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Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Mogi Mirim 2 x 5 Santos

Data: 06/03/2014, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – 12ª rodada
Local: Estádio Romildo Ferreira, Romildão, em Mogi Mirim, SP.
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos : Geuvânio, Cícero, Aranha e Rildo (S); Edson Ratinho (MM).
Gols: Fernando Baiano (22-1), Emerson Palmieri (42-1); Leandro Damião (11-2), Magrão (21-2), Rildo (23-2), Arouca (37-2) e Lucas Lima (45-2).

MOGI MIRIM
Reynaldo; Valdir, Wagner Silva (Henrique), Mirita e Leonardo; Olberdam, Everton Sena, Everton Heleno e Edson Ratinho; Serginho (Rivaldinho) e Fernando Baiano (Magrão)
Técnico: Márcio Goiano

SANTOS
Aranha; Cicinho, Jubal, Neto e Emerson Palmieri; Arouca e Cícero; Gabriel (Lucas Lima), Geuvânio (Rildo), Thiago Ribeiro e Leandro Damião (Stéfano Yuri).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Ataque segue brilhando, Santos goleia Mogi Mirim e garante classificação

Equipe chega a 30 gols no Campeonato Paulista e conquista uma vaga nas quartas de final da competição

Mais uma goleada, e o Santos voltou a vencer e mostrar o seu poderio ofensivo, que com 30 gols marcados, continua sendo o melhor ataque do Campeonato Paulista. A vítima da vez foi o Mogi Mirim, que mesmo atuando em casa, não resistiu e foi derrotado por 5 a 2. Os tentos foram marcados por Emerson, Leandro Damião, Rildo, Arouca e Lucas Lima. Fernando Baiano e Magrão descontaram.

Rildo e Lucas Lima marcaram os seus primeiros gols com a camisa do Santos, e mais uma vez vindo do banco de reservas, o atacante e o meia deram mais velocidade à equipe na segunda etapa, que mesmo com o placar vantajoso, não refletiu o que foi a partida, até os 25 minutos do segundo tempo.

A vitória garante a vaga antecipada às quartas de final para o Santos, que ao lado de São Paulo e Palmeiras já planeja um descanso nas próximas rodadas visando a fase final da competição. Durante o triunfo, os atacantes Geuvânio e Rildo, e o goleiro Aranha receberam o terceiro cartão amarelo e serão desfalques na próxima partida.

Já o Mogi Mirim, do presidente e jogador Rivaldo, permanece com 12 pontos, e mesmo com treinador novo segue na luta pela permanência na Primeira Divisão. Restando três partidas para o término da primeira fase, continua em uma situação delicada no campeonato, entretanto fora da zona de rebaixamento.

O jogo

Aos 14 minutos o primeiro grande momento da partida foi do time mandante. Em falha do lateral-direito Cicinho, o atacante Serginho invadiu a área santista e bateu de esquerda, para boa defesa de Aranha. A resposta veio no lance seguinte, quando Geuvânio recebeu de Gabriel, levou para a direita e, mesmo sem ângulo chutou. Bem posicionado, o goleiro Reynaldo mandou para escanteio.

Quem abriu o marcador foi o Mogi Mirim. Aos 22 minutos, Fernando Baiano marcou. Aproveitando a ausência de Émerson – que era atendido fora de campo -, o meia Everton Sena apareceu livre de marcação pelo lado direito e cruzou na medida para o centroavante completar a gol com estilo, após lindo toque de letra.

Aos 38 minutos, Arouca desperdiçou uma boa oportunidade para o Santos empatar a partida. O volante puxou um rápido contra-ataque, e avançou o meio de campo, com a vantagem de dois jogadores, porém errou o passe para Thiago Ribeiro, que estava esperando a bola um pouco mais para trás. No lance seguinte, Geuvânio fez fila, levou para o meio e chutou fraco, nas mãos do goleiro Reynaldo.

Depois de alguns bons ataques, o Santos chegou ao empate aos 42 minutos, por meio do lateral-esquerdo Emerson, que fez o seu gol na competição. Após arrancar pelo meio, o ala tocou para Thiago Ribeiro, que encontrou Gabriel dentro da área. Com um lindo toque de calcanhar, o atacante deixou Emerson na cara do gol, que já chegou fuzilando e empatando a partida.

No segundo tempo, a partida permanecia equilibrada, com a maioria das jogadas sendo realizadas no meio de campo. Porém, aos 10 minutos, Leandro Damião virou. Após Cícero soltar uma bomba de perna esquerda, e o goleiro espalmar para o meio da área, o atacante estava lá para aproveitar o rebote e marcar o seu terceiro gol com a camisa santista.

Aos 21 minutos, o empate do Mogi Mirim. Em falha grave da defesa do Santos, mais uma vez Everton Sena apareceu livre dentro da área e completou o cruzamento de cabeça. Aranha não conseguiu defender e acabou espalmando a bola nos pés de Magrão, que havia acabado de entrar no lugar de Fernando Baiano, e só precisou empurrar para as redes e igualar o marcador no Romildão.

No minuto seguinte, mais um jogador que veio do banco de reservas deixou a sua marca, dessa vez para o Santos, que voltou à frente no marcador. Rildo completou cruzamento de Cicinho com um chute rasteiro. Na comemoração, o atacante tirou a camiseta e levou o terceiro cartão amarelo na competição.

Aos 28 minutos, Leandro Damião quase marcou o seu segundo gol na partida. Thiago Ribeiro recebeu de Cicinho na linha de fundo e mandou na cabeça do atacante, que se antecipou a zaga, porém cabeceou para fora. A resposta do Mogi veio aos 32. Everton Heleno acertou uma bomba no ângulo esquerdo, mas Aranha voou para espalmar e evitar o empate.

Antes do fim da partida, deu tempo para Arouca marcar um lindo gol e ampliar o placar para o Santos. Aos 37 minutos, após novo cruzamento de Thiago Ribeiro, o volante aproveitou a sobra de Leandro Damião e emendou um voleio de primeira para fazer 4 a 2.

Aos 45 minutos, quando os torcedores já estavam indo embora, Lucas Lima fez o quinto do Santos. Cícero fez invertida perfeita para Cicinho, que dominou e encontrou o meia, que havia entrado a poucos minutos.

Volante Arouca, do Santos, é vítima de racismo em Mogi Mirim

Principal jogador do Santos na vitória por 5 a 2 sobre o Mogi Mirim (veja os gols ao lado), na noite desta quinta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista, o volante Arouca foi chamado de “macaco” após o duelo. A manifestação de racismo foi flagrada pela rádio “ESPN”. O camisa 5 preferiu não dar levar muito em conta o xingamento, apesar de ter se mostrado triste. O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Marcos Marinho, esperava que o episódio tivesse sido relatado na súmula para dar início a uma investigação, mas o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não fez nenhuma observação sobre o caso no relatório do duelo.

– Bom nem ouvir, nem dar ouvido a essas pessoas. Nem sei se pode chamar de pessoa. É uma situação difícil de comentar, mas acontece não só no futebol. Espero que alguém possa tomar providência muito severa porque isso é lamentável – comentou o jogador.

Após a partida, durante entrevista coletiva, o técnico Oswaldo de Oliveira se mostrou bastante irritado com a situação exatamente no dia que Arouca teve mais uma grande atuação e marcou seu segundo gol na temporada.

– Não é por não adiantar nada. Mas a minha resposta para isso é o silêncio.

Marcos Marinho, entretanto, prefere aguardar a súmula do jogo para saber que providências tomar.

– Amanhã mesmo vou verificar os relatórios. Se alguém presenciou e comunicou, vamos comunicar ao Tribunal de Justiça Desportiva. Existe uma punição ao clube com multas e até mando de campo em jogos no regulamento – disse, em entrevista à rádio Globo.

Apesar da “exigência” de Marcos Marinho, o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo não relatou a manifestação racista na súmula. No relatório do jogo, ele citou apenas os acréscimos dados no primeiro e no segundo tempos. Além disso, escreveu “Nada houve de anormal” na parte destinada a ocorrências e observações.


Santos 4 x 1 Comercial RP

Data: 19/08/1967
Competição: Campeonato Paulista – 10ª Rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda: NCr$ 8.818,50
Público: 3.861
Árbitro: Anacleto Pietrobom
Gols: Edu, Pelé, Rildo e Wilson – Bimbo

SANTOS
Gilmar; Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Orlando Peçanha e Rildo: Clodoaldo e Lima; Wilson Tergal , Toninho Guerreiro, Pelé e Edu
Técnico: Antoninho

COMERCIAL RP
Rosan; Ferreira, Jorge, Piter e Nonô; Helio e Tadeu Ricci; Orlando, Carlos Cesar, Bimbo e Noriva. 
Técnico: José Agnelli. 

Obs.: Edu perdeu pênalti (defendido por Rosan).



Créditos:
Imagens: TV Tupi
FIcha Técnica: Prof. Guilherme Nascimento

Botafogo-SP 1 x 2 Santos

Data: 13/08/1967
Competição: Campeonato Paulista – 8ª rodada
Local: Estádio Luis Pereira (Vila Tibério), em Ribeirão Preto, SP.
Público: 7.025
Renda: NCr$ 18.513,00
Árbitro: Etelvino Rodrigues
Gols: Carlos Alberto Torres (12-1), Sicupira (22-1) e Rildo (35-1).

SANTOS
Gilmar; Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Orlando Peçanha e Rildo; Clodoaldo e Lima; Wilson Tergal, Toninho Guerreiro, Silva e Edu.
Técnico: Antoninho

BOTAFOGO-SP
Dirceu; Eurico, Veríssimo, Roberto Rebouças e Kleber; Marcio e Roberto Pinto; Jairzinho, Paulo Leão, Sicupira e Totó.
Técnico: Armando Renganeschi.



Créditos:
Imagens: TV Tupi
Ficha técnica: Guilherme Nascimento e FPF.
Fonte: http://acervo.folha.com.br/fsp/1967/08/14/402//4471985

Santos 3 x 0 Prudentina

Data: 09/08/1967
Competição: Campeonato Paulista – 7ª Rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.644 + 850 menores (4.494 total)
Renda: NCr$ 8.214,00
Árbitro: Etelvino Rodrigues
Gols: Rildo, Toninho Guerreiro e Silva.

SANTOS
Gilmar; Carlos Alberto Torres, Joel Camargo, Orlando Peçanha e Rildo; Clodoaldo e Lima; Wilson Tergal, Toninho Guerreiro, Silva e Edu.
Técnico: Antoninho

PRUDENTINA
Glauco; Sidnei, Dobreu, Barbosinha e Tomás; Polaco e Jorge Costa; Geninho, Reginaldo, Gauchinho e Diogo. 
Técnico: Nestor Alves da Silva



Créditos:
Imagens: TV Tupi
Ficha técnica: Guilherme Nascimento e FPF.