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Santos 3 x 0 Chapecoense

Data: 03/07/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.322 torcedores
Renda: R$ 296.600,00
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Copete (S) e Josimar (C).
Gols: Rodrigão (17-2), Copete (19-2) e Yuri (40-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato (Yuri), Thiago Maia, Vitor Bueno (Copete) e Lucas Lima; Gabriel (Joel) e Rodrigão.
Técnico: Dorival Junior

CHAPECOENSE
Marcelo Boeck; Cláudio Winck, Rafael Lima (Demerson), Thiego e Sérgio Manoel; Josimar (Lucas Gomes), Gil e Cleber Santana; Silvinho (Artur Maia), Bruno Rangel e Ananias.
Técnico: Caio Junior



Copete entra para definir a partida e ajuda a recolocar o Santos no G4

Até os 12 minutos do segundo tempo, o Santos fazia uma má exibição e encontrava muita dificuldade para chegar ao ataque. Sem inspiração e preso na eficiente marcação da Chapecoense, o Peixe se via sem alternativas. Mas, a partir daquele instante, com a entrada de Jonathan Copete, no lugar de Vitor Bueno, o panorama da partida mudou completamente. Com duas assistências e um gol, o colombiano foi o destaque da vitória santista por 3 a 0, na tarde de hoje, na Vila Belmiro.

Rodrigão, após passe de Copete, aos 17, o próprio colombiano, aos 19, e Yuri, em novo passe de Copete, aos 40, definiram mais um triunfo santista no Brasileirão – o quinto como mandante e ratificando o bom desempenho defensivo, com somente dois gols sofridos em casa em seis jogos.

A vitória recoloca o Peixe no G4, com 22 pontos, três atrás de Palmeiras e Corinthians, que dividem a liderança da competição. Já a Chapecoense caiu para a décima primeira posição, com 19 pontos.

O jogo

Como já era de se esperar, o Santos começou a partida sendo o dono das ações de ataque. Com mais posse de bola, o Peixe procurava encontrar espaços na defesa adversária.

Durante quase todo o primeiro tempo o cenário foi o mesmo: o Santos rodava bem a bola no campo de ataque mas parava na marcação da Chapecoense.

O Santos encontrava bastante dificuldades em penetrar na defesa adversária e produzia muito pouco ofensivamente, sem nenhuma finalização.

Somente aos 40, em mais uma tímida chegada no ataque, Rodrigão escorou por cima do gol de Marcelo Boeck. Dois minutos depois, Vitor Bueno também tentou chegar de cabeça, mas com pouca força, naquela que foi apenas a terceira e última oportunidade santista no primeiro tempo.

No segundo tempo, sem brilhar no ataque e com sucessivos erros de Gabriel, em tarde pouco inspirada, o técnico Dorival Júnior procurou a mudança. Mas não foi o camisa 10 que deixou a equipe. Coube a Vitor Bueno ser substituído pelo colombiano Copete, aos 12 minutos.

E foi justamente através dele que surgiu o gol santista. Pela esquerda, o colombiano deu o passe atrás de Rodrigão, na marca do pênalti. Mesmo assim, o atacante conseguiu se ajeitar e finalizar no canto direito de Marcelo Boeck, para abrir o placar.

E Copete mudou realmente a história da partida. Aos 19, após cobrança de Lucas Lima pela direita, Renato desviou de cabeça na primeira trave e Copete aproveitou para cutucar com a ponta da chuteira para o gol catarinense.

Os dois gols desestruturaram completamente o bom posicionamento defensivo da Chapecoense, que passou a ser amplamente dominada

Daí em diante, o Santos teve calma para chegar ao ataque e em nova descida Copete deu o passe para que Yuri, que substituiu Renato poucos minutos atrás, acertou um belo chute de fora da área, aos 40, e sacramentou a vitória do Peixe.

Bastidores – Santos TV:

Decisivo na Vila Belmiro, atacante colombiano adota discurso humilde

Provavelmente, nem o mais otimista dos santistas imaginava um começo tão intenso de Jonathan Copete na Vila Belmiro. Afinal, o colombiano foi negociado pelo Atlético Nacional de Medellín com o Peixe às vésperas de uma disputa de uma semifinal da Copa Libertadores, dando a entender que o jogador não seria uma peça tão útil na competição sul-americana.

No Peixe, porém, Copete dá mostras de ser justamente o contrário. Eficiente ao extremo, o colombiano de 28 anos estreou na última quarta-feira, diante do Grêmio, em Porto Alegre. Na ocasião, saiu do banco de reservas para marcar um gol e fazer uma assistência.

Hoje, contra a Chapecoense, ele novamente teve participação efetiva ao balançar as redes em mais uma ocasião e dar os passes para dois gols de sua equipe.

Dizer que o colombiano já caiu nas graças da torcida santista pode parecer um exagero, mas os gritos de “Copete! Copete!” já puderam ser ouvidos nas arquibancadas mesmo antes do final da partida deste domingo.

Até mesmo o técnico Dorival Júnior reconhece o ótimo momento vivido pela recente contratação santista. “O Copete entrou bem, está se adaptando mais rápido do que imaginávamos”, afirmou o treinador.

O bom início já coloca Copete como uma real alternativa para atuar entre os titulares no ataque do Peixe. O colombiano, porém, prefere adotar o discurso cauteloso. “Estou trabalhando bem e estou preparado para ajudar a equipe sempre que o treinador precisar. Agradeço pela oportunidade de estar aqui. Estou contente com esse começo”, disse o atacante.

Apesar de vitória, Dorival critica postura santista no primeiro tempo

O torcedor mais desavisado, que apenas tomou conhecimento da vitória santista por 3 a 0 sobre a Chapecoense, pode ter dado uma olhada no placar e ter tido a certeza de que foi uma vitória fácil para o Santos. Porém quem estava presente na Vila Belmiro, sabe que o triunfo santista foi construído após a equipe ter realizado um primeiro tempo sem qualquer inspiração.

No intervalo, surgiram até algumas vaias das arquibancadas, tamanha era a apatia da equipe, que não finalizou nenhuma vez no gol catarinense.

Preso na marcação do adversário e sem criatividade para furar os defensores, o Peixe só chegou ao gol do goleiro Marcelo Boeck em três tímidas cabeçadas, sem qualquer perigo.

Assim como os torcedores santistas, o técnico Dorival Júnior se incomodou com a fraca exibição. “Faltou passe final, definição, conclusão a gol, mas em razão de não conseguirmos o volume desejado. Pouco fizemos na primeira etapa. Na segunda etapa criamos com mais intensidade, foi diferente”, avaliou.

As coisas mudaram apenas a partir dos 12 minutos do segundo tempo, quando o treinador promoveu a entrada de Jonathan Copete no lugar de Vitor Bueno. Dorival, porém, fez questão de destacar que todo o time realizava uma partida abaixo da média. “Não foi só o Vitor. Eu poderia fechar os olhos e tirar qualquer jogador do meio que conseguiríamos melhorar”, explicou.

Em que pese o fraco primeiro tempo, o comandante santista projeta uma maior regularidade nas atuações a partir de agora. “O campeonato está no início, tivemos dificuldade no começo. Agora temos que manter a equipe e tentar repetir o que estamos apresentando. O G4 não é obsessão. O importante é estar lá em cima, próximo”, afirma.

Recém-chegados têm rápida adaptação e dão conta do recado

O final de temporada melancólico em 2015, além de ter deixado o Santos fora da zona de classificação para a Copa Libertadores deste ano, via Campeonato Brasileiro, foi ainda mais frustrante pela perda do título da Copa do Brasil, diante do rival Palmeiras.

Um dos motivos apontados por muitos torcedores santistas naquela ocasião foi o de que o Peixe carecia de um bom banco de reservas. Prova para esse argumento era que, em que pese o fato de o time titular corresponder, assim que algum jogador tinha que deixar a equipe, o reserva na maioria das vezes não o substituía a altura.

O Campeonato Brasileiro deste ano, porém, tem demonstrado o contrário, principalmente em relação às últimas três aquisições do clube que entraram em campo recentemente: os atacantes Rodrigão e Copete e o volante Yuri.

“Não esperava essa rápida adaptação, de maneira direta. Esses jogadores têm acrescentado muito ao nosso grupo”, elogiou o técnico Dorival Júnior, logo após a vitória santista por 3 a 0 sobre a Chapecoense, na tarde do último domingo.

O trio de recém-chegados correspondeu logo de cara. Rodrigão, de 22 anos, chegou com fama de goleador após ser contratado junto o Campinense, da Paraíba, mas havia muita desconfiança em relação ao jogador por nunca ter atuado em um grande clube.

Os três gols nos quatro primeiros jogos com a camisa do Santos, no entanto, ratificaram a fama de oportunista do atleta de 1,86 metro. “Agradeço pelo gol e pela estreia na Vila [diante da Chapecoense]. Temos que manter a pegada e manter o pé no chão.”, disse o atacante.

Vice-campeão paulista pelo Audax, Yuri foi um dos muitos jogadores que deixou o clube da Grande São Paulo após o término do estadual. No Santos, ele estava consciente de que seria uma opção do banco de reservas diante da titularidade incontestável da dupla de volantes Renato e Thiago Maia.

Porém, bastaram duas partidas para que o jogador já mostrasse que pode atuar entre os titulares sem qualquer problema. O golaço contra a Chapecoense, em um chute de fora da área, foi a prova disso. “Tem acontecido coisas inexplicáveis na minha vida. Estar no Santos, fazer gol, colocar o time no G4. Quero continuar assim agora. Estou preparado e à disposição do Dorival”, enfatiza o jogador.

Mas o caso mais emblemático da boa fase dos recém-contratados é, sem sombra de dúvidas, o atacante Jonathan Copete. Praticamente descartado de seu antigo clube, o Atlético Nacional de Medellín, da Colômbia, o jogador foi negociado com o Santos às vésperas da disputa da semifinal da Copa Libertadores, dando mostras de que o jogador teria pouca utilidade na fase decisiva da competição sul-americana.

Na Vila Belmiro, porém, o colombiano teve um início fulminante: dois jogos saindo da reserva, com dois gols e três assistências. “Aqui no Brasil o futebol é intenso, de uma maneira particular”, exaltou Copete, que chegou a ouvir seu nome ser entoado por boa parte da torcida que estava na arquibancada, na última partida.

Satisfeito com o desempenho do trio, Dorival encontra uma explicação para a rápida adaptação dos jogadores. “Tem um dado importante: todos eles vinham em ritmo de jogo, eram titulares em suas equipes. Com isso eles chegam adiantados”, argumenta o treinador que certamente utilizará as novas aquisições no período das Olimpíadas, quando Thiago Maia e Gabriel estarão na Seleção Brasileira.

Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 26/06/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.740 pagantes (24.840 presentes)
Renda: R$ 862.720,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel e Lucas Lima (S); Calleri, Hudson e Lugano (SP).
Cartão vermelho: Lugano (SP)
Gols: Vitor Bueno (01-1), Rodrigão (38-1) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel).
Técnico: Edgardo Bauza



Santos dá lição em mistão do Tricolor e entra no G4 do Brasileiro

O Santos aproveitou os desfalques do São Paulo e venceu por 3 a 0 o San-São de número 300 da história, na tarde deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem ter a ver com os problemas do rival, o Peixe mostrou mais talento, velocidade e posse de bola. Por isso, conquistou a vitória em seu 500º jogo no gramado municipal, com gols de Vitor Bueno e Rodrigão, ambos feitos no primeiro tempo, e Lucas Lima, em cobrança de falta, nos minutos finais da partida.

De quebra, o time da Baixada chegou aos 19 pontos entrou no G4, assumindo a terceiro lugar da competição, atrás somente de Palmeiras (22) e Internacional (20), mas à frente do Corinthians. O Tricolor, por sua vez, amplia sua série sem vitórias para três jogos e cai da sétima para a décima posição, com 15 pontos.

Já pensando nas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Edgardo Bauza cortou o meia Paulo Henrique Ganso, com fadiga muscular, do chamado “Clássico da Paz” – as duas equipes chegaram no mesmo ônibus ao estádio. A exemplo do camisa 10, o volante Thiago Mendes também foi preservado, enquanto Kelvin esteve fora por lesão na coxa esquerda e o atacante Centurión foi liberado para ir à Argentina visitar sua avó hospitalizada. Por isso, o Patón lançou mãos dos garotos Mateus Caramelo, Artur e Luiz Araújo.

O jogo

O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza triunfo, mas alerta sobre “campeonato traiçoeiro”

Com uma vitória por 3 a 0 sobre São Paulo, o Santos entrou no G4 do Campeonato Brasileiro na noite deste domingo. O técnico Dorival Júnior valorizou o triunfo alcançado no Estádio do Pacaembu, mas alertou que o torneio nacional oferece riscos.

“Fico feliz com a atuação da equipe e pelo bom momento na disputa, mas volto a dizer que o campeonato é traiçoeiro e qualquer mínimo erro pode ser fatal. A oscilação em posições continuará acontecendo. Por isso, todo cuidado é pouco para que mantenhamos nossa colocação e continuemos pressionando os times da frente”, afirmou.

Com Vitor Bueno, o Santos abriu o placar diante do São Paulo já nos primeiros segundos de jogo e aumentou ainda na etapa inicial por meio de Rodrigão. Na metade final, o time praiano fechou o marcador em um golaço de Lucas Lima e não correu riscos.

“Você não constrói um resultado em cima de um time como o São Paulo por acaso. Acho que a equipe foi muito séria, concentrada e compenetrada em busca da vitória. Jogamos dentro das nossas características, com confiança, simplicidade e trabalhando a bola. Ainda assim, o São Paulo teve bons momentos”, disse Dorival Júnior.

Com 22 pontos ganhos, o Palmeiras permanece na liderança do Campeonato Brasileiro, seguindo pelo Internacional, que contabiliza 20 pontos. Após o triunfo sobre o São Paulo, o Santos fica com 19 pontos e toma o terceiro posto, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate.

Na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, o time praiano enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Ainda nos vestiários do Estádio do Pacaembu, o técnico Dorival Júnior já projetou o próximo desafio santista.

“O importante é que o time resgatou a melhor condição e agora temos que olhar daqui para adiante. Foi um bom jogo, um grande resultado e ponto. A partir de hoje, já focamos em cima do Grêmio para tentar fazer o melhor resultado possível em Porto Alegre”, disse o comandante.

“Falou que ia me pegar, mas não deu tempo”, diz Gabriel sobre Lugano

Os últimos minutos da vitória por 3 a 0 do Santos sobre o São Paulo foram movimentados no Estádio do Pacaembu. De acordo com o atacante Gabriel, o zagueiro Lugano, expulso após o terceiro gol do time alvinegro, chegou a ameaçá-lo na tarde deste domingo.

Nos minutos finais, aos gritos de “olé” da torcida santista, Lugano tomou uma caneta de Gabriel, cometeu falta e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Lima marcou o terceiro gol do Santos e, pouco depois, o defensor são-paulino acabou expulso por reclamação pelo árbitro Raphael Claus.

Antes da cobrança da falta, Lugano e Gabriel tiveram uma conversa pouco amistosa. “É que dei uma caneta e ele ficou bem bravo. Eu falei que era do futebol, ele falou que ia me pegar, mas não deu nem tempo”, afirmou o jovem atacante santista à Rádio Globo.

Lucas Lima, autor do gol de falta, também comentou a postura de Lugano. “É normal. Cada um faz o que quer dentro de campo. Eu não pretendo provocar ninguém. É claro que uma hora ou outra escapa alguma coisa, mas é do jogo. Acho que ele ficou mais bravo pelo placar do que pelas provocações”, afirmou meia.

Amplamente superior, o Santos chegou aos 19 pontos e assumiu a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate. Satisfeito pelo triunfo no clássico, Gabriel tratou de comemorar a exibição no Pacaembu.

“Foi uma grande vitória, uma vitória convincente. Na minha opinião, ganhou o melhor time. Sabíamos que tínhamos que marcar bem, porque com a bola no pé conseguiríamos sobressair. Nosso time jogou muito bem. Foi superior em todos os aspectos e precisa continuar assim para seguir forte”, declarou.

Fluminense 2 x 4 Santos

Data: 22/06/2016, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, ES.
Público: 4.721 pagantes (5.310 presentes)
Renda: R$ 177.312,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e Vanderson Antonio Zanotti (ambos do ES).
Cartões amarelos: Giovanni (F); Luiz Felipe (S).
Gols: Marcos Júnior (13-1), Luiz Felipe (27-1), Rodrigão (38-1) e Gabriel (47-1); Gabriel (05-2), Marcos Júnior (20-2).

FLUMINENSE
Diego Cavalieri, Jonathan (Giovanni), Gum, Henrique e Wellington Silva; Pierre (Maranhão), Douglas, Cícero e Gustavo Scarpa; Marcos Júnior (Oswaldo) e Magno Alves.
Técnico: Levir Culpi

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Lucas Lima) e Vitor Bueno (Yuri); Gabriel e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Junior



Peixe goleia o Flu, quebra marca de 2015 e cola no G4 do Brasileirão

O Santos precisou de dez rodadas para superar a marca do ano passado e alcançar a segunda vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro. Se em 2015 o alvinegro era o visitante que todos os adversários queriam, na atual temporada o Peixe promete fazer diferente. E, nesta quarta, os três pontos vieram em grande estilo, com direito a virada e goleada em cima do Fluminense, que sem o Maracanã e o estádio Nilton Santos, antigo Engenhão, mandou o jogo no Kleber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo.

Marcos Júnior abriu o placar no primeiro tempo, mas Rodrigão e Gabriel viraram ainda antes do intervalo. O camisa 10 santista ampliou logo nos primeiros minutos do segundo tempo, até Marcos Júnior colocar fogo na partida de novo. Mas, o zagueiro Luiz Felipe também deixou o seu e decretou a goleada a favor dos paulistas.

Desta forma, o alvinegro praiano se beneficiou da derrota do Corinthians para o Atlético-MG, também nesta quarta, e chegou à 5ª colocação, com 16 pontos, um a menos que o Flamengo, agora novo integrante do G4. Já o Tricolor Carioca cai para a 13ª colocação, estacionado nos mesmos 13 pontos.

O jogo

O primeiro tempo de Fluminense e Santos foi mais uma prova de que no futebol a eficiência é o que importa no fim das contas. O Tricolor carioca, em campo como mandante, apesar do jogo em Cariacica, partiu para cima desde o início e ditou o ritmo da partida praticamente o tempo todo. A primeira chance de gol veio ainda aos 7 minutos, em cobrança de falta de Cícero. Três minutos depois, Scarpa cruzou da esquerda e o meia do Flu só não marcou de cabeça porque Gustavo Henrique travou a bola no alto.

A pressão surtiu efeito aos 13 minutos em lance polêmico. Gustavo Henrique espanou um cruzamento da direita e, na sequência, cabeceou a bola para o meio da área. Luiz Felipe perdeu para Magno Alves no alto e a bola ficou para Marcos Júnior, que dividiu com Vanderlei e ainda teve a sorte da bola tocar na trave de voltar em sua direção. Mesmo caído, o atacante abriu o placar com o joelho.

No replay do lance, foi possível perceber que o autor do gol estava com uma pequena parte de seu corpo a frente do último homem santista, o que caracteriza o impedimento na jogada, mesmo que por tão pouco.

O Peixe encontrava muita dificuldade para organizar uma jogada de ataque. Como os jogadores passavam a maior parte do tempo atrás da linha da bola, marcando, os atacantes acabavam ficando isolados quando tinham a bola sob domínio. E a situação só não ficou pior graças a dois milagres de Vanderlei.

Depois de cobrança de falta na área e toque de Gustavo Henrique, Marcos Júnior testou com consciência, no ângulo, e viu o camisa 1 do Peixe voar e jogar a bola na trave. No rebote, Magno Alves bateu forte e Vanderlei voltou para executar outro milagre. Gum foi o último a ter uma chance, mas cabeceou para fora. Lance incrível no estádio Kléber Andrade.

Mas, é como diz o velho ditado: Quem não faz, toma! E no caso do Fluminense, a pena foi dobrada. Primeiro Rodrigão, estreante na noite, aproveitou passe de Léo Cittadini, girou e bateu rasteiro, de pé esquerdo, para empatar o jogo. E antes do intervalo, aos 47, praticamente no mesmo espaço de campo, Vitor Bueno enfiou para Gabriel repetir o companheiro e virar o jogo com chute rasteiro, cruzado. 2 a 1 Santos.

Peixe fatal
Na segunda etapa, o confronto continuou movimentado, com o Fluminense tendo de correr atrás do resultado. Mas, o balde de água fria veio logo aos 5 minutos. O Peixe saiu rápido em contra-ataque. Léo Citaddini lançou Rodrigão, em posição duvidosa, no meio da zaga carioca. Wellignton Silva tentou afastar, mas acabou tirando Cavallieri e dando uma assistência para Gabriel, que só colocou a bola para o fundo do gol, já vazio.

Levir Culpi então mandou o meia-atacante Maranhão para campo no lugar do volante Pierre. E o jogo ganhou características de ataque contra defesa, com o alvinegro sendo perigoso a cada contra-ataque, enquanto o Flu tentava diminuir o prejuízo a qualquer custo, principalmente com bolas aéreas.

E o duelo pegou fogo de vez aos 20 minutos. Magno Alves deu uma linda assistência para Marcos Júnior, que entrou com liberdade na área do Peixe e tocou com cima de Vanderlei para diminuir. Belo gol e 3 a 2 no placar.

Mas, de novo quando parecia perto de igual o jogo, o Fluminense tomou o segundo balde de água fria. Cobrança de escanteio na área, Rodrigão rocou de cabeça para o meio e Luiz Felipe, livre entre tantos defensores cariocas, fez o quarto gol do Santos, de cabeça.

Desta vez, o Flu não conseguiu reagir e o time de Dorival Júnior só teve o trabalho de administrar o resultado até o apito final, consumando a segunda vitória fora de casa do Alvinegro Praiano neste Campeonato Brasileiro. Ainda deu tempo de Lucas Lima acertar a trave de Cavalieri, mas o placar não foi amis alterado.

Bastidores – Santos TV:

Dorival admite pressão do Flu, mas comemora virada e elogia estreante

A vitória do Santos sobre o Fluminense na noite desta quarta-feira, em Cariacica, no Espírito Santo, é uma daquelas que o placar não diz exatamente o que foi o jogo. No fim, 4 a 2 para o Peixe, que agora é quinto colocado no Campeonato Brasileiro, com 16 pontos. Mas, os gols em contra-ataques foram os responsáveis por ofuscar a pressão imposta pelo Tricolor Carioca, principalmente no primeiro tempo, quando Vanderlei operou dois milagres e ainda contou com a ajuda da trave. Dorival Júnior, técnico santista, soube reconhecer isso após o confronto.

“Nós não começamos bem a partida, tivemos muitas dificuldades, o Fluminense predominou no início. Tivemos a felicidade de conseguirmos os dois gols na primeira etapa, melhoramos no segundo (tempo), jogamos em uma característica que a equipe produz bem. Jogo difícil, mas valorizamos o que o Santos fez em campo. Foi um jogo franco, um campo pesado. As duas equipes procuraram o resultado, um jogo de seis gols. Acima de tudo, um grande espetáculo”, avaliou, sem deixar de ressaltar o que sua equipe fez de bom para sair de campo com a vitória.

“O primeiro tempo foi complicado. O Santos conseguiu encontrar dois gols na primeira etapa. Eu também viria para cima tentar o resultado, reverter o placar. Isso aí proporciona uma condição que as duas equipes sabem aproveitar muito bem. Colocamos velocidade, dinâmica muito grande, troca de passes com frequência. Isso começou a esfriar o Fluminense. Foi fundamental e espero que a equipe mantenha essa postura. Deixamos pontos importantes no meio do caminho”, completou.

A estreia de Rodrigão também mereceu comentários do treinador alvinegro. Titular nesta quarta, o centroavante, que marcou 18 gols no Campeonato Paraibano, deixou o seu ainda no primeiro tempo, participou da jogada do terceiro e deu assistência para o quarto gol do Peixe no jogo, praticamente desbancando de vez a concorrência de Joel, que vive má fase e não tem sido perdoado pelos torcedores.

“Foi uma boa estreia, sim. Assim como o gol, a movimentação, a aproximação com os jogadores de frente. Realmente foi uma boa estreia, precisamos que ele mantenha tudo isso. O Joel também entrou no segundo tempo e manteve o nível, criando boas condições para quem chegasse de trás, prendendo a bola. É isso que nós queremos, essa competição saudável, que nos leva a uma melhora na classificação geral”, disse Dorival, sem desprestigiar o camaronês. “Importante continuar pontuando. Conseguir pontos fora que perdemos em casa. Valorizo isso. O restante vai ser uma troca constante de posições. Caso pontue, não pontue, naturalmente essas oscilações continuarão acontecendo. Temos de ter tranquilidade, pensar em classificação num momento oportuno do campeonato”.

Gabriel brinca com Rodrigão, pede maturidade e cabeça no clássico

Gabriel mais uma vez mostrou que vive grande fase e, nesta quarta, marcou dois dos quatro gols do Santos na vitória por 4 a 2 em cima do Fluminense, em Cariacica, no Espírito Santo. “Conseguimos uma virada importante contra um grande time. Nosso time é competitivo, independente de quem jogue”, comentou o camisa 10, que apesar de 19 anos, lembrou da derrota na rodada anterior para o Atlético-PR e pediu “maturidade” para a equipe seguir brigando na parte de cima da tabela. “Às vezes falta maturidade. Contra o Atlético-PR, fizemos um bom jogo. Precisava de calma, somar ponto. Tomamos um gol bobo”.

Ao falar sobre seu novo companheiro de ataque, Gabriel brincou com Rodrigão. “É meu companheiro de quarto, por isso fez gol”, contou, elogiando o centroavante, que fez uma estreia em grande estilo. “O Santos precisa de jogadores de personalidade, sem medo, sem se esconder. Nosso time deu confiança ao Rodrigão”, concluiu o atacante.

A timidez do reforço santista não o deixava transparecer a felicidade pela sensação de dever cumprido. Rodrigão saiu de campo já de olho no clássico contra o São Paulo, no próximo domingo. “Agora tem que manter a pegada e vamos pensar no São Paulo para fazer bom jogo”, resumiu, minimizando a disputa pela titularidade com Joel. “Não pensamos nisso. O professor decide. Trabalhamos no dia a dia”.

Zeca, já calejado com a camisa alvinegra, foi outro atleta a citar o San-São do fim de semana logo após a goleada em cima do Tricolor Carioca nesta 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. “Parabéns à equipe e vamos em busca de mais uma (vitória). O Santos sempre jogou bola. Tem que entrar com raça para ganhar esse clássico”, avisou.

Santos 3 x 1 Palmeiras

Data: 01/04/2001, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.897 pagantes
Renda: N/D
Árbitros: Paulo César de Oliveira e Romildo Correa
Cartões amarelos: Caio e Galván (S); Paulo Turra (P).
Cartão vermelho: Taddei (P)
Gols: Caio (08-1) e Deivid (31-1, de pênalti); Tuta (16-2) e Rodrigão (30-2)

SANTOS
Fábio Costa; Russo, André Luís, Galván (Pereira) e Léo; Paulo Almeida, Rincón, Renato e Robert (Marcelo Silva); Deivid (Rodrigão) e Caio.
Técnico: Geninho

PALMEIRAS
Marcos; Paulo Turra, Leonardo e Thiago Matias (Flávio); Taddei, Claudecir, Galeano, Lopes (Tuta) Alex e Felipe; Fábio Júnior (Basílio).
Técnico: Celso Roth



Santos vence Palmeiras na Vila

Para o alviverde, o resultado foi desastroso. O time permanece com 12 pontos e está virtualmente eliminado. A partir de agora terá de lutar contra o rebaixamento.

O Santos recuperou-se no Campeonato Paulista ao superar o Palmeiras por 3 a 1, neste domingo à tarde, na Vila Belmiro, e conseguiu sua primeira vitória na competição após cinco partidas. A ineficácia do esquema 3-5-2 e os erros do técnico Celso Roth contriburam para a derrota palmeirense, que voltou a estar ameaçado de rebaixamento.

A equipe ocupa a antepenúltima colocação, com 12 pontos e enfrenta na próxima semana o Guarani, em Campinas. Antes, porém, o Palmeiras joga no meio da semana contra o Cerro Porteño, pela Libertadores, no Paraguai.

O técnico Geninho, do Santos, manteve-se no cargo armando uma equipe combativa, que abusou das jogadas violentas para se impor na partida. O resultado deixou o Santos na oitava colocação, com 17 pontos. A próxima partida da equipe na competição será contra a Matonense.

O domínio santista prevaleceu desde o primeiro tempo. A tática de Geninho foi não dar espaços para Lopes armar as jogadas. O jogador era parado com faltas desleais de Rincón, Paulo Almeida e Galván e teve de deixar o campo contundido, aos 36 minutos.

No Palmeiras, por sua vez, o esquema 3-5-2 do técnico Celso Roth, não deu resultados. O técnico também se equivocou ao escalar Fábio Júnior no ataque, deixando no início Tuta no banco. Os zagueiros palmeirenses ficaram praticamente sem função com a movimentação adversária e também não evitaram as jogadas violentas. Logo aos 7 minutos, Deivid chutou da entrada da área e, após rebote de Marcos, Caio fez 1 a 0.

As melhores jogadas santistas foram sempre pelo setor esquerdo. Improvisado na lateral direita, Taddei não continha as avançadas de Léo e foi expulso aos 23 minutos. Pelo setor, Claudecir também não fazia a cobertura necessária. Sem alternativas, o Palmeiras teve de partir para o ataque em busca de sua sobrevivência na competição.

Somente após a entrada de Tuta, a equipe levou perigo ao adversário. Mas o alviverde estava exposto aos contra-ataques e, aos 29, Léo foi derrubado por Thiago Matias. Na cobrança do pênalti, Deivid fez o segundo.

Nos últimos minutos, as falhas da marcação palmeirense aumentavam. E aos 45, Flávio segurou Léo, fazendo outro pênalti. Deivid cobrou novamente mas desta vez Marcos defendeu.

Roth não soube corrigir os erros para o segundo tempo. O Santos foi perdendo uma chance atrás da outra. Ao Palmeiras, sobraram as jogadas de bola parada. Alex cobrou escanteio aos 15 minutos e Tuta se antecipou à zaga, marcando de cabeça: 2 a 1.

O jogo, então, ficou emocionante. Galeano quase empatou de cabeça aos 27 minutos, após confusão na área. Com um jogador a menos, no entanto, o Palmeiras sentiu o desgaste físico e foi a nocaute. Após aproveitar cruzamento de Renato, aos 30 minutos, Rodrigão fez o terceiro. A fatura estava liquidada. O Santos tocou a bola, tentando provocar mais uma expulsão dos palmeirenses, que terminaram a partida muito irritados.



Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/04/02/20//23468

Santos 5 x 1 Anapolina-GO

Data: 21/03/2001, quarta-feira, 20h30.
Competição: Copa do Brasil – 1ª Fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Evandro Rogério Roman
Cartões amarelos: Jean (S); Baiano e Cleyton (A).
Cartão vermelho: Babau (A).
Gols: Rodrigão (09-1) e Rodrigão (21-1, de pênalti); Leonardo Goiano (01-2); Caíco (09-2, de pênalti), Caíco (20-2) e Russo (41-2).

SANTOS
Fábio Costa; Russo, André Luís (Galván, 35-2), Jean e Léo (Dutra, 17-2); Paulo Almeida, Claudiomiro, Renato (Caio, 21-2) e Caíco; Deivid e Rodrigão.
Técnico: Geninho

ANAPOLINA-GO
Ernandes; Baiano (André, 20-2), Cleyton, Leonardo e Babau; César, Ânderson, Júlio César e Leonardo Goiano (Moisés, 33-2); Rogerinho e De Paula (Marquinhos, 01-2).
Técnico: Sidney Nascimento.



Santos goleia Anapolina e ameniza crise

O Santos contou com dois gols de Rodrigão e outros dois de Caíco e goleou o Anapolina por 5 a 1, na noite desta quarta, na Vila Belmiro. Russo completou.

O resultado classifica o time santista, que venceu na ida por 2 a 1, para as oitavas-de-final onde vai encarar o Bahia, que passou pelo América-RN.

Com a vaga, o Santos dá uma amenizada na crise que rondou o clube depois de o time ter tomado de 5 a 0 do Corinthians, domingo, pelo Campeonato Paulista. Em seguida, ainda viu Galván e Caio brigarem e Dodô abandonar o treino na terça-feira porque ficou revoltado em ir para a reserva.

O Peixe começou muito melhor e logo aos 9 minutos abriu o placar na Vila Belmiro. Russo cruzou da direita e Rodrigão completou de letra para as redes, marcando 1 a o para o Santos.

Aos 21 minutos, o Santos ampliou. O lateral baiano empurrou Deivid na área e o árbitro marcou pênalti. Rodrigão apresentou-se para a cobrança e colocou no cantinho direito de Ernandes, marcando 2 a o no placar.

O Anapolina, que teve boas oportunidades na primeira etapa, só marcou o primeiro gol no começo do segundo tempo. Logo a 1 minuto, depois da bola alçada à área santista e de uma jogada confusa, Leonardo Goiano cabeceou para o gol de Fábio Costa, diminuindo o resultado para o Anapolina.

Aos 9 minutos, o Santos marcou mais um. Cleyton puxou Claudiomiro dentro da área e o árbitro marcou outro pênalti. Desta vez, Caíco apresentou-se para a cobrança e como Rodrigão não perdoou, chutou no canto direito de Ernandes e fez para o Peixe.

A equipe comandada por Geninho marcou o quarto gol aos 20 minutos. Deivid driblou dois defensores do Anapolina e chutou cruzado. Caíco entrou de carrinho na pequena área e tocou para as redes.

A goleada completou-se aos 41 minutos. Russo caminhou da intermediária à área com a bola dominada e chutou forte e cruzado, estufando as redes goianas e trazendo um pouco de tranqüilidade à conturbada Vila Belmiro.



Fonte: Terra Esportes