Navegando Posts marcados como penaltis

Santos 2 x 1 Palmeiras – 4 x 2 pênaltis

Data: 03/05/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Decisão
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.662 pessoas
Renda: R$ 1.555.280,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (S); Valdivia, Gabriel e Lucas (P).
Cartões vermelhos: Geuvânio (S); Dudu e Victor Ramos (P).
Gols: David Braz (29-1) e Ricardo Oliveira (43-1); Lucas (19-2).
Pênaltis: Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (defesa), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol). Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira.
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Santos sofre, mas bate Palmeiras nos pênaltis e é campeão na Vila

Até este domingo, apenas três vezes na história o perdedor da primeira final do Campeonato Paulista havia conseguido ser campeão no jogo de volta. Agora são quatro: assim como em 2007, o Santos desfez a vantagem adversária e foi campeão. Para ficar com o título na Vila Belmiro, devolveu a diferença no placar do jogo de ida vencendo o Palmeiras por 2 a 1 no tempo normal e derrotando-o também na disputa por pênaltis (4 a 2).

Finalista da competição pelo sétimo ano consecutivo, a equipe litorânea volta a festejar depois de ter sido vice-campeã em 2013 e 2014. Com a vitória deste domingo, são quatro conquistas nesse período. Além disso, dá o troco no Palmeiras pela derrota em 1959, única ocasião em que os dois times disputaram o troféu em confrontos diretos. O rival, por sua vez, não chegava a uma decisão estadual desde 2008, quando foi campeão diante da Ponte Preta.

Depois de um primeiro tempo praticamente todo do Santos – com gols de David Braz e Ricardo Oliveira em dois lances de desatenção defensiva -, a segunda etapa foi bem diferente. A começar pelas expulsões de Geuvânio e Dudu minutos antes do intervalo. Com dez jogadores de cada lado e a entrada de Cleiton Xavier, o Palmeiras diminuiu a diferença com Lucas, depois de ótimo lançamento de Valdivia, até então pouco produtivo. E até tinha o controle do jogo, porém precisou se desdobrar para segurar o resultado ao ter Victor Ramos expulso.

Nos pênaltis, quem levou a melhor foi o Santos. Rafael Marques teve sua cobrança defendida por Vladimir, ao passo que Jackson chutou a bola no travessão. Com quatro tentativas convertidas diante de Fernando Prass, os santistas finalmente soltaram o grito de campeão na Vila Belmiro.

O jogo – Derrotado por 1 a 0 no Palestra Itália, o Santos precisava da vitória e teve o reforço de Robinho, recuperado de edema na coxa esquerda. O Palmeiras, sem o volante Arouca (que não se recuperou a tempo de estiramento na coxa esquerda), recuou Robinho e voltou a contar com Valdivia, que não atuou no primeiro jogo por conta de dores no joelho esquerdo. Dois times, portanto, dispostos a atacar, ainda que a equipe alviverde pudesse jogar pela vantagem do empate para ser campeã.

Logo no primeiro minuto, Valdivia levou um chapéu de Renato no meio-campo e deu mostras de que não teria uma boa primeira metade de jogo. Sete minutos depois, o meia chileno recebeu cartão amarelo, a exemplo do que ocorreu com Dudu instantes antes. O terceiro palmeirense pendurado foi o volante Gabriel, aos 24 minutos. Até lá, foi o Santos o dono das principais ações de jogo, com muita velocidade principalmente em contra-ataques. Em um deles, Ricardo Oliveira finalizou pouco atrás da entrada da área, à direita do gol de Fernando Prass.

O Robinho santista – muito mais participativo do que o palmeirense – também quase marcou, mas foi desarmado pelo zagueiro Victor Ramos no momento exato do chute, quase na pequena área. Na sequência da jogada, o Palmeiras tentou a resposta rápida, mas o contragolpe foi paralisado por Victor Ferraz, único jogador do time da casa a ser advertido antes do intervalo pela arbitragem.

Móvel no ataque santista, Robinho teve outra oportunidade interessante de finalização. Depois de deixar Gabriel para trás na ponta esquerda, ele invadiu a área e chutou no ângulo oposto. Fernando Prass fez a defesa em dois tempos. No minuto seguinte, quem levou perigo ao goleiro alviverde foi Geuvânio, em arremate cruzado e rasteiro, que passou rente à trave direita. O camisa 11 era uma dos principais escapes ofensivos do Santos, para azar do veterano Zé Roberto.

Aos 29 minutos, o Santos aproveitou a única arma com que o Palmeiras assustava até então. Em rebote da defesa após cobrança de falta, Valencia despachou a bola para frente e achou Robinho em posição legal, livre de marcação, dentro da área. O atacante tocou de primeira para o lado direito. De frente para o gol, com Fernando Prass já batido, o zagueiro David Braz apenas completou para a rede e abriu o placar.

O Palmeiras sentiu o golpe. Se já não conseguia furar a marcação ao se aproximar da área adversária, ficaria ainda mais difícil. Os únicos momentos de apreensão da torcida santista continuaram a ser em jogadas de bola parada. Sem efetividade nos escanteios, o time treinado por Oswaldo de Oliveira quase chegou ao empate em falta cobrada por Robinho. O meio-campista colocou a bola perto do ângulo direito de Vladimir.

Quatro minutos mais tarde, o Santos não desperdiçou a desorganização palmeirense. Ricardo Oliveira foi acionado por Robinho, ganhou de Vitor Hugo em dividida pelo chão, entrou sozinho na área e carregou a bola com tranquilidade suficiente para encontrar o melhor ângulo para vazar Fernando Prass. Um golpe ainda mais duro para os jogadores do Palmeiras, que viram Dudu ser expulso no último minuto regulamentar ao se enrolar com Geuvânio dentro da área rival. O santista imediatamente também levou cartão vermelho direito. Revoltado, o palmeirense ainda deu um empurrão no árbitro.

No segundo tempo, com dez jogadores de cada lado, vantagem revertida e a entrada de Cleiton Xavier no Palmeiras (no lugar de Robinho), a partida mudou. Todo ataque, o time visitante por pouco não diminuiu a diferença aos dez minutos. Após cobrança de escanteio pelo lado direito, Rafael Marques cabeceou no chão, e Vladimir segurou a bola em cima da linha. Três minutos depois, o goleiro santista fez bela defesa em chute colocado de Zé Roberto de fora da área que buscava seu ângulo direito.

O Santos ameaçou sair um pouco mais para tentar retomar o controle do jogo. Mas o Palmeiras traduziu sua melhora em gol aos 19 minutos. Valdivia, até então pouco produtivo, fez ótimo lançamento para Lucas. Por trás da defesa, dentro da área, o lateral direito ajeitou a bola e desviou sem muita força, a suficiente para que ela passasse por cima da perna de Vladimir e entrasse. A euforia se tornaria desespero, no entanto, a partir dos 31 minutos, quando Victor Ramos foi expulso com o segundo amarelo por levantar o pé no corpo de Valencia.

Com nove homens em campo, o Palmeiras se desdobrou e foi valente. Chegou até a balançar a rede – com Vitor Hugo, em rebote de Vladimir após falta cobrada por Cleiton Xavier -, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. No minuto seguinte, Ricardo Oliveira saiu cara a cara com Fernando Prass e viu o goleiro se agigantar para fazer a defesa à queima-roupa. Nos pênaltis, porém, não brilhou como na semifinal diante do Corinthians. Vladimir, sim, fez uma defesa (na cobrança de Rafael Marques) e ainda contou com ajuda do travessão, na tentativa de Jackson, para dar o título ao Santos.

Bastidores pré e pós título – Santos TV:

Santos supera tumulto e cresce em desconfiança para ser campeão

“Vamos pensar um pouquinho, vou pegar um papel aqui (com o nome de todos os jogadores do elenco). Esse time, para mim, é para ser campeão. Para você é para cair?”. Essas foram as palavras de Modesto Roma Jr, nove dias antes do pontapé inicial do Campeonato Paulista. À época, o clima na Vila Belmiro era de desconfiança, falava-se que o time brigaria apenas nas posições mais baixas da tabela de classificação e apenas o presidente, que fora eleito no início do ano, parecia acreditar em terminar o semestre campeão Estadual.

O título conquistado neste domingo, após eliminar o rival São Paulo na semifinal e reverter a vantagem palmeirense na grande decisão, na Vila Belmiro, para delírio do torcedor que lotou seu alçapão, coroou uma campanha de superação e comprovou a força do elenco alvinegro, capaz de driblar tantas adversidades durante a competição.

Pré-temporada conturbada
Desde a apresentação do elenco santista, na primeira semana de janeiro, o clima no CT Rei Pelé já era tenso e pesado. Jogadores insatisfeitos com os atrasos salariais e as promessas não cumpridas da diretoria, até dezembro comandada por Odílio Rodrigues, respingaram no início da temporada.

Em meio aos primeiros treinos, Arouca, Aranha, Mena e Leandro Damião entraram em conflito com a cúpula do Peixe, abandonaram os treinamentos e acionaram o clube na Justiça, buscando um desligamento imediato para atuarem em outros clubes e o recebimento dos salários atrasados.

Arouca e Aranha acabaram indo justamente para o rival Palmeiras, Mena e Damião acertaram com o Cruzeiro e o capitão Edu Dracena, de uma forma amigável, se transferiu para o arquirrival Corinthians. A torcida passou a perseguir e protestar contra seus ex-ídolos e o Santos abdicou de contar os atletas rebelados.

Reforços sob suspeita
Sem dinheiro em caixa e priorizando acertar a dívida com o grupo de atletas, o Peixe buscou reforçar seu elenco com jogadores em fim de contrato, empréstimos a custo zero ou fazendo trocas. Assim, chegaram Vanderlei, Werley, Chiquinho, Valencia, Elano, Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira.

Os reforços não empolgaram e a própria torcida alvinegra parecia não acreditar em um campeonato de muito sucesso.

Campo e bola
Ao contrário do que muitos esperavam, porém, o início dos jogos foi um verdadeiro remédio para o time santista. De tanto ouvir sobre o favoritismo do Trio de Ferro da Capital Paulista, os jogadores do Peixe se motivaram em provar a todos que a equipe tinha seu valor. Assim, o Peixe não deu trégua a seus adversários e se manteve na liderança do Grupo D desde a primeira rodada.

Aos poucos, Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira se mostravam um trio de ataque muito perigoso. Lucas Lima, assim como em 2014, aparecia como maestro. E Renato usava sua experiência ao lado do jovem cão de guarda Alison. Chiquinho fez o torcedor esquecer a ausência de Mena e Victor Ferraz tomou conta da lateral direita. No gol, Vanderlei usou seu bom histórico no Coritiba para passar segurança e a zaga contou sempre com o comando do astuto David Braz.

Troca de técnico
Após a sétima rodada, apesar de liderar a classificação geral do Paulista e se manter invicto, o Santos viveu uma crise com seu treinador. Enderson Moreira, que nunca foi uma unanimidade no clube, acabou se desgastando com o elenco e a comissão técnica e, após atacar os jogadores revelados pelas categorias de base, não resistiu e acabou demitido.

Depois de fracassar na tentativa de contratar Dorival Junior e Vagner Mancini, a diretoria resolveu ouvir o grupo de jogadores e efetivou Marcelo Fernandes, com Serginho Chulapa de auxiliar. Ex-zagueiro do próprio Santos, Fernandes se apoiou no bom relacionamento com o elenco para manter o time entre os líderes.

Embalo até o título
Mesmo sem receber os direitos de imagem, conviver com as turbulências que envolveram saída de jogadores, reforços e troca de técnico, o time se mostrou imune a tudo isso e seguiu batendo seus rivais um a um. O único tropeço na primeira fase foi contra a Ponte Preta, mas 10 vitórias e 4 empates deram ao time da Vila Belmiro a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Corinthians.

Nas quartas de final, o time não encontrou dificuldades para despachar o XV de Piracicaba na Vila Belmiro após uma vitória por 3 a 0. Na fase seguinte, de novo diante de seu torcedor, o São Paulo foi presa fácil e o placar de 2 a 1 não foi capaz de representar a imponência do Peixe no clássico.

Com a queda corintiana para o arquirrival, o alvinegro conquistou o direito de decidir mais uma vez na sua casa e fez valer o alçapão para rever a vantagem conquistada pelo Verdão no primeiro duelo e, assim, ficar com mais uma taça do Paulista, a quarta nos últimos sete anos.

Santos repete 1995 e fica em campo no intervalo para triunfar

O Santos repetiu, na conquista do Campeonato Paulista, uma fórmula que lhe havia sido útil há 20 anos. Como ocorrera na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, em triunfo histórico sobre o Fluminense, os jogadores alvinegros permaneceram em campo no intervalo da decisão contra o Palmeiras.

“Foi para sentir o clima. Saímos do vestiário falando que só voltaríamos com a missão cumprida”, afirmou o técnico Marcelo Fernandes, ainda no intervalo, antes que a missão fosse cumprida. “Conversamos com os líderes do grupo, todos toparam. A torcida merece, é um presente.”

Desta vez, o placar do primeiro tempo já era suficiente. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, no Palestra Itália, o Santos fez 2 a 0 nos 45 minutos iniciais do embate na Vila Belmiro. Acabou levando um gol na etapa final, mas chegou à conquista na disputa por pênaltis.

Em 1995, a partida de ida foi mais complicada, uma vitória por 4 a 1 do Fluminense no Maracanã. No segundo confronto, no Pacaembu, a formação preta e branca abriu 2 a 0 e ficou no gramado. Em um duelo cheio de reviravoltas, avançou à final triunfando por 5 a 2.

O heroísmo não foi suficiente, na ocasião, para que o troféu fosse erguido – ficou com o Botafogo, em decisão de arbitragem bastante problemática. Em 2015, os jogadores do Santos ficaram no campo no intervalo e também após o apito final, fazendo a festa com sua torcida.

Em 10 anos, Santos supera São Paulo em taças do Paulista e é 3º no ranking

Ao ser campeão estadual em 2005, o São Paulo somou o 20º título. Desde então não foi mais campeão. Durante as dez edições seguintes o Santos conseguiu ser o clube com mais taças e, de quebra, superou o rival tricolor com 21 conquistas.

A marca foi superada neste domingo (3) ao derrotar o Palmeiras na decisão do Estadual, na Vila Belmiro.

A marca é significativa porque deixa os santistas a uma taça de igualar o Palmeiras (22). O Corinthians, com 27, continua tranquilo como o recordista.

Neste século, no entanto, o Santos é o recordista. São seis taças (2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015) contra quatro do Corinthians, duas do Ituano e uma de Palmeiras, São Caetano e São Paulo.

Com o título do Santos, o Paulista confirma o histórico de ser um dos mais equilibrados do país.

No Rio, o recordista é o Flamengo com 33 títulos. Em Minas Gerais, é o Atlético-MG com 43. No Rio Grande do Sul, é o Internacional com 44.

DOMÍNIO POR DÉCADA

O Campeonato Paulista foi disputado pela primeira vez em 1902. Alguns anos teve duas edições devido brigas entre clubes e federações. Ao todo, são 125 títulos divididos por 17 campeões.

Separando o torneio por décadas, o domínio santista é mais evidente. O clube foi o melhor em quatro décadas do Estadual, empatado com o São Paulo.

Só na década de 1960, entre 1961 e 1970, foram sete títulos do Santos.

Corinthians e Palmeiras dominaram duas décadas cada um. Paulistano e Clube Atlético São Paulo dominaram uma cada um.

CONFIRA OS CAMPEÕES:
27 – Corinthians
22 – Palmeiras
21 – Santos
20 – São Paulo
11 – Paulistano
04 – Clube Atlético São Paulo
03 – Portuguesa
03 – Associação Palmeiras
02 – Ituano
02 – Germânia (atual Pinheiros)
02 – Internacional
02 – Americano
02 – São Bento
01 – Bragantino
01 – Inter de Limeira
01 – São Caetano
01 – São Paulo da Floresta

Com funk, apresentador da Globo Tiago Leifert tenta “fazer as pazes” com santistas

A relação entre a torcida do Santos e a TV Globo anda estremecida. Há anos que a torcida critica a preferência dada a outros clubes nas transmissões porém nas quartas de final do Campeonato Paulista ficou ainda mais evidente, quando a emissora carioca optou por transmitir ao vivo apenas a partida do Corinthians, no sábado, e ignorou Santos x XV de Piracicaba, no domingo, dia em que os torcedores estão acostumados com futebol na televisão. No lugar da partida, a organização preferiu passar um filme do Homem Aranha, o que irritou os torcedores. Nesta segunda-feira, após a conquista santista, Tiago Leifert, apresentador do Globo Esporte, seguindo a moda do funk feito pelo atacante Robinho ainda nos vestiários após a primeira partida da final, fez um funk para tentar “fazer as pazes” com os novos campeões.

Na letra, escrita pelo próprio apresentador, ele lembra a polêmica da escolha pelo filme ao invés do jogo, enche a bola dos jogadores do Santos e até dá uma “cutucada” em alguns palmeirenses, como Dudu, expulso na decisão, e Valdivia, com quem já se estranhou em outras oportunidades.

Apesar de não se desculpar claramente pela escolha da emissora na época, Tiago deixa claro que tenta fazer as pazes com os torcedores santistas. “Torcida do Santos um abraço para vocês. A gente sabe que estavam bravos por causa das quartas de final, mas estamos sempre juntos”, finalizou.

Veja o vídeo do funk abaixo.

Campeão e craque do Paulista, Ricardo Oliveira comemora “resposta”

Ricardo Oliveira passou quatro anos no Al Wasl, nos Emirados Árabes Unidos, mas já voltou ao futebol brasileiro sendo campeão paulista e eleito o melhor jogador da competição. Resultados que o veterano centroavante, autor de 11 gols que ajudaram na conquista santista, considera uma resposta a todos, inclusive para si mesmo.

“Foi uma resposta para mim. Eu tinha certeza que era só voltar a treinar e jogar que voltaria a fazer gols. Isso me deixa satisfeito. Algumas pessoas abaixam a cabeça e se enterram com as críticas. Mas eu pegava o que era válido. Sou um cara muito focado, não desvio facilmente dos meus objetivos. E, sem a ajuda de companheiros, nem treino seria possível”, disse o jogador, que fará 35 anos nesta semana, feliz pelo início de temporada que o fez prorrogar seu vínculo com o time da Vila Belmiro.

“É o retorno que eu esperava. Existiam muitas dúvidas, até compreensíveis, porque foram cinco anos em um campeonato que não é competitivo, é curto. Mas a dúvida nunca existiu na minha cabeça. Eu tinha certeza de que isso ia acontecer por causa do meu empenho, meu trabalho e meus companheiros que acreditaram que eu poderia ser decisivo e se dedicaram a me ajudar”, agradeceu o artilheiro do Paulistão, que recebeu seus troféus nesta noite, na festa de encerramento do torneio.

“A minha função é fazer gols, mas os meus gols têm que servir para a vitória do time. Não sou daqueles que chega ao outro dia feliz pelo meu gol e só. Mas sei que, se eu fizer gols, a vitória fica mais perto”, prosseguiu Ricardo Oliveira, alegre pelas conquistas nestes primeiros meses de temporada.

“O sentimento é de muita alegria, de dever cumprido. É o meu primeiro título no Brasil como protagonista, vestindo a camisa de um grande clube. Foi um prêmio por tudo que fiz na pré-temporada e nos nove meses sem jogar, quando fui semeando todos os dias na esperança de chegar a um grande clube, fazendo o que demonstrei. A coroação veio com o troféu, o título coletivo e um parâmetro que dá base muito sólida para o Brasileiro, sabendo que o caminho é esse”, indicou.

Confira a lista completa da seleção do Paulistão 2015:

Goleiro: Fernando Prass (Palmeiras)
Lateral direito: Fágner (Corinthians)
Zagueiros: Gil (Corinthians) e David Braz (Santos)
Lateral esquerdo: Zé Roberto (Palmeiras)
Volantes: Gabriel e Arouca (ambos do Palmeiras)
Meias: Robinho (Palmeiras) e Lucas Lima (Santos)
Atacantes: Robinho e Ricardo Oliveira (ambos do Santos)
Técnico: Oswaldo de Oliveira (Palmeiras)
Craque do campeonato: Ricardo Oliveira (Santos)
Craque da galera: Robinho (Palmeiras)
Craque do interior: Crislan (Penapolense)
Revelação: Rafael Longuine (Grêmio Osasco Audax)


Vídeos: Reportagem e (2) íntegra da disputa de pênaltis.

Mogi Mirim 1 x 1 Santos – 4 x 5 nos pênaltis

Data: 04/05/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo único
Local: Estádio Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Público: 16.645 pagantes
Renda: R$ 376.425,00
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Hermam Brumel Vani e Danilo Ricardo Simon Manis
Cartões amarelos: Val, Tiago Alves e Roger Gaúcho (MM); Montillo e Renê Júnior (S).
Gols: Roni (44-1); Edu Dracena (31-2).
Pênaltis: Mogi Mirim: Tiago Alves, Roger Gaúcho, Wagninho e Val; Carlos Alberto, Juninho e Roni desperdiçaram. Santos: Cícero, André, Neymar, Léo e Edu Dracena; Miralles e Renê Júnior desperdiçaram.

MOGI MIRIM
Daniel; Caramelo, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo (Juninho); Magal, Val, Roger Gaúcho e Wagner (Carlos Alberto); Roni e Henrique (Wagninho).
Técnico: Dado Cavalcanti

SANTOS
Rafael; Felipe Anderson, Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo (André); Miralles e Neymar.
Técnico: Muricy Ramalho



No sufoco, Santos bate Mogi nos pênaltis e terá clássico na decisão

Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, no Morumbi

No sufoco, o Santos precisou mais uma vez das cobranças de pênaltis para chegar à final do Campeonato Paulista. Após o empate com o Mogi Mirim, em 1 a 1, neste sábado, no Estádio Romildão, o Santos levou a melhor nas penalidades, ganhando por 5 a 4. Agora, os santistas aguardam o vencedor da outra semifinal. São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi.

O jogo

O Santos começou a partida dando a impressão de que sufocaria o adversário. Tanto que, aos três minutos, o zagueiro Edu Dracena teve uma boa chance para marcar. Porém, o goleiro Daniel fez grande defesa, evitando o gol do time praiano.

Com o Santos pressionando nos primeiros minutos, o Mogi Mirim ainda viu o lateral-esquerdo João Paulo deixar o jogo, lesionado. Aos seis, Juninho entrou em seu lugar na equipe.Mas, após perder um de seus principais jogadores, o Sapão melhorou em campo. O Mogi passou a atacar mais, principalmente com o lateral Caramelo, pelo lado direito.

No entanto, os santistas continuavam perigosos e, aos 37, quase chegou ao seu primeiro gol. Neymar recebeu dentro da área e, de perna esquerda, tocou a bola para Miralles. O argentino tentou alcançar a bola com um ‘carrinho’, mas chegou atrasado na jogada e perdeu uma boa oportunidade para a equipe alvinegra.

O Santos voltou a levar perigo ao gol adversário, em cobrança de falta com o atacante Neymar. Aos 41, a Joia quase surpreendeu Daniel, batendo direto para a meta e exigindo mais uma boa intervenção do arqueiro do Mogi Mirim.

Só que este lance de Neymar, não foi o último antes do intervalo. Isto porque, o Sapão abriu o placar, pouco antes do intervalo. Aos 44, após boa jogada de Caramelo, Val cruzou na área, Roni se desvencilhou da marcação de Felipe Anderson e tocou de cabeça para o gol, sem chances para Rafael: 1 a 0 para o Mogi.

Na volta para a etapa complementar, o Peixe passou a tentar se impor perante o adversário. Aos nove, o técnico Muricy Ramalho perdeu o meia Montillo, que sentiu dores musculares na coxa esquerda, e colocou o centroavante André na sua vaga.

Mas os donos da casa continuavam perigosos e, aos 14, o Mogi Mirim quase ampliou a sua vantagem. Henrique recebeu dentro da área, fez o giro e chutou forte, para boa defesa de Rafael, que evitou o segundo gol do Mogi Mirim no duelo. Dois minutos após perder a chance de mais um gol, Henrique foi substituído por Wagninho, numa tentativa do técnico Dado Cavalcanti de ganhar mais velocidade para o contra-ataque.

Entretanto, na base da pressão, os santistas chegaram ao empate. Aos 31, Neymar cobrou falta na área, para cabeçada de Cícero, defendida por Daniel. Miralles aproveitou o rebote e cruzou para Edu Dracena cabecear e deixar tudo igual no placar: 1 a 1.

Após o gol de empate alvinegro, o treinador do Mogi mudou pela última vez. Aos 34, Wagner saiu para a entrada de Carlos Alberto. Nos minutos finais, Mogi e Santos pouco criaram. Com isso, a definição do primeiro finalista do Paulistão foi para as cobranças de pênaltis.

No primeiro chute, o argentino Miralles isolou. O zagueiro Tiago Alves converteu o pênalti a favor do Mogim Mirim. Na sequência, Cícero fez o gol e Rafael defendeu a cobrança de Carlos Alberto. Na terceira cobrança santista, Renê teve a sua penalidade defendida por Daniel, enquanto Roger Gaúcho converteu, recolocando os donos da casa na frente. No entanto, André fez o seu, com Juninho desperdiçando. Nas últimas cobranças da série, Neymar converteu e Wagninho também.

Léo e Edu Dracena, para o time praiano, marcaram nas batidas alternadas. Val marcou, mas Roni perdeu a sua cobrança, defendida por Rafael, que classificou o Peixe para a decisão do Estadual.

Herói mais uma vez, Rafael atribui rendimento nos pênaltis aos treinos

O camisa 1 do Santos pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o time à decisão do Paulistão 2013

O goleiro Rafael está se acostumando à rotina de herói do Santos. Nas quartas de final contra o Palmeiras, na semana passada, ele já havia defendido duas penalidades. Neste sábado, o camisa 1 pegou duas cobranças, das três desperdiçadas pelo Mogi Mirim e foi um dos responsáveis por levar o Santos à decisão do Paulistão 2013 . O jogador atribuiu o bom desempenho nos pênaltis aos treinos, no CT Rei Pelé.

“A gente treina bastante. Toda sexta-feira, eu treino pênaltis. A gente sempre treina com um dos melhores do Brasil e do mundo que é o Neymar, o André também bate bem. Nós treinamos muito, pois sabíamos da possibilidade para essas duas partidas (quartas e semifinal)”, contou Rafael.

O goleiro alvinegro ainda falou sobre a tática utilizada contra Roni, último cobrador do Sapão, na disputa de pênaltis. Rafael apontou para um canto e pulou para o outro, defendendo a penalidade e classificando o Santos para a decisão do Estadual.

“A gente tenta fazer alguma coisa diferente. O Roni bateu no último jogo naquele canto. Eu fiz isso para ele ver que eu tinha visto. Foi Deus quem me guiou para o lado certo”, disse o arqueiro, que não poupou elogios ao futebol apresentado pelo Mogi Mirim neste confronto.

“Eles estão de parabéns pela campanha. A gente passou por um time muito forte, por detalhes. É uma classificação muito importante. Agora, vamos para a final, que também será dificílima”, concluiu.

Neymar se emociona com quinta final seguida no Campeonato Paulista

Com a vitória nos pênaltis contra o Mogi Mirim, o Santos, mais uma vez, vai disputar a decisão do Campeonato Paulista

O atacante Neymar era um dos jogadores mais emocionados com a classificação do Santos para a final do Campeonato Paulista . Após a equipe praiana bater o Mogi Mirim, nas cobranças de pênaltis, o craque fez uma oração, ajoelhado no gramado, e depois falou sobre a sua felicidade por chegar a quinta decisão seguida estadual.

“Não é ritual, sou um cara cristão. Estava agradecendo a tudo que ele fez na minha vida. Ele (Deus) fez valer a sua vontade, com o Santos chegando a mais uma final”, disse Neymar, que cobrou o último pênalti da série inicial de cinco cobranças para cada lado.

“Esse caminho do meio-campo até a marca do pênalti, não é fácil. Dá uma ansiedade na barriga. Pedi a Deus que eu tivesse precisão e calma, para converter a penalidade contra o Mogim Mirim”, comentou o astro santista.

Sobre a vaga em mais uma final do Paulistão, Neymar comemorou bastante o objetivo alcançado pelo seu time, que busca o tetracampeonato. “É uma felicidade grande, um dia de muita alegria. Pela quinta vez na final do Paulistão. Graças a Deus não sei o que é ficar fora de uma final do Paulista”, desabafou.

O Santos espera o vencedor do clássico entre São Paulo e Corinthians, que será realizado neste domingo, às 16 horas (horário de Brasília), no Morumbi, para saber quem será o seu rival na disputa pelo título da competição.

Santos 1 x 1 Palmeiras – 4 x 2 nos pênaltis

Data: 27/04/2013, sábado, 16h15.
Competiçao: Campeonato Paulista – Quartas-de-finais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.172 pagantes
Renda: R$ 443.755,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Alberto Poletto Masseira e Maria Núbia Ferreira Leite (ambos de SP).
Auxiliares adicionais: Flávio Rodrigues Guerra e Antonio Rogério Batista do Prado (ambos de SP).
Cartões amarelos: Renê Júnior e Neto (S); Henrique, Márcio Araújo e Wesley (P).
Gols: Cícero (12-1); Kleber (38-2).
Pênaltis: Santos: Miralles, Cícero, Montillo e Renê Júnior converteram; Palmeiras: Souza e Wesley converteram; Kleber e Leandro desperdiçaram.

SANTOS
Rafael; Alan Santos (Neto), Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior, Arouca (Marcos Assunção), Cícero e Montillo; Neymar e André (Miralles).
Técnico: Muricy Ramalho

PALMEIRAS
Bruno; Ayrton, Henrique, Mauricio Ramos e Marcelo Oliveira; Márcio Araújo (Souza), Léo Gago (Kleber), Charles e Wesley; Vinícius (Maikon Leite) e Leandro.
Técnico: Gilson Kleina



Santos elimina o Palmeiras nos pênaltis e avança às semifinais

Após empate por 1 a 1, time da Vila Belmiro conta com cobranças erradas de Kleber e Leandro e garante classificação no Paulista

O Santos está classificado para as semifinais do Campeonato Paulista. Após empate por 1 a 1 com o Palmeiras no tempo regulamentar, a equipe comandada por Muricy Ramalho fez 4 a 2 sobre o rival na decisão por pênaltis e confirmou a sua classificação para a próxima fase neste domingo, na Vila Belmiro. Os atacantes Kleber e Leandro desperdiçaram suas cobranças.

Apesar de ter levado alguns sustos no início da partida, o Santos assumiu o controle do clássico quando abriu o placar com Cícero, que completou um chute de Neymar após cobrança de escanteio. A partir de então, o Palmeiras foi acuado e teve reduzidas as suas chances de acertar as redes. Naquela que foi praticamente a última delas, aos 38 minutos do segundo tempo, Kleber (herói e vilão no clássico) igualou o marcador com uma bela cabeçada.

O Palmeiras agora se concentra para começar a competir nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O primeiro confronto com o mexicano Tijuana será já na noite de terça-feira, no Estádio Caliente. Por sua vez, o Santos terá mais tempo de preparação para o seu próximo compromisso na Copa do Brasil. Enfrentará o Joinville apenas em 8 de maio, fora de casa, pela segunda fase do torneio.

O jogo

Para se manter com chances de ser tetracampeão paulista, Muricy Ramalho baseou, mais uma vez, seu esquema em Neymar, apesar de o atacante ter sido dúvida até pouco antes da partida por dores na coxa esquerda. Mas, no início, o astro sofreu bastante para fazer sua equipe andar.

Sem Galhardo, abalado pela morte do irmão, o volante Alan Santos foi escalado na lateral direita dos mandantes, sem passar do meio-campo para liberar a subida de Léo pela esquerda. Renê Junior comandava a saída de bola, com Arouca enfiado como um ponta direita, Cícero chegando em Montillo para armar e André como referência na frente. Todos à procura de Neymar, que não parava em campo. Mas nada disso dava certo.

Gilson Kleina deixou o volante Souza no banco de reservas para ter a movimentação incessante de Leandro e Vinicius na frente, apesar de o segredo estar no meio-campo. Charles e Ayrton se revezavam na lateral para vigiar Neymar, com Marcelo Oliveira fazendo o mesmo com Léo Gago na esquerda para anular Arouca. Márcio Araújo tirou Montillo do jogo, e Cícero ficava perdido em campo, com Wesley e Charles passando em suas costas para o ataque.

Sem permitir o encaixe da marcação adversária, graças à rápida movimentação, o Palmeiras teve chance de gol com Leandro, com espaço suficiente para obrigar Rafael a fazer boa defesa em arremate de fora da área, aos seis minutos. Aos dez, Wesley desarmou Renê Junior no círculo central e lançou Vinicius, que tabelou com Charles e cruzou rasteiro para Leandro desviar rente ao pé da trave esquerda de Rafael.

Para fazer seu time jogar, Neymar voltava até o campo de defesa, inclusive para escapar da dura marcação que sofria ao atacar, quase sempre caindo ao chão por levar entradas mais fortes. Mas bastou um momento de desconcentração do Verdão para a qualidade dos anfitriões na Vila Belmiro aparecer de maneira decisiva.

Em uma rara jogada de toques de primeira, Montillo passou para Arouca tentar encobrir Bruno na grande área. O goleiro espalmou para fora e, na cobrança de escanteio, o Palmeiras se esqueceu de Neymar, deixando o atacante dominar no peito e bater cruzado. Também livre, mas na pequena área, Cícero se esticou para colocar a bola nas redes, aos 12 minutos.

O jogo se transformou completamente após o gol do Santos. Tudo que Muricy Ramalho ensaiou se encaixou, e o Palmeiras já não acertava mais passes, perdendo a bola até mesmo na defesa. Acuada em seu campo, a equipe de Kleina ainda viu Neymar driblar toda a defesa como quis na área e só não dar assistência para André porque Marcelo Oliveira afastou quase da linha do gol. Desconcentrado, o time ainda deixou Cícero livre de novo para cabecear, mas nas mãos de Bruno, aos 19.

Na base da movimentação, os jovens Vinicius e Leandro conseguiram recolocar o Palmeiras no ataque e até envolviam a defesa adversária com suas tabelas, mas, quando olhavam na área, já não encontravam ninguém porque Wesley e Charles estavam atrás do meio-campo, impedidos de avançar pela imposição do jogo santista.

Mesmo soberano naquele momento, o Santos obedeceu Muricy e se retraiu à espera do contra-ataque, dando a posse de bola ao rival. O Palmeiras, porém, já não acertava tanto e só assustou em cobrança de escanteio que Leandro, à frente do gol, cabeceou para fora.

O Peixe, por sua vez, chegou a balançar as redes em gol contra de Henrique, em jogada anulada por falta de Neymar no zagueiro, aos 30 minutos. E ainda quase fez um golaço com Edu Dracena, que parou em grande defesa de Bruno e no travessão. O goleiro reapareceu também em falta cobrada por Neymar, para evitar um placar mais elástico antes do intervalo.

Tentando resolver os problemas do Palmeiras, Kleina concordou em arriscar tudo – “é isso aí”, ele disse – ao colocar o atacante Kleber no lugar de Léo Gago. As primeiras investidas no segundo tempo, no entanto, foram do Santos. Aos dez minutos, Cícero avançou pela direita e cruzou rasteiro. Neymar, livre de marcação, chutou em cima de Bruno – enquanto os palmeirenses reclamavam de impedimento no lance.

O Palmeiras não demorou muito a responder. Três minutos após o susto, Leandro chegou a se desvencilhar do goleiro Rafael. O atacante só não completou a jogada para o gol porque o veterano Léo teve fôlego para interceptar o chute e salvar o Santos do empate.

Logo depois de o Palmeiras chegar próximo da igualdade, Muricy resolveu entrar em ação. Sacou Alan Santos e André para as entradas de Neto e Miralles e conseguiu o que queria: esfriar o clássico, obrigando o rival (que não tinha criatividade) a rodar bastante a bola no meio-campo.

Gilson Kleina, então, gastou as suas últimas fichas. Souza e Maikon Leite (vaiado pela torcida de seu ex-clube) entraram nas vagas de Márcio Araújo e Vinícius com a missão de manter o Palmeiras vivo no Campeonato Paulista. Parecia que não daria certo, já que Neymar e Miralles tiveram uma série de oportunidades de ampliar o marcador para o Santos – e desperdiçaram todas, com chutes em cima de Bruno, da marcação ou para fora.

Aos 38 minutos, quando alguns torcedores do Santos já festejavam a classificação com provocativos gritos de “segunda divisão”, o Palmeiras chegou ao empate. Souza cruzou da direita, e Kleber cabeceou com estilo para marcar o seu primeiro gol pelo clube. Muricy Ramalho, depois de tantas chances perdidas por seu ataque, ficou desolado com a iminente disputa de pênaltis.

Bastidores – Santos TV:

Rafael rejeita rótulo de herói do Santos e explica movimentação nos pênaltis

Goleiro defendeu duas cobranças na disputa com o Palmeiras e foi decisivo na classificação do time para a semifinal do Paulista

O goleiro Rafael foi decisivo para a classificação do Santos para as semifinais do Campeonato Paulista. Após defender as cobranças dos atacantes Kleber e Leandro, ele evitou ser rotulado como herói pela vitória por 4 a 2 na disputa por pênaltis com o Palmeiras . O clássico terminou empatado por 1 a 1 no tempo regulamentar.

“Não gosto de falar em herói. É lógico que chamam o goleiro dessa forma depois de pênaltis defendidos, mas toda a equipe se doou muito”, comentou Rafael, que se preparou para se destacar nas penalidades. “A gente treina, né? Mas é difícil, pois o Palmeiras tem grandes batedores, mas treino pênaltis todas as sextas”, avisou.

Para colocar em prática o que treinou, Rafael apostou em uma movimentação constante sobre a linha do gol. O objetivo era desconcentrar os palmeirenses. “Quis fazer alguma coisa diferente. Eu me sinto melhor assim, mais ligado do que se estivesse parado. Também é bom para deixar o gol um pouco menor. Às vezes, dá certo. Hoje, deu”, sorriu.

Ainda que não se considere um herói, o goleiro do Santos lembrou que a boa atuação serviu para coroar uma semana especial. “Pegar pênaltis é bom em qualquer circunstância, mas foi Dia do Goleiro ( em 26 de abril ) nesta semana, o que torna isso mais legal ainda. Gostei de ver o carinho das pessoas pelo nosso trabalho. Estou ainda mais animado porque jogo em um time espetacular como o Santos”, enalteceu.

Após defesas de pênalti, Rafael volta a falar em seleção brasileira

Goleiro foi decisivo para a classificação do Santos à semifinal do Campeonato Paulista ao defender duas cobranças do Palmeiras

Rafael se empolgou com as defesas de pênalti que classificaram o Santos às semifinais do Campeonato Paulista. Após parar os atacantes Kleber e Leandro na disputa de penalidades com o Palmeiras, no sábado, o goleiro passou a projetar um retorno à seleção brasileira.

“O técnico tem convocado o Júlio César, que é um baita goleiro. Temos muitos outros bons. O Brasil está bem servido e só deve dar sequência para alguém, como fizeram com o Júlio. Mas é claro que sempre sonho com a Seleção. Vou trabalhar com humildade, quietinho, para voltar”, almejou.

Rafael seria o titular da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, porém contundiu o cotovelo direito e acabou cortado. “Houve a lesão e, por opção do técnico, não voltei mais”, lamentou, apesar de não criticar Mano Menezes, o antecessor de Luiz Felipe Scolari no comando do Brasil.

“Sei que é difícil. Goleiro é carga de confiança. Eu contava com a confiança do Mano, que sempre me deu apoio e me ajudou muito. Tive idade olímpica para estar em Londres. Depois das Olimpíadas, o treinador voltou a chamar quem considerava melhor. Mas só tenho a agradecê-lo. O Mano foi o cara que me deu a minha primeira chance na seleção. Não vou me esquecer disso”, discursou.

Atualmente, Rafael conta com a confiança de outro técnico: Muricy Ramalho. “Ele é um goleiro que não chegou de graça à seleção brasileira. Caras como ele crescem em momento de decisão, como foram os pênaltis com o Palmeiras. No futebol, você mostra que é bom nos momentos difíceis”, disse o treinador do Santos, incentivando futuras convocações de seu comandado.

“O Rafael teve um probleminha ( o corte das Olimpíadas ), e isso acaba abatendo um pouco. Mas a confiança que temos nele é muito grande. Ele voltou a mostrar porque é o goleiro do Santos e porque já esteve na Seleção Brasileira”, exaltou Muricy.

Muricy lamenta chances perdidas no “melhor jogo do Santos no ano”

Treinador aprova atuação da equipe durante o empate diante do Palmeiras na Vila Belmiro, mas reclama da pontaria dos jogadores

O técnico Muricy Ramalho ficou muito satisfeito com a atuação do Santos no clássico contra o Palmeiras, neste sábado. A vitória nos pênaltis, após empate por 1 a 1 , garantiu a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O treinador, no entanto, ficou insatisfeito com a pontaria dos seus comandados.

“Foi o melhor jogo do Santos no ano. Estamos subindo na hora certa. O Palmeiras teve poucas oportunidades, e nós criamos um bom volume de jogo. O problema é que não aproveitamos para matar a partida. E, no futebol, a bola pune mesmo. Em um lance isolado, saiu o gol deles”, comentou Muricy.

O Santos havia aberto o placar no primeiro tempo, com gol de Cícero, e passou a dominar o jogo a partir de então. Após desperdiçar uma série de chances, principalmente com os atacantes Neymar e Miralles, levou o gol de empate, marcado de cabeça por Kleber.

“A gente poderia ter matado o jogo no segundo tempo. Criamos muitas chances. Por isso, precisamos estar sempre ligados, ainda mais em jogos de mata-mata”, advertiu o meia Montillo, apesar de contente com a classificação santista. “Estamos de parabéns pela vitória nos pênaltis.”

Para o goleiro Rafael, que defendeu as cobranças dos atacantes Kleber e Leandro na disputa de penalidades, o Santos foi superior ao Palmeiras por causa da grande vontade de vencer – um elogio que vinha sendo creditado ao time rival. “A nossa disposição fez a diferença. Saímos mortos de campo. Com essa determinação, sofremos menos gols e temos chances menores de perder”, disse.

Mesmo com o empenho e a vaga garantida na próxima fase do Estadual, Muricy Ramalho tem consciência de que o Santos ainda precisa melhorar para chegar ao inédito tetracampeonato. “Hoje, os pênaltis fizeram justiça à nossa atuação. Nosso time é experiente e cresce muito nessas horas. Mas sabemos que não temos mais algumas feras do passado, como Robinho, Ganso e Elano. Estamos formando um grupo novo. Isso, às vezes, demora um pouco. Felizmente, o volume de jogo contra o Palmeiras foi grande, como ainda não havíamos tido”, concluiu.

Muricy dedica classificação do Santos ao presidente e a Galhardo

Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro voltou a ser internado no hospital nesta semana, enquanto lateral perdeu o irmão em acidente de carro

O técnico Muricy Ramalho citou duas pessoas relacionadas ao Santos que atravessam dificuldades em meio à comemoração pela classificação às semifinais do Campeonato Paulista, com vitória nos pênaltis sobre o Palmeiras: o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e o lateral direito Rafael Galhardo.

“Sei que o presidente está sofrendo muito, pois não é fácil ficar internado. A gente dedica a nossa vitória a ele e também ao Galhardo, esperando que tenham muita força”, comentou Muricy, logo após o clássico deste sábado, na Vila Belmiro.

Luis Álvaro voltou a ser internado no Hospital Albert Einsten, em São Paulo, na última segunda-feira, por apresentar cansaço excessivo durante sessão de fisioterapia respiratória. Em 28 de fevereiro, o mandatário santista havia ido ao hospital para fazer uma biópsia no pulmão e passado por um procedimento de cateterismo cardíaco após se sentir mal.

Já Galhardo perdeu o irmão Marcus Vinícius Galhardo, de 22 anos, morto em um acidente automobilístico no interior do Rio de Janeiro. Marquinhos, como era conhecido, também jogava futebol profissionalmente: estava emprestado pelo Friburguense ao Tombense, semifinalista do Campeonato Mineiro.

“O Galhardo está ao lado de sua família. Sentimos a falta dele como jogador e como pessoa, pois é alguém muito querido no grupo. Rezamos muito por ele, para voltar bem. Estamos esperando o atleta de braços abertos”, comentou Muricy.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) reportagem Sportv.

Santos 1 x 0 Vélez Sarsfield – 4 x 2 nos pênaltis

Data: 24/05/2012, quinta-feira, 20h00.
Competição: Copa Santander Libertadores – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.908 pagantes
Renda: R$ 677.502,00
Árbitro: Roberto Silvera (URU).
Auxiliares: Mauricio Espinosa e Miguel Nievas (ambos do URU).
Cartões amarelos: Alan Kardec, Adriano, Arouca e Neymar (S); Fernández e Cabral (VS).
Cartão vermelho: Barovero (VS).
Gols: Alan Kardec (32-2). Nos pênaltis: Alan Kardec, Ganso, Elano e Léo (S); Martínez e Sebá Domínguez. Perderam: Canteros (VS, por cima) e Papa (VS, defesa do Rafael).

SANTOS
Rafael; Henrique (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Adriano (Renteria), Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec.
Técnico: Muricy Ramalho

VÉLEZ SARFIELD-ARG
Barovero; Peruzzi, Sebá Domínguez, Ortiz e Papa; Cubero, Zapata, Fernández (Canteros) e Cabral (Bella); Martínez e Obolo (Montoya).
Técnico: Ricardo Gareca



Santos elimina o Vélez nos pênaltis e encara o Corinthians na semi

Nos pênaltis, Alan Kardec, Paulo Henrique Ganso, Elano e Léo fizeram os gols da classificação do Santos na Libertadores

Após o arquirrival Corinthians garantir uma vaga na semifinal da Copa Libertadores, a classificação contra o Vélez era uma questão de honra para o torcedor santista. Nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, o time de Muricy Ramalho não decepcionou: venceu por 1 a 0 e eliminou o time argentino nas cobranças de pênalti: 4 a 2.

Com um jogador a mais desde os 39 minutos do primeiro tempo, o Santos marcou o gol da vitória na etapa final, com Alan Kardec. Nas penalidades, Kardec, Elano, Ganso e Léo fizeram os gols da classificação – o goleiro Rafael pegou a cobrança de Papa e Canteros chutou para fora.

As semifinais do torneio continental serão disputadas nos dias 13 e 20 de junho. Como o Corinthians fez melhor campanha na fase de grupos, o segundo jogo será no Pacaembu. A princípio, a primeira partida deve ser realizado na Vila Belmiro.

Agora, no próximo domingo, a equipe do técnico Muricy Ramalho busca a primeira vitória no Campeonato Brasileiro, contra o Sport, na Vila Belmiro. Convocados para a seleção, Neymar e Rafael vão desfalcar a equipe em três rodadas do Nacional. Já Paulo Henrique Ganso será submetido a uma artoscopia no joelho direito e deve ficar três semanas afastado.

O jogo

O Santos não perdeu tempo e quase abriu o placar no primeiro minuto da partida. Elano cobrou falta na área, nenhum jogador conseguiu desviar de cabeça e a bola tirou tinta da trave esquerda de Marcelo Barovero.

A jogada de perigo animou a torcida que lotou a Vila Belmiro. No entanto, por causa da forte marcação do time argentino, o Santos voltou a ameaçar apenas aos 19 minutos. A zaga do Vélez rebateu mal, Neymar ficou com a bola e chutou para fora.

Na melhor jogada do primeiro tempo, aos 39 minutos, Neymar recebeu lançamento de Elano e, fora da área, sofreu falta dura do goleiro. Como o atacante tinha tudo para marcar o gol, o árbitro não pensou duas vezes e expulsou Marcelo Barovero.

Devido à expulsão, o técnico Gareca sacou o atacante Obolo para a entrada do goleiro Montoya. Na cobrança da falta, Elano chutou para fora.

No segundo tempo, o Santos partiu com tudo para aproveitar a vantagem numérica. Logo aos dois minutos, Adriano soltou a bomba de fora da área e o goleiro espalmou para escanteio. Mesmo com todos os jogadores no campo de defesa, o Vélez respondeu aos oito minutos. Fernandez chutou de muito longe e quase encobriu o goleiro Rafael.

Após o Santos ficar quase 15 minutos sem criar uma chance de perigo, Muricy Ramalho resolveu mudar o time e colocou o atacante Rentería na vaga do volante Adriano.

E mais: Neymar já ganhou relógio, carro e até iate em apostas com o pai

A mudança, por pouco, não surtiu efeito aos 27 minutos. Rentería foi calçado por Ortiz dentro da área, mas o árbitro não marcou o pênalti.

Dois minutos depois, Alan Kardec perdeu uma chance incrível. O atacante ficou livre na cara do gol e chutou em cima do goleiro Montoya.

A torcida ficou revoltada com o gol perdido, mas o atacante precisou de apenas quatro minutos para dar a volta por cima. Aos 33, Kardec recebeu passe de Ganso dentro da área e tocou com estilo no canto do goleiro: 1 a 0.

Depois do gol, o Vélez ficou ainda mais fechado na defesa, fez muita cera e conseguiu administrar a derrota por 1 a 0.

Nos pênaltis, Alan Kardec, Ganso, Elano e Léo fizeram para o Santos. Pelo Vélez, Seba e Martinez converteram a cobrança. Já Canteros chutou para fora e Papa parou na mão de Rafael.

Bastidores – Santos TV:

Léo desabafa após brilhar e marcar gol decisivo nos pênaltis

Lateral-esquerdo do Santos, de 37 anos, desabafou e se disse desrespeitado devido à sua idade

O veterano lateral Léo, que atualmente é reserva do Santos, foi decisivo nesta noite de quinta-feira, na classificação do Santos sobre o Vélez Sarsfield na Libertadores. O jogador de 37 anos entrou no 2º tempo, deu passe para o gol de Alan Kardec e converteu a cobrança que garantiu a vaga do time paulista para as semifinais. Após a partida, Léo desabafou e se disse desrespeitado pela sua idade.

“A gente trabalha muito. Muita pena, muita gente olha pra mim, com 37 anos e acha que eu não posso produzir. Existe um desrespeito muito grande quando o atleta tem essa idade. Tem que analisar o que você faz dentro de campo. Eu, por exemplo, fiquei machucado e já falaram que o Léo estava velho. Tem jogador de 20 anos que se machuca e ninguém fala nada”, declarou o lateral santista.

Léo substituiu Juan, que teve atuação apagada e deu novo fôlego à equipe de Muricy Ramalho. Cinco minutos depois de sua entrada, deu belo passe para Alan Kardec marcar o único gol do jogo. Nos pênaltis, bateu a quarta cobrança do Santos e selou a classificação do time para as semis da Libertadores. O adversário dos santistas na próxima fase será o arquirrival Corinthians.

O lateral, que surgiu no Santos na geração de Diego e Robinho em 2002, também falou de sua dedicação nos treinos, mesmo sem atuar entre os titulares da equipe de Muricy Ramalho.

“Eu me dedido, eu treino. Eu estava preparado e pude ajudar fazendo o gol da classificação”, disse Leó, que ainda admitiu que tem esperanças de ser titular nos próximos jogos do Santos. “Quem sabe eu possa aparcer, sempre com os pés no chão e trabalhando com dedicação”, concluiu o veterano lateral.

Neymar responde provocação de assessor do Vélez: “Respecto es bueno”

Carlos Martino, assessor de imprensa do Vélez, provocou o Santos ao fazer alusão à morte de Chico Formiga

Após a classificação do Santos para as semifinais da Libertadores contra o Vélez Sarsfield, Neymar respondeu à provocação do assessor de imprensa do time argentino, Carlos Martino. Antes do duelo desta quinta, o integrante do Vélez fez uma brincadeira com a notícia da morte de Chico Formiga, ex-técnico do Santos que lançou os primeiros meninos da Vila.

“Respecto es bueno y a nosotros nos gusta. Obrigado Chico Formiga!!”, postou Neymar em sua conta no Twitter.

Martino publicou uma foto em sua conta no microblog de uma notícia do jornal “A Tribuna” de Santos, que mostra uma foto do caixão de Chico Formiga coberto com a bandeira do Santos e fez a piada: “Publicar isso é um prognóstico para hoje?”, postou Martino.

Antes do início da partida, o Santos divulgou uma nota em seu site repudiando a atitude do assessor de imprensa argentino, porém pediu para os torcedores santistas não agissem de maneira violenta contra o ato de Martino.


Cruzeiro 1 x 0 Santos ( 3 x 4 nos pênaltis )

Data: 13/09/2006, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa Sul-Americana – Fase preliminar – Jogo de volta
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 4.278 pagantes
Renda: R$ 18.620,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Cartões amarelos: Gladstone (C); Wellington Paulista e Heleno (S).
Gols: Wagner (05-2).

CRUZEIRO
Fábio; Gabriel, Thiago Heleno, Gladstone e Júlio César; Fábio Santos, Élson, Martinez (Sandro) e Wagner; Geovanni e Carlinhos Bala (Diego).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Felipe, Ronaldo Guiaro, Luiz Alberto e Domingos; Paulo (Dênis), Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Kléber) e Carlinhos; André Oliveira (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Nos pênaltis, Santos elimina Cruzeiro e segue na Sul-Americana

O Santos segue na Copa Sul-Americana e vai enfrentar o argentino San Lorenzo, no próximo dia 27, em Buenos Aires. O Peixe garantiu sua vaga na fase internacional da competição, nos pênaltis (4 x 3), depois de ser derrotado, por 1 x 0, no tempo normal, nesta quarta-feira, no Mineirão. Dessa forma, houve uma inversão no resultado do jogo de ida, que tinha sido ganho pelo time santista, também por 1 x 0, no Pacaembu.

O time santista jogava pelo empate e podia perder até por um gol de diferença, desde que marcasse no Mineirão, o que acabou não acontecendo. Sem a sua força máxima, repetindo procedimento do primeiro jogo, o Peixe atuou com o regulamento debaixo do braço e priorizou a marcação. Só passou a atacar depois que o Cruzeiro marcou o seu gol, recorrendo até mesmo a jogadores titulares, como o lateral-direito Dênis, que substituiu a Paulo.

Só que o time de Vanderlei Luxemburgo não teve a força ofensiva necessária para conseguir o empate, que garantiria a vaga nos 90 minutos, obrigando a decisão pelos pênaltis. Quando o Peixe conseguiu finalizar, o goleiro Fábio, da Raposa, teve boa participação. Já o Cruzeiro também criou chances para ampliar o placar, mas faltou pontaria a seus atacantes. Quando o chute saiu certo, o jovem goleiro Felipe apareceu bem. Aos 45min, ele salvou o gol em chute de Fábio Santos.

O Cruzeiro não conseguiu a vaga nos pênaltis, mas, pelo menos quebrou o jejum de vitórias no Mineirão. O clube celeste não conseguia ganhar nesse estádio desde os 2 x 0 sobre o Corinthians, pela 11ª rodada do Nacional, em 12 de julho. Desde então, foram cinco empates e uma derrota. A vitória sobre o São Caetano, por 3 x 0, a única no período, foi no Independência.

A vitória sobre o Santos e a classificação para enfrentar o San Lorenzo, eram consideradas fundamentais para amenizar a crise no Cruzeiro e ajudar na reação no Brasileiro, a partir do jogo contra o Palmeiras, no próximo domingo, novamente no Mineirão. A estréia do lateral-direito Gabriel e o retorno de cinco titulares, que estavam contundidos, casos de Thiago Heleno, Fábio Santos, Martinez e Wagner não garantiram a vaga.

Já o Santos, que ocupa a terceira colocação no Brasileiro, com 39 pontos, a quatro do líder São Paulo, havia priorizado a competição nacional, embora considerasse importante seguir na Sul-Americana. No próximo domingo, o time santista pega a Ponte Preta, em Campinas, enquanto a Raposa recebe o Palmeiras, no Mineirão.

O jogo

Obrigado a vencer, o Cruzeiro tomou a iniciativa do ataque, logo no início da partida, procurando arriscar chutes de longa e média distâncias. Em cinco minutos, o time celeste já havia batido duas vezes, de longe, para fora, mas com algum perigo para o goleiro Felipe. Na primeira vez, a 1min, foi Martinez quem chutou e, na segunda, foi Geovanni, com a bola indo para escanteio.

No minuto seguinte, o Peixe levou um susto, quando o volante Fábio Santos, um dos quatro jogadores que voltou após ausência por contusão, tentou um passe e a bola desviou em Luiz Alberto, encobrindo por pouco o gol defendido por Felipe. O começo da partida foi caracterizado por um Santos muito cauteloso, que praticamente não atacava, e um Cruzeiro tentando impor um ritmo mais veloz de chegada à frente.

Aos 16min, quando Carlinhos Bala chutou de dentro da grande área, o Cruzeiro já havia finalizado cinco vezes, contra nenhuma do time santista. Mas, se o time mineiro demonstrava qualidade para criar jogadas ofensivas, não mostrava pontaria nas conclusões. A primeira vez que uma finalização teve a direção certa, foi aos 19min, quando o baixinho Carlinhos Bala conseguiu cabecear, mas tocou fraco na bola, facilitando a defesa de Felipe.

O goleiro Fábio, do Cruzeiro, por sua vez, tinha pouco trabalho. A primeira vez que interferiu foi aos 23min, em um cruzamento da esquerda, quando colocou a escanteio. Já a equipe celeste seguia finalizando. Aos 27min, Ronaldo Guiaro tentou cortar um chute de longe e ajeitou para Carlinhos Bala, que demorou para arrematar, permitindo a recuperação do zagueiro santista.

A partida, a partir dos 30min, caiu muito o ritmo, tornando-se monótona e sem qualidade. Os dois times erravam muitos passes – 18 pelo Cruzeiro e 14 do Santos -, além de permitirem muitas recuperações de bola por parte do adversário: 13 do Peixe, contra 10 da Raposa. Os donos da casa, que no início, tentavam as jogadas de linha de fundo, especialmente pela direita, com o estreante lateral Gabriel, passaram a concentrar as jogadas pelo meio.

Nos primeiros 45min, o time de Oswaldo de Oliveira finalizou 12 vezes, 11 delas para fora, enquanto a equipe de Vanderlei Luxemburgo arrematou apenas três vezes, duas sem direção e uma facilmente defendida por Fábio. O primeiro chute a gol do Peixe aconteceu somente aos 33min, por intermédio de Cléber Santana, que errou por muito o alvo.

Wellington Paulista, único atacante escalado por Luxemburgo, reconheceu que o time finalizou pouco. “Temos de chegar mais de trás, tocando a bola para chegarmos em condições de finalizar”, afirmou. Já o volante Fábio Santos observou os erros de conclusão. “Estamos pecando na finalização e isso não pode acontecer em um jogo tão difícil. É preciso mais concentração”, analisou o jogador cruzeirense.

O Cruzeiro voltou com a mesma formação para o segundo tempo. “Não foi ruim, tivemos domínio, mas precisamos intensificar a nossa movimentação para ganhar a partida”, analisou Oswaldo de Oliveira. Já o Santos mexeu em duas posições. Entraram Kléber e Jonas para as entradas de Rodrigo Tabata e André Oliveira. “Vamos forçar o ritmo no meio, pois o Cruzeiro tem jogadores voltando e podem sentir”, justificou Vanderlei Luxemburgo.

O reinício da partida não foi diferente. O Cruzeiro tentando tomar a iniciativa ofensiva e arriscando os chutes de longa distância, como aos 4min, com Élson, enquanto o Santos seguia priorizando a defesa. Aos 6min, o time da casa marcou o seu gol. Heleno fez falta em Fábio Santos, que foi batida rapidamente. Gabriel avançou pela direita e cruzou para Wagner marcar. Felipe ainda tocou na bola, mas não evitou o gol, em lance muito reclamado pelos jogadores santistas e por Vanderlei Luxemburgo.

Após o gol celeste, o Santos modificou a sua postura, passando a ter mais pressa e também a atacar mais. Cléber Santana em chute forte ameaçou o goleiro Fábio. O Cruzeiro, entretanto, teve mais espaços nos contra-ataques e quase ampliou, aos 16min, quando o zagueiro Thiago Heleno, duas vezes, finalizou, mais não conseguiu acertar o gol. Aos 19min, o goleiro da Raposa bobeou, em bola recuada para ele, e quase permitiu o empate santista.

Mais ofensivo, o Peixe criou oportunidades para empatar a partida. Aos 26min, Kléber cruzou e Jonas cabeceou bem, obrigando o goleiro Fábio a difícil defesa, colocando a bola para o escanteio. Mas se o Santos atacava, a esse momento o Cruzeiro contra-atacava, deixando o jogo aberto. Apesar da pressão final, o time mineiro não conseguiu o segundo gol e a decisão foi mesmo para os pênaltis.

Santos condena atuação de árbitro

A decisão do árbitro Wilson Souza Mendonça em dar prosseguimento ao lance que originou o gol do meia cruzeirense Wagner revoltou o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, e o capitão da equipe, o zagueiro Luiz Alberto. Com a vitória da Raposa no tempo normal, a decisão da vaga foi decidida somente nas penalidades, com êxito santista, que alcançou a etapa internacional da Copa Sul-Americana.

Luxemburgo não economizou críticas ao juiz da partida, classificando Mendonça como arrogante, confuso e complicado. Segundo Luxa, o árbitro acumula diversos afastamentos no quadro de arbitragem devido a sucessivos erros cometidos em campo.

“Ele nos prejudicou mais uma vez. O Wilson tava com o apito na boca à espera do atendimento médico e não poderia ter deixado seguir a jogada. Ele é um pouco complicado e arrogante, apitando como se fosse o senhor do espetáculo. Tem sido afastado constantemente”, esbravejou Luxa.

Não bastasse a reclamação sobre a feitura do gol do Cruzeiro, o comandante alvinegro também considerou estranha a decisão de Mendonça em determinar as cobranças de penalidades no lado em que a torcida local era maior. “Ele escolheu as cobranças no lado da torcida do Cruzeiro. Qual o critério ele adotou para mandar os pênaltis a favor do Cruzeiro?”, indagou.

A jogada que resultou no gol do cruzeirense Wagner ocorreu após uma cobrança de falta rápida, cometida pelo volante Heleno no meio-campista Fábio Santos na segunda etapa. O atleta santista aguardava o atendimento médico em virtude da entrada ríspida no atleta da Raposa, entretanto, Mendonça deu prosseguimento ao jogo autorizando a cobrança da falta mesmo afastada do local onde originou a falta.

A bronca com Wilson de Souza Mendonça não ficou restrita ao técnico Luxemburgo. O zagueiro Luiz Alberto avalia que o árbitro deveria interromper a seqüência da jogada que culminou no gol adversário.

“Que eu saiba, quando um jogador está no chão sentindo muitas dores, o árbitro tem o dever de esperar um pouquinho. E pior é que depois ele acompanhou o lance com as mãos na cintura, totalmente fora da jogada. Não sei o que passa nas cabeças desses árbitros. Para completar, ele mandou cobrar os pênaltis no lado do Cruzeiro”, criticou Luiz Alberto à rádio Itatiaia.