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Santos 1 x 0 Ponte Preta – 4 x 5 pênaltis

Data: 10/04/2017, segunda-feira, 20h00.
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de volta
Público: 37.145 presentes (33.236 pagantes e 3.909 não pagantes)
Renda: R$ 1.515.650,00
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis.
Cartões amarelos: Vitor Bueno, Victor Ferraz (S); Clayson, Reynaldo e William Pottker (PP).
Gol: David Braz (15-1).
Pênaltis:

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Jean Mota) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Junior

PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba (Jeferson), Marllon, Yago e Reynaldo; Jádson, Elton e Wendel (Naldo); Clayson, Lucca (Ravanelli) e Pottker.
Técnico: Gilson Kleina



Braz vai de herói a vilão e Ponte despacha o Santos nos pênaltis

O Santos entrou no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, disposto a reverter a vantagem da Ponte Preta e avançar para as semifinais do Campeonato Paulista. Empurrado por mais de 37 mil torcedores, o Peixe deixou de lado a apatia demonstrada no duelo de ida, em Campinas, pressionou a Macaca desde os primeiros minutos e venceu por 1 a 0, com um golaço marcado por David Braz.

Porém, como a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu pelo mesmo placar no Moisés Lucarelli, o confronto foi decidido nos pênaltis. Ironicamente, Braz foi único jogador que perdeu uma penalidade, defendida pelo goleiro Aranha, e a Ponte ficou com a vaga na semifinal do Estadual.

Com a classificação, a Macaca terá pela frente o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Como o Verdão ostenta a melhor campanha do torneio, o primeiro duelo será em Campinas e a confronto decisivo acontece na casa do alviverde.

O jogo

Como já era esperado, o duelo começou quente no Pacaembu. Precisando de dois gols para avançar, o Santos começou em cima da Ponte. Logo aos cinco minutos, Ricardo Oliveira recebeu lançamento, avançou para dentro da área e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Aranha.

No lance seguinte, Lucas Lima mandou uma bomba de longe e assustou novamente o arqueiro da Macaca. Mostrando um futebol diferente das últimas partidas, o Peixe abandonou a lentidão e pressionava a saída de bola da Ponte. Acuado, o time de Campinas tentava colocar morosidade na partida, pensando na vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0.

Os minutos foram passando, a equipe comandada por Dorival Júnior continuou pressionando e foi premiada aos 15 da primeira etapa. E foi em grande estilo. Após cobrança de falta de Lucas Lima, Bruno Henrique desviou de cabeça para dentro da área. Lucas Veríssimo tentou uma bicicleta e bola sobrou para David Braz. Mesmo sendo zagueiro, ele mostrou extrema categoria para emendar um lindo voleio e abrir o placar no Pacaembu. Golaço!

Após a abertura do marcador, o Santos diminuiu um pouco o ímpeto inicial e deixou a Macaca ‘respirar’ um pouco na partida. Mesmo assim, o time comandado por Gilson Kleina não conseguia incomodar o goleiro Vanderlei, que não fez uma defesa sequer durante todo o primeiro tempo.

Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para os santistas reclamarem de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O atacante foi empurrado dentro da área, mas o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, o mesmo daquela polêmica vitória do Peixe sobre o Red Bull Brasil, mandou o lance seguir, revoltando torcedores e atletas do Peixe.

Ao contrário do que aconteceu na etapa inicial, a equipe comandada por Dorival Júnior voltou do intervalo com um ritmo mais tranquilo. A Ponte, por sua vez, não se mostrava disposta a arriscar e apenas apostava nos contra-ataques. Porém, não demorou muito para o Santos retomar as rédeas do jogo e ter a primeira oportunidade.

Aos 9 minutos, Victor Ferraz cruzou na área e a defesa da Macaca afastou. No rebote, Zeca dominou, cortou para a perna direita e soltou uma bomba, obrigando o goleiro Aranha a fazer boa defesa e salvar o time de Campinas. Logo depois, aos 12, Vitor Bueno cobrou falta para dentro da área, a bola passou por todo mundo e assustou o arqueiro pontepretano.

A pressão continuou. Aos 17 minutos, Zeca recebeu de Lucas Lima, avançou na entrada da área e arriscou mais um chute. A bola foi no cantinho esquerdo de Aranha, mas bateu na trave.

Após sofrer novamente com a pressão santista, a Ponte finalmente ‘acordou’ aos 26 minutos e teve sua primeira grande oportunidade com Ravanelli. O meia bateu falta direto para o gol e Vanderlei salvou o Peixe. No lance seguinte, Elton cruzou na área e Yago mandou para o fundo das redes. Porém, o defensor estava impedido e o empate da Macaca foi anulado.

A pequena pressão da Ponte parou por aí. Porém, o Santos também ‘pregou’ no gramado e pouco assustou Aranha. No último suspiro, aos 47 minutos, o colombiano Jonathan Copete recebeu fora da área, dominou no peito e mandou um vôlei. A bola passou muito perto da trave direita. Após a chance perdida, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva apitou o fim da partida, decretando a decisão por pênaltis no Pacaembu.

Na primeira cobrança, Kayke marcou para o Santos. Ravanelli empatou. David Braz, autor de um golaço no primeiro tempo, parou em Aranha. Depois, Yago venceu Vanderlei e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota, que entrou na reta final da partida, bateu com categoria e marcou o segundo do alvinegro.

A Macaca, porém, seguia mostrando categoria nas penalidades. Clayson tirou Vanderlei e manteve o time de Campinas na frente. Na sequência, Copete também deslocou Vanderlei. Jadson anotou mais um para a Ponte.

Já Lucas Lima, por sua vez, bateu no ângulo e manteve o Peixe vivo. Porém, William Pottker marcou o último e confirmou a Macaca na semifinal do Campeonato Paulista.

Bastidores – Santos TV:

Zeca destaca bom jogo e defende técnico após queda nos pênaltis

Após apatia e lentidão na primeira partida, em Campinas, o Santos ‘acordou’ contra a Ponte Preta, no duelo desta segunda-feira, no Pacaembu, alcançou a vitória por 1 a 0 e igualou a vantagem construída no confronto de ida. Porém, a boa apresentação não foi suficiente para o Peixe conquistar a classificação, já que a Macaca venceu nos pênaltis e conquistou a vaga na semifinal do Campeonato Paulista.

Apesar da eliminação precoce, o lateral-esquerdo Zeca, que acertou uma bola na trave no segundo tempo, valorizou a partida feita pela equipe comandada por Dorival Júnior.

“Fizemos uma boa partida e não merecíamos sair daqui eliminados. Infelizmente perdemos, mas a equipe jogou bem”, ressaltou.

A derrota coloca mais pressão em cima do técnico Dorival Júnior, que vem sendo criticado por parte da torcida alvinegra. No duelo desta segunda, inclusive, o comandante foi vaiado e chamado de ‘burro’ após tirar Bruno Henrique para promover a entrada de Copete. Apesar das cobranças, Zeca defendeu o técnico santista.

“O treinador levantou esse time, tirou a gente da zona de rebaixamento em 2015. Essa pressão é criada pela mídia. Estou bem chateado pela derrota, mas agora é levantar a cabeça e pensar na Libertadores”, concluiu o lateral-esquerdo.

Dorival se diz tranquilo com pressão e mira vaga na Libertadores

O Campeonato Paulista já é passado para o Santos. Pelo menos é o que acredita o técnico Dorival Júnior. Após a derrota nos pênaltis para a Ponte Preta, nesta segunda-feira, no Pacaembu, que culminou com a eliminação no Estadual, o comandante santista mostrou ter certeza de que o Peixe conseguirá se reerguer e buscará a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores.

“Nós vamos buscar nossa classificação. Hoje nós não temos somente uma equipe. Temos um grande elenco, montado e preparado. Tivemos algumas derrotas no Paulistão em que dificilmente fomos envolvidos. Vejo o Santos muito bem encaminhado e pronto para grandes conquistas. O time vai corresponder. Eu não tenho dúvidas”, ressaltou o treinador, em entrevista coletiva após a partida desta segunda.

Apesar de acreditar na classificação santista no torneio continental, Dorival conviverá com uma intensa pressão até o próximo compromisso pela Liberta, no próximo dia 19, contra o Independiente Santa Fe, em Bogotá, na Colômbia. O comandante, porém, não se vê ameaçado no cargo.

“Estou muito tranquilo em relação ao que venha acontecer futuramente. Esse tipo de pressão existe a partir do momento que você não faça um momento de um resultado ou outro. Na primeira derrota contra o São Paulo já aconteceu uma manifestação. Isso faz parte. Meu trabalho está sendo desenvolvido. Diretoria mantém até ter confiança no trabalho”, concluiu Dorival.

Modesto banca Dorival e dispara contra árbitro: “Incompetente”

Logo após o pênalti anotado por William Pottker, na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, que decretou a eliminação do Santos no Campeonato Paulista, muitas especulações quanto ao futuro do técnico Dorival Júnior no clube já começaram a surgir.

Porém, o presidente Modesto Roma Júnior nem esperou o ‘calor do jogo’ terminar e já tratou de garantir a permanência do treinador. O mandatário, inclusive, demonstrou muita irritação quando foi perguntado sobre uma possível saída do comandante.

“O Dorival não vai sair do Santos. Não se ganha título com treinador ping-pong”, resumiu Modesto, em entrevista após o duelo desta segunda.

Se estava demonstrando alguma irritação com a pergunta sobre Dorival, o presidente santista se revoltou de vez ao comentar a atuação ao árbitro Rafael Felix. Segundo Modesto, a Federação Paulista errou ao escalá-lo para a partida.

Ainda no primeiro tempo, Bruno Henrique foi empurrado dentro da área. Porém, a arbitragem não​ anotou o pênalti e deixou o jogo seguir. Vale lembrar que Rafael também apitou a polêmica vitória santista sobre o Red Bull Brasil, na primeira fase do Paulistão.

“O lance do Bruno foi pênalti. Ele reconheceu a agressão e não marcou como deveria. Juiz incompetente. Disseram que escolheram entre os oito melhores árbitros. Esse aí está entre os oito piores. Não digo que é má pessoa, mas não tinha competência para o jogo mais complicado das quartas de final. Mesmo que o Santos tivesse marcado 11 gols, o árbitro seria no máximo nota 8”, esbravejou o mandatário.

Capitão revela profecia e Aranha se emociona com classificação

A Ponte Preta suportou mais de 30 mil santistas no estádio do Pacaembu, muita pressão do veloz ataque do Peixe, viu a trave salvar a equipe no segundo tempo para, só após os pênaltis, ‘cair na real’ e comemorar a classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Emocionados, os atletas valorizaram a campanha e a força psicológica do grupo, mas, no meio de tanta euforia, o capitão Wendel revelou uma profecia sua feita poucos minutos antes da bola rolar contra o Santos.

“Falei para o Aranha que a gente iria levar para os pênaltis e que ele daria a classificação à Ponte. Agora é ir em frente, concentrar e contar com a torcida para lotar mais uma vez o Moisés Lucarelli e nos ajudar na busca da vaga à final do Estadual”, contou o próprio volante.

E, no fim, o camisa 1 da Macaca acabou mesmo sendo decisivo ao defender a cobrança de David Braz, o único a desperdiçar entre todos os atletas das duas equipes. Após o apito final, Aranha intercalava o sentimento de emoção e de companheirismo com o grupo do time campineiro.

“A gente fez um campeonato muito bom, poderia ter até se classificado com uma certa facilidade, acabamos nos complicando em casa, mas a gente lutou bastante, tivemos competência, não fomos desleais, e todo mundo colaborou da maneira que pôde. O pessoal me passou todas as cobranças de pênalti. Até na hora eu tive ajuda ali de trás, isso influencia”, comentou, antes de lembrar da semifinal de 2008, quando também foi crucial para colocar a Ponte na decisão do Estadual depois do duelo com o Guaratinguetá.

“Estou muito feliz, não tinha como ser diferente, mas o mérito não é apenas meu. Todos os jogadores tiveram a competência para fazer os gols aqui dentro, com o estádio lotado e uma pressão imensa. Eu pensei naquela decisão (de 2008) a todo momento. Eu não estou aqui à toa. Tudo tem seu tempo. Hoje era para eu estar aqui. Aonde vamos chegar eu não sei, mas vamos lutar bastante pela Ponte”, concluiu.

Talvez o jogador mais empolgado e eufórico após a confirmação da classificação da Ponte Preta, William Pottker, responsável por converter a última cobrança e acabar com qualquer esperança santista, valorizou o poder de superação do time sobre um adversário mais forte e melhor, tecnicamente.

“Garra, garra, pensamento positivo, a força está na cabeça. O que diferencia é só a camisa, a força está na cabeça”, disse.

Agora, a partir do próximo fim de semana, o desafio da Macaca será contra o Palmeiras, líder da primeira fase do Campeonato Paulista. O primeiro confronto será no Moisés Lucarelli, em Campinas, enquanto o duelo da volta deve ocorrer no Allianz Parque, na Capital, uma semana depois.


Ponte Preta 1 x 0 Santos

Data: 01/04/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 11.545 pagantes
Renda: R$ 227.280,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Jadson e Fernando Bob (PP).
Gol: William Pottker (20-1).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Marllon, Yago e Reynaldo; Fernando Bob, Elton e Jadson (Renato Cajá); Clayson, Lucca (Wendel) e Pottker (Lins).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Renato (Rafael Longuine), Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique, Vitor Bueno (Copete) e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Dorival Júnior



Pottker decide, Ponte bate Santos e fica em vantagem nas quartas do Paulistão

A Ponte Preta saiu na frente na disputa pela semifinal do Campeonato Paulista. Pressionando nos minutos iniciais e contando com a lentidão do Santos, a Macaca venceu por 1 a 0, com gol do artilheiro William Pottker, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e assegurou a vantagem para o duelo de volta contra os santistas.

Com a vitória, a Macaca precisa somente de um empate no jogo de volta para alcançar a classificação às semifinais do Paulistão. O Santos, por sua vez, se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o alvinegro vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

O jogo

O duelo começou movimentado no Moisés Lucarelli, com as duas equipes buscando o ataque. Porém, a Ponte rapidamente dominou as ações e teve a primeira grande oportunidade com o artilheiro William Pottker. Aos 6 minutos, o atacante aproveitou indecisão de David Braz e Lucas Veríssimo para avançar dentro da área e encobrir o goleiro Vanderlei. A bola até tocou na rede, mas pelo lado de fora.

Logo na sequência, Clayson deu lindo drible em Jean Mota e cruzou para Pottker. Mas antes da redonda chegar no centroavante, Lucas Veríssimo antecipou-se e salvou o alvinegro.

Mesmo após sofrer com duas oportunidades claras, o Santos não conseguia achar os espaços no meio de campo e sofria com a velocidade do time de Campinas. E foi justamente em uma jogada rápida que a Ponte abriu o placar.

Aos 20 minutos, Clayson lançou para Nino Paraíba dentro da área. Aproveitando-se da marcação atrasada da defesa santista, o lateral tocou para Pottker apenas empurrar para o fundo das redes e deixar a Macaca na frente.

O tento ‘acordou’ a equipe comandada por Dorival Júnior, que chegou duas vezes após os 30 minutos. A primeira chance foi com Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Bruno Henrique dentro da área. Livre, ele soltou uma bomba, que parou nas mãos de Aranha.

No lance seguinte, Vitor Bueno tentou cruzamento pela esquerda e a bola desviou no defensor da Ponte. Porém, lá estava Aranha, que no reflexo, fez outra bela defesa e impediu o empate santista no primeiro tempo.

Após Vitor Bueno passar a etapa inicial apagado e com a equipe sofrendo pelo lado esquerdo, o técnico Dorival Júnior resolveu tirar o camisa 7 para promover a entrada de Copete. A mudança surtiu efeito nos minutos iniciais e o Santos voltou do intervalo ligeiramente melhor que a Ponte.

Aos cinco minutos, o colombiano avançou pela esquerda, driblou Fernando Bob e cruzou para Ricardo Oliveira. O centroavante bateu de primeira, mas a bola foi alta demais e passou por cima do gol de Aranha.

Apesar do domínio no meio, o alvinegro não conseguia traduzir o melhor momento em chances claras de gol. A Ponte Preta, por sua vez, apostava nos contra-ataques e quase ampliou o marcador em uma jogada dessas. Aos 17 minutos, David Braz falhou e deixou Pottker completamente livre para cabecear. O goleiro Vanderlei pegou, mas deu rebote e o atacante encheu o pé. A bola bateu em cheio no rosto do camisa 1 e foi afastada na sequência.

Depois da grande chance desperdiçada, a Macaca diminuiu o ritmo novamente e apenas esperava o Santos no campo de defesa. Os comandados de Dorival Júnior, porém, seguiram sem conseguir assustar o goleiro Aranha.

E quando o duelo parecia decidido, a Ponte chegou ao segundo gol. Renato Cajá cobrou falta na área e Wendel desviou para o fundo das redes. Porém, a arbitragem assinalou impedimento corretamente, definindo a vitória e a vantagem dos donos da casa.

Bastidores – Santos TV:

Braz culpa gramado por derrota do Santos: “Não é bom como o da Vila”

O Santos sofreu para jogar na tarde deste sábado, em Campinas. Muito lento na saída de bola e com seus principais atletas apagados, o Peixe viu a Ponte Preta fazer 1 a 0, com William Pottker, e largar na frente na disputa para avançar às semifinais do Campeonato Paulista. Para o zagueiro David Braz, que falhou no tento da Macaca, a principal dificuldade santista estava no gramado do estádio Moisés Lucarelli.

“O nosso primeiro tempo não foi bom. Tivemos dificuldade com o campo hoje, que não é tão como como o da Vila. Aqui tinha muitos buracos. A gente teve dificuldade para virar as jogadas, pois a Ponte também marcava muito bem”, ressaltou o defensor após o revés.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Vamos trabalhar nesta semana e com a apoio dos nossos torcedores, nós vamos conseguir essa classificação”, concluiu Braz.

Dorival reconhece atuação ruim: “Ponte foi melhor, ganhou e ponto”

Além da derrota por 1 a 0 e a desvantagem para o duelo de volta, o que mais preocupou a torcida do Santos foi a forma como a equipe perdeu para a Ponte Preta, na tarde deste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo confronto de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Apático, lento e sem criatividade, o alvinegro até conseguiu ter a posse de bola no segundo tempo, mas não conseguiu assustar o goleiro Aranha, que pouco trabalho na partida.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, evitou dar desculpas para o revés e reconheceu a fraca apresentação do Santos. “Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. Na segunda etapa nós melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Ponte foi melhor, ganhou e ponto”, ressumiu o comandante, em entrevista coletiva logo após o embate.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis.

“Hoje a Ponte mereceu. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia”, concluiu o treinador santista.

Santistas admitem partida fraca em Campinas: “Jogo não encaixou”

Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que tenha a coragem de falar que o Santos jogou bem na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, neste sábado, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pelo duelo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista. Isso porque além do técnico Dorival Júnior, os próprios jogadores do alvinegro admitiram a fraca apresentação contra a Macaca.

“Nosso jogo não encaixou. Nosso melhor momento foi nos 15, 20 minutos do segundo tempo. Eles acabaram anulando nosso jogo. Temos de pensar no jogo de volta”, resumiu o meia Vitor Bueno, que teve atuação apagada e foi substituído por Copete na volta do intervalo.

O atacante Ricardo Oliveira, por sua vez, acredita que os santistas não devem entrar em pânico, afinal, a vantagem da Ponte é de apenas um gol.

“Nós precisamos ajustar algumas coisas. A proposta deles era sair no contra-ataque. Não conseguimos achar os espaços necessários. É um placar que a gente jogando dentro da nossa necessidade a gente consegue reverter”, ressaltou o camisa 9 na saída do gramado.

Com a derrota, o alvinegro se vê obrigado a vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga direta. Caso o Peixe vença por apenas um gol, o confronto será decidido na disputa de pênaltis. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10, uma segunda-feira às 20h (de Brasília), no Pacaembu.

Elenco queria a Vila, mas retrospecto do Santos é melhor no Pacaembu

O Santos não terá a Vila Belmiro como aliada na busca para reverter a vantagem da Ponte Preta e conquistar a vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. Afinal, a diretoria do Peixe decidiu transferir o duelo, que acontece no próximo dia 10, às 20h (de Brasília), para o Pacaembu. Elenco e comissão técnica do alvinegro, por sua vez, mostraram descontentamento com a mudança.

“Não vou comentar sobre o assunto. Vamos ao Pacaembu para fazer um grande jogo”, esbravejou o técnico Dorival Júnior ao ser questionado se concordava com a decisão da cúpula santista.

“Vamos jogar onde eles (diretoria) mandarem. Temos que jogar bola. Somos produtos”, ressaltou Ricardo Oliveira.

Apesar da preferência dos santistas pela Vila Belmiro, os números recentes mostram que o Pacaembu tem sido uma ‘casa’ melhor para o alvinegro. Isso porque o Peixe vem de uma sequência de 17 vitórias consecutivas no estádio paulistano. O último revés foi em abril de 2014, no jogo de ida da final do Paulistão daquele ano, contra o Ituano.

Enquanto isso, a equipe comandada por Dorival Júnior não tem conseguido fazer valer o ‘fator Vila’ nesta temporada. Afinal, em seis jogos disputados em Urbano Caldeira, o clube já sofreu três derrotas, para São Paulo, Ferroviária e Palmeiras, respectivamente.

No jogo de ida das quartas de final do Paulistão, o Peixe perdeu para a Ponte por 1 a 0, em Campinas, com gol de William Pottker. Para conseguir a classificação, a equipe comandada por Dorival Júnior precisa vencer por dois gols de diferença. Uma vitória simples levará a decisão para os pênaltis. Caso seja derrotado ou a partida termine empatada, o alvinegro estará eliminado do Estadual.

Ponte Preta 1 x 2 Santos

Data: 06/11/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 10.208 pessoas
Renda: R$ 103.740,00
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Neuza Ines Back e Alex dos Santos (ambos de SC).
Cartões amarelos: Abuda (PP) e David Braz (S).
Gols: William Pottker (21-1); Ricardo Oliveira (21-2) e Copete (43-2).

PONTE PRETA
Aranha, Nino Paraíba, Antônio Carlos, Douglas Grolli e Reinaldo; João Vitor (Abuda), Wendel (Thiago Galhardo) e Maycon (Elton); Rhayner, Clayson e William Pottker.
Técnico: Eduardo Baptista

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabián Noguera (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia e Jean Mota (Arthur Gomes); Vitor Bueno (Léo Cittadini), Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos vira sobre a Ponte, assume segundo lugar e segue vivo no Brasileirão

O sonho do Santos ainda não morreu no Campeonato Brasileiro! Após ter viajado para Campinas achando jogaria no sábado, às 21h, os santistas foram obrigados a mudar sua programação e entrar em campo no domingo, às 11h. Porém, se faltou respeito, como estava escrito na camisa, sobrou futebol e emoção. Mesmo começando perdendo para a Ponte Preta, o Peixe foi valente no segundo tempo, buscou a virada aos 43 minutos, com gols de Ricardo Oliveira e Copete, assumiu a segunda colocação e segue sonhando com a conquista do título da competição nacional.

Agora, os comandados de Dorival Júnior chegaram aos 64 pontos, ultrapassaram o Flamengo e seguem na cola do líder Palmeiras, que venceu o Internacional nesta tarde e chegou a 70. Na próxima rodada, o Peixe encara o Vitória, na Vila Belmiro, às 19h30 (de Brasília) do dia 17.

O jogo

O jogo começou intenso em Campinas. Apesar de estar fora de casa, o Santos começou mandando na partida e ditando o ritmo. Nos primeiros momentos, os comandados de Dorival Júnior trocavam passes com facilidade e rodeavam a entrada da área da Ponte. Porém, os santistas pouco arriscavam.

O primeiro chute do Peixe acabou morrendo no fundo da rede, mas foi anulado pela arbitragem. Aos seis minutos, Ricardo Oliveira recebeu dentro da área depois de a bola tocar em Noguera e mandou para o gol. O lance, porém, não valeu, pois zagueiro santista estava impedido.

Com o passar do tempo, a Macaca foi melhorando no jogo e acabou sendo recompensada após uma falha defensiva do alvinegro. Aos 19 minutos, Rhayner fez um belo lançamento para Wendel. O volante ganhou de David Braz na corrida e ficou na cara do goleiro Vanderlei. Estabanado, o defensor do Peixe chegou tarde e derrubou o ponte-pretano. Pênalti claro. Na cobrança, William Pottker marcou e abriu o placar em Campinas.

O Santos sentiu o tento sofrido e pouco assustou a Macaca no restante do primeiro tempo. A melhor oportunidade caiu justamente nos pés de David Braz, que falhou no lance do gol. O meia Vitor Bueno limpou a jogada e encontrou o zagueiro livre na entrada da área. O camisa 14, porém, finalizou muito mal e perdeu a chance de deixar tudo igual antes do intervalo.

Precisando da vitória para seguir brigando pelo título do Brasileirão, o técnico Dorival Júnior começou o segundo tempo sacando Fabián Noguera e promovendo a entrada de Yuri. A ideia era adiantar o volante na hora que o Peixe atacasse. Porém, isso demorou para acontecer.

Os santistas começaram em ritmo lento e não ameaçavam a Macaca. Dorival percebeu isso e tirou o apagado Vitor Bueno para colocar Léo Cittadini. Segundos depois de entrar em campo, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

O gol acordou de vez o Peixe, que foi pra cima com tudo e perdeu três ótimas chances de virar o marcador. Na primeira, Copete fez boa jogada dentro da área, se livrou da marcação e finalizou. A bola bateu na zaga e voltou para Jean Mota, que bateu firme, novamente em cima da defesa.

No lance seguinte, o próprio Copete desviou cobrança de escanteio e bateu no travessão. Na continuidade da jogada, o colombiano teve mais uma oportunidade, mas parou no goleiro Aranha. No rebote, assim como no primeiro tempo, a bola ficou limpa para David Braz. Desta vez, nem goleiro tinha na frente dele. O defensor, porém, pisou pisa na bola e despediçou uma chance inacreditável.

Após a grande pressão exercida pelo Peixe, o árbitro Braulio da Silva Machado promoveu a parada técnica, por conta do calor, aos 30 minutos do segundo tempo. A pausa foi ruim para o Santos, que diminuiu o ímpeto, mas seguiu em cima da Macaca.

Porém, quando parecia que o duelo em Campinas terminaria empatado, Léo Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Herói improvável, Léo Cittadini vibra com atuação: “Nunca perdi o foco”

O Santos estava perdendo por 1 a 0 e não mostrava reação contra a Ponte Preta, neste domingo, no Moisés Lucarelli. Precisando da virada para seguir na briga pelo título, o técnico Dorival Júnior sacou o apagado Vitor Bueno e promoveu a entrada de Léo Cittadini. Criticado pela torcida, o meia não jogava uma partida oficial há dois meses. Porém, ele mudou o jogo e participou diretamente dos dois gols que deram a virada ao Peixe, marcados por Ricardo Oliveira e Copete.

Na reta final do Campeonato Paulista e até no começo do Brasileirão, Cittadini era muito utilizado por Dorival. Revelado pela base santista, o meia perdeu espaço ao longo da competição. Tanto que seu último jogo havia sido no dia 8 de setembro, contra o Internacional, em derrota por 2 a 1 no Beira-Rio.

“Estou muito emocionado. Só eu e minha família sabemos o quanto eu trabalhei esperando uma oportunidade. Nunca perdi o foco, treinei firme e estava preparado. A gente tem que manter o foco, pensar jogo a jogo. Vai dar tudo certo”, disse o meia após o apito final em Campinas.

A manhã de heroísmo de Cittadini começou aos 21 minutos do segundo tempo. Pouco depois de entrar, o meia recebeu ótimo passe de Copete e finalizou cruzado. O goleiro Aranha defendeu pra frente e o rebote caiu no pé de Ricardo Oliveira. Matador, o centroavante não vacilou e empatou no Moisés Lucarelli.

Em seu segundo ato em Campinas, Cittadini apareceu livre na área e tocou para Copete. Completamente sozinho, o colombiano só escorou para o gol e virou o placar, aos 43 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória santista.

Dorival refuta méritos por substituições e critica CBF após mudança de data

Quando terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, em Campinas, o Santos não dava demonstrações de que conseguiria a virada sobre a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Porém, logo na volta do intervalo, o técnico Dorival Júnior, sabendo da necessidade da vitória, sacou o zagueiro Fabián Noguera para promover a entrada do volante Yuri. Aos 20 minutos, foi a vez de Léo Cittadini entrar em campo na vaga do discreto Vitor Bueno.

Além disso, ainda sobrou espaço para o comandante promover a estreia de Arthur Gomes na equipe profissional. As alterações surtiram efeito, e em grande atuação, Cittadini mudou completamente o jogo ao organizar as duas jogadas dos gols que deram a virada por 2 a 1 e deixaram o Peixe vivo na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro. Dorival, porém, preferiu deixar os méritos da vitória para os jogadores.

“Não é questão de passar pelas minhas mãos. Eu tenho o Noguera começando a adquirir um ritmo e não sei se aguentaria os 90 minutos. David já vem de uma sequência, claro que corri o risco pelo cartão, mas não sabia se o Noguera aguentaria. Seria um suicídio ter que trocar outro zagueiro e não poderia correr esse risco. Conversei com o David para ter tranquilidade. De maneira geral, vitória passou pelos jogadores. A entrada do Yuri, do Léo, que foi brilhante, do próprio Arthur, que estreou. É um menino que está começando a amadurecer, vem fazendo trabalho de fortalecimento. Fico feliz, porque quem tem entrado tem acrescentado muito. Isso é um conjunto. Jogadores estão dando resposta muito positiva”, disse o treinador em entrevista coletiva após a virada em Campinas.

E na hora que entrou em campo no Moisés Lucarelli, o Santos chamou a atenção com uma frase cravada nas costas do unifome. Em protesto contra a CBF, os jogadores entraram em campo com os dizeres “faltou respeito”. A ação aconteceu por conta de uma decisão da entidade, que mudou a data do duelo contra a Ponte. Inicialmente, o jogo seria no sábado, às 21h. Porém, alegando questões de segurança, a confederação optou por realizar a partida às 11h deste domingo. Mesmo após conquistar a vitória, Dorival não perdeu a oportunidade de protestar.

“Isso daí são atitudes lamentáveis que sinceramente não merecem nem comentários. Futebol brasileiro vem na contramão da história. Exigem profissionalismo e de repente uma atitude dessa, desnecessária, sem um parecer um pouco mais sério. Sinceramente, apenas um detalhe importante: esse jogo estava marcado desde o início do campeonato. O evento oficial em Campinas seria Ponte x Santos. Todo evento paralelo deveria ser alterado ou não autorizado. Mais uma vez a ingerência prevalece e o futebol é agredido. Nos deixa bastante chateados, não sei quem toma posição dessa às 21h. É o absurdo do absurdo. Isso daí prejudica consideravelmente nosso futebol. Felizmente nosso time enfrentou tudo isso de peito aberto. Há mais de um mês não tem jogo às 11h, é um absurdo. Resposta na camisa do Santos mostra tudo o que se passou. Absurdo depois de uma vitória dessa falar de assunto desagradável. Não tem que ir à CBF. CBF tem que sair do pedestal e vir aos clubes. Precisa acontecer de forma diferente. Não vamos chegar a lugar algum. CBF tem que se curvar sim e reconhecer que foi um erro grotesco. Estamos brigando pelo título, e não poderia ter um tratamento que tivemos”, criticou.

Ferraz relembra atraso de salários e chora após virada de ‘guerreiros’

No começo de 2015, o Santos vivia um momento conturbado financeiramente. Devendo até seis meses de salários, o alvinegro viu vários jogadores entrarem na Justiça e saírem de graça do clube, como Aranha, Arouca, entre outros. Porém, os atletas que ficaram viram a situação melhorar, conquistaram dois paulistas e hoje brigam pelo título do Campeonato Brasileiro. Muito emocionado após a virada por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas, o lateral-direito Victor Ferraz chorou a relembrar as dificuldades do clube na última temporada.

“Essa geração merece muito. Estamos há dois anos e meio com essa equipe, formada na dificuldade, com quase seis meses de salários atrasados. Equipe que decidiu ficar, cheio de propostas para sair. Acreditamos no projeto, mostramos que temos fibra. Muitos mostravam estar do nosso lado e não estiveram. É isso aí, torcida veio, invadiu Campinas. É desse torcedor que o Santos precisa. Toda essa comemoração foi porque o grupo é guerreiro. Cittadini há dez jogos sem entrar, entrou e mudou o jogo. Grupo é isso aí. Essa vitória é demais”, disse o camisa 4 do Peixe na saída do gramado.

Com a vitória, o Peixe chegou a 64 pontos e assumiu a vice-colocação do Brasileirão. Momentaneamente a três pontos do líder Palmeiras, os santistas agora torcem para o Internacional, que encara o Verdão ainda neste domingo, às 17h (de Brasília), no Allianz Parque.

“Não depende só da gente. Depende de tropeço do Palmeiras. Vamos secar eles. Espero que o Internacional jogue tudo que jogou contra a gente (nas quartas de final da Copa do Brasil)”, concluiu Victor Ferraz.

Virada garante volta do Santos à Libertadores após quatro anos

Ainda com Neymar e Ganso na equipe, o Santos empatou em 1 a 1 com o Corinthians, no Pacaembu, no dia 20 de junho de 2012, e caiu nas semifinais da Copa Libertadores de América. De lá pra cá, o alvinegro passou quatro anos sem disputar a competição continental. Porém, a vitória de virada sobre a Ponte Preta, por 2 a 1, na manhã deste domingo, garantiu o retorno do Peixe ao torneio em 2017.

Com os três pontos somados em Campinas e 64 na tabela, o alvinegro não tem mais possibilidades matemáticas de deixar o G6 nesta reta final nem mesmo se perder todos os quatro jogos restantes. Os únicos times que podem alcançar o Santos são Flamengo, Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR, que já estão no G-6. Corinthians e Grêmio, os primeiros fora da zona, não têm mais chances.

No entanto, o Santos ainda não está garantido na fase de grupos do torneio, apenas nas eliminatórias da primeira etapa. Para ir direto às chaves, a equipe precisará ficar se manter no G3 ou terminar em quarto, desde que o Atlético-MG conquiste a Copa do Brasil. A equipe mineira fará a final da competição contra o Grêmio.

Agora, além de seguir sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, pois está a seis pontos do líder Palmeiras, o Peixe tem como meta garantir a vaga direta para a Libertadores de 2017, eliminando quatro jogos na próxima temporada e fugindo do risco de cair cedo no torneio continental.

Após mudança de horário, Santos protesta contra a CBF: “Faltou respeito”

A mudança de horário da partida contra a Ponte Preta deste sábado, às 21h, para domingo, às 11h, no Moisés Lucarelli, cerca de 24 horas do duelo, ainda gera manifestações negativas pelo Santos. Os jogadores do Peixe entraram em campo neste domingo com uma camisa especial, com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Antes disso, o presidente Modesto Roma já havia declarado para a Gazeta Esportiva que estava revoltado com a decisão e o clube também chegou a encaminhar uma nota de repúdio para a CBF, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Campinas e ao Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Região da Grande Campinas.

A alteração na data do jogo aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. A PM entende que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temia que, em caso de título, aconteça uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

No fim das contas, o Guarani acabou sendo derrotado por 3 a 0 para o Boa e ficou sem o título da Série C. Mesmo assim, o duelo entre Ponte e Santos acabou começando mesmo na manhã deste domingo.
STJD multa Santos e suspende Modesto por protestos contra a Ponte

Na vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas, no último dia 6, o Santos entrou em campo com a frase ‘faltou respeito’ cravada nas costas do uniforme. Porém, o protesto contra a CBF rendeu uma punição ao Peixe. Nesta sexta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) suspendeu o presidente Modesto Roma Júnior por 15 dias e multou o clube em R$ 3 mil. A decisão ainda cabe recurso.

A manifestação do alvinegro aconteceu por conta da mudança de data do duelo contra a Macaca, cerca de 24 horas antes da bola rolar, passando por cima do Estatuto do Torcedor, que permite modificação de horário de uma partida somente com 48 horas de antecedência.

Inicialmente marcado para sábado, 21h, o confronto foi alterado para domingo, 11h. A mudança aconteceu por conta de um pedido da Polícia Militar de Campinas. Na época, a PM entendeu que existia um risco de confronto entre as torcidas de Ponte e Guarani, que teriam partidas em estados diferentes, mas em horários conflitantes. Como o Bugre encarou a final da Série C contra o Boa Esporte, às 18h45 deste (de Brasília), em Varginha, a polícia temeu que, em caso de título, acontecesse uma concentração de torcedores em frente ao Brinco de Ouro, coincidindo com o horário do duelo entre Macaca e Peixe no Moisés Lucarelli.

Modesto Roma Júnior e o Santos foram enquadrados no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que diz: “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”.


Vídeos: Gols e melhores momentos

Santos 3 x 1 Ponte Preta

Data: 16/07/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.979 pagantes
Renda: R$ 364.360,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Gabriel e Zeca (S); Willian Pottker e Wendel (PP).
Gols: Victor Ferraz (20-1); Vitor Bueno (12-2), Gabriel (26-2) e Roger (39-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Elano); Gabriel (Vecchio) e Ricardo Oliveira (Rodrigão).
Técnico: Dorival Júnior

PONTE PRETA
João Carlos, Nino Paraíba, Fábio Ferreira, Grolli e Reinaldo; Maycon, Matheus Jesus (Felipe Menezes), Wendel e Clayson (Giva); Rhayner e Willian Pottker (Roger).
Técnico: Eduardo Baptista



Santos derrota a Ponte Preta na despedida do trio olímpico

No dia em que teve a oportunidade de jogar com sua força máxima pela primeira, e talvez a única, vez no Campeonato Brasileiro, o Santos não vacilou e fez a lição de casa com autoridade. Na vitória sobre a Ponte Preta por 3 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro, com gols de Victor Ferraz, Vitor Bueno e Gabriel, o Peixe ratificou a quarta colocação na tabela, com 26 pontos. A Macaca, que descontou com Roger, segue com 23 pontos.

O triunfo santista foi marcado pela eficiência da equipe do técnico Dorival Júnior, que não desperdiçou as chances que teve. O Peixe agora torce para os tropeços de Palmeiras, Corinthians e Grêmio, que jogam no domingo e ocupam as três primeiras colocações, respectivamente, para colar de vez na parte de cima da tabela.

Agora sem Zeca, Thiago Maia e Gabriel, que se apresentam neste domingo à Seleção Brasileira que disputa a Olimpíada, a equipe da Baixada Santista volta a campo na quarta-feira, diante do Gama, no Bezerrão, pela terceira fase da Copa do Brasil. Já a Ponte Preta retorna no mesmo dia, diante do Figueirense, também pela Copa do Brasil, em Campinas.

O jogo

Desde o início, a partida teve a postura tática exatamente como se imaginava, com o Santos dono das ações e a Ponte na espera de um contra-ataque.

Com Gabriel inspirado, o gol era uma questão de tempo para os santistas. E foi realmente o que aconteceu. Aos 20, Gustavo Henrique caprichou na cobrança de falta. A bola foi na trave direita de João Carlos. No rebote, Victor Ferraz, em falha de marcação da defesa da Macaca, só teve o trabalho de cabecear para o gol aberto.

Aos 35, em descida pela esquerda, Gabriel levou a melhor sobre o seu marcador e cruzou na medida para Ricardo Oliveira, que tocou no canto direito do goleiro campineiro, mas para fora do gol.

A Ponte Preta ensaiou uma reação nos minutos finais. Aos 43, Pottker recebeu na área e finalizou de esquerda para excelente defesa de Vanderlei e corte de Gustavo Henrique, na sequência.

Os visitantes voltaram para o segundo tempo com a proposta bem definida de empatar a partida logo nos primeiros minutos. Mas o objetivo campineiro esbarrou mais uma vez no bom desempenho do goleiro Vanderlei.

Aos 6, Maycon recebeu na entrada da área, driblou Gustavo Henrique e chutou cruzado. Vanderlei se esticou todo para fazer uma bela defesa.

O Santos poderia ter definido a partida logo na sequência, quando Gabriel disparou livre pelo campo da Ponte Preta, tirou João Carlos da jogada com um corte para a direita, mas perdeu o ângulo para definir com precisão.

Mas, aos 12 minutos, não teve jeito para a Ponte. Gabriel deu belo passe para Ricardo Oliveira, dentro da área, pela direita. O camisa 9 tocou rasteiro para o meio da área, Grolli furou e ficou fácil para Vitor Bueno tocar para dentro.

O panorama se repetiu aos 28 minutos: quando a Ponte mais rondava a área santista, o Santos novamente chegou ao gol. Após cruzamento pela direita, Ricardo Oliveira tentou o chute, mas a bola sobrou para Gabriel marcar.

Logo depois do gol, o camisa 10 protagonizou uma imagem emblemática, ao se ajoelhar atrás do gol e beijar o escudo do clube, pintado no gramado. Seria um sinal de despedida do Peixe em razão do assédio da Juventus, da Itália?

A Ponte ainda descontou aos 39, quando Rayner lançou Roger pela direita. Gustavo Henrique não acompanhou o atacante, que pôde finalizar e marcar.

Gabriel fala em tom de despedida; Barça observa Lucas Lima

Os gritos de “Fica, Gabigol!” vindos das arquibancadas da Vila Belmiro após a vitória santista sobre a Ponte Preta, neste sábado, foram um sinal claro de que até a torcida santista sabe que está cada vez mais próximo o momento de Gabriel deixar o Santos.

Com atuação destacada, marcada por uma assistência e um gol, o atacante sinalizou que sua despedida pode ter ocorrido neste sábado. Ao balançar as redes, o camisa 9 se ajoelhou atrás do gol e beijou o símbolo do clube, algo inusitado na carreira do atacante.

“Aqui é meu quintal onde eu brinco. Estou muito contente de jogar na minha casa. Fazer um gol na Vila Belmiro é uma alegria enorme. Não sei se foi meu último jogo, mas não sei se volto (depois da Olimpíada). Curti muito esse momento do gol. Deixo a decisão nas mãos do meu pai e do meu empresário. Estamos conversando, discutindo bastante. Meu foco agora é a Seleção Brasileira”, disse Gabriel, logo após a partida.

Neste domingo, Gabriel viaja para Teresópolis, no Rio de Janeiro, junto com Zeca e Thiago Maia, onde se junta à Seleção Brasileira que disputará os Jogos Olímpicos.

Após quase assinar a renovação contratual com o Santos, o atacante está perto de deixar o Peixe. A Juventus, da Itália, sinaliza oferecer uma quantia milionária para a diretoria santista. O Santos tem direito a somente 40% dos direitos econômicos do atleta.

Semana passada, a renovação contratual de Gabriel estava praticamente definida até 2021, faltando apenas a assinatura contratual. A diretoria santista convenceu o jogador a recusar o Chelsea, da Inglaterra, para ficar na Vila Belmiro e até divulgou nota oficial dizendo que o novo contrato estava em fase de confecção de minuta.

No entanto, a proposta italiana mudou o rumo da negociação e o destino do atacante está cada vez mais próximo de ser a Europa. Pelo Santos, Gabriel marcou 57 gols em 155 partidas. Na temporada de 2016, o atacante anotou 13 gols em 28 jogos. No Brasileiro deste ano, foram cinco gols em 10 partidas.

Lucas Lima é observado pelo Barça – Quem também não está certo sobre seu futuro no Santos é o meia Lucas Lima. Diante da Ponte Preta, o jogador foi observado por Robert Fernández, secretário-técnico do Barcelona. O meia tem sido frequentemente tem sido chamado para a Seleção Brasileira e já declarou que tem a intenção de atuar na Europa em breve. A boa relação com Neymar pode facilitar a transferência do jogador para a Espanha. Além de Lucas Lima e Gabriel, nomes como Thiago Maia e Zeca têm atraído a atenção de empresários do exterior.

Dorival demonstra insatisfação com provável saída de jogadores

O momento era para se de satisfação após seu time vencer mais uma partida de maneira convincente e ver que sua equipe está cada vez mais embalada e disposta a lutar pelo título do Campeonato Brasileiro. Porém, o técnico Dorival Júnior está bastante preocupado. Mais do que isso: está incomodado com as notícias que rondam a Vila Belmiro com rumores de que alguns de seus principais atletas devem deixar o clube até o fechamento da janela de transferências, no dia 31 de agosto.

O incômodo é tão grande que o treinador adotou um discurso que foge da sua caraterística conciliadora e serena na maioria das entrevistas. Na coletiva após o Santos derrotar a Ponte Preta por 3 a 1 neste sábado, Dorival falou em tom de desabafo.

“Se quisermos buscar algo melhor na competição, será com atuações como essas que tivemos nos últimos jogos. A produção que o Santos tem com todos os jogadores à disposição é muito forte. Agora sairão três jogadores (para as Olimpíadas). Não há como suprirmos isso sem tempo para prepararmos essas saídas. Os jogadores que temos podem até suprir essas ausências, mas a tendência é de encontrarmos dificuldades nas próximas partidas para mantermos o nível de atuação que estamos tendo”, avaliou o treinador, para, em seguida, desabafar, quando foi questionado sobre a eventual saída de Gabriel para Europa.

“É difícil falar que esse é o momento dele sair. Mas torço para que isso não aconteça nesse momento e espero que a diretoria pense nisso. Está na hora de pararmos de ter que montar a equipe durante a competição. Temos que pontuar o nosso torcedor para mostrar o que queremos: vamos buscar títulos ou buscarmos uma equipe nova a todo o momento? Está na hora de pensarmos grande. É preciso que o clube se posicione”, enfatizou Dorival.

O desabafo do treinador não parou por aí. O comandante santista utilizou como exemplo a saída do meia Geuvânio, para o futebol chinês, ano passado, para demonstrar o quanto é difícil ajustar a equipe após a transferência de um atleta importante no elenco.

“Até hoje não conseguimos um composição sem o Geuvânio. A reposição muitas vezes sai mais cara que a venda. Por isso me questiono se não é hora de os clubes aqui se posicionarem. O Geuvânio nos fez muita falta no Paulista e não tivemos uma reposição no mesmo nível”, disse. “Se um clube pagar a multa rescisória (do Gabriel), não há o que fazer. Se isso acontecer, ótimo. Do contrário, não vejo razão para negociar o jogador”, finalizou.

Ponte Preta 0 x 2 Santos

Data: 03/02/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, SP.
Público: 7.004 pagantes
Renda: R$ 100.535,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fausto Augusto Viana Moretti
Cartões amarelos: Eurico, Rhayner, Alexandro, Jeferson e Jonas (PP); Paulinho, Lucas Lima e Lucas Veríssimo (S).
Gols: Ricardo Oliveira (09-1) e Gabriel (37-1).

PONTE PRETA
João Carlos; Nino Paraíba, Tiago Alves, Ferron e Gilson (Jeferson); Eurico (Jonas), Elton, João Victor, Clayson (Rhayner) e Felipe Azevedo; Alexandro.
Técnico: Vinícius Eutrópio

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison) e Lucas Lima; Paulinho (Patito Rodriguez), Gabriel (Vitor Bueno) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior



Santos vence a primeira no Paulista e acaba com tabu contra a Ponte

Com gols de Ricardo Oliveira e Gabriel, de pênalti, ainda no primeiro tempo, o Santos findou, na noite desta quarta-feira, o tabu de não vencer a Ponte Preta desde 2009 no estádio Moisés Lucarelli. Carrasca em 2015, quando conquistou duas vitórias e um empate diante do Peixe, o time de Campinas desta vez foi completamente dominado desde os primeiros minutos. Bem diferente da estreia, a equipe de Dorival Júnior conseguiu ditar o ritmo do jogo com toques rápidos e bastante velocidade no ataque, evitando os lançamentos que tanto irritaram o treinador santista no último sábado.

Com a vitória nesta 2ª do Campeonato Paulista, a primeira nesta temporada, o alvinegro praiano chega a 4 pontos e assume a liderança provisória no Grupo A, seguido por Oeste, Linense, São Bento e Botafogo-SP. Já a Ponte Preta fica em situação delicada depois de duas derrotas seguidas. A Macaca é apenas a lanterna no Grupo B, atrás de São Bernardo, Palmeiras, Ituano e Novorizontino.

O jogo

Dorival Júnior avisou que manteria o mesmo time da estreia santista, mas que buscaria uma nova, ou melhor, a velha maneira do time se comportar em campo. E foi exatamente isso que aconteceu nos primeiros 45 minutos de jogo.

A Ponte Preta até chegou a iniciar a partida tentando fazer aquela pressão tradicional do mandante do confronto. Aos 4 minutos, Felipe Azevedo obrigou Vanderlei a fazer bela defesa. Alexandro chegou a marcar no rebote, mas em completa posição de impedimento.

Daí para frente, só deu Santos. Confortável e com muito espaço para jogar, o Peixe encurralou a Macaca em diversos momentos. Assim, não demorou para abrir o placar. Depois de uma falha na cobertura defensiva da Ponte, Gabriel recebeu com liberdade pela esquerda e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira pegar de primeira na segunda trave. 1 a 0.

O time campineiro sentiu o gol e encontrava muita dificuldade em ultrapassar o meio de campo. Com a bola no chão desde os primeiros toques da zaga, a equipe de Dorival ditava o ritmo do jogo. Apenas aos 31 minutos, a Ponte chegou com certo perigo, mas Clayson isolou após receber passe de calcanhar de Nino Paraíba, dentro da área.

Cinco minutos depois, Lucas Lima caiu pela esquerda, trocando de posição com Gabriel e partiu para a jogada individual. Depois de duas lindas fintas, foi derrubado por Nino dentro da área. Pênalti. Na batida, Gabriel deslocou o goleiro e correu para o abraço. 2 a 0 Santos.

Antes do intervalo, cada time ainda teve uma oportunidade. Primeiro, Felipe Azevedo cabeceou uma bola no travessão depois de cobrança de falta. Na sequência, em contra-ataque veloz, Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e bateu cruzado, para fora, com perigo.

Vestiário sem água

Uma cena atípica e lamentável aconteceu no intervalo do jogo. O vestiário destinado aos visitantes no estádio Moisés Lucarelli estava sem água nos chuveiros e nas torneiras. Além disso, o ar condicionado do local não estava funcionando, tornando o calor insuportável. Desta forma, os jogadores e a comissão técnica do Santos tiveram passar todo o intervalo no campo, atrás de um dos gols.

Com o reinício do jogo, foi possível perceber desde os primeiros lances uma nova postura da Ponte Preta, já com duas alterações feitas pelo técnico Vinícius Eutrópio. Clayson saiu para a entrada de Rhayner e Eurico deu lugar à Jonas.

Aos oito minutos, Alexandro aproveitou cruzamento da direita e cabeceou cruzado. Vanderlei se esticou todo e salvou o Peixe. Um minuto depois, Ferron furou uma cabeçada dentro da área e desperdiçou grande oportunidade. Na sobra, João Victor isolou.

Em meio a pressão da Macaca, o Peixe por pouco não marcou mais um no contra-ataque. Ricardo Oliveira deixou Paulinho livre, dentro da área. O atacante, apagado no jogo até então, matou com a direita e arrematou de esquerda. A bola explodiu no travessão e o gol do reforço alvinegro não saiu.

Correndo contra o relógio, a Ponte Preta passou a pressionar mais na base da raça e apostou muito nas bolas aéreas. No entanto, a defesa santista soube segurar a pressão e controlou o resultado. Nos minutos finais, o nervosismo dos jogadores ponte-pretanos era evidente e o árbitro saiu distribuindo cartões. Ao todo, foram cinco advertências para a Ponte e três para atletas do Peixe.

Desta forma, o Santos conquistou sua primeira vitória no Paulistão e se reabilitou do empate com o São Bernardo na estreia da competição. Por outro lado, a Ponte Preta chega a sua segunda derrota seguida e já começa a temer pelo seu futuro no Estadual.

Dorival Junior vê Peixe consistente e mais maduro jogando fora de casa

Uma rodada após estrear com o pé esquerdo diante do São Bernardo, na Vila Belmiro, o Santos já se reabilitou com uma vitória convincente em cima da Ponte Preta, na noite desta quarta-feira. Além do placar de 2 a 0, todo construído na primeira etapa, Dorival Júnior comemorou a forma como o time se comportou, depois de admitir que não reconheceu o Peixe no último sábado, durante o empate com a equipe do ABC.

“Nós fizemos um jogo com muita consistência. Um primeiro tempo muito forte, criando várias oportunidades, predominando ao longo dos 45 minutos. No segundo tempo nós procuramos trabalhar um pouco mais a bola. Ainda há um desgaste grande, a recuperação ainda é muito curta de uma partida para a outra, mas acho que nós temos sempre que buscar uma melhora e foi isso que aconteceu”, analisou o treinador alvinegro.

Em campo, Dorival repetiu a escalação da equipe e mexeu apenas no posicionamento dos atletas, buscando repetir a formação que fez tanto sucesso ano passado. Apesar do Paulistão ter alcançado apenas sua 2ª rodada, Dorival se mostrou satisfeito com a evolução e já mira o confronto diante do Ituano, no fim de semana.

“De uma rodada para outra, foi um time um pouco mais desenvolto, mais solto. Vamos ver se conseguimos alcançar uma recuperação para o próximo jogo, no sábado de manhã. Um jogo muito complicado, muito difícil e com muito pouco tempo de recuperação. Eu espero que a equipe dê uma boa resposta, que continue se apresentando como foi hoje, porque será fundamental para que confirmemos ai um bom início”, afirmou.

A vitória desta quarta quebrou um tabu que já ia para o seu sétimo ano. O Santos, que tanto sofreu com a Ponte Preta em 2015, não vencia a Macaca em Campinas desde 2009. Porém, Dorival se mostrou feliz mesmo foi com o fato de seus jogadores terem se portado com autoridade como visitante, já que jogar fora de casa foi o grande obstáculo do Peixe na última temporada.

“Já é um passo maior. Uma mudança comportamental. Isso ai reflete bem neste início. Tivemos um jogo muito complicado no domingo e a equipe deu uma boa resposta alguns dias depois”, concluiu.

Santistas enaltecem vitória fora de casa: “Essa é a cara do Santos”

A temporada de 2015 já faz parte do passado e o Santos já vive um novo desafio em 2016. Mesmo assim, as maiores falhas da equipe no último ano ainda estão bem vivas na cabeça do elenco alvinegro, que pouco sofreu alteração. Vencer a Ponte Preta nesta quarta, em Campinas, tem um significado muito maior para os atletas do que simplesmente os três pontos nesta 2ª rodada de Campeonato Paulista.

“Conseguimos colocar nosso ritmo de jogo, que a gente vinha devendo, principalmente ano passado. Sabemos que ainda não tem nada ganho, mas, time que quer ser campeão tem que ganhar dentro e fora de casa. Está ai a cara do Santos fora de casa”, avisou Lucas Lima, em entrevista à Espn.

Diferente da estreia, no último sábado, Lucas Lima teve uma atuação destacada na vitória por 2 a 0 em cima da Macaca. O meia participou da maioria das jogadas de ataque e ainda sofreu o pênalti que resultou no gol de Gabriel.

“Nós três (Ele, Ricardo Oliveira e Gabriel) e o Paulinho também. Acho que teve muita movimentação de nós quatro ali da frente. Acho que é o que a gente ficou devendo no primeiro jogo. Essa mobilidade é muito importante para o nosso time e é assim que a gente consegue os espaços para fazer as jogadas”, explicou.

Gabriel, inclusive, fez questão de minimizar a atuação abaixo das expectativas diante do São Bernardo na Vila e preferiu ressaltar a evolução que a equipe já mostrou em menos de uma semana.

“Não digo apagar. Acho que normal a estreia ser um pouco diferente do que a gente imaginava. Acho que nosso time criou poucas chances, mas conseguimos o empate. Acho que nosso time melhorou bastante, veio mais compacto, mais junto e conseguimos fazer os gols”, analisou, com o moral de quem já marcou dois gols e deu uma assistência em apenas duas partidas até aqui, sem contar com seu gol marcado no amistoso diante do Bahia, na pré-temporada.

“Graças a Deus, (é importante) não só para mim como para todo o elenco. Acho que o importante é citar o coletivo e não o individual”, disse o camisa 10 do Peixe.

Santos põe a bola no chão e anima Dorival Junior: “não desaprendeu”

As broncas, os berros e as conversas de Dorival Júnior com o elenco santista no CT Rei Pelé deram resultado nesta quarta. Inquieto após o empate com o São Bernardo na estreia do time no Campeonato Paulista por não reconhecer a forma como seus jogadores se comportaram em campo, o técnico transpareceu o ar de satisfação com a melhora apresentada durante a vitória por 2 a 0 em cima da Ponte Preta, nesta quarta.

“Nós vamos oscilar um pouco, começo de temporada. Mas a equipe mostrou que não desaprendeu, que sabe como jogar. E isso dai é uma amostra importante do que podemos fazer ao longo da temporada. Muito pouco ainda. Foi um belo resultado. Vamos nos recuperar e procurar fazer um bom jogo no sábado”, comentou Dorival.

Em Campinas, o Peixe deteve a posse de bola em 56% do tempo e acertou 90% de seus 447 passes na partida, quase o dobro do que conseguiu atingir a equipe mandante. Os dez impedimentos do sábado passado também foram solucionados. Nesta quarta, o ataque do Santos foi flagrado em apenas uma oportunidade. E para marcar dois gols, o time finalizou nove vezes, sendo quatro no alvo.

“Vamos ver agora nessa sequência, novamente um compromisso complicado, um jogo 11 horas da manhã no sábado, fatalmente pegaremos ali uma temperatura altíssima. Pouco tempo de recuperação para as equipes de uma rodada para outra. Eu espero que mantenhamos essa postura que tivemos e consigamos melhorar um pouquinho mais. É tudo que nós queremos, gradativamente irmos atingindo nosso melhor”, projetou Dorival, já de olho no confronto com o Ituano, de volta à Vila Belmiro.

Sem água no intervalo, jogadores voltam do ônibus para tomar banho

Os jogadores e a comissão técnico do Santos foram surpreendidos no intervalo da partida contra a Ponte Preta, nesta quarta. Após a disputa dos primeiros 45 minutos, quando o Peixe já vencia por 2 a 0, o vestiário ficou sem condições de receber os atletas. Com o ar condicionado quebrado e sem água nos chuveiros e nas torneiras, o grupo deve de fazer toda a recuperação no próprio gramado, atrás de um dos gols. Apesar de não esconder o incômodo com a situação inusitada, Dorival júnior preferiu não polemizar.

“Eu não tenho o que falar. Isso ai é um problema que tem que ser resolvido. Acabou acontecendo, eu não sei o motivo, mas, com certeza não foi de propósito. Foi um acaso, talvez. Não tem nem necessidade de falar alguma coisa neste sentido”, minimizou o técnico santista.

Após a partida, com a vitória sacramentada pelo placar construído no primeiro tempo, os jogadores mais uma vez perceberam que o problema não havia sido resolvido no vestiário do visitante no estádio Moisés Lucarelli. Por isso, alguns já foram se dirigindo ao ônibus, com a intenção de tomar banho no hotel onde a delegação está hospedada. Porém, em cima da hora, a água foi restabelecida e os atletas foram chamados de volta para poderem tomar seus respectivos banhos e se encaminharem ao hotel sem problemas.