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Vasco 1 x 3 Santos

Data: 26/10/2005
Competição: Campeonato Brasileiro – 34ª rodada
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 16.965 pagantes
Renda: R$ 170.487,50
Gols: Geílson, Ricardinho e Basílio. Romário descontou para o Vasco.

VASCO
Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, anderson do Ó e Jorginho Paulista (Rodrigo); Ives, Osmar (Bruno Meneghel), Abedi e Morais, Alex Dias (William) e Romário.
Técnico: Renato Gaúcho

SANTOS
Saulo, Paulo César, Luís Alberto (Halisson), Rogério e Kléber; Fabinho, Gavião (Wendel), Luciano Henrique (Léo Lima) e Ricardinho; Basílio e Geilson.
Técnico: Nelsinho Baptista.



Santos atropela Vasco e entra na briga pela Libertadores

O Santos venceu o Vasco por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, e entrou na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2006. O atual campeão brasileiro está empatado com o Palmeiras na quinta posição, ambos com 55 pontos. O time do Parque Antarctica leva vantagem no saldo de gols.

Após duas vitórias consecutivas em clássicos, o Vasco voltou a ficar ameaçado pelo rebaixamento. O time carioca está na 16ª posição, com 39 pontos. O Paysandu, primeira equipe na zona de risco, tem 35.

O jogo começou quente. Logo aos 40s, o Santos quase marcou, com um corte errado de Anderson do Ó. Na jogada seguinte, Geilson aproveitou o escanteio de Ricardinho e abriu o placar.

Romário empatou aos 7min. Em cobrança de falta na entrada da área, o atacante chutou forte, a bola desviou na zaga e bateu na trave direita, antes de entrar: 1 a 1.

A partida seguia com várias oportunidades de ambos os lados. O Santos explorava com Kléber e Basílio os espaços deixados por Wágner Diniz e pressionava mais. Em um desses avanços, o atacante do Santos entrou na área e foi derrubado. Pênalti que Ricardinho cobrou com perfeição, no canto direito, sem chances para Roberto. Santos 2 a 1.

Antes de o time vascaíno tentar assimilar o gol, a equipe paulista marcou mais um, no minuto seguinte. Após falha de Fábio Braz, Geilson dominou sozinho dentro da área e chutou. Roberto defendeu a primeira tentativa, mas Basílio pegou o rebote e acertou belo voleio para fazer 3 a 1.

Se a situação para o Vasco era ruim, ficou ainda pior com a lesão de Alex Dias. O artilheiro do time carioca no Brasileiro, com 19 gols, tentou puxar um contra-ataque e se machucou. Ele saiu de campo sentindo dores musculares e deve desfalcar a equipe nas próximas partidas.

O Santos, com a experiência de Ricardinho, administrava o jogo e quase ampliou aos 26min. Paulo César cruzou errado e acertou a trave. No rebote, Geilson tocou de cabeça na trave novamente e, por fim, Basílio concluiu para fora no último toque.

Romário, bastante inconformado, deu uma bronca na zaga vascaína tentando dar um jeito para o Vasco não levar mais gols. Pelo menos, até o fim do primeiro tempo, o time carioca conseguiu conter as investidas santistas.

No segundo tempo, o Santos teve a chance de decidir logo o resultado com outro pênalti logo aos 5min. Mas, Ricardinho deixou a cobrança para Paulo César e o lateral cobrou para fora. Com isso, o Vasco cresceu na partida e partiu para cima em busca do empate. Romário chegou a balançar a rede santista, mas o gol foi anulado porque o auxiliar marcou impedimento.

O time carioca deixou espaços na defesa que o Santos tratou logo de aproveitar. Em duas oportunidades, uma com Paulo César e outra com Geilson, Roberto salvou o Vasco com duas defesas importantes. No entanto, aos 22min, o clube carioca teve a chance de descontar. A bola bateu na mão de Halisson fora da área, mas o árbitro marca pênalti. Romário, porém, perdeu o pênalti e a situação da partida permaneceu a mesma.

Nem a tentativa do Renato Gaúcho de deixar o Vasco mais ofensivo adiantou. Os santistas tocaram a bola até o apito final. Agora, o Vasco tem a difícil missão de se recuperar do resultado negativo e deixar a assombração do rebaixamento longe contra o líder Corinthians, fora de casa, no próximo domingo. O Santos jogará no Parque Antarctica, com portões fechados, contra o Cruzeiro, também no domingo.

Atlético-PR 3 x 3 Santos

Data: 07/09/2005, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada.
Local: Estádio Arena da Baixada, Kyocera Arena, em Curitiba, PR.
Público: 14.806
Renda: R$ 104.197,00
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Auxiliares: Beival do Nascimento Souza (RJ) e João Luiz Ribeiro Magalhães (RJ)
Cartões amarelos: Marcus Vinicius, Jancarlos, Marcão e Douglas (A); Bóvio, Rogério, Zé Elias e Gavião (S).
Gols: Jancarlos (02-1) e Ricardinho (35-1); Ricardinho (12-2), Schumacher (24-2), Ricardinho (35-2) e Ferreira (39-2, de pênalti).

ATLÉTICO-PR
Diego; Jancarlos, Danilo, Paulo André e Marcão; Douglas, Marcos Vinicius, Caetano (Ricardinho) e Ferreira; Finazzi (Schumacher) e Denis Marques (Tiago Almeida).
Técnico: Antonio Lopes

SANTOS
Saulo; Paulo César, Rogério, Luís Alberto e Kléber; Zé Elias, Gavião (Léo Lima), Bóvio e Ricardinho; Giovanni (Wendel) e Geílson (Basílio).
Técnico: Alexandre Gallo



Ricardinho brilha, mas Santos só empata com Atlético-PR

Ameaçado. Assim o Santos termina a rodada em relação à liderança do Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, a equipe paulista visitou o Atlético-PR na Arena da Baixada, em Curitiba, e chegou a estar na frente do placar duas vezes, mas cedeu a igualdade por 3 a 3 e agora volta com um ponto para a cidade paulista.

Na reedição da dupla Ricardinho e Kleber (contratado na última semana pelo clube da Vila Belmiro), o meia brilhou lembrando os tempos de Corinthians, fez os três gols dos paulistas, mas teve a noite ofuscada pela valentia atleticana.

“É um resultado para lamentarmos, pois tivemos a possibilidade de conseguir o resultado fora de casa e deixamos escapar. Pela primeira vez marquei três gols e estou muito feliz por um lado, mas o mais importante é o coletivo e o coletivo não venceu”, disse Ricardinho.

O pênalti convertido pelo colombiano Ferreira, aos 39min da etapa final, foi o último balde de água fria nos visitantes. Antes, o jovem atacante Schumacher havia empatado a partida por 2 a 2. O lateral-direito Jancarlos inaugurou o marcador ainda no primeiro tempo.

Depois da folga na tabela do Nacional, o time paulista perde o embalo que o conduziu ao topo e pode deixar a liderança da competição nesta quinta-feira, caso o Internacional supere o Flamengo na Ilha do Governador. Com 43 pontos, o Santos segue com 12 vitórias e será passado pelos gaúchos se estes triunfarem. Já o Atlético-PR vai a 30 pontos e permanece em 15º lugar.

Como consolo para o time alvinegro, fica a invencibilidade que agora é de nove jogos na competição nacional. Os comandados de Gallo acumulam cinco vitórias e quatro empates. O último tropeço aconteceu há mais de um mês, quando perdeu para a Ponte Preta por 1 a 0, dia 27 de julho.

Já o Atlético-PR empata pela segunda vez seguida em casa, em circunstâncias parecidas. Na rodada passada, o time de Antonio Lopes esteve perdendo para o Juventude e reagiu no final, assim como diante do Santos.

Na próxima rodada, neste domingo, o Atlético-PR encara o Corinthians no Pacaembu, em São Paulo. No mesmo dia, o Santos recebe o Flamengo na Vila Belmiro.

O jogo

Mal o árbitro Djalma Beltrami autorizou o início da partida, o Atlético-PR já mostrou sua força como anfitrião. Com dois minutos de bola rolando, o lateral Jancarlos cobrou uma falta pelo lado esquerdo, no bico da área, e enganou o goleiro Saulo para colocar os paranaenses em vantagem no marcador.

Com as duas equipes tomando a iniciativa, a partida ficou bastante movimentada e com chances para os dois lados. No Atlético-PR, o avanço dos laterais foi a principal arma, principalmente pela direita, com Jancarlos.

O time paulista também explorou as pontas, mas centralizou mais as jogadas. Geílson tentou dois chutes após passes de Ricardinho e quase empatou em disparo cruzado. Finazzi também assustou a meta adversária, quando, aos 24min, aproveitou bobeira de Rogério e chutou à queima-roupa para boa defesa de Saulo.

Apesar das oportunidades com bola rolando, o time paulista também fez seu gol no primeiro tempo em cobrança de falta. Ricardinho bateu com categoria da entrada da área e viu a bola bater no travessão antes de morrer nas redes do goleiro Diego.

Na etapa final, a partida continuou aberta. E foi o Santos quem aproveitou primeiro as oportunidades que criou. Aos 12min, Kleber e Ricardinho fizeram linda tabela pela esquerda e o meia concluiu com categoria para virar o jogo.

Antonio Lopes, então, mexeu no setor ofensivo do Atlético-PR e viu a alteração dar resultado aos 24min. Marcão driblou Léo Lima e Bóvio na esquerda e cruzou na medida para Schumacher. O garoto se antecipou à marcação e, de bico, empatou novamente o confronto.

As emoções não acabaram por aí. Em noite inspirada, Ricardinho voltou a colocar o Santos em vantagem aos 35min, fazendo outro belo gol de falta. Teimoso e empurrado por sua barulhenta torcida, o Atlético-PR não se entregou e brigou até o final.

O prêmio pela insistência aconteceu aos 39min. O meia Ferreira foi derrubado na área e o árbitro assinalou o pênalti. O próprio colombiano bateu e converteu, para decretar o terceiro empate do jogo e o placar final.

Ricardinho artilheiro

Se não foram suficientes para garantir a vitória do Santos nesta quarta-feira, os três gols marcados diante do Atlético-PR conduziram Ricardinho à artilharia da equipe no Campeonato Brasileiro. Antes empatado com Robinho, agora no Real Madrid, com sete gols, o meia subiu para dez na lista dos goleadores. Feito inédito em sua carreira, os três gols sobre o Atlético-PR encerraram um jejum de quase um mês do meia, que não estufavava as redes adversárias desde o empate com o Botafogo, no dia 14 de agosto.

A força da Arena

Importante na reação do Atlético-PR sobre o Santos, a torcida rubro-negra não pôde comemorar a vitória em casa, mas pelo menos segue sem sentir o sabor de um resultado negativo na Arena nos últimos quatro meses. O último adversário que conseguiu derrubar o time de Antonio Lopes no moderno estádio paranaense foi o Internacional, em 22 de maio, por 3 a 1. Neste período, o Atlético-PR acumula seis vitórias e quatro empates como anfitrião.

Botafogo 3 x 3 Santos

Data: 14/08/2005, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 20ª rodada
Local: Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, RJ.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz e Rogério Carlos Rolim (ambos do PR)
Cartões amarelos: Diego, Ávalos, Zé Elias, Flávio, Rogério, Robinho e Saulo (S); Rogério Souza, Émerson, Scheidt, Reinaldo, Zé Roberto e Jonilson (B).
Cartões vermelhos: Flávio (S) e Scheidt (B).
Gols: Alex Alves (32-1), Diego (36-1) e Ricardinho (46-1); Émerson (20-2), Elton (26-2) e Alex Alves (47-2, de pênalti).

BOTAFOGO
Max; Oziel (Leandro Carvalho), Émerson, Scheidt e Rogério Souza (Guilherme); Jonilson, Juca, Glauber e Ramon (Zé Roberto); Alex Alves e Reinaldo.
Técnico: Péricles Chamusca

SANTOS
Saulo, Flávio, Ávalos, Rogério e Wendell (Carlinhos); Zé Elias, Elton, Ricardinho e Giovanni; Robinho e Diego (Halisson).
Técnico: Gallo



Botafogo e Santos empatam e se afastam dos líderes

Santos e Botafogo reviveram a tradição do clássico imortalizado por Pelé e Garrincha com uma partida de seis gols na noite deste domingo, no Rio. Com um gol polêmico no fim, o time da casa buscou o empate por 3 a 3. Esta foi a segunda vez consecutiva que a equipe santista desperdiçou um vitória sofrendo gol nos acréscimos.

Com o resultado, os times ocupam suas piores colocações desde o início do campeonato. O Botafogo foi a 32 pontos e está na oitava posição. Já o Santos, que na última rodada empatou por 1 a 1 com o Brasiliense, foi a 33 pontos e permaneceu na sétima.

Desta forma, o empate teve sabor de derrota para ambos, já que, além disso, as duas equipes perderam a chance de voltar a brigar por uma vaga no grupo dos quatro primeiros que se classificam para a Libertadores.

Mas para o Santos, o empate pelo menos serviu para o time manter uma invencibilidade de cinco jogos. A última derrota da equipe aconteceu no dia 27 de julho, para a Ponte Preta, por 1 a 0. Depois disso, o Alvinegro praiano venceu o Corinthians por 4 a 2, o Inter por 1 a 0 e empatou por 1 a 1 com Paraná e Brasiliense, este último na quarta-feira passada.

A equipe carioca, que vinha de derrota para o Cruzeiro, vai tentar voltar a vencer contra o Fortaleza, no Ceará, no próximo domingo, às 18h10. Já o Santos enfrenta o Figueirense, na Vila Belmiro, no mesmo dia e horário.

O jogo

O Santos começou melhor e logo no início teve um pênalti não marcado pelo árbitro Heber Roberto Lopes do zagueiro Emerson sobre o atacante Diego. Mais tarde, aos 16min, Robinho recebeu passe de Giovanni na direita, entrou sozinho na grande área e chutou cruzado. A bola passou perto da trave direita de Max.

Os times pouco ameaçaram, até que o Botafogo abriu o placar aos 32min. Ramon cobrou escanteio da direita à meia altura, Reinaldo desviou no primeiro pau e Alex Alves pegou a sobra do outro lado, batendo de primeira, empurrando a bola para o fundo do gol vazio.

Mas o Santos não se abateu e empatou logo em seguida, aos 36min. Robinho dominou pela esquerda, pedalou na frente de Oziel, deu um drible desconcertante no adversário e cruzou pelo alto. A bola foi parar na cabeça de Diego, que testou com categoria no canto direito de Max, pegando o goleiro no contra-pé.

O Santos melhorou na partida e virou o jogo aos 46min. Um minuto antes, o zagueiro Scheidt puxou Diego pela camisa dentro da grande área e o árbitro Heber Roberto Lopes marcou o pênalti. Ricardinho bateu rasteiro, no canto direito de Max, que caiu para o lado oposto.

O Botafogo voltou para o segundo tempo procurando pressionar o adversário e empatou o jogo aos 20min. Na cobrança de escanteio da esquerda, o zagueiro Émerson pegou de primeira no meio da área e colocou no fundo da rede.

Mas o Santos passou novamente à frente aos 26min. Giovanni tocou de letra na esquerda para Wendell, que cruzou rasteiro para Elton. Ele entrou livre no meio da área e tocou na saída de Max.

Até que aos 43min, o árbitro Heber Roberto Lopes marcou pênalti sobre Alex Alves. O próprio atacante bateu e o goleiro Saulo se adiantou. Na segunda cobrança, aos 47min, ele bateu forte, no canto direito e igualou o placar, dando números finais à partida.

Polêmica

O gol de empate do Botafogo, marcado aos 47 minutos do segundo tempo em cobrança de pênalti, causou revolta nos jogadores e comissão técnica do Santos. O goleiro Saulo defendeu a primeira cobrança de Alex Alves, mas o árbitro Heber Roberto Lopes mandou voltar, alegando que o goleiro adiantara-se na jogada. Na segunda cobrança, Alex Alves converteu e igualou o placar para o Botafogo.

“O árbitro decidiu o jogo. Minha equipe foi melhor e merecia a vitória, mas o árbitro decidiu a partida. Fizemos um bom jogo, com três gols, mas isso não pode acontecer”, protestou o técnico do Santos, Gallo, visivelmente irritado.


Vídeos: (1) Gols e (2) entrevista com Giovanni sobre a anulação da partida.

Santos 4 x 2 Corinthians

Data: 31/07/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 16ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 15.363 pagantes
Renda: R$ 263.460,00
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Cartão amarelo: Wendel (S).
Cartão vermelho: Edson (C)
Gols: Marinho (23s, contra) e Roger (32-1); Ricardinho (09-2), Giovanni (16-2), Rosinei (19-2), Elton (24-2).

SANTOS
Saulo; Paulo Cesar (Léo Lima), Ávalos, Rogério e Wendel (Flávio); Bóvio, Fabinho, Giovanni e Ricardinho; Robinho e Frontini (Elton).
Técnico: Gallo

CORINTHIANS
Fábio Costa; Sebá, Betão e Marinho; Edson, Mascherano, Rosinei (Bobô), Roger e Gustavo Nery; Tevez e Jô (Abuda).
Técnico: Márcio Bittencourt.



Giovanni ofusca Robinho e comanda vitória do Santos sobre o Corinthians

Na volta do atacante Robinho ao Santos, foi o meia-atacante Giovanni quem brilhou na vitória da equipe da Baixada por 4 a 2 contra o Corinthians, neste domingo, em partida realizada na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador fez dois gols e teve participação decisiva em outro tento da equipe.

Com o triunfo, o Santos chegou aos 27 pontos e está em sexto na classificação e se aproximou do Corinthians, que permanece com 31, em segundo. A equipe do Parque São Jorge tem a terceira pior defesa do campeonato, com 33 gols sofridos.

A partida marcou a volta do atacante Robinho ao time da Vila Belmiro, depois de concretizada sua venda para o Real Madrid, da Espanha, neste final de semana.

Após um mês longe do futebol, desde que manifestou seu desejo de se transferir para a equipe espanhola, o jogador não teve seu nome gritado pela torcida santista antes da partida deste domingo.

O Santos vinha de um momento complicado, com três derrotas consecutivas –para Ponte Preta, Vasco e Cruzeiro. Um novo tropeço neste domingo poderia custar o emprego do técnico Gallo.

Com a vitória, a equipe da Baixada mantém um tabu de quase quatro anos (11 jogos) sem derrotas para o Corinthians. O último triunfo do time do Parque São Jorge foi em outubro de 2001 (2 a 0), pelo Brasileiro. Robinho também mantém a marca de nunca ter perdido para o rival paulista, em todos jogos realizados (nove, com oito vitórias).

O Santos não pôde contar com o zagueiro Halisson, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na última partida.

Além dele, a equipe não teve o lateral-esquerdo Carlinhos, o volante Zé Elias e o atacante Douglas, todos contundidos. Pelo Corinthians, o desfalque foi o volante Marcelo Mattos, suspenso.

O clássico teve seu primeiro gol logo no minuto inicial do jogo. O atacante Frontini roubou a bola de Roger e passou para Giovanni na direita, que chutou para fazer o primeiro gol da partida. Antes, a bola ainda desviou no zagueiro Marinho.

O Corinthians pareceu não ter sentindo o gol. A equipe tocava a bola e dominava a partida e criou uma boa chance aos 11min. Após jogada de Gustavo Nery na esquerda, o lateral passou para Tevez, que de fora da área chutou com muito perigo.

A partida continuava movimentada. Aos 16min, Ricardinho deixou Frontini na cara do gol, mas o atacante chutou para fora. Um minuto depois, o time do Parque São Jorge perdeu uma boa chance com Jô.

Aos 19min, o Santos perdeu outra boa oportunidade, novamente com Frontini, após boa jogada de Giovanni.

O empate do Corinthians veio aos 32min. Tevez passou para Gustavo Nery cruzar da esquerda para Roger, que após chutar em cima do zagueiro Ávalos, pegou o rebote para empatar a partida.

A equipe do Parque São Jorge poderia ter virado a partida aos 40min. Jô chutou de fora da área a bola bateu na trave. No rebote, Roger chutou e bola passou próxima ao gol.

O Santos poderia ter desempatado a partida logo no início da segunda etapa. Aos 3min, Bóvio chutou a bola na trave, e o rebote ficou para Robinho, que concluiu para fora.

Mas o gol santista saiu cinco minutos depois. Giovanni fez bela jogada individual, invadiu a área e deu um leve toque para Ricardinho concluir para o gol: 2 a 1.

Aos 16min, o terceiro gol dos donos da casa. Após cruzamento da esquerda, a zaga corintiana afastou e a bola sobrou para Giovanni chutar forte da entrada da área para fazer 3 a 1.

Mas o Corinthians reagiu rápido. Dois minutos depois do gol santista, Jô fez boa jogada e passou para Rosinei diminuiu o placar. A partir daí, o time da capital passou a exercer forte pressão, mas foi surpreendido pelo Santos.

Aos 26min, após cruzamento da esquerda, a bola sobrou para Wendel fazer o quarto gol dos santistas. Depois do gol, o Corinthians se lançou desesperadamente ao ataque, enquanto os santistas apenas administraram o resultado.

Cruzeiro 3 x 2 Santos

Data: 24/07/2005, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 16.278 pagantes
Renda: R$ 140.517,50
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e José Javel Silveira (RS)
Cartões amarelos: Fábio Santos (C); Diego e Ávalos (S).
Gols: Halisson (23-1), Fred (29-1) e Ricardinho (33-1); Kelly (06-2) e Adriano (14-2).

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan (Irineu), Moisés, Leandro e Patrick; Diogo, Fábio Santos (Marabá), Kelly e Wagner (Kerlon); Adriano e Fred.
Técnico: Paulo César Gusmão

SANTOS
Saulo; Paulo César, Ávalos, Hallisson e Carlinhos (Élton); Wendel (Luciano Henrique), Bóvio, Ricardinho e Giovanni; Diego (Geílson) e Basílio.
Técnico: Gallo



De virada, Cruzeiro vence Santos e encosta

Donos dos três últimos títulos nacionais, Santos e Cruzeiro já não possuem mais elencos recheados de estrelas que os levaram a dominar o futebol brasileiro. Apesar da inferioridade técnica em comparação com as temporadas anteriores, os times fizeram um jogo de cinco gols, neste domingo, no Mineirão. Melhor para os donos da casa, que venceram por 3 a 2, de virada, e seguem invictos com Paulo César Gusmão.

O resultado faz o clube celeste se recuperar do tropeço diante do Coritiba (2 a 2), na última quarta-feira, em Belo Horizonte. Agora, o time acumula três vitórias e um empate com o novo treinador. De quebra, eles pulam para o sétimo lugar, com 24 pontos, de volta à briga pelo título.

“Chegamos há pouco tempo, a gente necessita de um tempo para colocar essa equipe da maneira que a gente gosta, na parte técnica, física e tática. Temos de caminhar muito. As vitórias não podem encobrir os erros, mas é bom corrigir os erros com as vitórias”, destacou PC.

Já os santistas não conseguem reagir depois da trágica derrota também por 3 a 2, de virada, para o Vasco, na Vila Belmiro. A segunda derrota consecutiva faz o time permanecer com 24 pontos, em quinto lugar, mas perdendo boa chance de se aproximar ainda mais dos líderes do Campeonato Brasileiro.

Com a saída de Deivid e a iminente negociação de Robinho, o técnico Gallo foi obrigado a apostar em jogadores das categorias de base para o confronto. A começar pelo gol, onde o garoto Saulo foi escalado para substituir o lesionado Henao. No ataque, Diego fez companhia a Basílio.

“Esperamos melhorar nosso elenco nos próximos dias. E os jogadores que virão serão para a parte defensiva. Estamos passando por um processo de reformulação e não podemos deixar a pressão sobre os garotos”, afirmou Gallo.

A vitória dos mineiros, aliás, os coloca com vantagem na história dos confrontos. Agora, os cruzeirenses venceram 11 vezes contra apenas dez dos santistas. Aconteceram ainda outros dez empates.

O Santos volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar a Ponte Preta, às 21h45, na Vila Belmiro. O Cruzeiro visita o Corinthians, no mesmo dia, mas às 20h30, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O jogo

O Cruzeiro começou a partida bastante ofensivo. Logo aos 2min, Wagner arriscou chute de fora da área e acertou a trave da meta de Saulo. O time, no entanto, não conseguiu dar seqüência à pressão.

Melhor para o Santos, que respondeu aos 8min e quase inaugurou o marcador. Basílio recebeu na área, tirou de Fábio, mas Diego não conseguiu completar com o gol vazio.

Quatro minutos mais tarde, os paulistas voltaram a assustar. Basílio cruzou, a bola desviou em um marcador e sobrou para o camisa 1 do Cruzeiro. Ele não conseguiu segurar e Diego bateu forte, acertando o travessão.

Aos 23min, o Santos abriu o placar. Giovanni chutou da entrada da área, o goleiro adversário não conseguiu segurar e soltou nos pés de Halisson, que apenas empurrou para o fundo do gol.

O Cruzeiro empatou aos 29min. Após cruzamento da direita, Fred apareceu entre os zagueiros e, de peixinho, desviou no canto direito de Saulo. Quatro minutos mais tarde, Ricardinho cobrou falta com perfeição sem chances de defesa para Fábio e colocou seu time novamente em vantagem.

No segundo tempo, o Cruzeiro não demorou a empatar. Logo aos 6min, Wagner tocou para Kelly que, de primeira, bateu forte e acertou o canto esquerdo de Saulo, deixando tudo igual novamente. A virada veio aos 14min, quando Kelly tocou para Adriano, no meio da área, fazer o terceiro.

Com a desvantagem, o técnico Gallo tentou melhorar seu time com as entradas de Élton e Geílson. Em vão. Nos minutos finais, o Santos buscou o ataque desesperadamente, mas não conseguiu empatar.

Tarde de estréias

Com o elenco passando por reformulação, o técnico Gallo foi obrigado a apostar na garotada.

Chance para o goleiro Saulo e o atacante Diego, que fizeram suas estréias no time profissional. O primeiro barrou o ex-titular Mauro e substituiu Henao, machucado, enquanto o outro ocupou um dos postos deixado por Deivid e Robinho.

“Não poderia ter melhor oportunidade do que estrear em um jogo importante como este. Teria medo de jogar se fosse contra o Santos, mas, como não foi, estive tranqüilo”, afirmou o novo camisa 1.

Cruzeiro em vantagem nos confrontos

Além de voltar a brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, a vitória deste domingo serviu para o Cruzeiro passar o Santos na história do duelo entre os clubes.

Agora, os mineiros possuem 11 vitórias contra dez dos paulistas. Aconteceram ainda dez empates pelo Nacional desde 1971.

Gallo lamenta falhas e pede zagueiros

Treinador acredita que o Santos ‘apagou’ no segundo tempo e levou a virada do Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão.

A derrota para o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, serviu para o técnico Gallo voltar a pedir reforços no Santos. Após a partida, o treinador frisou a importância da chegada de jogadores para a defesa.

“Esperamos melhorar nosso elenco nos próximos dias. E os jogadores que virão serão para a parte defensiva. Estamos passando por um processo de reformulação e não podemos deixar a pressão sobre os garotos”, afirmou.

Apesar de o time levar nova virada no Campeonato Brasileiro – na semana passada, foi batido por 3 a 2 pelo Vasco -, o treinador descartou a possibilidade de o Peixe estar mal fisicamente. No entanto, o técnico cobrou mais atenção dos jogadores.

“Não foi nada com a parte física. Demos um vacilo nos gols deles. Isso não pode acontecer, temos que melhorar. Tivemos o jogo nas mãos durante todo o tempo, mas o time apagou durante 10min. Méritos do ataque do Cruzeiro”, acrescentou.

Mesmo com a derrota, Gallo acredita que o importante é continuar entre os primeiros colocados. Para ele, até a 28ª rodada serão definidos os times que realmente brigarão pela conquista do título nacional.

“Precisamos montar um time rápido e fazer uma intertemporada para acertar o time. A partir de agora, as coisas se definem e temos que continuar bem posicionados para seguir na disputa”, completou.