Navegando Posts marcados como São Paulo

São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 18/02/2018, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 36.118 pagantes
Renda: R$ 952.804,00
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Éder Militão (SP); Gabigol e Alison (S).
Gol: Gabriel (08-2).

SÃO PAULO
Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Petros e Nenê; Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez) e Cueva (Brenner).
Técnico: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jean Mota; Alison, Renato (Léo Cittadini) e Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Jair Ventura



Gabigol marca no Morumbi e Santos tem 1ª vitória em clássicos no ano

O Santos conquistou, na tarde deste domingo, a sua primeira vitória em clássicos no ano. Jogando no Morumbi, após ser dominado no primeiro tempo, o time alvinegro derrotou o São Paulo, por 1 a 0, com gol do atacante Gabriel, marcado na etapa final, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

Na liderança do Grupo B do Estadual com dez pontos ganhos, o Tricolor teve interrompida a sua série de quatro vitórias consecutivas. Os comandados de Dorival Júnior, que não perdiam desde o revés para o Corinthians, em 27 de janeiro, buscarão se reabilitar diante do Ituano, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), como visitantes, em duelo adiado e válido pela sétima rodada do Paulistão.

O Santos, por sua vez, chegou aos 14 pontos e se mantém isolado na ponta do Grupo D. A equipe dirigida por Jair Ventura, que no primeiro clássico do ano havia perdido para o Palmeiras, no Palestra Itália, tentará conquistar seu terceiro triunfo seguido contra o Santo André, no domingo, às 19h30, na Vila Belmiro.

O jogo:

Assistido presencialmente por mais de 36 mil tricolores, o clássico começou equilibrado. A primeira chegada perigosa foi do Santos, aos sete minutos, quando Gabigol recebeu de Jean Mota na esquerda, invadiu a área, mas foi travado por Bruno Alves na hora do arremate.

A resposta tricolor foi dada pouco depois. Cueva tentou tabelar com Petros na entrada da área e, após bate-rebate, a bola sobrou para o peruano finalizar em cima de Vanderlei, que saiu bem do gol.

Melhor na partida, o São Paulo voltou a assustar aos 14 minutos, quando Cueva fez fila pelo meio e acionou Marcos Guilherme na direita. O atacante, porém, mandou alto demais. Aos 29, após boa trama pelo meio, o camisa 10 recebeu dentro da área e chutou forte, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Com seu time dominado pelo rival, o goleiro alvinegro teve de trabalhar de novo. Após cruzamento de Marcos Guilherme pela esquerda, a bola sobrou para Cueva, que, sem ângulo, carimbou Vanderlei. O Santos, acuado, precisou de 35 minutos para finalizar pela primeira vez. Só que o chute de Eduardo Sasha saiu por cima, sem perigo.

A parada para o intervalo não modificou o panorama do duelo: o São Paulo começou melhor a etapa complementar. Logo aos quatro minutos, diante de um Santos totalmente recuado, Bruno Alves arriscou de fora da área. O chute saiu forte, e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar.

Na sequência, Gabigol repetiu a ação do rival e bateu de longe, colocando Sidão para trabalhar pela primeira vez no jogo. Foi um prenúncio do que viria em seguida. Após contra-ataque, o atacante recebeu de Sasha na entrada da área, sem marcação. O chute saiu forte e rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro tricolor, sem chance de defesa.

Em busca do empate, atendendo a pedidos da torcida, Dorival Júnior colocou Valdívia no lugar de Marcos Guilherme. Também sacou Cueva e Diego Souza para as entradas de Brenner e Tréllez. O camisa 9, por sinal, foi vaiado na saída de campo.

As alterações, contudo, foram inócuas. O São Paulo não conseguiu criar mais chances de gol, ao passo que o Santos administrou bem a vantagem para ganhar o seu primeiro clássico na temporada.

Bastidores – Santos TV:

Santistas exaltam atuação taticamente ‘perfeita’ no clássico

A vitória do Santos sobre o São Paulo neste domingo por 1 a o em pleno Estádio do Morumbi foi a marca de um duelo no qual a equipe mais “letal” acabou triunfante. Apostando na forte marcação, no time compacto e nos contra-ataques, os comandados de Jair Ventura se saíram melhor em relação ao time comandado por Dorival Júnior, que teve mais posse de bola, até criou chances, mas não conseguiu furar a meta defendida por Vanderlei.

Após a partida, os jogadores do Santos exaltaram não apenas o resultado conquistado na casa do adversário, mas a partida tática que o time fez em campo, respeitando o que Ventura havia pedido aos atletas. Depois de alguns contra-ataques desperdiçados no primeiro tempo, o Peixe conseguiu marcar o tento derradeiro nos 45 minutos finais.

“Sabíamos que o São Paulo iria impor uma pressão jogando em casa. É uma equipe de qualidade na frente, mas deixa espaços e quando você tem jogadores de qualidade como os nossos, aparecem os espaços e aproveitamos. Fizemos um jogo estratégico e nisso fomos muito bem”, disse o meia Renato.

Destaque da partida juntamente com Gabigol, Vanderlei também exaltou o cumprimento de tudo o que havia sido planejado e revelou que o jogo sem sofrer gols, assim como a vitória no clássico, trazem confiança para o Santos, que havia perdido o primeiro derby do ano para o Palmeiras.

“A gente sabia que seria difícil, o São Paulo é um time muito qualificado. Ficamos fechados, esperamos os contra-ataques, erramos alguns no final, mas o Sasha achou o Gabriel e conseguimos o gol que deu a vitória”, pontuou o arqueiro. “Vitórias em clássico são como um divisor de águas pela grandeza do jogo. Estávamos concentrados, bem postados defensivamente e não tomamos gol. Isso que importa”, concluiu Vanderlei.

Autor do único gol da partida, Gabigol valorizou o trabalho de Jair Ventura e a eficiência. “Eu falei que precisávamos acertar uma bola. Taticamente fomos bem, o professor Jair é muito estudioso e marcamos muito bem. Fizemos o gol e vencemos”, ressaltou o atacante.

Jair contesta Dorival e rasga elogios a Gabigol: “Jogador diferenciado”

A vitória do Santos sobre o São Paulo pela oitava rodada do Campeonato Paulista teve nome e sobrenome: ‘Gabigol’. Recém-chegado ao time da Vila Belmiro, o atacante terminou como destaque ao marcar o gol da vitória e foi bastante elogiado por todos os companheiros na saída de campo. Quem também fez questão de comentar sobre o desempenho do camisa 10 foi o treinador Jair Ventura, que rasgou elogios ao comandado.

“O Gabigol é um jogador diferenciado. Todo treinador do mundo quer ter no time um jogador diferente como ele. Ele acaba salvando a vida do treinador. Ele decide quando precisa”, disse Jair Ventura.

Com três gols nos últimos três jogos, Gabriel Barbosa começa a despontar como principal responsável pelo bom rendimento do Santos nas últimas partidas. O discurso do treinador, porém, é de não colocar responsabilidade extra sobre o jovem, além de rechaçar qualquer dependência do artilheiro.

“Não podemos e nem somos dependentes de um jogador só. Não tomamos gols há três jogos e não perdemos há quatro. Temos de ter uma equipe equilibrada e acreditar no planejamento que está sendo feito”, concluiu o treinador do Santos após a vitória no clássico contra o São Paulo.

Certeiro na estratégia que planejou para a partida, Jair Ventura saiu bastante orgulhoso e motivado com a atuação do time. Do outro lado, Dorival Júnior também se mostrou satisfeito com a partida de seus comandados e tratou o resultado como injusto, algo que o comandante santista discordou plenamente.

“Nunca vou debater a opinião de um profissional. Respeito a opinião do Dorival. A gente conseguiu neutralizar a equipe deles. Foi um jogo muito equilibrado. Mostra a força do grupo, da base. Suportamos a pressão do São Paulo e isso ficou evidente”, pontuou. “A nossa estratégia hoje foi marcar alto, mesmo fora de casa. Fizemos duas linhas de quatro, soubemos marcar e tivemos chances na transição”, finalizou Jair Ventura.

Improvisado na lateral, Jean Mota tem atuação elogiada por Jair

Jean Mota é o exemplo mais fiel do jogador polivalente no elenco do Santos. Desde 2016, quando chegou ao time da Baixada, o meio-campista é uma válvula de escape para partidas em que pode atuar não apenas na sua posição de origem, como também na lateral, onde já teve boas atuações. Uma dessas foi justamente no último domingo, na vitória diante do São Paulo por 1 a 0.

Uma das posições mais escassas no Santos para 2018 é a lateral-esquerda. Enquanto Zeca trava uma disputa judicial com o clube, Caju e Romário, contratado nesta temporada, são as únicas opções, mas parecem não estar agradando Jair Ventura. No clássico realizado no Morumbi, Mota foi mais uma vez escalado na posição pelos flancos e teve atuação bastante elogiada pelo treinador.

“Eu queria ter dois ‘Jeans Mota’, um para jogar na lateral e outro no meio. Dei oportunidade para o Romário e o Caju, mas ele estava pedindo espaço na equipe. Quando o jogador é bom, temos de arranjar um espaço para ele no time. Fico feliz por ele ter feito um belo jogo. Ele nos ajudou bastante na partida”, disse Jair Ventura.

Atuando fora da posição de origem, Jean Mota acabou com boa atuação, contendo as investidas ofensivas do São Paulo e surgindo como uma oportunidade para os problemas santistas no setor. Após a partida, o próprio jogador reconheceu a possibilidade de sequência pelo lado do campo.

“Acredito que fizemos um bom jogo, acho que individualmente também fui bem. Espero que eu possa dar conta do recado nesses setor enquanto o Santos estiver precisando”, revelou o jogador.

A lateral-esquerda, porém, deve ser um problema resolvido em breve pela diretoria santista. O clube mantém negociações avançadas para ter Dodô por empréstimo junto a Sampdoria, mas a contratação é tratada com cautela por Jair Ventura, que despistou durante a coletiva.

“As contratações a gente trabalha sempre em sigilo. Não falei de nenhuma contratação até agora e sigo assim no Santos. Quando ele chegar eu dou os detalhes”, comentou o comandante.


Santos 3 x 2 São Paulo

Data: 09/07/2017, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.322 pagantes
Renda: R$ 422.935,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Copete, David Braz e Lucas Lima (S); Lucas Pratto, Lucas Fernandes e Júnior Tavares (SP).
Gols: Copete (43-1); Copete (08-2), Copete (21-2), Shaylon (30-2) e Robert Arboleda (41-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Thiago Maia, Renato (Leandro Donizete) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Arthur Gomes), Copete (Vladimir Hernández) e Kayke.
Técnico: Levir Culpi

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Buffarini (Wesley), Arboleda, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Petros e Jonatan Gomez; Marcinho (Shaylon), Lucas Pratto e Denilson (Lucas Fernandes).
Técnico: Pintado (interino)



Com três de Copete, Santos entra no G4 e São Paulo vira vice-lanterna

Em clássico de dois times em lados opostos na tabela, o Santos se saiu melhor que o São Paulo, que chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias – cinco derrotas e dois empates. Na noite deste domingo, o time alvinegro fez valer o apoio da Vila Belmiro para vencer por 3 a 2 e entrar no G4 do Campeonato Brasileiro, mantendo o Tricolor na famigerada zona do rebaixamento.

Com três gols do colombiano Jonathan Copete, o Santos ultrapassou o Palmeiras e assumiu o quarto lugar, com 20 pontos ganhos. Já o São Paulo, que teve seus tentos anotados por Shaylon e pelo estreante Arboleda, perdeu duas posições e caiu para o 19º e penúltimo lugar, com míseros 11 pontos.

O jogo

Pressionando a saída de bola adversária, o Santos começou melhor e teve duas chances de abrir o placar logo aos nove minutos. Primeiro, Lucas Lima recebeu na esquerda e cruzou rasteiro para Thiago Maia chutar. A bola desviou e saiu em escanteio. Na cobrança, Lucas Veríssimo subiu sozinho e testou perigosamente, mas acima do gol de Renan Ribeiro.

Ligeiramente melhor na partida, o Santos desperdiçou, aos 37 minutos, uma chance incrível abrir 1 a 0: após boa trama de Lucas Lima e Thiago Maia na esquerda, a bola sobrou para Copete, livre na pequena área, isolar por cima do gol. O Tricolor respondeu pouco depois, com Denilson, que cortou o zagueiro na esquerda e arriscou de longe, exigindo boa defesa de Vanderlei.

Seis minutos depois, o atacante colombiano se redimiu diante da torcida alvinegra. Pela direita, Copete iniciou a jogada e passou para Kayke, que chutou de fora da área. A bola saiu sem tanta força, mas Renan Ribeiro espalmou para frente e o camisa 36 só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol, levando o Peixe em vantagem para o segundo tempo.

O Santos voltou para a etapa final em cima e não demorou a marcar o segundo gol. Aos oito minutos, em rápido contra-ataque, Thiago Ribeiro roubou a bola no campo de defesa, Thiago Maia driblou o marcador e passou para Kayke, que cruzou na medida para Copete, em grande noite, testar no contrapé de Renan Ribeiro, anotando o seu segundo tento no San-São.

Buscando reagir na partida, o São Paulo adiantou a marcação e esboçou uma pressão sobre o time da casa, mas continuou errando no último passe. E quem fez o terceiro gol da noite foi mais uma vez Copete. Após fazer ótima jogada individual na esquerda, Jean Mota cruzou para o colombiano, que bateu com uma espécie de voleio, sem chances para o arqueiro tricolor.

Logo em seguida, o time do Morumbi teve a oportunidade que queria para voltar para o jogo. Em jogada individual, Pratto invadiu a área e sofreu falta de David Braz. Na cobrança, o próprio argentino bateu, deslocou Vanderlei, mas mandou na trave esquerda. Cinco minutos depois, aos 30, o São Paulo finalmente diminuiu graças a dois jogadores que haviam acabado de entrar. Lucas Fernandes recebeu na esquerda e chutou forte. No rebote de Vanderlei, Shaylou tocou para a rede.

No apagar das luzes, aos 41 minutos, a bola ficou respingando na área do Santos após cobrança de falta e caiu nos pés de Arboleda, que fuzilou no ângulo esquerdo de Vanderlei. Os jogadores alvinegros reclamaram bastante de toque na mão de Petros, mas o juiz validou o gol que não evitou a derrota tricolor.

Bastidores – Santos TV:

Com queimadura na barriga, Copete celebra “noite dos sonhos” na Vila

O Santos teve no colombiano Jonathan Copete a sua grande figura na noite deste domingo, no clássico contra o São Paulo, na Vila Belmiro. Autor dos três gols na vitória por 3 a 2 do Peixe, um no primeiro e dois no segundo tempo, o jogador fez questão de mostrar uma queimadura na barriga, sofrida em um acidente doméstico, mostrando que jogava sem as melhores condições.

“Estou machucado, mas queria jogar, fazer as coisas bem. Agora é descansar”, disse o jogador, que explicou ter se lesionado ao cozinhar dentro de casa, com uma panela de pressão. “Foi um acidente que eu sofri, mas é algo que eu tenho que superar para jogar”, continuou.

A “revelação” do machucado foi na celebração do primeiro tento, quando tirou a camisa do Santos e uma segunda pele branca, que estava manchada de sangue. Ao levantar a vestimenta, mostrou uma grande marca de queimadura.

“A oportunidade foi muito boa de marcar três gols, o mais importante é que o time lutou até o final e conseguiu essa vitória”, explicou o atleta, bastante exaltado até pelos companheiros ao conseguir ser tão importante mesmo com os claros impeditivos no seu corpo.

“Foi a noite dele, tem nem o que falar, jogador que nos ajuda bastante, muito feliz por ele. Não falou para ninguém do machucado, jogou os dois jogos, a gente vê a raça e a disposição dele nessas horas”, concluiu.

Levir elogia clássico, vê vitória justa e diz que o Peixe vai melhorar

O técnico Levir Culpi deixou o gramado da Vila Belmiro contente com a vitória do Santos por 3 a 2 sobre o São Paulo, na noite deste domingo, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sorridente ao comentar o “justo” triunfo, na sua opinião, ele reconheceu, porém, que a equipe podia ter uma atitude melhor ao abrir três gols de vantagem frente a um rival.

“Jogo muito equilibrado, um meio campo com muito combate. Foi muito bacana de assistir. Sofremos um pouco por alguns erros que cometemos. São Paulo também. Mas o time fica ligado e agora joga todo para cima”, comentou o treinador, pedindo uma atuação mais linear dos seus comandados.

“Falta estabilidade nos 90 minutos. Eu acho que é o entendimento dos jogadores na questão tática. Precisamos chamar o torcedor e ter mais vibração. O Santos terá muita disputa. No conjunto podemos crescer tecnicamente e taticamente. Estamos estudando com vídeos e conhecendo um pouco de cada um. Temos tudo para crescer”, observou Levir.

Outro ponto que mereceu atenção de Levir foi o público de 10.322 torcedores que esteve nas arquibancadas da Vila. Triste por achar que o embate merecia mais pessoas no estádio, ele reconheceu que, talvez, o maior culpado seja o próprio Peixe.

“Acho pouca gente para um jogo dessa magnitude. É clássico. Talvez tenha sido problema com o time. Talvez o time não esteja jogando dentro do que a torcida espero. Mas sei que os jogadores se sentem muito melhor com a presença do torcedor. Com o torcedor causa pressão. A conta não fechou direito, mas apesar do pouco tempo, acho que é questão de chamar o torcedor e mostrar que queremos resultados”, disse, confiante na boa influência dos santistas sobre o elenco.

“A torcida tem uma força extra e pode levar o time à vitória. É muito importante e não tem graça jogar clássico com pouca torcida. Espero estarmos juntos. A caminhada é difícil e sem a torcida até podemos ganhar, mas não tem graça”, concluiu Levir.

Lucas Lima e Copete levam terceiro cartão e não encaram o Atlético-MG

O Santos celebrou uma vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas já sabe que não poderá com dois importantes figuras no meio de semana. Por terem levado o terceiro cartão amarelo, o colombiano Jonathan Copete e o meia Lucas Lima não poderão enfrentar o Atlético-MG, na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Independência.

O primeiro amarelado foi o artilheiro do clássico, com três gols, justamente na celebração do seu primeiro tento. Incomodado com uma queimadura grande na sua barriga, Copete fez questão de tirar sua camisa e uma segunda pele branca, com manchas de sangue, para mostrar o machucado com o qual tinha de lidar enquanto jogava.

Lucas, por sua vez, acabou sendo advertido já no segundo tempo, ao fazer falta no zagueiro equatoriano Arboleda, em dividida que estava claramente mais para o defensor do que para ele, no campo de ataque. Questionado sobre o assunto, o técnico Levir Culpi lamentou as baixas.

“Estou feliz com algumas coisas que ele está fazendo e triste com algumas coisas que ele está fazendo. Tirar a camisa é uma delas”, disse o treinador com relação a Copete. “Ele é especial, tem qualidades diferentes. É um cara que joga bem na bola aérea. É um cara muito interessante”, concluiu o comandante.

Sem os dois, Levir terá dois dias de treinamento para definir os jogadores que irá utilizar em Belo Horizonte. A expectativa, porém, é que o atacante Bruno Henrique, cortado do clássico, retorne à formação inicial frente aos atleticanos.

Pintado divide culpa por crise e crê em reação de Cueva com Dorival

A crise está, definitivamente, instalada no Morumbi. Com a derrota por 3 a 2 para o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro, o São Paulo caiu para a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com meros 11 pontos, e chegou ao sétimo jogo seguido sem vitórias. Para Pintado, que comandou o time de forma interina no clássico, a responsabilidade pela má fase do clube tem que ser compartilhada com todos.

A declaração do auxiliar, dada após a partida, contradiz o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que afirmou na última terça-feira, um dia depois da demissão de Rogério Ceni, que a diretoria não tinha responsabilidade pelo mau momento da equipe.

“O presidente é a autoridade máxima do clube. Todos nós temos responsabilidade aqui dentro, ninguém pode fugir, escapar ou se esconder. Não dá para carregar em uma pessoa só. Todos nós temos de carregar porque todos estamos trabalhando, estamos incomodados e queremos sair dessa situação. E vamos sair. Não precisamos criar mais problemas, precisamos sair dessa situação e a solução é no campo”, bradou Pintado, no gramado do estádio santista.

Indagado sobre os motivos pelos quais nem sequer relacionou Cueva para o San-São, Pintado disse que tomou a decisão de forma unilateral, com o respaldo da diretoria, que estaria à espera de uma oferta da Turquia pelo peruano. “Foi uma decisão técnica, uma decisão minha. Ele não iria iniciar a partida”, garantiu.

Assegurou ainda não haver problemas entre ele e Cueva, apostando em uma reação do camisa 10 sob o comando de Dorival Júnior, que assumirá a equipe nesta segunda-feira. “Ninguém dentro do São Paulo tem melhor relacionamento com ele do que eu. A gente se conhece desde o México, sempre conversamos. É óbvio que, quando o conjunto tem dificuldade, o jogador que é responsável por criar, ser o melhor e aparecer também tem dificuldade. Com certeza, ele terá uma reação, se quiser, para crescer junto, porque o São Paulo vai reagir”, afirmou.

“O Dorival conhece muito bem a qualidade dele, o que ele pode dar ao São Paulo. Vamos fazer tudo juntos, o time não pode depender só de um, dois ou três. O São Paulo precisa reagir junto. Dois não podem carregar dez, mas dez podem carregar dois ou três. Isso que é importante”, exclamou.

Sobre a indefinição na escalação de Rodrigo Caio, o auxiliar da comissão técnica fixa garantiu que isso não pesou no rendimento da equipe na Vila Belmiro. O zagueiro, que tem uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 67,8 milhões) do Zenit, da Rússia, não desceu a serra com a delegação tricolor no último sábado. Neste domingo, porém, se junto ao grupo, já que os europeus ainda não se definiram em relação ao pagamento, que deve acontecer nesta semana.

“Não me atrapalhou porque trabalhamos com e sem o Rodrigo. Em nenhum momento foi descartado, tanto que treinou normalmente. Quando foi liberado para jogar, se incorporou normalmente”, encerrou.

No 19º e penúltimo lugar do Brasileiro, o São Paulo volta a campo nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o lanterna Atlético-GO, no Morumbi. Será a estreia de Dorival Júnior, que será apresentado nesta segunda-feira, às 12h30, no CCT da Barra Funda.




Santos 1 x 3 São Paulo

Data: 15/02/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Zeca e Rodrigão (S); Thiago Mendes, Neilton, Cueva e Cícero (SP).
Gols: Copete (10-1), Cueva (36-1); Luiz Araújo (10-2) e Luiz Araújo (27-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Sidão; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni



São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

O jogo

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Bastidores – Santos TV:

Dorival descarta ‘nó tático’ de Ceni e vê derrota com erros pontuais

Geralmente, os clássicos acabam tendo outros embates além da partida dentro das quatro linhas em si. E o principal duelo é entre os técnicos de futebol. Nesta quarta-feira, Rogério Ceni levou a melhor sobre Dorival Júnior, na vitória de 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Porém, na visão do treinador santista, o alvinegro foi superior durante todo o primeiro tempo e só foi derrotado por erros pontuais. Além disso, Dorival também mostrou irritação ao ser perguntado se havia tomado um ‘nó tático’ do ex-goleiro.

“Se conseguir definir o que é nó tático, eu explico. O que é nó tático? Tomamos um gol de contra-ataque. Não é nó tático isso. Assim como eu não daria um nó no Rogério Ceni. O São Paulo não tinha o domínio da partida até fazer o gol. O São Paulo tem uma equipe rápida, como o Santos aproveitaria se fosse o oposto”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o clássico desta quarta.

“Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e sem aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola”, ressaltou.

Dorival também elogiou bastante o Tricolor do Morumbi e viu o Peixe muito abaixo após o terceiro gol do rival na Vila, anotado pelo jovem Luiz Araújo. “São Paulo tem um time competente, vem evoluindo. Santos caiu a partir do terceiro gol, sentimos que a equipe se perdeu um pouco. Até esse momento tentávamos buscar o gol do adversário. Mesmo com a virada estávamos tranquilos”, concluiu o técnico santista.

Após revés, Dorival espera retorno de lesionados nas próximas semanas

Além da derrota por 3 a 1 para o São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Santos também tem outros motivos para lamentar. Afinal, a equipe comandada por Dorival Júnior segue desfalcada de seus principais jogadores desde o início da pré-temporada. Sem contar com Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e David Braz, o treinador santista conta com o retorno dos atletas para buscar uma recuperação após o revés no clássico.

“Vamos continuar o trabalho e o empenho. Perdemos o Vanderlei no início da preparação, Braz ainda não tem condições de jogo. Tem o Renato também. É uma situação ruim, num momento de preparação o ideal é que todos estivessem em condições. Tendo a equipe mantida, os reforços chegam mais tranquilos”, lamentou Dorival, em entrevista coletiva após a derrota para o Tricolor do Morumbi.

O goleiro santista quebrou o dedo anelar e teve uma luxação no dedo médio da mão esquerda na última sexta-feira. Por conta disso, ele passou por uma cirurgia no final de semana e ainda não tem prazo para retornar aos gramados.

Renato, por sua vez, ainda não se recuperou totalmente de um estiramento na panturrilha direita e não vem treinando nos últimos dias. Já Ricardo Oliveira participou de uma atividade com bola pela primeira vez na terça, ainda corre para recuperar o tempo perdido de pré-temporada e deve voltar em até duas semanas.

“O Ricardo treinou. Está fazendo o décimo segundo período. Estamos conversando aos poucos para senti-lo. Ele vai passar pra gente o que está sentindo. Estamos tentando intensificar o trabalho para tê-lo de volta o mais rápido possível”, concluiu Dorival.

Por fim, o zagueiro David Braz já vem correndo no gramado do CT Rei Pelé após lesão na panturrilha direita e está próximo do retorno. Além deles, a comissão técnica esperava contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. Porém, o atacante ainda não apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e segue fora.

Thiago Ribeiro vê Santos bem no início e lamenta nervosismo após empate

O Santos começou ‘voando’ no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, após o empate de Cueva, aos 36 minutos da primeira etapa, o alvinegro ‘pregou’ e levou a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

O ex-são-paulino Thiago Ribeiro, que substituiu o apagado Lucas Lima na reta final do duelo, acredita que os comandados de Dorival Júnior deveriam ter mantido a calma após o primeiro tento anotado pelo tricolor.

“A leitura que faço é que fizemos uma boa primeira etapa. O São Paulo praticamente só fez o gol de pênalti. Quando estava 1 a 0 a gente poderia ter valorizado mais a posse de bola. Quando empataram ficou bom para eles, que tocaram a bola com calma. Jogaram sem pressa, e isso enervou a gente. A torcida começou a ficar nervosa também, né. Saímos com tudo. Eles aproveitaram os contra-ataques e definiram o jogo. Clássico está sujeito a tudo. A gente estava fazendo um belo jogo até o empate. Falou valorizar a posse da bola. Ficamos nervosos e perdemos a bola várias vezes, o que proporcionou a vitória deles”, explicou o atacante na saída do gramado.

A derrota santista findou um jejum de 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival.

O fim da invencibilidade do Peixe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Autor de pênalti, Zeca admite erro, mas diz: “Sem abaixar a cabeça”

O Santos começou dominando o São Paulo no primeiro clássico de 2017, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, um pênalti de Zeca em cima do atacante Gilberto mudou os rumos do duelo aos 36 minutos do primeiro tempo. O peruano Cueva deslocou Vladimir na cobrança e deixou tudo igual no marcador. Depois disso, os comandados de Dorival Júnior sucumbiram e levaram a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

Autor da penalidade máxima decisiva no clássico, o lateral-esquerdo santista admitiu a infração, mas não mostrou abatimento com o erro e acredita que o alvinegro foi superior ao rival antes do empate.

“A gente saiu ganhando, tocando a bola. Fomos bem até o pênalti, fiz o pênalti. Triste pela derrota, mas sem abaixar a cabeça. Temos que reagir”, disse Zeca na saída do gramado.

A derrota acabou com um jejum de 14 anos sem derrota do alvinegro para o São Paulo na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia diante de seu torcedor para o tricolor.

Por fim, o revés também acabou com a invencibilidade da equipe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estacionou nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Chulapa e Léo têm que acalmar torcedores na porta do vestiário

A derrota para o São Paulo na Vila Belmiro mexeu com o brio dos torcedores santistas, nem tanto pelo resultado, mas pela forma como o placar de 3 a 1 foi construído. Tudo isso refletiu em uma forte pressão na porta do vestiário do Peixe. Dezenas de torcedores se aglomeraram e cobraram “mais vontade” dos atletas de Dorival Júnior. Serginho Chulapa e Léo, ídolos do clube em épocas diferentes, saíram para tentar dialogar e acalmar os ânimos. Depois de cerca de 15 minutos de tumulto e com a chegada de seguranças, o grupo deixou o local se vangloriando pelo ato.

Durante o San-São desta quarta, Lucas Lima acabou sendo o principal alvo da irritação vinda das arquibancadas. O meia da Seleção Brasileira ouviu uma vaia colossal ao ser substituído nos minutos finais. Nem mesmo as vaias após o apito final e a confirmação da derrota foram tão intensas.

O revés marcou o fim da invencibilidade do Santos na temporada. A equipe vinha de três vitórias seguidas, dois pelo Campeonato Paulista e outra em amistoso de pré-temporada. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia na Vila Belmiro para o São Paulo. No Estadual o jejum era ainda maior: 14 anos. Nesta quarta, porém, tudo caiu por terra, inclusive a paciência da torcida.

São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 13/10/2016, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 28.321 pagantes (29.314 total)
Renda: R$ 570.430,00.
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Mena e Robson (SP); Zeca e Copete (S).
Gol: Copete (01-2).

SÃO PAULO
Denis; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Mena; Hudson (Jean Carlos), Thiago Mendes, Wesley (Cueva) e Carlinhos (Kelvin); Robson e Andres Chavez.
Técnico: Ricardo Gomes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato (Fabian Noguera), Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos bate o São Paulo com gol relâmpago de Copete no Pacaembu

A cada partida, jogadores e técnicos são repetitivos de que cada vez mais os jogos têm sido decididos nos pequenos detalhes. E no clássico desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, o São Paulo pagou caro por um minuto de apagão. O Santos, atento, foi fatal. Jonathan Copete marcou o único gol do jogo e garantiu os três pontos para o time de Vila Belmiro nesta 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O lance que decidiu o San-São aconteceu logo depois do apito do árbitro para o reinicio da partida na segunda etapa. A bola era são-paulina, mas os atletas pareciam desligados. De repente, bola para lateral. Victor Ferraz acionou Jean Mota no meio. A marcação dobrou no santista e o lado direito da defesa ficou escancarado.

Jean percebeu, tocou para Lucas Lima, que deu de primeira para Copate. Livre, o colombiano ainda soube aproveitar o mau posicionamento de Denis para marcar enquanto muitos ainda retornavam dos banheiros e das lanchonetes do Pacaembu.

O mais estranho é que o primeiro tempo apresentou um cenário totalmente diferente. O clássico começou morno, com as duas equipes errando muitos passes. Do lado santista, Copete ainda perdeu uma chance incrível depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira. Mas, depois da primeira metade da etapa inicial, só deu Tricolor.

A pressão acuou o Peixe. Buffarini exigiu linda defesa de Vanderlei, Robson assustou, primeiro em chute travado já dentro da área e depois ao se jogar na bola e por pouco não completar para o gol o um desvio de cabeça de Chavez depois de cobrança de escaneio. Coincidência ou não, a melhora são-paulina aconteceu depois de Carlinhos sentir uma lesão na coxa e sair para a entrada de Kelvin.

O intervalo, porém, não fez bem aos são-paulinos. O time voltou relaxado e sentiu o gol tão relâmpago de Copete. Então, Cueva foi chamado por Ricardo Gomes e muito festejado pela torcida. Wesley deixou o clássico sob vaias e xingamentos. O peruano se tornou na grande esperança tricolor, mas o clássico ganhou ares de pelada, com as duas equipes abertas, atacando e contra-atacando na base do desespero.

O São Paulo era reflexo de sua torcida nas arquibancadas: nervoso e ansioso. O Santos, depois do gol, voltou a ser dominado, assim como na primeira etapa. E o desânimo do lado tricolor bateu de vez a cinco minutos do fim, quando Cueva achou Andres Chavez livre dentro da área e o argentino desperdiçou uma chance incrível, na cara de Vanderlei.

Assim, o São Paulo chega ao quinto jogo seguido sem vitória no Campeonato Brasileiro e se mantém a três pontos da zona de rebaixamento, com 36 pontos. Já o Peixe chega a seis jogos sem perder para o rival do Morumbi (5 vitórias e um empate), alcança 54 pontos e segue na caça do Atlético-MG, dois pontos acima, por uma vaga direta à Copa Libertadores da América em 2017.

Bastidores – Santos TV:

Dorival Júnior vê Santos “cirúrgico” e evita falar em título

O Santos sofreu para vencer o São Paulo por 1 a 0, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do gol marcado por Copete com menos de um minuto do segundo tempo, o Peixe foi muito pressionado pelo tricolor e quase levou o empate em diversas chances claras desperdiçadas pelos rivais.

O técnico Dorival Júnior admitiu a superioridade do adversário em alguns momentos do clássico, mas comemorou o importante triunfo.

“O resultado foi fundamental, conquistado na casa do adversário, jogo muto difícil. Estivemos bem nos 25 minutos da primeira etapa, depois o São Paulo cresceu. Começamos bem no segundo, mas depois eles dominaram de novo. Ficamos com o contra-ataque disponível, mas não acertamos. Foi um jogo cirúrgico, com substituições dentro das necessidades. Em alguns momentos tem que ser assim. Nós não temos outro caminho, os jogos são complicados mesmo”, disse o comandante santista, em entrevista coletiva após o duelo.

Com a vitória, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG. Após o triunfo no clássico, os jogadores do alvinegro nem terão muito tempo para descansar. A equipe já treina nesta sexta-feira, na preparação para encarar o Grêmio, no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Além da vitória sobre o São Paulo, o Peixe já havia vencido Atlético-PR e Fluminense. A boa sequência no Brasileirão, porém, não deslumbrou Dorival sobre as chances de títulos.

“Não tem como fazer projeção em um campeonato tão difícil como esse. Eu nunca penso no que pode acontecer lá na frente. Tem que ser jogo a jogo. Hoje o meu foco é o Grêmio. É o nosso objetivo. Nós buscamos fazer a nossa parte, mas eu não fico fazendo previsão”, concluiu.

Ricardo Oliveira reconhece São Paulo melhor, mas valoriza vitória ‘fora’

Apesar de ter conquistado sua 15ª vitória consecutiva dentro do Pacaembu, o Santos encontrou um clima diferente nesta quinta-feira. Afinal, haviam 29 mil torcedores são-paulinos no estádio. Porém, mesmo com a pressão de jogar ‘fora de casa’, o alvinegro bateu o São Paulo por 1 a 0, com gol de Copete. Porém, apesar do triunfo, o Peixe foi pressionado e viu o tricolor desperdiçar diversas oportunidades.

O atacante Ricardo Oliveira reconheceu a superioridade do rival, mas vibrou com o fato do Santos vencer mesmo sem ter feito um grande jogo. “Não fizemos uma grande apresentação, até porque o adversário nos colocou nessa situação difícil. Temos que reconhecer que é uma grande equipe e hoje nós fomos eficientes. Tem dias que nós fazemos um jogo vistoso e não vencemos. Mas hoje é para valorizar a vitória contra uma grande equipe”, afirmou o camisa 9, na saída do Pacaembu.

Com a vitória no clássico, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, respectivamente. O triunfo fez o Peixe diminuir para sete pontos a diferença para o líder Verdão, que só empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro. Porém, Ricardo Oliveira prefere não pensar em título e quer os santistas encarando todos os compromissos como uma final.

“Nós sabemos da dificuldade para chegar ao título, mas o objetivos estão sendo alcançados. Estamos somando dentro da competição, cada vez mais a gente vai se firmando na parte alta e esse é o nosso discurso. Matematicamente é possível, mas queremos ir jogo após jogo e ver onde podemos terminar no final da competição”, completou o centroavante.

Ferraz deixa Pacaembu mancando e pode ser desfalque contra o Grêmio

Aos sete minutos do segundo tempo, o lateral-direito Victor Ferraz deu um susto na torcida santista. O jogador pediu para ser substituído na vitória do Peixe por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, e deixou o gramado do Pacaembu mancando. Ele sofreu um pisão no tornozelo após dividida com o lateral-esquerdo Mena.

Segundo o próprio Ferraz, não foi uma lesão grave. Porém, como o alvinegro já entra em campo no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o lateral pode ficar fora da partida.

“Foi um pisão, vamos ver (se vou precisar parar), mas os fisioterapeutas do Santos são muito competentes”, disse o atleta na saída do Pacaembu, após o triunfo sobre o São Paulo.

Caso o lateral-direito titular não tenha condições de entrar em campo no domingo, o escolhido pelo técnico Dorival Júnior será Daniel Guedes. Foi ele, inclusive, que disputou os minutos finais do clássico contra o São Paulo, substituindo Ferraz.

“O Victor levou uma pancada. Entramos para manter o ritmo. Temos que nos manter firmes e tem que estar preparado para o que vier. Tem que ser o primeiro a chegar e o último a sair” disse o provável substituto.

Após terceiro amarelo, Luiz Felipe desfalca o Santos contra o Grêmio

Apesar da boa vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos teve pelo menos uma coisa para lamentar durante a partida. No apagar das luzes do clássico, já aos 43 do segundo tempo, o zagueiro Luiz Felipe foi obrigado a matar um contra-ataque do rival e acabou levando o cartão amarelo. Como foi o seu terceiro no acumulado, o defensor irá cumprir suspensão automática na próxima rodada e não encara o Grêmio, no domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Antes do duelo contra o rival, o jogador já havia sido amarelado nas partidas contra Atlético-MG e Santa Cruz. Como Luiz Felipe não poderá atuar no domingo, o técnico Dorival Júnior precisará escolher entre Lucas Veríssimo e Fábian Noguera.

Se essa substituição fosse necessária há duas semanas, provavelmente o zagueiro da base seria o escolhido para a vaga. Porém, Noguera entrou bem no amistoso contra o Benfica e marcou o gol do empate da partida, que terminou empata em 1 a 1, no último sábado. Já Veríssimo ficou marcado negativamente após cometer dois pênaltis em cima do atacante José Gomes, da equipe portuguesa.

“Independentemente de quem for entrar na minha vaga, sei que irá fazer um bom trabalho. O Santos está bem servido de zagueiros”, disse Luiz Felipe na saída do Pacaembu.

Após o triunfo sobre o São Paulo, o Peixe se reapresenta na tarde desta sexta-feira, no CT Rei Pelé. Como treinamento será regenerativo, Dorival só deve esboçar a equipe titular que encara o Grêmio na atividade que acontece na manhã de sábado, véspera do jogo diante dos gaúchos.

Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 26/06/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.740 pagantes (24.840 presentes)
Renda: R$ 862.720,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel e Lucas Lima (S); Calleri, Hudson e Lugano (SP).
Cartão vermelho: Lugano (SP)
Gols: Vitor Bueno (01-1), Rodrigão (38-1) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel).
Técnico: Edgardo Bauza



Santos dá lição em mistão do Tricolor e entra no G4 do Brasileiro

O Santos aproveitou os desfalques do São Paulo e venceu por 3 a 0 o San-São de número 300 da história, na tarde deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem ter a ver com os problemas do rival, o Peixe mostrou mais talento, velocidade e posse de bola. Por isso, conquistou a vitória em seu 500º jogo no gramado municipal, com gols de Vitor Bueno e Rodrigão, ambos feitos no primeiro tempo, e Lucas Lima, em cobrança de falta, nos minutos finais da partida.

De quebra, o time da Baixada chegou aos 19 pontos entrou no G4, assumindo a terceiro lugar da competição, atrás somente de Palmeiras (22) e Internacional (20), mas à frente do Corinthians. O Tricolor, por sua vez, amplia sua série sem vitórias para três jogos e cai da sétima para a décima posição, com 15 pontos.

Já pensando nas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Edgardo Bauza cortou o meia Paulo Henrique Ganso, com fadiga muscular, do chamado “Clássico da Paz” – as duas equipes chegaram no mesmo ônibus ao estádio. A exemplo do camisa 10, o volante Thiago Mendes também foi preservado, enquanto Kelvin esteve fora por lesão na coxa esquerda e o atacante Centurión foi liberado para ir à Argentina visitar sua avó hospitalizada. Por isso, o Patón lançou mãos dos garotos Mateus Caramelo, Artur e Luiz Araújo.

O jogo

O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza triunfo, mas alerta sobre “campeonato traiçoeiro”

Com uma vitória por 3 a 0 sobre São Paulo, o Santos entrou no G4 do Campeonato Brasileiro na noite deste domingo. O técnico Dorival Júnior valorizou o triunfo alcançado no Estádio do Pacaembu, mas alertou que o torneio nacional oferece riscos.

“Fico feliz com a atuação da equipe e pelo bom momento na disputa, mas volto a dizer que o campeonato é traiçoeiro e qualquer mínimo erro pode ser fatal. A oscilação em posições continuará acontecendo. Por isso, todo cuidado é pouco para que mantenhamos nossa colocação e continuemos pressionando os times da frente”, afirmou.

Com Vitor Bueno, o Santos abriu o placar diante do São Paulo já nos primeiros segundos de jogo e aumentou ainda na etapa inicial por meio de Rodrigão. Na metade final, o time praiano fechou o marcador em um golaço de Lucas Lima e não correu riscos.

“Você não constrói um resultado em cima de um time como o São Paulo por acaso. Acho que a equipe foi muito séria, concentrada e compenetrada em busca da vitória. Jogamos dentro das nossas características, com confiança, simplicidade e trabalhando a bola. Ainda assim, o São Paulo teve bons momentos”, disse Dorival Júnior.

Com 22 pontos ganhos, o Palmeiras permanece na liderança do Campeonato Brasileiro, seguindo pelo Internacional, que contabiliza 20 pontos. Após o triunfo sobre o São Paulo, o Santos fica com 19 pontos e toma o terceiro posto, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate.

Na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, o time praiano enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Ainda nos vestiários do Estádio do Pacaembu, o técnico Dorival Júnior já projetou o próximo desafio santista.

“O importante é que o time resgatou a melhor condição e agora temos que olhar daqui para adiante. Foi um bom jogo, um grande resultado e ponto. A partir de hoje, já focamos em cima do Grêmio para tentar fazer o melhor resultado possível em Porto Alegre”, disse o comandante.

“Falou que ia me pegar, mas não deu tempo”, diz Gabriel sobre Lugano

Os últimos minutos da vitória por 3 a 0 do Santos sobre o São Paulo foram movimentados no Estádio do Pacaembu. De acordo com o atacante Gabriel, o zagueiro Lugano, expulso após o terceiro gol do time alvinegro, chegou a ameaçá-lo na tarde deste domingo.

Nos minutos finais, aos gritos de “olé” da torcida santista, Lugano tomou uma caneta de Gabriel, cometeu falta e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Lima marcou o terceiro gol do Santos e, pouco depois, o defensor são-paulino acabou expulso por reclamação pelo árbitro Raphael Claus.

Antes da cobrança da falta, Lugano e Gabriel tiveram uma conversa pouco amistosa. “É que dei uma caneta e ele ficou bem bravo. Eu falei que era do futebol, ele falou que ia me pegar, mas não deu nem tempo”, afirmou o jovem atacante santista à Rádio Globo.

Lucas Lima, autor do gol de falta, também comentou a postura de Lugano. “É normal. Cada um faz o que quer dentro de campo. Eu não pretendo provocar ninguém. É claro que uma hora ou outra escapa alguma coisa, mas é do jogo. Acho que ele ficou mais bravo pelo placar do que pelas provocações”, afirmou meia.

Amplamente superior, o Santos chegou aos 19 pontos e assumiu a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate. Satisfeito pelo triunfo no clássico, Gabriel tratou de comemorar a exibição no Pacaembu.

“Foi uma grande vitória, uma vitória convincente. Na minha opinião, ganhou o melhor time. Sabíamos que tínhamos que marcar bem, porque com a bola no pé conseguiríamos sobressair. Nosso time jogou muito bem. Foi superior em todos os aspectos e precisa continuar assim para seguir forte”, declarou.