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Santos 2 x 1 Coritiba

Data: 22/05/2016, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.472 pagantes
Renda: R$ 212.190,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Zeca, Vitor Bueno e Gustavo Henrique (S); Alan Santos e Kléber Gladiador (C).
Gols: Kléber Gladiador (19-1); Vitor Bueno (16-2) e Renato (51-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Matheus Nolasco) e Lucas Lima; Gabriel e Joel (Ronaldo Mendes).
Técnico: Dorival júnior.

CORITIBA
Wilson; Dodô, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos (Ícaro), Ruy (Thiago Lopes) e Cesar González; Leandro e Kleber Gladiador (Guilherme Parede).
Técnico: Gilson Kleina



Renato marca aos 51 e Peixe vira em cima do Coritiba na Vila Belmiro

Ricardo Oliveira não pôde entrar em campo neste domingo e Joel não conseguiu substituir o camisa 9 à altura. E quando a equipe mais precisava de um centroavante, foi Renato, que mesmo puxando a coxa, acabou assumindo a posição. O volante de origem marcou, de cabeça, o gol da primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro, quando o relógio já marcava 51 minutos da etapa final.

Apesar dos protestos do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo, mesmo com a pausa para hidratação dos atletas, a virada por 2 a 1 ainda manteve a invencibilidade de Dorival Júnior no estádio Urbano Caldeira. Agora são 30 jogos, 10 meses e 17 dias sem saber o que é perder como mandante.

Apesar dos primeiros três pontos, o Alvinegro Praiano se mostrou sonolento desde o início do confronto, talvez pelo horário das 11 horas. Lucas Lima, que aparentemente estava recuperado de sua lesão no tornozelo direito, mostrou muita limitação nos movimentos e acabou sacado ainda no intervalo, quando o Coxa já vencia graças a gol de Kléber Gladiador, após passe de Leandro, ex-Santos. O duelo deste domingo pode ter sido a última vez do meia com a camisa santista.

Assim como Gabriel, outro que decepcionou nesta 2ª rodada, o camisa 20 se apresenta nesta segunda à Seleção Brasileira para a disputa da Copa América e pode ser negociado com o exterior neste período. A dupla corre o risco de perder até nove rodadas do Brasileirão, caso o Brasil vá à final.

Neste cenário, o gol de empate só poderia sair em um lance inusitado. Quando menos se esperava, aos 19 da etapa final, Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e o goleiro Wilson aceitou.

O jogo

Como de costume, já na movimentação da torcida no entorno da Vila Belmiro era possível perceber o alto número de famílias e crianças. Típico de uma partida na manhã do domingo. Mas, diferente de outras oportunidades, o alçapão não encheu para ver um Santos um tanto quanto sonolento.

Lucas Lima teve seu nome gritado pela torcida pouco antes do apito inicial, mas, alguns minutos depois, ouviu protestos. O meia ainda parecia incomodado com sua lesão no tornozelo direito e se movimentava pouco, apesar de alguns bons passes.

O Coritiba, por sua vez, se postou como manda o figurino de um visitante. Sempre com seus dez jogadores de linha na marcação atrás do meio de campo e explorando os contra-ataques. E, desta forma, a equipe de Gilson Kleina anulou o Peixe de Dorival e causou calafrios nos santistas em suas investidas.

Logo na primeira oportunidade, aos 19 minutos, Dodô enfiou linda bola para Leandro, ex-Santos, entrar na área pela direita do ataque. O jogador cruzou rasteiro e Kléber Gladiador só empurrou para as redes. 1 a 0 Coxa.

Cinco minutos depois, a jogada se repetiu nas costas de Zeca, que sofria sem cobertura, por pouco os paranaenses não ampliaram em plena Vila Belmiro. As duas jogadas ao menos serviram para acordar do Santos.

Aos 25, Lucas Lima deixou Joel na cara do gol. O camaronês acertou a trave e Gabriel mandou para o gol, mas nada valia em função da posição irregular do substituto de Ricardo Oliveira.

E quando se esperava uma pressão alvinegra, a zaga voltou a falhar. González recebeu por cima de David Braz e Gustavo Henrique e serviu Leandro. O atacante percebeu a saída desesperada de Vanderlei e só tocou por cobertura. A bola bateu no travessão e saiu pela linha de fundo. Silêncio nas arquibancadas, ainda assustadas.

O Santos não conseguia empolgar, errava muitos passes e mostrava uma lentidão incomum. Chegou a marcar com Joel, mas novamente o camaronês estava impedido. E o prejuízo só não foi maior na primeira etapa porque Alan Santos, cria da base do santista, desperdiçou chance clara de gol, aos 41.

Virada dramática
O retorno dos times ao segundo tempo cumpriu o que se imaginava, com Paulinho na vaga de Lucas Lima. O camisa 20 agora se apresenta à Seleção Brasileira sem saber se voltará a vestir a camisa do Peixe e com a certeza de que precisa se recuperar totalmente de sua lesão para ser útil na Copa América.

O Coritiba, no entanto, parecia à vontade no duelo e tocava a bola com tranquilidade. O Santos não conseguia pressionar, mas, apesar de não fazer por merecer, os donos da casa chegaram ao empate.

O relógio marcava 19 quando Vitor Bueno cobrou falta de longa distância e viu o goleiro Wilson tocar na bola, mas, sem força para impedir o gol. Falha fatal e tudo igual na Vila.

Dorival então sacou Joel, que voltou ao time sem brilho depois de passar os últimos dias com caxumba, e colou em campo o talismã Ronaldo Mendes. Era o Santos em busca da virada e da primeira vitória na competição.

O Coxa já não assustava mais nas escapadas, como na etapa anterior, e o Santos, mesmo em uma manhã não muito inspirada, tentava o gol na marra. Aos 28, Zeca quase o fez um lindo voleio, que quase sobrou para Thiago Maia completar.

Após isso, o jovem Matheus Nolasco foi para campo na vaga de Vitor Bueno, que apesar do gol não fez uma apresentação satisfatória. A esta altura, o Santos tinha dez minutos para alcançar os três pontos diante de seu torcedor.

E o torcedor teve de sofrer até o último segundo. Renato, sentindo a coxa, mas sem poder sair por causa do limite de substituições, apareceu dentro da área, como centroavante, e de cabeça marcou o gol da virada aos 51 minutos.

Apesar de toda a reclamação dos jogadores do Coritiba pelos sete minutos de acréscimo (houve parada técnica), não houve tempo para mais nada. Fim de jogo e vitória do Peixe.

Santos TV – Bastidores:

Herói do jogo, Renato diz que estava com três câimbras no momento do gol

Renato não fez uma grande partida neste domingo, assim como toda a equipe santista. Porém, o dia estava reservado para o volante na partida contra o Coritiba, válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Antes do apito inicial, o camisa 8 ganhou um placa da diretoria pelos seus 37 anos, festejados dia 15, e mais de 300 jogos com a camisa alvinegra. Mas, foi no último minuto do jogo que Renato fechou com chave de ouro ao garantir a vitória de virada por 2 a 1 do Peixe, mesmo sem as condições ideais para estar em campo.

“Tive cãibra no posterior, na panturrilha, deu até no adutor esquerdo. Fiquei porque não tinha como sair. Fui no sacrifício e consegui fazer o gol”, revelou o jogador, lembrando que Dorival Júnior já tinha sacado Lucas Lima, Joel e Vitor Bueno.” O Victor fez uma jogada espetacular, o Dodô ficou sem condições de ir na bola, e eu fui feliz no cabeceio”, detalhou o lance de sua consagração.

Apesar da alegria pelo raro gol, Renato não deixou de apontar sua preocupação com o futebol apresentado pelo Santos nestas duas primeiras rodadas e às vésperas de perder suas principais estrelas para a Seleção Brasileira. “Tem que ter superação, o elenco sabe da responsabilidade. Os jogadores vão ter oportunidade e a gente espera que eles mantenham o nível”, avisou.

Mas, o calor também foi justificativa para o jogador tentar explicar o jogo sonolento e de muitos erros do Peixe frente ao Coxa. A partida ás 11 horas desde domingo foi disputada sob um calor 27º na Baixada.

“Quando está muito calor como hoje, acaba prejudicando os dois lados, o jogo acaba ficando lento, às vezes cansamos mais rápido. Se está nublado, um calor ameno, é bom. No Sul é até bom, mas pega, por exemplo, em Recife ou aqui em Santos, com sol. Deixa todo mundo cansado. É um horário bom, pois trás a família para o estádio, mas, para nós, acaba prejudicando”, explicou, sem esconder a sensação de alívio.

Apesar de vitória, Dorival reprova atuação e cobra resposta da equipe

A vitória do Santos por 2 a 1 em cima do Coritiba deu ao time da Baixada os primeiros três pontos no Campeonato Brasileiro, mas, não aliviaram as críticas do técnico Dorival Júnior. Em sua análise do confronto, o treinador não escondeu sua insatisfação com a atuação de seus comandados e admitiu que o gol aos 51 minutos do segundo tempo, marcado por Renato, teve méritos apenas pelo espírito de luta do time.

“Não foi só o primeiro tempo. A partida toda foi abaixo. O Santos esteve bem abaixo, em termos de uma postura geral. Tanto defensiva quanto ofensivamente. Ganhamos o jogo na base da superação, da vontade, da garra. Fica difícil uma análise um pouco mais direta”, avaliou o comandante, claramente irritado com o futebol do Santos na Vila Belmiro.

“Não podíamos jogar como estávamos, por dentro, porque estava muito congestionado. Fizemos ao contrário. Começamos a entrar com jogadores de fora em momentos errados. Fizemos o jogo que o Coritiba gostaria, a partir do gol inicial da partida. Tínhamos de tentar jogar pelo lado. Isso estava comprometendo nossa transição”, explicou.

Nem mesmo o fato do Peixe ter mantido sua invencibilidade jogando em casa acalmou Dorival. Uma derrota neste domingo colocaria fim a série de pouco mais de 10 meses sem sofrer um revés na Vila e seria a primeira desde que o atual técnico retornou ao clube, em julho do ano passado.

“Foi um resultado alcançado, mas ninguém está satisfeito com esse resultado e temos consciência disso. A Vila é importante a partir do momento que você envolve o adversário e jogue bem. Não foi isso que aconteceu hoje. Não adianta termos a Vila a nosso favor, se não tivermos uma equipe taticamente preparada e tecnicamente presente para que as coisas aconteçam”, ponderou, já preocupado em não repetir o péssimo primeiro turno do Brasileirão de 2015.

“É um fator que temos de pensar, analisarmos bem e voltarmos para nossas origens. Até porque não podemos ter um início de competição que tivemos ano passado e comprometeu”, concluiu Dorival, que agora terá a missão de preparar o Santos para o duelo contra o Figueirense, fora de casa, na quarta-feira.

Vitor Bueno revela dica de Arzul no gol e David Braz reclama do calor

Os jogadores do Santos deram declarações distintas na saída do campo da Vila Belmiro depois da primeira vitória da equipe no Campeonato Brasileiro. Os três pontos só chegaram depois de uma virada dramática em cima do Coritiba, por 2 a 1, com gol no último lance do confronto. Antes, Vitor Bueno arrancou o empate em gol de falta graças a uma dica do preparador de goleiros Arzul.

“Eu vi que ele (goleiro Wilson) relou na bola. Essa bola do Brasileiro varia muito. O Arzul, nosso preparador de goleiro, falou para eu bater firme nela, porque ela varia muito de direção”, contou o jovem jogador, minimizando a atuação ruim da equipe neste domingo.

“O mais importante foi a vitória. O grupo está todo de parabéns pela entrega dentro de campo. Sabíamos que não era um jogo fácil, ainda mais pelo horário. Não estamos acostumados a jogar assim, mas, graças a Deus deu tudo certo”, completou.

Enquanto muitos atletas se dirigiam para o vestiário sem dar declarações, David Braz foi à torcida, bateu no peito, agradeceu o apoio, mas não deixou de reclamar do horário das 11 horas.

“Isso que dá jogar esse horário. O desgaste é muito grande. Olha como está o sol. Um jogo complicado, contra um time que veio atrás. Tivemos que trabalhar a bola dos dois lados. Com muita raça e determinação conseguimos a virada”, disse o zagueiro.

Gabriel, que fez sua última partida antes de se apresentar à Seleção Brasileira para a Copa América, não garantiu que volta, mas também não confirmou sua situação.

“É difícil falar isso, mas estou muito feliz no Santos. É um privilégio jogar na Vila, com a torcida ao lado. Estou muito feliz aqui, o Santos é minha casa, mas, afirmar isso (que quer ficar) é muito complicado”, despistou o camisa 10, apagado neste domingo.


Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 11/03/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.416 pagantes
Renda: R$ 360.960,00
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen (ambos de SP)
Cartões amarelos: Geuvânio, Ricardo Oliveira, Valência, Lucas Lima e David Braz (S); Arouca e Dudu (P).
Gols: Vitor Hugo (07-1) e Renato (27-1); Ricardo Oliveira (16-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz, Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano).
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS
Fernando Prass; Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca; Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Peixe vira sobre Verdão, mantém tabu e assume a ponta do Paulista

No ano do centenário do clássico entre Santos e Palmeiras, as equipes paulistas honraram as tradições e fizeram um grande jogo nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Contudo, o Peixe mais uma vez bateu o Verdão e manteve o tabu de não perder para o time da Capital desde fevereiro de 2012. Agora são 6 vitórias e dois empates nos últimos oito clássicos.

O Palmeiras começou bem o duelo e abriu o placar antes dos dez minutos, com Vitor Hugo, após cobrança de escanteio. À partir disso, o Santos acordou e praticamente tomou conta do jogo até o fim. Ainda na etapa inicial, o alvinegro praiano empatou com Renato. A virada veio no segundo tempo com Ricardo Oliveira, após linda cavada na saída de Fernando Prass.

Com o resultado, o Santos chega a 23 pontos na liderança do Grupo D e da classificação geral do Campeonato Paulista. No sábado, o time da Baixada Santista visita o Marília, às 11 horas, pela 10ª rodada.

Por outro lado, o Palmeiras estaciona nos 18 pontos, mas segue tranquilo no Grupo C. A derrota interrompe a série e sete vitórias seguidas do clube. A busca pela reação começa no próximo domingo, às 18h30, frente ao XV de Piracicaba, no Palestra Itália.

O jogo

O clássico da Vila Belmiro começou melhor do que muitos torcedores esperavam. Oswaldo de Oliveira, que conhece bem o time santista, cumpriu a promessa de usar o ataque para se defender bem e, logo à partir do apito inicial, postou seu time à frente. Os primeiros dez minutos de jogo foram do Palmeiras, que marcava em cima, recuperava a bola de forma rápida e rondava a área do Peixe com bastante perigo.

E a pressão surtiu efeito no quarto escanteio. Robinho cobrou no primeiro pau e Vitor Hugo subiu mais alto que toda a zaga alvinegra para marcar, de cabeça, seu primeiro gol com a camisa alviverde.

Na comemoração, o zagueiro fez gestos como se ‘tirasse a zica do corpo’, já que ficou marcado por ter entregado a bola que resultou no gol que decretou a vitória corintiana no clássico anterior.

O Santos só acordou depois de ter levado o gol. Até então apático e sem chegar uma vez sequer a meta adversário, o time de Vila Belmiro se lançou ao ataque.

Aos 12 minutos, Robinho deu uma linda caneta em Gabriel, tocou para Ricardo Oliveira e recebeu livre, dentro da área, mas furou na hora de finalizar. Seria um golaço do camisa 7.

Em seguida, foi a vez de Geuvânio criar uma ótima oportunidade. O camisa 45 foi lançado, em contra-ataque, entrou na área pela direita e bateu forte. Fernando Prass espalmou para escanteio. O camisa 1 do verdão ainda realizou outra difícil intervenção depois de cruzamento fechado de Lucas Lima, que Geuvânio não alcançou e quase matou o goleiro.

O palmeiras só voltou a assustar na segunda metade da primeira etapa em chute forte de Dudu, mas que Vanderlei também não teve tanto trabalho para evitar o gol.

Aos 27, o Peixe foi premiado com o gol de empate. Vitor Ferraz, que fez bom primeiro tempo, enfiou a bola para Ricardo Oliveira, na esquerda. O centroavante cruzou rasteiro para Renato chegar como homem surpresa e marcar.

Um minuto depois, a virada não aconteceu por um detalhe. Robinho recebeu e bateu de fora da área, colocado, rasteiro, mas a bola explodiu na trave e levantou os torcedores na Vila Belmiro.

Ainda antes do fim dos primeiros 45 minutos de jogo, o Palmeiras, apesar de ter recuado e sofrido muito, por pouco não desceu para os vestiários à frente do placar. Isso porque o Robinho teve liberdade e arriscou da meia lua. A bola saiu forte e passou com muito perigo, à direita de Vanderlei, que saltou apenas para sair na foto.

Com um primeiro tempo corrido, disputado e muito bom tecnicamente, a expectativa para a segunda etapa era grande. Desta vez, porém, o time da casa é que iniciou tomando a iniciativa.

Em apenas cinco minutos, foram três finalizações. A mais perigosa em cobrança de falta de Lucas Lima, que só não se transformou em gol porque Fernando Prass chegou a tempo na bola.

Percebendo o time encurralado, Oswaldo de Oliveira resolveu agir e colocou João Paulo na vaga de Allione. Com isso, o treinador deslocou Zé Roberto para o meio de campo. O veterano jogador estava tendo muita dificuldade na lateral.

Mas mal deu tempo dos palmeirenses se arrumarem em campo. Aos 16 minutos, Robinho, aberto pela esquerda, levantou a cabeça e lançou para Ricardo Oliveira. O centroavante ganhou de Vitor Hugo na dividida e deu uma linda cavada na bola para encobrir o goleiro Fernando Prass e marcar um belo gol. Virada do Peixe na Vila.

Com a mexida no placar e os jogadores mais cansados, o clássico ficou mais aberto e com as suas equipes contra-atacando uma a outra praticamente em todos os lances. O Santos tinha mais posse de bola e chegava com perigo, sempre apostando na habilidade e inteligência de Robinho. O Verdão não se entregava, mas tinha dificuldade de chegar ao ataque e abusava dos passes errados. Desta forma, o jogou seguiu até o apito final e acabou com mais uma vitória do peixe em cima do rival, que não vence o clássico centenário desde 2012.

Bastidores – SantosTV:

Robinho sonha alto e já fala em ser campeão paulista

A cada jogo, a cada vitória, os jogadores do Santos mostram que querem provar para todo mundo que desconfiou da equipe no início da temporada a força do time. Nesta quarta-feira, o Peixe bateu o Palmeiras de virada, se manteve invicto e ainda chegou à ponta geral do Campeonato Paulista. O resultado empolgou os atletas do Alvinegro praiano.

“Desde o começo éramos o time que menos se falava, mas temos muitas condições. Não ganhamos nada, nosso objetivo ainda não foi alcançado, que é ser campeão paulista”, avisou Robinho, um dos melhores em campo nesta quarta. “Faltou o meu gol e uma caneta no Arouca, mas valeu o empenho de todos, estamos em uma crescente”, brincou o atacante.

Para o camisa 7, a vitória poderia ser até mais tranquila, se os jogadores não perdessem tantas oportunidades. “Nosso time é assim, quando jogamos com rapidez e movimentação fica difícil. Temos só que caprichar nas finalizações. Poderíamos ter vencido com um placar melhor”, analisou.

E quando todos falam sobre a contratação de Dorival Jr e Vagner Mancini para o lugar deixado por Enderson Moreira, Robinho deixou o gramado passando apoio a Marcelo Fernandes, que mais uma vez comandou a equipe santista e conquistou a vitória.

“Na minha opinião, não precisa de tanta pressa, respeitamos muito o Marcelo, ele conhece muito bem o nosso elenco, vamos buscar o melhor”, encerrou o capitão do Peixe.

Após vitória sobre Palmeiras, santistas enaltecem a força do grupo

Com sete vitórias e dois empates nestes nove primeiros jogos do Campeonato Paulista, o Santos chega a surpreender com uma arrancada que o deixa hoje como líder da classificação geral da competição. Depois da virada por 2 a 1, em cima do Palmeiras, nesta quarta-feira, os jogadores fizeram questão de valorizar o elenco e a contribuição de todos para esta volta por cima depois de tanta desconfiança devido à saída de alguns atletas durante a pré-temporada.

“A força vem do grupo e estamos mostrando isso com humildade, pés no chão. A confiança aumenta, mas não podemos deixá-la subir demais, temos que trabalhar como estamos trabalhando, buscando a classificação e depois a primeira colocação geral”, disse Renato, responsável pelo primeiro gol do Santos no clássico.

Um dos grandes exemplos de empenho e espírito coletivo do Peixe é a disposição de Vitor Ferraz. O lateral iniciou o ano como titular e muito bem pela lateral direita, mas acabou deslocado para a esquerda devido às lesões de Chiquinho e Caju. Nesta quarta, o jogador mais uma vez saiu de campo aplaudido pela torcida.

“Estou aqui no Santos. Na direita, na esquerda, eu quero é participar e jogar. A gente tem escutado muitas críticas, mas a gente está dando a volta por cima e pode acreditar, porque a gente vai chegar longe”, mandou o recado.

“É difícil ganhar de nós aqui na Vila, é o nosso caldeirão, o jogo foi muito bom, sofremos todo mundo, atacamos todo mundo e estamos muito felizes com o placar positivo”, completou Lucas Lima.

Xingado o jogo todo, Arouca nega ter sido afetado e vê derrota injusta

Arouca foi xingado desde a primeira vez em que apareceu no gramado da Vila Belmiro até sair do campo derrotado por 2 a 1. Durante o clássico, o volante levou cartão amarelo ao trocar empurrões com o amigo e agora rival Robinho. Mas negou qualquer má influência da pressão e considerou a derrota do Palmeiras injusta.

“Não merecíamos perder. Foi um clássico pau a pau, lutamos a todo o momento. Infelizmente, levamos o gol no segundo tempo e não deu”, disse o jogador, que teve sua imagem pichada em muro do estádio do Peixe e passou um mês sem aparecer no clube até acertar ação judicial para deixar a equipe alegando atraso de salários.

O meio-campista, porém, negou ter sido afetado pelas ofensas nesta noite. “É difícil de falar, lamentável. Mas não estou aqui para ficar preocupado com eles, vim para fazer o meu trabalho no Palmeiras e tentar fazer o time vencer. Infelizmente, não conseguimos”, lamentou.

Em relação a Robinho, Arouca parou contra-ataque com falta, segurou o amigo e trocou empurrões até levar cartão. “Foi um lance de jogo. Parei a jogada e o juiz deu cartão. Eu não estava alterado, de maneira nenhuma. Joguei leal, como sempre fiz na minha carreira”, falou o camisa 5 do Verdão, que chegou a ser afastado pelo árbitro após novo desentendimento com Robinho.

Oswaldo de Oliveira minimizou os xingamentos ao jogador. “Não foi o primeiro nem vai ser o último capítulo dessa história, é natural que isso aconteça. É um jogador recém-saído, nas condições que saiu… Nada que abale o Arouca ou nos tire a noite de sono”, opinou o técnico.


Vídeos: Gols e melhores momentos.

Santos 4 x 2 Linense

Data: 01/03/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.954 pagantes (13.118 total)
Renda: R$ 324.680,00
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fernando Afonso Gonçalves de Melo.
Cartões amarelos: Robinho (S); Gilsinho e Moisés Ribeiro (L).
Gols: Robinho (03-1), Renato (38-1); Anderson (04-2, contra), Diego (24-2, de pênalti), William Pottker (28-2) e Robinho (46-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Valencia (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira

LINENSE
Anderson; Bruno Moura, Adalberto, Álvaro e Igor; Moisés Ribeiro, Memo, Gilsinho (Felipe Augusto) e Clébson (Bruno Tiago); William Pottker e Diego (Gabrielzinho).
Técnico: Luciano Quadros



Peixe vence mais uma no Pacaembu e embala no Paulistão

Sem volantes em campo por 11 minutos, Peixe leva dois gols em partida dominada, mas Enderson corrige mudança e velocidade do ataque resolve

Apesar de encontrar dificuldades na partida, o Santos fez mais uma vítima no Campeonato Paulista e manteve sua invencibilidade da competição após sete rodadas. Neste domingo, o Peixe fez 4 a 2 no Linense e alcançou 17 pontos, na ponta isolada do Grupo D. Por outro lado, o time de Lins segue com seis pontos, na quarta colocação do Grupo C, que é liderado pelo Palmeiras.

Robinho mostrou que está de bem com o Pacaembu. Após brilhar contra a Portuguesa, no último fim de semana, o camisa 7 santista voltou a brilhar e marcou um belo gol logo aos três minutos. Renato, de cabeça, ampliou ainda antes do término da primeira etapa. E Anderson, goleiro do Linense, colaborou com um gol contra, já na segunda etapa. Em cobrança de pênalti, Diego diminuiu e William Pottker chegou a colocar fogo no jogo após aproveitar cobrança de escanteio, mas a reação do Elefante parou por aí e o alvinegro praiano definiu a vitória com mais um de Robinho, já nos acréscimos.

O Rei das Pedaladas, no entanto, já é desfalque certo para o confronto do próximo domingo, 18h30, contra o Botafogo, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Ao subir nas grades para comemorar seu terceiro gol no Paulistão, Robinho levou o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão. Porém, o Peixe recebe o Palmeiras na rodada seguinte, para clássico na Vila Belmiro, e o atacante estará à disposição novamente, para alívio do torcedor alvinegro.

O jogo

O torcedor que chegou ao estádio do Pacaembu em cima da hora para assistir Santos e Linense pode ter perdido o primeiro gol do jogo. Logo aos três minutos, Lulas Lima aproveitou o cochilo dos adversário e cobrou falta de forma rápida, deixando Robinho numa boa para encher o pé e marcar um belo gol, seu terceiro neste Campeonato Paulista.

O gol animou a torcida e o time, que passou a imprimir uma forte marcação no campo de ataque e buscar o segundo gol. Aos 14, Lucas Lima quase marcou em chute de longa distância.

Aos poucos, porém, o Linense foi se encontrando no jogo e tendo mais posse de bola. E os chutes de fora da área se tornaram a principal arma do Elefante. Clébson e Memo assustaram e fizeram Vanderlei trabalhar em pelo menos cinco oportunidades, o que deixou Enderson Moreira muito irritado no banco de reservas.

E justamente no momento que o Santos não vivia um bom momento, Renato aproveitou cobrança de escanteio e testou para o chão, marcando o segundo gol alvinegro no jogo e dando um certo alivio para o time antes do intervalo.

Assim como a primeira etapa, o Santos começou o segundo tempo com a todo vapor. E mais uma vez balançou as redes antes dos três minutos. Ricardo Oliveira fez belo giro em cima do defensor do Linense e abriu para o Robinho, que devolveu para o centroavante, mas quem colocou para dentro foi o goleiro Anderson, após não segurar rebote da trave.

Com uma posição mais aberta em campo, o Linense passou a correr muitos riscos, principalmente com as saídas rápidas do Peixe para o ataque. Em uma delas, Geuvânio deixou Robinho na cara do gol. O camisa 7 só tocou por cima do goleiro, mas viu a bola bater caprichosamente na trave.

Aos 17 minutos, Ricardo Oliveira teve duas chances no mesmo lance. Primeiro bateu forte, cruzado, para a defesa de Anderson. E, em seguida, cabeceou com perigo, por cima do travessão.

E quando todos já aguardavam por uma goleada, o Linense se mostrou vivo e reagiu. Aos 23, William Pottker costurou a marcação santista, invadiu a área, driblou Werley e acabou derrubado. O árbitro apontou a marca da cal após o belo lance e Diego descontou.

Cinco minutos depois, William Pottker mais uma vez apareceu dentro da área e, após cobrança de escanteio, estufou as redes de Vanderlei, calando o Pacaembu. A reação do Linense, no entanto, parou por aí. E aos 45 minutos, em contra-ataque, o Peixe aproveitou o vacilo do time do interior e liquidou a faturo, mais uma vez com Robinho, após lançamento perfeito de Gabriel.

Com isso, apesar dos sustos, o Peixe encerrou a partida com goleada e aplaudido por sua torcida.

Robinho contém empolgação e Gabriel se diz “pronto e à disposição”

O Santos bateu o Linense por 4 a 2 neste domingo e chegou a mais uma vitória neste Campeonato Paulista. Porém, o placar elástico pode enganar o torcedor que não assistiu ao jogo do Pacaembu. O Peixe encontrou dificuldades na primeira etapa, mesmo descendo para os vestiários com 2 a 0 no placar e, após fazer o terceiro logo no início da etapa complementar, sofreu dois gols em menos de dez minutos e só respeitou aliviado nos acréscimos, quando definiu a vitória.

“Tem muito o que melhorar ainda. O time sentiu um pouco o segundo tempo, mas ganhamos merecidamente”, comentou Robinho, na saída do gramado.

Melhor em campo e responsável por abrir e fechar o placar neste domingo, o camisa 7 evitou enaltecer seus quatro gols marcados nos últimos dois jogos, ambos no estádio da Capital Paulista. “Graças a Deus, os gols estão saindo. Fico muito feliz. Mas o mais importante é o time ganhar”, completou.

Outro que saiu de campo empolgado com seu desempenho foi Gabriel. O camisa 10 entrou na vaga de Ricardo Oliveira já na metade da segunda etapa e em poucos minutos deu mostras de todo seu talento. Na primeira, o atacante deu um belo ‘drible da vaca’ no marcador e cruzou para Robinho, que se jogou na bola, mas não alcançou. Na segunda, não teve erro. Lindo lançamento e gol do camisa 7, que fez questão de vibrar ‘engraxando’ as chuteiras de Gabriel.

“Estou pronto, à disposição. Estou esperando a minha oportunidade, estou bem, treinando e me dedicando. Agora é esperar”, disse o atleta, que perdeu espaço no time após servir a seleção brasileira Sub-20 no início do ano.

Por outro lado, David Braz deixou o jogo irritado. Apesar da vitória, os dois gols do Linense, na visão do zagueiro, só aconteceram por causa de erros da arbitragem; “Eles chegaram aos gols com a ajuda do árbitro. Não foi pênalti. O Werley acerta a bola. E, no segundo, eu acho que a bola não havia saído. Mas, mesmo com isso aí, a gente conseguiu a vitória”, falou David Braz.

Enderson culpa arbitragem por gols sofridos e elogia Valencia

Depois de escalar Leandrinho e Lucas Otávio, neste domingo foi a vez de Valencia ganhar uma chance na lacuna deixada por Alison no time. O colombiano participou da vitória por 4 a 2 diante do Linense, mas encontrou mais dificuldades que seus concorrentes, por ter enfrentado um time que deu trabalho ao Santos durante todo o jogo.

“Valencia jogou aquilo que a gente esperava dele. É experiente, rodado, de seleção colombiana. A gente teve todo carinho e cuidado com ele. A gente sabe que é um jogador importante para o que vamos ter pela frente”, analisou o técnico, que sacou Valencia na segunda etapa para colocar Elano no jogo.

Já ao ser questionado sobre os dois gols que a equipe levou na etapa complementar, o treinador santista mudou o tom e culpou a arbitragem.

“Até outro dia, a gente tinha a melhor defesa do campeonato. Para mim, foram dois gols de erros da arbitragem. São coisas que acontecem nos jogos, espero que errem para nós também”, disse Enderson, entendendo que Werley não cometeu pênalti no lance que originou o primeiro gol do Linense no jogo e garantindo que a bola não saiu no escanteio marcado pela arbitragem antes do segundo gol do Elefante.

“É um time que tem por essência a ofensividade. Às vezes, a gente acaba criando espaço para o adversário. Mas temos evoluído muito bem, estamos buscando o equilíbrio”, minimizou o comandante.

Santos 2 x 1 Ituano

Data: 14/03/2004
Competição: Campeonato Paulista – 1ª Fase – Grupo B – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda e Público: N/D.
Árbitro: Eduardo Coronado Coelho (SP).
Cartões amarelos: Alex, Paulo Almeida (S); Lima, Jabá (I).
Gols: Renato (05-1), Jabá (43-1) e Róbson (23-2).

SANTOS
Doni; Marco Aurélio (Róbson), Alex (Pereira), André Luís, Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Daniel), Diego; Robinho e Basílio.
Técnico: Emerson Leão.

ITUANO
André Luís; Ricardo Lopes, Sérgio, André Leoni, Lima; Ricardo Araújo, Christian (Sales), Pierre (Erivélton), Jéferson; Jabá e Leandro (Tita).
Técnico: Diolei Cândido.



Santos vence o Ituano e garante a primeira posição do Grupo 2

O Santos garantiu a primeira colocação do grupo 2 do Campeonato Paulista. Neste domingo à tarde, o time alvinegro bateu o Ituano por 2 a 1, na Vila Belmiro, na última rodada da fase de classificação do estadual.

A vitória santista foi conquistada em duas jogadas aéreas. Renato e Róbson marcaram para o alvinegro. O Santos também segurou sua vitória graças ao goleiro Doni, antes muito criticado pela torcida. Quando o placar apontava 2 a 1, o goleiro defendeu um pênalti cobrando por Leandro.

O jogo

O jogo começou tranqüilo para a equipe do Santos. Partindo para cima do Ituano, a equipe da Vila Belmiro abriu o placar logo aos 5min. Após cobrança de escanteio, Renato subiu sem marcação e tocou de cabeça para o fundo do gol.

Com o gol logo no início do jogo, o Santos acabou tirando o pé do acelerador e diminuiu sua pressão. Apenas em poucas jogadas, principalmente com Basílio, o alvinegro chegou a ameaçar o gol do Ituano.

Aos poucos, o time do interior começou a sair mais para o jogo e chegar ao ataque. E acabou empatando no final do primeiro tempo. Aos 43min, após cruzamento na área, a zaga do Santos deu bobeira e o baixinho Jabá, de cabeça, empatou.

No segundo tempo, o Santos começou assustando e Robinho, aos 2min, perdeu boa chance chutando para fora do gol. Pressionando, a equipe alvinegra também esteve perto do gol num toque contra de Sérgio. O goleiro André Luís conseguiu salvar o Ituano.

Mesmo sem manter o mesmo ritmo do início do segundo tempo, o Santos continuou melhor. E chegou ao segundo gol novamente numa jogada aérea. Após cruzamento na área, Róbson, que entrou no intervalo, marcou de cabeça aos 23min.

Melhor em campo, o time alvinegro ainda chegou a acertar a trave do goleiro André Luís aos 30min, após conclusão de Diego. Como na etapa inicial, o Santos começou a permitir o crescimento do time de Itu.

E, aos 35min, a equipe visitante teve sua melhor chance para empatar a partida. Leandro cobrou penalidade e Doni fez a defesa.



Créditos:
Ficha técnica: Fernando Ribeiro

Barcelona 1 x 3 Santos

Data: 03/03/2004
Competição: Copa Libertadores
Local: Estádio Isidro Romero, em Guayaquil, Equador.
Árbitro: Claudio Martin (ARG)
Cartões amarelos: Villegas, Fleitas, Kaviedes (B); Basílio, Alex e Diego (S)
Gols: Renato (44-1); Basílio (04-2), Teixeira (19-2) e Robinho (38-2).

BARCELONA DE GUAYAQUIL
Cevallos; Carabali, Fleitas e Caicedo; Chatruc (Escobar), Tenorio, Soledispa (Garrido), Villegas (Gavica) e F. George; Teixeira e Kaviedes
Técnico: Victor Luna

SANTOS
Doni; Paulo César, Alex, A. Luís e Léo; Claiton, Renato, Diego (Paulo Almeida) e Elano (Lopes); Robinho e Basílio
Técnico: Emerson Leão



Santos vence Barcelona no Equador e assume liderança isolada

O Santos venceu o Barcelona por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, em Guayaquil (Equador), e assumiu a liderança isolada do Grupo 7 da Taça Libertadores.

Com o resultado, o time brasileiro chegou a sete pontos, contra quatro dos equatorianos. O Guaraní (PAR), que hoje empatou por 0 a 0 com o Jorge Wilstermann, é o terceiro, com três. O time da Bolívia tem apenas um ponto.

A vitória serviu ainda para reabilitar a equipe da goleada de 4 a 0 para o Paulista, no Campeonato Estadual, na semana passada.

Apesar do discurso de que a prioridade na partida desta quarta seria a marcação, o Santos começou a partida atacando mais que o rival, mesmo jogando fora de casa.

Logo aos 5min, o atacante Robinho teve boa chance, em um chute de fora da área defendido pelo goleiro Cevallos.

Aos 11min, Basílio desperdiçou outra oportunidade em um chute cruzado da direita. A bola foi para fora, rente à trave.

A resposta do Barcelona veio aos 28min. O lateral Fricson George, que teve passagem pelo Santos, cruzou da esquerda para Kaviedes, de frente para o gol, mas o goleiro Doni saiu bem e fez grande defesa no chute do atacante.

O lance acordou o time da casa, que cresceu na partida. Aos 36min, os jogadores pediram pênalti de Doni em cima de Chatruc, mas o juiz marcou falta de ataque, corretamente.

No melhor momento do Barcelona, foi o Santos quem marcou. Aos 44min, o volante Renato acertou um belo chute de fora da área e acertou o ângulo direito de Cevallos para fazer 1 a 0. Dois minutos depois, Elano ainda acertou o travessão, em mais um chute de longa distância.

Na volta para o segundo tempo, o Santos ampliou logo aos 4min. Lopes, que havia entrado no lugar de Elano, deu passe para Basílio, que bateu cruzado da direita, da entrada da área, e venceu o goleiro.

Após o gol, o time equatoriano voltou a equilibrar a partida e conseguiu diminuir aos 19min. Kaviedes cruzou rasteiro da direita e a bola chegou até o brasileiro Teixeira, livre para empurrar para o gol.

Mas, apesar de sofrer alguma pressão do Barcelona, o Santos chegou ao gols mais uma vez aos 38min. Após lançamento, Leo colocou na área de cabeça e Robinho tocou por baixo do goleiro. Apesar de o chute ter saído fraco, a bola entrou.

O próximo jogo do Santos pela Libertadores é contra o próprio Barcelona, no dia 11, na Vila Belmiro.