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Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 16/11/2019, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.062 pagantes
Renda: R$ 602.192,50
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Alex Ang Ribeiro (SP).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira de Amaral (SP)
Cartões amarelos: Felipe Jonatan (S); Pablo, Vitor Bueno e Bruno Alves (SP).
Gols: Carlos Sánchez (07-1) e Daniel Alves (08-2).

SANTOS
Everson; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Jorge; Alison (Jean Mota), Evandro (Tailson) e Carlos Sánchez; Felipe Jonatan (Diego Pituca), Sasha e Marinho.
Técnico: Jorge Sampaoli

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Juanfran, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Jucilei (Liziero); Daniel Alves (Gabriel Sara), Igor Gomes, Tchê Tchê e Vitor Bueno; Pablo.
Técnico: Fernando Diniz



Com presença de Bolsonaro, Santos e São Paulo empatam na Vila Belmiro

Deu empate no clássico San-São deste sábado. Recebendo o São Paulo na Vila Belmiro com direito à presença do presidente Jair Bolsonaro, o Santos até dominou o primeiro tempo e abriu o placar, mas acabou sofrendo o empate na etapa complementar, quando o time de Fernando Diniz melhorou consideravelmente, e teve de se conformar com a igualdade em 1 a 1 no marcador, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol do Peixe foi marcado por Carlos Sánchez, de pênalti. Daniel Alves balançou as redes para o Tricolor.

Com o resultado, o Santos perdeu a oportunidade de assumir a vice-liderança provisória da competição, já que, se ganhasse, empataria com o Palmeiras em número de pontos, mas teria uma vitória a mais – o Verdão entra em campo neste domingo, contra o Bahia, na Fonte Nova. Já o São Paulo desperdiçou a chance de encostar no Grêmio na briga por uma vaga no G4.

O jogo

O São Paulo mal teve tempo para se aclimatar ao jogo e já sofreu um duro golpe. Logo aos seis minutos, Jucilei errou um passe no meio-campo e deu o contra-ataque de presente para o Santos. Evandro recebeu em profundidade, chegou antes de Arboleda e acabou sendo derrubado pelo zagueiro dentro da área. O juiz não teve dúvidas e prontamente marcou pênalti. Carlos Sánchez foi para a cobrança e não desperdiçou, abrindo o placar na Vila Belmiro.

Em dia nada inspirado, o São Paulo só foi responder aos 18 minutos, e não necessariamente com uma jogada de perigo. Daniel Alves recebeu por elevação e, ao tentar se livrar de Gustavo Henrique, foi tocado pelo zagueiro dentro da área, indo ao chão. Mas, desta vez, o árbitro não apontou para a marca da cal, mandando o jogo prosseguir.

Sem demonstrar qualquer tipo de agressividade dentro de campo, o São Paulo parecia cada vez mais entregar o jogo de bandeja para o rival. Aos 36 minutos, o Santos só não ampliou porque faltou sorte a Carlos Sánchez. Daniel Alves foi desarmado ao tentar chapelar um adversário no meio-campo, e Marinho foi acionado em velocidade. Ligado no lance, Tiago Volpi saiu do gol para afastar o perigo, mas acabou entregando a bola nos pés de Sánchez, que tentou encobri-lo, mas mandou para fora.

Antes de as equipes irem para o intervalo, o Peixe ainda teve outra ótima oportunidade para ficar ainda mais confortável na partida, mas novamente desperdiçou. Aos 42, Sasha recebeu pela direita e cruzou rasteiro, para trás, encontrando Evandro, que chegou batendo de primeira, mas mandou por cima do gol.

Com Liziero na vaga de Jucilei, o São Paulo voltou para o segundo tempo mais ligado, só que foi o Santos quem chegou com perigo pela primeira vez. Aos sete minutos, Sasha aproveitou bate-rebate dentro da área para ficar com a sobra do carrinho de Arboleda e bateu cruzado, forçando Tiago Volpi a fazer grande defesa.

Se o Santos não aproveitou a grande oportunidade logo no início da etapa complementar, melhor para o São Paulo. Aos nove minutos, Vitor Bueno fez boa jogada individual para cima de Sánchez e cruzou rasteiro, na medida para Daniel Alves, que teve toda a calma do mundo para, na cara do gol, dominar e bater forte, empatando o jogo na Vila Belmiro.

Após o empate, o São Paulo se empolgou e só não chegou à virada graças ao goleiro Everson. Aos 11 minutos, Pablo recebeu dentro da área, se livrou do primeiro marcador, driblou outro e bateu de canhota, rasteiro, mas fraco. Ainda assim, pela proximidade do arremate, o santista fez ótima defesa. Depois aos 17, o camisa 9 recebeu excelente cruzamento de Daniel Alves, mas não pegou em cheio na bola.

Antes do apito final, o Tricolor ainda teve mais duas chances de acabar com o jejum de mais de 1000 dias sem vencer um clássico fora de casa, mas faltou sorte. Primeiro, aos 36, Arboleda ficou com a sobra do cruzamento na área e bateu em cima de Victor Ferraz, à queima-roupa. Depois, aos 42, Igor Gomes cabeceou no cantinho, mas Everson se esticou todo para fazer a defesa. Desta maneira, coube às duas equipes se conformarem com o empate em 1 a 1 na Vila Belmiro.

Bastidores – Santos TV:

Ferraz vê San-São equilibrado e quer buscar campanha histórica do Santos

O San-São foi equilibrado e o placar final de 1 a 1 representou bem o que foi visto na Vila Belmiro neste sábado. Na saída de campo, o capitão do Santos, Victor Ferraz, analisou a partida e declarou que a equipe não vai desanimar após ter a sequência de quatro jogos com vitórias quebrada.

“A gente fez um primeiro tempo muito bom, mas no segundo eles fizeram mudanças táticas e encaixaram melhor. Sendo bem justo, foi um tempo para cada lado. Eles foram melhor no segundo tempo, mas é clássico, a gente jogou bem e teve chance de fazer mais gols”, disse Ferraz aos canais Premiere.

O Peixe vinha de quatro jogos seguidos com vitórias, mas ainda assim a equipe de Jorge Sampaoli continua com uma sequência de seis jogos sem derrota.

Ferraz ainda falou sobre a campanha do Santos e deixou claro que o objetivo é continuar pontuando para até quebrar recordes no clube.

“Estamos com seis jogos de invencibilidade, vínhamos de quatro vitórias consecutivas. A gente tem feito um grande campeonato. Infelizmente o Flamengo está fora da curva, mas a nossa pontuação é uma das maiores da história do clube. A gente tem condições de passar os maiores times que disputaram os pontos corridos aqui, como a geração de Neymar, de Robinho. Temos objetivo de pontuar o máximo possível e vamos continuar tentando”, declarou.

O empate garante o Santos ao menos na Pré-Libertadores de 2020. A equipe ocupa a terceira colocação com 65 pontos. Os comandados de Sampaoli voltam a campo no próximo sábado, às 21h, quando recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro.

Santos garante vaga na Pré-Libertadores em 2020

O Santos garantiu a vaga na Pré-Libertadores em 2020 ao empatar com o São Paulo por 1 a 1 neste sábado, na Vila Belmiro, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com 67 pontos, o Peixe não pode mais sair do G-6. Se vencer o Cruzeiro no próximo sábado, de novo na Vila, o Alvinegro terá a vaga confirmada na frase de grupos da competição continental.

O Santos segue na terceira colocação do Brasileirão, agora a nove pontos do Grêmio, mas dois a menos que Palmeiras e a 13 do líder Flamengo.

O Peixe não disputou a Libertadores deste ano e foi eliminado da primeira fase da Sul-Americana pelo River Plate (URU).

Sampaoli confirma reunião com Autuori para definir futuro no Santos

A campanha “Fica, Sampaoli” ganha cada vez mais força entre os torcedores do Santos. No empate contra o São Paulo, neste sábado, foi possível ouvir os gritos na Vila Belmiro pedindo a permanência do treinador, quando ele entrou em campo.

Após a partida, Sampaoli confirmou que fará uma reunião na próxima semana com o superintendente Paulo Autuori para definir o seu futuro no clube.

“Sobre 2020 e planejamento, antes do clássico adiamos reunião com o Paulo Autuori. Para ele manifestar seu ponto de vista e eu o meu, analisando o ano para saber se há possibilidade de estarmos juntos no projeto do Santos 2020. Devemos ter a reunião na próxima semana. Ideia é se classificar para a Libertadores, objetivo importante para clube e cidade. Veremos se essa semana teremos reunião para ver algo.”, declarou.

Sampaoli ainda definiu o que espera para poder continuar no Peixe no ano que vem.

“Clube tem que definir a postura para meu segundo ano. Não posso estar pendente de um sonho sem outorgar o que a torcida quer. Se posso me erradicar onde gosto e tenho projeto bom, não há motivo para não ficar. Depende do planejamento e se coincide. Amanhã esse carinho se transformará em ódio se não ganharmos. Não quero que digam que sou mal, por isso temos que ganhar sempre, ou ao menos com jogadores baseados num estilo. Se não posso dar o que a torcida quer, não posso ficar”, disse o argentino.

A campanha com Sampaoli no Campeonato Brasileiro coloca o Santos na terceira colocação com 65 pontos até aqui. O Peixe volta a campo no próximo sábado, às 21h, quando recebe o Cruzeiro na Vila Belmiro.

Venda de cativas funciona, e Santos tem maior público e renda na Vila em 2019

O Santos teve o maior público e renda de 2019 na Vila Belmiro no empate em 1 a 1 com o São Paulo no último sábado, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Peixe esgotou os ingressos na terça-feira e recebeu 14.062 torcedores no clássico, com arrecadação bruta de R$ 602.192,50.

“O que me deixou feliz foi o público de hoje… Mais de 14 mil. Melhor público do Santos na Vila nos últimos anos”, disse o presidente José Carlos Peres, à Gazeta Esportiva.

O Alvinegro comercializou cerca de 1000 cadeiras e potencializou o setor social do estádio. A medida de colocar no sistema de vendas as cativas inadimplentes surtiu efeito.

Sampaoli comenta visita de Bolsonaro à Vila e defende democracia

A presença de Jair Bolsonaro na Vila Belmiro, para assistir ao clássico entre Santos e São Paulo, causou polêmica. Entre notas de repúdio das torcidas organizadas e pedido de respeito do presidente José Carlos Peres, o técnico Jorge Sampaoli também comentou sobre o tema.

Auto-declarado como de “centro-esquerda” no espectro político, Sampaoli falou que não poderia proibir a presença de Bolsonaro no estádio. O treinador colocou as diferenças políticas de lado e entendeu o direito do Presidente comparecer ao jogo.

“É democracia. Temos que defender liberdade e democracia. Sou treinador. Não sei em que cabeça cabe que posso proibir a presença do Bolsonaro, vindo de outro país é até uma falta de respeito”, iniciou o treinador.

Sampaoli voltou a falar sobre defender a democracia. O argentino foi ativista político na sua juventude, nos tempos de ditadura militar no país vizinho, e relembrou a época, fazendo um paralelo com a situação política na Bolívia.

“Mais do que pensamentos políticos, temos que defender a democracia. Vivi ditadura no país e nunca deixarei de defender a democracia. Olhem a Bolívia. O que eu mais desejo é não voltar a um lugar de execução como vivi na minha infância”, finalizou.

Bolsonaro chegou à Vila Belmiro minutos antes da bola rolar. O Presidente visitou o Memorial das Conquistas do clube, passou pelas cativas, onde tirou fotos com alguns torcedores, e assistiu a partida no camarote da presidência, com a camisa do Santos.

“Minha vontade era ter dado um soco na cara dele”, diz Sasha após confusão com Jorge ( Em 18/11/2019 )

Eduardo Sasha foi sincero em coletiva realizada nesta segunda-feira. Quando questionado sobre o desentendimento com Jorge no clássico com o São Paulo, o atacante do Santos revelou que passou por sua cabeça dar um soco no companheiro e ainda disse que perdeu o respeito pelo defensor.

No primeiro tempo, Jorge optou por finalizar uma jogada a gol em vez de tocar para Sasha, que reclamou da opção do defensor. O lateral foi em direção ao centroavante e colocou o dedo no rosto do companheiro durante a confusão.

“Admito que fiquei muito chateado pela situação que aconteceu, por eu ser um cara que respeito muito as pessoas, principalmente meus companheiros. Confesso que a minha vontade foi de, na hora, ter dado um soco na cara dele, mas o profissionalismo falou mais alto, porque eu sabia que se eu reagisse da forma que eu quisesse, ou de cabeça quente, eu ia acabar prejudicando demais a equipe. Depois do jogo ele me pediu desculpas, para os companheiros, mas o carinho e o respeito que eu tinha por ele acabou naquele momento”, disse Sasha.

“No meu ponto de vista, eu poderia estar errado na hora do jogo. Eu estava sozinho e ele poderia ter efetuado o passe para eu ter a oportunidade de finalizar. Não foi o que aconteceu, reclamei, normal do jogo, mas ele se excedeu”, completou.

Sasha ainda refletiu sobre a postura de não prolongar a discussão, uma vez que o atacante saiu de perto do lateral. “Se eu tivesse tido a mesma atitude de reagir no calor do jogo, todo o grupo seria prejudicado. O juiz acabaria expulsando os dois. Eu tive calma. Com o tempo eu aprendi que a gente deve bem pensar antes de falar alguma coisa. Pensando bem, foi a melhor coisa que eu fiz”, analisou.

Por fim, o atacante afirmou que o desentendimento não prejudicará a equipes no decorrer da temporada, revelou que Jorge pediu desculpas pela atitude e declarou Sampaoli não interviu na situação mesmo depois da partida.

“Não (vai afetar a equipe), até porque, se eu consegui me controlar naquele momento que estava de cabeça quente e não atrapalhou muito, daqui para frente não acontecerá mais nenhum incômodo dessa postura que aconteceu no jogo”, ponderou.

“Muita gente acabou nem vendo. Apenas algumas pessoas, não sei se na hora do intervalo ele (Sampaoli) estava ciente da situação. Ele (Jorge) me pediu desculpa particularmente, depois na frente do grupo. Como sou uma pessoa tranquila e tenho respeito, aceitei a desculpa. Já passou, mas o respeito que eu tinha por ele acabou naqueles segundos que ele tomou a atitude”, finalizou.


São Paulo 3 x 2 Santos

Data: 10/08/2019, sábado, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 47.277 torcedores
Renda: R$ 3.103.842,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Neuza Ines Back e Daniel Luis Marques (SP).
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Cartões amarelos: Raniel, Everton, Bruno Alves, Tchê Tchê, Raniel (SP); Felipe Aguilar (S).
Gols: Sasha (43-1); Alexandre Pato (03-2), Alexandre Pato (25-2) e Reinaldo (11-2) e Raniel (40-2, contra).

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Igor Vinícius, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan (Hernanes) (Hudson), Tchê Tchê e Everton; Toró, Raniel e Pato (Vitor Bueno).
Técnico: Cuca

SANTOS
Éverson; Lucas Veríssimo, Aguilar, Gustavo Henrique e Jorge; Diego Pituca, Carlos Sánchez (Evandro) e Felipe Jonatan (Jean Mota); Derlis González (Marinho), Eduardo Sasha e Soteldo.
Técnico: Jorge Sampaoli



Com 2 gols de Pato, São Paulo vira sobre o Santos e vence 1º clássico no ano

Missão cumprida. O São recebeu o Santos na tarde deste sábado, no estádio do Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, e não decepcionou os mais de 40 mil torcedores que lotaram as arquibancadas. Tendo pela frente o líder da competição, o Tricolor não se intimidou e venceu o seu primeiro clássico no ano de virada, por 3 a 2, graças aos dois gols de Alexandre Pato e outro de Reinaldo, de pênalti. Sasha e Raniel, contra, balançaram as redes para o Peixe.

O triunfo tricolor foi um presente e tanto não só à torcida, que fez uma bonita festa no Morumbi, mas também a Daniel Alves e Juanfran, que acompanharam o jogo ao lado do presidente Leco. Com o resultado, o São Paulo retomou a quinta colocação, que antes pertencia ao Corinthians, e segue na cola de Flamengo e Atlético-MG.

O Santos, por sua vez, perdeu a oportunidade de assegurar os quatro pontos de vantagem para o vice-líder Palmeiras. O Verdão entra em campo amanhã, contra o Bahia, no Allianz Parque, e pode diminuir a distância para o Peixe para apenas um ponto em caso de vitória.

O jogo

O Santos foi quem chegou pela primeira vez com perigo na partida. Logo aos sete minutos, em contra-ataque, Sasha abriu para Derlis González na direita, que bateu cruzado, mas viu Arboleda aparecer no meio do caminho para interceptar a bola que sobraria livre para Carlos Sánchez no segundo pau. O São Paulo, por sua vez, respondeu aos 12 minutos com Raniel, que se antecipou para completar a cobrança de escanteio de Reinaldo, tirando tinta da trave de Éverson.

A partida era bastante disputada, com ambas equipes propondo o jogo e tentando o gol a todo momento. Aos 19, Felipe Jonatan recebeu sem marcação, de frente para o gol, e arriscou de fora da área, batendo cruzado e assustando o goleiro Tiago Volpi. O Tricolor só voltou a incomodar aos 31 minutos, quando Reinaldo bateu falta na entrada da área e mandou à direita da meta defendida por Éverson.

Na reta final do primeiro tempo, quando o São Paulo subiu de produção e aproveitou a queda de desempenho do Santos para tentar abrir o placar, veio a desilusão dos torcedores que lotaram o Morumbi. Depois de Tiago Volpi salvar a equipe aos 37 minutos fazendo uma defesa à queima-roupa em cruzamento de Sánchez, e Toró desperdiçar uma grande oportunidade em jogada ensaiada aos 40, quando recebeu livre dentro da área, mas mandou por cima do gol, aos 43 não teve jeito. Diego Pituca carimbou a trave com um belo chute de média distância e, no rebote, Sasha apareceu apenas para completar para o fundo do gol e garantir a vantagem ao Peixe antes de as equipes irem para o intervalo.

O São Paulo voltou a campo para a etapa complementar com Hernanes na vaga de Luan e logo no início a pressão dos donos da casa deu certo. Após Éverson defender a cobrança de falta do Profeta e mandar para escanteio, Alexandre Pato aproveitou o cruzamento na área para, depois de um desvio, ficar com a sobra, dominar e bater forte, deixando tudo igual no Morumbi.

Mas a blitz são-paulina não parou por aí. Um pouco depois do empate, aos nove minutos, Hernanes cobrou escanteio pela esquerda, Everton cabeceou, e a bola tocou no braço de Felipe Aguilar dentro da área. Raphael Claus, por sua vez, não titubeou e marcou o pênalti. Reinaldo, que começou a partida como capitão, foi para a cobrança e não desperdiçou, virando o jogo para o Tricolor.

A euforia da torcida deu lugar à tensão aos 15 minutos, quando Hernanes foi ao chão e teve de ser substituído por Hudson. Quatro minutos depois, contudo, os mais de 40 mil são-paulinos que estiveram presentes no Morumbi voltaram a fazer barulho graças a Raniel, que soltou uma bomba de fora da área e viu Éverson voar para fazer grande defesa.

Aos poucos, o Tricolor foi mostrando que a ausência de Hernanes não abalou o time. Aos 25 minutos, Reinaldo fez o desarme pela esquerda e tocou rasteiro para Alexandre Pato, que dominou e bateu forte, mas Éverson novamente salvou o Santos. Entretanto, no minuto seguinte, não deu para o goleiro do Peixe. Pato aproveitou o vacilo do meio-campo adversário, saiu em velocidade, contou com um tombo de Felipe Aguilar no meio do caminho e saiu frente a frente com o arqueiro rival, precisando apenas tocar no alto para fazer o terceiro e praticamente matar a partida no Morumbi.

Só que o jogo, até então tranquilo para os são-paulinos, voltou a ficar dramático com o gol contra de Raniel aos 40 minutos do segundo tempo após o cruzamento de Evandro. Novamente com apenas um gol de vantagem no placar, o Tricolor teve de segurar o ímpeto da equipe comandada por Sampaoli nos instantes finais para somar mais três importantíssimos pontos na tabela.

Sampaoli explica ‘3-2-5’ e lamenta “desconforto” em derrota no San-São

O técnico do Santos, Jorge Sampaoli, lamentou o “desconforto” da equipe na derrota por 3 a 2 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O treinador explicou a opção por Lucas Veríssimo pela direita, com Victor Ferraz no banco, e disse que o time não atuou como está acostumado no clássico.

“Jogamos um jogo de muitas idas e voltas. Treinamos dessa forma, não é a que habitualmente jogamos. Tivemos chances claras, fomos para o intervalo vencendo e depois não encontramos linha de passe e jogo coletivo. Deixamos o jogo cômodo para o São Paulo. Mais do que as intenções, jogo não foi como de costume. Pensamos em transições rápidas, por isso pensamos em três centrais. Ideia era controlar a saída com três centrais e jogar num 3-2-5. Jogo nos levou a que ele (Veríssimo) fosse lateral. Não foi determinante, é coincidência (outras derrotas com três zagueiros). É fácil coincidir pontualmente porque não ganhamos. Não foi por isso, não tocamos muito, não encontramos os livres na pressão, superar o tempo que São Paulo não nos deu para sair com limpeza”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Foram dois gols de bola parada e um erro não forçado. São Paulo não criou tanto além da pressão individual. Tivemos chances no primeiro tempo, Volpi defendeu o cabeceio e tivemos aproximações antes do 3-2. Partida não nos deixa muitas coisas porque não jogamos como estamos acostumados”, completou.

Sampaoli espera que o Santos dê a volta por cima no Brasileirão e saiba pontuar mesmo em jornadas ruins.

“Espero que entendamos nossa maneira de jogar e nossos limites. Seguir trabalhando para fortalecer. Não jogaremos bem sempre e temos que seguir adiante. Não jogaremos sempre bem. Hoje não jogamos. Temos que estar cômodos com o jogo, com a bola, não correndo por 90 minutos”, afirmou.

“Temos que trabalhar muito mais para reverter jogos ruins. Temos que resolver jogando, mais além da pressão do rival. Treinamos sempre o jogo. Hoje tivemos uma queda. Ganhamos os sete e não fomos tão bons. Jogamos melhor que o rival e aproveitamos chances. Das sete chances claras do primeiro tempo, poderíamos ter mudado a história do jogo. Esse é o futebol”, concluiu.

O Santos, ainda líder, voltará a campo para enfrentar o Cruzeiro no domingo (18), no Mineirão, pela 15ª rodada do Nacional.

Felipe Aguilar compromete no San-São, recebe 3º cartão e não enfrenta o Cruzeiro

Felipe Aguilar recebeu o terceiro cartão amarelo durante a derrota do Santos por 3 a 2 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, e desfalcará o Peixe contra o Cruzeiro no dia 18, no Mineirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O colombiano foi um dos piores do Alvinegro. Ele comete o pênalti ao colocar a mão na bola antes de Reinaldo virar o jogo e tropeça no lance do terceiro gol, de Pato.

“Começamos bem, tomamos dois gols e caímos um pouco. Só levantamos depois do terceiro gol. Não fizemos o que trabalhamos”, disse Aguilar, após o apito final.

Sasha lamenta ‘apagão’ do Santos, mas diz: “Essa derrota não tira o que temos feito”

Eduardo Sasha lamentou o “apagão” do Santos na derrota por 3 a 2 para o São Paulo neste sábado, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Após gol de Sasha e boa etapa inicial, o Peixe sucumbiu à pressão do rival no segundo tempo e perdeu depois de sete vitórias consecutivas.

“Fiquei feliz pelo gol, mas não jogamos bem no segundo tempo. Essa derrota não vai tirar o que temos feito no campeonato. Temos que trabalhar da mesma forma”, disse Sasha.

“Entramos no segundo tempo não tão ligados como no primeiro. Eles cresceram, em dois lances infelizes… É o futebol, mas estamos no caminho certo. Ninguém pode falar que nosso trabalho não é bem feito”, completou.

Jean Mota desabafa após virar reserva do Santos: “Afeta a confiança”

Jean Mota desabafou no início da noite deste sábado, após a derrota do Santos por 3 a 2 para o São Paulo, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O meia disse não entender o motivo de ter virado reserva e criticou a falta de comunicação com a diretoria. O Peixe recusou uma proposta de empréstimo do Al Ahli, dos Emirados Árabes, recentemente.

“Fiz um gol e uma assistência contra o Atlético-MG, depois nem entrei. Eu queria uma resposta. Saem matérias e eu nunca sei de nada. Não sei se a diretoria ou o treinador contam mais comigo, mas afeta a confiança”, disse Jean, na zona mista.

“Presidente manda, mas a gente tem que ter essa conversa. Ele precisa falar o que acontece. Se ele decidiu não me emprestar, não chegou até mim para saber minha intenção. Eu quero estar aqui, tenho contrato”, completou.

Depois de Jean Mota falar, o presidente José Carlos Peres também conversou com os jornalistas e negou qualquer influência da diretoria na decisão de Jorge Sampaoli: “Se chegar proposta, vamos conversar com carinho”.

Melhor jogador do Campeonato Paulista, Jean é atualmente um dos reservas de Sampaoli. O meia tem 25 anos e contrato até 30 de junho de 2022. O Santos detém 80% dos direitos econômicos.

Sampaoli responde a Jean Mota após derrota do Santos: “Colocarei quem está melhor”

O técnico do Santos, Jorge Sampaoli, respondeu ao desabafo de Jean Mota após a derrota por 3 a 2 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Jean, atualmente reserva, disse não entender o motivo para ter saído da equipe titular depois de ser o melhor do Paulistão. Sampaoli, de forma sucinta, explicou.

“Porque há quem está melhor. Ganhamos sem ele, assim como ganhamos com ele. Colocarei sempre quem creio que está melhor”, disse o treinador.


Santos 2 x 0 São Paulo

Data: 27/01/2019, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 3ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 20.239 pessoas (18.601 pagantes e 1.638 não pagantes)
Renda: R$ 630.964,00
Arbitragem: Vinicius Furlan
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro e Neuza Ines Back.
Cartões amarelos: Derlis González, Luiz Felipe, Diego Pituca, Copete, Carlos Sánchez e Felippe Cardoso (S); Hudson, Reinaldo, Arboleda e Bruno Alves (SP).
Gols: Luiz Felipe (44-1); Derlis González (21-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Orinho (Copete); Alison, Diego Pituca, Carlos Sánchez e Jean Mota (Aguilar); Soteldo (Felippe Cardoso) e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

SÃO PAULO
Tiago Volpi; Bruno Peres, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson (Brenner), Jucilei e Nenê (Liziero); Helinho (Diego Souza), Everton e Pablo.
Técnico: André Jardine



Santos massacra São Paulo e vence com autoridade no Pacaembu

O Santos segue invicto no Campeonato Paulista. Neste domingo, o time comandado por Jorge Sampaoli recebeu o São Paulo, no Pacaembu, pela terceira rodada do Estadual, e não fez feio diante de mais de 20 mil torcedores. Sem tomar conhecimento do adversário e mantendo a posse de bola na maior parte do jogo, o Peixe saiu de campo com o contundente triunfo por 2 a 0, gols de Luiz Felipe e Derlis González.

Com o resultado, o Santos foi a nove pontos e segue líder absoluto do Grupo A sem sofrer um gol sequer. Já o São Paulo teve seu ótimo início no Paulistão freado. O Tricolor estagnou nos seis pontos, no entanto, também se manteve na ponta da tabela, no Grupo D.

O jogo

O Santos mandou no jogo no primeiro tempo. Sem abrir mão da posse de bola, os comandados do técnico Sampaoli pressionaram os adversários a todo o momento, não os deixando sair para o jogo. Apesar da superioridade do Peixe, foi o São Paulo quem chegou com perigo pela primeira vez. Aos dez minutos, o garoto Helinho abriu para Reinaldo, que, da entrada da área, finalizou com um chute cruzado, que desviou e foi para fora.

Aos 17 minutos, contudo, o domínio santista por pouco não foi revertido em gol. Pituca arrancou pelo meio, se livrando da marcação de Hudson e deu passe açucarado para Soteldo, que saiu cara a cara com Tiago Volpi e viu o goleiro são-paulino salvar seu time ao fazer defesa providencial. Como resposta, no minuto seguinte, o Tricolor tirou tinta da trave de Vanderlei com Bruno Peres, que arriscou de fora da área em jogada individual.

Já na reta final do primeiro tempo só deu Peixe. Aos 29, Orinho mandou para a área, e a bola sobrou nos pés de Jean Mota, que bateu firme, mas Tiago Volpi estava ligado para fazer mais uma importante intervenção. Pouco antes do apito final, no entanto, não teve jeito. Aos 44, em cruzamento para a área decorrente de uma falta bastante contestada pelos jogadores são-paulinos, Luiz Felipe subiu mais alto que todo mundo para desviar no primeiro pau e abrir o placar no Pacaembu.

No segundo tempo o São Paulo, com Diego Souza na vaga de Helinho, se viu obrigado a sair para o jogo, mas foi o Santos quem foi mais eficiente e forçou o goleiro a trabalhar. Aos 15 minutos, por exemplo, Diego Pituca ficou com a bola limpa na entrada da área e decidiu experimentar, obrigando Tiago Volpi a se esticar para fazer a defesa.

Inquieto mesmo com a vitória parcial, Jorge Sampaoli foi ousado e queimou suas três substituições em pouco tempo. Minutos depois, as alterações realizadas pelo treinador argentino provaram que o nível apresentado se manteria o mesmo. Aos 21, Alison aproveitou o vazio na defesa tricolor e fez lindo lançamento para Derlis González, que saiu mano a mano com Tiago Volpi, driblou o goleiro e precisou apenas completar para o fundo das redes, ampliando o placar no Pacaembu.

Sem se acomodar, o Santos ainda teve a chance de fazer o terceiro com Felipe Aguilar, que aproveitou o desvio de Hudson de cabeça após cruzamento para completar para o gol, mas mandou para fora. No finalzinho, o São Paulo por pouco não descontou, mas não teve sorte. Aos 37 minutos, em cobrança de escanteio da esquerda, Everton, sem precisar pular, cabeceou firme, mas viu a bola tirar tinta do travessão. Desta maneira, coube aos comandados de Jardine se contentar com a frustrante derrota na terceira rodada do Paulistão.

Bastidores – Santos TV:

Sampaoli vibra após vitória no San-São: “Feliz no clube que escolhi”

Jorge Sampaoli vibrou com a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o São Paulo neste domingo, no Pacaembu, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

O técnico analisou a evolução do Peixe, pediu pés no chão e afirmou estar feliz onde escolheu ser treinador.

“Jogamos uma partida muito inteligente, contra um rival que tem uma grande quantidade de jogadores valiosos. Propomos desde o começo, com a busca dos espaços que nos davam, dois falsos centroavantes. Falta trabalho, claro, de aderir definitivamente a ideia, crescimento do grupo, e o ânimo de que isso pode continuar crescendo. Temos ponto de partida, mas não de chegada. Equipe vai se ver adiante, vitória obriga a seguir crescendo. Próximo jogo será ainda mais complicado. O meio impede de relaxar”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Estou feliz onde estou, no clube que escolhi. Trato de ajudar a instituição, respeitar, que quem não tenha muito dinheiro junte para ver o Santos como hoje. Teremos momentos difíceis e seguiremos lutando. A verdade é que estou feliz onde estou”, completou.

Sampaoli agradece a Derlis, elogia Vanderlei e dá apoio a Orinho no Santos

O técnico Jorge Sampaoli agradeceu a Derlis González por ter aceitado ficar no Santos depois do gol do paraguaio na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo neste domingo, no Pacaembu.

O argentino também elogiou pelo Vanderlei pela melhora com a bola nos pés. A falta de costume em participar da construção ofensiva fez com que o Peixe fosse atrás de Everson, do Ceará.

“Derlis tem muito valor, jogador de seleção paraguaia. Não estava cômodo, tinha outras prioridades na carreira, convencemos ele de jogar aqui, de poder estar na Copa América e útil nesse sistema. Agradeço por ele ter ficado”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Houve crescimento enorme de protagonismo com os pés, eles buscaram opção um a um até com o goleiro e ele resolveu. Vai continuar melhorando, resolveu com tranquilidade. Isso vai somar com o ótimo goleiro que ele já tem”, completou.

Sampaoli também fez questão de apoiar Orinho. O lateral-esquerdo não se destacou no clássico e foi alvo de críticas de parte da torcida. Ele acabou substituído no segundo tempo.

“A mudança no segundo tempo foi por causa da entrada de Diego Souza, que nos obrigou a colocar uma linha de três zagueiros para evitar o mano a mano entre os zagueiros. Falei para o Aguilar que teria que entrar rápido, tivemos mais altura, Copete entrou no Orinho porque estava mais descansado. Não teve com expressão popular, mas com as peças que moveu o São Paulo que nos obrigou a mexer para equilibrar o jogo diante dessas modificações táticas”, concluiu.

À espera de reforços e soluções caseiras, Sampaoli admite poupar no Santos

À espera dos reforços prometidos pela diretoria do Santos, o técnico Jorge Sampaoli tem procurado por soluções caseiras no atual elenco.

E com três vitórias nos três primeiros jogos do Campeonato Paulista, o treinador cogita preservar alguns jogadores se os exames médicos assim indicarem. O objetivo é controlar mais as partidas para se desgastar menos.

“Eu falo do lado desportivo e os dirigentes pelas contratações que prometeram. Tento melhorar o que tenho e usar o melhor que temos contra equipes tão valiosas como a de hoje. A mim resta falar do que posso fazer com o que eu tenho, não com o que eu não tenho”, disse Sampaoli, em entrevista coletiva.

“Estou convencido de que quando a equipe jogar melhor, correrá menos. Estamos buscando que equipe se defenda mais com a bola do que sem. E estamos encaminhando isso. Jogamos muito bem no meio de semana, agora de novo e temos um jogo muito difícil. Jogarão quem tem condições físicas e anímicas melhores. Vamos equilibrar isso até que a equipe busque um controle de jogo maior. Que o domínio esteja vinculado com a defesa com a bola”, completou.


Santos 0 x 0 São Paulo

Data: 16/09/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 25ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.488 pagantes
Renda: R$ 276.596,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Sidmar Meurer (ambos de MG).
Cartões amarelos: Robson Bambu, Derlis González, Diego Pituca, Alison, Bruno Henrique, Gustavo Henrique e Victor Ferraz (S); Bruno Alves, Arboleda, Hudson, Anderson Martins e Joao Rojas (SP).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Robson Bambu, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez (Bruno Henrique); Derlis González (Felippe Cardoso), Rodrygo (Arthur Gomes) e Gabriel.
Técnico: Cuca

SÃO PAULO
Sidão; Arboleda, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson e Nenê; Joao Rojas (Everton Felipe), Diego Souza (Tréllez) e Everton (Liziero).
Técnico: Diego Aguirre



São Paulo segura empate com o Santos na Vila e dorme na liderança

Santos e São Paulo fizeram um clássico tenso e de ataque contra defesa, na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. Empurrado por sua torcida, o Peixe buscou mais o jogo, criou chances de gol, mas não conseguiu furar o sólido sistema defensivo do Tricolor, que segurou o empate por 0 a 0, finalizado com 11 cartões amarelos.

Com o resultado, o São Paulo chegou aos 50 pontos e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro. O time dirigido por Diego Aguirre, contudo, pode ser ultrapassado nesta segunda-feira pelo Internacional, que visita a Chapecoense. O Santos, por sua vez, permanece no oitavo lugar, com 32 pontos, dez abaixo do G6.

O jogo

O primeiro tempo foi de um time só. Aos cinco minutos, Rodrygo fez fila pela esquerda e só foi parado com falta dura de Bruno Alves, que foi advertido com cartão amarelo. Aos 13, os anfitriões reclamaram de pênalti, após disputa pelo alto entre Dodô e Joao Rojas, que viu a bola tocar em sua mão dentro da área. O juiz, contudo, assinalou falta no são-paulino.

Pouco depois, após boa trama pela esquerda, Carlos Sánchez recebeu cruzamento e testou na entrada da pequena área, mas Sidão, bem colocado, agarrou a bola. Aos 30 minutos, Rodrygo arrancou pela esquerda em rápido contra-ataque, invadiu a área, cortou para o meio, mas bateu desequilibrado, facilitando o trabalho de Sidão.

Sem conseguir agredir o time da casa, o São Paulo continuou sofrendo. Aos 35 minutos, Rodrygo foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. A bola passou por Sidão e chegaria aos pés de Gabigol não fosse Reinaldo, que afastou o perigo. Pouco antes do intervalo, Arboleda, que atuou improvisado na lateral direita, levou o amarelo por falta em Sánchez, e Everton, com dores musculares, foi substituído por Liziero.

A etapa complementar começou quente. Antes de o relógio marcar um minuto de jogo, Robson Bambu recebeu cartão amarelo por falta dura em Liziero. Em seguida, Hudson foi advertido por derrubar Dodô. Com uma postura um pouco mais ofensiva, o São Paulo quis mostrar que voltou com outra atitude e fez Vanderlei trabalhar em chute de Rojas de fora da área.

O Santos respondeu aos dez minutos, quando Gabriel recebeu lançamento de Sánchez no bico da grande área e arriscou, mandando pelo lado de fora da rede. Aos 20, aparecendo mais no segundo tempo, o camisa 10 colocou a bola entre as pernas de Reinaldo na linha de fundo, mas cruzou nas mãos de Sidão.

Em busca do gol, Cuca promoveu a estreia do atacante Felippe Cardoso, que entrou na vaga de Derlis González. Aos 27 minutos, Rodrygo teve a bola do jogo em seus pés. Após lançamento de Pituca, o garoto se antecipou a Arboleda e saiu na cara de Sidão. O atacante, porém, quis tirar muito do goleiro e mandou para fora, desperdiçando chance incrível.

Diego Aguirre, então, colocou Tréllez e Everton Felipe nos lugares de Diego Souza e Rojas. Cuca respondeu tirando Sánchez e Rodrygo para as entradas de Bruno Henrique e Arthur Gomes. No fim, o São Paulo ainda teve uma chance em cobrança de falta na meia-lua da área santista, mas Nenê mandou na barreira e não conseguiu mexer no placar.

Bastidores – Santos TV:

Cuca vê Santos em evolução e celebra bom momento defensivo

Depois da partida, o treinador Cuca comemorou a boa fase da equipe praiana e o trabalho de todo o sistema defensivo.

“É muito bom estar oito jogos sem tomar gol em um campeonato tão duro, com Libertadores. O último que tomamos foi no comecinho contra o Cruzeiro. Tivemos uma zaga nova que se firmou. Pessoal está de parabéns, Gustavo Henrique e Bambu. Estamos muito contentes com a zaga e o sistema todo, que começa lá na frente”, declarou o comandante do Alvinegro.

O treinador do Peixe também elogiou a evolução que sua equipe vem mostrando nas últimas partidas e também comentou os lances de jogada ensaiada que o Santos tentou no confronto contra o Tricolor.

“O momento hoje é de autoestima elevada, as coisas fluem melhor, bastante intensidade, jogando pelo lado. A torcida vê que o time é muito forte, competitivo e tem qualidade”, disse ele. “Está melhorando pouco a pouco. Hoje fizemos algumas jogadas diferentes em termos de movimentação, envolvemos o adversário. A cada semana vamos evoluir um pouco mais”.

“Uma jogada ensaiada são cinco ou seis cabeças pensando as mesmas coisas. A bola pegou um pouco mal no Gabriel. Já está desenhando, isso que é bom”, completou Cuca.

Cuca lamenta empate no clássico e evita falar da arbitragem

O Santos empatou com o São Paulo por 0 a 0 neste domingo e, apesar do resultado, o técnico Cuca saiu satisfeito com o que sua equipe mostrou em campo. O treinador elogiou a atuação dos seus jogadores e lamentou o resultado, que, na visão dele, poderia ter sido uma vitória.

“O resultado eu acho que poderia ser uma vitória nossa, principalmente pelo que fizemos no primeiro tempo fantástico, com variação, não teve aquela chance clara, mas a qualquer momento poderia sair. Infelizmente não foi possível. Segundo tempo ninguém aguenta jogar num ritmo tão frenético, mesmo assim tivemos duas grandes oportunidades. Em um clássico com poucas chances, uma tem que entrar. Não era o dia hoje”, declarou o comandante do Alvinegro.

O comandante da equipe praiana se mostrou bastante enérgico com a arbitragem após o apito final em um lance que poderia ser um contra-ataque do Peixe. Contudo, Cuca evitou fazer críticas e elogiou Ricardo Marques Ribeiro.

“O final (da partida) foi o lance da falta que geraria um contra-ataque, nos trouxe lembranças antigas. O arbitro teve uma boa arbitragem jogo duro, decisivo, tentamos de todas as formas colocar a equipe para frente, mas não foi possível. O torcedor sai da Vila satisfeito com o que viu”, afirmou.

“Não vou falar da arbitragem. O cara está lá dentro, pressão enorme, os clubes fazendo relatório e uma pressão tremenda. Não é fácil apitar um jogo desse, teve seus errinhos, mas foi bem”, completou.

Alison elogia atuação do Santos e comemora sequência sem sofrer gols

O Santos conseguiu jogar melhor do que o São Paulo no empate por 0 a 0 neste domingo e, após a partida, o volante Alison elogiou a atuação da equipe da Vila Belmiro e ainda comemorou o oitavo jogo consecutivo sem sofrer gols.

“Jogo difícil. Clássico tem dificuldade. Acredito que fizemos um excelente primeiro tempo, um bom segundo, tivemos chances, mas não conseguimos. Faz parte”, declarou o jogador ao Premiere na saída de campo.

“Muito bom, importante. Sabemos da importância de estar bem defensivamente, não sofrer gols. Espero que a gente possa continuar”, completou o atleta sobre a boa fase defensiva do Peixe.

Depois de falta cobrada por Nenê, o juiz encerrou a partida em contra-ataque do Santos. Diversos atletas da equipe da casa reclamaram e Cuca ficou muito bravo com o lance. Alison explicou o que aconteceu no lance.

“A gente teria um contra-ataque. Não era uma chance de gol clara, mas nós teríamos a possibilidade de criar uma boa chance e ele decidiu terminar o jogo. Não sei se ele acertou ou não”, disse ele antes de declarar que não ouviu o que o técnico do Alvinegro falou para a equipe de arbitragem. “Acabei não escutando, preferi sair da confusão”.

Cuca isenta Rodrygo por gol perdido e explica Bruno Henrique no banco

Em uma das melhores oportunidades do clássico contra o São Paulo, que terminou empatado em 0 a 0, Rodrygo saiu cara a cara com o goleiro Sidão e finalizou para fora. Após a partida, Cuca isentou a jovem promessa pelo lance.

“É diferente com o Rodrygo do que o Gabriel porque ele não é cobrado pela torcida, nem é vaiado. É um menino que todos têm confiança. Ele faz o corte da ponta para o meio e foi meia contra o Paraná. Ele teve a infelicidade na conclusão. Ele não precisa, com 17 anos, se preocupar por não marcar gol. Daqui a pouco a bola sobra e marca”, afirmou.

Apesar de ter preparado a equipe para atuar com Bruno Henrique de titular, Cuca colocou Derlis González nos 11 iniciais. O técnico da equipe da Vila Belmiro explicou porque mudou a estratégia de última hora. Ele ainda comentou a estreia de Felipe Cardoso.

“O Bruno Henrique teve um quadro febril e de dor de garganta. Ele não estava com condição de jogar o jogo inteiro. Treinei com ele para ser titular e o Derlis para entrar no meio do jogo, porque um jogo desse você não ganha no começo, ganha no meio e no fim. Não deu, mudamos a estratégia e ele entrou no fim”, explicou.

“(O Felipe Cardoso) não está habituado (com o time). Chegou a essa semana, mas o jogo pedia o pivô. Demos um passo atrás no Gabriel e não dá para julgar ele por esse jogo. Ele podia ter feito o gol, mas não teríamos julgado. É uma característica diferente que precisávamos” completou Cuca.


São Paulo 1 x 0 Santos

Data: 20/05/2018, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 40.465 pagantes
Renda: R$ 954.725,00.
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil e Neuza Inês Back (ambos de SC).
Cartões amarelos: Anderson Martins (2), Militão, Reinaldo, Hudson (SP); Yuri Alberto e David Braz (S).
Cartão vermelho: Anderson Martins (SP).
Gols: Diego Souza (10-2).

SÃO PAULO
Sidão; Militão, Anderson Martins, Bruno Alves e Reinaldo (Edimar); Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme, Everton (Liziero) e Nenê; Diego Souza (Tréllez).
Técnico: Diego Aguirre

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Dodô; Alison (Jean Mota), Renato e Vitor Bueno (Yuri Alberto); Gabigol, Rodrygo e Eduardo Sasha (Copete).
Técnico: Jair Ventura



Diego Souza marca, São Paulo bate o Santos e salta na tabela

O São Paulo entrou em campo nesse domingo na 10ª colocação, mas vai terminar o fim de semana em 5º lugar, a um ponto do Palmeiras (10 e 11), primeiro membro do G4 no Campeonato Brasileiro depois de seis rodadas disputadas. Tudo por causa de uma vitória contundente, apesar do placar de 1 a 0, em cima do Santos, diante de 40.465 torcedores no Morumbi. Já são nove jogos de invencibilidade e o fim da série de quatro empates seguidos.

E os três pontos no clássico podem mais uma vez caírem na conta de Diego Souza. O camisa 9 fez as pazes de vez com a torcida tricolor ao marcar o terceiro gol pela terceira vez consecutiva na casa são-paulina.

O passe veio de Everton, da ponta de esquerda, pelo alto. Diego Souza, como digno centroavante, ganhou de David Braz e contou com tarde pouco inspirada de Vanderlei para estufar as redes. Agora são seis gols em 21 partidas do artilheiro do São Paulo na temporada. Detalhe que só um foi marcado longe do Cícero Pompeu de Toledo.

O tento dos mandantes aos 10 minutos da etapa final liquidou um jogo pragmático e de muita falta de criatividade pelo lado santista, principalmente no primeiro quando, quando os comandados de Jair Ventura limitaram-se a se defender.

O próprio Diego Souza, além de Nenê, Militão e Reinaldo tiveram chances claríssimas para abrir o placar antes do intervalo. Nenê, aliás, carimbou a trave do Peixe em chute de longe.

O Santos dependia exclusivamente dos lampejos do menino Rodrygo, que não se escondeu, mas esbarrou na marcação quase sempre dupla de seus marcados. Gabriel, Vitor Bueno e Sasha praticamente não foram vistos em campo.

Quando teve de correr atrás o prejuízo, o Alvinegro Praiano até assustou em chute de longa distância de Jean Mota, defendido por Sidão, e depois com Yuri Alberto, dessa vez por causa de falha do goleiro do São Paulo, que não encaixou uma bola fácil na saída do gol. Nem mesmo a expulsão de Anderson Martins nos minutos finais serviu para os visitantes exercerem alguma pressão em busca do empate.

De qualquer forma, foi pouco para o Peixe, que depois de perder para o Luverdense com muitos reservas, foi para o Morumbi com o que tinha de melhor e não fez frente ao São Paulo. Com seis pontos, o Santos cai para a 14ª colocação na tabela de classificação.

Bastidores – Santos TV:

Jair resume derrota no San-São em “detalhes” e não vê time retraído

Jair Ventura usou a velha frase dos “clássicos decididos em detalhes” para resumir a derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

O técnico valorizou o rival, citou a posse de bola santista (55×45%) e já pediu pela reação na Libertadores – o Peixe enfrentará o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, para vencer e terminar a primeira fase na liderança do Grupo 6.

“Aquela velha máxima que o clássico é decidido em detalhes. E o São Paulo marcou o gol em uma bobeira nossa. Sabemos que clássico é assim, com torcida empurrando. O São Paulo é o único invicto no Brasileiro. O Santos é o único a ganhar do São Paulo aqui no ano e hoje infelizmente não conseguimos. Importante trabalhar para na Libertadores ficar com a primeira colocação do grupo”, disse Jair, em entrevista coletiva.

“A gente não tem conseguido jogar fora de casa. O Santos teve mais posse de bola, então não fomos retraídos, e sim foi uma derrota”, completou.

O Santos teve menos posse de bola do que o São Paulo enquanto esteve atrás do placar. A partir dos 10 minutos do segundo tempo, com o gol de Diego Souza, o Peixe foi ao ataque e ensaiou uma pressão, mas não surtiu efeito.

Jair volta a pedir um 10, descarta Bruno Henrique e comenta pressão no Santos

A derrota do Santos por 1 a 0 para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, voltou a mostrar a deficiência do Santos na armação. Vitor Bueno foi mantido e não foi bem. Jean Mota entrou e não melhorou o time. No fim das contas, o atacante Rodrygo foi quem terminou o clássico na função.

O técnico Jair Ventura voltou a pedir por um camisa 10 e afirmou que está procurando soluções no elenco enquanto esse atleta não chega.

“Estamos buscando esse homem de ligação, já que não adianta ter muito atacante só. Hoje, não temos esse camisa 10 no elenco e crio alternativa. O Vitor Bueno faz essa função, mas não tenho opção. Rodrygo e Sasha já improvisaram e será assim enquanto não acharmos um camisa 10 no mercado. Mas temos de dar solução. Nem sempre vamos conseguir, principalmente quando perde. Bueno está com mais chances e vamos buscar. de repente, vamos jogar com esse 10. É uma carência como falamos desde o primeiro jogo. Mas competições não param e estamos vivos em todas, apesar de não ganhar fora. No Brasileiro, temos um jogo a menos e não tem nem um quarto do campeonato. Incomoda não vencer em casa, nós nos cobramos bastante por isso, e tentamos não ficar agoniados e com ânsia de vencer fora. E não podemos perder 100% em casa. Temos de vencer em casa e fora para brigar lá em cima”, disse Jair, em entrevista coletiva.

O treinador ainda descartou Bruno Henrique para a partida contra o Real Garcilaso-PER, quinta-feira, na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores da América. Com o camisa 11 a disposição, Jair pensa escalar quatro atacantes e Rodrygo mais recuado.

“Ele volta a treinar com bola nesta semana, fica muito em cima, requer adaptação ao campo e companheiros., Infelizmente, não joga na quinta. Perdemos Arthur, hoje Alison, e perdemos mais dois agora. Vamos extraindo, tirando o máximo para alcançar nossos objetivos, mesmo sem ser fácil. É lógico que não jogamos o melhor futebol do Brasil, mas temos as nossas responsalidades e faremos sempre o máximo para levar o Santos na frente, como temos feito”, explicou.

Por fim, o comandante do Santos analisou a pressão no comando após resultados ruins. Em 2018, mesmo com a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista e as classificações para as oitavas de final da Libertadores e quartas da Copa do Brasil, são 11 derrotas em 28 jogos, além de 12 vitórias e cinco empates.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, concluiu.

Presidente do Santos banca Jair e quer reavaliá-lo após reforços

O Santos é o clube da Série A do Campeonato Brasileiro com mais derrotas em 2018. O Peixe não perdia 11 vezes em 28 jogos desde 1954. Mesmo assim, o técnico Jair Ventura segue prestigiado no alvinegro depois do último tropeço – 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, em clássico no último domingo.

O presidente José Carlos Peres entende que Jair faz o possível com as opções disponíveis no elenco. A ideia é trazer contratações importantes durante o período da Copa do Mundo na Rússia, entre junho e julho, e reavaliá-lo após os reforços.

Depois da goleada por 5 a 1 para o Grêmio, em Porto Alegre, o Comitê de Gestão se reuniu e votou pela permanência de Jair Ventura. A opinião do colegiado é importante, mas a prerrogativa de admitir ou demitir é do presidente Peres. O dirigente busca apenas o aval dos oito demais membros.

O Santos contratou três reforços em 2018 – os titulares Dodô, Eduardo Sasha e Gabigol. Sem grandes recursos financeiros, o Peixe aposta na criatividade para gastar pouco e não errar. A prioridade é por atletas para o ataque, principalmente um novo camisa 10.

Em entrevista coletiva depois da derrota para o São Paulo, o técnico Jair Ventura afirmou que se sente pressionado desde antes de assumir o cargo em janeiro.

“Eu já temia meu futuro antes de chegar. A vida de técnico sempre está em xeque, faz parte da nossa profissão. O percentual é baixo, mas as classificações foram alcançadas. O Santos junto com outros times está fazendo frente em todos os campeonatos. O melhor percentual do Paulista não foi campeão (Palmeiras), então o aproveitamento não vai te levar aos seus objetivos. O Santos está alcançando seus objetivos”, explicou.

Maior derrotado da Série A, Santos não perdia tanto desde ano da estreia de Pepe

Com a derrota para o São Paulo neste domingo, no Morumbi, o Santos se tornou a equipe da Série A do Campeonato Brasileiro com mais resultados negativos em 2018. O Peixe perdeu 11 vezes em 28 jogos na temporada – mesmo número de Vasco e Vitória, porém, os times têm 30 e 34 partidas, respectivamente. O alvinegro ainda tem 12 vitórias e cinco empates.

O alto número de derrotas em compromissos oficiais não é comum na vitoriosa história do Santos. O último ano com tantos revezes foi o de 1954 – 12 em 28 oportunidades. O período marcou a estreia de dois ídolos bicampeões mundiais pelo Peixe: o atacante José Macia, o Pepe, em maio, e o técnico Lula, em junho.

Mesmo com tantas derrotas, o alvinegro se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América com uma rodada de antecedência, está nas quartas de final da Copa do Brasil e foi eliminado apenas na semifinal do Campeonato Paulista. No Brasileirão, após cinco jogos (um a menos), o clube da Vila Belmiro ocupa a 14ª colocação.

Veja abaixo o levantamento feito pela Gazeta Esportiva:

2018 – 11 derrotas em 28 jogos
2017 – 8 derrotas em 28 jogos
2016 – 4 derrotas em 28 jogos
2015 – 4 derrotas em 28 jogos
2014 – 3 derrotas em 28 jogos
2013 – 3 derrotas em 28 jogos
2012 – 6 derrotas em 28 jogos
2011 – 4 derrotas em 28 jogos
2010 – 4 derrotas em 28 jogos
2009 – 6 derrotas em 28 jogos
2008 – 9 derrotas em 28 jogos
2007 – 1 derrota em 28 jogos
2006 – 4 derrotas em 28 jogos
2005 – 4 derrotas em 28 jogos
2004 – 7 derrotas em 28 jogos
2003 – 4 derrotas em 28 jogos
2002 – 8 derrotas em 28 jogos
2001 – 9 derrotas em 28 jogos
2000 – 7 derrotas em 28 jogos
1999 – 7 derrotas em 28 jogos
1998 – 4 derrotas em 28 jogos
1997 – 5 derrotas em 28 jogos
1996 – 10 derrotas em 28 jogos
1995 – 5 derrotas em 28 jogos
1994 – 6 derrotas em 28 jogos
1993 – 7 derrotas em 28 jogos
1992 – 6 derrotas em 28 jogos
1991 – 8 derrotas em 28 jogos
1990 – 5 derrotas em 28 jogos
1989 – 6 derrotas em 28 jogos
1988 – 8 derrotas em 28 jogos
1987 – 4 derrotas em 28 jogos
1986 – 10 derrotas em 28 jogos
1985 – 8 derrotas em 28 jogos
1984 – 6 derrotas em 28 jogos
1983 – 4 derrotas em 28 jogos
1982 – 9 derrotas em 28 jogos
1981 – 7 derrotas em 28 jogos
1980 – 5 derrotas em 28 jogos
1979 – 9 derrotas em 28 jogos
1978 – 10 derrotas em 28 jogos
1977 – 8 derrotas em 28 jogos
1976 – 7 derrotas em 28 jogos
1975 – 10 derrotas em 28 jogos
1974 – 6 derrotas em 28 jogos
1973 – 5 derrotas em 28 jogos
1972 – 9 derrotas em 28 jogos
1971 – 5 derrotas em 28 jogos
1970 – 8 derrotas em 28 jogos
1969 – 7 derrotas em 28 jogos
1968 – 4 derrotas em 28 jogos
1967 – 5 derrotas em 28 jogos
1966 – 7 derrotas em 28 jogos
1965 – 6 derrotas em 28 jogos
1964 – 5 derrotas em 28 jogos
1963 – 4 derrotas em 28 jogos
1962 – 4 derrotas em 28 jogos
1961 – 5 derrotas em 28 jogos
1960 – 8 derrotas em 28 jogos
1959 – 3 derrotas em 28 jogos
1958 – 6 derrotas em 28 jogos
1957 – 8 derrotas em 28 jogos
1956 – 3 derrotas em 28 jogos
1955 – 9 derrotas em 28 jogos
1954 – 12 derrotas em 28 jogos