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Portuguesa 1 x 3 Santos

Data: 22/02/2015, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 6ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 14.361 pessoas
Renda: R$ 412.350,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (P) e Cicinho (S).
Cartão vermelho: Alex Silva (P)
Gols: Robinho (17-1), Robinho (34-1, de pênalti) e Cicinho (43-1); Jean Mota (44-2).

PORTUGUESA
Rafael Santos; Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Diego (Filipe Souza) e Popó (Jean Mota).
Técnico: Aílton Silva

SANTOS
Vanderlei; Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Renato (Elano), Lucas Otávio e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Ricardo Oliveira e Robinho (Gabriel).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho dá show no Pacaembu e Santos atropela a Portuguesa

O Santos nem se deu conta da Portuguesa neste domingo. Robinho muito menos. Com show à parte do camisa 7, o Peixe bateu a Lusa por 3 a 1 e se isolou ainda mais na liderança de seu grupo no Campeonato Paulista. O já experiente Menino da Vila fez dois e ainda deu uma assistência para Cicinho fazer o terceiro – os três no primeiro tempo. Jean Mota diminuiu no fim do segundo.

O Santos recebe o Linense, no próximo sábado, no Pacaembu, e pode sacramentar a vaga nas quartas de final do Estadual. Enquanto isso, a Portuguesa mede forças com o Bragantino, em Bragança Paulista.

O jogo

O primeiro tempo do clássico paulista no Pacaembu teve um nome: Robinho. Inspirado, o camisa 7 atormentou a defesa lusa pelo lado esquerdo, marcou dois gols e ainda deu uma assistência para Cicinho ampliar. O inferno português começou aos 8 minutos, quando Fabinho Capixaba derrubou Robinho na intermediária e já levou cartão amarelo.

Pouco tempo depois, aos 17 minutos, Vanderlei lançou o camisa 7 em velocidade no ataque, iniciando a jogada do primeiro gol. Robinho dominou, partiu para cima e cortou a marcação sem dificuldades, chutando a bola no ângulo direito do goleiro Rafael Santos. 1 a 0 Peixe.

Inspirado, o atacante voltou a atormentar pelo lado esquerdo aos 31 minutos. Em ótima jogada, invadiu a área, aplicou dois dribles em Alex Silva e sofreu o pênalti quase na linha de fundo. Na cobrança, bola para um lado e goleiro para o outro, em mais um gol do camisa 7.

Quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, lá estava ele de novo para, dessa vez, contemplar um companheiro com o gol. Robinho recebeu na esquerda, e cruzou na medida para Cicinho cabecear da pequena área e marcar o terceiro gol santista. Fim da etapa inicial com show do Menino da Vila.

No 2º tempo a Portuguesa joga com um a menos e Santos administra vitória.

A Portuguesa não acordou do pesadelo no segundo tempo. Logo no início, o técnico Aílton Silva decidiu recuar o time, tirando dois homens de frente e colocando defensores. Decisão que lhe foi de grande ajuda já que, poucos minutos depois, o zagueiro Alex Silva foi expulso por parar um ataque santista.

E o Santos só não ampliou aos 18 minutos porque a trave não deixou. Ricardo Oliveira recebeu belo lançamento, dominou na entrada da grande área e tentou surpreender o goleiro tocando por cobertura. A bola saiu rente à trave esquerda.

Daí em diante, o Santos apenas administrou a vantagem que conquistou no primeiro tempo e fez a alegria dos mais de 14 mil torcedores presentes no estádio em São Paulo. No fim, Jean Mota ainda descontou para a Lusa, com chute de dentro da grande área. Nada que atrapalhasse a festa alvinegra.

Bastidores – Santos TV:

Robinho quebra jejum e ultrapassa Chulapa na artilharia santista

O show de Robinho no Pacaembu, na tarde desde domingo, não só quebrou um jejum de três meses do camisa 7, mas também o colocou à frente de Serginho Chulapa na lista de maiores artilheiros do Santos. O Peixe mediu forças com a Portuguesa e venceu por 3 a 0, com dois do agora experiente Menino da Vila e um de Cicinho, com sua assistência.

A última vez que balançou as redes pelo Alvinegro foi em 19 de novembro do ano passado, no empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, longe da Vila Belmiro. De lá para cá, o Santos teve mais três compromissos no Brasileirão e cinco jogos no Paulistão 2015. Nenhum desse com gol de Robinho, que chegou à marca de 103 em 2014.

Com os dois marcados no Pacaembu, neste sábado, ele chegou aos 105 gols e ultrapassou Serginho Chulapa, com 104 na história santista. Robinho também aparece à frente de João Paulo e igualado em Del Vechio. Álvaro tem 106 e o craque Neymar 138 – o maior artilheiro na Era Pós-Pelé.

“É sempre bom poder ajudar. Tocamos bem a bola e soubemos aproveitar as chances. Gosto de ajudar”, disse Robinho ao Premiere durante a partida.

Enderson valoriza ‘casa na Capital’ e exalta “inteligência” de Robinho

O técnico Enderson Moreira saiu do Pacaembu no último domingo, em São Paulo, muito satisfeito com a atuação do Santos. A vitória do Peixe sobre a Lusa evidenciou a liderança de Robinho dentro de campo, além de ser o capitão da equipe, participou de todos os gols – fez dois e deu assistência para Cicinho fazer o terceiro. Em entrevista coletiva, o comandante fez questão de enaltecer a “inteligência tática” do camisa 7 e garantiu que o estádio na Capital é como uma segunda casa para os alvinegros.

“O Robinho é a nossa referência técnica. É o jogador com mais recursos deste elenco. Ele cresceu em alguns aspectos, que, às vezes, podem passar despercebidos pelos torcedores e por alguns jornalistas, mas que são importantíssimos para o time. O comprometimento tático, a inteligência, a maneira que ele busca os espaços é um grande diferencial dele, e ele foi coroado com os gols. A gente se sente muito em casa no Pacaembu. A Vila nos empurra muito, mas aqui não é diferente. O torcedor grita o tempo todo, incentiva o tempo todo, mostra sua satisfação de ver o time correndo se empenhando”, comemorou.

Ricardo Oliveira minimiza falta de gols: “Coletivo tem que prevalecer”

Os três jogos sem gol incomodam, mas não tiram a alegria de Ricardo Oliveira. Depois da vitória sobre a Portuguesa neste domingo, no Pacaembu, o camisa 9 santista garantiu que o importante é o coletivo ir bem e que seguirá trabalhando para ajudar os companheiros dentro de campo, com ou sem tentos. Seu último gol foi no dia 8 de fevereiro, na vitória contra o RB Brasil.

“Não acho que a bola não esteja chegando. Eu sempre procuro dentro dos jogos fazer gols. Mas também sempre enfatizo uma coisa: o coletivo tem que prevalecer sobre o individual. Estou feliz pelo coletivo. Não estou satisfeito comigo, estou há uns três ou quadro jogos sem fazer gol, mas alegre por ajudar com movimentação, abrindo espaço para os meus companheiros e tentando algumas jogadas de gol”, disse ao Premiere.

Nos últimos dias, o centroavante ganhou a concorrência de Gabriel, que retornou à Baixada Santista após longo período com a Seleção Brasileira Sub-20. O camisa 10, no entanto, não necessariamente roubará a posição do veterano, já que o técnico Enderson Moreira afirmou que também pode utilizá-lo pelas pontas, na posição de Geuvânio ou, eventualmente, de Robinho.

Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 19/11/2014, quarta-feira, 19h30.
Competiçao: Campeonato Brasileiro – 35ª rodada
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Árbitro: Arnoldo Vasconcelos Figarela (RO-CBF-2)
Auxiliares: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO-ESP-1) e Janette Mara Arcanjo (MG-FIFA)
Cartões amarelos : Cleberson e Sueliton (A); Alan Santos (S).
Gols: Robinho (27-1) e Cleberson (05-2).

ATLÉTICO-PR
Weverton; Sueliton (Mário Sérgio), Gustavo, Cleberson e Lucas Olaza; Deivid (Hernani), Paulinho Dias, Bady; Cléo, Dellatorre (Douglas Coutinho) e Marcelo.
Técnico: Claudinei Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Neto, Edu Dracena e Caju; Alison, Arouca, Lucas Lima e Souza (Alan Santos); Robinho e Leandro Damião (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Atlético-PR e Santos empatam jogo de pouca pretensão em Curitiba

Cleberson e Robinho marcaram na partida que terminou 1 a 1, na noite desta quarta-feira, na Arena da Baixada

Atlético Paranaense e Santos começaram a rodada distantes tento do G4 quanto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Terminarão do mesmo jeito. O empate em 1 a 1 na Arena da Baixada, sem emoção, mostrou duas equipes medianas que o máximo que conseguiriam era ficar mesmo no meio da tabla de classificação. Com o resultado, os dois times chegaram aos 47 pontos, com campanhas semelhantes, mas pequena vantagem no número de gols marcados pelos paulistas.

O Peixe demorou a entrar no jogo, mas quando o fez abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo, com Robinho, que chutou da entrada da área ara balançar as redes. Depois do intervalo, os cinco minutos, Cleberson aproveitou escanteio e testou firme para deixar tudo igual.

O jogo

O Furacão entrou em campo com duas mudanças, as entrada de Lucas Olaza e Delatorre, já dentro do projeto do técnico Claudinei oliveira de fazer observações pra 2015. Com a bola rolando, as equipes tentavam explorar as laterais, mas encontravam as marcações bem posicionadas. Aos seis minutos, Marcelo arriscou de longe e a bola foi pela linha de fundo, com algum perigo.

Os donos da casa tinham maior volume de jogo. Aos 10 minutos, Cléo subiu mais do que a zaga e testou para fora. Aos 11 minutos, Dellatorre recebeu na área, tentou o chute e carimbou a defesa. O Peixe mostrava muita dificuldade para sair da defesa. Aos 23 minutos, Bady cobrou escanteio e Cleberson desviou para boa defesa de Aranha. Os paulistas acordaram e, aos 25 minutos, Robinho levantou e Cicinho apareceu para tocar para fora.

O castigo chegou para o time o rubro-negro aos 27 minutos, Robinho recebeu lançamento e, no quicar da bola, arrematou no cantinho para balançar as redes e abrir o placar. Aos 34 minutos, Souza cobrou falta e Weverton deixou a meta para dividir com a defesa e afastar a bola. Mais Santos no ataque, aos 40 minutos, com Cicinho, que chutou rasteiro, cruzado, e errou o alvo.

Para a segunda etapa, o Atlético voltou com Hernani no lugar de Deivid. Aos quatro minutos, Hernani lançou Marcelo, Caju se atrapalhou, mas conseguiu se recuperar e recuar para Aranha. Mas, no lance seguinte, Bady cobrou escanteio e Cleberson subiu para cabecear firme e deixar tudo igual. Souza tentou responder aos 10 minutos, em cobrança de falta à esquerda de Weverton.

O jogo era muito truncado, sem emoções, refletindo bem a campanha dos dois times no Brasileirão. Arouca e Lucas Lima trocaram bola na entrada da área, e o meia santista arrematou por cima da meta, aos 16 minutos. Nova aposta de Claudinei Oliveira, Douglas Coutinho fez sua primeira jogada aos 21 minutos, cruzando nas mãos de Aranha.

As equipes pareciam desinteressadas, sem criar nada substancial. Aos 29 minutos, Lucas Lima chutou da entrada da área, mas pegou totalmente torto na bola. O troco veio aos 35 minutos, com Mário Sérgio que recebeu ótimo lançamento, mas não alcançou a bola. Hernani teve a grande chance de garantir a vitória rubro-negra, aos 40 minutos, mas o chute, que ainda teve desvio pelo caminho, bateu na trave. Igualdade dentro de campo que se repete na classificação. Nas arquibancadas, o torcedor atleticano não engoliu bem o resultado e protestou.


Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Flamengo 0 x 1 Santos

Data: 04/10/2014, sábado, 16h20.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 37.204 pagantes
Renda: R$ 1.340.195,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).
Cartões amarelos : Cáceres, Gabriel e Canteros (F); Vladimir e Alison (S).
Gol: Robinho (23-1).

FLAMENGO
Paulo Victor; Leonardo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Victor Cáceres (Luiz Antônio), Márcio Araújo, Héctor Canteros (Elton) e Everton; Gabriel (Eduardo da Silva) e Alecsandro.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Vladimir; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho (Neto), Geuvânio (Patito Rodríguez) e Gabriel (Rildo).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho repete feito no Maracanã, homenageia Pelé e faz Santos bater o Fla

Em bela jogada de Geuvânio, Rei da Pedalada marcou o gol da vitória santista por 1 a 0, e ofuscou a partida comemorativa para Léo Moura. Lateral chegou a 500 jogos com o Flamengo

O Flamengo teve mais uma chance de se afastar da zona de rebaixamento e sair da tão falada “confusão” de Vanderlei Luxemburgo, mas não teve sucesso. Mesmo diante de mais de 40 mil torcedores no Maracanã, a equipe rubro-negra, que jogou melhor, foi surpreendida pelo talento individual do Santos. Ainda no primeiro tempo, Geuvânio fez jogada individual e Robinho apareceu para garantir a vitória em 1 a 0.

Com o resultado, o Flamengo permanece na 12ª colocação, e com 31 pontos, e, com os compromissos deste sábado, fica apenas a quatro do primeiro time que figura na zona de rebaixamento. Na próxima quarta-feira, o time carioca tenta se recuperar diante do Figueirense, às 22 horas (de Brasília), no Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

O Santos, por sua vez, permanece na nona posição, mas volta a se aproximar da zona de classificação para a Libertadores. Com 39 pontos, o time da Vila Belmiro está a quatro do quarto colocado.

O jogo

Para atender aos pedidos de Vanderlei Luxemburgo e “sair da confusão”, o Flamengo precisa vencer neste sábado. Desta forma, diante de sua torcida, que mais uma vez compareceu em bom número ao Maracanã, o time carioca tentou ditar o ritmo de jogo desde os primeiros minutos. Abusando das jogadas pelas laterais, dominava o Santos, que, por sua vez, esperava o erro do adversário para contra-atacar.

A dobradinha entre Everton e João Paulo no lado esquerdo dava trabalho para Cicinho, que precisava da ajuda de um dos três volantes santistas para evitar o pior. Do outro lado, Márcio Araújo se apresentava para ajudar Léo Moura, mostrando que as jogadas pelas pontas seriam as escolhidas para o Flamengo levar perigo. Faltava, porém, alguém para finalizar esses lances no meio da área.

O time rubro-negro não encontrava dificuldade para levantar a bola, envolvia a defesa do Santos e abria a marcação ao forçar as jogadas pelas laterais. No momento da definição, no entanto, o centroavante Alecsandro não conseguia finalizar o lance. O atacante até contava com a ajuda de elementos surpresas, como Gabriel e Márcio Araújo, mas a defesa alvinegra mostrava segurança.

Com três volantes no meio de campo, o Santos deixava sua proposta em evidência. O time da Vila esperava a bola ideal para surpreender, e ela apareceu aos 23 minutos. A lateral, que parecia solução, se tornou problema para o Flamengo na marcação. Geuvânio mostrou categoria para se livrar de João Paulo, invadiu a área pela direita e rolou para Robinho aparecer livre e abrir o placar no Maracanã.

O Flamengo sentiu o gol. João Paulo, que estava bem até aquele momento, passou a ser vaiado pela torcida por causa da falha de marcação no momento do gol. As jogadas no ataque também não foram construídas com a mesma intensidade, e o Santos quase ampliou em suas descidas velozes. Neste cenário, o primeiro tempo chegou ao seu fim com a vitória parcial da equipe visitante.

O segundo tempo demorou a começar, já que o Santos, que iniciou a partida com uniforme alvinegro, foi obrigado a voltar todo de branco. Com a bola rolando, não foi apenas a camisa do time visitante que mudou. Ciente da necessidade do resultado, o Flamengo passou a ter mais presença no campo de ataque, apesar de não mudar a sua estratégia, abusando das trocas de passes pelas laterais.

Mesmo com uma estratégia previsível, o Flamengo ainda conseguiu levar perigo. João Paulo encontrou Léo Moura com espaço pela direita, o capitão não desapontou e cruzou na medida para Gabriel, mas o atacante, mesmo com espaço, desviou direto pela linha de fundo. O Santos, por sua vez, demorou a atacar, mas quando invadiu a área, viu Geuvânio ser derrubado, e o árbitro não marcou pênalti.

Sem conseguir manter o ímpeto ofensivo, o Flamengo ainda ganhou um problema com a contusão de Cáceres, e Luiz Antônio foi acionado por Luxemburgo. O treinador ainda poderia ter deixada sua equipe mais ofensiva, mas escolheu colocar Eduardo da Silva no lugar de Gabriel. Do outro lado, o Gabriel santista também deixou o jogo para a entrada do veloz atacante Rildo.

Apesar das mudanças feitas, as jogadas de perigo continuaram raras. As melhores chances do Flamengo surgiram em bola parada. Chicão cobrou falta na entrada da área, encobriu a barreira e viu Vladimir se esticar para mandar à linha de fundo. Na cobrança do escanteio, a zaga do Santos afastou mal, João Pedro emendou o chute de longe e a bola passou muito perto do travessão.

O lance animou a torcida do Flamengo, que viu Luxemburgo deixar sua equipe ainda mais ofensiva. O treinador chamou o centroavante Elton, apostou em dois jogadores de área e sacou o meia Canteros. A mudança, porém, não surtiu efeito. O time rubro-negro seguiu no campo de ataque, rondando a área santista, mas não encontrou espaços para finalizar. O Santos garantia a vitória fora de casa.

Mesmo com pressão no segundo tempo, Robinho aprova atuação do Santos no Maraca

Robinho sempre parece estar à vontade quando atua no Maracanã. Nesta segunda-feira, o craque do Santos teve duas oportunidades para comprovar esta tese e não desapontou o torcedor. Depois de marcar dois na vitória sobre o Botafogo, pela Copa do Brasil, na quarta-feira, marcou o único gol do triunfo santista diante do Flamengo, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro.

Se o confronto na quarta foi até mais tranquilo, já que o Santos envolveu o time botafoguense, e, apesar das falhas defensivas e da desatenção no ataque, venceu por 3 a 2, o embate contra o Flamengo na tarde deste sábado teve outro panorama. Com maior posse de bola, o time carioca teve maior volume do jogo ao longo dos 90 minutos, mas teve dificuldades para finalizar.

O domínio rubro-negro, no entanto, foi relevado pelo craque santista. De acordo com Robinho, o Santos foi melhor, já que aproveitou os seus poucos momentos de perigo no ataque, e mereceu sair com a vitória. Além disso, após três gols em menos de uma semana, o atacante não escondeu sua admiração pelo Maracanã, alegando que sempre te uma motivação a mais por atuar no estádio.

“Temos de ficar felizes com nossa atuação. Esse é um estádio antológico. Sempre sonhei em jogar no Maracanã, estádio maravilhoso, onde passaram grandes craques, me motivo bastante para jogar aqui. Nós merecemos a vitória. Um jogo muito difícil, já que a torcida do Flamengo apoia muito, mas garantimos os três pontos, que era o que a gente queria”, avaliou Robinho.

A vitória pode significar o embalo que o Santos precisava para a sequência na temporada. O time da Vila ficou em situação confortável na Copa do Brasil, muito perto das semifinais, e também se aproximou da briga por uma vaga na Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. Com 39 pontos somados, o Alvinegro termina a rodada no máximo a cinco pontos do G4.

Técnico do Santos valoriza vitória fora de casa e elogia competência do grupo

O Santos não fez uma grande partida, mas ainda assim conseguiu garantir uma importante vitória no Campeonato Brasileiro. Sem vencer fora de casa desde a oitava rodada da competição, o time da Vila Belmiro visitou o Flamengo neste sábado, se deparou com um Maracanã tomado pela torcida adversário, mas conseguiu quebrar o tabu e garantiu o triunfo por 1 a 0. A vitória foi valorizada.

Na entrevista coletiva após o confronto, o treinador Enderson Moreira tratou o resultado como extremamente importante. Além de voltar a vencer longe da Vila Belmiro, o comandante também ressaltou a postura defensiva de sua equipe, que suportou a pressão flamenguista na maior parte do tempo.

“É extremamente importante essa vitória, principalmente pela qualidade dos atletas. É um time naturalmente muito solto, que a gente tenha a consciência de saber defender bem. Filtramos bem as ações do Flamengo. Jogos como esse são decididos em um lance, e nossa equipe foi competente”, analisou Enderson.

Mesmo quando inaugurou o marcador, ainda aos 23 minutos do primeiro tempo, o Santos via o Flamengo dominar a partida, manter a bola no campo de ataque e apresentar maior volume de jogo. O time carioca, no entanto, tinha dificuldades para chegar ao gol, enquanto os visitantes aproveitaram a chance que teve para balançar as redes e definir a vitória.

Apesar de ter garantido o resultado positivo, o treinador preferiu conter a euforia, alegando que esta vitória terá o seu real valor em caso de triunfo também na próxima rodada. “A gente tem de pegar uma sequência de bons resultados. Foi muito importante essa vitória, mas só terá um grande valor se conseguirmos também uma vitória sobre o Bahia”, completou o comandante.


Botafogo 2 x 3 Santos

Data: 01/10/2014, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de ida
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 8.714 presentes (7.740 pagantes)
Renda: R$ 173.745,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Junior Cesar, Dankler e Bolívar (B); David Braz, Geuvânio e Robinho (S).
Cartão vermelho : Robinho (S).
Gols: Robinho (24-1), Gabriel (25-1), Robinho (29-1) e Geuvânio (43-1); Zeballos (11-2).

BOTAFOGO
Jefferson (Andrey); Dankler, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar; Aírton (Bolatti), Gabriel, Cachito Ramirez e Wallyson; Rogério e Emerson Sheik (Zeballos).
Técnico: Vagner Mancini

SANTOS
Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Mena (Caju); Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio (Alan Santos), Robinho e Leandro Damião (Patito Rodriguez).
Técnico: Enderson Moreira



Robinho é expulso, mas faz dois e Santos bate o Botafogo no Rio

Atacante comandou a vitória por 3 a 2, no Maracanã, pela Copa do Brasil. Time carioca perdeu Jefferson e Sheik, lesionados

O Santos largou na frente por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Em partida disputada na noite desta quarta-feira, no Maracanã, a equipe de Vila Belmiro derrotou o Botafogo por 3 a 2 e só precisa de um empate no jogo da volta para garantir a passagem à próxima fase da competição. Os gols dos visitantes foram marcados por Robinho, duas vezes, e Geuvânio. Gabriel e Zeballos descontaram.

Após o resultado no Rio de Janeiro, o Peixe pode até perder, desde que o time carioca não marque mais de três gols. Para se classificar, o Botafogo precisa de uma vitória por dois gols de diferença.

O resultado fez justiça ao melhor desempenho da equipe paulista. O Santos foi sempre mais objetivo durante os 90 minutos, Robinho foi expulso no fim do jogo, por simulação. Além da derrota, o Botafogo ainda perdeu o goleiro Jéfferson e o atacante Emerson Sheik, ambos lesionados.

O jogo:

Diante de um público muito pequeno, o Botafogo começou a partida no ataque. Logo aos dois minutos, Wallyson cobrou falta, a zaga santista afastou mal e Ramirez apanhou o rebote, mas tentou driblar e acabou perdendo a oportunidade de concluir.

A equipe carioca mostrava maior disposição ofensiva,mas não encontrava espaços na defesa santista. Aos oito minutos, Emerson Sheik se deslocou pela direita e cruzou para Rogério, mas David Braz se antecipou e cortou o lançamento.

Muito retraída, a equipe visitante criou o primeiro momento de perigo aos 17 minutos, quando o lateral-esquerdo Mena foi lançado e invadiu a área, mas André Bahia conseguiu fazer o corte. Dois minutos depois, os atacantes do Alvinegro carioca trocaram passes em velocidade, mas a conclusão de Wallyson explodiu na zaga santista, para frustração da torcida.

Aos 24 minutos, o Santos marcou o primeiro gol. Gabriel recebeu de Jéfferson, na defesa, mas foi desarmado por Robinho. O atacante do Peixe entrou na área e tocou na saída do goleiro botafoguense.

Um minuto depois, a equipe carioca empatou. Gabriel, que havia falhado no gol santista, bateu colocado da entrada da área, sem chances de defesa para Vladimir. O jogo ficou mais aberto e, aos 29, Robinho voltou a marcar, depois de tabelar com Cicinho e chutar rasteiro.

Desnorteado, o Botafogo passou a encontrar dificuldades para se organizar e quase sofreu o terceiro gol, aos 39 minutos, quando Geuvânio chutou forte e Jéfferson defendeu parcialmente, Robinho apanhou o rebote, mas o árbitro marcou impedimento do atacante.

Para piorar as coisas para o time dirigido por Vagner Mancini, Emerson Sheik sofreu uma lesão muscular e precisou ser substituído. E a torcida protestou quando Mancini chamou o paraguaio Zeballos para entrar em campo.

Aos 43 minutos, o Santos marcou o terceiro gol. Geuvânio arriscou de fora da área e Jéfferson falhou ao tentar a defesa, permitindo que a bola entrasse no no canto esquerdo. Logo depois de sofrer o tento, o goleiro Jéfferson pediu substituição e Andrey entrou em seu lugar. O goleiro sofreu uma luxação no dedo mínimo da mão esquerda.

O Botafogo voltou para o segundo tempo mais agressivo, e aos 11 minutos marcou o segundo gol. Dankler cruzou da direita e Zeballos se antecipou à marcação para colocar a bola nas redes de Vladimir.

Depois do segundo gol da equipe carioca, a partida fcou mais truncada, com as duas equipes cometendo muitas faltas. Por volta dos 20 minutos, os dois treinadores mexeram em suas equipes, mas o panorama do jogo não se modificou, apesar da postura mais agressiva do Botafogo. O Santos parecia mais preocupado em manter a vantagem e se concentrava na defesa, tentando se aproveitar do desespero da equipe carioca.

Aos 36 minutos foi a vez de Lucas Lima fazer uma boa jogada individual e chutar com perigo. Aos 40 minutos, Robinho foi expulso. O árbitro entendeu que o atacante tentou simular uma falta e aplicou o segundo cartão amarelo.

Aos 44 minutos, Lucas Lima fez ótima jogada e lançou Alan Santos, que desperdiçou a chance quando estava livre para marcar, uma vez que o goleiro Andrey estava fora da jogada. O Santos ainda voltou a desperdiçar uma oportunidade, agora com Lucas Lima, antes de o árbitro decretar o fim da partida.

Para técnico do Santos, Copa do Brasil só será priorizada em último caso

Após a vitória sobre o Botafogo, treinador diz que o time vai continuar lutando no Brasileirão “enquanto tiver possibilidades”

O Santos está em oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, a sete pontos da zona de classificação à Libertadores de 2015. Distância insuficiente para fazer o técnico Enderson Moreira colocar a competição em segundo plano e priorizar a Copa do Brasil. Nem mesmo depois da vitória por 3 a 2 sobre o Botafogo nesta quarta , que deixou a equipe mais perto da semifinal.

“Eu não trabalho com essa perspectiva, a não ser que a gente chegue em um momento no Campeonato Brasileiro que, matematicamente, não tenha chance nem de rebaixamento nem de chegar ao G4. Aí sim. Mas, enquanto tiver possibilidades, a gente tem sempre que buscar essas vitórias, essa sequência no Brasileiro. Se a gente pega uma sequencia, a gente vai encostar”, disse o treinador do Santos.

Na última rodada do Brasileirão, Enderson chegou a poupar alguns jogadores, mas negou que tenha optado uma escalação alternativa pensando na Copa do Brasil. “Isso não faz parte da minha conduta, não tem essa prioridade. O que me impede de escalar é que os atletas não estavam em condições ideias. Um atleta pode ficar fora por questões psicológicas, clínicas e físicas”, explicou, na ocasião.

Embora a vantagem do Santos seja considerável, já que avança às semifinais da Copa do Brasil com qualquer empate ou até mesmo perdendo por 1 a 0 ou 2 a 1, em plena Vila Belmiro, o comandante não quer saber de euforia exagerada no elenco.

“Nosso foco, no dia 16, vai ser um jogo extremamente difícil contra o Botafogo, porque se nós fizemos 3 a 2 aqui (no Maracanã), eles são capazes de fazer lá”, avisou.