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Santos 5 x 0 Portuguesa Santista

Data: 28/01/2001
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgado
Árbitros: Edílson Pereira de Carvalho e Tadeu Bosco da Cruz.
Cartão amarelo: Orestes (P).
Cartão vermelho: Valdir (P).
Gols: Deivid (05-1); Léo (20-2), Robert (38-2), Rodrigão (40-2) e Rodrigão (44-2).

SANTOS
Fábio Costa; Pereira, Galván e André Luis (Marcelo Silva); Russo (Caíco), Claudiomiro, Renato e Léo; Robert, Deivid (Júlio Cesar) e Rodrigão.
Técnico: Geninho

PORTUGUESA SANTISTA
Sandro; Márcio Goiano, Lima e Orestes; Valdir, Caçapa (Marcos Basílio), Rossato (Ceará) e Capitão; Jean Carlo (Zinho), Jean e Tico Mineiro.
Técnico: Muricy Ramalho



Santos mantém performance de 100%

Time goleia a Portuguesa Santista e tem quatro vitórias em 2001; equipe do técnico Geninho ainda não sofreu gols.

Com a goleada contra a Portuguesa Santista por 5 a 0, na Vila Belmiro, o Santos manteve o aproveitamento de 100% que vinha tendo nos jogos que disputou pelo Torneio Rio-São Paulo e pelo Paulista deste ano.

Desde o início do jogo, o time do técnico Geninho foi muito superior em campo, acuando completamente a equipe comandada por Muricy Ramalho. Dois dos principais destaques do time foram Robert e Rodrigão, que fizeram a torcida “”esquecer” a ausência de Dodô, que pode se transferir para o Palmeiras (leia texto nesta página).

O Santos jogou à vontade no primeiro tempo. Até os 12min, a Portuguesa Santista, que já perdia por 1 a 0, não havia dado nem sequer um chute a gol. O primeiro gol do Santos fora marcado logo aos 5min. Robert caiu pela esquerda e cruzou na cabeça de Deivid, que concluiu com perfeição a jogada.

Na primeira etapa, o melhor jogador em campo foi o meia Robert. Suas constantes deslocações confundiram a marcação da Portuguesa Santista, que parecia desnorteada em campo.

Preocupado com o domínio do rival e as constantes investidas de Robert, o técnico Muricy Ramalho, já aos 20min, decidiu substituir o lateral Rossato por Ceará. Mesmo com a alteração, o panorama da partida continuou o mesmo.

Aos 21min, Robert deixou Rodrigão na cara do gol, mas o atacante chutou bem acima do travessão, perdendo a chance de ampliar o marcador.

A Portuguesa Santista praticamente não ameaçou o goleiro Fábio Costa -a única chance criada foi em jogada concluída pelo lateral Valdir, por cima da trave. O mesmo Valdir saiu reclamando de pênalti que teria sofrido de Claudiomiro, aos 43min, mas o árbitro ignorou seus protestos.

No segundo tempo, Robert continuou desequilibrando, embora dividindo a criação das principais jogadas com Rodrigão.

Aos 5min, Valdir, que saíra reclamando na etapa inicial, foi expulso. Com dez, a Portuguesa Santista sucumbiu de vez.

Júlio César, que havia acabado de entrar em campo, chutou de fora da área, a bola resvalou na zaga e subiu. Em seguida, Léo concluiu, fazendo 2 a 0. A partir daí, foi um gol atrás do outro.

Robert fez 3 a 0, e Rodrigão completou o placar marcando os últimos dois. O primeiro, de pênalti, no rebote do goleiro, foi muito festejado por Serginho, auxiliar técnico de Geninho. “No intervalo, ele disse que eu ficasse tranquilo, que o gol sairia naturalmente”, afirmou Rodrigão, que comemorou o gol abraçado a Serginho.

Logo em seguida, o atacante tabelou com Júlio César e fez 5 a 0. Mesmo com a larga vantagem no placar, o Santos continuou pressionando e perdeu pelo menos outras três chances, que poderiam ter tornado a partida a maior goleada, até aqui, do Paulista-2001 -na semana passada, a Lusa venceu por 6 a 1 o União.

Com a vitória, o time segue invicto neste ano. Pelo Rio-SP, derrotou Botafogo e Flamengo, ambos por 3 a 0. Em sua estréia no Paulista, venceu o Guarani por 1 a 0 -o goleiro Fábio Costa não sofreu nenhum gol em 2001. A Portuguesa Santista, por sua vez, prossegue sem ter ganho ponto no Paulista -na estréia, perdeu para a Ponte Preta (1 a 0).

Possível ida para o Palmeiras tira Dodô do jogo

A possibilidade de transferência do atacante Dodô para o Palmeiras dominou o ambiente no Santos na tarde de ontem. O jogador não foi escalado pelo técnico Geninho, que optou por Deivid.

A justificativa para a ausência de Dodô foi a abertura de negociações entre Santos e Palmeiras. Dodô foi dispensado, na noite de sábado, para aguardar o desenrolar das conversações.

Paulo Ferreira, diretor do Santos, confirmou que o clube recebeu a proposta. Ele assegurou, no entanto, não ter havido entendimento. Ferreira afirmou que a liberação de Dodô do jogo se deu porque a inviabilização do negócio poderia prejudicar o desempenho do atleta.

O vice-presidente do Santos, Norberto Pereira dos Santos, disse que dirigentes de Santos e Palmeiras ainda devem se encontrar para tentar concluir a transação.

Portuguesa Santista 1 x 6 Santos

Data: 05/05/1999, quarta-feira, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 2.250
Árbitro: Sálvio Spinola
Gols: Gino (14-1), Viola (26-1), Gustavo Nery (35-1), Ânderson Lima (37-1); Viola (08-2), Argel (25-2) e Viola (31-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Bruno Carvalho, Cristiano, Marcelo e Ricardo (Rodrigo); Jackson, Adriano (Sandro), Gino e Shizo; Cláudio Millar (Régis) e Miran.
Técnico: Nenê

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel (Valdir), Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio (Bechara), Narciso, Jorginho (Aristizábal) e Rodrigo Fabri; Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola faz três, e Santos goleia de virada

Time de Leão dispara na liderança do Grupo 4, abrindo dez pontos de vantagem sobre o Barbarense, vice-líder

Com três gols do atacante Viola, o Santos aplicou uma goleada de 6 a 1 na Portuguesa Santista, em jogo na tarde de ontem no estádio Ulrico Mursa, em Santos. A Portuguesa chegou a surpreender ao sair na frente no placar, com um gol de falta do volante Gino.

Com a vitória, o Santos disparou na liderança do Grupo 4, com 26 pontos, 10 à frente do Barbarense, segundo colocado, com 16.

A Santista, que não vence desde fevereiro, é a última colocada do Paulista, com apenas dois pontos.

Durante toda a partida, o Santos manteve domínio total das ações e só sofreu o gol, aos 14min do primeiro tempo, em virtude de uma falha dos homens da barreira.

O gol provocou um susto no time do Santos, que, tomado pela ansiedade de empatar, passou a errar passes e ter dificuldades de construir as jogadas ofensivas.

“Ninguém esperava levar um gol e sair atrás, mas o time foi se acalmando e conseguiu se recuperar”, disse o lateral Ânderson.

A tranquilidade somente voltou aos 26min, com o gol de empate. Lançado por Alessandro, Ânderson cruzou, e Argel, que vinha na corrida, bateu de primeira. O goleiro Wilson Júnior não conseguiu segurar, e Viola completou para o gol.

Aos 35min, o Santos virou, em gol contra do zagueiro Gino atribuído ao lateral Gustavo Nery. Ele recebeu lançamento de Viola, foi à linha de fundo, cruzou, e, ao tentar tirar, Gino colocou para dentro do seu próprio gol.

Dois minutos depois, o lateral Ânderson ampliou para 3 a 1, ao cobrar uma falta sofrida por Alessandro no lado direito do ataque.

No segundo tempo, o único objetivo da Portuguesa Santista era tentar evitar a goleada. Com receio de ficar com um jogador a menos, o técnico Nenê tirou no intervalo o atacante Claudio Millar, que estava visado pelos jogadores do Santos em razão de entradas violentas por trás sobre o meia Rodrigo e o lateral Gustavo.

O primeiro dos três gols do segundo tempo aconteceu logo aos 8min. O zagueiro Claudiomiro roubou a bola na intermediária e tocou para Narciso, que lançou Viola. O atacante deu dois dribles consecutivos no zagueiro Cristiano e tocou na saída do goleiro Wilson Júnior.

Com 4 a 1, o Santos começou a se desinteressar pela partida, e o técnico Emerson Leão resolveu dar oportunidades aos jogadores reservas, colocando no time o volante Bechara, o atacante Aristizábal e o zagueiro Valdir.

O quinto gol nasceu de uma falta, cobrada por Rodrigo, aos 25min. Argel apareceu sozinho na área da Portuguesa e concluiu de cabeça. O jogador foi advertido com cartão amarelo por subir no alambrado para comemorar com a torcida.

Viola fez o sexto do time e o terceiro dele aos 31min, ao completar de cabeça um cruzamento de Alessandro da direita.

Atacante diz que não deve ficar

O atacante Viola disse, após o jogo contra a Portuguesa Santista, que não deverá permanecer no Santos após o final do Paulista, quando termina o seu contrato.

“A cada dia que passa vou ficando mais triste porque sei que o campeonato está terminando, o meu contrato também, e eu gostaria de permanecer. Queria fazer muito mais pelo Santos. Cheguei agora e já estou indo”, afirmou.

Viola disse ter ouvido “comentários” de que a Parmalat, proprietária do seu passe, pretende negociá-lo com o Betis, da Espanha, em troca do empréstimo do atacante Denílson, que viria para o Palmeiras.

Ele também afirmou ter conhecimento do interesse do Corinthians. “Sem menosprezar os outros companheiros, desde a minha saída não houve outro centroavante como eu no Corinthians, identificado com a Gaviões”, afirmou.

Com os três gols de ontem, Viola passou a acumular cinco no Paulista, e se aproximou dos artilheiros do campeonato -Dodô (São Paulo), Sandro Hiroshi (Rio Branco), Taílson (Matonense) e Alex (Mogi Mirim), todos com sete gols.

Com a provável saída de Viola e de outros jogadores, o time do Santos corre o risco de sofrer um desmanche após o Paulista.

O zagueiro Argel está negociando com o Porto por US$ 2,5 milhões e viaja a Portugal após o término do campeonato. Os empréstimos de Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo) terminam no meio do ano, e as chances de renovação são mínimas.



Santos teme lesões em clássico litorâneo

Gramado do estádio da Portuguesa Santista é a maior preocupação do time de Emerson Leão, líder do Grupo 4

Jogadores e comissão técnica avaliam que o Santos têm hoje novamente o campo como principal obstáculo no estádio da Portuguesa Santista, às 15h.
Para eles, a qualidade técnica será prejudicada pelas condições e dimensões do Ulrico Mursa, e o risco de lesões será maior.

Antes da vitória de sábado (1 a 0) sobre o Guarani, os santistas temiam contusões, devido aos buracos do campo do Brinco de Ouro.

O medo se concretizou durante o jogo -o volante Marcos Assunção pisou em um buraco, fraturou o dedo mínimo do pé esquerdo e está fora do Paulista-99.

A pretensão da diretoria do Santos era conseguir transferir o jogo de hoje para a Vila Belmiro, onde a equipe goleou a Portuguesa Santista por 5 a 1 neste Estadual.

O técnico Leão reclamou do fato de o Santos não ter recebido o mesmo tratamento dado ao Palmeiras, que em março venceu a Santista (4 a 1) jogando na Vila Belmiro.

“Se nós vamos jogar, acho que os outros deveriam jogar lá também”, afirmou.

Na condição de mandante, a Santista pediu à Federação Paulista de Futebol para atuar em casa, a fim de evitar despesas. Se jogasse à noite na Vila, o custo seria de R$ 35 mil. No Ulrico Mursa, o jogo será à tarde -o estádio não tem iluminação artificial-, e a despesa será de R$ 12 mil, segundo o clube.

“Vamos cumprir a determinação da Federação Paulista, já que a Santista exige jogar em casa. Infelizmente, o nível técnico do espetáculo vai cair”, disse Leão.

O meia Jorginho vê nas dimensões do gramado outro problema. “O campo é pequeno. Fica difícil tocar a bola, porque há muito contato físico.”

O volante Marcos Bazílio está escalado para ocupar a vaga de Marcos Assunção. “O Bazílio é um atleta mais simples e menos ousado, porém mais precavido e mais cumpridor”, declarou Leão.

Apesar de liderar o Grupo 4 com 23 pontos (7 à frente do segundo colocado), o Santos vai buscar a vitória, segundo Leão, porque ainda está “correndo atrás”.

A Santista vai a campo atrás da primeira vitória na segunda fase. O time não contará com o atacante Curê e o volante Embu.


Santos 5 x 1 Portuguesa Santista

Data: 11/04/1999, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.063 pagantes
Renda: R$ 52.385,00
Árbitro: Flávio de Carvalho
Cartão vermelho: Argel (S).
Gols: Narciso (32-1); Narciso (17-2), Marcos Assunção (20-2), Rodrigão (25-2), Fernandes (28-2) e Aristizábal (36-2).

SANTOS
Zetti; Michel (Ânderson Lima), Argel, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Eduardo Marques); Alessandro (Aristizábal) e Rodrigão.
Técnico: Emerson Leão

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Jorge Luis, Biluca, Cristiano e Marcos Aurélio (Fernandes); Jadson, Embu, Daniel Frasson e Claudinho (Régis); Curê e Cláudio Millar (Shizo).
Técnico: Varley de Carvalho



Santos goleia no clássico do litoral e continua líder

A Portuguesa Santista resistiu no primeiro tempo, mas no segundo o Santos necessitou de pouco esforço para golear o adversário por 5 a 1 ontem pela manhã no estádio da Vila Belmiro, em Santos.

Com o resultado, o Santos manteve a liderança do Grupo 4, agora com 14 pontos ganhos.

Na etapa inicial, funcionou a estratégia do técnico Varlei de Carvalho, da Portuguesa, de retrancar sua equipe e provocar nervosismo nos jogadores do Santos.

Em um jogo monótono, o time da casa só deu o primeiro chute a gol aos 17min. Aos 30min, a torcida santista já vaiava a sua equipe.

Nem mesmo o primeiro gol do Santos, marcado de cabeça pelo volante Narciso aos 32min, após cobrança de escanteio de Rodrigo, diminuiu a marcação rígida dos jogadores da Portuguesa Santista, que timidamente tentava ameaçar o adversário em contra-ataques.

O caminho para a goleada foi aberto aos 16min do segundo tempo, quando o Santos conseguiu novamente furar o bloqueio da Portuguesa, outra vez por meio de uma cobrança de escanteio de Rodrigo. Argel desviou de cabeça para o gol, mas antes que a bola entrasse, Narciso apareceu para completar de pé direito.

Perdendo por 2 a 0, o sistema de marcação da Portuguesa desmoronou, e o Santos ganhou liberdade para tocar a bola e articular as jogadas de ataque.

“A Portuguesa é um time difícil de enfrentar, mas, depois que eles tomam o primeiro e o segundo, parece que não têm mais ânimo para conseguir se recuperar”, disse o meia Jorginho, autor da jogada do terceiro gol, aos 20min.

Em um lance pelo lado direito do ataque santista, ele invadiu a área e apenas rolou a bola para o volante Marcos Assunção marcar.

Aos 24min, uma falha do goleiro Wilson Júnior permitiu ao Santos ampliar o placar. Ele saiu da grande área para interceptar uma jogada, dominou a bola no peito, mas chutou fraco. Rodrigão se aproveitou do erro e, da intermediária, concluiu para o gol.

O único gol da Portuguesa aconteceu em uma jogada do atacante Curê. Na linha de fundo, pelo lado esquerdo, ele entrou na área, passou pelo zagueiro Argel e cruzou para Fernandes completar.

Quando Aristizábal fez o quinto do Santos, aos 36min, concluindo na saída do goleiro após receber lançamento de Eduardo Marques, o Santos já atuava com dez jogadores -Argel deu um pontapé por trás em Curê e foi expulso.

O técnico Leão disse que o zagueiro será punido com multa. “Ele foi expulso merecidamente. Não precisava bater por trás como ele bateu”, disse o treinador.

Após a partida, indignado com mais uma derrota da equipe -a sexta em sete jogos na segunda fase-, o atacante Curê decidiu abandonar a Portuguesa Santista. “Não tenho mais condições de jogar. Recebi uma proposta da Ponte Preta e quero me transferir.”

Divergência com Leão faz gerente pedir demissão

O conflito com o técnico Emerson Leão levou o gerente de futebol do Santos, Marco Aurélio Cunha, a pedir demissão anteontem, dois dias depois de o ex-jogador Clodoaldo Tavares Santana ter sido indicado para co-ocupar o cargo.

Cunha presenciou a partida de ontem na Vila Belmiro, mas deixou para explicar hoje à tarde, no CT do clube, os motivos de sua saída. Ontem, disse apenas que “desmandos, falta de critério, dificuldades de relacionamento e menosprezo” eram fatores que tinham influenciado na sua demissão.

Leão não quis entrar em detalhes sobre o caso após o jogo. “É um problema administrativo”, limitou-se a declarar. Na semana passada, o técnico havia criticado Cunha por sua ida ao CT do São Paulo para tentar a prorrogação do empréstimo do atacante Aristizábal.

Cunha já tinha sido alvo das queixas do técnico no episódio da partida contra o São Paulo, quando a Federação Paulista transferiu o jogo da Vila Belmiro para o Pacaembu, contra a vontade de Leão. Na época, Cunha se manifestou em favor da FPF, por achar que o regulamento dava poderes à entidade para que adotasse a medida.



Santos vê “clássico da dengue” na Vila (Em 11/04/1999)

Santos e Portuguesa Santista se enfrentam às 11h de hoje na Vila Belmiro, em Santos, preocupados com a mais grave epidemia de dengue que já atingiu a cidade (72 km a sudeste de São Paulo).

Pelo segundo ano consecutivo, Santos lidera o ranking estadual da dengue. Até anteontem, a estatística oficial apontava 2.008 casos confirmados neste ano, o equivalente a 48,5% do total de doentes em todo o ano passado (4.134).

A preocupação com a epidemia levou a Comissão Técnica do Santos a alertar os jogadores. Um funcionário do clube, além de um jornalista e um cinegrafista que frequentam o Centro de Treinamento Rei Pelé, já contraiu dengue.

“Que sirva de exemplo para os jogadores. Isso não acontece só com os outros. Nós também moramos na cidade e corremos o mesmo risco”, afirmou o preparador físico Walmir Cruz.

O clube pretende solicitar aos órgãos públicos que combatem a doença que seja realizada uma pulverização de inseticida na área do CT, onde, devido às frequentes chuvas, formam-se muitas poças de água, ambiente ideal para a procriação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Outro fator de risco no cotidiano dos jogadores das duas equipes é o bairro da Vila Mathias, que registra a maior quantidade de ocorrências de dengue na cidade (159).

A Vila Mathias é vizinha aos bairros do Jabaquara -onde estão o CT do Santos e o estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa- e da Vila Belmiro, sede do estádio santista.

O clássico santista também será marcado por iniciar a segunda centena de jogos entre as duas equipes na história. Nos cem primeiros confrontos, o Santos levou ampla vantagem -venceu 65 vezes, empatou 22 e perdeu 13.

No Paulista-99, o Santos é líder, e a Portuguesa é última colocada do Grupo 4 da competição. Mesmo com esse retrospecto, os santistas adotaram um discurso com o objetivo de neutralizar o clima de favoritismo.

“Não há favoritismo. A Portuguesa vai dificultar ao máximo”, disse o atacante Rodrigão.

“O Santos tem superioridade? Tem. Mas anos atrás também tinha e sempre encontrou a mesma dificuldade para vencer a Portuguesa”, declarou o técnico Leão.

Técnico Leão não quer “bando” dentro de campo

O técnico Emerson Leão insistiu durante os treinos da semana com os jogadores do Santos para que eles não se comportem como um “bando” dentro de campo.

Bando, na definição do treinador, “é um time sem comando, que corre para tudo quanto é lugar”.

Segundo ele, isso aconteceu no treino coletivo de anteontem. De acordo com o técnico, em 70% do tempo o treino foi “maravilhoso”. Nos outros 30%, prevaleceu o comportamento de “bando”. “Aí, já não era mais treino”, disse.

Na avaliação de Leão, nos momentos em que isso ocorre, a equipe se deixa levar pela “correria” do adversário e não consegue manter um ritmo de jogo uniforme e impor seu domínio na partida.

O técnico da Portuguesa, Varlei de Carvalho, disse que vai aplicar um esquema tático para bloquear as ações ofensivas do Santos. O objetivo é conseguir irritar o adversário, jogar a torcida contra o time da casa e explorar o eventual nervosismo dos santistas.

Para isso, ele escalou o time com quatro volantes -um deles, Jadson, ex-júnior emprestado pelo Santos, atuará na lateral esquerda, para reforçar a marcação.


Santos 5 x 0 Portuguesa Santista

Data: 18/05/1997, domingo.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.686 pagantes
Renda: R$ 142.100,00
Árbitro: Alfredo Santos Loebeling (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo, Ivan e Pita (P)
Gols: Muller (09-1), Ronaldão (29-1) e Alessandro (42-1); Careca (07-2) e Alessandro (31-2).

SANTOS
Zetti (Marcelo); Ânderson Lima (Michel), Jean, Ronaldão e Rogério Seves; Baiano (Fernando Fumagalli), Élder e Caíco; Alessandro, Macedo (Careca) e Muller.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

PORTUGUESA SANTISTA
Ivan (Paulo Dinei); Davi, Marinho, Ricardo e Pita; Marcelo Fernandes, Gustavo (Fernando), Rodrigo (Elton) e Paulinho Kobayashi; Juarez e Carioca (Paulinho).
Técnico: Orlando Pereira



Em ritmo de treino, Santos goleia e se garante na final

Em ritmo de treino, o Santos goleou a Portuguesa Santista por 5 a 0, ontem à tarde, na Vila Belmiro, em Santos, e conquistou a segunda e última vaga do Grupo 1 para o quadrangular decisivo do Paulista.

O destaque foi o atacante Careca, que, aos 7min do segundo tempo, marcou seu primeiro gol no Santos, o quarto da partida.

O placar poderia ter sido maior se os atacantes do Santos não desperdiçassem várias oportunidades de gol. O técnico Wanderley Luxemburgo levantou-se do banco de reservas várias vezes para pedir mais atenção nas finalizações.

O primeiro gol aconteceu logo aos 9min. Macedo tocou a bola para Muller, que driblou um adversário e chutou forte no canto esquerdo do goleiro Ivan.

Aos 29min, Ânderson cobrou escanteio pela direita. Ronaldão cabeceou no canto esquerdo.

A Portuguesa não esboçou reação e, para complicar, aos 37min, o técnico Orlando Pereira foi expulso por reclamação.

O Santos ampliou aos 42min com Alessandro, que recebeu passe de Caíco, invadiu a área livre de marcação e driblou o goleiro Ivan antes de marcar.

No segundo tempo, Careca substituiu Macedo. Aos 7min, ele recebeu passe de Caíco e marcou o quarto do Santos. Foi o gol mais festejado pela torcida.

A goleada foi fechada aos 31min, com novo gol de Alessandro.

Equipe busca reforço para o quadrangular

O Santos pode reforçar o elenco com a contratação de mais um ou dois jogadores. Segundo a diretoria, os clubes têm até a próxima quarta-feira para inscrever novos jogadores.

O técnico Wanderley Luxemburgo não descarta a possibilidade. “Amanhã (hoje), vamos conversar a esse respeito com a diretoria. Não podemos descartar nenhuma possibilidade de ajuda, pois nossa meta é o título”, disse.

Na primeira rodada do quadrangular, Luxemburgo se preparar para enfrentar o Corinthians.

“Não há favoritismo na reta de chegada. O Corinthians é um adversário de respeito”, afirmou.

A maior preocupação da comissão técnica é com o lateral Ânderson, que deixou o campo queixando-se de dor na virilha e pendurado com dois cartões amarelos.

Lusa vai usar Muller para tentar vaga

Para a Lusa, a disputa pela vaga no quadrangular do Paulista-97 com o Santos não foi encerrada com os resultados de ontem. A vitória sobre o União São João, ontem, por 2 a 1, não foi suficiente para levá-la à fase final do torneio. Para atingir esse objetivo, seria necessária, além de uma vitória por 4 a 0, a combinação com uma derrota do Santos, que ficou com a vaga após vencer a Portuguesa Santista por 5 a 0.

Eliminada dentro de campo, a Lusa vai tentar agora a classificação juridicamente.

Para o diretor de futebol do clube, Camões Salazar, o atacante santista Muller está atuando irregularmente, o que implicaria a perda de pontos do Santos e a automática classificação da Lusa.

“Amanhã (hoje) nós iremos verificar juridicamente esta situação e tomar as providências devidas”, afirmou Salazar.

A situação do jogador, na verdade, é pendente com o São Paulo, ex-clube do atleta. Quando foi vendido ao Perugia (da Itália), uma cláusula do contrato especificava que o São Paulo teria direito a receber R$ 1,2 milhão de multa caso Muller voltasse a jogar em um clube brasileiro antes de fevereiro de 98.
Contratado pelo Santos, Muller jogou, e a multa não foi paga.

“Se ele estiver irregular na competição, nada mais justo que o Santos perder cinco pontos, o que nos daria a classificação”, afirmou.

Onze camisas brancas ameaçam o trio de ferro – Por Alberto Helena Jr.

Olha, que se cuide o trio de ferro, pois vêm lá da beira-mar 11 camisas brancas infladas pelos ventos da competência. Tá certo que a briosa já entrou em campo, ontem, desfigurada. Mas os 5 a 0 -que poderiam ter sido o dobro, sem nenhum exagero- impostos pelo Santos revelaram um time com traços de campeão.

É bem verdade que o Palmeiras, depois de penar durante todo o primeiro tempo diante do Mogi, no Parque, renasceu no segundo, graças à volúpia desse incansável Cafu e, sobretudo, do lançamento do menino Neto, que entrou no lugar de Djalminha.

Pode ter sido mesmo um renascimento. Mas há quem desconfie que tenha sido o canto do cisne -aquele instante mágico que antecede o fim.

Portuguesa Santista 0 x 2 Santos

Data: 13/04/1997, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 8.000 pagantes
Renda: R$ 79.445,00
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Marinho, Calazans e Demétrios (P); Élder e Ronaldão (S).
Cartões vermelhos: Orlando Pereira (P).
Gols: João Fumaça (25-1) e Fernando (49-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Ivan; Paulinho Goiano (Juares), Marinho, Émerson e Pita (Wanderlan); Calazans, Amilton (Célio), Rodrigo e Gian; Toni e Demétrios.
Técnico: Orlando Pereira

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Narciso, Ronaldão e Cássio (Ronaldo Marconato); Marcos Assunção, Élder, Vágner e Caíco (Eduardo Marques); Macedo (Fernando Fumagalli) e João Fumaça.
Técnico: Wanderlei Luxemburgo



Santos vence clássico e conquista troféu

O Santos venceu por 2 a 0 a Portuguesa Santista no chamado “clássico das praias”, disputado ontem à tarde no estádio Ulrico Mursa. Os gols foram dos juniores João Luís Fumaça e Fernando.

O Santos também conquistou o troféu Cidade de Santos oferecido pela Prefeitura Municipal.

O placar não espelha o que foi a partida. A Portuguesa exerceu muita pressão e criou inúmeras chances de gol, mas esbarrou no goleiro Zetti.

Além da derrota, a Portuguesa sofreu outros prejuízos. Como solicitou a carga de 12 mil ingressos, e a Polícia Militar só autorizou, por medida de segurança, a venda de 8.000.

A Portuguesa foi punida pela Federação Paulista de Futebol com interdição temporária de seu estádio (até o impasse ser resolvido) e terá de pagar R$ 40 mil referentes aos ingressos que não foram vendidos.

No segundo turno da segunda fase, a Portuguesa enfrentará em casa o Juventus, o Palmeiras, a Lusa e o Botafogo de Ribeirão.

Dentro de campo

Por jogar em casa, a Portuguesa começou pressionando.

O Santos só chegou com perigo aos 15min, em jogada individual de Vágner.

Aos 25min, o Santos abriu o placar. Cássio recebeu a bola pela esquerda, driblou Paulinho Goiano e cruzou. João Fumaça se antecipou à zaga e, com o pé direito, fez 1 a 0.

O Santos voltou para o segundo tempo tocando a bola enquanto a Portuguesa partiu para cima pressionando e conseguindo 14 escanteios, mas esbarrando em Zetti.

O Santos não soube explorar os contra-ataques. O técnico Orlando substituiu o lateral direito Goiano pelo atacante Juares.

O segundo gol aconteceu aos 49min. Eduardo Marques lançou Fernando que foi à linha de fundo e chutou para o gol. O goleiro Ivan, que esperava o cruzamento, ainda tentou interceptar a bola, mas acabou empurrando-a para dentro do gol.

Luxemburgo critica interdição de estádio

O técnico Wanderley Luxemburgo criticou a decisão da Federação Paulista de Futebol de interditar o estádio Ulrico Mursa.

“Por que o Santos jogou no campo da Portuguesa Santista e os demais também não poderão jogar aqui?”, perguntou. Segundo Luxemburgo, o Farah (Eduardo José Farah, presidente da federação) não pode tirar jogos do Ulrico Mursa. “O Santos não pode ser prejudicado.”

A estréia do Santos na segunda fase do segundo turno do Paulista é contra a Inter, domingo, em Limeira.

A diretoria espera promover a estréia do atacante Muller, contratado do Perugia, da Itália. “Já pagamos US$ 1 milhão e acertamos a forma de pagar o US$ 1 milhão restante”, disse o diretor de futebol, José Paulo Fernandes.



Clássico da praia volta hoje após 18 anos ( Em 13/04/1997 )

Santos e Portuguesa Santista disputam o “clássico da praia”, hoje, às 15h, no estádio Ulrico Mursa, em Santos.

A última partida oficial entre as duas principais equipes da Baixada Santista foi disputada em 3 de dezembro de 1978, válida pelo Campeonato Paulista. O Santos venceu por 2 a 1, na Vila Belmiro.

Os times não se enfrentam oficialmente no estádio da Portuguesa Santista há quase 30 anos.

O último jogo foi em 11 de fevereiro de 1968, quando o Santos venceu por 6 a 0, com gols de Toninho Guerreiro (3), Negreiros, Edu e Douglas.

O Santos jogará desfalcado de Robert, Alexandre e Baiano, que receberam o terceiro cartão amarelo na goleada da última quinta-feira contra o Araçatuba, na Vila Belmiro.

O atacante Alessandro não se recuperou da lesão no músculo posterior da coxa direita e fica mais uma vez fora da equipe.

O técnico Wanderley Luxemburgo dá nova oportunidade para o atacante João Fumaça, que marcou três dos quatro gols da equipe diante do Araçatuba (4 a 1).

“Fico contente com mais essa oportunidade. Espero não decepcionar,” disse Fumaça, que já soma quatro gols no Paulista e foi aplaudido pela torcida na quinta.

A novidade santista é a volta de Marcos Assunção ao meio-campo, depois de cumprir suspensão. O setor será completado por Elder, Vágner e Caíco.

Sem Müller

Para a torcida, a decepção é a ausência de Müller, contratado junto ao Perugia (Itália).

A documentação do jogador ainda não está regularizada com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Luxemburgo quer o time tomando a iniciativa no jogo. “O Santos é o time grande, tem que atacar, não pode se limitar aos contragolpes. O chamado time pequeno é que costuma usar esse esquema”, disse o técnico.

Para a partida de hoje, foram colocados antecipadamente à venda 12 mil ingressos. Se todos foram vendidos, a renda deverá ser de R$ 120 mil.

Não haverá venda de ingressos hoje para o jogo. As bilheterias não vão funcionar.

Vágner aceita jogar na lateral direita

O volante Vágner tem sido um dos destaques do Santos, principalmente no plano tático. O técnico Wanderley Luxemburgo tem aproveitado o jogador no trabalho de proteção à defesa, armação de jogadas e improvisado pela lateral-direita, quando quer dar agressividade ao setor.

Ele disse que joga onde o Luxemburgo quiser. Leia os principais trechos da entrevista.

Repórter – Como você se sente no esquema tático?
Vágner – À vontade. O importante é privilegiar o conjunto. A equipe tem tido dificuldades devido aos problemas de contusão e punição por cartão amarelo. É hora de todos darem um pouco mais de si à equipe.

Repórter – Você tem sido elogiado na lateral direita. Já pensou em adotar essa posição?
Vágner – Sou profissional, jogo onde for melhor para o grupo. O Ânderson é um bom jogador, tem provado isso. Ocorre que, numa partida, o treinador pode ser obrigado a alterar a tática da equipe. Não cabe a mim decidir onde jogar.

Repórter – O Santos é candidato ao título?
Vágner – Todos os grandes clubes entram na competição pensando no título. Só que temos que vencer etapas. A primeira é obter a classificação para o quadrangular. Estamos disputando uma vaga no Grupo 1 com a Lusa. Nesses nove jogos que restam, temos que somar o maior número de pontos e torcer por um tropeço da Lusa, que está um ponto à nossa frente.

Repórter – Você já é um dos líderes do elenco?
Vágner – Sei que o futebol é meu ganha-pão. Entro em campo para mostrar o que sei fazer e da melhor maneira possível. O Santos tem jogadores experientes, como Zetti e Ronaldão. O importante é cada um dar o melhor, não criticar o companheiro, mas procurar se superar caso ele não esteja bem num jogo.

Portuguesa entra motivada por 2 vitórias

Depois de vencer o Guarani por 3 a 2 e ganhar do Botafogo por 2 a 1, a Portuguesa Santista entra em campo hoje motivada contra o Santos.

O técnico Orlando Pereira faz mistério quanto à escalação de seu time. É possível que o lateral-direito Paulinho Goiano, que cumpriu suspensão na última partida, retorne à equipe.

O lateral-esquerdo Vanderlan, contratado ao América-RJ, teve sua documentação regularizada e pode estrear.

As duas últimas vitórias levaram a equipe a 16 pontos no Campeonato Paulista e afastaram o time momentaneamente da zona do rebaixamento.

O vencedor da partida entre a Portuguesa Santista e Santos receberá o troféu Cidade de Santos, oferecido pela Secretaria Municipal de Esportes.