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A chapa 2, de oposição, denominada Novos Rumos, tendo a frente o ex-presidente Marcelo Teixeira, venceu as eleições para a renovação do Conselho Deliberativo do Santos FC por 1.296 votos contra 852, da Tradição Alvinegra, da situação, liderada pelo atual vice presidente José Paulo Fernandes.

Teixeira, que já dirigiu o Santos de 1991 a 1993, derrotou o candidato apoiado por Pelé.

A votação para o Conselho Deliberativo do Clube começou as 11h15 no domingo e se estendeu até as 18h15 de forma tranquila.

Diferente do clima de tensão da primeira tentativa de eleição, no último dia 4, que acabou sendo suspensa por uma liminar da Justiça, não houve confusão nem brigas entre os candidatos.

Certa de 120 seguranças e mais 60 homens da Polícia Militar garantiram a ordem na Vila Belmiro durante o pleito.

A propaganda de boca-de-urna foi proibida, mas os sócios puderam usar bonés, botons e adesivos dos candidatos.

“É uma honra para mim voltar à presidência do Santos. Os associados mostraram que querem mudança, e vamos trabalhar para garantir isso”, disse Teixeira.

O Santos não ganha um título de expressão nacional há 15 anos (1984).



Observação: Na matéria da Folha de SP ignoraram as recentes conquistas do Torneio Rio SP (1997) e da Copa Conmebol (1998).



Clima tenso envolve eleição no Santos ( Em 12/12/1999 )

Após brigas na primeira tentativa de votação, Polícia Militar fica hoje de prontidão na Vila Belmiro

O risco de confronto físico entre integrantes das duas chapas que disputam hoje a eleição no Santos vai colocar em prontidão a Polícia Militar na cidade. O tenente-coronel Renato Ferreira da Cruz, comandante do policiamento na cidade, afirmou que não haverá esquema especial, mas as equipes que estiverem patrulhando o bairro da Vila Belmiro estarão orientadas para pedir reforço em caso de aglomeração diante do estádio santista.

“Tenho uma cidade inteira para policiar, não posso me concentrar somente no Santos, mas essa eleição nos preocupa. Se pressentirmos alguma agressão, passaremos a deslocar pessoal para a Vila Belmiro”, afirmou Cruz.

A eleição no clube paulista ganhou proporções semelhantes a de um pleito municipal. Os candidatos colocaram faixas e cartazes pelas ruas, e a disputa é assunto nos principais pontos de encontro de Santos.

No último dia 4, data para a qual estava originalmente marcada a eleição, houve confusão e troca de agressões entre integrantes das duas chapas que disputam o comando do clube.

A situação está representada pela chapa Tradição Alvinegra, encabeçada pelo atual vice-presidente do clube, José Paulo Fernandes, que tem apoio de Pelé, ex-jogador do time.

A chapa de oposição é a Novos Rumos, cujo candidato à presidência é Marcelo Teixeira, que já dirigiu o Santos.

A votação começa às 10h de hoje, mas a movimentação nos arredores do clube deverá ter início por volta das 8h.

Liminar

Na primeira tentativa de realizar a eleição, o presidente do Conselho Deliberativo, Florival Barletta, teve de deixar a Vila Belmiro escoltado pela polícia, pois estava sendo ameaçado por apoiadores das duas facções, inconformados com a suspensão da votação naquele dia.

O motivo da suspensão foi uma liminar (decisão provisória da Justiça) obtida nos tribunais pelo conselheiro Nelson Barros Rodrigues. Ele pleiteava sua inclusão na lista dos efetivos, o que automaticamente garantiria sua reeleição como conselheiro, independentemente da chapa vencedora.

Para fazer seu pedido à Justiça, Rodrigues se baseou no estatuto do clube, que prevê a efetivação do conselheiro após cinco mandatos consecutivos.

O impasse foi superado dias depois, com um acordo entre as duas chapas, fazendo com que Rodrigues e mais 61 conselheiros fossem registrados como suplentes de efetivo. Com isso, ele retirou a ação na Justiça, o que garantiu a realização, hoje, da eleição.

O clima tenso que envolve o Santos, clube brasileiro de maior expressão internacional nas décadas de 60 e 70, ao lado do Botafogo-RJ, é fruto das campanhas irregulares da equipe, uma das mais tradicionais do país.

O Santos não ganha um título de expressão nacional há 15 anos. A última grande conquista do clube foi o Paulista de 84, conquistado com uma vitória sobre o Corinthians, no Morumbi.

Nesta década, o Santos deixou escapar, em 95, a chance de se sagrar, pela primeira vez em sua história, campeão brasileiro. O time foi derrotado pelo Botafogo-RJ no jogo final, em São Paulo.

Neste ano, o Santos ficou fora da final do Paulista e não se classificou para a segunda fase do Campeonato Brasileiro. O clube também foi eliminado do torneio seletivo para a Libertadores.




O advogado Samir Jorge Abdul-Hak foi reeleito presidente do Santos para o biênio 98-99, na noite desta quarta. O candidato obteve 71,5% dos votos de 260 conselheiros do clube.

Abdul-Hak venceu o candidato da oposição, o ex-presidente Antônio Aguiar Filho, por 186 votos a 70. Houve três votos nulos e um em branco. Estavam aptos a votar 300 conselheiros. Quarenta não compareceram à eleição.

O vice-presidente da nova diretoria será o empresário José Paulo Fernandes, que vinha ocupando o cargo de diretor de futebol. O principal cabo eleitoral da situação foi o ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, homem-forte do clube. Pelé estava em Nova York (EUA) e não compareceu à eleição. Ele enviou um telegrama, reafirmando o apoio a Abdul-Hak.

O proprietário da Unicor (empresa patrocinadora do Santos), Renato Duprat, que se tornou conselheiro no ano passado, compareceu para votar em Abdul-Hak.

Após o anúncio do resultado da eleição, partidários da candidatura vitoriosa comemoraram com fogos de artifício, nas ruas próximas à Vila Belmiro.



Fonte: Jornal Folha de SP

A renúncia do presidente Miguel Kodja Neto ocorreu às 21h05, por meio de carta enviada ao Conselho Deliberativo do Clube. A renúncia foi feita 25 horas após Kodja ter sido reconduzido ao cargo por meio de uma liminar.

Eliminado do Campeonato Brasileiro, o Santos tinha ontem (29/11) dois dirigentes exercendo a presidência do clube. Miguel Kodja Neto e Samir Abdul-Hak.

Isso porque o presidente eleito Miguel Kodja Neto, afastado pelos conselheiros do clube desde o dia 10 de outubro por escândalo no Telebingo, retornou ao cargo por meio de uma liminar obtida na Justiça.

Mas a reunião do Conselho Deliberativo do Santos dia 29/11, com a participação de Pelé, decidiu manter Kodja afastado ao aprovar a auditoria da Trevisan e Associados feita em julho deste ano sobre as contas do presidente. A auditoria constatou irregularidades, apontou R$ 1,3 milhão de prejuízo referente ao Telebingo e Kodja pode ser excluído dos quadro associativo santista.

“A Trevisan descobriu inúmeras irregularidades. Existem despesas estranhas, como o pagamento de 838 outdoors para publicidade do Telebingo”, disse ex-presidente santista, Antônio Aguiar, representante do clube junto à Trevisan Associados.

A Folha apurou que um cheque no valor de US$ 100 mil, emitido pelo Santos durante a gestão de Kodja Neto, não teve o seu beneficiário encontrado.

O prejuízo pode ser maior. Segundo o presidente em exercício, Samir Abdul-Hak, “as dívidas com a divulgação do Telebingo na televisão giram em torno de US$ 2 milhões”.

Pelé, que participou da reunião como conselheiro, disse que, se ficar provado o prejuízo, Kodja deve ressarcir o clube. “Se não puder, que seja preso”, afirmou.

Resultado: o vice-presidente, Samir Abdul-Hak, se considerava no direito de exercer o cargo. “Estatutariamente, eu sou o presidente”, disse Abdul-Hak.

O impasse poderia ser resolvido em cinco dias. Este era o prazo que o Conselho tinha para recorrer da liminar concedida a Kodja. O presidente do Conselho, Edmon Atik, disse que iria recorrer.

Mas o impasse terminou hoje, com a renúncia de Miguel Kodja, que foi aconselhado por José Rubens Marino e outros diretores a fazê-lo.



Referências:

– “Santos pode expulsar presidente por irregularidades financeiras”. (Folha de S. Paulo, Caderno Brasil, p. 1-4, 15 nov. 1994).
– “Santos define futuro dentro e fora de campo”. (Folha de S. Paulo, Caderno Esporte, p. 4-3, 29 nov. 1994).
– “Permanece disputa por presidência do Santos”. (Folha de S. Paulo, Caderno Esporte, website, 01 dez. 1994).
– “Kodja renuncia à presidência.” (Folha de S. Paulo, Caderno Esporte, p. 4-1, 01 dez. 1994).

O novo presidente Antonio Aguiar Filho tomou posse ontem (08/01) à noite na reunião do Conselho Deliberativo do clube. A chapa 2, de oposição, chamada “União Alvinegra”, foi eleita com 947 votos. A chapa 1, de situação, encabeçada por Miguel Assad Macool Filho, teve 718 votos.

Ele assume a presidência precisando renovar os contratos do centroavante Serginho Chulapa e do lateral esquerdo Wladimir.

Terá também que trazer reforços. O técnico Pepe quer um ponta direita e um armador.

Aguiar iniciou sua gestão ontem anunciando que vai tentar reforçar o time para conseguir jogos amistosos no exterior que rendam dinheiro suficiente para tornar o futebol superavitário.

Fonte: Jornal Folha de SP


Foi realizada sábado, dia 02/12/1989, das 10h às 21h, as eleições para renovar parte do Conselho Deliberativo e na prática indicar o novo presidente do Santos.

O empresário Antonio Aguiar Filho será o novo presidente nos próximos dois anos (1990-91). A chapa de oposição “União Alvinegra”, liderada por Aguiar, venceu por 1.091 votos a 850 a chapa “Realidade”, liderada pelo atual presidente, Miguel Assad Macool Filho.

Tinham direito a voto na eleição 10.984 associados, mas somente 1.942 compareceram.

Antonio Aguiar recebeu apoio de três ex-presidentes do clube: Milton Teixeira, que passa a presidir o Conselho Deliberativo, Rubens Quintas, que será o vice do Conselho e Ernesto Vieira, além de Roberto Santini, que faz parte da chapa e é dono de A Tribuna, o único jornal da cidade.

Na clareza dos números o Santos é um abacaxi colossal. Quando assumiu o cargo, em maio de 1988, (após a renúncia do então presidente Manoel dos Santos Sá), Miguel Assad encontrou dívidas na ordem de antigos 7 milhões e 200 mil cruzados, distribuídos entre 137 fornecedores. Devia-se, por exemplo, desde ao açougue que abastecia a concentração ou a assinatura do jornal A Gazeta Esportiva.

Assad até comemorava o fato de, no seu período administrativo, o número de ações trabalhistas ter caído de 41, no dia de sua posse, para apenas 10. “E só oito movidas na minha gestão”, ressaltou.

A dívida atual do clube anda pela casa dos NCz$ 4 milhões. Entre os credores encontra-se até o rei Pelé.

O próprio Miguel Assad, 53 anos, quatro filhos, empresário do ramo de consórcios, tem o maior crédito do Santos para uma pessoa física: NCz$ 1.520.000,00. Outro que tem dinheiro no clube é o ex-presidente Milton Teixeira: exatos NCz$ 79.759,00 em nome da Faculdade Santa Cecília, de sua propriedade.

Miguel Assad era acusado por Antonio Aguiar, 56 anos, quatro filhos, dono de uma rede de lojas de pneus, de uma construtora e sócio de uma mineradora, de não ser da cidade, “e por isso não ter o mesmo amor pelo clube que os nascidos em Santos”. Assad nasceu em Itapetininga, que pertence a região metropolitana de Sorocaba. Ele critica também a administração fechada de Assad. “Queremos transparência e, se ganharmos, vamos abrir uma auditoria”, avisa.

Assad garantiu ao seu sucessor que não agirá como os antigos dirigentes, negociando passes de jogadores (o goleiro Sérgio e o volante César Sampaio) para recuperar o investimento pessoal feito no clube, como faziam os antigos dirigentes.



Fontes: Jornal Folha de SP e Estadão.