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Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Santos 2 x 0 Londrina-PR

Data: 14/08/2014, quinta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.498 pagantes
Renda: R$ 136.670,00
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Auxiliares: Wendel de Paiva Gouveia e Michael Correia (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Thiago Ribeiro, Lucas Lima e Rildo (S); Paulinho, Bidia, Diogo Roque e Dirceu (L).
Gols: Robinho (07-2) e Rildo (43-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal (Edu Dracena), David Braz e Mena; Alison, Arouca (Alan Santos) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Oswaldo de Oliveira

LONDRINA
Vitor; Lucas Ramon, Dirceu, Silvio e Allan Vieira; Diogo Roque, Bidia (Madison), Léo Maringá e Celsinho (Davi Ceará); Joel e Paulinho
Técnico: Cláudio Tencatti



Robinho marca, dá assistência e comanda Santos às oitavas da Copa do Brasil

Atacante é o principal responsável pela vitória sobre o Londrina na Vila Belmiro que classifica o time na competição

O Santos está nas oitavas de final da Copa do Brasil e deve isso a Robinho. Na partida desta quinta-feira na Vila Belmiro, o atacante fez de tudo contra o Londrina. Driblou, deu assistência e marcou seu primeiro gol uma semana após voltar ao clube. Rildo, nos minutos finais, decretou a vitória por 2 a 0.

A vitória classificou o time de Oswaldo de Oliveira às oitavas de final da Copa do Brasil, já que no primeiro duelo o time paranaense venceu por apenas 2 a 1. Além disso, quebrou a série de três derrotas seguidas, apesar de não ter feito uma partida boa e ter levado muitos sustos no jogo.

O jogo:

A fria noite santista parece ter tirado o ímpeto dos jogadores de Santos e Londrina. Durante todo o primeiro tempo, o jogo se conduziu lento, com muitos erros de passe e com pouca emoção. O técnico Oswaldo de Oliveira armou uma equipe ofensiva e fez do lateral Cicinho um ponta pela direita. E, logo aos 5 minutos, foi dele a grande chance do time da casa abrir o placar. Cicinho invadiu a área na diagonal, e já na marca da pequena área, resolveu cruzar para Leandro Damião ao invés de bater em gol. Sem intenção, o zagueiro do Londrina acabou interceptando a bola com o braço e o árbitro marcou apenas escanteio.

Apesar do domínio e uma posse de bola que beirava os 70%, o Santos tinha muita dificuldade de criar e finalizar. Os paranaenses jogavam recuado e pareciam sentir o peso de jogar em Vila Belmiro, pecando em passes simples e deixando o jogo feio.

Com a vantagem do empate, o Tubarão teve a sua grande chance na primeira etapa aos 24 minutos. Jubal tentou sair jogando, se complicou e perdeu o lance para Paulinho. O atacante invadiu a área de Aranha e, cara a cara, bateu para fora, desperdiçando a melhor oportunidade do jogo até então.

Robinho, que atuara pela segunda vez seguida desde seu retorno ao Peixe, começou o jogo se movimentando bem, procurando a bola e em duas situações deixou Cicinho em boas condições. Mas o time não acompanhava seu ritmo e, aos poucos, o camisa 7 foi sendo vencido pela forte marcação.

Após a conversa no vestiário, as equipes voltaram para o segundo tempo nitidamente mais ligadas e dispostas a buscar o gol. Aos 3 minutos, mais uma vez Paulinho, autor de duas assistências no primeiro jogo, teve a bola para deixar o Londrina em situação confortável na Vila Belmiro. Livre, o atacante bateu cruzado, da direita. Aranha voou, mas a bola raspou o poste e saiu pela linha de fundo.

E o líder do Brasileiro da Série D foi vítima o velho ditado. Não fez, tomou. E logo do craque. Após cobrança de lateral pela esquerda, Damião trabalhou como pivô e Robinho estufou as redes em belo chute cruzado, no alto, de dentro da área.

O Rei das Pedaladas comemorou muito seu primeiro gol exatamente uma semana após ser apresentado. O gol empolgou o alvinegro praiano e contagiou até o questionado camisa 9 santista. Damião arriscou um voleio e acabou acertando a trave aos 9 minutos.

Com o placar desfavorável, o Londrina passou a se soltar mais e conseguia chegar com perigo, principalmente nas costas de Mena e Cicinho. Mas o fraco nível técnico da equipe era o obstáculo maior. O Santos, apesar da vantagem, dava alguns sustos nos poucos torcedores presentes e ainda pecava feio no ataque.

Aos 22 minutos, em rápido contra-ataque puxado por Lucas Lima, Thiago Ribeiro protagonizou um lance bisonho, aos escorregar e tropeçar no próprio pé, embaixo da trave. No sequência, Cicinho cruzou e Robinho só não marcou o segundo porque o zagueiro paranaense afastou em cima da linha.

Os últimos minutos da partida foram de sufoco para o Peixe. A defesa alvinegra não se encontrava. Com Edu Dracena, que voltou após sete meses, na vaga do lesionado Jubal, a zaga santista teve muita dificuldade para segurar o Tubarão.

Primeiro Joel desperdiçou uma bola oportunidade ao chutar mal da ponta esquerda. Em seguida, de novo com o centroavante camaronês, o Londrina esteve muito perto do gol após bate e rebate dentro da pequena área do Santos, mas a zaga afastou com David Bráz. Apenas cinco minutos depois, Diogo Roque quase surpreendeu com uma bomba de fora da área. A bola desviou em Edu Dracena e quase foi para o fundo do gol.

Já aos 42, Aranha salvou o Santos após cortar um cruzamento perigoso e, no rebote, defender boa cabeçada de Silvio, no chão.

Thiago Ribeiro vai querer esquecer a noite desta quinta-feira. Após desperdiçar uma chance incrível, embaixo da trave, de forma bisonha, o camisa 11 fez pior no fim da partida. Após linda jogada de Robinho, a bola bateu na trave e sobrou para Thiago Ribeiro. Sem goleiro, o atacante isolou. Inacreditável.

Mas o “ufa” da torcida veio aos 43. Robinho novamente fez a jogada pela esquerda e só rolou para Rildo, que diferente de Thiago Ribeiro, só bateu para o gol, sem chances para o goleiro do Londrina.

A vitória, apesar de não convencer, foi importante para classificar o Santos às oitavas de final da Copa do Brasil e quebrar a série de três derrotas seguidas.

Bastidores – Santos TV:

Thiago Ribeiro tenta explicar lances inacreditáveis no ataque

Atacante do Santos desperdiçou dois gols incríveis dentro da área na vitória do time paulista sobre o Londrina nesta quinta

A classificação do Santos nesta quinta-feira foi sofrida. A vitória por 2 a 0 em cima do Londrina na Vila Belmiro foi conquistada apenas no segundo tempo, após muitos sustos. No entanto, a vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil poderia ter vindo com muito mais facilidade, não fosse Thiago Ribeiro.

O camisa 11 desperdiçou duas chances incríveis de gol. Primeiro, após cruzamento rasteiro de Lucas Lima, que Thiago acabou não aproveitando devido a ume escorregão, e depois em rebote da trave, sem goleiro, quase embaixo do gol. Após a partida, o atacante tentou explicar o que aconteceu.

“No primeiro, eu escorreguei, eu não consegui nem chutar a bola. Mas o segundo não, eu perdi realmente o gol, a boal acabou pegando no bico do pé e isso não pode acontecer porque é fase eliminatória e pode fazer falta”, disse o atleta, que parecia não acreditar nos gols que perdeu. “Estava tão fácil o lance, só parei o pé. Infelizmente a bola acabou deslizando na chuteira e subiu, o que eu não queria. Poderia fazer falta hoje (quinta)”, finalizou.


Santos 3 x 0 Chapecoense

Data: 26/07/2014, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.962 pagantes
Renda: R$ 129.685,00
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ-FIFA)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Eduardo de Souza Couto (ambos do RJ).
Cartões amarelos: David Braz e Alison (S); Rodrigo Biro (C).
Gols: Rildo (12-1); Gabriel (06-2) e Diego Cardoso (35-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Bruno Uvini, David Braz e Mena; Alison (Souza), Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Geuvânio), Rildo (Diego Cardoso) e Gabriel.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

CHAPECOENSE
Danilo; Fabiano, Rafael Lima, Jailton e Rodrigo Biro; Wanderson, Dedé, Ricardo Conceição (Abuda) e Nenén (Zezinho); Camilo (Leandro) e Bruno Rangel.
Técnico: Celso Rodrigues



Santos vence a Chapecoense e assume a vice-liderança do Brasileirão

Rildo, Gabriel e Diego Cardoso balançaram as redes na vitória por 3 a 0 na Vila Belmiro e ajudaram o time assumir o posto do rival Corinthians, que joga neste domingo contra o Palmeiras

Por dois gols, o Santos é o novo vice-líder do Campeonato Brasileiro, posto que antes do início da 12ª rodada pertencia ao Corinthians. Os gols a mais foram o segundo e o terceiro na vitória por 3 a 0 sobre a Chapecoense, na noite deste sábado, na Vila Belmiro. Depois de Rildo abrir o placar logo aos 12 minutos do primeiro tempo, Gabriel ampliou a vantagem pouco depois do intervalo, e Diego Cardoso fechou a conta.

Homenageado antes do apito inicial pela marca de 100 jogos com a camisa alvinegra, o goleiro Aranha foi ameaçado somente duas vezes com perigo – e fez jus à homenagem da diretoria, com boas defesas. Por outro lado, apesar do resultado positivo (que o levou aos mesmos 20 pontos do Corinthians) e da eficiência provada pelo placar, o Santos também não teve atuação de encher os olhos. Nem mesmo depois de a Chapecoense (que se mantém com 11 pontos) passar a se lançar mais à frente.

O jogo

Neste sábado, vindo de derrota para o Fluminense, o time treinado por Oswaldo Oliveira entrava em campo com a obrigação mandante de vencer uma equipe que luta contra as posições de baixo da tabela, mas que havia obtido surpreende vitória sobre o São Paulo, em pleno Morumbi, na rodada passada. Para evitar que isso se repetisse na Vila Belmiro, onde está invicto na temporada, o Santos contava principalmente com os gols de Thiago Ribeiro.

Recuperado de estiramento no joelho esquerdo, o atacante voltou a ser escalado como titular, mas não se destacou na primeira etapa. Nem tanto pela falta de ritmo de jogo, mas porque foi pouco acionado. Precisou se distanciar do gol adversário muitas vezes para assumir a criação das jogadas e, mesmo assim, não tinha companhia à altura para chegar à área com qualidade. Apesar disso, o Santos abriu o placar cedo.

Aos 12 minutos, após seguidas tentativas sem sucesso da defesa da Chapecoense de tirar a bola de dentro da área, ela sobrou para Rildo, que chutou de primeira, entre o goleiro e a trave direita, para vazar o goleiro Danilo. Um gol que poderia facilitar o desempenho dos donos da casa, já que a equipe catarinense teria que abdicar da estratégia defensiva para buscar o empate.

A Chapecoense passou, de fato, a sair mais para o campo de ataque, mas os espaços oferecidos não foram aproveitados pelo Santos. Em alguns momentos, principalmente em jogadas de bola parada, a torcida passou aperto, inclusive. O empate quase veio aos 31 minutos, quando Abuda (que havia acabado de substituir Ricardo Conceição, lesionado) recebeu bola na entrada da área, girou e bateu rasteiro. O chute, porém, saiu torto, à esquerda da meta de Aranha.

No único contragolpe bem encaixado, aos 41 minutos, o lateral esquerdo Mena conseguiu estragar a jogada. Ao receber de Lucas Lima dentro da área, devolveu errado, para reclamação dos torcedores, que ainda viram o atacante Bruno Rangel assustar Aranha com um bom desvio de cabeça. A jogada da Chapecoense, no entanto, foi paralisada devido a impedimento.

Na volta do intervalo, o goleiro santista efetivamente trabalhou pela primeira vez. Aos três minutos, Dedé aproveitou rebote em chute de Camilo e, a poucos metros do gol, finalizou cruzado, com muita força. Aranha saltou para o lado direito e espalmou, evitando o empate.

O susto seguinte foi ver Thiago Ribeiro cair após dividida, queixando-se de dores no joelho esquerdo e mancando. Mas o atacante pediu para retornar a campo e, ainda aos seis minutos, provou estar bem. Correu muito para alcançar lançamento de Bruno Uvini vindo do meio-campo e, da linha de fundo, cruzou rasteiro para Gabriel completar para a rede e ampliar a vantagem santista no placar.

Sem outra alternativa, a Chapecoense abandonou completamente seu campo. Aos 18 minutos, Abuda invadiu a área e chutou cruzado, para nova bela defesa de Aranha, bastante parecida com a anterior. Defesa que, juntamente com um terceiro gol – marcado por Diego Cardoso aos 35 minutos, após outra assistência de Thiago Ribeiro -, garantiu o Santos à frente do Corinthians na tabela. Ao menos até o rival ir a campo neste domingo, diante do Palmeiras, em Itaquera.

Bastidores – Santos TV:



Mogi Mirim 2 x 5 Santos

Data: 06/03/2014, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 12ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos : Geuvânio, Cícero, Aranha e Rildo (S); Edson Ratinho (MM).
Gols: Fernando Baiano (22-1), Emerson Palmieri (42-1); Leandro Damião (11-2), Magrão (21-2), Rildo (23-2), Arouca (37-2) e Lucas Lima (45-2).

MOGI MIRIM
Reynaldo; Valdir, Wagner Silva (Henrique), Mirita e Leonardo; Olberdam, Everton Sena, Everton Heleno e Edson Ratinho; Serginho (Rivaldinho) e Fernando Baiano (Magrão)
Técnico: Márcio Goiano

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal, Neto e Emerson Palmieri; Arouca e Cícero; Gabriel (Lucas Lima), Geuvânio (Rildo), Thiago Ribeiro e Leandro Damião (Stéfano Yuri).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Ataque segue brilhando, Santos goleia Mogi Mirim e garante classificação

Equipe chega a 30 gols no Campeonato Paulista e conquista uma vaga nas quartas de final da competição

Mais uma goleada, e o Santos voltou a vencer e mostrar o seu poderio ofensivo, que com 30 gols marcados, continua sendo o melhor ataque do Campeonato Paulista. A vítima da vez foi o Mogi Mirim, que mesmo atuando em casa, não resistiu e foi derrotado por 5 a 2. Os tentos foram marcados por Emerson, Leandro Damião, Rildo, Arouca e Lucas Lima. Fernando Baiano e Magrão descontaram.

Rildo e Lucas Lima marcaram os seus primeiros gols com a camisa do Santos, e mais uma vez vindo do banco de reservas, o atacante e o meia deram mais velocidade à equipe na segunda etapa, que mesmo com o placar vantajoso, não refletiu o que foi a partida, até os 25 minutos do segundo tempo.

A vitória garante a vaga antecipada às quartas de final para o Santos, que ao lado de São Paulo e Palmeiras já planeja um descanso nas próximas rodadas visando a fase final da competição. Durante o triunfo, os atacantes Geuvânio e Rildo, e o goleiro Aranha receberam o terceiro cartão amarelo e serão desfalques na próxima partida.

Já o Mogi Mirim, do presidente e jogador Rivaldo, permanece com 12 pontos, e mesmo com treinador novo segue na luta pela permanência na Primeira Divisão. Restando três partidas para o término da primeira fase, continua em uma situação delicada no campeonato, entretanto fora da zona de rebaixamento.

O jogo

Aos 14 minutos o primeiro grande momento da partida foi do time mandante. Em falha do lateral-direito Cicinho, o atacante Serginho invadiu a área santista e bateu de esquerda, para boa defesa de Aranha. A resposta veio no lance seguinte, quando Geuvânio recebeu de Gabriel, levou para a direita e, mesmo sem ângulo chutou. Bem posicionado, o goleiro Reynaldo mandou para escanteio.

Quem abriu o marcador foi o Mogi Mirim. Aos 22 minutos, Fernando Baiano marcou. Aproveitando a ausência de Émerson – que era atendido fora de campo -, o meia Everton Sena apareceu livre de marcação pelo lado direito e cruzou na medida para o centroavante completar a gol com estilo, após lindo toque de letra.

Aos 38 minutos, Arouca desperdiçou uma boa oportunidade para o Santos empatar a partida. O volante puxou um rápido contra-ataque, e avançou o meio de campo, com a vantagem de dois jogadores, porém errou o passe para Thiago Ribeiro, que estava esperando a bola um pouco mais para trás. No lance seguinte, Geuvânio fez fila, levou para o meio e chutou fraco, nas mãos do goleiro Reynaldo.

Depois de alguns bons ataques, o Santos chegou ao empate aos 42 minutos, por meio do lateral-esquerdo Emerson, que fez o seu gol na competição. Após arrancar pelo meio, o ala tocou para Thiago Ribeiro, que encontrou Gabriel dentro da área. Com um lindo toque de calcanhar, o atacante deixou Emerson na cara do gol, que já chegou fuzilando e empatando a partida.

No segundo tempo, a partida permanecia equilibrada, com a maioria das jogadas sendo realizadas no meio de campo. Porém, aos 10 minutos, Leandro Damião virou. Após Cícero soltar uma bomba de perna esquerda, e o goleiro espalmar para o meio da área, o atacante estava lá para aproveitar o rebote e marcar o seu terceiro gol com a camisa santista.

Aos 21 minutos, o empate do Mogi Mirim. Em falha grave da defesa do Santos, mais uma vez Everton Sena apareceu livre dentro da área e completou o cruzamento de cabeça. Aranha não conseguiu defender e acabou espalmando a bola nos pés de Magrão, que havia acabado de entrar no lugar de Fernando Baiano, e só precisou empurrar para as redes e igualar o marcador no Romildão.

No minuto seguinte, mais um jogador que veio do banco de reservas deixou a sua marca, dessa vez para o Santos, que voltou à frente no marcador. Rildo completou cruzamento de Cicinho com um chute rasteiro. Na comemoração, o atacante tirou a camiseta e levou o terceiro cartão amarelo na competição.

Aos 28 minutos, Leandro Damião quase marcou o seu segundo gol na partida. Thiago Ribeiro recebeu de Cicinho na linha de fundo e mandou na cabeça do atacante, que se antecipou a zaga, porém cabeceou para fora. A resposta do Mogi veio aos 32. Everton Heleno acertou uma bomba no ângulo esquerdo, mas Aranha voou para espalmar e evitar o empate.

Antes do fim da partida, deu tempo para Arouca marcar um lindo gol e ampliar o placar para o Santos. Aos 37 minutos, após novo cruzamento de Thiago Ribeiro, o volante aproveitou a sobra de Leandro Damião e emendou um voleio de primeira para fazer 4 a 2.

Aos 45 minutos, quando os torcedores já estavam indo embora, Lucas Lima fez o quinto do Santos. Cícero fez invertida perfeita para Cicinho, que dominou e encontrou o meia, que havia entrado a poucos minutos.

Volante Arouca, do Santos, é vítima de racismo em Mogi Mirim

Principal jogador do Santos na vitória por 5 a 2 sobre o Mogi Mirim (veja os gols ao lado), na noite desta quinta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, o volante Arouca foi chamado de “macaco” após o duelo. A manifestação de racismo foi flagrada pela rádio “ESPN”. O camisa 5 preferiu não dar levar muito em conta o xingamento, apesar de ter se mostrado triste. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Marcos Marinho, esperava que o episódio tivesse sido relatado na súmula para dar início a uma investigação, mas o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não fez nenhuma observação sobre o caso no relatório do duelo.

– Bom nem ouvir, nem dar ouvido a essas pessoas. Nem sei se pode chamar de pessoa. É uma situação difícil de comentar, mas acontece não só no futebol. Espero que alguém possa tomar providência muito severa porque isso é lamentável – comentou o jogador.

Após a partida, durante entrevista coletiva, o técnico Oswaldo de Oliveira se mostrou bastante irritado com a situação exatamente no dia que Arouca teve mais uma grande atuação e marcou seu segundo gol na temporada.

– Não é por não adiantar nada. Mas a minha resposta para isso é o silêncio.

Marcos Marinho, entretanto, prefere aguardar a súmula do jogo para saber que providências tomar.

– Amanhã mesmo vou verificar os relatórios. Se alguém presenciou e comunicou, vamos comunicar ao Tribunal de Justiça Desportiva. Existe uma punição ao clube com multas e até mando de campo em jogos no regulamento – disse, em entrevista à rádio Globo.

Apesar da “exigência” de Marcos Marinho, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não relatou a manifestação racista na súmula. No relatório do jogo, ele citou apenas os acréscimos dados no primeiro e no segundo tempos. Além disso, escreveu “Nada houve de anormal” na parte destinada a ocorrências e observações.


Santos 4 x 1 Comercial RP

Data: 19/08/1967
Competição: Campeonato Paulista – 10ª Rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: NCr$ 8.818,50
Público: 3.861
Árbitro: Anacleto Pietrobom
Gols: Edu, Pelé, Rildo e Wilson – Bimbo

SANTOS
Gilmar; Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Orlando Peçanha e Rildo: Clodoaldo e Lima; Wilson Tergal , Toninho Guerreiro, Pelé e Edu
Técnico: Antoninho

COMERCIAL RP
Rosan; Ferreira, Jorge, Piter e Nonô; Helio e Tadeu Ricci; Orlando, Carlos Cesar, Bimbo e Noriva. 
Técnico: José Agnelli. 

Obs.: Edu perdeu pênalti (defendido por Rosan).



Créditos:
Imagens: TV Tupi
FIcha Técnica: Prof. Guilherme Nascimento