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Santos 1 x 0 Ponte Preta – 4 x 5 pênaltis

Data: 10/04/2017, segunda-feira, 20h00.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Público: 37.145 presentes (33.236 pagantes e 3.909 não pagantes)
Renda: R$ 1.515.650,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vitor Bueno, Victor Ferraz (S); Clayson, Reynaldo e William Pottker (PP).
Gol: David Braz (15-1).
Pênaltis:

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker.
Técnico: Gilson Kleina



Braz vai de herói a vilão e Ponte despacha o Santos nos pênaltis

O Santos entrou no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, disposto a reverter a vantagem da Ponte Preta e avançar para as semifinais do Campeonato Paulista. Empurrado por mais de 37 mil torcedores, o Peixe deixou de lado a apatia demonstrada no duelo de ida, em Campinas, pressionou a Macaca desde os primeiros minutos e venceu por 1 a 0, com um golaço marcado por David Braz.

Porém, como a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu pelo mesmo placar no Moisés Lucarelli, o confronto foi decidido nos pênaltis. Ironicamente, Braz foi único jogador que perdeu uma penalidade, defendida pelo goleiro Aranha, e a Ponte ficou com a vaga na semifinal do Estadual.

Com a classificação, a Macaca terá pela frente o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Como o Verdão ostenta a melhor campanha do torneio, o primeiro duelo será em Campinas e a confronto decisivo acontece na casa do alviverde.

O jogo

Como já era esperado, o duelo começou quente no Pacaembu. Precisando de dois gols para avançar, o Santos começou em cima da Ponte. Logo aos cinco minutos, Ricardo Oliveira recebeu lançamento, avançou para dentro da área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Aranha.

No lance seguinte, Lucas Lima mandou uma bomba de longe e assustou novamente o arqueiro da Macaca. Mostrando um futebol diferente das últimas partidas, o Peixe abandonou a lentidão e pressionava a saída de bola da Ponte. Acuado, o time de Campinas tentava colocar morosidade na partida, pensando na vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Os minutos foram passando, a equipe comandada por Dorival Júnior continuou pressionando e foi premiada aos 15 da primeira etapa. E foi em grande estilo. Após cobrança de falta de Lucas Lima, Bruno Henrique desviou de cabeça para dentro da área. Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta e bola sobrou para David Braz. Mesmo sendo zagueiro, ele mostrou extrema categoria para emendar um lindo voleio e abrir o placar no Pacaembu. Golaço!

Após a abertura do marcador, o Santos diminuiu um pouco o ímpeto inicial e deixou a Macaca ‘respirar’ um pouco na partida. Mesmo assim, o time comandado por Gilson Kleina não conseguia incomodar o goleiro Vanderlei, que não fez uma defesa sequer durante todo o primeiro tempo.

Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para os santistas reclamarem de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O atacante foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, o mesmo daquela polêmica vitória do Peixe sobre o Red Bull Brasil, mandou o lance seguir, revoltando torcedores e atletas do Peixe.

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, a equipe comandada por Dorival Júnior voltou do intervalo com um ritmo mais tranquilo. A Ponte, por sua vez, não se mostrava disposta a arriscar e apenas apostava nos contra-ataques. Porém, não demorou muito para o Santos retomar as rédeas do jogo e ter a primeira oportunidade.

Aos 9 minutos, Victor Ferraz cruzou na área e a defesa da Macaca afastou. No rebote, Zeca dominou, cortou para a perna direita e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Aranha a fazer boa defesa e salvar o time de Campinas. Logo depois, aos 12, Vitor Bueno cobrou falta para dentro da área, a bola passou por todo mundo e assustou o arqueiro pontepretano.

A pressão continuou. Aos 17 minutos, Zeca recebeu de Lucas Lima, avançou na entrada da área e arriscou mais um chute. A bola foi no cantinho esquerdo de Aranha, mas bateu na trave.

Após sofrer novamente com a pressão santista, a Ponte finalmente ‘acordou’ aos 26 minutos e teve sua primeira grande oportunidade com Ravanelli. O meia bateu falta direto para o gol e Vanderlei salvou o Peixe. No lance seguinte, Elton cruzou na área e Yago mandou para o fundo das redes. Porém, o defensor estava impedido e o empate da Macaca foi anulado.

A pequena pressão da Ponte parou por aí. Porém, o Santos também ‘pregou’ no gramado e pouco assustou Aranha. No último suspiro, aos 47 minutos, o colombiano Jonathan Copete recebeu fora da área, dominou no peito e mandou um vôlei. A bola passou muito perto da trave direita. Após a chance perdida, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva apitou o fim da partida, decretando a decisão por pênaltis no Pacaembu.

Na primeira cobrança, Kayke marcou para o Santos. Ravanelli empatou. David Braz, autor de um golaço no primeiro tempo, parou em Aranha. Depois, Yago venceu Vanderlei e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota, que entrou na reta final da partida, bateu com categoria e marcou o segundo do alvinegro.

A Macaca, porém, seguia mostrando categoria nas penalidades. Clayson tirou Vanderlei e manteve o time de Campinas na frente. Na sequência, Copete também deslocou Vanderlei. Jadson anotou mais um para a Ponte.

Já Lucas Lima, por sua vez, bateu no ângulo e manteve o Peixe vivo. Porém, William Pottker marcou o último e confirmou a Macaca na semifinal do Campeonato Paulista.

Bastidores – Santos TV:

Zeca destaca bom jogo e defende técnico após queda nos pênaltis

Após apatia e lentidão na primeira partida, em Campinas, o Santos ‘acordou’ contra a Ponte Preta, no duelo desta segunda-feira, no Pacaembu, alcançou a vitória por 1 a 0 e igualou a vantagem construída no confronto de ida. Porém, a boa apresentação não foi suficiente para o Peixe conquistar a classificação, já que a Macaca venceu nos pênaltis e conquistou a vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

Apesar da eliminação precoce, o lateral-esquerdo Zeca, que acertou uma bola na trave no segundo tempo, valorizou a partida feita pela equipe comandada por Dorival Júnior.

“Fizemos uma boa partida e não merecíamos sair daqui eliminados. Infelizmente perdemos, mas a equipe jogou bem”, ressaltou.

A derrota coloca mais pressão em cima do técnico Dorival Júnior, que vem sendo criticado por parte da torcida alvinegra. No duelo desta segunda, inclusive, o comandante foi vaiado e chamado de ‘burro’ após tirar Bruno Henrique para promover a entrada de Copete. Apesar das cobranças, Zeca defendeu o técnico santista.

“O treinador levantou esse time, tirou a gente da zona de rebaixamento em 2015. Essa pressão é criada pela mídia. Estou bem chateado pela derrota, mas agora é levantar a cabeça e pensar na Libertadores”, concluiu o lateral-esquerdo.

Dorival se diz tranquilo com pressão e mira vaga na Libertadores

O Campeonato Paulista já é passado para o Santos. Pelo menos é o que acredita o técnico Dorival Júnior. Após a derrota nos pênaltis para a Ponte Preta, nesta segunda-feira, no Pacaembu, que culminou com a eliminação no Estadual, o comandante santista mostrou ter certeza de que o Peixe conseguirá se reerguer e buscará a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

“Nós vamos buscar nossa classificação. Hoje nós não temos somente uma equipe. Temos um grande elenco, montado e preparado. Tivemos algumas derrotas no Paulistão em que dificilmente fomos envolvidos. Vejo o Santos muito bem encaminhado e pronto para grandes conquistas. O time vai corresponder. Eu não tenho dúvidas”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após a partida desta segunda.

Apesar de acreditar na classificação santista no torneio continental, Dorival conviverá com uma intensa pressão até o próximo compromisso pela Liberta, no próximo dia 19, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, na Colômbia. O comandante, porém, não se vê ameaçado no cargo.

“Estou muito tranquilo em relação ao que venha acontecer futuramente. Esse tipo de pressão existe a partir do momento que você não faça um momento de um resultado ou outro. Na primeira derrota contra o São Paulo já aconteceu uma manifestação. Isso faz parte. Meu trabalho está sendo desenvolvido. Diretoria mantém até ter confiança no trabalho”, concluiu Dorival.

Modesto banca Dorival e dispara contra árbitro: “Incompetente”

Logo após o pênalti anotado por William Pottker, na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, que decretou a eliminação do Santos no Campeonato Paulista, muitas especulações quanto ao futuro do técnico Dorival Júnior no clube já começaram a surgir.

Porém, o presidente Modesto Roma Júnior nem esperou o ‘calor do jogo’ terminar e já tratou de garantir a permanência do treinador. O mandatário, inclusive, demonstrou muita irritação quando foi perguntado sobre uma possível saída do comandante.

“O Dorival não vai sair do Santos. Não se ganha título com treinador ping-pong”, resumiu Modesto, em entrevista após o duelo desta segunda.

Se estava demonstrando alguma irritação com a pergunta sobre Dorival, o presidente santista se revoltou de vez ao comentar a atuação ao árbitro Rafael Felix. Segundo Modesto, a Federação Paulista errou ao escalá-lo para a partida.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Henrique foi empurrado dentro da área. Porém, a arbitragem não​ anotou o pênalti e deixou o jogo seguir. Vale lembrar que Rafael também apitou a polêmica vitória santista sobre o Red Bull Brasil, na primeira fase do Paulistão.

“O lance do Bruno foi pênalti. Ele reconheceu a agressão e não marcou como deveria. Juiz incompetente. Disseram que escolheram entre os oito melhores árbitros. Esse aí está entre os oito piores. Não digo que é má pessoa, mas não tinha competência para o jogo mais complicado das quartas de final. Mesmo que o Santos tivesse marcado 11 gols, o árbitro seria no máximo nota 8”, esbravejou o mandatário.

Capitão revela profecia e Aranha se emociona com classificação

A Ponte Preta suportou mais de 30 mil santistas no estádio do Pacaembu, muita pressão do veloz ataque do Peixe, viu a trave salvar a equipe no segundo tempo para, só após os pênaltis, ‘cair na real’ e comemorar a classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Emocionados, os atletas valorizaram a campanha e a força psicológica do grupo, mas, no meio de tanta euforia, o capitão Wendel revelou uma profecia sua feita poucos minutos antes da bola rolar contra o Santos.

“Falei para o Aranha que a gente iria levar para os pênaltis e que ele daria a classificação à Ponte. Agora é ir em frente, concentrar e contar com a torcida para lotar mais uma vez o Moisés Lucarelli e nos ajudar na busca da vaga à final do Estadual”, contou o próprio volante.

E, no fim, o camisa 1 da Macaca acabou mesmo sendo decisivo ao defender a cobrança de David Braz, o único a desperdiçar entre todos os atletas das duas equipes. Após o apito final, Aranha intercalava o sentimento de emoção e de companheirismo com o grupo do time campineiro.

“A gente fez um campeonato muito bom, poderia ter até se classificado com uma certa facilidade, acabamos nos complicando em casa, mas a gente lutou bastante, tivemos competência, não fomos desleais, e todo mundo colaborou da maneira que pôde. O pessoal me passou todas as cobranças de pênalti. Até na hora eu tive ajuda ali de trás, isso influencia”, comentou, antes de lembrar da semifinal de 2008, quando também foi crucial para colocar a Ponte na decisão do Estadual depois do duelo com o Guaratinguetá.

“Estou muito feliz, não tinha como ser diferente, mas o mérito não é apenas meu. Todos os jogadores tiveram a competência para fazer os gols aqui dentro, com o estádio lotado e uma pressão imensa. Eu pensei naquela decisão (de 2008) a todo momento. Eu não estou aqui à toa. Tudo tem seu tempo. Hoje era para eu estar aqui. Aonde vamos chegar eu não sei, mas vamos lutar bastante pela Ponte”, concluiu.

Talvez o jogador mais empolgado e eufórico após a confirmação da classificação da Ponte Preta, William Pottker, responsável por converter a última cobrança e acabar com qualquer esperança santista, valorizou o poder de superação do time sobre um adversário mais forte e melhor, tecnicamente.

“Garra, garra, pensamento positivo, a força está na cabeça. O que diferencia é só a camisa, a força está na cabeça”, disse.

Agora, a partir do próximo fim de semana, o desafio da Macaca será contra o Palmeiras, líder da primeira fase do Campeonato Paulista. O primeiro confronto será no Moisés Lucarelli, em Campinas, enquanto o duelo da volta deve ocorrer no Allianz Parque, na Capital, uma semana depois.


Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.

Santos 2 x 1 Palmeiras – 4 x 2 pênaltis

Data: 03/05/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Decisão
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.662 pessoas
Renda: R$ 1.555.280,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (S); Valdivia, Gabriel e Lucas (P).
Cartões vermelhos: Geuvânio (S); Dudu e Victor Ramos (P).
Gols: David Braz (29-1) e Ricardo Oliveira (43-1); Lucas (19-2).
Pênaltis: Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (defesa), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol). Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos sofre, mas bate Palmeiras nos pênaltis e é campeão na Vila

Até este domingo, apenas três vezes na história o perdedor da primeira final do Campeonato Paulista havia conseguido ser campeão no jogo de volta. Agora são quatro: assim como em 2007, o Santos desfez a vantagem adversária e foi campeão. Para ficar com o título na Vila Belmiro, devolveu a diferença no placar do jogo de ida vencendo o Palmeiras por 2 a 1 no tempo normal e derrotando-o também na disputa por pênaltis (4 a 2).

Finalista da competição pelo sétimo ano consecutivo, a equipe litorânea volta a festejar depois de ter sido vice-campeã em 2013 e 2014. Com a vitória deste domingo, são quatro conquistas nesse período. Além disso, dá o troco no Palmeiras pela derrota em 1959, única ocasião em que os dois times disputaram o troféu em confrontos diretos. O rival, por sua vez, não chegava a uma decisão estadual desde 2008, quando foi campeão diante da Ponte Preta.

Depois de um primeiro tempo praticamente todo do Santos – com gols de David Braz e Ricardo Oliveira em dois lances de desatenção defensiva -, a segunda etapa foi bem diferente. A começar pelas expulsões de Geuvânio e Dudu minutos antes do intervalo. Com dez jogadores de cada lado e a entrada de Cleiton Xavier, o Palmeiras diminuiu a diferença com Lucas, depois de ótimo lançamento de Valdivia, até então pouco produtivo. E até tinha o controle do jogo, porém precisou se desdobrar para segurar o resultado ao ter Victor Ramos expulso.

Nos pênaltis, quem levou a melhor foi o Santos. Rafael Marques teve sua cobrança defendida por Vladimir, ao passo que Jackson chutou a bola no travessão. Com quatro tentativas convertidas diante de Fernando Prass, os santistas finalmente soltaram o grito de campeão na Vila Belmiro.

O jogo – Derrotado por 1 a 0 no Palestra Itália, o Santos precisava da vitória e teve o reforço de Robinho, recuperado de edema na coxa esquerda. O Palmeiras, sem o volante Arouca (que não se recuperou a tempo de estiramento na coxa esquerda), recuou Robinho e voltou a contar com Valdivia, que não atuou no primeiro jogo por conta de dores no joelho esquerdo. Dois times, portanto, dispostos a atacar, ainda que a equipe alviverde pudesse jogar pela vantagem do empate para ser campeã.

Logo no primeiro minuto, Valdivia levou um chapéu de Renato no meio-campo e deu mostras de que não teria uma boa primeira metade de jogo. Sete minutos depois, o meia chileno recebeu cartão amarelo, a exemplo do que ocorreu com Dudu instantes antes. O terceiro palmeirense pendurado foi o volante Gabriel, aos 24 minutos. Até lá, foi o Santos o dono das principais ações de jogo, com muita velocidade principalmente em contra-ataques. Em um deles, Ricardo Oliveira finalizou pouco atrás da entrada da área, à direita do gol de Fernando Prass.

O Robinho santista – muito mais participativo do que o palmeirense – também quase marcou, mas foi desarmado pelo zagueiro Victor Ramos no momento exato do chute, quase na pequena área. Na sequência da jogada, o Palmeiras tentou a resposta rápida, mas o contragolpe foi paralisado por Victor Ferraz, único jogador do time da casa a ser advertido antes do intervalo pela arbitragem.

Móvel no ataque santista, Robinho teve outra oportunidade interessante de finalização. Depois de deixar Gabriel para trás na ponta esquerda, ele invadiu a área e chutou no ângulo oposto. Fernando Prass fez a defesa em dois tempos. No minuto seguinte, quem levou perigo ao goleiro alviverde foi Geuvânio, em arremate cruzado e rasteiro, que passou rente à trave direita. O camisa 11 era uma dos principais escapes ofensivos do Santos, para azar do veterano Zé Roberto.

Aos 29 minutos, o Santos aproveitou a única arma com que o Palmeiras assustava até então. Em rebote da defesa após cobrança de falta, Valencia despachou a bola para frente e achou Robinho em posição legal, livre de marcação, dentro da área. O atacante tocou de primeira para o lado direito. De frente para o gol, com Fernando Prass já batido, o zagueiro David Braz apenas completou para a rede e abriu o placar.

O Palmeiras sentiu o golpe. Se já não conseguia furar a marcação ao se aproximar da área adversária, ficaria ainda mais difícil. Os únicos momentos de apreensão da torcida santista continuaram a ser em jogadas de bola parada. Sem efetividade nos escanteios, o time treinado por Oswaldo de Oliveira quase chegou ao empate em falta cobrada por Robinho. O meio-campista colocou a bola perto do ângulo direito de Vladimir.

Quatro minutos mais tarde, o Santos não desperdiçou a desorganização palmeirense. Ricardo Oliveira foi acionado por Robinho, ganhou de Vitor Hugo em dividida pelo chão, entrou sozinho na área e carregou a bola com tranquilidade suficiente para encontrar o melhor ângulo para vazar Fernando Prass. Um golpe ainda mais duro para os jogadores do Palmeiras, que viram Dudu ser expulso no último minuto regulamentar ao se enrolar com Geuvânio dentro da área rival. O santista imediatamente também levou cartão vermelho direito. Revoltado, o palmeirense ainda deu um empurrão no árbitro.

No segundo tempo, com dez jogadores de cada lado, vantagem revertida e a entrada de Cleiton Xavier no Palmeiras (no lugar de Robinho), a partida mudou. Todo ataque, o time visitante por pouco não diminuiu a diferença aos dez minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado direito, Rafael Marques cabeceou no chão, e Vladimir segurou a bola em cima da linha. Três minutos depois, o goleiro santista fez bela defesa em chute colocado de Zé Roberto de fora da área que buscava seu ângulo direito.

O Santos ameaçou sair um pouco mais para tentar retomar o controle do jogo. Mas o Palmeiras traduziu sua melhora em gol aos 19 minutos. Valdivia, até então pouco produtivo, fez ótimo lançamento para Lucas. Por trás da defesa, dentro da área, o lateral direito ajeitou a bola e desviou sem muita força, a suficiente para que ela passasse por cima da perna de Vladimir e entrasse. A euforia se tornaria desespero, no entanto, a partir dos 31 minutos, quando Victor Ramos foi expulso com o segundo amarelo por levantar o pé no corpo de Valencia.

Com nove homens em campo, o Palmeiras se desdobrou e foi valente. Chegou até a balançar a rede – com Vitor Hugo, em rebote de Vladimir após falta cobrada por Cleiton Xavier -, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. No minuto seguinte, Ricardo Oliveira saiu cara a cara com Fernando Prass e viu o goleiro se agigantar para fazer a defesa à queima-roupa. Nos pênaltis, porém, não brilhou como na semifinal diante do Corinthians. Vladimir, sim, fez uma defesa (na cobrança de Rafael Marques) e ainda contou com ajuda do travessão, na tentativa de Jackson, para dar o título ao Santos.

Bastidores pré e pós título – Santos TV:

Santos supera tumulto e cresce em desconfiança para ser campeão

“Vamos pensar um pouquinho, vou pegar um papel aqui (com o nome de todos os jogadores do elenco). Esse time, para mim, é para ser campeão. Para você é para cair?”. Essas foram as palavras de Modesto Roma Jr, nove dias antes do pontapé inicial do Campeonato Paulista. À época, o clima na Vila Belmiro era de desconfiança, falava-se que o time brigaria apenas nas posições mais baixas da tabela de classificação e apenas o presidente, que fora eleito no início do ano, parecia acreditar em terminar o semestre campeão Estadual.

O título conquistado neste domingo, após eliminar o rival São Paulo na semifinal e reverter a vantagem palmeirense na grande decisão, na Vila Belmiro, para delírio do torcedor que lotou seu alçapão, coroou uma campanha de superação e comprovou a força do elenco alvinegro, capaz de driblar tantas adversidades durante a competição.

Pré-temporada conturbada
Desde a apresentação do elenco santista, na primeira semana de janeiro, o clima no CT Rei Pelé já era tenso e pesado. Jogadores insatisfeitos com os atrasos salariais e as promessas não cumpridas da diretoria, até dezembro comandada por Odílio Rodrigues, respingaram no início da temporada.

Em meio aos primeiros treinos, Arouca, Aranha, Mena e Leandro Damião entraram em conflito com a cúpula do Peixe, abandonaram os treinamentos e acionaram o clube na Justiça, buscando um desligamento imediato para atuarem em outros clubes e o recebimento dos salários atrasados.

Arouca e Aranha acabaram indo justamente para o rival Palmeiras, Mena e Damião acertaram com o Cruzeiro e o capitão Edu Dracena, de uma forma amigável, se transferiu para o arquirrival Corinthians. A torcida passou a perseguir e protestar contra seus ex-ídolos e o Santos abdicou de contar os atletas rebelados.

Reforços sob suspeita
Sem dinheiro em caixa e priorizando acertar a dívida com o grupo de atletas, o Peixe buscou reforçar seu elenco com jogadores em fim de contrato, empréstimos a custo zero ou fazendo trocas. Assim, chegaram Vanderlei, Werley, Chiquinho, Valencia, Elano, Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.

Os reforços não empolgaram e a própria torcida alvinegra parecia não acreditar em um campeonato de muito sucesso.

Campo e bola
Ao contrário do que muitos esperavam, porém, o início dos jogos foi um verdadeiro remédio para o time santista. De tanto ouvir sobre o favoritismo do Trio de Ferro da Capital Paulista, os jogadores do Peixe se motivaram em provar a todos que a equipe tinha seu valor. Assim, o Peixe não deu trégua a seus adversários e se manteve na liderança do Grupo D desde a primeira rodada.

Aos poucos, Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira se mostravam um trio de ataque muito perigoso. Lucas Lima, assim como em 2014, aparecia como maestro. E Renato usava sua experiência ao lado do jovem cão de guarda Alison. Chiquinho fez o torcedor esquecer a ausência de Mena e Victor Ferraz tomou conta da lateral direita. No gol, Vanderlei usou seu bom histórico no Coritiba para passar segurança e a zaga contou sempre com o comando do astuto David Braz.

Troca de técnico
Após a sétima rodada, apesar de liderar a classificação geral do Paulista e se manter invicto, o Santos viveu uma crise com seu treinador. Enderson Moreira, que nunca foi uma unanimidade no clube, acabou se desgastando com o elenco e a comissão técnica e, após atacar os jogadores revelados pelas categorias de base, não resistiu e acabou demitido.

Depois de fracassar na tentativa de contratar Dorival Junior e Vagner Mancini, a diretoria resolveu ouvir o grupo de jogadores e efetivou Marcelo Fernandes, com Serginho Chulapa de auxiliar. Ex-zagueiro do próprio Santos, Fernandes se apoiou no bom relacionamento com o elenco para manter o time entre os líderes.

Embalo até o título
Mesmo sem receber os direitos de imagem, conviver com as turbulências que envolveram saída de jogadores, reforços e troca de técnico, o time se mostrou imune a tudo isso e seguiu batendo seus rivais um a um. O único tropeço na primeira fase foi contra a Ponte Preta, mas 10 vitórias e 4 empates deram ao time da Vila Belmiro a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Corinthians.

Nas quartas de final, o time não encontrou dificuldades para despachar o XV de Piracicaba na Vila Belmiro após uma vitória por 3 a 0. Na fase seguinte, de novo diante de seu torcedor, o São Paulo foi presa fácil e o placar de 2 a 1 não foi capaz de representar a imponência do Peixe no clássico.

Com a queda corintiana para o arquirrival, o alvinegro conquistou o direito de decidir mais uma vez na sua casa e fez valer o alçapão para rever a vantagem conquistada pelo Verdão no primeiro duelo e, assim, ficar com mais uma taça do Paulista, a quarta nos últimos sete anos.

Santos repete 1995 e fica em campo no intervalo para triunfar

O Santos repetiu, na conquista do Campeonato Paulista, uma fórmula que lhe havia sido útil há 20 anos. Como ocorrera na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, em triunfo histórico sobre o Fluminense, os jogadores alvinegros permaneceram em campo no intervalo da decisão contra o Palmeiras.

“Foi para sentir o clima. Saímos do vestiário falando que só voltaríamos com a missão cumprida”, afirmou o técnico Marcelo Fernandes, ainda no intervalo, antes que a missão fosse cumprida. “Conversamos com os líderes do grupo, todos toparam. A torcida merece, é um presente.”

Desta vez, o placar do primeiro tempo já era suficiente. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, no Palestra Itália, o Santos fez 2 a 0 nos 45 minutos iniciais do embate na Vila Belmiro. Acabou levando um gol na etapa final, mas chegou à conquista na disputa por pênaltis.

Em 1995, a partida de ida foi mais complicada, uma vitória por 4 a 1 do Fluminense no Maracanã. No segundo confronto, no Pacaembu, a formação preta e branca abriu 2 a 0 e ficou no gramado. Em um duelo cheio de reviravoltas, avançou à final triunfando por 5 a 2.

O heroísmo não foi suficiente, na ocasião, para que o troféu fosse erguido – ficou com o Botafogo, em decisão de arbitragem bastante problemática. Em 2015, os jogadores do Santos ficaram no campo no intervalo e também após o apito final, fazendo a festa com sua torcida.

Em 10 anos, Santos supera São Paulo em taças do Paulista e é 3º no ranking

Ao ser campeão estadual em 2005, o São Paulo somou o 20º título. Desde então não foi mais campeão. Durante as dez edições seguintes o Santos conseguiu ser o clube com mais taças e, de quebra, superou o rival tricolor com 21 conquistas.

A marca foi superada neste domingo (3) ao derrotar o Palmeiras na decisão do Estadual, na Vila Belmiro.

A marca é significativa porque deixa os santistas a uma taça de igualar o Palmeiras (22). O Corinthians, com 27, continua tranquilo como o recordista.

Neste século, no entanto, o Santos é o recordista. São seis taças (2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015) contra quatro do Corinthians, duas do Ituano e uma de Palmeiras, São Caetano e São Paulo.

Com o título do Santos, o Paulista confirma o histórico de ser um dos mais equilibrados do país.

No Rio, o recordista é o Flamengo com 33 títulos. Em Minas Gerais, é o Atlético-MG com 43. No Rio Grande do Sul, é o Internacional com 44.

DOMÍNIO POR DÉCADA

O Campeonato Paulista foi disputado pela primeira vez em 1902. Alguns anos teve duas edições devido brigas entre clubes e federações. Ao todo, são 125 títulos divididos por 17 campeões.

Separando o torneio por décadas, o domínio santista é mais evidente. O clube foi o melhor em quatro décadas do Estadual, empatado com o São Paulo.

Só na década de 1960, entre 1961 e 1970, foram sete títulos do Santos.

Corinthians e Palmeiras dominaram duas décadas cada um. Paulistano e Clube Atlético São Paulo dominaram uma cada um.

CONFIRA OS CAMPEÕES:
27 – Corinthians
22 – Palmeiras
21 – Santos
20 – São Paulo
11 – Paulistano
04 – Clube Atlético São Paulo
03 – Portuguesa
03 – Associação Palmeiras
02 – Ituano
02 – Germânia (atual Pinheiros)
02 – Internacional
02 – Americano
02 – São Bento
01 – Bragantino
01 – Inter de Limeira
01 – São Caetano
01 – São Paulo da Floresta

Com funk, apresentador da Globo Tiago Leifert tenta “fazer as pazes” com santistas

A relação entre a torcida do Santos e a TV Globo anda estremecida. Há anos que a torcida critica a preferência dada a outros clubes nas transmissões porém nas quartas de final do Campeonato Paulista ficou ainda mais evidente, quando a emissora carioca optou por transmitir ao vivo apenas a partida do Corinthians, no sábado, e ignorou Santos x XV de Piracicaba, no domingo, dia em que os torcedores estão acostumados com futebol na televisão. No lugar da partida, a organização preferiu passar um filme do Homem Aranha, o que irritou os torcedores. Nesta segunda-feira, após a conquista santista, Tiago Leifert, apresentador do Globo Esporte, seguindo a moda do funk feito pelo atacante Robinho ainda nos vestiários após a primeira partida da final, fez um funk para tentar “fazer as pazes” com os novos campeões.

Na letra, escrita pelo próprio apresentador, ele lembra a polêmica da escolha pelo filme ao invés do jogo, enche a bola dos jogadores do Santos e até dá uma “cutucada” em alguns palmeirenses, como Dudu, expulso na decisão, e Valdivia, com quem já se estranhou em outras oportunidades.

Apesar de não se desculpar claramente pela escolha da emissora na época, Tiago deixa claro que tenta fazer as pazes com os torcedores santistas. “Torcida do Santos um abraço para vocês. A gente sabe que estavam bravos por causa das quartas de final, mas estamos sempre juntos”, finalizou.

Veja o vídeo do funk abaixo.

Campeão e craque do Paulista, Ricardo Oliveira comemora “resposta”

Ricardo Oliveira passou quatro anos no Al Wasl, nos Emirados Árabes Unidos, mas já voltou ao futebol brasileiro sendo campeão paulista e eleito o melhor jogador da competição. Resultados que o veterano centroavante, autor de 11 gols que ajudaram na conquista santista, considera uma resposta a todos, inclusive para si mesmo.

“Foi uma resposta para mim. Eu tinha certeza que era só voltar a treinar e jogar que voltaria a fazer gols. Isso me deixa satisfeito. Algumas pessoas abaixam a cabeça e se enterram com as críticas. Mas eu pegava o que era válido. Sou um cara muito focado, não desvio facilmente dos meus objetivos. E, sem a ajuda de companheiros, nem treino seria possível”, disse o jogador, que fará 35 anos nesta semana, feliz pelo início de temporada que o fez prorrogar seu vínculo com o time da Vila Belmiro.

“É o retorno que eu esperava. Existiam muitas dúvidas, até compreensíveis, porque foram cinco anos em um campeonato que não é competitivo, é curto. Mas a dúvida nunca existiu na minha cabeça. Eu tinha certeza de que isso ia acontecer por causa do meu empenho, meu trabalho e meus companheiros que acreditaram que eu poderia ser decisivo e se dedicaram a me ajudar”, agradeceu o artilheiro do Paulistão, que recebeu seus troféus nesta noite, na festa de encerramento do torneio.

“A minha função é fazer gols, mas os meus gols têm que servir para a vitória do time. Não sou daqueles que chega ao outro dia feliz pelo meu gol e só. Mas sei que, se eu fizer gols, a vitória fica mais perto”, prosseguiu Ricardo Oliveira, alegre pelas conquistas nestes primeiros meses de temporada.

“O sentimento é de muita alegria, de dever cumprido. É o meu primeiro título no Brasil como protagonista, vestindo a camisa de um grande clube. Foi um prêmio por tudo que fiz na pré-temporada e nos nove meses sem jogar, quando fui semeando todos os dias na esperança de chegar a um grande clube, fazendo o que demonstrei. A coroação veio com o troféu, o título coletivo e um parâmetro que dá base muito sólida para o Brasileiro, sabendo que o caminho é esse”, indicou.

Confira a lista completa da seleção do Paulistão 2015:

Goleiro: Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral direito: Fágner (Corinthians)
Zagueiros: Gil (Corinthians) e David Braz (Santos)
Lateral esquerdo: Zé Roberto (Palmeiras)
Volantes: Gabriel e Arouca (ambos do Palmeiras)
Meias: Robinho (Palmeiras) e Lucas Lima (Santos)
Atacantes: Robinho e Ricardo Oliveira (ambos do Santos)
Técnico: Oswaldo de Oliveira (Palmeiras)
Craque do campeonato: Ricardo Oliveira (Santos)
Craque da galera: Robinho (Palmeiras)
Craque do interior: Crislan (Penapolense)
Revelação: Rafael Longuine (Grêmio Osasco Audax)


Vídeos: Reportagem e (2) íntegra da disputa de pênaltis.

Mogi Mirim 1 x 1 Santos – 4 x 5 nos pênaltis

Data: 04/05/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Público: 16.645 pagantes
Renda: R$ 376.425,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Hermam Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis
Cartões amarelos: Val, Tiago Alves e Roger Gaúcho (MM); Montillo e Renê Júnior (S).
Gols: Roni (44-1); Edu Dracena (31-2).
Pênaltis: Mogi Mirim: Tiago Alves, Roger Gaúcho, Wagninho e Val; Carlos Alberto, Juninho e Roni desperdiçaram. Santos: Cícero, André, Neymar, Léo e Edu Dracena; Miralles e Renê Júnior desperdiçaram.

MOGI MIRIM
Daniel; Caramelo, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo (Juninho); Magal, Val, Roger Gaúcho e Wagner (Carlos Alberto); Roni e Henrique (Wagninho).
Técnico: Dado Cavalcanti

SANTOS
Rafael; Felipe Anderson, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (André); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



No sufoco, Santos bate Mogi nos pênaltis e terá clássico na decisão

Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, no Morumbi

No sufoco, o Santos precisou mais uma vez das cobranças de pênaltis para chegar à final do Campeonato Paulista. Após o empate com o Mogi Mirim, em 1 a 1, neste sábado, no Estádio Romildão, o Santos levou a melhor nas penalidades, ganhando por 5 a 4. Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi.

O jogo

O Santos começou a partida dando a impressão de que sufocaria o adversário. Tanto que, aos três minutos, o zagueiro Edu Dracena teve uma boa chance para marcar. Porém, o goleiro Daniel fez grande defesa, evitando o gol do time praiano.

Com o Santos pressionando nos primeiros minutos, o Mogi Mirim ainda viu o lateral-esquerdo João Paulo deixar o jogo, lesionado. Aos seis, Juninho entrou em seu lugar na equipe.Mas, após perder um de seus principais jogadores, o Sapão melhorou em campo. O Mogi passou a atacar mais, principalmente com o lateral Caramelo, pelo lado direito.

No entanto, os santistas continuavam perigosos e, aos 37, quase chegou ao seu primeiro gol. Neymar recebeu dentro da área e, de perna esquerda, tocou a bola para Miralles. O argentino tentou alcançar a bola com um ‘carrinho’, mas chegou atrasado na jogada e perdeu uma boa oportunidade para a equipe alvinegra.

O Santos voltou a levar perigo ao gol adversário, em cobrança de falta com o atacante Neymar. Aos 41, a Joia quase surpreendeu Daniel, batendo direto para a meta e exigindo mais uma boa intervenção do arqueiro do Mogi Mirim.

Só que este lance de Neymar, não foi o último antes do intervalo. Isto porque, o Sapão abriu o placar, pouco antes do intervalo. Aos 44, após boa jogada de Caramelo, Val cruzou na área, Roni se desvencilhou da marcação de Felipe Anderson e tocou de cabeça para o gol, sem chances para Rafael: 1 a 0 para o Mogi.

Na volta para a etapa complementar, o Peixe passou a tentar se impor perante o adversário. Aos nove, o técnico Muricy Ramalho perdeu o meia Montillo, que sentiu dores musculares na coxa esquerda, e colocou o centroavante André na sua vaga.

Mas os donos da casa continuavam perigosos e, aos 14, o Mogi Mirim quase ampliou a sua vantagem. Henrique recebeu dentro da área, fez o giro e chutou forte, para boa defesa de Rafael, que evitou o segundo gol do Mogi Mirim no duelo. Dois minutos após perder a chance de mais um gol, Henrique foi substituído por Wagninho, numa tentativa do técnico Dado Cavalcanti de ganhar mais velocidade para o contra-ataque.

Entretanto, na base da pressão, os santistas chegaram ao empate. Aos 31, Neymar cobrou falta na área, para cabeçada de Cícero, defendida por Daniel. Miralles aproveitou o rebote e cruzou para Edu Dracena cabecear e deixar tudo igual no placar: 1 a 1.

Após o gol de empate alvinegro, o treinador do Mogi mudou pela última vez. Aos 34, Wagner saiu para a entrada de Carlos Alberto. Nos minutos finais, Mogi e Santos pouco criaram. Com isso, a definição do primeiro finalista do Paulistão foi para as cobranças de pênaltis.

No primeiro chute, o argentino Miralles isolou. O zagueiro Tiago Alves converteu o pênalti a favor do Mogim Mirim. Na sequência, Cícero fez o gol e Rafael defendeu a cobrança de Carlos Alberto. Na terceira cobrança santista, Renê teve a sua penalidade defendida por Daniel, enquanto Roger Gaúcho converteu, recolocando os donos da casa na frente. No entanto, André fez o seu, com Juninho desperdiçando. Nas últimas cobranças da série, Neymar converteu e Wagninho também.

Léo e Edu Dracena, para o time praiano, marcaram nas batidas alternadas. Val marcou, mas Roni perdeu a sua cobrança, defendida por Rafael, que classificou o Peixe para a decisão do Estadual.

Herói mais uma vez, Rafael atribui rendimento nos pênaltis aos treinos

O camisa 1 do Santos pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o time à decisão do Paulistão 2013

O goleiro Rafael está se acostumando à rotina de herói do Santos. Nas quartas de final contra o Palmeiras, na semana passada, ele já havia defendido duas penalidades. Neste sábado, o camisa 1 pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o Santos à decisão do Paulistão 2013 . O jogador atribuiu o bom desempenho nos pênaltis aos treinos, no CT Rei Pelé.

“A gente treina bastante. Toda sexta-feira, eu treino pênaltis. A gente sempre treina com um dos melhores do Brasil e do mundo que é o Neymar, o André também bate bem. Nós treinamos muito, pois sabíamos da possibilidade para essas duas partidas (quartas e semifinal)”, contou Rafael.

O goleiro alvinegro ainda falou sobre a tática utilizada contra Roni, último cobrador do Sapão, na disputa de pênaltis. Rafael apontou para um canto e pulou para o outro, defendendo a penalidade e classificando o Santos para a decisão do Estadual.

“A gente tenta fazer alguma coisa diferente. O Roni bateu no último jogo naquele canto. Eu fiz isso para ele ver que eu tinha visto. Foi Deus quem me guiou para o lado certo”, disse o arqueiro, que não poupou elogios ao futebol apresentado pelo Mogi Mirim neste confronto.

“Eles estão de parabéns pela campanha. A gente passou por um time muito forte, por detalhes. É uma classificação muito importante. Agora, vamos para a final, que também será dificílima”, concluiu.

Neymar se emociona com quinta final seguida no Campeonato Paulista

Com a vitória nos pênaltis contra o Mogi Mirim, o Santos, mais uma vez, vai disputar a decisão do Campeonato Paulista

O atacante Neymar era um dos jogadores mais emocionados com a classificação do Santos para a final do Campeonato Paulista . Após a equipe praiana bater o Mogi Mirim, nas cobranças de pênaltis, o craque fez uma oração, ajoelhado no gramado, e depois falou sobre a sua felicidade por chegar a quinta decisão seguida estadual.

“Não é ritual, sou um cara cristão. Estava agradecendo a tudo que ele fez na minha vida. Ele (Deus) fez valer a sua vontade, com o Santos chegando a mais uma final”, disse Neymar, que cobrou o último pênalti da série inicial de cinco cobranças para cada lado.

“Esse caminho do meio-campo até a marca do pênalti, não é fácil. Dá uma ansiedade na barriga. Pedi a Deus que eu tivesse precisão e calma, para converter a penalidade contra o Mogim Mirim”, comentou o astro santista.

Sobre a vaga em mais uma final do Paulistão, Neymar comemorou bastante o objetivo alcançado pelo seu time, que busca o tetracampeonato. “É uma felicidade grande, um dia de muita alegria. Pela quinta vez na final do Paulistão. Graças a Deus não sei o que é ficar fora de uma final do Paulista”, desabafou.

O Santos espera o vencedor do clássico entre São Paulo e Corinthians, que será realizado neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi, para saber quem será o seu rival na disputa pelo título da competição.

Santos 1 x 1 Palmeiras – 4 x 2 nos pênaltis

Data: 27/04/2013, sábado, 16h15.
Competiçao: Campeonato Paulista – Quartas-de-finais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.172 pagantes
Renda: R$ 443.755,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Maria Núbia Ferreira Leite (ambos de SP).
Auxiliares adicionais: Flávio Rodrigues Guerra e Antonio Rogério Batista do Prado (ambos de SP).
Cartões amarelos: Renê Júnior e Neto (S); Henrique, Márcio Araújo e Wesley (P).
Gols: Cícero (12-1); Kleber (38-2).
Pênaltis: Santos: Miralles, Cícero, Montillo e Renê Júnior converteram; Palmeiras: Souza e Wesley converteram; Kleber e Leandro desperdiçaram.

SANTOS
Rafael; Alan Santos (Neto), Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca (Marcos Assunção), Cícero e Montillo; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho

PALMEIRAS
Bruno; Ayrton, Henrique, Mauricio Ramos e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo (Souza), Léo Gago (Kleber), Charles e Wesley; Vinícius (Maikon Leite) e Leandro.
Técnico: Gilson Kleina



Santos elimina o Palmeiras nos pênaltis e avança às semifinais

Após empate por 1 a 1, time da Vila Belmiro conta com cobranças erradas de Kleber e Leandro e garante classificação no Paulista

O Santos está classificado para as semifinais do Campeonato Paulista. Após empate por 1 a 1 com o Palmeiras no tempo regulamentar, a equipe comandada por Muricy Ramalho fez 4 a 2 sobre o rival na decisão por pênaltis e confirmou a sua classificação para a próxima fase neste domingo, na Vila Belmiro. Os atacantes Kleber e Leandro desperdiçaram suas cobranças.

Apesar de ter levado alguns sustos no início da partida, o Santos assumiu o controle do clássico quando abriu o placar com Cícero, que completou um chute de Neymar após cobrança de escanteio. A partir de então, o Palmeiras foi acuado e teve reduzidas as suas chances de acertar as redes. Naquela que foi praticamente a última delas, aos 38 minutos do segundo tempo, Kleber (herói e vilão no clássico) igualou o marcador com uma bela cabeçada.

O Palmeiras agora se concentra para começar a competir nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O primeiro confronto com o mexicano Tijuana será já na noite de terça-feira, no Estádio Caliente. Por sua vez, o Santos terá mais tempo de preparação para o seu próximo compromisso na Copa do Brasil. Enfrentará o Joinville apenas em 8 de maio, fora de casa, pela segunda fase do torneio.

O jogo

Para se manter com chances de ser tetracampeão paulista, Muricy Ramalho baseou, mais uma vez, seu esquema em Neymar, apesar de o atacante ter sido dúvida até pouco antes da partida por dores na coxa esquerda. Mas, no início, o astro sofreu bastante para fazer sua equipe andar.

Sem Galhardo, abalado pela morte do irmão, o volante Alan Santos foi escalado na lateral direita dos mandantes, sem passar do meio-campo para liberar a subida de Léo pela esquerda. Renê Junior comandava a saída de bola, com Arouca enfiado como um ponta direita, Cícero chegando em Montillo para armar e André como referência na frente. Todos à procura de Neymar, que não parava em campo. Mas nada disso dava certo.

Gilson Kleina deixou o volante Souza no banco de reservas para ter a movimentação incessante de Leandro e Vinicius na frente, apesar de o segredo estar no meio-campo. Charles e Ayrton se revezavam na lateral para vigiar Neymar, com Marcelo Oliveira fazendo o mesmo com Léo Gago na esquerda para anular Arouca. Márcio Araújo tirou Montillo do jogo, e Cícero ficava perdido em campo, com Wesley e Charles passando em suas costas para o ataque.

Sem permitir o encaixe da marcação adversária, graças à rápida movimentação, o Palmeiras teve chance de gol com Leandro, com espaço suficiente para obrigar Rafael a fazer boa defesa em arremate de fora da área, aos seis minutos. Aos dez, Wesley desarmou Renê Junior no círculo central e lançou Vinicius, que tabelou com Charles e cruzou rasteiro para Leandro desviar rente ao pé da trave esquerda de Rafael.

Para fazer seu time jogar, Neymar voltava até o campo de defesa, inclusive para escapar da dura marcação que sofria ao atacar, quase sempre caindo ao chão por levar entradas mais fortes. Mas bastou um momento de desconcentração do Verdão para a qualidade dos anfitriões na Vila Belmiro aparecer de maneira decisiva.

Em uma rara jogada de toques de primeira, Montillo passou para Arouca tentar encobrir Bruno na grande área. O goleiro espalmou para fora e, na cobrança de escanteio, o Palmeiras se esqueceu de Neymar, deixando o atacante dominar no peito e bater cruzado. Também livre, mas na pequena área, Cícero se esticou para colocar a bola nas redes, aos 12 minutos.

O jogo se transformou completamente após o gol do Santos. Tudo que Muricy Ramalho ensaiou se encaixou, e o Palmeiras já não acertava mais passes, perdendo a bola até mesmo na defesa. Acuada em seu campo, a equipe de Kleina ainda viu Neymar driblar toda a defesa como quis na área e só não dar assistência para André porque Marcelo Oliveira afastou quase da linha do gol. Desconcentrado, o time ainda deixou Cícero livre de novo para cabecear, mas nas mãos de Bruno, aos 19.

Na base da movimentação, os jovens Vinicius e Leandro conseguiram recolocar o Palmeiras no ataque e até envolviam a defesa adversária com suas tabelas, mas, quando olhavam na área, já não encontravam ninguém porque Wesley e Charles estavam atrás do meio-campo, impedidos de avançar pela imposição do jogo santista.

Mesmo soberano naquele momento, o Santos obedeceu Muricy e se retraiu à espera do contra-ataque, dando a posse de bola ao rival. O Palmeiras, porém, já não acertava tanto e só assustou em cobrança de escanteio que Leandro, à frente do gol, cabeceou para fora.

O Peixe, por sua vez, chegou a balançar as redes em gol contra de Henrique, em jogada anulada por falta de Neymar no zagueiro, aos 30 minutos. E ainda quase fez um golaço com Edu Dracena, que parou em grande defesa de Bruno e no travessão. O goleiro reapareceu também em falta cobrada por Neymar, para evitar um placar mais elástico antes do intervalo.

Tentando resolver os problemas do Palmeiras, Kleina concordou em arriscar tudo – “é isso aí”, ele disse – ao colocar o atacante Kleber no lugar de Léo Gago. As primeiras investidas no segundo tempo, no entanto, foram do Santos. Aos dez minutos, Cícero avançou pela direita e cruzou rasteiro. Neymar, livre de marcação, chutou em cima de Bruno – enquanto os palmeirenses reclamavam de impedimento no lance.

O Palmeiras não demorou muito a responder. Três minutos após o susto, Leandro chegou a se desvencilhar do goleiro Rafael. O atacante só não completou a jogada para o gol porque o veterano Léo teve fôlego para interceptar o chute e salvar o Santos do empate.

Logo depois de o Palmeiras chegar próximo da igualdade, Muricy resolveu entrar em ação. Sacou Alan Santos e André para as entradas de Neto e Miralles e conseguiu o que queria: esfriar o clássico, obrigando o rival (que não tinha criatividade) a rodar bastante a bola no meio-campo.

Gilson Kleina, então, gastou as suas últimas fichas. Souza e Maikon Leite (vaiado pela torcida de seu ex-clube) entraram nas vagas de Márcio Araújo e Vinícius com a missão de manter o Palmeiras vivo no Campeonato Paulista. Parecia que não daria certo, já que Neymar e Miralles tiveram uma série de oportunidades de ampliar o marcador para o Santos – e desperdiçaram todas, com chutes em cima de Bruno, da marcação ou para fora.

Aos 38 minutos, quando alguns torcedores do Santos já festejavam a classificação com provocativos gritos de “segunda divisão”, o Palmeiras chegou ao empate. Souza cruzou da direita, e Kleber cabeceou com estilo para marcar o seu primeiro gol pelo clube. Muricy Ramalho, depois de tantas chances perdidas por seu ataque, ficou desolado com a iminente disputa de pênaltis.

Bastidores – Santos TV:

Rafael rejeita rótulo de herói do Santos e explica movimentação nos pênaltis

Goleiro defendeu duas cobranças na disputa com o Palmeiras e foi decisivo na classificação do time para a semifinal do Paulista

O goleiro Rafael foi decisivo para a classificação do Santos para as semifinais do Campeonato Paulista. Após defender as cobranças dos atacantes Kleber e Leandro, ele evitou ser rotulado como herói pela vitória por 4 a 2 na disputa por pênaltis com o Palmeiras . O clássico terminou empatado por 1 a 1 no tempo regulamentar.

“Não gosto de falar em herói. É lógico que chamam o goleiro dessa forma depois de pênaltis defendidos, mas toda a equipe se doou muito”, comentou Rafael, que se preparou para se destacar nas penalidades. “A gente treina, né? Mas é difícil, pois o Palmeiras tem grandes batedores, mas treino pênaltis todas as sextas”, avisou.

Para colocar em prática o que treinou, Rafael apostou em uma movimentação constante sobre a linha do gol. O objetivo era desconcentrar os palmeirenses. “Quis fazer alguma coisa diferente. Eu me sinto melhor assim, mais ligado do que se estivesse parado. Também é bom para deixar o gol um pouco menor. Às vezes, dá certo. Hoje, deu”, sorriu.

Ainda que não se considere um herói, o goleiro do Santos lembrou que a boa atuação serviu para coroar uma semana especial. “Pegar pênaltis é bom em qualquer circunstância, mas foi Dia do Goleiro ( em 26 de abril ) nesta semana, o que torna isso mais legal ainda. Gostei de ver o carinho das pessoas pelo nosso trabalho. Estou ainda mais animado porque jogo em um time espetacular como o Santos”, enalteceu.

Após defesas de pênalti, Rafael volta a falar em seleção brasileira

Goleiro foi decisivo para a classificação do Santos à semifinal do Campeonato Paulista ao defender duas cobranças do Palmeiras

Rafael se empolgou com as defesas de pênalti que classificaram o Santos às semifinais do Campeonato Paulista. Após parar os atacantes Kleber e Leandro na disputa de penalidades com o Palmeiras, no sábado, o goleiro passou a projetar um retorno à seleção brasileira.

“O técnico tem convocado o Júlio César, que é um baita goleiro. Temos muitos outros bons. O Brasil está bem servido e só deve dar sequência para alguém, como fizeram com o Júlio. Mas é claro que sempre sonho com a Seleção. Vou trabalhar com humildade, quietinho, para voltar”, almejou.

Rafael seria o titular da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, porém contundiu o cotovelo direito e acabou cortado. “Houve a lesão e, por opção do técnico, não voltei mais”, lamentou, apesar de não criticar Mano Menezes, o antecessor de Luiz Felipe Scolari no comando do Brasil.

“Sei que é difícil. Goleiro é carga de confiança. Eu contava com a confiança do Mano, que sempre me deu apoio e me ajudou muito. Tive idade olímpica para estar em Londres. Depois das Olimpíadas, o treinador voltou a chamar quem considerava melhor. Mas só tenho a agradecê-lo. O Mano foi o cara que me deu a minha primeira chance na seleção. Não vou me esquecer disso”, discursou.

Atualmente, Rafael conta com a confiança de outro técnico: Muricy Ramalho. “Ele é um goleiro que não chegou de graça à seleção brasileira. Caras como ele crescem em momento de decisão, como foram os pênaltis com o Palmeiras. No futebol, você mostra que é bom nos momentos difíceis”, disse o treinador do Santos, incentivando futuras convocações de seu comandado.

“O Rafael teve um probleminha ( o corte das Olimpíadas ), e isso acaba abatendo um pouco. Mas a confiança que temos nele é muito grande. Ele voltou a mostrar porque é o goleiro do Santos e porque já esteve na Seleção Brasileira”, exaltou Muricy.

Muricy lamenta chances perdidas no “melhor jogo do Santos no ano”

Treinador aprova atuação da equipe durante o empate diante do Palmeiras na Vila Belmiro, mas reclama da pontaria dos jogadores

O técnico Muricy Ramalho ficou muito satisfeito com a atuação do Santos no clássico contra o Palmeiras, neste sábado. A vitória nos pênaltis, após empate por 1 a 1 , garantiu a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O treinador, no entanto, ficou insatisfeito com a pontaria dos seus comandados.

“Foi o melhor jogo do Santos no ano. Estamos subindo na hora certa. O Palmeiras teve poucas oportunidades, e nós criamos um bom volume de jogo. O problema é que não aproveitamos para matar a partida. E, no futebol, a bola pune mesmo. Em um lance isolado, saiu o gol deles”, comentou Muricy.

O Santos havia aberto o placar no primeiro tempo, com gol de Cícero, e passou a dominar o jogo a partir de então. Após desperdiçar uma série de chances, principalmente com os atacantes Neymar e Miralles, levou o gol de empate, marcado de cabeça por Kleber.

“A gente poderia ter matado o jogo no segundo tempo. Criamos muitas chances. Por isso, precisamos estar sempre ligados, ainda mais em jogos de mata-mata”, advertiu o meia Montillo, apesar de contente com a classificação santista. “Estamos de parabéns pela vitória nos pênaltis.”

Para o goleiro Rafael, que defendeu as cobranças dos atacantes Kleber e Leandro na disputa de penalidades, o Santos foi superior ao Palmeiras por causa da grande vontade de vencer – um elogio que vinha sendo creditado ao time rival. “A nossa disposição fez a diferença. Saímos mortos de campo. Com essa determinação, sofremos menos gols e temos chances menores de perder”, disse.

Mesmo com o empenho e a vaga garantida na próxima fase do Estadual, Muricy Ramalho tem consciência de que o Santos ainda precisa melhorar para chegar ao inédito tetracampeonato. “Hoje, os pênaltis fizeram justiça à nossa atuação. Nosso time é experiente e cresce muito nessas horas. Mas sabemos que não temos mais algumas feras do passado, como Robinho, Ganso e Elano. Estamos formando um grupo novo. Isso, às vezes, demora um pouco. Felizmente, o volume de jogo contra o Palmeiras foi grande, como ainda não havíamos tido”, concluiu.

Muricy dedica classificação do Santos ao presidente e a Galhardo

Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro voltou a ser internado no hospital nesta semana, enquanto lateral perdeu o irmão em acidente de carro

O técnico Muricy Ramalho citou duas pessoas relacionadas ao Santos que atravessam dificuldades em meio à comemoração pela classificação às semifinais do Campeonato Paulista, com vitória nos pênaltis sobre o Palmeiras: o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e o lateral direito Rafael Galhardo.

“Sei que o presidente está sofrendo muito, pois não é fácil ficar internado. A gente dedica a nossa vitória a ele e também ao Galhardo, esperando que tenham muita força”, comentou Muricy, logo após o clássico deste sábado, na Vila Belmiro.

Luis Álvaro voltou a ser internado no Hospital Albert Einsten, em São Paulo, na última segunda-feira, por apresentar cansaço excessivo durante sessão de fisioterapia respiratória. Em 28 de fevereiro, o mandatário santista havia ido ao hospital para fazer uma biópsia no pulmão e passado por um procedimento de cateterismo cardíaco após se sentir mal.

Já Galhardo perdeu o irmão Marcus Vinícius Galhardo, de 22 anos, morto em um acidente automobilístico no interior do Rio de Janeiro. Marquinhos, como era conhecido, também jogava futebol profissionalmente: estava emprestado pelo Friburguense ao Tombense, semifinalista do Campeonato Mineiro.

“O Galhardo está ao lado de sua família. Sentimos a falta dele como jogador e como pessoa, pois é alguém muito querido no grupo. Rezamos muito por ele, para voltar bem. Estamos esperando o atleta de braços abertos”, comentou Muricy.