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Portuguesa 1 x 3 Santos

Data: 22/02/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.361 pessoas
Renda: R$ 412.350,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (P) e Cicinho (S).
Cartão vermelho: Alex Silva (P)
Gols: Robinho (17-1), Robinho (34-1, de pênalti) e Cicinho (43-1); Jean Mota (44-2).

PORTUGUESA
Rafael Santos; Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Diego (Filipe Souza) e Popó (Jean Mota).
Técnico: Aílton Silva

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Renato (Elano), Lucas Otávio e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Robinho (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho dá show no Pacaembu e Santos atropela a Portuguesa

O Santos nem se deu conta da Portuguesa neste domingo. Robinho muito menos. Com show à parte do camisa 7, o Peixe bateu a Lusa por 3 a 1 e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Campeonato Paulista. O já experiente Menino da Vila fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro – os três no primeiro tempo. Jean Mota diminuiu no fim do segundo.

O Santos recebe o Linense, no próximo sábado, no Pacaembu, e pode sacramentar a vaga nas quartas de final do Estadual. Enquanto isso, a Portuguesa mede forças com o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O primeiro tempo do clássico paulista no Pacaembu teve um nome: Robinho. Inspirado, o camisa 7 atormentou a defesa lusa pelo lado esquerdo, marcou dois gols e ainda deu uma assistência para Cicinho ampliar. O inferno português começou aos 8 minutos, quando Fabinho Capixaba derrubou Robinho na intermediária e já levou cartão amarelo.

Pouco tempo depois, aos 17 minutos, Vanderlei lançou o camisa 7 em velocidade no ataque, iniciando a jogada do primeiro gol. Robinho dominou, partiu para cima e cortou a marcação sem dificuldades, chutando a bola no ângulo direito do goleiro Rafael Santos. 1 a 0 Peixe.

Inspirado, o atacante voltou a atormentar pelo lado esquerdo aos 31 minutos. Em ótima jogada, invadiu a área, aplicou dois dribles em Alex Silva e sofreu o pênalti quase na linha de fundo. Na cobrança, bola para um lado e goleiro para o outro, em mais um gol do camisa 7.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, lá estava ele de novo para, dessa vez, contemplar um companheiro com o gol. Robinho recebeu na esquerda, e cruzou na medida para Cicinho cabecear da pequena área e marcar o terceiro gol santista. Fim da etapa inicial com show do Menino da Vila.

No 2º tempo a Portuguesa joga com um a menos e Santos administra vitória.

A Portuguesa não acordou do pesadelo no segundo tempo. Logo no início, o técnico Aílton Silva decidiu recuar o time, tirando dois homens de frente e colocando defensores. Decisão que lhe foi de grande ajuda já que, poucos minutos depois, o zagueiro Alex Silva foi expulso por parar um ataque santista.

E o Santos só não ampliou aos 18 minutos porque a trave não deixou. Ricardo Oliveira recebeu belo lançamento, dominou na entrada da grande área e tentou surpreender o goleiro tocando por cobertura. A bola saiu rente à trave esquerda.

Daí em diante, o Santos apenas administrou a vantagem que conquistou no primeiro tempo e fez a alegria dos mais de 14 mil torcedores presentes no estádio em São Paulo. No fim, Jean Mota ainda descontou para a Lusa, com chute de dentro da grande área. Nada que atrapalhasse a festa alvinegra.

Bastidores – Santos TV:

Robinho quebra jejum e ultrapassa Chulapa na artilharia santista

O show de Robinho no Pacaembu, na tarde desde domingo, não só quebrou um jejum de três meses do camisa 7, mas também o colocou à frente de Serginho Chulapa na lista de maiores artilheiros do Santos. O Peixe mediu forças com a Portuguesa e venceu por 3 a 0, com dois do agora experiente Menino da Vila e um de Cicinho, com sua assistência.

A última vez que balançou as redes pelo Alvinegro foi em 19 de novembro do ano passado, no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, longe da Vila Belmiro. De lá para cá, o Santos teve mais três compromissos no Brasileirão e cinco jogos no Paulistão 2015. Nenhum desse com gol de Robinho, que chegou à marca de 103 em 2014.

Com os dois marcados no Pacaembu, neste sábado, ele chegou aos 105 gols e ultrapassou Serginho Chulapa, com 104 na história santista. Robinho também aparece à frente de João Paulo e igualado em Del Vechio. Álvaro tem 106 e o craque Neymar 138 – o maior artilheiro na Era Pós-Pelé.

“É sempre bom poder ajudar. Tocamos bem a bola e soubemos aproveitar as chances. Gosto de ajudar”, disse Robinho ao Premiere durante a partida.

Enderson valoriza ‘casa na Capital’ e exalta “inteligência” de Robinho

O técnico Enderson Moreira saiu do Pacaembu no último domingo, em São Paulo, muito satisfeito com a atuação do Santos. A vitória do Peixe sobre a Lusa evidenciou a liderança de Robinho dentro de campo, além de ser o capitão da equipe, participou de todos os gols – fez dois e deu assistência para Cicinho fazer o terceiro. Em entrevista coletiva, o comandante fez questão de enaltecer a “inteligência tática” do camisa 7 e garantiu que o estádio na Capital é como uma segunda casa para os alvinegros.

“O Robinho é a nossa referência técnica. É o jogador com mais recursos deste elenco. Ele cresceu em alguns aspectos, que, às vezes, podem passar despercebidos pelos torcedores e por alguns jornalistas, mas que são importantíssimos para o time. O comprometimento tático, a inteligência, a maneira que ele busca os espaços é um grande diferencial dele, e ele foi coroado com os gols. A gente se sente muito em casa no Pacaembu. A Vila nos empurra muito, mas aqui não é diferente. O torcedor grita o tempo todo, incentiva o tempo todo, mostra sua satisfação de ver o time correndo se empenhando”, comemorou.

Ricardo Oliveira minimiza falta de gols: “Coletivo tem que prevalecer”

Os três jogos sem gol incomodam, mas não tiram a alegria de Ricardo Oliveira. Depois da vitória sobre a Portuguesa neste domingo, no Pacaembu, o camisa 9 santista garantiu que o importante é o coletivo ir bem e que seguirá trabalhando para ajudar os companheiros dentro de campo, com ou sem tentos. Seu último gol foi no dia 8 de fevereiro, na vitória contra o RB Brasil.

“Não acho que a bola não esteja chegando. Eu sempre procuro dentro dos jogos fazer gols. Mas também sempre enfatizo uma coisa: o coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Estou feliz pelo coletivo. Não estou satisfeito comigo, estou há uns três ou quadro jogos sem fazer gol, mas alegre por ajudar com movimentação, abrindo espaço para os meus companheiros e tentando algumas jogadas de gol”, disse ao Premiere.

Nos últimos dias, o centroavante ganhou a concorrência de Gabriel, que retornou à Baixada Santista após longo período com a Seleção Brasileira Sub-20. O camisa 10, no entanto, não necessariamente roubará a posição do veterano, já que o técnico Enderson Moreira afirmou que também pode utilizá-lo pelas pontas, na posição de Geuvânio ou, eventualmente, de Robinho.

Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 19/11/2014, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Campeonato Brasileiro –
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Árbitro: Arnoldo Vasconcelos Figarela (RO-CBF-2)
Auxiliares: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO-ESP-1) e Janette Mara Arcanjo (MG-FIFA)
Cartões amarelos : Cleberson e Sueliton (A); Alan Santos (S).
Gols: Robinho (27-1) e Cleberson (05-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Sueliton (Mário Sérgio), Gustavo, Cleberson e Lucas Olaza; Deivid (Hernani), Paulinho Dias, Bady; Cléo, Dellatorre (Douglas Coutinho) e Marcelo.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Lucas Lima e Souza (Alan Santos); Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Atlético-PR e Santos empatam jogo de pouca pretensão em Curitiba

Cleberson e Robinho marcaram na partida que terminou 1 a 1, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada

Atlético Paranaense e Santos começaram a rodada distantes tento do G4 quanto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Terminarão do mesmo jeito. O empate em 1 a 1 na Arena da Baixada, sem emoção, mostrou duas equipes medianas que o máximo que conseguiriam era ficar mesmo no meio da tabla de classificação. Com o resultado, os dois times chegaram aos 47 pontos, com campanhas semelhantes, mas pequena vantagem no número de gols marcados pelos paulistas.

O Peixe demorou a entrar no jogo, mas quando o fez abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo, com Robinho, que chutou da entrada da área ara balançar as redes. Depois do intervalo, os cinco minutos, Cleberson aproveitou escanteio e testou firme para deixar tudo igual.

O jogo

O Furacão entrou em campo com duas mudanças, as entrada de Lucas Olaza e Delatorre, já dentro do projeto do técnico Claudinei oliveira de fazer observações pra 2015. Com a bola rolando, as equipes tentavam explorar as laterais, mas encontravam as marcações bem posicionadas. Aos seis minutos, Marcelo arriscou de longe e a bola foi pela linha de fundo, com algum perigo.

Os donos da casa tinham maior volume de jogo. Aos 10 minutos, Cléo subiu mais do que a zaga e testou para fora. Aos 11 minutos, Dellatorre recebeu na área, tentou o chute e carimbou a defesa. O Peixe mostrava muita dificuldade para sair da defesa. Aos 23 minutos, Bady cobrou escanteio e Cleberson desviou para boa defesa de Aranha. Os paulistas acordaram e, aos 25 minutos, Robinho levantou e Cicinho apareceu para tocar para fora.

O castigo chegou para o time o rubro-negro aos 27 minutos, Robinho recebeu lançamento e, no quicar da bola, arrematou no cantinho para balançar as redes e abrir o placar. Aos 34 minutos, Souza cobrou falta e Weverton deixou a meta para dividir com a defesa e afastar a bola. Mais Santos no ataque, aos 40 minutos, com Cicinho, que chutou rasteiro, cruzado, e errou o alvo.

Para a segunda etapa, o Atlético voltou com Hernani no lugar de Deivid. Aos quatro minutos, Hernani lançou Marcelo, Caju se atrapalhou, mas conseguiu se recuperar e recuar para Aranha. Mas, no lance seguinte, Bady cobrou escanteio e Cleberson subiu para cabecear firme e deixar tudo igual. Souza tentou responder aos 10 minutos, em cobrança de falta à esquerda de Weverton.

O jogo era muito truncado, sem emoções, refletindo bem a campanha dos dois times no Brasileirão. Arouca e Lucas Lima trocaram bola na entrada da área, e o meia santista arrematou por cima da meta, aos 16 minutos. Nova aposta de Claudinei Oliveira, Douglas Coutinho fez sua primeira jogada aos 21 minutos, cruzando nas mãos de Aranha.

As equipes pareciam desinteressadas, sem criar nada substancial. Aos 29 minutos, Lucas Lima chutou da entrada da área, mas pegou totalmente torto na bola. O troco veio aos 35 minutos, com Mário Sérgio que recebeu ótimo lançamento, mas não alcançou a bola. Hernani teve a grande chance de garantir a vitória rubro-negra, aos 40 minutos, mas o chute, que ainda teve desvio pelo caminho, bateu na trave. Igualdade dentro de campo que se repete na classificação. Nas arquibancadas, o torcedor atleticano não engoliu bem o resultado e protestou.


Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Grêmio 0 x 2 Santos

Data: 28/08/2014, quarta-feira, 20h00.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre, RS.
Público: 30.294 (28.091 pagantes)
Renda: R$ 814.899,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkenbrock (Esp.-SC).
Cartões amarelos: Ramiro e Pará (G); Edu Dracena, Alison e David Braz (S).
Gols: David Braz (37-1) e Robinho (42-1).

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Pará, Werley, Rhodolfo e Zé Roberto (Matías Rodríguez); Walace (Matheus Biteco), Ramiro e Giuliano; Luan (Alán Ruiz), Barcos e Dudu.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Alan Santos), Gabriel (Leandro Damião) e Robinho (Rildo).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Grêmio desperdiça chances, Santos vence no Sul e abre vantagem

Com gols de David Braz e Robinho, time paulista fez 2 a 0 em duelo válido pela Copa do Brasil, nesta quinta-feira

O Santos deu um passo enorme para se classificar para as quartas de final da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, o Peixe foi mais eficiente que o Grêmio: enquanto o Tricolor perdeu gols demais o jogo todo, a equipe santista chegou poucas vezes com perigo, mas as converteu e venceu por 2 a 0. Os gols foram marcados por David Braz e Robinho.

O Grêmio mandou em quase todo o primeiro tempo, mas perdeu chances demais e viu o Santos, nas duas chegadas que teve, abrir 2 a 0 nos minutos finais. Na etapa final, a pressão foi intensa do início ao fim, mas o Tricolor seguiu desperdiçando as inúmeras oportunidades criadas e acabou derrotado em casa.

Agora, o Grêmio só se classifica se vencer por três gols de diferença na volta, ou por dois gols, desde que marque ao menos três vezes. Os dois times voltam a se encontrar na quarta que vem, na Vila Belmiro. Pelo Brasileiro, o Tricolor recebe o Bahia na Arena, enquanto o Peixe visitará o Botafogo, no Maracanã. Ambos os jogos ocorrerão no domingo.

O jogo

Com forte apoio da torcida na Arena, o Grêmio tomou a iniciativa das ações. A primeira boa chegada veio aos quatro minutos, com Zé Roberto se projetando na área e chutando para defesa de Aranha. Dois minutos mais tarde, Giuliano recebeu de Barcos, fez fila na área santista e chutou raspando a trave. Aos 10, em mais uma boa jogada coletiva do Tricolor na frente da área rival, Giuliano chutou rasteiro, para fora, com Aranha dando apenas um golpe de vista.

O Santos tratava de cadenciar e jogar nos contragolpes. O primeiro veio aos 19, com Gabriel, mas Robinho escorregou na hora de finalizar e chutou torto. Na jogada seguinte, Dudu deu lindo de toque de calcanhar e ligou contra-ataque com Giuliano. O meia invadiu a área e passou para Luan, que chutou, livre, mas Mena tirou em cima da linha.

O Grêmio seguia melhor, jogando em alta velocidade. Aos 27, Dudu girou sobre a marcação e invadiu a área. O cruzamento rasteiro veio para Giuliano, mas Aranha defendeu no reflexo. Barcos tentou na sobra, a zaga cortou e Ramiro soltou a bomba, que explodiu na marcação. O Peixe, então, em sua primeira conclusão perigosa marcou: Lucas Lima cobrou escanteio, David Braz deu peixinho sozinho na área e fez 1 a 0. Aos 42, o segundo: Lucas Lima escapou pela direita e cruzou para Robinho. Ele chutou, a bola bateu em Werley, voltou para Robinho e entrou.

O Grêmio voltou do vestiário com Alán Ruiz e Matheus Biteco nos lugares de Luan e Walace, e sem o técnico Luiz Felipe Scolari, expulso ao final do primeiro tempo por reclamar de toque de mão de Lucas Lima no segundo gol do Peixe. Em sua primeira jogada, Ruiz deixou Rhodolfo na cara do gol, mas Cicinho impediu o arremate em grande recuperação. Aos 3, David Braz travou na hora em que Giuliano ia chutar, após ótima jogada de Dudu.

A pressão seguia forte. Aos 14, David Braz salvou de cabeça quando Rhodolfo chegava pelo alto. A seguir, Dudu recebeu pela esquerda e bateu para boa defesa de Aranha. Aos 17, Zé Roberto puxou contra-ataque e deu a Alán Ruiz, que bateu. A bola desviou na zaga e David Braz quase fez contra. Na jogada seguinte, Giuliano cruzou e Werley cabeceou com perigo. Aos 18, Barcos recebeu liberado na área e chutou, mas Aranha fez ótima defesa.

Aos 21, Alán Ruiz bateu falta rasteira e Aranha salvou com a ponta dos dedos. Aos 28, o goleiro santista foi corajoso ao disputar com Giuliano na pequena área após toque de cabeça de Rhodolfo. O zagueirão gremista subiu livre aos 34, mas deu de coco na bola e ela subiu demais. Aos 39, Rildo quase matou o jogo após entrar livre em contra-ataque, mas Marcelo Grohe salvou. Aos 44, foi Damião quem obrigou o goleiro gremista a um milagre.

Aranha relata ofensas racistas de torcedores do Grêmio na Arena: ‘Macaco’

“Negro fedido, preto, cambada de preto, depois começaram a fazer barulho de macaco”, contou o goleiro do Santos

A vitória do Santos por 2 a 0 diante do Grêmio na noite desta quinta-feira, em Porto Alegre, pela Copa do Brasil, foi ofuscada pelo racismo. O goleiro Aranha foi vítima de ofensas no segundo tempo por torcedores localizados atrás de seu gol na Arena do clube gaúcho, e chamou a atenção do árbitro Wilton Pereira Sampaio sobre o ocorrido. Uma câmera da ESPN Brasil flagrou uma garota chamando o jogador de “macaco”.

Após o jogo, Aranha deu seu testemunho sobre a atitude vinda das arquibancadas. “Da outra vez que a gente veio jogar, estava passando campanha contra o racismo no telão, não é por acaso. Eu estava no gol, xingar, pegar no pé, normal. Quando gritaram ‘preto fedido e cambada de preto’, eu tentei aguentar. Mas quando começou o corinho fazendo barulho de macaco, eu não aguentei. ‘Negro fedido, seu preto, cambada de preto’, depois começaram a fazer barulho de macaco. Pedi para filmarem o que estavam fazendo. É difícil, é duro, nunca imaginei passar por isso. Acho que mais importante é mostrar e registrar o que aconteceu aqui. Tenho consciência de que isso não parte da maioria da torcida do Grêmio. Sei que a intenção é desestabilizar, mas sou maduro o suficiente para manter meu comportamento em campo”, disse o goleiro.

O goleiro explicou também por que retrucou as ofensas e disse que foi mal interpretado pelo árbitro da partida. “Ele (o árbitro) veio falar que eu estava provocando a torcida. Quando me chamaram de macaco, de preto, bati no braço e disse que sou preto, sim”, revelou Aranha, lembrando que o fato acontece com frequência no Sul. “Não são todos, mas sempre tem um racista. Está dado o recado para ficarem espertos para a próxima partida.”

Aranha é o segundo jogador do Santos a ser alvo de ofensas racistas este ano. O volante Arouca também foi chamado de “macaco” por torcedores do Mogi Mirim em jogo pelo Campeonato Paulista, em março.

A acusação de Aranha à torcida do Grêmio também não é fato isolado. No começo deste ano, o zagueiro Paulão, do rival Internacional, também relatou ofensas após um Gre-Nal pelo Campeonato Gaúcho, no fim de março.




Grêmio é excluído da Copa do Brasil após julgamento por injúrias raciais ( Em 03/09/2014 )

Condenado de forma unânime por ofensas de torcedores contra Aranha, clube ainda pode recorrer ao Pleno do STJD; árbitro que não relatou em súmula leva gancho

O Grêmio está excluído da Copa do Brasil. A decisão ocorreu após julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tarde desta quarta-feira. Em quase quatro horas de sessão no Rio de Janeiro, os auditores resolveram, unânimes em 5 a 0, pela punição após denúncia feita pela procuradoria, baseada no artigo 243-G (e seus parágrafos) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O caso ocorrera na última quinta-feira, quando o goleiro do Santos Aranha foi alvo de injúrias raciais por parte de torcedores gremistas, no 2 a 0 do clube paulista, pelo jogo de ida das oitavas – a volta estava suspensa. Assim, o Peixe está classificado para as quartas do torneio e enfrenta o Botafogo, que venceu o Ceará nesta quarta-feira. A chave está paralisada até o julgamento no Pleno, uma vez que o Grêmio irá recorrer.

O clube foi multado em R$ 50 mil, mas não perdeu mando de campo por “ato discriminatório”. Os torcedores identificados praticando atos racistas serão impedidos de frequentar jogos do time gaúcho por 720 dias. A decisão não é definitiva. Cabe recurso, com novo julgamento em segunda instância no Pleno do STJD, a ser marcado em 15 dias.

O quarteto de arbitragem também fora denunciado pela procuradoria por não ter colocado o episódio relatado por Aranha na primeira versão da súmula. Wilton Pereira Sampaio acabou suspenso por 90 dias, enquanto os auxiliares pegaram gancho de 60 dias. O Grêmio ainda foi julgado por arremesso de objeto, e o Santos, por atraso na volta do intervalo, ambos levando multas de R$ 2 mil e R$ 4 mil, respectivamente.

Como foi o julgamento

O julgamento começou com o pronunciamento do presidente da sessão Fabricio Dazzi. Depois, a procuradoria apresentou provas em vídeo. Entre eles, reportagens de televisão e depoimento de Aranha. O mesmo foi feito pela defesa do Grêmio, que mostrou matérias de sites com as ações promovidas pelo clube, além de vídeos institucionais e depoimentos de jogadores, como Zé Roberto e Matheus Biteco.

O presidente Fábio Koff foi o primeiro a sentar perante os auditores para esmiuçar a posição do Grêmio sobre as injúrias raciais. Com larga experiência na magistratura, Koff tratou de exaltar os exemplos de ícones negros no clube e disse que a instituição foi “pioneira na integração racial”.

– Estou aqui para dizer que a decisão desta tarde ela tem uma importância histórica. A decisão atinge um clube com 111 anos de existência que atinge uma escolinha de 1,1 mil crianças, do qual um terço é de cor. O prejuízo causado a imagem do clube é irreparável. Se a pena ocorrer, deve ter sentido pedagógico e não ultrapassar limites – afirmou.

Koff também valorizou uma das ações de sua gestão, de cortar privilégios de organizadas. Na segunda, a direção anunciou a suspensão dos direitos da Geral do Grêmio.

– O Grêmio foi precursor em cortar subsídios de organizadas e dificultar o acesso de torcedores que se escondem num grupo. O Grêmio não dá ingresso, não paga ingresso, não facilita a vida – defende.

Também julgado, assim como seus auxiliares, por só relatar as injúrias raciais em adendo na súmula, o árbitro Wilton Pereira Sampaio afirmou que ficou “assustado” ao ver as imagens após a partida, no hotel. Em campo, confirma que não havia visto nem ouvido as ofensas e lembrou que em jogos da Copa do Brasil não há árbitros auxiliares atrás das metas.

– Não presenciamos nada, foi por meio de um relato do jogador. Após o término do jogo, nenhum atleta veio me questionar. Pensei que não havia sido nada. A gente sempre assiste ao jogo depois e fiquei assustado com o ocorrido. Por isso, incluí o adendo na súmula. Nós achamos que, aos 42 minutos do segundo tempo, com o Santos ganhando o jogo, achei que era uma tentativa de passar o tempo – relatou, em meio a forte cobrança dos auditores.

O árbitro negou que Aranha tivesse respondido aos torcedores com xingamentos:

– O atleta se virou para a torcida, bateu no braço e cuspiu no gramado.

– No momento em que nos viramos para a torcida, já não eram mais ofensas racistas, eram xingamentos normais de jogo – disse o auxiliar Carlos Berkenbrock, que falou depois de Pereira Sampaio.

O suprocurador geral Rafael Vanzin tomou a palavra para reafirmar que considera o Grêmio responsável. Segundo ele, episódios de cunhos racistas não são de hoje, e cita o caso envolvendo o zagueiro do Inter Paulão, alvo de injúrias raciais de um torcedor no Gauchão, também na Arena.

Ainda citou as postagens no Twitter, feitas pelo vice-presidente Adalberto Preis, em que alegou que Aranha fizera “grande encenação” no episódio. Por fim, pediu a exclusão do clube da Copa do Brasil, além de pena para o quarteto de arbitragem.

– As palavras de Patrícia Moreira, que ainda não prestou depoimento, assim como as imitações de macaco, são flagrantes – Rafael Vanzin. – E as medidas tomadas pelo Grêmio não são suficientes.

Na vez de os advogados do Grêmio defenderem o clube, a pauta foi a preocupação da instituição em campanhas sociais, a ajuda nas investigações policiais e a preocupação em afirmar que a ação foi obra de uma minoria.

– Não fechamos os olhos para o que vem acontecendo. Não vamos usar o Grêmio como bode expiatório, como uma caça às bruxas – disse o adovgado do Grêmio Gabriel Vieira. – O racismo é um problema social. Quantos auditores negros temos aqui? Nenhum.

– Quatro torcedores em meio a 30 mil. O Grêmio não pode ser responsabilizado. Eles, sim, precisam ser punidos – reforçou Michel Assaf Júnior, contratado pelo clube especialmente para este caso. – Não se pode confundir extrema gravidade com a repercussão do fato, nem reincidência.

Entenda o caso

O incidente no jogo entre Grêmio e Santos, na Arena do Grêmio, ocorreu aos 42 minutos do segundo tempo, quando Aranha reclamou com o árbitro Wilton Pereira Sampaio, alegando ter sido vítima de xingamentos por parte da torcida. O juiz mandou a partida seguir, mesmo sendo alertado por jogadores do Santos dos incidentes que ocorriam fora de campo.

A jovem mostrada pelas imagens do canal ESPN foi afastada do trabalho no Centro Médico e Odontológico da Brigada Militar. Patrícia Moreira era funcionária de uma empresa terceirizada e prestava serviços de auxiliar de odontologia na clínica da polícia militar gaúcha. As imagens da torcedora ofendendo o goleiro santista começaram a circular pelas redes sociais logo após a partida. Aranha registrou boletim de ocorrência na 4ª Delegacia de Polícia na sexta.

Diante da repercussão, Patrícia evitou dormir em casa nos últimos dias. Ela se refugiou em residências de parentes e amigos para evitar retaliação. Pedras foram jogadas em direção a sua casa na noite de sexta-feira. O GloboEsporte.com visitou a região na tarde de sábado e ouviu os vizinhos. Amigos negros da menina de 23 anos garantem que ela não é racista. Até agora, seis pessoas foram intimidas a depor, entre elas Patrícia.


Jogos inesquecíveis


Após derrota no Olímpico por 4 a 3, gremistas provocam santistas e levam um verdadeiro “baile” como resposta.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) reportagem do Globo Esporte.

Santos 3 x 1 Grêmio

Data: 19/05/2010, quarta-feira.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.896 pagantes
Renda: R$ 592.975,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moises (ambos Fifa-RJ).
Cartões amarelos: Léo e Rodriguinho (S); Ozéia, Hugo, Rafael Marques, Victor, Edílson, Willian Magrão e Willian (G).
Cartões vermelhos: Jonas e Rafael Marques (G); Edu Dracena (S).
Gols: Ganso (06-2), Robinho (24-2), Rafael Marques (29-2) e Wesley (40-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodriguinho, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson), Robinho (Bruno Aguiar) e André (Marcel).
Técnico: Dorival Jr.

GRÊMIO
Victor; Edílson, Ozeia, Rafael Marques e Joílson; Adílson, Willian Magrão (William), Hugo (Leandro) e Douglas; Jonas e Borges.
Técnico: Silas



Com três golaços, Santos vence Grêmio e avança para final da Copa do Brasil

Com três golaços (Ganso, Robinho e Wesley), o Santos venceu o Grêmio por 3 a 1 em um jogo tumultuado e avançou para a final da Copa do Brasil pela primeira vez na sua história.

O time da Vila Belmiro avançou na competição por ter feito 6 a 5 no placar agregado, já que perdeu o primeiro jogo no Olímpico por 4 a 3. O Santos enfrentará o Vitória (que superou o Atlético-GO por 4 a 0) na final, que será disputada depois da Copa do Mundo.

A prova de que o duelo foi tumultuado foi a quantidade de expulsões da partida. No final do jogo, os gremistas Rafael Marques e Jonas, além do santista Edu Dracena, foram obrigados a sair de campo.

O jogo

O Santos começou pressionando o Grêmio, tentando abafar o rival. Porém, afobado, o time da casa passou a errar muitos passes contra um adversário que começou perigoso no ataque.

Para tentar conter o ímpeto do Santos e do ‘caldeirão’ da Vila Belmiro, o Grêmio também buscou com sucesso cadenciar os passes, além de explorar os contra-ataques.

O jogo ficou muito parelho, com as duas equipes chegando com perigo ao gol do adversário. O Grêmio perdeu uma chance clara com Borges (chutou na rede pelo lado de fora), mas o Santos respondeu com Neymar (Victor fez grande defesa).

Com Ganso pouco inspirado e bem marcado, o Santos teve muitas dificuldades contra o Grêmio. Como o time da Vila Belmiro conseguiu evitar as chances do rival gaúcho, a primeira etapa terminou sem gols.

“Nós sabíamos da maneira que eles iam jogar. Tanto eu quanto meus companheiros erramos muitos passes. Agora é acertar no segundo tempo e fazer os gols”, disse Ganso na saída do intervalo. Segundo o Datafolha, o Santos errou 54 passes durante toda a partida, contra 38 do Grêmio.

Já o atacante Jonas saiu reclamando do suposto pênalti sofrido em lance com o zagueiro Edu Dracena. O jogador teve que trocar a sua camisa, pois ela ficou toda rasgada. “Brincadeira isso. O Dracena me puxou quando eu ia fazer o gol”, declarou.

“Pedi para adiantar a marcação. Quero ver o Santos jogando no campo do adversário e com mais tranquilidade”, disse o técnico santista Dorival Júnior na volta do intervalo. “Temos que manter a postura, pois o jogo está bom para nós. Se não levarmos gols nos 15min iniciais vai ficar mais fácil para a gente”, respondeu o treinador gremista Silas.

Mas os comandados de Dorival aparentemente ouviram melhor as suas instruções do que os de Silas, porque o Santos partiu para cima do Grêmio no segundo tempo e criou uma bela chance de gol com Robinho (Victor espalmou) até achar o seu aos 6min.

Ganso, até então apagado no jogo, caminhou pela esquerda e encheu a bomba, acertando o ângulo de Victor e abrindo o placar para o Santos.

Após o gol do Santos, o Grêmio ficou irritado com as marcações do árbitro Marcelo de Lima Henrique e deu sinais de descontrole. O time da casa, por sua vez, parecia mandar no jogo.

E com outro golaço, o Santos obteve uma vantagem mais confortável na partida. André ligou rapidamente para Robinho, que viu o goleiro Victor adiantado e tocou por cobertura aos 24min.

Mas cinco minutos depois, o Grêmio reagiu: Douglas cobrou falta na cabeça de Jonas. O goleiro Felipe deu rebote e Rafael Marques (em impedimento) marcou, recolocando o time gaúcho na briga pela vaga na final.

Depois do gol do Grêmio, os dois técnicos resolveram mexer. Silas colocou Willian no lugar de Willian Magrão e foi para o ataque. Dorival trocou André por Marcel.

O Santos perdeu outra boa chance de gol em ótima intervenção de Victor. Aos 35min, Neymar cruzou na cabeça de Robinho, que testou a queima-roupa e o goleiro espalmou.

Cinco minutos depois, saiu o gol que confirmou a classificação do Santos. Wesley saiu rapidamente no contra-ataque, fintou Adílson e Victor e tocou de esquerda para o gol vazio. Marcel ainda perdeu um gol feito, mas a classificação era do time da casa, para delírio dos torcedores que chegaram até a gritar olé.




Vídeos: (1) O vídeo que irritou os santistas e (2) a resposta em campo.



Santistas citam fita com provocação gaúcha como motivação e deixam campo esbravejando

Uma fita com uma provocação de um locutor gaúcho foi exibida aos jogadores do Santos minutos antes da semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, na Vila Belmiro. O narrador fez brincadeira com os santistas, e teve o áudio reproduzido em uma edição de imagem elaborada pela comissão técnica alvinegra.

Após a vitória santista por 3 a 1, e a classificação à final da competição nacional, os jogadores santistas deixaram o campo demonstrando rancor com a atitude do locutor.

“Mostram uma porção de imagens, e tinha um narrador falando que íamos aprender a dançar o ‘elimination’. Foi uma postura infeliz, e isso acabou nos motivando. Mas está aí a resposta. Nada contra o Grêmio, que tem grandes jogadores, mas essa pessoa foi infeliz e esqueceu que ainda tinha o jogo aqui da Vila Belmiro ”, disse Robinho, que citou de maneira equivocada o locutor Pedro Ernesto, da “rádio Gaúcha”, de Porto Alegre, como o autor da provocação. Na verdade, a brincadeira foi ao ar na “rádio Bandeirantes” de Porto Alegre, ouça abaixo o áudio:

Além disso, circulou no You Tube um vídeo feito por torcedores do Grêmio. O material diz que o verdadeiro futebol é o praticado pelo tricolor gaúcho. O vídeo alterna gols e faltas duríssimas cometidas pelos jogadores gremistas.

“Fizeram um vídeo menosprezando o nosso time, dizendo que o verdadeiro futebol não é o que nós jogamos, mas a violência deles. Mostramos que o verdadeiro futebol é o nosso, com alegria”, disse Neymar.

“Vocês precisam só ouvir o que o cara falou. Tem que aprender a respeitar o Santos. Foi mexer com a gente e se deu mal”, esbravejou Léo.

Dorival Júnior buscou minimizar o teor da fita. “O que eu vejo é que no futebol o importante é o trabalho de campo. Vídeo, palestras, essas coisas são complementos. Com certeza o Silas também preparou alguma coisa e exibiu para seus jogadores”, comentou Dorival.

As declaração do treinador Silas chamando Neymar de “cai-cai” também foi respondida particularmente pelo atacante alvinegro.

“Todo mundo disse o que quis. O técnico deles (Silas) também falou um monte. Quem fala muito não faz nada”, desabafou Neymar.

O duelo de volta da semifinal começou a esquentar logo após o encerramento do primeiro jogo no estádio Olímpico quando presidente gremista, Duda Kroeff, festejou a vitória de virada por 4 a 3 provocando o adversário. “É de garra, que mostramos para o Brasil inteiro. O Santos agora sabe com quem está lidando. Vamos para lá para ganhar de novo”, disse Duda

“Tem que falar para o presidente do Grêmio que nós sabemos jogar futebol, e respeitar os outros. Menosprezaram e falaram muita besteira com os meninos da Vila. Respondemos dentro de campo”, destacou Paulo Henrique Ganso.

O zagueiro Edu Dracena também se mostrou rancoroso, e aproveitou a vitória santista para se vingar. “Os caras falaram muita coisa antes do jogo. Nós apresentamos o nosso cartão de visita, e agora eles vão voltar eliminados”, provocou Edu Dracena.