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Brasiliense 1 x 1 Santos

Data: 19/04/2006, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de volta
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga, DF.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Edílson Soares da Silva (RJ)
Auxiliares: José Cláudio Paranhos (RJ) e Marcos Tadeu Penichi Nunes (RJ).
Cartões amarelos: Augusto (B); Léo Lima, Manzur, Heleno e Ronaldo Guiaro (S).
Gols: Joãozinho (23-1); Reinaldo (34-2).

BRASILIENSE
Gustavo; Agenor, Padovani, Pedro Paulo (Rubens) e Augusto; Deda, Carlos Alberto, Wellington Dias e Douglas Silva (Giovani); Allan Dellon (Coquinho) e Joãozinho.
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Manzur (Neto), Fabinho, Heleno (Magnum), Cléber Santana, Léo Lima e Kléber; Geílson (De Nigris) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos empata com Brasiliense e garante vaga

A vaga do Santos nas quartas-de-final da Copa do Brasil foi conquistada de maneira dramática. Na noite desta quarta-feira, no Distrito Federal, o time paulista empatou por 1 a 1 com o Brasiliense depois de sofrer 1 a 0 e pressionar o rival até os 34min da etapa final, quando saiu o gol salvador de Reinaldo.

Como o time do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu o jogo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, na última semana, o resultado desta noite deu ao Santos um lugar na próxima fase. Porém, o clube da Baixada encontrou dificuldades e só conseguiu a vaga no fim da segunda etapa.

Quando o jogo começou, os visitantes começaram muito acuados e cederam boas chances ao Brasiliense, que abriu o marcador aos 23min do primeiro tempo em bela jogada individual do atacante Joãozinho.

Como precisava reverter o placar, a equipe paulista saiu para o ataque, mas os anfitriões não facilitaram e também ameaçaram o goleiro Fábio Costa. No fim, prevaleceu a insistência do time paulista.

“Depois que levamos o gol, tínhamos que jogar com o coração. No final, não havia mais posição fixa dentro de campo. Eles [do Brasiliense] possuem uma equipe bem armada e que merece o título estadual que possui”, declarou o autor do gol santista após o apito final.

A partida válida pelas oitavas-de-final marcou o embate entre dois campeões estaduais: o Santos, que conseguiu a taça do Campeonato Paulista na última rodada da competição; e o Brasiliense, campeão metropolitano.

Mesmo assim, o Santos ainda não enfrentou nenhum time “grande” na competição. Um confronto do gênero só acontece em uma eventual semifinal, contra o Vasco. Isso se o time carioca avançar na Copa do Brasil, já que decide um lugar nas quartas-de-final com o Criciúma, nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro – se passar, o time cruzmaltino encara o Volta Redonda.

Na próxima fase da competição, o time da Baixada enfrenta o Ipatinga, que garantiu a vaga ao vencer o Náutico por 3 a 1, em Recife, também nesta quarta-feira. A CBF realiza sorteio nesta quinta-feira para definir o mando de campo das quartas-de-final. O jogo de ida irá acontecer no dia 26 de abril.

O jogo

Luxemburgo preferiu escalar a equipe novamente no esquema 3-5-2, temendo sofrer grande pressão dos anfitriões, que precisavam da vitória. E foi assim que começou a primeira etapa. O Brasiliense saiu mais para o jogo, porém o time paulista também assustou nos contra-ataques, principalmente pelas laterais.

Aos 7min, em rápido contra-golpe pela direita, Léo Lima fez bela jogada individual e arriscou direto para o gol. Gustavo, atento, espalmou para fora e evitou o gol santista.

Porém, a equipe do Distrito Federal tinha maior domínio da posse de bola no setor ofensivo e conseguiu abrir o placar aos 23min. Joãozinho recebeu livre na entrada da área, driblou o zagueiro Ronaldo Guiaro e acertou um belo chute no ângulo esquerdo de Fábio Costa, que não alcançou.

O gol mudou o panorama da partida. O Santos partiu para cima do adversário em busca do empate, mas o Brasiliense não se encolheu no campo de defesa e também ameaçou o time visitante. Pedro Paulo acertou forte cobrança de falta aos 30min, e o goleiro santista precisou se esticar para fazer a defesa com os pés.

Na segunda etapa, o time de Luxemburgo aumentou a pressão, mas encontrou muitas dificuldades para passar pela forte marcação do time da casa. Aos 8min, aproveitou passe de Reinaldo, mas chutou longe do gol adversário.

Mas a equipe do Distrito Federal também assustou os visitantes e quase ampliou o marcador oito minutos depois. Allan Dellon ficou livre dentro da área, mas Fábio Costa saiu do gol e fez boa defesa.

Com o decorrer da partida, o Santos não conseguiu criar boas jogadas de ataque e sentiu falta do volante Maldonado, que não entrou em campo por estar lesionado. O time da Baixada passou a dar prioridade aos cruzamentos. E foi assim que garantiu a classificação.

Aos 34min, Reinaldo aproveitou cobrança de escanteio da esquerda para cabecear e igualar o marcador. O time da casa voltou ao ataque, mas não fez o suficiente para tirar a vaga do Santos.

Campo ruim

Após o confronto, muitos jogadores santistas demonstraram insatisfação em relação à qualidade do gramado do Serejão. Com muita lama e buracos, a equipe da Baixada encontrou dificuldades para tocar a bola e não poupou as críticas a respeito das condições do campo.

O meio-campista Cléber Santana foi um dos mais indignados, mas afirmou que seu time precisa saber enfrentar isso, além de muitos outros problemas, se quiser garantir o título da Copa do Brasil e uma vaga na Copa Libertadores.

“O gramado está muito feio, com poucas condições de jogo. Você pisa e acaba afundando, por isso quem jogar aqui tem que ter muito cuidado. Mas para sermos campões temos que ter tranqüilidade e passar por tudo isso: campo ruim, torcida, árbitro”, declarou o atleta.

Flamengo 2 x 0 Santos

Data: 06/09/2001, quinta-feira, 20h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio Serejão, em Taquaritinga, DF.
Público: 7.401
Renda: R$ 57.114,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE).
Cartoes amarelos: Cássio, Vampeta e ALessandro (F); Paulo Almeida e Galván (S).
Gols: Roma (31-1); Reinaldo (47-2).

FLAMENGO
Júlio César; Alessandro, Juan, André Bahia e Cássio; Jorginho, Vampeta (Fábio Augusto), Beto e Alexandre Gaúcho; Roma e Reinaldo.
Técnico: Zagallo

SANTOS
Fábio Costa; Preto, Galván (Weldon) e Cléber; Renato (Júlio César), Válber (Elano), Paulo Almeida, Robert e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)



Santos perde na estréia de Marcelinho Carioca

Flamengo faz 2 a 0 no novo time do meia, que foi liberado pelo TST

Liberado pela Justiça, o meia-atacante Marcelinho estreou ontem pelo Santos. Teve atuação discreta e viu sua nova equipe, que completou cinco jogos sem vitórias, ser derrotada por 2 a 0 pelo Flamengo, em Brasília.

Duas horas antes do início do jogo, o Santos conseguiu no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, garantir a presença do jogador em campo. Marcelinho estava ameaçado de não atuar por conta da decisão da juíza Maria Aparecida Pellegrina, do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), que, a pedido do Corinthians, suspendeu provisoriamente a liminar obtida na semana passada pelo jogador. Essa liminar, concedida pelo juiz Marcos Neves Fava, da 74ª Vara do Trabalho de São Paulo, garantiu a Marcelinho o direito de se transferir para outro clube. Ontem, o juiz-corregedor do TST, ministro Vantuil Abdala, anulou a decisão da juíza Pellegrina e determinou que fossem notificadas a Federação Paulista de Futebol e a CBF. Por conta do feriado de hoje, o Corinthians deve recorrer da decisão na próxima segunda-feira.

Por ter atuado ontem, o atleta está impedido de defender outro clube que não seja o Santos no Brasileiro deste ano, conforme determina a lei. Santos e Corinthians travaram uma batalha judicial nos últimos dois dias. Anteontem, a juíza Maria Pellegrina concedeu liminar ao clube do Parque São Jorge impedindo Marcelinho de jogar contra o Flamengo. Ontem pela manhã, após novo pedido dos advogados do Corinthians, ela ampliou os efeitos dessa medida por prazo indeterminado. À tarde, o advogado Ubiratan Araújo, do Corinthians, esteve na sede da CBF, no Rio, para entregar o ofício da juíza, com o objetivo de garantir a exclusão de Marcelinho do jogo contra o Flamengo. Mas, no início da noite, o TST se pronunciou favoravelmente ao Santos e modificou a decisão.

Para o ministro Vantuil Abdala, é de “duvidosa jurisdicidade a conclusão de que alguém possa ser punido por ter participado de um ato para o qual teve autorização judicial”. O anúncio da liberação de Marcelinho foi comemorado de forma entusiasmada na noite de ontem em Brasília por jogadores e comissão técnica do Santos, durante a preleção do técnico Serginho Chulapa, antes da partida. “É como se tivessem tirado o doce de uma criança e depois devolvido. Estou muito feliz”, disse Marcelinho sobre a decisão do TST, antes de entrar em campo.

O entusiasmo, porém, se esvaiu em campo. Marcelinho, agora a principal estrela santista, não brilhou. Tampouco seus companheiros de equipe. Fora dos gramados havia mais de dois meses, o meia-atacante tocou poucas vezes na bola. Não deu nenhum chute a gol nem cobrou faltas. E foi o jogador do Santos que mais passes errados deu na partida: 11.

Apático, viu o atacante Roma abrir o placar, aos 31min do primeiro tempo.

No final do jogo, Marcelinho ainda acompanhou Reinaldo fazer o segundo gol do Flamengo, selando a vitória do time carioca, que vinha de duas derrotas e teve o retorno do técnico Zagallo.



Fonte: Jornal Folha de SP – http://acervo.folha.com.br/fsp/2001/09/07/20//19536