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Santos 1 x 3 São Paulo

Data: 15/02/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo.
Cartões amarelos: Zeca e Rodrigão (S); Thiago Mendes, Neilton, Cueva e Cícero (SP).
Gols: Copete (10-1), Cueva (36-1); Luiz Araújo (10-2) e Luiz Araújo (27-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Sidão; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni



São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

O jogo

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Bastidores – Santos TV:

Dorival descarta ‘nó tático’ de Ceni e vê derrota com erros pontuais

Geralmente, os clássicos acabam tendo outros embates além da partida dentro das quatro linhas em si. E o principal duelo é entre os técnicos de futebol. Nesta quarta-feira, Rogério Ceni levou a melhor sobre Dorival Júnior, na vitória de 3 a 1 do São Paulo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

Porém, na visão do treinador santista, o alvinegro foi superior durante todo o primeiro tempo e só foi derrotado por erros pontuais. Além disso, Dorival também mostrou irritação ao ser perguntado se havia tomado um ‘nó tático’ do ex-goleiro.

“Se conseguir definir o que é nó tático, eu explico. O que é nó tático? Tomamos um gol de contra-ataque. Não é nó tático isso. Assim como eu não daria um nó no Rogério Ceni. O São Paulo não tinha o domínio da partida até fazer o gol. O São Paulo tem uma equipe rápida, como o Santos aproveitaria se fosse o oposto”, afirmou o comandante, em entrevista coletiva após o clássico desta quarta.

“Tivemos uma derrota com erros pontuais, diferente de domingo. Tivemos um primeiro tempo bom. O São Paulo teve o lance do pênalti e sem aproveitou bem da situação. Tivemos outras oportunidades, criamos. Perdemos uma chance do lado de lá e sofremos gol com erro de saída de bola”, ressaltou.

Dorival também elogiou bastante o Tricolor do Morumbi e viu o Peixe muito abaixo após o terceiro gol do rival na Vila, anotado pelo jovem Luiz Araújo. “São Paulo tem um time competente, vem evoluindo. Santos caiu a partir do terceiro gol, sentimos que a equipe se perdeu um pouco. Até esse momento tentávamos buscar o gol do adversário. Mesmo com a virada estávamos tranquilos”, concluiu o técnico santista.

Após revés, Dorival espera retorno de lesionados nas próximas semanas

Além da derrota por 3 a 1 para o São Paulo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista, o Santos também tem outros motivos para lamentar. Afinal, a equipe comandada por Dorival Júnior segue desfalcada de seus principais jogadores desde o início da pré-temporada. Sem contar com Vanderlei, Renato, Ricardo Oliveira e David Braz, o treinador santista conta com o retorno dos atletas para buscar uma recuperação após o revés no clássico.

“Vamos continuar o trabalho e o empenho. Perdemos o Vanderlei no início da preparação, Braz ainda não tem condições de jogo. Tem o Renato também. É uma situação ruim, num momento de preparação o ideal é que todos estivessem em condições. Tendo a equipe mantida, os reforços chegam mais tranquilos”, lamentou Dorival, em entrevista coletiva após a derrota para o Tricolor do Morumbi.

O goleiro santista quebrou o dedo anelar e teve uma luxação no dedo médio da mão esquerda na última sexta-feira. Por conta disso, ele passou por uma cirurgia no final de semana e ainda não tem prazo para retornar aos gramados.

Renato, por sua vez, ainda não se recuperou totalmente de um estiramento na panturrilha direita e não vem treinando nos últimos dias. Já Ricardo Oliveira participou de uma atividade com bola pela primeira vez na terça, ainda corre para recuperar o tempo perdido de pré-temporada e deve voltar em até duas semanas.

“O Ricardo treinou. Está fazendo o décimo segundo período. Estamos conversando aos poucos para senti-lo. Ele vai passar pra gente o que está sentindo. Estamos tentando intensificar o trabalho para tê-lo de volta o mais rápido possível”, concluiu Dorival.

Por fim, o zagueiro David Braz já vem correndo no gramado do CT Rei Pelé após lesão na panturrilha direita e está próximo do retorno. Além deles, a comissão técnica esperava contar com o colombiano Vladimir Hernández para o clássico. Porém, o atacante ainda não apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e segue fora.

Thiago Ribeiro vê Santos bem no início e lamenta nervosismo após empate

O Santos começou ‘voando’ no clássico contra o São Paulo, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, após o empate de Cueva, aos 36 minutos da primeira etapa, o alvinegro ‘pregou’ e levou a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

O ex-são-paulino Thiago Ribeiro, que substituiu o apagado Lucas Lima na reta final do duelo, acredita que os comandados de Dorival Júnior deveriam ter mantido a calma após o primeiro tento anotado pelo tricolor.

“A leitura que faço é que fizemos uma boa primeira etapa. O São Paulo praticamente só fez o gol de pênalti. Quando estava 1 a 0 a gente poderia ter valorizado mais a posse de bola. Quando empataram ficou bom para eles, que tocaram a bola com calma. Jogaram sem pressa, e isso enervou a gente. A torcida começou a ficar nervosa também, né. Saímos com tudo. Eles aproveitaram os contra-ataques e definiram o jogo. Clássico está sujeito a tudo. A gente estava fazendo um belo jogo até o empate. Falou valorizar a posse da bola. Ficamos nervosos e perdemos a bola várias vezes, o que proporcionou a vitória deles”, explicou o atacante na saída do gramado.

A derrota santista findou um jejum de 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival.

O fim da invencibilidade do Peixe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Autor de pênalti, Zeca admite erro, mas diz: “Sem abaixar a cabeça”

O Santos começou dominando o São Paulo no primeiro clássico de 2017, nesta quarta-feira, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Com menos de 10 minutos, o Peixe abriu o placar com Copete e perdeu diversas oportunidades. Porém, um pênalti de Zeca em cima do atacante Gilberto mudou os rumos do duelo aos 36 minutos do primeiro tempo. O peruano Cueva deslocou Vladimir na cobrança e deixou tudo igual no marcador. Depois disso, os comandados de Dorival Júnior sucumbiram e levaram a virada de 3 a 1 na Vila Belmiro.

Autor da penalidade máxima decisiva no clássico, o lateral-esquerdo santista admitiu a infração, mas não mostrou abatimento com o erro e acredita que o alvinegro foi superior ao rival antes do empate.

“A gente saiu ganhando, tocando a bola. Fomos bem até o pênalti, fiz o pênalti. Triste pela derrota, mas sem abaixar a cabeça. Temos que reagir”, disse Zeca na saída do gramado.

A derrota acabou com um jejum de 14 anos sem derrota do alvinegro para o São Paulo na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia diante de seu torcedor para o tricolor.

Por fim, o revés também acabou com a invencibilidade da equipe no clássico também culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estacionou nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

Chulapa e Léo têm que acalmar torcedores na porta do vestiário

A derrota para o São Paulo na Vila Belmiro mexeu com o brio dos torcedores santistas, nem tanto pelo resultado, mas pela forma como o placar de 3 a 1 foi construído. Tudo isso refletiu em uma forte pressão na porta do vestiário do Peixe. Dezenas de torcedores se aglomeraram e cobraram “mais vontade” dos atletas de Dorival Júnior. Serginho Chulapa e Léo, ídolos do clube em épocas diferentes, saíram para tentar dialogar e acalmar os ânimos. Depois de cerca de 15 minutos de tumulto e com a chegada de seguranças, o grupo deixou o local se vangloriando pelo ato.

Durante o San-São desta quarta, Lucas Lima acabou sendo o principal alvo da irritação vinda das arquibancadas. O meia da Seleção Brasileira ouviu uma vaia colossal ao ser substituído nos minutos finais. Nem mesmo as vaias após o apito final e a confirmação da derrota foram tão intensas.

O revés marcou o fim da invencibilidade do Santos na temporada. A equipe vinha de três vitórias seguidas, dois pelo Campeonato Paulista e outra em amistoso de pré-temporada. Além disso, desde 2009 o Peixe não perdia na Vila Belmiro para o São Paulo. No Estadual o jejum era ainda maior: 14 anos. Nesta quarta, porém, tudo caiu por terra, inclusive a paciência da torcida.

São Paulo 0 x 1 Santos

Data: 13/10/2016, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 28.321 pagantes (29.314 total)
Renda: R$ 570.430,00.
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos do RS).
Cartões amarelos: Mena e Robson (SP); Zeca e Copete (S).
Gol: Copete (01-2).

SÃO PAULO
Denis; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Mena; Hudson (Jean Carlos), Thiago Mendes, Wesley (Cueva) e Carlinhos (Kelvin); Robson e Andres Chavez.
Técnico: Ricardo Gomes

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato (Fabian Noguera), Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior



Santos bate o São Paulo com gol relâmpago de Copete no Pacaembu

A cada partida, jogadores e técnicos são repetitivos de que cada vez mais os jogos têm sido decididos nos pequenos detalhes. E no clássico desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, o São Paulo pagou caro por um minuto de apagão. O Santos, atento, foi fatal. Jonathan Copete marcou o único gol do jogo e garantiu os três pontos para o time de Vila Belmiro nesta 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O lance que decidiu o San-São aconteceu logo depois do apito do árbitro para o reinicio da partida na segunda etapa. A bola era são-paulina, mas os atletas pareciam desligados. De repente, bola para lateral. Victor Ferraz acionou Jean Mota no meio. A marcação dobrou no santista e o lado direito da defesa ficou escancarado.

Jean percebeu, tocou para Lucas Lima, que deu de primeira para Copate. Livre, o colombiano ainda soube aproveitar o mau posicionamento de Denis para marcar enquanto muitos ainda retornavam dos banheiros e das lanchonetes do Pacaembu.

O mais estranho é que o primeiro tempo apresentou um cenário totalmente diferente. O clássico começou morno, com as duas equipes errando muitos passes. Do lado santista, Copete ainda perdeu uma chance incrível depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira. Mas, depois da primeira metade da etapa inicial, só deu Tricolor.

A pressão acuou o Peixe. Buffarini exigiu linda defesa de Vanderlei, Robson assustou, primeiro em chute travado já dentro da área e depois ao se jogar na bola e por pouco não completar para o gol o um desvio de cabeça de Chavez depois de cobrança de escaneio. Coincidência ou não, a melhora são-paulina aconteceu depois de Carlinhos sentir uma lesão na coxa e sair para a entrada de Kelvin.

O intervalo, porém, não fez bem aos são-paulinos. O time voltou relaxado e sentiu o gol tão relâmpago de Copete. Então, Cueva foi chamado por Ricardo Gomes e muito festejado pela torcida. Wesley deixou o clássico sob vaias e xingamentos. O peruano se tornou na grande esperança tricolor, mas o clássico ganhou ares de pelada, com as duas equipes abertas, atacando e contra-atacando na base do desespero.

O São Paulo era reflexo de sua torcida nas arquibancadas: nervoso e ansioso. O Santos, depois do gol, voltou a ser dominado, assim como na primeira etapa. E o desânimo do lado tricolor bateu de vez a cinco minutos do fim, quando Cueva achou Andres Chavez livre dentro da área e o argentino desperdiçou uma chance incrível, na cara de Vanderlei.

Assim, o São Paulo chega ao quinto jogo seguido sem vitória no Campeonato Brasileiro e se mantém a três pontos da zona de rebaixamento, com 36 pontos. Já o Peixe chega a seis jogos sem perder para o rival do Morumbi (5 vitórias e um empate), alcança 54 pontos e segue na caça do Atlético-MG, dois pontos acima, por uma vaga direta à Copa Libertadores da América em 2017.

Bastidores – Santos TV:

Dorival Júnior vê Santos “cirúrgico” e evita falar em título

O Santos sofreu para vencer o São Paulo por 1 a 0, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do gol marcado por Copete com menos de um minuto do segundo tempo, o Peixe foi muito pressionado pelo tricolor e quase levou o empate em diversas chances claras desperdiçadas pelos rivais.

O técnico Dorival Júnior admitiu a superioridade do adversário em alguns momentos do clássico, mas comemorou o importante triunfo.

“O resultado foi fundamental, conquistado na casa do adversário, jogo muto difícil. Estivemos bem nos 25 minutos da primeira etapa, depois o São Paulo cresceu. Começamos bem no segundo, mas depois eles dominaram de novo. Ficamos com o contra-ataque disponível, mas não acertamos. Foi um jogo cirúrgico, com substituições dentro das necessidades. Em alguns momentos tem que ser assim. Nós não temos outro caminho, os jogos são complicados mesmo”, disse o comandante santista, em entrevista coletiva após o duelo.

Com a vitória, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG. Após o triunfo no clássico, os jogadores do alvinegro nem terão muito tempo para descansar. A equipe já treina nesta sexta-feira, na preparação para encarar o Grêmio, no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Além da vitória sobre o São Paulo, o Peixe já havia vencido Atlético-PR e Fluminense. A boa sequência no Brasileirão, porém, não deslumbrou Dorival sobre as chances de títulos.

“Não tem como fazer projeção em um campeonato tão difícil como esse. Eu nunca penso no que pode acontecer lá na frente. Tem que ser jogo a jogo. Hoje o meu foco é o Grêmio. É o nosso objetivo. Nós buscamos fazer a nossa parte, mas eu não fico fazendo previsão”, concluiu.

Ricardo Oliveira reconhece São Paulo melhor, mas valoriza vitória ‘fora’

Apesar de ter conquistado sua 15ª vitória consecutiva dentro do Pacaembu, o Santos encontrou um clima diferente nesta quinta-feira. Afinal, haviam 29 mil torcedores são-paulinos no estádio. Porém, mesmo com a pressão de jogar ‘fora de casa’, o alvinegro bateu o São Paulo por 1 a 0, com gol de Copete. Porém, apesar do triunfo, o Peixe foi pressionado e viu o tricolor desperdiçar diversas oportunidades.

O atacante Ricardo Oliveira reconheceu a superioridade do rival, mas vibrou com o fato do Santos vencer mesmo sem ter feito um grande jogo. “Não fizemos uma grande apresentação, até porque o adversário nos colocou nessa situação difícil. Temos que reconhecer que é uma grande equipe e hoje nós fomos eficientes. Tem dias que nós fazemos um jogo vistoso e não vencemos. Mas hoje é para valorizar a vitória contra uma grande equipe”, afirmou o camisa 9, na saída do Pacaembu.

Com a vitória no clássico, o Santos chegou aos 54 pontos e segue na cola do G3, formado por Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, respectivamente. O triunfo fez o Peixe diminuir para sete pontos a diferença para o líder Verdão, que só empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro. Porém, Ricardo Oliveira prefere não pensar em título e quer os santistas encarando todos os compromissos como uma final.

“Nós sabemos da dificuldade para chegar ao título, mas o objetivos estão sendo alcançados. Estamos somando dentro da competição, cada vez mais a gente vai se firmando na parte alta e esse é o nosso discurso. Matematicamente é possível, mas queremos ir jogo após jogo e ver onde podemos terminar no final da competição”, completou o centroavante.

Ferraz deixa Pacaembu mancando e pode ser desfalque contra o Grêmio

Aos sete minutos do segundo tempo, o lateral-direito Victor Ferraz deu um susto na torcida santista. O jogador pediu para ser substituído na vitória do Peixe por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, e deixou o gramado do Pacaembu mancando. Ele sofreu um pisão no tornozelo após dividida com o lateral-esquerdo Mena.

Segundo o próprio Ferraz, não foi uma lesão grave. Porém, como o alvinegro já entra em campo no próximo domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Grêmio, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o lateral pode ficar fora da partida.

“Foi um pisão, vamos ver (se vou precisar parar), mas os fisioterapeutas do Santos são muito competentes”, disse o atleta na saída do Pacaembu, após o triunfo sobre o São Paulo.

Caso o lateral-direito titular não tenha condições de entrar em campo no domingo, o escolhido pelo técnico Dorival Júnior será Daniel Guedes. Foi ele, inclusive, que disputou os minutos finais do clássico contra o São Paulo, substituindo Ferraz.

“O Victor levou uma pancada. Entramos para manter o ritmo. Temos que nos manter firmes e tem que estar preparado para o que vier. Tem que ser o primeiro a chegar e o último a sair” disse o provável substituto.

Após terceiro amarelo, Luiz Felipe desfalca o Santos contra o Grêmio

Apesar da boa vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos teve pelo menos uma coisa para lamentar durante a partida. No apagar das luzes do clássico, já aos 43 do segundo tempo, o zagueiro Luiz Felipe foi obrigado a matar um contra-ataque do rival e acabou levando o cartão amarelo. Como foi o seu terceiro no acumulado, o defensor irá cumprir suspensão automática na próxima rodada e não encara o Grêmio, no domingo, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro.

Antes do duelo contra o rival, o jogador já havia sido amarelado nas partidas contra Atlético-MG e Santa Cruz. Como Luiz Felipe não poderá atuar no domingo, o técnico Dorival Júnior precisará escolher entre Lucas Veríssimo e Fábian Noguera.

Se essa substituição fosse necessária há duas semanas, provavelmente o zagueiro da base seria o escolhido para a vaga. Porém, Noguera entrou bem no amistoso contra o Benfica e marcou o gol do empate da partida, que terminou empata em 1 a 1, no último sábado. Já Veríssimo ficou marcado negativamente após cometer dois pênaltis em cima do atacante José Gomes, da equipe portuguesa.

“Independentemente de quem for entrar na minha vaga, sei que irá fazer um bom trabalho. O Santos está bem servido de zagueiros”, disse Luiz Felipe na saída do Pacaembu.

Após o triunfo sobre o São Paulo, o Peixe se reapresenta na tarde desta sexta-feira, no CT Rei Pelé. Como treinamento será regenerativo, Dorival só deve esboçar a equipe titular que encara o Grêmio na atividade que acontece na manhã de sábado, véspera do jogo diante dos gaúchos.

Santos 3 x 0 São Paulo

Data: 26/06/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 11ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 19.740 pagantes (24.840 presentes)
Renda: R$ 862.720,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel e Lucas Lima (S); Calleri, Hudson e Lugano (SP).
Cartão vermelho: Lugano (SP)
Gols: Vitor Bueno (01-1), Rodrigão (38-1) e Lucas Lima (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel).
Técnico: Edgardo Bauza



Santos dá lição em mistão do Tricolor e entra no G4 do Brasileiro

O Santos aproveitou os desfalques do São Paulo e venceu por 3 a 0 o San-São de número 300 da história, na tarde deste domingo, no Pacaembu, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem ter a ver com os problemas do rival, o Peixe mostrou mais talento, velocidade e posse de bola. Por isso, conquistou a vitória em seu 500º jogo no gramado municipal, com gols de Vitor Bueno e Rodrigão, ambos feitos no primeiro tempo, e Lucas Lima, em cobrança de falta, nos minutos finais da partida.

De quebra, o time da Baixada chegou aos 19 pontos entrou no G4, assumindo a terceiro lugar da competição, atrás somente de Palmeiras (22) e Internacional (20), mas à frente do Corinthians. O Tricolor, por sua vez, amplia sua série sem vitórias para três jogos e cai da sétima para a décima posição, com 15 pontos.

Já pensando nas semifinais da Copa Libertadores da América, o técnico Edgardo Bauza cortou o meia Paulo Henrique Ganso, com fadiga muscular, do chamado “Clássico da Paz” – as duas equipes chegaram no mesmo ônibus ao estádio. A exemplo do camisa 10, o volante Thiago Mendes também foi preservado, enquanto Kelvin esteve fora por lesão na coxa esquerda e o atacante Centurión foi liberado para ir à Argentina visitar sua avó hospitalizada. Por isso, o Patón lançou mãos dos garotos Mateus Caramelo, Artur e Luiz Araújo.

O jogo

O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

Bastidores – Santos TV:

Dorival valoriza triunfo, mas alerta sobre “campeonato traiçoeiro”

Com uma vitória por 3 a 0 sobre São Paulo, o Santos entrou no G4 do Campeonato Brasileiro na noite deste domingo. O técnico Dorival Júnior valorizou o triunfo alcançado no Estádio do Pacaembu, mas alertou que o torneio nacional oferece riscos.

“Fico feliz com a atuação da equipe e pelo bom momento na disputa, mas volto a dizer que o campeonato é traiçoeiro e qualquer mínimo erro pode ser fatal. A oscilação em posições continuará acontecendo. Por isso, todo cuidado é pouco para que mantenhamos nossa colocação e continuemos pressionando os times da frente”, afirmou.

Com Vitor Bueno, o Santos abriu o placar diante do São Paulo já nos primeiros segundos de jogo e aumentou ainda na etapa inicial por meio de Rodrigão. Na metade final, o time praiano fechou o marcador em um golaço de Lucas Lima e não correu riscos.

“Você não constrói um resultado em cima de um time como o São Paulo por acaso. Acho que a equipe foi muito séria, concentrada e compenetrada em busca da vitória. Jogamos dentro das nossas características, com confiança, simplicidade e trabalhando a bola. Ainda assim, o São Paulo teve bons momentos”, disse Dorival Júnior.

Com 22 pontos ganhos, o Palmeiras permanece na liderança do Campeonato Brasileiro, seguindo pelo Internacional, que contabiliza 20 pontos. Após o triunfo sobre o São Paulo, o Santos fica com 19 pontos e toma o terceiro posto, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate.

Na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, o time praiano enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre. Ainda nos vestiários do Estádio do Pacaembu, o técnico Dorival Júnior já projetou o próximo desafio santista.

“O importante é que o time resgatou a melhor condição e agora temos que olhar daqui para adiante. Foi um bom jogo, um grande resultado e ponto. A partir de hoje, já focamos em cima do Grêmio para tentar fazer o melhor resultado possível em Porto Alegre”, disse o comandante.

“Falou que ia me pegar, mas não deu tempo”, diz Gabriel sobre Lugano

Os últimos minutos da vitória por 3 a 0 do Santos sobre o São Paulo foram movimentados no Estádio do Pacaembu. De acordo com o atacante Gabriel, o zagueiro Lugano, expulso após o terceiro gol do time alvinegro, chegou a ameaçá-lo na tarde deste domingo.

Nos minutos finais, aos gritos de “olé” da torcida santista, Lugano tomou uma caneta de Gabriel, cometeu falta e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Lima marcou o terceiro gol do Santos e, pouco depois, o defensor são-paulino acabou expulso por reclamação pelo árbitro Raphael Claus.

Antes da cobrança da falta, Lugano e Gabriel tiveram uma conversa pouco amistosa. “É que dei uma caneta e ele ficou bem bravo. Eu falei que era do futebol, ele falou que ia me pegar, mas não deu nem tempo”, afirmou o jovem atacante santista à Rádio Globo.

Lucas Lima, autor do gol de falta, também comentou a postura de Lugano. “É normal. Cada um faz o que quer dentro de campo. Eu não pretendo provocar ninguém. É claro que uma hora ou outra escapa alguma coisa, mas é do jogo. Acho que ele ficou mais bravo pelo placar do que pelas provocações”, afirmou meia.

Amplamente superior, o Santos chegou aos 19 pontos e assumiu a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, já que supera o Corinthians nos critérios de desempate. Satisfeito pelo triunfo no clássico, Gabriel tratou de comemorar a exibição no Pacaembu.

“Foi uma grande vitória, uma vitória convincente. Na minha opinião, ganhou o melhor time. Sabíamos que tínhamos que marcar bem, porque com a bola no pé conseguiríamos sobressair. Nosso time jogou muito bem. Foi superior em todos os aspectos e precisa continuar assim para seguir forte”, declarou.

Santos 1 x 1 São Paulo

Data: 27/03/2016, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.239 torcedores
Renda: R$ 171.980,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira
Cartões amarelos: Neto Berola (S) e Lucas Fernandes (SP).
Gols: Joel (13-2) e Alan Kardec (37-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Caju; Renato (Alison), Léo Cittadini (Serginho), Rafael Longuine e Vitor Bueno (Neto Berola); Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Junior

SÃO PAULO
Denis; Bruno, Maicon, Lugano e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes (Kelvin), João Schmidt, Daniel (Alan Kardec) e Centurión (Lucas Fernandes); Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza



Em clássico morno, Santos e São Paulo só empatam na Vila Belmiro

Sem as principais estrelas em campo, Santos e São Paulo fizeram um clássico morno na noite deste domingo, na Vila Belmiro. Joel chegou a abrir o placar para o Peixe no segundo tempo em belo gol de canhota, mas Alan Kardec empatou de cabeça, após cobrança de escanteio.

Com o resultado, o Santos cai para segunda colocação do Grupo A, com os mesmos 23 pontos do São Bento, que tem dois gols a mais no saldo de gols (10 a 8). Já o Tricolor segue na liderança do Grupo C, com 18 pontos, a frente do Audax também por causa do saldo de gols (3 a 2).

O empate por 1 a 1 mantém o tabu são paulino de não vencer na Vila Belmiro desde outubro de 2009 e a seca de vitórias em clássicos, já que a última vitória em cima de um rival paulista ocorreu no dia 3 de junho do ano passado, quando o São Paulo venceu o próprio Santos, por 3 a 2, no estádio do Morumbi.

O jogo

Esvaziado dentro e fora de campo, com desfalques e público abaixo do que se imagina para um clássico, Santos e São Paulo tentavam compensar com vontade a falta de entrosamento. Dorival, além dos cinco jogadores que perdeu para a Seleção Brasileira, ainda resolveu colocar Vitor Bueno na vaga de Serginho.

“Serginho tem a característica de carregar mais. Estou fazendo uma tentativa de não perdermos a ofensividade e manter uma boa postura de posse de bola”, explicou o técnico ao Sportv, pouco antes do apito inicial.

Mas, as tentativas de Dorival e Bauza em armar suas equipes da melhor forma possível mediante a tantos problemas não surtiu muito efeito nos primeiros 45 minutos. Apesar do jogo aberto, com cada uma das equipes dominando parte do jogo, foram poucos lances de perigo e um festival de passes errados.

O Peixe foi quem esteve mais perto de abrir o placar, quando Rafael Longuine arriscou de longe, aos 33 minutos. A bola desviou em Maicon, bateu no travessão e Joel balançou as redes no rebote. A posição irregular do camaronês anulou o gol.

Na segunda etapa, Lucas Fernandes voltou na vaga de Centurión. O jovem são-paulino mexeu mais uma vez na forma do Tricolor jogar, mas a partida seguia bastante equilibrada.

Aos 13 minutos, porém, Joel acabou com o marasmo na Vila Belmiro. O camaronês recebeu de Léo Cittadini dentro da área, pela esquerda, e soltou a bomba no canto de Denis, que não conseguiu fazer a defesa. 1 a 0 Santos.

O gol acabou sendo um divisor de águas na partida. O São Paulo sentiu e o Peixe se animou. Aos 18 minutos, Paulinho por pouco não ampliou com um gol de placa ao acertar um lindo voleio, que acabou defendido por Denis. Três minutos depois, Joel subiu sozinho entre Lugano e Maicon e cabeceou com muito perigo, mas para fora. A esta altura, o São Paulo mal chegava ao ataque, mesmo com a entrada de Alan Kardec no lugar de Daniel.

Bastidores – Santos TV:

Dorival é só elogios a garotos depois de empate com o São Paulo

O Santos deixou escapar a vitória no clássico deste domingo contra o São Paulo por causa de um gol de cabeça de Alan Kardec, depois de cobrança de escanteio. Apesar da sensação de lamentação, Dorival Júnior preferiu enaltecer o desempenho de sua equipe, que não pôde contar com Zeca, Thiago Maia, Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira, além de Serginho, que saiu por opção do técnico.

“É um fato normal (o desentrosamento), mas, mesmo assim, eu sou muito sincero. Eu fiquei muito satisfeito com o que eu vi do Santos. O Santos procurou jogar, manteve suas características, obviamente, às vezes avançávamos em espaços já preenchidos. Isso é o desentrosamento. Mas fiquei muito satisfeito. Vi uma equipe vibrante, criando jogadas, querendo jogar”, ressaltou o comandante santista.

Caju, Léo Cittadini, Vitor Bueno, Rafael Longuine, Paulinho e Joel iniciaram o clássico com o Tricolor. No segundo tempo, Neto Berola, Serginho e Alison ainda foram utilizados pelo técnico nesta 12ª rodada do Campeonato Paulista.

“Nós trabalhamos com essa intenção, de não fugirmos das nossas características. Acho que foi assim, uma partida difícil, complicada, mas com muito mais coisas positivas. E fico tranquilo com uma retomada de caminho e espero que se confirme com esses três jogos da fase classificatória”, continuou Dorival.

Depois de abrir o placar com Joel, aos 13 do segundo tempo, o Peixe pressionou e teve chances para ampliar a vitória, antes de ser castigado com o gol de Kardec, já nos minutos finais. Dorival falou sobre a mudança de postura e do momento que sua equipe encaixou no jogo.

“Acho que muito mais no primeiro tempo. Uma mobilidade um pouco menor do que na etapa final. Até uns 25 até 30 minutos eu gostei muito da movimentação. Adiantamos a marcação, corrigimos posicionamentos, paramos de ocupar espaços que já estavam ocupados”, explicou.

Com tudo isso, a equipe jogou, procurou botar a bola no chão, teve essa ambição de querer ganhar a partida. Tivemos até mais posse de boal que o São Paulo. Acho que o Santos está conseguindo, aos poucos, encontrar um caminho. Acredito nesse conceito que está sendo implantado”, concluiu Dorival, bastante otimista com o futuro do Santos.

Dorival explica deficiência de Serginho e opção por Vitor Bueno

Sem cinco titulares à disposição em função das convocações das Seleções brasileiras principal e olímpica, o Santos ainda entrou em campo sem um sexto titulares para encarar o São Paulo na noite deste domingo por pura opção de Dorival júnior. O técnico resolveu sacar Serginho e dar oportunidade ao também jovem Vitor Bueno para tentar corrigir uma movimentação que estava incomodando o comandante santista.

“Foi opção. Já trabalhamos ao longo da semana. Vinha projetando a possibilidade do Vitor há um tempo. Vinha cobrando do Serginho, que já estava demorando para se adaptar à função, e, de repente, estava se resguardando em determinado lado do campo. Ficávamos com uma marcação muito definida das equipes adversárias. Não estava satisfeito. Tentei uma mudança com o Vitor, que vem fazendo treinamentos de alto nível”, explicou Dorival logo após o empate por 1 a 1, na Vila Belmiro.

Vitor Bueno, no entanto, também não satisfez seu chefe por completo e acabou substituído por Neto Berola na segunda etapa. Para Dorival, Vitor Bueno não conseguiu repetir no clássico suas atuações nos treinamentos realizados durante toda a semana.

“Acho que teve crescimento ao longo da partida, mas ainda um pouco abaixo do que vinha nos mostrando. Foi a primeira partida dele como titular. É cedo para cobrança. Tem muitas qualidades e vai dar muitas alegrias ao torcedor santista, assim como o Serginho”, comentou o treinador, tentando manter a dupla motivada a uma evolução.

Já Caju, que trazia todo um temor pela falta de ritmo e ansiedade admitida pelo próprio lateral esquerdo na véspera do confronto deste domingo, recebeu elogios de Dorival, que vê o jogador revelado pelas categorias de base do clube com um futuro promissor.

“Esses jogadores que não vêm atuando com frequência precisam de sequência. E o Caju veio em uma crescente dentro da própria partida. A tendência de crescimento dele é grande. Jogador que tem potencial enorme”, finalizou.

Gustavo Henrique assume falha e Dorival enaltece atitude do zagueiro

Um escanteio aos 37 minutos da etapa final acabou decretando o empate no clássico deste domingo entre Santos e São Paulo. Depois de abrir o placar de desperdiçar ao menos três chances claras de gol, o Peixe viu Alan Kardec se antecipar na primeira trave e marcar, de cabeça, o gol são-paulino na Vila Belmiro. Após a partida, o zagueiro Gustavo Henrique não tentou fugir da responsabilidade e usou de uma franqueza rara no futebol.

“Perdi o tempo da bola, o Kardec me antecipou e a falha foi minha”, resumiu o jogador santista, antes de Victor Ferraz, também sempre muito autêntico em sua entrevistas, falar mais detalhadamente do lance.

“Vou te falar que dá muita raiva levar um gol desse. Sabíamos que era perigoso. Sabíamos. O Kardec jogou aqui, tem essa característica. Mas não podemos crucificar só nós da defesa. A bola veio muito forte. Ele (Kardec) veio correndo. Mérito deles também”, avaliou o lateral.

Na coletiva de imprensa, depois de conversar com os atletas no vestiário, Dorival Júnior aprovou e enalteceu a atitude de Gustavo Henrique em reconhecer a falha na marcação, mas eximiu o zagueiro de uma culpa isolada.

“Eu entendo e enalteço a atitude dele, ainda que ache desnecessário, porque futebol é coletivo e alguém deveria ter impedido da boal chegar no primeiro pau. Mas é interessante isso. Nos momentos de erros, ainda que eu ache que esse é coletivo, que a gente admita e pare com esse tipo de perseguição. Para mim, é muito mais maturidade do que qualquer outra coisa, até porque ele fez uma partida excelente”, ressaltou o treinador santista.

“A equipe merecia, na minha concepção, um melhor resultado”, completou Dorival.

Dorival abandona briga pela ponta na tabela geral e pede reforços

O empate contra o São Paulo na noite desse domingo, na Vila Belmiro, teve um sabor amargo para os santistas, que viram a equipe sair na frente do rival e, por causa de um cochilo em um escanteio, acabaram perdendo dois pontos fundamentais para as ambições do time nesta fase classificatória no Campeonato Paulista. O resultado de 1 a 1 deixou o Peixe com os mesmos 23 pontos do Santos Bento no Grupo A, mas, atrás na tabela por causa do saldo de gols (10 a 8). Além disso o Corinthians abriu seis pontos de vantagem na classificação geral há três jogos do início das quartas de final.

“Estaremos brigando até a última rodada com o São Bento para brigar pela liderança. O Corinthians já se distanciou, porque faz uma boa campanha, merecidamente. Está ficando um pouco difícil de alcançarmos, mas, vamos lutar até o último instante pela liderança do nosso grupo”, avisou Dorival Júnior, já jogando a toalha na tentativa de desbancar o Corinthians da ponta.

Nessas últimas três rodadas antes da fase eliminatória, o Peixe enfrentará Ferroviária (casa), Capivariano (fora) e Audax (casa), enquanto seu rival de Sorocaba terá pela frente Capivariano (fora), Audax (casa) e São Paulo (casa). A briga é praticamente pelo direito de poder jogar em casa na partida única das quartas de final em que os dois devem se enfrentar, já que o Linense, terceiro colocado do Grupo A, tem apenas 17 pontos e o regulamento do Estadual prevê o confronto do 1º contra o 2º do mesmo grupo na próxima fase.

Se por um lado Dorival preferiu ser realista e reconhecer a dificuldade em alcançar o Corinthians na tabela, a confiança é outra nessa disputa particular com o São Bento. O técnico aprovou a atuação da sua equipe neste domingo, depois de enfrentar o São Paulo de igual para igual mesmo com tantos desfalques.
“Estou muito satisfeito com o que estou vendo. Não atingimos nosso melhor dentro do campeonato, mas são garotos que vêm mostrando crescimento dentro do campeonato. Vêm buscando uma consolidação”, explicou.

Entretanto, o técnico do Peixe tem identificado algumas carências no elenco e não esconde a necessidade do clube ir ao mercado para buscar reforços, se a intenção for brigar pelos títulos nesta temporada. Além do Paulista, o alvinegro praiano quer, principalmente, voltar a disputar a taça do Campeonato Brasileiro, além da Copa do Brasil, que escapou por pouco ano passado.

“Eu acho que é um grupo que está crescendo. Ainda tem espaço para crescer, mas ainda precisamos de alguns elementos que venham para reforçar esse grupo. Precisamos ainda de alguns elementos. A diretoria está trabalhando. Não vamos abrir mão (de contratar mais reforços)”, cobrou Dorival Júnior.

Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 28/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.932 torcedores
Renda: R$ 840.010,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano e Matheus Reis (SP).
Gols: Ricardo Oliveira (11-1), Marquinhos Gabriel (20-1) e Ricardo Oliveira (23-1); Michel Bastos (26-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Chiquinho), Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Geuvânio); Marquinhos Gabriel (Alison), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Rogério Ceni (Denis); Bruno, Lucão, Lyanco e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato, Alan Kardec (Centurión) e Luis Fabiano (Wesley).
Técnico: Doriva



Peixe despacha o São Paulo e se garante na final da Copa do Brasil

O futebol de hoje mudou muito em relação ao tempo em que Doriva ainda entrava em campo para jogar e ser comandado. O jogo ganhou velocidade, os sistemas táticos evoluíram e o talento por si só deixou de resolver sem uma mínima organização. Mas Doriva, hoje técnico do São Paulo, pagou caro por ter apostado em um futebol antiquado na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com três atacantes e dois meias que abdicavam de recompor a marcação sempre que perdiam a posse da bola, o Tricolor do Morumbi sofreu com o compacto Santos de Dorival Júnior, sempre letal nos contra-ataques.

A medida pode ser baseada no desespero de reverter a vantagem santista conquistada na semana passada, no primeiro duelo da semifinal da Copa do Brasil, quando o Peixe venceu por 3 a 1. Mas o plano são-paulino, além de ter dificultado as coisas, ainda tornou a situação vexatória. Com muita facilidade desde os primeiros segundos de partida, o alvinegro praiano venceu o rival por 3 a 1 novamente e se garantiu na grande decisão da Copa do Brasil de 2015 contra o Palmeiras, que será disputada em dois jogos, dias 25 de novembro e 2 de dezembro, com a novidade do gol fora de casa não ser usado como critério de desempate. Um sorteio ainda nesta quinta vai definir a ordem dos mandos.

Sem ninguém para lhe incomodar, Lucas Lima ‘flutuou’ pelo gramado da Vila. O camisa 20 esnobou todo seu talento que o tem feito jogador de Seleção Brasileira, principalmente na etapa inicial. O meia aparecia na direita, na esquerda, infiltrava na área e atormentava seus marcadores, sempre atrasados na jogada.

Tanto espaço não seria desperdiçado pelo Peixe, que nesta quarta alcançou sua 14ª vitória seguida na Baixada Santista. Antes mesmo da primeira volta do relógio, Gabriel quase marcou, após falha de Lyanco, aposta de Doriva na vaga do contestado Luiz Eduardo. Mantendo o ritmo forte, não demorou para o Santos abrir o placar. Aos 11, Lucas Lima fez linda invertida para Gabriel, que cruzou de trivela para Ricardo Oliveira atingir 34 gols na temporada e ampliar a vantagem santista no confronto pela Copa do Brasil.

Cheio de homens de frente, o São Paulo era inofensivo e muitas vezes displicente no ataque, sem contar o nítido desentrosamento perante a um esquema ‘suicida’. Vanderlei ainda evitou o que seria um gol contra de Gustavo Henrique, depois de cobrança de falta, mas o time da casa queria mais.

A jogada do primeiro gol e tão eficiente diante do Corinthians, em Itaquera, pelas quartas de final, era a arma mortal. Saída rápida pelas beiradas e bola invertida para pegar o atacante de frente para o gol, preparado só para escorar. Assim, Lucas Lima quase marcou depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira, aos 15. Mas aos 20 não teve quase. Novamente em contra-ataque, o meia alvinegro virou o jogo da esquerda para a direita e encontrou Marquinhos Gabriel, que resolveu variar. Com tempo para definir o lance, o atacante ajeitou a bola para o pé bom e mandou de canhota, cruzado, no ângulo de Rogério Ceni. Um golaço!

Sem tempo para respirar, três minutos depois, o São Paulo ainda não tinha percebido que estava prestes a ser goleado se continuasse jogando daquela forma. Então, Thiago Maia, que nada tem com isso, aproveitou nova bobeada do rival e ligou a bola em Lucas Lima. Rapidamente o lance se transformou em três jogadores do Peixe contra dois desesperados são-paulinos. Assim, o meia do Santos só precisou rolar para a área, onde estava Ricardo Oliveira e seu faro matador. 35º gol no ano do centroavante de 35 anos e 3 a 0 para o Peixe no placar da Vila.

Pouco depois, Marquinhos Gabriel acertou a trave de Rogério Ceni. O relógio não marcava nem meia hora de clássico e a torcida do Peixe já gritava “olé” a cada toque na bola, enquanto os poucos são-paulinos nas arquibancadas faziam um silêncio mórbido, sem qualquer esperança de uma reviravolta.

Doriva então resolveu agir. Mesmo que tardiamente, o treinador Tricolor sacou Luis Fabiano e colocou Wesley no jogo, em uma tentativa de povoar um pouco um meio campo e tentar obter mais posse de bola e ao menos brigar pelos rebotes. Mas a essa altura o Santos já administrava sua larga vantagem.

A etapa final do clássico começou com uma surpresa. Rogério Ceni, que deu adeus ao sonho de conquistar o único título que nunca vencera na carreira antes de sua aposentadoria, ficou no vestiário e Dennis assumiu a meta Tricolor. A substituição não foi perdoada pelos torcedores do Peixe, que ironizaram: “Rogério amarelou”.

Sem seu capitão, o São Paulo passou todo o segundo tempo evitando uma goleada histórica e sem muita ambição em buscar uma classificação milagrosa. O time de Dorival Júnior também pisou no freio e o próprio técnico percebeu que não havia mais necessidade de correr riscos. Por isso, logo sacou Lucas Lima para a entrada de Geuvânio. Chiquinho também substituiu Daniel Guedes e Alison entrou na vaga de Marquinhos Gabriel. A noite foi marcante para o volante, que voltou a jogar uma partida oficial pelo Santos depois de oito meses. Foi justamente em um clássico contra o Tricolor, no primeiro semestre, que Alison rompeu os ligamentos do joelho direito pela terceira vez.

No São Paulo, Kardec deu lugar à Centurión. Mas foi Michel Bastos que ainda honrou o manto Tricolor. Primeiro, o meia acertou a trave em um forte chute de fora da área. Com a marcação frouxa, o jogador insistiu no lance seguinte em jogada semelhante, mas dessa vez não errou, diminuindo o prejuízo para 3 a 1.

Porém, nada impediria a sétima eliminação são-paulina imposta pelo Santos em disputadas de mata-matas. O tabu de não perder para o Tricolor na Vila Belmiro desde 2009 também foi mantido pelo alvinegro praiano, que volta à decisão de uma Copa do Brasil depois de cinco anos, quando levou sua primeira e única taça do torneio sob o comando de seu atual técnico: Dorival Júnior.

Empolgado depois de uma atuação inesquecível, o Santos se prepara para outro clássico, agora pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time de Dorival Júnior reedita a decisão do Campeonato Paulista e ao mesmo tempo faz uma prévia da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, às 17 horas (sempre de Brasília), de novo na Vila Belmiro. Por outro lado, o São Paulo junta os cacos para receber o Sport Recife no Morumbi, também às 17 horas, mas no sábado. E a necessidade de uma resposta imediata é grande, já que conquistar uma vaga no G4 do Brasileiro é a última chance da equipe se classificar à Copa Libertadores da América de 2016 e mais um ano sem levantar um caneco.

Bastidores – Santos TV:

Santos atropela o São Paulo em 23 minutos, amplia freguesia e vai à final da Copa do Brasil

Parecia um treino de luxo do time da casa na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. O Santos massacrou o São Paulo em 23 minutos, abriu três logo de cara e sacramentou a classificação à decisão da Copa do Brasil. No fim, o time visitante ainda diminuiu e repetiu o placar do confronto de ida: 3 a 1 a favor do clube da Baixada.

Os gols santistas desta quarta-feira foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, e Marquinhos Gabriel. O São Paulo, acuado, só assistiu ao rival, viu Ceni deixar o clássico no intervalo por lesão e fez o seu com Michel Bastos, no fim.

No jogo de ida, no Morumbi, o Santos também havia vencido por 3 a 1, somando portanto 6 a 2 no placar agregado.

De quebra, a equipe da Vila Belmiro ampliou a freguesia contra o rival tricolor, que já completa 15 anos sem despachar o Santos em jogos eliminatórios. Foi a sétima queda seguida do São Paulo contra o Santos em duelos mata-mata. O time tricolor já havia levado a pior nas semifinais dos Paulistas de 2015, 2012, 2011 e 2010, além das oitavas da Sul-Americana 2004 e do Brasileirão 2002. A última vez que a equipe do Morumbi venceu o rival da Vila em um confronto desse tipo foi na decisão do estadual de 2000.

Era o São Paulo que precisava correr atrás do placar. Mas, mesmo com um time extremamente ofensivo, já que o técnico Doriva mandou Ganso, Michel Bastos, Pato, Kardec e Luis Fabiano a campo no ataque tricolor, nem assim a equipe visitante conseguiu se impor.

Em 10 minutos de jogo, duas chances claras perdidas pelo clube da casa. Aos 11, Alexandre Pato foi desarmado no ataque, Lucas Lima fez belo lançamento para Gabriel, que avançou nas costas de Matheus Reis e cruzou na medida para Ricardo Oliveira bater no canto e abrir o placar.

Não parou por aí. No lance seguinte, após novo erro da defesa do São Paulo, Ricardo Oliveira desceu pela esquerda e cruzou para Lucas Lima, que não alcançou a bola e por pouco não ampliou.

Aos 19, depois de cobrança de escanteio do São Paulo, o Santos armou contra-ataque e Marquinhos Gabriel recebeu no ataque, pela direita. O meia dominou e mandou de canhota no ângulo direito de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. Golaço!

Assustado, o time tricolor só observou o rival fazer o terceiro. Em mais um contra-ataque pela esquerda iniciado por Lucas Lima, o meia foi até o fundo e cruzou na medida para Ricardo Oliveira que, sozinho dentro da área, só empurrou para a rede de Ceni.

Era um massacre. Com três no placar, o Santos não se acomodou e quase fez o quarto. E não tinham nem 30 minutos no cronômetro. Daniel Guedes escapou pela direita e alçou para a área. Lyanco falhou, Marquinhos Gabriel bateu de pé esquerdo e mandou na trave direita de Rogério.

Sem reação até então, Doriva mexeu no time tricolor. Sacou Luis Fabiano, que nada havia feito, e mandou Wesley ao gramado. O São Paulo equilibrou as jogadas no meio de campo e não sofreu mais perigos do Santos, que recuou até o fim da etapa inicial.

No intervalo, o goleiro Rogério Ceni alegou lesão e deixou o clássico para a entrada de Denis. O capitão tricolor torceu o pé em lance logo no início e não aguentou retornar para a etapa complementar.

O jogo mudou de figura nos 45 minutos finais. Com a classificação santista definida, já que o São Paulo precisava fazer improváveis cinco gols no segundo tempo, nenhum dos clubes se doou muito ao longo da etapa final.

Melhor para a equipe da casa, que só gastou o tempo e encaminhou mais uma classificação a uma decisão em 2015.

Não sem antes Michel Bastos receber de Centurión na entrada da área e disparar uma bomba de pé esquerdo, no canto esquerdo de Vanderlei. Nada que estragasse a festa alvinegra na Vila Belmiro.

Dorival Jr defende xará são-paulino e relata alegria de reviver 2010

Para muitos, o Santos definiu sua classificação à final da Copa do Brasil na semana passada, quando bateu o São Paulo no Morumbi por 3 a 1. Mas o discurso do elenco santista de que esqueceria a vantagem conquistada para o duelo desta quarta-feira não era só da boca para fora. Em 30 minutos brilhantes, o Peixe voltou a marcar três gols e, ao levar um no segundo tempo, eliminou seu rival após um novo 3 a 1. Na entrevista coletiva depois do clássico, Dorival Júnior se rendeu ao vistoso futebol apresentado por sua equipe e lembrou de 2010, ano que também sob o comando do atual treinador santista, o clube da Vila Belmiro chegou ao seu inédito título de Copa do Brasil com um estilo alegre e contagiante liderado por Neymar e com as companhias de Ganso e Robinho.

“Tenho que ressaltar a alegria de ver a equipe jogar um futebol dinâmico, veloz, competitivo, como era em 2010. Fruto de muito trabalho, da dedicação de muita gente que está aqui dentro, que trabalha duro para isso, para evitar qualquer conversinha. É isso que tem acontecido. Fico muito contente desse novo momento da equipe do Santos e espero que não termine tão cedo, porque é prazeroso assistir a equipe jogando com trocas de passe, sempre para frente”, disse o treinador do Peixe.

E se no primeiro confronto Dorival Júnior deixou o clássico satisfeito com o placar, mas preocupado com os vacilos no setor defensivo, que acabou contando com a ineficiência são-paulina na hora de concluir as jogadas em gol. Desta vez, o Peixe não deu chances ao rival da Capital, principalmente em função dos espaços encontrados diante de um São Paulo montado por Doriva com dois meias, três atacantes e poucos atletas para defender seu gol. Mesmo assim, o treinador do Peixe saiu em defesa de seu xará, já que o comandante Tricolor também se chama Dorival Júnior.

“Eu faria o mesmo que o Doriva fez, porque ele precisava agredir. E saindo um gol logo no começo, seria natural que as coisas se invertessem. O São Paulo, com a capacidade boa no meio campo, seria natural que as coisas mudassem. Você tem que arriscar. Acho que ele fez uma escolha correta. Lógico que tivemos espaço nos contra-ataques, soubemos tocar a bola, mas não acho que ele errou”, avaliou.

Posição da diretoria sobre data e local da final agradam Dorival Júnior

As finais da Copa do Brasil estavam agendadas para os dias 4 e 25 de novembro. No entanto, em um movimento liderado por Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, a CBF acatou a ideia de alterar uma data da grande decisão para não deixar os dois confrontos tão espaçados. Com isso, o primeiro jogo passou a ser o do dia 25, enquanto o segundo duelo ficou para 2 de dezembro. Dorival Júnior aprovou a iniciativa e torce para que sua equipe esteja 100% preparada para enfrentar o Palmeiras.

“As datas a gente não tem o que falar, porque, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro segue. Estaremos brigando por posições. Os confrontos definirão as sortes das equipes no próprio campo. Se jogássemos agora, talvez o desgaste fosse grande. Até pode ser bom para a recuperação da equipe. Até para dar tempo de recuperar alguns atletas que estão no departamento médico. Espero que não percamos mais ninguém. Espero ter equipe completa, titular, para esses dois compromissos”, comentou o treinador.

Nesta quinta-feira, a CBF define, em sorteio, a ordem dos mandos da final. E Dorival não negou que se sentiu aliviado ao ser informado que Modesto não pretende abrir mão de jogar na Vila Belmiro, local que o Santos vem de 14 vitórias seguidas.

“Acho que não tem o que falar. Fundamental a Vila Belmiro para o Santos. Atitude correta a se tomar”, resumiu o treinador, que já chegou a discordar publicamente do presidente santista sobre a ideia de transferir alguns jogos para a Capital.

E apesar de ressaltar a importância dos clássicos com o Verdão na tão sonhada Copa do Brasil, que pode render o título e uma vaga na próxima Copa Libertadores da América, Dorival Júnior não esquece o Campeonato Brasileiro, onde o clube lutar apenas para ficar no G4 e garantir a mesma condição no torneio continental.

“Mais uma vez uma final com clássico regional, a mesma disputa do campeonato Paulista. Espero que o Santos se prepare muito bem, porque teremos dois compromissos dificílimos, complicados e, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro, que será fundamental”, avaliou.

Santos de 2015 é mais econômico e regular que time campeão em 2010

A vitória contundente do Santos sobre o São Paulo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, garantiu o clube em sua segunda final de Copa do Brasil. Na até então única vez que havia decidido o título, o Peixe ficou com a taça, em 2010. Agora, a oportunidade de conquistar o Bi é real e será confrontada com o desejo do Palmeiras em ficar com o caneco. A coincidência nesses dois casos é o fato do treinador do Peixe ser o mesmo. Dorival Júnior eternizou seu nome no clube com o feito há cinco anos e pode escrever um novo capítulo nessa história. O treinador inclusive revelou que já esperava colocar o Santos entre os finalistas.

“Trabalhamos muito para chegar nesse momento. No jogo com o Sport, eu disse que se a gente passasse, íamos chegar na final da Copa do Brasil”, disse, lembrando de seu primeiro jogo a frente do time na competição.

Naquela oportunidade, o Peixe precisava reverter a vantagem dos pernambucanos, vencedores do duelo de ida por 2 a 1. E com o placar de 3 a 1, na Vila Belmiro, o alvinegro praiano avançou às oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas, se compararmos as equipes de 2010 e a deste ano na tradicional competição por mata-mata, vamos perceber que apesar do técnico ser o mesmo, o perfil das campanhas é bem diferente. Enquanto o time de Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e André encantava com suas goleadas e seu futebol moleque, o esquadrão liderado por Ricardo Oliveira, Licas Lima e Gabriel preza pela organização tática e faz menos gols. No entanto, é mais eficiente e não deixa de jogar um futebol vistoso, com as características do clube.

Para levantar o troféu inédito em 2010, o Santos disputou 11 jogos, conquistou sete vitórias e perdeu quatro vezes. O atual elenco santista nem jogou as finais e já chegou a 12 partidas nesta Copa do Brasil, com 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Já no quesito bola na rede não tem para ninguém. O Santos em 2010 marcou espantosos 39 gols, com destaques para as goleadas por 10 a 0 em cima do Naviraiense e 8 a 1 sobre o Guarani. Foram apenas 15 gols sofridos ao todo. Nesta temporada, a campanha é mais modesta. Até a semifinal, o Peixe fez 23 gols e levou 10, sendo que o placar mais elástico que o time conseguiu foi o 3 a 1, repetido nos dois duelos contra o São Paulo e na partida de volta diante do Sport Recife.

Quando ajudou o Peixe a ser campeão em 2010, Neymar acabou como artilheiro da Copa do Brasil ao anotar 11 gols. Este ano, o goleador máximo da competição também é um santista. Gabriel está isolado, mas com sete gols. Com isso, precisaria fazer dois jogos inesquecíveis nas finais contra o Palmeiras, marcando quatro gols, para igualar a marca do hoje craque do Barcelona.

Mas, independente dos números, a responsabilidade maior que o atual grupo comandado por Dorival Júnior carrega é de encerrar a Copa do Brasil da mesma forma como aconteceu em 2010: consagrado campeão.