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Goiás 3 x 4 Santos

Data: 10/07/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia,GO.
Público: 6.450 pagantes
Renda: R$ 75.790,00
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes e Guilherme Dias Camilo (ambos de MG).
Cartões amarelos: Cléber Gaúcho, Romerito, Aldo, Roni (G); Fabinho e Wendell (S).
Cartão vermelho: Cléber Gaúcho (G).
Gols: Douglas (06-1), Aldo (09-1), Souza (37-1), Douglas (39-1), Basílio (45-1); Ricardinho (11-2), Jorge Mutt (26-2).

GOIÁS
Harlei; Paulo Baier (Vitor), Aldo, André Leone e Jadílson; Cléber Gaúcho, Marcelo Silva (Thiago), Romerito e Rodrigo Tabata; Roni e Souza (Jorge Mutt).
Técnico: Édson Gaúcho

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Altair e Carlinhos; Fabinho (Halison), Bóvio, Ricardinho e Giovanni; Douglas (Wendell) e Basílio (Danilo).
Técnico: Gallo



Santos ‘ignora’ ausência de estrelas e bate Goiás

Os substitutos do Santos, ao menos provisoriamente, deram conta do recado. Neste domingo, com grande atuação de Douglas e Basílio, o time alvinegro bateu o Goiás por 4 a 3, fora de casa, e retornou “aos eixos” no Campeonato Brasileiro.

Douglas, autor de dois gols, era o reserva de Deivid, enquanto Basílio, que marcou uma vez, vivia à sombra de Robinho. A antiga dupla de ataque santista fizera 44 dos 80 gols do time até este domingo. A marca correspondia a 55% do total de bolas na rede.

Porém, atuando nos contra-ataques, o time paulista foi efetivo e conseguiu derrotar pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro o Goiás como mandante. Anteriormente, o clube da região centro-oeste tinha o retrospecto de três vitórias e dois empates.

O bom resultado leva o time comandado por Gallo aos 21 pontos e o aproxima dos líderes da competição. Os quatro gols marcados também deixaram o Santos com o melhor ataque da competição, com 22 gols. A vitória ameniza também o clima na Vila Belmiro, que nos últimos dias andou tenso por causa da iminente saída de grandes pilares.

Além do imbróglio Robinho-Real Madrid, o atacante Deivid está à espera de uma decisão do Bordeaux, da França, sobre o seu futuro. Já o lateral-esquerdo Léo anunciou sexta-feira que está deixando a Vila.

Em contrapartida, o atacante Denílson, do Bétis, pode ser anunciado como novo reforço nesta semana. Outros que interessam são o atacante Nilmar e o lateral-esquerdo Kléber.

Com 17 pontos, o Goiás, que vinha de duas vitórias, segue na faixa intermediária da tabela. A derrota em casa deteriorou um pouco a relação entre a torcida e o técnico Edson Gaúcho. Neste domingo, ele foi constantemente vaiado e chamado de “burro” durante parte do segundo tempo do duelo.

A próxima rodada será de clássicos para ambos. Sábado, o Goiás faz o duelo da região centro-oeste contra o Brasiliense, às 16h, no estádio Serra Dourada. Domingo, no mesmo horário, o Santos enfrentará o São Paulo, na Vila Belmiro.

O jogo

O Goiás começou superior, apostando nos avanços do lateral-esquerdo Jadílson. Porém, em um contragolpe, os visitantes abriram o placar. Aos 6min, Carlinhos encontrou Basílio livre na ponta esquerda. O atacante recebeu e rolou para Douglas, livre, tocar para o gol.

Três minutos depois, o time alviverde empatou. Jadílson cruzou da esquerda, Souza escorou e Aldo, de cabeça, marcou. Após os dois gols, a partida caiu bruscamente de ritmo.

Apenas aos 34min, Roni esteve perto de marcar, mas a bola passou por cima do travessão. No mesmo minuto, André Leone cabeceou livre na entrada da pequena área e Mauro defendeu.

De tanto insistir, o Goiás conseguiu a virada. Aos 37min, Romerito rolou para dentro da área, Rodrigo Tabata deu lindo toque de calcanhar e Souza completou de primeira para o gol.

A vantagem do clube do centro-oeste só durou dois minutos. Aos 39min, Douglas recebeu na ponta direita e encobriu Harlei. Antes de a bola entrar, Cléber Gaúcho ainda tentou salvar, mas ele acabou colocando-a para dentro do gol.

No último lance do primeiro tempo, o Santos ficou novamente à frente no placar. Carlinhos avançou pela esquerda e passou para Giovanni. O meia encontrou Basílio, livre, na entrada da área e o atacante recebeu e bateu na saída de Harlei.

Logo nos segundos iniciais da segunda etapa, o Goiás assustou. Roni foi ao fundo e chutou cruzado. Souza tentou desviar, mas a cabeçada foi para fora.

Enquanto os anfitriões apertavam, o Santos assustou aos 5min. Ricardo Bóvio entrou driblando na área e chutou com perigo. A situação dos goianos ficou ainda mais complicada aos 9min. Cléber Gaúcho fez falta em Basílio, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Goiás com um jogador a mais.

Logo na seqüência, aos 11min, Douglas chutou e Harlei defendeu. No rebote, o mesmo Douglas cruzou e Ricardinho pegou de primeira e marcou um belo gol. Desestruturado, o Goiás quase sofreu o quinto aos 18min. Basílio recebeu cara-a-cara com Harlei, mas o camisa 1 goiano fez a defesa.

Quando o quinto gol santista parecia questão de tempo, o Goiás diminuiu. Aos 26min, Jorge Mutt recebeu na entrada da área e acertou o ângulo direito de Mauro.

O gol reacendeu o Goiás, que pressionou. Aos 38min, Rodrigo Tabata cobrou falta na trave esquerda de Mauro. Três minutos depois, Roni desviou de cabeça, Mauro falhou, mas a bola foi para fora.

Aos 44min, Roni chutou, Fabinho cortou com a mão dentro da área, mas o árbitro Alicio Pena Júnior não marcou o pênalti.

Sem Robinho, Santos continua sem perder

Depois que o craque se apresentou à seleção brasileira e não atuou mais pelo Peixe, a equipe não perdeu mais no Brasileiro.

Apesar de não contar com sua maior estrela nas últimas partidas, o Santos se mantém invicto no Brasileirão. Sem Robinho no elenco, em cinco partidas, o Alvinegro conquistou duas vitórias e três empates.

Na única derrota do Santos na competição sem a presença do atacante, 2 a 1 para o Palmeiras, o jogador foi poupado para a primeira partida das quartas-de-final da Copa Libertadores da América, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Após esse jogo, Robinho se apresentou à seleção brasileira e não voltou a jogar pelo Alvinegro.

Mesmo com a saída de seu craque, o Peixe continua fazendo muitos gols. Com os quatro gols marcados neste domingo, a equipe chega a oito gols sem Robinho. Somente em duas ocasiões, nos empates por 0 a 0 com Fortaleza e Juventude, o time não marcou.

Um dos responsáveis pela boa fase do Peixe é o meia-atacante Giovanni. Recém contratado do futebol grego, ele acredita que a equipe tem a obrigação de manter o bom desempenho, mesmo sem Robinho.

“Não só eu, mas toda a equipe tem que encarar essa responsabilidade. É sempre bom mantermos a regularidade, mesmo sem ele”, afirmou Giovanni.

A situação de Robinho continua indefinida. Apesar das ordens da diretoria do Santos, o jogador faltou a todos os treinamentos da equipe nesta última semana e deve ser punido.

Segundo o jornal espanhol Marca, o presidente do Real Madrid, Florentino Peres, deve embarcar para o Brasil para acertar, junto aos dirigentes do Peixe, a transferência do atacante.

São Caetano 1 x 3 Santos

Data: 26/06/2005, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, SP.
Público: 2.826 pagantes
Renda: R$ 30.444,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Ana Paula de Oliveira e Maria Eliza Correia Barbosa (ambas de SP)
Cartões amarelos: Wendel, Bóvio e Flávio (S); Thiago (SC).
Gols: Deivid (22seg-1), Alessandro (24-1) e Ricardinho (46-1, de pênalti); Giovanni (33-2).

SÃO CAETANO
Sílvio Luiz; Neto (Marcelinho), Thiago e Douglas; Alessandro, Zé Luís, Claudecir (Fábio Pinto), Edu Sales (Canindé) e Triguinho; Jean e Dimba.
Técnico: Estevam Soares

SANTOS
Mauro; Paulo César (Flávio), Ávalos, Altair e Carlinhos (Hallison); Wendel, Bóvio, Élton (Luciano Henrique) e Ricardinho; Giovanni e Deivid.
Técnico: Gallo

Ps: Gol do Deivid foi o mais rápido do Campeonato.



Com gol de Giovanni, Santos reencontra a vitória

Passada a ressaca da eliminação na Copa Libertadores da América e o insosso empate com o Fortaleza, o Santos voltou a lutar exclusivamente pelo título do Campeonato Brasileiro. Depois de cinco jogos sem vencer, a equipe da Vila Belmiro bateu o São Caetano por 3 a 1, na tarde deste domingo, no estádio Anacleto Campanella, no ABC paulista.

Com este resultado, o time santista chegou aos 17 pontos, ocupando a quarta colocação. A Ponte Preta, que lidera o certame, está com 20 pontos. Já o São Caetano, que sonhava encostar nos líderes nesta rodada, permanece com 14, entre os dez.

A vitória também foi especial para o meia-atacante Giovanni. O jogador, grande ídolo do time em 1995, voltou ao clube santista e conquistou sua primeira vitória nesta nova fase. De quebra, o atleta marcou o terceiro gol santista no jogo, o primeiro dele.

Se o camisa 10 do Santos comemorou seu primeiro triunfo, o atacante Deivid pode ter marcado seu último gol pelo time santista. O jogador, que abriu o placar aos 22seg de jogo, está emprestado ao clube praiano até o dia 30 deste mês e poderá retornar ao Bordeaux, da França, clube com o qual tem contrato.

“Espero ficar. Já manifestei meu interesse ao presidente [Marcelo Teixeira] e a minha intenção é permanecer aqui. Espero que o Santos possa chegar a um acordo com o Bordeaux e meu empréstimo seja prorrogado”, revelou Deivid, no intervalo da partida.

Agora, os dois times voltam a campo apenas no domingo. Enquanto o Santos recebe o Juventude, na Vila Belmiro, o São Caetano vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, no Beira-Rio.

O Jogo
O Santos não poderia começar melhor a partida. Logo aos 22seg, o atacante Deivid abriu o placar. Paulo César fez o lançamento da direita e o camisa 9 santista chutou no ângulo esquerdo de Silvio Luiz.

Em vantagem, o Santos continuou em cima do adversário. Porém, antes dos 16min, o time santista perdeu Paulo César e Élton, ambos lesionados. Com essas substituições inesperadas, o técnico Gallo teve de mexer ainda mais no esquema da sua equipe, que não contou também com outros cinco jogadores (Robinho e Léo, na seleção principal, Leonardo, na Sub-
20, Zé Elias e Fabinho, machucados).

Aproveitando o momento negativo do Santos no jogo, o São Caetano chegou ao empate. Jean cruzou da esquerda, a bola atravessou a área e chegou até o ala-direito Alessandro, que chutou cruzado e igualou o placar.

O gol do São Caetano reacendeu o Santos. O time da Vila Belmiro voltou a pressionar e a equipe do ABC ficou acuada em seu campo de defesa. O atacante Deivid passou a travar um duelo particular com o goleiro Silvio Luiz. Em duas grandes oportunidades, o camisa 1 dos donos da casa foi melhor.

Até que aos 45min, em um lance isolado, o Santos voltou a marcar. Luciano Henrique, que entrou no lugar de Élton, fez boa jogada pela esquerda, entrou na área e foi derrubado por Claudecir. Pênalti que Ricardinho cobrou bem e colocou novamente a equipe praiana em vantagem.

No segundo tempo, os dois times fizeram uma partida equilibrada. O São Caetano pressionou o Santos em busca da igualdade no placar. Já o time da Vila Belmiro foi muito perigoso em jogadas de contra-ataque, principalmente com Deivid.

A partir dos 25min, o técnico Estevam Soares decidiu arriscar mais e sacou Claudecir para entrada do atacante Fábio Pinto. Marcelinho, também jogador ofensivo, já havia entrado no lugar do zagueiro Neto.

Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Giovanni tabelou com Deivid, fez uma finta de corpo no marcador e chutou forte para marcar o terceiro gol do Santos e decretar a vitória da equipe da Vila Belmiro.

Com gol relâmpago, Deivid imita Robinho

Atacante do Santos marcou aos 22 segundos de jogo no Azulão, igualando o feito do companheiro, em 2003.

Apenas 22 segundos. Foi este o tempo que demorou para o Santos abrir o placar na tarde deste domingo, na vitória contra o São Caetano por 3 a 1, no Anacleto Campanella.

O lance aconteceu após o Peixe sair com a bola no meio-campo. Paulo César, que retornou à equipe após se recuperar de lesão (e já saiu dele pelo mesmo motivo), fez um lançamento preciso para Deivid. O atacante santista chutou de pé direito e acertou o ângulo esquerdo de Silvio Luiz.

“É o gol mais rápido da minha carreira. Fico feliz em marcar nos primeiros segundos de jogo. Esse gol vai para minha filha”, disse o atacante.

O curioso é que está não é a primeira vez que o Santos abre o placar contra o São Caetano antes do primeiro minuto de jogo. No dia 11 de outubro de 2003, em uma partida do Campeonato Brasileiro, no mesmo Anacleto Campanella, o atacante Robinho, que não jogou neste domingo por estar com a seleção brasileira na Alemanha, marcou seu gol logo aos 11seg de jogo.

Este jogo também é lembrado pelo torcedor santista por ter sido a partida em que o zagueiro Preto se contundiu seriamente. O jogador fraturou o tornozelo direito e voltou aos gramados apenas este ano, sendo dispensado recentemente pelo técnico Gallo.

Futuro de Deivid é definido em reunião

Presidente do Santos irá encontrar procurador do atacante, ainda neste domingo, para apresentar nova proposta pelo jogador.

A novela sobre a saída do atacante Deivid deve ter mais um capítulo na noite deste domingo. O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, irá se reunir com o procurador do jogador, Jorge Moraes, para tentar garantir a permanência do artilheiro na Vila Belmiro.

“Espero ficar. Já mostrei meu interesse para o presidente. Espero que o Bordeaux e o Santos entrem num acordo”, disse Deivid, na saída do gramado do Anacleto Campanella, após a vitória do Peixe sobre o São Caetano por 3 a 1.

O Santos vai tentar contratar o jogador em definitivo. O grande empecilho é que o Bordeaux, equipe com a qual Deivid tem contrato, só aceita liberar o atleta por US$6 milhões, valor que o Peixe não está disposto a pagar. Após a reunião deste domingo, o procurador do jogador deve viajar à França para apresentar a proposta santista.

Deivid afirma desconhecer o valor que o Santos irá apresentar nesta reunião. “Soube que havia uma proposta de US$ 4,5 milhões de algum clube da Europa, mas não sei qual. Não sei se a do Santos foi maior”.

Caso não haja um acerto com o clube francês, o atacante fez contra o São Caetano sua última partida com a camisa do Santos. O empréstimo do jogador com o Peixe termina no próximo dia 30.

Atlético-PR 3 x 2 Santos

Data: 01/06/2005
Competição: Copa Libertadores – Quartas-de-final – Jogo de ida
Local: Arena Kyocera, em Curitiba, PR.
Público: 20.757 pagantes
Renda: R$ 461.612,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Cartões amarelos: Diego e Alan Bahia (A); Zé Elias e Deivid (S).
Gols: Ricardinho (13-1), Evandro (26-1), Marcão (41-1) e Deivid (44-1); Lima (25-2).

ATLÉTICO-PR
Diego; Danilo, Durval e Marcão; Jancarlos (Fabrício), Alan Bahia, Leandro (André Rocha), Cocito e Evandro; Aloísio (Cléo) e Lima.
Técnico: Antônio Lopes.

SANTOS
Henao; Flávio (Basílio), Hallison, Ávalos e Léo; Fabinho, Zé Elias (Tcheco), Bóvio e Ricardinho; Deivid (Fabiano) e Robinho.
Técnico: Gallo



Atlético-PR vence e abre vantagem contra o Santos na Libertadores

Mesmo jogando com um jogador a menos na maior parte do tempo, o Atlético-PR venceu o Santos por 3 a 2, nesta quarta-feira, em Curitiba, e abriu vantagem na disputa por uma vaga nas semifinais da Taça Libertadores-2005.

No jogo de volta, no dia 15, o Santos não terá Robinho e Léo. Os dois jogadores foram convocados para a Copa das Confederações, de 15 a 29 de junho, na Alemanha. O Atlético-PR só precisa de um empate para avançar.

O Santos entrou em campo com o colombiano Henao, recuperado de uma contusão na mão, como titular no gol. Vetado, Paulo César foi substituído por Flávio.

Jogando em casa, o time paranaense mostrou que iria pressionar desde o início da partida. Com menos de um minuto, Aloísio acertou o travessão de Henao.

O Santos foi mais eficiente quando chegou ao ataque. Aos 12min, Ricardinho recebeu lançamento longo dentro da área, dominou a bola com dificuldade e tocou no canto do goleiro Diego. A bola tocou na trave antes de entrar: 1 a 0.

O Atlético-PR buscou o empate com chutes de longa distância, mas errava nas finalizações. Aos 26min, o time paranaense chegou ao empate com Evandro, que desviou de cabeça um cruzamento da direita e encobriu Henao, que estava adiantado.

No minuto seguinte, no entanto, o Atlético-PR ficou com um jogador a menos após a expulsão do volante Alan Bahia, que já tinha cartão amarelo e fez falta em Robinho. O Santos quase marcou com Deivid, chutando de fora da área, aos 35min.

Aos 40min, o Atlético-PR fez seu segundo gol. André Rocha cobrou falta, Henao deu rebote e Marcão, livre, não desperdiçou. Quatro minutos depois, o Santos chegou ao empate. Robinho recebeu a bola livre dentro da área e tocou para Deivid empatar, de cabeça.

“Bobeamos nos dois gols do Atlético, mas faz parte do futebol”, disse Ricardinho, na saída para o intervalo.

Na etapa final, o Santos voltou a campo com Tcheco no lugar de Zé Elias. A ordem do técnico Gallo era tocar a bola para cansar o adversário, aproveitando a vantagem de um jogador.

No entanto, aos 26min, o Atlético-PR marcou seu terceiro gol. Após boa jogada pela direita, Lima completou cruzamento e marcou. Aos 34min, Robinho teve a chance do empate, mas chutou por cima do gol quase na pequena área.

Antes da partida de volta da Libertadores, as duas equipes voltam a atuar pelo Nacional no dia 12. O Atlético-PR vai receber o Figueirense, em Curitiba, enquanto o Santos enfrentará o Fluminense, na Vila Belmiro.

Santos 3 x 0 Atlético-MG

Data: 22/05/2005
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.017 pagantes
Renda: R$ 61.093,00
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e José Cláudio Paranhos (RJ)
Cartões amarelos: Henrique, Rodrigo Fabri e Euller (A); Leonardo (S).
Gols: Ricardinho (14-1), Ricardinho (31-1) e Adriano (42-2, contra)

SANTOS
Mauro; Paulo César (Flávio), Ávalos (Leonardo), Hallisson e Léo; Zé Elias, Élton, Ricardinho e Luciano Henrique; Deivid (Basílio) e Robinho
Técnico: Gallo

ATLÉTICO-MG
Danrlei; André Luiz, Henrique e Adriano; Evanílson (George) Walker, Ramon (Ataliba), Rodrigo Fabri e Rubens Cardoso; Euller e Fábio Júnior (Quirino)
Técnico: Tite



Santos bate Atlético-MG e assume liderança

Depois de ver Fluminense e Botafogo tropeçarem no sábado, o Santos enfrentou o Atlético-MG sabendo que precisaria de uma simples vitória para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Em campo, o time dirigido pelo técnico Gallo correspondeu à expectativa e venceu os mineiros por 3 a 0, na Vila Belmiro.

Com o resultado, o Alvinegro chega aos mesmos 12 pontos dos cariocas, entretanto, fica com o primeiro posto por ter melhor saldo de gols – sete contra quatro, do Fluminense, e dois, do Botafogo.

Já o Atlético-MG continua sem se acertar. Depois de golear o Figueirense na abertura do torneio, a equipe do técnico Tite caiu de rendimento e não conseguiu mais triunfar. Com a derrota no litoral paulista, o clube de Belo Horizonte permanece com apenas quatro pontos.

Para piorar, os mineiros acumularam sua terceira derrota consecutiva. Depois de perder para o Botafogo, o clube foi derrotado e eliminado pelo Ceará na Copa do Brasil, acabando com o sonho de retornar à disputa de uma competição sul-americana.

O time não vence desde o dia 4 de maio, quando fez 3 a 1 sobre o Ituano, em Minas. Para piorar, nos cinco jogos que está sem vencer, o Galo marcou apenas dois gols mesmo contando com jogadores de expressão como Fábio Júnior, Euller e Rodrigo Fabri.

O Santos, em compensação, consegue se recuperar dos dois tropeços seguidos que teve. O time foi batido pelo Flamengo e, na última quinta-feira, acabou perdendo para a Universidad de Chile, em Santiago, pela Copa Libertadores.

Os times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, também na Vila Belmiro. Para seguir na competição, os brasileiros precisam de uma vitória por 1 a 0, já que conseguiram marcar um gol fora de casa. Em caso de o resultado ser repetido, em favor do Santos, a decisão será nos pênaltis.

Além de recuperar a liderança do Nacional-05, o time paulista mantém um tabu de nunca ter perdido para o Atlético-MG, na Vila Belmiro, em torneios oficiais. A única derrota aconteceu em um amistoso disputado em 7 de março de 1948, quando foi superado por 3 a 1.

Na história dos confrontos, a vantagem também é do Santos. Em 70 jogos, o Peixe venceu 27 contra 25 do adversário. Aconteceram ainda outros 16 empates. No Brasileirão, quem comanda são os mineiros com 14 vitórias, dez empates e 11 derrotas.

Outro fator a ser comemorado pelo técnico Gallo é a manutenção da invencibilidade em casa na temporada: foram 11 vitórias e apenas três empates. O último tropeço na Vila aconteceu em 8 de agosto de 2004, quando perdeu para o São Caetano por 1 a 0.

A partida foi especial também para o meia Ricardinho. Com os dois gols marcados nesta tarde, os primeiros na competição nacional, o jogador chegou a 101 em sua carreira.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Santos volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Palmeiras, às 16h, no Parque Antarctica. O Atlético-MG recebe o Corinthians, no mesmo dia e horário, no Mineirão, em Belo Horizonte.

O jogo

Com Robinho e Deivid bem marcados pelos três zagueiros do Atlético-MG, o Santos começou a partida errando muitos passes e tentanto chegar ao ataque através das jogadas criadas pelo meio-campista Ricardinho.

A primeira boa chance de gol santista veio aos 12min. Deivid recebeu passe em profundidade e, na entrada da área, bateu forte. Danrlei, no centro do gol, conseguiu espalmar. Pouco depois, Robinho chutou cruzado e a bola sobrou livre para o zagueiro Ávalos na pequena área. O defensor tentou pegar de primeira, mas errou e facilitou a defesa do goleiro adversário.

Os lances animaram o Peixe, que continuou pressionando. Aos 14min, Ricardinho recebeu passe de Deivid e invadiu a área. Na saída de Danrlei, o meia chutou cruzado e acertou o canto direito para abrir o placar.

Nem mesmo a desvantagem fez os mineiros acordarem. Até aos 25min, o time de Belo Horizonte havia chutado apenas duas vezes contra o gol de Mauro e dependia exclusivamente da inspiração de Rodrigo Fabri para chegar ao campo ofensivo.
O Santos voltou a levar perigo aos 31min e não desperdiçou. Robinho puxou a marcação para fora da área e fez lindo passe para Ricardinho. O meia entrou livre na área e apenas tocou no canto canto esquerdo de Danrlei.

Na volta do intervalo, o técnico Tite tentou corrigir a marcação com a saída do meia Ramon para a entrada do volante Ataliba. Mesmo assim, o Galo continuou falhando. Aos 4min, Ricardinho cobrou falta com rapidez e lançou Deivid. Livre de marcação, o atacante recebeu na área, porém, cabeceou por cima do gol.

A resposta mineira veio em seguida. Rodrigo Fabri fez bom lançamento na esquerda e Halisson não conseguiu cortar. A bola sobrou para Euller, que invadiu a área, mas chutou fraco e pela linha de fundo, sem qualquer perigo para Mauro.

Com a melhora na marcação, o Atlético-MG passou a se arriscar mais. Aos 13min, Rodrigo Fabri arriscou chute cruzado e a bola atravessou toda a área santista sem que ninguém conseguisse tocá-la. Euller ainda tentou de carrinho, porém, sem sucesso.

Quando tudo parecia definido, o Santos marcou o terceiro aos 42min. Robinho desceu pela esquerda e cruzou. O zagueiro Adriano tentou cortou e jogou contra a própria meta.

Ricardinho passa dos 100 gols

Ricardinho foi o principal destaque do Peixe na partida, marcou dois gols e chegou aos 101 na carreira.

Apesar da grande atuação, o jogador salientou a importância dos atacantes Robinho e Deivid contra o Atlético-MG.

“Nós temos um grupo de jogadores que trabalham para os atacantes marcarem. Mas o que aconteceu hoje é sinal de que o time está equilibrado”, afirmou.


Universidad de Chile 2 x 1 Santos

Data: 19/05/2005
Competição: Copa Libertadores – Oitavas-de-final – Jogo de ida
Local: Estádio Nacional, em Santiago, Chile.
Público e renda: N/D
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Adrián Rojas, Pinto (UC); Fabinho, Zé Elias e Ricardinho (S).
Gols: Rivarola (06-2), Ricardinho (12-2) e Galaz (28-2).

UNIVERSIDAD DE CHILE
Herrera; Ibarra (Figueroa), Ponce, Adrián Rojas e José Rojas; Iturra, Ormazábal, Pinto e Riveros (Droguett); Rivarola (Martinez) e Galaz.
Técnico: Héctor Pinto

SANTOS
Henao; Paulo César (Fabiano), Ávalos, Hallison e Léo; Fabinho, Zé Elias (Basílio), Bóvio e Ricardinho; Robinho e Deivid.
Técnico: Gallo



Santos perde no Chile e sai em desvantagem nas oitavas da Libertadores

O Santos começou mal o confronto que vale vaga nas quartas-de-final da Taça Libertadores-2005. Nesta quinta-feira, em Santiago, o time da Baixada perdeu por 2 a 1 para o Universidad de Chile.

Na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, a equipe chilena precisará de um empate para avançar à próxima fase. O Santos se classifica vencendo por 1 a 0 (pelo critério de gols marcados no campo do adversário) ou com vantagem de dois gols.

A primeira chance de gol foi do Santos, aos 12min. O volante Bóvio fez jogada individual, avançou pela direita e chutou forte, assustando o goleiro Herrera.

Embora não criasse muitas jogadas ofensivas, o Santos fazia uma forte marcação e dificultava o trabalho da equipe chilena.

O Universidad só conseguiu chegar com perigo aos 40min, quando Rivarola recebeu a bola na direita, passou por Léo e tentou encobrir Henao. A zaga do Santos, no entanto, conseguiu aliviar o perigo.

Um minuto depois, o Santos desperdiçou grande chance. Léo recebeu a bola na esquerda e tocou para Robinho, dentro da área, de frente para o gol. Porém o chute do atacante foi bloqueado pela defesa chilena.

No início da etapa final, a equipe chilena abriu vantagem no placar. Após lançamento longo, Galaz ajeitou no peito para Rivarola, que chutou forte e venceu Henao.

Aos 11min, o Santos marcou com Léo, que estava impedido –o gol foi anulado pela arbitragem. Aos 12min, numa jogada ensaiada, Ricardinho recebeu passe de Paulo César e empatou a partida.

Aos 21min, após ótima jogada de Robinho pela esquerda, a bola sobrou para Bóvio, que acertou o travessão de Herrera.

Mas aos 28min o Universidad voltou a ficar em vantagem. Galaz recebeu a bola dentro da área e tocou por cima de Henao, que ficou no meio do caminho e só olhou a bola entrar.

Antes da partida de volta pela Libertadores, no entanto, o Santos volta a campo no domingo, contra o Atlético-MG, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O objetivo é se reabilitar da derrota por 2 a 1 sofrida para o Flamengo na última rodada.