Ponte Preta - Acervo Santista

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Ponte Preta 1 x 2 Santos

Data: 25/01/2018, quinta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 3.032 pagantes
Renda: R$ 51.100,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Vitor Carmona Metestaine.
Cartões amarelos: Tiago Real, Marciel, Renan Fonseca, Jeferson, Ronaldo e Marquinhos (PP); Copete, Vecchio e David Braz (S).
Gols: Léo Arthur (08-1); Eduardo Sasha (28-2) e Rodrygo (47-2).

PONTE PRETA
Ivan; Emerson, Renan Fonseca, Luan Peres e Jeferson; Marciel (Ronaldo), Tiago Real e Léo Artur (Thiaguinho); Silvinho (Marquinhos), Felipe Saraiva e Felippe Cardoso.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Caju; Alison, Matheus Jesus (Jean Mota) e Vecchio; Copete, Arthur Gomes (Rodrygo) e Rodrigão (Eduardo Sasha).
Técnico: Jair Ventura



Com gol de joia, Santos vence a Ponte Preta de virada em Campinas

O Santos venceu a Ponte Preta, de virada, por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Moisés Lucarelli, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Depois de um primeiro tempo sofrível e de sair atrás com gol de Léo Arthur aos oito minutos, o Peixe melhorou na segunda etapa, empatou com os primeiros gols de Eduardo Sasha e Rodrygo pelo clube. Sasha empatou aos 28 e Rodrygo, aos 17 anos, deu os três pontos nos acréscimos após jogada individual.

Mesmo com pouca criatividade e longe da intensidade que prega o técnico Jair Ventura, foi o alvinegro quem dominou o segundo tempo. Copete e Arthur Gomes tiveram boas chances de virar antes de Rodrygo marcar. Vecchio criou jogadas importantes.

O jogo:

Ponte Preta e Santos fizeram um início de jogo morno. As equipes se estudavam em campo e pouco arriscavam. Nas primeiras movimentações, foi possível ver qual seria a tônica da partida: Peixe com a bola. Ponte à procura do contra-ataque.

E aos oito minutos, a Macaca aproveitou a primeira oportunidade. Felippe Cardoso driblou David Braz, passou fácil por Caju e cruzou. Léo Arthur dividiu com Victor Ferraz, levou a melhor e, sem ângulo, chutou por baixo das pernas de Vanderlei.

Após o gol, o Santos tentou a reação, mas esbarrava em um meio-campo de pouca criação. A chance de empatar veio só aos 25 minutos, quando Luiz Felipe, livre na pequena área, cabeceou por cima do gol.

Aos 31 minutos, Léo Arthur driblou Alison na intermediária ofensiva e finalizou com perigo, à direita do gol de Vanderlei. Cinco minutos depois, Arthur Gomes arriscou de fora da área, Rodrigão não alcançou e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro Ivan.

No fim do primeiro tempo, Victor Ferraz cobrou falta, quase que da linha da área, na barreira. Na sequência, Caju bateu quatro escanteios consecutivos no primeiro pau.

Na segunda etapa, o cenário mudou. O Santos com a posse de bola, mas oferecendo mais perigo. Vecchio subiu de rendimento e o Peixe passou a martelar a Ponte.

Aos oito minutos, Vecchio chutou de primeira de fora da área para grande defesa do goleiro Ivan. Aos 11, Copete chutou cruzado para nova defesa do Ivan. A pressão, porém, parou nesses dois lances

O jogo caminhava para a vitória dos donos da casa, até que brilhou a estrela de Eduardo Sasha, que substituiu Rodrigão no segundo tempo. O atacante, de cabeça, aproveitou bom cruzamento de Copete para empatar aos 28 minutos.

Depois do empate, a partida ficou aberta. Aos 29 minutos, Felipe Saraiva quase fez de fora da área. Na sequência, Vecchio deu lindo passe para Arthur Gomes. Cara a cara com Ivan, o atacante cavou e a bola passou perto da trave.

Aos 36 minutos, nova falta para o Santos na entrada da área. Jean Mota acertou a barreira. No rebote, o próprio Jean finalizou por cima do gol. Dois minutos depois, Vecchio deu nova assistência para Copete, que chutou cruzado para mais uma boa defesa de Ivan.

Quando o placar marcava 41 minutos, Vecchio apareceu de novo. Destaque no segundo tempo, o argentinou arriscou, com a canhota, de fora da área. Bola passou raspando o travessão.

Segundos depois, Felippe Cardoso teve duas chances de desempatar. Na primeira, chutou cruzado. Depois do bate-rebate, chutou mascado e a bola quase traiu Vanderlei.

Nos acréscimos, brilhou a estrela do garoto Rodrygo. O atacante recebeu de Vecchio, driblou Emerson e chutou no canto de Ivan para dar a vitória ao Santos em Campinas.

Santos TV – Bastidores:

Rodrygo vibra após marcar pela 1ª vez: “Sonhando acordado”

Rodrygo foi o grande nome do Santos na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta na noite desta quinta-feira, no Moisés Lucarelli. O atacante de 17 anos entrou no segundo tempo e fez o seu primeiro gol pelo Peixe para virar o placar.

Joia das categorias de base, Rodrygo mostrou personalidade. O garoto, nos acréscimos, recebeu passe de Vecchio, driblou o marcador e chutou forte, no canto, para vencer o goleiro Ivan.

“Estou sonhando acordado. Ficha não caiu, vai cair quando eu chegar em casa e ver o vídeo do gol. Fico muito feliz pela vitória. Bola sobrou e eu sabia que teria alguma chance e tinha que guardar”, disse Rodrygo, em entrevista ao SporTV.

Outro que marcou pela primeira vez foi Eduardo Sasha. Contratado para 2018, o atacante ex-Internacional empatou o jogo em Campinas.

Rodrygo e Sasha pressionam Copete, Arthur Gomes e Rodrigão por uma vaga no time titular para a partida contra o Ituano, domingo, às 19h30 (de Brasília), no Pacaembu. Bruno Henrique, contusão na retina do olho direito, e Gabigol, que ainda precisa recuperar a forma física e técnica, não estarão à disposição.

Jair cogita mudanças no ataque do Santos, mas pede calma com Rodrygo

Jair Ventura não descarta mexer no ataque titular do Santos para a sequência do Campeonato Paulista, mas pede calma ao torcedor com Rodrygo, autor do gol da virada na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta nesta quinta-feira, em Campinas.

O ataque tem sido escalado com Arthur Gomes, Copete e Rodrigão. Bruno Henrique se recupera de contusão na retina do olho direito. Rodrygo, aos 17 anos, entrou bem no segundo tempo das partidas contra Bragantino e Ponte.

“Eu gosto muito de lançar jovens. Rodrygo é sensacional. Falei que vou trazê-lo como um filho, brinco demais com ele. Menino bom, que merece, é diferente, mas temos que ter calma. Vão falar nele titular logo, mas se jogasse 80 minutos, teria força para fazer o gol no final? A importância é a mesma para todos. O banco mudou o jogo. Esperamos contratações, lógico, mas temos que olhar para dentro enquanto não chega”, analisa Jair Ventura.

O treinador pensa em mexer na equipe para a partida contra o Ituano, domingo, às 18h30 (de Brasília), no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Em Campinas, Romário (barrado) e Renato (poupado) deram lugar a Caju e Matheus Jesus.

“Temos que saber momento de cada jogo. Pode ser (que haja mudanças). Renato e Romário não jogaram, podemos fazer revezamentos, mas tem Libertadores batendo na porta. Tenho que conhecer o elenco e temos que conhecer nos jogos, é mais difícil nos treinos. Posso pensar em mudanças em todas as partes do time”, resumiu.

Novo raio no Santos? Rodrygo supera Neymar pela terceira vez na carreira

Rodrygo foi o primeiro jogador nascido em 2001 a marcar um gol como jogador profissional do Santos. O chute nos acréscimos deu a vitória ao Peixe na noite desta quinta-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas, e fez o jovem de 17 anos superar Neymar pela terceira vez na carreira.

Rodrygo, com 17 anos e 16 dias, fez seu primeiro gol pelo alvinegro. Neymar balançou as redes quando tinha 17 anos e 40 dias, diante do Mogi Mirim, em 15 de março de 2009.

Rodrygo também estreou mais cedo que Neymar. A nova joia da base santista entrou em campo com 16 anos, na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, no dia 4 de novembro de 2017. O craque do PSG, com 17 anos, debutou no dia 7 de março de 2009.

Outro feito de Rodrygo foi, aos 11 anos, ser o jogador mais novo a assinar contrato com a Nike, empresa de material esportivo. Neymar, seu ídolo, era quem ocupava o posto, por ter firmado vínculo aos 13 anos.

Em 2016, os dois atacantes tiveram a oportunidade de entrar em campo juntos, em uma pelada no Instituto do camisa 10 da seleção brasileira, em Praia Grande, litoral de São Paulo.

Vecchio defende Santos sem armador clássico e elogia Rodrygo

Segundo volante de origem, Vecchio tem sido utilizado como meia armador do Santos por Jair Ventura. O argentino relata que conversou com o técnico sobre a função que gostaria de exercer em 2018.

“Antes de começar o campeonato, tive uma reunião com o Jair. Eu falei para ele que me sentia melhor como segundo volante. Quem decide é ele, que é muito capacitado. Estou jogando de meia, mas com a liberdade. Ele pede para não ter uma posição fixa. Hoje, um meia tradicional não existe. Todos têm de correr, ajudar, independentemente da posição”, disse Vecchio, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Vecchio ainda comentou sobre a ascensão de Rodrygo, de 17 anos, que fez seu primeiro gol como profissional do Peixe na vitória por 2 a 1 diante da Ponte Preta nesta quinta-feira, em Campinas.

“O Santos tem algo que é muito especial. Falei com um amigo ontem que por aqui você vê jogadores de 15, 16, 17 anos muito importantes. O Rodrygo parece ter 30 anos em campo. É muito maduro, um menino especial, educado, que trabalha muito bem. Ajudou muito o time, fez o gol da vitória. Confiamos muito nele, mas temos de ter paciência. Ele tem um potencial muito grande”, analisou o camisa 20.


Ponte Preta 1 x 1 Santos

Data: 12/10/2017, quinta-feira, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 13.982
Renda: R$ 120.475,00
Árbitro: Raphael Claus (SP/FIFA)
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Alberto Poletto Masseira (ambos de SP).
Cartões amarelos: Naldo, Fernando Bob, Luan Peres (PP); Lucas Lima e Zeca (S).
Cartão vermelho: Fernando Bob (PP).
Gols: Naldo (04-1) e Ricardo Oliveira (44-1).

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Luan Peres e Jeferson; Naldo (Jadson); Emerson Sheik (Léo Gamalho), Jean Patrick (Felipe Saraiva), Fernando Bob e Danilo Barcelos; Lucca.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison, Matheus Jesus e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi



Santos para em Aranha, empata com a Ponte e ajuda líder Corinthians

Desde a chegada de Levir Culpi, o Santos se notabilizou por jogar mais recuado e apostar nos contra-ataques. Nesta quinta-feira, porém, o Peixe adotou estilo semelhante ao que costumava ter com Dorival Júnior e dominou as ações contra a Ponte Preta, em Campinas. Apesar disso, a equipe de Vila Belmiro parou no goleiro Aranha e saiu do Moisés Lucarelli apenas com o empate em 1 a 1 no placar.

A igualdade foi ruim para as duas equipes. Enquanto a Ponte, com 32 pontos, segue coladinha na zona de rebaixamento, o alvinegro chegou aos 48, até manteve-se na segunda colocação, mas viu o Corinthians abrir 10 pontos na liderança.

O jogo:

Precisando da vitória para não ver o Corinthians se distanciar na liderança, o Santos começou atacando. Logo aos 2 minutos, Lucas Veríssimo fez belo lançamento para Copete, que dominou mal, mas deu bom passe para Bruno Henrique dentro da área. O atacante bateu firme, mas a zaga cortou o perigo.

Porém, a chegou chegou no lance seguinte e foi fatal. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, Danilo cruzou, a bola bateu na mão de Lucca, Vanderlei espalmou muito mal e a bola ficou livre para Naldo balançar as redes. Os santistas reclamaram de infração na jogada, mas Raphael Claus validou o tento.

Com a vantagem, a Macaca recuou e viu o Peixe pressionar no Moisés Lucarelli. Aos 15 minutos, Matheus Jesus aproveitou sobra de escanteio e emendou uma bicicleta. A bola bateu na zaga pontepretana e saiu para escanteio.

Na cobrança, Lucas Veríssimo desviou de cabeça e Aranha se esticou todo para fazer uma defesa extraordinária e salvar a equipe de Campinas.

Três minutos depois, Matheus Jesus chutou de fora da área e Aranha espalmou no pé de Copete. O colombiano tocou para Lucas Lima dentro da área. O camisa 10, porém, foi travado na hora do arremate.

Após a blitz em cinco minutos, o Peixe viu a Ponte se fechar bem defesa e ainda quase marcar o segundo, aos 43, quando Nino Paraíba achou Lucca dentro da área. Completamente sozinho e na cara de Vanderlei, o atacante isolou e perdeu chance inacreditável.

E o famoso ditado do ‘quem não faz toma’ crucificou a Macaca antes do intervalo. Após a falha de Lucca, o Santos saiu em velocidade e Bruno Henrique cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira. Livre, o centroavante testou com força para bater Aranha e deixar tudo igual no Moisés Lucarelli.

A segunda etapa começou de forma parecida ao primeiro tempo: com o Santos dominando e a Ponte apostando na velocidade dos contra-ataques. Porém, as boas oportunidades demoraram para aparecer em Campinas.

O susto inicial após o intervalo surgiu aos 13 minutos, quando Lucas Lima cruzou, Copete ajeitou e Bruno Henrique cabeceou firme. O único problema é que Aranha estava em grande tarde e fez outra linda defesa, livrando a Ponte de tomar a virada.

Os minutos seguintes da segunda etapa foram de completo domínio alvinegro no meio de campo, mas pouca pressão no goleiro da Macaca. O jogo ficou ‘parado’ e sem emoção no Moisés.

A partida seguiu monótona até os 39 minutos, quando Fernando Bob fez falta dura em Bruno Henrique, levou o terceiro amarelo e acabou expulso. Apesar disso, o técnico Levir Culpi não promoveu substituições no Santos, que cansou.

No último lance da partida, Lucas Lima ainda achou Bruno Henrique dentro da área. Porém, o atacante cabeceou pra fora e não conseguiu tirar o 1 a 1 do placar.

Bastidores – Santos TV:

Levir não mexe no Santos contra a Ponte e explica: “Poderíamos perder”

Santos e Ponte Preta empataram em 1 a 1 nesta quinta-feira, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, sob forte calor de mais de 30º em Campinas. Mesmo assim, o técnico Levir Culpi optou por não fazer substituições na equipe, nem mesmo quando tinha um jogador a mais em campo, após a expulsão de Fernando Bob aos 39 minutos do segundo tempo.

Sem voz, Levir Culpi respondeu a apenas três perguntas durante a sua entrevista coletiva. E uma delas sobre não ter feito alterações em sua equipe.

“Não mexi porque achei que poderíamos perder. Foi por isso. Fiquei feliz com o desempenho do time, mas chateado com o resultado”, resumiu o técnico no Moisés Lucarelli.

A igualdade em Campinas foi ruim para o Peixe, que chegou aos 48, até manteve-se na segunda colocação, mas viu o Corinthians abrir 10 pontos na liderança. Apesar da distância, Levir ainda acredita na conquista da taça.

“Claro que o campeonato está aberto. Estamos vivo e temos chances ainda. Hoje Santos chegou mais próximo da vitória, mas não matou o jogo. Mas vamos seguir lutando (pelo título)”, finalizou.

Lucas Lima declara amor ao Santos, mas não descarta ir para o Palmeiras

O futuro de Lucas Lima só será definido a partir de dezembro. Com contrato terminando no final do ano e proposta em mãos para renovar com o Santos, o camisa 10 também desperta interesse do Palmeiras e de clubes chineses.

Após o empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, nesta quinta-feira, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro, o meia foi questionado sobre o possível adeus ao Peixe. Mesmo declarando amor ao time de Vila Belmiro, o jogador deixou aberta a possibilidade de jogar por um rival

“Eu sempre falei: Santos é a minha casa, estou feliz. Quem está na mídia são vocês. Vocês têm que provar, não eu que tenho que provar. Deixo a porta aberta. Se o Santos não me quiser, vou ficar desempregado? Futebol é dinâmico. Vou resolver a minha vida quando acabar o Brasileiro”, declarou Lucas Lima na saída do gramado.

O Santos ofereceu R$ 45 milhões a Lucas Lima até o fim de 2020. Os salários do meia dobrariam para cerca de R$ 600 mil, com bônus por metas alcançadas e aumentos anuais. Porém, Guangzhou Evergrande e Hebei Fortune, da China, ofereceram valores maiores. Além disso, o Palmeiras também sinalizou com uma proposta superior a do alvinegro.

O presidente Modesto Roma ainda aguarda uma resposta sobre a renovação com Lucas Lima. Porém, o mandatário já demonstra pessimismo com a permanência do camisa 10 e revelou para a Gazeta Esportiva que chegada de um novo armador será fundamental no próximo ano.


Santos 0 x 0 Ponte Preta

Data: 17/06/2017, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.984 pessoas (17.488 pagantes e 2.496 não pagantes).
Renda: R$ 513.190,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: David Braz, Thiago Maia e Bruno Henrique (S); Rodrigo, Jeferson e Luan Peres (PP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Copete (Vladimir Hernández), Bruno Henrique e Kayke.
Técnico: Levir Culpi

PONTE PRETA
Aranha; Jeferson, Marllon, Rodrigo e João Lucas (Luan Peres); Fernando Bob, Elton e Renato Cajá (Wendel); Claudinho (Lins), Emerson Sheik e Lucca.
Técnico: Gilson Kleina



Santos martela, mas não sai do zero com a Ponte Preta, no Pacaembu

Desde a saída de Dorival Júnior, demitido no último dia 4, o Santos, apesar de ter conquistado três vitórias seguidas, era cobrado para apresentar um futebol de melhor qualidade. Contra a Ponte Preta, na noite deste sábado, no Pacaembu, o Peixe até conseguiu fazer uma boa partida. Porém, mesmo martelando a Macaca, principalmente no segundo tempo, a equipe comandada por Levir Culpi não conseguiu tirar o zero do placar e volta para a Baixada com um empate amargo, que impede a arrancada no Campeonato Brasileiro e ainda encerra com a série perfeita de 20 triunfos seguidos no Paulo Machado de Carvalho.

Com o empate, o Peixe ficou com 13 pontos e segue na quinta colocação. Já a Macaca, por sua vez, terminou com 11 e dormirá como sétima. Porém, o time de Gilson Kleina pode ser ultrapassado por outros seis que ainda não jogaram na rodada.

O jogo

Apesar dos termômetros marcarem 17ºC em São Paulo, o duelo começou quente no Pacaembu. ‘Dono’ da casa, o Santos se impôs nos minutos iniciais e foi em busca do gol. A Ponte, por sua vez, ficava em seu campo de defesa e apenas esperava uma boa chance para sair no contra-ataque.

O Peixe assustou logo aos 4 minutos, quando Lucas Lima tocou para Bruno Henrique dentro da área. O atacante, porém, parou no goleiro Aranha. Na sequência, a Macaca chegou em velocidade com Claudinho. O pontepretano lançou Elton na cara de Vanderlei, que se antecipou e salvou o Peixe.

Aos 10, David Braz tomou a bola da Ponte no campo de defesa e se aventurou no ataque. Como um verdadeiro centroavante, o camisa 14 estava pronto para receber passe de Lucas Lima dentro da área. O zagueiro Rodrigo, porém, fez o corte e impediu a abertura do placar no Pacaembu.

Após as boas chances perdidas, a Macaca conseguiu igualar as ações e até chegou a ‘envolver’ o Alvinegro Praiano no meio. Mesmo assim, quem apareceu novamente no ataque foi o Santos. Aos 21 minutos, Bruno Henrique cruzou da direita, a bola passou por todo mundo e ficou livre para Jean Mota. O lateral improvisado soltou uma bomba, mas Aranha espalmou.

O restante da primeira etapa ficou muito ’emperrada’, com as duas equipes presas na marcação e pouco conseguindo criar. Apesar disso, ainda sobrou tempo para a Ponte reclamar muito de um impedido marcado pela arbitragem. Aos 39 minutos, Lucca cobrou falta na área e David Braz marcou contra. Porém, o volante Elton, que participa da disputa, estava em posição irregular.

Santos e Ponte voltaram do intervalo do mesmo jeito que começaram no primeiro tempo. Logo na primeira jogada, Copete recebeu de Lucas Lima dentro da área, tirou de Aranha, mas bateu fraco e errou a meta. No lance seguinte, foi a vez de Kayke receber passe do camisa 10. O atacante chutou firme, no canto, mas parou no arqueiro pontepretano.

A Macaca não deixou barato e respondeu com Elton, que recebeu dentro da área e bateu em cima de Vanderlei. O duelo seguiu eletrizante. Aos 15 minutos, Bruno Henrique fez linda jogada pelo lado direito e tocou para Kayke. O centroavante desviou de primeira, mas a bola bateu em Aranha, triscou a trave e saiu pela linha de fundo.

Aos 21, foi a vez de Lucas Lima assustar. Em cobrança de falta, o meia mandou na gaveta, mas a bola subiu um pouco mais que o esperado e passou por cima do travessão de Aranha. Oito minutos depois, Jean Mota, também cobrando falta, chegou até a arrancar alguns gritos de ‘gol’ nas arquibancadas do Pacaembu. A redonda, porém, não entrou no fundo das redes.

Pressionada, a Ponte Preta não conseguiu assustar Vanderlei no restante da segunda etapa. Mesmo assim, o Santos também ficou preso na marcação e o duelo terminou mesmo em 0 a 0 no Pacaembu.

Bastidores – Santos TV:

Braz cita cansaço do Santos para justificar empate contra a Ponte

O Santos até criou oportunidades, mas não conseguiu sair do 0 a 0 com a Ponte Preta, na noite deste sábado, no Pacaembu, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A igualdade impediu uma arrancada santista no torneio e ainda encerrou com a série perfeita de 20 vitórias seguidas no Paulo Machado de Carvalho. Mesmo martelando a Macaca desde o início, o zagueiro David Braz acredita que o Peixe sentiu bastante o cansaço com a sequência de jogos.

“Por ser nosso mando, nós tínhamos que vencer. Sentimos bastante o cansaço do clássico contra o Palmeiras. Mas vamos levantar a cabeça e se recuperar desse cansaço para conquistar a vitória na quarta-feira”, disse o camisa 14 na saída do gramado.

Com o empate, o Peixe ficou com 13 pontos e segue na quinta colocação. Já a Macaca, por sua vez, terminou com 11 e dormirá como sétima. Porém, o time de Gilson Kleina pode ser ultrapassado por outros seis que ainda não jogaram na rodada.


Santos 1 x 0 Ponte Preta – 4 x 5 pênaltis

Data: 10/04/2017, segunda-feira, 20h00.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Público: 37.145 presentes (33.236 pagantes e 3.909 não pagantes)
Renda: R$ 1.515.650,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vitor Bueno, Victor Ferraz (S); Clayson, Reynaldo e William Pottker (PP).
Gol: David Braz (15-1).
Pênaltis:

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker.
Técnico: Gilson Kleina



Braz vai de herói a vilão e Ponte despacha o Santos nos pênaltis

O Santos entrou no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, disposto a reverter a vantagem da Ponte Preta e avançar para as semifinais do Campeonato Paulista. Empurrado por mais de 37 mil torcedores, o Peixe deixou de lado a apatia demonstrada no duelo de ida, em Campinas, pressionou a Macaca desde os primeiros minutos e venceu por 1 a 0, com um golaço marcado por David Braz.

Porém, como a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu pelo mesmo placar no Moisés Lucarelli, o confronto foi decidido nos pênaltis. Ironicamente, Braz foi único jogador que perdeu uma penalidade, defendida pelo goleiro Aranha, e a Ponte ficou com a vaga na semifinal do Estadual.

Com a classificação, a Macaca terá pela frente o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Como o Verdão ostenta a melhor campanha do torneio, o primeiro duelo será em Campinas e a confronto decisivo acontece na casa do alviverde.

O jogo

Como já era esperado, o duelo começou quente no Pacaembu. Precisando de dois gols para avançar, o Santos começou em cima da Ponte. Logo aos cinco minutos, Ricardo Oliveira recebeu lançamento, avançou para dentro da área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Aranha.

No lance seguinte, Lucas Lima mandou uma bomba de longe e assustou novamente o arqueiro da Macaca. Mostrando um futebol diferente das últimas partidas, o Peixe abandonou a lentidão e pressionava a saída de bola da Ponte. Acuado, o time de Campinas tentava colocar morosidade na partida, pensando na vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Os minutos foram passando, a equipe comandada por Dorival Júnior continuou pressionando e foi premiada aos 15 da primeira etapa. E foi em grande estilo. Após cobrança de falta de Lucas Lima, Bruno Henrique desviou de cabeça para dentro da área. Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta e bola sobrou para David Braz. Mesmo sendo zagueiro, ele mostrou extrema categoria para emendar um lindo voleio e abrir o placar no Pacaembu. Golaço!

Após a abertura do marcador, o Santos diminuiu um pouco o ímpeto inicial e deixou a Macaca ‘respirar’ um pouco na partida. Mesmo assim, o time comandado por Gilson Kleina não conseguia incomodar o goleiro Vanderlei, que não fez uma defesa sequer durante todo o primeiro tempo.

Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para os santistas reclamarem de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O atacante foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, o mesmo daquela polêmica vitória do Peixe sobre o Red Bull Brasil, mandou o lance seguir, revoltando torcedores e atletas do Peixe.

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, a equipe comandada por Dorival Júnior voltou do intervalo com um ritmo mais tranquilo. A Ponte, por sua vez, não se mostrava disposta a arriscar e apenas apostava nos contra-ataques. Porém, não demorou muito para o Santos retomar as rédeas do jogo e ter a primeira oportunidade.

Aos 9 minutos, Victor Ferraz cruzou na área e a defesa da Macaca afastou. No rebote, Zeca dominou, cortou para a perna direita e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Aranha a fazer boa defesa e salvar o time de Campinas. Logo depois, aos 12, Vitor Bueno cobrou falta para dentro da área, a bola passou por todo mundo e assustou o arqueiro pontepretano.

A pressão continuou. Aos 17 minutos, Zeca recebeu de Lucas Lima, avançou na entrada da área e arriscou mais um chute. A bola foi no cantinho esquerdo de Aranha, mas bateu na trave.

Após sofrer novamente com a pressão santista, a Ponte finalmente ‘acordou’ aos 26 minutos e teve sua primeira grande oportunidade com Ravanelli. O meia bateu falta direto para o gol e Vanderlei salvou o Peixe. No lance seguinte, Elton cruzou na área e Yago mandou para o fundo das redes. Porém, o defensor estava impedido e o empate da Macaca foi anulado.

A pequena pressão da Ponte parou por aí. Porém, o Santos também ‘pregou’ no gramado e pouco assustou Aranha. No último suspiro, aos 47 minutos, o colombiano Jonathan Copete recebeu fora da área, dominou no peito e mandou um vôlei. A bola passou muito perto da trave direita. Após a chance perdida, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva apitou o fim da partida, decretando a decisão por pênaltis no Pacaembu.

Na primeira cobrança, Kayke marcou para o Santos. Ravanelli empatou. David Braz, autor de um golaço no primeiro tempo, parou em Aranha. Depois, Yago venceu Vanderlei e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota, que entrou na reta final da partida, bateu com categoria e marcou o segundo do alvinegro.

A Macaca, porém, seguia mostrando categoria nas penalidades. Clayson tirou Vanderlei e manteve o time de Campinas na frente. Na sequência, Copete também deslocou Vanderlei. Jadson anotou mais um para a Ponte.

Já Lucas Lima, por sua vez, bateu no ângulo e manteve o Peixe vivo. Porém, William Pottker marcou o último e confirmou a Macaca na semifinal do Campeonato Paulista.

Bastidores – Santos TV:

Zeca destaca bom jogo e defende técnico após queda nos pênaltis

Após apatia e lentidão na primeira partida, em Campinas, o Santos ‘acordou’ contra a Ponte Preta, no duelo desta segunda-feira, no Pacaembu, alcançou a vitória por 1 a 0 e igualou a vantagem construída no confronto de ida. Porém, a boa apresentação não foi suficiente para o Peixe conquistar a classificação, já que a Macaca venceu nos pênaltis e conquistou a vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

Apesar da eliminação precoce, o lateral-esquerdo Zeca, que acertou uma bola na trave no segundo tempo, valorizou a partida feita pela equipe comandada por Dorival Júnior.

“Fizemos uma boa partida e não merecíamos sair daqui eliminados. Infelizmente perdemos, mas a equipe jogou bem”, ressaltou.

A derrota coloca mais pressão em cima do técnico Dorival Júnior, que vem sendo criticado por parte da torcida alvinegra. No duelo desta segunda, inclusive, o comandante foi vaiado e chamado de ‘burro’ após tirar Bruno Henrique para promover a entrada de Copete. Apesar das cobranças, Zeca defendeu o técnico santista.

“O treinador levantou esse time, tirou a gente da zona de rebaixamento em 2015. Essa pressão é criada pela mídia. Estou bem chateado pela derrota, mas agora é levantar a cabeça e pensar na Libertadores”, concluiu o lateral-esquerdo.

Dorival se diz tranquilo com pressão e mira vaga na Libertadores

O Campeonato Paulista já é passado para o Santos. Pelo menos é o que acredita o técnico Dorival Júnior. Após a derrota nos pênaltis para a Ponte Preta, nesta segunda-feira, no Pacaembu, que culminou com a eliminação no Estadual, o comandante santista mostrou ter certeza de que o Peixe conseguirá se reerguer e buscará a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

“Nós vamos buscar nossa classificação. Hoje nós não temos somente uma equipe. Temos um grande elenco, montado e preparado. Tivemos algumas derrotas no Paulistão em que dificilmente fomos envolvidos. Vejo o Santos muito bem encaminhado e pronto para grandes conquistas. O time vai corresponder. Eu não tenho dúvidas”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após a partida desta segunda.

Apesar de acreditar na classificação santista no torneio continental, Dorival conviverá com uma intensa pressão até o próximo compromisso pela Liberta, no próximo dia 19, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, na Colômbia. O comandante, porém, não se vê ameaçado no cargo.

“Estou muito tranquilo em relação ao que venha acontecer futuramente. Esse tipo de pressão existe a partir do momento que você não faça um momento de um resultado ou outro. Na primeira derrota contra o São Paulo já aconteceu uma manifestação. Isso faz parte. Meu trabalho está sendo desenvolvido. Diretoria mantém até ter confiança no trabalho”, concluiu Dorival.

Modesto banca Dorival e dispara contra árbitro: “Incompetente”

Logo após o pênalti anotado por William Pottker, na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, que decretou a eliminação do Santos no Campeonato Paulista, muitas especulações quanto ao futuro do técnico Dorival Júnior no clube já começaram a surgir.

Porém, o presidente Modesto Roma Júnior nem esperou o ‘calor do jogo’ terminar e já tratou de garantir a permanência do treinador. O mandatário, inclusive, demonstrou muita irritação quando foi perguntado sobre uma possível saída do comandante.

“O Dorival não vai sair do Santos. Não se ganha título com treinador ping-pong”, resumiu Modesto, em entrevista após o duelo desta segunda.

Se estava demonstrando alguma irritação com a pergunta sobre Dorival, o presidente santista se revoltou de vez ao comentar a atuação ao árbitro Rafael Felix. Segundo Modesto, a Federação Paulista errou ao escalá-lo para a partida.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Henrique foi empurrado dentro da área. Porém, a arbitragem não​ anotou o pênalti e deixou o jogo seguir. Vale lembrar que Rafael também apitou a polêmica vitória santista sobre o Red Bull Brasil, na primeira fase do Paulistão.

“O lance do Bruno foi pênalti. Ele reconheceu a agressão e não marcou como deveria. Juiz incompetente. Disseram que escolheram entre os oito melhores árbitros. Esse aí está entre os oito piores. Não digo que é má pessoa, mas não tinha competência para o jogo mais complicado das quartas de final. Mesmo que o Santos tivesse marcado 11 gols, o árbitro seria no máximo nota 8”, esbravejou o mandatário.

Capitão revela profecia e Aranha se emociona com classificação

A Ponte Preta suportou mais de 30 mil santistas no estádio do Pacaembu, muita pressão do veloz ataque do Peixe, viu a trave salvar a equipe no segundo tempo para, só após os pênaltis, ‘cair na real’ e comemorar a classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Emocionados, os atletas valorizaram a campanha e a força psicológica do grupo, mas, no meio de tanta euforia, o capitão Wendel revelou uma profecia sua feita poucos minutos antes da bola rolar contra o Santos.

“Falei para o Aranha que a gente iria levar para os pênaltis e que ele daria a classificação à Ponte. Agora é ir em frente, concentrar e contar com a torcida para lotar mais uma vez o Moisés Lucarelli e nos ajudar na busca da vaga à final do Estadual”, contou o próprio volante.

E, no fim, o camisa 1 da Macaca acabou mesmo sendo decisivo ao defender a cobrança de David Braz, o único a desperdiçar entre todos os atletas das duas equipes. Após o apito final, Aranha intercalava o sentimento de emoção e de companheirismo com o grupo do time campineiro.

“A gente fez um campeonato muito bom, poderia ter até se classificado com uma certa facilidade, acabamos nos complicando em casa, mas a gente lutou bastante, tivemos competência, não fomos desleais, e todo mundo colaborou da maneira que pôde. O pessoal me passou todas as cobranças de pênalti. Até na hora eu tive ajuda ali de trás, isso influencia”, comentou, antes de lembrar da semifinal de 2008, quando também foi crucial para colocar a Ponte na decisão do Estadual depois do duelo com o Guaratinguetá.

“Estou muito feliz, não tinha como ser diferente, mas o mérito não é apenas meu. Todos os jogadores tiveram a competência para fazer os gols aqui dentro, com o estádio lotado e uma pressão imensa. Eu pensei naquela decisão (de 2008) a todo momento. Eu não estou aqui à toa. Tudo tem seu tempo. Hoje era para eu estar aqui. Aonde vamos chegar eu não sei, mas vamos lutar bastante pela Ponte”, concluiu.

Talvez o jogador mais empolgado e eufórico após a confirmação da classificação da Ponte Preta, William Pottker, responsável por converter a última cobrança e acabar com qualquer esperança santista, valorizou o poder de superação do time sobre um adversário mais forte e melhor, tecnicamente.

“Garra, garra, pensamento positivo, a força está na cabeça. O que diferencia é só a camisa, a força está na cabeça”, disse.

Agora, a partir do próximo fim de semana, o desafio da Macaca será contra o Palmeiras, líder da primeira fase do Campeonato Paulista. O primeiro confronto será no Moisés Lucarelli, em Campinas, enquanto o duelo da volta deve ocorrer no Allianz Parque, na Capital, uma semana depois.


Ponte Preta 1 x 0 Santos

Data: 01/04/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 11.545 pagantes
Renda: R$ 227.280,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Jadson e Fernando Bob (PP).
Gol: William Pottker (20-1).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton e Jadson (Renato Cajá); Clayson, Lucca (Wendel) e Pottker (Lins).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique, Vitor Bueno (Copete) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Júnior



Pottker decide, Ponte bate Santos e fica em vantagem nas quartas do Paulistão

A Ponte Preta saiu na frente na disputa pela semifinal do Campeonato Paulista. Pressionando nos minutos iniciais e contando com a lentidão do Santos, a Macaca venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro William Pottker, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e assegurou a vantagem para o duelo de volta contra os santistas.

Com a vitória, a Macaca precisa somente de um empate no jogo de volta para alcançar a classificação às semifinais do Paulistão. O Santos, por sua vez, se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o alvinegro vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

O jogo

O duelo começou movimentado no Moisés Lucarelli, com as duas equipes buscando o ataque. Porém, a Ponte rapidamente dominou as ações e teve a primeira grande oportunidade com o artilheiro William Pottker. Aos 6 minutos, o atacante aproveitou indecisão de David Braz e Lucas Veríssimo para avançar dentro da área e encobrir o goleiro Vanderlei. A bola até tocou na rede, mas pelo lado de fora.

Logo na sequência, Clayson deu lindo drible em Jean Mota e cruzou para Pottker. Mas antes da redonda chegar no centroavante, Lucas Veríssimo antecipou-se e salvou o alvinegro.

Mesmo após sofrer com duas oportunidades claras, o Santos não conseguia achar os espaços no meio de campo e sofria com a velocidade do time de Campinas. E foi justamente em uma jogada rápida que a Ponte abriu o placar.

Aos 20 minutos, Clayson lançou para Nino Paraíba dentro da área. Aproveitando-se da marcação atrasada da defesa santista, o lateral tocou para Pottker apenas empurrar para o fundo das redes e deixar a Macaca na frente.

O tento ‘acordou’ a equipe comandada por Dorival Júnior, que chegou duas vezes após os 30 minutos. A primeira chance foi com Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Bruno Henrique dentro da área. Livre, ele soltou uma bomba, que parou nas mãos de Aranha.

No lance seguinte, Vitor Bueno tentou cruzamento pela esquerda e a bola desviou no defensor da Ponte. Porém, lá estava Aranha, que no reflexo, fez outra bela defesa e impediu o empate santista no primeiro tempo.

Após Vitor Bueno passar a etapa inicial apagado e com a equipe sofrendo pelo lado esquerdo, o técnico Dorival Júnior resolveu tirar o camisa 7 para promover a entrada de Copete. A mudança surtiu efeito nos minutos iniciais e o Santos voltou do intervalo ligeiramente melhor que a Ponte.

Aos cinco minutos, o colombiano avançou pela esquerda, driblou Fernando Bob e cruzou para Ricardo Oliveira. O centroavante bateu de primeira, mas a bola foi alta demais e passou por cima do gol de Aranha.

Apesar do domínio no meio, o alvinegro não conseguia traduzir o melhor momento em chances claras de gol. A Ponte Preta, por sua vez, apostava nos contra-ataques e quase ampliou o marcador em uma jogada dessas. Aos 17 minutos, David Braz falhou e deixou Pottker completamente livre para cabecear. O goleiro Vanderlei pegou, mas deu rebote e o atacante encheu o pé. A bola bateu em cheio no rosto do camisa 1 e foi afastada na sequência.

Depois da grande chance desperdiçada, a Macaca diminuiu o ritmo novamente e apenas esperava o Santos no campo de defesa. Os comandados de Dorival Júnior, porém, seguiram sem conseguir assustar o goleiro Aranha.

E quando o duelo parecia decidido, a Ponte chegou ao segundo gol. Renato Cajá cobrou falta na área e Wendel desviou para o fundo das redes. Porém, a arbitragem assinalou impedimento corretamente, definindo a vitória e a vantagem dos donos da casa.

Bastidores – Santos TV:

Braz culpa gramado por derrota do Santos: “Não é bom como o da Vila”

O Santos sofreu para jogar na tarde deste sábado, em Campinas. Muito lento na saída de bola e com seus principais atletas apagados, o Peixe viu a Ponte Preta fazer 1 a 0, com William Pottker, e largar na frente na disputa para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Para o zagueiro David Braz, que falhou no tento da Macaca, a principal dificuldade santista estava no gramado do estádio Moisés Lucarelli.

“O nosso primeiro tempo não foi bom. Tivemos dificuldade com o campo hoje, que não é tão como como o da Vila. Aqui tinha muitos buracos. A gente teve dificuldade para virar as jogadas, pois a Ponte também marcava muito bem”, ressaltou o defensor após o revés.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Vamos trabalhar nesta semana e com a apoio dos nossos torcedores, nós vamos conseguir essa classificação”, concluiu Braz.

Dorival reconhece atuação ruim: “Ponte foi melhor, ganhou e ponto”

Além da derrota por 1 a 0 e a desvantagem para o duelo de volta, o que mais preocupou a torcida do Santos foi a forma como a equipe perdeu para a Ponte Preta, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo confronto de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Apático, lento e sem criatividade, o alvinegro até conseguiu ter a posse de bola no segundo tempo, mas não conseguiu assustar o goleiro Aranha, que pouco trabalho na partida.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, evitou dar desculpas para o revés e reconheceu a fraca apresentação do Santos. “Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. Na segunda etapa nós melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Ponte foi melhor, ganhou e ponto”, ressumiu o comandante, em entrevista coletiva logo após o embate.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Hoje a Ponte mereceu. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia”, concluiu o treinador santista.

Santistas admitem partida fraca em Campinas: “Jogo não encaixou”

Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que tenha a coragem de falar que o Santos jogou bem na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo duelo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Isso porque além do técnico Dorival Júnior, os próprios jogadores do alvinegro admitiram a fraca apresentação contra a Macaca.

“Nosso jogo não encaixou. Nosso melhor momento foi nos 15, 20 minutos do segundo tempo. Eles acabaram anulando nosso jogo. Temos de pensar no jogo de volta”, resumiu o meia Vitor Bueno, que teve atuação apagada e foi substituído por Copete na volta do intervalo.

O atacante Ricardo Oliveira, por sua vez, acredita que os santistas não devem entrar em pânico, afinal, a vantagem da Ponte é de apenas um gol.

“Nós precisamos ajustar algumas coisas. A proposta deles era sair no contra-ataque. Não conseguimos achar os espaços necessários. É um placar que a gente jogando dentro da nossa necessidade a gente consegue reverter”, ressaltou o camisa 9 na saída do gramado.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10, uma segunda-feira às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

Elenco queria a Vila, mas retrospecto do Santos é melhor no Pacaembu

O Santos não terá a Vila Belmiro como aliada na busca para reverter a vantagem da Ponte Preta e conquistar a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Afinal, a diretoria do Peixe decidiu transferir o duelo, que acontece no próximo dia 10, às 20h (de Brasília), para o Pacaembu. Elenco e comissão técnica do alvinegro, por sua vez, mostraram descontentamento com a mudança.

“Não vou comentar sobre o assunto. Vamos ao Pacaembu para fazer um grande jogo”, esbravejou o técnico Dorival Júnior ao ser questionado se concordava com a decisão da cúpula santista.

“Vamos jogar onde eles (diretoria) mandarem. Temos que jogar bola. Somos produtos”, ressaltou Ricardo Oliveira.

Apesar da preferência dos santistas pela Vila Belmiro, os números recentes mostram que o Pacaembu tem sido uma ‘casa’ melhor para o alvinegro. Isso porque o Peixe vem de uma sequência de 17 vitórias consecutivas no estádio paulistano. O último revés foi em abril de 2014, no jogo de ida da final do Paulistão daquele ano, contra o Ituano.

Enquanto isso, a equipe comandada por Dorival Júnior não tem conseguido fazer valer o ‘fator Vila’ nesta temporada. Afinal, em seis jogos disputados em Urbano Caldeira, o clube já sofreu três derrotas, para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras, respectivamente.

No jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o Peixe perdeu para a Ponte por 1 a 0, em Campinas, com gol de William Pottker. Para conseguir a classificação, a equipe comandada por Dorival Júnior precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. Caso seja derrotado ou a partida termine empatada, o alvinegro estará eliminado do Estadual.