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Santos 2 x 2 Palmeiras – 3 x 2 nos pênaltis

Data: 24/04/2016, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinais – Jogo único
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.690 pagantes
Renda: R$ 688.235,00.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro
Cartões amarelos: Elano e Gabriel (S); Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins e Matheus Sales (P).
Cartão vermelho: Cuca (P).
Gols: Gabriel (39-1); Gabriel (28-2), Rafael Marques (42-2) e Rafael Marques (43-2).
Pênaltis: SANTOS: Converteram: David Braz, Zeca, Victor Ferraz. Desperdiçou: Lucas Lima.
PALMEIRAS: Converteram: Claiton Xavier, Jean. Desperdiçaram: Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass.

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Cittadini), Vitor Bueno (Paulinho) e Lucas Lima; Gabriel (Alison) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales e Robinho (Claiton Xavier); Roger Guedes, Gabriel Jesus (Lucas Barrios) e Alecsandro (Rafael Marques).
Técnico: Cuca



Palmeiras arranca empate heroico, mas Peixe vai à final nos pênaltis

Com a Vila Belmiro 100% alvinegra e com recorde de público e renda, já que a torcida palmeirense não pôde incentivar seu time na semifinal deste domingo por causa da nova norma imposta pela Secretaria de Segurança do Estado, o Santos chegou a sua oitava final de Campeonato Paulista de forma consecutiva ao eliminar o Palmeiras.

Assim como nas decisões do Estadual e da Copa do Brasil em 2015, o confronto entre os dois rivais novamente foi definido nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal. Lucas Lima desperdiçou, mas o Verdão viu Barrios, Rafael Marques e o goleiro Fernando Prass errarem suas cobranças.

Gabriel foi o nome do jogo para o Peixe com dois gols, um em cada tempo, mas Lucas Lima também se destacou com uma grande partida, participando das jogadas dos dois gols. Ricardo Oliveira, sempre alvo de muita provocação, pouco apareceu. Por outro lado, o time de Cuca pagou caro pelas desatenções de Matheus Sales no clássico e pela má partida do volante Gabriel. Rafael Marques, no entanto, entrou no fim para marcar duas vezes em dois minutos e decretar o empate no tempo normal de forma heroica.

Agora, o Peixe encara o Osasco Audax, que também eliminou o Corinthians nos pênaltis, na grande final. Diferente das fases anteriores, o campeão será definido em duas partidas. O time do presidente Vampeta tem o mando no próximo domingo e o segundo jogo acontecerá no fim se semana seguinte, na Vila Belmiro, a não ser que a diretoria queira transferir o jogo para outra praça, como o Pacaembu.

Com a derrota, o Palmeiras ficará pelo menos 20 dias sem entrar campo, já que sua próxima partida está marcada apenas para o dia 15 de maio, um domingo, contra o Atlético-PR, no Palestra Itália, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto isso, antes de iniciar a briga pelo título Paulista, a equipe de Dorival Júnior recebe o Santos-AP, na quinta-feira, pelo segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo

Com toda a Vila Belmiro a seu favor, o Santos iniciou o clássico como se esperava, partindo para cima e ditando o ritmo do jogo. O Palmeiras demorou para acertar a marcação de seus meio-campistas e, por isso, sofreu muita pressão até os 30 minutos.

E logo na primeira jogada de perigo teve polêmica. Vitor Bueno pegou sobra na entrada da área e encheu o pé. A bola explodiu no braço de Roger Guedes, mas o árbitro entendeu como lance involuntário pelo braço do jogador estar colado ao corpo e nada marcou, apesar de muita reclamação dos santistas.

Aos 9 minutos, Lucas Lima cobrou falta venenosa, rasteira, e Fernando Prass espalmou no susto. Dois minutos depois, Gabriel ficou em ótimas condições, de novo nas costas de Egídio, mas preferiu chutar a tocar para Vitor Bueno ou Ricardo Oliveira, que estavam livres, e desperdiçou outra chance.

Em seguida, nova polêmica. Lucas Lima entrou na área e cruzou. Fernando Prass cortou, mas a bola ficou viva. Gustavo Henrique cabeceou para o gol, mas Thiago Martins salvou. Na jogada, porém, Vitor Hugo acertou um chute na cabeça do zagueiro do Peixe, que foi a nocaute. Outro pênalti muito questionado pelos mandantes e não marcado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

Logo depois de Fernando Prass defender outra finalização do camisa 20 do Santos, o palmeiras chegou pela primeira vez com um chute fraco, defendido sem dificuldades por Vanderlei aos 25 minutos. Foi o último lance de destaque antes da parada para hidratação dos atletas devido a alta temperatura na Baixada.

No retorno, o Verdão, mesmo sem o apoio de sua torcida na Vila Belmiro, assustou. Roger Guedes fez fila. Passou por Zeca, Thiago Maia e Gustavo Henrique antes de chutar forte, no meio do gol, para grande defesa de Vanderlei. Mas, quando o Palmeiras parecia equilibrar o jogo, Matheus Sales cochilou e perdeu a bola no meio de campo. Lucas Lima arrancou com ela e enfiou para Gabriel, na direita. O camisa 10 limpou a jogada duas vezes, tirando Egídio e Vitor Hugo do lance, antes de finalizar no canto rasteiro de Fernando Prass para abrir o placar e dar a vantagem ao Santos antes do intervalo.

Precisando de pelo menos um gol para levar a definição da vaga na final aos pênaltis, o Palmeiras voltou buscando mais o ataque. Em boa trama entre Alecsandro e Roger Guedes, a bola foi cruzada pelo chão, com perigo, e David Braz cortou providencialmente, já dentro da pequena área. Dois minutos depois, Gabriel ficou de frente para o gol e, apesar da distância, Gabriel Jesus arriscou. Vanderlei pegou em dois tempos.

O Santos, aos poucos, foi ganhando campo e equilibrando as ações. Liderado por um inspirado Lucas Lima, o Peixe avançou a marcação e empurrou o Palmeiras para dentro de seu campo. Cuca então agiu. Sacou Robinho e Alecsandro para colocar Claiton Xavier e Rafael Marques.

E sem qualquer interferência das substituições, o Palmeiras lamentou logo em seguida, aos 16 minutos, uma chance incrível de gol desperdiçada por Gabriel Jesus. O jovem atacante roubou a bola de David Braz e partiu sozinho em direção ao gol. Na hora de finalizar, foi traído pelo quique da bola e isolou, para alívio dos santistas.

O lance deixou a Vila Belmiro apreensiva e mais silenciosa. O time alvinegro pareceu ter sentido o momento também e já não conseguia mais manter o ritmo, com o Palmeiras, por outro lado, cada vez mais audacioso em busca do gol de empate.

E novamente quando alviverde parecia melhor em campo, o Santos foi às redes. Já sem a mesma intensidade, o Peixe voltou a aproveitar uma vacilo de Matheus Sales para tomar a bola e partir para o contra-ataque. Zeca infiltrou na área pela esquerda, recebeu de Lucas Lima e deixou o volante palmeirense Gabriel no chão antes de rolar para o outro Gabriel, seu companheiro, que bateu de primeira e ampliou a vantagem do Santos: 2 a 0.

Partindo para o tudo ou nada, Cuca mandou Lucas Barrios para o jogo na vaga de Gabriel Jesus. Dorival então sacou Thiago Maia e Gabriel, muito aplaudido, para colocar Léo Cittadini e Alison. A esta altura, o Santos já administrava o resultado diante de um Palmeiras nitidamente cansado e sem forças para reagir.

E quando a torcida santista já alternava entre gritos de “eliminado” e “olé”, Rafael Marques brilhou de forma inesperada. Primeiro, aos 42, venceu divida com os zagueiros adversários e bateu para o gol para descontar e colocar fogo no jogo. No lance seguinte, um minuto depois, subiu mais alto que a zaga alvinegra para aproveitar cruzamento de Claiton Xavier e empatar o clássico.

Nos minutos finais, até os acréscimos, o Palmeiras seguiu martelando em busca de uma virada heroica. O Santos sentiu o golpe, tanto dentro quanto fora de campo, nas arquibancadas. Mas, de forma emocionante, o jogo foi encerrado com o empate por 2 a 2 e pela terceira vez seguida uma decisão entre os dois rivais teve de ser decidida nos pênaltis.

Pênaltis

O Palmeiras começou batendo com Claiton Xavier, que marcou com segurança. Na sequência, Lucas Lima parou em Fernando Prass. Mas Barrios também perdeu, em boa defesa de Vanderlei, que encaixou. David Braz, Jean e Zeca converteram os seus, até Vanderlei pegar o de Rafael Marques. Ai, Victor Ferraz marcou o seu e Fernando Prass acabou como vilão ao isolar a sua cobrança.

Assim, o Palmeiras voltou a cair diante do Santos em cobrança de pênaltis na Vila Belmiro, assim como no Paulistão do ano passado. Enquanto isso, o Peixe vai para sua oitava final seguida de Estadual.

Bastidores – Santos TV:

David Braz chora e Vanderlei destaca calma em vitória nos pênaltis

Santos e Palmeiras mais uma vez proporcionaram um jogo recheado de emoção, drama e luta. Neste domingo, na Vila Belmiro tomada por santistas, já que o clássico foi o primeiro com torcida única no Estado, depois de um empate normal por 2 a 2, o Peixe avançou à final depois de uma vitória por 3 a 2 nas penalidades. Agora, a equipe de Dorival Júnior encara o Osasco Audax na grande decisão.

“Muita emoção”, comentou David Braz, chorando de emoção logo após a definição do jogo. “Foi o jogo mais desgastante que já joguei. Corremos o máximo para dar a vitória ao torcedor que ajudou bastante, mas duas bobeiras nossas tomamos os gols. Seria uma injustiça grande não ir para a final. Toda honra e glória para Jesus Cristo, que viu nossas lutas. Todos viram que poderíamos chegar de novo à final do Paulista”, disse o zagueiro, que ficou quase quatro meses parado por causa de uma lesão sofrida na final da Copa do Brasil.

Nas cobranças de pênaltis, quando todos olhavam para Fernando Prass, Vanderlei foi quem se destacou ao defender as cobranças de Barrios e Rafael Marques, quanto seu companheiro de posição pegou apenas o chute de Lucas Lima e depois isolou a cobrança deu números finais à disputa.
“Estávamos com o jogo ganho e demos dois vacilos que o Palmeiras aproveitou. Mas a gente sabia que conseguiria essa vitória. Tenho um jeito discreto, procuro ser calmo e passar tranquilidade aos companheiros”, explicou o camisa 1 do Peixe, sempre muito sereno, até mesmo depois de um clássico eletrizante.

Dorival vê justiça, explica substituição e mostra raiva de pênaltis

Dorival Júnior demorou um pouco mais do que o habitual para dar sua entrevista coletiva depois da vitória por 3 a 2 nos pênaltis sobre o Palmeiras, após um empate por 2 a 2 no tempo normal, neste domingo. Com o semblante acelerado, logo depois de sair dos vestiários, o técnico foi logo perguntado sobre a reação palmeirense ter alguma relação com a troca de Gabriel por Alison quando o jogo parecia decidido.

“Sinceramente, não. O Alison entrou em uma função e abrimos o Lucas Lima, e colocamos o Cittadini para a função do Lucas Lima. Se fosse o caso do Palmeiras nos envolvendo eu daria a mão à palmatória. Mas foi uma jogada de dividida e na sequência teve uma bola na área em que o citado Alison nem participou”, explicou, deixando claro que, na sua visão, o Palmeiras não merecia a vaga à final do Campeonato Paulista.

“Seria uma grande injustiça se o Santos não saísse com a classificação. Sou muito sincero. São circunstâncias de uma partida, que acontece em qualquer partida, mas, o modo como a partida vinha sendo conduzida… A não ser dois momentos, um dos Roger Guedes e outro de uma falha na saída, com o Gabriel Jesus. Não vejo nenhuma relação com a substituição”, completou.

O treinador admitiu que sua equipe sentiu o primeiro gol e acabou não desempenhando em campo aquilo que ele havia planejado com as substituições. Mas, nem por isso, criticou qualquer jogador e preferiu culpar apenas a dramaticidade que o esporte pode proporcionar.

“Era o momento de aproveitarmos os espaços do Palmeiras. Nós tínhamos tudo para que pudéssemos ter um final de partida mais tranquilo, mas é futebol. Futebol acontece de tudo e quando você menos espera. Seria uma derrota muito grande se o Santos não saísse classificado daqui hoje pelo que jogou, pelo que produziu durante os 90 minutos”, ressaltou.

Nem mesmo os gritos de “eliminado” que os santistas já ecoavam das arquibancadas ou os inúmeros “olés” a cada toque na bola, que sempre irritam a equipe adversária, mexeram ou mudaram a atitude dos jogadores, garante Dorival.

“Não senti isso dentro de campo. Estávamos equilibrados. Não nos encolhemos. Nós não recolhemos a marcação. Continuamos a marcação como fizemos no jogo todo. Tirar lição é natural, no futebol você tem de estar atendo, mas não percebi contagio da arquibancada”.

Nos pênaltis, o Santos começou errando com Lucas Lima, mas viu David Braz, Zeca e Victor converterem suas cobranças, enquanto Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass desperdiçaram para os palmeirenses. Para Dorival, este é um momento difícil de se explicar.

“É um pouco de tudo. É emocional, é equilíbrio, sorte, estar treinado. Às vezes um grande batedor falha e um batedor que não esteja passando confiança nos treinos, faça. Para quem está ali dentro é a pior coisa que existe. Uma obrigação e, queira ou não, penaliza qualquer profissional”, comentou, claramente incomodado com a forma tradicional utilizada para desempate de um jogo.

“A cada ano a gente vai acompanhando, vivendo várias decisões e a gente nunca aprende com pênaltis. Não existe preparação adequada. Não tem como saber se seu time vai vencer, se está preparado. Para mim, continua sendo uma grande loteria”, esbravejou, contrariado.

Santos de Dorival iguala recorde da Era Pelé e amplia invencibilidade

A vitória nos pênaltis em cima do Palmeiras depois de um empate por 2 a 2 no tempo normal fez com que a equipe comandada por Dorival Júnior alcançasse uma marca histórica. Desde a Era Pelé o Peixe não chegava a oito finais seguidas no Campeonato Paulista, feito igualado na tarde/noite deste domingo, na Vila Belmiro.

A atual sequência começa em 2009, quando o alvinegro praiano ficou com o vice diante do Corinthians. Em seguida, veio o Tri em 2010, 2011 e 2012, frente a Santo André, Corinthians e Guarani. Em 2013, nova derrota para o Corinthians e em 2014 outro vice, dessa vez diante do Ituano, até o título no ano passado, sobre o Palmeiras.

Vale destacar que o Santos também ficou com a taça nas disputadas de 2006 (contra a Portuguesa) e 2007 (contra o São Caetano), e só teve sua sequência de finais interrompida por Palmeiras e Ponte Preta, que decidiram o Paulista de 2008.

Apenas Pelé e companhia haviam conseguido chegar a oito finais consecutivas. Entre 1955 e 1962, o Rei do Futebol comandou o time da Vila Belmiro em uma soberania que, naquela época, se estendia também de forma nacional.

Outra marca significativa do atual Santos é número de jogos sem derrota em seu estádio. Com o empate por 2 a 2 neste domingo, o time chegou a 26 partidas de invencibilidade, com 22 vitórias e 4 empates. No Paulista, o Peixe não perde desde 3 de abril de 2011, quando o Palmeiras venceu por 1 a 0. São quase cinco anos sem sofrer qualquer revés na Baixada pelo Estadual.

No geral, a invencibilidade chega a quase 9 meses. A última derrota na Vila aconteceu dia 5 de julho, 3 a 1 para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro de 2015. No jogo seguinte, Dorival Júnior assumiu o time no lugar de Marcelo Fernandes e, desde então, o Santos nunca mais perdeu como mandante, em Santos.

Lucas Lima volta a cutucar Palmeiras após vaga no Paulista

Titular durante os 90 minutos no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, no tempo regulamentar, Lucas Lima se soltou na internet depois de o Peixe levar a melhor nos pênaltis.

Assim como já havia feito há algumas semanas, quando o Verdão caiu na Libertadores em razão de uma combinação desfavorável de resultados, Lucas Lima voltou a cutucar o rival com o suporte do Twitter, uma das redes sociais em que o jogador é ativo.

Se, após a desclassificação na Libertadores, Lucas Lima desejou uma boa sexta com “muito, mas muito mais alegria” aos seus seguidores, após a vitória na semifinal deste domingo, publicou mais um comando em seu canal: “Bate no peito e diz: oitava final seguida! #maximorespeito #peixao #santossempresantos”, escreveu.

A frase do meio-campista pode ser interpretada em tom provocativo já que o “bate no peito” foi uma marca registrada por Zé Roberto logo no início de 2015, ainda sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Na ocasião, antes da estreia no Paulistão, Zé Roberto pregou um discurso motivacional aos companheiros, ainda no vestiário, e pediu que batessem no peito, uns dos outros, declarando que o “Palmeiras é grande”.

Antes de ir ao Twitter para brincar com os seguidores, Lucas Lima relevou as provocações, garantindo que é coisa do jogo, e que preferia gastar o tempo com sua torcida e seus colegas.

“Vou só comemorar junto com a minha torcida, mas sempre respeitando a equipe e grandeza do Palmeiras. Isso é mais pela imprensa e parte da torcida. Mas como falei, vou comemorar com a minha torcida e deixar a deles de lado”, disse ainda dentro de campo.

Vanderlei brinca com Prass: “Não sei onde foi parar a bola até agora”

Gabriel marcou dois gols para o Peixe e Rafael Marques repetiu a dose pelo Palmeiras no clássico emocionante desse domingo, pela semifinal do Paulista. Mas, quem ficou com o rótulo de herói foi Vanderlei. O goleiro santista defendeu as cobranças de Barrios e Rafael Marques e garantiu o Santos em mais uma final de Campeonato Paulista.

“Feliz de ter ajudado toda a equipe. Fizemos uma partida excepcional. No finalzinho, tivemos desatenção, que ocasionou os dois gols. Deu a possibilidade de classificação para eles, mas, mantivemos a calma nas penalidades e saímos com a classificação”, comentou o camisa 1, que abdicou de estudar os cobradores palmeirenses por opção pessoal.

“A questão de pênalti é complicada. É de cada um. O Prass gosta de ver os adversários. Eu, nesse jogo, preferi não ver, porque você é influenciado. Sabemos que todas as equipes fazem isso. Você tem a possibilidade de saber onde o batedor bate. Goleiro não está acostumado a bater. Ele bateu na Copa do Brasil e fez o gol. Fiquei no meio para dificultar. Ele precisou tirar muito e foi para fora”, lembrou.

Aliás, quando questionado sobre o momento em que teve de ficar novamente frente a frente com um companheiro de posição em uma penalidade, Vanderlei, sempre muito sereno, brincou.

“Foi tranquilo. Ele chutou forte. Tem gente que não sabe onde foi parar a bola até agora. Foi felicidade muito grande”, disse, arrancando risos dos jornalistas que acompanhavam a entrevista no CT Rei Pelé na tarde desta segunda-feira.

Mas, falando sério, Vanderlei explicou um pouco da sua estratégia na hora dos pênaltis e não eximiu a responsabilidade de se destacar, mesmo com a pressão nos jogadores de linha sempre acabarem tomando toda a atenção.

“Não escolher. Esperar o quanto puder e não sair antes para o adversário não rolar para o outro lado. Esperei e é ter explosão. Acertei todos os cantos. Eles falam muito que goleiro não tem responsabilidade, mas tem. Se não defender, dificilmente a equipe ganhar. Eu trabalhei muito”, contou.

Agora, o Peixe faz dois duelos contra o Osasco Audax para definir quem fica com a taça. Domingo a partida é na Grande São Paulo e no fim de semana seguinte a Vila Belmiro recebe a finalíssima. Para Vanderlei, a chegada do time de Fernando Diniz não chega a ser uma novidade.

“Não estou surpreso, porque o Audax jogou bem contra todos os grandes. Ganhou de São Paulo, Corinthians, Palmeiras. Com a gente, fez um grande jogo. Equipe qualificada, difícil de ser marcada. Vai ser uma grande decisão, mas sabemos do nosso potencial”, finalizou.

Santos 3 x 1 São Paulo

Data: 28/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinais – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.932 torcedores
Renda: R$ 840.010,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano e Matheus Reis (SP).
Gols: Ricardo Oliveira (11-1), Marquinhos Gabriel (20-1) e Ricardo Oliveira (23-1); Michel Bastos (26-2).

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Chiquinho), Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Geuvânio); Marquinhos Gabriel (Alison), Gabriel e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO
Rogério Ceni (Denis); Bruno, Lucão, Lyanco e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato, Alan Kardec (Centurión) e Luis Fabiano (Wesley).
Técnico: Doriva



Peixe despacha o São Paulo e se garante na final da Copa do Brasil

O futebol de hoje mudou muito em relação ao tempo em que Doriva ainda entrava em campo para jogar e ser comandado. O jogo ganhou velocidade, os sistemas táticos evoluíram e o talento por si só deixou de resolver sem uma mínima organização. Mas Doriva, hoje técnico do São Paulo, pagou caro por ter apostado em um futebol antiquado na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com três atacantes e dois meias que abdicavam de recompor a marcação sempre que perdiam a posse da bola, o Tricolor do Morumbi sofreu com o compacto Santos de Dorival Júnior, sempre letal nos contra-ataques.

A medida pode ser baseada no desespero de reverter a vantagem santista conquistada na semana passada, no primeiro duelo da semifinal da Copa do Brasil, quando o Peixe venceu por 3 a 1. Mas o plano são-paulino, além de ter dificultado as coisas, ainda tornou a situação vexatória. Com muita facilidade desde os primeiros segundos de partida, o alvinegro praiano venceu o rival por 3 a 1 novamente e se garantiu na grande decisão da Copa do Brasil de 2015 contra o Palmeiras, que será disputada em dois jogos, dias 25 de novembro e 2 de dezembro, com a novidade do gol fora de casa não ser usado como critério de desempate. Um sorteio ainda nesta quinta vai definir a ordem dos mandos.

Sem ninguém para lhe incomodar, Lucas Lima ‘flutuou’ pelo gramado da Vila. O camisa 20 esnobou todo seu talento que o tem feito jogador de Seleção Brasileira, principalmente na etapa inicial. O meia aparecia na direita, na esquerda, infiltrava na área e atormentava seus marcadores, sempre atrasados na jogada.

Tanto espaço não seria desperdiçado pelo Peixe, que nesta quarta alcançou sua 14ª vitória seguida na Baixada Santista. Antes mesmo da primeira volta do relógio, Gabriel quase marcou, após falha de Lyanco, aposta de Doriva na vaga do contestado Luiz Eduardo. Mantendo o ritmo forte, não demorou para o Santos abrir o placar. Aos 11, Lucas Lima fez linda invertida para Gabriel, que cruzou de trivela para Ricardo Oliveira atingir 34 gols na temporada e ampliar a vantagem santista no confronto pela Copa do Brasil.

Cheio de homens de frente, o São Paulo era inofensivo e muitas vezes displicente no ataque, sem contar o nítido desentrosamento perante a um esquema ‘suicida’. Vanderlei ainda evitou o que seria um gol contra de Gustavo Henrique, depois de cobrança de falta, mas o time da casa queria mais.

A jogada do primeiro gol e tão eficiente diante do Corinthians, em Itaquera, pelas quartas de final, era a arma mortal. Saída rápida pelas beiradas e bola invertida para pegar o atacante de frente para o gol, preparado só para escorar. Assim, Lucas Lima quase marcou depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira, aos 15. Mas aos 20 não teve quase. Novamente em contra-ataque, o meia alvinegro virou o jogo da esquerda para a direita e encontrou Marquinhos Gabriel, que resolveu variar. Com tempo para definir o lance, o atacante ajeitou a bola para o pé bom e mandou de canhota, cruzado, no ângulo de Rogério Ceni. Um golaço!

Sem tempo para respirar, três minutos depois, o São Paulo ainda não tinha percebido que estava prestes a ser goleado se continuasse jogando daquela forma. Então, Thiago Maia, que nada tem com isso, aproveitou nova bobeada do rival e ligou a bola em Lucas Lima. Rapidamente o lance se transformou em três jogadores do Peixe contra dois desesperados são-paulinos. Assim, o meia do Santos só precisou rolar para a área, onde estava Ricardo Oliveira e seu faro matador. 35º gol no ano do centroavante de 35 anos e 3 a 0 para o Peixe no placar da Vila.

Pouco depois, Marquinhos Gabriel acertou a trave de Rogério Ceni. O relógio não marcava nem meia hora de clássico e a torcida do Peixe já gritava “olé” a cada toque na bola, enquanto os poucos são-paulinos nas arquibancadas faziam um silêncio mórbido, sem qualquer esperança de uma reviravolta.

Doriva então resolveu agir. Mesmo que tardiamente, o treinador Tricolor sacou Luis Fabiano e colocou Wesley no jogo, em uma tentativa de povoar um pouco um meio campo e tentar obter mais posse de bola e ao menos brigar pelos rebotes. Mas a essa altura o Santos já administrava sua larga vantagem.

A etapa final do clássico começou com uma surpresa. Rogério Ceni, que deu adeus ao sonho de conquistar o único título que nunca vencera na carreira antes de sua aposentadoria, ficou no vestiário e Dennis assumiu a meta Tricolor. A substituição não foi perdoada pelos torcedores do Peixe, que ironizaram: “Rogério amarelou”.

Sem seu capitão, o São Paulo passou todo o segundo tempo evitando uma goleada histórica e sem muita ambição em buscar uma classificação milagrosa. O time de Dorival Júnior também pisou no freio e o próprio técnico percebeu que não havia mais necessidade de correr riscos. Por isso, logo sacou Lucas Lima para a entrada de Geuvânio. Chiquinho também substituiu Daniel Guedes e Alison entrou na vaga de Marquinhos Gabriel. A noite foi marcante para o volante, que voltou a jogar uma partida oficial pelo Santos depois de oito meses. Foi justamente em um clássico contra o Tricolor, no primeiro semestre, que Alison rompeu os ligamentos do joelho direito pela terceira vez.

No São Paulo, Kardec deu lugar à Centurión. Mas foi Michel Bastos que ainda honrou o manto Tricolor. Primeiro, o meia acertou a trave em um forte chute de fora da área. Com a marcação frouxa, o jogador insistiu no lance seguinte em jogada semelhante, mas dessa vez não errou, diminuindo o prejuízo para 3 a 1.

Porém, nada impediria a sétima eliminação são-paulina imposta pelo Santos em disputadas de mata-matas. O tabu de não perder para o Tricolor na Vila Belmiro desde 2009 também foi mantido pelo alvinegro praiano, que volta à decisão de uma Copa do Brasil depois de cinco anos, quando levou sua primeira e única taça do torneio sob o comando de seu atual técnico: Dorival Júnior.

Empolgado depois de uma atuação inesquecível, o Santos se prepara para outro clássico, agora pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time de Dorival Júnior reedita a decisão do Campeonato Paulista e ao mesmo tempo faz uma prévia da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, às 17 horas (sempre de Brasília), de novo na Vila Belmiro. Por outro lado, o São Paulo junta os cacos para receber o Sport Recife no Morumbi, também às 17 horas, mas no sábado. E a necessidade de uma resposta imediata é grande, já que conquistar uma vaga no G4 do Brasileiro é a última chance da equipe se classificar à Copa Libertadores da América de 2016 e mais um ano sem levantar um caneco.

Bastidores – Santos TV:

Santos atropela o São Paulo em 23 minutos, amplia freguesia e vai à final da Copa do Brasil

Parecia um treino de luxo do time da casa na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. O Santos massacrou o São Paulo em 23 minutos, abriu três logo de cara e sacramentou a classificação à decisão da Copa do Brasil. No fim, o time visitante ainda diminuiu e repetiu o placar do confronto de ida: 3 a 1 a favor do clube da Baixada.

Os gols santistas desta quarta-feira foram marcados por Ricardo Oliveira, duas vezes, e Marquinhos Gabriel. O São Paulo, acuado, só assistiu ao rival, viu Ceni deixar o clássico no intervalo por lesão e fez o seu com Michel Bastos, no fim.

No jogo de ida, no Morumbi, o Santos também havia vencido por 3 a 1, somando portanto 6 a 2 no placar agregado.

De quebra, a equipe da Vila Belmiro ampliou a freguesia contra o rival tricolor, que já completa 15 anos sem despachar o Santos em jogos eliminatórios. Foi a sétima queda seguida do São Paulo contra o Santos em duelos mata-mata. O time tricolor já havia levado a pior nas semifinais dos Paulistas de 2015, 2012, 2011 e 2010, além das oitavas da Sul-Americana 2004 e do Brasileirão 2002. A última vez que a equipe do Morumbi venceu o rival da Vila em um confronto desse tipo foi na decisão do estadual de 2000.

Era o São Paulo que precisava correr atrás do placar. Mas, mesmo com um time extremamente ofensivo, já que o técnico Doriva mandou Ganso, Michel Bastos, Pato, Kardec e Luis Fabiano a campo no ataque tricolor, nem assim a equipe visitante conseguiu se impor.

Em 10 minutos de jogo, duas chances claras perdidas pelo clube da casa. Aos 11, Alexandre Pato foi desarmado no ataque, Lucas Lima fez belo lançamento para Gabriel, que avançou nas costas de Matheus Reis e cruzou na medida para Ricardo Oliveira bater no canto e abrir o placar.

Não parou por aí. No lance seguinte, após novo erro da defesa do São Paulo, Ricardo Oliveira desceu pela esquerda e cruzou para Lucas Lima, que não alcançou a bola e por pouco não ampliou.

Aos 19, depois de cobrança de escanteio do São Paulo, o Santos armou contra-ataque e Marquinhos Gabriel recebeu no ataque, pela direita. O meia dominou e mandou de canhota no ângulo direito de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. Golaço!

Assustado, o time tricolor só observou o rival fazer o terceiro. Em mais um contra-ataque pela esquerda iniciado por Lucas Lima, o meia foi até o fundo e cruzou na medida para Ricardo Oliveira que, sozinho dentro da área, só empurrou para a rede de Ceni.

Era um massacre. Com três no placar, o Santos não se acomodou e quase fez o quarto. E não tinham nem 30 minutos no cronômetro. Daniel Guedes escapou pela direita e alçou para a área. Lyanco falhou, Marquinhos Gabriel bateu de pé esquerdo e mandou na trave direita de Rogério.

Sem reação até então, Doriva mexeu no time tricolor. Sacou Luis Fabiano, que nada havia feito, e mandou Wesley ao gramado. O São Paulo equilibrou as jogadas no meio de campo e não sofreu mais perigos do Santos, que recuou até o fim da etapa inicial.

No intervalo, o goleiro Rogério Ceni alegou lesão e deixou o clássico para a entrada de Denis. O capitão tricolor torceu o pé em lance logo no início e não aguentou retornar para a etapa complementar.

O jogo mudou de figura nos 45 minutos finais. Com a classificação santista definida, já que o São Paulo precisava fazer improváveis cinco gols no segundo tempo, nenhum dos clubes se doou muito ao longo da etapa final.

Melhor para a equipe da casa, que só gastou o tempo e encaminhou mais uma classificação a uma decisão em 2015.

Não sem antes Michel Bastos receber de Centurión na entrada da área e disparar uma bomba de pé esquerdo, no canto esquerdo de Vanderlei. Nada que estragasse a festa alvinegra na Vila Belmiro.

Dorival Jr defende xará são-paulino e relata alegria de reviver 2010

Para muitos, o Santos definiu sua classificação à final da Copa do Brasil na semana passada, quando bateu o São Paulo no Morumbi por 3 a 1. Mas o discurso do elenco santista de que esqueceria a vantagem conquistada para o duelo desta quarta-feira não era só da boca para fora. Em 30 minutos brilhantes, o Peixe voltou a marcar três gols e, ao levar um no segundo tempo, eliminou seu rival após um novo 3 a 1. Na entrevista coletiva depois do clássico, Dorival Júnior se rendeu ao vistoso futebol apresentado por sua equipe e lembrou de 2010, ano que também sob o comando do atual treinador santista, o clube da Vila Belmiro chegou ao seu inédito título de Copa do Brasil com um estilo alegre e contagiante liderado por Neymar e com as companhias de Ganso e Robinho.

“Tenho que ressaltar a alegria de ver a equipe jogar um futebol dinâmico, veloz, competitivo, como era em 2010. Fruto de muito trabalho, da dedicação de muita gente que está aqui dentro, que trabalha duro para isso, para evitar qualquer conversinha. É isso que tem acontecido. Fico muito contente desse novo momento da equipe do Santos e espero que não termine tão cedo, porque é prazeroso assistir a equipe jogando com trocas de passe, sempre para frente”, disse o treinador do Peixe.

E se no primeiro confronto Dorival Júnior deixou o clássico satisfeito com o placar, mas preocupado com os vacilos no setor defensivo, que acabou contando com a ineficiência são-paulina na hora de concluir as jogadas em gol. Desta vez, o Peixe não deu chances ao rival da Capital, principalmente em função dos espaços encontrados diante de um São Paulo montado por Doriva com dois meias, três atacantes e poucos atletas para defender seu gol. Mesmo assim, o treinador do Peixe saiu em defesa de seu xará, já que o comandante Tricolor também se chama Dorival Júnior.

“Eu faria o mesmo que o Doriva fez, porque ele precisava agredir. E saindo um gol logo no começo, seria natural que as coisas se invertessem. O São Paulo, com a capacidade boa no meio campo, seria natural que as coisas mudassem. Você tem que arriscar. Acho que ele fez uma escolha correta. Lógico que tivemos espaço nos contra-ataques, soubemos tocar a bola, mas não acho que ele errou”, avaliou.

Posição da diretoria sobre data e local da final agradam Dorival Júnior

As finais da Copa do Brasil estavam agendadas para os dias 4 e 25 de novembro. No entanto, em um movimento liderado por Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, a CBF acatou a ideia de alterar uma data da grande decisão para não deixar os dois confrontos tão espaçados. Com isso, o primeiro jogo passou a ser o do dia 25, enquanto o segundo duelo ficou para 2 de dezembro. Dorival Júnior aprovou a iniciativa e torce para que sua equipe esteja 100% preparada para enfrentar o Palmeiras.

“As datas a gente não tem o que falar, porque, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro segue. Estaremos brigando por posições. Os confrontos definirão as sortes das equipes no próprio campo. Se jogássemos agora, talvez o desgaste fosse grande. Até pode ser bom para a recuperação da equipe. Até para dar tempo de recuperar alguns atletas que estão no departamento médico. Espero que não percamos mais ninguém. Espero ter equipe completa, titular, para esses dois compromissos”, comentou o treinador.

Nesta quinta-feira, a CBF define, em sorteio, a ordem dos mandos da final. E Dorival não negou que se sentiu aliviado ao ser informado que Modesto não pretende abrir mão de jogar na Vila Belmiro, local que o Santos vem de 14 vitórias seguidas.

“Acho que não tem o que falar. Fundamental a Vila Belmiro para o Santos. Atitude correta a se tomar”, resumiu o treinador, que já chegou a discordar publicamente do presidente santista sobre a ideia de transferir alguns jogos para a Capital.

E apesar de ressaltar a importância dos clássicos com o Verdão na tão sonhada Copa do Brasil, que pode render o título e uma vaga na próxima Copa Libertadores da América, Dorival Júnior não esquece o Campeonato Brasileiro, onde o clube lutar apenas para ficar no G4 e garantir a mesma condição no torneio continental.

“Mais uma vez uma final com clássico regional, a mesma disputa do campeonato Paulista. Espero que o Santos se prepare muito bem, porque teremos dois compromissos dificílimos, complicados e, paralelo a isso, o Campeonato Brasileiro, que será fundamental”, avaliou.

Santos de 2015 é mais econômico e regular que time campeão em 2010

A vitória contundente do Santos sobre o São Paulo na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, garantiu o clube em sua segunda final de Copa do Brasil. Na até então única vez que havia decidido o título, o Peixe ficou com a taça, em 2010. Agora, a oportunidade de conquistar o Bi é real e será confrontada com o desejo do Palmeiras em ficar com o caneco. A coincidência nesses dois casos é o fato do treinador do Peixe ser o mesmo. Dorival Júnior eternizou seu nome no clube com o feito há cinco anos e pode escrever um novo capítulo nessa história. O treinador inclusive revelou que já esperava colocar o Santos entre os finalistas.

“Trabalhamos muito para chegar nesse momento. No jogo com o Sport, eu disse que se a gente passasse, íamos chegar na final da Copa do Brasil”, disse, lembrando de seu primeiro jogo a frente do time na competição.

Naquela oportunidade, o Peixe precisava reverter a vantagem dos pernambucanos, vencedores do duelo de ida por 2 a 1. E com o placar de 3 a 1, na Vila Belmiro, o alvinegro praiano avançou às oitavas de final da Copa do Brasil.

Mas, se compararmos as equipes de 2010 e a deste ano na tradicional competição por mata-mata, vamos perceber que apesar do técnico ser o mesmo, o perfil das campanhas é bem diferente. Enquanto o time de Neymar, Paulo Henrique Ganso, Robinho e André encantava com suas goleadas e seu futebol moleque, o esquadrão liderado por Ricardo Oliveira, Licas Lima e Gabriel preza pela organização tática e faz menos gols. No entanto, é mais eficiente e não deixa de jogar um futebol vistoso, com as características do clube.

Para levantar o troféu inédito em 2010, o Santos disputou 11 jogos, conquistou sete vitórias e perdeu quatro vezes. O atual elenco santista nem jogou as finais e já chegou a 12 partidas nesta Copa do Brasil, com 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Já no quesito bola na rede não tem para ninguém. O Santos em 2010 marcou espantosos 39 gols, com destaques para as goleadas por 10 a 0 em cima do Naviraiense e 8 a 1 sobre o Guarani. Foram apenas 15 gols sofridos ao todo. Nesta temporada, a campanha é mais modesta. Até a semifinal, o Peixe fez 23 gols e levou 10, sendo que o placar mais elástico que o time conseguiu foi o 3 a 1, repetido nos dois duelos contra o São Paulo e na partida de volta diante do Sport Recife.

Quando ajudou o Peixe a ser campeão em 2010, Neymar acabou como artilheiro da Copa do Brasil ao anotar 11 gols. Este ano, o goleador máximo da competição também é um santista. Gabriel está isolado, mas com sete gols. Com isso, precisaria fazer dois jogos inesquecíveis nas finais contra o Palmeiras, marcando quatro gols, para igualar a marca do hoje craque do Barcelona.

Mas, independente dos números, a responsabilidade maior que o atual grupo comandado por Dorival Júnior carrega é de encerrar a Copa do Brasil da mesma forma como aconteceu em 2010: consagrado campeão.


São Paulo 1 x 3 Santos

Data: 21/10/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 26.434
Renda: R$ 1.500.367,00
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Carlos Augusto Nogueira Junior (ambos de SP).
Cartões amarelos: Luis Fabiano, Lucão, Centurión, Thiago Mendes (SP); Marquinhos Gabriel (S).
Gols: Gabriel (15-1) e Alexandre Pato (26-1); Ricardo Oliveira (58s-2) e Marquinhos Gabriel (04-2).

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Bruno, Lucão, Luiz Eduardo (Centurión) e Matheus Reis; Rodrigo Caio e Thiago Mendes; Michel Bastos (Alan Kardec), Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato; Luis Fabiano.
Técnico: Doriva

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Werley, Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Gabigol (Paulo Ricardo) e Ricardo Oliveira (Gustavo Henrique).
Técnico: Dorival Júnior



Santos supera tempestade e vence o São Paulo com boa vantagem na semi

O Santos soube jogar debaixo de uma tempestade nesta quarta-feira e derrotou o São Paulo por 3 a 1, no estádio do Morumbi, na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil por 3 a 1. Por conta do regulamento do torneio, os gols marcados fora de casa permitirão que o Peixe perca por até dois tentos de diferença para ir às finais da competição. O time que avançar enfrentará o vencedor de Palmeiras e Fluminense. O Tricolor carioca saiu na frente no jogo de ida com um triunfo por 2 a 1, no Maracanã.

O São Paulo imprimiu o ritmo que queria no início do primeiro tempo, mas o Santos foi mais eficiente e chegou ao primeiro gol com o jovem Gabigol, aos 15 minutos. O empate do Tricolor veio aos 25, em finalização de Alexandre Pato dentro da área. O time até teve a chance de virar o jogo aos 40, mas Ganso conseguiu perder um gol inacreditável. O lance custou caro e, com o auxílio de falhas da defesa são-paulina, o Peixe balançou as redes mais duas vezes. Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel, aos 58 segundos e 4 minutos da etapa complementar, respectivamente, foram os autores dos tentos.

Chamaram a atenção no confronto dois elementos extracampo. Um apagão deixou o Morumbi completamente às escuras com menos de um minuto de jogo. Já nos minutos finais do primeiro tempo, uma tempestade prejudicou as condições do gramado e dificultou o trabalho da atrapalhada defesa são-paulina nos dois últimos lances de gol do rival.

O jogo de volta entre as equipes está marcado para a próxima quarta-feira, dia 28, na Vila Belmiro. Antes, porém, os times terão duelos importantes na luta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. O São Paulo, que ocupa a sexta posição no torneio, viajará para enfrentar o Coritiba, no domingo, no estádio Couto Pereira. Já o Peixe, atual quarto colocado, medirá forças com o Figueirense, sábado, no Orlando Scarpelli.

O jogo

Os relógios marcavam apenas 37 segundos de jogo no Morumbi quando uma queda de energia apagou os refletores e deixou o estádio na completa escuridão. A torcida são-paulina aproveitou o momento para ligar as luzes dos celulares e cantar com mais força, mas os jogadores do Tricolor optaram por voltar ao vestiário até que as condições fossem restabelecidas. Foram aproximadamente 15 minutos de paralisação até que o árbitro Raphael Claus autorizasse o reinício do duelo.

Com a bola rolando, o São Paulo avançou primeiro ao ataque e, aos 5 minutos, Luis Fabiano recebeu de Ganso e finalizou para defesa tranquila de Vanderlei. No minuto seguinte, Ganso alçou na área e Lucão cabeceou para fora. O Santos, embora não tenha mostrado um volume de jogo tão expressivo quanto o rival, soube aproveitar a sua primeira subida ao campo ofensivo. Aos 15, o lateral Daniel Guedes desmontou a defesa tricolor com um passe preciso e Gabigol, com tranquilidade, tirou do alcance de Rogério Ceni para abrir o marcador.

Aos 18 minutos, Luis Fabiano respondeu para o São Paulo e chutou próximo à trave de Vanderlei. Cinco minutos depois, Pato soltou a bomba de fora da área e mandou por cima da meta rival. O Santos, cada vez mais acuado na defesa e buscando só o contra-ataque, foi castigado aos 25 minutos. Michel Bastos fez o cruzamento da direita e alcançou Alexandre Pato na área. O artilheiro tricolor usou o peito para matar a bola e finalizou de bico, sem chances para Vanderlei.

Junto com o gol do São Paulo veio uma tempestade que há muito não atingia a capital paulista. Em campo, a zaga tricolor bateu cabeça, aos 28 minutos, e Thiago Mendes apareceu na defesa para interromper uma perigosa investida do Santos. A chance do Tricolor virar a partida surgiu aos 40 minutos, após Ganso receber grande passe pelo alto de Alexandre Pato. Na cara do goleiro e livre de qualquer marcação, Ganso teve tempo de dominar a bola, olhar para o gol, e chutar torto, direto para a linha de fundo.

Por mais eficiente que a drenagem do Morumbi tenha se mostrado, a intensidade da chuva deixou o campo com diversas poças d’água no intervalo. Foram essas condições que ditaram o ritmo nos primeiros segundos da etapa complementar. Logo após o apito do árbitro, o Santos aproveitou o gramado pesado e obrigou Rogério Ceni a se esticar todo para defender finalização vinda da direita. No escanteio, o goleiro tricolor patinou na área e, na sequência, aos 58 segundos, só observou o chute rasteiro de Ricardo Oliveira entrar à esquerda de sua meta.

A defesa são-paulina voltaria a se atrapalhar aos 4 minutos. Lucas Lima cruzou com precisão da direita e encontrou Marquinhos Gabriel. O jogador subiu sozinho no centro da área e cabeceou para levar o Peixe ao terceiro gol. Incapaz de acertar a equipe, o técnico Doriva tirou Michel Bastos – recém-recuperado de lesão – para a entrada de Alan Kardec. A alteração não trouxe tantas novidades para a formação tática do São Paulo, mas abriu novos caminhos no ataque. Aos 13 minutos, Luis Fabiano testou para as redes, mas teve o gol anulado por estar em posição de impedimento. O atacante recebeu cartão amarelo por reclamar da marcação do árbitro.

Aos 21 minutos, Gabigol completou cruzamento da direita e cabeceou em cima de Rogério Ceni. O São Paulo, no lance seguinte, chegou bem à frente, mas Vanderlei praticou a defesa após a indefinição na área. Doriva, então, tirou o zagueiro Luiz Eduardo e colocou o atacante argentino Centurión. A ida para o ataque levou o São Paulo a duas grandes chances. Alan Kardec, aos 25 e 27 minutos, não acertou a finalização e manteve inalterável a vantagem santista. Antes do apito final, Neto Berola apareceu bem no campo ofensivo e finalizou na trave de Rogério Ceni. Já Alan Kardec perdeu outra grande chance nos acréscimos do duelo.

Bastidores – Santos TV:

Apesar de larga vantagem, jogadores santistas pregam “pezinho no chão”

A primeira partida entre Santos e São Paulo pela semifinal da Copa do Brasil expôs todo o nervosismo do Tricolor e a boa fase que o Peixe vive na temporada. Debaixo de muita chuva no Morumbi, o Santos praticamente definiu sua vaga na grande final da competição com uma vitória por 3 a 1. Na arquibancada, mesmo em pequeno número, o torcedor santista já ironizou os são-paulinos com gritos de “eliminado”. Mas, no elenco alvinegro, a conversa tem outro tom.

“Isso é coisa de torcedor”, resumiu Ricardo Oliveira, que nesta quarta marcou o segundo gol do Peixe em cima do São Paulo.

“Vocês conhecem futebol. Nós sabemos que não tem nada ganha. Jogo ótimo, principalmente coletivamente. Nosso time é forte. Resultado importante, porém, ainda restam 90 minutos. Vamos com o pezinho no chão”, comentou o camisa 9.

O capitão santista deixou o campo com o dedo da mão luxado, mas já avisou que o problema não é nada sério. Além disso, o experiente jogador comentou sobre a equipe alvinegra ter lidado tão bem com um gramado encharcado, com muitas poças, o que dificultou o toque de bola.

“Eu acho que a gente precisa se adaptar em várias situações. Às vezes a gente pega gramados muito bons e hoje tivemos que nos adaptar com a chuva. Fomos eficientes. Logo fizemos dois gols na volta do segundo tempo”, explicou, sem negar o entusiasmo com a vantagem adquirida no Morumbi, apesar de toda a cautela nas palavras.

“Vantagem importante. Viemos para jogar futebol, para ser um time que defende a sua maneira de jogar, muito Fiel à sua maneira de jogar. Time simples. Sem a bola marcando, recebemos certa pressão, porém, conseguimos fazer 3 a 1, resultado importante. Vamos defender dentro de casa a possibilidade de passar à final”, concluiu o centroavante.

David Braz, outro líder do elenco santista, comemorou bastante a vitória nesta quarta-feira. Depois do apito final, o jogador abraçou os companheiros, foi em direção aos torcedores do Peixe e fez um pedido.

“Queremos o torcedor lá para nos apoiar. A gente sabe como é o futebol, temos que respeitar. Fui la pedir para que eles lotem a Vila Belmiro”, explicou o zagueiro, mais um a refutar qualquer clima de ‘oba-oba’ depois da vantagem conquistada pela equipe.

“Tem mais 90 minutos e espero que a gente possa fazer um grande jogo também na Vila para a gente chegar na final e conseguir o título. A gente tem que jogar o que vem jogando na Vila. Com o Dorival não perdemos lá ainda, espero que a gente possa manter essa força”, vislumbrou Braz.

Dorival Júnior confia na seriedade de seu grupo e explica substituições

O discurso dos jogadores santistas de que não tem nada ganho mesmo com a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, no Morumbi, nesta quarta-feira, não é só da boca para fora. Quem garante é o técnico Dorival Júnior. Logo após a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, o comandante fez questão de ressaltar a postura firme de seu elenco, com o foco totalmente voltado para o duelo de volta, na próxima quarta, na Vila Belmiro.

“O Santos não pode se dar ao direito de achar que as coisas estão definidas. Não tem como relaxar em um momento como esse. Não é esse o perfil desse grupo e tenho certeza que não é isso que vai acontecer”, avisou o técnico do Peixe, antes de reforçar a cautela diante de um cenário tão favorável.

“Tudo é possível no futebol. Futebol não dá o direito de você relaxar em momento nenhum. Tem que ter o equilíbrio suficiente de saber as dificuldades que o adversário nos impôs hoje e aquilo que temos pela frente. Tudo pode acontecer. Você tem que se precaver de todas as formas”, avisou Dorival.

O treinador aproveitou a entrevista coletiva para explicar o motivo por ter terminado a partida com quatro zagueiros em campo, já que na segunda etapa Paulo Ricardo entrou na vaga de Gabriel e Gustavo Henrique substitui Ricardo Oliveira. Ambos se alinharam a David Braz e Werley na zaga do Peixe, fugindo totalmente do estilo de jogo do Santos e até do que Dorival Júnior costuma realizar.

“Foram 26 bolas aéreas contra três do nosso time. Eu tava incomodado, porque não estávamos encostando. Você tem que matar a jogada na nascente. Na primeira finta, eles tiravam a marcação e alçavam a bola. Tinham Fabiano, Kardec e justamente nas costas dos nossos dois zagueiros”, analisou o treinador, admitindo que sua ação não vai de encontro com seu gosto.

“Tive a necessidade, pela primeira vez, de colocar uns jogadores com um pouco mais de altura, contrariando aquilo que acho ideal para futebol, mas estávamos tendo muita dificuldade. E eles ainda tiveram algumas oportunidades no final. Por pouco não fizeram gol. É algo que precisamos acertar, corrigir”, concluiu.

Gabriel deixa Neymar para trás e lidera artilharia em Copa do Brasil

Aos 19 anos, Gabriel se tornou, nesta quarta-feira, o maior artilheiro do Peixe em Copa do Brasil. Ao abrir o placar para a vitória por 3 a 1 em cima do São Paulo, o camisa 10 chegou a 14 gols, deixando Neymar para trás, com 13 tentos marcados. Gabriel é o atual artilheiro desta edição do torneio com sete gols e fez outros setes juntando as temporadas de 2013 e 2014. Ao todo, o atacante entrou em campo 20 vezes, 16 como titular. O craque do Barcelona, por sua vez, defendeu o Santos em 12 compromissos de Copa do Brasil em 2009, 2010 e 2013.

Se for campeão nesta temporada e se mantiver como principal goleador, Gabriel também poderá igualar Neymar em outro quesito. O atual camisa 10 da Seleção Brasileira liderou o Peixe em 2010, quando o clube conquistou seu único título da Copa do Brasil até hoje. Além disso, naquela oportunidade, Neymar acabou a competição como artilheiro ao anotar 11 gols.

Robinho, outro grande ídolo da torcida santista, também foi ultrapassado por Gabriel na fase anterior da Copa do Brasil. Nas quartas de final, com dois gols em dois jogos contra o Figueirense, o atual menino prodígio da Vila Belmiro alcançou 13 gols na ocasião. Robinho tem 12 e precisou de 15 partidas na Copa do Brasil para chegar à marca. O Rei das Pedaladas atuou nas edições de 2010, 2014 e 2015, antes de partir para o futebol chinês.

Confira a lista de artilheiros do Santos em Copa do Brasil:

Gabriel – 14 gols (2013/2014/2015)
Neymar – 13 gols (2009/2010/2013)
Robinho – 12 gols (2014/2014/2015)
Viola – 11 gols (1998/1999)
André – 8 gols (2010)
Dodô – 7 gols (2000/2001)
Marcos Assunção – 5 gols (1997/1998/1999)
Robert – 5 gols (1997/2000)
Rodrigão – 5 gols (1999/2001)
Geuvânio – 4 gols (2014/2015)

Na Vila, Santos não leva três gols de diferença há mais de sete anos

O discurso dos jogadores e do técnico, como não poderia ser diferente, é aquele tradicional, de total respeito ao adversário. Mas a verdade é que o Santos praticamente definiu sua classificação à grande final da Copa do Brasil ao deixar o Morumbi na chuvosa noite desta quarta-feira com a vitória por 3 a 1. Os números evidenciam que apenas uma catástrofe fará com que o Peixe acabe eliminado pelo São Paulo na Vila Belmiro, em duelo marcado para a próxima quarta.

Para contrariar a lógica, o Tricolor precisa superar o Peixe em sua casa por uma diferença mínima de três gols. E isso não acontece há sete anos e quatro meses. O último a conseguir a proeza foi o Goiás, durante a disputa do Campeonato Brasileiro de 2008.

No longínquo 22 de junho daquele ano, em um domingo à noite, o Esmeraldino contou com gols de Romerito, Iarley (duas vezes) e Alex Terra para superar o alvinegro praiano na Vila Belmiro por 4 a 0, sob olhares de 3.848 torcedores pagantes. Era a sétima rodada da competição e o Santos, à época comandado pelo técnico Cuca, esteve em campo com a seguinte formação: Fábio Costa; Hudson, Fabão, Marcelo e Kleber; Rodrigo Souto, Marcinho Guerreiro (Quinõnez), Molina (Lima) e Rodrigo Tabata (Patrick); Wesley e Kléber Pereira.

Desde a goleada para os goianos, o Santos nunca mais sofreu um placar no estádio Urbano Caldeira que pudesse dar a classificação direta ao São Paulo nesta Copa do Brasil. O máximo que os adversários santistas conseguiram foi vencer por 3 a 1. Resultado que levaria o San-São da próxima quarta para a definição nos pênaltis.

Mesmo assim, as estatísticas não são nada animadoras para o time da Capital. Apenas sete equipes nos últimos sete anos conseguiram conquistar os três pontos na Vila com um placar por 3 a 1. São elas: o Coritiba, no Brasileiro de 2008; o Corinthians, no Paulista de 2009; o Palmeiras, no Brasileiro de 2010; o Bahia e a Portuguesa, no Brasileiro de 2012; o Paulista, no Estadual de 2013; e o Grêmio, no Brasileiro de 2015.

Agravante

Para complicar ainda mais a tarefa do São Paulo neste confronto de semifinal de Copa do Brasil, o Peixe vive um momento espetacular jogando em casa. Desde que Dorival Júnior assumiu a equipe, o Santos venceu todos os 13 jogos que realizou na Vila Belmiro. Nesta temporada, foram 27 duelos na Baixada Santista, com 22 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, sofrida para o Grêmio, dia 5 de julho, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos ainda defende um tabu direto diante de seu rival. Já são seis anos sem ser derrotado na Vila Belmiro pelo São Paulo. Em partida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, com gols de Hernanes, Jorge Wagner, Rogério Ceni e Washington, o time são-paulino superou o Peixe por 4 a 3. André, Robinho e Rodrigo Souto descontaram para os mandantes naquela que foi a última vitória do Tricolor na casa alvinegra.

Portanto, pelo menos estatisticamente, o Santos está muito perto de eliminar o São Paulo em uma disputa de mata-mata pela sétima vez seguida. O último revés aconteceu na decisão do Paulista de 2000. De lá para cá, o Peixe se deu melhor nos Estaduais de 2010, 2011, 2012 e 2015, no Brasileiro de 2002 e na Copa Sul-Americana de 2004.

Santos 3 x 3 Cruzeiro

Data: 05/11/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 11.952 pagantes
Renda: R$ 444.760,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Rildo (S); Fábio, Egídio, Lucas Silva e Willian (C).
Gols: Robinho (01-1), Marcelo Moreno (07-1) e Gabriel (47-1, de pênalti); Rildo (13-2) e Willian (35-2) e Willian (49-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Gabriel e Robinho (Jorge Eduardo).
Técnico: Enderson Moreira

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Baptista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno.
Técnico: Marcelo Oliveira



Santos abre 3 a 1, mas Willian comanda empate da classificação do Cruzeiro

Na Vila Belmiro, donos da casa iam garantindo a classificação para a final da Copa do Brasil, quando Willian fez dois e levou a classificação do clube mineiro. Final será contra o Atlético-MG

Em confronto emocionante, o Cruzeiro arrancou sua classificação à final da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro graças aos gols fora de casa. Na chuvosa noite desta quarta-feira, o time mineiro conquistou o empate por 3 a 3, e, como venceu o jogo de ida, no Mineirão, por 1 a 0, ficou com a vaga.

O jogo

O Santos abriu o placar logo no primeiro minuto com Robinho. Marcelo Moreno empatou em seguida, mas Gabriel, de pênalti, fez com que os donos da casa fossem ao vestiário em vantagem. Na segunda etapa, Rildo fez o gol que poderia decretar a ida do Peixe à decisão da Copa do Brasil, mas Willian, já no fim da partida, aproveitou primeiro uma falha da zaga santista e depois um contra-ataque para colocar o Cruzeiro como um dos finalistas.

Assim como em 2000, a Raposa voltou a eliminar o time paulista em uma semifinal de Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Agora, já na próxima quarta, Cruzeiro faz clássico com o Atlético-MG, que superou o Flamengo por 4 a 1 de forma dramática , para saber quem fica com a taça. O segundo jogo da final está marcado para o dia 26, duas semanas depois, e ambos os jogos devem acontecer no Mineirão.

Por enquanto, Cruzeiro e Santos voltam a campo neste domingo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em oitavo lugar, o Santos encara o clássico contra o Corinthians, em Itaquera, as 19h30. Enquanto isso, o líder isolado Cruzeiro recebe o Criciúma, no Mineirão, também as 19h30.

Donos da casa, os santistas iniciaram a partida do jeito que o torcedor sonhava. Após muita festa e foguetório na entrada do time em campo, o Peixe abriu o placar logo a 1 minuto e meio com o ídolo Robinho. Rildo fez linda jogada pela ponta esquerda e cruzou para Gabriel. O camisa 10 dominou dentro da área e só rolou para o camisa 7 do Santos chegar batendo. A bola ainda desviou em Egídio antes de entrar e levar a Vila Belmiro à loucura.

No lance do gol, o Cruzeiro ainda perdeu Dedé, que acabou torcendo o joelho direito ao tentar evitar que a bola entrasse, e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, ex-atleta do alvinegro praiano.

Frio, a Raposa de Minas Gerais mostrou porque é há dois anos o melhor time do país. Mesmo sob muita pressão, o líder e atual campeão Brasileiro não se desesperou com o gol de Robinho e empatou o confronto logo aos 8 minutos. Ceará passou por Mena com dois belos dribles e bateu cruzado, rasteiro. Aranha ainda espalmou, mas Marcelo Moreno mostra o oportunismo de sempre e bateu para o gol vazio, eliminando naquele momento qualquer possibilidade de decisão nos pênaltis.

O Peixe sentiu o gol e passou a errar muitos passes. Os visitantes tinham mais posse de bola e a Vila Belmiro já não fazia tanto barulho. Apesar de algumas chances criadas de ambos os lados, nenhum lance culminou em perigo de gol até os 34 minutos, quando Bruno Rodrigo saiu jogando errado no campo de defesa. Robinho dominou bonito e deixou Rildo cara a cara com Fábio, porém, o atacante santista pegou muito mal na bola e perdeu uma chance incrível. No lance seguinte, Rildo até balançou as redes, mas em posição irregular.

O desafogo veio na última jogada da primeira etapa. Gabriel, até então muito apagado, fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. O goleiro Fábio falhou feio ao tentar encaixar e o árbitro assinalou pênalti de Léo em Rildo, que chegava para estufar a rede. Gabriel bateu no canto esquerdo, Fábio pulou para o direito, e o Peixe desceu para o intervalo em vantagem, precisando de apenas um gol para ir à final da Copa do Brasil.

Antes disso, os jogadores do Cruzeiro, indignados com a maracação da penalidade, cercam o árbitro Dewson Freitas, enquanto os jogadores santistas se uniram no gramado para uma palavra de incentivo.

“Como vou fazer pênalti de costas? Eu protegi. Não foi”, exclamou o zagueiro Léo. “Nosso time está jogando bem, tem que prestar atenção porque o Cruzeiro ataca muito rápido, mas, no segundo tempo, espero fazer o gol da classificação”, disse Robinho.

A etapa complementar começou com mudanças nos dois times. Caju precisou entrar na vaga do machucado Mena. Já Marcelo Oliveira colocou Samudio no lugar de Egídio, que estava pendurado com um cartão amarelo.

Ainda precisando buscar o resultado, o Santos novamente tomou a iniciativa assim o árbitro reiniciou o jogo. Cicinho, Rildo e Lucas Lima por pouco não criaram perigo em três jogadas seguidas pela ponta direita, mas pecaram na hora do último passe.

Mas o gol veio cedo, aos 13 minutos. Mais uma vez com a zaga cruzeirense desconjuntada, Robinho dominou na intermediária e abriu para Lucas Lima. O meia santista esperou até o último momento para lançar Gabriel na direita e ver o camisa 10 cruzar rasteiro para Rildo, que chegou batendo, já dentro de dentro da pequena área, para anotar o terceiro gol do Peixe.

Em meio a comemoração, Robinho sentiu a coxa e pediu substituição. Muito aplaudido, o Rei das Pedaladas deu lugar ao jovem Jorge Eduardo. Do outro lado, precisando correr atrás do resultado, o experiente Julio Batista entrou na vaga do apagado Éverton Ribeiro.

Muito apático e longe daquele Cruzeiro que encantou muitas vezes nesta temporada com seu futebol envolvente, o time mineiro pouco conseguia agredir o Santos.

Robinho, já do lado de fora, trabalhava como auxiliar de Enderson Moreira e conversava muito com os jogadores, principalmente com Gabriel, sempre que a bola parava para atendimento de algum jogador. A torcida também fazia sua parte e cantava muito debaixo de chuva na Vila Belmiro.

Mas o Cruzeiro, que já parecia sem forças e muito cansado em campo, na raça, chegou ao gol que precisava. Bruno Uvini, em disputa de bola com Marcelo Moreno, acabou dando de cabeça para trás. Willian, que marcou o gol no Mimeirão contra o mesmo Santos, foi mais rápido que Edu Dracena e bateu seco, sem chances para Aranha.

O gol calou o estádio Urbano Caldeira e o Peixe partiu para o tudo ou nada a cinco minutos do fim. Porém, sem qualquer organização e esgotado fisicamente, o time de Enderson Moreira não teve forças e viu o sonho de conquistar um título nesta temporada ir por água abaixo. No último lance do jogo, com o time santista entregue, Willian aproveitou contra-ataque, saiu livre na cara do gol e marcou o quarto gol do Cruzeiro, decretando a vitória a classificação da Raposa.

Torcida do Santos reconhece esforço e jogadores exaltam “cabeça erguida”

“A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse o atacante Robinho

O Santos não temeu o poderoso time do Cruzeiro em nenhum momento do confronto válido pela semifinal da Copa do Brasil. Após perder em Minas por 1 a 0, usou o quanto pôde a força da Vila Belmiro para buscar a virada e a classificação à final. E foi por pouco. Nesta quarta, o time de Enderson Moreira chegou a fazer o placar que precisava, quando vencia por 3 a 1, mas vacilou no fim e não teve pernas para evitar o empate . Eliminados e exaustos, os jogadores deixaram o campo debaixo de chuva e muitos aplausos dos pouco mais de 11 mil torcedores que foram ao estádio apoiar o time.

“Acho que o torcedor reconhece quando o time luta, quando joga por amor. A gente sai triste por não classificar, mas orgulhoso por ter honrado a camisa do Santos”, disse Robinho, que deixou o jogo logo após o terceiro gol santista por causa de uma lesão muscular. “Acabei sentindo um pouquinho. Infelizmente não conseguimos ser campeões, chegar à final, que era o nosso objetivo. A torcida aplaudiu porque o time foi guerreiro, lutou, mas deixamos escapar no finalzinho”, lamentou o atacante, que abriu o placar nesta quarta.

“Levamos gol no contra-ataque e isso desestabiliza um pouco a equipe. Perdemos para uma grande equipe, mas não deixamos de lutar nenhum momento”, ressaltou Arouca, enquanto Bruno Uvini tentava explicar o lance que originou o segundo gol cruzeirense. “O Marcelo (Moreno) é uma boa referência, a gente tenta ganhar sempre, tentei ganhar a bola, mas foi um lance que infelizmente aconteceu dele resvalar e conseguirem o rebote. Mas lutamos bastante. Infelizmente não deu.”

Para o capitão Edu Dracena, o gosto realmente foi amargo em função da vaga ter ficado tão perto do Peixe, mas a doação precisa ser enaltecida.

“O Santos jogou de igual para igual, às vezes tomamos o gol em uma bola. Foi a mesma coisa em Belo Horizonte e hoje novamente. O importante é que todos lutaram. Mais importante é sair de cabeça erguida e tentado fazer o melhor. Por isso a torcida reconheceu o que fizemos”, analisou o experiente zagueiro, antes de fazer seu agradecimento.

“A gente queria dar essa vitória a eles, a classificação. O que eles fizeram hoje não acontecia há muito tempo, mobilização. Deixo um agradecimento a todos. Sabíamos que seria difícil. Lutamos. Saímos de cabeça erguida”, concluiu.


Cruzeiro 1 x 0 Santos

Data: 29/10/2014, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, MG.
Público: 27.220 presentes (25.714 pagantes)
Renda: R$ 1.029.363,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Edu Dracena e Mena (S).
Gol: Willian (10-1).

CRUZEIRO
Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Marlone), Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto); Julio Baptista (Marcelo Moreno).
Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Gabriel (Serginho), Rildo (Jorge Eduardo) e Robinho (Leandro Damião).
Técnico: Enderson Moreira



Cruzeiro vence por 1 a 0 e leva vantagem à Vila Belmiro

Willian marcou o único gol do jogo logo aos 10 minutos. Raposa pode empatar no jogo de volta

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro deu um bom passo, nesta quarta-feira, para chegar também à final da Copa do Brasil. Jogando no Mineirão, contou com um gol de Willian logo no início da partida para vencer o Santos, por 1 a 0, nesta noite, e sair na frente na semifinal da competição. Os mineiros ainda ficaram reclamando de um gol de Ricardo Goulart muito mal anulado pela arbitragem.

Na volta, quarta-feira que vem, na Vila Belmiro, o Santos precisa vencer por dois gols de diferença. Novo 1 a 0, agora para os santistas, leva a decisão para os pênaltis. O Cruzeiro joga pelo empate e avança até com uma derrota por um gol de saldo, desde que marcando pelo menos um na casa do adversário.

O jogo

Sem poder contar com Marquinhos, Alisson e Marcelo Moreno (este último poupado), o técnico Marcelo Oliveira deu uma oportunidade a Willian no time titular e se deu bem. O meia parecia disposto a jogar e, logo aos 4 minutos, criou boa chance. Deu drible da vaca em Cicinho, levantou a bola com a coxa e bateu para fora.

Willian buscava o jogo e foi premiado aos 10 minutos. Ele chutou muito mal, David Braz cortou de forma ainda pior e a bola voltou para o meia, que dessa vez pegou com primazia na bola, colocando no cantinho direito de Aranha para abrir o placar.

Aos 18, quase veio o segundo gol. Novamente a jogada foi de Willian, que concluiu uma linha de passe rolando para o meio. Julio Baptista, jogando de centroavante, chegou atrasado na bola.

Por 30 minutos, só deu Cruzeiro, que pressionou o Santos no seu campo de defesa e não deixou os paulistas ameaçarem o gol de Aranha. O primeiro chute santista foi só aos 34, quando Lucas Lima bateu falta na barreira. Nem a desacelerada celeste, porém, fez o Santos jogar bola.

Na volta do intervalo, o Santos se mostrou mais ofensivo e perdeu duas ótimas chances. Na primeira, Lucas Lima colocou força demais na bola e isolou por cima. Depois, foi Robinho quem tinha o gol aberto, após falha de Fábio, e acabou chutando em cima de Dedé.

Entre um lance e outro, o Cruzeiro teve gol mal anulado. Num contra-ataque fulminante, Julio Baptista chutou, Aranha deu rebote e Ricardo Goulart fez. O bandeirinha apontou um impedimento de Julio Baptista que não existiu.

Na busca do empate, Enderson Moreira colocou em campo jogadores campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Serginho e Jorge Eduardo. O Santos foi para o ataque e teve chance com Alison, que arriscou de longe, depois de passe de Jorge Eduardo, e mandou pouco acima do travessão.

Praticamente no último lance, o Cruzeiro, que foi inferior ao Santos no segundo tempo, quase empatou. Mayke cruzou bem, Dagoberto apareceu no segundo pau, mas Cicinho tirou o gol que parecia certo.