Navegando Posts marcados como punição

Entidade vê erro do Peixe e decreta vitória do Independiente por 3 a 0 em jogo das oitavas da Libertadores; Sánchez pode jogar nesta terça, e clube vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte



A Conmebol puniu o Santos, em decisão divulgada nesta terça-feira, no Paraguai, por considerar irregular a escalação do meio-campista Carlos Sánchez no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente, na Argentina – na última terça-feira, os times tinham empatado em 0 a 0, em Avellaneda. O clube vai recorrer da decisão, de acordo com o advogado Mario Bittencourt, que participou da defesa do Santos.

A entidade modificou o resultado da partida e decretou vitória do Independiente por 3 a 0. Nesta terça, no Pacaembu, o Santos terá que vencer por quatro gols de diferença para avançar direto para as quartas de final – 3 a 0 leva a disputa para os pênaltis.

O Tribunal de Disciplina da Conmebol divulgou comunicado às 10h49 da manhã, menos de nove horas antes do jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, marcado para 19h30. Além da punição ao clube, a suspensão de um jogo ao atleta tinha sido mantida, mas a entidade voltou atrás: Sánchez está liberado para jogar nesta terça. A entidade deu prazo de sete dias para o Santos recorrer.

“A Conmebol resolve declarar como perdedor o Santos Futebol Clube na partida disputada em 21 de agosto, determinar o resultado de 3 a 0 a favor do Club Atlético Independiente e confirmar a suspensão do jogador Carlos Andrés Sanchez Arcosa”, diz trecho do comunicado.

O Santos promete recorrer também ao TAS, Tribunal Arbitral do Esporte, com sede na Suíça. O clube havia apresentado uma defesa por escrito na última sexta e pôde reforçar os argumentos oralmente na segunda. A delegação santista no Paraguai teve o presidente José Carlos Peres, o diretor jurídico Rodrigo Gama e o advogado Mario Bittencourt – este último conhecido como “o advogado do Fluminense”, por ter atuado no caso Héverton, que culminou no rebaixamento da Portuguesa e na salvação do Flu no Campeonato Brasileiro de 2013.

O Peixe protocolou uma petição pedindo a reconsideração da decisão com relação à parte da decisão da Conmebol que determina que o Sánchez não pode jogar nesta terça-feira porque isso é contrário às normas da Fifa, que diz que se os pontos foram tirados, o jogador não pode ser suspenso.

Um advogado especializado no tema consultado pelo GloboEsporte.com afirmou que o regulamento da Fifa não se aplica ao caso, apenas aos torneios da Fifa. O regulamento da Conmebol não é claro nesse sentido.

Até o final da tarde, o Santos vai dar entrada numa outra petição, para que a Conmebol anuncie os motivos que levaram a entidade a punir o clube. O Peixe quer fundamentar o recurso com as justificativas da entidade.

O Santos se pronunciou através de um comunicado oficial em seu site:

“O Santos FC vem a público manifestar o descontentamento e a resignação com a punição imposta ao Clube pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol na manhã desta terça-feira.

Não bastasse o estranhar da lenta decisão, a punição publicada não tem o menor embasamento legal ou jurídico. Além do que, pune duplamente o Santos FC, com a perda do jogo e a manutenção da suspensão do jogador Carlos Sánchez.

Por fim, em busca do direito do torcedor santista, o Clube declara publicamente que irá à todas instâncias cabíveis, a fim de que a Justiça sobre o caso seja feita.”

Veja abaixo o comunicado da Conmebol, na íntegra:

“Considerando:

(i) Que os citados artigos 56 e 19.3 permitem a qualquer clube reclamar contra o resultado de uma partida por motivo de escalação indevida de um jogador do time adversário até 24 horas depois da partida e o Club Atlético Independiente interpôs a citada reclamação dentro do prazo e formato

(ii) Que o Santos Futebol Clube apresentou por escrito sua defesa no tempo e formato no dia 24 de agosto de 2018 e no dia 27 de agosto de 2018 foi concedido o direito de ser ouvido em audiência diante deste Tribunal antes da sua decisão

(iii) Que o Tribunal de Disciplina decidiu que o Santos não cumpriu o dever de se comunicar diretamente com a Unidade Disciplinaria conforme o artigo 9 do Regulamento da Conmebol Libertadores 2018

(iv) Conforme o Artigo 19.1 do RD (Regulamento Disciplinar), qualquer time que seja responsável por uma escalação indevida se considerará como perdedor desse jogo por 3-0

(v) Que o Tribunal de Disciplina decidiu o Santos Futebol Clube como responsável da infração de escalação indevida do jogador Carlos Andres Sanchez no cumprimento da sanção pendente de 1 partida de suspensão

Portanto, o Tribunal de Disciplina decidiu:

1) Fazer valer a reclamação apresentada pelo Club Atlético Independiente;
2) Declarar como perdedor o sanrtos Futebol Clube da partida disputada ante o Club Atlético Independiente, correspondente a ida das oitavas de final da Libertadores 2018 e, em consequência:
3) Determinar o resultado de 3 a 0 a favor do Club Atlético Independiente em conformidade ao artículo 19 do Regulamento Disciplinar da Conmebol
4) Confirmar a suspensão do jogador Carlos Andrés Sanchez Arcosa por uma partida, a qual deve ser cumprida na partida seguinte da Libertadores 2018 (o jogo desta terça no Pacaembu).

Tribunal de Disciplina da Conmebol”


Santos 2 x 0 Fortaleza

Data: 06/05/2006
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público: portões fechados
Árbitro: Luiz Antonio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e José Cláudio Paranhos (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Galeano e Gláuber (F); Magnum (S).
Gols: Rodrigo Tabata (39-1) e Rodrigo Tiuí (45-1).

SANTOS
Fábio Costa; Domingos, Ronaldo e Manzur; Neto, Maldonado, Wendel, Rodrigo Tabata (Magnum) e Kléber; Wellington Paulista (Galvão) e Rodrigo Tiuí (Léo Lima).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FORTALEZA
Maizena; Ivan, Alan (Galeano), Gláuber e Mazinho Lima; Dude, Rabicó, Bechara e Maurílio (Chicão); Rinaldo (Teles) e Finazzi.
Técnico: Márcio Bittencourt



Santos se recupera de eliminação, vence e segue líder do Nacional

O Santos mostrou já estar recuperado da eliminação da Copa do Brasil e venceu o Fortaleza por 2 a 0, neste sábado, em Santo André, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

A vitória mantém o time da baixada na liderança da competição, com dez pontos, mesmo número que o Fluminense –o Santos leva vantagem no saldo de gols. O Fortaleza tem seis pontos.

No meio de semana, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo foi eliminado da Copa do Brasil ao ser derrotado pelo Ipatinga-MG, nos pênaltis, depois de empatar o jogo em 1 a 1.

A partida de hoje foi disputada em Santo André, com portões fechados, devido a uma punição imposta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pelos objetos atirados no gramado da Vila Belmiro na partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro do ano passado.

Por este mesmo motivo, a equipe já havia enfrentado o Atlético-PR, em Mogi Mirim, no dia 23 de abril, quando venceu o jogo por 2 a 0.

No jogo de hoje, o Santos não contou com o atacante Reinaldo, com o zagueiro Luiz Alberto e com o volante Fabinho, todos machucados. Rodrigo Tiuí ganhou vaga no ataque e fez sua estréia pela equipe.

A falta de emoção nas arquibancadas parece ter influenciado os jogadores dos dois times, já que a partida teve pouca movimentação e foram raros os lances perigosos.

O Santos só chegou a dar seu primeiro susto aos 23min, quando Kléber lançou Wendel na esquerda e o volante cruzou para Rodrigo Tabata, que chutou para fora.

A equipe cearense incomodou três minutos depois, em uma jogada de bola parada. Aos 26min, Bechara chutou forte falta e Fábio Costa espalmou.

Mesmo em um ritmo lento, o time da Baixada conseguiu abrir o marcador. Aos 39min, Rodrigo Tabata cruzou da esquerda e o zagueiro Gláuber acabou cortando a bola contra o próprio gol: 1 a 0. O árbitro Luiz Antônio Silva Santos marcou gol para Tabata.

O gol deixou a partida mais movimentada e o Santos conseguiu ampliar ainda na primeira etapa. Aos 46min, após cruzamento da direita, o estreante Rodrigo Tiuí cabeceou e contou com a ajuda do goleiro Maizena: 2 a 0.

Atrás no marcador, o Fortaleza voltou mais ousado na segunda etapa. Aos 7min, Ivan recebeu bola dentro da área e bateu cruzado. A bola furou a rede, mas pelo lado de fora.

O Santos conseguiu encontrar espaços e criou boa chance aos 14min. Após troca de passes, Kléber cruzou e a zaga cearense quase marcou contra. Na seqüência do lance, Wellington Paulista chutou para boa defesa do goleiro Maizena.

Depois disso, o jogo seguiu morno até o final, com o Santos sem muita inspiração e o Fortaleza não criando grandes chances.

Sem torcida, Santos se mantém na ponta

Time bate Fortaleza no ABC e obtém 100% de aproveitamento nas 7 vezes em que ficou de “castigo” por causa do STJD

Para quê jogar na Vila Belmiro? O Santos provou ontem, pela sétima vez que recebeu uma punição para jogar fora de casa no Brasileiro, que o fator casa e até os torcedores são dispensáveis. Bateu o Fortaleza por 2 a 0, no Bruno José Daniel, no ABC, com portões fechados para o público, e de quebra manteve a ponta do Nacional.

O time do técnico Vanderlei Luxemburgo chegou aos dez pontos -mesma pontuação do Fluminense, que bateu o Paraná (2 a 1), mas tem pior saldo que o Santos.

Pelo retrospecto, o time santista obteve 100% de aproveitamento em todas as vezes em que foi obrigado a ficar de “castigo” devido a uma punição do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

“A torcida faz falta, mas, se ela não se comporta, é melhor que não venha”, falou Luxemburgo, aprovando a medida.

Dessa vez, o Santos teve de atuar como mandante e inquilino no ABC por conta de duas punições aplicadas pelo tribunal ao clube no Brasileiro de 2005. A punição havia sido imposta em razão dos incidentes ocorridos na Vila Belmiro após a vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, pela penúltima rodada daquela competição.

Na ocasião, os torcedores santistas atiraram ovos contra os jogadores em protesto pela má campanha da equipe naquela temporada.

O Santos inquilino começou em 2004, quando ainda não havia a exigência de estádios vazios, só a designação de uma sede a 150 km da “cena do crime”. Naquele ano foram quatro punições:

1) Santos 5×0 Fluminense (Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto);
2) Santos 2×1 Goiás (Eduardo José Farah, em Presidente Prudente);
3) Santos 5×1 Grêmio (Benedito Teixeira);
4) Santos 2×1 Vasco (Benedito Teixeira).
Em 2005, já longe de casa e sem torcida, houve um jogo: 5) Santos 4×1 Paysandu (Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul).
E neste ano, também com portões fechados e fora da Vila, mais duas aplicações de pena: 6) Santos 2×0 Atlético-PR (Mogi Mirim).

E a sétima foi a vitória de ontem, em Santo André, e chegou num momento importante para o Santos e Luxemburgo. Três dias antes, o time havia sido eliminado pelo Ipatinga da Copa do Brasil, em cobranças de pênaltis.

Já o Fortaleza continua com seis pontos. Além disso, nunca venceu o Santos no Campeonato Brasileiro. Foram seis derrotas e cinco empates contra o time da Vila.

Ontem, o técnico santista escalou o time com cinco desfalques, sendo quatro por contusão: o zagueiro Luiz Alberto, o volante Fabinho e os atacantes Reinaldo -artilheiro do time no Brasileiro, com dois gols, e na temporada, com oito- e o mexicano De Nigris. Já o volante Cléber Santana cumpriu suspensão por expulsão.

Levou oito minutos para o Santos chegar com perigo à meta do goleiro Maizena, do Fortaleza. O meia santista Rodrigo Tabata arriscou de longe, mas a bola, caprichosa, não entrou.

Segundo o Datafolha, os santistas chutaram oito bolas na primeira etapa, contra cinco do Fortaleza. E foi pressionando que o time do litoral abriu o placar aos 39min. O meia Rodrigo Tabata avançou pela esquerda cruzou para a área, e o zagueiro Gláuber, do Fortaleza, na tentativa de cortar o cruzamento, marcou contra -o juiz deu o gol para o santista.

O segundo gol seguiu a mesma toada. Bola dentro da área rival. Mas, dessa vez, o tento teve a marca santista. Aos 46min, o lateral-direito Neto cruzou da direita para o atacante estreante Rodrigo Tiuí ampliar de cabeça.

“Estou muito feliz, mas não acabou ainda”, falou Tiuí no intervalo. Antes, o Fortaleza só havia assustado numa falta cobrada pelo meio-campista Bechara, que fez o goleiro Fábio Costa se esticar todo para tirar a bola da meta.

No segundo tempo, o Fortaleza tentou insistir, mas sem muito perigo. O Santos passou a administrar o resultado até o apito final do juiz. O time volta a jogar pelo Nacional no próximo sábado, quando receberá a Ponte Preta, já na Vila Belmiro. O Fortaleza jogará no dia seguinte ante o Flamengo.


Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 23/04/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio João Paulo II, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Martins e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG).
Gols: De Nigris (11-1) e Reinaldo (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto (Domingos), Ronaldo Guiaro e Manzur; Neto, Wendel (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; De Nigris (Rodrigo Tabata) e Reinaldo
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

ATLÉTICO-PR
Cléber; Danilo, Paulo André e Alex; Carlos Alberto (Denis Marques), Alan Bahia, Erandir, Evandro (Válber), Ferreira e Fabrício (Ivan); Pedro Oldoni
Técnico: Givanildo Oliveira



Completo, Santos bate Atlético-PR em Mogi Mirim

O técnico Vanderlei Luxemburgo rechaçou a possibilidade de poupar jogadores na segunda rodada do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa do Brasil. E com o time completo, o Santos superou o Atlético-PR por 2 a 0 na tarde deste domingo, em Mogi Mirim, jogando com os portões fechados por punição do STJD. Pior para o time paranaense, que segue sem somar pontos na competição.

Longe de apresentar o mesmo futebol dos duelos com o Atlético-PR no Brasileiro de 2004 e na Libertadores de 2005, a equipe da Vila Belmiro não precisou se esforçar muito para conquistar sua primeira vitória no certame – o time alvinegro havia empatado com o Goiás na rodada de estréia – e chegar a quatro pontos.

“No Campeonato Brasileiro não podemos desperdiçar pontos. É um torneio muito difícil e não podemos nos distanciar dos líderes”, comentou o meia Rodrigo Tabata, que deu bom passe para o gol de Reinaldo.

Diante de um Atlético-PR enfraquecido em relação às últimas duas temporadas, o Santos foi pouco ameaçado. Desorganizado no meio-de-campo e sem força ofensiva, o clube rubro-negro conheceu sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão (Fluminense e Santos).

Neste ano, aliás, a equipe paranaense tem vivido um momento muito ruim. Eliminado nas quartas-de-final do Campeonato Paranaense e na segunda fase da Copa do Brasil, o Atlético-PR ainda não se encontrou. A saída precoce do técnico Lothar Matthäus também ajudou a desestabilizar o time nos últimos jogos.

“É difícil explicar o que está acontecendo. Não estamos jogando bem e não estamos tendo força para reagir”, lamentou o zagueiro Paulo André.

O Santos, por sua vez, não sofre desse problema. Regular até aqui na temporada, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo foi campeão paulista após quase 22 anos de jejum e continua bem na Copa do Brasil, considerado atalho para a Libertadores.

E é por essa competição que os santistas têm seu próximo desafio. Na quarta-feira, às 21h45, o time recebe o Ipatinga pela primeira partida das quartas-de-final.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no próximo domingo. A equipe santista faz o clássico com o Palmeiras, às 16h, no estádio do Parque Antarctica, em São Paulo. Um dia antes, às 18h10, o Atlético-PR visita o Botafogo, no Rio de Janeiro.

O jogo

No Campeonato Brasileiro de 2004, quando brigaram pelo título até a última rodada, e na Copa Libertadores da América 2005, na qual se enfrentaram nas quartas-de-final, Santos e Atlético-PR protagonizaram duelos com estádios lotados. Neste domingo, por uma punição pendente do STJD, as equipes se enfrentaram com estádio vazio.

Mas nada que não motivasse o Santos a partir para cima em busca de sua primeira vitória nesta edição da competição nacional. Aproveitando o mau começo do Atlético-PR, o time da Vila Belmiro foi para o ataque. E teve boa chance aos 9min. Léo Lima cruzou da direita, e Reinaldo cabeceou no canto esquerdo de Cléber, perto da trave.

Dois minutos depois, a equipe paulista abriu o placar. Léo Lima tocou para Kléber. O lateral-esquerdo invadiu a área e, depois de disputar com dois marcadores, ajeitou de calcanhar para o mexicano De Nigris rolar para o gol vazio. Foi o primeiro do atacante com a camisa alvinegra – ele chegou ao clube no começo deste ano.

A pressão sofrida nos minutos iniciais fez o Atlético-PR acordar. E o time conseguiu equilibrar a partida. Aos 18min, Pedro Oldoni recebeu na grande área e chutou cruzado para boa defesa do goleiro Fábio Costa. Aos 22min, Carlos Alberto cruzou para Ferreira cabecear por cima da meta.

“O time está bem em campo, mas precisa ter mais tranqüilidade para finalizar”, analisou o meia Fabrício, do Atlético-PR, no intervalo do jogo. Neste domingo, ele jogou improvisado como lateral-esquerdo.

No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações. E o início da etapa foi parecido com o da primeira, com o Santos atacando forte. Tanto que o time só não ampliou o placar aos 4min porque Cléber fez grande defesa. Após cruzamento de Reinaldo, De Nigris cabeceou livre e o camisa 1 do Atlético-PR fez linda intervenção.

Diferentemente da etapa inicial, quando acordou depois de sofrer pressão, o Atlético-PR pouco fez para melhorar em campo. E dominado pelo time paulista se recuou demais e sofreu o segundo gol, que dificultou uma reação.

Aos 27min, o meia Rodrigo Tabata deu belo lançamento para Reinaldo. O atacante avançou pela esquerda da grande área e chutou forte na saída do goleiro Cléber.

Com os dois gols de vantagem, o Santos apenas administrou a posse de bola no campo de ataque e não deu espaços para uma possível melhora do Atlético-PR.

Vila Belmiro? Só na quinta rodada

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos atuará na Vila Belmiro apenas na quinta rodada, quando recebe a Ponte Preta, no dia 13 de maio. Isso porque o clube ainda cumpre punição imposta pelo STJD no ano passado (na partida contra o Botafogo, em novembro, objetos foram atirados pelos torcedores no gramado).

Além da partida deste domingo, que foi realizada em Mogi Mirim, o clube paulista terá de jogar longe de casa também na quarta rodada, contra Fortaleza, no dia 7 de maio. Apesar de estar agendado pela CBF para Mogi Mirim, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, garante que o jogo será realizado em Santo André, no ABC paulista.

Atlético-PR vive má fase

Com a derrota deste domingo, o Atlético-PR já soma seis jogos sem vencer. A última vitória do clube de Curitiba aconteceu no dia 5 de março, contra o Cianorte, pelo Campeonato Paranaense. E de goleada: 5 a 1.

De lá para cá foram cinco derrotas (duas pelo campeonato estadual, duas pelo Campeonato Brasileiro e uma pela Copa do Brasil) e um empate (pela Copa do Brasil).


Data: 24/04/2005
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, SP.
Público e Renda: Jogo com portões fechados.
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Helberth Costa Andrade e Flamarion Sócrates da Silva (ambos de MG)
Cartões amarelos: Zé Augusto (P), Jóbson (P)
Gols: Deivid (04-1), Robinho (20-1, de pênalti) e Leonardo (22-1, contra); Edmílson (24-2) e Deivid (45-2).

SANTOS
Henao; Paulo César, Leonardo, Ávalos e Léo; Fabinho, Bóvio, Zé Elias (Edmílson) e Ricardinho; Robinho e Deivid
Técnico: Gallo

PAYSANDU
Ronaldo; Alemão, Tanajura, Alex Pinho e Renatinho; Donizete Amorim, Vânderson, Jobson (Lecheva) e Rodriguinho (Rodrigo); Robson e Zé Augusto (Balão)
Técnico: Paulo Campos

Data: 19/12/2004
Competição: Campeonato Brasileiro – 2º turno – 46º rodada (última)
Local: Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, SP.
Público: 36.000
Renda: R$ 445.000,00
Árbitro: Leonardo Garciba (RS)
Auxiliares: Sérgio Buttes Cordeiro Filho (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartão amarelo: Ygor (V).
Gols: Ricardinho (05-1) e Elano (30-1); Marco Brito (01-2).

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano (Marcinho); Robinho (Basílio) e Deivid (William)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VASCO
Everton; Henrique, Fabiano (Gomes) e Daniel; Claudemir, Ygor, Coutinho, Júnior (Rubens), Rodrigo Souto (Rafael) e Diego; Marco Brito
Técnico: Joel Santana



Santos vence o Vasco e conquista o bicampeonato brasileiro

Completo, inclusive com o atacante Robinho, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1, neste domingo, no estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP), e tornou-se bicampeão do Campeonato Brasileiro, na última rodada da competição.

Com o triunfo, o time da Baixada Santista, clube que mais liderou o torneio (20 das 46 rodadas), totalizou 89 pontos. O Atlético-PR, único outro time que poderia levantar o troféu, ficou no 1 a 1 com o Botafogo, em Curitiba.

Herói do primeiro título santista, conquistado em 2002, Robinho voltou a ser o centro das atenções na partida decisiva por voltar ao time. O joigador ficou seis partidas afastado devido ao seqüestro de sua mãe, Marina, que terminou nna sexta após 41 dias.

O título nacional de 2004 rendeu ao Santos a melhor seqüência no topo do Brasileiro na história. Após ter sido campeão há dois anos, também foi vice em 2003, no primeiro ano da fórmula que premiou a equipe que computou mais pontos após turno e returno. Com isso, o time superou o São Paulo, que foi duas vezes vice e uma campeão entre 1989 e 1991.

O Santos também terminou a irretocável campanha deste ano com um recorde. Chegou a 103 gols e superou em um tento a marca do Cruzeiro, campeão em 2003, na época com Luxemburgo no comando.

Neste ano, Luxemburgo chegou a seu quinto título nacional e ampliou o recorde de treinador que mais conquistou Brasileiros na história. Além de ter ganho em 2003, foi campeão com o Palmeiras em 1993 e 1994 e com o Corinthians em 1998.

Apesar disso, o futuro de Luxemburgo na Vila Belmiro em 2005 ainda é incerto. Ele recebe R$ 400 mil por mês no Santos, mas tem proposta da MSI (Media Sports Investiments) para ir para o Corinthians, onde ganharia cerca de R$ 600 mil.

Outro que pode ter feito sua despedida do Santos é Robinho. O jogador tem propostas de clubes da Europa, como o Real Madrid, da Espanha.

Apesar disso, o presidente santista, Marcelo Teixeira quer a permanência do craque para o primeiro semestre de 2005, quando o clube irá disputar a Libertadores. O contrato de Robinho com o Santos vai até 2008 e multa rescisória de US$ 50 milhões.

1º tempo

Com o estádio cheio (mais de 36 mil torcedores) o Santos teve pela frente o Vasco, rival que após ter se livrado da ameaça de rebaixamento e garantido sua permanência na elite do Nacional na rodada passada, quando venceu o Atlético-PR (1 a 0), deu mostras de que não iria endurecer o jogo contra o Santos.

Prova disso, foi a ausência do craque do time carioca, o meia sérvio Petkovic, que estaria se transferindo para o Fluminense. Além disso, o técnico Joel Santana escalou a equipe com três zagueiros, seis no meio e apenas um na frente.

Apesar da falta de ritmo de jogo, Robinho –que jogou até os 20 minutos do segundo tempo para a entrada de Basílio–, teve a primeira chance de gol da partida. Aos 2min, Robinho, de cabeça, quase marcou, mas o goleiro vascaíno Everton defendeu à queima roupa.

“Graças a Deus ficou tudo bem. Meu negócio é jogar futebol”, dizia Robinho, antes do jogo, em referência ao fim do seqüestro de sua mãe, Maria de Souza, que ficou 41 dias no cativeiro e foi libertada na última sexta. Durante esse período, Robinho deixou de atuar em seis jogos do time no Nacional. Ele é co-artilheiro do time ao lado do atacante Deivid, ambos com 21 gols.

Aos 5min, o Santos chegou ao gol após cobrança de falta perto da área. O meia canhoto Ricardinho, capitão do time, colocou a bola no ângulo esquerdo.

O Vasco só assustou aos 14min, com Junior que arriscou da entrada da área, mas errou a mira.

O segundo gol santista surgiu aos 29min, quando Preto Casagrande cruzou da direita e Elano, de dentro da área, cabeceou para o fundo das redes. Na comemoração, ele homenageou Narciso, com uma camiseta com o nome do zagueiro, que está internado por problemas de saúde.

2º tempo

Aos 14min da etapa final, Robinho marcou após receber lançamento e pedalar para cima do goleiro Everton, mas o bandeira Paulo Ricardo Conceição, anulou o gol ao anotar impedimento inexistente do atacante, que estava na mesma linha do marcador.

Um minuto depois, o atacante vascaíno Marco Brito cortou o zagueiro e diminuiu.

O Santos teve que passar mandar o jogo no interior depois que o STJD lhe tirou o mando pelo mau comportamento de sua torcida, que lançou fogos de artifício e copos d’água no gramado da Vila Belmiro. Com isso, além de pagar multa, o Santos foi obrigado a jogar a 150 km de sua sede, no mínimo.