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Santo André 0 x 1 Santos

Data: 25/03/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 11ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público: 9.286 total
Renda: R$ 273.780,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Mauro André de Freitas e Alberto Poletto Masseira
Cartões amarelos: Tiago Ulisses (SA, 2).
Cartão vermelho: Tiago Ulisses (SA).
Gol: Copete (29-2).

SANTO ANDRÉ
Zé Carlos; Cicinho Vieira, Leonardo, Reniê (Diogo Borges) e Aelson (Paulinho); Renato, Tiago Ulisses, Garré e Serginho (Deivid); Henan e Claudinho.
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Cléber) e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Hernández) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Copete entra, marca e garante o Santos na próxima fase do Paulistão

Depois de temer ficar de fora das quartas de final do Campeonato Paulista, o Santos conseguiu mudar esse cenário nas últimas rodadas e agora vive uma situação tranquila. Na tarde deste sábado, o Peixe mais uma vez jogou para o gasto, mas fez o suficiente para derrotar o Santo André no estádio Bruno José Daniel, na região do ABC Paulista, pela 11ª e penúltima rodada do Estadual. O nome do jogo foi Jonathan Copete, que entrou no segundo tempo a pedido dos torcedores e marcou o único gol do confronto.

Agora, com 19 pontos, o Santos já está classificado, graças aos seus concorrentes. O Mirassol, que iniciou a rodada com com 14 pontos, apenas empatou com o Novo Horizontino fora de casa. Com isso, o Peixe não pode mais ser superado pela equipe que iniciou a competição com a grande sensação do Estadual. A briga agora é entre Mirassol e Ponte Preta. A Macaca, com 16 pontos, visitará o São Bento também às 18h30, mas nesse domingo. Por outro lado, o Santo André estacionou nos 11 pontos deu adeus ao sonho de jogar as quartas de final.

o jogo

Com Jean Mota na vaga de Zeca, poupado por precaução, mas com os retornos de Vanderlei e Ricardo Oliveira, o Santos entrou em campo com o objetivo de fazer sua parte para garantir a classificação às quartas de final ainda nesse fim de semana. Apesar disso, os comandados de Dorival Júnior não conseguiram mostrar em campo a gana pelos três pontos que o torcedor esperava no ABC Paulista.

A primeira etapa foi marcada por muito perde e ganha na região central do gramado, os erros de passes foram muitos das duas equipes e a lentidão do Peixe chegou a irritar os torcedores em alguns momentos.

Mesmo assim, o Alvinegro Praiano teve duas chances claras de balançar as redes. Primeiro com Vitor Bueno, já aos 39 minutos, mas o meia acabou carimbando o goleiro Zé Carlos. Na última jogada antes do intervalo, foi a vez de Ricardo Oliveira falhar de frente para a meta do Ramalhão. Desequilibrado, o camisa 9 isolou de dentro da pequena área.

Na segunda etapa, tanto Sergio Soares quando Dorival Júnior buscaram dar mais velocidades aos seus times. Deivid entrou na vaga de Serginho pelo Santo André e Vladimir Hernández substituiu Vitor Bueno no Santos.

A partida seguiu muito equilibrada, correndo até com um certo marasmo e cada vez mais foi ficando marcada por uma tarde ruim de Ricardo Oliveira. O centroavante santista teve três oportunidades de estufar as redes no segundo tempo, aos 14, aos 20 e aos 27, de cabeça, no miolo da área e pela direita, mas em todas acabou errando o alvo, para desespero dos visitantes.

Quem apareceu, então, para decidir o jogo foi Jonathan Copete. A torcida pediu sua entrada e Dorival atendeu. Dez minutos depois, aos 29, o colombiano apareceu livre pela esquerda, em contra-ataque do Peixe, e não falhou após cruzamento milimétrico de Lucas Lima.

O Santos esteve longe do futebol arte que tanto venera, mas fez o suficiente para derrotar o Ramalhão no Bruno José Daniel.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza superação física do Santos para vencer mais uma

O Santos não fez uma grande partida nesse sábado. Apenas o suficiente para vencer o Santo André por 1 a 0. De qualquer forma, foi a segunda vitória seguida da equipe no Campeonato Paulista e, depois de passar por apuros, agora vê a classificação às quartas de final muito perto, com o time na liderança do Grupo D. E após o confronto no Bruno José Daniel, Dorival Júnior fez questão de valorizar muito o resultado por causa de um fator em especial: sua equipe teve menos tempo de recuperação que seus últimos três adversários.

“Acho que nós temos que ficar satisfeitos, porque nessas últimas três rodadas, desde o jogo contra o Palmeiras, jogamos sempre com a defasagem de um dia (de descanso em relação aos adversários). E agora, sábado, 15 horas, num sol que… Isso ai acaba tirando um pouco da velocidade do espetáculo, tanto de um lado quanto de outro. Sentimos mais pela falta de recuperação”, ressaltou o treinador santista logo em sua primeira resposta na entrevista coletiva concedida no vestiário.

E Dorival tem razão sobre sua reclamação. Antes de fazer o clássico com o Palmeiras no domingo passado, o Peixe atuou pela Libertadores na quinta, enquanto o rival alviverde jogou no dia anterior. Na rodada seguinte, o desafio foi contra o São Bento na quarta, mas a equipe de Sorocaba teve um dia a mais de recuperação por ter jogado no sábado. E diante do Santo André, os comandados de Dorival encararam um rival que entrou em campo pela última vez na terça-feira passada.

“Mesmo com a derrota para o Palmeiras, vejo o time crescendo de produção, amadurecendo, e espero um bom final de competição”, ponderou o técnico do Peixe, valorizando a superação de seus atletas. Nem mesmo as diversas oportunidades de gol desperdiçadas frente ao Ramalhão, que por pouco não complicaram o objetivo da equipe, foram motivo para uma crítica mais acentuada de Dorival Júnior.

“Um fato natural, vai acontecer e daqui a pouco vamos voltar a fazer gols dentro da normalidade que a equipe sempre fez. Talvez me preocupasse mais se a equipe não estivesse conseguindo criar, isso, sim, traria uma preocupação maior. São jogadores que sabem fazer gols e que têm a nossa confiança”, disse, se referindo principalmente a Ricardo Oliveira, que nesse sábado perdeu pelo menos quatro chances claras.

Reservas entram bem e disputa por posição empolga Dorival Júnior

Em uma tarde em que Vitor Bueno e Bruno Henrique não conseguiram fazer em campo o que o técnico Dorival Júnior esperava de ambos, Vladimir Hernández e Jonathan Copete saíram do banco de reservas para dar mais velocidade e eficiência ao time do Santos. Após as duas substituições, o Peixe conseguiu criar oportunidades ofensivas e chegou ao gol da vitória sobre o Santo André no estádio Bruno José Daniel. E essa demonstração de força do elenco, para o técnico santista, foi mais relevante do que as decepções com seus titulares nesse sábado.

“O que nós queremos é isso, todo mundo preparado dentro da necessidade, entrando e dando uma reposta. Isso é elenco. Todo mundo focado e se respeitando, as coisas acontecem. Eu falei para ele (Copete) ‘você vai entrar e ser decisivo’. E graças a Deus deu certo”, comentou Dorival depois do jogo que encaminhou a classificação do Santos para as quartas de final do Campeonato Paulista.

Jonathan Copete, aliás, perdeu a vaga de titular para Bruno Henrique e agora corre atrás para retomar seu espaço. Nesse sábado, diante do empate sem gols, o colombiano viu a torcida pedir sua entrada em coro. O atacante, então, entrou aos 19 minutos do segundo tempo. Dez minutos depois, marcou o gol da vitória do Santos.

“Fico muito agradecido com meus companheiros e pelos torcedores, que me ajudaram hoje. A equipe do Santo André joga muito bem, com jogadores muito rápidos, mas nós marcamos o gol e conseguimos a vitória”, disse o jogador.

“Aparecendo uma condição, eles estão entrando. O Copete vinha como titular, o Bruno apareceu em numa crescente, não posso tirar isso do jogador. De repetente, o Bruno cansou (nesse sábado), sai e entra o Copete. Essa é uma resposta muito boa e tem feito com que a nossa equipe cresça. Esse foi o maior ganho para o Santos esse ano”, comemorou Dorival Júnior.

Copete prega compromisso do Peixe em ir às quartas em primeiro lugar

Autor do gol da vitória santista sobre o Santo André no último sábado, fora de casa, Jonathan Copete começou essa nova semana em alta. Entrando na vaga de Bruno Henrique, o colombiano aproveitou a oportunidade para assegurar mais três pontos à sua equipe, que vai para a última rodada, contra o Novorizontino, na Vila Belmiro, confiante em encerrar a primeira fase na primeira colocação do Grupo D.

Empatado com a Ponte Preta com 19 pontos, o Peixe quer confirmar seu favoritismo diante do próximo rival para ir às quartas de final no topo da tabela e ter o direito de decidir o jogo das quartas na Vila Belmiro. E será justamente a Ponte a adversária do Santos na próxima fase do Paulistão.

“Sabemos que ficar em primeiro lugar dá um pouco de tranquilidade. Nos dá a possibilidade de jogarmos com a nossa torcida e isso é melhor para nós. O primeiro lugar é o nosso objetivo”, disse Copete, sinalizando que o Santos deve entrar com o time titular nesta quarta-feira.

Disputando diretamente contra o adversário que terá nas quartas de final a primeira colocação do Grupo D, o Peixe ligou o alerta para não acabar vacilando na última rodada e ceder o mando de campo do jogo de volta à Ponte Preta, time que, segundo Copete, merece cuidados.

“A Ponte Preta tem um bom time, rápido, de qualidade, então temos que ter muita paciência para igualar as jogadas e lutar dentro de campo para cumprir o objetivo”, comentou o atacante.

Se antes o Santos foi alvo de duras críticas da torcida, que chegou a pichar os muros da Vila Belmiro após a derrota no clássico contra o Palmeiras, agora o time do técnico Dorival Jr parece, enfim, ter encontrado seu equilíbrio em campo. Vindo de duas vitórias consecutivas no Paulistão, o clube planeja contar com a força da torcida na próxima fase do campeonato, mas sabe que para isso precisa demonstrar um bom futebol.

“No futebol a gente vive de resultados. Às vezes, quando tudo não vai bem, acontecem muitas coisas. Mas sabemos do nosso trabalho, da entrega. Isso dá sentido para tudo o que fazemos. As pessoas pensam o que quiser, mas nós trabalhamos”, finalizou Copete.

Copete não desanima com reserva no Santos e vê ‘competição saudável’

Assim que foi contratado, em julho de 2016, Jonathan Copete assumiu a titularidade do Santos e se tornou um dos principais destaques da equipe comandada por Dorival Júnior. Porém, o colombiano acabou perdendo espaço para Bruno Henrique nos últimos anos. Mesmo assim, o camisa 36 não mostrou chateação e diz até que já esperava a mudança.

“Não surpreendeu. Respeitamos o professor e trabalhamos para seguir ajudando. Não fiquei mal quando saí. Uns jogam, outros descansam, é uma das coisas que acontecem. O que sempre joga vai poder fazer as coisas da melhor forma, mas é uma competição saudável, que todos precisamos e certamente vai ser assim até o final do ano”, disse Copete, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

O colombiano perdeu a vaga para Bruno Henrique no duelo diante do The Strongest, pela Libertadores. Desde então, Copete tem entrado apenas no decorrer das partidas. E foi justamente assim que ele anotou o gol da vitória sobre o Santo André, no último sábado, no ABC.

“Não sou artilheiro, entrego mais em campo do que faço gols. É bom fazer gols e dar assistências, mas é preciso ter tranquilidade para trabalhar, dar tudo nos treinos para acontecer as coisas no jogo. Fiquei tranquilo porque dou meu máximo”, concluiu.

Apesar do tento decisivo, Copete sabe que dificilmente voltará para o time principal. Isso porque o técnico Dorival Júnior acredita que Bruno Henrique vive uma fase melhor. O comandante, inclusive, não pretende poupar os titulares diante do Novorizontino, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.


Santos FC x EC Santo André
Santos Futebol Clube x Esporte Clube Santo André


Retrospecto:

36 jogos
16 vitórias
11 empates
09 derrotas
50 gols pró
33 gols contra
17 saldo

Resultados:

21/01/1976 – Santos 0 x 0 Santo André – Amistoso – Bruno José Daniel
07/02/1980 – Santos 2 x 1 Santo André – Amistoso – Bruno José Daniel
09/07/1982 – Santos 0 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
16/10/1982 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
19/07/1983 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
03/09/1983 – Santos 1 x 2 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
29/08/1984 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
23/09/1984 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
04/05/1985 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
18/09/1985 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
23/02/1986 – Santos 4 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
31/05/1986 – Santos 1 x 2 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
15/03/1987 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
12/08/1987 – Santos 0 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
09/04/1988 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
24/04/1988 – Santos 1 x 1 Santo André – Amistoso – Vila Belmiro
30/04/1989 – Santos 0 x 0 Santo André – 4 x 5 pênaltis – Paulista – Vila Belmiro
04/02/1990 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
01/08/1992 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
31/10/1992 – Santos 2 x 2 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
06/02/1994 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
24/03/1994 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
25/01/2003 – Santos 2 x 2 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
08/02/2004 – Santos 3 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
23/03/2005 – Santos 2 x 3 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
02/02/2006 – Santos 3 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
11/02/2007 – Santos 2 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
25/03/2009 – Santos 3 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
04/06/2009 – Santos 3 x 3 Santo André – Brasileiro – Bruno José Daniel
13/09/2009 – Santos 1 x 0 Santo André – Brasileiro – Vila Belmiro
04/02/2010 – Santos 2 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
25/04/2010 – Santos 3 x 2 Santo André – Paulista – Pacaembu
02/05/2010 – Santos 2 x 3 Santo André – Paulista – Pacaembu
05/02/2011 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Pacaembu
25/03/2017 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel


Data: 05/02/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 8.310 pagantes
Renda: R$226.770,00.
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins.
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira.
Cartões amarelos: Léo (S) e Mário Jara (SA).
Gols: Marcelo Godri (05-1) e Rodrigo Possebon (45-1).

SANTO ANDRÉ
Neneca, Sandoval, Marcelo Godri e Anderson; Iran, Alex Silva (Valmir), Magno, Aloísio (Juan Felipe) e Romário; Rychely e Nunes (Mário Jara).
Técnico: Pintado.

SANTOS
Vladimir, Pará, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Léo; Adriano, Possebon, Felipe Anderson e Róbson (Crystian); Maikon Leite (Keirrison) e Diogo (Moisés).
Técnico: Adilson Batista.



Desfigurado, Santos só empata com o Santo André no Pacaembu

Sem Elano, Rafael e Durval, Peixe fica no 1 a 1 com o Ramalhão e perde a chance de tomar a liderança do Campeonato Paulista

Na reedição da final do Campeonato Paulista do ano passado, Santo André e Santos ficaram no 1 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu. Com muitas alterações na equipe, o Peixe sofreu com a falta de entrosamento e os erros nas conclusões. Como punição, perdeu a chance de passar a frente do Palmeiras e reassumir a liderança do estadual – é o segundo colocado, com 15 pontos. O Alviverde, ponteiro do campeonato, joga o clássico com o Corinthians, às 17h deste domingo, também no Pacaembu.

Sem Elano, suspenso, o time de Adilson Batista mostrou-se acéfalo. Róbson, que já tem um pré-contrato com o Avaí e ouviu vaias quando foi substituído na segunda etapa, teve dificuldades para armar as jogadas. O time alvinegro também não teve Rafael, suspenso por ter sido expulso contra a Ponte Preta, e Durval, poupado da disputa.

O Santos volta a jogar pelo Campeonato Paulista na próxima sexta-feira, na Vila Belmiro, contra o Noroeste. No sábado, a equipe viaja para a Venezuela, onde na outra terça-feira (15) começa a disputa da Taça Libertadores contra o Deportivo Tachira, pela primeira rodada do Grupo 5.

O empate também não foi um grande negócio para o Santo André. Com o resultado no Pacaembu, o time de Pintado tem seis pontos, na 14ª colocação e sem uma vitória no torneio. Na próxima rodada, Ramalhão visita o Botafogo-SP, no sábado.

Desfigurado, o Santos demorou para se encontrar em campo. E sofreu um baque logo nos primeiros minutos de jogo. Aos 5, Marcelo Godri aproveitou a sobra de uma cobrança de falta e contou com a sorte. Disparou um chute, que desviou em Rychely e acabou enganando o goleiro Vladmir. A reação santista levou tempo.

O primeiro chute contra Neneca ocorreu somente aos 16 minutos. Maikon Leite desceu com liberdade pelo lado direito, mas o goleiro do Ramalhão defendeu com tranquilidade. Depois, o atacante voltou a chegar bem perto do arqueiro do Santo André. Driblou dois defensores pelo lado esquerdo, mas seu chute acertou a rede, mas pelo lado de fora.

Com o passar do tempo e os erros nas conclusões, a torcida santista começou a ficar irritada nas arquibancadas. O Peixe, que teve Diogo se movimentando bem no ataque, mas ainda se mostrava fora de forma, chegava com certa facilidade na área do Santo André, mas pecava na hora do último arremate. Até que um volante, com elegância, empatou a partida, aos 45 minutos.

Depois de cobrança de escanteio, Neneca afastou mal e acabou buscando a bola no fundo da sua rede. O desvio errado do goleiro do Ramalhão parou no pé esquerdo de Rodrigo Possebon. Sem deixar a bola cair, ele dominou e de primeira mandou no ângulo direito para fazer 1 a 1 e acalmar os ânimos no Pacaembu.

Na segunda etapa o Peixe seguiu a tônica do primeiro tempo. Pressionava, pressionava, mas errava na conclusão. Fora da sua posição original, Diogo apresentava dificuldades para fazer o papel de pivô na área do Ramalhão. Percebendo isso, Adilson Batista aproveitou a chance para dar uma folguinha ao atacante Maikon Leite, que fez todas as partidas deste estadual, e colocou Keirrison para atuar mais no comando do ataque.

No Santo André, as entradas de Juan Felipe e Valmir melhoraram a defesa e tornaram a equipe mais arisca nas poucas vezes em que chegava na área santista. Nunes, principal opção no ataque, porém, não conseguia se desvencilhar da marcação do sistema defensivo alvinegro.

A partida seguia dominada pelo Santos, que não conseguia tirar a igualdade do placar. Nos contragolpes, o Peixe quase foi punido pelos erros que cometeu na frente. Aos 39, Juan Felipe teve ótima oportunidade pela esquerda, avançou sozinho, mas chutou para fora.


Vídeos: (1) Reportagem especial do Globo Esporte, “A última dança” e (2) Fantástico.

Santos 2 x 3 Santo André

Data: 02/05/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 35.001 pagantes
Renda: R$ 2.349.455,00
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes (SP)
Auxiliares: Maria Eliza Barbosa e Daniel Paulo Ziolli
Cartões amarelos: Júlio Cesar, Rodriguinho, Carlinhos, Cicinho, Ale, Rômulo e Halisson (SA); Pará, Neymar e Paulo Henrique Ganso e Edu Dracena (S).
Cartão vermelho: Nunes (S); Léo, Marquinhos e Roberto Brum (S).
Gols: Nunes (30s-1), Neymar (07-1), Neymar (32-1), Alê (20-1) e Branquinho (44-1).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André) (Bruno Aguiar).
Técnico: Dorival Júnior

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho (Rômulo), Cesinha, Halisson e Carlinhos; Ale (Edson Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares.



Com 8, Santos segura ‘derrota válida’ contra o Santo André e fatura título

Alvinegro chega ao seu 18º título do Campeonato Paulista

O Santos entrou em campo neste domingo, no Pacaembu, podendo perder por até um gol para ser campeão. Mas em vez de um novo show dos Meninos da Vila, o que se viu foi um Santo André altamente eficiente, uma decisão dramática e um Santos esfacelado após três expulsões. O regulamento do Paulista foi decisivo. Mesmo derrotado por 3 a 2, o time da Baixada conquistou seu 18° título estadual.

O duelo no Pacaembu teve altas doses de tensão, com direito a bola na trave de Rodriguinho nos minutos finais, tento que poderia dar o título ao Santo André. O Santos terminou a partida com apenas oito jogadores em campo. O Santo André perdeu um.

Os 45 min iniciais da decisão enterraram quaisquer projeções de um duelo teoricamente tranquilo para o Santos, que havia vencido o primeiro jogo da final por 3 a 2, no mesmo estádio.

Um breve resumo explica melhor o “pegado” primeiro tempo: cinco gols (três do Santo André e dois do Santos), um gol anulado, bola na trave, três expulsões, seis amarelos e muita reclamação.

Não houve tempo para o Santos respirar no começo do jogo. A torcida alvinegra ainda exaltava o ídolo Giovanni quando o Santo André abriu o marcador, com apenas 30 segundos de jogo. Cicinho foi acionado no ataque, driblou Felipe e chutou ao gol. Nunes encostou na bola antes de cruzar a linha.

O gol do time do ABC assustou os santistas. Pela esquerda, o time da Vila tratou de ameaçar o rival. O empate não tardou.

Recuperado de um ferimento no olho direito, Neymar justificou o clamor da torcida santista e de outras equipes, que pede sua convocação à Copa do Mundo.

Aos 7 min do primeiro tempo, o camisa 11 do Santos marcou um gol antológico. Neymar recebeu passe de Robinho, invadiu a área, driblou o goleiro Julio César e mais um marcador antes de finalizar.

A necessidade de vencer por boa margem de gols impulsionou o Santo André, que envolvia a defesa santista com Rodriguinho e Nunes. O goleiro Felipe passava apuros. Uma bola na trave em sua meta e um gol anulado do Santo André pela arbitragem aumentaram o nervosismo da partida.

A pressão andreense fez efeito. Em cobrança de escanteio, Alê cabeceou, recolocando o time do ABC à frente, 2 a 1.

A decisão, que já estava tensa, sofreu nova faísca pouco após o segundo gol do Santo André. Nunes e Léo se desentenderam na lateral. Sálvio Spinola expulsou os dois jogadores.

O Santos apresentava melhor qualidade técnica; o Santo André respondia com impressionante organização e aplicação em campo.

Do pé de outro queridinho da torcida nacional, Paulo Henrique Ganso, a equipe alvinegra chegou ao 2 a 2. Ganso, na verdade, “lapidou” o segundo gol de Neymar na partida, dando o passe de letra para o camisa 11 marcar.

Aos 37 min, o Santos ficou com nove em campo. Marquinhos cometeu falta violenta no meio-campo, sendo expulso.

O Santo André foi premiado no final da primeira etapa. Bruno César novamente pôs o time do ABC à frente. Sálvio Spínola encerrou a agitada primeira etapa aos 47 min.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo alucinante da etapa anterior. Rodriguinho driblou Felipe e chutou. Arouca salvou em cima da linha.

Inferior numericamente em campo, o Santos passou a priorizar a defesa, ameaçando esporadicamente o rival no ataque. Robinho atuava ora como atacante ora como lateral direito, impedindo o avanço de Carlinhos. Já o Santo André tinha maior controle de jogo, explorando a velocidade de Rodriguinho.

Dorival trocou Robinho pelo atacante André durante a segunda etapa. Com a mudança, Neymar passou a ficar mais próximo da linha do meio-campo.

A estratégia de segurar o resultado ficou evidente pouco depois da saída de Robinho. Neymar deu lugar a Roberto Brum. O volante, porém, não durou muito em campo. Ele foi expulso após carrinho no meio-campo. Imediatamente depois da perda de Brum, Dorival sacou André para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar.

Ganso segurava a bola no ataque. O Santo André, por sua vez, ameaçava se aventurou no ataque. O time do ABC por pouco não alcançou os 4 a 2 de que precisava. Nos minutos finais, Rodriguinho acertou a trave, última chance de o Santo André no jogo.

Santos vê vitória do futebol-arte em conquista dramática sobre o Santo André

O Santos entende que não apenas o clube celebrou o título estadual obtido sobre o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O futebol-arte “comemorou” a conquista alvinegra, discursou o técnico Dorival Junior e o atacante André, que classificaram como injustiça caso o time do ABC levasse a taça.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não fosse o campeão, mesmo com a belas apresentações do Santo André nos dois jogos. Se o Santos não erguesse o título de campeão seria um desrespeito para o futebol. Me desculpe, mas não é nenhum desabafo, mas uma constatação”, comentou Dorival Júnior.

Expoentes da nova geração de Meninos da Vila, Neymar e Paulo Henrique Ganso brilharam no Paulista. Suas atuações renderam cobranças ao técnico Dunga, que jamais os convocou para a seleção brasileira.

Repatriado durante o torneio, Robinho afirmou ter “jogado em prol do grupo”, dispensando pedaladas.

Em 23 jogos disputados no Estadual, o Santos marcou 72 gols, mais de 3 gols de média. Neymar foi o artilheiro do clube na competição, com 14 gols, dois deles anotados neste domingo. Ganso marcou 11 vezes.

“Com todo respeito ao Santo André, esse título tinha que ser nosso. Por tudo que fizemos no campeonato, seria um pecado se o título não fosse nosso. É mais do que merecido. Tinha que ser desse jeito e deu tudo certo”, disse o atacante André, vice-artilheiro do Santos no Paulistão, com 13 gols.

Derrotado neste domingo por 3 a 2, o Santos havia vencido a equipe do ABC no primeiro jogo da decisão, por 3 a 2. Neste “empate” de resultados, o time da Vila levou a melhor e ficou com o título, pois somou mais pontos até as finais do torneio.

Ganso se recusa a sair nos minutos finais e ‘resolve’ o jogo para o Santos

Paulo Henrique Ganso comandou o Santos na decisão do Campeonato Paulista contra o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O meia trabalhou com a posse de bola em boa parte do segundo tempo, e com moral, se negou até a ser substituído nos minutos finais.

Logo após a expulsão de Roberto Brum, o alvinegro ficou com oito homens em campo – Léo e Marquinhos já haviam recebido o cartão vermelho -, Dorival Júnior sinalizou a entrada de Bruno Aguiar no lugar de Ganso. No entanto, o meia recusou-se a sair. Sem imposição, Dorival trocou o substituto e sacou André.

“Chamei a responsabilidade, pois senti que deveria fazer isso. Com a camisa 10 da equipe tenho que ter essa postura. Não quis sair e fui premiado com o título”, disse Ganso, que atuou com a camisa 17 na final, já que Giovanni foi relacionado com a 10 como forma de homenagem do clube.

“Conversamos e ele (Ganso) disse que estava desgastado, arrebentado. Pensei em fazer uma alteração para dar mais sustentação ao time. Foi uma iniciativa dele (a de ficar) e isso deve ser valorizado, não é menosprezo nem desrespeito. Foi uma decisão de um atleta que resolveu o jogo para nós”, comentou Dorival.

No jogo decisivo, Ganso teve atuação de gala. Além de comandar o time nos 45 minutos finais, o meia deu um passe de letra para Neymar marcar o segundo gol do time. O jogador foi um dos mais festejados após o encerramento da partida. Antes de pensar em sacar o meia, Dorival já havia tirado Robinho e Neymar de campo.

O Santo André venceu o jogo por 3 a 2, porém, o Santos ficou com o título. Isso porque a equipe tinha a vantagem da igualdade no marcador após a somatória dos dois confrontos. O placar agregado foi 5 a 5.

Neymar chora com 1º título e se consagra como artilheiro do time sensação

Neymar não economizou lágrimas na comemoração do título paulista do Santos. Festejando sua primeira conquista como profissional, o atacante chorou em diferentes momentos da festa. Começou logo após o apito final deste domingo e continuou mais tarde, quando se ajoelhou no gramado. O camisa 11 foi o autor dos dois gols na derrota para o Santo André por 3 a 2, no Pacaembu, e terminou o campeonato como artilheiro alvinegro.

“Foi a melhor partida da minha vida”, vibrou Neymar, entre abraços com os companheiros e recebendo elogios de todos os atletas.

Neymar foi o artilheiro do Santos no Paulistão. Com os dois gols deste domingo, chegou a 14 e superou o amigo André, autor de 13.

Tão ou mais importante que Neymar na partida desta tarde, Paulo Henrique Ganso não poupou elogios ao companheiro. “O Neymar jogou muito, fez os dois gols e ajudou esse time a ser campeão. Agora é só comemorar”, comentou o meio-campista.

Neymar voltou ao Santos para a final depois de se recuperar de lesão no olho. Na primeira etapa, foi acusado pelos jogadores do Santo André de ser “cai-cai”. Mas chamou a responsabilidade e teve papel decisivo. Ao anotar um dos gols, bateu no peito e gritou: “eu sou f…”.

Até o pai de Neymar entrou na festa, vestindo uma peruca que imitava o corte moicano adotado pelo atacante. “Está paga a promessa. Agora é só comemorar”, comemorou o pai do artilheiro santista.


Vídeos: (1) Melhores momentos, (2) Reportagem do Globo Esporte e (3) do Fantástico.

Santo André 2 x 3 Santos

Data: 25/04/2010, domingo.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público total: 33.354
Renda: R$ 1.770.150,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poletto Masseira.
Cartões amarelos: Rômulo e Toninho (SA); Wesley (S).
Cartão vermelho: Toninho (SA)
Gols: Bruno César (35-1); André (13-2), Wesley (17-2), Wesley (25-2) e Rodriguinho (38-2).

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho, Cesinha, Toninho e Rômulo; Alê, Gil, Branquinho (Pio) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes
Técnico: Sérgio Soares.

SANTOS
Felipe; Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Wesley, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique (Zé Eduardo); Neymar (André) e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior



Sem Neymar, Santos acorda, vira sobre o Santo André e amplia vantagem

Com 45 minutos de bom futebol no Pacaembu, na tarde deste domingo, o Santos aumentou a vantagem sobre o Santo André na disputa pelo título do Campeonato Paulista. Depois de um primeiro tempo irreconhecível, no qual sucumbiu diante da forte marcação adversária e sofreu um gol, a equipe da Baixada Santista acordou na etapa final e virou o placar para 3 a 2.

Neymar, uma das principais estrelas dos Meninos da Vila, saiu machucado no intervalo. André o substituiu, e o time de Dorival Júnior mudou o panorama da partida. Com o resultado, o Santos pode até perder por um gol de diferença no próximo domingo, no mesmo Pacaembu, que levantará a taça do Paulistão pela 18ª vez na sua história.

Bruno César abriu o placar aos 35min do primeiro tempo, André empatou aos 13min e Wesley virou com dois gols, aos 17min e aos 25min. O Ramalhão diminuiu, mesmo com um homem a menos, aos 38min, com Rodriguinho.

“Tínhamos uma vantagem, aumentamos, mas o Santo André provou ser forte”, comentou o lateral-esquerdo Léo, na saída do gramado. “Jogamos mal no primeiro tempo e levamos uma bronca do Dorival. Vocês [jornalistas] não imaginam o que escutamos. Com o Pacaembu todo nosso, não pode acontecer. Voltamos melhor, com movimentação, e viramos.”

“Perdemos muitos gols. Falaram que iriam golear fácil durante a semana, mas suaram para ganhar da gente. Marcamos forte, e tomamos gols em contra-ataques. Eu avisei que não podia dar espaço no contra-ataque”, respondeu o goleiro Júlio César, do outro lado.

“No segundo tempo, o Santos foi a cara de todo o campeonato. Se terminasse 3 a 1, seria muito melhor. Nossa equipe tem de aprender a cadenciar o jogo, não só ir para o ataque. Fica o aprendizado para o segundo jogo”, analisou Edu Dracena, criticando os alvinegros pelo gol sofrido no final.

O jogo

Com menos de cinco minutos, Santos e Santo André já tiveram três boas chances de abrir o placar. A primeira foi da equipe alvinegra. Neymar passou pelo marcador e tocou para Robinho. O camisa 7 rolou, Wesley invadiu a área e chutou forte. Júlio César espalmou.

O time do ABC respondeu em uma cobrança de escanteio. Felipe saiu mal do gol, e Toninho cabeceou por cima. Um minuto depois, Rodriguinho invadiu a área e bateu. O camisa 1 santista mandou pela linha de fundo.

O Santos passou a errar muitos passes no ataque, e o Santo André demonstrou mais eficiência para chegar ao gol de Felipe. O goleiro do time alvinegro realizou importantes defesas – a principal delas em um chute cruzado de Branquinho pelo lado direito do ataque.

Aos 29min, Neymar invadiu a área e caiu após disputa com o zagueiro do ABC. Depois de ser atendido fora de campo, voltou e os adversários pediram um amarelo por simulação. O árbitro Paulo César de Oliveira preferiu advertir o zagueiro Toninho por reclamação.

Na sequência do lance, Edu Dracena cometeu falta perto da área. Bruno César bateu no canto de Felipe. O goleiro do Santos pulou, mas não alcançou: 1 a 0.

A equipe do técnico Sérgio Soares continuou melhor, e Nunes desperdiçou a melhor chance de ampliar aos 45min. O camisa 9 recebeu na cara de Felipe e chutou para fora.

“Fomos superiores, mas não podemos vacilar. Precisamos voltar mais focados. Se terminar assim, está bom! Vamos seguir explorando a nossa velocidade”, comentou Branquinho na saída para o intervalo.

“Eles estão marcando muito forte, e a gente precisa se desvencilhar dessa marcação. É uma final, com os dois melhores times da competição. Temos condições de reverter a situação”, opinou o zagueiro Edu Dracena.

“O time se comportou bem, fechou o espaço e não deu espaço para o Santos criar. Se eles criaram, foi pouco, e tivemos mais chances”, opinou Sergio Soares. Entretanto, a história foi outra na etapa final.

Com um problema no olho, que atrapalhava sua visão, Neymar foi substituído no retorno para o segundo tempo por André. E o Santos despertou.

Apoiado pela torcida, o conjunto da Baixada Santista passou a pressionar. Ganso passou a buscar mais o jogo e comandou a linha ofensiva.

Aos 13min, o camisa 10 recebeu na área, foi ao fundo e cruzou no segundo pau. André apareceu sozinho e cabeceou para as redes.

Quatro minutos depois, André iniciou contra-ataque com um passe de calcanhar para Wesley. O camisa 9 tocou para Robinho, recebeu na frente, invadiu a área e bateu no canto direito de Julio Cesar: 2 a 1.

Aos 25min, Pará fez a assistência nas costas de Rômulo. Novamente Wesley invadiu a área e chutou cruzado. Júlio César ainda tocou na bola, mas não evitou o terceiro gol santista.

Aos 29min, Toninho foi expulso após falta em André. Apesar da vantagem no placar e numérica em campo, o Santos recuou e viu o time andreense crescer.

Aos 38min, Rômulo foi ao fundo e cruzou para trás. Gil pegou de primeira e acertou a trave. No rebote, Rodriguinho diminuiu: 3 a 2.