Navegando Posts marcados como Pepe

Santos 5 x 4 Peñarol

Data: 25/03/1965
Competição: Copa Libertadores – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Renda: Cr$ 36.591.500,00
Público: 50.000
Árbitro: Luis Ventre (argentino)
Gols: Pelé (02-1), Pepe (05-1), Dorval (07-1), Rocha (19-1), Dorval (24-1), Silva (25-1) e Coutinho (38-1); Silva (30-2) e Silva (37-2).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Olavo, Joel e Geraldino; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho (Toninho, 39-1), Pelé, Pepe.
Técnico: Lula

PEÑAROL
Maidana, Caetano, Maciel (C. G. Pérez, 28-1), Varela e Forlán; Gonçalvez e Rocha; Ledesma, Héctor Silva, Sasía e Joya.
Técnico: Máspoli

Ocorrências: Aos 36-1 Maidana defendeu pênati cometido por Ledesma em Pepe, que Pelé desperdiçou. Foi o quinto penal perdido pelo Rei.

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Universidad de Chile 1 x 5 Santos

Data: 13/02/1965
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 1ª rodada
Local: Estádio Nacional, em Santiago, Chile.
Público: 49.218
Renda: Cr$ 77.888.950,00
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (BRA).
Gols: Pelé (12-1), Mengálvio (28-1); Pepe (15-2), Pelé (19-2, de pênalti), Pelé (32-2) e Araya (39-2).

UNIVERSIDAD DE CHILE
Astorga; Donoso, Villanueva, Rodríguez, Contreras, Araya, Alvarez, Clivares (Oleniak), Marcos e Sanchez.

SANTOS
Gilmar; Lima, Joel e Geraldino; Zito e Haroldo; Dorval, Mengálvio, Toninho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

Santos 3 x 2 Portuguesa

Data: 13/12/1964
Competição: Campeonato Paulista – 30ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 17.197 pagantes
Renda: Cr$ 18.823.000,00
Árbitro: Armando Marques.
Gols: Pepe (07-2), Toninho (24-2), Ditão (31-2), Ismael (35-2, contra) e Wilson Silva (35-2, contra).

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto e Lima; Zito e Haroldo; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula

PORTUGUESA DE DESPORTOS
Orlando; Jair Marinho, Ditão e Edilson; Pampolini e Wilson Silva; Almir, Dida, Henrique, Nair e Ivair.
Técnico:


Jogos inesquecíveis


Ouça abaixo os gols da histórica partida.

Santos 11 x 0 Botafogo-SP

Data: 21/11/1964
Competição: Campeonato Paulista – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.437
Renda: Cr$ 4.210.800,00
Árbitro: Carlos Drumond da Costa
Gols: 1º tempo (7 a 0): Pelé (03-1), Pelé (08-1), Pelé (16-1), Pepe (19-1), Coutinho (25-1), Pelé (38-1) e Pelé (40-1); 2º tempo: Pelé (25-2), Pelé (27-2, de pênalti), Pelé (28-2) e Toninho Guerreiro (45-2).

Ocorrências: Antes da partida foi aguardado um minuto de silêncio em memória ao ex-presidente John Kennedy, morto nos EUA há um ano atrás.

Preliminar (aspirantes): Santos 3 x 2 Botafogo-SP

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé Pepe.
Técnico: Lula

BOTAFOGO-SP
Machado; Ditinho, Carlucci, Tiri e Maciel; Hélio Vieira e Adalberto; Zuíno, Alex, Antoninho e Gaze.
Técnico: Oswaldo Brandão



Santos goleia Botafogo de 11 e Pelé marca 8

O Santos conseguiu na Vila Belmiro uma das maiores goleadas conhecidas em certames oficiais na categoria de profissionais, derrotando o Botafogo por implecáveis 11 a 0. Foi uma partida magnífica, onde o atleta Pelé mais parecia uma “fera” solta dentro do “coliseu”, a devorar pobres e indefesas vítimas sob o delírio de um público que chegou a ficar de pé, sob uma chuvinha fria para aplaudir o maior jogador do mundo. As 9.437 pessoas que compareceram à tarde ao estádio da Vila Belmiro, assistiram uma partida hisorica, que poderão contar com orgulho mais tarde para seus netinhos, como na poesia de Gonçalves Dias: “manitôs, que prodígio eu vi”. O encarregado do placar foi a pessoa que mais trabalhou dentro do estádio e se viu as voltas com um problema inesperado, quando Pelé marcou o 10º gol para o Santos. Não havia número suficiente, e um torcedor logo gritou: “Tira a camisa do Pelé e coloca lá”. Um outro ao lado comentou: “É melhor parar por aí. Você já pensou se marcam mais dois gols, todo esse provo gritando queremos o 13º? irá criar um problema social.”

Nesta tarde, Pelé superou todos os recordes mundiais na marcação de gols em uma única partida: fez 8, alguns como o 8º, 9º e 10º, com um minuto de diferença um do outro, ou seja: aos 25, 27 e 28 minutos do segundo tempo. Somente a espera pela cobrança do penalti deu refresco ao Botafogo.

Quanto ao Botafogo, quase nada se pode dizer. Jogou como costuma jogar, é uma boa equipe, mas… O maior elogio ao clube de Ribeirão Preto é o de que soube perder, sem apelar para violência, mas até colaborando para o espetáculo, jogando um futebol bonito e vistoso. Seu erro foi querer atuar de igual para igual com o Santos, principalmente, porque não tem um Pelé em sua equipe.

A goleada
Logo aos 3′ de partida, Pelé balançava as redes de Machado no primeiro gol da tarde, depois de receber um lançamento de Mengálvio pelo alto. Com um leve toque passou por Maciel, correu pela área e atirou rasteiro na saída do arqueiro. A equipe do Santos dava, assim, sua primeira demonstração de que não estava para brincadeira e que entrara em campo para valer. De Gilmar a Pepe todos funcionavam como uma máquina, quase perfeita, sem erros.

O Botafogo era envolvido normalmente. Assim, aos 8′, novamente Pelé, deslocado pela meia direita, em jogada idêntica à anterior, recebia lançamento de Lima, passava na corrida por Titi, dava um chapéu em Carlucci, na entrada da grande área, caia para o miolo da mesma e atirava de pé esquerdo de forma inapelável contra a meta de Machado. Pelé aparecia já de forma endiabrada no campo e arrancava aplausos da torcida. Aos 16′, novamente Pelé marcava. Num cruzamento de Toninho na direita para a marca penal, surgiu como um foguete e meteu a cabeça na bola, que tocou o solo e entrou no alto do gol de Machado: 3 a 0.

O Santos pressionava de maneira impressionante e até esta altura o Botafogo havia tentado dois ataques, que terminaram com bola pela linha de fundo.

Três minutos depois do gol de Pelé, aos 19′ era a vez de Pepe assinalar o seu. Cobrando um escanteio da ponta esquerda acertou um tremendo tiro a gol, que Machado tentou rebater de soco. A bola tocando em sua mão ganhou efeito e foi para o fundo do gol: 4 a 0.

Pelé parecia satisfeito e mudou de posição com Coutinho, que passou a jogar pela direita, enquanto “ele” caia para a esquerda e mais recuado.

Aos 25′ Coutinho recebeu a bola na intermediária pelo lado direito. Correu com ela e Pelé desceu ao seu lado. Coutinho deu-lhe em diagonal, Pelé deixou-a passar, virou de costas e deu de calcanhar para Coutinho que continuava correndo rumo ao gol, sob medida. O “gordo” apenas amorteceu-a e empurrou para o fundo das redes na saída do arqueiro: 5 a 0. Um gol maravilhoso.

Os botafoguenses já não sabiam mais o que fazer. Brandão fez uma alteração na defesa. Recuou Hélio Vieira e Zuíno, que podem ser considerados os dois melhores elementos do Botafogo, mas a tática nao deu resultado e Pelé continuava o mesmo, fazendo suas diabruras a não parar mais. Numa delas, aos 35′, penetrou pela área levando todo mundo e foi derrubado por Carlucci. penal legítimo que o árbitro não assinalou.

Aos 38′, Pepe cobrou novo escanteio, desta vez pela ponta direita. Pelé amorteceu a bola no peito, no bico da pequena área, e encheu o pé de esquerda na sua descida. A bola tocou em Carlucci e voltou para ele, que emendou novamente, agora de pé direito, do jeito que ela veio. A bola ricocheteou na perna de um defensor do Botafogo e foi para o fundo do gol. DOis minutos depois, novamnete Pelé, voltava a movimentar o marcador, no mais belo gol da tarde. Pepe correu pela ponta esquerda e cruzou para dentrodo gol, a meia altura. Coutinho se atirou de cabeça e furou. Pelé, que vinha atrás, lançou o corpo no ar e apanhou a bola de pé direito, acertando um verdadeiro voleio, mandando-a para o alto do gol, sem possibilidade de defesa. Terminava o primeiro tempo, com 7 a 0 para o Santos e 5 gols de Pelé.

Guardou a bola
No intervalo entrou o roupeiro do Santos em campo e apanhou a bola, guardando-a de recordação. Foi necessário providenciar uma nova para o segundo tempo.

Na fase final o Santos voltou mais acomodado no gramado e não se preocupando muito em fazer gols. O Botafogo começou a pressionar um pouco e Antoninho aos 10′ perdia a maior oportunidade da partida, possibilitando a Gilmar uma grande defesa. A torcida santista já se desesperava e pedia mais um.

Pelé resolveu atender ao pedido da assistência aos 25′, quando recebeu um lançamento de Mengálvio pelo alto. Pelé estava impedido, mas o bandeira não assinalou. O “crioulo” correu, passou por Hélio Vieira e enganou com o corpo ao arqueiro. Da linha de fundo chutou para o fundo da rede: 8 a 0. Um minuto depois, Pepe penetrou pela esquerda e foi aterrado por Ditinho. Penal que Pelé cobrou e marcou. Um minuto depois, novamente Pelé aparava um cruzamento de Pepe da esquerda e marcava o seu 8º gol na partida.

Coutinho perdeu ainda um gol certo aos 38′ e, finalmente, aos 45′, Toninho marcava o seu, depois de receber um lançamento de Coutinho na meia lua. Amorteceu a bola no peito, deixou-a cair e chutou rasteiro, sem chance para a defesa de Machado.

Terminava assim um jogo que ficará na memória dos que estiveram no estádio e que terá que ser registrado na história do futebol mundial, como feito heróico de um atleta, consagrando o trabalho de toda uma equipe. O Botafogo pagou pelo o que não fez.

Curiosidade: Leiam no link abaixo a outra goleada do Santos, de 7×4 sobre o Corinthians. O azarado Oswaldo Brandão levou 18 gols do Peixe em duas partidas, sendo 12 gols apenas do Pelé. Ele era o técnico do Botafogo-SP nos 11×0 e foi para o Corinthians, sofrendo em seguida os 7×4.



Galeria de Fotos:

Créditos:
– Áudio: Narrador: Ennio Rodrigues; Comentarista: Luiz Augusto Maltoni; Reportagem: Borghi Junior. Cedido gentilmente por Almir Espindola.
– Fontes: Revista Placar e Jornal Folha de São Paulo

XV de Piracicaba 3 x 6 Santos

Data: 01/11/1964
Competição: Campeonato Paulista – 21ª rodada
Local: Estádio Roberto Gomes Pedrosa, “Robertão”, em Piracicaba, SP.
Público: 9.096
Renda: Cr$ 4.056.900,00
Árbitro: Albino Zanferrari.
Gols: Pelé (11-1), Toninho (14-1), Pepe (20-1), Pelé (30-1), Válter (08-2), Varner (13-2), Pelé (16-2), Cabrita (27-2, de pênalti) e Neguito (30-2, contra).

XV DE PIRACICABA
Nino; Kiki, Pescuma e Neguito; Pires e Dorival; Nondas, Varner, Cabrita, Valter e Rafael.
Técnico:

SANTOS
Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Zito e Lima; Toninho, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Técnico: Lula