Navegando Posts marcados como recorde

O Santos é a equipe com melhor média de gols do futebol mundial, em 2010. Ao todo, o clube da Baixada Santista balançou as redes 93 vezes em 27 jogos. O número é inferior ao do Ajax, que marcou 102 vezes em 33 partidas. Porém, a média da equipe alvinegra é maior, 3,44 contra 3,09 gols por jogo.

Os números realmente impressionam. Mas, na Vila Belmiro, tanto o técnico Dorival Júnior quanto os seus comandados garantem que o time não entra em campo pensando em quebrar recordes. “A equipe joga de maneira vibrante, para frente, sempre tentando agredir, no sentido de atacar, o adversário. O nosso time é muito ofensivo e essa característica foi surgindo naturalmente”, avisou.

“Eu não fico pedindo para que a equipe sempre ataque. Isto é uma característica própria de jogo. O Santos faz do ataque a sua arma de defesa. Isso é importante e tem sido, até agora, um diferencial para a gente”, complementou Dorival.

Responsável por evitar os gols dos adversários, o goleiro Felipe reconheceu a força do ataque santista. O arqueiro revelou, inclusive, que ficaria bastante preocupado se tivesse que enfrentar a equipe. “Vou falar uma coisa: eu rezo três Pais Nossos por dia por estar nesse time. É complicado enfrentar um ataque que se movimenta tanto como o nosso e que conta com jogadores como o Neymar e o Robinho. Por isso, agradeço por fazer parte desse elenco maravilhoso”, destacou.

Mesmo com marcas tão positivas, o elenco evita falar em favoritismo aos títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Segundo Neymar, artilheiro da equipe na temporada, com 21 gols, o Santos vai encarar os próximos jogos com a mesma seriedade com a qual vem jogando durante todo o ano. “O time do Santos não é imbatível. Estamos formando uma equipe muito boa, o que acaba ajudando dentro de campo e, por isso, acabamos fazendo muitos gols. Esperamos continuar assim”, concluiu.



Fonte: Gazeta Esportiva

Sampaio Corrêa 1 x 5 Santos

Data: 24/09/1998, quinta-feira, 20h30.
Competição: Copa Conmebol – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio Castelão, em São Luís, MA.
Público: 95.720 (recorde do estádio)
Renda: R$ 957.200,00
Árbitro: Francisco Dacildo Mourão Albuquerque (CE).
Cartões amarelos: Carlos Henrique (SC); Eduardo Marques e Élder (S).
Gols: Ivan (32-1), Lúcio (39-1), Argel (49-1); Eduardo Marques (01-2), Adiel (20-2) e Viola (24-2).

SAMPAIO CORRÊA
Carlos Alberto; Paulinho, Remerson, Nei e Ivan; Toninho (Marcinho), Oliveira (Cal), Massei e Adãozinho; Junior (Carlos Henrique) e Paulo Roberto.
Técnico: Julio César

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Athirson (Gustavo Nery); Marcos Bazílio, Narciso, Eduardo Marques (Élder), Lúcio (Adiel); Alessandro e Viola.
Técnico: Émerson Leão



Santos goleia e vai à final da Conmebol

Equipe de Leão vence por 5 a 1 o Sampaio Corrêa

O Santos goleou ontem o Sampaio Corrêa por 5 a 1 no estádio Castelão, em São Luís (MA), e conseguiu se classificar para a final da Copa Conmebol.

O time do técnico Leão vai decidir o torneio sul-americano contra o Rosario Central, da Argentina, que anteontem venceu o Atlético-MG por 1 a 0 no Mineirão.

No primeiro confronto das semifinais contra o Sampaio Corrêa, o Santos não havia passado de um empate sem gols, mesmo jogando na Vila Belmiro.

A equipe maranhense montou uma promoção especial para atrair torcedores, na qual notas fiscais podem ser trocadas por ingressos, e obteve resultado, como já vem acontecendo no Campeonato Maranhense. O Castelão, que recebeu a seleção brasileira na quarta-feira, contou ontem com 95.720 pessoas, recorde do estádio.

Apoiado pela torcida, o Sampaio Corrêa tomou a iniciativa do jogo. O time dirigido pelo técnico Julio Espinosa conseguiu abrir o placar aos 32min, com um gol de Ivan.

O Santos, que até a abertura do placar não tinha se arriscado tanto no ataque, foi à frente e acabou empatando a partida com um gol do meia Lúcio, aos 39min.

Nos acréscimos do árbitro cearense Francisco Dacildo Mourão, aos 49min, o zagueiro Argel colocou o Santos em vantagem.

No segundo tempo, o time maranhense partiu para o ataque e cedeu mais espaços para os contra-ataques santistas.

O time de Leão se aproveitou desses espaços e ampliou a vantagem logo a 1min. Eduardo Marques foi o autor do gol.

O Sampaio Corrêa tentou ainda descontar o placar, mas o Santos, com a classificação quase garantida, soube tocar a bola e chegar à marcação de outros dois gols.

Aos 20min, Adiel anotou. Quatro minutos depois, foi a vez de Viola aumentar. Depois o Santos apenas administrou o resultado.

As partidas finais contra o Rosario estão marcadas para os dias 7 e 21 de outubro. O Santos terá problemas de calendário para o primeiro jogo, na próxima quinta-feira. Segundo a tabela original do Brasileiro, o Santos enfrentaria a Ponte Preta na quarta-feira.

Situações opostas

Enquanto o técnico Julio Espinosa, do Sampaio Corrêa, ficou com o cargo ameaçado após a desclassificação de sua equipe da Copa Conmebol, o técnico Leão mostrou-se muito satisfeito com o poder de reação de seu time.

Além de decidir pela primeira vez em sua história a Copa Conmebol, o Santos também faz grande campanha no Brasileiro -está em segundo lugar, com 28 pontos, mas com um jogo a menos que o líder Corinthians, que tem 32.

A equipe santista tem retorno marcado para hoje a São Paulo, devendo chegar apenas no final da tarde ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

A pedido dos próprios jogadores, a delegação retorna logo em seguida a Santos, pois o time não quer perder tempo. Amanhã pela manhã já será feito um treinamento na Vila Belmiro.

O motivo de tanta pressa é o jogo decisivo de domingo contra o Corinthians, marcado para as 17h, no estádio do Morumbi. Os jogadores santistas planejam manter “concentração máxima” para a partida, que opõe os dois melhores times da competição.

Os jogadores do Santos ficaram ainda mais animados após a derrota de 2 a 1 do Corinthians para o Cruzeiro, ontem à noite. A equipe voltou a depender apenas de si para terminar a primeira fase do Brasileiro com a melhor campanha do torneio e enfrentar assim, teoricamente, o pior time entre os classificados à próxima fase.



Santos tenta ir à final da Conmebol (Em 24/09/1998)

Temendo pane elétrica, equipe joga hoje contra o Sampaio Corrêa, no Maranhão

Além de se preocupar com os cerca de 70 mil torcedores que devem apoiar o Sampaio Corrêa, hoje, às 20h30, no Maranhão, o Santos torce para que a iluminação do estádio não o prejudique na tentativa de chegar à final da Conmebol, torneio sul-americano de clubes.

A preocupação com a iluminação é plenamente justificada pelo que aconteceu segunda-feira e terça-feira, quando primeiro o Brasil e depois a Iugoslávia treinaram no estádio Castelão para o amistoso de ontem à tarde.

Na segunda, assim que Wanderley Luxemburgo começou a treinar seus 21 jogadores, metade dos refletores do estádio se apagaram. Anteontem, na hora do treino da Iugoslávia, o problema voltou a acontecer. Sem luz no Castelão, os europeus tiveram de encerrar o treinamento após dez minutos.

“Espero que isso não aconteça na nossa partida, porque seria uma lástima ter que jogar em outra data, já que para chegar a São Luís são quase sete horas de viagem, e o calendário brasileiro já é apertado”, disse o atacante Viola.

O jogador afirmou que está ansioso pelo clássico de domingo, no Morumbi. “Vai ser um jogão.”

O técnico Leão e o goleiro Zetti não falam no Corinthians. “Minha cabeça está voltada para o Sampaio Corrêa”, afirmou o treinador.

“O empate na Vila (0 a 0 contra o time maranhense, no jogo de ida das semifinais) está atravessado na nossa garganta”, desabafou Zetti.

Leão, no entanto, afirmou não acreditar que o Santos terá tantos problemas em São Luís quanto os que enfrentou na Vila Belmiro.

“Lá, o Sampaio jogou todo atrás, não tinha a obrigação de atacar. E o juiz, para piorar, não marcou dois pênaltis para o Santos. Jogando em casa, eles abrirão espaço para a gente, e ficará mais fácil ganhar.”

Se houver empate na partida de hoje, a decisão será nos pênaltis. O vencedor da partida enfrentará na final o ganhador do confronto entre Atlético-MG e Rosario Central, da Argentina, que jogariam ontem à noite em Belo Horizonte.

Conquistando o título, Leão será bicampeão, já que, em 97, venceu a Conmebol com o Atlético-MG.

A psicóloga da seleção brasileira, Suzy Fleury, elogiou ontem o perfil de Leão. Para ela, treinadores autoritários e disciplinadores têm maior possibilidade de conseguir resultados positivos do que os que não sejam tão “durões”.

Ele tem um perfil parecido com o do Wanderley Luxemburgo”, disse ela. “Não se trata de uma simples observação, mas de uma afirmação com base científica. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo mostra que técnicos que pregam a disciplina costumam se sair melhor.”



Narciso em ação contra o Sampaio Corrêa pela Conmebol.




Jogos inesquecíveis


Ouça abaixo os gols da histórica partida.

Santos 11 x 0 Botafogo-SP

Data: 21/11/1964
Competição: Campeonato Paulista – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.437
Renda: Cr$ 4.210.800,00
Árbitro: Carlos Drumond da Costa
Gols: 1º tempo (7 a 0): Pelé (03-1), Pelé (08-1), Pelé (16-1), Pepe (19-1), Coutinho (25-1), Pelé (38-1) e Pelé (40-1); 2º tempo: Pelé (25-2), Pelé (27-2, de pênalti), Pelé (28-2) e Toninho Guerreiro (45-2).

Ocorrências: Antes da partida foi aguardado um minuto de silêncio em memória ao ex-presidente John Kennedy, morto nos EUA há um ano atrás.

Preliminar (aspirantes): Santos 3 x 2 Botafogo-SP

SANTOS
Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé Pepe.
Técnico: Lula

BOTAFOGO-SP
Machado; Ditinho, Carlucci, Tiri e Maciel; Hélio Vieira e Adalberto; Zuíno, Alex, Antoninho e Gaze.
Técnico: Oswaldo Brandão



Santos goleia Botafogo de 11 e Pelé marca 8

O Santos conseguiu na Vila Belmiro uma das maiores goleadas conhecidas em certames oficiais na categoria de profissionais, derrotando o Botafogo por implecáveis 11 a 0. Foi uma partida magnífica, onde o atleta Pelé mais parecia uma “fera” solta dentro do “coliseu”, a devorar pobres e indefesas vítimas sob o delírio de um público que chegou a ficar de pé, sob uma chuvinha fria para aplaudir o maior jogador do mundo. As 9.437 pessoas que compareceram à tarde ao estádio da Vila Belmiro, assistiram uma partida hisorica, que poderão contar com orgulho mais tarde para seus netinhos, como na poesia de Gonçalves Dias: “manitôs, que prodígio eu vi”. O encarregado do placar foi a pessoa que mais trabalhou dentro do estádio e se viu as voltas com um problema inesperado, quando Pelé marcou o 10º gol para o Santos. Não havia número suficiente, e um torcedor logo gritou: “Tira a camisa do Pelé e coloca lá”. Um outro ao lado comentou: “É melhor parar por aí. Você já pensou se marcam mais dois gols, todo esse provo gritando queremos o 13º? irá criar um problema social.”

Nesta tarde, Pelé superou todos os recordes mundiais na marcação de gols em uma única partida: fez 8, alguns como o 8º, 9º e 10º, com um minuto de diferença um do outro, ou seja: aos 25, 27 e 28 minutos do segundo tempo. Somente a espera pela cobrança do penalti deu refresco ao Botafogo.

Quanto ao Botafogo, quase nada se pode dizer. Jogou como costuma jogar, é uma boa equipe, mas… O maior elogio ao clube de Ribeirão Preto é o de que soube perder, sem apelar para violência, mas até colaborando para o espetáculo, jogando um futebol bonito e vistoso. Seu erro foi querer atuar de igual para igual com o Santos, principalmente, porque não tem um Pelé em sua equipe.

A goleada
Logo aos 3′ de partida, Pelé balançava as redes de Machado no primeiro gol da tarde, depois de receber um lançamento de Mengálvio pelo alto. Com um leve toque passou por Maciel, correu pela área e atirou rasteiro na saída do arqueiro. A equipe do Santos dava, assim, sua primeira demonstração de que não estava para brincadeira e que entrara em campo para valer. De Gilmar a Pepe todos funcionavam como uma máquina, quase perfeita, sem erros.

O Botafogo era envolvido normalmente. Assim, aos 8′, novamente Pelé, deslocado pela meia direita, em jogada idêntica à anterior, recebia lançamento de Lima, passava na corrida por Titi, dava um chapéu em Carlucci, na entrada da grande área, caia para o miolo da mesma e atirava de pé esquerdo de forma inapelável contra a meta de Machado. Pelé aparecia já de forma endiabrada no campo e arrancava aplausos da torcida. Aos 16′, novamente Pelé marcava. Num cruzamento de Toninho na direita para a marca penal, surgiu como um foguete e meteu a cabeça na bola, que tocou o solo e entrou no alto do gol de Machado: 3 a 0.

O Santos pressionava de maneira impressionante e até esta altura o Botafogo havia tentado dois ataques, que terminaram com bola pela linha de fundo.

Três minutos depois do gol de Pelé, aos 19′ era a vez de Pepe assinalar o seu. Cobrando um escanteio da ponta esquerda acertou um tremendo tiro a gol, que Machado tentou rebater de soco. A bola tocando em sua mão ganhou efeito e foi para o fundo do gol: 4 a 0.

Pelé parecia satisfeito e mudou de posição com Coutinho, que passou a jogar pela direita, enquanto “ele” caia para a esquerda e mais recuado.

Aos 25′ Coutinho recebeu a bola na intermediária pelo lado direito. Correu com ela e Pelé desceu ao seu lado. Coutinho deu-lhe em diagonal, Pelé deixou-a passar, virou de costas e deu de calcanhar para Coutinho que continuava correndo rumo ao gol, sob medida. O “gordo” apenas amorteceu-a e empurrou para o fundo das redes na saída do arqueiro: 5 a 0. Um gol maravilhoso.

Os botafoguenses já não sabiam mais o que fazer. Brandão fez uma alteração na defesa. Recuou Hélio Vieira e Zuíno, que podem ser considerados os dois melhores elementos do Botafogo, mas a tática nao deu resultado e Pelé continuava o mesmo, fazendo suas diabruras a não parar mais. Numa delas, aos 35′, penetrou pela área levando todo mundo e foi derrubado por Carlucci. penal legítimo que o árbitro não assinalou.

Aos 38′, Pepe cobrou novo escanteio, desta vez pela ponta direita. Pelé amorteceu a bola no peito, no bico da pequena área, e encheu o pé de esquerda na sua descida. A bola tocou em Carlucci e voltou para ele, que emendou novamente, agora de pé direito, do jeito que ela veio. A bola ricocheteou na perna de um defensor do Botafogo e foi para o fundo do gol. DOis minutos depois, novamnete Pelé, voltava a movimentar o marcador, no mais belo gol da tarde. Pepe correu pela ponta esquerda e cruzou para dentrodo gol, a meia altura. Coutinho se atirou de cabeça e furou. Pelé, que vinha atrás, lançou o corpo no ar e apanhou a bola de pé direito, acertando um verdadeiro voleio, mandando-a para o alto do gol, sem possibilidade de defesa. Terminava o primeiro tempo, com 7 a 0 para o Santos e 5 gols de Pelé.

Guardou a bola
No intervalo entrou o roupeiro do Santos em campo e apanhou a bola, guardando-a de recordação. Foi necessário providenciar uma nova para o segundo tempo.

Na fase final o Santos voltou mais acomodado no gramado e não se preocupando muito em fazer gols. O Botafogo começou a pressionar um pouco e Antoninho aos 10′ perdia a maior oportunidade da partida, possibilitando a Gilmar uma grande defesa. A torcida santista já se desesperava e pedia mais um.

Pelé resolveu atender ao pedido da assistência aos 25′, quando recebeu um lançamento de Mengálvio pelo alto. Pelé estava impedido, mas o bandeira não assinalou. O “crioulo” correu, passou por Hélio Vieira e enganou com o corpo ao arqueiro. Da linha de fundo chutou para o fundo da rede: 8 a 0. Um minuto depois, Pepe penetrou pela esquerda e foi aterrado por Ditinho. Penal que Pelé cobrou e marcou. Um minuto depois, novamente Pelé aparava um cruzamento de Pepe da esquerda e marcava o seu 8º gol na partida.

Coutinho perdeu ainda um gol certo aos 38′ e, finalmente, aos 45′, Toninho marcava o seu, depois de receber um lançamento de Coutinho na meia lua. Amorteceu a bola no peito, deixou-a cair e chutou rasteiro, sem chance para a defesa de Machado.

Terminava assim um jogo que ficará na memória dos que estiveram no estádio e que terá que ser registrado na história do futebol mundial, como feito heróico de um atleta, consagrando o trabalho de toda uma equipe. O Botafogo pagou pelo o que não fez.

Curiosidade: Leiam no link abaixo a outra goleada do Santos, de 7×4 sobre o Corinthians. O azarado Oswaldo Brandão levou 18 gols do Peixe em duas partidas, sendo 12 gols apenas do Pelé. Ele era o técnico do Botafogo-SP nos 11×0 e foi para o Corinthians, sofrendo em seguida os 7×4.



Galeria de Fotos:

Créditos:
– Áudio: Narrador: Ennio Rodrigues; Comentarista: Luiz Augusto Maltoni; Reportagem: Borghi Junior. Cedido gentilmente por Almir Espindola.
– Fontes: Revista Placar e Jornal Folha de São Paulo