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São Caetano 1 x 2 Santos

Data: 21/04/2001
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano, SP.
Público e renda: não divulgados.
Árbitros: Alfredo dos Santos Loebeling e João Luís dos Santos
Cartões amarelos: César, Fabinho e Aílton (SC); Robert e Claudiomiro (S).
Gols: Renato (12-1) e Márcio Griggio (43-1); Rincón (30-2, de pênalti).

SÃO CAETANO
Luciano; Nelsinho (Marlon), Daniel, Serginho (Magrão) e César; Simão, Fabinho, Esquerdinha e Adãozinho (Aílton) ; Wágner e Márcio Griggio.
Técnico: Jair Picerni

SANTOS
Fábio Costa; Russo, Galván, Claudiomiro e Léo (Michel); Paulo Almeida, Rincón, Renato e Robert (André Luís); Deivid e Dodô (Elano).
Técnico: Geninho



Santos bate São Caetano e fica mais perto da vaga

Com 2 a 1, time também diminui chances do rival do ABC no Paulista

O Santos deu ontem um passo primordial para se classificar às semifinais do Paulista. Em São Caetano, a equipe de Rincón bateu o time da casa por 2 a 1 e, com apenas mais um jogo por fazer, atingiu 26 pontos e assumiu isoladamente o segundo lugar, pelo menos até hoje, quando jogam Corinthians e Rio Branco.

Para além dos três pontos, a vitória foi importante porque o São Caetano era um rival direto pela vaga. Agora, o clube do ABC, com 21 pontos, está praticamente fora. O último jogo dos santistas será contra o Mogi Mirim e, dependendo de outros resultados hoje e na rodada seguinte, poderá se classificar até com uma derrota.

A tensão da disputa direta pela vaga foi transferida para o campo, que abrigou jogadas ríspidas, faltas violentas e provocações. Só no primeiro tempo, foram distribuídos quatro cartões amarelos, dois para jogadores convocados para a seleção brasileira, Robert e César -o terceiro chamado por Leão que atuou ontem foi o lateral santista Léo.

O São Caetano, que, contrariando sua postura ofensiva, iniciou com apenas um atacante, cometeu a maior parte das faltas, e o Santos foi melhor na etapa inicial. O time santista tocou melhor a bola, sob a cadência do volante Rincón, e, apesar de ter mais qualidade no lado esquerdo, com Léo e Robert, priorizou o lado direito do campo, com Russo e Deivid.

Foi a partir desse setor que o Santos fez 1 a 0. Deivid cruzou, Renatinho chutou fraco, a bola espirrou em Dodô e voltou para Renatinho, que, de bico, marcou.

O empate do São Caetano surgiu de cruzamento de Esquerdinha, que Márcio Griggio, de costas para o gol, marcou de cabeça.

O time da casa voltou melhor na etapa final e só não fez outro gol porque parou em Fábio Costa.

Como de praxe, a torcida santista, que ontem invadiu o Anacleto, elegeu Dodô como o responsável pela queda do time e pediu a saída dele. Foi atendida aos 25min, quando Dodô deu lugar a Elano. Mas foi Deivid quem começou a resolver a situação santista. Ele foi derrubado na área por Daniel. Rincón cobrou bem o pênalti , no canto direito, e fez 2 a 1.

Ciente de que a derrota significaria praticamente a desclassificação, o técnico do São Caetano, Jair Picerni, foi para o tudo ou nada aos 34min: trocou dois defensores (Nelsinho e Serginho) por dois atacantes (Magrão e Marlon). Logo em seguida, Geninho fez o inverso, tirando o meia Robert, que não vinha bem no jogo, para pôr o zagueiro André Luís. Foi mais feliz do que o colega.

Santos 3 x 1 Sport Recife

Data: 11/11/2000, sábado, 16h00.
Competição: Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro) – Módulo Azul – 1ª Fase – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.629 pagantes
Renda: R$ 49.610,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS).
Gols: Edmundo (11-1); Rincón (18-2), Ricardinho (25-2) e Edmundo (30-2).

SANTOS
Pitarelli; Michel, André Luis, Preto e Leo (Rubens Cardoso); Anderson Luiz, Rincón, Valdo (Renato) e Robert; Edmundo e Dodô.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

SPORT RECIFE
Bosco; Russo (Ricardinho), Sandro Blum, Márcio e Erlon; Sidnei, Leomar, Adriano (Sandro Gaucho) e Nildo (Irani); Tailson e Almir.
Técnico: Emerson Leão



Santos vence e segue na disputa

O Santos venceu o Sport, por 3 a 1, na Vila Belmiro, e se manteve na disputa por uma vaga na próxima fase da Copa João Havelange.

Com o resultado, o Santos atingiu 30 pontos e ocupa a 13ª colocação no torneio. Apenas os 12 times mais bem colocados continuam na competição.

O atacante Edmundo foi o destaque da partida. Marcou dois gols, deu o passe para o gol de Rincón e criou outras jogadas.

“Fui bem, o time foi muito bem. Agora é pensar no Guarani”, afirmou Edmundo, que estava incomodado com a campanha do Santos e seu jejum de gols na Copa João Havelange. O atacante não marcava desde o dia 7 de outubro, quando Santos empatou em 3 a 3 contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro.

“Não me lembro de ter ficado um período tão grande sem marcar gol. Isso incomoda qualquer atacante, mas hoje o que valeu mesmo foi nossa vitória, independente de quem marcou os gols.”

O Santos iniciou a partida dando espaço para o Sport atacar, o que irritou o técnico Carlos Alberto Parreira, que pediu a defesa para adiantar o posicionamento.

No primeiro avanço do Santos ao ataque, aos 11min, Léo foi derrubado por Sandro Blum próximo à grande área. Robert cobrou a falta e Edmundo marcou de cabeça. Durante a comemoração de seu 11º gol no campeonato, o atacante fez gestos como se tirasse o azar do corpo.

Mesmo atrás do marcador, o Sport manteve a tranquilidade e apostou nas jogadas de velocidade dos atacante Nildo e Taílson. Aos 21min, Adriano cobrou escanteio pela esquerda e Taílson subiu mais que a zaga santista, mas a bola bateu no travessão.

Novamente Taílson levou perigo ao gol do Santos, aos 29min, quando arriscou um chute de média distância. O goleiro Pitarelli espalmou para escanteio.

O Santos respondeu, aos 35min, quando Edmundo recebeu pela direita e chutou cruzado, obrigando o goleiro Bosco a fazer uma grande defesa. O atacante deixou o gramado no primeiro tempo aplaudido pela torcida santista.

No segundo tempo, o Santos voltou melhor posicionado em campo, criando situações de gol.

Aos 18min, Dodô iniciou jogada no meio campo, tocando para Edmundo que, com tranquilidade, esperou o avanço do volante Rincón pela direita. Rincón invadiu a área e chutou forte de pé direito, sem chances para Bosco.

“Foi um bonito gol. Não foi o primeiro e nem será o último com a camisa do Santos”, afirmou o volante colombiano, muito aplaudido pela torcida.

O Sport marcou aos 25min. Almir puxou o contra-ataque e na entrada da área chutou nas pernas do goleiro Pitarelli. No rebote, Ricardinho marcou de cabeça.

Aos 30min, Valdo cruzou da direita e Edmundo, sem pulo, de pé direito, marcou um golaço.

Rincón será julgado por expulsão

O volante Rincón será julgado amanhã pela comissão do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva pela expulsão no jogo contra o Flamengo, realizado em setembro, no Maracanã.

O volante colombiano foi citado no artigo 307 (desrespeito ao árbitro) e pode ser suspenso por até quatro partidas.

Outro problema é o meia Robert, que na quinta-feira terá julgado seu efeito suspensivo. Ele foi punido com três jogos pela expulsão no jogo contra o Santa Cruz. Se for mantida a punição, Robert não atuará mais nesta fase da JH.


Santos 2 x 2 Cruzeiro

Data: 02/07/2000, domingo, 18h30.
Competição: Copa do Brasil – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.253 pagantes
Renda: N/D.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Cartões amarelos: Baiano, Robert, Claudiomiro e Júlio Cesar (S); Sorín, Cris e Rodrigo (C).
Gols: Ricardinho (16-1), Rincón (38-1, de pênalti); Oséas (04-2) e André Luis (32-2).

SANTOS
Carlos Germano; Baiano (Eduardo Marques), Claudiomiro, André Luis e Rubens Cardoso; Rincón, Anderson Luiz (Júlio César), Valdo e Robert (Canindé); Dodô e Caio.
Técnico: Giba

CRUZEIRO
André; Rodrigo (Marcelo Djian), Cris, Cléber e Sorin; Donizete Oliveira, Ricardinho, Marcos Paulo, Jackson; Geovanni (Muller) e Oséas (Fábio Junior).
Técnico: Marco Aurélio



Santos é eliminado na Vila

O Cruzeiro empatou ontem em 2 a 2 com Santos, na Vila Belmiro, eliminou a equipe paulista e passou para a final da Copa do Brasil, contra o São Paulo.

Ao final, os torcedores, revoltados, depredaram o estádio e exigiram a saída do técnico Giba.

Tendo ganho a primeiro jogo por 2 a 0, o Cruzeiro entrou em campo com um esquema defensivo: só Oséas e Geovanni à frente e todo resto marcando atrás.

O Santos não conseguia passar o bloqueio mineiro, trocava passes em torno da área rival, mas não podia entrar nela. Com isso, os santistas apelavam para chutes de longa distância e cruzamentos desesperados.

Por seu lado, o Cruzeiro marcava com muita vontade e organização. Uma prova disso foi o lance aos 6min, quando Sorín colocou sua cabeça na disputa de bola com Claudiomiro, que entrou com o pé. O resultado foi um corte no supercílio do lateral-esquerdo argentino do Cruzeiro.

Além disso, a equipe mineira trocava passes com facilidade e contra-atacava com rapidez. Foi assim que, aos 16min, abriu o placar. Geovanni, destaque do time visitante, fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Ricardinho, que dominou na entrada da área e chutou forte e cruzado.

O Santos era infeliz em suas tentativas, o que gerou ondas de vaias a partir dos 25min do primeiro tempo, em direção principalmente a Valdo, Baiano e Rubens Cardoso.

Depois, os apupos se voltaram contra o treinador. O time local só viria a empatar em um pênalti duvidoso de Cris sobre Dodô, aos 38min. Rincón executou e marcou.

No segundo tempo, o Cruzeiro desempatou logo aos 4min. Marcos Paulo lançou Oséas, que tocou sobre Carlos Germano, tornando-se o maior artilheiro da história da competição, com dez gols.

O Cruzeiro teve várias chances de ampliar o placar, enquanto o time da casa melhorou com a entrada de Júlio César e Eduardo Marques, que deu o passe para André Luis empatar, aos 32min.

Giba, pela 1ª vez, é chamado de “burro” em casa e leva chinelada

Pela primeira vez desde que assumiu o cargo, em 10 de maio, na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, o técnico Giba ouviu o coro “burro”, entoado pelos torcedores santistas ontem na Vila Belmiro.

A torcida se impacientou com o treinador no momento em que percebeu que o time retornava do intervalo sem alterações. Naquele instante, a partida ainda estava empatada em 1 a 1.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, os torcedores continuavam xingando Giba, atiravam objetos na direção do treinador e pediam a entrada do meia Eduardo Marques, o que só aconteceu aos 14min.

Já no jogo de ida, em Belo Horizonte, que o Santos perdeu por 2 a 0, Giba tinha sido questionado por trocar o meia Robert pelo zagueiro Márcio Santos a oito minutos do final da partida. Mas não chegou a ser xingado.

A torcida do Santos havia feito sua parte. Pelo menos 20 mil pessoas atenderam à convocação do técnico Giba e dos jogadores e lotaram a Vila Belmiro na partida de ontem contra o Cruzeiro.

Embora a Vila seja menor do que o Mineirão, o público da partida foi superior ao do jogo de ida, em Belo Horizonte, na última quinta, quando 16 mil torcedores apoiaram os cruzeirenses. Para o jogo de ontem, foram colocados à venda 22 mil ingressos.

Vários torcedores santistas, na maioria de cidades da Grande São Paulo e do ABCD, viajaram na esperança de ver o time se classificar para a final da Copa do Brasil. Na parte interna do estádio, havia faixas de Osasco e Santo André.

“Vim de Mauá (Grande São Paulo) com a certeza de que o Santos vai ganhar de goleada”, disse Arismar José dos Santos, 36. José de Oliveira Nascimento, 43, viajou mais de 100 km, desde Mogi das Cruzes. “Confio muito no trabalho do Giba. Tenho certeza de que ele vai levar o Santos à final”, afirmou, antes da partida.

A fim de conter a costumeira intolerância dos torcedores com os erros do time em jogos na Vila, a diretoria santista espalhou nos arredores do estádio faixas com a inscrição “Torcedor, o Santos precisa da sua ajuda. Vamos torcer até o último minuto”. Além das faixas, a direção santista distribuiu bandeirolas e balões amarelos e brancos aos torcedores das arquibancadas.

Na apertada loja de venda de material esportivo da Vila Belmiro, torcedores se aglomeravam, duas horas antes do início do jogo, em busca de camisas e bonés.

A mesma procura não se verificava entre os vendedores ambulantes. O são-paulino Renato Laudelino Silva, 20, morador no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, apostava no entusiasmo dos santistas, mas se frustrou.

“Pela venda de camisas, parece que o Santos vai tomar uma goleada”, afirmou Silva. Ele chegou a Santos no dia anterior ao do jogo e, até as 16h40 de ontem, em frente à entrada principal da Vila Belmiro, tinha vendido apenas duas camisas.


São Paulo 2 x 2 Santos

Data: 18/06/2000, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 74.916 pagantes
Renda: N/D
Árbitros: Alfredo Santos Loebeling e Ilson Honorato dos Santos.
Cartões amarelos: Raí e Beletti (SP); Rincón (S).
Cartão vermelho: Anderson Luiz (S).
Gols: Dodô (29-1), Rogério Ceni (39-1, de falta); Rincón (09-2, de pênalti) e Marcelinho Paraíba (23-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Beletti, Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio; Maldonado, Vágner, Raí (Fabiano) e Marcelinho Paraíba; Evair (Sandro Hiroshi) e Edu (Carlos Miguel).
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Carlos Germano; Baiano, André Luis, Claudiomiro e Rubens Cardoso (Aílton); Anderson Luiz, Rincón, Valdo (Deivid) e Robert; Caio (Márcio Santos) e Dodô.
Técnico: Giba



Faltas decidem título para são-paulinos

Time pára adversário fazendo mais infrações e ainda marca seus dois gols aproveitando lances violentos do Santos

Para conquistar o título do Campeonato Paulista-2000, o São Paulo aproveitou com maestria um lance que não é permitido pelas regras mas é cada vez mais comum no futebol brasileiro. O time do Morumbi ganhou a competição em uma partida que as faltas tiveram importância vital para sua definição.

Primeiro, como havia acontecido nas duas partidas anteriores entre os times no Paulista que teve um vencedor, quem cometeu mais faltas teve o resultado que mais interessava. Segundo o Datafolha, o São Paulo cometeu 32 infrações ontem, contra 23 do Santos.

Depois, o time do técnico Levir Culpi foi mais eficiente na hora de aproveitar as chances criadas pela violência do adversário -marcou os seus dois gols em cobranças de faltas, com o goleiro Rogério e com Marcelinho.

Sem França, que foi vetado, o São Paulo perdeu sua principal força ofensiva -artilheiro do campeonato, ele havia marcado 42% de todos os gols da equipe antes da partida de ontem. Além disso, marcou dois dos três gols do seu time nos três confrontos anteriores contra o Santos. No seu lugar, o técnico Levir Culpi escalou Evair, que acabou tendo atuação apagada. O atacante, que foi substituído no segundo tempo, não teve nenhuma finalização na partida, contra uma média de 3,7 por partida de França.

Ontem, como aconteceu na primeira partida, o Santos começou o jogo desatento -com pouco mais de um minuto, o São Paulo já teve a primeira chance do jogo. Mas, logo depois desse lance, o Santos, que iniciou a partida sem Valdir, que só havia marcado um gol nas últimas 14 partidas do time no Paulista, começou a dominar o clássico.

Dodô, o substituto de Valdir, começou a partida se movimentando bem, participando da maior parte das jogadas ofensivas de sua equipe.

Depois da pressão inicial do Santos, o jogo, a partir dos 20 minutos, teve um ritmo muito mais lento, com o número de faltas aumentando. Os primeiros advertidos com o cartão amarelo pela arbitragem foram justamente dois dos quatro jogadores mais experientes em campo -o são-paulino Raí e o santista Rincón.

O primeiro gol do jogo aconteceu em um lance inusitado, aos 30min. O lateral Baiano cruzou da direita, Dodô cabeceou, e a bola só entrou porque desviou em Belletti. Foi o oitavo gol do atacante no Paulista-2000 -ele acabou a competição como principal artilheiro do Santos.

Depois de sofrer o gol, o São Paulo avançou seu meio-campo e começou a atacar mais, mas, sem França, não conseguir finalizar dentro da área do adversário.

Dessa forma, as maiores chances da equipe aconteciam nas cobranças de faltas, como no gol do empate, aos 40min, com o goleiro Rogério, que marcou o seu terceiro gol no Paulista-2000 -apenas um a menos que o atacante Caio, que jogou as 20 partidas do Santos na competição.

No segundo tempo, que começou sem alterações, o Santos, mesmo precisando de pelo menos mais dois gols para ganhar o título, foi pressionado pelo São Paulo, que antes de ontem só havia perdido uma vez no Estadual por dois gols de diferença.

Logo, porém, Rincón, que junto com Robert armava praticamente todas as jogadas santistas, colocou seu time em vantagem aos 10min, em uma cobrança de um pênalti que ele mesmo sofreu.

Com o título ameaçado, Levir Culpi mudou o time e colocou em campo Carlos Miguel, que estava afastado da equipe titular desde o início da competição. Mesmo fora de forma e acima do peso, o meia teve boa participação -recebeu a bola 13 vezes nos 29 minutos que jogou.

Com o tempo passando e sem conseguir fazer o terceiro gol, o Santos começou a cometer faltas violentas, principalmente com Anderson e Baiano.

Aos 24min, com Marcelinho, o São Paulo aproveitou mais uma cobrança de falta para empatar a partida novamente.

Aos 31min, depois de falta violenta em Carlos Miguel, o volante Anderson, como aconteceu no primeiro jogo, acabou expulso.

A partir desse momento, o São Paulo teve várias chances para fazer o gol da vitória, mas, principalmente com Hiroshi, não teve eficiência nas finalizações.

Santos afirma ter ‘caído em pé’ na decisão

Para equipe do técnico Giba, perdedor jogou melhor, mas nova expulsão de Anderson prejudicou reação no final

Perder o campeonato jogando de igual para igual -em muitos momentos melhor- do que o adversário na final deu ao Santos a sensação de ter caído de pé, mas, ao mesmo tempo, aumentou a tristeza dos vice-campeões.

“É mais doloroso perder desse jeito. Fizemos uma grande partida, marcando o gol sempre na frente deles. Foram 80 minutos quase perfeitos”, afirmou o atacante Caio, em referência ao período em que o time esteve completo em campo.

A expulsão do volante Anderson, aos 30min do segundo tempo, foi, segundo os santistas, o motivo mais palpável da perda do título. “O Santos foi melhor o tempo todo. O que determinou o resultado foi a expulsão. A partir daí não pude mais mexer no time”, queixou-se o técnico Giba.

Ele contou que pretendia colocar em campo, nos minutos finais da partida, o atacante Gauchinho, mas foi impedido pelo cartão vermelho de Anderson, pois se viu obrigado a reforçar a marcação, sacando o atacante Caio para colocar o zagueiro Márcio Santos.

“Ia colocar o Gauchinho para sufocá-los no fim do jogo, mas tive essa possibilidade anulada.”

Visivelmente chateado, Anderson, que já fora expulso na primeira final e só jogou ontem porque teve a suspensão convertida em multa, deixou o Morumbi sem dar entrevistas.

Giba, que assumiu a equipe no início de maio, em substituição a Carlos Alberto Silva e fez ontem o seu décimo jogo à frente do Santos, se disse “orgulhoso” do desempenho de seus atletas.

“Peguei uma equipe quase desclassificada, e eles mostraram reação. Saímos de cabeça erguida. Isso mostra que o trabalho tem sido bem feito, coerente e inteligente”, completou o técnico, cujas declarações vêm chamando a atenção pelo tom imodesto.

Para Carlos Germano, o modo como o Santos atuou fez com que o time não tenha “motivo de se envergonhar de nada”.

Outra queixa muito ouvida no vestiário santista foi em relação à forma como o São Paulo fez os gols. “O Giba já tinha nos alertado no intervalo para o perigo das faltas, mas nos descuidamos disso”, declarou Robert. O meia disse que preferia “jogar feio e ser campeão a jogar melhor e ser vice”.

Já Dodô avaliou que “faltou tranquilidade para evitar fazer faltas na entrada da área”.

Os santistas afirmaram não temer que a perda do título reflita no ânimo do time para o jogo de quarta-feira, contra o Flamengo, pela Copa do Brasil. “Não vai nos abater, pelo contrário. Vamos com tudo para cima do Flamengo”, disse Robert.

Afastado, Valdir deve deixar equipe

O atacante Valdir, que era titular do Santos até o primeiro jogo da final, foi afastado pelo técnico Giba, não foi nem relacionado para a reserva e causou um mal-estar no elenco santista. Giba preferiu colocar no banco Gauchinho, artilheiro do Juventus na Copa São Paulo de juniores.

Visivelmente irritado, Valdir disse ter estranhado seu corte da partida. “Foi uma opção do treinador. Ele resolveu, e tive que acatar. Mas é estranho. Nada melhor que o tempo para dizer se ele acertou ou não”, disse o jogador, ainda antes da decisão. “Não posso ficar satisfeito. O dia em que eu ficar, tenho que parar de jogar.”

Giba justificou sua atitude: “O Gauchinho é bom nas bolas altas, por isso optei por ele. Acho normal o Valdir achar estranho, mas foi o que achei que seria melhor para a equipe”.

Gauchinho se disse surpreso com notícia. “Achava que eu ia ser cortado.” Alguns titulares, como Robert, também se mostraram admirados com a decisão de Giba.

Com a permanência do treinador até o Campeonato Brasileiro, garantia da direção santista, a situação de Valdir se complica. Vivendo má fase -fez apenas um gol nos últimos 18 jogos-, o ex-atacante do São Paulo pode até ser negociado pela diretoria.

Valdir, que tem contrato até 2002, disse porém que quer permanecer. “Estou com a consciência tranquila e quero cumprir meu contrato.”

Valdir foi contratado pelo Santos no início do ano, no pacote de R$ 20 milhões que a equipe investiu para o Paulista-2000. Por seu passe, o Santos pagou R$ 5,5 milhões ao Atlético-MG.

A aposta de Giba de colocar Dodô começando a decisão de ontem mostrou-se correta. Bom cabeceador, o atacante fez o primeiro gol santista na partida.

O atacante foi um dos principais responsáveis pela chegada da equipe à decisão do Estadual, uma vez que marcou o gol que classificou o Santos, nas semifinais com o Palmeiras, aos 45min do segundo tempo.

O jogador é outro que pode deixar a Vila Belmiro no segundo semestre. O atacante, que foi comprado do São Paulo por US$ 5 milhões, disse que quer defender uma equipe européia.

“Festa do título” provoca crise na diretoria do Santos

A divulgação antecipada, pela Diretoria Social do Santos, da festa pelo título paulista que não veio, abriu uma crise na cúpula do clube nos momentos que antecederam a decisão de ontem.

A nota com os detalhes da festa foi divulgada à revelia da presidência do Santos. Afinal, o próprio presidente do clube, Marcelo Teixeira, criticou a forma como a notícia chegou ao conhecimento público.

Na última sexta-feira, o Departamento de Comunicação do Santos distribuiu a nota para a imprensa.

Teixeira disse que a festa tinha que ser planejada por uma exigência da Prefeitura de Santos, mas se irritou com o fato de o próprio clube ter se encarregado da divulgação da mesma.

Segundo o dirigente, a publicação, pelo Diário Oficial do município, da concessão de alvará para interdição de algumas ruas e espaços público já era suficiente para cumprir a formalidade.

“Ele (Teixeira) não gostou porque não sabia, mas a lei municipal exige a divulgação desse tipo de evento com pelo menos 48 horas de antecedência”, disse ontem o diretor social do Santos, Alberto Francisco de Oliveira Júnior, o Alemão, responsável pela organização e divulgação da “festa do título”.

“A única coisa que fizemos foi informar a imprensa”, disse Alemão, que na última sexta atribuíra a divulgação à “certeza” do título.

Alguns jogadores do Santos, como Caio e Rincón, lamentaram o episódio. Outros, como Carlos Germano e Anderson, disseram que a nota era uma reação à informação recebida pelos santistas de que o São Paulo já teria convidado o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, para a festa do rival.

Pedrada

O ônibus da delegação do Santos, o Baleia 2, foi apedrejado ontem à tarde, na chegada ao Morumbi.

A polícia prendeu o são-paulino Valnei Batista de Deus, 22, apontado como o responsável pela ação, que causou rachaduras no pára-brisa do veículo.


Juventude 1 x 3 Santos

Data: 24/05/2000, quarta-feira
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, RS.
Público: 6.810 pagantes
Renda: R$
Árbitro: Carlos Magno
Cartões amarelos: André Luis, Eduardo Marques, Michel, Anderson e Rubens Cardoso (S).
Cartão vermelho: Claudiomiro (S, 31-2).
Gols: Mabília (11-1); Robert (16-2), Rincón (24-2, de pênalti) e Robert (47-2).

JUVENTUDE
Wellerson; Picolli, Adilson, Luiz Oscar; Denis, Djair (Luciano Fonseca), Lauro, Luiz Antonio, Mabília; Cris (Maurílio), Adriano Chuva.
Técnico: Flavio Campos

SANTOS
Fábio Costa; Baiano, Claudiomiro, André Luis, Galván e Rubens Cardoso; Anderson Luiz (Robert), Rincón, Caio (Valdo), Eduardo Marques (Michel); Valdir Bigode.
Técnico: Giba



Santos derrota Juventude por 3 a 1, de virada, e mantém boa fase

Com uma ótima atuação de Robert, o Santos venceu de virada o Juventude, em Caxias do Sul, por 3 a 1, na partida de ida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

O meia, que entrou na etapa final, fez dois gols e sofreu o pênalti que resultou no outro, de Rincón.

Com o resultado, o Santos se classifica para a próxima fase até com uma derrota por 2 a 0 no jogo de volta. Se perder pelo mesmo placar de ontem, a vaga será decidida nos pênaltis. A vitória foi a quarta do Santos nas últimas cinco partidas que disputou.

No começo do jogo de ontem, o Juventude se aproveitou da displicência dos santistas para abrir o placar, aos 11min. Mabília chutou forte e a bola desviou em André Luiz antes de entrar.

Apático, o Santos ameaçava em cobranças de falta o fraco time adversário. Aos 30min, num dessas cobranças, Claudiomiro chutou forte e a bola passou rente à trave.

O Juventude só oferecia perigo em jogadas do atacante Adriano.

No segundo tempo, o panorama do jogo se alterou. Com Robert no time, o Santos passou a ousar mais e, aos 16min, Valdir sofreu falta na entrada da área.

Robert bateu fora do alcance de Wellerson, empatando o jogo.

Aos 24min, Robert foi lançado e derrubado na área. Rincón cobrou o pênalti com força, sem defesa para o goleiro do Juventude.

O Santos dominava a partida e utilizava contra-ataques para surpreender o time da casa, que precisava empatar.

Aos 31min, o volante Claudiomiro foi expulso por falta sobre Adriano. O Juventude passou a pressionar e, aos 37min, quase marcou numa cabeçada de Adriano, que bateu na trave.

Aos 47min, Robert recebeu passe de Valdir pela direita, invadiu a área e chutou forte. O goleiro do Juventude falhou e a bola entrou, fechando o placar em 3 a 1.