Paraná - Acervo Santista

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Santos 3 x 1 Paraná

Data: 13/05/2018, domingo, 19h00.
competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.971 pessoas
Renda: R$ 140.110,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Torito Gonzáles e Vitor Feijão (P); Gabriel (S).
Gols: Rodrygo (02-2), Gabriel (13-2), Gabriel (31-2) e Silvinho (47-2)

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

PARANÁ
David; Alemão, Jesiel, Rayan e Igor (Júnior); Wesley Dias, Torito Gonzáles (Alex Santana) e Caio Henrique; Léo Itaperuna (Vitor Feijão), Silvinho e Carlos.
Técnico: Rogerio Micale



Gabigol faz dois, Rodrygo deixa o seu e Santos faz 3 a 1 no Paraná

Dois tempos bem distintos e um resultado positivo. Esse pode ser um resumo rápido da vitória por 3 a 1 do Santos sobre o Paraná neste domingo, na Vila Belmiro. Depois de um primeiro tempo que deixou a desejar, os comandados de Jair Ventura tiveram grande atuação nos 45 minutos finais e, em dia inspirado de Gabigol, autor de dois gols, conquistaram mais um triunfo no Campeonato Brasileiro.

As vaias no fim do primeiro tempo puderam dizer muito a respeito dos 45 minutos iniciais do Santos. Sonolento, o time de Jair Ventura pouco criou ofensivamente, apesar da movimentação constante dos jogadores da frente. Errando muitos passe, a alternativa se tornou os lançamentos, que consagraram a defesa do Paraná. O time de Micale, por sinal, foi quem esteve mais perto de abrir o placar, com duas finalizações nos minutos finais.

O segundo tempo começou com o Santos disposto a apagar a má imagem do tempo inicial e logo no primeiro minuto Rodrygo fez questão de deixar a situação mais tranquila marcando seu primeiro tento na Vila Belmiro. O jovem “raio” aproveitou o desviou de Sasha para abrir o placar. A partir de então, brilhou a estrela de Gabigol. O camisa 10 marcou nos dois gols seguintes e se consagrou como “o cara” da noite. Silvinho ainda marcou o gol de honra.

O jogo

Os primeiros minutos da partida na Vila Belmiro foram sonolentos, com as duas equipes abusando dos lançamentos em profundidade e dos erros de passe, que fizeram com que os dois goleiros nem aparecessem na partida. O primeiro a tocar na bola foi justamente Vanderlei, mas para corrigir a trapalhada de Lucas Veríssimo, que recuou estranho e obrigou o arqueiro do Peixe a rifar a bola.

Apesar da mobilidade dos atacantes, que trocavam de posição a fim de tentar surpreender a defesa do Paraná, o time da casa pouco criava no campo ofensivo. As melhores chances eram por levantamentos para área e dessa forma os comandados de Jair Ventura quase abriram o placar aos 27 minutos. Rodrygo aproveitou o cruzamento de Dodô e testou para a defesa de David.

Sem conseguir penetrar na defesa do visitante, o Peixe passou a ver o Paraná ficar com a bola e trocar passes, criando a partir de triangulações jogadas de perigo. A primeira do time de Rogério Micale veio aos 41 minutos, quando Alemão tabelou com Carlos pelo lado direito e ficou cara a cara com Vanderlei, que sobressaiu e espalmou para escanteio. Na segunda chance, Silvinho aproveitou o rebote do escanteio e jogou para fora.

As vaias no fim do primeiro tempo parecem ter deixado o time do Santos mais motivado para a reta final e a pressão foi desde a saída de bola. Logo no primeiro minuto, Gabriel arriscou de fora da área, Sasha desviou de cabeça e a bola sobrou para Rodrygo, que tocou para as redes e marcou seu primeiro gol no templo sagrado da baixada.

A pressão santista continuou e Gabigol parecia motivado a corroborar o apelido que ganhou desde os tempos de Menino da Vila. Primeiro, tentou cavar um pênalti e acabou levando o amarelo. Aos 13 minutos, ele não perdoou. Victor Ferraz cruzou para área, Eduardo Sasha ajeitou de cabeça e o camisa 10 completou para o fundo das redes, ampliando o placar.

A vantagem do Peixe deixou o jogo mais movimentado e animado para os torcedores presentes. Precisando da primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Paraná passou a chegar mais, mas com chutes de longa distância que pouco assustavam Vanderlei. Do outro lado, Vitor Bueno finalizou de primeira e a bola passou raspando a trave de David, em sua última jogada antes de dar lugar a Diego Pituca.

A estrela de Gabigol brilhou pela segunda vez na partida em lance digno de atacante, aos 30 minutos. Depois de grande jogada individual de Arthur Gomes, que substituiu Rodrygo, o camisa 10 teve apenas o trabalho de empurrar para as redes. No último lance, Silvinho ainda marcou o gol de honra do Paraná, mas insuficiente para reverter a desvantagem.



Santos FC x Paraná C
Santos Futebol Clube x Paraná Clube


Retrospecto:

23 jogos
12 vitórias
05 empates
06 derrotas
34 gols pró
23 gols contra
11 saldo

Resultados:

30/10/1994 – Santos 1 x 0 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
12/11/1995 – Santos 0 x 0 Paraná – Brasileiro – Durival de Britto
20/11/1996 – Santos 0 x 3 Paraná – Brasileiro – Palestra Itália
12/07/1997 – Santos 0 x 2 Paraná – Brasileiro – Durival de Britto
05/05/1998 – Santos 1 x 0 Paraná – Copa do Brasil – Vila Belmiro
14/05/1998 – Santos 1 x 0 Paraná – Copa do Brasil – Durival de Britto
24/10/1998 – Santos 1 x 2 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
25/07/1999 – Santos 2 x 0 Paraná – Brasileiro – Vila Olímpica
29/09/2001 – Santos 0 x 1 Paraná – Brasileiro – Durival de Britto
28/08/2002 – Santos 2 x 1 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
30/03/2003 – Santos 2 x 2 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
09/08/2003 – Santos 2 x 1 Paraná – Brasileiro – Couto Pereira
21/04/2004 – Santos 2 x 3 Paraná – Brasileiro – Pinheirão
15/08/2004 – Santos 5 x 1 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
25/08/2004 – Santos 1 x 2 Paraná – Copa Sul-Americana – Pinheirão
04/09/2004 – Santos 3 x 0 Paraná – Copa Sul-Americana – Vila Belmiro
07/08/2005 – Santos 1 x 1 Paraná – Brasileiro – Willie Davies
16/11/2005 – Santos 0 x 0 Paraná – Brasileiro – Pacaembu
13/08/2006 – Santos 1 x 1 Paraná – Brasileiro – Pinheirão
11/11/2006 – Santos 1 x 0 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
09/08/2007 – Santos 2 x 0 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro
25/11/2007 – Santos 3 x 2 Paraná – Brasileiro – Durival de Britto
13/05/2018 – Santos 3 x 1 Paraná – Brasileiro – Vila Belmiro


Paraná 2 x 3 Santos

Data: 25/11/2007, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Durival Britto e Silva, Vila Capanema, em Curitiba, PR.
Público: 15.406 pessoas
Renda: R$ 106.265,00
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG/Fifa)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes e Márcio Eustáquio S. Santiago (ambos de MG).
Cartões amarelos: Jumar, Léo Matos, Daniel Marque e Vandinho (P); Marcelo (S).
Gols: Jumar (30-1); Paulo Rodrigues (25-2), Kléber Pereira (28-2), Kléber Pereira (36-2) e Kléber Pereira (38-2).

PARANÁ
Gabriel; Léo Matos, Daniel Marques, Neguette e Paulo Rodrigues; Goiano, Jumar (Jumar), Giuliano e Vandinho (Jefferson); Josiel e Lima (Adriano).
Técnico: Saulo de Freitas

SANTOS
Fábio Costa; Alessandro, Adaílton, Marcelo (Carlinhos) e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Vítor Júnior (Renatinho) e Rodrigo Tabata; Marcos Aurélio (Petkovic) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Kléber Pereira faz 3, Santos vira e assegura vaga na Libertadores 2008

Depois de desperdiçar duas oportunidades de garantir a classificação à Copa Libertadores da América 2008, o Santos enfim conseguiu o seu objetivo ao vencer, no sufoco, o Paraná por 3 a 2, na noite deste domingo, no estádio Vila Capanema. A equipe de Vanderlei Luxemburgo chegou a ficar dois gols atrás no placar no confronto em Curitiba, mas foi salva pelo atacante Kléber Pereira, que fez três gols num intervalo de 10 minutos.

O Santos alcançou os 62 pontos e segue na segunda colocação da tabela. Como falta apenas uma rodada para o término do Nacional, o time da Baixada Santista não pode mais ser ultrapassado por Palmeiras (58), Grêmio (57) e Cruzeiro (57), que também lutam por uma das vagas na competição continental – o Flamengo também conseguiu o feito ao bater o Atlético-PR por 2 a 0, no Maracanã.

Já o Paraná praticamente caiu para a Série B. O time curitibano ocupa a 18ª colocação com 41 pontos e precisa torcer por tropeços do Corinthians e Goiás, que enfrentam na quarta-feira o Vasco e o Atlético-MG, respectivamente. Somado a isso, a equipe dirigida por Saulo de Freitas ainda terá que ganhar dos vascaínos no próximo domingo e voltar a secar os adversários diretos.

Precisando vencer para seguir na elite do futebol brasileiro na próxima temporada, o Paraná contou com o apoio de quase 16 mil torcedores e tratou de pressionar o Santos desde o apito inicial. Com mais ritmo de jogo, o time paranaense saiu na frente aos 30 minutos do primeiro tempo.

Numa cobrança de falta despretensiosa na lateral esquerda, o volante Jumar surpreendeu ao chutar direto em vez de alçar na área. Apesar de a bola ter saído sem muita velocidade e ter sido levemente desviada, o goleiro Fábio Costa falhou ao não conseguir fazer a defesa. Nos momentos iniciais do duelo, o camisa 1 santista quase havia entregue o ouro ao sair errado da pequena área, mas Giuliano desperdiçou o favor ao cabecear para fora.

Depois de começar a partida com uma formação mais recuada – Maldonado, Vítor Júnior e Rodrigo Souto tentaram formar uma barreira no meio-campo -, o treinador Vanderlei Luxemburgo decidiu partir para cima ao mandar a campo um terceiro atacante, colocando Renatinho na vaga de Vítor Júnior aos 36min. E logo em seguida o Santos quase empatou, mas Kléber Pereira concluiu errado, de cabeça, um cruzamento de Kléber.

Sem criatividade e apoio nas jogadas pela lateral, Luxemburgo colocou no começo da etapa complementar o sérvio Petkovic e Carlinhos para dar mais mobilidade ao time. Mas o Paraná, que chegou a sofrer pressão, voltou a marcar em nova cobrança de falta. Aos 25 min, Paulo Rodrigues bateu fechado e encobriu o goleiro Fábio Costa para fazer 2 a 0.

Três minutos depois começou a reação do Santos, com três gols de Kléber Pereira num intervalo de 10 minutos. O primeiro foi de cabeça após cruzamento de Petkovic. O atacante empatou em seguida ao receber um longo cruzamento e dar um toque de cabeça para tirar o goleiro Gabriel da jogada. O centroavante só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio. A virada saiu depois de um cruzamento de Renatinho, que Kléber Pereira completou – ele é o artilheiro da equipe no Brasileirão com 16 gols.


Santos 2 x 0 Paraná

Data: 09/08/2007
Competiçao: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Marcos Tadeu Peniche Nunes e Wagner de Almeida Santos (RJ)
Cartões amarelos: Kléber (S), Adriano (P), Josiel (P), Daniel Marques (P), Everton (P) e Joélson (P)
Gols: Marcos Aurélio, aos 43min do primeiro tempo; Kléber Pereira (S), aos 47min do segundo tempo.

SANTOS
Fábio Costa; Baiano, Domingos, Adaílton e Carlinhos; Dionísio (Adriano), Rodrigo Souto, Kléber e Pedrinho (Petkovic); Marcos Aurélio (Rodrigo Tabata) e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PARANÁ
Flávio; Daniel Marques, Nem (Everton) e Luís Henrique; Léo Mattos, Adriano (Joélson), Beto, Vandinho e Serginho (Márcio Careca); Vinícius Pacheco e Josiel
Técnico: Gilson Kleina



Santos conquista ‘trinca’ e deixa Paraná perto da zona de risco

Depois de bater o Atlético-MG e o Flamengo, o Santos conquistou sua terceira vitória consecutiva e encostou no G-4 do Campeonato Brasileiro. Desta vez, a “vítima” foi o Paraná, que com a derrota por 2 a 0 nesta quinta-feira à noite, na Vila Belmiro, manteve sua derrocada e já começa a se preocupar com o rebaixamento.

Com o placar, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo atingiu os 27 pontos e tem agora apenas dois de desvantagem para o Cruzeiro, quarto colocado. A equipe alvinegra termina a 18ª rodada no sétimo lugar.

Já o Paraná conheceu seu quinto confronto seguido sem triunfo na competição nacional. A última vitória do clube curitibano foi sobre o Palmeiras, por 1 a 0, na Vila Capanema. A equipe de Gilson Kleina manteve os 23 pontos e no momento está a somente três do primeiro da “degola”, na 12ª posição.

O resultado da noite desta quinta-feira ainda mantém um tabu que já dura sete jogos, número de confrontos que o Paraná não bate a equipe praiana na Baixada. Foram cinco vitórias santistas e duas igualdades.

Nesta noite, o Santos teve muitas dificuldades no primeiro tempo para furar o bloqueio defensivo adversário. Retraído, o Paraná ainda levou perigo nos minutos iniciais em lances de contra-ataque.

No entanto, uma falha individual foi fundamental para a equipe da Vila abrir o marcador, apesar da fraca atuação. Serginho tentou afastar de calcanhar e deixou a bola nos pés de Rodrigo Souto. O volante tocou para Baiano, que na partida reestreou com a camisa alvinegra, cruzar para Marcos Aurélio completar.

No segundo tempo, o Paraná saiu mais para o jogo, mas pouco conseguiu criar. Os anfitriões passaram a tocar mais a bola e tentar administrar o resultado. Aos 15min, Luxemburgo sacou Pedrinho e promoveu a estréia do meia sérvio Petkovic. A mudança não surtiu efeito, os visitantes melhoraram e começaram a pressionar. Contudo, a equipe praiana foi mais eficiente e ampliou aos 47min com belo gol de Kléber Pereira. “O placar estava perigoso, mas tive um pouco de sorte e a felicidade de poder colocar para dentro”, falou o avante.

“A gente começou bem, e em uma bobeira eles [Santos] aproveitaram e fizeram o gol. E depois, tendo que sair para o jogo, tudo fica mais complicado. Criamos algumas chances, mas não para quem quer sair de uma situação difícil, como nós”, afirmou o atacante paranista Josiel.

Santos e Paraná voltam a campo pelo Brasileiro neste domingo, às 18h10. A equipe do litoral paulista visita o Fluminense no Maracanã, enquanto o clube tricolor recebe o Vasco na Vila Capanema, em Curitiba.

Santos 1 x 0 Paraná

Data: 11/11/2006, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.234 pagantes
Renda: R$ 71.684,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Assistentes: José Javel Silveira e José Otávio Dias Bitencourt (ambos de RS).
Cartões amarelos: Adriano (S); Beto, Batista e Edmilson (P).
Cartão vermelho: Adriano (S)
Gol: Rodrigo Tabata (44-1).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto, Ávalos (Fabinho) e Ronaldo; André, Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Adriano) e Kléber; Reinaldo e Wellington Paulista (Manzur).
Técnico: Wanderley Luxemburgo

PARANÁ
Flávio; Alex (Peter), Edmílson, Gustavo e Edinho (Maicossuel); Pierre, Batista, Beto e Sandro; Cristiano (Gérson) e Leonardo.
Técnico: Caio Júnior



Santos encerra série negativa e vence ‘decisão’ contra Paraná

Três rodadas sem vencer (duas derrotas e um empate) mudaram o astral do Santos. Antes candidato ao título, o time alvinegro viu ameaçada a classificação para a Copa Libertadores de 2007. Mas se recuperou neste sábado, com um triunfo sobre um rival direto. Jogando na Vila Belmiro, a equipe mandante superou o Paraná por 1 a 0 e se manteve no grupo que garante vaga no torneio continental.

“Como diz aquela frase repetida tantas vezes, o jogo contra o Paraná valia seis pontos. Não só por se tratar de um rival direto, mas exatamente porque abrimos seis pontos de vantagem para eles [o time paranaense é o melhor entre os que não estão na zona de classificação para a Libertadores]. A três rodadas do fim, essa é uma vantagem importante”, enalteceu o treinador santista Vanderlei Luxemburgo.

O êxito deste sábado levou o Santos a 59 pontos ganhos no Campeonato Brasileiro. Com isso, o placar projetou a equipe alvinegra para a terceira colocação da tabela (um ponto à frente do Grêmio, que tem uma partida a menos). O Paraná ficou estagnado nos 53 pontos, foi ultrapassado pelo Vasco e caiu da quinta para a sexta posição.

“Estamos em uma fase decisiva do campeonato e o espírito dos jogadores está bom. Perdemos dois jogos decisivos na seqüência [o Paraná havia sido superado pelo Vasco na rodada passada] e isso é complicado. Mas vamos seguir em busca desse sonho enquanto tivermos chance e precisamos trabalhar muito para isso”, cobrou o treinador Caio Júnior, do Paraná.

As duas derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, ambas como visitante, confirmaram o momento ruim que o Paraná vive longe de seus domínios. O time tricolor não vence fora de casa desde o dia 8 de outubro, quando fez 3 a 1 sobre o Santa Cruz. Desde então, visitou quatro rivais e angariou três derrotas e um empate.

Mal fora de casa, o Paraná contrasta com o rendimento do Santos como mandante. O time alvinegro sofreu apenas duas derrotas em sua casa neste Campeonato Brasileiro (para o Vasco e para o São Paulo). Nas outras partidas, somou 13 vitórias e dois empates.

As duas equipes voltarão a campo apenas no domingo, dia 19 de novembro. O Paraná receberá o vice-líder Internacional no estádio Durival de Brito, em Curitiba, às 16h. Mais tarde, às 18h10, o Santos visitará o Cruzeiro no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo

Pressionado por ter passado três jogos sem triunfar, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou por uma formação cautelosa para o Santos neste sábado. Escalado com três zagueiros, o time paulista teve pouca participação ofensiva de seus laterais e abusou de lançamentos longos para os atacantes Reinaldo e Wellington Paulista.

“Foi até por causa da velocidade deles que eu optei por essa dupla. Na partida anterior, quando precisávamos segurar um pouco mais a bola na frente, coloquei o Jonas como titular”, lembrou o técnico alvinegro.

Só que os lançamentos longos do Santos ainda foram mais do que o Paraná fez no primeiro tempo. O time visitante foi montado por Caio Júnior no 4-4-2, mas o volante Pierre recuou para compor o sistema defensivo.

A idéia da equipe tricolor era conter os avanços alvinegros, sobretudo pelas laterais. Mas o que realmente aconteceu foi uma pressão dos mandantes, que tiveram muito espaço para trocar passes.

Prova disso é que o Santos teve quatro oportunidades claras para marcar na etapa inicial. A primeira aconteceu logo aos 6min, em jogada individual de Cléber Santana que o goleiro Flávio defendeu. Aos 14min, Wellington Paulista foi lançado na direita, invadiu a área e chutou à direita.

O lance mais trabalhado pela equipe mandante aconteceu aos 38min, quando Rodrigo Tabata e Fabinho tabelaram pela esquerda. O camisa 16 cruzou rasteiro para trás, Reinaldo chutou de pé direito e um desvio no meio do caminho quase matou Flávio, que havia pulado para o canto esquerdo. Dois minutos depois, Kléber desceu pela esquerda e cruzou para Wellington Paulista, que girou o corpo e acertou a trave esquerda.

A insistência do Santos em jogadas trabalhadas foi premiada em um lance inusitado. Rodrigo Tabata cobrou falta da esquerda para a área aos 43min do primeiro tempo, Cléber Santana não conseguiu alcançar de cabeça e Flávio cometeu uma falha incrível, deixando a bola passar ao lado de sua mão esquerda.

“Eu tentei cruzar e fui feliz”, comemorou o santista. “Além de o Cléber Santana não ter desviado, eu fui enganado quando a bola bateu no chão”, admitiu Flávio, cabisbaixo depois do erro.

Em desvantagem, o técnico Caio Júnior resolveu mudar o Paraná. Durante o intervalo, ele tirou o atacante Cristiano (que estava acompanhando demais os volantes do Santos) e colocou Gerson em campo. “O Luxemburgo escalou uma equipe cautelosa e com muita movimentação no meio. A idéia foi preencher um pouco mais esse setor”, explicou o comandante tricolor.

Com mais gente no meio-campo, o Paraná interrompeu a pressão que o Santos havia exercido no primeiro tempo. Contudo, o time tricolor não conseguiu aproveitar isso para atacar e derrubou o nível técnico da partida na Vila Belmiro. “As duas equipes estavam muito concentradas na marcação e em não errar”, contou o zagueiro paranista Edmílson.

Depois de alguns minutos de equilíbrio, porém, o Santos voltou a pressionar. Os dois melhores lances foram protagonizados pelo centroavante Reinaldo, aos 36min (quando ele recebeu toque de cabeça de Wellington Paulista e chutou forte, exigindo grande defesa de Flávio) e aos 38min (quando ele invadiu a área com liberdade pela esquerda e chutou à direita do goleiro).

Contudo, o bom momento do Santos no segundo tempo ruiu aos 37min. O volante Adriano, que havia entrado no lugar de Rodrigo Tabata, levou seu segundo amarelo e foi expulso. Com isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi obrigado a trocar Wellington Paulista pelo zagueiro Manzur. E assim, o Paraná cresceu e dominou o jogo nos minutos finais, mas sem eficiência para chegar ao empate.