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Santos 2 x 0 The Strongest

Data: 16/03/2017, quinta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.132
Renda: R$ 381.290,00
Árbitro: Nestor Pitana
Auxiliares: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti
Cartões amarelos: Thiago Maia (S); Pablo Escobar e Walter Veizaga (TS).
Cartão vermelho: Walter Veizaga (TS).
Gols: Ricardo Oliveira (46-1) e Renato (38-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vladimir Hernández), Bruno Henrique (Copete) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

THE STRONGEST
Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Maldonado, Fernando Marteli e Marvin Bejarano; Raúl Castro, Walter Veizaga e Jara (Wayar); Chumacero (Pedrozo), Escobar (Valverde) e Matías Alonso.
Técnico: César Farías



Veteranos brilham, Santos bate Strongest e vira líder na Libertadores

Após cinco anos, a Vila Belmiro voltou a viver um clima de Copa Libertadores nesta quinta-feira. Empurrado pela sua torcida, que protagonizou um ‘corredor de fogo’ nos arredores do estádio, o Santos perdeu um caminhão de gols, mas contou com a estrela dos ‘vovôs’ Renato e Ricardo Oliveira para bater o The Strongest por 2 a 0 e conquistar sua primeira vitória nesta edição do torneio continental. Com 37 e 36 anos, respectivamente, o volante e o centroavante foram fundamentais dentro de campo e marcaram os gols que decretaram o triunfo santista diante dos bolivianos.

Agora, o Santos chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do grupo 2 da Libertadores. Já o The Strongest caiu para terceiro, com três. A equipe boliviana, porém, está empatada com o Santa Fe, mas perde pelo saldo de gols. Por fim, o Sporting Cristal, do Peru, é o último da chave, com apenas um ponto.

Os comandados de Dorival Júnior voltam a campo pela Libertadores somente no final de abril, quando visitam o Santa Fe, na Colômbia.

O jogo

Assim como a festa do lado de fora, o jogo começou eletrizante dentro da Vila Belmiro. Empolgado pela força da torcida, o Santos começou apertando o The Strongest. Logo no primeiro minuto, Bruno Henrique, que começou como titular na vaga de Copete, avançou pela esquerda e bateu firme, obrigando o goleiro Vaca a rebater e salvar o time boliviano.

Porém, o Tigre tratou de esfriar os ânimos e dar calafrios aos santistas cinco minutos depois. Em cobrança de falta de Pablo Escobar, o goleiro Vladimir saiu mal e foi encoberto pela bola, que bateu no travessão, tocou na trave e não entrou.

Após o susto do The Strongest, o Peixe continuou tentando avançar, mas insistia muito pelo lado esquerdo, com Bruno Henrique, e não conseguia furar o bloqueio dos bolivianos. Tanto que a grande chance do alvinegro surgiu somente aos 32 minutos.

Novamente acionado, Bruno Henrique fez linda jogada dentro da área e cruzou para o meio. Antes da chegada de Ricardo Oliveira, Veizaga tentou cortar e mandou contra a própria meta. Porém, o goleiro Vaca pegou no susto e conseguiu impedir o gol.

O problema é que Veizaga estava com vontade de fazer besteira na Vila Belmiro. Isso porque aos 38 minutos ele levou cartão amarelo após entrada dura em Lucas Lima. Não satisfeito, o volante do time boliviano acertou o camisa 10 do Peixe novamente quatro minutos depois, quase dentro da área, e acabou sendo expulsou pelo árbitro Nestor Pitana.

E para completar o ótimo cenário para o alvinegro após a expulsão, Ricardo Oliveira cobrou a falta com extrema categoria, tirou completamente o goleiro Vaca da jogada. Golaço que abriu o placar na Vila e deixou o Santos tranquilo antes do intervalo.

Com um a mais em campo, o Santos voltou para o segundo tempo disposto a matar a partida na Vila Belmiro. Porém, a equipe comandada por Dorival Júnior esbarrou nas inúmeras oportunidades desperdiçadas.

Foi uma avalanche de gols perdidos em Urbano Caldeira. Se impondo tecnicamente, o Peixe perdeu chances na cara do gol com Bruno Henrique (duas vezes) e Ricardo Oliveira.

Muito acionados durante todo o jogo, Bruno Henrique e Vitor Bueno deram sinais de cansaço na Vila e foram substituídos por Copete e Vladimir Hernández, respectivamente.

A dupla de colombianos, porém, seguiu sem furar o bloqueio adversário. Quando parecia que o duelo terminaria com vitória pelo placar mínimo, Lucas Lima cobrou falta dentro da área aos 38 minutos da etapa final e Renato subiu mais que todo mundo para anotar o segundo e confirmar o triunfo do Peixe, que agora lidera o grupo 2 da Libertadores.

Bastidores – Santos TV:

Dorival lamenta finalizações erradas, mas vibra com ‘agressividade’ do Santos

O Santos desta quinta-feira deu demonstrações claras de que pode voltar a ser aquele time ofensivo que a torcida se acostumou a ver nos últimos anos. Apesar de ter vencido o The Strongest pelo placar ‘magro’ de 2 a 0, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, o Peixe sobrou em campo e perdeu diversas oportunidades, principalmente no segundo tempo, quando tinha um homem a mais dentro de campo.

Empolgado com a boa apresentação da equipe, o técnico Dorival Júnior exaltou o poderio ofensivo da equipe, mas destacou os erros na hora de finalizar as jogadas.

“No penúltimo passe ou na finalização poderíamos ter tido atenção um pouco maior, talvez um capricho, fatalmente teríamos feito mais gols. Mas só perdemos chances porque criamos e isso é um passo importante. Em outros momentos tivemos dificuldades de criar, mas mantivemos a posse de bola, só que não com tantas infiltrações e finalizações. Hoje tivemos volume, fomos agressivos, intensos. As bolas começarão a entrar de forma mais natural, todos sabem fazer gols”, explicou o comandante, em entrevista coletiva após a vitória sobre os bolivianos.

Com o triunfo, o alvinegro chegou aos quatro pontos e lidera o grupo 2 da Libertadores. Agora, os santistas ‘viram a chave’ e focam no Campeonato Paulista. No próximo domingo, o Peixe encara o Palmeiras, às 18h30 (de Brasília), na Vila, pela nona rodada do Estadual.

E diferente do que acontece na Liberta, o Peixe vive uma situação complicada no Paulistão. Atualmente com 13 pontos conquistados, os comandados de Dorival Júnior ocupam a terceira posição do grupos D e estariam fora das quartas de final caso a competição terminasse hoje.

“É preocupante. Não imaginávamos não fazer pontos em dois jogos em casa. Buscamos pontos fora e não concretizamos os de casa. Isso causa preocupação. Teremos jogo importantíssimo no fim de semana. Os pontos que deixamos atrás podem ter um peso e temos que correr para que recuperemos os pontos que ficaram. Paulista é importante, não deixa de ser, sempre foi muito disputado. Continuamos pensando no campeonato, sim, e vamos à luta por uma das duas vagas. Temos certeza que, se tivermos méritos, iremos buscar pelo espírito de recuperação que estou sentindo”, concluiu Dorival.

Lucas Lima agracede apoio da torcida, mas diz: “Não somos os melhores”

Após cinco anos, a Vila Belmiro voltou a viver um clima de Libertadores nesta quinta-feira. Antes do duelo contra o The Strongest, o elenco do Peixe foi recepcionado com um ‘corredor de fogo’ nos arredores do estádio. Empolgados com o apoio, os santistas buscaram o triunfo por 2 a 0 e alcançaram a liderança do grupo 2 da competição continental.

O meia Lucas Lima, que já foi um dos alvos dos torcedores após a derrota para o São Paulo, em fevereiro, vibrou com o apoio recebido nesta quinta-feira.

“Queria agradecer o apoio da torcida. Sempre que eles comparecem na Vila é difícil os adversários ganharem da gente”, resumiu o camisa 10, na saída do gramado.

Com o triunfo, o alvinegro chegou aos quatro pontos e lidera o grupo 2 da Liberta. Além de alcançar o topo, a vitória sobre os bolivianos serviu para o Santos espantar de vez a má fase que passou no início do ano. Apesar disso, Lucas Lima prefere manter os pés no chão.

“Começo de temporada é isso. A gente oscilou um pouco no começo. Quando ganhamos não somos os melhores, e quandro perdemos não somos os piores”, concluiu Lucas Lima.

Reforços deslancham e concorrência no ataque anima Dorival

Após sofrer com a falta de opções na última temporada e no início deste ano, o Santos parece finalmente ter encontrado peças de reposição no ataque. Se Kayke ainda não conseguiu fazer frente ao incontestável Ricardo Oliveira, os reforços Vladimir Hernández e Bruno Henrique deslancharam na equipe. O último, inclusive, tomou a vaga de Copete e começou como titular ao lado de Vitor Bueno na vitória de 2 a 0 sobre o The Strongest, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

Os dois colombianos, porém, entraram no segundo tempo e conseguiram manter a força ofensiva do Peixe diante do Tigre. Contente com as boas atuações, o técnico Dorival Júnior exaltou a concorrência entre os “titulares”.

“O Bruno (Henrique) fez um grande jogo no domingo. Ele se credenciou a jogar, mas Copete também é um titular. Assim como Vladimir Hernández, que está muito bem preparado, voltando a atuar com tranquilidade. Copete e Hernández brigarão com Bruno ou com (Vitor) Bueno. O que queríamos era uma condição onde eles não se sintam confortáveis e tenhamos opções para mexer”, ressaltou o comandante.

Apesar das boas opções no banco de reservas, o treinador não deve promover mudanças na equipe que encara o clássico contra o Palmeiras, no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista.

Porém, como o embate diante do The Strongest aconteceu na última quinta-feira, o Santos terá um dia a menos de preparação para o clássico. O alvinegro faz apenas dois treinamentos antes do duelo com o Verdão e irá definir os titulares após uma conversa com os preparadores físicos.

O provável time para o clássico será formado por: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Liderança na Liberta dá tranquilidade para Santos buscar arrancada no Paulista

Após passar por um período de turbulência no início da temporada, Santos retomou o caminho do bom futebol e bateu o The Strongest por 2 a 0, na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Além de garantir a liderança do grupo 2 da competição continental, o triunfo sobre os bolivianos deixou o Peixe mais tranquilo para buscar a recuperação no Campeonato Paulista.

Afinal, se as coisas estão indo muito bem para o Santos na Liberta, o mesmo não pode ser dito do Estadual. Com apenas 13 pontos em oito rodadas, os comandados de Dorival Júnior ocupam a terceira posição do grupo D e estariam fora das quartas de final caso a primeira fase terminasse hoje.

Porém, como o próximo compromisso pela Libertadores será apenas no dia 19 de abril, contra o Santa Fe, em Bogotá, os santistas terão tempo para focarem apenas no Paulistão.

“A equipe nunca deixou de ter tranquilidade, mesmo em jogos anteriores, com movimentação toda que existia. Ambiente foi calmo e tranquilo. Fizemos um grande jogo com volta dos nossos jogadores no Peru. Equipe readquiriu uma condição que, de repente, em duas ou três partidas foi um pouco abaixo. Espero que voltemos a ter esse nível”, explicou o técnico Dorival Júnior, em entrevista coletiva após o jogo desta quinta-feira, na Vila Belmiro.


Santos 2 x 1 Corinthians

Data: 11/09/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.610 pessoas
Renda: R$ 434.160,00
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis (ambos de SP).
Cartões amarelos: Copete e Vecchio (S); Fagner (C).
Gols: Marlone (36-1); Vitor Bueno (25-2) e Renato (40-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Caju), Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Walterson); Copete e Rodrigão.
Técnico: Dorival Junior

CORINTHIANS
Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Camacho, Giovanni Augusto (Willians), Marlone, Rodriguinho e Lucca (Romero); Gustavo (Marquinhos Gabriel).
Técnico: Cristóvão Borges



Santos vira para cima do Corinthians na Vila Belmiro e fica perto do G4

Apesar dos desfalques do lateral direito Victor Ferraz, do meia Lucas Lima e do centroavante Ricardo Oliveira, além de uma atuação ruim no princípio do clássico deste domingo, o Santos conseguiu reagir no Campeonato Brasileiro com uma vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, na Vila Belmiro. O time da casa havia sofrido um belo gol de Marlone no primeiro tempo, mas chegou à virada com Vitor Bueno, de pênalti, e Renato, de cabeça, no segundo.

O resultado deixou o Santos com 39 pontos ganhos, na quinta colocação, apenas um atrás do próprio Corinthians, o pior dos times que estão na zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Antes do tropeço diante do rival, os comandados de Cristóvão Borges se mostravam entusiasmados, já falando em uma “possibilidade muito real” de conquistar o título.

O jogo

Com a mesma formação ousada utilizada no bom segundo tempo da vitória sobre o Sport, deixando Camacho como único volante de origem no meio-campo, o Corinthians pretendia se sentir em casa para atacar na Vila Belmiro.

Do outro lado, no entanto, o desfalcado Santos se apegou à torcida única presente no estádio para tentar se beneficiar da postura ofensiva corintiana e acuar o rival no princípio do clássico. Rodrigão chegou a cabecear a bola na trave logo aos seis minutos, porém o árbitro Raphael Claus viu impedimento na jogada.

O tempo passou, e o Corinthians controlou o ímpeto santista, sendo ainda mais incisivo quando atacava. Como aos 18 minutos, quando Fagner foi à linha de fundo do lado direito da área e cruzou para trás. Renato cortou mal, e o próprio lateral visitante emendou cruzado – para fora, mas com perigo.

O lado direito do ataque, onde Marlone jogava bem, parecia mesmo o melhor caminho para o Corinthians incomodar a defesa do Santos. Aos 34, Fagner voltou a aparecer, só que um pouco mais atrás, enfiando a bola para Rodriguinho avançar pelo meio. O armador concluiu na saída de Vanderlei, por cima do travessão. Era um prenúncio do que estava por vir.

Dois minutos mais tarde, o Corinthians abriu o placar. Marlone – pela direita – clareou e acionou Rodriguinho, que fez uma bela assistência de letra para o companheiro chutar para a rede já dentro da área. Um golaço.

A mudança no marcador desanimou a torcida santista. Enquanto um e outro ainda tinham forças para gritar que apoiavam “o time da virada”, o Corinthians ficou próximo de ampliar no final do primeiro tempo. Na melhor dessas chances, Rodriguinho completou de primeira um cruzamento da esquerda de Uendel, na pequena área, e Vanderlei teve reflexo para defender.

Sem alterações no intervalo, o Santos também não mudou muito de postura no começo da etapa complementar, permitindo que o Corinthians voltasse a ocupar o campo de ataque. O time da casa até se mostrava empenhado, mas sem criatividade, sentindo a ausência de Lucas Lima.

O técnico Dorival Júnior, então, resolveu recorrer à entrada de Vecchio no lugar de Thiago Maia – a princípio, quem sairia seria Jean Mota. No Corinthians, Cristóvão Borges trocou Gustavo pelo ex-santista Marquinhos Gabriel e colaborou com a estratégia adversária.

O Santos levou a melhor depois das substituições. Aos 24 minutos, Vilson trombou com Luiz Felipe dentro da área, e o árbitro enxergou pênalti no lance. Vitor Bueno se apresentou para a cobrança, deslocou Cássio e conferiu para empatar o clássico.

Satisfeito, Dorival mandou Caju a campo na vaga de Daniel Guedes, jogando Zeca para o lado direito. Já Cristóvão foi mais comedido quando Giovanni Augusto reclamou de dores musculares e optou pelo contestado Willians.

Empurrado por sua torcida, o Santos assumiu totalmente o controle do clássico a partir de então, tirando proveito do posicionamento defensivo do Corinthians, que já errava muitos passes. O gol da virada parecia questão de tempo. E era.

Aos 40 minutos, Jean Mota cobrou escanteio, e Renato se antecipou a Fagner para cabecear para dentro. De imediato, Cristóvão Borges sacou o inofensivo Lucca para gastar a sua última ficha com Romero, que pouco tempo teve para mudar os rumos do clássico na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Gustavo Henrique admite início ruim contra o Timão, mas destaca força do elenco

Vindo de três derrotas, o Santos começou perdendo para o Corinthians, com gol de Marlone, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após fazer uma apresentação ruim no primeiro tempo, o Peixe dava impressão de que seguiria com o jejum de vitórias. Porém, os comandados de Dorival Júnior cresceram na segunda etapa e buscaram a virada por 2 a 1. O zagueiro Gustavo Henrique reconheceu a má apresentação no início do clássico, mas vibrou com o resultado final.

“Primeiro tempo nós sofremos um pouco por causa do entrosamento, eles estavam marcando bem. No segundo nós mudamos nossa postura e conseguimos a vitória”, afirmou o defensor.

Para o clássico diante do Timão, o Santos entrou em campo sem Lucas Lima, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira, suspensos. O volante Thiago Maia, que cumpriu suspensão contra o Internacional, na última quinta-feira, entrou em campo neste domingo. Porém, o volante não fez uma boa apresentação e foi substituído por Emiliano Vecchio.

Após a entrada do argentino, o Peixe empatou com Vitor Bueno, de pênalti, e buscou a virada aos 40 minutos do segundo tempo, com Renato. Segundo o zagueiro, as boas entradas de Vecchio e Jean Mota, que deu a assistência para o segundo gol, mostram a força do elenco santista.

“Sabíamos que estávamos mal, mas também temos consciência da força do grupo. Nos fortalecemos no intervalo. Falamos que o jogo não tinha acabado ainda e conseguimos vencer”, completou.

Com a vitória, o Santos se recuperou no Brasileirão, chegou aos 39 pontos e encostou no próprio Corinthians, que está em quarto, com 40.

Após vitória no clássico, Dorival elogia arbitragem: “Foi digna”

Apesar da virada por 2 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos ainda não esqueceu a polêmica arbitragem na derrota para o Internacional, na última quinta-feira, em Porto Alegre. Na entrevista coletiva após o triunfo no clássico, o técnico Dorival Júnior elogiou o trio que apitou o jogo desta tarde, voltando a criticar o juiz Rodrigo Raposo, que expulsou Lucas Lima no Beira-Rio, após interpretar que o meia estava retardando o reinício da partida.

“A arbitragem hoje foi digna. Independentemente do que aconteceu, o trio de arbitragem foi bem de um modo geral. O que nós vimos na quinta pode ser considerada qualquer situação, menos uma arbitragem. E nós já tínhamos percebido isso desde o começo, não foi só com a expulsão”, disparou o comandante santista.

Com três derrotas seguidas antes do clássico, para Coritiba, Figueirense e Internacional, respectivamente, o Santos tinha se afastado do G4. Com a vitória sobre o Corinthians, o Peixe encostou novamente na zona de classificação para a Libertadores. Chegando aos 39 pontos, os santistas mantiveram a quinta colocação, mas colou no próprio Timão, que não saiu dos 40 e está em quarto.

O técnico Dorival Júnior destacou a importância do triunfo deste domingo e voltou a alfinetar o árbitro Rodrigo Raposo. “A derrota de quinta eu desconsidero, mas nós precisávamos dessa recuperação. Além de ser um clássico histórico, ganhamos de um rival direto na parte de cima da tabela”, completou.

Renato valoriza paciência do Santos para buscar virada no clássico

Aos 36 minutos do primeiro tempo, o meia Marlone tabelou com Rodriguinho e abriu o placar para o Corinthians contra o Santos, na Vila Belmiro. Com a derrota parcial, o Peixe ficava sete pontos atrás do Timão e se distanciava mais da briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe já vinha com o peso de três derrotas seguidas no torneio, para Coritiba, Figueirense e Internacional. Por conta desses problemas, os santistas mostraram nervosismo no começo do clássico, tanto que até o experiente Renato estava cometendo erros pouco comuns.

Porém, após o intervalo, os comandados de Dorival Júnior colocaram a cabeça no lugar e pressionaram o Corinthians até conquistar a virada. E ela veio justamente com Renato. Aos 40 minutos do segundo tempo, o volante subiu mais do que todo o mundo e desviou a cobrança de escanteio de Jean Mota, decretando a vitória santista.

Após a partida, o camisa 8 destacou a paciência dos jogadores para buscar o resultado, mesmo com todas as adversidades. “Sofremos o gol e mantivemos a tranquilidade. Tivemos paciência e não fomos de uma vez porque poderíamos tomar o segundo. Essa foi a tônica do jogo. Fomos eficientes e fizemos o que sabemos” comentou o herói do clássico.

Para o duelo diante do Timão, o Santos entrou em campo sem Lucas Lima, Victor Ferraz e Ricardo Oliveira, suspensos. Para Renato, a vitória deste domingo mostrou que o Alvinegro praiano tem elenco para disputar o Brasileirão na parte de cima da tabela.

“Isso aqui é um grupo, e todos vão ter oportunidades. Todos treinam e aproveitam as chances. O Jean Mota jogou e deu o passe da virada. É uma vitória do grupo, que perdeu três jogadores fundamentais”, completou.

Herói no clássico, Renato recebe elogios de Dorival: “Impressionante”

Aos 37 anos de idade, o volante Renato dá demonstrações claras de que realmente é igual vinho. Mesmo com a experiência, o atleta segue em alto nível e sendo fundamental para o Santos nesta temporada. Neste domingo não foi diferente. Aos 40 minutos do segundo tempo, o camisa 8 subiu mais do que a zaga do Corinthians e desviou o escanteio para o fundo das redes, virando o jogo e decretando a vitória santista por 2 a 1, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ditando o ritmo do meio campo do Peixe, Renato também vem mostrando faro de gol. Além do tento diante do Timão, o volante já marcou na vitória sobre o Vasco, pelas oitavas da Copa do Brasil, e também foi decisivo na virada sobre o Coritiba, na segunda rodada do Brasileirão, no dia 25 de maio. Detalhe é que os três gols foram de cabeça.

Após a vitória no clássico deste domingo, o técnico Dorival Júnior rasgou elogios ao camisa 8. “Não é de hoje que o Renato faz uma campanha impressionante. Qualidade que dá, sequência e frequência com que trabalha. E acima de tudo um equilíbrio. Com Renato em campo, Santos tem padrão de jogo bem definido. Com postura e liderança que tem perante todo o grupo. E ele melhora a cada dia. É impressionante a longevidade dele como atleta. A maneira como se cuida e como se prepara. É um dos grandes profissionais com que trabalhei.”

Vitor Bueno ressalta personalidade para iniciar reação santista

Horas depois de ser decisivo para a vitória por 2 a 1 do Santos sobre o Corinthians, de virada, na Vila Belmiro, o meia Vitor Bueno já estava na TV Gazeta para participar do programa Mesa Redonda da noite de domingo. O jogador de 22 anos falou com orgulho do gol de pênalti que marcou no clássico paulista.

“Todo o mundo sabe que o nosso batedor oficial é o Ricardo Oliveira. Treino bastante também. Ele não estava, e eu já havia feito um gol de pênalti contra o Figueirense. Então, consigo me ver cobrando as bolas paradas do Santos. Tive personalidade para bater e fazer o gol”, comentou Vitor Bueno.

O meia garantiu que se preparou para a oportunidade da marca da cal na Vila, estudando as ações do goleiro Cássio, do Corinthians. “Sei que ele cai para aquele lado na maioria das vezes. Por sinal, é para onde mais bato”, sorriu. “Mas, na hora, já vou determinado a chutar para um canto. Não olho para o goleiro. Só vejo um pouco do reflexo dele e bato.”

Seja como for, Vitor Bueno converteu o pênalti e abriu caminho para o triunfo do Santos, que havia deixado a desejar no primeiro tempo, sofrendo um gol do também meia Marlone. Após o empate, o volante Renato sacramentou a virada com uma cabeçada já aos 40 minutos do segundo tempo.

“Tivemos desfalques importantes, mas quem entrou deu conta do recado. Realmente, não estávamos bem no primeiro tempo. O Corinthians criou bem mais chances e estava mais perto do segundo gol do que a gente do primeiro”, reconheceu, enaltecendo o trabalho do técnico Dorival Júnior. “O professor conversou com a gente no intervalo e mudou as nossas cabeças. Precisávamos ir para cima e entramos de outro jeito. Felizmente, saímos com a vitória”, celebrou.

Passado o clássico, Vitor Bueno agora já se concentra na sequência do Campeonato Brasileiro e em conquistar ainda mais espaço no Santos. O atleta vindo do Botafogo-SP para o clube do litoral paulista lembrou que poderá dar um grande retorno ao baixo investimento feito pela diretoria em sua contratação. “Não chegou a R$ 1 milhão”, apontou o meia.

Sem Copete, Santos terá retorno de três titulares contra o Botafogo

Apesar da virada por 2 a 1 sobre o Corinthians, neste domingo, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Dorival Júnior tem pelo menos uma coisa para lamentar. Após tomar o terceiro cartão amarelo no triunfo sobre o Timão, o atacante Jonathan Copete é desfalque certo do Santos para o próximo compromisso no torneio, diante do Botafogo, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Líder de assistências do alvinegro no Brasileirão, com quatro passes, o colombiano ainda não tem um substituto definido. Na tarde desta segunda-feira, Dorival começa a preparação para a partida contra o Fogão e deve dar pistas sobre a nova formação. O argentino Emiliano Vecchio, que chegou a treinar na vaga de Copete na semana passada, é o mais cotado para ficar com a vaga de titular.

Apesar da ausência do colombiano, o técnico santista tem três motivos para sorrir. Afinal, Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira retornam ao time, após cumprirem suspensão contra o Corinthians. Com isso, Daniel Guedes, Jean Mota e Rodrigão, que foram titulares no clássico, retornam ao banco de reservas.

Santos 3 x 1 Vasco

Data: 24/08/2016, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.130 presentes
Renda: R$ 231.065,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil e Nadine Schramm Camara Bastos (ambos de SC).
Cartões amarelos: Lucas Lima (S); Masdon e Diguinho (V).
Gols: Renato (30-1) e Ricardo Oliveira (36-1); Lucas Lima (19-2) e Éder Luiz (50-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Léo Cittadini) e Vitor Bueno; Gabriel (Copete) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

VASCO
Martin Silva; Madson (Evander), Rodrigo, Luan e Julio Cesar; Diguinho, William (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê (Éder Luiz); Jorge Henrique e Éderson.
Técnico: Jorginho



Santos atropela o Vasco na Vila, mas leva gol no fim e vaga fica em aberto

O Santos não tomou conhecimento do Vasco da Gama no primeiro confronto entre os alvinegros pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com muita facilidade, o Peixe fez 3 a 0 nos cariocas e parecia encaminhar sua vaga às quartas de final da competição por mata-mata. Mas, um gol dos cariocas aos 50 minutos do segundo tempo deixou a pulga atrás da orelha dos santistas. As duas equipes voltam a se enfrentar dia 21 de setembro, às 21h45, em São Januário, no Rio de Janeiro e, se antes só uma goleada histórica reverteria a situação para colocar os cruzmaltinos na próxima fase, agora uma simples vitória por 2 a 0 classifica o Vasco em casa.

A partida marcou os retornos de Gabriel, Thiago Maia e Zeca ao time santista depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, mas, quem brilhou na noite desta quarta-feira na na Vila Belmiro foi Lucas Lima, que após muitas cobranças, sobrou em campo. O camisa 20 criou muitas jogadas de perigo, cruzou a bola para o gol de cabeça de Renato – outro em noite inspirada – e fechou a vitória. Antes, Ricardo Oliveira deixou ao colocar a bola na gaveta de Martin Silva em cobrança de falta. O gol que manteve o Vasco vivo no confronto saiu no último lance, com Éder Luiz

Apesar do balde de água fria no fim, a vitória contundente pode motivar o Santos a reagir no Campeonato Brasileiro depois da derrota para o Curitiba, que derrubou o time para a 5ª colocação.

O jogo

O público na Vila Belmiro voltou a decepcionar. Nem mesmo o retorno do trio campeão olímpico e o caráter decisivo do confronto com o Vasco motivaram os torcedores do Santos à lotar o velho alçapão. Mas, seja in loco, pela TV, pelo rádio ou pela internet, a torcida do Peixe certamente gostou do que viu.

No primeiro tempo, a equipe de Dorival Júnior foi soberana. Lucas Lima voltou a jogar bem depois de muitas críticas sobre suas últimas apresentações. O meia assustou ao arriscar chute de fora da área logo no início da partida e cruzou uma bola na medida, que Ricardo Oliveira acabou desperdiçando muito em função do quique da bola.

O gol estava maduro e veio com Renato, aos 30, ao aproveitou cobrança de escanteio curta de Gabriel para Lucas Lima. Completamente sozinho no miolo da área, o volante cabeceou sem chance para Martin Silva.

O Peixe não se conteve após abrir o placar. E se Vitor Bueno por pouco não marcou um golaço da intermediária, Ricardo Oliveira teve mais sorte aos 36. O centroavante cobrou falta da entrada da área, o que não é muito comum, e saiu para o abraço depois da bola tocar o travessão e morrer no fundo da rede. Um golaço do centroavante, que chegou à marca dos 299 gols na carreira.

O Vasco parecia perdido diante da movimentação so santistas e das constantes viradas de jogo da equipe da casa. Mesmo assim, os cariocas tiveram duas grandes oportunidades e, em ambas, Vanderlei se sobressaiu diante dos atacantes. A coincidência é que os dois lances foram protagonizados por duas falhas do zagueiro Luiz Felipe.

Na primeira, Éderson se atrapalhou ao sair cara a cara com Vanderlei. E no último lance antes do intervalo, Andrezinho inexplicavelmente demorou a finalizar praticamente dentro da pequena área, com a bola limpa. Quando decidiu concluir, chutou fraco, em cima do camisa 1 do Peixe, para delírio das arquibancadas.

Aos 6 minutos da segunda etapa, uma situação inusitada interrompeu a partida entre Santos e Vasco. Torcedores das duas equipes e policiais entraram em confronto nas ruas do entrono do estádio Urbano Caldeira. A confusão gerou muita correria do lado de fora. A PM disparou diversos tiros de bala de borracha e usou muito spray de pimenta para dispersar o tumulto. E o gás acabou chegando ao campo de jogo, causando dois minutos de interrupção.

Com o recomeço da segunda etapa, Yago Pikachu entrou na vaga de Willian e Jorginho tentou mudar o panorama do jogo. O Santos, mesmo assim, era soberano e controlava o confronto, porém, já sem o mesmo ímpeto. Assim, o ritmo do duelo foi caindo até que Andrezinho resolveu arriscar e acabou carimbando a trave de Vanderlei, que apostou apenas no golpe de vista. Era o Vasco começando a crescer na Vila Belmiro em busca de ao menos um gol que lhe desse uma boa condição para o jogo de volta.

Mas o plano foi por água abaixo aos 19 minutos. O Santos mais uma vez encontrou muito espaço no meio de campo e chegou com facilidade à entrada da área de Martin Silva. Renato, com um lindo toque de calcanhar, deixou Lucas Lima de frente para a meta. O camisa 20, então, só colocou no canto, bola rasteira. 3 a 0 classificação encaminhada.

A festa só não foi completa porque a arbitragem anulou de forma muita duvidosa o que seria o quarto gol do Santos no jogo, o segundo de Ricardo Oliveira, que assim poderia comemorar seu 300º gol na carreira.

Para piorar, no último minuto do jogo, o Vasco tentou sua última investida e foi feliz. Éderson chutou cruzado, Vanderlei espalmou e Éder Luiz mandou para as redes, já de carrinho. É o gol que mantém o Vasco vivo na briga por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

Bastidores – Santos TV:

Santistas tentam evitar abatimento com gol vascaíno no último lance

O Santos construiu uma bela vantagem sobre o Vasco no primeiro confronto das oitavas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. A vitória por 3 a 1, no entanto, não deixou torcedores e jogadores tranquilos depois do gol vascaíno aos 50 minutos do segundo tempo. Se antes os cariocas necessitariam de uma goleada em São Januário, agora se classificam com um simples 2 a 0. O abatimento dos atletas após o apito final foi notório, mas todos fizeram questão de ressaltar a vantagem construída.

“A gente não quer tomar gol nunca. A gente fica com muita raiva. A gente sabe que esse gol tem um peso por ser fora de casa, mas vamos jogar lá para ganhar”, avisou Victor Ferraz, com discurso compartilhado por Vitor Bueno. “Não dá tranquilidade. Tomamos um gol agora no final, mas vamos valorizar. Aqui é o Santos. Nós vamos lá em busca da vitória também. Não vamos nos preocupar se podemos perder de dois ou três”, explicou o meia.

Gabriel e Lucas Lima também fizeram questão de valorizar a vitória independente do gol que a equipe acabou levando segundos antes do apito final. “Claro que esse gol complica um pouco, mas, mesmo se não saísse o gol, ia ser muito complicado jogar lá”, comentou o camisa 10. “Esse gol não vai apagar a partida que fizemos. Sabemos que pudíamos ter evitado, mas estamos no caminho certo. Vamos pensar no Campeonato Brasileiro agora”, completou Lucas Lima, que voltou a fazer uma boa partida após muitas críticas.

“Muita gente me critica, mas minha cabeça é muito tranquila quanto a isso. Eu sabia que com o tempo eu ia fazer uma partida boa”, disse o jogador convocado mais uma vez para defender a Seleção Brasileira. “Eu vinha de contusão, muito tempo parado. Estou muito feliz pela convocação, pela partida, pelo gol. É a consequência do trabalho que venho fazendo, independentemente dessas partidas (ruins), eu não parei de trabalhar”, concluiu.

Luis Felipe, zagueiro do Peixe que acabou “criando” duas chances para o adversário ainda no primeiro tempo, foi o último a deixar o gramado e seguiu o mesmo tom dos companheiros ao analisar a partida. “Sem dúvida (o gol incomoda). Tomamos um gol no fim. Conversamos que isso não poderia acontecer, mas, tudo bem. A gente tem uma vantagem e vamos lá para nos classificarmos”, encerrou.

Dorival admite incômodo com mais um gol no fim, mas valoriza vitória

O técnico Dorival Júnior foi para a coletiva de imprensa depois da vitória do Santos sobre o Vasco na Vila Belmiro preparado para as perguntas sobre o gol que tirou uma larga vantagem que a equipe da Baixada teria para o segundo jogo diante dos cariocas, dia 21 de setembro, na briga por uma vaga às quartas de final da Copa do Brasil. Éder Luiz marcou aos 50 minutos do segundo tempo e definiu o placar de 3 a 1 favorável ao Peixe, mas que manteve o time de São Januário vivo na disputa.

“Futebol é assim. A atenção vai até a última ação. Por outro lado, nos deixa ainda mais atentos. Tem os dois lados. Estamos enfrentando uma grande equipe, que exigiu muito, e construímos um resultado maravilhoso, criando, envolvendo, com jogadas bonitas. Do outro lado há um grande treinador e grandes jogadores, uma equipe bem definida. O gol saiu, fazer o quê? Tenho que olhar muito mais pelo resultado, parabenizar, incentivar, e mostrar que estaremos mais atentos ainda. Já seria complicado com 3 a 0, com 3 a 1 dá outra posição, outra conotação, mas não vou deixar de enaltecer a apresentação”, avaliou o técnico santista.

O maior incômodo é que o problema tem sido recorrente na temporada do Santos. O Alvinegro Praiano já levou gol nos minutos finais em oito oportunidades. Foi assim contra o Figueirense (aos 46 do segundo tempo – placar 2 a 2), frente ao Internacional (aos 38 do segundo tempo – placar 1 a 0), no clássico com o Corinthians (aos 36 do segundo tempo – placar 1 a 0), diante do Atlético-PR (aos 43 do segundo tempo – placar 1 a 0), contra o Grêmio (aos 44 do segundo tempo – placar 3 a 2), contra o América-MG (aos 44 do segundo tempo – placar 1 a 0) e na última rodada do Brasileirão, contra o Cotitiba (aos 41 do segundo tempo – placar 2 a 1).

“Há um momento que sentimos, temos que ter equilíbrio. Não há treinamento para isso. Em alguns instantes é natural que a equipe se retraia para aproveitar o contra-ataque. Mas não podemos perder a agressividade, a combatividade. O Vanderlei fez uma bela defesa e o Éder Luiz fez o gol no rebote, mesmo marcado. Temos que ter consciência que o equilíbrio vai até o minuto final. Tudo isso é discutido, conversado, mas é difícil resolver isso em treinamentos. Procuramos achar o caminho, porque já perdemos vários pontos por causa dos minutos finais”, tentou explicar Dorival Júnior.

Confira os principais trechos da coletiva do treinador do Peixe após a vitória sobre o Vasco, nesta quarta-feira:

Poupar Gabriel
“O descanso vai ser atuando. O Gabriel é importante no esquema. Pode não ter tido uma grande atuação, mas não deixa de ser perigoso, preocupa o adversário. Ele participa da maioria das ações ofensivas, tem espaço na equipe e sabe muito bem o que representa e a sua responsabilidade”.

Boa partida de Renato
“Não tenho nem o que falar do Renato. É assim desde a minha primeira partida. Já havia visto o Paulista anterior à minha chegada e vinha sendo tão importante quanto hoje. Prima pela regularidade, qualidade, leitura, posicionamento, poucos erros em passes. É fantástico e a cada momento passa a ser mais importante, com equilíbrio fantástico à garotada, um time jovem. Fico muito satisfeito de comandar um jogador desse nível, com a idade e o apetite que tem”.

Reabilitação de Lucas Lima
“Fizemos trabalho forte com ele. Ele se dedicou com intensidade nos últimos 15 dias. Sabia da dificuldade que teria no primeiro jogo, e disse para não abaixar a cabeça pela atuação em Coritiba, porque sabíamos que as coisas aconteceriam, e tendem a ser muito melhor do que hoje. Depois desse trabalho, com estabilidade, ele vai voltar a jogar dentro das melhores condições. Com ele em forma, a equipe fica ainda mais segura e fortalecida”.

Briga fora do estádio que paralisou o jogo
“Só temos que lamentar. Não são torcedores, são vândalos. O Ministério Público tem que tomar conta dessa situação. A Polícia deteve algumas pessoas e elas precisam responder. Se estarão soltas, não adianta. Nosso país não pune no mais alto grau e nem aqui embaixo. A sociedade vive nesse dilema. Infelizmente, é uma crescente. Nossas casas a cada dia são mais gaiolas, com grades, ferro.. Triste”.

Importância do retorno dos atletas
“Nós conseguimos desenhar um elenco. Esse é o maior ponto. O fato mais importante. Com a montagem quase completa, natural que torçamos para perder o mínimo possível. Acontecem saídas com a Seleção, que é um reconhecimento. Poderíamos aproveitar para treinamentos, mas não acontece pela falta de dois, três, outro por lesão.. É uma dificuldade grande. A equipe totalmente composta é muito forte, com condições de brigar pelas melhores colocações. O jogo tem 180 minutos e precisamos repetir a grande atuação. Temos que estar preparados, focados e treinados por uma nova grande apresentação”.

Vanderlei e briga no Brasileiro
“O Vanderlei faz um grande ano. Sempre que necessário ele participa da construção de resultados. Até inicia as jogadas com posse de bola e troca de passes, fora defesas importantes. Temos feito bons jogos, podemos contar nos dedos os jogos que jogamos fora do nível. Mas precisamos de algo a mais porque o campeonato é equilibrado. Sempre que tiramos vantagem, perdemos na rodada seguinte. Temos que ter equilíbrio para ter um escape nesse grupo, que queira ou não briga desde o começo do campeonato.”

Gol no final do jogo contra o Santos devolve otimismo a Jorginho

O técnico Jorginho admitiu que chegou a dar a vaga na próxima fase da Copa do Brasil como perdida, mas o gol marcado por Eder Luis nos acréscimos da partida contra o Santos, que venceu por 3 a 1, devolveu a sua confiança. Ele fez questão de convocar a torcida para o jogo da volta, em 21 de setembro, em São Januário.

“O gol foi muito importante, colocou a gente de novo na competição”, definiu Jorginho, que viu o Vasco ser dominado pelo Santos na Baixada Santista. Ainda assim, apostou que, se o seu time abrir o placar no Rio de Janeiro, a torcida irá ajudar a construir uma vitória por dois gols de diferença na volta.

“O torcedor terá que fazer a diferença. É o incentivo que a equipe vai precisar para o jogo de volta”, concluiu o técnico vascaíno.

Santos quita atraso de direitos de imagem com os jogadores

Após o atacante Ricardo Oliveira confirmar que o Santos devia valores referentes aos direitos de imagens para o elenco santista, a diretora do Peixe conseguiu quitar as pendências com os jogadores nesta semana. Os atletas alvinegros conviviam com um mês de atraso em parte do salário.

O atraso no pagamento de direitos de imagem dos jogadores é um problema recorrente no Santos desde dezembro de 2014, quando o presidente Modesto Roma Júnior assumiu o clube. Mesmo assim, os problemas financeiros não impediram o time de conquistar o Campeonato Paulista de 2015 e 2016 e brigar pelo título da Copa do Brasil e do Brasileirão no último ano.

Ainda nesta janela de transferências, existe a possibilidade de o clube ter seu caixa reforçado para as próximas temporadas. O atacante Gabigol já recebeu propostas oficiais de quatro grandes clubes europeus, conforme revelou o empresário Wagner Ribeiro, e deve deixar o Peixe até o início do próximo ano.

Santos 2 x 1 Coritiba

Data: 22/05/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.472 pagantes
Renda: R$ 212.190,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Zeca, Vitor Bueno e Gustavo Henrique (S); Alan Santos e Kléber Gladiador (C).
Gols: Kléber Gladiador (19-1); Vitor Bueno (16-2) e Renato (51-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Matheus Nolasco) e Lucas Lima; Gabriel e Joel (Ronaldo Mendes).
Técnico: Dorival júnior.

CORITIBA
Wilson; Dodô, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos (Ícaro), Ruy (Thiago Lopes) e Cesar González; Leandro e Kleber Gladiador (Guilherme Parede).
Técnico: Gilson Kleina



Renato marca aos 51 e Peixe vira em cima do Coritiba na Vila Belmiro

Ricardo Oliveira não pôde entrar em campo neste domingo e Joel não conseguiu substituir o camisa 9 à altura. E quando a equipe mais precisava de um centroavante, foi Renato, que mesmo puxando a coxa, acabou assumindo a posição. O volante de origem marcou, de cabeça, o gol da primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro, quando o relógio já marcava 51 minutos da etapa final.

Apesar dos protestos do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo, mesmo com a pausa para hidratação dos atletas, a virada por 2 a 1 ainda manteve a invencibilidade de Dorival Júnior no estádio Urbano Caldeira. Agora são 30 jogos, 10 meses e 17 dias sem saber o que é perder como mandante.

Apesar dos primeiros três pontos, o Alvinegro Praiano se mostrou sonolento desde o início do confronto, talvez pelo horário das 11 horas. Lucas Lima, que aparentemente estava recuperado de sua lesão no tornozelo direito, mostrou muita limitação nos movimentos e acabou sacado ainda no intervalo, quando o Coxa já vencia graças a gol de Kléber Gladiador, após passe de Leandro, ex-Santos. O duelo deste domingo pode ter sido a última vez do meia com a camisa santista.

Assim como Gabriel, outro que decepcionou nesta 2ª rodada, o camisa 20 se apresenta nesta segunda à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América e pode ser negociado com o exterior neste período. A dupla corre o risco de perder até nove rodadas do Brasileirão, caso o Brasil vá à final.

Neste cenário, o gol de empate só poderia sair em um lance inusitado. Quando menos se esperava, aos 19 da etapa final, Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e o goleiro Wilson aceitou.

O jogo

Como de costume, já na movimentação da torcida no entorno da Vila Belmiro era possível perceber o alto número de famílias e crianças. Típico de uma partida na manhã do domingo. Mas, diferente de outras oportunidades, o alçapão não encheu para ver um Santos um tanto quanto sonolento.

Lucas Lima teve seu nome gritado pela torcida pouco antes do apito inicial, mas, alguns minutos depois, ouviu protestos. O meia ainda parecia incomodado com sua lesão no tornozelo direito e se movimentava pouco, apesar de alguns bons passes.

O Coritiba, por sua vez, se postou como manda o figurino de um visitante. Sempre com seus dez jogadores de linha na marcação atrás do meio de campo e explorando os contra-ataques. E, desta forma, a equipe de Gilson Kleina anulou o Peixe de Dorival e causou calafrios nos santistas em suas investidas.

Logo na primeira oportunidade, aos 19 minutos, Dodô enfiou linda bola para Leandro, ex-Santos, entrar na área pela direita do ataque. O jogador cruzou rasteiro e Kléber Gladiador só empurrou para as redes. 1 a 0 Coxa.

Cinco minutos depois, a jogada se repetiu nas costas de Zeca, que sofria sem cobertura, por pouco os paranaenses não ampliaram em plena Vila Belmiro. As duas jogadas ao menos serviram para acordar do Santos.

Aos 25, Lucas Lima deixou Joel na cara do gol. O camaronês acertou a trave e Gabriel mandou para o gol, mas nada valia em função da posição irregular do substituto de Ricardo Oliveira.

E quando se esperava uma pressão alvinegra, a zaga voltou a falhar. González recebeu por cima de David Braz e Gustavo Henrique e serviu Leandro. O atacante percebeu a saída desesperada de Vanderlei e só tocou por cobertura. A bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. Silêncio nas arquibancadas, ainda assustadas.

O Santos não conseguia empolgar, errava muitos passes e mostrava uma lentidão incomum. Chegou a marcar com Joel, mas novamente o camaronês estava impedido. E o prejuízo só não foi maior na primeira etapa porque Alan Santos, cria da base do santista, desperdiçou chance clara de gol, aos 41.

Virada dramática
O retorno dos times ao segundo tempo cumpriu o que se imaginava, com Paulinho na vaga de Lucas Lima. O camisa 20 agora se apresenta à Seleção Brasileira sem saber se voltará a vestir a camisa do Peixe e com a certeza de que precisa se recuperar totalmente de sua lesão para ser útil na Copa América.

O Coritiba, no entanto, parecia à vontade no duelo e tocava a bola com tranquilidade. O Santos não conseguia pressionar, mas, apesar de não fazer por merecer, os donos da casa chegaram ao empate.

O relógio marcava 19 quando Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e viu o goleiro Wilson tocar na bola, mas, sem força para impedir o gol. Falha fatal e tudo igual na Vila.

Dorival então sacou Joel, que voltou ao time sem brilho depois de passar os últimos dias com caxumba, e colou em campo o talismã Ronaldo Mendes. Era o Santos em busca da virada e da primeira vitória na competição.

O Coxa já não assustava mais nas escapadas, como na etapa anterior, e o Santos, mesmo em uma manhã não muito inspirada, tentava o gol na marra. Aos 28, Zeca quase o fez um lindo voleio, que quase sobrou para Thiago Maia completar.

Após isso, o jovem Matheus Nolasco foi para campo na vaga de Vitor Bueno, que apesar do gol não fez uma apresentação satisfatória. A esta altura, o Santos tinha dez minutos para alcançar os três pontos diante de seu torcedor.

E o torcedor teve de sofrer até o último segundo. Renato, sentindo a coxa, mas sem poder sair por causa do limite de substituições, apareceu dentro da área, como centroavante, e de cabeça marcou o gol da virada aos 51 minutos.

Apesar de toda a reclamação dos jogadores do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo (houve parada técnica), não houve tempo para mais nada. Fim de jogo e vitória do Peixe.

Santos TV – Bastidores:

Herói do jogo, Renato diz que estava com três câimbras no momento do gol

Renato não fez uma grande partida neste domingo, assim como toda a equipe santista. Porém, o dia estava reservado para o volante na partida contra o Coritiba, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Antes do apito inicial, o camisa 8 ganhou um placa da diretoria pelos seus 37 anos, festejados dia 15, e mais de 300 jogos com a camisa alvinegra. Mas, foi no último minuto do jogo que Renato fechou com chave de ouro ao garantir a vitória de virada por 2 a 1 do Peixe, mesmo sem as condições ideais para estar em campo.

“Tive cãibra no posterior, na panturrilha, deu até no adutor esquerdo. Fiquei porque não tinha como sair. Fui no sacrifício e consegui fazer o gol”, revelou o jogador, lembrando que Dorival Júnior já tinha sacado Lucas Lima, Joel e Vitor Bueno.” O Victor fez uma jogada espetacular, o Dodô ficou sem condições de ir na bola, e eu fui feliz no cabeceio”, detalhou o lance de sua consagração.

Apesar da alegria pelo raro gol, Renato não deixou de apontar sua preocupação com o futebol apresentado pelo Santos nestas duas primeiras rodadas e às vésperas de perder suas principais estrelas para a Seleção Brasileira. “Tem que ter superação, o elenco sabe da responsabilidade. Os jogadores vão ter oportunidade e a gente espera que eles mantenham o nível”, avisou.

Mas, o calor também foi justificativa para o jogador tentar explicar o jogo sonolento e de muitos erros do Peixe frente ao Coxa. A partida ás 11 horas desde domingo foi disputada sob um calor 27º na Baixada.

“Quando está muito calor como hoje, acaba prejudicando os dois lados, o jogo acaba ficando lento, às vezes cansamos mais rápido. Se está nublado, um calor ameno, é bom. No Sul é até bom, mas pega, por exemplo, em Recife ou aqui em Santos, com sol. Deixa todo mundo cansado. É um horário bom, pois trás a família para o estádio, mas, para nós, acaba prejudicando”, explicou, sem esconder a sensação de alívio.

Apesar de vitória, Dorival reprova atuação e cobra resposta da equipe

A vitória do Santos por 2 a 1 em cima do Coritiba deu ao time da Baixada os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro, mas, não aliviaram as críticas do técnico Dorival Júnior. Em sua análise do confronto, o treinador não escondeu sua insatisfação com a atuação de seus comandados e admitiu que o gol aos 51 minutos do segundo tempo, marcado por Renato, teve méritos apenas pelo espírito de luta do time.

“Não foi só o primeiro tempo. A partida toda foi abaixo. O Santos esteve bem abaixo, em termos de uma postura geral. Tanto defensiva quanto ofensivamente. Ganhamos o jogo na base da superação, da vontade, da garra. Fica difícil uma análise um pouco mais direta”, avaliou o comandante, claramente irritado com o futebol do Santos na Vila Belmiro.

“Não podíamos jogar como estávamos, por dentro, porque estava muito congestionado. Fizemos ao contrário. Começamos a entrar com jogadores de fora em momentos errados. Fizemos o jogo que o Coritiba gostaria, a partir do gol inicial da partida. Tínhamos de tentar jogar pelo lado. Isso estava comprometendo nossa transição”, explicou.

Nem mesmo o fato do Peixe ter mantido sua invencibilidade jogando em casa acalmou Dorival. Uma derrota neste domingo colocaria fim a série de pouco mais de 10 meses sem sofrer um revés na Vila e seria a primeira desde que o atual técnico retornou ao clube, em julho do ano passado.

“Foi um resultado alcançado, mas ninguém está satisfeito com esse resultado e temos consciência disso. A Vila é importante a partir do momento que você envolve o adversário e jogue bem. Não foi isso que aconteceu hoje. Não adianta termos a Vila a nosso favor, se não tivermos uma equipe taticamente preparada e tecnicamente presente para que as coisas aconteçam”, ponderou, já preocupado em não repetir o péssimo primeiro turno do Brasileirão de 2015.

“É um fator que temos de pensar, analisarmos bem e voltarmos para nossas origens. Até porque não podemos ter um início de competição que tivemos ano passado e comprometeu”, concluiu Dorival, que agora terá a missão de preparar o Santos para o duelo contra o Figueirense, fora de casa, na quarta-feira.

Vitor Bueno revela dica de Arzul no gol e David Braz reclama do calor

Os jogadores do Santos deram declarações distintas na saída do campo da Vila Belmiro depois da primeira vitória da equipe no Campeonato Brasileiro. Os três pontos só chegaram depois de uma virada dramática em cima do Coritiba, por 2 a 1, com gol no último lance do confronto. Antes, Vitor Bueno arrancou o empate em gol de falta graças a uma dica do preparador de goleiros Arzul.

“Eu vi que ele (goleiro Wilson) relou na bola. Essa bola do Brasileiro varia muito. O Arzul, nosso preparador de goleiro, falou para eu bater firme nela, porque ela varia muito de direção”, contou o jovem jogador, minimizando a atuação ruim da equipe neste domingo.

“O mais importante foi a vitória. O grupo está todo de parabéns pela entrega dentro de campo. Sabíamos que não era um jogo fácil, ainda mais pelo horário. Não estamos acostumados a jogar assim, mas, graças a Deus deu tudo certo”, completou.

Enquanto muitos atletas se dirigiam para o vestiário sem dar declarações, David Braz foi à torcida, bateu no peito, agradeceu o apoio, mas não deixou de reclamar do horário das 11 horas.

“Isso que dá jogar esse horário. O desgaste é muito grande. Olha como está o sol. Um jogo complicado, contra um time que veio atrás. Tivemos que trabalhar a bola dos dois lados. Com muita raça e determinação conseguimos a virada”, disse o zagueiro.

Gabriel, que fez sua última partida antes de se apresentar à Seleção Brasileira para a Copa América, não garantiu que volta, mas também não confirmou sua situação.

“É difícil falar isso, mas estou muito feliz no Santos. É um privilégio jogar na Vila, com a torcida ao lado. Estou muito feliz aqui, o Santos é minha casa, mas, afirmar isso (que quer ficar) é muito complicado”, despistou o camisa 10, apagado neste domingo.


Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 11/03/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.416 pagantes
Renda: R$ 360.960,00
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen (ambos de SP)
Cartões amarelos: Geuvânio, Ricardo Oliveira, Valência, Lucas Lima e David Braz (S); Arouca e Dudu (P).
Gols: Vitor Hugo (07-1) e Renato (27-1); Ricardo Oliveira (16-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz, Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca; Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Peixe vira sobre Verdão, mantém tabu e assume a ponta do Paulista

No ano do centenário do clássico entre Santos e Palmeiras, as equipes paulistas honraram as tradições e fizeram um grande jogo nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Contudo, o Peixe mais uma vez bateu o Verdão e manteve o tabu de não perder para o time da Capital desde fevereiro de 2012. Agora são 6 vitórias e dois empates nos últimos oito clássicos.

O Palmeiras começou bem o duelo e abriu o placar antes dos dez minutos, com Vitor Hugo, após cobrança de escanteio. À partir disso, o Santos acordou e praticamente tomou conta do jogo até o fim. Ainda na etapa inicial, o alvinegro praiano empatou com Renato. A virada veio no segundo tempo com Ricardo Oliveira, após linda cavada na saída de Fernando Prass.

Com o resultado, o Santos chega a 23 pontos na liderança do Grupo D e da classificação geral do Campeonato Paulista. No sábado, o time da Baixada Santista visita o Marília, às 11 horas, pela 10ª rodada.

Por outro lado, o Palmeiras estaciona nos 18 pontos, mas segue tranquilo no Grupo C. A derrota interrompe a série e sete vitórias seguidas do clube. A busca pela reação começa no próximo domingo, às 18h30, frente ao XV de Piracicaba, no Palestra Itália.

O jogo

O clássico da Vila Belmiro começou melhor do que muitos torcedores esperavam. Oswaldo de Oliveira, que conhece bem o time santista, cumpriu a promessa de usar o ataque para se defender bem e, logo à partir do apito inicial, postou seu time à frente. Os primeiros dez minutos de jogo foram do Palmeiras, que marcava em cima, recuperava a bola de forma rápida e rondava a área do Peixe com bastante perigo.

E a pressão surtiu efeito no quarto escanteio. Robinho cobrou no primeiro pau e Vitor Hugo subiu mais alto que toda a zaga alvinegra para marcar, de cabeça, seu primeiro gol com a camisa alviverde.

Na comemoração, o zagueiro fez gestos como se ‘tirasse a zica do corpo’, já que ficou marcado por ter entregado a bola que resultou no gol que decretou a vitória corintiana no clássico anterior.

O Santos só acordou depois de ter levado o gol. Até então apático e sem chegar uma vez sequer a meta adversário, o time de Vila Belmiro se lançou ao ataque.

Aos 12 minutos, Robinho deu uma linda caneta em Gabriel, tocou para Ricardo Oliveira e recebeu livre, dentro da área, mas furou na hora de finalizar. Seria um golaço do camisa 7.

Em seguida, foi a vez de Geuvânio criar uma ótima oportunidade. O camisa 45 foi lançado, em contra-ataque, entrou na área pela direita e bateu forte. Fernando Prass espalmou para escanteio. O camisa 1 do verdão ainda realizou outra difícil intervenção depois de cruzamento fechado de Lucas Lima, que Geuvânio não alcançou e quase matou o goleiro.

O palmeiras só voltou a assustar na segunda metade da primeira etapa em chute forte de Dudu, mas que Vanderlei também não teve tanto trabalho para evitar o gol.

Aos 27, o Peixe foi premiado com o gol de empate. Vitor Ferraz, que fez bom primeiro tempo, enfiou a bola para Ricardo Oliveira, na esquerda. O centroavante cruzou rasteiro para Renato chegar como homem surpresa e marcar.

Um minuto depois, a virada não aconteceu por um detalhe. Robinho recebeu e bateu de fora da área, colocado, rasteiro, mas a bola explodiu na trave e levantou os torcedores na Vila Belmiro.

Ainda antes do fim dos primeiros 45 minutos de jogo, o Palmeiras, apesar de ter recuado e sofrido muito, por pouco não desceu para os vestiários à frente do placar. Isso porque o Robinho teve liberdade e arriscou da meia lua. A bola saiu forte e passou com muito perigo, à direita de Vanderlei, que saltou apenas para sair na foto.

Com um primeiro tempo corrido, disputado e muito bom tecnicamente, a expectativa para a segunda etapa era grande. Desta vez, porém, o time da casa é que iniciou tomando a iniciativa.

Em apenas cinco minutos, foram três finalizações. A mais perigosa em cobrança de falta de Lucas Lima, que só não se transformou em gol porque Fernando Prass chegou a tempo na bola.

Percebendo o time encurralado, Oswaldo de Oliveira resolveu agir e colocou João Paulo na vaga de Allione. Com isso, o treinador deslocou Zé Roberto para o meio de campo. O veterano jogador estava tendo muita dificuldade na lateral.

Mas mal deu tempo dos palmeirenses se arrumarem em campo. Aos 16 minutos, Robinho, aberto pela esquerda, levantou a cabeça e lançou para Ricardo Oliveira. O centroavante ganhou de Vitor Hugo na dividida e deu uma linda cavada na bola para encobrir o goleiro Fernando Prass e marcar um belo gol. Virada do Peixe na Vila.

Com a mexida no placar e os jogadores mais cansados, o clássico ficou mais aberto e com as suas equipes contra-atacando uma a outra praticamente em todos os lances. O Santos tinha mais posse de bola e chegava com perigo, sempre apostando na habilidade e inteligência de Robinho. O Verdão não se entregava, mas tinha dificuldade de chegar ao ataque e abusava dos passes errados. Desta forma, o jogou seguiu até o apito final e acabou com mais uma vitória do peixe em cima do rival, que não vence o clássico centenário desde 2012.

Bastidores – SantosTV:

Robinho sonha alto e já fala em ser campeão paulista

A cada jogo, a cada vitória, os jogadores do Santos mostram que querem provar para todo mundo que desconfiou da equipe no início da temporada a força do time. Nesta quarta-feira, o Peixe bateu o Palmeiras de virada, se manteve invicto e ainda chegou à ponta geral do Campeonato Paulista. O resultado empolgou os atletas do Alvinegro praiano.

“Desde o começo éramos o time que menos se falava, mas temos muitas condições. Não ganhamos nada, nosso objetivo ainda não foi alcançado, que é ser campeão paulista”, avisou Robinho, um dos melhores em campo nesta quarta. “Faltou o meu gol e uma caneta no Arouca, mas valeu o empenho de todos, estamos em uma crescente”, brincou o atacante.

Para o camisa 7, a vitória poderia ser até mais tranquila, se os jogadores não perdessem tantas oportunidades. “Nosso time é assim, quando jogamos com rapidez e movimentação fica difícil. Temos só que caprichar nas finalizações. Poderíamos ter vencido com um placar melhor”, analisou.

E quando todos falam sobre a contratação de Dorival Jr e Vagner Mancini para o lugar deixado por Enderson Moreira, Robinho deixou o gramado passando apoio a Marcelo Fernandes, que mais uma vez comandou a equipe santista e conquistou a vitória.

“Na minha opinião, não precisa de tanta pressa, respeitamos muito o Marcelo, ele conhece muito bem o nosso elenco, vamos buscar o melhor”, encerrou o capitão do Peixe.

Após vitória sobre Palmeiras, santistas enaltecem a força do grupo

Com sete vitórias e dois empates nestes nove primeiros jogos do Campeonato Paulista, o Santos chega a surpreender com uma arrancada que o deixa hoje como líder da classificação geral da competição. Depois da virada por 2 a 1, em cima do Palmeiras, nesta quarta-feira, os jogadores fizeram questão de valorizar o elenco e a contribuição de todos para esta volta por cima depois de tanta desconfiança devido à saída de alguns atletas durante a pré-temporada.

“A força vem do grupo e estamos mostrando isso com humildade, pés no chão. A confiança aumenta, mas não podemos deixá-la subir demais, temos que trabalhar como estamos trabalhando, buscando a classificação e depois a primeira colocação geral”, disse Renato, responsável pelo primeiro gol do Santos no clássico.

Um dos grandes exemplos de empenho e espírito coletivo do Peixe é a disposição de Vitor Ferraz. O lateral iniciou o ano como titular e muito bem pela lateral direita, mas acabou deslocado para a esquerda devido às lesões de Chiquinho e Caju. Nesta quarta, o jogador mais uma vez saiu de campo aplaudido pela torcida.

“Estou aqui no Santos. Na direita, na esquerda, eu quero é participar e jogar. A gente tem escutado muitas críticas, mas a gente está dando a volta por cima e pode acreditar, porque a gente vai chegar longe”, mandou o recado.

“É difícil ganhar de nós aqui na Vila, é o nosso caldeirão, o jogo foi muito bom, sofremos todo mundo, atacamos todo mundo e estamos muito felizes com o placar positivo”, completou Lucas Lima.

Xingado o jogo todo, Arouca nega ter sido afetado e vê derrota injusta

Arouca foi xingado desde a primeira vez em que apareceu no gramado da Vila Belmiro até sair do campo derrotado por 2 a 1. Durante o clássico, o volante levou cartão amarelo ao trocar empurrões com o amigo e agora rival Robinho. Mas negou qualquer má influência da pressão e considerou a derrota do Palmeiras injusta.

“Não merecíamos perder. Foi um clássico pau a pau, lutamos a todo o momento. Infelizmente, levamos o gol no segundo tempo e não deu”, disse o jogador, que teve sua imagem pichada em muro do estádio do Peixe e passou um mês sem aparecer no clube até acertar ação judicial para deixar a equipe alegando atraso de salários.

O meio-campista, porém, negou ter sido afetado pelas ofensas nesta noite. “É difícil de falar, lamentável. Mas não estou aqui para ficar preocupado com eles, vim para fazer o meu trabalho no Palmeiras e tentar fazer o time vencer. Infelizmente, não conseguimos”, lamentou.

Em relação a Robinho, Arouca parou contra-ataque com falta, segurou o amigo e trocou empurrões até levar cartão. “Foi um lance de jogo. Parei a jogada e o juiz deu cartão. Eu não estava alterado, de maneira nenhuma. Joguei leal, como sempre fiz na minha carreira”, falou o camisa 5 do Verdão, que chegou a ser afastado pelo árbitro após novo desentendimento com Robinho.

Oswaldo de Oliveira minimizou os xingamentos ao jogador. “Não foi o primeiro nem vai ser o último capítulo dessa história, é natural que isso aconteça. É um jogador recém-saído, nas condições que saiu… Nada que abale o Arouca ou nos tire a noite de sono”, opinou o técnico.