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Goiás 4 x 1 Santos

Data: 08/07/2015, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 12ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 1.829 pagantes
Renda: R$ 50.925,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS).
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Rafael da Silva Alves (ambos do RS).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Daniel Guedes, Werley (S).
Gols: Felipe Menezes (03-2), Fred (06-2), Felipe Menezes (13-2), Carlos Eduardo (16-2) e Ricardo Oliveira (43-2).

GOIÁS
Renan; Clayton Sales, Felipe, Fred e Diogo; Rodrigo, David, Liniker e Felipe Menezes (Juliano); Bruno Henrique e Carlos Eduardo (Murilo).
Técnico: Augusto César (interino)

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes (Caju), Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio (Neto Berola), Thiago Maia, Rafael Longuine e Lucas Lima; Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes



Santos é atropelado pelo Goiás fora de casa e segue em crise profunda

No provável último jogo de Marcelo Fernandes à frente do time, o Santos foi humilhado pelo Goiás, nesta quarta-feira, no estádio Serra Dourada. Com dois gols de Felipe Menezes, ex-Palmeiras, Fred e Carlos Eduardo, todos marcados no segundo tempo, o Esmeraldino fez 4 a 1 no atual campeão Paulista, que descontou com Ricardo Oliveira, já no fim, de pênalti, e ficou mais distante da zona de rebaixamento ao chegar aos 13 pontos. Por outro lado, com a quarta derrota consecutiva e o jejum de vitórias fora de casa mantido, o Peixe segue na zona da degola, com 10 pontos.

A partida marcou a despedida de Augusto César do comando do Goiás, já que a diretoria já se acertou com Juninho Camargo, ex-auxiliar de Paulo Roberto Falcão. Aliás, o novo comandante assistiu a atuação de gala de sua equipe dos camarotes do estádio.

Em crise profunda, o Santos recebe o Figueirense na Vila Belmiro, às 18h30 do próximo sábado. Já o Goiás, que venceu uma partida depois de oito rodadas sem sair de campo com os três pontos, visita o Cruzeiro, no Mineirão, às 16 horas de domingo.

Sem empolgação
Goiás e Santos iniciaram o duelo desta quarta empatados com 10 pontos e necessitando da vitória para fugir da zona de rebaixamento. Porém, a primeira etapa não empolgou os poucos torcedores que compareceram ao estádio Serra Dourada. Com as arquibancadas praticamente vazias, as duas equipes pareciam mais preocupadas em não levar gols e se respeitaram muito na primeira metade da etapa inicial.

Aos 6 minutos, Bruno Henrique teve a melhor chance de marcar, após receber lançamento nas costas de David Braz, mas Vancerlei saiu rápido do gol e ganhou a dividida com o atacante.

O jogo só engrenou à partir dos 25 minutos, quando Thiago Maia deu um lindo passe para Gabriel, em lance de contra-ataque. Só zinho, o camisa 10 do Peixe bateu quase sem ângulo e forçou Renan a trabalhar.

Aos 28, já com o jogo mais movimentado, o Santos chegou de novo. Rafael Longuine jogou em Gabriel, que fez a parede e tocou para Ricardo Oliveira, mas Renan evitou o gol ao tirar a bola com o pé.

No lance seguinte, Liniker, que recebeu o nome em homenagem ao craque inglês, arriscou chute de longe e quase surpreendeu Vanderlei, que fez bela defesa. Aos 40, novamente o atleta do Goiás arriscou de fora da área e mais uma vez viu Vanderlei se dar bem, desta vez em bola rasteira.

Na sequência da jogada, Rodrigo cabeceou, após cobrança de escanteio, e viu a bola sair pela linha de fundo, assustando o time santista.

O jogo

Oposto ao primeiro tempo, a etapa complementar começou agitada. Logo aos dois minutos, Lucas Otávio atropelou Bruno Henrique dentro da área e cometeu pênalti. Na cobrança, Felipe Menezes deslocou Vanderlei e abriu o placar.

O Peixe voltou irreconhecível após o intervalo e foi punido por isso. Aos 6 minutos, Felipe Menezes cobrou falta na área. Werley afastou mal e o zagueiro Fred bateu para o fundo do gol.

Marcelo Fernandes, então, resolveu colocar o time para frente e sacou Lucas Otávio para a entrada de Neto Berola. O alvinegro quase diminuiu com Ricardo Oliveira, mas aos 13 levou o terceiro em uma falha terrível de Thiago Maia. O jovem volante perdeu a bola ainda no campo de defesa. No contra-ataque, Felipe Menezes bateu de fora da área e fez seu segundo gol no jogo.

A jovem equipe santista sentiu o momento ruim e não conseguia mais sair jogando. E em mais um erro infantil, o Esmeraldino chegou ao quarto gol. Daniel Guedes foi atrasar a bola de cabeça para Vanderlei, mas acabou servindo Bruno Henrique, que avançou até a linha de fundo e cruzou para Carlos Eduardo marcar, já com gol vazio. A esta altura, o Santos tentava apenas se reencontrar em campo. O Goiás sobrava e tocava a bola como queria. Com triangulações e sem qualquer dificuldade, o time da casa por pouco não chegou ao quinto gol na sequência.

No Peixe, Gabriel e Daniel Guedes saíram para as entradas de Marquinhos Gabriel e Caju, respectivamente. Com isso, Marcelo Fernandes conseguiu colocar seu time novamente no jogo. Até porque o ímpeto dos goianos já não era mais o mesmo.

Aos 43, Neto Berola ainda sofreu pênalti de Rodrigo e Ricardo Oliveira diminuiu o prejuízo santista. O camisa 9 chegou aos oito gols no Campeonato Brasileiro e segue como artilheiro isolado da competição, mas sequer teve coragem de comemorar. Desta forma, o jogo acabou com muita comemoração dos donos da casa e com os santistas nitidamente abatidos com mais um tropeço.

Após sofrer goleada, David Braz sai em defesa de Marcelo Fernandes

O Santos acabou sendo goleado no confronto direto frente o Goiás, nesta quarta-feira, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota por 4 a 1 e a manutenção da equipe na zona de rebaixamento, o clima no time de Vila Belmiro ficou ainda pior. Agora, já são quatro derrotas seguidas. Apenas uma vitória nos últimos dez jogos. Diante dessa situação, David Braz fez questão de defender Marcelo Fernandes das críticas, mesmo ciente de que o técnico deixará o comando do time. A diretoria santista já avisou que deve anunciar o novo treinador nesta quinta. Dorival Jr, Alexandre Gallo e Doriva concorrem à vaga.

“Com certeza a diretoria procura fazer o melhor. Na minha opinião, o Marcelo não tem culpa. É um grupo. Ele ajudou a conquistar o Paulista. Estamos passando por um momento ruim, a responsabilidade é de todos. Deixamos para a diretoria fazer o melhor. Vamos respeitar a decisão deles e procurar fazer o melhor para o Santos”, comentou o zagueiro.

Ao analisar a péssima partida da equipe, o zagueiro teve dificuldades para explicar o apagão sofrido no segundo tempo, quando o Peixe acabou levando quatro gols em 16 minutos, e acusou o cansaço dos jogadores como justificativa.

“O segundo tempo foi muito rim. O pênalti desestabilizou a equipe. O Goiás é rápido, acabamos dando espaços. Viemos de duas partidas fortes, Porto Alegre, Rio de Janeiro, ficamos com um a menos contra o Grêmio, viemos jogar em um campo grande, contra uma equipe rápida. Agora é levantar a cabeça para poder ganhar contra o Figueirense. Vamos levantar a cabeça para reverter lá na Vila Belmiro”, afirmou.

Capitão, Ricardo Oliveira detona postura da diretoria santista

Se algum jogador ainda goza de credibilidade no elenco santista mesmo diante da atual crise do time, este é Ricardo Oliveira. Capitão da equipe, artilheiro do Campeonato Brasileiro e autor de oito dos 13 gols que o Peixe marcou até agora na competição, o centroavante não perdoou a diretoria santista pela postura adotada nos últimos dias sobre a situação que envolve a saída de Marcelo Fernandes e a chegada de um novo técnico, tudo sem consulta ou conversa com o grupo de jogadores.

“Atrapalha muito. Atrapalha não só na programação, na organização. Mas deixa uma situação desconfortável para todos, porque é uma demonstração de que o trabalho que está sendo realizado aqui não está sendo muito bom. E deixar essa situação aberta a todos… E a gente fica sabendo pela imprensa, porque não é passado nada”, desabafou o camisa 9, que também foi artilheiro e melhor jogador do Campeonato Paulista.

Sobre o jogo, o sempre sereno e racional Ricardo Oliveira tentou poupar críticas aos companheiros de time, mas se mostrou irritado com a situação depois da goleada sofrida pelo Goiás por 4 a 1.

“Não dá para a gente ficar encontrando algumas situações. É evidente, está claro. Temos levado alguns gols que são inadmissíveis”, disse. “Fato é que a gente está em uma situação muito complicada. Não sei se tem haver com essas indefinições, mas não podemos permitir fazer um segundo tempo igual o que fizemos”, completou, lembrando que, nesta quarta, o Peixe levou todos os gols na etapa complementar, mais precisamente em apenas 16 minutos.

Nesta quinta-feira, mesmo sem qualquer consulta ao elenco, a diretoria santista deve acertar a contratação de Dorival Jr. Marcelo Fernandes, que segue com prestígio com o grupo, voltará a ser auxiliar no clube.

Fernandes vê trabalho positivo e reclama de ‘silêncio’ da diretoria

Marcelo Fernandes fez, provavelmente, seu último jogo à frente do Santos nesta quinta, quando a equipe acabou sofrendo uma goleada por 4 a 1 para o Goiás. Mesmo assim, ao analisar seu próprio trabalho no comando do Alvinegro Praiano, o treinador se mostrou orgulhoso e convicto de que fez o seu melhor, e lamentou apenas a falta de transparência da diretoria com o elenco.

“Avaliação super positiva. Minha consciência é super positiva. O pessoal que vai no dia a dia sabe o quanto eu trabalho, sabe o quanto foi duro mudarmos aquela postura que tinha no Paulsita, naquelas sete rodadas, onde o grupo realmente estava angustiado pelas circunstâncias que aconteciam”, disse Fernandes, lembrando do clima pesado e da falta de união que existia por causa da insatisfação do elenco com até então treinador, Enderson Moreira.

“Eu, modéstia à parte, junto com o Serginho (Chulapa), tivemos uma conversa legal com a molecada. A molecada entendeu, já vinha na nossa faz tempo. E, graças a Deus, fomos premiados com o título. E as coisas aconteceram, perdemos muitos jogadores, o Campeonato Brasileiro é pesado. Minha avaliação é muito boa por tudo que a gente passou, e faz parte um clube grande passar por tudo isso”, completou.

A falta de resultados, porém, fez com que a diretoria desistisse de Marcelo Fernandes, que voltará a ser auxiliar. Nesta quinta-feira, Dorival Jr se reúne com a cúpula do clube para selar seu retorno ao Peixe.

Goiás 0 x 3 Santos

Data: 08/12/2013, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 25.238 pagantes
Renda: R$ 354.655,00
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Auxiliares: Kléber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock (ambos de SC)
Cartões amarelos: Gustavo Henrique e Durval (S).
Cartão vermelho: Hugo (G)
Gols: Cícero (05-1) e Montillo (44-1); Montillo (32-2).

GOIÁS
Renan; Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, Dudu Cearense (Ramon), Eduardo Sasha (Roni), Hugo e Renan Oliveira (Welinton Júnior); Walter (Léo Bonatini).
Técnico: Luís Fernando Flores (auxiliar)

SANTOS
Aranha; Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Eugenio Mena (Emerson); Alison (Alan Santos), Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro (Everton Costa).
Técnico: Claudinei Oliveira



Goiás é derrotado pelo Santos e perde chance de chegar à Libertadores

Dois gols de Montillo e outro de Cícero deram a vitória ao time paulista, que deixa goianos fora do G4 do Brasileiro

Em partida disputada neste domingo no Estádio Serra Dourada, válida pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Goiás foi derrotado pelo Santos, por 3 a 0 (um de Cícero e dois de Montillo) e perdeu, além da quarta colocação na tabela de classificação, a oportunidade de disputar a Copa Libertadores em 2014.

O Goiás, que só precisava da vitória para se garantir na quarta colocação, foi prejudicado pelo resultado do Botafogo, que venceu o Criciúma e entrou no G4. A equipe comandada por Enderson Moreira permaneceu com 59 pontos e terminou a competição na sexta posição.

Por sua vez, o Santos, que não brigava por mais nada, ganhou uma posição e terminou o Brasileirão na sétima colocação, com 57 pontos. Esta é a melhor campanha da equipe paulista desde 2007, quando o time comandado por Vanderlei Luxemburgo ficou com o vice-campeonato, atrás apenas do campeão e arquirrival São Paulo.

O jogo

Antes do pontapé inicial, foi respeitado um minuto de silêncio, em homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que faleceu na última quinta-feira. Nos primeiros instantes da partida, os jogadores das duas equipes ficaram trocando passes, dando sequência aos protestos orquestrados pelo movimento Bom Senso FC, que pleiteia, entre outras melhorias, a mudança do calendário do futebol brasileiro.

O Santos abriu o placar aos cinco minutos de jogo. Após jogada pela direita, a defesa tirou mal e Arouca ficou com a sobra. O volante levantou na medida para Cícero, que cabeceou para baixo, marcando seu 16º gol no Campeonato Brasileiro.

No lance seguinte, o Goiás teve a chance de empatar. Dudu Cearense arriscou da entrada da área e a bola passou perto da trave direita defendida por Aranha, que já desistira do lance. Aos 18, Dudu cobrou falta na cabeça de Rodrigo, que cabeceou tirando de Aranha. Cicinho, em cima da linha, salvou o que seria o gol de empate.

Aos 33 minutos, após sobra de escanteio, o zagueiro Rodrigo lançou Hugo na grande área. Em posição duvidosa, o meia apareceu livre atrás dos zagueiros santistas, mas colocou muita força na finalização e mandou a bola por cima do gol.

O segundo gol santista saiu aos 44 minutos. Emerson avançou pela esquerda e tocou na área para Thiago Ribeiro. O atacante santista protegeu da marcação e rolou para Montillo, que aparecia atrás. O argentino acertou forte chute de primeira no canto direito de Renan.

Uma falha de Aranha, aos seis minutos da segunda etapa, quase proporcionou o primeiro gol ao Goiás. Rodrigo bateu falta com força no meio do gol, o goleiro santista espalmou para o meio da área e, no rebote, Vítor, dentro da pequena área, chutou por cima do travessão.

Aos 14 minutos, Cícero dominou na entrada da área, iludiu a marcação da defesa esmeraldina e finalizou de direita, acertando a trave de Renan. No contra-ataque seguinte, Thiago Ribeiro dominou na ponta esquerda, puxou para o meio e finalizou. A bola passou muito perto do poste esquerdo adversário.

O terceiro gol santista foi marcado aos 32 minutos. Em rápido contra-ataque, Geuvânio recebeu no meio e viu Montillo invadindo a área pela direita livre de marcação. Com um chute cruzado, de primeira, o argentino venceu o goleiro Renan e marcou seu segundo tento na partida.

Aos 45 minutos, Hugo se desentendeu com o meia Roni, seu companheiro de equipe, e recebeu o cartão vermelho de forma direta.

Em sua despedida, Durval comemora vitória com ‘honra e dignidade’

Zagueiro não terá seu contrato renovado e fez sua última partida pelo Santos no triunfo diante do Goiás

A partida entre Goiás e Santos, disputada neste domingo, no Estádio Serra Dourada, e vencida pelos paulistas por 3 a 0, marcou a despedida do zagueiro Durval. O jogador de 33 anos, que não terá seu contrato renovado pela diretoria, deixou o gramado comemorando o resultado, que garantiu ao Santos a sétima colocação no Campeonato Brasileiro, com 57 pontos.

“Não tínhamos nada a perder. Precisávamos terminar (o Brasileiro) com honra e dignidade. O 3 a 0 ficou de bom tamanho”, declarou Durval.

Contratado no começo de 2010, Durval fez neste domingo sua 249ª partida com a camisa do Santos. Em quatro anos, o zagueiro conquistou seis títulos – três Paulistas (2010, 2011 e 2012), uma Copa do Brasil (2010), uma Libertadores (2011) e uma Recopa Sul-Americana (2012).

A chegada da delegação santista a São Paulo deverá ocorrer nesta madrugada. A reapresentação do elenco está marcada para o próximo dia 6, no CT Rei Pelé, quando o Santos iniciará a preparação para o Campeonato Paulista, que começa dia 18 de janeiro.

Atlético-GO 2 x 0 Santos

Data: 13/08/2011, sábado, 18h30
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia, GO.
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Adnilson da Costa Pinheiro (MS).
Cartão amarelo: Agenor (A) e Neymar (S).
Gols: Anselmo (24-2) e Diogo Campos (35-2).

ATLÉTICO-GO
Márcio, Adriano, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Bida, Thiaguinho (Diogo Campos); Juninho (Ernandes) e Anselmo.
Técnico: Jairo Araújo (interino)

SANTOS
Rafael; Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Henrique (Diogo) e Paulo Henrique Ganso (Felipe Anderson); Neymar e Borges (Alan Kardec).
Técnico: Muricy Ramalho.



Santos perde para o Atlético-GO e segue como pior visitante

No Serra Dourada, time de Muricy Ramalho levou 2 a 0. Goianos estão fora da zona de rebaixamento

Sem fazer um bom jogo, o Santos foi derrotado em Goiânia. Anselmo, aos 24 minutos do segundo tempo e Diogo Campos, aos 35 da etapa final, definiram a vitória do Atlético-GO por 2 a 0. O time paulista segue com péssima campanha fora de casa: são sete jogos longe da Vila Belmiro, com seis derrotas e um empate.

O Santos teve como grande atração os retornos de Neymar e Ganso, que estavam na seleção brasileira. O maior destaque no Atlético estava fora do campo. O treinador Hélio dos Anjos, recém-contratado, ficou em uma das cabines do Serra Dourada para observar o time.

A partida começou muito devagar. A primeira meia hora de jogo foi de poucas emoções. Nem falta os times fizeram, a primeira só foi cometida aos 25 minutos. Aos 30, o Santos reclamou de um pênalti em Neymar, não marcado por Sandro Meira Ricci, que ainda deu cartão amarelo para o atacante.

Neymar deixou o gramado muito irritado: “Você acha que foi pênalti?”, ironizou o atacante aos repórteres, referindo-se ao erro do árbitro. (Sandro Meira Ricci está processando Neymar, depois que o atacante reclamou pelo Twitter de um erro de arbitragem no jogo entre Santos e Vitória, no Brasileirão 2010).

Os donos da casa voltaram com mais vontade no segundo tempo. O Atlético-GO passou a criar situações de gol e conseguiu marcar com Anselmo. Diogo Campos ainda ampliou, definindo o 2 a 0.

Os goianos estão fora da zona de rebaixamento. Foram a 16 pontos, ficando na 14ª posição. O Santos foi um dos times ultrapassados. O time de Muricy Ramalho ficou em 15º, com 15 pontos. Na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro, o Santos recebe o Coritiba. O Atlético voltará a campo na quinta, visitando o Flamengo, no Engenhão.

O jogo:

O Atlético-GO começou com maior atitude ofensiva, mas optou por não sair muito da defesa para não abrir espaço. A primeira tentativa de gol saiu aos 9 minutos em um chute de Henrique, que passou longe do gol.

Aos 30 minutos um lance polêmico: Neymar driblou Adriano, que caius obre as pernas do atacante, dentro da área. Pareceu pênalti, não marcado por Sandro Meira Ricci, que ainda deu cartão amarelo para o atacante. No minuto seguinte, Neymar deu um toque por cima do goleiro Márcio, mas Agenor salvou, em cima da linha, a bola que estava entrando. Uma defesa de Márcio, após chute de Borges, foi o único outro lance de destaque na primeira etapa.

Os donos da casa vieram com mais força na segunda etapa. Rafael pegou um chute de Adriano, logo a três minutos. O goleiro Santista fez outras duas intervenções, aos 13, em chutes de Thiaguinho e Tiago Feltri. Muricy Ramalho entrou em ação em seguida, tirando Henrique e colocando o atacante Diogo.

Neymar quase abriu o placar aos 23, ao completar um cruzamento de Diogo: a bola foi pra fora. A resposta foi quase imediata. Após um chute mascado, a bola sobrou para Anselmo na cara do gol, fazendo 1 a 0 para o Atlético-GO. O placar foi ampliado aos 35, quando Anselmo fez bom cruzamento para Diogo Campos completar: 2 a 0.

Bruno Rodrigo tentou descontar aos 39 minutos, mas a cabeçada parou no travessão. Rafael evitou o 3º gol dos donos da casa ao espalmar um chute de Anselmo, aos 40. Um chutaçõ de Neymar também parou na trave, aos 42 minutos.

Goiás 1 x 4 Santos

Data: 21/11/2010, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Rodrigo Pereira Jóia (RJ)
Cartões amarelos: Wellington Saci, Valmir Lucas e Otacílio Neto (G); Rodriguinho e Neymar (S).
Gols: Ernando (11-1), Danilo (19-1); Neymar (30-2, de pênalti), Neymar (33-2) e Neymar (37-2).

GOIÁS
Harlei; Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Douglas, Amaral, Carlos Alberto (Rithelly), Marcelo Costa (Bernardo) e Wellington Saci; Otacílio Neto e Wendell Lira (Everton Santos)
Técnico: Arthur Neto

SANTOS
Rafael; Danilo (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Pará; Adriano, Arouca (Roberto Brum), Rodriguinho e Marquinhos (Felipe Anderson); Neymar e Zé Eduardo
Técnico: Marcelo Martelotte (interino)



Neymar dá show, marca três gols e rebaixa Goiás à Segunda Divisão

Time goiano saiu vencendo, mas não resistiu ao jogo ofensivo do Santos e acabou sofrendo a virada e a goleada, que custou o rebaixamento para a Série B do Brasileiro.

O jogo era a última cartada do Goiás para tentar permanecer na primeira divisão do futebol brasileiro. Mas o atacante Neymar, do Santos, não tomou conhecimento do sofrimento esmeraldino e, com três gols, comandou a vitória do Santos por 4 a 1, na noite deste domingo, no Serra Dourada. Esse resultado rebaixou matematicamente o Goiás para a Série B do Brasileirão.

Com esse resultado, os esmeraldinos continuam com 32 pontos, na penúltima posição do campeonato, e cumprem tabela nas duas últimas rodadas do Brasileiro. No próximo domingo, os goianos visitam o Atlético-MG, na Arena do Jacaré.

Já os santistas permanecem na sétima colocação, agora com 55 pontos ganhos, dando fim a um jejum de sete confrontos sem vitórias (seis pelo Brasileirão e um amistoso). Na próxima rodada, o Alvinegro Praiano visita o Avaí, também no domingo, às 17 horas (horário de Brasília), na Ressacada.

O jogo

O jogo começou com 40 minutos de atraso, devido a falta de energia elétrica no Serra Dourada, mas quando a bola rolou, as duas equipes partiram em busca do ataque.

O Goiás foi o primeiro a ameaçar o gol de Rafael. Aos sete minutos, o atacante Otacílio Neto – um dos que recebeu oportunidade do técnico Arthur Neto na vaga de Rafael Moura – tabelou com o volante Carlos Alberto arriscou um chute de longe para boa defesa do goleiro do Santos, que espalmou a bola pela linha de fundo.

Melhores em campo, os esmeraldinos chegaram ao gol, aos 11. Em cobrança de escanteio, o zagueiro Ernando aproveitou a bobeada da defesa santista, subindo mais alto que os seus adversários e testando a bola no canto direito de Rafael: 1 a 0.

A partir do tento assinalado pelos donos da casa, o Peixe passou a dar sinais de que poderia reagir. E a resposta alvinegra não demorou. Isto porque, aos 19, o lateral direito Danilo fez boa jogada individual, driblando a marcação e finalizando no canto direito de Harlei, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate do time da Vila Belmiro.

Mais ofensivo, o Santos quase conseguiu a virada. Aos 22, após a defesa do Goiás afastar o perigo de sua área por duas vezes, Durval recebeu a bola na esquerda da grande área rival, chutou para o meio da área e seu companheiro de zaga, Edu Dracena, completou o lance, mandando a bola na trave esquerda de Harlei.

Com o empate e o conseqüente rebaixamento matemático, os esmeraldinos passaram a abrir espaços para os contra-ataques santistas. Em um deles, aos 26, Zé Eduardo foi lançado em velocidade por Neymar e, ao bater na saída de Harlei, mandou a bola à direita do arqueiro goiano, pela linha de fundo.

O Peixe quase chegou ao seu segundo gol, antes do intervalo, em outra boa chance criada pelo seu ataque. Aos 35, Marquinhos cobrou falta para Zé Eduardo, que tocou de calcanhar para a passagem de Neymar. A Joia dominou a bola e tocou no canto esquerdo de Harlei, com o pé direito, mas sem direção, a bola saiu lentamente pela linha de fundo.

Na volta para o intervalo, o treinador do Goiás sacou o volante Carlos Alberto para a entrada do meia Rithelly. Antes, no final do primeiro tempo, Arthur Neto já tinha trocado Marcelo Costa por Bernardo.

Só que a primeira boa oportunidade de gol da etapa complementar foi santista. Aos nove, Neymar fez boa jogada individual, enganando a zaga esmeraldina, mas na hora de arrematar, o camisa 11 mandou a bola por cima da trave de Harlei.

Insatisfeito com o empate, o técnico interino alvinegro, Marcelo Martelotte, promoveu três alterações no seu time. A primeira, aos 16, foi a saída de Marquinhos para a entrada do jovem Felipe Anderson, no meio. A segunda, com 20, foi Maranhão no lugar de Danilo, na lateral direita. Por último, aos 23, foi a vez de Martelotte trocar um volante por outro, com Roberto Brum na vaga de Arouca. No mesmo minuto, Everton Santos substituiu Wendell Lira, no Goiás.

Procurando o segundo gol, o Santos finalmente alcançou o seu objetivo, aos 30. Neymar tentou o drible em Rafael Toloi, foi tocado pelo zagueiro, e o árbitro marcou pênalti. Após ter que repetir a cobrança e tomar cartão amarelo, por tentado ludibriar Harlei, Neymar bateu a penalidade com categoria, deslocando o arqueiro esmeraldino e mandando a bola no canto direito, colocando a sua equipe em vantagem no placar.

No entanto, ainda havia tempo para os santistas balançarem as redes mais duas vezes, ambas com Neymar. Aos 33, o atacante recebeu um cruzamento vindo da direita na grande área, limpou a marcação e bateu no canto direito para marcar o terceiro gol do Peixe. Aos 37, Neymar recebeu bola em profundidade, arrancou em velocidade para o gol e, com uma “cavadinha”, encobriu Harlei: 4 a 1. Esse gol do craque alvinegro decretou, enfim, o rebaixamento do Goiás à Série B do Brasileirão.

Atlético-GO 1 x 2 Santos

Data: 22/05/2010, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 4.669
Renda: R$ 137.380,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ).
Auxiliares: Cláudio José de Oliveira Soares e Marcelo Braz Mariano (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Pituca, Róbston e Márcio Gabriel (A); Zé Eduardo, Alex Sandro, Arouca, Marcel e Felipe (S)
Cartão vermelho: Agenor (A).
Gols: Wesley (20-2), Zé Eduardo (26-2) e Boka (42-2).

ATLÉTICO-GO
Márcio; Márcio Gabriel (Juninho), Jairo, Gilson (Wescley) e Tiago Feltri; Agenor, Pituca, Ramalho e Róbston; Marcão e Keninha (Boka).
Técnico: Geninho

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley, Marquinhos e Zezinho (Rodriguinho); Zé Eduardo (Giovanni) e Marcel (Maikon Leite).
Técnico: Dorival Júnior



Santos bate Atlético-GO fora de casa e vence a primeira

Sem Robinho, Neymar, Paulo Henrique, André e Madson, time de Dorival fez 2 a 1 em Goiânia e manteve invencibilidade no Brasileirão.

Jogando sem boa parte de seus titulares, por conta de um episódio em que jogadores como Neymar, Paulo Henrique, André e Madson chegaram atrasados à concentração da equipe e foram imediatamente afastados, o Santos não se intimidou por atuar no Serra Dourada e derrotou o Atlético Goianiense, por 2 a 1, neste sábado. Robinho só deve voltar à equipe depois da Copa, pois já se apresentou à seleção brasileira que vai ao Mundial.

A partida, válida pela terceira rodada do Brasileirão, marcou a primeira vitória santista no torneio – antes o time havia empatado com Botafogo e Ceará. Na próxima rodada, o alvinegro praiano, que agora soma cinco pontos na competição, recebe o Guarani.

O jogo

Mesmo desfalcado de vários de seus titulares, casos de Paulo Henrique, Neymar e André – além do reserva Madson -, afastados por terem chegados atrasados à concentração na madrugada de quinta para sexta-feira, o Santos começou a partida dando sinais de que havia ido à Goiânia em busca de sua primeira vitória no campeonato.

Tanto que a primeira chance de gol do jogo foi dos santistas. Aos nove minutos, o meia Marquinhos quase surpreendeu o goleiro Márcio, ao bater direto uma cobrança de falta na lateral. Atento, o arqueiro do Atlético-GO evitou o gol.

Procurando dar sequência ao bom momento, o Peixe criou mais uma boa oportunidade aos 21, com Zé Eduardo. O meia-atacante, uma das novidades da equipe em Goiânia, fez boa jogada individual, driblando o seu marcador e cortando para o meio antes de finalizar, com força. Bem posicionado, Márcio novamente fez a defesa, antes do corte da zaga do Dragão.

Mas aos 26 foi a vez do Atlético-GO criar uma chance de gol. Os donos da casa desceram em rápido contra-ataque, até que a bola chegou ao lateral Tiago Feltri. O ala driblou Pará no domínio de bola, invadiu a grande área e bate com força para o gol. No reflexo, Felipe espalmou a bola para escanteio, evitando o gol dos goianos.

Antes do intervalo, o Dragão teve mais uma boa situação para abrir o placar. Aos 36, Marcão recebeu passe de Keninha, deixou Durval para trás e na hora da finalização, chutou cruzado, só que a bola saiu pela linha de fundo, próxima a trave direita de Felipe. Na volta para o segundo tempo, o técnico Geninho fez uma alteração, trocando um zagueiro por outro. Gilson deixou o confronto para a entrada de Wescley.

O Atlético-GO foi o primeiro time a fazer uma substituição no duelo, porém, foi o Alvinegro Praiano quem criou a primeira oportunidade de gol da etapa complementar. Aos cinco, Marquinhos cobrou a falta com força, a bola desviou na barreira e Márcio, outra vez, mostrou toda a sua agilidade para socar a bola e evitar o gol do Santos.

Bem na partida, Marquinhos mais uma vez resolveu tentar o gol. Com 13, o meia arriscou uma finalização de fora da área. Márcio se esticou todo para desviar a bola, que tocou na trave, assustando a torcida do Dragão.

Melhores em campo no segundo tempo, os santistas abriram o placar, aos 20 minutos. Marquinhos puxou contra-ataque e tocou para Wesley, que tirou o seu adversário da jogada, antes de chutar com força e precisão no ângulo esquerdo de Márcio, que nada pôde fazer para evitar o gol.

O Peixe poderia ter ampliado a sua vantagem no minuto seguinte, só que a arbitragem alegou toque de mão de Marquinhos no lance, antes da finalização. Mas sem se deixar abater, os alvinegros finalmente chegaram ao segundo tento. Aos 26, Alex Sandro fez boa jogada pela esquerda e tocou para trás. Zé Eduardo concluiu com precisão, fazendo 2 a 0 para os visitantes.

Tentando dar mais poderio ofensivo a sua equipe, Geninho trocou o lateral direito Márcio Gabriel pelo atacante Juninho. Outra alteração no ataque foi a saída de Keninha para a entrada de Boka. No Alvinegro Praiano, Dorival Júnior – que já havia colocado Maikon Leite no lugar de Marcel – fechou um pouco mais o time, ao tirar o meia-atacante Zezinho, colocando o volante Rodriguinho em sua vaga. Giovanni também entrou em campo, substituindo Zé Eduardo.

Contudo, apesar da vantagem no placar e de ter ficado com um a mais em campo – Agenor foi expulso, aos 39 -, os santistas permitiram ao Atlético-GO pressionar em busca de um resultado melhor. Isto porque, aos 42, Boka descontou. Animados pelo gol, os goianos tentaram o empate, porém, o Santos conseguiu segurar a vantagem construída e conquistou a sua primeira vitória na Série A do Brasileiro 2010.