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Gols e melhores momentos

Paysandu 1 x 3 Santos

Data: 10/05/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Mangueirão, em Belém, no Pará.
Público: 13.548
Renda: R$ 251.370,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Leone Carvalho Rocha
Cartões amarelos: Cleber Reis (S).
Gols: Bruno Henrique (26-1); Diogo Oliveira (03-2), Bruno Henrique (15-2) e Kayke (33-2).

PAYSANDU
Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Wesley (Alfredo), Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho e Bérgson (Wil).
Técnico: Marcelo Chamusca

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Jean Mota; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior



Santos ‘mata’ Paysandu no início e avança na Copa do Brasil

O Santos vê em Ricardo Oliveira sua grande fonte de gols desde 2015. O centroavante, porém, foi discreto e passou em branco na noite desta quarta-feira, no duelo contra o Paysandu. Coube aos outros atacantes da equipe brilharem e garantirem a vitória por 3 a 1, no estádio do Mangueirão, em Belém, no Pará, fazendo o Peixe avançar com facilidade para as quartas de final da Copa do Brasil. Bruno Henrique, com dois gols, e Vitor Bueno, com duas assistências, foram os grandes destaques. Na reta final, ainda sobrou tempo para Kayke, substituto do camisa 9, decretar o triunfo santista.

Com a classificação, o Santos agora vai ter um ‘descanso’ da Copa do Brasil. A equipe comandada por Dorival Júnior assistirá de camarote a definição dos outros confrontos das oitavas de final e só voltará a se preocupar com a competição no início de junho, quando acontece o sorteio das quartas.

Apesar disso, o Peixe segue uma maratona durante esta semana. Após o duelo contra o Papão em Belém, o alvinegro terá pela frente o Fluminense, no próximo domingo, às 11h (de Brasília), no Rio de Janeiro, na estreia do Campeonato Brasileiro. Três dias depois, os santistas viajam até La Paz, onde encaram o The Strongest, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores.

O jogo

Jogando com a vantagem debaixo do braço, o Santos começou o primeiro tempo esperando o Paysandu. Podendo perder por até um gol de diferença, o Peixe não arriscou nos minutos iniciais e apenas esperava o momento certo para dar o ‘bote’.

O Papão, por sua vez, apostava na velocidade para chegar na defesa santista e tentar igualar o placar agregado do duelo. A primeira boa oportunidade surgiu aos 15 minutos, quando Diogo Oliveira entortou Lucas Veríssimo e bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer bela defesa.

Dez minutos depois, foi a vez de Cleber ser entortado por Wesley. Mas após passar pelo defensor, o volante bicolor não conseguiu vencer o arqueiro do Peixe, que foi buscar no cantinho e salvou a equipe comandada por Dorival Júnior mais uma vez.

E aquela famosa frase “quem não faz, toma” deu o ar da graça no Mangueirão. Depois de desperdiçar as duas ótimas oportunidades, o Paysandu viu o Santos abrir o placar aos 26 minutos. Lucas Lima dominou a bola no meio de campo e fez lançamento primoroso para Vitor Bueno. O camisa 7 tocou de primeira para Bruno Henrique. Livre dentro da área, o atacante apenas empurrou para o fundo das redes e ampliou a vantagem do alvinegro.

Com o tento santista, o Papão deu uma ‘murchada’ no jogo, afinal, a equipe de Belém agora precisava de quatro gols para avançar. Com isso, o Peixe controlou os últimos minutos da primeira etapa com facilidade.

Precisando de um ‘milagre’ para avançar, o Paysandu voltou de forma arrasadora após o intervalo. Logo aos 3 minutos, Rodrigo Andrade avançou com tranquilidade pelo lado direito e cruzou para Diogo Oliveira pegar de primeira e deixar tudo igual no Mangueirão.

O gol logo no início deixou o duelo aberto em Belém. Ainda necessitante de mais três tentos para ficar com a vaga na quartas de final, o Papão seguiu em cima do Santos. Por conta disso, a equipe comandada por Marcelo Chamusca deixava a defesa aberta para o Peixe chegar nos contra-ataques.

E foi justamente em uma jogada de velocidade que o alvinegro matou de vez o confronto. Aos 15 minutos, a dupla Vitor Bueno e Bruno Henrique funcionou mais uma vez. O camisa 7 driblou Hayner com facilidade no lado esquerdo e rolou para o atacante, que teve tempo de dominar e escolher o canto para colocar a equipe santista novamente em vantagem.

Com a classificação praticamente definida, já que o Paysandu precisaria fazer quatro gols para avançar, o técnico Dorival Júnior pensou na maratona de jogos e sacou Ricardo Oliveira, Renato e Bruno Henrique do time. Kayke, Leandro Donizete e Thiago Ribeiro entraram na reta final do confronto.

O Papão, por sua vez, viu que não conseguiria mais operar o ‘milagre’ e diminuiu completamente o ritmo. Tanto que ainda sobrou tempo para o Santos ampliar o marcador. Aos 33 minutos, Jean Mota deu lindo cruzamento da esquerda para Kayke. O atacante chutou de primeira para fazer 3 a 1 e definir de vez a classificação santista.

Bastidores – Santos TV:

Bruno Henrique vibra com ‘parceria’ de Bueno: “Treinamos essa jogada”

O Santos novamente teve Bruno Henrique como seu principal destaque. Contra o Paysandu, na noite desta quarta-feira, o atacante marcou duas vezes e foi decisivo na vitória do Peixe por 3 a 1, no Mangueirão, em Belém, no Pará, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Desta vez, porém, Bruno Henrique não foi a ‘estrela solitária’ do alvinegro. Isso porque Vitor Bueno superou a má fase e foi fundamental no triunfo sobre o Papão, que garantiu a equipe santista nas quartas do torneio mata-mata. Com duas assistências, o camisa 7 foi muito elogiado pelo artilheiro da partida.

“Agradeço ao Bueno pelos dois passes. O professor (Dorival) sempre frisa e nós treinamos muito essa jogada, com a bola atravessada. E recebi outro bom passe do Vitor no segundo gol. Pude ser feliz no lance. Fico feliz pelos dois gols. Quando a gente estava vindo para o estádio, minha esposa disse que eu faria um gol. Pude fazer dois e dedico à ela”, comemorou Bruno Henrique na saída do gramado.

Com a classificação, o Santos agora vai ter um ‘descanso’ da Copa do Brasil. A equipe comandada por Dorival Júnior assistirá de camarote a definição dos outros confrontos das oitavas de final e só voltará a se preocupar com a competição no início de junho, quando acontece o sorteio das quartas.

Dorival elogia tranquilidade do Santos e critica gramado do Mangueirão

O Santos passou com facilidade pelo Paysandu, na noite desta quarta-feira, no Mangueirão, em Belém, no Pará, e avançou sem grandes problemas para as quartas de final da Copa do Brasil. Com a vantagem de ter vencido por 2 a 0 no duelo de ida, o Peixe conseguiu suportar a pressão do Papão no início e praticamente ‘matou’ o confronto aos 26 minutos do primeiro tempo, com o gol de Bruno Henrique.

Após o intervalo, o alvinegro viu o time bicolor empatar a partida. Porém, segundo o técnico Dorival Júnior, seus comandados souberam administrar o jogo com tranquilidade mesmo após sofrer o gol.

“Destaco o crescimento da equipe. Principalmente porque tivemos dois jogos distintos. Lá em Santos tivemos de propor a partida. As penetrações foram poucas, mas nós conseguimos administrar a partida e fazer um resultado importante. Aqui, trabalhamos com a marcação mais adiantada deles, esperando. Tivemos tranquilidade para trabalhar a bola, conseguimos triangulações. Foi um resultado fundamental. Até nos encontrarmos, o Vanderlei foi muito feliz. O Paysandu se aproveitou da nossa ansiedade. Era uma armadilha preparada. A partir do momento que conseguimos sair para o jogo, trabalhar mais a bola, conseguimos furar a primeira linha de marcação”, destacou Dorival Júnior, em entrevista coletiva logo após o duelo no Mangueirão.

O gramado do estádio de Belém, inclusive, foi alvo de críticas do comandante santista. “Acho que os jogadores souberam administrar as dificuldades de um gramado ruim, horrível para se jogar. Procuramos trabalhar a bola e conseguimos fazer com condições. Conseguimos penetrações para que as triangulações acontecessem pelos lados”, concluiu o treinador.

Artilheiro, Bruno Henrique é elogiado por Dorival: “Pode crescer”

Contratação mais cara da gestão Modesto Roma, Bruno Henrique vem justificando os R$ 14 milhões pagos pelo Santos ao Wolfsburg, da Alemanha. Após um começo de temporada discreto, o atacante assumiu o posto de protagonista e assumiu a artilharia da equipe comandada por Dorival Júnior, com seis gols marcados.

Na noite da última quarta-feira, no Mangueirão, Bruno Henrique brilhou mais uma vez, anotou dois tentos e foi fundamental para o triunfo santista por 3 a 1 sobre o Paysandu, que garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.

Após a boa atuação, o camisa 27 foi elogiado pelo técnico Dorival Júnior. O comandante, porém, acredita que o atacante pode render ainda mais com a camisa do Peixe.

“Ele não vinha atuando com sequência lá fora e até readquirir o ritmo demora um pouco. É um grande jogador, ainda tem muito pra evoluir e amadurecer. Se ele mantiver o interesse, o crescimento será gradativo ao longo do ano e que tenhamos em 2018 um jogador mais completo, maduro e em condições de fazer grandes jogos no nível que possa manter”, comentou o técnico.

Após gentilezas, Santos estuda troca de atletas com o Paysandu

O clima de cordialidade entre Santos e Paysandu não acabou com a classificação da equipe paulista às quartas de final da Copa do Brasil. Após as gentilezas que marcaram o confronto, os clubes estudam trocar jogadores para a sequência da temporada.

“O Marcelo (Chamusca, treinador do Paysandu) me conhece. Estamos à disposição. Caso precise de um ou outro atleta que o Santos possa disponibilizar, não tenho dúvidas de que acontecerá”, avisou Dorival Júnior, técnico santista.

O comandante do Santos chegou ainda a destacar os jogadores do Paysandu que conseguiram aproveitar as derrotas por 2 a 0, na Vila Belmiro, e por 3 a 1, Mangueirão, como vitrine.

“O volante (Rodrigo Andrade) me chamou a atenção. É muito bom jogador esse menino de 20 anos. O atacante que jogou pelo lado direito (Leandro Carvalho) também é um jogador de potencial. E o Bergson, que vive outro momento na carreira. O Paysandu tem um grande time. Com certeza, veremos brigando com uma possibilidade real de subida”, elogiou Dorival, referindo-se ao fato de o clube paraense estar na Série B do Campeonato Brasileiro.

Para reforçar o Paysandu, o Santos poderia ceder o goleiro Gabriel Gasparotto, o volante Alison e o atacante Lucas Crispim, que retornaram de empréstimos e não deverão ter espaço no time da Vila Belmiro. O meia Serginho, que também seria cotado a fazer parte da parceria com o Paysandu, já acertou com o Figueirense, enquanto o volante Fernando Medeiros está próximo do Vila Nova.

Santos e Paysandu estreitaram os laços mesmo na condição de adversários na Copa do Brasil. O time paulista abriu as portas do CT Rei Pelé para treinar ao lado do paraense no jogo de ida e foi muito bem recepcionado na partida de volta.

“Gostaria de fazer um agradecimento especial à diretoria do Paysandu e à torcida, que nos recebeu muito bem em Belém. O futebol é isso. Temos que ressaltar esse lado. É uma satisfação poder viver um momento como esse”, discursou Dorival Júnior.



Gols e Melhores momentos

Santos 2 x 0 Paysandu

Data: 26/04/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.266 pagantes
Renda: R$ 154.805,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Celso Luiz da Silva e Felipe Alan Costa de Oliveira (ambos de MG).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Lucas Lima, David Braz e Victor Ferraz (S). Rodrigo Andrade e Bergson (P).
Gols: Bruno Henrique (03-2) e Copete (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro (Copete); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vladimir Hernández); Vitor Bueno (Arthur Gomes), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PAYSANDU
Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Rodrigo Andrade (Diogo Oliveira) e Wesley; Leandro Carvalho (Jhonnatan), Bergson e Alfredo (Leandro).
Técnico: Marcelo Chamusca



Bruno Henrique e colombianos brilham e Santos faz 2 a 0 no Paysandu

O Santos novamente não encantou seu torcedor. Apostando mais uma vez na posse de bola, o Peixe foi lento e irritou parte dos mais de 6 mil santistas que estiveram na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. Porém, a equipe comandada por Dorival Júnior contou com o brilho de Bruno Henrique e de dois colombianos para largar na frente contra o Paysandu nas oitavas de final da Copa do Brasil. Buscando o jogo desde o início, o atacante titular anotou um golaço no início do segundo tempo e abriu a contagem. Já na reta final, Copete aproveitou cruzamento de Vladimir Hernández e decretou o triunfo santista por 2 a 0.

As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10 de maio, uma quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Mangueirão, em Belém, no Pará. Com a vantagem de ter marcado duas vezes na Vila, o Peixe pode perder por até um gol de diferença na volta que mesmo assim avança para as quartas do torneio mata-mata.

O jogo

Mesmo atuando fora de casa e contra uma das equipes mais ‘badaladas’ do Brasil, o Paysandu mostrou nos primeiros minutos que não ficaria apenas se defendendo na Vila Belmiro. Logo aos 4 minutos, Wesley aproveitou escanteio e cabeceou firme. A bola passou perto da trave e assustou o goleiro Vanderlei.

A resposta do Santos veio seis minutos depois. Após belo lançamento de Lucas Lima, Bruno Henrique dominou já driblando a marcação e tocou para Ricardo Oliveira dentro da área. O centroavante pegou na veia, mas Hayner desviou e salvou o Papão.

Como a equipe de Belém não limitava-se apenas a ficar no campo de defesa, o Peixe até conseguia encontrar espaços, porém, sofria com os contra-ataques. Aos 18 minutos, Victor Ferraz encontrou David Braz livre na entrada da área. O tentou bater de primeira, mas pegou mal e o goleiro Emerson pegou sem dificuldade.

O Paysandu não deixou barato e perdeu duas grande oportunidades em sequência. Na primeira, aos 24, Bergson soltou uma bomba de fora da área e assustou Vanderlei. Logo depois, Leandro Carvalho recebeu longo lançamento, aproveitou falha de Matheus Ribeiro e David Braz, e saiu na cara no goleiro santista. Porém, o camisa 1 operou um milagre e livrou o Peixe de começar atrás na Vila.

Após os dois sustos, a equipe comandada por Dorival Júnior se lançou ao ataque e fez uma pequena ‘blitz’ nos minutos finais da primeira etapa. Porém, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira perderam boas chances e não conseguiram tirar o zero do marcador antes do intervalo.

Mesmo após receber vaias da torcida no final da primeira etapa, o Santos voltou com a mesma proposta para o segundo tempo: manter a posse de bola e buscar os espaços com tranquilidade. Porém, Bruno Henrique, o melhor em campo pelo lado santista, anotou uma verdadeira pintura logo aos 3 minutos e acabou com o ‘marasmo’ do jogo.

Após receber lançamento de Lucas Lima, o atacante avançou pelo lado esquerdo, colocou a bola no chão e arriscou de muito longe. O chute até pareceu despretensioso, porém, a redonda foi parar no ângulo do goleiro Emerson. Golaço que colocou o alvinegro em vantagem.

O tento animou o Peixe, que chegou a ‘acuar’ o Paysandu nos primeiros momentos após o intervalo. Aos 10 minutos, Vitor Bueno recebeu na entrada da área e tocou para Ricardo Oliveira. O atacante bateu firme, mas teve o chute desviado pela zaga.

Porém, após a pressão inicial, o Santos diminuiu o ritmo e só foi atacar novamente aos 32 minutos, quando Victor Ferraz cruzou da direita, Ricardo Oliveira antecipou o goleiro, mas não conseguiu empurrar para o fundo da rede.

Quando parecia que o duelo terminaria com a vantagem mínima para o alvinegro, o técnico Dorival Júnior decidiu sacar Matheus Ribeiro e Lucas Lima para promover a entrada de Copete e Vladimir Hernández.

Em poucos minutos dentro de campo, os colombianos corresponderam logo de cara e foram decisivos para o Peixe levar uma vantagem bem melhor para Belém. Após cobrança de falta de Hernández, Copete antecipou-se aos zagueiros do Papão e anotou o segundo tento santista na Vila Belmiro no apagar das luzes.

Bastidores – Santos TV:

Bruno Henrique pede união com torcida e defende Bueno: “Pode render mais”

Bruno Henrique foi o principal nome do Santos nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Partindo para cima e buscando o jogo desde o início contra o Paysandu, o atacante coroou a boa apresentação com um golaço de fora da área logo aos três minutos da segunda etapa e ajudou o Peixe a abrir boa vantagem de 2 a 0 sobre o Papão no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Em contrapartida, Vitor Bueno novamente ficou devendo. Apagado e inseguro, o camisa 7 pouco produziu durante a partida e foi vaiado por boa parte da torcida quando foi substituído por Arthur Gomes, aos 16 minutos do segundo tempo. Bruno Henrique, por sua vez, admitiu que o colega não vive boa fase, mas o defendeu das vaias e ainda cobrou uma união maior entre torcedores e atletas.

“Eu entendo o lado do torcedor, pois o Vitor tem um potencial grande. A torcida cobra pois sabe que ele pode render mais. Ele está se esforçando e vem trabalhando nos treinamentos. Acho que nós (jogadores) e a torcida temos que nos unir para conquistarmos grandes coisas lá na frente”, resumiu o atacante santista na saída do gramado.

Com a vantagem de ter marcado duas vezes na Vila, o Peixe pode perder por até um gol de diferença na volta que mesmo assim avança para as quartas do torneio mata-mata. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10 de maio, uma quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Mangueirão, em Belém, no Pará.

“Jogar lá no Mangueirão é muito difícil. Eu já tive a oportunidade de atuar lá algumas vezes. O estádio complicado, torcida comparece em peso. Temos que ter tranquilidade para trabalhar durante as próximas semanas e ir bem no jogo de volta”, concluiu Bruno Henrique.

Braz admite ‘não jogar como a torcida quer’, mas valoriza vantagem

O Santos novamente não mostrou um futebol vistoso. Apostando na posse de bola, o Peixe foi lento e irritou parte dos mais de 6 mil torcedores que estiveram na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. Mesmo assim, o alvinegro conquistou a vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu e abriu boa vantagem nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro David Braz, por sua vez, admitiu que a equipe comandada por Dorival Júnior não vem fazendo boas apresentações nas últimas partidas. Porém, o defensor destacou a força defensiva do Papão e valorizou o triunfo santista.

“Eu acho que nem sempre a gente vai conseguir fazer o que os torcedores e a imprensa querem. Não vamos vencer sempre por 4 a 0. O Paysandu veio muito fechado, com duas linhas de quatro. Tivemos dificuldade, mas conseguimos fazer os dois gols em um chute longe e em uma bola parada. A gente não esta vencendo de goleada, que é o que o torcedor espera, mas conseguimos um bom resultado para o jogo de volta”, explicou Braz na saída do gramado.

Para o zagueiro, inclusive, o Santos tem hoje um dos melhores elencos do Brasil e tem totais condições de conquistar Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão.

“No primeiro semestre não conseguimos o Paulista e vamos ser cobrados por isso, ainda mais que nossa equipe é qualificada para disputar todos os títulos que disputar. Temos a oportunidade de conquistar os outros objetivos e pouco a pouco vamos conseguindo os resultados. Estreamos bem na Copa do Brasil. É um desejo conquistá-la”, concluiu Braz.

Dorival banca Bueno e lamenta baixo público na Vila: “Só tinha o ônibus”

Apenas 6.266 torcedores estiveram na Vila Belmiro na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paysandu, nesta quarta-feira, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa Brasil. Jogadores e comissão técnica do Peixe ficaram frustrados com o baixo público, ainda mais por conta da promoção que o clube fez, deixando os ingressos de graça para sócios adimplentes.

O técnico Dorival Júnior lamentou basante ver o estádio com poucos santistas e acredita que o desempenho do time pode estar influenciando na ausência do torcedores.

“A expectativa era grande para que tivéssemos nossa casa tomada para o torcedor. Quando saímos do Canal 2 e entramos na rua frontal, sabemos mais ou menos o público que teremos. Mas quando viramos hoje, só tinha o nosso ônibus. É uma situação difícil. Todos sabem o que o Santos pode produzir e estejam aguardando de repente isso acontecer”, explicou o treinador em entrevista coletiva após o triunfo sobre o Papão.

Mesmo sendo poucos, os mais de 6 mil santistas não gostaram nada da atuação do Peixe, principalmente no primeiro tempo. Antes do intervalo, diversas vaias foram ouvidas na Vila Belmiro. Um dos mais cobrados foi Vitor Bueno. Apagado e inseguro, o camisa 7 pouco produziu durante a partida e foi bastante criticado quando foi substituído por Arthur Gomes, aos 16 minutos do segundo tempo. Dorival, por sua vez, defendeu o jogador e relativizou os protestos na Vila Belmiro.

“Ele (Bueno) já foi muito aplaudido. É normal, acontece. É quando o profissional busca forças para se recuperar. Confio muito e continuei acreditando depois do primeiro tempo. Voltou relativamente bem, criando duas ou três oportunidades, mas caiu um pouco em razão daquilo que vinha produzindo. Temos que tentar fazer com que ele readquira a confiança, é fator importante. Temos que estar ao lado dele pra que volte a jogar como sempre atuou. A torcida do Santos, aquela que ajuda e participa, tem se mostrado presente, sempre ao lado. Temos que nos apoiar nesses. Os demais vão entrando no mesmo ritmo e percebendo que os campeonatos estão difíceis”, concluiu o comandante santista.


Santos FC x Paysandu SC
Santos Futebol Clube x Paysandu Sport Club


Retrospecto:

20 jogos
16 vitórias
02 empates
02 derrotas
53 gols pró
16 gols contra
37 saldo

Resultados:

26/01/1947 – Santos 4 x 1 Paysandu – Amistoso – em Belém
06/08/1968 – Santos 3 x 1 Paysandu – Amistoso – Leônidas Sodré de Castro
19/10/1977 – Santos 4 x 0 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
28/01/1981 – Santos 4 x 0 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
28/01/1982 – Santos 0 x 0 Paysandu – Brasileiro – Alacir Nunes
07/02/1982 – Santos 4 x 1 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
03/02/1983 – Santos 2 x 1 Paysandu – Brasileiro – Alacir Nunes
19/02/1983 – Santos 4 x 1 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
20/02/1992 – Santos 2 x 1 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
02/11/1994 – Santos 1 x 0 Paysandu – Brasileiro – Mangueirão
25/11/1995 – Santos 2 x 1 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
23/10/2002 – Santos 1 x 2 Paysandu – Brasileiro – Mangueirão
09/04/2003 – Santos 1 x 2 Paysandu – Brasileiro – Mangueirão
20/08/2003 – Santos 2 x 0 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
01/08/2004 – Santos 6 x 0 Paysandu – Brasileiro – Vila Belmiro
28/11/2004 – Santos 1 x 1 Paysandu – Brasileiro – Mangueirão
24/04/2005 – Santos 4 x 1 Paysandu – Brasileiro – Anacleto Campanella
24/08/2005 – Santos 3 x 2 Paysandu – Brasileiro – Mangueirão
26/04/2017 – Santos 2 x 0 Paysandu – Copa do Brasil – Vila Belmiro
10/05/2017 – Santos 3 x 1 Paysandu – Copa do Brasil – Mangueirão

Paysandu 2 x 3 Santos

Data: 24/08/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio Mangueirão, Belém, PA.
Público: 31.338 pagantes
Renda: N/D
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo(Fifa-RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares (Fifa-RJ) e Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Marquinhos, Vânderson, Felipe Saad, Marco Aurélio e Luiz Augusto (P); Zé Elias, Bóvio, Halisson, Giovanni, Élton e Wendel (S).
Cartão vermelho: Felipe Saad (P)
Gols: Róbson (32-1), Marco Aurélio (38-1) e Giovanni (44-1); Geílson (05-2) e Zé Elias (27-2).

PAYSANDU
Alexandre Fávaro; Marco Aurélio, Marquinhos, Felipe Saad e Cléber (Leandro Eugênio); Vânderson, Marabá, Carlos Alberto (Gian) e Luiz Augusto e Rodrigo (Balão); Róbson.
Técnico: Gílson Kleina

SANTOS
Saulo; Bóvio, Ávalos (Halisson), Luiz Alberto e Wendel; Zé Elias, Élton, Ricardinho e Giovanni (Flávio); Robinho e Diego (Geílson).
Técnico: Gallo



Robinho cumpre promessa e Santos encosta no líder

“Espero poder deixar o Santos na liderança do Brasileiro”. Robinho se despediu do Santos da forma com que prometeu: perto da liderança. Mesmo com atuação apagada do atacante, o clube paulista venceu o Paysandu por 3 a 2, de virada, no Mangueirão, depois de estar perdendo por dois gols, e agora divide a primeira colocação do Campeonato Brasileiro com o Corinthians.

A frase, dita pelo craque em julho, não foi seguida à risca, mas a equipe do técnico Gallo já aparece com a mesma pontuação do rival, 39, perdendo apenas no número de vitórias (12 contra 11).

Já o Paysandu permanece em situação deliciada e não consegue sequer deixar a zona do rebaixamento. O clube de Belém segue com 16 pontos e não sai da lanterna do Nacional-05.

Ao contrário de sua despedida da Vila Belmiro, quando marcou dois gols, Robinho não balançou as redes, mas contribui para a virada obtida com gols de Giovanni, Geílson e Zé Elias – dois deles no segundo tempo.

A segunda promessa da noite, porém, não pôde ser cumprida. No intervalo, Robinho garantiu que faria “o seu” na etapa completamentar. Ele chegou a esboçar algumas “pedaladas”, contudo, foi contido pela forte marcação do volante Marabá.

“Ficaria triste se fizesse um gol e o Santos não saísse vitorioso. Agora é torcer para os companheiros continuarem bem aqui. Quero agradecer esse torcedor, que sempre me aplaudiu”, acrescentou.

Ambos os times voltam a campo no próximo domingo. O Paysandu enfrenta o Fluminense, às 18h10, no Rio de Janeiro. O Santos recebe o Coritiba, no mesmo horário, na Vila Belmiro.

O jogo

Com a obrigação de vencer em casa, o Paysandu começou a partida encurralando o Santos no campo de defesa. Atuando pelas laterais, o time de Belém chegava com muito perigo ao ataque e só não abriu o placar pelas boas defesas do goleiro Saulo.

A melhor delas surgiu aos 17min. Marabá ficou com a sobra da defesa na direita e chutou cruzado. O camisa 1 paulista, bem colocado, conseguiu espalmar pela linha de fundo e evitar o primeiro gol do confronto.

Até aos 22min, o Santos já havia perdido o zagueiro Ávalos e o atacante Diego, ambos machucados. Assim, o time bicolor voltou a assustar aos 24min. Após cobrança de escanteio, Róbson desviou de cabeça e Saulo fez ótima defesa.

Aos 32min, porém, o Paysandu abriu o placar. Depois de falta pela direita, Róbson subiu mais que o zagueiro Luiz Alberto e cabeceou no canto esquerdo de Saulo. Seis minutos mais tarde, o clube paraense ampliou, quando Marco Aurélio recebeu bola da esquerda, dominou e chutou rasteiro.

Quando o primeiro tempo caminhava para o final, o Santos conseguiu descontar. Aos 44min, Geílson deu belo passe para Giovanni, que, livre de marcação, apenas desviou na saída de Alexandre Fávaro.

“A marcação sobre mim está muito forte, mas é bastante leal. Vou tentar me movimentar mais no segundo tempo para escapar deles. Vai sair um [gol] meu agora”, afirmou Robinho, que passou toda a etapa inicial sem concluir contra o gol.

Na volta do intervalo, o Santos retornou mais ligado. Assim como prometeu, Robinho passou a se movimentar mais no ataque e abriu espaços para Giovanni e Ricardinho encostarem.

Assim, o time não demorou a empatar. Aos 5min, Élton avançou pelo meio e serviu Geílson na área. O atacante bateu forte e acertou o canto direito da meta, sem chance de defesa. Aos 12min, o Paysandu quase fez o terceiro. Cléber avançou pela esquerda, invadiu a área e soltou a bomba para bela defesa de Saulo.

O gol da virada santista aconteceu aos 27min, quando a bola sobrou para Zé Elias na esquerda chutar no ângulo direito da meta para garantir a vitória do time da Vila Belmiro.

Robinho se despede com dever cumprido

Atacante fez sete jogos em sua volta ao Santos e leva equipe para à vice-liderança do Brasileiro.

A vontade de Robinho em encerrar sua participação no Santos recolocando a equipe no topo da tabela foi, enfim, alcançada. Sofrendo forte marcação individual, o atacante não fez gol, mas contribuiu para a vitória sobre o Paysandu, por 3 x 2, de virada, em Belém.

Com isso, o time da Vila assumiu a liderança do Brasileiro ao lado do Corinthians, com 39 pontos, porém, o Santos segue em desvantagem em número de vitórias, 12 a 11. Para Robinho, sua festa de despedida poderia ter sido completada com pelo menos um gol.

“O mais importante é que o Santos saiu com a vitória. Claro que eu poderia ter feito um ‘golzinho’ no final, mas não tem problema. Para mim, foi uma honra ter jogado no Santos”, declarou o atleta.

Encerrando seu vínculo no clube paulista, iniciado na equipe profissional em abril de 2002, diante do Guarani, Robinho afirma que continuará tentando ajudar o elenco alvinegro, desta vez como torcedor.

Desde a volta do camisa 7, sob a condição de contratado do Real Madrid, o Santos não perdeu mais no Brasileiro, completando seu sétimo jogo invicto, com quatro vitórias e três empates.

“Irei para o Real Madrid, mas é claro que estarei torcendo pelo Santos. Espero que o Santos seja campeão desse ano”, informou o atacante, que fez 190 partidas com a camisa alvinegra, com 81 gols.

Robinho segue para o Rio de Janeiro nesta quinta-feira às 7 horas, embarcando para Madri às 15 horas. A apresentação do craque em seu novo clube acontece na sexta-feira.

Vitória traz prejuízo para time santista

Peixe perde seis atletas para segunda partida do returno, ante Coritiba, no domingo; time continua favorito mesmo sem Robinho, crê Gallo.

A vitória de virada do Santos diante do Paysandu, na estréia do returno do Brasileiro-05, representou o salto da equipe alvinegra em três posições. Porém, nem tudo foi festa. O jogo em Belém terminou com um saldo de seis baixas para o próximo jogo do clube, contra o Coritiba, domingo, na Vila.

A mais sentida delas – e já prevista desde julho – é do atacante Robinho, que realizou seu último compromisso pelo Santos. Além disso, a equipe não terá os meio-campistas Bóvio, Giovanni e Zé Elias, advertidos com o terceiro cartão amarelo, e com os jogadores Ávalos e Diego, que saíram de campo contundidos.

Se não bastasse, o Santos segue sem Paulo César, Fabinho e Basílio, lesionados. Com tantas perdas, o técnico Gallo já começa a pensar na remontagem do Santos para a segunda rodada do 2º turno.

“Fica complicadíssimo querer definir antecipadamente o Santos com tantos problemas, mas estamos aqui justamente para resolver essas situações”, lamentou o treinador.

Gallo entende que o time da Vila continua sendo candidato ao título nacional, mesmo sem a presença da maior revelação do clube pós-Pelé. Em 12 jogos pela competição nacional deste ano, Robinho perdeu apenas uma vez, diante do Flamengo, pela 4ª rodada.

“O Robinho segue sua vida lá no Real Madrid, e o Santos segue por aqui. O Santos não vai parar sem o Robinho. É lógico que eu fico triste em não poder contar com ele, mas não é por isso que a equipe deixará de ser forte. Estamos preparados para buscar o título”, espera.

“O trabalho continua. Temos que nos adaptar sem o Robinho e procurar manter o mesmo nível do time”, complementou Zé Elias.

Data: 24/04/2005
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, SP.
Público e Renda: Jogo com portões fechados.
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Helberth Costa Andrade e Flamarion Sócrates da Silva (ambos de MG)
Cartões amarelos: Zé Augusto (P), Jóbson (P)
Gols: Deivid (04-1), Robinho (20-1, de pênalti) e Leonardo (22-1, contra); Edmílson (24-2) e Deivid (45-2).

SANTOS
Henao; Paulo César, Leonardo, Ávalos e Léo; Fabinho, Bóvio, Zé Elias (Edmílson) e Ricardinho; Robinho e Deivid
Técnico: Gallo

PAYSANDU
Ronaldo; Alemão, Tanajura, Alex Pinho e Renatinho; Donizete Amorim, Vânderson, Jobson (Lecheva) e Rodriguinho (Rodrigo); Robson e Zé Augusto (Balão)
Técnico: Paulo Campos