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Cruzeiro 1 x 2 Santos – 3 x 0 pênaltis

Data: 15/08/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 49.513 presentes (43.464 pagantes e 6.049 não pagantes).
Renda: R$ 1.432.225,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Gabriel e Vladimir (S); Edilson (C).
Cartão vermelho: Vladimir (S).
Gols: Thiago Neves (09-1), Gabriel (41-1) e Bruno Henrique (38-2).
Pênaltis: Lucas Silva (gol), Bruno Henrique (defesa), Raniel (gol), Rodrygo (defesa), David (gol) e Jean Mota (defesa). Fábio fez 3 defesas.

CRUZEIRO
Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho (Rafinha), Thiago Neves e De Arrascaeta (David); Hernán Barcos (Raniel).
Técnico: Mano Menezes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Gustavo Henrique) e Dodô; Renato (Daniel Guedes), Diego Pituca e Artur Gomes (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel.
Técnico: Cuca



Cruzeiro vence o Santos nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

O Santos foi guerreiro. Ao iniciar o jogo, no Mineirão, na noite desta quarta-feira, em confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Peixe entrou em campo com o placar contrário. Na partida de ida, a Raposa venceu por 1 a 0. Na volta, o clube da Vila Belmiro resolveu complicar: no tempo normal conseguiu vencer por 2 a 1, de virada. Nos pênaltis, no entanto, o goleiro Fábio brilhou, defendeu todas as cobranças e o Cruzeiro classificou-se com 3 a 0.

O Cruzeiro foi superior na maior parte do jogo. Nos dois tempos, a Raposa conseguiu criar mais e ter chances para fazer gols. O Santos, porém, em alguns momentos chegava, mas ainda foi um Peixe travado, com pouca criatividade.

Precisando do resultado, o Santos entrou em campo com uma postura ofensiva. O técnico Cuca colocou sua equipe com quatro homens de frente, em busca de um gol logo no início da partida para dar tranquilidade do empate no placar agregado.

Nos primeiros minutos o técnico Cuca precisou fazer uma substituição em sua equipe. O zagueiro Luiz Felipe sentiu a coxa esquerda e precisou deixar o gramado. Gustavo Henrique foi chamado.

O Cruzeiro marcava a saída de bola do Santos. Os primeiros minutos começaram intensos e para a Raposa o resultado apareceu. Aos 12 minutos, Thiago Neves recebeu na direita, cortou para o meio e chutou rasteiro para abrir o placar.

Aos 14, o Santos teve uma grande chance. Em cruzamento na área, após falta em Rodrigo, Gustavo desviou de cabeça e levou muito perigo ao time do Cruzeiro.

O tento deixou o jogo mais lento. O Cruzeiro passou a estudar mais as jogadas e deixava o confronto amarrado. O Santos não conseguia infiltrar na defesa azul. Vale ressaltar que o time de Mano Menezes não estava fechado. A principal aposta de Cuca era Rodrygo, mas o setor ofensivo do Peixe não vivia bom momento.

Quando o primeiro tempo caminhava para o final, aos 41 minutos, o Santos conseguiu o empate na partida. Em ótimo chute de Gabriel, de fora da área, a bola pegou na bochecha da meta de Fábio.

O gol colocou o Santos novamente na partida. No placar agregado, neste momento, a partida estava em 2 a 1.

Na volta para a etapa complementar, o Cruzeiro assustou o Santos logo aos 9 minutos. Em cobrança de escanteio, a bola chegou até o zagueiro Dedé. Ele desviou de cabeça e a redonda parou na trave do goleiro Vanderlei. No rebote, a defesa conseguiu proteger a redonda e o arqueiro segurou firme.

Na medida que o tempo ia passando, o Cruzeiro mostrava quem mandava no jogo. No lance seguinte, o Cruzeiro fez uma bela jogada, uma troca de passes envolvente entre seus homens de meio campo, Robinho, Arrascaeta e Thiago Neves, finalizando com o lateral Edilson, na cara do gol, mas a zaga tirou em cima da linha.

O Santos seguia com grande dificuldade para criar seus lances no meio campo. Com isso, a bola chegava com mais dificuldade na frente. Rodrygo que não estava acostumado a jogar centralizado, praticamente como um armador, tinha dificuldades para cumprir a função.

Após os 30 minutos, o Santos passou a ficar com a bola nos pés. O Cruzeiro se fechou. O Peixe trocava passes, tentava de todos os lados. Em cruzamento da direita, a bola chegou em Bruno Henrique que mandou para o fundo das redes.

O Cruzeiro se mandou para o ataque. Aos 42, a Raposa quase conseguiu o empate. Rafinha aproveitou o rebote dentro da área e chutou e Vanderlei fez uma defesa milagrosa.

Lance polêmico ao final da partida:

Árbitro acaba a partida antes de terminar os acréscimos, quando o Santos saia em contra-ataque perigoso com atacante Gabriel do saindo sozinho na cara do goleiro Fábio do Cruzeiro. Jogadores do Santos cercam o árbitro para reclamar e o goleiro reserva Vladimir é expulso. Veja o vídeo abaixo.

Cuca destaca ‘jogo precioso’ dos ‘guerreirinhos’ do Santos em eliminação

Cuca ficou orgulhoso da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, no Mineirão, com eliminação na sequência por meio das penalidades máximas nas quartas de final da Copa do Brasil.

O técnico destacou a entrega do time e lamentou a decisão da arbitragem nos acréscimos. O apito final ocorreu quatro segundos antes dos 50 minutos previstos, durante contra-ataque com passe de Victor Ferraz para Gabigol sair sozinho contra o goleiro Fabio. Nos pênaltis, Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota perderam e a Raposa venceu por 3 a 0.

“Acho que foi um grande jogo, digno de duas equipes grandes, com muita tradição, camisa, acostumadas a ganhar competições assim. Temos que enaltecer o espírito, a postura, estratégia. É difícil jogar aqui, campo cheio, sairmos atrás, ter equilíbrio para tocar e desenhar jogadas. Buscamos empate, com paciência de definir e virar o jogo, viramos. Não quero culpar a arbitragem, acho que Rodolpho fez grande arbitragem, mas deu 49, um minuto a mais na falta para o Cruzeiro e não fechou o 50. FIFA pede tanto para deixar jogo aberto, colocar o VAR para sair mais gols e jogo acabar assim? Não foi prejuízo só do lance, mas emocional. Eu sabia que ia perder. Cruzeiro foi se preparar e meu time inteiro em cima da arbitragem, entrei para tirá-los e não estávamos com cabeça boa. Perdi assim no Maracanã, Flamengo e Botafogo com Dodô expulso e derrota nos pênaltis. Desestabilizou. Cuca não está culpando, um se preparou e outro foi reclamar. Normal”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Estou muito orgulhoso dos meninos pelo que fizeram. Temos elenco reduzido, queria muito passar, mas podemos cuidar das outras duas frentes. Viemos aqui e vencemos, são os meninos deles que precisam da ajuda no sábado contra o Sport descansado. Precisamos de apoio e compreensão”, completou.

Perguntado sobre o interesse em Vagner Love e Marcelo Moreno, antecipado pela Gazeta Esportiva, o técnico Cuca confirmou, mas preferiu enaltecer os atuais atletas.

“Estamos em busca desse nomes que você falou (Vagner Love e Marcelo Moreno), provavelmente podemos fechar um e temos outras opções. Mas quero enaltecer meu grupo, esses guerreirinhos que deram o máximo, venceram. Falar em outros jogadores seriam um crime”, concluiu.

Luiz Felipe sente músculo “abrir” e passará por exame no Santos

Com dores na coxa esquerda, Luiz Felipe foi substituído aos seis minutos da vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Cruzeiro na noite desta quarta-feira, no Mineirão, com a eliminação nos pênaltis nas quartas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro sentiu o músculo posterior “abrir” e está preocupado. Ele será tratado e reavaliado pelo departamento médico nesta quinta-feira, de acordo com a assessoria de imprensa do clube.

Se não reunir condições, Luiz Felipe será substituído por Gustavo Henrique contra o Sport, sábado, na Vila Belmiro, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.



Abaixo a análise do ex-árbitro Sálvio Spínola, comentarista da ESPN, sobre o lance polêmico ao final da partida.




Santos 0 x 0 Botafogo-SP – 3 x 1 pênaltis

Data: 21/03/2018, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas-de-final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.209 pagantes
Renda: R$ 166.630,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxilieres: Marcelo Carvalho Van Gasse e Daniel Paulo Ziolli.
Cartão amarelo: Diones (B).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison; Eduardo Sasha (Vitor Bueno), Léo Cittadini, Jean Mota (Diogo Vitor) e Rodrygo (Arthur Gomes); Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

BOTAFOGO-SP
Tiago Cardoso; Marcos Martins, Naylhor, Plínio (Carlos Henrique) e Mascarenhas; Willian Oliveira, Diones, Lucas Taylor (Jheimy), Danielzinho (Cafu) e Dodô; Bruno Moraes.
Técnico: Léo Condé



Santos elimina o Botafogo nos pênaltis e avança à semifinal

Depois de 0 a 0 em 180 minutos, o Santos eliminou o Botafogo nos pênaltis, por 3 a 1, na Vila Belmiro. Arthur Gomes converteu a penalidade decisiva depois de Vitor Bueno e Lucas Veríssimo errarem. A equipe de Ribeirão Preto chutou três para fora.

O Peixe agora aguarda pelo adversário na semifinal. Palmeiras e Novorizontino se enfrentam nesta quarta-feira. O Corinthians recebe o Bragantino nesta quinta.

O jogo:

Os primeiros minutos do jogo empolgaram, mas a animação parou em pouco tempo. Depois de chances em sequência do Santos, o Botafogo acertou a marcação e a partida ficou monótona, com poucas oportunidades.

Aos 19 minutos, o Botinha teve seu melhor momento na etapa inicial. Danielzinho encontrou Bruno Moraes, que parou em Vanderlei. No rebote, o centroavante tentou de novo, e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro.

Depois de algumas finalizações de fora da área, o Santos teve a melhor chance nos minutos finais, quando Daniel Guedes cruzou e Dodô, no segundo pau, bateu de primeira e quase marcou.

Nos 45 minutos finais, o jogo foi um pouco mais movimentado. O Santos diminuiu os cruzamentos para tentar infiltrações e finalizações de fora da área. Gabigol teve duas chances. Na primeira, aos 4, chutou por cima do gol. Na segunda, arrancou sozinho, não teve força para ganhar dos defensores e tentou cavar pênalti.

No segundo tempo, o Botafogo ofereceu menos perigo, mas o Peixe seguiu sem criatividade. O time abusou dos cruzamentos e só levou perigo em finalizações de fora da área, principalmente com chutes de Arthur Gomes, aos 38 e 44, defendidos por Tiago Cardoso. Pouco antes, Gabigol recebeu bom passe de Daniel Guedes, mas tentou um gol improvável e não servir Eduardo Sasha, que estava sozinho.

Penalidades máximas

Gabigol converteu o primeiro pênalti, Jheimy empatou, Vitor Bueno e Bruno Moraes desperdiçaram, Diogo Vitor colocou o Santos na frente, antes de Dodô chutar longe. Lucas Veríssimo assustou a torcida ao bater por cima, mas Willian Oliveira errou e Arthur Gomes classificou o Peixe para a semifinal.

Bastidores – Santos TV:

Jair analisa classificação e pede um 10 no Santos: “É evidente”

O Santos teve dificuldade para eliminar o Botafogo e avançar à semifinal do Campeonato Paulista. Depois de 0 a 0 no Santa Cruz e na Vila Belmiro, o Peixe avançou por 3 a 1 nos pênaltis. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura valoriza a classificação e cita a eliminação na mesma fase da competição em 2017.

“É o sentimento de um trabalho em início, mas a classificação é importante. Sentimos a atmosfera do clube… E fomos eliminados na mesma fase no ano passado (para a Ponte Preta), com equipe que não estava em formação. Dos 10 da linha, só dois jogaram (David Braz e Lucas Veríssimo) mais o Vanderlei. Demos passo à frente, mas ainda pouco pelo tamanho do Santos. Agora não vamos analisar adversário. A parte do Santos foi feita. Primeiro tempo não foi nosso melhor jogo, melhoramos no segundo, criamos mais chances. Não vencemos no tempo normal, mas tivemos eficiência e controle emocional nos pênaltis. Agora vamos esperar o adversário”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Depois de criar poucas chances em 180 minutos, Jair voltou a pedir um camisa 10 no Peixe. Para o técnico, a necessidade de um armador é “evidente”.

“Fica evidente. Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno jogaram e estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou, foi bem, fiz a mudança do Sasha, que pediu para sair. Queria tirar um volante para colocar um atacante, mas não consegui. Botafogo veio bem postado, na transição, sem tirar seu mérito. Tivemos dificuldade de entrar nesse equipe. Com as duas linhas de quatro, é muito difícil”, completou.

Jair admite exagero em cruzamentos no Santos: “Vamos corrigir”

Com dificuldades para encontrar espaços na defesa do Botafogo-SP e a chuva forte na Vila Belmiro, o Santos abusou dos cruzamentos e não se deu bem antes da partida terminar em 0 a 0 e a classificação para a semifinal do Campeonato Paulista vir nos pênaltis.

O Peixe cruzou 43 vezes. 31 erradas. Vários dos levantamentos foram feitos da intermediária, sem jogadas até a linha de fundo, facilitando para a defesa adversária, que fica de frente para a bola.

O técnico Jair Ventura admite que, nesse duelo, os cruzamentos foram exagerados, mas destaca a importância do fundamento para o alvinegro no Paulistão.

“A gente tem o levantamento do Campeonato Paulista. Santos é a equipe que mais acerta cruzamentos. Cruzamentos que terminam em lance de gol. Não é aleatório como o Nacional-URU. Tentamos triangulações com campo apoiado. Foi mais pela chuva e boa defesa do Botafogo… Concordo que houve um pouco de exagero, mas vamos corrigir”, explicou o treinador.

Enquanto a defesa se mantém segura, o Santos não fez gols em 180 minutos contra o Botafogo. O Peixe precisará melhorar o desempenho ofensivo para a sequência do Paulistão. O adversário na semifinal será definido nesta quinta-feira e pode ser Palmeiras, o mais provável, ou São Paulo.

Arthur ressalta volta por cima e Gabigol cita luta em campo no Santos

Arthur Gomes lavou a alma nesta quarta-feira, ao converter o pênalti da classificação do Santos contra o Botafogo, na Vila Belmiro. O atacante perdeu uma penalidade na vitória sobre o Nacional, pela Libertadores.

“Não se pode abaixar a cabeça. Foi mais importante a cobrança hoje, era decisão. Todo dia que venho jogar futebol eu sinto que algo diferente vai acontecer. Eu faço o que eu amo”, disse o atacante, ao Premiere, antes de ser defendido pelo técnico Jair Ventura.

“Quando Arthur perdeu pênalti, recebi críticas pelo menino bater. E fico feliz por ele ter dado a volta por cima. Fico feliz. Ele merece”, afirmou o treinador.

Gabigol também converteu seu pênalti, mas não se destacou durante os 90 minutos. Depois de desperdiçar algumas chances, o camisa 10 valoriza sua luta em campo.

“Tentei lutar bastante. Centroavante hoje não é mais só gol, tem que ajudar na marcação. Foi um jogo difícil, mas importante é a vitória”, explicou o atacante.

Diogo Vitor agrada como meia e vira nova opção no Santos de Jair

O maior desafio do Santos de Jair Ventura é encontrar o meia titular. Sem reforço para o setor, Jair Ventura já testou Vecchio, Jean Mota, Vitor Bueno… E a nova opção é Diogo Vitor.

Com características de ponta, Diogo também pode atuar centralizado, como na partida contra o Botafogo-SP, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. O jogador foi elogiado pelo técnico.

“Estamos buscando um camisa 10. Jean, Vecchio, Bueno, e eles estão tentando segurar a 10. Eu brinco com eles, brinquei com o Vecchio… Tem que ser o cara para ser titular absoluto. Enquanto não achamos, vamos buscar. Diogo (Vitor) entrou bem pelo meio, com característica diferente. Queria esse poder pelo meio. Ele entrou e foi bem”, disse Jair.

Sem ter o passe como principal fundamento, Diogo Vitor conduz mais a bola e tem o drible e o chute de fora da área como característica, diferentemente dos concorrentes de posição. Nos treinamentos, o atleta tem sido adaptado ao papel de camisa 10, número que vestia no Santos B, mas sem exercer o papel de armador.

O Peixe tentou Lucas Zelarayán, do Tigres-MEX, e Marquinhos Gabriel, do Corinthians, mas sem sucesso. Ganso, do Sevilla-ESP, interessa caso consiga rescindir o contrato com o clube espanhol.


Santos 0 x 1 Barcelona de Guayaquil

Data: 20/09/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.730 pagantes
Renda: R$ 766.160,00,00
Árbitro: Victor Carrillo (PER)
Auxiliares: Raul Lopez Cruz e Victor Raez (ambos do PER).
Cartões amarelos: Daniel Guedes e Bruno Henrique (S); Beder Caicedo, Marcos Caicedo e Jonatan Álvez (B).
Cartões vermelhos: Jonatan Álvez e Gabriel Marques (B); Bruno Henrique (S).
Gol: Jonatan Álvez (21-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Alison (Fabián Noguera), Leandro Donizete (Kayke) e Vecchio (Jean Mota); Copete, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi

BARCELONA DE GUAYAQUIL
Banguera; Pedro Velasco, Aimar, Arreaga e Beder Caicedo; Gabriel Marques, Matías Oyola e Damián Díaz (Castillo); Esterilla (Ayovi), Marcos Caicedo (Erick) e Jonatan Álvez.
Técnico: Guillermo Almada



Santos perde para o Barcelona-EQU dentro da Vila e dá adeus à Libertadores

No dia 10 de agosto, o Santos foi pressionado desde o início pelo Atlético-PR em plena Vila Belmiro, mas conseguiu ‘achar’ um tento no fim e avançou na Libertadores. Na noite desta quarta-feira, a história se repetiu. Mesmo jogando em casa e com a vantagem do empate sem gols, o Peixe foi amplamente dominado pelo Barcelona de Guaiaquil. Desta vez, porém, o desfecho foi triste para os mais de 12 mil presentes em Urbano Caldeira. Aos 22 minutos do segundo tempo, Jonatan Álvez fez 1 a 0 para o time equatoriano, que saiu da Baixada Santista com a classificação.

Fora da competição continental, os santistas concentram-se apenas no Campeonato Brasileiro no restante da temporada.

O jogo:

Como é típico de Libertadores, o jogo começou bastante truncado e cheio de contato físico na Vila Belmiro. Explorando a velocidade de Daniel Guedes, o Peixe chegou duas vezes pelo lado direito antes dos 5 minutos, mas não conseguiu concluir em gol.

O Barcelona, por sua vez, chegou pela primeira vez aos 11, quando Esterilla desviou cruzamento de Velasco. A cabeçada, porém, passou longe do gol de Vanderlei.

Com Alison e Leandro Donizete no meio de campo, o Santos optou por fazer um jogo mais de marcação, ‘deixando a bola’ nos pés do time equatoriano, que pressionou muito. Aos 14, Oyola arriscou de longe e Vanderlei salvou. Na cobrança de escanteio, a redonda passou dentro da pequena área e ninguém desviou.

Mesmo acuado, Peixe quase abriu o placar aos 18 minutos, quando David Braz desviou cobrança de falta e cabeceou no travessão.

Apesar do susto santista, quem seguiu dominando as ações foi o Barcelona. Aos 28, Caicedo recebeu bola na área e soltou uma bomba por cima do gol.

Nos minutos seguintes, porém, o time equatoriano não conseguiu fazer o domínio se transformar em boas chances e a partida foi para o intervalo no 0 a 0.

A partida seguiu na mesma toada após o intervalo, com o Peixe recuado e o Barcelona pressionando. Porém, a equipe equatoriana não conseguia furar a forte marcação santista e acabava arriscando de longe.

Mesmo assim, aos 12 minutos, o Barcelona arrancou suspiros da torcida na Vila. Após cruzamento rasteiro de Ayovi, Caicedo apareceu livre na área e bateu forte. A bola, porém, explodiu na zaga. No rebote, Oyola mandou por cima do gol.

A pressão equatoriana surtiu efeito aos 22 minutos, quando Castillo cruzou na área e Jonatan Álvez apareceu livre entre os zagueiros para desviar de cabeça e abrir o placar na Vila.

Após o tento, os papeis se inverteram dentro de campo. Vencendo, o Barcelona se posicionou totalmente atrás, enquanto o Peixe foi em busca do empate.

Porém, a pressão santista não foi tão grande como o esperado. Mesmo com um a mais dentro de campo, já que Jonatan Álvez foi expulso, de forma injusta aos 25, a equipe comandada por Levir Culpi não conseguiu assustar o goleiro Banguera.

Os minutos foram passando, o time equatoriano ‘esfriou’ o jogo e a torcida, e o Santos não conseguiu fazer o gol que levaria a decisão para os pênaltis. Ainda teve tempo para Bruno Henrique e Gabriel Marques serem expulsos, além de uma chance clara perdida pelo time da Vila Belmiro no último lance.

Santistas temem pressão após eliminação na Libertadores: “Pau vai cantar”

A derrota por 1 a 0 para o Barcelona de Guaiaquil, na Vila Belmiro, que culminou com a eliminação do Santos nas quartas de final da Libertadores, trouxe consequências imediatas na noite desta quarta-feira.

Logo após o apito final, alguns torcedores tentaram invadir os vestiários e ainda apedrejaram o ônibus que trouxe a delegação do Peixe ao estádio. E além disso, o técnico Levir Culpi sabe que a pressão aumentará bastante nas próximas semanas.

“Vai pesar muito (a derrota). É um ano político. Podem esperar que o pau vai cantar. Vamos tentar segurar as pontas e dar o nosso melhor. Senão, o técnico vai embora”, resumiu Levir em entrevista coletiva, citando as eleições presidenciais do alvinegro, que acontecem em dezembro.

Eliminado na Copa Libertadores da América, o Santos disputa agora somente o Campeonato Brasileiro. Na próxima rodada, a equipe santista encara o Atlético-PR, neste sábado, às 21h (de Brasília), em jogo válido pela 25ª rodada.

Mesmo ocupando a terceira colocação, com 41 pontos, Levir sabe que será difícil elevar o ânimo da equipe para a sequência da temporada.

“Vou ter que tirar alguma coisa da cartola. Tudo que você pode pensar sobre o Santos agora é depressivo. Teremos que ser fortes. Não existe alguém que perdoe o Santos depois de uma situação dessas. É questão de convicção. Entrar com o time e recuperar essa derrota”, concluiu.



Santos 3 x 0 XV de Piracicaba

Data: 12/04/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.260 torcedores
Renda: R$ 456.095,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Rogerio Pablos Zanardo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Leandrinho (S); Tony, Fabiano, Renan Foguinho e Leonardo Luiz (XV).
Gols: Robinho (16-1, de pênalti); Ricardo Oliveira (35-2, de pênalti) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vladimir; Vitor Ferraz, Gustavo Henrique, Werley e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio), Leandrinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Marquinhso Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

XV DE PIRACICABA
Roberto; Éder Sciola, Leonardo, Rodrigo e Fabiano; Renan Foguinho, Diego Silva (Chico) e Tony; Paulinho, Henrique (Tiago) e Bruninho (Roni).
Técnico: Toninho Cecílio



Com dois pênaltis, Santos bate o XV e chega à sétima semifinal seguida

A partida foi mais complicada do que se imaginava, mas o Santos fez o dever de casa e despachou a zebra na Vila Belmiro. Com gols de Robinho e Ricardo Oliveira, ambos em cobranças de pênalti, um aos 15 minutos do primeiro tempo e outro aos 35 da etapa final, e um de Lucas Lima, já aos 44, o Peixe venceu o XV de Piracicaba por 3 a 0 e confirmou a sua vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. É a sétima vez seguida em que o Alvinegro praiano chega a essa fase no regional.

Um dos lances capitais do jogo ocorreu depois de uma jogada individual de Lucas Lima. O meia tentou passar pela marcação e acabou tocado dentro da área. Apesar da polêmica, o árbitro entendeu a jogada como faltosa e marcou o pênalti, convertido por Robinho.

No segundo tempo, novamente o juiz assinalou pênalti em jogada que gerou muitas reclamações dos jogadores do XV. Marquinhos Gabriel recebeu dentro da área e bateu forte. Leonardo Luiz se jogou na bola, que acabou batendo em seu braço. Ricardo Oliveira deslocou o goleiro na cobrança e conferiu.

No restante do confronto deste domingo, o time de Marcelo Fernandes ditou o ritmo em praticamente todo o tempo e teve ao menos quatro grandes chances de ampliar sua vantagem, mas a trave, em duas oportunidades, e o goleiro Roberto evitaram um placar mais elástico.

O único grande momento do XV também ocorreu em lance de bola parada. Chico cobrou falta com muito perigo e, por instantes, calou a maioria dos torcedores na Vila. Agora, Santos e São Paulo definirão, em jogo único, de novo na Baixada Santista, um dos finalistas do Estadual. Do outro lado, Corinthians e Palmeiras farão mais um clássico, em Itaquera. As datas e os horários das partidas ainda serão definidas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O jogo

A partida começou bem diferente do que imaginava a maioria dos torcedores santistas. O XV de Piracicaba, encorajado por sua fanática torcida, que compareceu em bom número na Vila Belmiro, tomou a iniciativa e deteve mais a bola nos primeiros 15 minutos de jogo.

Apesar disso, o time do interior de São Paulo não conseguia chegar ao gol de Vladimir. Na melhor oportunidade, os atacantes do XV se atrapalharam na entrada da área, e o perigo foi afastado em falha de posicionamento da defesa santista.

Na primeira chegada ao ataque do Peixe, os torcedores pediram pênalti em jogada de Robinho, mas o árbitro viu toque na bola do zagueiro e seguiu com a partida.

O Santos cresceu e por pouco não chegou ao gol com Ricardo Oliveira, que partiu em diagonal, limpou a marcação e bateu de esquerda. A bola raspou a trave.

Aos 10 minutos, Geuvânio quase encerrou um jejum que perdura desde a primeira rodada do Paulitão. Assim como fez diante do Ituano, naquela ocasião, o Caveirinha acertou um lindo chute de fora da área, mas, desta vez, a bola explodiu no travessão. Seria um golaço. O goleiro Roberto deu apenas um golpe de vista e, por pouco, não se deu mal.

Cinco minutos depois, o grande lance da etapa inicial. Lucas Lima entrou na área em jogada individual, limpou o primeiro e caiu com a chegada do segundo marcador, Fabiano. Para o árbitro, pênalti. Robinho bateu bem e abriu o placar.

Daí para a frente, o XV sentiu o ritmo de jogo do Santos e praticamente não passou mais do meio de campo. Aos 37, em erro na saída de bola do time do interior, Robinho puxou contra-ataque e serviu Lucas Lima, que bateu de pé direito e acertou mais uma na trave.

O fim do primeiro tempo foi mesmo marcado por uma forte pressão santista e jogadas seguidas de perigo de gol. Na melhor delas, Ricardo Oliveira furou a cabeçada e desperdiçou uma grande chance após cruzamento de Chiquinho.

Após o apito do árbitro, os jogadores do Alvinegro praiano desceram para o vestiário aplaudidos pela torcida.

Com o início da segunda etapa, nada mudou. Os donos da casa seguiram martelando em busca de mais gols, enquanto o XV pouco ficava com a bola em seus pés. Antes dos cinco primeiros minutos, Chiquinho chegou com perigo pela esquerda e Geuvânio desperdiçou uma grande chance de marcar, após receber passe açucarado de Robinho. Porém, Roberto ficou parado no meio do gol e executou a defesa.

Aos sete, o Santos perdeu sua principal estrela. Robinho saiu de campo com a mão na coxa e foi substituído por Marquinhos Gabriel. A Vila Belmiro inteira se levantou para aplaudir o ídolo.

Aos 18 minutos, o XV teve a sua principal chance de gol no jogo. Em cobrança de falta próxima à meia lua, Chico bateu colocado, por cima da barreira. A bola raspou a trave e correu pela rede, mas pelo lado de fora. O lance causou calafrios nos torcedores santistas e, pelo lado da torcida do XV, muitos gritaram “gol” quando viram as rede balançarem.

No entanto, o time do XV não encontrou mais forças para incomodar os santistas e ainda passaram a jogar mais expostos. E, em um dos bons contra-ataques do Peixe, o time da casa teve mais um pênalti marcado a seu favor.

Marquinhos Gabriel recebeu na entrada da área e bateu forte. A bola tocou no braço de Leonardo Luiz, e o árbitro apontou a marca da cal mais uma vez. Ricardo Oliveira cobrou com categoria e chegou a nove gols no Paulistão.

A fragilidade do XV ficou evidente aos 44, quando o time saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Lucas Lima, que só teve o trabalho de limpar o goleiro Roberto e bater para decretar a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:


Santos 2 x 1 América-MEX

Data: 23/05/2007, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Quartas-de-final – Jogo da volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.925 pessoas
Renda: R$ 254.285,00
Árbitro: Óscar Ruiz, assistido por Juan Carlos Bedoya e Abraham González (trio colombiano)
Cartões amarelos: Zé Roberto (S); Infante (A).
Gols: Bilos (32-1), Jonas (20-2) e Rodrigo Souto (26-2).

SANTOS
Fábio Costa; Alessandro (Pedrinho), Adaílton, Ávalos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana (Marcelo) e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas (Dionísio)
Técnico: Wanderley Luxemburgo

AMÉRICA – MEX
Navarrete; Baloy, Íñigo (Daniel Marquez) e Cervantes; Rojas, Infante, Torres, Mosqueda (Perez) e Peña; Cuevas e Bilos
Técnico: Luis Fernando Tena



De virada, Santos vence o América e encara Grêmio na Libertadores

O Santos venceu o América, do México, por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, no estádio da Vila Belmiro, e assegurou classificação para a semifinal da Taça Libertadores da América.

Agora, a equipe paulista enfrentará na próxima fase outro time brasileiro, o Grêmio, que hoje superou o Defensor, do Uruguai, por 4 a 2 nos pênaltis –vitória por 2 a 0 no tempo regulamentar. Os jogos estão previstos para os dias 30 de maio e 6 de junho.

As duas equipes irão se enfrentar em virtude do regulamento da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) que obriga dois times do mesmo país a se enfrentar na semifinal, independentemente do cruzamento das chaves.

Pelo cruzamento inicial da competição, o Santos enfrentaria nas semifinais o Cúcuta, da Colômbia, que eliminou o Nacional, do Uruguai. Os colombianos encaram o vencedor do duelo entre Boca Juniors, da Argentina, e Libertad, do Paraguai, que se enfrentam nesta quinta, em Assunção –houve empate por 1 a 1 na Argentina.

Apesar de fazer mistério na escalação, o técnico Vanderlei Luxemburgo manteve a formação do último coletivo e armou o time no 4-4-2 no jogo de hoje. Assim, a zaga foi formada por Adaílton e Ávalos, enquanto Jonas ganhou chance no ataque. O setor ofensivo foi reforçado pela necessidade da vitória –houve empate sem gols no primeiro jogo, no México.

Já o América, que trouxe apenas 14 jogadores para o Brasil, atuou com um time misto, já que disputará a final da Liga Mexicana, na próxima sexta-feira, contra o Pachuca.

O jogo

O Santos foi para cima logo no início e criou boa chance antes mesmo de completado o primeiro minuto de jogo. Zé Roberto recebeu bola na esquerda e cruzou, mas Jonas desviou por cima do travessão.

Com a forte chuva que caiu na Vila Belmiro, os santistas passaram a apostar em jogadas pelo alto, pela dificuldade de trocar passes. Em uma delas, aos 26min, o time quase abriu o placar. Zé Roberto tocou para Kléber cruzar, mas Marcos Aurélio cabeceou por cima.

O time da Baixada teve ótima chance seis minutos depois. Após cruzamento da direita, Marcos Aurélio chutou na trave e ainda pegou rebote. Na seqüência, Kléber chutou na rede pelo lado de fora.

Mas, um minuto depois, o América abriu o placar. Bilos arriscou de fora da área e a bola entrou no canto do goleiro Fábio Costa: 1 a 0. Os visitantes quase ampliaram aos 36min, mas Cuevas, livre, chutou para fora.

“Temos que ir para frente, tomamos um gol de bobeira. Agora temos que ir atrás do resultado. Se levarmos outro gol, as coisas se complicam ainda mais”, disse o goleiro Fábio Costa, no intervalo, em entrevista à TV Globo.

Na segunda etapa, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou pela entrada do meio-campista Pedrinho no lugar do lateral-direito Alessandro. Assim, Maldonado atuou na lateral.

Logo a 1min, o Santos já criou ótima chance. Kléber tocou para Jonas, que ajeitou para Zé Roberto bater de fora, e a bola passou muito próxima da trave mexicana.

Após longa pressão, o time brasileiro conseguiu o gol de empate. Aos 20min, Cléber Santana arriscou chute de fora, Jonas apareceu no meio do caminho para dominar e chutar para o fundo das redes: 1 a 1.

O gol da virada não demoraria a sair. Aos 26min, Pedrinho fez boa jogada pela esquerda e foi derrubado pelo marcador. Kléber cobrou falta na área e Rodrigo Souto testou forte, sem chances para o goleiro mexicano.

Depois disso, o time brasileiro soube conduzir a partida e sofreu pouca pressão do América.