Navegando Posts marcados como Rodrygo

Sport Recife 2 x 1 Santos

Data: 02/12/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 23.451 torcedores
Renda: R$ 225.305,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Cleriston Barreto Rios (SE).
Cartões amarelos: Adryelson, Andrigo e Rogério (SR); Yuri (S).
Gols: Rogerio (38-2), Hernane (46-2) e Rodrygo (48-2).

SPORT RECIFE
Maílson; Andrigo, Adryelson, Ernando e Raul Prata; Marcão, Fellipe Bastos (Marlone), Neto Moura (Rogério) Gabriel, Mateus Gonçalves e Matheus Peixoto (Hernane).
Técnico: Milton Mendes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Copete; Guilherme Nunes (Yuri), Diego Pituca (Eduardo Sasha) e Jean Mota (Lucas Lourenço); Arthur Gomes, Rodrygo e Felippe Cardoso.
Técnico: Cuca



Sport vence o Santos, mas é rebaixado para a Série B

O Sport venceu o Santos por 2 a 1 neste domingo, na Ilha do Retiro, mas mesmo assim foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019 por causa da vitória da Chapecoense diante do São Paulo. O Leão termina em 17º, com 42 pontos.

O Peixe entrou em campo sem aspirações e com a vaga na próxima Sul-Americana confirmada. A partida foi sofrível, teve pouquíssimas oportunidades criadas e só apresentou emoção nos minutos finais. Os gols foram de Rogerio e Hernane, aos 38 e 46, e de Rodrygo, aos 48.

O Sport volta para a segunda divisão ao lado de América-MG, Vitória e Paraná. Fortaleza, CSA, Avaí e Goiás conquistaram o acesso.

O jogo

A partida desde os primeiros minutos mostrou a falta de qualidade das equipes. O Sport, na zona do rebaixamento, só tinha a raça a oferecer. O Santos, cheio de desfalques e sem aspirações, errou quase tudo.

Mesmo desesperado, o Leão não criou uma chance sequer. O Peixe teve duas com Jean Mota, aos 22 e 43. Na primeira, ele hesitou e parou em Mailson. Na segunda, da entrada da área, chutou forte, mas longe.

Na etapa final, o cenário não mudou. Sem criatividade, o Sport se lançou ao ataque. O Alvinegro, em contrapartida, se armou para o contra-ataque e ficou menos com a bola.

Na base do abafa, os donos da casa se lançaram ao ataque e foram recompensados. Rogerio, aos 36, quase fez de fora da área. E dois minutos depois, o atacante marcou. Mateus Gonçalves fez boa jogada antes do voleio para o fundo da rede de Vanderlei, depois de desvio em Gustavo Henrique.

Rogerio tirou a camisa e o Sport comemorou muito, mas o gol não foi suficiente. Ainda deu tempo para Hernane marcar, aos 46, e Rodrygo diminuir, aos 48.

Cuca vê 1º tempo bom e cita lado positivo em derrota do Santos

Cuca gostou do primeiro tempo do Santos na derrota por 2 a 1 para o Sport nesse domingo, na Ilha do Retiro, pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico citou o nervosismo do jogo diante do desesperado Sport e agradeceu por chegar no último jogo só para cumprir tabela.

“Campeonato guardou emoções na parte de baixo para a última tabela. Sport esperou até o último momento o fechamento da rodada. Nós fizemos jogo muito no primeiro tempo, com posse de bola e movimentação, mas perdemos a chance de jogar um peso a mais. Adversário fez três trocas aos 10 minutos, veio para o abafa e conseguiu fazer o gol no fim, depois fez segundo em bola parada e ainda diminuímos. Serviu para alguns jogadores terem minutos a mais, experiência boa para Lucas Lourenço, enfim… Não foi o resultado esperado, mas agora é para o Santos se preparar e fazer um 2019 melhor. Para o Sport, fica o desejo de boa sorte e que volte ainda mais fortalecido em 2020”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

“Chegar na última rodada como hoje… É positivo. Se tivéssemos hoje como Fluminense, Chapecoense e Sport, é difícil. Dois anos, um para lutar e outro para voltar em uma partida. Em geral, foi trabalho bom e desejo toda sorte a quem vier no meu lugar”, completou.

A prioridade do Santos para o lugar de Cuca é Abel Braga, ex-Fluminense – as negociações estão em andamento. O técnico agora pausa a carreira para cuidar da sua saúde e, provavelmente, terá de passar por cirurgia cardíaca devido a duas artérias comprometidas.


Santos 1 x 1 Botafogo

Data: 21/11/2018, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 36ª rodada (antepenúltima)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.620 pagantes
Renda: R$ 64.715,50
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Auxiliares: Henrique Neu Ribeiro e Eder Alexandre (SC)
Cartões amarelos: Gabriel e Luiz Felipe (S); Marcinho (B).
Gols: Rodrygo (35-1) e Brenner (14-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Arthur Gomes (Copete), Alison, Diego Pituca e Rodrygo (Anderson Ceará); Gabriel e Felippe Cardoso (Eduardo Sasha).
Técnico: Cuca

BOTAFOGO
Gatito Fernandez; Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Léo Valencia (Renatinho) e Luiz Fernando; Erik (Rodrigo Pimpão) e Brenner (Kieza).
Técnico: Zé Ricardo



Sem chance de Libertadores, Santos e Botafogo empatam na Vila

Santos e Botafogo empataram em 1 a 1 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Rodrygo e Brenner.

Durante a partida, Peixe e Fogo souberam do fim das chances matemáticas de classificação para a Libertadores da América em 2019. O Atlético-MG venceu o Internacional no Beira-Rio e não pode mais ser alcançado no G6.

Paulistas e cariocas agora precisam vencer um dos dois jogos finais do Brasileirão para sacramentar a presença na Sul-Americana da próxima temporada.

O jogo

Os primeiros minutos de Santos e Botafogo foram tão sem emoção quanto as arquibancadas vazias da Vila Belmiro.

O Fogão ficou com a posse de bola na primeira parte e assustou parcialmente o Peixe aos seis minutos, em chute travado de Moisés na área. Aos 15, Gabriel chutou e a bola tocou na zaga antes de ir para escanteio.

O torcedor só levantou aos 34′, quando Felippe Cardoso recebeu de Gabigol, fez fila e acertou o travessão. Segundos depois, saiu o gol santista.

Rodrygo quebrou jejum de três meses ao receber de Victor Ferraz na pequena área, ter o primeiro chute defendido por Gatito e aproveitar com oportunismo o rebote. Antes do intervalo, o Santos, já melhor postado, administrou o resultado parcial com tranquilidade.

O Botafogo voltou melhor para o segundo tempo e quase empatou em seis minutos, em cabeceio de Erik na trave direita de Vanderlei. Aos 9, o Santos respondeu com finalização de fora da área de Alison.

Aos 14, a pressão dos visitantes surtiu efeito e o Peixe novamente sucumbiu pelo alto. Valencia cobrou falta na área, Diego Pituca vacilou na marcação e a bola sobrou para Brenner empatar. E três minutos depois, quase veio a virada. Moisés recebeu cruzamento no segundo pau e cabeceou forte para excelente defesa de Vladimir.

Quando o placar marcava 22, a arbitragem protagonizou uma lambança. Gabigol acertou o rosto de Valencia ao proteger a bola e Heber Roberto Lopes o expulsou. Na sequência, consultou o bandeirinha, anulou a marcação e aplicou cartão amarelo.

Com o empate no placar, Santos e Botafogo não tiveram forças e criaram pouquíssimas chances na Vila. Na melhor do Bota, Pimpão demorou para chutar quase na pequena área e foi travado por Copete aos 41. No minuto 44, Victor Ferraz finalizou para boa defesa de Gatito.

Na base do abafa, o Santos quase empatou no fim. Aos 46, Gabigol foi deslocado na área, mas Heber não deu pênalti. No minuto 47, a bola bateu na mão de Marcelo na área e a penalidade também não foi marcada. E no último lance, ainda deu tempo de Gustavo Henrique cabecear, a bola bater em Gatito e tocar na trave.

No fim das contas, ponto melancólico para ambos os times e ausência na Libertadores da América em 2019.

Susto no Santos e histórico familiar fazem Cuca decidir por cirurgia

O técnico Cuca, do Santos, passará uma cirurgia cardíaca no final deste ano. A notícia surpreendeu a todos na noite desta quarta-feira e deixou funcionários e torcedores preocupados.

Pessoas próximas ao treinador, porém, afirmam que não há motivo para alarde. A decisão de Cuca passa mais por precaução do que por urgência médica.

Cuca sofreu o susto em 23 de setembro, na derrota do Peixe por 2 a 1 para o Cruzeiro, no Mineirão. O profissional sentiu dor e dormência no vestiário depois da partida. No dia seguinte, ele foi convencido pelo ex-médico Jorge Merouço a passar por exames.

No hospital, Cuca soube que quase enfartou. Outros testes foram feitos posteriormente e os resultados apontaram uma obstrução na artéria coronária. Para liberar o fluxo sanguíneo, um stent – uma espécie de tubo feito de metal –, será colocado na intervenção cirúrgica.

A cautela aumenta por conta do histórico familiar. O pai de Cuca morreu devido a problemas cardíacos e Cuquinha, irmão e auxiliar, teve que ser submetido a uma cirurgia no coração durante a passagem pelo Shandong Luneng-CHI, em 2015.

O planejamento de Cuca ainda não está totalmente definido, mas, a princípio, será de descanso por alguns meses após a cirurgia. O técnico não se preservou desde que soube do problema e trabalhou normalmente na rotina do CT Rei Pelé, inclusive com participação nos rachões do elenco profissional.

Cuca tentou guardar a situação em segredo até o fim do Campeonato Brasileiro, porém, o presidente José Carlos Peres atrapalhou ao citar um suposto problema de saúde em entrevista ao Bandsports. Ao ser questionado sobre o assunto, o técnico preferiu não mentir e admitiu para a imprensa

Cuca já pensava em deixar o Santos antes mesmo de saber sobre a necessidade da cirurgia. O treinador teve desavenças com o presidente e dificilmente permaneceria. O contrato vai até dezembro de 2019, mas não prevê multa rescisória.


Santos 3 x 0 Sport Recife

Data: 18/08/2018, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 19ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.991 pagantes
Renda: R$ 185.210,50
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva
Auxiliares: Helcio Araujo Neves e Heronildo Freitas da Silva.
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Derlis González, Alison (S); Rogério, Claudio Winck e Morato (SR).
Cartão vermelho: Rogério (SR).
Gol: Eduardo Sasha (01-1); Rodrygo (36-2) e Victor Ferraz (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Carlos Sánchez (Rodrygo) e Bryan Ruiz (Diego Pituca); Eduardo Sasha (Bruno Henrique), Derlis González e Gabriel.
Técnico: Cuca

SPORT RECIFE
Magrão; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Felipe Bastos), Ferreira (Morato) e Gabriel; Marlone, Rogério e Hernane (Carlos Henrique).
Técnico: Eduardo Baptista



Com sal grosso e Vila cheia, Santos bate Sport e respira na tabela

O Santos respirou na luta para fugir da zona de rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro na tarde deste sábado. Recebido com sal grosso por seus torcedores na chegada à Vila Belmiro, o time do técnico Cuca teve casa cheia e ganhou por 3 a 0 do Sport.

Com 21 pontos ganhos, o Santos sai da zona de rebaixamento, pelo menos temporariamente, e dorme na 12ª posição do torneio nacional. Assim, a equipe alvinegra conseguiu ultrapassar o Sport, 15º colocado com 20 pontos. O Vitória, atual primeiro integrante do Z4, soma 19 pontos.

O jogo

Empurrado pela torcida, o Santos conseguiu inaugurar o marcador logo no primeiro minuto da partida. Em jogada pela direita, Derlis Gonzalez levou até o fundo e cruzou. Gabigol desviou e a bola sobrou para Bryan Ruiz. Ele ajeitou e Eduardo Sasha finalizou com sucesso.

Beneficiado pela abertura do placar nos instantes iniciais da partida, o Santos quase aumentou a vantagem com Gabigol. Carlos Sanchez avançou com a bola dominada e deu bom passe para o atacante, que bateu na saída de Magrão e viu o goleiro ceder escanteio.

A última chegada consistente do primeiro tempo também foi do time mandante. Após lançamento pelo alto, Gabigol inteligentemente ajeitou de peito para Bryan Ruiz. O costarriquenho completou para o gol e Magrão desviou com a ponta dos dedos pela linha de fundo.

O Santos desperdiçou grande chance de marcar logo no começo da etapa complementar, quando Gabigol aproveitou falha de Ernando para deixar Sanchez na cara do gol, mas o uruguaio mandou para fora. Pouco depois, o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva viu falta duvidosa de Rogério em Gonzalez e mostrou o cartão vermelho.

Durante o segundo tempo, o técnico Cuca lançou mão de três titulares. Após trocar o desgastado Bryan Ruiz por Diego Pituca, o treinador, já em superioridade numérica, tirou Eduardo Sasha para colocar Bruno Henrique e trocou Sanchez por Rodrygo.

Embalado pelas alterações, o Santos marcou mais dois. Aos 36 minutos, Gonzalez recebeu de Gabigol pela direita e cruzou para Rodrygo completar. Dois minutos depois, Bruno Henrique cruzou da esquerda e Sander interceptou de cabeça. Victor Ferraz aproveitou o rebote e, após desvio em Felipe Bastos, a bola terminou nas redes de Magrão.

Bastidores – Santos TV:

Em busca de consistência, Cuca vê Santos em evolução

Encarregado de suceder Jair Ventura, Cuca assumiu o Santos em um momento delicado. Após o triunfo sobre o Sport, resultado que encerrou uma série de sete rodadas de jejum no Campeonato Brasileiro, o treinador analisou o processo de evolução atravessado pela equipe.

“O primeiro passo era ganhar uma para recuperar a autoestima e fizemos isso em Minas. O segundo passo, era ter força de grupo e não só um time”, disse Cuca, que poupou alguns titulares contra o Sport. “Isso foi posto em xeque com um time que jogou sem treinar junto e, graças a Deus, deu certo”, completou.

Com a vitória sobre o adversário pernambucano, o Santos saiu da zona de rebaixamento e, pelo menos temporariamente, assumiu a 12ª colocação do Campeonato Brasileiro. Experiente, Cuca sente que o time vem melhorando, mas não se deixa levar por qualquer tipo de euforia.

“O terceiro passo é a consistência. Não vamos ganhar todas, mas precisamos de um padrão de jogo, uma maneira de jogar. Temos a humildade de reconhecer que vencemos duas partidas, mas ainda não ganhamos nada. Estamos bem atrás ainda (no Campeonato Brasileiro) e a Libertadores vai começar agora”, afirmou.

Após respirar no torneio nacional, o Santos volta suas atenções à Copa Libertadores. Às 21h45 (de Brasília) desta terça-feira, pelas oitavas de final do torneio, o time alvinegro encara o tradicional Independiente, em Avellaneda.

“É claro que o astral melhora, dá um moral mais elevado, mas pronto. É até aí”, disse Cuca sobre os efeitos do triunfo antes do jogo na Argentina. “Nos 90 minutos, isso não entra em campo. Vamos ter que remar muito para fazer um resultado bom”, afirmou o treinador.

Com Gabigol e gringos elogiados, Cuca evita falar de reforços

Cuca escalou como titulares o uruguaio Carlos Sanchez, o costarriquenho Bryan Ruiz e o paraguaio Derlis Gonzalez na vitória sobre o Sport, alcançada na tarde de sábado. Satisfeito com a atuação do trio de gringos na Vila Belmiro, o comandante santista ainda elogiou Gabigol e evitou comentar a possibilidade de contratar um reforço para o ataque.

“O Derlis jogou uma grande partida, principalmente no segundo tempo. Participou dos gols, teve muita força e atitude durante todo o jogo, até mais do que a gente imaginava depois de tanto tempo sem atuar. O Sanchez, já é a terceira partida e o Bryan tem qualidade e visão de jogo. Acho que os três ajudaram bastante”, comentou.

Em busca de um centroavante, o Santos estudou nomes como Marco Ruben (Rosario Central), Vagner Love (Besiktas-TUR), Marcelo Moreno (Wuhan Zall-CHI) e Nicolás Blandi (San Lorenzo), entre outros. Questionado sobre um eventual reforço para o comando de ataque, Cuca desconversou.

“(O Santos) não está procurando nada. Estou satisfeito com o que tenho. Acabou, não falo mais em contratação nenhuma. Não falo mais. Estou muito contente com os meninos, é até covardia hoje falar em contratação. Vamos trabalhar e dar moral para eles aqui. O presidente faz lá o que quiser”, afirmou.

Cuca ainda foi elogioso ao falar sobre Gabigol, que teve um gol anulado de forma equivocada diante do Sport. Criticado por parte da torcida santista nos últimos jogos, o atacante de apenas 21 anos mostrou empenho e ganhou o reconhecimento na Vila Belmiro.

“Foi uma resposta dele para a torcida e da torcida para ele. Não é mascarado, é um cara normal, tranquilo no dia a dia. De repente, se cria uma imagem diferente e não é assim. É voluntarioso, não tem vergonha de correr pelos outros. Não se importa se a bola dele entra ou não e estava incomodado com a situação do clube. Isso tudo deve ser valorizado”, disse Cuca.

Victor Ferraz sente “alma lavada” e mira tetra da Libertadores

O Santos encerrou uma série de sete rodadas consecutivas sem ganhar pelo Campeonato Brasileiro na tarde deste sábado. Satisfeito com a vitória por 3 a 0 sobre o Sport na Vila Belmiro, o lateral direito Victor Ferraz já citou a Copa Libertadores na saída do gramado.

Com um gol marcado por Eduardo Sasha, o Santos foi para o intervalo em vantagem no marcador. O time da casa, em superioridade numérica desde a expulsão de Rogério, aumentou a vantagem no segundo tempo por meio de Rodrygo e Victor Ferraz, que fechou o triunfo com um chute frontal.

“A gente sai feliz, de alma lavada, porque vínhamos jogando bem aqui, mas os gols não aconteciam. Então, glorificamos o nome de Jesus, porque o time jogou bem com o pessoal que não vem atuando e os gols saíram”, afirmou o lateral ao Premiere, já que Cuca iniciou o duelo com alguns titulares no banco.

Após sair da zona de rebaixamento, pelo menos temporariamente, o Santos volta suas atenções à Copa Libertadores. Às 21h45 (de Brasília) desta terça-feira, pelas oitavas de final do torneio, o time alvinegro encara o tradicional Independiente, em Avellaneda.

“É a segunda vitória consecutiva. Agora, vamos para um dos jogos mais importantes do ano, pela Copa Libertadores, atrás do tão sonhado tetra. Estamos bem fechados e com o elenco homogêneo para conseguir chegar nessa reta final com tudo”, avisou Ferraz, contente com o público superior a 10 mil pessoas em casa.

“É diferente. Sabemos que a Vila Belmiro é o melhor campo que existe para jogar. É um lugar de alegria, como costumamos dizer. Então, com a torcida do nosso lado, é muito difícil sermos batidos aqui dentro. Perdemos alguns jogos que não estamos acostumados, mas pedimos a Deus para que a boa fase tenha voltado”, pregou o lateral.

Cuca parabeniza torcida santista e aprova sal grosso: “Tudo ajuda”

Com casa cheia na Vila Belmiro, o Santos enfim interrompeu uma sequência de sete rodadas de jejum no Campeonato Brasileiro ao ganhar do Sport na tarde deste sábado. Satisfeito com a presença do público, o técnico Cuca parabenizou a torcida e aprovou a recepção com sal grosso ao ônibus da delegação.

“Metade da conquista, devemos ao torcedor, porque ele foi maravilhoso. Entendeu que o time é esse e apoiou desde antes do jogo. Você nem precisa motivar ninguém e o pessoal se entregou em campo, fazendo uma sincronia importante. Quando a Vila está em sincronia, é um elemento a mais que contamos. Estão de parabéns”, afirmou.

Com o time ameaçado pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, alguns supersticiosos torcedores santistas deram um banho de sal grosso no ônibus durante a chegada da delegação à Vila Belmiro. O técnico Cuca, também supersticioso, aprovou.

“Quando se faz por bem, tudo ajuda. Cada um tem sua crença, sua superstição. Mas, acima de tudo, o importante foi o empurrão que a torcida deu. Os meninos se reuniram dentro do campo e agradeceram a todos. Esse é o Santos forte que a gente precisa ter para sair da situação em que nos encontramos”, afirmou Cuca.

Contente pela presença da torcida, o treinador também gostou do desempenho de seus jogadores, especialmente de Derlis Gonzalez. Ao falar sobre o triunfo por 3 a 0 sobre o Sport, Cuca valorizou ainda a estratégia bem-sucedida de poupar alguns titulares para o duelo com o Independiente, pela Copa Libertadores, marcado para terça-feira.

“Não é fácil você colocar um time em campo sem nem cinco minutos de treino. O que fizemos foi pensar no presente e no futuro. Corremos risco de não dar certo, mas temos que tomar decisões e, no final, acho que tomamos a decisão certa para ter uma condição melhor terça-feira”, analisou.

Por suspensão, Victor Ferraz e Alison desfalcam Santos contra o Bahia

O técnico Cuca já tem dois desfalques certos para o confronto com o Bahia, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral direito Victor Ferraz e o volante Alison, advertidos durante a vitória sobre o Sport, já estão fora do próximo compromisso pelo torneio nacional.

No último minuto do primeiro tempo, por cometer falta sobre o atacante Rogério, Ferraz acabou advertido com o cartão amarelo pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva. No começo da etapa complementar, após lance com, Gabriel, Alison também recebeu o terceiro.

Diante do Bahia, a tendência é que o técnico Cuca escale Daniel Guedes como titular na lateral direita, apesar da falta de ritmo enfrentada pelo jogador. Para a vaga aberta no meio de campo, o comandante da equipe alvinegra tem a opção de usar Diego Pituca.


Santos 5 x 2 Vitória

Data: 03/06/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.887 pagantes
Renda: R$ 82.830,00
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF).
Cartões amarelos: Rodrigo Andrade, Wallyson, Lucas Marques e Kanu (V).
Gols: Rodrygo (22-1), Rodrygo (25-1), Rodrygo (30-1) e Renato (44-1); Neilton (17-2), Gabriel (28-2) e Ramon (38-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo (Gustavo Henrique), David Braz e Dodô; Diego Pituca, Renato e Jean Mota; Gabriel, Rodrygo (Copete) e Eduardo Sasha (Léo Cittadini).
Técnico: Jair Ventura

VITÓRIA
Elias; Lucas, Kanu, Aderllan e Pedro Botelho; Rodrigo Andrade (Ramon), Uillian Correia (Lucas Marques) e Neilton; Lucas Fernandes (André Lima), Rhayner e Wallyson.
Técnico: Vagner Mancini



O técnico agradece! Com show de Rodrygo, Santos goleia o Vitória

Pressionado, o técnico Jair Ventura precisava dos três pontos para permanecer no Santos. E a sobrevida veio em grande estilo: 5 a 2 sobre o Vitória neste domingo, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe construiu a goleada já no primeiro tempo, com o hat-trick do inspirado Rodrygo e o cabeceio certeiro do experiente Renato. Os donos da casa amassaram o Leão e poderiam até ter feito mais gols. Foram, certamente, os melhores 45 minutos na temporada.

Na segunda etapa, o alvinegro veio para administrar o resultado, o Vitória fez o primeiro, quase o segundo, mas Gabigol marcou o quinto e garantiu os três pontos para Jair agradecer. Ainda deu tempo para Ramon marcar o segundo da equipe baiana.

O jogo

O Santos não pareceu o time que não vencia há cinco jogos, com protestos da torcida durante a semana e o técnico Jair Ventura pressionado. O Peixe amassou o Vitória no primeiro tempo.

A equipe esteve bem organizada, linhas adiantadas, triangulações e objetividade no ataque. O 4 a 0 nos primeiros 45 minutos foi pouco diante do volume de jogo.

Depois de martelar, colocar bola na trave e ter gol anulado, Rodrygo começou o seu show. Fez o primeiro, o segundo e o terceiro aos 22, 25 e 30. Renato ainda teve tempo de fazer o quarto, de cabeça, antes da ida ao intervalo.

Além do destaque óbvio para Rodrygo, o Santos teve defesa segura, Diego Pituca e Jean Mota bem no meio-campo e Eduardo Sasha e Gabigol voluntariosos no ataque. O goleiro Vanderlei não trabalhou. E o Vitória só torceu pelo apito antes da ida ao intervalo.

O Santos voltou para o segundo tempo disposto a administrar o resultado, com outra intensidade. O problema é que o Vitória não tinha desistido da partida na Vila.

O Leão assustou e marcou o primeiro com Neilton, em falha de David Braz, aos 17 minutos. E aos 28, os visitantes poderiam ter diminuído mais, mas Vanderlei fez linda defesa e puxou o contra-ataque. Rodrygo deu assistência para Gabigol, o maior alvo em protestos das torcidas organizadas, marcar e confirmar a vitória.

Nos minutos finais, o Vitória ainda marcou o segundo gol, com Ramon, aos 38 minutos. E a reação parou por aí. O Santos ainda se deu ao luxo de preservar Rodrygo, Eduardo Sasha e Lucas Veríssimo, substituídos. No apito final, as vaias viraram aplausos. E o seguinte grito foi entoado: “Não é mole não, jogando com vontade ninguém ganha do Peixão”.

Bastidores – Santos TV:

Após goleada, Jair minimiza pressão no Santos: “Me preparei para isso”

Jair Ventura precisava vencer o Vitória para se manter como técnico do Santos. E a goleada por 5 a 2 neste domingo, na Vila Belmiro, o credencia a permanecer. O treinador, porém, minimiza a pressão sofrida pela torcida e por parte da diretoria.

Jair explica como se preparou para ser treinador e diz que, pela primeira vez, se viu em risco à frente de um clube de futebol. No Botafogo, as boas campanhas renderam quase que uma lua de mel com a torcida.

“Eu me preparei 11 anos para ser treinador. Em 2005 fiz meu primeiro curso. Trabalhei nove anos como assessor, três na base da seleção, interino em 2010, 2015 e efetivado em 2016. Quando me preparei e fui efetivado, encontrei o Botafogo na 17ª colocação faltando 19 jogos. Terminamos em quinto. E a realidade do treinador é ser pressionado a todo tempo. 99 jogos e alcançamos boas coisas. Sem título, mas campanha maravilhosa na Libertadores, semifinal na Copa do Brasil… Vida do treinador não é de bons momentos a todo tempo, mas vivia dois anos sem pressão. E chegou agora. Eu me preparei para isso. Não me preparei não só para as coisas boas. Vejo com naturalidade. Não me tornei treinador do dia para a noite. Minha carreira está apenas começando. Viverei as coisas boas e as ruins”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“No futebol, são diversos fatores extracampo. E nós profissionais procuramos fazer o melhor pela camisa que vestimos. E temos que nos preocupar com campo e bola. Voltamos a vencer depois de cinco jogos quando vínhamos criando. E parecia desculpinha. Não fizemos gol nos últimos quatro e fizemos cinco hoje. Poderíamos ter dividido para estarmos em um melhor lugar na tabela… Agora é descansar porque saímos muito desgastados nesse jogo para fazer um grande clássico. Esperamos voltar aos trilhos e continuar nessa série de vitórias que é importante para todos nós”, completou.

Rodrygo comenta hat-trick e pede para Santos não “desligar” mais

Rodrygo perdeu as contas das vezes em que fez três gols em um único jogo nas categorias de base, mas, como profissional, conseguiu o primeiro hat-trick neste domingo, na goleada do Santos por 5 a 2 sobre o Vitória, na Vila Belmiro.

Em entrevista à Santos TV, o raio comentou sobre os gols marcados e pediu para o Peixe manter a concentração. Depois de abrir 4 a 0 no primeiro tempo, o alvinegro caiu de rendimento, fez um e sofreu dois gols na segunda etapa.

“O jogo começou meio truncado, meio difícil. Tínhamos espaço, mas não concluímos em gol até que sobrou a bola na cabeçada do Dodô, depois fiz o segundo numa jogada individual e acho que ali abriu a porteira. No final desligamos um pouquinho, é uma coisa normal, mas não pode acontecer. O que importa é a vitória”, disse Rodrygo.

“Estou muito feliz e espero que venha muito mais. Esse ano ainda! Na base, perdi as contas. No profissional é o primeiro e mais especial”, completou.

Gabigol vê sorte determinante em goleada do Santos: “Esteve do nosso lado”

Pressionado, o Santos voltou a vencer e a jogar bem em goleada por 5 a 2 sobre o Vitória na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Para Gabigol, a sorte foi determinante.

O camisa 10 entende que o time vinha bem antes deste domingo, mas as oportunidades aproveitadas fizeram a diferença. O atacante ainda elogiou o técnico Jair Ventura e Rodrygo, autor de três gols.

“Foi um jogo muito bom coletivamente. Hoje a sorte esteve do nosso lado e os gols saíram. O Jair é um cara excepcional. E o Rodrygo, um cara muito trabalhador”, disse Gabigol.

Além dos gols: estatísticas provam melhora do Santos em goleada

A maior prova da melhora do Santos diante do Vitória é o placar de 5 a 2 na Vila Belmiro, mas as estatísticas ajudam a entender o bom desempenho do Peixe depois de quatro partidas sem vencer.

O Peixe era quem menos acertava finalizações no Campeonato Brasileiro, com média de três na direção do gol. Contra o Vitória, foram 11 certas em um total de 20. Os números são do Footstats.

O alvinegro ainda bateu um recorde: foi quem mais teve finalizações certas em um tempo na competição: nove, com direito a três gols de Rodrygo. Nos sete jogos anteriores, o melhor desempenho foi de seis chutes corretos. Seis em 90 minutos.

Outro dado interessante é o de cruzamentos. Com maior volume de jogo, o Santos levantou a bola 25 vezes na área do Vitória, com nove acertos. No empate em 0 a 0 com o Real Garcilaso, por exemplo, foram 50 cruzamentos e o mesmo número de tentativas certeiras.

As estatísticas comprovam a mudança de postura do Santos. Pressionado, o time pressionou desde os primeiros minutos e mostrou linhas adiantadas, compactação, triangulações pelas pontas e objetividade no ataque. Os três pontos fizeram o técnico Jair Ventura ser mantido no cargo.

Santos ganha novos desfalques e sofre para completar banco

O Santos tem sofrido não apenas com a escalação, mas também na composição do banco de reservas. Com a possibilidade de 12 suplentes, o Peixe teve apenas nove contra o Vitória e oito diante do Atlético-PR.

À frente de um elenco com 29 jogadores, o técnico Jair Ventura tem sofrido com desfalques. No último domingo, na goleada por 5 a 2 sobre o Vitória, na Vila Belmiro, o alvinegro não contou com Bruno Henrique (trauma no quadril), Daniel Guedes (conjuntivite) e Yuri Alberto (luxação no ombro direito).

No departamento médico, além do trio, estão Alison (lesão no joelho direito), Vitor Bueno e Arthur Gomes (entorse no tornozelo esquerdo) e Vecchio (dores no joelho direito). Caju, negociado com o Apoel-CHI, só treina no CT Rei Pelé para manter o condicionamento físico.

O único atleta que deve retornar na próxima rodada é Bruno Henrique. A tendência é que o atacante fique no banco de reservas no clássico contra o Corinthians, quarta-feira, às 21h (de Brasília), na arena do rival, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O camisa 11 ainda sente dores após se chocar na trave na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Pacaembu.

Jair pode repetir a escalação das partidas contra Atlético-PR e Vitória na quarta: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Diego Pituca, Renato e Jean Mota; Eduardo Sasha, Rodrygo e Gabigol.

O Peixe é o 15º colocado do Campeonato Brasileiro, com nove pontos e uma rodada a menos. O alvinegro enfrentará o Vasco em jogo adiado da rodada 3. A partida será em julho, depois da Copa do Mundo na Rússia, no Pacaembu.

Em alta, Pituca tem contrato longo e um dos menores salários do Santos

Quando Alison sofreu lesão no joelho direito, imaginava-se que Yuri e Guilherme Nunes brigariam pela vaga em aberto no meio-campo do Santos. Mas foi Diego Pituca quem se firmou e tem sido destaque no time de Jair Ventura.

Armador de origem e com preferência em ser segundo volante, Pituca tem feito bem a “cabeça de área”, como dizem os mais velhos. O jogador de 25 anos marca bem, ajuda na saída de bola e chega bem no ataque, como no último domingo, quando deu duas assistências nos 5 a 2 sobre o Vitória, na Vila Belmiro.

“Foi mais um grande jogo do Pituca. Jogador que eu pincei (do time B) e hoje ele é importantíssimo na ausência do Alison. Vem ajudando demais o time. Muitos treinadores me ligaram para perguntar dele e nós seguramos”, disse o técnico Jair Ventura, em coletiva de imprensa.

Destaque no Botafogo-SP, Diego Pituca chegou ao Santos B em maio de 2017 e foi promovido por Jair na pré-temporada deste ano. No sub-23, assinou um bom contrato para os moldes da categoria, de quatro temporadas e salário de 32 mil. Hoje, é um dos menores vencimentos entre os profissionais.

Herdeiro do apelido do pai e nascido em Mogi Guaçu-SP, Pituca começou a carreira no Mineiros-GO e passou por Brasilis, Guaçuano, Matonense e Botafogo, todos de São Paulo, antes de chegar ao Santos. Polivalente, o atleta já atuou como lateral-esquerdo, volante, meia e ponta.


Santos 3 x 1 Paraná

Data: 13/05/2018, domingo, 19h00.
competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.971 pessoas
Renda: R$ 140.110,00
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS).
Cartões amarelos: Torito Gonzáles e Vitor Feijão (P); Gabriel (S).
Gols: Rodrygo (02-2), Gabriel (13-2), Gabriel (31-2) e Silvinho (47-2)

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Vecchio), Jean Mota e Vitor Bueno (Diego Pituca); Eduardo Sasha, Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura

PARANÁ
David; Alemão, Jesiel, Rayan e Igor (Júnior); Wesley Dias, Torito Gonzáles (Alex Santana) e Caio Henrique; Léo Itaperuna (Vitor Feijão), Silvinho e Carlos.
Técnico: Rogerio Micale



Gabigol faz dois, Rodrygo deixa o seu e Santos faz 3 a 1 no Paraná

Dois tempos bem distintos e um resultado positivo. Esse pode ser um resumo rápido da vitória por 3 a 1 do Santos sobre o Paraná neste domingo, na Vila Belmiro. Depois de um primeiro tempo que deixou a desejar, os comandados de Jair Ventura tiveram grande atuação nos 45 minutos finais e, em dia inspirado de Gabigol, autor de dois gols, conquistaram mais um triunfo no Campeonato Brasileiro.

As vaias no fim do primeiro tempo puderam dizer muito a respeito dos 45 minutos iniciais do Santos. Sonolento, o time de Jair Ventura pouco criou ofensivamente, apesar da movimentação constante dos jogadores da frente. Errando muitos passe, a alternativa se tornou os lançamentos, que consagraram a defesa do Paraná. O time de Micale, por sinal, foi quem esteve mais perto de abrir o placar, com duas finalizações nos minutos finais.

O segundo tempo começou com o Santos disposto a apagar a má imagem do tempo inicial e logo no primeiro minuto Rodrygo fez questão de deixar a situação mais tranquila marcando seu primeiro tento na Vila Belmiro. O jovem “raio” aproveitou o desviou de Sasha para abrir o placar. A partir de então, brilhou a estrela de Gabigol. O camisa 10 marcou nos dois gols seguintes e se consagrou como “o cara” da noite. Silvinho ainda marcou o gol de honra.

O jogo

Os primeiros minutos da partida na Vila Belmiro foram sonolentos, com as duas equipes abusando dos lançamentos em profundidade e dos erros de passe, que fizeram com que os dois goleiros nem aparecessem na partida. O primeiro a tocar na bola foi justamente Vanderlei, mas para corrigir a trapalhada de Lucas Veríssimo, que recuou estranho e obrigou o arqueiro do Peixe a rifar a bola.

Apesar da mobilidade dos atacantes, que trocavam de posição a fim de tentar surpreender a defesa do Paraná, o time da casa pouco criava no campo ofensivo. As melhores chances eram por levantamentos para área e dessa forma os comandados de Jair Ventura quase abriram o placar aos 27 minutos. Rodrygo aproveitou o cruzamento de Dodô e testou para a defesa de David.

Sem conseguir penetrar na defesa do visitante, o Peixe passou a ver o Paraná ficar com a bola e trocar passes, criando a partir de triangulações jogadas de perigo. A primeira do time de Rogério Micale veio aos 41 minutos, quando Alemão tabelou com Carlos pelo lado direito e ficou cara a cara com Vanderlei, que sobressaiu e espalmou para escanteio. Na segunda chance, Silvinho aproveitou o rebote do escanteio e jogou para fora.

As vaias no fim do primeiro tempo parecem ter deixado o time do Santos mais motivado para a reta final e a pressão foi desde a saída de bola. Logo no primeiro minuto, Gabriel arriscou de fora da área, Sasha desviou de cabeça e a bola sobrou para Rodrygo, que tocou para as redes e marcou seu primeiro gol no templo sagrado da baixada.

A pressão santista continuou e Gabigol parecia motivado a corroborar o apelido que ganhou desde os tempos de Menino da Vila. Primeiro, tentou cavar um pênalti e acabou levando o amarelo. Aos 13 minutos, ele não perdoou. Victor Ferraz cruzou para área, Eduardo Sasha ajeitou de cabeça e o camisa 10 completou para o fundo das redes, ampliando o placar.

A vantagem do Peixe deixou o jogo mais movimentado e animado para os torcedores presentes. Precisando da primeira vitória no Campeonato Brasileiro, o Paraná passou a chegar mais, mas com chutes de longa distância que pouco assustavam Vanderlei. Do outro lado, Vitor Bueno finalizou de primeira e a bola passou raspando a trave de David, em sua última jogada antes de dar lugar a Diego Pituca.

A estrela de Gabigol brilhou pela segunda vez na partida em lance digno de atacante, aos 30 minutos. Depois de grande jogada individual de Arthur Gomes, que substituiu Rodrygo, o camisa 10 teve apenas o trabalho de empurrar para as redes. No último lance, Silvinho ainda marcou o gol de honra do Paraná, mas insuficiente para reverter a desvantagem.