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Palmeiras 1 x 2 Santos – 5 x 3 pênaltis

Data: 27/03/2018, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 36.591 presentes (34.743 pagantes e 1.848 não pagantes)
Renda: R$ 1.327.610,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Willian (P); David Braz, Lucas Veríssimo, Alison e Eduardo Sasha (S).
Gols: Eduardo Sasha (13-1), Bruno Henrique (16-1) e Rodrygo (39-1).
Pênaltis: Palmeiras: Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra converteram. Santos: Gabriel, Artur Gomes e Jean Mota converteram. Diogo Vitor desperdiçou.

PALMEIRAS
Jailson; Tchê Tchê, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Guerra); Dudu, Keno e Willian (Deyverson).
Técnico: Roger Machado

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Diogo Vitor), Renato (Leandro Donizete), Arthur Gomes e Rodrygo (Jean Mota); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Jailson brilha, Palmeiras vence Santos nos pênaltis e vai à final

Com Jailson herói nas duas partidas contra o Santos, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista. O Verdão esteve longe de apresentar um grande futebol, mas mesmo assim, mostrou garra e buscou o resultado pelos mais 37 mil presentes no Pacaembu e todos os que acompanharam de longe a derrota por 2 a 1 no tempo normal e a classificação emocionante nas penalidades.

Como o Verdão havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis. E aí brilhou a estrela de Jailson. O goleiro pegou a cobrança de Diogo Vitor, e o Palmeiras venceu a disputa por 5 a 3.

O jogo:

O Palmeiras começou o duelo decisivo marcando apenas a partir do meio-campo. Provavelmente, por um misto de cansaço físico da equipe, que não reuniu condições de treinar desde a primeira partida semifinal, e estratégia para administrar a vantagem.

A estratégia, inédita com Roger Machado este ano (tirando o segundo tempo do primeiro duelo contra o Santos), não surtiu efeito. Mesmo assim, o Verdão só alterou sua postura após ver o Peixe abrir o placar.

O Palmeiras voltou do intervalo ainda com apoio dos 36.591 presentes. Mas a atmosfera não chegava próxima do que a equipe encontra no Allianz Parque, e o nervosismo nas arquibancadas só foi crescendo e sendo refletido nos atletas em campo.

Quando o segundo tempo começou, o Santos se defendia como se tivesse a classificação assegurada (o resultado levaria para as penalidades). Já o Palmeiras atacava como se restasse apenas cinco minutos no marcador para balançar as redes, com absoluto desespero. Era como se o Verdão tentasse emplacar contra-ataques em todas as jogadas, mesmo com a defesa adversária bem postada.

Em dado momento, ficou difícil definir se o time transmitia nervosismo para a torcida, ou se era o contrário. Ao contrário do habitual, Roger não demorou a fazer mudanças e trocou Lucas Lima, apagado nas duas partidas contra o ex-time, e Willian por Guerra e Deyverson. Jair respondeu fechando ainda mais sua equipe: Rodrygo deixou o campo e Jean Mota entrou.

Palmeiras e Santos seguiram sem criar absolutamente nenhuma oportunidade no segundo tempo. A única celebração dos alviverdes foi quando Moisés foi chamado para entrar na vaga de Bruno Henrique. De novo, Jair respondeu rápido e, mais uma vez, de forma defensiva: Diogo Vitor e Leandro Donizete entraram para as saídas de Sasha e Renato.

Mas se faltou emoção na etapa final, sobrou nas penalidades. O Palmeiras converteu suas cinco cobranças, com Dudu, Tchê Tchê, Victor Luis, Moisés e Guerra, enquanto Diogo Vitor parou em Jailson. E assim, o Palmeiras está na final do Campeonato Paulista.

Veja as cobranças de pênaltis no vídeo abaixo:

Sem ‘mimimi’, Jair valoriza Santos após eliminação: “Fortalecidos”

Alinhado ao discurso do elenco, Jair tirou coisas positivas da eliminação do Santos para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O técnico acredita que o Peixe provou o seu valor ao vencer o rival por 2 a 1 no Pacaembu, nesta terça-feira, antes da derrota nos pênaltis.

“Mostramos poder de reação, mesmo sendo um time em formação. Ainda temos o Bruno Henrique para voltar e o Léo Cittadini, que foi uma baixa pelo grande momento. Hoje infelizmente bateu na trave, mas vencemos a forte equipe do Palmeiras, que tem o maior orçamento do Brasil, com praticamente três times”, afirmou o treinador.

Depois de elogiar o elenco do Palmeiras, Jair foi questionado sobre as deficiências do grupo santista, principalmente pela ausência de um meia após a saída de Lucas Lima. E o treinador não reclamou.

“Vou extrair máximo do meu elenco usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco”, explicou, antes de despistar sobre reforços.

“O departamento de futebol está trabalhando, mas a gente trabalha de maneira interna”, completou.

Bastidores – Santos TV:

Diogo Vitor ganha apoio no Santos: “Responsabilidade não é dele”

Diogo Vitor foi o único santista a perder um pênalti na eliminação para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. O atacante parou no goleiro Jailson. Depois de chorar ao sair do campo, o jovem recebeu o apoio de todos no Peixe.

“A gente ganha e perde junto. É bola para frente. Ele tem cabeça boa”, disse o técnico Jair Ventura.

“O Diogo deu a cara. Teve personalidade. Estamos com ele e vai superar”, afirmou Gabigol.

“Só quem está lá dentro sabe como é. Acertos e erros fazem parte da nossa vida. Temos que saber lidar. Tenho certeza que o Diogo vai dar muitas alegrias ao torcedor do Santos. Vamos ajudá-lo a superar. Responsabilidade não é dele”, explicou David Braz.

“Somos jovens, temos de erguer a cabeça. Falei para o Diogo que temos muitas decisões para disputar. Estamos no caminho certo”, concordou Rodrygo.

Diogo Vitor tem um dos melhores aproveitamentos do elenco em cobranças de pênalti e converteu nas quartas de final contra o São Bento. Ele entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, com a eliminação na sequência.

Jair ganha opção com Rodrygo e prevê novas formações no Santos

O Santos foi eliminado na semifinal do Campeonato Paulista, mas venceu o Palmeiras por 2 a 1, com o Pacaembu lotado de torcedores alviverdes na noite desta terça-feira. E o desempenho faz com que Jair Ventura projete coisas boas para o time na temporada.

Uma delas é a variação tática com quatro atacantes e um deles mais recuado, o caso de Rodrygo no clássico. A joia voltou um pouco para o meio-campo, enquanto Arthur Gomes, Eduardo Sasha e Gabigol trocaram de posição entre as pontas e o meio a todo momento. A movimentação confundiu a defesa do Palmeiras nos gols, de Sasha e Rodrygo.

“Vou extrajr o máximo do meu elenco, usando a base. Tenho outra opção? Vamos criar alternativas, usar sistemas diferentes. Vou trabalhar com o que tem. Não sou de mimimi, de ficar chorando. Vamos trabalhar dentro do elenco e encontrar opções, como fizemos hoje (terça)”, disse Jair.

Rodrygo atuou como meia nas categorias de base e a função não é novidade. No elenco, há falta de armadores. Sem Lucas Lima, Vecchio, Jean Mota, Diogo Vitor e Vitor Bueno foram testados, e sem sucesso.

“Acho uma boa, até porque fiz essa função na base, com muitos jogos como meia ou falso 9. É uma posição que o Jair pode me usar também, mas tudo depende dos treinamentos e de como ele quer escalar a equipe”, explicou Rodrygo.

O lateral-esquerdo Dodô, jogador com boa leitura tática, explica que a formação tática pode ser mantida, mas alterada a cada atleta escalado.

“Na verdade, essa formação a gente já usou no primeiro jogo, o 4-2-3-1, mas entrou o Rodrygo no lugar do Diogo e a interpretação do mesmo esquema tático é diferente de jogador para jogador. O Rodrygo tem um pouco mais de mobilidade. Essa questão dos externos a gente corrigiu pelo vídeo, vimos que eu estava deixando ele (Dudu ou Keno) receber a bola largo para depois diminuir espaço. Hoje eu já estava mais perto deles, jogando mais aberto e tentando antecipar ou diminuir espaço mais rápido. Eles são muito rápidos e complicaram bastante no primeiro jogo. Foi um correção do Jair e deu certo”, analisou.

Paulistão revive final entre grandes da capital após 15 anos

Qual foi a última vez que dois clubes do Trio de Ferro protagonizaram a final do Campeonato Paulista? Muita gente talvez não se lembre de primeira, mas, não é de se surpreender, afinal já são 15 anos desde o último clássico paulistano em uma decisão do Estadual mais concorrido do país.

O Santos foi o principal intruso nesse período, com 10 participações em finais de 14 possíveis. A edição de 2005 não é levada em consideração neste levantamento, pois, apesar de ter tido o São Paulo campeão e o Corinthians vice, a fórmula de disputa adotada se deu por pontos corridos.


Santos 0 x 0 Botafogo-SP – 3 x 1 pênaltis

Data: 21/03/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.209 pagantes
Renda: R$ 166.630,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxilieres: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli.
Cartão amarelo: Diones (B).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Vitor Bueno), Léo Cittadini, Jean Mota (Diogo Vitor) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

BOTAFOGO-SP
Tiago Cardoso; Marcos Martins, Naylhor, Plínio (Carlos Henrique) e Mascarenhas; Willian Oliveira, Diones, Lucas Taylor (Jheimy), Danielzinho (Cafu) e Dodô; Bruno Moraes.
Técnico: Léo Condé



Santos elimina o Botafogo nos pênaltis e avança à semifinal

Depois de 0 a 0 em 180 minutos, o Santos eliminou o Botafogo nos pênaltis, por 3 a 1, na Vila Belmiro. Arthur Gomes converteu a penalidade decisiva depois de Vitor Bueno e Lucas Veríssimo errarem. A equipe de Ribeirão Preto chutou três para fora.

O Peixe agora aguarda pelo adversário na semifinal. Palmeiras e Novorizontino se enfrentam nesta quarta-feira. O Corinthians recebe o Bragantino nesta quinta.

O jogo:

Os primeiros minutos do jogo empolgaram, mas a animação parou em pouco tempo. Depois de chances em sequência do Santos, o Botafogo acertou a marcação e a partida ficou monótona, com poucas oportunidades.

Aos 19 minutos, o Botinha teve seu melhor momento na etapa inicial. Danielzinho encontrou Bruno Moraes, que parou em Vanderlei. No rebote, o centroavante tentou de novo, e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro.

Depois de algumas finalizações de fora da área, o Santos teve a melhor chance nos minutos finais, quando Daniel Guedes cruzou e Dodô, no segundo pau, bateu de primeira e quase marcou.

Nos 45 minutos finais, o jogo foi um pouco mais movimentado. O Santos diminuiu os cruzamentos para tentar infiltrações e finalizações de fora da área. Gabigol teve duas chances. Na primeira, aos 4, chutou por cima do gol. Na segunda, arrancou sozinho, não teve força para ganhar dos defensores e tentou cavar pênalti.

No segundo tempo, o Botafogo ofereceu menos perigo, mas o Peixe seguiu sem criatividade. O time abusou dos cruzamentos e só levou perigo em finalizações de fora da área, principalmente com chutes de Arthur Gomes, aos 38 e 44, defendidos por Tiago Cardoso. Pouco antes, Gabigol recebeu bom passe de Daniel Guedes, mas tentou um gol improvável e não servir Eduardo Sasha, que estava sozinho.

Penalidades máximas

Gabigol converteu o primeiro pênalti, Jheimy empatou, Vitor Bueno e Bruno Moraes desperdiçaram, Diogo Vitor colocou o Santos na frente, antes de Dodô chutar longe. Lucas Veríssimo assustou a torcida ao bater por cima, mas Willian Oliveira errou e Arthur Gomes classificou o Peixe para a semifinal.

Bastidores – Santos TV:

Jair analisa classificação e pede um 10 no Santos: “É evidente”

O Santos teve dificuldade para eliminar o Botafogo e avançar à semifinal do Campeonato Paulista. Depois de 0 a 0 no Santa Cruz e na Vila Belmiro, o Peixe avançou por 3 a 1 nos pênaltis. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura valoriza a classificação e cita a eliminação na mesma fase da competição em 2017.

“É o sentimento de um trabalho em início, mas a classificação é importante. Sentimos a atmosfera do clube… E fomos eliminados na mesma fase no ano passado (para a Ponte Preta), com equipe que não estava em formação. Dos 10 da linha, só dois jogaram (David Braz e Lucas Veríssimo) mais o Vanderlei. Demos passo à frente, mas ainda pouco pelo tamanho do Santos. Agora não vamos analisar adversário. A parte do Santos foi feita. Primeiro tempo não foi nosso melhor jogo, melhoramos no segundo, criamos mais chances. Não vencemos no tempo normal, mas tivemos eficiência e controle emocional nos pênaltis. Agora vamos esperar o adversário”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Depois de criar poucas chances em 180 minutos, Jair voltou a pedir um camisa 10 no Peixe. Para o técnico, a necessidade de um armador é “evidente”.

“Fica evidente. Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno jogaram e estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou, foi bem, fiz a mudança do Sasha, que pediu para sair. Queria tirar um volante para colocar um atacante, mas não consegui. Botafogo veio bem postado, na transição, sem tirar seu mérito. Tivemos dificuldade de entrar nesse equipe. Com as duas linhas de quatro, é muito difícil”, completou.

Jair admite exagero em cruzamentos no Santos: “Vamos corrigir”

Com dificuldades para encontrar espaços na defesa do Botafogo-SP e a chuva forte na Vila Belmiro, o Santos abusou dos cruzamentos e não se deu bem antes da partida terminar em 0 a 0 e a classificação para a semifinal do Campeonato Paulista vir nos pênaltis.

O Peixe cruzou 43 vezes. 31 erradas. Vários dos levantamentos foram feitos da intermediária, sem jogadas até a linha de fundo, facilitando para a defesa adversária, que fica de frente para a bola.

O técnico Jair Ventura admite que, nesse duelo, os cruzamentos foram exagerados, mas destaca a importância do fundamento para o alvinegro no Paulistão.

“A gente tem o levantamento do Campeonato Paulista. Santos é a equipe que mais acerta cruzamentos. Cruzamentos que terminam em lance de gol. Não é aleatório como o Nacional-URU. Tentamos triangulações com campo apoiado. Foi mais pela chuva e boa defesa do Botafogo… Concordo que houve um pouco de exagero, mas vamos corrigir”, explicou o treinador.

Enquanto a defesa se mantém segura, o Santos não fez gols em 180 minutos contra o Botafogo. O Peixe precisará melhorar o desempenho ofensivo para a sequência do Paulistão. O adversário na semifinal será definido nesta quinta-feira e pode ser Palmeiras, o mais provável, ou São Paulo.

Arthur ressalta volta por cima e Gabigol cita luta em campo no Santos

Arthur Gomes lavou a alma nesta quarta-feira, ao converter o pênalti da classificação do Santos contra o Botafogo, na Vila Belmiro. O atacante perdeu uma penalidade na vitória sobre o Nacional, pela Libertadores.

“Não se pode abaixar a cabeça. Foi mais importante a cobrança hoje, era decisão. Todo dia que venho jogar futebol eu sinto que algo diferente vai acontecer. Eu faço o que eu amo”, disse o atacante, ao Premiere, antes de ser defendido pelo técnico Jair Ventura.

“Quando Arthur perdeu pênalti, recebi críticas pelo menino bater. E fico feliz por ele ter dado a volta por cima. Fico feliz. Ele merece”, afirmou o treinador.

Gabigol também converteu seu pênalti, mas não se destacou durante os 90 minutos. Depois de desperdiçar algumas chances, o camisa 10 valoriza sua luta em campo.

“Tentei lutar bastante. Centroavante hoje não é mais só gol, tem que ajudar na marcação. Foi um jogo difícil, mas importante é a vitória”, explicou o atacante.

Diogo Vitor agrada como meia e vira nova opção no Santos de Jair

O maior desafio do Santos de Jair Ventura é encontrar o meia titular. Sem reforço para o setor, Jair Ventura já testou Vecchio, Jean Mota, Vitor Bueno… E a nova opção é Diogo Vitor.

Com características de ponta, Diogo também pode atuar centralizado, como na partida contra o Botafogo-SP, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. O jogador foi elogiado pelo técnico.

“Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno, e eles estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou e foi bem”, disse Jair.

Sem ter o passe como principal fundamento, Diogo Vitor conduz mais a bola e tem o drible e o chute de fora da área como característica, diferentemente dos concorrentes de posição. Nos treinamentos, o atleta tem sido adaptado ao papel de camisa 10, número que vestia no Santos B, mas sem exercer o papel de armador.

O Peixe tentou Lucas Zelarayán, do Tigres-MEX, e Marquinhos Gabriel, do Corinthians, mas sem sucesso. Ganso, do Sevilla-ESP, interessa caso consiga rescindir o contrato com o clube espanhol.


Santos 1 x 0 Ponte Preta – 4 x 5 pênaltis

Data: 10/04/2017, segunda-feira, 20h00.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Público: 37.145 presentes (33.236 pagantes e 3.909 não pagantes)
Renda: R$ 1.515.650,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vitor Bueno, Victor Ferraz (S); Clayson, Reynaldo e William Pottker (PP).
Gol: David Braz (15-1).
Pênaltis:

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker.
Técnico: Gilson Kleina



Braz vai de herói a vilão e Ponte despacha o Santos nos pênaltis

O Santos entrou no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, disposto a reverter a vantagem da Ponte Preta e avançar para as semifinais do Campeonato Paulista. Empurrado por mais de 37 mil torcedores, o Peixe deixou de lado a apatia demonstrada no duelo de ida, em Campinas, pressionou a Macaca desde os primeiros minutos e venceu por 1 a 0, com um golaço marcado por David Braz.

Porém, como a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu pelo mesmo placar no Moisés Lucarelli, o confronto foi decidido nos pênaltis. Ironicamente, Braz foi único jogador que perdeu uma penalidade, defendida pelo goleiro Aranha, e a Ponte ficou com a vaga na semifinal do Estadual.

Com a classificação, a Macaca terá pela frente o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Como o Verdão ostenta a melhor campanha do torneio, o primeiro duelo será em Campinas e a confronto decisivo acontece na casa do alviverde.

O jogo

Como já era esperado, o duelo começou quente no Pacaembu. Precisando de dois gols para avançar, o Santos começou em cima da Ponte. Logo aos cinco minutos, Ricardo Oliveira recebeu lançamento, avançou para dentro da área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Aranha.

No lance seguinte, Lucas Lima mandou uma bomba de longe e assustou novamente o arqueiro da Macaca. Mostrando um futebol diferente das últimas partidas, o Peixe abandonou a lentidão e pressionava a saída de bola da Ponte. Acuado, o time de Campinas tentava colocar morosidade na partida, pensando na vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Os minutos foram passando, a equipe comandada por Dorival Júnior continuou pressionando e foi premiada aos 15 da primeira etapa. E foi em grande estilo. Após cobrança de falta de Lucas Lima, Bruno Henrique desviou de cabeça para dentro da área. Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta e bola sobrou para David Braz. Mesmo sendo zagueiro, ele mostrou extrema categoria para emendar um lindo voleio e abrir o placar no Pacaembu. Golaço!

Após a abertura do marcador, o Santos diminuiu um pouco o ímpeto inicial e deixou a Macaca ‘respirar’ um pouco na partida. Mesmo assim, o time comandado por Gilson Kleina não conseguia incomodar o goleiro Vanderlei, que não fez uma defesa sequer durante todo o primeiro tempo.

Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para os santistas reclamarem de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O atacante foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, o mesmo daquela polêmica vitória do Peixe sobre o Red Bull Brasil, mandou o lance seguir, revoltando torcedores e atletas do Peixe.

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, a equipe comandada por Dorival Júnior voltou do intervalo com um ritmo mais tranquilo. A Ponte, por sua vez, não se mostrava disposta a arriscar e apenas apostava nos contra-ataques. Porém, não demorou muito para o Santos retomar as rédeas do jogo e ter a primeira oportunidade.

Aos 9 minutos, Victor Ferraz cruzou na área e a defesa da Macaca afastou. No rebote, Zeca dominou, cortou para a perna direita e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Aranha a fazer boa defesa e salvar o time de Campinas. Logo depois, aos 12, Vitor Bueno cobrou falta para dentro da área, a bola passou por todo mundo e assustou o arqueiro pontepretano.

A pressão continuou. Aos 17 minutos, Zeca recebeu de Lucas Lima, avançou na entrada da área e arriscou mais um chute. A bola foi no cantinho esquerdo de Aranha, mas bateu na trave.

Após sofrer novamente com a pressão santista, a Ponte finalmente ‘acordou’ aos 26 minutos e teve sua primeira grande oportunidade com Ravanelli. O meia bateu falta direto para o gol e Vanderlei salvou o Peixe. No lance seguinte, Elton cruzou na área e Yago mandou para o fundo das redes. Porém, o defensor estava impedido e o empate da Macaca foi anulado.

A pequena pressão da Ponte parou por aí. Porém, o Santos também ‘pregou’ no gramado e pouco assustou Aranha. No último suspiro, aos 47 minutos, o colombiano Jonathan Copete recebeu fora da área, dominou no peito e mandou um vôlei. A bola passou muito perto da trave direita. Após a chance perdida, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva apitou o fim da partida, decretando a decisão por pênaltis no Pacaembu.

Na primeira cobrança, Kayke marcou para o Santos. Ravanelli empatou. David Braz, autor de um golaço no primeiro tempo, parou em Aranha. Depois, Yago venceu Vanderlei e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota, que entrou na reta final da partida, bateu com categoria e marcou o segundo do alvinegro.

A Macaca, porém, seguia mostrando categoria nas penalidades. Clayson tirou Vanderlei e manteve o time de Campinas na frente. Na sequência, Copete também deslocou Vanderlei. Jadson anotou mais um para a Ponte.

Já Lucas Lima, por sua vez, bateu no ângulo e manteve o Peixe vivo. Porém, William Pottker marcou o último e confirmou a Macaca na semifinal do Campeonato Paulista.

Bastidores – Santos TV:

Zeca destaca bom jogo e defende técnico após queda nos pênaltis

Após apatia e lentidão na primeira partida, em Campinas, o Santos ‘acordou’ contra a Ponte Preta, no duelo desta segunda-feira, no Pacaembu, alcançou a vitória por 1 a 0 e igualou a vantagem construída no confronto de ida. Porém, a boa apresentação não foi suficiente para o Peixe conquistar a classificação, já que a Macaca venceu nos pênaltis e conquistou a vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

Apesar da eliminação precoce, o lateral-esquerdo Zeca, que acertou uma bola na trave no segundo tempo, valorizou a partida feita pela equipe comandada por Dorival Júnior.

“Fizemos uma boa partida e não merecíamos sair daqui eliminados. Infelizmente perdemos, mas a equipe jogou bem”, ressaltou.

A derrota coloca mais pressão em cima do técnico Dorival Júnior, que vem sendo criticado por parte da torcida alvinegra. No duelo desta segunda, inclusive, o comandante foi vaiado e chamado de ‘burro’ após tirar Bruno Henrique para promover a entrada de Copete. Apesar das cobranças, Zeca defendeu o técnico santista.

“O treinador levantou esse time, tirou a gente da zona de rebaixamento em 2015. Essa pressão é criada pela mídia. Estou bem chateado pela derrota, mas agora é levantar a cabeça e pensar na Libertadores”, concluiu o lateral-esquerdo.

Dorival se diz tranquilo com pressão e mira vaga na Libertadores

O Campeonato Paulista já é passado para o Santos. Pelo menos é o que acredita o técnico Dorival Júnior. Após a derrota nos pênaltis para a Ponte Preta, nesta segunda-feira, no Pacaembu, que culminou com a eliminação no Estadual, o comandante santista mostrou ter certeza de que o Peixe conseguirá se reerguer e buscará a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

“Nós vamos buscar nossa classificação. Hoje nós não temos somente uma equipe. Temos um grande elenco, montado e preparado. Tivemos algumas derrotas no Paulistão em que dificilmente fomos envolvidos. Vejo o Santos muito bem encaminhado e pronto para grandes conquistas. O time vai corresponder. Eu não tenho dúvidas”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após a partida desta segunda.

Apesar de acreditar na classificação santista no torneio continental, Dorival conviverá com uma intensa pressão até o próximo compromisso pela Liberta, no próximo dia 19, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, na Colômbia. O comandante, porém, não se vê ameaçado no cargo.

“Estou muito tranquilo em relação ao que venha acontecer futuramente. Esse tipo de pressão existe a partir do momento que você não faça um momento de um resultado ou outro. Na primeira derrota contra o São Paulo já aconteceu uma manifestação. Isso faz parte. Meu trabalho está sendo desenvolvido. Diretoria mantém até ter confiança no trabalho”, concluiu Dorival.

Modesto banca Dorival e dispara contra árbitro: “Incompetente”

Logo após o pênalti anotado por William Pottker, na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, que decretou a eliminação do Santos no Campeonato Paulista, muitas especulações quanto ao futuro do técnico Dorival Júnior no clube já começaram a surgir.

Porém, o presidente Modesto Roma Júnior nem esperou o ‘calor do jogo’ terminar e já tratou de garantir a permanência do treinador. O mandatário, inclusive, demonstrou muita irritação quando foi perguntado sobre uma possível saída do comandante.

“O Dorival não vai sair do Santos. Não se ganha título com treinador ping-pong”, resumiu Modesto, em entrevista após o duelo desta segunda.

Se estava demonstrando alguma irritação com a pergunta sobre Dorival, o presidente santista se revoltou de vez ao comentar a atuação ao árbitro Rafael Felix. Segundo Modesto, a Federação Paulista errou ao escalá-lo para a partida.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Henrique foi empurrado dentro da área. Porém, a arbitragem não​ anotou o pênalti e deixou o jogo seguir. Vale lembrar que Rafael também apitou a polêmica vitória santista sobre o Red Bull Brasil, na primeira fase do Paulistão.

“O lance do Bruno foi pênalti. Ele reconheceu a agressão e não marcou como deveria. Juiz incompetente. Disseram que escolheram entre os oito melhores árbitros. Esse aí está entre os oito piores. Não digo que é má pessoa, mas não tinha competência para o jogo mais complicado das quartas de final. Mesmo que o Santos tivesse marcado 11 gols, o árbitro seria no máximo nota 8”, esbravejou o mandatário.

Capitão revela profecia e Aranha se emociona com classificação

A Ponte Preta suportou mais de 30 mil santistas no estádio do Pacaembu, muita pressão do veloz ataque do Peixe, viu a trave salvar a equipe no segundo tempo para, só após os pênaltis, ‘cair na real’ e comemorar a classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Emocionados, os atletas valorizaram a campanha e a força psicológica do grupo, mas, no meio de tanta euforia, o capitão Wendel revelou uma profecia sua feita poucos minutos antes da bola rolar contra o Santos.

“Falei para o Aranha que a gente iria levar para os pênaltis e que ele daria a classificação à Ponte. Agora é ir em frente, concentrar e contar com a torcida para lotar mais uma vez o Moisés Lucarelli e nos ajudar na busca da vaga à final do Estadual”, contou o próprio volante.

E, no fim, o camisa 1 da Macaca acabou mesmo sendo decisivo ao defender a cobrança de David Braz, o único a desperdiçar entre todos os atletas das duas equipes. Após o apito final, Aranha intercalava o sentimento de emoção e de companheirismo com o grupo do time campineiro.

“A gente fez um campeonato muito bom, poderia ter até se classificado com uma certa facilidade, acabamos nos complicando em casa, mas a gente lutou bastante, tivemos competência, não fomos desleais, e todo mundo colaborou da maneira que pôde. O pessoal me passou todas as cobranças de pênalti. Até na hora eu tive ajuda ali de trás, isso influencia”, comentou, antes de lembrar da semifinal de 2008, quando também foi crucial para colocar a Ponte na decisão do Estadual depois do duelo com o Guaratinguetá.

“Estou muito feliz, não tinha como ser diferente, mas o mérito não é apenas meu. Todos os jogadores tiveram a competência para fazer os gols aqui dentro, com o estádio lotado e uma pressão imensa. Eu pensei naquela decisão (de 2008) a todo momento. Eu não estou aqui à toa. Tudo tem seu tempo. Hoje era para eu estar aqui. Aonde vamos chegar eu não sei, mas vamos lutar bastante pela Ponte”, concluiu.

Talvez o jogador mais empolgado e eufórico após a confirmação da classificação da Ponte Preta, William Pottker, responsável por converter a última cobrança e acabar com qualquer esperança santista, valorizou o poder de superação do time sobre um adversário mais forte e melhor, tecnicamente.

“Garra, garra, pensamento positivo, a força está na cabeça. O que diferencia é só a camisa, a força está na cabeça”, disse.

Agora, a partir do próximo fim de semana, o desafio da Macaca será contra o Palmeiras, líder da primeira fase do Campeonato Paulista. O primeiro confronto será no Moisés Lucarelli, em Campinas, enquanto o duelo da volta deve ocorrer no Allianz Parque, na Capital, uma semana depois.


Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.

Santos 2 x 1 Palmeiras – 4 x 2 pênaltis

Data: 03/05/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Decisão
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.662 pessoas
Renda: R$ 1.555.280,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (S); Valdivia, Gabriel e Lucas (P).
Cartões vermelhos: Geuvânio (S); Dudu e Victor Ramos (P).
Gols: David Braz (29-1) e Ricardo Oliveira (43-1); Lucas (19-2).
Pênaltis: Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (defesa), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol). Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos sofre, mas bate Palmeiras nos pênaltis e é campeão na Vila

Até este domingo, apenas três vezes na história o perdedor da primeira final do Campeonato Paulista havia conseguido ser campeão no jogo de volta. Agora são quatro: assim como em 2007, o Santos desfez a vantagem adversária e foi campeão. Para ficar com o título na Vila Belmiro, devolveu a diferença no placar do jogo de ida vencendo o Palmeiras por 2 a 1 no tempo normal e derrotando-o também na disputa por pênaltis (4 a 2).

Finalista da competição pelo sétimo ano consecutivo, a equipe litorânea volta a festejar depois de ter sido vice-campeã em 2013 e 2014. Com a vitória deste domingo, são quatro conquistas nesse período. Além disso, dá o troco no Palmeiras pela derrota em 1959, única ocasião em que os dois times disputaram o troféu em confrontos diretos. O rival, por sua vez, não chegava a uma decisão estadual desde 2008, quando foi campeão diante da Ponte Preta.

Depois de um primeiro tempo praticamente todo do Santos – com gols de David Braz e Ricardo Oliveira em dois lances de desatenção defensiva -, a segunda etapa foi bem diferente. A começar pelas expulsões de Geuvânio e Dudu minutos antes do intervalo. Com dez jogadores de cada lado e a entrada de Cleiton Xavier, o Palmeiras diminuiu a diferença com Lucas, depois de ótimo lançamento de Valdivia, até então pouco produtivo. E até tinha o controle do jogo, porém precisou se desdobrar para segurar o resultado ao ter Victor Ramos expulso.

Nos pênaltis, quem levou a melhor foi o Santos. Rafael Marques teve sua cobrança defendida por Vladimir, ao passo que Jackson chutou a bola no travessão. Com quatro tentativas convertidas diante de Fernando Prass, os santistas finalmente soltaram o grito de campeão na Vila Belmiro.

O jogo – Derrotado por 1 a 0 no Palestra Itália, o Santos precisava da vitória e teve o reforço de Robinho, recuperado de edema na coxa esquerda. O Palmeiras, sem o volante Arouca (que não se recuperou a tempo de estiramento na coxa esquerda), recuou Robinho e voltou a contar com Valdivia, que não atuou no primeiro jogo por conta de dores no joelho esquerdo. Dois times, portanto, dispostos a atacar, ainda que a equipe alviverde pudesse jogar pela vantagem do empate para ser campeã.

Logo no primeiro minuto, Valdivia levou um chapéu de Renato no meio-campo e deu mostras de que não teria uma boa primeira metade de jogo. Sete minutos depois, o meia chileno recebeu cartão amarelo, a exemplo do que ocorreu com Dudu instantes antes. O terceiro palmeirense pendurado foi o volante Gabriel, aos 24 minutos. Até lá, foi o Santos o dono das principais ações de jogo, com muita velocidade principalmente em contra-ataques. Em um deles, Ricardo Oliveira finalizou pouco atrás da entrada da área, à direita do gol de Fernando Prass.

O Robinho santista – muito mais participativo do que o palmeirense – também quase marcou, mas foi desarmado pelo zagueiro Victor Ramos no momento exato do chute, quase na pequena área. Na sequência da jogada, o Palmeiras tentou a resposta rápida, mas o contragolpe foi paralisado por Victor Ferraz, único jogador do time da casa a ser advertido antes do intervalo pela arbitragem.

Móvel no ataque santista, Robinho teve outra oportunidade interessante de finalização. Depois de deixar Gabriel para trás na ponta esquerda, ele invadiu a área e chutou no ângulo oposto. Fernando Prass fez a defesa em dois tempos. No minuto seguinte, quem levou perigo ao goleiro alviverde foi Geuvânio, em arremate cruzado e rasteiro, que passou rente à trave direita. O camisa 11 era uma dos principais escapes ofensivos do Santos, para azar do veterano Zé Roberto.

Aos 29 minutos, o Santos aproveitou a única arma com que o Palmeiras assustava até então. Em rebote da defesa após cobrança de falta, Valencia despachou a bola para frente e achou Robinho em posição legal, livre de marcação, dentro da área. O atacante tocou de primeira para o lado direito. De frente para o gol, com Fernando Prass já batido, o zagueiro David Braz apenas completou para a rede e abriu o placar.

O Palmeiras sentiu o golpe. Se já não conseguia furar a marcação ao se aproximar da área adversária, ficaria ainda mais difícil. Os únicos momentos de apreensão da torcida santista continuaram a ser em jogadas de bola parada. Sem efetividade nos escanteios, o time treinado por Oswaldo de Oliveira quase chegou ao empate em falta cobrada por Robinho. O meio-campista colocou a bola perto do ângulo direito de Vladimir.

Quatro minutos mais tarde, o Santos não desperdiçou a desorganização palmeirense. Ricardo Oliveira foi acionado por Robinho, ganhou de Vitor Hugo em dividida pelo chão, entrou sozinho na área e carregou a bola com tranquilidade suficiente para encontrar o melhor ângulo para vazar Fernando Prass. Um golpe ainda mais duro para os jogadores do Palmeiras, que viram Dudu ser expulso no último minuto regulamentar ao se enrolar com Geuvânio dentro da área rival. O santista imediatamente também levou cartão vermelho direito. Revoltado, o palmeirense ainda deu um empurrão no árbitro.

No segundo tempo, com dez jogadores de cada lado, vantagem revertida e a entrada de Cleiton Xavier no Palmeiras (no lugar de Robinho), a partida mudou. Todo ataque, o time visitante por pouco não diminuiu a diferença aos dez minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado direito, Rafael Marques cabeceou no chão, e Vladimir segurou a bola em cima da linha. Três minutos depois, o goleiro santista fez bela defesa em chute colocado de Zé Roberto de fora da área que buscava seu ângulo direito.

O Santos ameaçou sair um pouco mais para tentar retomar o controle do jogo. Mas o Palmeiras traduziu sua melhora em gol aos 19 minutos. Valdivia, até então pouco produtivo, fez ótimo lançamento para Lucas. Por trás da defesa, dentro da área, o lateral direito ajeitou a bola e desviou sem muita força, a suficiente para que ela passasse por cima da perna de Vladimir e entrasse. A euforia se tornaria desespero, no entanto, a partir dos 31 minutos, quando Victor Ramos foi expulso com o segundo amarelo por levantar o pé no corpo de Valencia.

Com nove homens em campo, o Palmeiras se desdobrou e foi valente. Chegou até a balançar a rede – com Vitor Hugo, em rebote de Vladimir após falta cobrada por Cleiton Xavier -, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. No minuto seguinte, Ricardo Oliveira saiu cara a cara com Fernando Prass e viu o goleiro se agigantar para fazer a defesa à queima-roupa. Nos pênaltis, porém, não brilhou como na semifinal diante do Corinthians. Vladimir, sim, fez uma defesa (na cobrança de Rafael Marques) e ainda contou com ajuda do travessão, na tentativa de Jackson, para dar o título ao Santos.

Bastidores pré e pós título – Santos TV:

Santos supera tumulto e cresce em desconfiança para ser campeão

“Vamos pensar um pouquinho, vou pegar um papel aqui (com o nome de todos os jogadores do elenco). Esse time, para mim, é para ser campeão. Para você é para cair?”. Essas foram as palavras de Modesto Roma Jr, nove dias antes do pontapé inicial do Campeonato Paulista. À época, o clima na Vila Belmiro era de desconfiança, falava-se que o time brigaria apenas nas posições mais baixas da tabela de classificação e apenas o presidente, que fora eleito no início do ano, parecia acreditar em terminar o semestre campeão Estadual.

O título conquistado neste domingo, após eliminar o rival São Paulo na semifinal e reverter a vantagem palmeirense na grande decisão, na Vila Belmiro, para delírio do torcedor que lotou seu alçapão, coroou uma campanha de superação e comprovou a força do elenco alvinegro, capaz de driblar tantas adversidades durante a competição.

Pré-temporada conturbada
Desde a apresentação do elenco santista, na primeira semana de janeiro, o clima no CT Rei Pelé já era tenso e pesado. Jogadores insatisfeitos com os atrasos salariais e as promessas não cumpridas da diretoria, até dezembro comandada por Odílio Rodrigues, respingaram no início da temporada.

Em meio aos primeiros treinos, Arouca, Aranha, Mena e Leandro Damião entraram em conflito com a cúpula do Peixe, abandonaram os treinamentos e acionaram o clube na Justiça, buscando um desligamento imediato para atuarem em outros clubes e o recebimento dos salários atrasados.

Arouca e Aranha acabaram indo justamente para o rival Palmeiras, Mena e Damião acertaram com o Cruzeiro e o capitão Edu Dracena, de uma forma amigável, se transferiu para o arquirrival Corinthians. A torcida passou a perseguir e protestar contra seus ex-ídolos e o Santos abdicou de contar os atletas rebelados.

Reforços sob suspeita
Sem dinheiro em caixa e priorizando acertar a dívida com o grupo de atletas, o Peixe buscou reforçar seu elenco com jogadores em fim de contrato, empréstimos a custo zero ou fazendo trocas. Assim, chegaram Vanderlei, Werley, Chiquinho, Valencia, Elano, Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.

Os reforços não empolgaram e a própria torcida alvinegra parecia não acreditar em um campeonato de muito sucesso.

Campo e bola
Ao contrário do que muitos esperavam, porém, o início dos jogos foi um verdadeiro remédio para o time santista. De tanto ouvir sobre o favoritismo do Trio de Ferro da Capital Paulista, os jogadores do Peixe se motivaram em provar a todos que a equipe tinha seu valor. Assim, o Peixe não deu trégua a seus adversários e se manteve na liderança do Grupo D desde a primeira rodada.

Aos poucos, Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira se mostravam um trio de ataque muito perigoso. Lucas Lima, assim como em 2014, aparecia como maestro. E Renato usava sua experiência ao lado do jovem cão de guarda Alison. Chiquinho fez o torcedor esquecer a ausência de Mena e Victor Ferraz tomou conta da lateral direita. No gol, Vanderlei usou seu bom histórico no Coritiba para passar segurança e a zaga contou sempre com o comando do astuto David Braz.

Troca de técnico
Após a sétima rodada, apesar de liderar a classificação geral do Paulista e se manter invicto, o Santos viveu uma crise com seu treinador. Enderson Moreira, que nunca foi uma unanimidade no clube, acabou se desgastando com o elenco e a comissão técnica e, após atacar os jogadores revelados pelas categorias de base, não resistiu e acabou demitido.

Depois de fracassar na tentativa de contratar Dorival Junior e Vagner Mancini, a diretoria resolveu ouvir o grupo de jogadores e efetivou Marcelo Fernandes, com Serginho Chulapa de auxiliar. Ex-zagueiro do próprio Santos, Fernandes se apoiou no bom relacionamento com o elenco para manter o time entre os líderes.

Embalo até o título
Mesmo sem receber os direitos de imagem, conviver com as turbulências que envolveram saída de jogadores, reforços e troca de técnico, o time se mostrou imune a tudo isso e seguiu batendo seus rivais um a um. O único tropeço na primeira fase foi contra a Ponte Preta, mas 10 vitórias e 4 empates deram ao time da Vila Belmiro a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Corinthians.

Nas quartas de final, o time não encontrou dificuldades para despachar o XV de Piracicaba na Vila Belmiro após uma vitória por 3 a 0. Na fase seguinte, de novo diante de seu torcedor, o São Paulo foi presa fácil e o placar de 2 a 1 não foi capaz de representar a imponência do Peixe no clássico.

Com a queda corintiana para o arquirrival, o alvinegro conquistou o direito de decidir mais uma vez na sua casa e fez valer o alçapão para rever a vantagem conquistada pelo Verdão no primeiro duelo e, assim, ficar com mais uma taça do Paulista, a quarta nos últimos sete anos.

Santos repete 1995 e fica em campo no intervalo para triunfar

O Santos repetiu, na conquista do Campeonato Paulista, uma fórmula que lhe havia sido útil há 20 anos. Como ocorrera na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, em triunfo histórico sobre o Fluminense, os jogadores alvinegros permaneceram em campo no intervalo da decisão contra o Palmeiras.

“Foi para sentir o clima. Saímos do vestiário falando que só voltaríamos com a missão cumprida”, afirmou o técnico Marcelo Fernandes, ainda no intervalo, antes que a missão fosse cumprida. “Conversamos com os líderes do grupo, todos toparam. A torcida merece, é um presente.”

Desta vez, o placar do primeiro tempo já era suficiente. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, no Palestra Itália, o Santos fez 2 a 0 nos 45 minutos iniciais do embate na Vila Belmiro. Acabou levando um gol na etapa final, mas chegou à conquista na disputa por pênaltis.

Em 1995, a partida de ida foi mais complicada, uma vitória por 4 a 1 do Fluminense no Maracanã. No segundo confronto, no Pacaembu, a formação preta e branca abriu 2 a 0 e ficou no gramado. Em um duelo cheio de reviravoltas, avançou à final triunfando por 5 a 2.

O heroísmo não foi suficiente, na ocasião, para que o troféu fosse erguido – ficou com o Botafogo, em decisão de arbitragem bastante problemática. Em 2015, os jogadores do Santos ficaram no campo no intervalo e também após o apito final, fazendo a festa com sua torcida.

Em 10 anos, Santos supera São Paulo em taças do Paulista e é 3º no ranking

Ao ser campeão estadual em 2005, o São Paulo somou o 20º título. Desde então não foi mais campeão. Durante as dez edições seguintes o Santos conseguiu ser o clube com mais taças e, de quebra, superou o rival tricolor com 21 conquistas.

A marca foi superada neste domingo (3) ao derrotar o Palmeiras na decisão do Estadual, na Vila Belmiro.

A marca é significativa porque deixa os santistas a uma taça de igualar o Palmeiras (22). O Corinthians, com 27, continua tranquilo como o recordista.

Neste século, no entanto, o Santos é o recordista. São seis taças (2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015) contra quatro do Corinthians, duas do Ituano e uma de Palmeiras, São Caetano e São Paulo.

Com o título do Santos, o Paulista confirma o histórico de ser um dos mais equilibrados do país.

No Rio, o recordista é o Flamengo com 33 títulos. Em Minas Gerais, é o Atlético-MG com 43. No Rio Grande do Sul, é o Internacional com 44.

DOMÍNIO POR DÉCADA

O Campeonato Paulista foi disputado pela primeira vez em 1902. Alguns anos teve duas edições devido brigas entre clubes e federações. Ao todo, são 125 títulos divididos por 17 campeões.

Separando o torneio por décadas, o domínio santista é mais evidente. O clube foi o melhor em quatro décadas do Estadual, empatado com o São Paulo.

Só na década de 1960, entre 1961 e 1970, foram sete títulos do Santos.

Corinthians e Palmeiras dominaram duas décadas cada um. Paulistano e Clube Atlético São Paulo dominaram uma cada um.

CONFIRA OS CAMPEÕES:
27 – Corinthians
22 – Palmeiras
21 – Santos
20 – São Paulo
11 – Paulistano
04 – Clube Atlético São Paulo
03 – Portuguesa
03 – Associação Palmeiras
02 – Ituano
02 – Germânia (atual Pinheiros)
02 – Internacional
02 – Americano
02 – São Bento
01 – Bragantino
01 – Inter de Limeira
01 – São Caetano
01 – São Paulo da Floresta

Com funk, apresentador da Globo Tiago Leifert tenta “fazer as pazes” com santistas

A relação entre a torcida do Santos e a TV Globo anda estremecida. Há anos que a torcida critica a preferência dada a outros clubes nas transmissões porém nas quartas de final do Campeonato Paulista ficou ainda mais evidente, quando a emissora carioca optou por transmitir ao vivo apenas a partida do Corinthians, no sábado, e ignorou Santos x XV de Piracicaba, no domingo, dia em que os torcedores estão acostumados com futebol na televisão. No lugar da partida, a organização preferiu passar um filme do Homem Aranha, o que irritou os torcedores. Nesta segunda-feira, após a conquista santista, Tiago Leifert, apresentador do Globo Esporte, seguindo a moda do funk feito pelo atacante Robinho ainda nos vestiários após a primeira partida da final, fez um funk para tentar “fazer as pazes” com os novos campeões.

Na letra, escrita pelo próprio apresentador, ele lembra a polêmica da escolha pelo filme ao invés do jogo, enche a bola dos jogadores do Santos e até dá uma “cutucada” em alguns palmeirenses, como Dudu, expulso na decisão, e Valdivia, com quem já se estranhou em outras oportunidades.

Apesar de não se desculpar claramente pela escolha da emissora na época, Tiago deixa claro que tenta fazer as pazes com os torcedores santistas. “Torcida do Santos um abraço para vocês. A gente sabe que estavam bravos por causa das quartas de final, mas estamos sempre juntos”, finalizou.

Veja o vídeo do funk abaixo.

Campeão e craque do Paulista, Ricardo Oliveira comemora “resposta”

Ricardo Oliveira passou quatro anos no Al Wasl, nos Emirados Árabes Unidos, mas já voltou ao futebol brasileiro sendo campeão paulista e eleito o melhor jogador da competição. Resultados que o veterano centroavante, autor de 11 gols que ajudaram na conquista santista, considera uma resposta a todos, inclusive para si mesmo.

“Foi uma resposta para mim. Eu tinha certeza que era só voltar a treinar e jogar que voltaria a fazer gols. Isso me deixa satisfeito. Algumas pessoas abaixam a cabeça e se enterram com as críticas. Mas eu pegava o que era válido. Sou um cara muito focado, não desvio facilmente dos meus objetivos. E, sem a ajuda de companheiros, nem treino seria possível”, disse o jogador, que fará 35 anos nesta semana, feliz pelo início de temporada que o fez prorrogar seu vínculo com o time da Vila Belmiro.

“É o retorno que eu esperava. Existiam muitas dúvidas, até compreensíveis, porque foram cinco anos em um campeonato que não é competitivo, é curto. Mas a dúvida nunca existiu na minha cabeça. Eu tinha certeza de que isso ia acontecer por causa do meu empenho, meu trabalho e meus companheiros que acreditaram que eu poderia ser decisivo e se dedicaram a me ajudar”, agradeceu o artilheiro do Paulistão, que recebeu seus troféus nesta noite, na festa de encerramento do torneio.

“A minha função é fazer gols, mas os meus gols têm que servir para a vitória do time. Não sou daqueles que chega ao outro dia feliz pelo meu gol e só. Mas sei que, se eu fizer gols, a vitória fica mais perto”, prosseguiu Ricardo Oliveira, alegre pelas conquistas nestes primeiros meses de temporada.

“O sentimento é de muita alegria, de dever cumprido. É o meu primeiro título no Brasil como protagonista, vestindo a camisa de um grande clube. Foi um prêmio por tudo que fiz na pré-temporada e nos nove meses sem jogar, quando fui semeando todos os dias na esperança de chegar a um grande clube, fazendo o que demonstrei. A coroação veio com o troféu, o título coletivo e um parâmetro que dá base muito sólida para o Brasileiro, sabendo que o caminho é esse”, indicou.

Confira a lista completa da seleção do Paulistão 2015:

Goleiro: Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral direito: Fágner (Corinthians)
Zagueiros: Gil (Corinthians) e David Braz (Santos)
Lateral esquerdo: Zé Roberto (Palmeiras)
Volantes: Gabriel e Arouca (ambos do Palmeiras)
Meias: Robinho (Palmeiras) e Lucas Lima (Santos)
Atacantes: Robinho e Ricardo Oliveira (ambos do Santos)
Técnico: Oswaldo de Oliveira (Palmeiras)
Craque do campeonato: Ricardo Oliveira (Santos)
Craque da galera: Robinho (Palmeiras)
Craque do interior: Crislan (Penapolense)
Revelação: Rafael Longuine (Grêmio Osasco Audax)