar meu trabalho e tenho certeza que tem muita coisa para vir”, afirmou João.

“Pessoal é fenomenal, Arzul e Juninho (preparadores de goleiros). Muito inteligentes, nosso dia a dia é tranquilo. Eu, Vlad e John somos muito amigos. Vlad sempre me ajudou com conselhos, John foi campeão da Copinha comigo”, concluiu.

Chulapa diz que Sampaoli desviou dele na praia e cita “quadrilha” no Santos

Auxiliar técnico do Santos, Serginho Chulapa voltou a falar sobre a relação ruim com o ex-técnico Jorge Sampaoli em 2019.

De acordo com Chulapa, o atual treinador do Atlético-MG desviou dele na praia e formou uma espécia de “quadrilha” no Peixe.

“No Santos eu perderia a razão. Eu estava andando na praia, ele me viu de longe e entrou numa rua e sumiu…”, disse Serginho Chulapa, em entrevista ao “Mesa Redonda”, da TV Gazeta.

“O que ele fazia com as pessoas, não é pra mim, eu me lixo pra ele, é pros outros. Proibiu ex-jogadores de entrar lá, como o Edu, trouxe cara do Rio de Janeiro (o gerente Gabriel Andreata), funcionário dele e que faz parte da quadrilha. E ele mandava no CT. Não me conhecia… Mandou um monte de gente embora e trouxe sete com ele. Peguei corda com isso. Eu ia armar uma emboscada, mas não tinha jeito. Escaparam, essa que é a verdade (risos)”, completou o ídolo santista.

Após ser escanteado por Sampaoli e também por Jesualdo Ferreira, Chulapa foi reintegrado por Cuca e agora faz parte do dia a dia do CT Rei Pelé.


Santos 0 x 0 Palmeiras

Data: 29/02/2020, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.371 presentes (18.662 pagantes e 1.709 não pagantes)
Renda: R$ 752.580,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Felipe Jonatan, Lucas Veríssimo e Sanchez (S); Felipe Melo (P).

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Luiz Felipe); Alison (Jobson), Carlos Sánchez e Diego Pituca (Arthur Gomes); Yuri Alberto, Soteldo e Eduardo Sasha.
Técnico: Jesualdo Ferreira

PALMEIRAS
Weverton; Gabriel Menino, Felipe Melo, Gustavo Gomez e Viña (Diogo Barbosa); Bruno Henrique, Zé Rafael e Raphael Veiga (Gabriel Veron); Dudu, Willian e Luiz Adriano (Rony).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos e Palmeiras fazem jogo franco no final, mas ficam no empate

O Estádio do Pacaembu recebeu um clássico com poucas emoções até o final do segundo tempo na tarde deste sábado, pelo Campeonato Paulista. Santos e Palmeiras fizeram uma disputa franca nos últimos minutos, mas o duelo que marcou a esperada estreia de Rony terminou com empate por 0 a 0.

Com 12 pontos, três a mais do que o Água Santa, o Santos permanece na liderança do Grupo A do torneio estadual. Já o Palmeiras desperdiçou a chance de estabelecer a melhor campanha e, com 17 pontos, fica no segundo posto do Grupo B, dois atrás do Santo André.

O jogo:

Palmeiras e Santos fizeram um primeiro tempo sem grandes oportunidades de gol no Estádio do Pacaembu. Após vacilo de Felipe Jonatan na saída de bola, Zé Rafael poderia ter acionado Luiz Adriano livre pela direita, mas preferiu chutar em cima da marcação.

Pouco depois, foi Bruno Henrique quem falhou na saída de bola e proporcionou um momento de perigo ao Santos. Soteldo recebeu de Yuri Alberto e, de frente para o gol, chutou de fora da área. A bola, porém, não saiu muito forte e passou à direita de Weverton.

Em mais uma chegada do Santos, Yuri Alberto sofreu falta de Felipe Melo na entrada da área. Sanchez bateu direto e Weverton defendeu. O time alvinegro dominou durante a maior parte do primeiro tempo, mas o Palmeiras conseguiu equilibrar nos minutos finais.

Colocado no lugar de Luiz Adriano, o estreante Rony recebeu lançamento longo de Weverton logo no começo do segundo tempo e tentou dominar. A bola bateu no braço de Pará dentro da área e o árbitro pensou em marcar pênalti, mas o assistente apontou impedimento do atacante palmeirense de forma equivocada.

O Santos contou com vacilo de Diogo Barbosa para responder. Ao cortar lançamento de Sanchez para Soteldo, o lateral esquerdo, colocado no lugar de Viña, acabou ajeitando na entrada da área. Atento, Sasha completou e a viu a bola passar à direita do gol defendido por Weverton.

Com Dudu como articulador desde a entrada de Gabriel no Veron no lugar de Raphael Veiga, o Palmeiras cresceu. Na melhor chance da partida, Willian recebeu do camisa 7 pela esquerda e bateu cruzado, com muito perigo. O clássico foi aberto nos minutos finais, mas não teve gols.

Soteldo se vê mais protagonista em 2020 e diz que Santos ganhou confiança no clássico

O Santos ficou apenas no empate com o Palmeiras neste sábado, porém a avaliação da comissão técnica e do elenco foi positiva. Além de Jesualdo ter elogiado a performance da equipe, Soteldo destacou a confiança que o Peixe ganhou após o clássico e ressaltou que não ficou surpreso pelo Alvinegro ter encarado o Alviverde de igual para igual.

“Não surpreendeu. Gostei, porque a gente conseguiu um pouco do ano passado. Para mim foi bom, apesar do 0 a 0, o que o time mais precisava era ganhar confiança”, afirmou o atacante.

Neste sábado, Soteldo atuou aberto pela direita. O atacante fez questão de demonstrar que está disposto a jogar em posições diferentes, além de dizer que ganhou um maior protagonismo em 2020.

“Estou pegando mais na bola. Agora sou mais protagonista do que no ano passado, quando jogava mais aberto. Tenho que me adaptar às posições de cada jogo”, completou.

Com o resultado deste sábado, o Santos chegou aos 12 pontos, ainda na liderança do grupo A do Paulistão.

Sánchez enxerga mudanças após semana de trabalho e vê Santos no caminho certo

Com uma semana inteira livre para se preparar após a derrota para o Ituano, o Santos apresentou uma melhora no desempenho neste sábado, no clássico com o Palmeiras. Para Carlos Sánchez, o Peixe teve uma postura diferente durante os dias que antecederam a partida e essas mudanças tiveram impacto na performance contra o Alviverde.

“Nessa semana, já tivemos uma mudança muito grande em relação ao que vínhamos fazenda. Trabalhamos muito ligados, com todos concentrados, sabendo do que queríamos. Acho que hoje foram vistas as mudanças da semana”, afirmou o uruguaio.

Sánchez lamentou o fato do Santos não ter saído do Pacaembu com os três pontos, porém acredita que a equipe está evoluindo.

“Fizemos um grande clássico. Não conseguimos chegar à vitória, que era muito importante, mas sabemos que temos coisas importantes pela frente. Temos que manter a tranquilidade, porque estamos no caminho correto”, finalizou.

Jesualdo rebate críticas recebidas no Santos: “Atingem os jogadores”

Desde que chegou ao Santos, Jesualdo Ferreira ainda não conseguiu tornar o Santos regular em campo e, por conta do desempenho abaixo do esperado, já recebeu diversas críticas. Apesar de ser o grande alvo das reclamações, o treinador prefere mostrar preocupação com o impacto delas nos jogadores.

Na entrevista concedida após o empate com o Palmeiras, destacou que as críticas atrapalham o desenvolvimento técnico do elenco, que acaba perdendo confiança.

“Eu tenho que ficar com aquilo que a gente faz e com aquilo que os jogadores fazem. Porque essas críticas não me atingem, atingem os jogadores. Eles sofrem com as críticas e acabam tendo menos tranquilidade para jogarem no nível em que são capazes”, afirmou o treinador.

Jesualdo avaliou positivamente seu trabalho à frente do Santos até o momento. Além disso, o técnico condenou a avaliação feita apenas focada nos resultados obtidos pela sua equipe.

“Só tenho que olhar para o meu trabalho. Estou feliz, acho que fizemos um grande trabalho até agora, com boa capacidade de adaptação. Estamos trabalhando com jogadores que não conhecíamos, assim como não conheciam a gente”, pontuou Jesualdo.

“Pouca gente se lembra das dificuldades que enfrentamos desde o início do ano, das ausências dos jogadores. Fico feliz quando fazemos o jogo que fizemos hoje, apesar de analisarem apenas os resultados. Já percebi que ganhar, empatar ou perder gera sempre críticas negativas”, completou.


Santos 2 x 0 Palmeiras

Data: 09/10/2019, quarta-feira, 21h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.408 pagantes
Renda: R$ 592.000,00
Árbitro: Flavio de Souza
Auxiliares: Danilo Manis (Fifa) e Neuza Back (Fifa).
VAR: José Filho
Cartões amarelos: Carlos Sánchez (S); Felipe Melo e Carlos Eduardo (P).
Cartão vermelho: Willian (P).
Gols: Gustavo Henrique (12-1) e Marinho (17-1).

SANTOS
Everson; Pará, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Diego Pituca, Carlos Sánchez e Jean Mota; Marinho, Tailson (Lucas Venuto) e Eduardo Sasha.
Técnico: Jorge Sampaoli

PALMEIRAS
Jailson; Marcos Rocha, Luan, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Gustavo Scarpa (Zé Rafael); Dudu, Willian e Luiz Adriano (Carlos Eduardo).
Técnico: Mano Menezes



Santos toma 2º lugar do Palmeiras, e Fla pode abrir oito pontos

O Santos assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro na noite desta quarta-feira. No Estádio da Vila Belmiro, o time alvinegro impôs a primeira derrota de Mano Menezes no Palmeiras ao ganhar por 2 a 0, resultado que permite ao Flamengo aumentar a vantagem na ponta.

Santos e Palmeiras contabilizam os mesmos 47 pontos, mas o time alvinegro possui uma vitória a mais (14 a 13) e detém o segundo lugar. Já o Flamengo soma 52 pontos e, com a chance de abrir oito de diferença, encara o Atlético-MG às 20 horas (de Brasília) desta quinta-feira, no Maracanã.

O jogo

Pouco depois de Jailson salvar em cobrança de falta de Jean Monta, o Santos conseguiu inaugurar o marcador na Vila Belmiro. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Sanchez levou na área e Gustavo Henrique cabeceou para o gol. Marcos Rocha deu condição e o zagueiro, sem ser encodado, subiu entre Luan e Vitor Hugo.

Apoiado por sua torcida, o Santos ampliou a vantagem ainda aos 17 minutos do primeiro tempo. Jailson rebateu chute de Pituca e, no rebote, Marinho completou para o gol. A assistente Neuza Back marcou impedimento, mas o VAR confirmou o gol corretamente.

Com dores na coxa direita, Luiz Adriano acabou substituído por Carlos Eduardo. Em uma rara aproximação do gol santista no primeiro tempo, Dudu passou pela marcação e bateu cruzado para defesa parcial de Everson. No rebote, Willian não conseguiu aproveitar.

Com vantagem segura no marcador, sem se expor no campo de defesa, o Santos passou a jogar de maneira mais cadenciada na etapa complementar. O Palmeiras, lento na transição, até conseguiu levar a bola até o ataque, mas tinha dificuldades para ameaçar o gol de Everson.

A vida do Santos na partida ficou ainda mais tranquila aos 27 minutos do segundo tempo, quando Willian deu entrada dura sobre Diego Pituca. Alertado pelo VAR, o árbitro Flavio de Souza viu a jogada pelo monitor e resolveu expulsar o atacante palmeirense.

Em superioridade numérica, o Santos procurou trocar passes para manter a posse de bola durante os minutos finais. Sem correr riscos, o time mandante garantiu o triunfo que precisava para assumir a vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli diz que Santos merecia vitória em clássico: “Nos dará muita força”

O técnico do Santos, Jorge Sampaoli, ficou muito feliz com o desempenho na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O treinador diz que o Peixe merecia uma vitória como essa após tanto trabalho na temporada, com amplo domínio. O Alvinegro agora é o segundo colocado no Brasileirão.

“Santos demostrou que pode ser competitivo jogando contra time poderoso como o Palmeiras. Grupo merecia triunfo depois de tanto trabalho e ano difícil, de altos e baixos. Se aproveitarmos esse jogo como ponto de partida, nos dará muita força. Em novembro veremos qual situação o Santos brigará na tabela. Não é considerável pensar agora pelo torneio. São rivais fortes brigando pelo mesmo”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Se a gente não se manter com esse nível de jogo, que é o que treinamos todos os dias, será complicado. Não estamos preparados para jogar com transições. Quando não jogamos bem, passamos mal. O que nos resta é jogar bem”, completou o treinador.

Sampaoli elogia Jean Mota e Marinho e compara Tailson a Rodrygo no Santos

O técnico do Santos, Jorge Sampaoli, avaliou a atuação de três jogadores especificamente após a vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras nesta quarta-feira, na Vila Belmiro: Jean Mota, Marinho e Tailson.

Jean Mota substituiu Evandro e foi um dos destaques do clássico, assim como Marinho, autor do segundo gol.

“No lugar do Evandro Jean Mota jogou muito bem, foi o eixo do jogo e nos deu segurança. Essa competição do grupo dá oportunidade de eleger quem está melhor”, disse Sampaoli.

“Ajuda muito energeticamente. Energia ajuda muito, às vezes acelera muito por causa disso e não terminamos de se ajeitar no campo rival. Era anárquico e agora começa a entender como mexe o outro jogador. É desequilibrante, faz gols e nos ajuda como hoje, de nos dar a vantagem”, avaliou o técnico, sobre Marinho.

Por fim, o argentino avaliou a evolução de Tailson, titular nas vitórias sobre Vasco e Palmeiras.

“Fez dois jogos à altura das partidas. Substituiu um dos jogadores mais determinantes, Soteldo, e fez muito bem. Necessita rodagem, não alcança manter o ritmo porque esteve muito tempo parado. Esperamos que ganhe confiança e nos dê alegria de um jogador que recordará do clube como Rodrygo. Tem esse tipo, 1×1, velocidade, gol. Que nos possa ajudar daqui para o futuro”, concluiu.

Jorge diz que Diogo Barbosa não tem humildade e relata xingamentos de Felipe Melo

O lateral-esquerdo Jorge reclamou de Diogo Barbosa e Felipe Melo após a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Palmeiras nesta quarta-feira, na Vila Belmiro.

Jorge disse que Diogo não tem humildade e Felipe o xingou nos minutos finais do clássico, enquanto a torcida gritava “Olé”.

“Na primeira partida, que perdemos para eles (4 a 0 no Pacaembu, no primeiro turno), e estávamos conversando sobre o Diogo Barbosa. Tem que ficar mais atento na humildade, ele não tem nenhuma. Felipe Melo é uma pessoa incrível, mas se transforma em campo. Diogo deu risadinha pro Victor Ferraz, tocou de letra e ria. Hoje não fizemos para provocar, jogo estava acabando, estávamos tocando, normal. Dei um passe para trás e Felipe Melo me xingou de vários nomes. Fiquei tranquilo. Professor deve ter acabado o jogo rápido para não expulsar. Mas enfim, temos que comemorar a vitória e descansar para jogar contra o Inter lá dentro”, disse Jorge, ao Esporte Interativo.

Diogo Barbosa teve má atuação e perdeu quase todas para Marinho. Felipe Melo ouviu provocações, fez gesto obsceno e depois provocou o torcedor santista.

Melo ouve provocações, faz gesto obsceno e diz: “Não enchem estádio”

O volante Felipe Melo, como de costume, não passou despercebido no clássico entre Santos e Palmeiras, disputado na noite desta quarta-feira. No Estádio da Vila Belmiro, o veterano ouviu provocações da torcida local, fez gestos obscenos no intervalo e, no fim, alfinetou os adversários.

Dominado pelo Santos, o Palmeiras encerrou o primeiro tempo já perdendo por 2 a 0. Posicionados perto da entrada do vestiário visitante, torcedores hostilizaram os jogadores do time alviverde. Diferentemente dos companheiros, Felipe Melo reagiu com gestos obscenos, cena documentada e publicada em redes sociais.

No segundo tempo, torcedores entoaram o coro de “Não é mole, não! Felipe Melo afundou a Seleção!”. No momento em que o árbitro Flavio de Souza mostrou o cartão amarelo ao meio-campista palmeirense, os santistas vibraram na Vila Belmiro, ocupada por 11.408 pagantes.

Em entrevista ao Esporte Interativo, logo após o apito final, Felipe Melo também provocou. “O ambiente, cara? Tem 11 mil pessoas. Em um clássico, eles não conseguem encher o estádio. Um clube mítico como esse. Não tem condições de eu falar de uma torcida que…”, disse, fazendo uma careta.

Ao falar sobre a partida, porém, Felipe Melo foi elogioso em relação ao time comandado pelo técnico Jorge Sampaoli. Para o volante, os dois gols sofridos em 17 minutos, anotados por Gustavo Henrique e Marinho, comprometeram o Palmeiras no clássico.

“Jogamos contra um time muito forte e bem treinado, que tem uma movimentação muito importante. Nos primeiros 20 minutos, nós pecamos. Voltamos para o segundo tempo e, inclusive com um a menos (Willian foi expulso), tivemos um trabalho em equipe muito importante, mas perdemos em 20 minutos”, analisou.



Palmeiras 4 x 0 Santos

Data: 18/05/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 32.501 pessoas (30.058 pagantes e 2.443 não pagantes)
Renda: R$ 987.830,00
Árbitro: Rafael Traci (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Helton Nunes (ambos de SC).
VAR: Braulio da Silva Machado (SC)
Cartões amarelos: Dudu e Felipe Melo (P); Gustavo Henrique, Victor Ferraz, Alison e Derlis González (S).
Gols: Gustavo Gómez (05-1), Deyverson (18-1); Raphael Veiga (06-2) e Hyoran (42-2).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Thiago Santos) e Raphael Veiga (Moisés); Zé Rafael (Hyoran), Dudu e Deyverson.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Vanderlei; Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar (Victor Ferraz), Gustavo Henrique e Felipe Jonatan (Cueva); Alison, Jean Lucas (Jean Mota), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Soteldo e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli



Palmeiras atropela o Santos no Pacaembu e goleia por 4 a 0

O Palmeiras segue como o melhor time do país. Neste sábado, o Verdão, líder do Campeonato Brasileiro, atropelou o então segundo colocado Santos no Pacaembu e goleou por 4 a 0. Gustavo Gómez, Deyverson, Raphael Veiga e Hyoran marcaram os gols palestrinos.

Agora, o Alviverde aguarda o jogo do rival São Paulo contra o Bahia, neste domingo, para saber se seguirá como líder isolado do Brasileirão – depende de o Tricolor não vencer. A próxima partida do Palestra será nesta quarta-feira, contra o Sampaio Corrêa, fora de casa, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O Peixe encara o Inter, domingo, na Vila Belmiro, pelo torneio de pontos corridos.

O jogo

Duas estratégias diferentes entraram em campo neste sábado para opor os melhores times do país na atualidade – ao menos considerando a tabela do Campeonato Brasileiro. O Santos apostava na estratégia de jogo ofensivo de Sampaoli, enquanto Felipão manteve o Palmeiras seguro defensivamente, mas com um diferencial: a blitz no setor ofensivo.

A estratégia alviverde funcionou rápido. Quando Dudu errou cruzamento aos seis minutos, Zé Rafael pressionou, roubou a bola e sofreu falta na lateral. Na cobrança, o Baixola levantou na área e Gustavo Gómez cabeceou para as redes, anotando seu terceiro gol na temporada.

Atrás no marcador, o Santos não mudou seu estilo de jogo. No papel, eram três zagueiros, com Carlos Sánchez fazendo a ala direita. Na prática, porém, Lucas Veríssimo foi improvisado na lateral e o uruguaio reforçou o setor. Não funcionou. Com Derlis isolado e Pituca apagado, Soteldo foi o único alvinegro que buscou o jogo para o Peixe, limitado à bolas paradas para levar perigo.

Já o time do treinador mais vencedor da história do futebol brasileiro, seguiu sua pressão no campo ofensivo, recompensada logo aos 19 minutos. Zé Rafael roubou no meio-campo, esperou a marcação tentar o bote e abriu com Dudu na direita. O camisa 7 cruzou rasteiro e Deyverson desviou de carrinho para o gol.

Superioridade incontestável do Verdão no primeiro tempo e uma das melhores etapas iniciais da equipe de Felipão na temporada. Sem destaques negativos, o Palestra teve Dudu comandando o nível de atuação e peças irregulares como Deyverson, Zé Rafael e Raphael Veiga também se destacando. A torcida aplaudiu de pé ao final do primeiro tempo.

Para os últimos 45 minutos, Jean Mota entrou na vaga de Jean Lucas. Os visitantes melhoraram no Pacaembu e conseguiram levar perigo no início do segundo tempo, pelas laterais de campo e com bolas rasteiras na área.

O Santos era melhor, mas até a sorte estava vestindo verde no Pacaembu lotado. Com apenas sete minutos, Raphael Veiga recebeu com liberdade pelo meio, avançou e arriscou de fora da área. Mesmo sem pegar tão bem, a bola desviou no caminho e matou Vanderlei: 3 a 0 Palmeiras.

Imediatamente, Sampaoli abriu sua equipe: Cueva entrou na vaga de Felipe Jonathan. Já era tarde e a única oportunidade real do Peixe veio aos 26 minutos. Derlis conduziu pela direita e cruzou rasteiro na área, por trás da zaga. A bola chegou em Soteldo, que finalizou de primeira, mas Weverton fez um milagre e impediu o desconto alvinegro. Pouco depois, Carlos Sánchez carimbou a trave em cobrança de falta. Não era o dia do Peixe.

Já na reta final de partida, o Palmeiras transformou o espetáculo em goleada. Em contra-ataque de uma cobrança de escanteio adversária, Dudu puxou o Verdão pela direita, limpou a marcação e tocou para Hyoran bater firme para as redes.

Sampaoli admite “fracasso” em estratégia do Santos na goleada para o Palmeiras

O técnico Jorge Sampaoli admitiu o fracasso na estratégia escolhida para o Santos na goleada por 4 a 0 sobre o Palmeiras neste sábado, no Pacaembu, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O treinador optou por um 3-1-4-2, com Lucas Veríssimo, Felipe Aguilar e Gustavo Henrique; Alison; Sánchez, Jean Lucas, Pituca e Felipe Jonatan; Soteldo e Derlis González. Não deu nada certo.

“Pensamos que no 3-1-4-2 poderíamos ter pressão contra o rival. Plano do jogo não ocorreu. Foi um fracasso. Os primeiros minutos foram do Palmeiras. Não conseguimos controlar. Evidentemente há uma leitura prévia que não resultou. Tivemos que resolver situações, vínhamos de três jogos em uma semana, com viagens e realmente custou bastante escolher as melhores opções para mim. Responsabilidade é totalmente minha, tenho que assumir. Na leitura do jogo, pensamos em como poderíamos ganhar, mas não conseguimos”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

O treinador explicou a ausência de Jorge, Eduardo Sasha e Rodrygo – Victor Ferraz Jean Mota também ficaram no banco de reservas -, e elogiou o Palmeiras.

“Jogamos três jogos na semana. Rodrygo e Sasha terminaram o jogo com dores musculares no adutor contra o Atlético-MG. Sasha não pôde estar, Rodrygo avisou no aquecimento que não poderia jogar. Jorge vinha de dois jogos seguidos, com ritmo intenso. Preferimos Felipe Jonatan”, explicou.

“Não pudemos gerar o jogo com saída de três gerando superioridade no início. Depois do segundo gol, equipe se soltou um pouco. Jogávamos bem no campo rival no segundo tempo, mas levamos terceiro gol em contra-ataque. Palmeiras é muito preciso nos contra-ataques. E tudo se destruiu. Se tivéssemos uma semana, teríamos escalado outro time, mas foi o que eu escolhi”, concluiu.

Sampaoli reclama de cultura no Brasil: “Difícil que alguém possa ser aceito sem êxito”

Jorge Sampaoli reclamou da cultura do Brasil de culpar o técnico a cada derrota. O desabafo foi feito após a derrota do Santos por 4 a 0 para o Palmeiras neste sábado, no Pacaembu.

O treinador argentino foi perguntado sobre um caso do compatriota Marcelo Bielsa. Ele não conseguiu subir o Leeds United para a primeira divisão da Inglaterra, mas recebeu uma carta de agradecimento de torcedores.

“Não sei (se isso pode ocorrer no Brasil) Do Bielsa é especial. Tem que ver com aspecto social, região… Aqui, depois de cada jogo se sabe o culpado. Treinador de um banco ou de outro. Me tocou a mim hoje, outro jogo ao outro. Responsável é sempre o técnico. Difícil que alguém possa ser aceito sem êxito”, disse Sampaoli.

O técnico santista também comentou sobre o histórico de goleadas. O Peixe perdeu de 5 para o Ituano e de 4 para Botafogo-SP e Palmeiras.

“Pode ter a ver com a obrigação de protagonizar. Tomamos dois gols, responsabilidade aumentou e, ao invés de controlar o jogo, fomos muito decididos a atacar com mais gente que o normal. Temos que corrigir o sistema. Deixamos espaços atrás e essas situações (goleadas) podem ocorrer. Dominamos todos os jogos do Brasileirão até aqui. Hoje, não”, concluiu.

Jean Mota explica confusão com Melo e admite jogo ruim do Santos

Já perto da reta final do segundo tempo, na goleada do Palmeiras para cima do Santos, o volante Felipe Melo e o meia Jean Mota se envolveram em um princípio de confusão, que resultou em um cartão amarelo distribuído ao atleta do Verdão.

De acordo com Melo, o jogador do Santos pisou em sua mão em uma reposição de bola. Após o experiente volante esbravejar contra a arbitragem, Jean Mota se defendeu e deu sua versão do lance.

“Não quero falar. Fui pisar na bola, ele estava com a mão na bola, não sei se pegou ou não. Só pisei na bola e saí jogando, até o juiz viu e não falou nada. Se ele falou que eu machuquei ele, não foi minha intenção”, afirmou a TNT.

O meia também admitiu que os comandados de Jorge Sampaoli não tiveram uma boa atuação na partida e que, por conta do placar adverso no início do confronto, o Santos precisou adotar uma postura mais ofensiva do que o costume.

“Não fizemos um bom jogo, ele saíram na frente. Sabíamos que a bola parada deles era forte. O segundo tempo foi o tudo ou nada, tivemos que ir pra frente e consequentemente tem os contra-ataques e eles acabaram matando”, completou, antes de, por fim, tentar justificar as opções de Sampaoli para o clássico.

“Opção dele. Ele é o treinador. Ele sempre tem falado que quer o time 100% e ele pensou que esse era o time 100%. O Ferraz vinha de uma sequência e o Jorge de uma lesão, não sei quem estava 100%”, finalizou.

Além de um 9: Peres fala em reunião com Sampaoli por outros reforços no Santos

A grande prioridade do Santos no mercado é contratar um centroavante para finalmente substituir Gabigol, hoje no Flamengo, após cinco meses e satisfazer Jorge Sampaoli.

O Peixe, porém, pensa em outras posições. O Alvinegro quer pelo menos um lateral-direito e um ponta para substituir Rodrygo, negociado com o Real Madrid-ESP. O presidente José Carlos Peres conversará com o técnico sobre as necessidades do elenco.

“É um planejamento do técnico. Vamos nos reunir e ver posições necessárias. Vamos nos reforçar, não temos grande orçamento e receitas, mas faremos sacrifício. Nossa grande receita é vender jogador. Venda do Rodrygo foi uma fábula, passou de R$ 200 milhões. Temos de vender, mas não pode ser só isso. Peço para o torcedor lotar Pacaembu e Vila para não vendermos ninguém e termos equipe forte por muitos anos. Sem apoio deles, teremos de vender”, disse Peres, no último domingo.

O Santos tem negociações em andamento por Uribe, do Flamengo, e Marinho, do Grêmio. O Peixe aproveitará a pausa da Copa América para buscar novos reforços.

O Alvinegro contratou oito reforços em 2019: Everson, Felipe Aguilar, Jorge, Felipe Jonatan, Jobson, Jean Lucas, Cueva e Soteldo.


Palmeiras 0 x 0 Santos

Data: 23/02/2019, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Paulista – 8ª rodada
Local: Allianz Parque, em São Paulo, SP.
Público: 33.980
Renda: R$ 2.144.518,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Tatiane Sacilotti.
Cartões amarelos: Weverton e Antonio Carlos (P); Yuri, Jean Lucas e Cueva (S).

PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos), Gustavo Gómez e Victor Luis; Thiago Santos, Moisés (Bruno Henrique) e Raphael Veiga (Ricardo Goulart); Felipe Pires, Dudu e Borja.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Felipe Aguilar, Gustavo Henrique e Copete (Orinho); Yuri, Jean Lucas, Diego Pituca (Carlos Sánchez) e Cueva; Rodrygo e Derlis González (Jean Mota).
Técnico: Jorge Sampaoli



Borja perde gol incrível, goleiros brilham e Palmeiras e Santos empatam sem gols

Palmeiras e Santos fizeram um bom clássico neste domingo, no Allianz Parque, mas não conseguiram balançar as redes. Depois de um primeiro tempo apenas com duelos táticos e novo gol incrível perdido por Borja, a partida ganhou emoção na etapa final e os dois times pararam em grandes defesas de Weverton e Everson. Pior para o Verdão que viu os quase 34 mil pagantes vaiarem após o apito final.

Com o empate, o Palmeiras segue líder do Grupo B com 15 pontos. O Verdão volta a campo diante do Ituano, na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. O Santos também lidera sua chave, soma 19 pontos e só volta a jogar pelo Paulistão no sábado, diante do Oeste, às 19h, no Pacaembu. Antes, o Peixe encara o River Plate pela Copa Sul-Americana, às 19h15 também no Pacaembu.

O jogo

O clássico começou interessante no Allianz Parque. As duas equipes buscaram a marcação no campo ofensivo, mas a pressão dos mandantes durou poucos minutos. Logo, a apatia de Miguel Borja e o despreparo físico de Raphael Veiga pesaram para que o Verdão desse espaço ao Santos.

Isso, somado à boa ‘saída de três’ armada por Sampaoli, com Yuri recuado quase como terceiro zagueiro, deu espaço para Jean Lucas, o melhor do Peixe aparecer no jogo. Quando Moisés avançava para tentar acirrar a marcação, o camisa 30 do, hoje dourado, Santos aparecia bem às costas dos volantes palestrinos, mas nada que evoluísse para jogadas claras de gol.

O Alviverde, por sua vez, tentava copiar a fórmula de saída de bola adversária, mas o passe de Thiago Santos dificultou o recurso. Foi o primeiro time misto do Maior Campeão do Brasil na temporada. Ao invés das já conhecidas formações ‘A’ e ‘B’, Felipão misturou suas duas escalações e o Verdão sofreu.

Apenas Felipe Pires conseguiu destaque, infernizando o inseguro Copete pelo lado direito. Dudu tentou dobradinha com Victor Luis na esquerda, mas pouco apareceu, enquanto Raphael Veiga e Borja fizeram nova péssima partida. Com todo este cenário, a única real oportunidade de gol do clássico saiu após 40 minutos já jogados.

Dudu tentou jogada individual pela esquerda, perdeu a bola e ela sobrou para Victor Luis, que avançou até a área e cruzou rasteiro. Everson e Raphael Veiga tentaram alcançar, mas a bola chegou no segundo poste, onde Borja entrou livre. O colombiano deu um carrinho com o pé direito, mas ela bateu em seu pé esquerdo e foi fraca na direção do gol. Em cima da linha, Gustavo Henrique afastou.

O panorama da etapa final foi diferente. Por erros de passe, botes e cobertura, os dois times conseguiram criar. Com apenas três minutos, Derlis González teve espaço para arriscar de fora da área, e Yuri entregou bola para Raphael Veiga dominar sozinho, na meia-lua e finalizar duas vezes em cima da zaga. Felipe Pires, livre pela direita, esbravejou muito com o companheiro.

O Alvinegro, por sua vez, reclamou de duas penalidades. Primeiro, de um toque de mão de Gustavo Gómez em finalização de Jean Lucas. Depois, de um empurrão em Jean Mota após cruzamento na área.

Contando com as falhas visitantes e abusando das jogadas pelas pontas, o Palmeiras foi encurralando o Santos, mas abrindo espaço para os contra-ataques. Tentando armar, o Peixe só conseguia respiro quando seus dois zagueiros, além de Yuri, tocavam a bola.

Com 14 jogados, após cruzamento de Dudu, três palmeirenses tocaram de cabeça, mas ninguém mandou para as redes. Pouco depois, o camisa 7 levantou mais uma área, Felipe Pires finalizou, mas a bola estava muito alta e foi para fora.

A esperança verde aumentou com a entrada de Ricardo Goulart, já metade do segundo tempo. As arquibancadas vibraram quando o camisa 11 foi chamado por Felipão, mas chiaram quando a placa indicou que Raphael Veiga era quem deixaria o campo, ao invés de Borja. Ambos fizeram péssima jornada e o último reforço do ano melhorou o Verdão.

O placar só não foi alterado na reta final pela bela defesa de Weverton, em finalização de Matheus Ribeiro e o brilho de Everson. O goleiro do Santos fez um milagre para defender a cabeçada de Dudu e mostrou reflexo para parar Gustavo Gómez, em nova jogada pelo alto.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli elogia Everson, mas banca Vanderlei na Sul-Americana

O técnico Jorge Sampaoli elogiou Everson depois do empate do Santos em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, mas bancou o retorno de Vanderlei diante do River Plate-URU, terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Sul-Americana.

Everson foi o grande destaque do Peixe no empate do clássico. O goleiro ainda reserva fez pelo menos três grandes defesas e ainda mostrou categoria na reposição e tranquilidade nos recuos.

“Era uma partida importante para Everson demonstrar seu potencial, mostrar que está pronto. Na terça-feira vai jogar Vanderlei. É bom saber que Everson também tem nível para estar no time”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

Sampaoli analisa um rodízio entre Vanderlei e Everson, mas, antes disso, dará algumas chances esporádicas ao jogador ex-Ceará.

Na decisão de terça, o Santos contará com o retorno de Alison, suspenso pelo terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras. Rodrygo, por punição da Conmebol, e Cueva e Jean Lucas, não inscritos a tempo, serão desfalques.

Victor Ferraz, Carlos Sánchez e Jean Mota, poupados neste sábado, estarão à disposição. Soteldo, com dores musculares na coxa direita, é dúvida.

Jean Lucas ganha elogios de Sampaoli e diz: “Jogador sem personalidade não joga”

Jean Lucas foi um dos destaques do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O ex-flamenguista marcou e apoiou com qualidade e quase fez o gol da vitória nos acréscimos em finalização de fora da área.

A boa atuação e a personalidade chamaram a atenção do técnico Jorge Sampaoli.

“Jean Lucas jogou uma boa partida. Mesmo com pouca experiência jogou bem num palco muito grande. Esta à altura de poder jogar neste time”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Antes de deixar a arena palmeirense, Jean Lucas disse que está contente com suas atuações.

“Estou feliz e tenho muito a melhorar. E jogador sem personalidade não joga hoje em dia”, concluiu.

Jean Lucas não foi inscrito a tempo e será desfalque diante do River Plate-URU na terça-feira, no Pacaembu, pela volta da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Everson explica sugestão aceita por Sampaoli e diz que ainda não pediu para bater falta

Destaque do Santos no empate em 0 a 0 com o Palmeiras neste sábado, no Allianz Parque, Everson também chamou a atenção pela leitura tática.

Quando Cueva foi derrubado na meia-lua, o goleiro correu para o banco de reservas na direção do técnico Jorge Sampaoli. Parecia um pedido para cobrar falta, algo feito no Ceará, mas foi uma sugestão.

Everson viu Yuri, o líbero, recuado na defesa santista e pediu para o volante adiantar e ele próprio fazer a função de terceiro zagueiro.

“Foi uma questão tática, gostamos da saída de três e Yuri estava afundado e eu acabava apertado. Falei para o Yuri adiantar e eu fazer o terceiro homem, e ele concordou. Yuri foi flutuar e eu fiz o terceiro homem com a bola nos pés”, disse o goleiro, antes de analisar a sua atuação.

“Foi um bom jogo, seguro, nas coberturas que eu fiz, pude sair bem no jogo aéreo e debaixo do gol, sorte no lance do Borja e finalização fraca, fiz boas defesas e separo a cabeçada do Dudu, rápida. Marcos Rocha bateu lateral, sabíamos da jogada e vacilamos. Cabeceio não ia tanto no campo, mas foi para o chão, difícil e nunca é fácil prever onde a bola vai”, completou.

Ainda reserva de Vanderlei, Everson afirmou que ainda não pediu a Sampaoli para cobrar faltas.

“Vim muito focado em defender o Santos e cavar espaço aos poucos e mais para frente, com confiança e liberdade, vou pedir liberação para treinar e bater falta. Hoje fico feliz pela contribuição lá atrás”, concluiu.