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Vídeos: (1) Reportagem especial do Globo Esporte, “A última dança” e (2) Fantástico.

Santos 2 x 3 Santo André

Data: 02/05/2010, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 35.001 pagantes
Renda: R$ 2.349.455,00
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes (SP)
Auxiliares: Maria Eliza Barbosa e Daniel Paulo Ziolli
Cartões amarelos: Júlio Cesar, Rodriguinho, Carlinhos, Cicinho, Ale, Rômulo e Halisson (SA); Pará, Neymar e Paulo Henrique Ganso e Edu Dracena (S).
Cartão vermelho: Nunes (S); Léo, Marquinhos e Roberto Brum (S).
Gols: Nunes (30s-1), Neymar (07-1), Neymar (32-1), Alê (20-1) e Branquinho (44-1).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André) (Bruno Aguiar).
Técnico: Dorival Júnior

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho (Rômulo), Cesinha, Halisson e Carlinhos; Ale (Edson Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares.



Com 8, Santos segura ‘derrota válida’ contra o Santo André e fatura título

Alvinegro chega ao seu 18º título do Campeonato Paulista

O Santos entrou em campo neste domingo, no Pacaembu, podendo perder por até um gol para ser campeão. Mas em vez de um novo show dos Meninos da Vila, o que se viu foi um Santo André altamente eficiente, uma decisão dramática e um Santos esfacelado após três expulsões. O regulamento do Paulista foi decisivo. Mesmo derrotado por 3 a 2, o time da Baixada conquistou seu 18° título estadual.

O duelo no Pacaembu teve altas doses de tensão, com direito a bola na trave de Rodriguinho nos minutos finais, tento que poderia dar o título ao Santo André. O Santos terminou a partida com apenas oito jogadores em campo. O Santo André perdeu um.

Os 45 min iniciais da decisão enterraram quaisquer projeções de um duelo teoricamente tranquilo para o Santos, que havia vencido o primeiro jogo da final por 3 a 2, no mesmo estádio.

Um breve resumo explica melhor o “pegado” primeiro tempo: cinco gols (três do Santo André e dois do Santos), um gol anulado, bola na trave, três expulsões, seis amarelos e muita reclamação.

Não houve tempo para o Santos respirar no começo do jogo. A torcida alvinegra ainda exaltava o ídolo Giovanni quando o Santo André abriu o marcador, com apenas 30 segundos de jogo. Cicinho foi acionado no ataque, driblou Felipe e chutou ao gol. Nunes encostou na bola antes de cruzar a linha.

O gol do time do ABC assustou os santistas. Pela esquerda, o time da Vila tratou de ameaçar o rival. O empate não tardou.

Recuperado de um ferimento no olho direito, Neymar justificou o clamor da torcida santista e de outras equipes, que pede sua convocação à Copa do Mundo.

Aos 7 min do primeiro tempo, o camisa 11 do Santos marcou um gol antológico. Neymar recebeu passe de Robinho, invadiu a área, driblou o goleiro Julio César e mais um marcador antes de finalizar.

A necessidade de vencer por boa margem de gols impulsionou o Santo André, que envolvia a defesa santista com Rodriguinho e Nunes. O goleiro Felipe passava apuros. Uma bola na trave em sua meta e um gol anulado do Santo André pela arbitragem aumentaram o nervosismo da partida.

A pressão andreense fez efeito. Em cobrança de escanteio, Alê cabeceou, recolocando o time do ABC à frente, 2 a 1.

A decisão, que já estava tensa, sofreu nova faísca pouco após o segundo gol do Santo André. Nunes e Léo se desentenderam na lateral. Sálvio Spinola expulsou os dois jogadores.

O Santos apresentava melhor qualidade técnica; o Santo André respondia com impressionante organização e aplicação em campo.

Do pé de outro queridinho da torcida nacional, Paulo Henrique Ganso, a equipe alvinegra chegou ao 2 a 2. Ganso, na verdade, “lapidou” o segundo gol de Neymar na partida, dando o passe de letra para o camisa 11 marcar.

Aos 37 min, o Santos ficou com nove em campo. Marquinhos cometeu falta violenta no meio-campo, sendo expulso.

O Santo André foi premiado no final da primeira etapa. Bruno César novamente pôs o time do ABC à frente. Sálvio Spínola encerrou a agitada primeira etapa aos 47 min.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo alucinante da etapa anterior. Rodriguinho driblou Felipe e chutou. Arouca salvou em cima da linha.

Inferior numericamente em campo, o Santos passou a priorizar a defesa, ameaçando esporadicamente o rival no ataque. Robinho atuava ora como atacante ora como lateral direito, impedindo o avanço de Carlinhos. Já o Santo André tinha maior controle de jogo, explorando a velocidade de Rodriguinho.

Dorival trocou Robinho pelo atacante André durante a segunda etapa. Com a mudança, Neymar passou a ficar mais próximo da linha do meio-campo.

A estratégia de segurar o resultado ficou evidente pouco depois da saída de Robinho. Neymar deu lugar a Roberto Brum. O volante, porém, não durou muito em campo. Ele foi expulso após carrinho no meio-campo. Imediatamente depois da perda de Brum, Dorival sacou André para a entrada do zagueiro Bruno Aguiar.

Ganso segurava a bola no ataque. O Santo André, por sua vez, ameaçava se aventurou no ataque. O time do ABC por pouco não alcançou os 4 a 2 de que precisava. Nos minutos finais, Rodriguinho acertou a trave, última chance de o Santo André no jogo.

Santos vê vitória do futebol-arte em conquista dramática sobre o Santo André

O Santos entende que não apenas o clube celebrou o título estadual obtido sobre o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O futebol-arte “comemorou” a conquista alvinegra, discursou o técnico Dorival Junior e o atacante André, que classificaram como injustiça caso o time do ABC levasse a taça.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não fosse o campeão, mesmo com a belas apresentações do Santo André nos dois jogos. Se o Santos não erguesse o título de campeão seria um desrespeito para o futebol. Me desculpe, mas não é nenhum desabafo, mas uma constatação”, comentou Dorival Júnior.

Expoentes da nova geração de Meninos da Vila, Neymar e Paulo Henrique Ganso brilharam no Paulista. Suas atuações renderam cobranças ao técnico Dunga, que jamais os convocou para a seleção brasileira.

Repatriado durante o torneio, Robinho afirmou ter “jogado em prol do grupo”, dispensando pedaladas.

Em 23 jogos disputados no Estadual, o Santos marcou 72 gols, mais de 3 gols de média. Neymar foi o artilheiro do clube na competição, com 14 gols, dois deles anotados neste domingo. Ganso marcou 11 vezes.

“Com todo respeito ao Santo André, esse título tinha que ser nosso. Por tudo que fizemos no campeonato, seria um pecado se o título não fosse nosso. É mais do que merecido. Tinha que ser desse jeito e deu tudo certo”, disse o atacante André, vice-artilheiro do Santos no Paulistão, com 13 gols.

Derrotado neste domingo por 3 a 2, o Santos havia vencido a equipe do ABC no primeiro jogo da decisão, por 3 a 2. Neste “empate” de resultados, o time da Vila levou a melhor e ficou com o título, pois somou mais pontos até as finais do torneio.

Ganso se recusa a sair nos minutos finais e ‘resolve’ o jogo para o Santos

Paulo Henrique Ganso comandou o Santos na decisão do Campeonato Paulista contra o Santo André, neste domingo, no Pacaembu. O meia trabalhou com a posse de bola em boa parte do segundo tempo, e com moral, se negou até a ser substituído nos minutos finais.

Logo após a expulsão de Roberto Brum, o alvinegro ficou com oito homens em campo – Léo e Marquinhos já haviam recebido o cartão vermelho -, Dorival Júnior sinalizou a entrada de Bruno Aguiar no lugar de Ganso. No entanto, o meia recusou-se a sair. Sem imposição, Dorival trocou o substituto e sacou André.

“Chamei a responsabilidade, pois senti que deveria fazer isso. Com a camisa 10 da equipe tenho que ter essa postura. Não quis sair e fui premiado com o título”, disse Ganso, que atuou com a camisa 17 na final, já que Giovanni foi relacionado com a 10 como forma de homenagem do clube.

“Conversamos e ele (Ganso) disse que estava desgastado, arrebentado. Pensei em fazer uma alteração para dar mais sustentação ao time. Foi uma iniciativa dele (a de ficar) e isso deve ser valorizado, não é menosprezo nem desrespeito. Foi uma decisão de um atleta que resolveu o jogo para nós”, comentou Dorival.

No jogo decisivo, Ganso teve atuação de gala. Além de comandar o time nos 45 minutos finais, o meia deu um passe de letra para Neymar marcar o segundo gol do time. O jogador foi um dos mais festejados após o encerramento da partida. Antes de pensar em sacar o meia, Dorival já havia tirado Robinho e Neymar de campo.

O Santo André venceu o jogo por 3 a 2, porém, o Santos ficou com o título. Isso porque a equipe tinha a vantagem da igualdade no marcador após a somatória dos dois confrontos. O placar agregado foi 5 a 5.

Neymar chora com 1º título e se consagra como artilheiro do time sensação

Neymar não economizou lágrimas na comemoração do título paulista do Santos. Festejando sua primeira conquista como profissional, o atacante chorou em diferentes momentos da festa. Começou logo após o apito final deste domingo e continuou mais tarde, quando se ajoelhou no gramado. O camisa 11 foi o autor dos dois gols na derrota para o Santo André por 3 a 2, no Pacaembu, e terminou o campeonato como artilheiro alvinegro.

“Foi a melhor partida da minha vida”, vibrou Neymar, entre abraços com os companheiros e recebendo elogios de todos os atletas.

Neymar foi o artilheiro do Santos no Paulistão. Com os dois gols deste domingo, chegou a 14 e superou o amigo André, autor de 13.

Tão ou mais importante que Neymar na partida desta tarde, Paulo Henrique Ganso não poupou elogios ao companheiro. “O Neymar jogou muito, fez os dois gols e ajudou esse time a ser campeão. Agora é só comemorar”, comentou o meio-campista.

Neymar voltou ao Santos para a final depois de se recuperar de lesão no olho. Na primeira etapa, foi acusado pelos jogadores do Santo André de ser “cai-cai”. Mas chamou a responsabilidade e teve papel decisivo. Ao anotar um dos gols, bateu no peito e gritou: “eu sou f…”.

Até o pai de Neymar entrou na festa, vestindo uma peruca que imitava o corte moicano adotado pelo atacante. “Está paga a promessa. Agora é só comemorar”, comemorou o pai do artilheiro santista.



Vídeos: (1) Melhores momentos, (2) Reportagem do Globo Esporte e (3) do Fantástico.

Santo André 2 x 3 Santos

Data: 25/04/2010, domingo.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público total: 33.354
Renda: R$ 1.770.150,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poletto Masseira.
Cartões amarelos: Rômulo e Toninho (SA); Wesley (S).
Cartão vermelho: Toninho (SA)
Gols: Bruno César (35-1); André (13-2), Wesley (17-2), Wesley (25-2) e Rodriguinho (38-2).

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho, Cesinha, Toninho e Rômulo; Alê, Gil, Branquinho (Pio) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes
Técnico: Sérgio Soares.

SANTOS
Felipe; Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Wesley, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique (Zé Eduardo); Neymar (André) e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior



Sem Neymar, Santos acorda, vira sobre o Santo André e amplia vantagem

Com 45 minutos de bom futebol no Pacaembu, na tarde deste domingo, o Santos aumentou a vantagem sobre o Santo André na disputa pelo título do Campeonato Paulista. Depois de um primeiro tempo irreconhecível, no qual sucumbiu diante da forte marcação adversária e sofreu um gol, a equipe da Baixada Santista acordou na etapa final e virou o placar para 3 a 2.

Neymar, uma das principais estrelas dos Meninos da Vila, saiu machucado no intervalo. André o substituiu, e o time de Dorival Júnior mudou o panorama da partida. Com o resultado, o Santos pode até perder por um gol de diferença no próximo domingo, no mesmo Pacaembu, que levantará a taça do Paulistão pela 18ª vez na sua história.

Bruno César abriu o placar aos 35min do primeiro tempo, André empatou aos 13min e Wesley virou com dois gols, aos 17min e aos 25min. O Ramalhão diminuiu, mesmo com um homem a menos, aos 38min, com Rodriguinho.

“Tínhamos uma vantagem, aumentamos, mas o Santo André provou ser forte”, comentou o lateral-esquerdo Léo, na saída do gramado. “Jogamos mal no primeiro tempo e levamos uma bronca do Dorival. Vocês [jornalistas] não imaginam o que escutamos. Com o Pacaembu todo nosso, não pode acontecer. Voltamos melhor, com movimentação, e viramos.”

“Perdemos muitos gols. Falaram que iriam golear fácil durante a semana, mas suaram para ganhar da gente. Marcamos forte, e tomamos gols em contra-ataques. Eu avisei que não podia dar espaço no contra-ataque”, respondeu o goleiro Júlio César, do outro lado.

“No segundo tempo, o Santos foi a cara de todo o campeonato. Se terminasse 3 a 1, seria muito melhor. Nossa equipe tem de aprender a cadenciar o jogo, não só ir para o ataque. Fica o aprendizado para o segundo jogo”, analisou Edu Dracena, criticando os alvinegros pelo gol sofrido no final.

O jogo

Com menos de cinco minutos, Santos e Santo André já tiveram três boas chances de abrir o placar. A primeira foi da equipe alvinegra. Neymar passou pelo marcador e tocou para Robinho. O camisa 7 rolou, Wesley invadiu a área e chutou forte. Júlio César espalmou.

O time do ABC respondeu em uma cobrança de escanteio. Felipe saiu mal do gol, e Toninho cabeceou por cima. Um minuto depois, Rodriguinho invadiu a área e bateu. O camisa 1 santista mandou pela linha de fundo.

O Santos passou a errar muitos passes no ataque, e o Santo André demonstrou mais eficiência para chegar ao gol de Felipe. O goleiro do time alvinegro realizou importantes defesas – a principal delas em um chute cruzado de Branquinho pelo lado direito do ataque.

Aos 29min, Neymar invadiu a área e caiu após disputa com o zagueiro do ABC. Depois de ser atendido fora de campo, voltou e os adversários pediram um amarelo por simulação. O árbitro Paulo César de Oliveira preferiu advertir o zagueiro Toninho por reclamação.

Na sequência do lance, Edu Dracena cometeu falta perto da área. Bruno César bateu no canto de Felipe. O goleiro do Santos pulou, mas não alcançou: 1 a 0.

A equipe do técnico Sérgio Soares continuou melhor, e Nunes desperdiçou a melhor chance de ampliar aos 45min. O camisa 9 recebeu na cara de Felipe e chutou para fora.

“Fomos superiores, mas não podemos vacilar. Precisamos voltar mais focados. Se terminar assim, está bom! Vamos seguir explorando a nossa velocidade”, comentou Branquinho na saída para o intervalo.

“Eles estão marcando muito forte, e a gente precisa se desvencilhar dessa marcação. É uma final, com os dois melhores times da competição. Temos condições de reverter a situação”, opinou o zagueiro Edu Dracena.

“O time se comportou bem, fechou o espaço e não deu espaço para o Santos criar. Se eles criaram, foi pouco, e tivemos mais chances”, opinou Sergio Soares. Entretanto, a história foi outra na etapa final.

Com um problema no olho, que atrapalhava sua visão, Neymar foi substituído no retorno para o segundo tempo por André. E o Santos despertou.

Apoiado pela torcida, o conjunto da Baixada Santista passou a pressionar. Ganso passou a buscar mais o jogo e comandou a linha ofensiva.

Aos 13min, o camisa 10 recebeu na área, foi ao fundo e cruzou no segundo pau. André apareceu sozinho e cabeceou para as redes.

Quatro minutos depois, André iniciou contra-ataque com um passe de calcanhar para Wesley. O camisa 9 tocou para Robinho, recebeu na frente, invadiu a área e bateu no canto direito de Julio Cesar: 2 a 1.

Aos 25min, Pará fez a assistência nas costas de Rômulo. Novamente Wesley invadiu a área e chutou cruzado. Júlio César ainda tocou na bola, mas não evitou o terceiro gol santista.

Aos 29min, Toninho foi expulso após falta em André. Apesar da vantagem no placar e numérica em campo, o Santos recuou e viu o time andreense crescer.

Aos 38min, Rômulo foi ao fundo e cruzou para trás. Gil pegou de primeira e acertou a trave. No rebote, Rodriguinho diminuiu: 3 a 2.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem do Globo Esporte.

Santo André 1 x 2 Santos

Data: 04/02/2010, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista – Primeira Fase – 6ª rodada
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho
Auxiliares: Luiz Alexandre Nilsen e Daniel Paulo Ziolli (SP)
Cartões amarelos: Ricardo Conceição, Toninho e Ramazotti (SA); Arouca e Ganso (S).
Gols: Neymar (25-1) e Rodriguinho (39-1); Ganso (19-2).

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Rômulo, Halisson, Toninho e Carlinhos; Ricardo Conceição (Ramazotti), Pio, Gil e Bruno César; Rodriguinho e Rafael Silva (Bruno Moraes).
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Bruno Aguiar); Rodrigo Mancha, Arouca, Wesley e Paulo Henrique (Germano); Neymar e André (Zé Eduardo).
Técnico: Dorival Júnior



Neymar dá show, Santos vence Santo André e assume a liderança

Neymar e Paulo Henrique armaram um belo cenário para a estreia de Robinho. Os dois garantiram a vitória do Santos contra o Santo André, na noite desta quinta-feira, no Bruno José Daniel, por 2 a 1. Desta forma, o Rei das pedaladas, que deve encarar o São Paulo, no próximo domingo, encontra o time da Vila na primeira colocação do Paulistão.

A condição de líder foi conquistada, após seis rodadas, devido ao saldo de gols (11), já que o Botafogo-SP tem a mesma pontuação, 13, porém saldo de sete gols pró. O Santo André caiu para a oitava colocação, com nove pontos.

O triunfo santista se deve principalmente a uma bela atuação de Neymar. O fã de Robinho abusou das jogadas individuais e além de marcar o primeiro, participou da jogada que resultou no gol da vitória, marcado por Ganso.

O time do ABC entrou em campo impondo pressão. Tanto que logo no primeiro lance, Gil quase abriu o placar. Porém, aos poucos, Neymar foi tomando conta do jogo. O atacante começou a levar perigo em jogadas individuais, e numa delas marcou um golaço, aos 25 minutos.

“Na verdade só conclui um contra-ataque rápido que começou lá no nosso campo de defesa. Divido os méritos com toda a equipe” demonstrou imensa humildade, o atacante que completa 18 anos nesta sexta-feira.

O time visitante, que contava com a maioria da torcida presente no estádio, não conseguiu aproveitar o bom momento para ampliar o marcador, e ainda no primeiro tempo, aos 39 minutos, sofreu o empate, após gol de cabeça de Rodriguinho.

Sem alterações as equipes voltaram para o segundo tempo. O que também não mudou foi a performance de Neymar. O jovem seguiu abusando dos dribles, e auxiliando na marcação. O bom rendimento só caiu nos minutos finais da partida.

Os demais jogadores do Santos não estavam em uma noite tão feliz. Sendo assim, a primeira alteração de Dorival Júnior aconteceu logo aos 10 minutos, com a saída de André para a entrada de Zé Eduardo. A mudança deu maior ímpeto ofensivo ao visitante, e aos 25 minutos, Ganso recolocou o Santos na frente concluindo outro rápido contra-ataque.

No trecho final do jogo, o Santos suportou a pressão da equipe mandante, que chegou a acertar a trave de Felipe em chute forte, de fora da área, do meia Bruno. Dorival utilizou as duas últimas alterações para reforçar a defesa, e com isso, o time da Vila garantiu a vitória e a condição de líder.

Na próxima rodada, a sétima, o Santo André encara o Rio Branco, em Santa Bárbara do Oeste, às 19h30min. Já o clássico entre Santos e São Paulo ocorre no mesmo dia, às 17h, na Arena Barueri.

Santos 1 x 0 Santo André

Data: 13/09/2009, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 24ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.790 pagantes
Renda: R$ 118.190,00
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (SP/FIFA)
Auxiliares: Ednilson Corona e Emerson Augusto de Carvalho (ambos de SP/FIFA)
Cartões amarelos: George Lucas (S); Vinícius e Gustavo Nery (SA).
Gols: Germano (39-1).

SANTOS
Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Emerson (Rodrigo Mancha), Rodrigo Souto (Astorga), Germano e Madson (Alan Patrick); Neymar e Kleber Pereira
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTO ANDRÉ
Neneca; Vinícius (Eduardo Ratinho), Marcel, Gustavo Nery e Arthur; Fernando, Sidney (Pablo Escobar), Marcelinho Carioca e Junior Dutra; Rômulo e Osny (Rodrigo Fabri)
Técnico: Sergio Soares



“Paciente”, Santos vence o Santo André e volta a sonhar com o G-4

Desde sua chegada ao Santos, Vanderlei Luxemburgo não se cansa de afirmar ser necessário fazer a “lição de casa” para ainda sonhar com uma vaga na Copa Libertadores. Após o revés para o Corinthians, no Pacaembu, exigia duas vitórias seguidas. A primeira foi alcançada. Mesmo sem jogar bem e sentindo a ausência do meia Paulo Henrique, o elenco santista teve paciência para superar o ameaçado Santo André por 1 a 0, na tarde deste domingo.

Apesar disso, a meta dos comandados de Luxemburgo ainda é complicada. Com o triunfo, subiu para 35 pontos, cinco a menos que o Atlético-MG, que derrotou o Atlético-PR e assumiu a quarta colocação. Para se manter vivo na briga, pretende explorar o desespero de outro adversário. Daqui a sete dias, terá pela frente o Botafogo, novamente na Vila Belmiro.

“Não tivemos um futebol vistoso, mas eficiente. A equipe está de parabéns mostrou muita força de vontade e conseguiu três importantíssimos pontos. Agora é manter a mesma pegada para crescer ainda mais na classificação”, comentou o zagueiro Fabão.

Por outro lado, o Santo André continua se complicando na Série A. Na estreia do técnico Sérgio Soares, conheceu sua terceira derrota consecutiva e a permanência na zona de rebaixamento. Soma 24 pontos. Para piorar, seu próximo adversário será o São Paulo, que está na luta pelo tetracampeonato nacional, em Ribeirão Preto, no dia 20 de setembro.

Apesar do desespero do rival, aconteceu o que Luxemburgo temia. O Santos sentiu a ausência de Paulo Henrique, convocado para a disputa do Mundial sub-20 e considerado como referência do meio-campo. A equipe não criava e não explorava as laterais, principalmente com George Lucas, que vinha sendo uma das principais alternativas do elenco nas últimas rodadas.

Não bastasse isso, o Santo André entrou mais atento. Marcava com eficiência e explorava os contra-ataques. Liderados pelo experiente Marcelinho Carioca, o elenco do ABC paulista teve boas chances. Junior Dutra, por exemplo, falhou em duas finalizações. Se não fazia uma partida, o Santos demonstrava paciência para encontrar espaços. E foi assim que chegou ao primeiro gol.

Figurada apagada na etapa inicial, Neymar, que voltou a ser titular do Santos, mostrou sua qualidade. Aos 39min, o jovem atacante cruzou com perfeição para Germano cabecear e fazer 1 a 0. “Tivemos paciência. Isso foi nossa qualidade no primeiro tempo. Precisamos manter a mesma determinação para ampliar o marcador”, disse o volante, autor do único gol.

Diante da derrota, o Santo André não tinha alternativa: precisa partir para cima do Santos. Até tentou, mas faltava qualidade para a equipe treinada por Sérgio Soares. Marcelinho Carioca, que foi um dos bons nomes na etapa inicial, caiu de produção. Já o Santos manteve a mesma paciência. Tentou encaixar um contra-ataque para definir o resultado. Não conseguiu, mas teve traquilidade para segurar uma importante vitória.


Santo André 3 x 3 Santos

Data: 04/06/2009, quinta-feira
Competição: Campeonato Brasileiro – 5ª rodada
Local: Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, SP.
Público:
Renda:
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: João Bourgalber Nobre Chaves e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP).
Cartões amarelos: Elvis, Ricardo Conceição (SA), Léo, Luizinho, Rodrigo Souto, Roberto Brum, Madson (S)
Cartões vermelhos: Nunes (SA)
Gols: Kléber Pereira (07-1), Nunes (14-1), Madson (24-1) e Nunes (45-1); Fabão (20-2) e Elvis (27-2).

SANTO ANDRÉ
Neneca, Cicinho, Cesinha, Marcel e Gustavo Nery (Arthur); Fernando, Ricardo Conceição, Junior Dutra (Ricardo Goulart) e Élvis (Dionísio); Nunes e Antonio Flávio
Técnico: Sérgio Guedes

SANTOS
Fábio Costa; Luizinho (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Léo; Rodrigo Souto, Roberto Brum, Molina (Neymar) e Paulo Henrique Ganso (Roni) e Madson; Kléber Pereira
Técnico: Vagner Mancini



Santos cede empate por 3 vezes e sai de Santo André com 1 ponto

Vagner Mancini havia pedido para o Santos tentar disparar em meio a preocupação de concorrentes com outras competições. O time da Vila bem que buscou a vitória, nesta quinta-feira, para encostar no topo do Brasileirão. No entanto, o Santo André demonstrou alto poder de reação no ABC, conseguiu igualar o marcador por três vezes, empatando o jogo por 3 a 3.

“O Santos não está acostumado a sofrer tantos gols em um jogo. Não fomos bem pelo alto. O resultado não foi bom. Mas vamos tentar corrigir isso nos treinos para que não ocorra novamente”, lamentou Fabão à rádio Globo

Com este resultado, o Santos segue invicto no Nacional, soma 9 pontos, e diminui a distância para o líder Internacional, que tem 12 pontos. Já o Santo André conquistou seu sexto ponto.

Apesar da noite fria no ABC, Santo André e Santos fizeram um jogo quente, com inúmeras oportunidades de gol para as duas equipes. No final do primeiro tempo, o placar já sinalizava 2 a 2.

Artilheiro do Santos no ano, Kléber Pereira concluiu com êxito sua primeira chance na partida, quando recebeu passe em profundidade de Rodrigo Souto, aos 7 min da etapa inicial.

A reação do Santo André foi rápida. Referência ofensiva do Santo André, sobretudo diante das ausências de Marcelinho Carioca e Pablo Escobar, o centroavante Nunes começou a incomodar a zaga santista. Ele igualou o marcador, aos 14 min.

Jogo de pouca falta no 1º tempo, as duas equipes apostaram em estratégias ofensivas. O Santos voltou ter vantagem no jogo aos 30 min. Madson aproveitou bola mal tirada pela zaga e marcou seu terceiro gol no Brasileirão.

Após o gol de Madson, o Santos reduziu volume no ataque, administrando a partida. Em desvantagem, o time da casa insistiu ofensivamente, misturando muita vontade, mas com pouca inspiração.

O recuo santista atraiu o Santo André, que novamente empatou pelo alto com Nunes. O jogador, aliás, foi oferecido pelo Bragantino (dono do “passe”) no início do ano ao Santos e Corinthians, mas foi rejeitado devido ao alto valor solicitado.

Apagados, Paulo Henrique Ganso e Molina não davam criatividade ao meio campo. A apatia foi percebida pela torcida do Santos, que pediu a entrada do atacante Neymar nos primeiros minutos do 2º tempo.

Mancini atendeu o público e colocou Neymar em campo durante a etapa complementar. De falta, Fabão colocou o Santos de novo à frente no placar.

Autor de dois gols, Nunes pediu pênalti que teria sido cometido pelo zagueiro Fabiano Eller. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira mandou seguir a jogada. Minutos depois, o atacante novamente reclamou de uma suposta infração cometida pelo Santos. O juiz não tolerou e expulsou Nunes por reclamação.

Mesmo com um a menos, o Santo André foi buscar o empate pela terceira vez, desta vez com o meia Élvis, em cobrança de penalidade.

Já nos acréscimos, o Santos quase fez o quarto gol, mas a cabeceada de Pereira acertou a trave.