Navegando Posts marcados como Robinho

Santos 2 x 2 Sport Recife

Data: 31/05/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.481 pagantes
Renda: R$ R$ 321.055,00
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Carlos Berkenbrok (SC) e Leonardo Mendonça (ES).
Cartões amarelos: Wendel e Neto (SR); David Braz (S).
Gols: Robinho (43-1); Joelinton (06-2), Werley (24-2) e Samuel Xavier (47-2).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Daniel Guedes), David Braz, Werley e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Ricardo Oliveira (Rafael Longuine) e Robinho.
Técnico: Serginho Chulapa

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Neto Moura, Régis (Diego Souza) e Maikon Leite (Élber); Joelinton (Mike).
Técnico: Eduardo Baptista



Em “até logo” de Robinho, Sport arranca empate do Santos na Vila

Um dia antes de se apresentar à Seleção Brasileira, Robinho viu o Santos empatar com o Sport neste domingo, na Vila Belmiro, por 2 a 2. O camisa 7 marcou o primeiro gol, viu Joelinton empatar e comemorou a cabeçada certeira de Werley. No fim, Samuel Xavier ainda encontrou tempo para empatar. O público no estádio superou as expectativas nesta manhã, mas vaiou o time no fim da partida.

O placar deste domingo não ‘vingou’ a derrota alvinegra na Ilha do Retiro, pela primeira partida da terceira fase da Copa do Brasil, por 2 a 1. Os dois times voltam a se enfrentar depois da disputa da Copa América.

O Rubro-Negro se manteve bem colocado na vice-liderança do Brasileirão. Enquanto isso, o Peixe aparece em nono lugar. O Peixe duela com o São Paulo no meio de semana, enquanto o Sport recebe o Goiás.

O jogo

O primeiro tempo de jogo na Vila Belmiro pôs em xeque duas estratégias diferentes: enquanto o Santos apostou na pressão para sair na frente no placar, o Sport acreditava nos contra-ataques rápidos pela direita com o estreante Maikon Leite. Melhor para o time da casa, que desceu aos vestiários com a vitória com gol de seu capitão Robinho.

Como o gol só saiu aos 43 minutos, o Santos teve tempo de sobra para incomodar o Leão. Inspirado, Lucas Lima desfilou um leque de ótimos passes pela Vila Belmiro e, por vezes, encontrou Ricardo Oliveira na área. Bem marcado, o camisa 9 não conseguiu balançar as redes, mas esteve presente em todas as jogadas de ataque da equipe.

O trio de ataque santista, inclusive, incomodou bastante. Rápido, Geuvânio comandou as descidas pela esquerda da equipe, enquanto Victor Ferraz liderava pela direita. Assim, com boa partida de Victor, Geuvânio, Lucas, Ricardo e Robinho o Santos chegou ao gol.

Aos 43, Daniel Guedes cruzou e o camisa 7 cabeceou para a defesa de Danilo Fernandes. Em posição irregular, Ricardo Oliveira mandou de cabeça na trave e a bola sobrou para Robinho, do meio da pequena área, emendar um lindo voleio e abrir o placar para o time da Baixada.

O técnico Eduardo Baptista mudou antes do início do segundo tempo e conseguiu resultado logo aos seis minutos de bola rolando. Maikon Leite e Régis deram lugar a Diego Souza e Élber, que deixaram o Sport com maior qualidade de passe no meio-campo e boas jogadas ofensivas com o camisa 87. Deu certo.

Lucas Lima errou em saída de bola e desabou no gramado sozinho, deixando Rithely livre para seguir caminho com a bola até a área e servir Joelinton. O camisa 9 apareceu sozinho para mandar no canto baixo direito do goleiro Vladmir, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate leonino.

O Santos não demorou a reagir. Depois de tentar algumas jogadas e não ter sucesso, Geuvânio deu lugar a Gabriel. Cheio de vontade, o camisa 10 contagiou o restante do time a ir para o ataque. Aos 24 minutos, Lucas Lima cobrou escanteio e Werley, mesmo marcado, subiu mais alto que todos para cabecear e marcar seu segundo gol com a camisa branca.

O Spor conseguiu a vitória no último minuto de partida. Em boa descida pela direita, o lateral Samuel Xavier encontrou espaço para chutar de dentro da área e contar com uma ajudinha de Vladimir para marcar o segundo gol da equipe leonina.

Robinho se destaca em empate na Vila Belmiro

Gol de voleio, lindos dribles, movimentação e liderança. O “tchau” de Robinho neste domingo foi em grande estilo. O camisa 7 foi a grande estrela do Santos no empate com o Sport na Vila Belmiro e comandou o ataque santista durante os mais de 90 minutos de duelo. Agora, o ídolo se prepara para sua apresentação à Seleção Brasileira.

Robinho se reúne com os outros convocados à disputa da Copa América nesta segunda-feira. O Brasil tem amistoso marcado para o próximo domingo, às 17h, no Allianz Parque, em São Paulo, contra o México. Depois ainda encara Honduras, no Beira-Rio, ante do embarque definitivo ao Chile.

Mesmo longe, Robinho deverá movimentar a semana do Santos, já que o presidente Modesto Roma Jr acredita que o acordo de renovação com o craque deverá ser selado na quarta-feira, na presença da representante do jogador, Marisa Alija.

No intervalo da partida, o Rei das Pedaladas garantiu que seu desejo é de “permanecer e ajudar” o clube de seu coração. Em sua última entrevista coletiva, no entanto, afirmou que “é profissional” e que vai pensar no melhor para seu futuro e de sua família.

O contrato de empréstimo feito em acordo com o Milan se encerra em 30 de junho. Assim, o atacante só volta a vestir a camisa 7 santista se de fato um acordo de renovação for selado. A proposta atual seria de R$ 36 milhões por cinco temporadas.

Durante a disputa da Copa América, com o Brasileirão rolando simultaneamente, o técnico Marcelo Fernandes terá que quebrar a cabeça para encontrar um substituto a altura do craque. Gabriel e Rafael Longuine são fortes candidatos.

Bastidores – Santos TV:

Marcelo Fernandes se defende: “Estava fora do campo de jogo”

Em entrevista coletiva, o técnico Marcelo Fernandes se defendeu das ‘acusações’ de Leandro Bizzio Marinho, quarto árbitro da partida entre Santos e Sport, na Vila Belmiro, neste domingo, que flagrou o treinador suspenso se comunicando com a comissão técnica do Peixe através de um buraco no camarote do estádio colado ao banco de reservas.

“Ali, eu estou fora do jogo. Eu pergunto a vocês onde é que eu poderia ficar se não ali? O estádio permite que eu fique ali no camarote, outros estádios também são assim. Minha suspensão foi cumprida. Eu até fiquei em pé para evitar problemas, quando eu fui sentar o quarto árbitro veio reclamar e eu expliquei a ele a situação. Eu fiz o que tinha que fazer, fiquei fora do campo de jogo”, justificou.

O “buraco” no camarote foi fotografado e deverá entrar na súmula da partida. Fernandes foi expulso na partida contra a Chapecoense, rodada passada, na Arena Condá. Assim, o comando técnico do Santos neste domingo ficou a cargo do auxiliar Serginho Chulapa.

Fernandes reclama de falta de fair play e exalta base santista

Nos primeiros meses comandando o Santos, Marcelo Fernandes demonstrou ter sangue quente dentro de campo. Desde que foi efetivado, o técnico já foi expulso de campo em duas ocasiões, primeiro no jogo de ida da final do Paulistão contra o Palmeiras e depois na última rodada do Campeonato Brasileiro, a derrota contra a Chapecoense. Em entrevista ao Mesa Redonda da TV Gazeta, neste domingo, Marcelo justificou a expulsão em Santa Catarina que o tirou do comando da equipe no empate contra o Sport na Vila Belmiro.

“A respeito da expulsão, fiquei muito indignado. Os quartos árbitros não estão deixando a gente trabalhar sossegado. Olhei para o banco da Chapecoense e reclamei de um lance que eles não fizeram o fair play. Isso é uma coisa que eu prego aos meus jogadores, é importante. O quarto árbitro veio me questionar, expliquei o motivo da reclamação e ele me disse que eu estava fora. Aí eu me exaltei e acabei errando, xingando o árbitro”, disse o técnico santista.

Neste domingo, no empate contra o Sport, o Peixe jogou sob comando do auxiliar Serginho Chulapa. Porém, apesar de suspenso, Fernandes esteve ligado no jogo, passando informações para a equipe por meio de um buraco no acrílico dos camarotes da Vila. O treinador negou que burlou as regras, e utilizou a estrutura do estádio como justificativa.

“Só fui uma vez (que falei com o time), não queria causar desconforto com o Serginho. O quarto árbitro veio falar comigo. Mas o campo é assim, o que vou fazer?”, explicou técnico, que apesar do empate, elogiou seus comandados.

“Tivemos um volume muito bom de jogo. Conseguimos o segundo gol através de uma bola parada. Perdemos um terceiro gol e duas oportunidades, e numa infelicidade do Renato acabamos tomando o empate. Foi uma partida que tínhamos consciência que dava pra ganhar. A vitória seria mais justa, mas agora é bola pra frente, não temos tempo pra amargurar”, declarou

Marcelo Fernandes também falou sobre os trunfos que o Peixe utiliza para revelar tantos jogadores. Para ele, o diferencial está nas chances que o clube dá aos garotos desde o início da carreira.

“O Santos coloca o jogador para jogar. Esse é o diferencial. Hoje mesmo eu coloquei o Daniel Guedes, tenho escalado o Lucas Otávio, que vem fazendo bons jogos. No Santos, há uma paciência maior. Existem os problemas das expectativas de um novo Neymar, um novo Robinho, mas temos que aprender que cada um é cada um, sem essa de ficar com comparações. Mesmo assim, o trabalho de base é muito bem feito”, falou o técnico, que também exaltou a baixa folha salarial do clube e a presença da torcida no duelo contra o Sport.

“É importante falar que o Santos é campeão paulista com uma folha salarial de 3 milhões. Tem time por aí com 10 milhões de folha, o caminho não é esse. Não cabe mais isso no futebol. É difícil manter um time hoje com essa folha salarial”, disse. “Fiquei muito feliz com o público na vila hoje. Foi um ambiente muito legal, infelizmente não conseguimos a vitória, mas a torcida está de parabéns”, finalizou.

Avaí 1 x 1 Santos

Data: 10/05/2015, domingo, 18h30.
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª rodada
Público: 7.677 pagantes
Renda: R$ 138.100
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (ambos do PA).
Cartões amarelos: Anderson Lopes e Eltinho (A); Cicinho (S).
Cartão vermelho: Gustavo Hernique (S)
Gols: Robinho (26-1) e Marquinhos (18-2).

AVAÍ
Vagner; Pablo, Antonio Carlos, Jéci e Eltinho; Uelliton, Renan, Renan Oliveira (Roberto) e Marquinhos; André Lima e Anderson Lopes (Everton Silva).
Técnico: Gilson Kleina

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho (Cicinho); Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Peixe cai no segundo tempo e cede empate ao Avaí na Ressacada

O Santos tinha tudo para começar o Campeonato Brasileiro com o pé direito, mas ficou apenas no 1 a 1 com o Avaí, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Marcelo Fernandes mandou a campo o time Campeão Paulista para enfrentar uma equipe que por pouco não caiu no Estadual de Santa Catarina e é forte candidata ao rebaixamento no Nacional. Porém, depois de um primeiro tempo tranquilo e dominado pelos paulistas, que abriram o placar com o craque Robinho, o Santos caiu de produção e viu Roberto entrar na etapa complementar para mudar o rumo da partida.

Na base da raça, o Avaí chegou ao empate com Marquinhos, após bela cobrança de falta e só não alcançou a virada porque Vladimir fez uma linda defesa já nos minutos finais. O empate na primeira rodada do campeonato Brasileiro acabou com um gosto amargo para os santistas e mostrou que o Leão terá de melhorar muito para evitar mais uma queda, apesar da competição ainda estar apenas começando.

O jogo

Encorajado pela vitória na última quarta, em cima do arquirrival Figueirense, o Avaí começou a partida como todo mandante deve fazer: buscando a marcação sob pressão e tomando a iniciativa. Desta forma, por pouco não chegou ao gol aos 3 minutos com Marquinhos, ex-Santos. O camisa 10 acertou um belo chute de fora da área e viu a bola explodir no travessão.

Apesar do susto, rapidamente o Peixe fez prevalecer a superioridade técnica e passou a ficar mais tempo com a bola.

Ricardo Oliveira teve duas chances de abrir o placar. Primeiro depois de jogada individual de Geuvânio, pela direita, que o centroavante não conseguiu finalizar. Na segunda, o camisa 9 aproveitou a ‘linha burra’ na zaga do Leão e ficou em condição de chutar, porém, pegou mal na bola.

A partida teve uma queda de rendimento após os 15 minutos em função dos muitos erros de passes das duas equipes. Os goleiros eram apenas espectadores até os 26 minutos, quando Robinho resolveu pôr fogo no jogo.

Lucas Lima começou a jogada com boa enfiada de bola para Victor Ferraz. O lateral santista aprofundou e só rolou para trás. A zaga do Avaí correu toda para dentro da pequena área e apenas pôde assistir Robinho bater, sozinho, de primeira, para abrir o marcador.

O carque ainda teve uma grande chance de ampliar cinco minutos depois, mas perdeu o tempo de bola já dentro da área. O castigo só não veio porque Marquinhos, depois de receber boa bola de Renan, também dentro da área, desperdiçou a oportunidade do empate ao tentar encobrir Vladimir.

O último lance de perigo da primeira etapa aconteceu com Ricardo Oliveira. Novamente mais esperto que os zagueiros, o experiente jogador partiu em direção ao gol, mas adiantou muito ao limpar o goleiro Vagner. Na sequência, Oliveira ainda cortou o zagueiro adversário e bateu forte, mas Vagner, já de volta à meta, fez boa defesa.

O segundo tempo teve um início frio, de pouca criatividade. O Avaí não parecia encontrar forças para buscar o empate e o Peixe se acomodou com a vantagem mínima.

No entanto, a entrada de Roberto na vaga de Renan Oliveira mexeu com o jogo. O rápido atacante levou o Leão ao ataque e inflamou a torcida da casa.

Aos 13 minutos, Marquinhos e Pablo fizeram boa jogada, que acabou com a finalização para fora de André Lima.

Aos 16, Roberto recebeu, driblou o marcador e deixou Anderson Lopes livre. O atacante do Avaí, entretanto, bateu por cima do gol e desperdiçou uma oportunidade incrível. Dois minutos depois, de novo Roberto infernizou os defensores alvinegros e sofreu falta próxima a linha da grande área. Na cobrança, Marquinhos bateu com categoria e, mesmo com o toque de Vladimir na bola, empatou para o Avaí.

O Santos, diferente do segundo tempo, não conseguia manter a posse de bola por muito tempo e passou a apostar nos contra-ataques, mas esbarrava na falta de inspiração de Ricardo Oliveira e Geuvânio. Robinho também sofria para aparecer, já que a bola pouco chegava a seus pés e Lucas Lima, apesar de estar bem no jogo, ficou isolado e no meio e era facilmente desarmado.

O Avaí, apesar de toda sua limitação, partiu em busca da virada na base da raça e da superação. E, aos 37 minutos, Roberto só não se transformou no nome do jogo porque Vladimir fez uma defesa espetacular depois que o atacante cabeceou forte, à queima roupa, completando cruzamento de Pablo, pela direita.

No lance seguinte, escanteio pela esquerda. Marquinhos colocou a bola na área e Jéci perdeu um gol de forma inacreditável, praticamente embaixo do travessão.

Os últimos minutos do jogo foram de emoção pura, com as duas equipes abertas e criando chances de gols, mas o placar não foi mais alterado e Santos e Avaí deram o pontapé inicial no Campeonato Brasileiro com um empate por 1 a 1.

Bastidores – Santos TV:

Santos 3 x 0 XV de Piracicaba

Data: 12/04/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Quartas de final – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.260 torcedores
Renda: R$ 456.095,00
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Rogerio Pablos Zanardo (ambos de SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Leandrinho (S); Tony, Fabiano, Renan Foguinho e Leonardo Luiz (XV).
Gols: Robinho (16-1, de pênalti); Ricardo Oliveira (35-2, de pênalti) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vladimir; Vitor Ferraz, Gustavo Henrique, Werley e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio), Leandrinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Marquinhso Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes

XV DE PIRACICABA
Roberto; Éder Sciola, Leonardo, Rodrigo e Fabiano; Renan Foguinho, Diego Silva (Chico) e Tony; Paulinho, Henrique (Tiago) e Bruninho (Roni).
Técnico: Toninho Cecílio



Com dois pênaltis, Santos bate o XV e chega à sétima semifinal seguida

A partida foi mais complicada do que se imaginava, mas o Santos fez o dever de casa e despachou a zebra na Vila Belmiro. Com gols de Robinho e Ricardo Oliveira, ambos em cobranças de pênalti, um aos 15 minutos do primeiro tempo e outro aos 35 da etapa final, e um de Lucas Lima, já aos 44, o Peixe venceu o XV de Piracicaba por 3 a 0 e confirmou a sua vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. É a sétima vez seguida em que o Alvinegro praiano chega a essa fase no regional.

Um dos lances capitais do jogo ocorreu depois de uma jogada individual de Lucas Lima. O meia tentou passar pela marcação e acabou tocado dentro da área. Apesar da polêmica, o árbitro entendeu a jogada como faltosa e marcou o pênalti, convertido por Robinho.

No segundo tempo, novamente o juiz assinalou pênalti em jogada que gerou muitas reclamações dos jogadores do XV. Marquinhos Gabriel recebeu dentro da área e bateu forte. Leonardo Luiz se jogou na bola, que acabou batendo em seu braço. Ricardo Oliveira deslocou o goleiro na cobrança e conferiu.

No restante do confronto deste domingo, o time de Marcelo Fernandes ditou o ritmo em praticamente todo o tempo e teve ao menos quatro grandes chances de ampliar sua vantagem, mas a trave, em duas oportunidades, e o goleiro Roberto evitaram um placar mais elástico.

O único grande momento do XV também ocorreu em lance de bola parada. Chico cobrou falta com muito perigo e, por instantes, calou a maioria dos torcedores na Vila. Agora, Santos e São Paulo definirão, em jogo único, de novo na Baixada Santista, um dos finalistas do Estadual. Do outro lado, Corinthians e Palmeiras farão mais um clássico, em Itaquera. As datas e os horários das partidas ainda serão definidas pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O jogo

A partida começou bem diferente do que imaginava a maioria dos torcedores santistas. O XV de Piracicaba, encorajado por sua fanática torcida, que compareceu em bom número na Vila Belmiro, tomou a iniciativa e deteve mais a bola nos primeiros 15 minutos de jogo.

Apesar disso, o time do interior de São Paulo não conseguia chegar ao gol de Vladimir. Na melhor oportunidade, os atacantes do XV se atrapalharam na entrada da área, e o perigo foi afastado em falha de posicionamento da defesa santista.

Na primeira chegada ao ataque do Peixe, os torcedores pediram pênalti em jogada de Robinho, mas o árbitro viu toque na bola do zagueiro e seguiu com a partida.

O Santos cresceu e por pouco não chegou ao gol com Ricardo Oliveira, que partiu em diagonal, limpou a marcação e bateu de esquerda. A bola raspou a trave.

Aos 10 minutos, Geuvânio quase encerrou um jejum que perdura desde a primeira rodada do Paulitão. Assim como fez diante do Ituano, naquela ocasião, o Caveirinha acertou um lindo chute de fora da área, mas, desta vez, a bola explodiu no travessão. Seria um golaço. O goleiro Roberto deu apenas um golpe de vista e, por pouco, não se deu mal.

Cinco minutos depois, o grande lance da etapa inicial. Lucas Lima entrou na área em jogada individual, limpou o primeiro e caiu com a chegada do segundo marcador, Fabiano. Para o árbitro, pênalti. Robinho bateu bem e abriu o placar.

Daí para a frente, o XV sentiu o ritmo de jogo do Santos e praticamente não passou mais do meio de campo. Aos 37, em erro na saída de bola do time do interior, Robinho puxou contra-ataque e serviu Lucas Lima, que bateu de pé direito e acertou mais uma na trave.

O fim do primeiro tempo foi mesmo marcado por uma forte pressão santista e jogadas seguidas de perigo de gol. Na melhor delas, Ricardo Oliveira furou a cabeçada e desperdiçou uma grande chance após cruzamento de Chiquinho.

Após o apito do árbitro, os jogadores do Alvinegro praiano desceram para o vestiário aplaudidos pela torcida.

Com o início da segunda etapa, nada mudou. Os donos da casa seguiram martelando em busca de mais gols, enquanto o XV pouco ficava com a bola em seus pés. Antes dos cinco primeiros minutos, Chiquinho chegou com perigo pela esquerda e Geuvânio desperdiçou uma grande chance de marcar, após receber passe açucarado de Robinho. Porém, Roberto ficou parado no meio do gol e executou a defesa.

Aos sete, o Santos perdeu sua principal estrela. Robinho saiu de campo com a mão na coxa e foi substituído por Marquinhos Gabriel. A Vila Belmiro inteira se levantou para aplaudir o ídolo.

Aos 18 minutos, o XV teve a sua principal chance de gol no jogo. Em cobrança de falta próxima à meia lua, Chico bateu colocado, por cima da barreira. A bola raspou a trave e correu pela rede, mas pelo lado de fora. O lance causou calafrios nos torcedores santistas e, pelo lado da torcida do XV, muitos gritaram “gol” quando viram as rede balançarem.

No entanto, o time do XV não encontrou mais forças para incomodar os santistas e ainda passaram a jogar mais expostos. E, em um dos bons contra-ataques do Peixe, o time da casa teve mais um pênalti marcado a seu favor.

Marquinhos Gabriel recebeu na entrada da área e bateu forte. A bola tocou no braço de Leonardo Luiz, e o árbitro apontou a marca da cal mais uma vez. Ricardo Oliveira cobrou com categoria e chegou a nove gols no Paulistão.

A fragilidade do XV ficou evidente aos 44, quando o time saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Lucas Lima, que só teve o trabalho de limpar o goleiro Roberto e bater para decretar a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:


Londrina 0 x 1 Santos

Data: 17/03/2015, terça-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª fase – Jogo de ida
Local: Estádio do Café, em Londrina, PR.
Público: 10.917 pagantes (11.755 presentes)
Renda: R$ 396.370,00
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Auxiliares: Leandro dos Santos Ruberdo e Sérgio Alexandre da Silva (ambos de MS).
Cartões amarelos: Paulinho, Germano e Dirceu (L); Lucas Lima, Cicinho e Valencia (S).
Gol: Robinho (07-2, de pênalti).

LONDRINA
Vitor; Lucas Ramon, Dirceu, Silvio e Lino; Diogo Roque, Germano, Léo Maringá (Rone Dias) e Celsinho (Koffi); Arthur e Paulinho (Wéverton).
Técnico: Claudio Tencati

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, David Braz, Werley e Vitor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Thiago Ribeiro).
Técnico: Marcelo Fernandes



Peixe vence com pênalti polêmico, mas goleiro garante jogo de volta

O Santos poupou seus principais titulares no fim de semana e mandou força máxima para enfrentar o Londrina na estreia da equipe na Copa do Brasil. Porém, mesmo assim não evitou o jogo de volta para definir a vaga na 2ª fase da competição. O único gol do jogo na noite desta terça-feira, no estádio do Café, foi marcado por Robinho, em cobrança de pênalti. Aliás, o lance gerou muita reclamação por parte de jogadores e torcedores do Tubarão, já que árbitro viu mão na bola em jogada que Germano afastou o perigo com o ombro.

Mesmo assim, o nome do jogo foi Vitor. O goleiro do Londrina realizou pelo menos quatro grandes defesas e, assim, garantiu o segundo jogo entre as equipes dia 16 de abril, uma quinta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro.

O Peixe jogará pelo empate e apenas o placar de 1 a 0 para o time paraense levará a decisão para os pênaltis.

O jogo

Com o apoio da torcida, o Londrina partiu para cima do Santos logo após o apito inicial. Sem tanta efetividade, o Tubarão jogava no campo de ataque, tinha mais a bola em seus pés e buscava uma brecha na zaga santista, que se postava muito bem. Aos 7 minutos, o time da casa chegou a balançar as redes, mas a festa da torcida foi frustrada pelo impedimento corretamente marcado pelo auxiliar, após cobrança de falta na área.

Aos poucos o Santos foi se soltando e aproveitando a grande extensão do campo no Estádio do Café. A primeira finalização veio só aos 13 minutos, em cobrança de falta de Ricardo Oliveira, facilmente defendida por Vitor.

Cinco minutos depois, porém, o camisa 1 do time paranaense salvou sua equipe. O camisa 9 do Peixe recebeu de Robinho e, de fora da área, soltou um petardo, no ângulo. Vitor tocou na bola antes que dela explodir no travessão.

O jogo ficou mais equilibrado e aberto, com possibilidades para os dois times, após a primeira metade da etapa inicial. Robinho teve uma boa chance ao receber uma bola de presente da zaga do Londrina, mas bateu colocado, para fora.

Aos, 30, Vanderlei evitou o gol dos mandantes em bela cobrança de falta do experiente Celsinho, mas as 36, Vitor chamou a atenção para si novamente.

Ricardo Oliveira saiu da área, atraiu a marcação e deu uma linda assistência para Vitor Ferraz. O lateral, que mais uma vez atuou improvisado na esquerda, ainda teve tempo e limpar a marcação antes de bater, praticamente da marca do pênalti, mas o arqueiro Vitor mostrou que estava inspirado e realizou uma defesa espetacular.

O Santos ainda criou uma boa oportunidade com Lulas Lima antes do apito do árbitro, mas os times desceram para o vestiário sem mexer no placar.

A segunda etapa começou e logo aos cinco minutos um lance polêmico. Após jogada de Lucas Lima pela direita, Ricardo Oliveira finalizou e Germano, ex-jogador do Santos, abriu o braço, mas tirou a bola para escanteio com o ombro. Porém, o árbitro entendeu que o volante tocou a bola com o braço e deu pênalti, além do cartão amarelo para Germano.

Depois de muita reclamação, Robinho bateu com força e superou Vitor, que acertou o canto, mas não evitou a abertura do placar.

Aos 11 minutos, o Londrina tentou responder e foi a vez de Celsinho pedir pênalti após ser derrubado na área. O juiz mandou seguir e percebeu que estava dali para frente carregaria a pressão por ter assinalado a penalidade máxima contra o time da casa.

O Londrina se abateu e, diferente do primeiro tempo, não conseguia agredir a zaga santista. E o prejuízo só não era pior porque Vitor seguia provando que estava em grande noite.

Aos 22, Robinho arriscou de fora da área e o goleiro voou para espalmar. No rebote, com o camisa 1 ainda se recuperando, Ricardo Oliveira cabeceou, de primeira, e Vitor mais uma vez salvou o Tubarão, desta vez com os pés.

Quinto colocado no Campeonato Paranaense e sem vencer há três jogos, o Londrina percebeu que dificilmente superaria o Peixe na técnica e passou a tentar se defender de todas as maneiras para levar a definição da vaga para o segundo jogo. A esta altura, Vanderlei era apenas um espectador no jogo.

E depois de ser beneficiado pelo erra da arbitragem, aos 30 do segundo tempo foi a vez do Santos reclamar. Lucas Lima foi tocado por trás depois de fazer fila, caiu dentro da área, mas o juiz mandou seguir a jogada e nada marcou.

O Peixe encontrava muito espaço e sobrava em campo. Cicinho e Robinho não só não definiram a classificação por causa da pontaria torta.

Não faltavam oportunidades. Aos 37, o Londrina saiu jogando errado três vezes seguidas na entrada de sua área, mas os paulistas, até com uma certa displicência, não aproveitavam. Robinho, apesar do gol de pênalti, perdeu uma grande oportunidade ao finalizar de pé esquerdo.

Bastidores – Santos TV:

Robinho vence sal grosso e comemora; Germano reclama de pênalti

Antes de Santos e Londrina entrarem em campo, a torcida do Tubarão já fazia pressão no Estádio do Café. Uma torcedora chegou a afirmar que Robinho não faria gol por causa de seu sal grosso. Porém, a partida terminou com o placar de 1 a 0 favorável ao Peixe, e justamente com o gol assinalado pelo camisa 7. Depois da partida, Robinho brincou com a situação.

“Eu sou cristão, o meu Deus é muito maior do que sal grosso. Quem está com Deus não precisa disso. Sal grosso é bom no churrasco”, disse, aos risos, em entrevista ao Sportv. “Ganhamos, era o que queríamos, poderíamos ter matado o jogo, mas estamos satisfeitos. O sal grosso manda ela (a torcedora) me dar para eu colocar na minha picanha”, completou, sempre em tom sarcástico.

O lance que definiu o placar do jogo gerou muita reclamação dos jogadores do Londrina. Germano chegou a abrir o braço, mas afastou o perigo da área de seu time com o ombro. No entanto, o árbitro apontou a marca da cal.

“É interpretação. O jogador abriu o braço, o juiz que tem que saber se foi ou não. Bati bem e fiz o gol. Poderíamos caprichar mais na finalização, mas o time está de parabéns com a vitória”, finalizou o capitão santista.

Por outro lado, Germano, que atuou com o próprio Robinho em 2010, no time de Vila Belmiro, deixou o campo revoltado.

“Não foi pênalti, a bola pegou no meu ombro, o que nos deixa mais tristes. Não é questionar a qualidade do Santos, mas fizemos um jogo de igual para igual e, de repente, o juiz vem e acaba atrapalhando todo o trabalho, prejudica a nossa equipe, as metas, os propósitos”, disse.

“Poderíamos ter tomado gol e sermos eliminados. Acho que fizemos um bom trabalho”, analisou, ainda de sangue quente.

Para Renato, goleiro rival e falta de pontaria adiaram classificação

O Santos bateu o Londrina por 1 a 0 e abriu vantagem na briga por uma vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Mesmo assim, alguns jogadores lamentaram o fato de não terem eliminado a segunda partida, que será disputada dia 16 de abril, uma quinta-feira, na Vila Belmiro.

“Dava (para classificar). Tivemos oportunidades, mas o goleiro deles foi o melhor em campo. A equipe correu, lutou, buscou o segundo gol. Infelizmente, não conseguimos”, comentou Renato. “O Santos está criando, faltou um pouco de sorte para fazer o gol”, completou.

Vitor, o goleiro do Londrina, foi o grande nome do jogo. No primeiro tempo, o camisa 1 fez duas espetaculares defesas em finalizações de Ricardo Oliveira e Vitor Ferraz. Já na segunda etapa, o camisa 9 santista e Robinho voltaram a parar no arqueiro.

“Hoje o Londrina não foi eliminado pelo goleiro”, enfatizou Renato. “Ele fez grandes defesas. Não temos que lamentar, não”, completou o camisa 8.

“Na volta, temos que jogar 90 minutos como jogamos aqui, com atenção ao contra-ataque deles e não vacilar. Serão 90 minutos para decidir em casa”, avisou o experiente volante.

Vitor Ferraz, lateral que talvez tenha tido a chance mais clara de gol no jogo, também evitou lamentar a vitória pelo placar mínimo. “Eu já estive aqui, sei das dificuldades, o campo é grande, pesado. Dominamos o jogo e saímos satisfeitos”, disse.

Agora, o time de Marcelo Fernandes, técnico que chegou ao quatro jogo seguido com vitória à frente do Peixe, se concentra para enfrentar o Audax, às 16 horas (de Brasília) deste sábado, no Pacaembu, pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.

Classificado no Paulista

Com a derrota do Penapolense por 2 a 0 para o Botafogo, na noite desta terça-feira, em Ribeirão Preto, o Santos já garantiu sua classificação antecipada nas quartas de final da competição regional. O alvinegro, além de liderar o grupo D, também está na ponta da classificação geral, com 26 pontos. Ainda faltam cinco rodadas para o fim da primeira fase do Paulistão.


Vídeos: Gols e melhores momentos.

Santos 4 x 2 Linense

Data: 01/03/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 10.954 pagantes (13.118 total)
Renda: R$ 324.680,00
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Fernando Afonso Gonçalves de Melo.
Cartões amarelos: Robinho (S); Gilsinho e Moisés Ribeiro (L).
Gols: Robinho (03-1), Renato (38-1); Anderson (04-2, contra), Diego (24-2, de pênalti), William Pottker (28-2) e Robinho (46-2).

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Valencia (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira

LINENSE
Anderson; Bruno Moura, Adalberto, Álvaro e Igor; Moisés Ribeiro, Memo, Gilsinho (Felipe Augusto) e Clébson (Bruno Tiago); William Pottker e Diego (Gabrielzinho).
Técnico: Luciano Quadros



Peixe vence mais uma no Pacaembu e embala no Paulistão

Sem volantes em campo por 11 minutos, Peixe leva dois gols em partida dominada, mas Enderson corrige mudança e velocidade do ataque resolve

Apesar de encontrar dificuldades na partida, o Santos fez mais uma vítima no Campeonato Paulista e manteve sua invencibilidade da competição após sete rodadas. Neste domingo, o Peixe fez 4 a 2 no Linense e alcançou 17 pontos, na ponta isolada do Grupo D. Por outro lado, o time de Lins segue com seis pontos, na quarta colocação do Grupo C, que é liderado pelo Palmeiras.

Robinho mostrou que está de bem com o Pacaembu. Após brilhar contra a Portuguesa, no último fim de semana, o camisa 7 santista voltou a brilhar e marcou um belo gol logo aos três minutos. Renato, de cabeça, ampliou ainda antes do término da primeira etapa. E Anderson, goleiro do Linense, colaborou com um gol contra, já na segunda etapa. Em cobrança de pênalti, Diego diminuiu e William Pottker chegou a colocar fogo no jogo após aproveitar cobrança de escanteio, mas a reação do Elefante parou por aí e o alvinegro praiano definiu a vitória com mais um de Robinho, já nos acréscimos.

O Rei das Pedaladas, no entanto, já é desfalque certo para o confronto do próximo domingo, 18h30, contra o Botafogo, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Ao subir nas grades para comemorar seu terceiro gol no Paulistão, Robinho levou o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão. Porém, o Peixe recebe o Palmeiras na rodada seguinte, para clássico na Vila Belmiro, e o atacante estará à disposição novamente, para alívio do torcedor alvinegro.

O jogo

O torcedor que chegou ao estádio do Pacaembu em cima da hora para assistir Santos e Linense pode ter perdido o primeiro gol do jogo. Logo aos três minutos, Lulas Lima aproveitou o cochilo dos adversário e cobrou falta de forma rápida, deixando Robinho numa boa para encher o pé e marcar um belo gol, seu terceiro neste Campeonato Paulista.

O gol animou a torcida e o time, que passou a imprimir uma forte marcação no campo de ataque e buscar o segundo gol. Aos 14, Lucas Lima quase marcou em chute de longa distância.

Aos poucos, porém, o Linense foi se encontrando no jogo e tendo mais posse de bola. E os chutes de fora da área se tornaram a principal arma do Elefante. Clébson e Memo assustaram e fizeram Vanderlei trabalhar em pelo menos cinco oportunidades, o que deixou Enderson Moreira muito irritado no banco de reservas.

E justamente no momento que o Santos não vivia um bom momento, Renato aproveitou cobrança de escanteio e testou para o chão, marcando o segundo gol alvinegro no jogo e dando um certo alivio para o time antes do intervalo.

Assim como a primeira etapa, o Santos começou o segundo tempo com a todo vapor. E mais uma vez balançou as redes antes dos três minutos. Ricardo Oliveira fez belo giro em cima do defensor do Linense e abriu para o Robinho, que devolveu para o centroavante, mas quem colocou para dentro foi o goleiro Anderson, após não segurar rebote da trave.

Com uma posição mais aberta em campo, o Linense passou a correr muitos riscos, principalmente com as saídas rápidas do Peixe para o ataque. Em uma delas, Geuvânio deixou Robinho na cara do gol. O camisa 7 só tocou por cima do goleiro, mas viu a bola bater caprichosamente na trave.

Aos 17 minutos, Ricardo Oliveira teve duas chances no mesmo lance. Primeiro bateu forte, cruzado, para a defesa de Anderson. E, em seguida, cabeceou com perigo, por cima do travessão.

E quando todos já aguardavam por uma goleada, o Linense se mostrou vivo e reagiu. Aos 23, William Pottker costurou a marcação santista, invadiu a área, driblou Werley e acabou derrubado. O árbitro apontou a marca da cal após o belo lance e Diego descontou.

Cinco minutos depois, William Pottker mais uma vez apareceu dentro da área e, após cobrança de escanteio, estufou as redes de Vanderlei, calando o Pacaembu. A reação do Linense, no entanto, parou por aí. E aos 45 minutos, em contra-ataque, o Peixe aproveitou o vacilo do time do interior e liquidou a faturo, mais uma vez com Robinho, após lançamento perfeito de Gabriel.

Com isso, apesar dos sustos, o Peixe encerrou a partida com goleada e aplaudido por sua torcida.

Robinho contém empolgação e Gabriel se diz “pronto e à disposição”

O Santos bateu o Linense por 4 a 2 neste domingo e chegou a mais uma vitória neste Campeonato Paulista. Porém, o placar elástico pode enganar o torcedor que não assistiu ao jogo do Pacaembu. O Peixe encontrou dificuldades na primeira etapa, mesmo descendo para os vestiários com 2 a 0 no placar e, após fazer o terceiro logo no início da etapa complementar, sofreu dois gols em menos de dez minutos e só respeitou aliviado nos acréscimos, quando definiu a vitória.

“Tem muito o que melhorar ainda. O time sentiu um pouco o segundo tempo, mas ganhamos merecidamente”, comentou Robinho, na saída do gramado.

Melhor em campo e responsável por abrir e fechar o placar neste domingo, o camisa 7 evitou enaltecer seus quatro gols marcados nos últimos dois jogos, ambos no estádio da Capital Paulista. “Graças a Deus, os gols estão saindo. Fico muito feliz. Mas o mais importante é o time ganhar”, completou.

Outro que saiu de campo empolgado com seu desempenho foi Gabriel. O camisa 10 entrou na vaga de Ricardo Oliveira já na metade da segunda etapa e em poucos minutos deu mostras de todo seu talento. Na primeira, o atacante deu um belo ‘drible da vaca’ no marcador e cruzou para Robinho, que se jogou na bola, mas não alcançou. Na segunda, não teve erro. Lindo lançamento e gol do camisa 7, que fez questão de vibrar ‘engraxando’ as chuteiras de Gabriel.

“Estou pronto, à disposição. Estou esperando a minha oportunidade, estou bem, treinando e me dedicando. Agora é esperar”, disse o atleta, que perdeu espaço no time após servir a seleção brasileira Sub-20 no início do ano.

Por outro lado, David Braz deixou o jogo irritado. Apesar da vitória, os dois gols do Linense, na visão do zagueiro, só aconteceram por causa de erros da arbitragem; “Eles chegaram aos gols com a ajuda do árbitro. Não foi pênalti. O Werley acerta a bola. E, no segundo, eu acho que a bola não havia saído. Mas, mesmo com isso aí, a gente conseguiu a vitória”, falou David Braz.

Enderson culpa arbitragem por gols sofridos e elogia Valencia

Depois de escalar Leandrinho e Lucas Otávio, neste domingo foi a vez de Valencia ganhar uma chance na lacuna deixada por Alison no time. O colombiano participou da vitória por 4 a 2 diante do Linense, mas encontrou mais dificuldades que seus concorrentes, por ter enfrentado um time que deu trabalho ao Santos durante todo o jogo.

“Valencia jogou aquilo que a gente esperava dele. É experiente, rodado, de seleção colombiana. A gente teve todo carinho e cuidado com ele. A gente sabe que é um jogador importante para o que vamos ter pela frente”, analisou o técnico, que sacou Valencia na segunda etapa para colocar Elano no jogo.

Já ao ser questionado sobre os dois gols que a equipe levou na etapa complementar, o treinador santista mudou o tom e culpou a arbitragem.

“Até outro dia, a gente tinha a melhor defesa do campeonato. Para mim, foram dois gols de erros da arbitragem. São coisas que acontecem nos jogos, espero que errem para nós também”, disse Enderson, entendendo que Werley não cometeu pênalti no lance que originou o primeiro gol do Linense no jogo e garantindo que a bola não saiu no escanteio marcado pela arbitragem antes do segundo gol do Elefante.

“É um time que tem por essência a ofensividade. Às vezes, a gente acaba criando espaço para o adversário. Mas temos evoluído muito bem, estamos buscando o equilíbrio”, minimizou o comandante.