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São Paulo 1 x 0 Santos

Data: 20/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 40.465 pagantes
Renda: R$ 954.725,00.
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Neuza Inês Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Anderson Martins (2), Militão, Reinaldo, Hudson (SP); Yuri Alberto e David Braz (S).
Cartão vermelho: Anderson Martins (SP).
Gols: Diego Souza (10-2).

SÃO PAULO
Sidão; Militão, Anderson Martins, Bruno Alves e Reinaldo (Edimar); Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme, Everton (Liziero) e Nenê; Diego Souza (Tréllez).
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison (Jean Mota), Renato e Vitor Bueno (Yuri Alberto); Gabigol, Rodrygo e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura



Diego Souza marca, São Paulo bate o Santos e salta na tabela

O São Paulo entrou em campo nesse domingo na 10ª colocação, mas vai terminar o fim de semana em 5º lugar, a um ponto do Palmeiras (10 e 11), primeiro membro do G4 no Campeonato Brasileiro depois de seis rodadas disputadas. Tudo por causa de uma vitória contundente, apesar do placar de 1 a 0, em cima do Santos, diante de 40.465 torcedores no Morumbi. Já são nove jogos de invencibilidade e o fim da série de quatro empates seguidos.

E os três pontos no clássico podem mais uma vez caírem na conta de Diego Souza. O camisa 9 fez as pazes de vez com a torcida tricolor ao marcar o terceiro gol pela terceira vez consecutiva na casa são-paulina.

O passe veio de Everton, da ponta de esquerda, pelo alto. Diego Souza, como digno centroavante, ganhou de David Braz e contou com tarde pouco inspirada de Vanderlei para estufar as redes. Agora são seis gols em 21 partidas do artilheiro do São Paulo na temporada. Detalhe que só um foi marcado longe do Cícero Pompeu de Toledo.

O tento dos mandantes aos 10 minutos da etapa final liquidou um jogo pragmático e de muita falta de criatividade pelo lado santista, principalmente no primeiro quando, quando os comandados de Jair Ventura limitaram-se a se defender.

O próprio Diego Souza, além de Nenê, Militão e Reinaldo tiveram chances claríssimas para abrir o placar antes do intervalo. Nenê, aliás, carimbou a trave do Peixe em chute de longe.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos do menino Rodrygo, que não se escondeu, mas esbarrou na marcação quase sempre dupla de seus marcados. Gabriel, Vitor Bueno e Sasha praticamente não foram vistos em campo.

Quando teve de correr atrás o prejuízo, o Alvinegro Praiano até assustou em chute de longa distância de Jean Mota, defendido por Sidão, e depois com Yuri Alberto, dessa vez por causa de falha do goleiro do São Paulo, que não encaixou uma bola fácil na saída do gol. Nem mesmo a expulsão de Anderson Martins nos minutos finais serviu para os visitantes exercerem alguma pressão em busca do empate.

De qualquer forma, foi pouco para o Peixe, que depois de perder para o Luverdense com muitos reservas, foi para o Morumbi com o que tinha de melhor e não fez frente ao São Paulo. Com seis pontos, o Santos cai para a 14ª colocação na tabela de classificação.

Bastidores – Santos TV:

Jair resume derrota no San-São em “detalhes” e não vê time retraído

Jair Ventura usou a velha frase dos “clássicos decididos em detalhes” para resumir a derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico valorizou o rival, citou a posse de bola santista (55×45%) e já pediu pela reação na Libertadores – o Peixe enfrentará o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, para vencer e terminar a primeira fase na liderança do Grupo 6.

“Aquela velha máxima que o clássico é decidido em detalhes. E o São Paulo marcou o gol em uma bobeira nossa. Sabemos que clássico é assim, com torcida empurrando. O São Paulo é o único invicto no Brasileiro. O Santos é o único a ganhar do São Paulo aqui no ano e hoje infelizmente não conseguimos. Importante trabalhar para na Libertadores ficar com a primeira colocação do grupo”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“A gente não tem conseguido jogar fora de casa. O Santos teve mais posse de bola, então não fomos retraídos, e sim foi uma derrota”, completou.

O Santos teve menos posse de bola do que o São Paulo enquanto esteve atrás do placar. A partir dos 10 minutos do segundo tempo, com o gol de Diego Souza, o Peixe foi ao ataque e ensaiou uma pressão, mas não surtiu efeito.

Jair volta a pedir um 10, descarta Bruno Henrique e comenta pressão no Santos

A derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, voltou a mostrar a deficiência do Santos na armação. Vitor Bueno foi mantido e não foi bem. Jean Mota entrou e não melhorou o time. No fim das contas, o atacante Rodrygo foi quem terminou o clássico na função.

O técnico Jair Ventura voltou a pedir por um camisa 10 e afirmou que está procurando soluções no elenco enquanto esse atleta não chega.

“Estamos buscando esse homem de ligação, já que não adianta ter muito atacante só. Hoje, não temos esse camisa 10 no elenco e crio alternativa. O Vitor Bueno faz essa função, mas não tenho opção. Rodrygo e Sasha já improvisaram e será assim enquanto não acharmos um camisa 10 no mercado. Mas temos de dar solução. Nem sempre vamos conseguir, principalmente quando perde. Bueno está com mais chances e vamos buscar. de repente, vamos jogar com esse 10. É uma carência como falamos desde o primeiro jogo. Mas competições não param e estamos vivos em todas, apesar de não ganhar fora. No Brasileiro, temos um jogo a menos e não tem nem um quarto do campeonato. Incomoda não vencer em casa, nós nos cobramos bastante por isso, e tentamos não ficar agoniados e com ânsia de vencer fora. E não podemos perder 100% em casa. Temos de vencer em casa e fora para brigar lá em cima”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador ainda descartou Bruno Henrique para a partida contra o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América. Com o camisa 11 a disposição, Jair pensa escalar quatro atacantes e Rodrygo mais recuado.

“Ele volta a treinar com bola nesta semana, fica muito em cima, requer adaptação ao campo e companheiros., Infelizmente, não joga na quinta. Perdemos Arthur, hoje Alison, e perdemos mais dois agora. Vamos extraindo, tirando o máximo para alcançar nossos objetivos, mesmo sem ser fácil. É lógico que não jogamos o melhor futebol do Brasil, mas temos as nossas responsalidades e faremos sempre o máximo para levar o Santos na frente, como temos feito”, explicou.

Por fim, o comandante do Santos analisou a pressão no comando após resultados ruins. Em 2018, mesmo com a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista e as classificações para as oitavas de final da Libertadores e quartas da Copa do Brasil, são 11 derrotas em 28 jogos, além de 12 vitórias e cinco empates.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, concluiu.

Presidente do Santos banca Jair e quer reavaliá-lo após reforços

O Santos é o clube da Série A do Campeonato Brasileiro com mais derrotas em 2018. O Peixe não perdia 11 vezes em 28 jogos desde 1954. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura segue prestigiado no alvinegro depois do último tropeço – 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, em clássico no último domingo.

O presidente José Carlos Peres entende que Jair faz o possível com as opções disponíveis no elenco. A ideia é trazer contratações importantes durante o período da Copa do Mundo na Rússia, entre junho e julho, e reavaliá-lo após os reforços.

Depois da goleada por 5 a 1 para o Grêmio, em Porto Alegre, o Comitê de Gestão se reuniu e votou pela permanência de Jair Ventura. A opinião do colegiado é importante, mas a prerrogativa de admitir ou demitir é do presidente Peres. O dirigente busca apenas o aval dos oito demais membros.

O Santos contratou três reforços em 2018 – os titulares Dodô, Eduardo Sasha e Gabigol. Sem grandes recursos financeiros, o Peixe aposta na criatividade para gastar pouco e não errar. A prioridade é por atletas para o ataque, principalmente um novo camisa 10.

Em entrevista coletiva depois da derrota para o São Paulo, o técnico Jair Ventura afirmou que se sente pressionado desde antes de assumir o cargo em janeiro.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, explicou.

Maior derrotado da Série A, Santos não perdia tanto desde ano da estreia de Pepe

Com a derrota para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, o Santos se tornou a equipe da Série A do Campeonato Brasileiro com mais resultados negativos em 2018. O Peixe perdeu 11 vezes em 28 jogos na temporada – mesmo número de Vasco e Vitória, porém, os times têm 30 e 34 partidas, respectivamente. O alvinegro ainda tem 12 vitórias e cinco empates.

O alto número de derrotas em compromissos oficiais não é comum na vitoriosa história do Santos. O último ano com tantos revezes foi o de 1954 – 12 em 28 oportunidades. O período marcou a estreia de dois ídolos bicampeões mundiais pelo Peixe: o atacante José Macia, o Pepe, em maio, e o técnico Lula, em junho.

Mesmo com tantas derrotas, o alvinegro se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, está nas quartas de final da Copa do Brasil e foi eliminado apenas na semifinal do Campeonato Paulista. No Brasileirão, após cinco jogos (um a menos), o clube da Vila Belmiro ocupa a 14ª colocação.

Veja abaixo o levantamento feito pela Gazeta Esportiva:

2018 – 11 derrotas em 28 jogos
2017 – 8 derrotas em 28 jogos
2016 – 4 derrotas em 28 jogos
2015 – 4 derrotas em 28 jogos
2014 – 3 derrotas em 28 jogos
2013 – 3 derrotas em 28 jogos
2012 – 6 derrotas em 28 jogos
2011 – 4 derrotas em 28 jogos
2010 – 4 derrotas em 28 jogos
2009 – 6 derrotas em 28 jogos
2008 – 9 derrotas em 28 jogos
2007 – 1 derrota em 28 jogos
2006 – 4 derrotas em 28 jogos
2005 – 4 derrotas em 28 jogos
2004 – 7 derrotas em 28 jogos
2003 – 4 derrotas em 28 jogos
2002 – 8 derrotas em 28 jogos
2001 – 9 derrotas em 28 jogos
2000 – 7 derrotas em 28 jogos
1999 – 7 derrotas em 28 jogos
1998 – 4 derrotas em 28 jogos
1997 – 5 derrotas em 28 jogos
1996 – 10 derrotas em 28 jogos
1995 – 5 derrotas em 28 jogos
1994 – 6 derrotas em 28 jogos
1993 – 7 derrotas em 28 jogos
1992 – 6 derrotas em 28 jogos
1991 – 8 derrotas em 28 jogos
1990 – 5 derrotas em 28 jogos
1989 – 6 derrotas em 28 jogos
1988 – 8 derrotas em 28 jogos
1987 – 4 derrotas em 28 jogos
1986 – 10 derrotas em 28 jogos
1985 – 8 derrotas em 28 jogos
1984 – 6 derrotas em 28 jogos
1983 – 4 derrotas em 28 jogos
1982 – 9 derrotas em 28 jogos
1981 – 7 derrotas em 28 jogos
1980 – 5 derrotas em 28 jogos
1979 – 9 derrotas em 28 jogos
1978 – 10 derrotas em 28 jogos
1977 – 8 derrotas em 28 jogos
1976 – 7 derrotas em 28 jogos
1975 – 10 derrotas em 28 jogos
1974 – 6 derrotas em 28 jogos
1973 – 5 derrotas em 28 jogos
1972 – 9 derrotas em 28 jogos
1971 – 5 derrotas em 28 jogos
1970 – 8 derrotas em 28 jogos
1969 – 7 derrotas em 28 jogos
1968 – 4 derrotas em 28 jogos
1967 – 5 derrotas em 28 jogos
1966 – 7 derrotas em 28 jogos
1965 – 6 derrotas em 28 jogos
1964 – 5 derrotas em 28 jogos
1963 – 4 derrotas em 28 jogos
1962 – 4 derrotas em 28 jogos
1961 – 5 derrotas em 28 jogos
1960 – 8 derrotas em 28 jogos
1959 – 3 derrotas em 28 jogos
1958 – 6 derrotas em 28 jogos
1957 – 8 derrotas em 28 jogos
1956 – 3 derrotas em 28 jogos
1955 – 9 derrotas em 28 jogos
1954 – 12 derrotas em 28 jogos


São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 18/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Éder Militão (SP); Gabigol e Alison (S).
Gol: Gabriel (08-2).

SÃO PAULO
Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez) e Cueva (Brenner).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca no Morumbi e Santos tem 1ª vitória em clássicos no ano

O Santos conquistou, na tarde deste domingo, a sua primeira vitória em clássicos no ano. Jogando no Morumbi, após ser dominado no primeiro tempo, o time alvinegro derrotou o São Paulo, por 1 a 0, com gol do atacante Gabriel, marcado na etapa final, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

Na liderança do Grupo B do Estadual com dez pontos ganhos, o Tricolor teve interrompida a sua série de quatro vitórias consecutivas. Os comandados de Dorival Júnior, que não perdiam desde o revés para o Corinthians, em 27 de janeiro, buscarão se reabilitar diante do Ituano, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), como visitantes, em duelo adiado e válido pela sétima rodada do Paulistão.

O Santos, por sua vez, chegou aos 14 pontos e se mantém isolado na ponta do Grupo D. A equipe dirigida por Jair Ventura, que no primeiro clássico do ano havia perdido para o Palmeiras, no Palestra Itália, tentará conquistar seu terceiro triunfo seguido contra o Santo André, no domingo, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo:

Assistido presencialmente por mais de 36 mil tricolores, o clássico começou equilibrado. A primeira chegada perigosa foi do Santos, aos sete minutos, quando Gabigol recebeu de Jean Mota na esquerda, invadiu a área, mas foi travado por Bruno Alves na hora do arremate.

A resposta tricolor foi dada pouco depois. Cueva tentou tabelar com Petros na entrada da área e, após bate-rebate, a bola sobrou para o peruano finalizar em cima de Vanderlei, que saiu bem do gol.

Melhor na partida, o São Paulo voltou a assustar aos 14 minutos, quando Cueva fez fila pelo meio e acionou Marcos Guilherme na direita. O atacante, porém, mandou alto demais. Aos 29, após boa trama pelo meio, o camisa 10 recebeu dentro da área e chutou forte, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Com seu time dominado pelo rival, o goleiro alvinegro teve de trabalhar de novo. Após cruzamento de Marcos Guilherme pela esquerda, a bola sobrou para Cueva, que, sem ângulo, carimbou Vanderlei. O Santos, acuado, precisou de 35 minutos para finalizar pela primeira vez. Só que o chute de Eduardo Sasha saiu por cima, sem perigo.

A parada para o intervalo não modificou o panorama do duelo: o São Paulo começou melhor a etapa complementar. Logo aos quatro minutos, diante de um Santos totalmente recuado, Bruno Alves arriscou de fora da área. O chute saiu forte, e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar.

Na sequência, Gabigol repetiu a ação do rival e bateu de longe, colocando Sidão para trabalhar pela primeira vez no jogo. Foi um prenúncio do que viria em seguida. Após contra-ataque, o atacante recebeu de Sasha na entrada da área, sem marcação. O chute saiu forte e rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro tricolor, sem chance de defesa.

Em busca do empate, atendendo a pedidos da torcida, Dorival Júnior colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme. Também sacou Cueva e Diego Souza para as entradas de Brenner e Tréllez. O camisa 9, por sinal, foi vaiado na saída de campo.

As alterações, contudo, foram inócuas. O São Paulo não conseguiu criar mais chances de gol, ao passo que o Santos administrou bem a vantagem para ganhar o seu primeiro clássico na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam atuação taticamente ‘perfeita’ no clássico

A vitória do Santos sobre o São Paulo neste domingo por 1 a o em pleno Estádio do Morumbi foi a marca de um duelo no qual a equipe mais “letal” acabou triunfante. Apostando na forte marcação, no time compacto e nos contra-ataques, os comandados de Jair Ventura se saíram melhor em relação ao time comandado por Dorival Júnior, que teve mais posse de bola, até criou chances, mas não conseguiu furar a meta defendida por Vanderlei.

Após a partida, os jogadores do Santos exaltaram não apenas o resultado conquistado na casa do adversário, mas a partida tática que o time fez em campo, respeitando o que Ventura havia pedido aos atletas. Depois de alguns contra-ataques desperdiçados no primeiro tempo, o Peixe conseguiu marcar o tento derradeiro nos 45 minutos finais.

“Sabíamos que o São Paulo iria impor uma pressão jogando em casa. É uma equipe de qualidade na frente, mas deixa espaços e quando você tem jogadores de qualidade como os nossos, aparecem os espaços e aproveitamos. Fizemos um jogo estratégico e nisso fomos muito bem”, disse o meia Renato.

Destaque da partida juntamente com Gabigol, Vanderlei também exaltou o cumprimento de tudo o que havia sido planejado e revelou que o jogo sem sofrer gols, assim como a vitória no clássico, trazem confiança para o Santos, que havia perdido o primeiro derby do ano para o Palmeiras.

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo é um time muito qualificado. Ficamos fechados, esperamos os contra-ataques, erramos alguns no final, mas o Sasha achou o Gabriel e conseguimos o gol que deu a vitória”, pontuou o arqueiro. “Vitórias em clássico são como um divisor de águas pela grandeza do jogo. Estávamos concentrados, bem postados defensivamente e não tomamos gol. Isso que importa”, concluiu Vanderlei.

Autor do único gol da partida, Gabigol valorizou o trabalho de Jair Ventura e a eficiência. “Eu falei que precisávamos acertar uma bola. Taticamente fomos bem, o professor Jair é muito estudioso e marcamos muito bem. Fizemos o gol e vencemos”, ressaltou o atacante.

Jair contesta Dorival e rasga elogios a Gabigol: “Jogador diferenciado”

A vitória do Santos sobre o São Paulo pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve nome e sobrenome: ‘Gabigol’. Recém-chegado ao time da Vila Belmiro, o atacante terminou como destaque ao marcar o gol da vitória e foi bastante elogiado por todos os companheiros na saída de campo. Quem também fez questão de comentar sobre o desempenho do camisa 10 foi o treinador Jair Ventura, que rasgou elogios ao comandado.

“O Gabigol é um jogador diferenciado. Todo treinador do mundo quer ter no time um jogador diferente como ele. Ele acaba salvando a vida do treinador. Ele decide quando precisa”, disse Jair Ventura.

Com três gols nos últimos três jogos, Gabriel Barbosa começa a despontar como principal responsável pelo bom rendimento do Santos nas últimas partidas. O discurso do treinador, porém, é de não colocar responsabilidade extra sobre o jovem, além de rechaçar qualquer dependência do artilheiro.

“Não podemos e nem somos dependentes de um jogador só. Não tomamos gols há três jogos e não perdemos há quatro. Temos de ter uma equipe equilibrada e acreditar no planejamento que está sendo feito”, concluiu o treinador do Santos após a vitória no clássico contra o São Paulo.

Certeiro na estratégia que planejou para a partida, Jair Ventura saiu bastante orgulhoso e motivado com a atuação do time. Do outro lado, Dorival Júnior também se mostrou satisfeito com a partida de seus comandados e tratou o resultado como injusto, algo que o comandante santista discordou plenamente.

“Nunca vou debater a opinião de um profissional. Respeito a opinião do Dorival. A gente conseguiu neutralizar a equipe deles. Foi um jogo muito equilibrado. Mostra a força do grupo, da base. Suportamos a pressão do São Paulo e isso ficou evidente”, pontuou. “A nossa estratégia hoje foi marcar alto, mesmo fora de casa. Fizemos duas linhas de quatro, soubemos marcar e tivemos chances na transição”, finalizou Jair Ventura.

Improvisado na lateral, Jean Mota tem atuação elogiada por Jair

Jean Mota é o exemplo mais fiel do jogador polivalente no elenco do Santos. Desde 2016, quando chegou ao time da Baixada, o meio-campista é uma válvula de escape para partidas em que pode atuar não apenas na sua posição de origem, como também na lateral, onde já teve boas atuações. Uma dessas foi justamente no último domingo, na vitória diante do São Paulo por 1 a 0.

Uma das posições mais escassas no Santos para 2018 é a lateral-esquerda. Enquanto Zeca trava uma disputa judicial com o clube, Caju e Romário, contratado nesta temporada, são as únicas opções, mas parecem não estar agradando Jair Ventura. No clássico realizado no Morumbi, Mota foi mais uma vez escalado na posição pelos flancos e teve atuação bastante elogiada pelo treinador.

“Eu queria ter dois ‘Jeans Mota’, um para jogar na lateral e outro no meio. Dei oportunidade para o Romário e o Caju, mas ele estava pedindo espaço na equipe. Quando o jogador é bom, temos de arranjar um espaço para ele no time. Fico feliz por ele ter feito um belo jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, disse Jair Ventura.

Atuando fora da posição de origem, Jean Mota acabou com boa atuação, contendo as investidas ofensivas do São Paulo e surgindo como uma oportunidade para os problemas santistas no setor. Após a partida, o próprio jogador reconheceu a possibilidade de sequência pelo lado do campo.

“Acredito que fizemos um bom jogo, acho que individualmente também fui bem. Espero que eu possa dar conta do recado nesses setor enquanto o Santos estiver precisando”, revelou o jogador.

A lateral-esquerda, porém, deve ser um problema resolvido em breve pela diretoria santista. O clube mantém negociações avançadas para ter Dodô por empréstimo junto a Sampdoria, mas a contratação é tratada com cautela por Jair Ventura, que despistou durante a coletiva.

“As contratações a gente trabalha sempre em sigilo. Não falei de nenhuma contratação até agora e sigo assim no Santos. Quando ele chegar eu dou os detalhes”, comentou o comandante.


São Paulo 2 x 1 Santos

Data: 28/10/2017, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 31ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 40.004 presentes (34.461 pagantes)
Renda: R$ 954.807,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS-Fifa)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Jucilei (SP); Matheus Jesus, Bruno Henrique, Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Jean Mota e Serginho (S).
Gols: Marcos Guilherme (16-1), Christian Cueva (21-1) e Alison (33-1).

SÃO PAULO
Sidão; Eder Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei; Petros, Hernanes, Cueva (Gomez) e Marcos Guilherme (Denilson); Lucas Pratto.
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Alison (Serginho), Matheus Jesus (Kayke) e Renato; Lucas Lima (Copete), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Levir Culpi



São Paulo domina, vence o Santos e se mantém 100% no Pacaembu

O risco de rebaixamento é um assunto quase superado no São Paulo. Na tarde deste sábado, com Hernanes inspirado, o Tricolor se impôs e venceu o clássico com o Santos, por 2 a 1, em duelo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, mantendo-se com 100% de aproveitamento no Pacaembu neste ano – três vitórias em três jogos.

Empurrado por 40 mil torcedores, o São Paulo abriu 2 a 0, com Marcos Guilherme e Cueva, graças a duas assistências de Hernanes. O Santos diminuiu ainda no primeiro tempo, com Alison. Com uma marcação implacável de Jucilei em Lucas Lima, o time de Dorival Júnior não sofreu grandes sustos e segurou o placar na etapa complementar, conquistando a sua segunda vitória consecutiva, o que não ocorria desde maio.

Com o resultado, o clube do Morumbi ganhou três posições e assumiu provisoriamente o 11º lugar, com 40 pontos, sete acima da zona de descenso. Já o terceiro colocado Peixe sai do clássico enfraquecido na luta pelo título. Com 53 pontos, a equipe treinada por Levir Culpi pode ver Corinthians (59) e Palmeiras (53) se distanciarem no complemento da rodada.

O jogo

O Santos começou esboçando uma pressão, mas foi o São Paulo quem teve a primeira chance de marcar. Logo aos dois minutos, Cueva cobrou escanteio e Hernanes, livre na marca do pênalti, cabeceou com perigo, por cima do gol de Vanderlei.

Aos poucos, o Tricolor foi dominando completamente as ações e abriu o placar aos 16 minutos: Hernanes fez ótimo lançamento para Marcos Guilherme, que ficou na cara do goleiro Vanderlei e o encobriu com um toque de categoria.

Aí o time de Dorival Júnior passou a apostar ainda mais nos contra-ataques. E, em um deles, ampliou a sua vantagem. Aos 21, Cueva tabelou com Pratto, que encontrou Hernanes. Em mais uma assistência do Profeta, o peruano tocou na saída de Vanderlei e viu a bola entrar lentamente no gol.

O Santos acordou com o segundo gol e descontou aos 33 minutos: após cobrança de escanteio, o volante Alison aproveitou a sobra da zaga e, de primeira, soltou a bomba da entrada da área, sem chances para Sidão. Aos 45, Arboleda recebeu cruzamento de Cueva e testou rente à trave, quase marcando o terceiro dos mandantes.

O São Paulo voltou mais recuado para etapa complementar e passou por apuros logo aos quatro minutos, quando a bola foi recuada para Sidão, que quase perdeu a sua posse em dividida com Ricardo Oliveira, assustando a torcida.

Buscando o empate através de jogadas pela linha de fundo, o Peixe se deparou com o forte sistema de marcação são-paulino, que fechou bem as laterais. Parar piorar, Lucas Lima, o principal armador do time alvinegro, foi implacavelmente marcado por Jucilei.

Aos 32 minutos, Hernanes quase deu sua terceira assistência no jogo. O problema é que o volante Petros não aproveitou o passe perfeito e mandou na trave esquerda de Vanderlei. Aos 36, Arboleda perdeu nova oportunidade de ampliar ao cabecear, sem marcação, para fora.

Bastidores – Santos TV:

Levir Culpi é demitido após derrota do Santos para o São Paulo

Agora é de verdade. Levir Culpi não é mais técnico do Santos. Por volta das 20h45 desse sábado, pouco depois da derrota do Peixe para o São Paulo no Pacaembu, o clube divulgou uma nota oficial em que confirma a demissão do treinador. O auxiliar Luiz Matter e o preparador físico Rodolfo Mehl também foram desligados. Elano comandará o time no próximo sábado, contra o Atlético-MG, de forma interina.

Não é a primeira vez que a diretoria decide demitir Levir Culpi. Recentemente, o presidente Modesto Roma Júnior foi demovido da ideia após uma reunião com os jogadores. O próprio técnico já chegou a afirmar que pensou em ‘abandonar o barco’ e, nesse sábado, reclamou de uma cobrança excessiva, na sua visão, em cima da equipe alvinegra.

Sob o comando de Levir Culpi desde o início de junho, o Santos fez 25 jogos, conquistou 11 vitórias, 11 empates e sofreu apenas três derrotas. A equipe acabou eliminada pelo Flamengo, na Copa do Brasil, e pelo Barcelona-EQU, na Copa Libertadores da América, ambas nas quartas de final em plena Vila Belmiro.

No Campeonato Brasileiro, Levir deixa o time provisoriamente na terceira colocação, com 53 pontos. Os quatro tropeços nos últimos cinco jogos da competição por pontos corridos acabaram frustrando os santistas que ainda sonham em buscar o líder Corinthians e pesaram na decisão da diretoria.

Confira a nota oficial do Santos:

“O técnico Levir Culpi não é mais o treinador do Santos FC. Logo após a partida contra o São Paulo, na noite deste sábado (28), válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o ex-comandante foi desligado do comando do Peixe pelo presidente Modesto Roma Júnior. Além do técnico, o auxiliar Luiz Matter e o preparador físico Rodolfo Mehl também foram demitidos. Elano assume o time até o término do Campeonato Brasileiro.”

O Alvinegro Praiano agradece o trabalho de Levir Culpi nestes quatro meses no clube e deseja boa sorte ao treinador que comandou o Peixe no Campeonato Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Levir Culpi vê Santos tão cobrado quanto Barcelona e Real Madrid

O Santos perdeu o clássico para o São Paulo nesse sábado e mais uma chance de encostar no líder Corinthians. Ao fim do jogo no Pacaembu, Levir Culpi foi o único integrante da delegação alvinegra a atender a imprensa e demostrou parte da irritação de toda a equipe com as cobranças em cima do time, seja ela feita por jornalistas especializados, torcedores ou até mesmo pelo viés político, já que esse é um ano eleitoral no clube.

“Foi um resultado normal, se não fossem essas coisas extra-campo. Não estou contente com o resultado, mas o time correu muito e procurou. Hoje tivemos dificuldade com o gramado, sentiram a dificuldade no passe, porque nosso jogo é rápido. O gramado não foi molhado como sempre é aqui, e não sei por quê”, disse o treinador, antes de se aprofundar no clima pesado que o Santos tem tido em seus bastidores.

“Quem acompanha mais de perto entende como funciona, a dificuldade hoje faz parte do campeonato, semana que vem vai ser uma dificuldade e muito parecida. As entrevistas, as críticas caminham junto com o campeonato, tudo normal. O anormal é o desespero das pessoas em desestabilizar o clube, que desde o início está brigando lá em cima”, comentou, para em seguida comparar a cobrança em cima do Peixe com o que sofrem dois dos maiores clubes do mundo.

“Não existe disparidade grande, não estamos jogando na Espanha. A cobrança no Santos é pertinente ao Barcelona e ao Real Madrid, porque só tem dois times na Espanha, os outros times têm 1% da folha (salarial de Barcelona e Real Madrid). Mas aqui não. Vai jogar contra a Ponte Preta para você ver… E a cobrança em time grande é inexplicável, para mim. Não existe essa superioridade aqui, isso está meio chato, não que não tenhamos problemas, não que não tenhamos erros, mas os críticos têm que se colocar no lugar das pessoas”, reclamou.

Levir Culpi chegou a pedir, de forma indireta, uma trégua aos críticos, questionou o posicionamento dos comentários feitos sobre seus jogadores e admitiu que todo esse clima tem pesado na atitude dos atletas em campo nessa reta final de Campeonato Brasileiro.

“É uma somatória. Nosso jogo também não foi tão bom hoje, o problema é o final, tem que chegar na torcida, o desrespeito à perda do emprego, a malhação, o julgamento precoce, isso que deixa um pouco irritado todos os profissionais, mas os tropeços nós estamos acostumados, vamos continuar brigando para chegar lá em cima, não quero que os jogadores percam essa esperança, mas nem todos conseguem fazer tudo muito bem, sempre vai ter gente ali passivo de crítica. É logico que o time se desestabilize, porque somos muito emocionais”, avisou Levir, incomodado.

Santistas decidem não falar com a imprensa e Levir explica motivo

Nenhum jogador do Santos deu entrevista no Pacaembu nem antes, nem no intervalo e nem após a derrota para o São Paulo pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Todas as explicações couberam a Levir Culpi, que também teve de esclarecer o motivo pelo qual o elenco tomou a decisão de silenciar.

“Os jogadores não querem falar à beira do gramado. Estou com eles. O que se ouve é ofensa à beira do gramado… É agressivo. Após o jogo temos pessoas determinadas para dar entrevista, eu mesmo não me lembro de ter recusado nenhuma entrevista”, afirmou o comandante santista, surpreso pelo ‘pacto’ ter sido mantido também para o pós-jogo. “Estão todos liberados para falar”, completou, deixando claro de que não há nenhuma ordem superior.

Logo após o apito final no clássico, alguns jogadores do Santos chegaram a discutir asperamente. Percebeu-se um clima de irritação alto. Levir Culpi, no entanto, fez questão de minimizar o fato.

“Vivemos muito o emocional, faz parte do trabalho. Cansei de vencer e ver briga no vestiário, faz parte, todos estão nervosos. Mesmo quando ganha, acontece”, argumentou.

Por fim, o técnico revelou uma conversa que teve com seu grupo de jogadores e mostrou que o pensamento da equipe é de se fechar ao máximo na tentativa de blindar as críticas e as cobranças que têm chego de fora, de todas as maneiras.

“Nosso time joga regularmente bem. Hoje, por exemplo, a diferença técnica foi muito igual. O resultado é o que pesa na balança. Minha preocupação com eles foi fazer o seguinte: ‘vamos jogar e procurar fazer o melhor dentro de campo, não julguem as pessoas, não julguem esses que estão querendo matar a gente, vamos jogar por nós, não adianta retribuir com a mesma raiva, a gente não ganha nunca. É procurar entender as pessoas e viver melhor’. Mas futebol é um jogo. Todo mundo correu, procurou fazer o melhor e dentro disso está tudo bem para mim”, encerrou.

Modesto comenta demissão de Levir Culpi, e descarta efetivar Elano

Diante da demissão de Levir Culpi no sábado, após a derrota por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, afirmou ter desligado o treinador “na hora certa” e ainda descartou uma possível efetivação de Elano no próximo ano, em entrevista neste domingo.

“Eu não me arrependo e acho que as coisas têm que chegar e ter uma maturação. Foi feita essa maturação. A questão não é resultado, é toda uma contingência que leva a isso. O momento para a demissão era esse. Algumas pessoas acharam que era antes, como isso é recorrente no futebol”, disse em entrevista ao Fox Sports.

Questionado sobre a forma com que se deu o desligamento do técnico, horas depois do San-São, o mandatário garantiu ter agido de maneira racional: “A decisão é um conjunto de situações, e a gente tem que analisar tudo quando tem que tomar uma decisão. A decisão não é emocional. Ela é baseada em fatos. Conversei com o Levir depois do jogo e entendemos que era um momento de encerrar o ciclo”, explicou.

Com a saída do experiente treinador de 64 anos, abre-se uma ‘brecha’ para Elano, que comandará o Peixe nos sete jogos finais do Campeonato Brasileiro. O ex-atleta terá sua comissão técnica formada com dois auxiliares também do clube: Marcelo Fernandes e Serginho Chulapa.

Apesar de já ter revelado publicamente a vontade de tornar-se treinador de futebol, Elano terá de esperar – ao menos busque pelo desafio em outro clube. Isso porque, durante a entrevista, Modesto ainda disse que ele participará da montagem da equipe para o próximo ano, mas não será efetivado até por estar tirando todas as licenças que serão obrigatórias a partir de 2019.

“O Elano vai assumir a responsabilidade até o final do ano. O planejamento de 2018 está mantido. Neste momento, o grupo está bem servido com o Elano. Na comissão técnica ele fica, 2018 é o ano que ele vai fazer a formação dele, tirar todas as licenças que passam a ser obrigatórias em 2019”, assegurou.

Elano comandou o Alvinegro Praiano somente em duas oportunidades, neste Brasileirão, quando a direção optou por demitir Dorival Júnior. À época, o ex-meia demonstrou personalidade, fez algumas alterações a gosto e conquistou duas vitórias em dois jogos: venceu o Botafogo por 1 a 0 no Pacaembu e bateu o Atlético-PR por 2 a 0 em plena Arena da Baixada.

Vale lembrar que pouco se fala sobre possíveis substitutos de Levir Culpi porque o Santos está em período eleitoral. Com a votação para se conhecer o presidente para os próximos três anos marcada para o dia 9 de dezembro, é bem provável que esta incumbência seja destinada ao novo dirigente.

Além da tentativa de reeleição de Modesto, os candidatos à presidência do Santos em 2014, José Carlos Peres e Orlando Rollo, uniram-se e serão uma opção. Andres Rueda Garcia é o outro candidato de oposição.


Santos 3 x 2 São Paulo

Data: 09/07/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.322 pagantes
Renda: R$ 422.935,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Copete, David Braz e Lucas Lima (S); Lucas Pratto, Lucas Fernandes e Júnior Tavares (SP).
Gols: Copete (43-1); Copete (08-2), Copete (21-2), Shaylon (30-2) e Robert Arboleda (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Thiago Maia, Renato (Leandro Donizete) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Arthur Gomes), Copete (Vladimir Hernández) e Kayke.
Técnico: Levir Culpi

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Buffarini (Wesley), Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Petros e Jonatan Gomez; Marcinho (Shaylon), Lucas Pratto e Denilson (Lucas Fernandes).
Técnico: Pintado (interino)



Com três de Copete, Santos entra no G4 e São Paulo vira vice-lanterna

Em clássico de dois times em lados opostos na tabela, o Santos se saiu melhor que o São Paulo, que chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias – cinco derrotas e dois empates. Na noite deste domingo, o time alvinegro fez valer o apoio da Vila Belmiro para vencer por 3 a 2 e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, mantendo o Tricolor na famigerada zona do rebaixamento.

Com três gols do colombiano Jonathan Copete, o Santos ultrapassou o Palmeiras e assumiu o quarto lugar, com 20 pontos ganhos. Já o São Paulo, que teve seus tentos anotados por Shaylon e pelo estreante Arboleda, perdeu duas posições e caiu para o 19º e penúltimo lugar, com míseros 11 pontos.

O jogo

Pressionando a saída de bola adversária, o Santos começou melhor e teve duas chances de abrir o placar logo aos nove minutos. Primeiro, Lucas Lima recebeu na esquerda e cruzou rasteiro para Thiago Maia chutar. A bola desviou e saiu em escanteio. Na cobrança, Lucas Veríssimo subiu sozinho e testou perigosamente, mas acima do gol de Renan Ribeiro.

Ligeiramente melhor na partida, o Santos desperdiçou, aos 37 minutos, uma chance incrível abrir 1 a 0: após boa trama de Lucas Lima e Thiago Maia na esquerda, a bola sobrou para Copete, livre na pequena área, isolar por cima do gol. O Tricolor respondeu pouco depois, com Denilson, que cortou o zagueiro na esquerda e arriscou de longe, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Seis minutos depois, o atacante colombiano se redimiu diante da torcida alvinegra. Pela direita, Copete iniciou a jogada e passou para Kayke, que chutou de fora da área. A bola saiu sem tanta força, mas Renan Ribeiro espalmou para frente e o camisa 36 só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol, levando o Peixe em vantagem para o segundo tempo.

O Santos voltou para a etapa final em cima e não demorou a marcar o segundo gol. Aos oito minutos, em rápido contra-ataque, Thiago Ribeiro roubou a bola no campo de defesa, Thiago Maia driblou o marcador e passou para Kayke, que cruzou na medida para Copete, em grande noite, testar no contrapé de Renan Ribeiro, anotando o seu segundo tento no San-São.

Buscando reagir na partida, o São Paulo adiantou a marcação e esboçou uma pressão sobre o time da casa, mas continuou errando no último passe. E quem fez o terceiro gol da noite foi mais uma vez Copete. Após fazer ótima jogada individual na esquerda, Jean Mota cruzou para o colombiano, que bateu com uma espécie de voleio, sem chances para o arqueiro tricolor.

Logo em seguida, o time do Morumbi teve a oportunidade que queria para voltar para o jogo. Em jogada individual, Pratto invadiu a área e sofreu falta de David Braz. Na cobrança, o próprio argentino bateu, deslocou Vanderlei, mas mandou na trave esquerda. Cinco minutos depois, aos 30, o São Paulo finalmente diminuiu graças a dois jogadores que haviam acabado de entrar. Lucas Fernandes recebeu na esquerda e chutou forte. No rebote de Vanderlei, Shaylou tocou para a rede.

No apagar das luzes, aos 41 minutos, a bola ficou respingando na área do Santos após cobrança de falta e caiu nos pés de Arboleda, que fuzilou no ângulo esquerdo de Vanderlei. Os jogadores alvinegros reclamaram bastante de toque na mão de Petros, mas o juiz validou o gol que não evitou a derrota tricolor.

Bastidores – Santos TV:

Com queimadura na barriga, Copete celebra “noite dos sonhos” na Vila

O Santos teve no colombiano Jonathan Copete a sua grande figura na noite deste domingo, no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. Autor dos três gols na vitória por 3 a 2 do Peixe, um no primeiro e dois no segundo tempo, o jogador fez questão de mostrar uma queimadura na barriga, sofrida em um acidente doméstico, mostrando que jogava sem as melhores condições.

“Estou machucado, mas queria jogar, fazer as coisas bem. Agora é descansar”, disse o jogador, que explicou ter se lesionado ao cozinhar dentro de casa, com uma panela de pressão. “Foi um acidente que eu sofri, mas é algo que eu tenho que superar para jogar”, continuou.

A “revelação” do machucado foi na celebração do primeiro tento, quando tirou a camisa do Santos e uma segunda pele branca, que estava manchada de sangue. Ao levantar a vestimenta, mostrou uma grande marca de queimadura.

“A oportunidade foi muito boa de marcar três gols, o mais importante é que o time lutou até o final e conseguiu essa vitória”, explicou o atleta, bastante exaltado até pelos companheiros ao conseguir ser tão importante mesmo com os claros impeditivos no seu corpo.

“Foi a noite dele, tem nem o que falar, jogador que nos ajuda bastante, muito feliz por ele. Não falou para ninguém do machucado, jogou os dois jogos, a gente vê a raça e a disposição dele nessas horas”, concluiu.

Levir elogia clássico, vê vitória justa e diz que o Peixe vai melhorar

O técnico Levir Culpi deixou o gramado da Vila Belmiro contente com a vitória do Santos por 3 a 2 sobre o São Paulo, na noite deste domingo, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sorridente ao comentar o “justo” triunfo, na sua opinião, ele reconheceu, porém, que a equipe podia ter uma atitude melhor ao abrir três gols de vantagem frente a um rival.

“Jogo muito equilibrado, um meio campo com muito combate. Foi muito bacana de assistir. Sofremos um pouco por alguns erros que cometemos. São Paulo também. Mas o time fica ligado e agora joga todo para cima”, comentou o treinador, pedindo uma atuação mais linear dos seus comandados.

“Falta estabilidade nos 90 minutos. Eu acho que é o entendimento dos jogadores na questão tática. Precisamos chamar o torcedor e ter mais vibração. O Santos terá muita disputa. No conjunto podemos crescer tecnicamente e taticamente. Estamos estudando com vídeos e conhecendo um pouco de cada um. Temos tudo para crescer”, observou Levir.

Outro ponto que mereceu atenção de Levir foi o público de 10.322 torcedores que esteve nas arquibancadas da Vila. Triste por achar que o embate merecia mais pessoas no estádio, ele reconheceu que, talvez, o maior culpado seja o próprio Peixe.

“Acho pouca gente para um jogo dessa magnitude. É clássico. Talvez tenha sido problema com o time. Talvez o time não esteja jogando dentro do que a torcida espero. Mas sei que os jogadores se sentem muito melhor com a presença do torcedor. Com o torcedor causa pressão. A conta não fechou direito, mas apesar do pouco tempo, acho que é questão de chamar o torcedor e mostrar que queremos resultados”, disse, confiante na boa influência dos santistas sobre o elenco.

“A torcida tem uma força extra e pode levar o time à vitória. É muito importante e não tem graça jogar clássico com pouca torcida. Espero estarmos juntos. A caminhada é difícil e sem a torcida até podemos ganhar, mas não tem graça”, concluiu Levir.

Lucas Lima e Copete levam terceiro cartão e não encaram o Atlético-MG

O Santos celebrou uma vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas já sabe que não poderá com dois importantes figuras no meio de semana. Por terem levado o terceiro cartão amarelo, o colombiano Jonathan Copete e o meia Lucas Lima não poderão enfrentar o Atlético-MG, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Independência.

O primeiro amarelado foi o artilheiro do clássico, com três gols, justamente na celebração do seu primeiro tento. Incomodado com uma queimadura grande na sua barriga, Copete fez questão de tirar sua camisa e uma segunda pele branca, com manchas de sangue, para mostrar o machucado com o qual tinha de lidar enquanto jogava.

Lucas, por sua vez, acabou sendo advertido já no segundo tempo, ao fazer falta no zagueiro equatoriano Arboleda, em dividida que estava claramente mais para o defensor do que para ele, no campo de ataque. Questionado sobre o assunto, o técnico Levir Culpi lamentou as baixas.

“Estou feliz com algumas coisas que ele está fazendo e triste com algumas coisas que ele está fazendo. Tirar a camisa é uma delas”, disse o treinador com relação a Copete. “Ele é especial, tem qualidades diferentes. É um cara que joga bem na bola aérea. É um cara muito interessante”, concluiu o comandante.

Sem os dois, Levir terá dois dias de treinamento para definir os jogadores que irá utilizar em Belo Horizonte. A expectativa, porém, é que o atacante Bruno Henrique, cortado do clássico, retorne à formação inicial frente aos atleticanos.

Pintado divide culpa por crise e crê em reação de Cueva com Dorival

A crise está, definitivamente, instalada no Morumbi. Com a derrota por 3 a 2 para o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, o São Paulo caiu para a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com meros 11 pontos, e chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias. Para Pintado, que comandou o time de forma interina no clássico, a responsabilidade pela má fase do clube tem que ser compartilhada com todos.

A declaração do auxiliar, dada após a partida, contradiz o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que afirmou na última terça-feira, um dia depois da demissão de Rogério Ceni, que a diretoria não tinha responsabilidade pelo mau momento da equipe.

“O presidente é a autoridade máxima do clube. Todos nós temos responsabilidade aqui dentro, ninguém pode fugir, escapar ou se esconder. Não dá para carregar em uma pessoa só. Todos nós temos de carregar porque todos estamos trabalhando, estamos incomodados e queremos sair dessa situação. E vamos sair. Não precisamos criar mais problemas, precisamos sair dessa situação e a solução é no campo”, bradou Pintado, no gramado do estádio santista.

Indagado sobre os motivos pelos quais nem sequer relacionou Cueva para o San-São, Pintado disse que tomou a decisão de forma unilateral, com o respaldo da diretoria, que estaria à espera de uma oferta da Turquia pelo peruano. “Foi uma decisão técnica, uma decisão minha. Ele não iria iniciar a partida”, garantiu.

Assegurou ainda não haver problemas entre ele e Cueva, apostando em uma reação do camisa 10 sob o comando de Dorival Júnior, que assumirá a equipe nesta segunda-feira. “Ninguém dentro do São Paulo tem melhor relacionamento com ele do que eu. A gente se conhece desde o México, sempre conversamos. É óbvio que, quando o conjunto tem dificuldade, o jogador que é responsável por criar, ser o melhor e aparecer também tem dificuldade. Com certeza, ele terá uma reação, se quiser, para crescer junto, porque o São Paulo vai reagir”, afirmou.

“O Dorival conhece muito bem a qualidade dele, o que ele pode dar ao São Paulo. Vamos fazer tudo juntos, o time não pode depender só de um, dois ou três. O São Paulo precisa reagir junto. Dois não podem carregar dez, mas dez podem carregar dois ou três. Isso que é importante”, exclamou.

Sobre a indefinição na escalação de Rodrigo Caio, o auxiliar da comissão técnica fixa garantiu que isso não pesou no rendimento da equipe na Vila Belmiro. O zagueiro, que tem uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 67,8 milhões) do Zenit, da Rússia, não desceu a serra com a delegação tricolor no último sábado. Neste domingo, porém, se junto ao grupo, já que os europeus ainda não se definiram em relação ao pagamento, que deve acontecer nesta semana.

“Não me atrapalhou porque trabalhamos com e sem o Rodrigo. Em nenhum momento foi descartado, tanto que treinou normalmente. Quando foi liberado para jogar, se incorporou normalmente”, encerrou.

No 19º e penúltimo lugar do Brasileiro, o São Paulo volta a campo nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o lanterna Atlético-GO, no Morumbi. Será a estreia de Dorival Júnior, que será apresentado nesta segunda-feira, às 12h30, no CCT da Barra Funda.




Santos 1 x 3 São Paulo

Data: 15/02/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Zeca e Rodrigão (S); Thiago Mendes, Neilton, Cueva e Cícero (SP).
Gols: Copete (10-1), Cueva (36-1); Luiz Araújo (10-2) e Luiz Araújo (27-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Sidão; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni



São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

O jogo

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Bastidores – Santos TV:

Dorival descarta ‘nó tático’ de Ceni e vê derrota com erros pontuais

Geralmente, os clássicos acabam tendo outros embates além da partida dentro das quatro linhas em si. E o principal duelo é entre os técnicos de futebol. Nesta quarta-feira, Rogério Ceni levou a melhor sobre Dorival Júnior, na vitória de 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Porém, na visão do treinador santista, o alvinegro foi superior durante todo o primeiro tempo e só foi derrotado por erros pontuais. Além disso, Dorival também mostrou irritação ao ser perguntado se havia tomado um ‘nó tático’ do ex-goleiro.

“Se conseguir definir o que é nó tático, eu explico. O que é nó tático? Tomamos um gol de contra-ataque. Não é nó tático isso. Assim como eu não daria um nó no Rogério Ceni. O São Paulo não tinha o domínio da partida até fazer o gol. O São Paulo tem uma equipe rápida, como o Santos aproveitaria se fosse o oposto”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o clássico desta quarta.

“Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e sem aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola”, ressaltou.

Dorival também elogiou bastante o Tricolor do Morumbi e viu o Peixe muito abaixo após o terceiro gol do rival na Vila, anotado pelo jovem Luiz Araújo. “São Paulo tem um time competente, vem evoluindo. Santos caiu a partir do terceiro gol, sentimos que a equipe se perdeu um pouco. Até esse momento tentávamos buscar o gol do adversário. Mesmo com a virada estávamos tranquilos”, concluiu o técnico santista.

Após revés, Dorival espera retorno de lesionados nas próximas semanas

Além da derrota por 3 a 1 para o São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Santos também tem outros motivos para lamentar. Afinal, a equipe comandada por Dorival Júnior segue desfalcada de seus principais jogadores desde o início da pré-temporada. Sem contar com Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e David Braz, o treinador santista conta com o retorno dos atletas para buscar uma recuperação após o revés no clássico.

“Vamos continuar o trabalho e o empenho. Perdemos o Vanderlei no início da preparação, Braz ainda não tem condições de jogo. Tem o Renato também. É uma situação ruim, num momento de preparação o ideal é que todos estivessem em condições. Tendo a equipe mantida, os reforços chegam mais tranquilos”, lamentou Dorival, em entrevista coletiva após a derrota para o Tricolor do Morumbi.

O goleiro santista quebrou o dedo anelar e teve uma luxação no dedo médio da mão esquerda na última sexta-feira. Por conta disso, ele passou por uma cirurgia no final de semana e ainda não tem prazo para retornar aos gramados.

Renato, por sua vez, ainda não se recuperou totalmente de um estiramento na panturrilha direita e não vem treinando nos últimos dias. Já Ricardo Oliveira participou de uma atividade com bola pela primeira vez na terça, ainda corre para recuperar o tempo perdido de pré-temporada e deve voltar em até duas semanas.

“O Ricardo treinou. Está fazendo o décimo segundo período. Estamos conversando aos poucos para senti-lo. Ele vai passar pra gente o que está sentindo. Estamos tentando intensificar o trabalho para tê-lo de volta o mais rápido possível”, concluiu Dorival.

Por fim, o zagueiro David Braz já vem correndo no gramado do CT Rei Pelé após lesão na panturrilha direita e está próximo do retorno. Além deles, a comissão técnica esperava contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. Porém, o atacante ainda não apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e segue fora.

Thiago Ribeiro vê Santos bem no início e lamenta nervosismo após empate

O Santos começou ‘voando’ no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, após o empate de Cueva, aos 36 minutos da primeira etapa, o alvinegro ‘pregou’ e levou a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

O ex-são-paulino Thiago Ribeiro, que substituiu o apagado Lucas Lima na reta final do duelo, acredita que os comandados de Dorival Júnior deveriam ter mantido a calma após o primeiro tento anotado pelo tricolor.

“A leitura que faço é que fizemos uma boa primeira etapa. O São Paulo praticamente só fez o gol de pênalti. Quando estava 1 a 0 a gente poderia ter valorizado mais a posse de bola. Quando empataram ficou bom para eles, que tocaram a bola com calma. Jogaram sem pressa, e isso enervou a gente. A torcida começou a ficar nervosa também, né. Saímos com tudo. Eles aproveitaram os contra-ataques e definiram o jogo. Clássico está sujeito a tudo. A gente estava fazendo um belo jogo até o empate. Falou valorizar a posse da bola. Ficamos nervosos e perdemos a bola várias vezes, o que proporcionou a vitória deles”, explicou o atacante na saída do gramado.

A derrota santista findou um jejum de 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival.

O fim da invencibilidade do Peixe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Autor de pênalti, Zeca admite erro, mas diz: “Sem abaixar a cabeça”

O Santos começou dominando o São Paulo no primeiro clássico de 2017, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, um pênalti de Zeca em cima do atacante Gilberto mudou os rumos do duelo aos 36 minutos do primeiro tempo. O peruano Cueva deslocou Vladimir na cobrança e deixou tudo igual no marcador. Depois disso, os comandados de Dorival Júnior sucumbiram e levaram a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

Autor da penalidade máxima decisiva no clássico, o lateral-esquerdo santista admitiu a infração, mas não mostrou abatimento com o erro e acredita que o alvinegro foi superior ao rival antes do empate.

“A gente saiu ganhando, tocando a bola. Fomos bem até o pênalti, fiz o pênalti. Triste pela derrota, mas sem abaixar a cabeça. Temos que reagir”, disse Zeca na saída do gramado.

A derrota acabou com um jejum de 14 anos sem derrota do alvinegro para o São Paulo na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia diante de seu torcedor para o tricolor.

Por fim, o revés também acabou com a invencibilidade da equipe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estacionou nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Chulapa e Léo têm que acalmar torcedores na porta do vestiário

A derrota para o São Paulo na Vila Belmiro mexeu com o brio dos torcedores santistas, nem tanto pelo resultado, mas pela forma como o placar de 3 a 1 foi construído. Tudo isso refletiu em uma forte pressão na porta do vestiário do Peixe. Dezenas de torcedores se aglomeraram e cobraram “mais vontade” dos atletas de Dorival Júnior. Serginho Chulapa e Léo, ídolos do clube em épocas diferentes, saíram para tentar dialogar e acalmar os ânimos. Depois de cerca de 15 minutos de tumulto e com a chegada de seguranças, o grupo deixou o local se vangloriando pelo ato.

Durante o San-São desta quarta, Lucas Lima acabou sendo o principal alvo da irritação vinda das arquibancadas. O meia da Seleção Brasileira ouviu uma vaia colossal ao ser substituído nos minutos finais. Nem mesmo as vaias após o apito final e a confirmação da derrota foram tão intensas.

O revés marcou o fim da invencibilidade do Santos na temporada. A equipe vinha de três vitórias seguidas, dois pelo Campeonato Paulista e outra em amistoso de pré-temporada. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia na Vila Belmiro para o São Paulo. No Estadual o jejum era ainda maior: 14 anos. Nesta quarta, porém, tudo caiu por terra, inclusive a paciência da torcida.