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Jogos inesquecíveis


Internazionale Milano 0 x 1 Santos

Data: 24/06/1969, terça-feira, 16h00 de Brasília.
Competição: Recopa Mundial Interclubes 68
Local: Estádio San Siro, em Milão, Itália.
Público: N/D
Renda: estimada em 200 mil dólares (NCr$ 800 mil)
Árbitro: Ortiz de Mendivil (ESP).
Gol: Toninho (11-2).

INTERNAZIONALE
Borbon; Burgnich, Guarnieri, Cella e Poli; Bedin e Mazzola; Jair da Costa, Domenghini, Corso e Vastola.
Técnico: Mario Neri

SANTOS
Cláudio (Laércio 14′), Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Edu, Pelé, Toninho e Abel.
Técnico: Antoninho



Santos vence a Inter em San Siro

O Santos precisou jogar apenas meio tempo para superar por apenas 1 a 0, porém, de maneira incontestável, a Internazionale em seus domínios, em Milão. O time brasileiro fez o gol da vitória aos 11′, quando o goleiro italiano Borbon não conseguiu segurar potente chute de Pelé em cobrança de falta e soltou a bola para o oportunista Toninho concluir.

As duas equipes fizeram um jogo trancado e praticamente idêntico na primeira etapa, jogando com apenas dois atacantes efetivos. Pelo Santos, somente Edu e Pelé é que tentaram realmente atacar. Toninho, neutralizado plos adversários no meio-de-campo, não conseguiu jogar de forma eficiente naquele setor. E como Clodoaldo e Negreiros tiveram preocupações defensivas, nada restou a Pelé e Edu senão se baterem, inutilmente, contra a defesa adversária.

Como não poderia deixar de ser, Pelé foi o mais marcado, dificilmente conseguiu escapar do esquema armado pelos italianos para contê-lo: primeiro o médio Bedin, que lhe deu combate inicial e depois a cobertura do marcador eventual “líbero” Cella.

A Inter enfrentava os mesmos problemas que os santistas e procurou explorar mais os contra-ataques, afim de aproveitar a velocidade de Jair e Domenghini, pois, a exemplo dos brasileiros, os demais atacantes tratavam de guarnecer o meio de campo. Disso tudo resultou apenas a impressão de um jogo mais eficiente do Santos, porém menos perigoso que os contra-ataques italianos. Num deles Mazzola chocou-se com Djalma Dias, aos 20 minutos e Vastola apanhoua a rebatida e atirou no poste. Enfim, o primeiro tempo terminou equilibrado e não se pode prever como se desenvolveria o segundo.

A segunda etapa

O Santos melhorou desde o início da segunda etapa, quando Pelé deslocou-se para o lado direito a fim de evitar a marcação de Bedin; Toninho avançou com decisão e marcou o gol; Abel e Edu alternaram-se nas duas pontas e aí surgiu o melhor período do jogo.

Aos 13′, dois minutos após abrir o marcador, o Santos foi prejudicado pelo juiz, quando Pelé, o condutor da reação santista, foi derrubado na área poor Cella, sem que se marcasse o penal.

O Santos dominou a partida e se impôs até os 30′ da segunda etapa, quando passou a prender a bola e correu alguns riscos, porque a Internazionale, para tentar empatar, copiou o seu esquema: avançou com os seus quatro atacantes e até com Bedin e outros defensores. Os italianos porém não se livraram dos contra-ataques santistas. Mas quem perdeu mesmo a grande oportunidade foi o time italiano, faltando um minuto para o fim da partida. Bedin e Mazzola tramaram até que a bola fosse a Burgnich, que com um forte chute atigiu a trave.

Laércio e todos os zagueiros na defesa; Clodoaldo no meio de campo e Toninho e Edu foram os melhores jogadores santistas; e pelo trabalho na segunda etapa Pelé foi o melhor da partida. No time italiano destacaram-se Bordon, Guarnieri, Bedin, Mazzola, Jair e Corso.

Desempate

Esta foi a sétima vez em que Santos e Inter se enfrentaram. Nos embates anteriores cada um vencera três vezes.

Pelé não sai

Pelé disse antes do jogo de ontem que por enquanto não pensa em deixar o Santos e o futebol brasileiro para jogar no exterior. O jogador admitiu, porém, que recebera realmente uma oferta de um milionário mexicano. O empresário Gerardo Sanella, dias antes, garantira que Pelé poderia jogar na Itália em defesa do Milan, Juventus ou Internazionale, na próxima temporada.

Pelé adiantou que “se quisesse abandonar o futebol brasileiro, o teria feito há três ou quatro anos, quando clubes italianos e o Real Madrid me fizeram boas propostas. No momento não estou pensando em sair do Brasil, muito embora as propostas sejam tentadoras.”

Santos bate Inter de Milão no San Siro e conquista a Supercopa dos Campeões Intercontinentais

No vídeo acima o embarque no Aeroporto de Congonhas e a chegada de Milão trazendo a Recopa Mundial. Após esta conquista o Santos utilizou uma terceira estrela sobre o escudo.

Para chegar a decisão da Recopa Mundial o Santos foi campeão da Supercopa Sul-Americana em 1968 e a Inter de Milão foi campeã da Recopa Européia.

Nos anos 60 o legendário Santos de Pelé excursionou o mundo inteiro dezenas de vezes, jogando amistosos, torneios para o deleite dos amantes do futebol em todos cantos do planeta. O motivo, obviamente, era ver o Rei e seus geniais companheiros como Pepe, Coutinho, Toninho, Carlos Alberto… todos craques de nível mundial.

Naquela época, o esporte e a própria vida não estavam sujeitos a influência da mídia, tal como são hoje, e raras eram as transmissões de televisão via satélite.

Desta forma, os fãs que tivessem afim de apreciar o inegualável talento de Pelé, deveriam assistir in loco, com seus próprios olhos.

Em uma dessas incontáveis turnês pela Europa, mais precisamente em Milão, na Itália, o Santos alcançou um título oficial intercontinental que não deixou sua marca sobre a história do futebol sul-americano. Estamos nos referindo a Supercopa dos Campeões Intercontinentais entre o velho continente e a nossa América do Sul.

Em 24 de junho de 1969 o Santos derrotou a Inter de Milão por 1 a 0, em um lotado estádio de San Siro (hoje chamado de Giuseppe Meazza). Ficou estipulado que a partida de volta também seria na Itália, em setembro em Nápoles, o que nunca ocorreu, sendo assim o Santos foi declarado campeao depois de um tempo. Por esse motivo, após a referida partida, não houve volta olímpica comemoração ou entrega de troféu.

Supercopa Sul-Americana foi promovida pelos clubes
A Supercopa foi idealizada no final de 1967 pelos dirigentes de três equipes sulamericanas: Penarol (Uruguai), Racing Club (Argentina) e o Santos FC. A idéia era promover suas grandiosas conquistas grandiosas, no caso duas vezes por Santos e Peñarol e uma vez pelo Racing.

O torneio foi anunciado em Buenos Aires, no início de novembro de 1968 pelos dirigentes de Penarol e Racing, que ressaltaram que na edição de 1969 contaria com a participação dos Estudiantes de La Plata, que haviam conquistado a América poucos dias antes (16 de outubro).

A iniciativa dos clubes foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA para tratar da negociaçao da nova competiçao.

A UEFA consentiu a celebraçao do torneio. Os campeoes europeus, que neste momento eram Real Madri e Inter de Milão disputariam entre si a qualificação para enfrentar o vencedor sulamericano. O time merengue desistiu da disputa e então a Inter foi inscrita diretamente para medir forças com o indicado sulamericano.

Recopa Mundial 68
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Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 24/06/1969 Internazionale 0 x 1 Santos San Siro N/D
2   Cancelada Napoli  

Galeria de fotos:

Créditos:
Imagens: TV Tupi e TV Globo (Jornal Ultranotícias).
Fontes:
– Revista Conmebol, Ano XVII, nº 93, Novembro e Dezembro de 2005.
– Livro “Time dos Sonhos, a história completa do Santos FC”, de Odir Cunha.
– Jornal Folha de São Paulo.
Fotos: Gazzetta Dello Sport (Itália), Revista Él Grafico (Argentina) e jornais Folha de São Paulo e A Tribuna de Santos.