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Santos 3 x 2 Juventude

Data: 23/07/2006
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.844 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Aparecido Donizetti Santana e Gilson Bento Coutinho (ambos do PR).
Cartões amarelos: Rafael e Éder Ceccon (J); Maldonado, Dênis e Marco Antônio(S).
Gols: Fabiano (06-2) Éder Ceccon (16-2), Reinaldo (22-2, de pênalti), Éder Ceccon (24-2) e Reinaldo (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Dênis, Manzur, Luiz Alberto e Kléber; Ávalos, Maldonado, Wendel, Rodrigo Tabata (André); Fabiano (Rodrigo Tiuí) e Reinaldo (Wellington Paulista).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

JUVENTUDE
André; Rafael, Fabrício e Antônio Carlos; Raulen (Wellington), Renan, Walker, Marcel, Alexandre (Éder Ceccon) e Zé Rodolpho; Christian.
Técnico: Ivo Wortmann



Santos derrota o Juventude e quebra série de quatro jogos sem vencer

Com dois gols do atacante Reinaldo, o Santos venceu o Juventude por 3 a 2, neste domingo, na Vila Belmiro, em jogo da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos entrou em campo buscando encerrar uma série de quatro partidas sem vencer –derrotas para Grêmio, Figueirense e São Caetano, além de empate com o Botafogo.

Com o resultado, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo chegou a 21 pontos na tabela de classificação –o São Paulo lidera com 29. o Juventude tem 17.

No primeiro tempo, em um jogo de forte marcação, as duas equipes tiveram dificuldades para criar chances de perigo. O Santos chegou duas vezes em chutes de fora da área do atacante Fabiano –um para fora e o outro defendido pelo goleiro André.

Já o Juventude tentava incomodar em cruzamentos buscando o atacante Christian, além das jogadas individuais de Marcel.

Aos 35min, o time gaúcho reclamou de uma entrada do goleiro Fábio Costa, dentro da área, no atacante Christian, que foi atingido e caiu após o choque. No entanto, o árbitro Heber Roberto Lopes deixou o lance seguir.

“Tivemos mais oportunidades do que eles, mas precisamos acertar nas finalizações. Temos que ter atitude para marcar os gols”, desabafou o volante santista Wendel, na saída para o intervalo.

Aos 7min da etapa final, o Santos abriu o placar. O meia Rodrigo Tabata recebeu lançamento e tocou com o peito para Fabiano, que bateu forte e marcou.

Após o gol, o time de Caxias do Sul apertou. Primeiro, aos 14min, Christian chutou forte e Fábio Costa defendeu. No minuto seguinte, Christian cabeceou e Fábio Costa evitou o gol numa grande defesa.

De tanto insistir, o Juventude empatou aos 16min. Christian cabeceou na trave e, no rebote, Éder Ceccon conseguiu empurrar para o gol, também de cabeça.

O Santos, no entanto, chegou ao segundo gol aos 23min, de pênalti sofrido por Wendel em uma disputa de bola com Antônio Carlos. Reinaldo bateu forte e marcou.

No entanto, o Santos teve pouco tempo para comemorar. No minuto seguinte, após cruzamento da esquerda, Éder Ceccon marcou de cabeça, 2 a 2.

Aos 27min, o Santos assegurou a vitória num lindo chute de fora da área de Reinaldo, sem chance de defesa para André.


Palmeiras 1 x 2 Santos

Data: 30/04/2006
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio do Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 8.747 pagantes
Renda: R$ 137.045,00
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes e Márcio Eustáquio Santiago (ambos de MG).
Cartões amarelos: Thiago Gomes e Michael (P); Magnum, Heleno e Reinaldo (S).
Cartões vermelhos: Cléber Santana (S)
Gols: Gamarra (20-2), Paulo Baier (22-2, contra) e Reinaldo (41-2).

PALMEIRAS
Sérgio; Thiago Gomes, Gamarra e Douglas (Alex Afonso); Paulo Baier, Marcinho Guerreiro, Wendel (Cristian), Edmundo e Márcio Careca (Michael); Marcinho e Washington.
Técnico: Marcelo Vilar

SANTOS
Fábio Costa; Manzur, Ronaldo Guiaro e Domingos; Neto, Heleno, Wendell (Cléber Santana), Rodrigo Tabata (Léo Lima) e Carlinhos; Geílson (Reinaldo) e Magnum.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Reservas do Santos batem Palmeiras, que continua na lanterna

O Santos saiu perdendo, mas virou e venceu o Palmeiras por 2 a 1, neste domingo, no Parque Antarctica, antes das decisões que as duas equipes terão durante esta semana. Com o resultado, os santistas também assumiram a liderança do Campeonato Brasileiro-2006.

Nesta quarta-feira, o Palmeiras enfrenta o São Paulo, no Morumbi, em jogo válido pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. No jogo de ida, houve empate por 1 a 1.

Também por 1 a 1, o Santos empatou sua primeira partida contra o Ipatinga, nas quartas-de-final da Copa do Brasil. No segundo jogo, que será disputado em Minas Gerais, nesta quarta-feira, o time de Vanderlei Luxemburgo precisa de uma vitória ou empate por mais de dois gols para garantir a classificação para a próxima fase da competição.

Por causa das importantes partidas desta semana, era esperado que os dois treinadores escalassem times mistos para o clássico.

Foi exatamente isso que Luxemburgo fez. O Santos entrou em campo com uma equipe repleta de reservas. Entre os jogadores que começaram o jogo, apenas Fábio Costa, Manzur e Ronaldo são considerados titulares.

Entretanto, Marcelo Vilar decidiu escalar os principais atletas do Palmeiras para a partida. Tudo porque a equipe paulistana havia perdido nas duas primeiras rodadas.

Apesar de contar com força quase total –Daniel, Juninho e Correa, machucados, foram desfalques, o Palmeiras fez um primeiro tempo apático, assim como o Santos.

Na segunda etapa, o jogo melhorou muito após o gol do Palmeiras e as modificações de Luxemburgo, que colocou os titulares Cléber Santana, Léo Lima e Reinaldo.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras enfrenta o São Caetano, fora de casa, no domingo. Já o Santos, que tem sete pontos na competição, recebe o Fortaleza, no estádio Bruno José Daniel, em Santo André, em jogo de portões fechados, no próximo sábado.

O jogo

Palmeiras e Santos fizeram um primeiro tempo muito fraco. A lentidão e a falta de ousadia das equipes deixavam claro que os jogadores estavam pensando nos jogos do meio de semana.

Assim, poucas foram as chances de gol na etapa inicial. Melhor na partida, o Palmeiras ficava com a bola, mas só conseguiu criar uma boa oportunidade, aos 33min, quando Paulo Baier recebeu belo passe de Marcinho, mas foi interceptado por Fábio Costa na entrada da pequena área.

No segundo tempo, o jogo parecia que continuaria o mesmo –o Palmeiras com a posse de bola, mas burocrático na maioria das suas ações ofensivas.

Mesmo assim, o time do técnico interino Marcelo Vilar quase abriu o marcador aos 14min, quando Marcinho chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para Washington, que bateu para grande defesa de Fábio Costa.

Aos 20min, o lance que mudou o jogo. Gamarra, após escanteio, abriu o marcador para o Palmeiras.

Na seqüência, Luxemburgo sacou Wendel, Rodrigo Tabata e Geílson e colocou em campo os titulares Cléber Santana, Léo Lima e Reinaldo.

Um minuto depois, o Santos empatou também em uma jogada de escanteio, que bateu nas costas de Paulo Baier e entrou.

A partir daí, o time da Baixada Santista cresceu na partida e começou a pressionar o Palmeiras. Sérgio fez grandes defesas, mas não conseguiu evitar a virada.

Aos 41min, Reinaldo ganhou na velocidade de Gamarra e tocou na saída de Sérgio, que ainda desvio, mas não impediu que a bola entrasse no gol palmeirense.

Com a derrota, o Palmeiras continua sem pontuar no Campeonato Brasileiro e ocupa a última posição da competição. O Santos, por sua vez, lidera o Nacional com sete, mesmo total de Fluminense e Internacional.


Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 23/04/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio João Paulo II, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Clever Assunção Gonçalves (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Martins e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG).
Gols: De Nigris (11-1) e Reinaldo (27-2).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto (Domingos), Ronaldo Guiaro e Manzur; Neto, Wendel (Heleno), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; De Nigris (Rodrigo Tabata) e Reinaldo
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

ATLÉTICO-PR
Cléber; Danilo, Paulo André e Alex; Carlos Alberto (Denis Marques), Alan Bahia, Erandir, Evandro (Válber), Ferreira e Fabrício (Ivan); Pedro Oldoni
Técnico: Givanildo Oliveira



Completo, Santos bate Atlético-PR em Mogi Mirim

O técnico Vanderlei Luxemburgo rechaçou a possibilidade de poupar jogadores na segunda rodada do Campeonato Brasileiro em virtude da Copa do Brasil. E com o time completo, o Santos superou o Atlético-PR por 2 a 0 na tarde deste domingo, em Mogi Mirim, jogando com os portões fechados por punição do STJD. Pior para o time paranaense, que segue sem somar pontos na competição.

Longe de apresentar o mesmo futebol dos duelos com o Atlético-PR no Brasileiro de 2004 e na Libertadores de 2005, a equipe da Vila Belmiro não precisou se esforçar muito para conquistar sua primeira vitória no certame – o time alvinegro havia empatado com o Goiás na rodada de estréia – e chegar a quatro pontos.

“No Campeonato Brasileiro não podemos desperdiçar pontos. É um torneio muito difícil e não podemos nos distanciar dos líderes”, comentou o meia Rodrigo Tabata, que deu bom passe para o gol de Reinaldo.

Diante de um Atlético-PR enfraquecido em relação às últimas duas temporadas, o Santos foi pouco ameaçado. Desorganizado no meio-de-campo e sem força ofensiva, o clube rubro-negro conheceu sua segunda derrota consecutiva no Brasileirão (Fluminense e Santos).

Neste ano, aliás, a equipe paranaense tem vivido um momento muito ruim. Eliminado nas quartas-de-final do Campeonato Paranaense e na segunda fase da Copa do Brasil, o Atlético-PR ainda não se encontrou. A saída precoce do técnico Lothar Matthäus também ajudou a desestabilizar o time nos últimos jogos.

“É difícil explicar o que está acontecendo. Não estamos jogando bem e não estamos tendo força para reagir”, lamentou o zagueiro Paulo André.

O Santos, por sua vez, não sofre desse problema. Regular até aqui na temporada, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo foi campeão paulista após quase 22 anos de jejum e continua bem na Copa do Brasil, considerado atalho para a Libertadores.

E é por essa competição que os santistas têm seu próximo desafio. Na quarta-feira, às 21h45, o time recebe o Ipatinga pela primeira partida das quartas-de-final.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no próximo domingo. A equipe santista faz o clássico com o Palmeiras, às 16h, no estádio do Parque Antarctica, em São Paulo. Um dia antes, às 18h10, o Atlético-PR visita o Botafogo, no Rio de Janeiro.

O jogo

No Campeonato Brasileiro de 2004, quando brigaram pelo título até a última rodada, e na Copa Libertadores da América 2005, na qual se enfrentaram nas quartas-de-final, Santos e Atlético-PR protagonizaram duelos com estádios lotados. Neste domingo, por uma punição pendente do STJD, as equipes se enfrentaram com estádio vazio.

Mas nada que não motivasse o Santos a partir para cima em busca de sua primeira vitória nesta edição da competição nacional. Aproveitando o mau começo do Atlético-PR, o time da Vila Belmiro foi para o ataque. E teve boa chance aos 9min. Léo Lima cruzou da direita, e Reinaldo cabeceou no canto esquerdo de Cléber, perto da trave.

Dois minutos depois, a equipe paulista abriu o placar. Léo Lima tocou para Kléber. O lateral-esquerdo invadiu a área e, depois de disputar com dois marcadores, ajeitou de calcanhar para o mexicano De Nigris rolar para o gol vazio. Foi o primeiro do atacante com a camisa alvinegra – ele chegou ao clube no começo deste ano.

A pressão sofrida nos minutos iniciais fez o Atlético-PR acordar. E o time conseguiu equilibrar a partida. Aos 18min, Pedro Oldoni recebeu na grande área e chutou cruzado para boa defesa do goleiro Fábio Costa. Aos 22min, Carlos Alberto cruzou para Ferreira cabecear por cima da meta.

“O time está bem em campo, mas precisa ter mais tranqüilidade para finalizar”, analisou o meia Fabrício, do Atlético-PR, no intervalo do jogo. Neste domingo, ele jogou improvisado como lateral-esquerdo.

No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações. E o início da etapa foi parecido com o da primeira, com o Santos atacando forte. Tanto que o time só não ampliou o placar aos 4min porque Cléber fez grande defesa. Após cruzamento de Reinaldo, De Nigris cabeceou livre e o camisa 1 do Atlético-PR fez linda intervenção.

Diferentemente da etapa inicial, quando acordou depois de sofrer pressão, o Atlético-PR pouco fez para melhorar em campo. E dominado pelo time paulista se recuou demais e sofreu o segundo gol, que dificultou uma reação.

Aos 27min, o meia Rodrigo Tabata deu belo lançamento para Reinaldo. O atacante avançou pela esquerda da grande área e chutou forte na saída do goleiro Cléber.

Com os dois gols de vantagem, o Santos apenas administrou a posse de bola no campo de ataque e não deu espaços para uma possível melhora do Atlético-PR.

Vila Belmiro? Só na quinta rodada

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos atuará na Vila Belmiro apenas na quinta rodada, quando recebe a Ponte Preta, no dia 13 de maio. Isso porque o clube ainda cumpre punição imposta pelo STJD no ano passado (na partida contra o Botafogo, em novembro, objetos foram atirados pelos torcedores no gramado).

Além da partida deste domingo, que foi realizada em Mogi Mirim, o clube paulista terá de jogar longe de casa também na quarta rodada, contra Fortaleza, no dia 7 de maio. Apesar de estar agendado pela CBF para Mogi Mirim, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, garante que o jogo será realizado em Santo André, no ABC paulista.

Atlético-PR vive má fase

Com a derrota deste domingo, o Atlético-PR já soma seis jogos sem vencer. A última vitória do clube de Curitiba aconteceu no dia 5 de março, contra o Cianorte, pelo Campeonato Paranaense. E de goleada: 5 a 1.

De lá para cá foram cinco derrotas (duas pelo campeonato estadual, duas pelo Campeonato Brasileiro e uma pela Copa do Brasil) e um empate (pela Copa do Brasil).


Brasiliense 1 x 1 Santos

Data: 19/04/2006, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga, DF.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Edílson Soares da Silva (RJ)
Auxiliares: José Cláudio Paranhos (RJ) e Marcos Tadeu Penichi Nunes (RJ).
Cartões amarelos: Augusto (B); Léo Lima, Manzur, Heleno e Ronaldo Guiaro (S).
Gols: Joãozinho (23-1); Reinaldo (34-2).

BRASILIENSE
Gustavo; Agenor, Padovani, Pedro Paulo (Rubens) e Augusto; Deda, Carlos Alberto, Wellington Dias e Douglas Silva (Giovani); Allan Dellon (Coquinho) e Joãozinho.
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Manzur (Neto), Fabinho, Heleno (Magnum), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; Geílson (De Nigris) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos empata com Brasiliense e garante vaga

A vaga do Santos nas quartas-de-final da Copa do Brasil foi conquistada de maneira dramática. Na noite desta quarta-feira, no Distrito Federal, o time paulista empatou por 1 a 1 com o Brasiliense depois de sofrer 1 a 0 e pressionar o rival até os 34min da etapa final, quando saiu o gol salvador de Reinaldo.

Como o time do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu o jogo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, na última semana, o resultado desta noite deu ao Santos um lugar na próxima fase. Porém, o clube da Baixada encontrou dificuldades e só conseguiu a vaga no fim da segunda etapa.

Quando o jogo começou, os visitantes começaram muito acuados e cederam boas chances ao Brasiliense, que abriu o marcador aos 23min do primeiro tempo em bela jogada individual do atacante Joãozinho.

Como precisava reverter o placar, a equipe paulista saiu para o ataque, mas os anfitriões não facilitaram e também ameaçaram o goleiro Fábio Costa. No fim, prevaleceu a insistência do time paulista.

“Depois que levamos o gol, tínhamos que jogar com o coração. No final, não havia mais posição fixa dentro de campo. Eles [do Brasiliense] possuem uma equipe bem armada e que merece o título estadual que possui”, declarou o autor do gol santista após o apito final.

A partida válida pelas oitavas-de-final marcou o embate entre dois campeões estaduais: o Santos, que conseguiu a taça do Campeonato Paulista na última rodada da competição; e o Brasiliense, campeão metropolitano.

Mesmo assim, o Santos ainda não enfrentou nenhum time “grande” na competição. Um confronto do gênero só acontece em uma eventual semifinal, contra o Vasco. Isso se o time carioca avançar na Copa do Brasil, já que decide um lugar nas quartas-de-final com o Criciúma, nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro – se passar, o time cruzmaltino encara o Volta Redonda.

Na próxima fase da competição, o time da Baixada enfrenta o Ipatinga, que garantiu a vaga ao vencer o Náutico por 3 a 1, em Recife, também nesta quarta-feira. A CBF realiza sorteio nesta quinta-feira para definir o mando de campo das quartas-de-final. O jogo de ida irá acontecer no dia 26 de abril.

O jogo

Luxemburgo preferiu escalar a equipe novamente no esquema 3-5-2, temendo sofrer grande pressão dos anfitriões, que precisavam da vitória. E foi assim que começou a primeira etapa. O Brasiliense saiu mais para o jogo, porém o time paulista também assustou nos contra-ataques, principalmente pelas laterais.

Aos 7min, em rápido contra-golpe pela direita, Léo Lima fez bela jogada individual e arriscou direto para o gol. Gustavo, atento, espalmou para fora e evitou o gol santista.

Porém, a equipe do Distrito Federal tinha maior domínio da posse de bola no setor ofensivo e conseguiu abrir o placar aos 23min. Joãozinho recebeu livre na entrada da área, driblou o zagueiro Ronaldo Guiaro e acertou um belo chute no ângulo esquerdo de Fábio Costa, que não alcançou.

O gol mudou o panorama da partida. O Santos partiu para cima do adversário em busca do empate, mas o Brasiliense não se encolheu no campo de defesa e também ameaçou o time visitante. Pedro Paulo acertou forte cobrança de falta aos 30min, e o goleiro santista precisou se esticar para fazer a defesa com os pés.

Na segunda etapa, o time de Luxemburgo aumentou a pressão, mas encontrou muitas dificuldades para passar pela forte marcação do time da casa. Aos 8min, aproveitou passe de Reinaldo, mas chutou longe do gol adversário.

Mas a equipe do Distrito Federal também assustou os visitantes e quase ampliou o marcador oito minutos depois. Allan Dellon ficou livre dentro da área, mas Fábio Costa saiu do gol e fez boa defesa.

Com o decorrer da partida, o Santos não conseguiu criar boas jogadas de ataque e sentiu falta do volante Maldonado, que não entrou em campo por estar lesionado. O time da Baixada passou a dar prioridade aos cruzamentos. E foi assim que garantiu a classificação.

Aos 34min, Reinaldo aproveitou cobrança de escanteio da esquerda para cabecear e igualar o marcador. O time da casa voltou ao ataque, mas não fez o suficiente para tirar a vaga do Santos.

Campo ruim

Após o confronto, muitos jogadores santistas demonstraram insatisfação em relação à qualidade do gramado do Serejão. Com muita lama e buracos, a equipe da Baixada encontrou dificuldades para tocar a bola e não poupou as críticas a respeito das condições do campo.

O meio-campista Cléber Santana foi um dos mais indignados, mas afirmou que seu time precisa saber enfrentar isso, além de muitos outros problemas, se quiser garantir o título da Copa do Brasil e uma vaga na Copa Libertadores.

“O gramado está muito feio, com poucas condições de jogo. Você pisa e acaba afundando, por isso quem jogar aqui tem que ter muito cuidado. Mas para sermos campões temos que ter tranqüilidade e passar por tudo isso: campo ruim, torcida, árbitro”, declarou o atleta.

Juventus 1 x 2 Santos

Data: 25/03/2006, sábado, 18h10.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 34.514 pagantes
Renda: R$ 729.385,00
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Luiz Quirino da Costa.
Cartões amarelos: Fabrício, João Paulo e Rafael Cordeiro (J); Léo Lima, Reinaldo e Cléber Santana (S).
Cartões vermelhos: Naves, Paulo Isidoro e Manu (J).
Gols: Manu (13-1) e Cléber Santana (17-1); Reinaldo (35-2).

JUVENTUS
Marcelo Moreira; Rafael Cordeiro (Paulinho), Ivan, Fabrício e João Paulo; Naves, Alê, Manu e Paulo Isidoro; Rafael Silva (Sérgio Lobo) e Wellington Paulista (Adriano).
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Fábio Costa; Julio Manzur, Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro (Wendell); Fabinho, Maldonado, Cléber Santana (Magnum), Léo Lima e Kléber; Rodrigo Tabata (Renatinho) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com grito de “campeão”, Santos triunfa “em casa”

O Santos fez de tudo para transformar o Pacaembu em sua casa neste sábado. Diante de arquibancadas lotadas, o time alvinegro tentou tratar o estádio da capital paulista como se fosse a sua Vila Belmiro. Assim, empurrado pela torcida, o clube do litoral venceu o Juventus por 2 a 1 de virada (seu nono triunfo “em casa” neste ano) e manteve a primeira colocação do Campeonato Paulista e foi brindado por gritos de “é campeão”.

Líder do Estadual, o Santos acumula agora 37 pontos e tem a melhor defesa do certame, com apenas 15 gols sofridos. A três jogos do término da competição, dois deles na Vila Belmiro, o time alvinegro se aproxima do título do Paulista, que não vence desde 1984.

Na caminhada para o troféu, a principal aposta do Santos é seu estádio. O time dirigido por Vanderlei Luxemburgo fez oito partidas na Vila Belmiro nesta temporada e obteve oito triunfos. Neste sábado, empurrada pelas arquibancadas lotadas do Pacaembu, a equipe do litoral se sentiu “em casa” e angariou mais um êxito.

“Estamos no caminho certo. As coisas estão acontecendo do jeito que tínhamos planejado. Estamos trabalhando para conquistar o título e tudo está funcionando”, comemorou o centroavante Reinaldo, autor do segundo gol do Santos.

Apesar da vitória, o time da Vila Belmiro não teve vida tranqüila neste sábado. O Juventus saiu na frente e só levou a virada depois da expulsão de Naves, que puxou a camisa de Renatinho aos 32min do segundo tempo. Depois, dois outros atletas do time da Mooca (Paulo Isidoro e Manu) receberam cartão vermelho e aumentaram a vantagem do Santos.

Com tantas baixas, o Juventus saiu de campo revoltado com a arbitragem de Rodrigo Braghetto. “O que ele fez com a gente não existe. Tudo para nós era motivo de amarelo, e as expulsões foram consequência disso. Faltou critério”, criticou o volante Alê.

A derrota deste sábado distanciou o Juventus da briga pela classificação para a Copa do Brasil da próxima temporada (os seis primeiros colocados do Paulista garantirão vaga no torneio nacional). O time da Rua Javari estacionou nos 21 pontos e segue no oitavo posto da tabela.

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