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Santos 2 x 0 Santo André

Data: 25/02/2018, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.687 pagantes
Renda: R$ 135.240,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira.
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Gabriel e Alison (S); Domingos e Flávio (SA).
Gols: Gabriel (28-2) e Eduardo Sasha (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison; Eduardo Sasha, Vecchio (Vitor Bueno), Léo Cittadini (Matheus Jesus) e Arthur Gomes; Gabriel (Rodrygo).
Técnico: Jair Ventura

SANTO ANDRÉ
Neneca; Dudu Vieira, Sueliton, Domingos e Heilton; Flavio, Garré (Paulinho) e Tinga (Joãozinho); Hugo Cabral, Walterson (João Lucas) e Lincom.
Técnico: Sérgio Soares



Santos vence Santo André, mas perde Gabigol para clássico

O Santos venceu o Santo André por 2 a 0 na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista. O resultado deixou o torcedor totalmente feliz? Não.

Gabigol fez o primeiro gol, mas, logo na sequência, finalizou após estar impedido e recebeu o terceiro cartão amarelo. Ele desfalcará o Peixe no clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu. Em bela atuação, Eduardo Sasha fez o segundo gol do alvinegro na Vila.

O Santos dominou o jogo desde os primeiros minutos, mas só abriu o placar na segunda metade da etapa final. O Peixe martelou, teve paciência para abrir espaços e construiu a vitória, que poderia até ter sido maior nos minutos finais, com boas chances para Vitor Bueno e Rodrygo.

Na rodada 10, o Peixe enfrentará o Corinthians. Antes, porém, estreará na Libertadores contra o Real Garcilaso, na quinta-feira, em Cuzco, no Peru.

O jogo:

O Santos pressionou o Santo André nos primeiros minutos, principalmente com bons passes de Eduardo Sasha. Arthur Gomes não aproveitou ótimo cruzamento de Daniel Guedes aos oito minutos. A partida apresentou bom duelo entre Gabigol e o zagueiro Domingos. Foram três carrinhos e um cartão amarelo em 14 minutos.

O domínio era do Santos, mas as chances claras de gol não vinham. E a melhor oportunidade veio com o Santo André, aos 32 minutos. Garré chutou, a bola desviou e no, reflexo, Vanderlei conseguiu espalmar.

Aos 40 minutos, o alvinegro teve a melhor chance de marcar. Léo Cittadini roubou a bola no campo de ataque, fez fila e rolou para Gabigol, perto da marca do pênalti, isolar. O Santos ensaiou uma pressão nos instantes finais, mas não assustou mais o goleiro Neneca.

Pressão nos primeiros minutos, como na etapa inicial. Três cruzamentos em sequência, nenhum aproveitado. Aos 4′, Gabigol arriscou de muito longe e Neneca espalmou de “manchete”. Dois minutos depois, David Braz também tentou da intermediária. A bola desviou e passou com perigo por cima do travessão.

Aos 13 minutos de jogo, o Santos quase saiu na frente. Jean Mota cruzou, Domingos afastou mal e Gabigol chutou forte, para grande defesa do goleiro Neneca. Sasha, na sequência, tentou de bicicleta para fora.

A pressão continuou. Quando o placar marcava 18, Sasha apareceu no segundo pau após bate-rebate e chutou fraco. Neneca, na segurança, desviou para escanteio.

Na base do abafa, mas sem espaços e grande criatividade, o Santos seguiu tentando até marcar. Aos 28 minutos, Eduardo Sasha chutou cruzado, Neneca falhou e Gabigol, sozinho, só teve o trabalho de empurrar. Quatro gols em quatro jogos para o camisa 10.

Segundos depois, porém, a alegria virou raiva. Gabigol recebeu, impedido, driblou Neneca e balançou as redes, desrespeitando a arbitragem. Recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu.

Aos 35 minutos, Vitor Bueno recebeu da entrada da área e bateu bonito, colocado. A bola beijou a trave esquerda de Neneca. E aos 42′, o Santos matou o jogo. Domingos falhou, Sasha dominou e saiu cara a cara com Neneca antes de deslocar o goleiro.

Nos minutos finais, Rodrygo quase deu a goleada ao Santos. E Vanderlei, no último lance, fez grande defesa para manter a invencibilidade da defesa.

Bastidores – Santos TV:

Jair exalta evolução do Santos antes de Libertadores: “Muitas coisas boas”

Após a vitória o técnico Jair Ventura destacou a evolução do Peixe antes do início da competição continental.

“Equipe está em formação, com coisas boas. É muito cedo para falar como estamos, mas não sofremos gols em três jogos. Campeonato Paulista é muito equilibrado, difícil. Falamos do ataque, mas temos que exaltar a defesa. Mudamos a linha de quatro e conseguimos manter padrão, organização. Santos não vai perder ofensividade, mas não deixará de marcar bem, com jogo coletivo forte, muita posse, com muitos gols e sem sofrer gols”, explicou Jair.

De forma mais específica, o treinador analisou a vitória do Peixe sobre o Santo André. O time melhorou no segundo tempo “avassalador”, na visão de Jair.

“Primeiro tempo foi um pouco afoito, depois avassalador no segundo tempo. Muitas oportunidades, jogando dentro da área do adversário. Valorizamos a posse, somos uma das equipes que mais têm posse no campeonato, e consegue reverter em gols. Temos muitas coisas boas para falar dessa noite”, completou.

O Santos se reapresenta na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé, para iniciar a preparação da estreia na Libertadores, contra o Real Garcilaso, quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), na altitude de 3.400 metros em Cuzco, no Peru.

Muito triste, Gabigol lamenta suspensão: “Para violência, não dão cartão”

Gabigol explicou o terceiro cartão amarelo recebido, que o suspende para o clássico contra o Corinthians, no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Pacaembu, pela décima rodada do Campeonato Paulista. O camisa 10 finalizou após a arbitragem assinalar impedimento e foi advertido no segundo tempo da vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo.

“Estou muito triste. O estádio está lotado atrás, colocou a bola para mim e fiz o gol. É difícil fazer o gol. Eu posso ser punido, é difícil falar, mas vocês viram como me bateram e ele não dá cartão. O Neneca demora 20 horas para bater tiro de meta e ele me dá cartão e me tira do jogo. É difícil falar no Brasil, porque pode ser punido, mas vocês têm câmeras para ver que eu não fiz nada. Está ficando chato, muito chato, porque para violência ele (árbitro)não dá cartão, mas para jogadas que o cara não escuta, sem querer, ele acabou me dando cartão e me tirou do clássico”, desabafou o camisa 10.

O técnico Jair Ventura, em coletiva de imprensa, defendeu Gabigol e disse que o jogador justificou no vestiário que não ouviu mesmo o apito do juiz.

“Ele fez quatro gols em quatro jogos e nós vamos exaltar o cartão amarelo recebido? Eu não posso desconfiar do meu jogador. Ele diz que não ouviu o apito. E os três pontos de hoje são os mesmos do jogo contra o Corinthians. Temos coisas boas para falar nessa noite”, analisou.

Gabriel fez o primeiro gol do Peixe na Vila Belmiro, antes de receber o cartão segundos depois. Ele recebeu lançamento, deu chapéu em Neneca e empurrou de cabeça para o fundo das redes. O setor do placar, na trave onde Gabigol marcou, era o mais lotado do estádio.

Sem o camisa 10, o Santos deve enfrentar o Corinthians com o retorno de Copete. O colombiano foi desfalque neste domingo por conta de dores musculares na coxa direita.

Titular após cinco meses, Cittadini é elogiado no Santos: “Dinâmico”

Léo Cittadini foi a novidade do Santos na vitória por 2 a 0 sobre o Santo André, neste domingo, na Vila Belmiro. O meio-campista substituiu Renato, poupado, com qualidade e acabou elogiado pelo técnico Jair Ventura.

Cittadini não era titular desde o dia 16 de setembro, em derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no Campeonato Brasileiro. Ele passou por cirurgia no ombro esquerdo, se recuperou e voltou a ganhar minutos no Peixe com o técnico Jair Ventura no Paulistão.

“Foi dinâmico. Levou cartão (no primeiro tempo) e eu pensei em tirá-lo, mas estava bem, mesmo com muito tempo sem jogar como titular. Primeira vez comigo, deu mobilidade, dinâmica, chegou na frente, marcou como volante e armou como meia. Quem ganha é o Santos. Temos encontrado soluções caseiras sem Lucas Lima, grande responsável pela armação do Santos no ano passado”, explicou o treinador.

Léo tem chamado a atenção de Jair nos treinamentos. Revelado nas categorias de base do alvinegro, ele é meia de origem, mas mostra características para atuar como “médio” no esquema 4-1-4-1 do Santos, à frente de Alison e ao lado de Renato ou Vecchio.

Em 2017, Cittadini atuou em 15 partidas. Nessa temporada, são três jogos, diante de Ferroviária, São Paulo e Santo André. Recentemente, ele foi procurado pelo São Paulo. Seu contrato vai apenas até o fim de 2018.

Regra faz Santos se preocupar com logística para a Libertadores

O Santos está preocupado com a logística para enfrentar o Real Garcilaso nesta quinta-feira, às 19h15 (de Brasília), em Cuzco, no Peru, pela estreia na Libertadores. O Peixe teme pelos efeitos da altitude de 3.400 metros após uma regra imposta pela Conmebol.

A confederação agora exige que as equipes cheguem no local do jogo com antecedência de pelo menos um dia. A ideia do alvinegro era voar até Cuzco horas antes da bola rolar, como foi feito no empate de 1 a 1 com o The Strongest, em La Paz, na edição de 2017.

O departamento médico santista entende que os efeitos da altitude começam a ser sentidos a partir de seis horas. Chegar em Cuzco “em cima da hora”, então, seria a solução. Com a regra da Conmebol, porém, o Peixe chegará na quarta-feira e tem a chance de sofrer mais do que o esperado.

Diante do The Strongest, o Santos, no geral, aguentou bem. A exceção foi Ricardo Oliveira, que, mesmo com a estratégia de pousar na data da partida, passou mal já no aquecimento, mas conseguiu atuar.

“Dificulta muito (a regra da Conmebol). Isso é muito ruim para quem enfrentará a altitude porque, realmente, o efeito é maior (com a antecedência na chegada). Lamentamos, mas temos que nos adaptar. Isso está acima de todos nós. Vamos sofrer mais, mas espero que não seja suficiente para não atrapalhar nosso objetivo, que é a vitória na estreia”, disse o técnico Jair Ventura.


Santo André 0 x 1 Santos

Data: 25/03/2017, sábado, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 11ª rodada (penúltima)
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público: 9.286 total
Renda: R$ 273.780,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Mauro André de Freitas e Alberto Poletto Masseira
Cartões amarelos: Tiago Ulisses (SA, 2).
Cartão vermelho: Tiago Ulisses (SA).
Gol: Copete (29-2).

SANTO ANDRÉ
Zé Carlos; Cicinho Vieira, Leonardo, Reniê (Diogo Borges) e Aelson (Paulinho); Renato, Tiago Ulisses, Garré e Serginho (Deivid); Henan e Claudinho.
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz (Cléber) e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Bruno Henrique (Copete), Vitor Bueno (Hernández) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Copete entra, marca e garante o Santos na próxima fase do Paulistão

Depois de temer ficar de fora das quartas de final do Campeonato Paulista, o Santos conseguiu mudar esse cenário nas últimas rodadas e agora vive uma situação tranquila. Na tarde deste sábado, o Peixe mais uma vez jogou para o gasto, mas fez o suficiente para derrotar o Santo André no estádio Bruno José Daniel, na região do ABC Paulista, pela 11ª e penúltima rodada do Estadual. O nome do jogo foi Jonathan Copete, que entrou no segundo tempo a pedido dos torcedores e marcou o único gol do confronto.

Agora, com 19 pontos, o Santos já está classificado, graças aos seus concorrentes. O Mirassol, que iniciou a rodada com com 14 pontos, apenas empatou com o Novo Horizontino fora de casa. Com isso, o Peixe não pode mais ser superado pela equipe que iniciou a competição com a grande sensação do Estadual. A briga agora é entre Mirassol e Ponte Preta. A Macaca, com 16 pontos, visitará o São Bento também às 18h30, mas nesse domingo. Por outro lado, o Santo André estacionou nos 11 pontos deu adeus ao sonho de jogar as quartas de final.

o jogo

Com Jean Mota na vaga de Zeca, poupado por precaução, mas com os retornos de Vanderlei e Ricardo Oliveira, o Santos entrou em campo com o objetivo de fazer sua parte para garantir a classificação às quartas de final ainda nesse fim de semana. Apesar disso, os comandados de Dorival Júnior não conseguiram mostrar em campo a gana pelos três pontos que o torcedor esperava no ABC Paulista.

A primeira etapa foi marcada por muito perde e ganha na região central do gramado, os erros de passes foram muitos das duas equipes e a lentidão do Peixe chegou a irritar os torcedores em alguns momentos.

Mesmo assim, o Alvinegro Praiano teve duas chances claras de balançar as redes. Primeiro com Vitor Bueno, já aos 39 minutos, mas o meia acabou carimbando o goleiro Zé Carlos. Na última jogada antes do intervalo, foi a vez de Ricardo Oliveira falhar de frente para a meta do Ramalhão. Desequilibrado, o camisa 9 isolou de dentro da pequena área.

Na segunda etapa, tanto Sergio Soares quando Dorival Júnior buscaram dar mais velocidades aos seus times. Deivid entrou na vaga de Serginho pelo Santo André e Vladimir Hernández substituiu Vitor Bueno no Santos.

A partida seguiu muito equilibrada, correndo até com um certo marasmo e cada vez mais foi ficando marcada por uma tarde ruim de Ricardo Oliveira. O centroavante santista teve três oportunidades de estufar as redes no segundo tempo, aos 14, aos 20 e aos 27, de cabeça, no miolo da área e pela direita, mas em todas acabou errando o alvo, para desespero dos visitantes.

Quem apareceu, então, para decidir o jogo foi Jonathan Copete. A torcida pediu sua entrada e Dorival atendeu. Dez minutos depois, aos 29, o colombiano apareceu livre pela esquerda, em contra-ataque do Peixe, e não falhou após cruzamento milimétrico de Lucas Lima.

O Santos esteve longe do futebol arte que tanto venera, mas fez o suficiente para derrotar o Ramalhão no Bruno José Daniel.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza superação física do Santos para vencer mais uma

O Santos não fez uma grande partida nesse sábado. Apenas o suficiente para vencer o Santo André por 1 a 0. De qualquer forma, foi a segunda vitória seguida da equipe no Campeonato Paulista e, depois de passar por apuros, agora vê a classificação às quartas de final muito perto, com o time na liderança do Grupo D. E após o confronto no Bruno José Daniel, Dorival Júnior fez questão de valorizar muito o resultado por causa de um fator em especial: sua equipe teve menos tempo de recuperação que seus últimos três adversários.

“Acho que nós temos que ficar satisfeitos, porque nessas últimas três rodadas, desde o jogo contra o Palmeiras, jogamos sempre com a defasagem de um dia (de descanso em relação aos adversários). E agora, sábado, 15 horas, num sol que… Isso ai acaba tirando um pouco da velocidade do espetáculo, tanto de um lado quanto de outro. Sentimos mais pela falta de recuperação”, ressaltou o treinador santista logo em sua primeira resposta na entrevista coletiva concedida no vestiário.

E Dorival tem razão sobre sua reclamação. Antes de fazer o clássico com o Palmeiras no domingo passado, o Peixe atuou pela Libertadores na quinta, enquanto o rival alviverde jogou no dia anterior. Na rodada seguinte, o desafio foi contra o São Bento na quarta, mas a equipe de Sorocaba teve um dia a mais de recuperação por ter jogado no sábado. E diante do Santo André, os comandados de Dorival encararam um rival que entrou em campo pela última vez na terça-feira passada.

“Mesmo com a derrota para o Palmeiras, vejo o time crescendo de produção, amadurecendo, e espero um bom final de competição”, ponderou o técnico do Peixe, valorizando a superação de seus atletas. Nem mesmo as diversas oportunidades de gol desperdiçadas frente ao Ramalhão, que por pouco não complicaram o objetivo da equipe, foram motivo para uma crítica mais acentuada de Dorival Júnior.

“Um fato natural, vai acontecer e daqui a pouco vamos voltar a fazer gols dentro da normalidade que a equipe sempre fez. Talvez me preocupasse mais se a equipe não estivesse conseguindo criar, isso, sim, traria uma preocupação maior. São jogadores que sabem fazer gols e que têm a nossa confiança”, disse, se referindo principalmente a Ricardo Oliveira, que nesse sábado perdeu pelo menos quatro chances claras.

Reservas entram bem e disputa por posição empolga Dorival Júnior

Em uma tarde em que Vitor Bueno e Bruno Henrique não conseguiram fazer em campo o que o técnico Dorival Júnior esperava de ambos, Vladimir Hernández e Jonathan Copete saíram do banco de reservas para dar mais velocidade e eficiência ao time do Santos. Após as duas substituições, o Peixe conseguiu criar oportunidades ofensivas e chegou ao gol da vitória sobre o Santo André no estádio Bruno José Daniel. E essa demonstração de força do elenco, para o técnico santista, foi mais relevante do que as decepções com seus titulares nesse sábado.

“O que nós queremos é isso, todo mundo preparado dentro da necessidade, entrando e dando uma reposta. Isso é elenco. Todo mundo focado e se respeitando, as coisas acontecem. Eu falei para ele (Copete) ‘você vai entrar e ser decisivo’. E graças a Deus deu certo”, comentou Dorival depois do jogo que encaminhou a classificação do Santos para as quartas de final do Campeonato Paulista.

Jonathan Copete, aliás, perdeu a vaga de titular para Bruno Henrique e agora corre atrás para retomar seu espaço. Nesse sábado, diante do empate sem gols, o colombiano viu a torcida pedir sua entrada em coro. O atacante, então, entrou aos 19 minutos do segundo tempo. Dez minutos depois, marcou o gol da vitória do Santos.

“Fico muito agradecido com meus companheiros e pelos torcedores, que me ajudaram hoje. A equipe do Santo André joga muito bem, com jogadores muito rápidos, mas nós marcamos o gol e conseguimos a vitória”, disse o jogador.

“Aparecendo uma condição, eles estão entrando. O Copete vinha como titular, o Bruno apareceu em numa crescente, não posso tirar isso do jogador. De repetente, o Bruno cansou (nesse sábado), sai e entra o Copete. Essa é uma resposta muito boa e tem feito com que a nossa equipe cresça. Esse foi o maior ganho para o Santos esse ano”, comemorou Dorival Júnior.

Copete prega compromisso do Peixe em ir às quartas em primeiro lugar

Autor do gol da vitória santista sobre o Santo André no último sábado, fora de casa, Jonathan Copete começou essa nova semana em alta. Entrando na vaga de Bruno Henrique, o colombiano aproveitou a oportunidade para assegurar mais três pontos à sua equipe, que vai para a última rodada, contra o Novorizontino, na Vila Belmiro, confiante em encerrar a primeira fase na primeira colocação do Grupo D.

Empatado com a Ponte Preta com 19 pontos, o Peixe quer confirmar seu favoritismo diante do próximo rival para ir às quartas de final no topo da tabela e ter o direito de decidir o jogo das quartas na Vila Belmiro. E será justamente a Ponte a adversária do Santos na próxima fase do Paulistão.

“Sabemos que ficar em primeiro lugar dá um pouco de tranquilidade. Nos dá a possibilidade de jogarmos com a nossa torcida e isso é melhor para nós. O primeiro lugar é o nosso objetivo”, disse Copete, sinalizando que o Santos deve entrar com o time titular nesta quarta-feira.

Disputando diretamente contra o adversário que terá nas quartas de final a primeira colocação do Grupo D, o Peixe ligou o alerta para não acabar vacilando na última rodada e ceder o mando de campo do jogo de volta à Ponte Preta, time que, segundo Copete, merece cuidados.

“A Ponte Preta tem um bom time, rápido, de qualidade, então temos que ter muita paciência para igualar as jogadas e lutar dentro de campo para cumprir o objetivo”, comentou o atacante.

Se antes o Santos foi alvo de duras críticas da torcida, que chegou a pichar os muros da Vila Belmiro após a derrota no clássico contra o Palmeiras, agora o time do técnico Dorival Jr parece, enfim, ter encontrado seu equilíbrio em campo. Vindo de duas vitórias consecutivas no Paulistão, o clube planeja contar com a força da torcida na próxima fase do campeonato, mas sabe que para isso precisa demonstrar um bom futebol.

“No futebol a gente vive de resultados. Às vezes, quando tudo não vai bem, acontecem muitas coisas. Mas sabemos do nosso trabalho, da entrega. Isso dá sentido para tudo o que fazemos. As pessoas pensam o que quiser, mas nós trabalhamos”, finalizou Copete.

Copete não desanima com reserva no Santos e vê ‘competição saudável’

Assim que foi contratado, em julho de 2016, Jonathan Copete assumiu a titularidade do Santos e se tornou um dos principais destaques da equipe comandada por Dorival Júnior. Porém, o colombiano acabou perdendo espaço para Bruno Henrique nos últimos anos. Mesmo assim, o camisa 36 não mostrou chateação e diz até que já esperava a mudança.

“Não surpreendeu. Respeitamos o professor e trabalhamos para seguir ajudando. Não fiquei mal quando saí. Uns jogam, outros descansam, é uma das coisas que acontecem. O que sempre joga vai poder fazer as coisas da melhor forma, mas é uma competição saudável, que todos precisamos e certamente vai ser assim até o final do ano”, disse Copete, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

O colombiano perdeu a vaga para Bruno Henrique no duelo diante do The Strongest, pela Libertadores. Desde então, Copete tem entrado apenas no decorrer das partidas. E foi justamente assim que ele anotou o gol da vitória sobre o Santo André, no último sábado, no ABC.

“Não sou artilheiro, entrego mais em campo do que faço gols. É bom fazer gols e dar assistências, mas é preciso ter tranquilidade para trabalhar, dar tudo nos treinos para acontecer as coisas no jogo. Fiquei tranquilo porque dou meu máximo”, concluiu.

Apesar do tento decisivo, Copete sabe que dificilmente voltará para o time principal. Isso porque o técnico Dorival Júnior acredita que Bruno Henrique vive uma fase melhor. O comandante, inclusive, não pretende poupar os titulares diante do Novorizontino, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.


Santos FC x EC Santo André
Santos Futebol Clube x Esporte Clube Santo André


Retrospecto:

36 jogos
17 vitórias
11 empates
08 derrotas
52 gols pró
31 gols contra
21 saldo

Resultados:

21/01/1976 – Santos 0 x 0 Santo André – Amistoso – Bruno José Daniel
07/02/1980 – Santos 2 x 1 Santo André – Amistoso – Bruno José Daniel
09/07/1982 – Santos 0 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
16/10/1982 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
19/07/1983 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
03/09/1983 – Santos 1 x 2 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
29/08/1984 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
23/09/1984 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
04/05/1985 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
18/09/1985 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
23/02/1986 – Santos 4 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
31/05/1986 – Santos 1 x 2 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
15/03/1987 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
12/08/1987 – Santos 0 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
09/04/1988 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
24/04/1988 – Santos 1 x 1 Santo André – Amistoso – Vila Belmiro
30/04/1989 – Santos 0 x 0 Santo André – 4 x 5 pênaltis – Paulista – Vila Belmiro
04/02/1990 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
01/08/1992 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
31/10/1992 – Santos 2 x 2 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
06/02/1994 – Santos 0 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
24/03/1994 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
25/01/2003 – Santos 2 x 2 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
08/02/2004 – Santos 3 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
23/03/2005 – Santos 2 x 3 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
02/02/2006 – Santos 3 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
11/02/2007 – Santos 2 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
25/03/2009 – Santos 3 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro
04/06/2009 – Santos 3 x 3 Santo André – Brasileiro – Bruno José Daniel
13/09/2009 – Santos 1 x 0 Santo André – Brasileiro – Vila Belmiro
04/02/2010 – Santos 2 x 1 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
25/04/2010 – Santos 3 x 2 Santo André – Paulista – Pacaembu
02/05/2010 – Santos 2 x 3 Santo André – Paulista – Pacaembu
05/02/2011 – Santos 1 x 1 Santo André – Paulista – Pacaembu
25/03/2017 – Santos 1 x 0 Santo André – Paulista – Bruno José Daniel
25/02/2018 – Santos 2 x 0 Santo André – Paulista – Vila Belmiro


Data: 05/02/2011
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 7ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 8.310 pagantes
Renda: R$226.770,00.
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins.
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira.
Cartões amarelos: Léo (S) e Mário Jara (SA).
Gols: Marcelo Godri (05-1) e Rodrigo Possebon (45-1).

SANTO ANDRÉ
Neneca, Sandoval, Marcelo Godri e Anderson; Iran, Alex Silva (Valmir), Magno, Aloísio (Juan Felipe) e Romário; Rychely e Nunes (Mário Jara).
Técnico: Pintado.

SANTOS
Vladimir, Pará, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Léo; Adriano, Possebon, Felipe Anderson e Róbson (Crystian); Maikon Leite (Keirrison) e Diogo (Moisés).
Técnico: Adilson Batista.



Desfigurado, Santos só empata com o Santo André no Pacaembu

Sem Elano, Rafael e Durval, Peixe fica no 1 a 1 com o Ramalhão e perde a chance de tomar a liderança do Campeonato Paulista

Na reedição da final do Campeonato Paulista do ano passado, Santo André e Santos ficaram no 1 a 1, na noite deste sábado, no Pacaembu. Com muitas alterações na equipe, o Peixe sofreu com a falta de entrosamento e os erros nas conclusões. Como punição, perdeu a chance de passar a frente do Palmeiras e reassumir a liderança do estadual – é o segundo colocado, com 15 pontos. O Alviverde, ponteiro do campeonato, joga o clássico com o Corinthians, às 17h deste domingo, também no Pacaembu.

Sem Elano, suspenso, o time de Adilson Batista mostrou-se acéfalo. Róbson, que já tem um pré-contrato com o Avaí e ouviu vaias quando foi substituído na segunda etapa, teve dificuldades para armar as jogadas. O time alvinegro também não teve Rafael, suspenso por ter sido expulso contra a Ponte Preta, e Durval, poupado da disputa.

O Santos volta a jogar pelo Campeonato Paulista na próxima sexta-feira, na Vila Belmiro, contra o Noroeste. No sábado, a equipe viaja para a Venezuela, onde na outra terça-feira (15) começa a disputa da Taça Libertadores contra o Deportivo Tachira, pela primeira rodada do Grupo 5.

O empate também não foi um grande negócio para o Santo André. Com o resultado no Pacaembu, o time de Pintado tem seis pontos, na 14ª colocação e sem uma vitória no torneio. Na próxima rodada, Ramalhão visita o Botafogo-SP, no sábado.

Desfigurado, o Santos demorou para se encontrar em campo. E sofreu um baque logo nos primeiros minutos de jogo. Aos 5, Marcelo Godri aproveitou a sobra de uma cobrança de falta e contou com a sorte. Disparou um chute, que desviou em Rychely e acabou enganando o goleiro Vladmir. A reação santista levou tempo.

O primeiro chute contra Neneca ocorreu somente aos 16 minutos. Maikon Leite desceu com liberdade pelo lado direito, mas o goleiro do Ramalhão defendeu com tranquilidade. Depois, o atacante voltou a chegar bem perto do arqueiro do Santo André. Driblou dois defensores pelo lado esquerdo, mas seu chute acertou a rede, mas pelo lado de fora.

Com o passar do tempo e os erros nas conclusões, a torcida santista começou a ficar irritada nas arquibancadas. O Peixe, que teve Diogo se movimentando bem no ataque, mas ainda se mostrava fora de forma, chegava com certa facilidade na área do Santo André, mas pecava na hora do último arremate. Até que um volante, com elegância, empatou a partida, aos 45 minutos.

Depois de cobrança de escanteio, Neneca afastou mal e acabou buscando a bola no fundo da sua rede. O desvio errado do goleiro do Ramalhão parou no pé esquerdo de Rodrigo Possebon. Sem deixar a bola cair, ele dominou e de primeira mandou no ângulo direito para fazer 1 a 1 e acalmar os ânimos no Pacaembu.

Na segunda etapa o Peixe seguiu a tônica do primeiro tempo. Pressionava, pressionava, mas errava na conclusão. Fora da sua posição original, Diogo apresentava dificuldades para fazer o papel de pivô na área do Ramalhão. Percebendo isso, Adilson Batista aproveitou a chance para dar uma folguinha ao atacante Maikon Leite, que fez todas as partidas deste estadual, e colocou Keirrison para atuar mais no comando do ataque.

No Santo André, as entradas de Juan Felipe e Valmir melhoraram a defesa e tornaram a equipe mais arisca nas poucas vezes em que chegava na área santista. Nunes, principal opção no ataque, porém, não conseguia se desvencilhar da marcação do sistema defensivo alvinegro.

A partida seguia dominada pelo Santos, que não conseguia tirar a igualdade do placar. Nos contragolpes, o Peixe quase foi punido pelos erros que cometeu na frente. Aos 39, Juan Felipe teve ótima oportunidade pela esquerda, avançou sozinho, mas chutou para fora.


Vídeos: (1) Reportagem especial do Globo Esporte, “A última dança” e (2) Fantástico.

Santos 2 x 3 Santo André

Data: 02/05/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 35.001 pagantes
Renda: R$ 2.349.455,00
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes (SP)
Auxiliares: Maria Eliza Barbosa e Daniel Paulo Ziolli
Cartões amarelos: Júlio Cesar, Rodriguinho, Carlinhos, Cicinho, Ale, Rômulo e Halisson (SA); Pará, Neymar e Paulo Henrique Ganso e Edu Dracena (S).
Cartão vermelho: Nunes (S); Léo, Marquinhos e Roberto Brum (S).
Gols: Nunes (30s-1), Neymar (07-1), Neymar (32-1), Alê (20-1) e Branquinho (44-1).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André) (Bruno Aguiar).
Técnico: Dorival Júnior

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho (Rômulo), Cesinha, Halisson e Carlinhos; Ale (Edson Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares.



Com 8, Santos segura ‘derrota válida’ contra o Santo André e fatura título

Alvinegro chega ao seu 18º título do Campeonato Paulista

O Santos entrou em campo neste domingo, no Pacaembu, podendo perder por até um gol para ser campeão. Mas em vez de um novo show dos Meninos da Vila, o que se viu foi um Santo André altamente eficiente, uma decisão dramática e um Santos esfacelado após três expulsões. O regulamento do Paulista foi decisivo. Mesmo derrotado por 3 a 2, o time da Baixada conquistou seu 18° título estadual.

O duelo no Pacaembu teve altas doses de tensão, com direito a bola na trave de Rodriguinho nos minutos finais, tento que poderia dar o título ao Santo André. O Santos terminou a partida com apenas oito jogadores em campo. O Santo André perdeu um.

Os 45 min iniciais da decisão enterraram quaisquer projeções de um duelo teoricamente tranquilo para o Santos, que havia vencido o primeiro jogo da final por 3 a 2, no mesmo estádio.

Um breve resumo explica melhor o “pegado” primeiro tempo: cinco gols (três do Santo André e dois do Santos), um gol anulado, bola na trave, três expulsões, seis amarelos e muita reclamação.

Não houve tempo para o Santos respirar no começo do jogo. A torcida alvinegra ainda exaltava o ídolo Giovanni quando o Santo André abriu o marcador, com apenas 30 segundos de jogo. Cicinho foi acionado no ataque, driblou Felipe e chutou ao gol. Nunes encostou na bola antes de cruzar a linha.

O gol do time do ABC assustou os santistas. Pela esquerda, o time da Vila tratou de ameaçar o rival. O empate não tardou.

Recuperado de um ferimento no olho direito, Neymar justificou o clamor da torcida santista e de outras equipes, que pede sua convocação à Copa do Mundo.

Aos 7 min do primeiro tempo, o camisa 11 do Santos marcou um gol antológico. Neymar recebeu passe de Robinho, invadiu a área, driblou o goleiro Julio César e mais um marcador antes de finalizar.

A necessidade de vencer por boa margem de gols impulsionou o Santo André, que envolvia a defesa santista com Rodriguinho e Nunes. O goleiro Felipe passava apuros. Uma bola na trave em sua meta e um gol anulado do Santo André pela arbitragem aumentaram o nervosismo da partida.

A pressão andreense fez efeito. Em cobrança de escanteio, Alê cabeceou, recolocando o time do ABC à frente, 2 a 1.

A decisão, que já estava tensa, sofreu nova faísca pouco após o segundo gol do Santo André. Nunes e Léo se desentenderam na lateral. Sálvio Spinola expulsou os dois jogadores.

O Santos apresentava melhor qualidade técnica; o Santo André respondia com impressionante organização e aplicação em campo.

Do pé de outro queridinho da torcida nacional, Paulo Henrique Ganso, a equipe alvinegra chegou ao 2 a 2. Ganso, na verdade, “lapidou” o segundo gol de Neymar na partida, dando o passe de letra para o camisa 11 marcar.

Aos 37 min, o Santos ficou com nove em campo. Marquinhos cometeu falta violenta no meio-campo, sendo expulso.

O Santo André foi premiado no final da primeira etapa. Bruno César novamente pôs o time do ABC à frente. Sálvio Spínola encerrou a agitada primeira etapa aos 47 min.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo alucinante da etapa anterior. Rodriguinho driblou Felipe e chutou. Arouca salvou em cima da linha.

Inferior numericamente em campo, o Santos passou a priorizar a defesa, ameaçando esporadicamente o rival no ataque. Robinho atuava ora como atacante ora como lateral direito, impedindo o avanço de Carlinhos. Já o Santo André tinha maior controle de jogo, explorando a velocidade de Rodriguinho.

Dorival trocou Robinho pelo atacante André durante a segunda etapa. Com a mudança, Neymar passou a ficar mais próximo da linha do meio-campo.

A estratégia de segurar o resultado ficou evidente pouco depois da saída de Robinho. Neymar deu lugar a Roberto Brum. O volante, porém, não durou muito em campo. Ele foi expulso após carrinho no meio-campo. Imediatamente depois da perda de Brum, Dorival sacou André para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar.

Ganso segurava a bola no ataque. O Santo André, por sua vez, ameaçava se aventurou no ataque. O time do ABC por pouco não alcançou os 4 a 2 de que precisava. Nos minutos finais, Rodriguinho acertou a trave, última chance de o Santo André no jogo.

Santos vê vitória do futebol-arte em conquista dramática sobre o Santo André

O Santos entende que não apenas o clube celebrou o título estadual obtido sobre o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O futebol-arte “comemorou” a conquista alvinegra, discursou o técnico Dorival Junior e o atacante André, que classificaram como injustiça caso o time do ABC levasse a taça.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não fosse o campeão, mesmo com a belas apresentações do Santo André nos dois jogos. Se o Santos não erguesse o título de campeão seria um desrespeito para o futebol. Me desculpe, mas não é nenhum desabafo, mas uma constatação”, comentou Dorival Júnior.

Expoentes da nova geração de Meninos da Vila, Neymar e Paulo Henrique Ganso brilharam no Paulista. Suas atuações renderam cobranças ao técnico Dunga, que jamais os convocou para a seleção brasileira.

Repatriado durante o torneio, Robinho afirmou ter “jogado em prol do grupo”, dispensando pedaladas.

Em 23 jogos disputados no Estadual, o Santos marcou 72 gols, mais de 3 gols de média. Neymar foi o artilheiro do clube na competição, com 14 gols, dois deles anotados neste domingo. Ganso marcou 11 vezes.

“Com todo respeito ao Santo André, esse título tinha que ser nosso. Por tudo que fizemos no campeonato, seria um pecado se o título não fosse nosso. É mais do que merecido. Tinha que ser desse jeito e deu tudo certo”, disse o atacante André, vice-artilheiro do Santos no Paulistão, com 13 gols.

Derrotado neste domingo por 3 a 2, o Santos havia vencido a equipe do ABC no primeiro jogo da decisão, por 3 a 2. Neste “empate” de resultados, o time da Vila levou a melhor e ficou com o título, pois somou mais pontos até as finais do torneio.

Ganso se recusa a sair nos minutos finais e ‘resolve’ o jogo para o Santos

Paulo Henrique Ganso comandou o Santos na decisão do Campeonato Paulista contra o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O meia trabalhou com a posse de bola em boa parte do segundo tempo, e com moral, se negou até a ser substituído nos minutos finais.

Logo após a expulsão de Roberto Brum, o alvinegro ficou com oito homens em campo – Léo e Marquinhos já haviam recebido o cartão vermelho -, Dorival Júnior sinalizou a entrada de Bruno Aguiar no lugar de Ganso. No entanto, o meia recusou-se a sair. Sem imposição, Dorival trocou o substituto e sacou André.

“Chamei a responsabilidade, pois senti que deveria fazer isso. Com a camisa 10 da equipe tenho que ter essa postura. Não quis sair e fui premiado com o título”, disse Ganso, que atuou com a camisa 17 na final, já que Giovanni foi relacionado com a 10 como forma de homenagem do clube.

“Conversamos e ele (Ganso) disse que estava desgastado, arrebentado. Pensei em fazer uma alteração para dar mais sustentação ao time. Foi uma iniciativa dele (a de ficar) e isso deve ser valorizado, não é menosprezo nem desrespeito. Foi uma decisão de um atleta que resolveu o jogo para nós”, comentou Dorival.

No jogo decisivo, Ganso teve atuação de gala. Além de comandar o time nos 45 minutos finais, o meia deu um passe de letra para Neymar marcar o segundo gol do time. O jogador foi um dos mais festejados após o encerramento da partida. Antes de pensar em sacar o meia, Dorival já havia tirado Robinho e Neymar de campo.

O Santo André venceu o jogo por 3 a 2, porém, o Santos ficou com o título. Isso porque a equipe tinha a vantagem da igualdade no marcador após a somatória dos dois confrontos. O placar agregado foi 5 a 5.

Neymar chora com 1º título e se consagra como artilheiro do time sensação

Neymar não economizou lágrimas na comemoração do título paulista do Santos. Festejando sua primeira conquista como profissional, o atacante chorou em diferentes momentos da festa. Começou logo após o apito final deste domingo e continuou mais tarde, quando se ajoelhou no gramado. O camisa 11 foi o autor dos dois gols na derrota para o Santo André por 3 a 2, no Pacaembu, e terminou o campeonato como artilheiro alvinegro.

“Foi a melhor partida da minha vida”, vibrou Neymar, entre abraços com os companheiros e recebendo elogios de todos os atletas.

Neymar foi o artilheiro do Santos no Paulistão. Com os dois gols deste domingo, chegou a 14 e superou o amigo André, autor de 13.

Tão ou mais importante que Neymar na partida desta tarde, Paulo Henrique Ganso não poupou elogios ao companheiro. “O Neymar jogou muito, fez os dois gols e ajudou esse time a ser campeão. Agora é só comemorar”, comentou o meio-campista.

Neymar voltou ao Santos para a final depois de se recuperar de lesão no olho. Na primeira etapa, foi acusado pelos jogadores do Santo André de ser “cai-cai”. Mas chamou a responsabilidade e teve papel decisivo. Ao anotar um dos gols, bateu no peito e gritou: “eu sou f…”.

Até o pai de Neymar entrou na festa, vestindo uma peruca que imitava o corte moicano adotado pelo atacante. “Está paga a promessa. Agora é só comemorar”, comemorou o pai do artilheiro santista.