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Portuguesa 1 x 3 Santos

Data: 22/02/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.361 pessoas
Renda: R$ 412.350,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (P) e Cicinho (S).
Cartão vermelho: Alex Silva (P)
Gols: Robinho (17-1), Robinho (34-1, de pênalti) e Cicinho (43-1); Jean Mota (44-2).

PORTUGUESA
Rafael Santos; Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Diego (Filipe Souza) e Popó (Jean Mota).
Técnico: Aílton Silva

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Renato (Elano), Lucas Otávio e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Robinho (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho dá show no Pacaembu e Santos atropela a Portuguesa

O Santos nem se deu conta da Portuguesa neste domingo. Robinho muito menos. Com show à parte do camisa 7, o Peixe bateu a Lusa por 3 a 1 e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Campeonato Paulista. O já experiente Menino da Vila fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro – os três no primeiro tempo. Jean Mota diminuiu no fim do segundo.

O Santos recebe o Linense, no próximo sábado, no Pacaembu, e pode sacramentar a vaga nas quartas de final do Estadual. Enquanto isso, a Portuguesa mede forças com o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O primeiro tempo do clássico paulista no Pacaembu teve um nome: Robinho. Inspirado, o camisa 7 atormentou a defesa lusa pelo lado esquerdo, marcou dois gols e ainda deu uma assistência para Cicinho ampliar. O inferno português começou aos 8 minutos, quando Fabinho Capixaba derrubou Robinho na intermediária e já levou cartão amarelo.

Pouco tempo depois, aos 17 minutos, Vanderlei lançou o camisa 7 em velocidade no ataque, iniciando a jogada do primeiro gol. Robinho dominou, partiu para cima e cortou a marcação sem dificuldades, chutando a bola no ângulo direito do goleiro Rafael Santos. 1 a 0 Peixe.

Inspirado, o atacante voltou a atormentar pelo lado esquerdo aos 31 minutos. Em ótima jogada, invadiu a área, aplicou dois dribles em Alex Silva e sofreu o pênalti quase na linha de fundo. Na cobrança, bola para um lado e goleiro para o outro, em mais um gol do camisa 7.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, lá estava ele de novo para, dessa vez, contemplar um companheiro com o gol. Robinho recebeu na esquerda, e cruzou na medida para Cicinho cabecear da pequena área e marcar o terceiro gol santista. Fim da etapa inicial com show do Menino da Vila.

No 2º tempo a Portuguesa joga com um a menos e Santos administra vitória.

A Portuguesa não acordou do pesadelo no segundo tempo. Logo no início, o técnico Aílton Silva decidiu recuar o time, tirando dois homens de frente e colocando defensores. Decisão que lhe foi de grande ajuda já que, poucos minutos depois, o zagueiro Alex Silva foi expulso por parar um ataque santista.

E o Santos só não ampliou aos 18 minutos porque a trave não deixou. Ricardo Oliveira recebeu belo lançamento, dominou na entrada da grande área e tentou surpreender o goleiro tocando por cobertura. A bola saiu rente à trave esquerda.

Daí em diante, o Santos apenas administrou a vantagem que conquistou no primeiro tempo e fez a alegria dos mais de 14 mil torcedores presentes no estádio em São Paulo. No fim, Jean Mota ainda descontou para a Lusa, com chute de dentro da grande área. Nada que atrapalhasse a festa alvinegra.

Bastidores – Santos TV:

Robinho quebra jejum e ultrapassa Chulapa na artilharia santista

O show de Robinho no Pacaembu, na tarde desde domingo, não só quebrou um jejum de três meses do camisa 7, mas também o colocou à frente de Serginho Chulapa na lista de maiores artilheiros do Santos. O Peixe mediu forças com a Portuguesa e venceu por 3 a 0, com dois do agora experiente Menino da Vila e um de Cicinho, com sua assistência.

A última vez que balançou as redes pelo Alvinegro foi em 19 de novembro do ano passado, no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, longe da Vila Belmiro. De lá para cá, o Santos teve mais três compromissos no Brasileirão e cinco jogos no Paulistão 2015. Nenhum desse com gol de Robinho, que chegou à marca de 103 em 2014.

Com os dois marcados no Pacaembu, neste sábado, ele chegou aos 105 gols e ultrapassou Serginho Chulapa, com 104 na história santista. Robinho também aparece à frente de João Paulo e igualado em Del Vechio. Álvaro tem 106 e o craque Neymar 138 – o maior artilheiro na Era Pós-Pelé.

“É sempre bom poder ajudar. Tocamos bem a bola e soubemos aproveitar as chances. Gosto de ajudar”, disse Robinho ao Premiere durante a partida.

Enderson valoriza ‘casa na Capital’ e exalta “inteligência” de Robinho

O técnico Enderson Moreira saiu do Pacaembu no último domingo, em São Paulo, muito satisfeito com a atuação do Santos. A vitória do Peixe sobre a Lusa evidenciou a liderança de Robinho dentro de campo, além de ser o capitão da equipe, participou de todos os gols – fez dois e deu assistência para Cicinho fazer o terceiro. Em entrevista coletiva, o comandante fez questão de enaltecer a “inteligência tática” do camisa 7 e garantiu que o estádio na Capital é como uma segunda casa para os alvinegros.

“O Robinho é a nossa referência técnica. É o jogador com mais recursos deste elenco. Ele cresceu em alguns aspectos, que, às vezes, podem passar despercebidos pelos torcedores e por alguns jornalistas, mas que são importantíssimos para o time. O comprometimento tático, a inteligência, a maneira que ele busca os espaços é um grande diferencial dele, e ele foi coroado com os gols. A gente se sente muito em casa no Pacaembu. A Vila nos empurra muito, mas aqui não é diferente. O torcedor grita o tempo todo, incentiva o tempo todo, mostra sua satisfação de ver o time correndo se empenhando”, comemorou.

Ricardo Oliveira minimiza falta de gols: “Coletivo tem que prevalecer”

Os três jogos sem gol incomodam, mas não tiram a alegria de Ricardo Oliveira. Depois da vitória sobre a Portuguesa neste domingo, no Pacaembu, o camisa 9 santista garantiu que o importante é o coletivo ir bem e que seguirá trabalhando para ajudar os companheiros dentro de campo, com ou sem tentos. Seu último gol foi no dia 8 de fevereiro, na vitória contra o RB Brasil.

“Não acho que a bola não esteja chegando. Eu sempre procuro dentro dos jogos fazer gols. Mas também sempre enfatizo uma coisa: o coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Estou feliz pelo coletivo. Não estou satisfeito comigo, estou há uns três ou quadro jogos sem fazer gol, mas alegre por ajudar com movimentação, abrindo espaço para os meus companheiros e tentando algumas jogadas de gol”, disse ao Premiere.

Nos últimos dias, o centroavante ganhou a concorrência de Gabriel, que retornou à Baixada Santista após longo período com a Seleção Brasileira Sub-20. O camisa 10, no entanto, não necessariamente roubará a posição do veterano, já que o técnico Enderson Moreira afirmou que também pode utilizá-lo pelas pontas, na posição de Geuvânio ou, eventualmente, de Robinho.


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Portuguesa 3 x 0 Santos

Data: 06/10/2013, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 7.979 pagantes
Renda: R$ 211.730,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Auxiliares: Bruno Boschilia e Moisés Aparecido de Souza (ambos do PR).
Cartões amarelos: Rogério e Bergson (P); Vladimir e Mena (S).
Gols: Luis Ricardo (15-1); Gilberto (14-2) e Gilberto (21-2, de pênalti).

PORTUGUESA
Lauro; Luis Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique, Moisés e Souza (Corrêa); Bergson (Wanderson) e Gilberto (Henrique).
Técnico: Guto Ferreira

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Renê Júnior (Everton Costa), Arouca, Leandrinho (Léo) e Cícero; Thiago Ribeiro e Willian José (Giva).
Técnico: Claudinei Oliveira


Portuguesa atropela o Santos no Canindé e deixa o rival mais longe do G4

Com o resultado, os santistas caíram para a oitava posição, permanecendo nos 36 pontos. A Lusa, por sua vez, pula para o 10º lugar no Brasileirão, agora com 34 pontos ganhos

Depois de vencer o São Paulo, o Santos desperdiçou a chance de embalar no Campeonato Brasileiro . O time praiano foi derrotado pela Portuguesa por 3 a 0, na noite deste domingo, no Canindé. Luis Ricardo e Gilberto, com dois gols, marcaram os tentos do triunfo rubro-verde.

Com o resultado, os santistas caíram para a oitava posição, permanecendo nos 36 pontos. A Lusa, por sua vez, pula para o 10º lugar no Brasileirão, agora com 34 pontos ganhos.

O jogo

A primeira chance de gol da partida foi criada pelo Santos. Aos quatro minutos, o atacante Thiago Ribeiro tocou para Cícero. Dentro da grande área, o meia levou a melhor sobre a marcação e bateu cruzado, com a bola passando pelo goleiro Lauro e próxima à trave esquerda dos donos da casa.

A Portuguesa respondeu aos 11, com o atacante Gilberto chutando de fora da área, para boa defesa do goleiro Vladimir, em dois tempos. Com o jogo movimentado, a Lusa foi mais eficiente e abriu o placar, aos 15. O lateral-direito Luis Ricardo fez bom lance individual, antes de finalizar para o gol. Vladimir ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o tento rubro-verde: 1 a 0.

Além do gol, a Portuguesa se manteve melhor em campo, durante a maior parte do primeiro tempo. Porém, os donos da casa não conseguiram ampliar a vantagem no marcador. Já o Peixe encontrava dificuldades para criar perigo ao gol de Lauro. Aos 36, a equipe praiana ainda perdeu o volante Renê Júnior, com dores musculares. O atacante Everton Costa entrou em seu lugar.

No minuto seguinte, os santistas quase empataram quando, aos 37, Cícero tocou de cabeça, mas a bola saiu ao lado direito da meta defendida pelo arqueiro da Lusa. Antes do intervalo, aos 43, o meia Leandrinho chegou a anotar o empate, mas a arbitragem anulou a jogada, marcando impedimento.

Na volta para a etapa complementar, os alvinegros tentaram impor uma pressão ao adversário. Aos três minutos, o centroavante Willian José arriscou da entrada da área, exigindo boa defesa de Lauro. Apesar do ímpeto do Santos, a Portuguesa voltou a balançar as redes. Aos 14, o meia Bruno Henrique tocou por cima da defesa do Peixe e a bola foi para Gilberto. O atacante girou na frente de Vladimir, que trombou com o lateral-direito Cicinho e deixou o gol livre, para o segundo gol rubro-verde.

Os santistas quase descontaram no minuto seguinte, com o atacante Thiago Ribeiro acertando a trave. No rebote, Everton Costa desperdiçou a chance de diminuir a vantagem da Lusa. Sem o gol alvinegro, a Portuguesa aproveitou para consolidar a sua vitória, com mais um gol. Após pênalti cometido por Vladimir, Gilberto converteu e marcou o terceiro dos donos da casa, aos 21.

O Santos esteve perto do gol, aos 34, quando Léo, que entrou na vaga de Leandrinho, tabelou com Thiago Ribeiro, se projetando na área e pegando a sobra de primeira, mandando à direita de Lauro.
A Lusa quase alcançou o quarto gol, aos 38, quando Luis Ricardo partiu em direção à área, rolando a bola para trás, mas ninguém conclui o lance. A bola ainda volta para o lateral rubro-verde, que chutou para fora.

Santistas admitem que busca pelo G4 ficou difícil após derrota no Canindé

O revés para a Lusa deixou o time alvonegro na oitava posição, com 36 pontos, sete a menos do que o Botafogo, quarto colocado da Série A

A derrota de 3 a 0 para a Portuguesa , na noite deste domingo, no Canindé, fez com que os jogadores do Santos reconhecessem a dificuldade para a equipe alcançar o G4 do Campeonato Brasileiro. O revés para a Lusa deixou o time alvonegro na oitava posição, com 36 pontos, sete a menos do que o Botafogo, quarto colocado da Série A.

“Lógico que fica mais difícil. Se tivéssemos vencido hoje (domingo), teríamos encostado ainda mais no G4. Mas a gente tem que ter os pés no chão. Vamos vivenciar jogo após jogo, porém, com a derrota aqui fica muito difícil”, analisou o zagueiro e capitão santista, Edu Dracena.

O meio campista Léo também comentou o impacto da derrota para os rubro-verdes. Na opinião do experiente jogador, de 38 anos, os alvinegros cometeram muitos erros durante os 90 minutos, que custaram a conquista de um melhor resultado ao time praiano.

“Falta muita coisa ainda para a gente chegar ao G-4, mas erramos demais. Isso não pode acontecer. Não tivemos posse de bola e isso, também, atrapalhou bastante”, comentou Léo.

Claudinei admite má exibição contra Portuguesa e sai em defesa de Vladimir

Técnico disse que não iria culpar nenhum jogador pelo tropeço do domingo no Brasileirão

O técnico Claudinei Oliveira reconheceu que o Santos esteve em uma noite pouco inspirada na derrota para a Portuguesa , neste domingo, no Canindé. Para o treinador, a equipe praiana esteve abaixo do esperado e, por conta disso, o placar da partida (3 a 0) acabou sendo tão elástico a favor da Lusa.

“Realmente, nós não fizemos um bom jogo. Conversamos com os atletas após a partida e todos reconheceram que não estivemos bem. Sofremos o primeiro gol, mais tarde perdemos o (volante) Renê Júnior e tentamos colocar mais um atacante, que foi o Everton Costa, mas não deu certo. Ainda optamos pelo Léo e pelo Giva, mas não tivemos posse de bola. Existe também o mérito da Portuguesa. Agora, temos que trabalhar para recuperar esses pontos”, disse Claudinei, que aproveitou para sair em defesa do goleiro Vladimir.

O jovem arqueiro substituiu Aranha, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e teve a sua atuação questionada depois do confronto. O comandante alvinegro evitou críticas a Vladimir, descartando que o resultado tenha sido construído por conta de uma atuação ruim do goleiro.

“De maneira nenhuma vamos responsabilizar qualquer jogador pelos resultados. O futebol é feito de erros e acertos. A responsabilidade é sempre minha, eu escalo o time. O Aranha vinha de uma sequência boa e o Vladimir poderia sentir a falta de ritmo. Na minha opinião, isso não aconteceu. Ele até fez boas defesas no primeiro tempo. Ao meu ver, o Vladimir não teve participação direta no resultado”, concluiu.

O técnico também negou que tenha deixado o atacante Neílton no banco por um impasse contratual. O jogador tem vínculo até maio do ano que vem e, em novembro, já poderá assinar um pré-contrato com outro clube. Ele foi reserva e Claudinei escalou Everton Costa e Giva diante da Portuguesa.

“Primeiro, nós optamos pelo Everton, porque ele é forte fisicamente e pode recompor o meio-campo, acompanhando a subida do lateral e atacando pelo ‘corredor’ (lados do gramado). Depois optamos pelo Giva, que vem entrando bem e sendo mais utilizado do que o Neílton. Coloquei esses dois atletas porque, na minha opinião, o momento deles é melhor do que o vivido pelo Neílton”, comentou.

Claudinei aproveitou para destacar que, caso veja necessidade, irá colocar o jovem atacante em campo. “Por enquanto, não recebemos nenhuma determinação dos dirigentes e, enquanto for assim, o Neílton estará sempre à disposição. Assim que precisar e eu achar que devo, vamos colocá-lo para atuar. Quando precisar, ele vai ser utilizado, normalmente”, encerrou.


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Santos 4 x 1 Portuguesa

Data:13/07/2013, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.860 pagantes
Renda: R$ 169.191, 00
Árbitro: Rodrigo Guarizo do Amaral (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Rafael Galhardo (S); Ferdinando (P).
Gols: Neílton (01-1) e Willian José (11-1); Neílton (30-2), Bruno Moraes (42-2) e Giva (46-2).

SANTOS
Aranha; Rafael Galhardo, Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Cícero, Leandrinho (Alison) e Montillo; Nilton (Giva) e Willian José (Henrique).
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)

PORTUGUESA
Lauro; Luis Ricardo, Lima, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Corrêa, Souza e Cañete; Matheus (Bruno Moraes) e Diogo (Bruno Henrique).
Técnico: Edson Pimenta



Santos goleia Portuguesa com dois de Neílton e alcança a 3ª vitória consecutiva

Jovem atacante brilhou e marcou duas vezes, com Willian José e Giva anotando os outros dois gols do alvinegro

Em boa fase no Campeonato Brasileiro, o Santos derrotou a Portuguesa, por 4 a 1, na noite deste sábado, na Vila Belmiro. Com dois gols de Neílton, um de Willian José e um de Giva, o Peixe chegou a sua terceira vitória consecutiva na competição. Bruno Moraes descontou para a Lusa.

O resultado levou os santistas para o quarto lugar do Brasileirão, com 11 pontos, em condição temporária, antes do complemento desta que é a sétima rodada da Série A. Com a derrota, a Portuguesa permanece na 15ª posição, com sete pontos ganhos.

O Alvinegro Praiano volta a campo diante do Coritiba, no dia 21, às 16 horas (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já a Lusa visita o Goiás, no mesmo dia, só que a partir das 18h30, no Serra Dourada.

O jogo

O Santos começou a partida em ritmo forte e, logo no primeiro minuto, se aproveitando de cruzamento de Montillo, que passou por Willian José, Neílton completou para o fundo das redes, marcando o seu segundo gol no Campeonato Brasileiro, abrindo o placar para o Peixe na Vila.Com a vantagem, os santistas passaram a encontrar mais espaços e, aos 11, ampliaram a vantagem no marcador. Willian José concluiu, de cabeça, cruzamento preciso de Leandrinho, estufando as redes de Lauro: 2 a 0 para a equipe praiana.

Os alvinegros quase chegaram ao terceiro gol, aos 18, quando após escanteio cobrado pelo lado direito, Durval assustou Lauro, quase marcando em cabeçada, que passou muito perto do gol. A Lusa respondeu e chegou com perigo, aos 23, quando Corrêa bateu falta, Valdomiro subiu e, de cabeça, quase descontou para os visitantes.

Dois minutos depois, a Portuguesa esteve perto de diminuir, quando Cañete tocou de calcanhar, dentro da área, para Matheus, que bateu prensando e a bola passou muito perto do gol de Aranha. No minuto seguinte, mais uma vez a Lusa assustou, desta vez em um chute de longa distância de Corrêa, que explodiu na trave esquerda do goleiro do Santos.

Em seu melhor momento no jogo, a Portuguesa criou mais uma boa chance, aos 29. Após sair do gol em uma cobrança de escanteio, afastando a bola da área, Aranha voltou a tempo de fazer uma grande defesa, espalmando a cabeçada de Rogério no seu contrapé, salvando o Peixe de sofrer o primeiro gol.

Após essas oportunidades criadas pelos visitantes, os santistas conseguiram equilibrar a partida, amenizando a pressão da Lusa até o intervalo. Na volta para o segundo tempo, o técnico Edson Pimenta trocou Matheus por Bruno Moraes, no ataque da Portuguesa.

A primeira boa chance de gol da etapa complementar surgiu aos quatro, quando Neílton fez uma finta de corpo no seu marcador, após passe preciso de Montillo, porém, o goleiro Lauro saiu bem do gol e evitou que o jovem atacante alvinegro balançasse as redes novamente.

A Lusa esteve mais uma vez perto do gol, quando Cañete pegou o rebote de um escanteio, aos 20, e mandou a bola na trave esquerda de Aranha. Para evitar que os visitantes voltassem a pressionar, o técnico interino do Santos, Claudinei Oliveira, sacou o meia Leandrinho para a entrada do volante Alison, aos 26.

Mas o Peixe definiu a partida quando, aos 30, após boa troca de passes dos santistas no campo de ataque, a bola foi para Neílton, que limpou a marcação de Luis Ricardo, e arrematou de perna esquerda, marcando o terceiro dos alvinegros. No minuto seguinte, o atacante deu lugar a Giva.

O Santos quase chegou ao quarto gol, aos 32, quando Willian José dominou dentro da área, puxou para a perna direita e tentou acertar o canto esquerdo de Lauro, que se esticou e espalmou a bola para escanteio. Este foi o último lance do centroavante, que pouco depois saiu para a entrada de Henrique.

Com a grande desvantagem no placar, a Portuguesa ainda queimou as suas duas últimas alterações, com Jean Mota na vaga de Rogério e Moisés no lugar de Diogo. No fim, aos 42, Bruno Moraes descontou de voleio, após cruzamento de Luis Ricardo, pela direita.

Apesar disso, o Peixe conseguiu se segurar nos últimos minutos, e ainda teve Giva marcando mais um gol, aos 46, confirmando a terceira vitória do seu time no Campeonato Brasileiro. O atacante aproveitou o rebote de Lauro, após chute de Henrique, para dar números finais ao confronto.

Bastidores – Santos TV:

Claudinei elogia Lusa, mas não vê goleada santista como injusta

Santos venceu por 4 a 1 na Vila Belmiro e chegou ao seu terceiro triunfo seguido no Brasileiro

O técnico interino do Santos , Claudinei Oliveira, analisou a vitória sobre a Portuguesa, por 4 a 1, na noite deste sábado, na Vila Belmiro. Para o treinador, apesar chances criadas pelo adversário, o placar elástico foi conquistado com merecimento por parte dos seus comandados.

“Acho que Portuguesa não foi mal, criou chances e o Aranha fez boas defesas. Tivemos um ímpeto inicial importante, a nossa postura de marcar pressão na saída de bola, deu resultado, e fizemos 2 a 0. Depois, a nossa marcação ficou sem o encaixe que deve ter. Por isso, conversei com o Alan Santos e o Cícero para que eles ficassem na frente da defesa, para guardar o setor. Ficamos melhores e tivemos mais chances de gol. Tivemos várias chances de gol, fizemos quatro. A Portuguesa não jogou mal, mas o placar não foi injusto”, disse Claudinei.

Indagado se o Santos teria oscilado no fim do primeiro tempo e começo da etapa complementar, o comandante defendeu a sua equipe. “A Portuguesa, por ter cinco jogadores no meio-campo, dificultou. Nós nos posicionamos bem no segundo tempo, demos a bola para ele e marcamos para sair no contra-ataque. Da mesma forma que marcamos pressão no começo da partida, tivemos essa postura de esperar para sair no contra-ataque. Foi uma opção tática nossa”, comentou.

Com a terceira vitória consecutiva dos alvinegros no Campeonato Brasileiro – Atlético-MG, São Paulo e Portuguesa -, Claudinei Oliveira vê o time em um bom momento e não acredita que os atletas vão deixar a boa fase subir à cabeça nos próximos jogos.

“Ninguém pode deixar subir à cabeça, não é uma vitória que vai mudar isso. Temos jogadores experientes, que já ganharam Copa Libertadores, e mesmo os jovens, têm uma bagagem boa das categorias de base. É natural isso, (a moral) tem que estar elevada, porque eles merecem”, encerrou.

Neílton agradece a Claudinei e se esquiva de comparações com Neymar

“Ser comparado com um ídolo do Santos é sempre muito bom, mas eu tenho que continuar trabalhando”, disse o atacante, autor de dois gols diante da Portuguesa

Após brilhar na vitória do Santos sobre a Portuguesa, por 4 a 1, o atacante Neílton, autor de dois gols na partida, falou sobre a fase que vive no time praiano. Satisfeito com o bom momento, o jogador agradeceu a confiança do técnico interino, Claudinei Oliveira, que tem lhe dado sequência na equipe titular.

“O Claudinei sempre confiou na gente, desde a base. Ele está sabendo fazer essa mescla com os experientes e têm dado certo. Os mais velhos estão nos ajudando bastante”, afirmou Neílton, que tem nove partidas e três gols no elenco principal santista.

Sobre as comparações com Neymar, negociado recentemente com o Barcelona (Espanha), o atacante preferiu manter os “pés no chão” e não se colocar como sucessor da Joia. “Ser comparado com um ídolo do Santos é sempre muito bom, mas eu tenho que continuar trabalhando. Tenho que construir a minha história”, ponderou.

Claudinei também foi indagado sobre as comparações entre os dois, mas fez questão de ressaltar as qualidades de Neílton. “O Neymar hoje é um extra classe, não podemos comparar. O Neílton fez uma partida muito boa (contra a Lusa), errou muito menos do que em outros jogos, e vamos corrigindo aos poucos o que ele precisa melhorar. Ele está evoluindo e foi muito feliz. Esperamos que ele possa manter essa regularidade”, analisou.

Vale destacar que a cúpula alvinegra tem a posição de Neílton como uma das prioridades de reforços para o restante da temporada. Porém, com a continuidade na equipe, o garoto vem ganhando confiança e deve prosseguir como titular, diante do Coritiba, no próximo dia 21, em confronto marcado para a Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

Torcedores do Santos cobram diretoria e se posicionam contra Fernandinho

“Ôôôôô, Fernandinho é o c…”, gritou a torcida durante goleada por 4 a 1 sobre a Portuguesa

Mesmo com a vitória de 4 a 1 do Santos sobre a Portuguesa , na noite deste sábado, na Vila Belmiro, a principal torcida organizada do clube protestou contra a diretoria. Na frente do vestiário da equipe santista, os torcedores cobraram reforços e, também, criticaram alguns jogadores que estão na mira do time alvinegro, caso do atacante Fernandinho, do Al-Jazira (Emirados Árabes).

Acha que Fernandinho seria um bom reforço para o Santos? Opine!

“Ôôôôô, Fernandinho é o c…”, gritaram os torcedores, para depois reforçarem o coro por reforços: “Não é mole, não… essa semana tem que ter contratação”.

O Comitê de Gestão do Santos, alvo de vários questionamentos recentemente, também esteve entre os alvos da torcida organizada. “Laor (presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro), preste atenção, o Comitê está acabando com o Peixão”.

Nas última semanas, torcedores santistas têm criticado bastante o trabalho da direção do clube, principalmente dos membros do Comitê de Gestão. Com a saída do atacante Neymar para o Barcelona (Espanha), além da chegada de poucos reforços – os laterais Cicinho e Mena foram contratados para o restante do Brasileirão -, a pressão aumentou para que a equipe ganhasse novas peças.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 1 x 3 Portuguesa

Data: 22/09/2012, sábado, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 15.774 pagantes
Renda: R$ 74.322,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Felipe Anderson e Victor Andrade (S); Valdomiro, Gustavo, Ferdinando, Boquita e Rodriguinho (P).
Gols: Bruno Mineiro (38-1) e Léo Silva (43-1); Bruno Mineiro (17-2) e André (29-2).

SANTOS
Rafael; Douglas (João Pedro), Bruno Rodrigo, Durval e Juan (Bernardo); Arouca, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Patito Rodríguez (Miralles), André e Victor Andrade.
Técnico: Muricy Ramalho

PORTUGUESA
Dida; Luis Ricardo, Valdomiro, Gustavo e Marcelo Cordeiro (Rogério); Ferdinando, Léo Silva, Moisés e Boquita; Rodriguinho (Lima) e Bruno Mineiro (Diego Viana).
Técnico: Geninho



Portuguesa bate o Santos no Pacaembu com atuação inspirada de Bruno Mineiro

Atacante balança as redes duas vezes na vitória por 3 a 1 da equipe do Canindé, que volta a ganhar no Brasileirão após duas derrotas

A Portuguesa aproveitou o fato de o Santos jogar desfalcado do seu principal astro, o craque Neymar, para vencer o adversário por 3 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu. O grande responsável pela vitória do time do Canindé foi o centroavante Bruno Mineiro, que marcou duas vezes. O outro gol da equipe foi anotado por Léo Silva. André foi quem balançou as redes pelo Santos.

O resultado freou a reação santista no Campeonato Brasileiro, caindo para a 11° posição, com 33 pontos. Enquanto isso, a Portuguesa quebrou a sequência de duas derrotas (Fluminense e São Paulo), subindo para a 12° colocação, com 32 pontos ganhos.

O Santos volta a campo no dia 30 (domingo), quando encara o Grêmio no Estádio Olímpico. Já a Portuguesa joga de novo no domingo, dia em que receberá a visita do líder Atlético-MG.

O jogo

Jogando diante de sua torcida em São Paulo, o Santos começou a partida pressionando a Portuguesa. Aos seis minutos, após grande jogada individual de Victor Andrade, Patito Rodríguez furou e André pegou mal na bola, chutando-a por cima do gol. Dois minutos depois, Felipe Anderson fez bom lance individual e soltou a bomba, com a bola passando próxima ao gol de Dida.

Aos poucos, a Portuguesa foi equilibrando as ações. O Santos ainda teve uma boa chance, aos 31, com o argentino Patito Rodriguez, aproveitando levantamento vindo da esquerda, em cobrança de falta, mas Dida estava bem colocado para fazer a defesa facilmente.

No minuto seguinte, a Portuguesa viu a arbitragem anular um gol seu, em lance polêmico. Em trama ofensiva, Rodriguinho mandou a bola para o fundo das redes, mas o impedimento já havia sido marcado pelo trio de arbitragem.

Melhor nos minutos finais do primeiro tempo, a Portuguesa chegou ao seu gol aos 37. Bruno Mineiro se aproveitou do seu bom posicionamento dentro da grande área para, depois de cobrança de escanteio pela esquerda, completar de cabeça e balanças a redes: 1 a 0.

Cinco minutos mais tarde, veio o segundo gol. Após boa troca de passes, Rodriguinho rolou para Léo Silva chutar forte, ampliando a vantagem dos visitantes no Pacaembu antes do intervalo.

Na volta para a etapa complementar, o técnico Muricy Ramalhou sacou o lateral esquerdo Juan para a entrada do meia-atacante Bernardo. Com isso, Gérson Magrão deixou o meio-campo e passou a atuar na ala esquerda do Santos.

Só que foi a Portuguesa que quase chegou ao gol no retorno do intervalo. Aos dois minutos, Moisés se livrou dos defensores santistas, driblou o goleiro Rafael e completou para o gol, mas não levou sorte, pois a bola bateu na trave direita e saiu pela linha de fundo.

A Portuguesa teve mais uma boa oportunidade para ampliar, quando Marcelo Cordeiro, aos 15, cobrou falta no ângulo, mas Rafael pulou no canto direito, para fazer boa defesa. O terceiro gol saiu dois minutos depois: em cobrança de falta ensaiada, Bruno Mineiro tocou de cabeça para as redes santistas.

A partir daí, a Portuguesa passou a tocar a bola com mais espaço e, explorando o desespero do Santos, quase chegou ao quarto. Aos 24, Bruno Mineiro ajeitou de peito para Moisés e recebeu de volta do meia, na frente, mas o toque de cabeça passou ao lado do gol de Rafael.

Já após a troca entre argentinos, com a saída de Patito Rodríguez para a entrada de Miralles, o Santos descontou. Aos 29, Bernardo cobrou falta para a área, André subiu mais do que a defesa rival e mandou a bola para as redes, descontando para o time santista.

Nos minutos finais do confronto, Muricy ainda mandou João Pedro no lugar de Douglas para campo, enquanto o treinador da Portuguesa, Geninho, sacou o grande nome do jogo, Bruno Mineiro, para a entrada de Diego Viana.

O Santos ainda tentou descontar, mas esbarrou no nervosismo e na boa postura tática de seu adversário, que garantiu a vitória até o apito final do árbitro.

Arouca lamenta derrota e vê Santos cada vez mais distante do G-4

Com o revés contra a Portuguesa, o Santos cai para a 11ª posição e se afasta da briga pela vaga na Libertadores

Derrotado pela Portuguesa, por 3 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu, o Santos estacionou nos 33 pontos e, ainda por cima, caiu para a 11° posição no Campeonato Brasileiro. O resultado negativo, que quebrou a série de duas vitórias consecutivas da equipe (Flamengo e Coritiba), frustrou o volante Arouca, que lamentou o fato de o Peixe seguir distante do G-4.

O Vasco, que enfrenta a Ponte Preta, neste domingo, no Moisés Lucarelli, tem 43 pontos ganhos e seria, no momento, o último classificado para a próxima Copa Libertadores da América, através da disputa do Brasileirão.

“Hoje (sábado) era mais uma final pela vaga na Libertadores, mas não fomos bem. Perdemos a oportunidade de vencer em casa e, se os nossos adversários diretos ganharem, a dificuldade será ainda maior. A cada rodada que passa, em que nós não pontuamos e os rivais abrem distância, fica mais difícil. Mas temos que continuar nessa luta”, disse Arouca.

O meio-campista ainda rechaçou que o revés para a Lusa tenha ocorrido principalmente pela ausência do atacante Neymar, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, recebido na vitória sobre o Coritiba, no último domingo. Arouca reconheceu que os santistas sofrem sem poder contar com a seu principal astro, mas que essa situação não pode ser justificativa para o novo tropeço.

“O Neymar faz falta para qualquer equipe. Aqui no Santos ele faz muita falta, decide, pois é o melhor jogador brasileiro da atualidade. Mas se nós estamos no Santos é porque temos condições de vestir essa camisa. Precisávamos vencer. Essa derrota é lamentável”, concluiu.

Muricy se irrita e rebate pergunta sobre treinos táticos no Santos

Jornalista perguntou sobre a ausência de trabalhos táticos com o elenco santista e ouviu do treinador que ele “não via o treino porque estava na rua”

Após ver o Santos ser derrotado pela Portuguesa, por 3 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu, o técnico Muricy Ramalho não estava no seu melhor humor, durante a entrevista coletiva concedida ao fim da partida. Nos vestiários, uma pergunta deixou o treinador visivelmente irritado. Ao ser indagado sobre a ausência de treinos táticos na equipe, Muricy rebateu com a veemência a questão levantada por um jornalista.

“Realmente você não vê (atividade tática) porque você está lá fora, na rua. Além disso, mesmo se você assistir (ao treinamento) não vai entender muito”, disparou Muricy, que mandou a campo a 24ª formação diferente em 26 rodadas do Campeonato Brasileiro.

O comandante santista, que geralmente aponta o excesso de jogos como razão para evitar treinos mais pesados para os atletas, teve a semana livre de compromissos, com espaço para realizar treinos coletivos.

Muricy Ramalho ainda rebateu o repórter alegando que foi feito uma atividade de posicionamento, na manhã de sexta-feira, na véspera do duelo com a Lusa. “Fizemos por volta das 9h30 um trabalho tático. Só que, por mais que a gente insista, a falta de entrosamento é grande. Estamos sendo obrigados a mudar demais a equipe”, ponderou.

Incomodado, o técnico seguiu no mesmo tema e explicou que, para não permitir aos seus adversários conhecerem o que ele pretende levar a campo, por vezes opta por não deixar a imprensa acompanhar certos treinamentos.

“Quando é posicionamento vocês não podem ver. Se fazemos trabalho tático, vocês não podem estar presentes, porque tem de ser assim. Geralmente (os treinos) são fechados para fazermos algo diferente em jogadas de bola parada e outros detalhes”, complementou.

Nos treinos abertos para os jornalistas, Muricy normalmente orienta trabalhos técnicos, como treinamento de dois toques ou atividades de ataque contra a defesa, além dos populares rachões. Coletivos envolvendo reservas e jogadores das categorias de base do clube também são práticas comuns no dia-a-dia do CT Rei Pelé.

Santos é líder do Brasileirão com Neymar e lanterna sem ele

Time praiano tem aproveitamento melhor que o do Flu quando o astro está em campo. Na ausência dele, até o Atlético-GO é melhor

O Santos está exatamente no meio da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro , em 11º lugar, com 33 pontos. Mas poderia ser diferente, para o bem ou para o mal. Esse diferencial atende pelo nome de Neymar. Com o astro em campo, o time santista é o melhor do Brasileirão. Sem ele, é o pior.

Neymar disputou apenas 9 jogos no Brasileirão 2012. Ficou fora dos outros 17 por motivos diversos: amistoso com a seleção (5 jogos), Olimpíadas (8), indisposição estomacal (1), suspensão (1) ou porque os titulares foram poupados (2).

Nas nove partidas que fez com a presença de Neymar, o Santos somou seis vitórias, dois empates e uma derrota. São 20 pontos conquistados em 27 disputados, um aproveitamento de 74%. Nem o líder Fluminense é tão eficiente, com aproveitamento de 71,8%.

Na ausência de Neymar, o Santos é um arremedo de time, como apontam os números. Nos 17 jogos em que não teve seu principal jogador, o Santos venceu duas vezes, empatou sete e perdeu oito. O aproveitamento é de 24,5%, abaixo dos 26,7% do lanterna Atlético-GO.

Jogos do Santos com Neymar:
Santos 2 x 2 Coritiba
Portuguesa 0 x 0 Santos
Santos 4 x 2 Grêmio
Figueirense 1 x 3 Santos
Santos 3 x 2 Corinthians
Palmeiras 1 x 2 Santos
Santos 1 x 3 Bahia
Santos 2 x 0 Flamengo
Coritiba 1 x 2 Santos

Jogos do Santos sem Neymar:
Bahia 0 x 0 Santos
Santos 0 x 0 Sport
Santos 1 x 1 Fluminense
São Paulo 1 x 0 Santos
Flamengo 1 x 0 Santos
Internacional 0 x 0 Santos
Santos 0 x 0 Botafogo
Vasco 2 x 0 Santos
Atlético-MG 2 x 0 Santos
Santos 2 x 1 Ponte Preta
Náutico 3 x 0 Santos
Santos 4 x 2 Cruzeiro
Santos 2 x 2 Atlético-GO
Sport 2 x 1 Santos
Fluminense 3 x 1 Santos
Santos 0 x 0 São Paulo
Santos 1 x 3 Portuguesa

Portuguesa 0 x 0 Santos

Data: 01/07/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 7ª rodada
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo, SP.
Público: 7.942 pagantes
Renda: R$ 302.885,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP).
Cartões amarelos: Rogério, Diego Viana, Gustavo e Boquita (P); Adriano, Neymar e Durval (S).

PORTUGUESA
Dida; Rogério, Lima e Gustavo; Boquita, Léo Silva, Guilherme, Moisés e Ivan; Ananias (Rodriguinho) e Diego Viana (Henrique).
Técnico: Geninho

SANTOS
Rafael; Douglas (Elano), Edu Dracena, Durval e Léo (Juan); Adriano, Henrique, Arouca e Paulo Henrique Ganso (Gérson Magrão); Neymar e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho



Santos não sai do 0 a 0 com a Portuguesa e continua sem vencer no Brasileiro

No Canindé, Dida fez grande jogo e Borges perdeu no final o gol que daria vitória ao Santos

O Santos visitou a Portuguesa, neste domingo, no Canindé, em busca de sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, mas não foi capaz de furar a defesa comandada pelo goleiro Dida. Assim, as duas equipes não saíram do 0 a 0. Os santistas completaram sete rodadas sem vencer somando cinco empates na competição. A Lusa tem agora oito pontos e ainda não viu o seu novo camisa 1 ser vazado em duas partidas.

Apesar do 0 a 0, as duas equipes tiveram boas chances de sair com a vitória do Canindé. Porém, tanto Dida como Rafael tiveram tarde inspirada. A decepção santista pode ser considerada maior já que nos acréscimos do segundo tempo, depois de jogada de Neymar, Borges ficou na cara de Dida e chutou a bola para fora do estádio da Portuguesa.

O Santos volta a campo pela Série A diante do Grêmio, no próximo domingo, às 16 horas, na Vila Belmiro. Já a Portuguesa visita o Atlético-MG, também no domingo, só que a partir das 18h30, no Estádio Independência.

O jogo

Precisando conquistar a sua primeira vitória no Brasileirão, o Santos começou a partida tomando a iniciativa. Tanto que, a primeira chance de gol do jogo, foi dos visitantes. Aos sete minutos, Paulo Henrique Ganso cobrou falta perigosa, que exigiu uma defesa em dois tempos do veterano goleiro Dida.

Apesar de o Santos começar um pouco melhor o confronto, aos poucos a Portuguesa passou a se arriscar mais no ataque. Com 11, a Lusa poderia ter aberto o placar, só que Guilherme chutou a bola no travessão, após de um passe preciso de Ananias.

Pouco depois, aos 19, a equipe rubro-verde voltou a assustar os santistas, outra vez com Guilherme. O volante da Portuguesa limpou a marcação alvinegra e teve liberdade para arriscar de fora da área, exigindo uma grande defesa de Rafael, que espalmou a bola para escanteio e evitou que os donos da casa inaugurassem o marcador.

Melhor em campo, a Lusa teve mais uma boa oportunidade para fazer o seu primeiro gol, aos 24. O meia-atacante Ananias recebeu bom passe dentro da área e, quando se preparava para arrematar, foi travado por Adriano, que desviou a bola para escanteio.

Com amplo domínio das ações, os rubro-verdes tiveram mais duas chances em sequência para balançar as redes do Santos. Aos 30, Guilherme emendou um belo arremate, após receber a bola na entrada da área. Rafael espalmou e evitou o gol. Dois minutos depois, o zagueiro Rogério esteve perto de abrir o placar a favor da Portuguesa, mas desperdiçou a oportunidade, em cabeçada dentro da pequena área.

Após um primeiro tempo com o adversário melhor no jogo, o Santos voltou com duas alterações. O técnico Muricy Ramalho trocou o jovem lateral direito Douglas pelo meia Elano. O experiente ala esquerdo Léo, que sentiu dores na costela na etapa inicial, foi substituído por Juan.

Os santistas voltaram com um futebol melhor no segundo tempo, mas seguiam encontrando dificuldades para furar o bloqueio defensivo rubro-verde. A Lusa, por sua vez, continuava assustando. Aos 13, Léo Silva soltou uma bomba de longa distância e quase surpreendeu Rafael.

Com falta de ritmo de jogo e ainda sem apresentar suas melhores condições físicas, Ganso deixou o duelo aos 15. O polivalente Gérson Magrão, que atua como lateral e volante, entrou no seu lugar no meio-campo alvinegro.

O Santos teve, talvez a sua melhor chance até então, aos 25. Elano cobrou falta para a grande área, a bola foi escorada para Durval, que acertou uma forte cabeçada, bem defendida por Dida.

Após esse perigoso lance, foi a vez do treinador Geninho mexer no time da casa. Cansado, Ananias, que voltava de lesão, deu lugar a Rodriguinho nos minutos finais da partida.

Perto do apito final do árbitro, aos 40, Moisés cobrou uma falta com força, exigindo mais uma boa intervenção de Rafael, que espalmou a bola para escanteio. Três minutos depois, foi a vez de Rodriguinho exigir mais uma boa defesa do goleiro santista.

Na melhor oportunidade de gol do encontro, aos 46, Neymar fez grande lance individual e encontrou Borges livre. Sozinho com Dida, o centroavante isolou a bola e desperdiçou a chance de levar o seu time ao primeiro triunfo no Brasileiro.

Borges assume responsabilidade por gol perdido no Canindé. Neymar o defende.

Atacante teve a chance de fazer o gol da vitória, mas desperdiçou de forma incrível

O atacante Borges teve a chance de dar a vitória ao Santos sobre a Portuguesa, na tarde deste domingo, no Canindé. Na melhor oportunidade do jogo, o centroavante solou uma bola recebida dos pés de Neymar, aos 46 minutos do segundo tempo. Chateado com o erro, Borges assumiu a responsabilidade pelo gol perdido e, consequentemente, pelo empate em 0 a 0 com a Lusa, em confronto válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

“Infelizmente eu tentei tirar a bola do Dida e perdi o gol. Assumo a responsabilidade. Perdi uma chance que não costumo perder”, afirmou o camisa 9 santista, na saída do gramado do Canindé.

Borges prometeu que irá treinar forte para recuperar a sua melhor forma nas próximas partidas da equipe. “Perdi esse gol e, infelizmente, a gente não conseguiu a vitória. Vou tentar trabalhar para dar a volta por cima”, comentou.

Já o atacante Neymar, principal estrela alvinegra, evitou culpabilizar Borges pelo empate fora de casa. Para a Joia, o centroavante procurou fazer o seu melhor, mas o erro é algo que faz parte do futebol.

“Não concordo (que Borges tenha sido responsável pelo empate). Foi um lance incrível mesmo. Só que não é porque ele perdeu aquele gol que a culpa é dele. Somos um grupo e a responsabilidade é de todos. A culpa é de todos nós”, destacou Neymar.

Muricy elogia segundo tempo santista e vê Neymar recuperado

Apesar de empate contra a Portuguesa, técnico do Santos disse que o time merecia vencer

Mesmo com a sua equipe sem vencer no Campeonato Brasileiro, o técnico Muricy Ramalho enxergou pontos positivos na atuação do Santos no empate com a Portuguesa, neste domingo, no Canindé. Para o treinador, seu time teve uma atuação melhor do que o adversário na etapa complementar e poderia ter saído com um resultado melhor do que o 0 a 0 registrado ao final do confronto.

“O nosso segundo tempo foi melhor do que o primeiro. Nossas chances foram claras, e achei que merecíamos ganhar pelo que fizemos no segundo tempo”, disse Muricy, ignorando a má fase do Santos, 18° colocado da Série A, com somente cinco pontos conquistados – o time não vence há oito jogos, sendo cinco empates e três derrotas, numa conta que inclui além do Nacional, compromissos pelas semifinais da Copa Libertadores da América.

O treinador defendeu a sua equipe de críticas, mas prometeu empenho para que o Santos, enfim, consiga vencer no Brasileirão. “Não estamos abaixo dos outros, as nossas partidas têm sido parelhas. O que acontece é que temos muita dificuldade para mudar o time. Porém, neste momento, nós temos que ‘arregaçar as mangas’ e continuar trabalhando”, ponderou.

Já sobre o rendimento do atacante Neymar, Muricy Ramalho acredita que o atacante se recuperou do desgaste físico, apontado pela própria comissão técnica do Santos, e tem realizado boas apresentações.”Ele mostrou que está bem. O Neymar voltou a jogar. Uma pena que vamos perdê-lo (em sete rodadas do Brasileiro) durante as Olimpíadas (de Londres)”, concluiu.