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Sport Recife 1 x 0 Santos

Data: 24/09/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 7.934 pagantes
Renda: R$ 129.495,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO).
Cartões amarelos: Matheus Ferraz e Vinícius Araújo (SR); Copete (S).
Cartão vermelho: Elano (S).
Gol: Rogério (10-1).

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodney Wallace; Rithely, Neto Moura (Paulo Roberto), Diego Souza, Gabriel Xavier (Vinicius Araújo) e Everton Felipe; Rogério.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique (David Braz), Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Elano), Copete e Rodrigão (Jean Mota).
Técnico: Dorival Junior



“Neymar do Nordeste” decide, Santos perde do Sport e fica longe do líder

Após conquistar três vitórias seguidas, contra Corinthians, Botafogo e Santa Cruz, respectivamente, o Santos começou a pensar novamente no título do Campeonato Brasileiro. Porém, o Peixe voltou a ficar pessimista neste sábado. Com Rogério inspirado, o alvinegro perdeu para o Sport por 1 a 0, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada, e já começa a se despedir da disputa pelo caneco do Brasileirão. O gol marcado pelo “Neymar do Nordeste” deixou os santistas distantes do líder Palmeiras.

Com a derrota, a equipe de Vila Belmiro estacionou no quarto lugar, com 45 pontos, e viu o rival alviverde vencer seu jogo contra o Coritiba, em São Paulo. Por conta disso, o Verdão abriu nove pontos em relação do Peixe. Mesmo sem chance de sair do G4, o revés pode fazer o Corinthians encostar no Alvinegro Praiano. Caso o Timão vença o Fluminense, irá ficar a um ponto de distância do Santos.

Agora, os comandados de Dorival Júnior “esquecem” o Campeonato Brasileiro e miram suas forças na Copa do Brasil.

Já o Sport se recuperou no Brasileirão. Após duas derrotas seguidas, o Leão chegou aos 33 pontos e subiu para a 13ª colocação, afastando-se da zona de rebaixamento. Como já foi eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana, a equipe pernambucana se concentra na próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

Suspenso por dois jogos por conta de reclamações contra a arbitragem da derrota santista para o Internacional por 2 a 1, no último dia 8 de setembro, no Beira-Rio, o zagueiro Gustavo Henrique conseguiu entrar em campo por conta de um efeito suspensivo. Porém, todo o esforço do Santos foi por água abaixo logo aos 3 minutos de jogo. Em uma dividida com Diego Souza, o defensor levou a pior e precisou ser substituído por David Braz.

Após queimar uma substituição no início do duelo, o Peixe foi totalmente pressionado pelo Sport, que contou principalmente com a estrela de Rogério. Inspirado, o atacante parou no goleiro Vanderlei em duas boas oportunidades. Na terceira chance ele não perdoou. Aos 10 minutos, o ‘Neymar do Nordeste’ dominou dentro da área, girou em cima de David Braz e bateu no canto, abrindo o placar para o Leão na Ilha do Retiro.

Mesmo com o placar adverso, o Santos não conseguia atacar a equipe pernambucana. Tanto que a primeira chance do alvinegro foi somente aos 20 minutos jogo, quando Rodrigão acertou a trave após cobrança de escanteio. Mas a resposta do Sport veio logo em seguida. Diego Souza sofreu falta e o juiz deu a vantagem. Na sequência do lance, Gabriel Xavier cruzou para Everton Felipe. Completamente sozinho na área, o meia bateu mal na bola e perdeu um gol inacreditável.

Com a vantagem no marcador, o Leão diminuiu o ritmo e deixou o alvinegro ficar mais com a bola. Os santistas, por sua vez, partiram pra cima, mas sofriam com os contra-ataques do Sport. E o jogo ficou aberto, com várias chances para os dois lados.

Aos 35 minutos, Everton Felipe avançou pela direita e cruzou para Gabriel Xavier. Na hora certa, Victor Ferraz desviou e a bola passou muito perto da trave. O Peixe respondeu na sequência. Lucas Lima cruzou para Copete. Sozinho na área, o colombiano tentou mandar de letra, mas acabou errando o chute.

Em ritmo alucinante, o Leão não deixou barato e perdeu mais um gol incrível. Na última boa oportunidade do primeiro tempo, Rogério cruzou para Gabriel Xavier. De frente com Vanderlei, o meia furou bisonhamente e desperdiçou a chance de ampliar o marcador antes do intervalo.

Na segunda etapa, Dorival Júnior optou por sacar Rodrigão e promover a entrada de Jean Mota. E a mudança surtiu efeito. Logo aos 2 minutos, Copete cruzou da esquerda, Vitor Bueno finalizou e Magrão defendeu. No rebote, Jean Mota bateu forte e a bola explodiu em Ronaldo Alves. Os jogadores do Santos reclamaram que a bola teria batido no braço do zagueiro, mas o juiz deixou o jogo seguir.

O Peixe mudou a postura do início da partida e começou a pressionar o Sport. Porém, o alvinegro perdeu Vitor Bueno, que saiu machucado. O técnico Dorival Júnior colocou Elano na equipe. Mesmo com as mudanças, os santistas seguiram dominando o duelo no segundo tempo. Aos 15 minutos, Jean Mota lançou para Copete. O colombiano avançou e bateu de longe, mas Magrão espalmou.

Após a chance perdida pelo atacante, o Santos diminuiu o ritmo e a partida perdeu qualidade. E se as coisas já estavam difíceis para o Peixe, Elano complicou ainda mais a situação. Aos 27 minutos, o meia reclamou com o árbitro e tomou o cartão amarelo. O experiente jogador insistiu na reclamação, recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo.

Com a menos, o alvinegro perdeu a força ofensiva e não conseguiu mais assustar o Leão. Tanto que o duelo seguiu sem muitas emoções até o apito final, que definiu a vitória do Sport na Ilha do Retiro.

Bastidores – Santos TV:

Dorival cita desgaste e elogia segundo tempo contra o Sport

Para o embate contra o Sport, neste sábado, o Santos fez um esforço para contar com Gustavo Henrique. Suspenso por dois jogos por conta de reclamações contra a arbitragem na derrota para o Internacional por 2 a 1, no Beira-Rio, o zagueiro conseguiu entrar em campo por conta de um efeito suspensivo. Mas tudo foi por água abaixo logo aos três minutos, pois o defensor sentiu uma entorse no joelho esquerdo e precisou ser substituído por David Braz.

Além disso, o técnico Dorival Júnior também precisou tirar Vitor Bueno, que sofreu com dores no músculo adutor da coxa esquerda no começo do segundo tempo contra o Leão. Sem os dois lesionados, o Peixe acabou perdendo por 1 a 0 para a equipe pernambucana, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o comandante santista, os problemas estão aparecendo por conta do calendário.

“Você jogar numa quarta, um jogo desgastante e brigado, e dois dias e meio depois está em campo novamente. Fica impossível de alcançar um grande rendimento. A lesão do Vitor foi claramente em razão do acúmulo de jogos. As equipes que jogam quarta e domingo sempre terão problemas”, reclamou o treinador, em entrevista coletiva após a derrota para o Sport.

Apesar dos problemas físicos e da pressão que levou no primeiro tempo, o Santos pressionou a equipe pernambucana na segunda etapa e perdeu várias chances de empatar o confronto. Na visão de Dorival, o Peixe fez boa partida até a lesão de Vitor Bueno e a expulsão de Elano.

“Acho que no segundo tempo nós nos impusemos e procuramos jogar em cima deles. Criamos boas oportunidades e tivemos chances reais. Nos minutos em que o Vitor ficou em campo na função do Rodrigão, nós conseguimos envolver eles. Foi uma pena a lesão dele, pois acabou comprometendo”, afirmou o técnico santista.

Punido após reclamação, Dorival evitar culpar juiz por derrota

Aos 2 minutos do segundo tempo do duelo contra o Sport, neste sábado, na Ilha do Retiro, quando o Santos já perdia por 1 a 0, Copete cruzou da esquerda, Vitor Bueno finalizou e o goleiro Magrão defendeu. No rebote, Jean Mota bateu forte e a bola explodiu em Ronaldo Alves. Os jogadores santistas reclamaram que a bola teria batido no braço do zagueiro, mas o árbitro Elmo Alves Resende Cunha deixou o jogo seguir. Na sequência, o meia Elano foi expulso por reclamação. Apesar da polêmica, o técnico Dorival Júnior evitou tecer opiniões sobre o trio que apitou a derrota alvinegra, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Não, não quero falar de arbitragem. Está terrível, você fala uma coisa e é penalizado. Vamos continuar vendo isso, erros e acertos. Muitos erros decisivos, que influenciam resultados. Mas prefiro ficar por aí”, disse.

Vale lembrar que Dorival só comandou o Peixe em Recife por conta de um efeito suspensivo conseguido pelo departamento jurídico do clube na véspera do confronto. O treinador, assim como o zagueiro Gustavo Henrique, havia sido punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com suspensão de dois jogos pelos protestos feitos na polêmica derrota por 2 a 1 para o Internacional, no último dia 8 de setembro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio.

Além deles, o presidente Modesto Roma Júnior também foi punido pelo STJD por reclamações contra o árbitro Rodrigo Raposo após o duelo contra o Inter. Inicialmente suspenso por 90 dias e obrigado a pagar uma multa de R$ 40 mil, o mandatário teve a pena reduzida para 15 dias de suspensão, mas um novo julgamento vai acontecer logo após esse prazo.

Lucas Lima admite partida ruim, mas destaca permanência no G4

Apesar da derrota para o Sport por 1 a 0, neste sábado, na Ilha do Retiro, ter afastado o Santos da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro, a equipe não corre risco de sair do G4 até o final da 27ª rodada da competição. Isso só é possível porque o Peixe está em quarto lugar, com 45 pontos, quatro a mais do que o Corinthians, quinto colocado, que enfrenta o Fluminense, sexto, neste domingo, às 16h (de Brasília), em Itaquera.

Mesmo com o caneco distante, o Alvinegro Praiano segue vivo na disputa pela vaga na Liberadores de 2017. O meia Lucas Lima, apesar de ter reconhecido a má apresentação diante do Leão, destacou a importância do Santos permanecer no G4.

“Tivemos muitas chances, eu acho, mas entramos muito abaixo do que costumamos e sofremos o gol. É difícil jogar contra o Sport aqui. Lutamos, acho que mesmo com a expulsão lutamos. Temos de lutar até o fim, estamos no G4 e temos muito ainda para disputar”, afirmou o camisa 10, na saída do gramado após o revés deste sábado.

Expulso com 18 minutos em campo, Elano teria chamado juiz de ‘folgado’

Após Vitor Bueno sentir fortes dores no músculo adutor da coxa esquerda e pedir para ser substituído, o técnico Dorival Júnior chamou Elano no banco de reservas, na derrota santista para o Sport por 1 a 0, neste sábado, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, a participação do experiente jogador no duelo durou cerca de 18 minutos. Depois de reclamar duas vezes, o meia acabou expulso pelo árbitro Elmo Alves Resende Cunha.

Na súmula da partida, o juiz relatou que Elano o chamou de folgado depois de pedir uma advertência ao atleta adversário e por isso resolveu mostrar o cartão vermelho.

“Após receber um cartão amarelo por reclamação contra a arbitragem, reclamar de forma acintosa e grosseira, novamente dizendo as seguintes palavras: ‘você é muito folgado, folgado demais, tinha que dar amarelo para ele’. Informo-vos que no primeiro cartão amarelo o atleta disse: você tem que dar amarelo para ele, gesticulando com a mão pedindo cartão amarelo para o atleta adversário”, escreveu o árbitro.

Quando Elano entrou no gramado, o Santos era melhor na partida e pressionava o Sport em busca do empate. Porém, com a expulsão do meia de 35 anos, aos 27 minutos do segundo tempo, o Peixe acabou perdendo a força ofensiva e não conseguiu igualar o marcador em Pernambuco.

O atleta, que substituiu Vitor Bueno aos nove minutos da etapa final, ainda levou alguns minutos para deixar o gramado da Ilha do Retiro, inconformado com a expulsão.

Lesionados, Gustavo Henrique e Vitor Bueno serão avaliados no Santos

Além da derrota por 1 a 0 para o Sport, neste sábado, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos saiu de Recife com mais dois problemas na bagagem. Logo aos três minutos de jogo, o zagueiro Gustavo Henrique dividiu uma bola com Diego Souza, sofreu uma entorse no joelho esquerdo e precisou ser substituído por David Braz. Como se não bastasse, o meia Vitor Bueno também precisou deixar o campo no segundo tempo, sentindo dores no músculo adutor da coxa esquerda.

Os dois jogadores ainda passarão por exames nesta semana para que seja detectada a gravidade das lesões. De qualquer forma, Gustavo Henrique não enfrenta o Internacional nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. David Braz irá formar a dupla de zaga com Luiz Felipe.

Enquanto o defensor não tem condições de jogo, Vitor Bueno ainda não tem certeza se poderá jogar contra o Colorado. E se o técnico Dorival Júnior já tem um substituto definido para Gustavo Henrique, o mesmo não acontece com o meia. Isto porque o reserva imediato do setor, Jean Mota, não pode mais jogar a Copa do Brasil, já que atuou pelo Fortaleza e, de acordo com o regulamento, está impossibilitado de defender outra equipe na competição.

Por conta desse problema, o comandante santista precisará quebrar a cabeça para definir quem entra na equipe, caso o meia titular não tenha condições de jogo. Brigam pela vaga o argentino Vecchio, o atacante Walterson, promovido recentemente da equipe B, ou até mesmo Léo Cittadini, que vem atuando como volante nos últimos jogos, mas é meia de origem.

Após a derrota para o Sport, a delegação alvinegra já voltou para Santos. O elenco ganhou o domingo de folga e começa a preparação para encarar o Inter na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Santos 2 x 0 Sport Recife

Data: 15/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.937 pagantes
Renda: R$ 123.620,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique (S); Luiz Antônio, Edmílson e Oswaldo (SR).
Gols: Gabriel (20-2) e Vitor Bueno (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju (Yuri); Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Paulinho) e Vitor Bueno; Gabriel e Joel (Lucas Lima).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Oswaldo, Durval e Renê; Rithely, Luiz Antônio (Rodrigo Mancha), Gabriel Xavier (Cleyton), Everton Felipe e Diego Souza; Edmilson (Lenis).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Dupla da Seleção garante vitória em cima do Sport e põe o Peixe no G4

O Santos vai dormir nesta quarta-feira dentro do G4 do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por um primeiro tempo em que o Peixe desperdiçou pelo menos nove oportunidades incríveis de gol, a vitória por 2 a 0 em cima do Sport Recife na fria Vila Belmiro deixou o alvinegro praiano a frente do Corinthians, provisoriamente. Agora, os santistas terão de torcer por uma derrota do Timão nesta quinta, contra o Fluminense, em Brasília, para se consolidarem no pelotão de cima da tabela de classificação.

De qualquer forma, a terceira vitória seguida da equipe de Dorival Júnior na competição põe fim ao clima de desconfiança e ratifica o desejo inicial do clube em brigar pelo título nesta temporada. O Santos chegou aos 13 pontos e só está a frente do rival da Capital momentaneamente por ter um gol marcado a mais.

E pode-se dizer que os três pontos conquistados nesta quarta foram somados graças a Lucas Lima e Gabriel. O meia entrou apenas no segundo tempo e acabou dando a assistência para seu companheiro de Seleção Brasileira. A dupla retornou ao clube na terça, depois de participar da vexatória campanha do Brasil na Copa América. E no segundo gol, o camisa 10 deu lindo passe para Vitor Bueno, que tirou Magrão da jogada e completou para as redes.

O jogo

Não foi uma nem duas. O Santos perdeu nada menos de nove oportunidades claras de abrir o placar no primeiro tempo da partida desta quarta. Apesar do Sport figurar na zona de rebaixamento do campeonato, a impressão é que nem os próprios santistas estavam preparados para tanta facilidade. Praticamente todos os ataques do Peixe levavam perigo ao goleiro Magrão.

Joel foi quem mais abusou. Logo no primeiro minuto, o camaronês desperdiçou talvez a oportunidade mais inacreditável, de cabeça, praticamente dentro da pequena área, sem marcação. Em pouco tempo, o centroavante de 22 anos recebeu mais duas chances para se redimir, mas não correspondeu e antes mesmo dos 20 minutos a torcida já havia perdido a paciência.

A revolta só não ficou centralizada em Joel porque seus companheiros fizeram o favor de dividir a carga negativa. Gabriel, de volta após defender a Seleção Brasileira na Copa América, chutou para fora duas grandes chances, de frente para o goleiro do Sport. A segunda, totalmente livre de marcação.

Para completar, Victor Bueno errou o alvo em jogada que o meia pôde dominar a bola com a coxa e escolher o canto de tanta liberdade que tinha, mesmo estando dentro da área da equipe pernambucana. Um carrinho atrasado de Joel e uma linda defesa de Magrão em chute de longa distância de Renato completaram o show de gols perdidos pelos jogadores do Peixe.

E a velha máxima ‘quem não faz, toma’, por pouco não fez mais uma vítima. Aos 46 minutos, Durval, ex-zagueiro do Santos, ficou com uma sobra de bola dentro da área e só não abriu o placar para os visitantes graças a intervenção de Vanderlei.

E como já era esperado, Joel voltou para o segundo tempo no banco de reservas. Lucas Lima, preservado na primeira etapa, entrou no jogo. O problema é que Oswaldo de Oliveira, outro ex-santista, fez ajustes no rubro-negro e o jogo ganhou outra cara.

O Peixe seguiu se impondo e ditando o ritmo da partida, mas as chances claras de gol já não aconteciam como antes. Os comandados de Dorival Júnior, então, claramente passaram a sentir o nervosismo pela ineficiência, que veio acompanhado da impaciência da torcida, que já reclamava veemente a cada bola perdida. E o Sport Recife, por sua vez, começava a ser perigoso no contra-ataque e ficava mais tempo com o domínio da bola. Mas, Vanderlei não chegou a ser exigido.

A agonia só teve fim aos 20 minutos, quando Caju iniciou jogada pela esquerda e lançou Lucas Lima. O meia esperou o momento certo para cruzar rasante. Gabriel, na função de centroavante, só teve o trabalho de completar para o gol. Festa e sensação de alívio na Vila Belmiro graças aos dois atletas que retornaram nesta terça da Seleção Brasileira.

Pouco tempo depois, o Sport teve a oportunidade de jogar um verdadeiro balde de água fria nos alvinegros. Edmilson fez fila na defesa do Peixe e ficou cara a cara com Vanderlei. Mas, ao tentar cavar, acabou jogando a bola por cima do travessão. A Vila, desta vez, se calou por alguns segundos.

E golpe final do Santos veio aos 42 minutos, quando Gabriel recebeu livre na esquerda e viu Vitor Bueno aparecer como elemento surpresa dentro do área. O atacante não titubeou e fez a assistência para Bueno passar por Magrão e colocar números finais ao placar, de carrinho.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel reclama de Vila “vazia” e Renato alerta para gols perdidos

O Santos fez o dever de casa nesta quarta-feira. Venceu o Sport Recife por 2 a 0 na Vila Belmiro e vai dormir no G4 do Campeonato Brasileiro. A terceira vitória seguida veio graças ao esforço de Lucas Lima e Gabriel, que retornaram dos Estados Unidos na terça-feira, onde defenderam a Seleção Brasileira na Copa América Centenário, e depois de apenas um treino, foram decisivos na vitória do Peixe. Após o jogo, porém, os atletas reclamaram da falta de apoio do torcedor em um momento de ascensão da equipe na competição.

“Muito contente, vitória na garra, na vontade, contente em voltar, fazer gol, mas acho que temos que lotar a Vila mais (vezes). Torcida tem direito de cobrar, mas acho que temos que cobrar deles a participação. Não pode em um jogo como esse, jogo decisivo, ter pouca gente no estádio. Respeito muito a torcida do Santos, sou santista, mas acho que o time está muito bem. Tem que melhorar e a torcida lotar o estádio para conseguirmos vitórias melhores”, comentou Gabriel, que nesta quarta abriu o placar e deu assistência para Vitor Bueno marcar o segundo.

Apenas 4.937 torcedores compareceram ao estádio Urbano Caldeira na noite que marcou 12ºC em Santos. O volante Renato, mesmo tomando alguns cuidados com as palavras, fez coro ao discurso de seu companheiro e pediu mais presença nas arquibancadas.

“Necessitamos deles. Ano passado, na recuperação, eles tiveram um papel fundamental, mas sabemos do horário também. Infelizmente, nem todo mundo pode vir. Mas esperamos que nos próximos jogos a torcida compareça e, na Vila, sejamos fortes de novo”, completou o camisa 8.

Com a braçadeira de capitão no braço, Renato também aproveitou para puxar a orelha dos jogadores de frente do time e alertou para os perigos de um jogo em que o Peixe desperdiçou ao menos nove oportunidades claras de gol quando o placar ainda estava zerado.

“A bola pune, mas graças a Deus nesse jogo não. Fizemos um bom primeiro tempo, mas fica o alerta para converter as oportunidades e não perder tanto gol assim”, explicou, antes de rasgar elogios a Gabriel e Lucas Lima, responsáveis por acabar com a ‘zica’ no segundo tempo. “Claro que a gente sente a dificuldade, até pelo entrosamento. A gente sabe que eles vinham numa dinâmica, então, quem entra tem um pouco de entrosamento. Mas mostramos que somos um grupo. Espero que não saiam, mas, se saírem não tem jeito. A gente continua, não pode lamentar, mas enquanto estiverem, vão nos ajudar”, concluiu.

Dorival perdoa time por gols perdidos e reforça cobrança ao torcedor

A vitória do Santos sobre o Sport nesta quarta-feira deu a Dorival Júnior um ambiente que o treinador ainda não havia curtido neste Campeonato Brasileiro. Calmo e claramente empolgado com os nove pontos conquistados nos últimos três desafios, Dorival minimizou até mesmo os riscos que sua equipe correu depois de desperdiçar tantas oportunidades claras de gol no primeiro tempo nesta 8ª rodada.

“Se não criasse, me preocuparia. Não foi o caso. Tivemos 20 oportunidades de gol. Caímos no segundo tempo. Na etapa final não perdemos as possibilidades de contra-atacar. Em um todo, a equipe se comportou muito bem. Poderia ter uma sorte um pouco melhor. Se não houvesse criação, aí sim me preocuparia. Nesse sentido, não”, explicou, explicando os reflexos de sua alteração no intervalo, quando sacou Joel e colocou Lucas Lima em campo.

“Tiramos a referência, depois mudamos de novo até que encontramos o gol em uma jogada trabalhada e bem aproveitada que nos deu uma tranquilidade maior. Depois, com o segundo gol, conseguimos o equilíbrio”, disse, se rendendo ao talento de Gabriel e Lucas Lima, grandes responsáveis pelos 2 a 0 no placar. “É nítido. A melhora acontece. São jogadores de altíssimo nível, dinâmica grande, qualidade técnica. São jogadores já consolidados, alcançando outro patamar. Natural que façam falta”.

Apesar do clima favorável, Dorival Júnior foi questionado sobre as reclamações de Gabriel e Renato, que na saída de campo cobraram uma presença em maior número dos torcedores santistas nas partidas na Vila Belmiro. Apenas 4.937 torcedores apoiaram o time na fria noite desta quarta.

“Acho que de um modo geral o torcedor do Santos precisa comparecer de maneira mais direta, principalmente aqui dentro. Estamos limitados à presença do torcedor que está em todos os momentos. Mesmo assim, o número de torcedores parece que tem um limite aqui dentro e em momento nenhum temos quantidade maior. Isso penaliza o clube e os jogadores. O torcedor comum realmente está deixando a desejar. A diretoria tem que se preocupar e criar alternativas para resgatar o torcedor”, opinou o comandante.

Por fim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que o mais importante neste início de competição é o time encontrar um padrão e ganhar confiança rodada a rodada. O fato do Peixe entrar no G4, pelo menos provisoriamente, é deixado em segundo plano pelo treinador santista nesse momento.

“Isso não é tão importante. Importante é voltar a jogar bem, com confiança. Desde o Botafogo a equipe já vem com nova condição. Hoje tivemos intensidade grande, troca de passes. A equipe pode manter aquilo que apresentou na primeira etapa. Nossa preocupação não é com o posicionamento, e sim voltar a jogar de forma confiável ao torcedor, sabendo que vai brigar”, concluiu.

Dorival quer fim de especulações e pede pulso firme à diretoria

Quanto mais as estrelas do Santos brilham em campo, mais crescem as especulações sobre o futuro dos principais atletas do elenco de Dorival Júnior. Depois de retornarem da Seleção Brasileira, Lucas Lima e Gabriel mostraram que realmente vivem grande fase e decidiram o jogo para o Peixe nesta quarta-feira, em duelo contra o Sport. Logo após a vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro, Dorival novamente foi abordado sobre a possibilidade de perder definitivamente seus pilares para o mercado estrangeiro e se mostrou cansado com essa situação.

“Acho que, primeiro, o próprio posicionamento da diretoria de não vender a não ser pela multa. Segundo, que paremos com especulações, porque na verdade pouca coisa existe. Vontade dos jogadores é um terceiro ponto. O Santos tem que se reforçar e não perder jogadores, se quiser conquistar um espaço dentro de um cenário nacional, sul-americano e mundial. É natural que tenha que buscar, se concentrar e, acima de tudo, fortalecer um elenco que já tem qualidade. Paremos com especulações”, cobrou o treinador.

A janela de transferências internacionais abre dia 19 deste mês e fechará no Brasil no dia 20 de julho. Nesse período, a boa notícia para o treinador santista é que alguns reforços ficarão livres para atuar, além de outros que começam a aparecer após os primeiros treinamentos. Nesta quarta, Yuri fez sua estreia com a camisa do Peixe ao entrar no lugar de Caju nos minutos finais do jogo.

“Daqui a pouco teremos Vecchio, Copete, Rodrigão. A equipe terá um poderio ainda maior e vai ganhar em qualidade para que tenhamos uma equipe ainda mais forte”, sem esconder que pode mexer no sistema tático da equipe, principalmente por cauda da má fase de Joel, por mais que Dorival tente não jogar toda a responsabilidade nas costas do camaronês.

“Ainda não me defini. Teremos um jogo complicado (contra o Atlético-PR, fora, no sábado). O Joel foi importante, teve hoje muitas oportunidades, vinha fazendo uma partida boa, mas não estava em noite tão feliz. Isso não quer dizer nada. Continua com a minha confiança. Me deixa satisfeito. Natural que eu tente outra situação”, comentou.

Seleção

Dorival Júnior também falou sobre a saída de Tite do Corinthians, que agora assumirá o lugar deixado por Dunga na Seleção Brasileira.”Mais que merecida a chegada dele à Seleção. Lamento por quem saiu, mas natural que tudo que Tite vem conquistando vem preparando. Não atropelou ninguém. É um grande profissional. Merece. Espero que seja muito feliz e dê sequência ao trabalho. E que busquemos uma regularidade no futebol brasileiro novamente”, analisou, desmentido os boatos de que já teria sido procurado pelo próprio Corinthians para ocupar o espaço deixado por Tite. “Não fui procurado. Meu clube é o Santos. Não fui procurado”, encerrou.

Sport Recife 1 x 1 Santos

Data: 06/09/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 23ª rodada
Local: Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 6.129 pagantes
Renda: R$ 158.430,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Matheus Ferraz (SR)
Gols: Ricardo Oliveira (20-1) e André (27-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel (Neto Berola) e Rafael Longuine (Serginho); Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SPORT RECIFE
Magrão; Ferrugem, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel (Régis), Marlone e Diego Souza (Hernane); Maikon Leite (Samuel) e André
Técnico: Eduardo Baptista



Santos segura empate na Ilha e chega a 12 jogos sem perder

O Santos mantém a sua recuperação impressionante no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, diante do forte Sport, na Ilha do Retiro, a equipe praiana conseguiu segurar um empate por 1 a 1. Ricardo Oliveira foi quem marcou o gol dos alvinegros, mais uma vez abrindo o placar, enquanto o ex-menino da Vila, André, empatou para os donos da casa.

A ressalva fica por conta do impedimento claro não marcado pela arbitragem no tento santista. No momento em que Gustavo Henrique cabeceia, Ricardo Oliveira está muito à frente da defesa pernambucana. No segundo tempo, o juiz aliviou para Matheus Ferraz, que deu entrada violenta em Marquinhos Gabriel e foi poupado da expulsão, levando o único amarelo da partida.

Com a igualdade, o Peixe chega ao 12º jogo seguido sem derrota, contando todas as competições. No Brasileiro, desde que perdeu para o Palmeiras, na 14ª rodada, são seis vitórias e três empates, 34 pontos, quatro atrás do São Paulo, primeiro time do G4. O Leão, por sua vez, soma o nono jogo sem vencer, mas está apenas um ponto atrás dos paulistas.

Na próxima rodada, os comandados de Dorival Júnior terão pela frente o próprio São Paulo, quarta, às 22h, na Vila, tentando provar sua força em clássicos após duas vitórias convincentes sobre o Corinthians, pela Copa do Brasil. Os rubro-negros, por sua vez, visitam o Goiás no Serra Dourada, na quinta, às 19h30.

O jogo

O primeiro tempo de partida começou morno, apesar do bom gramado da Ilha do Retiro e da presença razoável da torcida da casa. Ciente da força dos pernambucanos, o Peixe se limitou a segurar as investidas do rival pela direita no início, marcando bem Ferrugem e Maikon Leite. Bastou Ricardo Oliveira entrar no jogo, porém, para que os alvinegros mudassem o panorama.

Aos 20 minutos de bola rolando, o centroavante tentou de fora da área e descolou um escanteio. Marquinhos Gabriel cobrou rápido para Rafael Longuine, que levantou a bola na área. Gustavo Henrique ganhou de cabeça e exigiu bela defesa de Danilo Fernandes. No rebote, Ricardo Oliveira, em completo impedimento, ignorado pela arbitragem, estufou a rede. Festa do camisa 9, que nada tem a ver com isso.

Quando parecia que o Santos ia administrar a vantagem, no entanto, o Leão mostrou força em seus domínios. Apenas sete minutos depois de ser vazado, o anfitrião foi para cima e buscou o empate. Marlone recebeu a bola pela direita e deu bom passe para André. David Braz não conseguiu cortar e o centroavante, mesmo abafado por Vanderlei, conseguiu bater no único espaço entre o goleiro e a trave esquerda, igualando tudo.

O Sport continuou buscando mais o gol, mas o erro do Santos se limitou à falha de Braz. Bem postado, o Peixe, acostumado a deixar mais espaços atrás e sair em velocidade, soube conter o ímpeto do adversário, mesmo que isso tenha custado algumas tentativas de contra-ataque.

Na volta para a etapa final, tudo poderia ter mudado com menos de dois minutos. Marquinhos Gabriel entrou costurando a defesa pela esquerda e sofreu entrada violenta de Matheus Ferraz, que deu um carrinho saltando, pegando o tornozelo esquerdo do santista. O árbitro mineiro Emerson de Almeida Ferreira, porém, achou que um amarelo resolveria o lance.

Pouco depois, aos nove minutos, o Peixe quase aproveitou mais uma de suas estocadas e quase fez o segundo. Após o juiz marcar falta duvidosa de Renê, os visitantes fizeram jogada ensaiada. De Marquinhos Gabriel para Ricardo Oliveira, na entrada da área, do centroavante para o lado direito, onde Victor Ferraz cruzou na segunda trave. Longuine, livre, testou firme, mas mandou em cima de Ferrugem, que estava embaixo do gol.

A posse de bola e a pressão, no entanto, continuaram no lado do Sport. Mesmo sem conseguir penetrar a defesa santista, os pernambucanos tiveram o controle das ações. Nas únicas vezes em que mostraram mais paciência para tentar um toque elaborado, as chances apareceram. Foi assim que Régis, após longa troca de passes, deixou André livre. O centroavante, no entanto, pegou mal na bola e perdeu o gol, mandando por cima da meta.

A partir do momento em que o Leão se lançou à frente sem medo de sofrer gols, o Santos conseguiu mais espaço para criar. Novamente com Ricardo Oliveira, aos 36, o tento da vitória quase saiu, mas Danilo Fernandes saiu bem e fez a defesa. Na sobra, Gabriel mandou por cima. Um minuto depois, Gabriel recebeu na área e chutou fraco, desperdiçando a última chance clara do jogo.

Ricardo Oliveira celebra ponto e desconversa sobre impedimento

O artilheiro do Campeonato Brasileiro foi novamente essencial na reação santista na competição. Ricardo Oliveira abriu o placar neste domingo, diante do Sport, e alcançou seu 15º gol na competição, apesar de estar em claro impedimento no lance. O jogador, de 35 anos, agora tem 50% de tentos a mais do que Lucas Pratto, o vice-goleador do torneio, com dez.

“Na minha opinião, fiquei na linha da defesa e não estava impedido, não”, disse o atacante na saída para o intervalo, claramente sem ter a noção exata do seu posicionamento. No momento em que Gustavo Henrique cabeceia, ele está pelo menos dois metros à frente da linha do último defensor. Aproveitando-se da condição, aparece livre no rebote de Danilo Fernandes e coloca a bola para dentro.

Mesmo sem saber que seu gol foi irregular, o camisa 9 reconheceu que o ponto conquistado na Ilha do Retiro pode ser muito importante na caminhada santista. Sem perder no torneio há nove rodadas, conquistando 21 de 30 pontos disputados, o clube está a quatro pontos do G4 e não fala mais sobre qualquer briga contra o rebaixamento.

“Podemos dizer que foi um resultado importante, diante de um grande time”, admitiu o centroavante, que elogiou a segurança demonstrada pela retaguarda alvinegra durante os 90 minutos. “Conseguimos segurar (o empate), gerar algumas situações de gol, mas infelizmente não deu para fazer mais”, observou.

A visão do capitão, no entanto, não foi compartilhada por todos os companheiros. O volante Renato, por exemplo, lamentou as chances desperdiçadas na etapa final, quando o Peixe esteve duas vezes cara a cara com Danilo Fernandes, mas não soube vencer o arqueiro rival.

“Nosso objetivo era vir aqui e conquistar a vitória. Viemos todos com o pensamento de continuar buscando três pontos para que pudéssemos estar mais perto do G4. Mas sabemos que aqui é difícil. Tivemos oportunidades, poderia ter saído o segundo gol”, apontou.

Dorival vê Santos superior e elogia empenho do time

O técnico Dorival Júnior avaliou a partida do Santos como muito boa após o empate por 1 a 1 contra o Sport, neste domingo, na Ilha do Retiro. O resultado, construído com um gol irregular de Ricardo Oliveira e um tento de André, levou o Peixe para 34 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, continuando uma reação do time que somou 21 dos últimos 30 disputados.

“Da maneira como a equipe jogou, estou mais do que satisfeito. Buscamos o resultado a todo momento, trabalhamos a bola. Com certeza tivemos a maior parte do tempo com ela”, analisou o comandante, exagerando na avaliação. Mesmo controlando as ações ofensivas do adversário, o Peixe se defendeu na maior parte do tempo, principalmente após o empate dos pernambucanos, aos 27 minutos da etapa inicial.

Para o treinador, a equipe poderia até ter saído com um resultado melhor caso aproveitasse melhor as suas chances. “De modo geral o Santos fez uma grande partida, talvez merecesse melhor sorte. Ainda acho que esse ponto vai ser muito importante na nossa sequência”, comentou.

Dorival procurou deixar claro que o Peixe agora tem de fazer valer o seu mando de campo contra o São Paulo, na quarta-feira, na Vila Belmiro, para continuar na reação e impulsionar ainda mais o ponto conquistado na casa dos rivais pernambucanos.

“É um perde, ganha constante. Cada rodada em que você alcance um ponto no mínimo ele já tem uma importância muito grande. Se continuarmos assim, vai ser bom para a nossa sequência”, encerrou.

Santos reclama de sequência, mas terá outro mês de maratona

Tanto os jogadores do Santos quanto o técnico Dorival Júnior foram unânimes em reclamar da sequência de jogos que o clube encarou no último mês, misturando Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. O discurso, que pareceu ensaiado até mesmo antes da bola rolar no empate por 1 a 1 contra o Sport, no domingo, na Ilha do Retiro, dominou os comentários feitos pelos alvinegros.

Desde a vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no dia 8 de agosto, o Peixe somou outros oito jogos até a igualdade em Pernambuco. No total, foram nove partidas disputadas em um espaço de menos de um mês, em uma média de um embate a cada três dias.

“É desumano”, sentenciou o treinador, realçando o esforço feito pelos jogadores ao levar para casa um ponto na bagagem. “Nós temos todos esses jogos seguidos, aí temos de vir para cá, encarar uma viagem de três horas de avião, que somando tudo, entre ida ao aeroporto e chegada ao hotel, dá quase cinco horas. Isso depois de jogar na quinta, com um dia a menos de descanso do que o Sport”, avaliou.

Caso queria se manter firme na briga por uma vaga no G4, porém, o Peixe terá de encarar outra maratona. Da partida de quarta-feira, contra o São Paulo, pelo Brasileiro, até o dia 4 de outubro, quando recebe o Fluminense, na Vila Belmiro, serão oito jogos no espaço de 25 dias, mantendo a média encarada recentemente.

Além de difíceis empreitadas pelo Brasileiro, o alvinegro terá neste meio os dois duelos contra o Figueirense, pela Copa do Brasil, competição que ganhou força devido às vitórias empolgantes nos embates diante do arquirrival Corinthians, pelas oitavas de final. “Vamos ter de redobrar a atenção com o físico para não perder ninguém e chegar inteiro nos jogos mais importantes”, analisou o centroavante Ricardo Oliveira.

“É praticamente impossível, se não der um jeito no nosso calendário, não vai dar”, esbravejou o lateral direito Victor Ferraz, com medo de que a interminável sequência acabe lesionando algum companheiro. “O pessoal reclama que a gente jogou pior contra o Sport do que nos outros jogos, mas não tem como. No fim, cinco jogadores nossos estavam com cãibra porque está todo mundo muito desgastado”, encerrou.

Dorival já prevê jogos ruins e detona: “Dirigente não entra em campo”

Depois do empate em 1 a 1 com o Sport, em Recife, o Santos já pensa no clássico contra o São Paulo, que será disputado nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. E Dorival Júnior não esconde sua preocupação com a queda de rendimento da equipe evidenciada contra os pernambucanos, além de protestar pela vantagem tricolor para o duelo da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“O São Paulo jogou sábado, e nós jogamos domingo no último horário. As cobranças são as mesmas de sempre. Tem que fazer o resultado sempre. Só mostro o que pode vir a acontecer. Está na hora de mudar, porque dirigente não entra em campo”, esbravejou o treinador santista, que em seguida terá de preparar o time para enfrentar a Ponte Preta, em Campinas, às 11 horas do domingo.

“Não são ouvidos quem faz parte do espetáculo. Só são cobrados. Nós jogaremos na quarta. Pegamos a Ponte domingo de manhã. Tanto para nós, quanto para a Ponte será desgastante. Será sol a pino. Jogo lento, com cansaço”, projetou.

O técnico do Peixe quer que o torcedor entenda o momento e os motivos da equipe não conseguir manter o mesmo nível de alguns jogos atrás. Diante disso, Dorival também começa a preparar terreno para iniciar um rodízio na escalação dos jogadores em função do desgaste de alguns e de lesões de outros. Aliás, a alternância dos nomes em campo, hoje tão usual, fez Dorival comparar a diferença na cobrança dada pela imprensa nestes casos.

“Típica situação para que o brasileiro tenha que amadurecer. Quando fizeram, era ‘professor pardal’. De repente, a aceitação muda um pouco, porque o Osorio, que faz um belo trabalho, e o Aguirre vieram com outro perfil. Já usavam isso em seus clubes de origem”, lembrou, citando os exemplos do técnico colombiano do Tricolor Paulista e o ex-treinador uruguaio do Internacional de Porto Alegre.

“O brasileiro tem que mudar. Se poupar e os resultados não acontecerem, a cobrança bate no treinador. Foi assim com o Aguirre. Preferíamos que tivéssemos seis jogos no mês. Seria ótimo. Esses garotos aqui são heróis”, cravou.

Santos 3 x 1 Sport Recife

Data: 22/07/2015, quarta-feira, 22h00.
Competição: Copa do Brasil – 3ª fase – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.370
Renda: R$ 198.185,00
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Victor Ferraz, Ricardo Oliveira, Werley e Elano (S); Renê, Ferrugem e Rodrigo Mancha (SR).
Gols: Gabriel (02-1), Gabriel (35-1) e Diego Souza (39-1); Geuvânio (12-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Paulo Ricardo e Marquinhos Gabriel (Elano); Geuvânio, Gabriel (Rafael Longuine) e Ricardo Oliveira (Nilson).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Ferrugem, Ewerton Páscoa, Durval e Renê; Rithely (Wendel), Rodrigo Mancha, Diego Souza, Élber (Régis) e Marlone (Samuel); André.
Técnico: Eduardo Baptista



Peixe bate o Sport na Vila Belmiro e se classifica na Copa do Brasil

O Santos conseguiu reverter a vantagem do Sport e garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Depois de perder por 2 a 1 na Ilha do Retiro, o Peixe deu o troco e, com uma vitória por 3 a 1, na Vila Belmiro, avançou na competição disputada em mata-mata, nesta quarta-feira.
Gabriel abriu o placar logo aos dois minutos de jogo nesta quarta-feira e ampliou ainda na primeira etapa. Diego Souza, porém, diminuiu em cobrança de falta antes do término do primeiro tempo. Mas Geuvânio acabou com as chances de o duelo ser decidido nos pênaltis com um belo gol no segundo tempo.

Agora, um sorteio na CBF definirá os confrontos da próxima fase, que terão as equipes que disputaram a Libertadores da América somadas à disputa. Com a eliminação, o Sport agora terá o direito de disputar a Copa Sul-Americana. Até por isso, a desclassificação desta quarta-feira acabou não sendo muito lamentada pelos jogadores pernambucanos, já que a competição internacional também dá uma vaga na próxima Libertadores da América ao campeão.

As duas equipes voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro neste fim de semana. No sábado, o Sport visita o Grêmio, em Porto Alegre, às 19h30. O Peixe joga no domingo, de novo na Vila, às 11 horas, contra o lanterna Joinville.

O Rubro-Negro pernambucano é o quarto colocado na tabela de classificação do Nacional, com 27 pontos, enquanto o Alvinegro Praiano é apenas o 17º, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, com 13 pontos nas mesmas 14 rodadas disputadas até aqui.

O jogo

O Peixe começou a partida do jeito que o torcedor queria. Com postura de decisão e partindo para cima. E a pressão inicial deu tão certo que logo aos 2 minutos, Gabriel abriu o placar e encheu o santista de esperança. Na jogada, Zeca recebeu pela esquerda, cortou para dentro e lançou o jovem atacante, que entrou no facão, furando a linha de impedimento do Sport para marcar.

No lance seguinte, jogada pela direita do ataque do Santos e novamente a bola sobrou para Gabriel, que bateu firme, mas errou o alvo desta vez. Era pressão alvinegra na Vila.

Desta forma, com as linhas avançadas, o time de Dorival Jr jogava com os zagueiros na linha do meio de campo, forçado uma compactação que, talvez, o Rubro-Negro pernambucano não esperava. Atordoado, o Sport mal conseguia chegar à meta de Vanderlei. Apenas arriscava algumas jogadas pela esquerda, com Marlone, mas sem oferecer riscos.

A marcação avançada do Peixe, porém, durou apenas 20 minutos. Após isso, o Leão se encontrou em campo e passou a tocar mais a bola. Aos 22, Werley quase entregou o ouro ao afastar mal uma bola alçada na área. Diego Souza pegou a sobra e bateu de primeira, já dentro da área, mas a bola desviou no zagueiro e saiu por cima.

O alívio veio aos 35. Renê recuou mal de cabeça e deu um presente a Ricardo Oliveira, que teve apenas o trabalho de dominar e cruzar rasteiro para Gabriel empurrar para as redes. 2 a 0 Peixe.

Porém, após um bom primeiro tempo, o Santos acabou castigado aos 39 minutos. Werley cometeu falta em Diego Souza na entrada da meia-lua. O próprio meia bateu forte e contou com o vacilo de Marquinhos Gabriel, que virou o corpo na barreira e desviou a bola para o gol. Com isso, com apenas um chute a gol, o Leão conseguiu descer para os vestiários com a disputa igual, já que venceu a primeira partida pelos mesmos 2 a 1.

O segundo tempo teve um panorama bem diferente da primeira etapa. O Sport resolveu mudar sua atitude em campo e o Santos, surpreendentemente, voltou recuado em seu campo, apenas tentando evitar o bom toque de bola dos pernambucanos.

Porém, apesar do aparente domínio, os visitantes não conseguiam finalizar. Já o Peixe, apesar da pouca posse de bola, acabou marcando seu terceiro gol aos 12 minutos. Renato acertou um belo lançamento e encontrou Geuvânio nas costas do zagueiro Éwerton Páscoa. O camisa 11 aguardou o quique da bola e bateu de sem pulo para balançar as redes.

Empolgado, o Peixe quase chegou ao quarto gol em chute despretensioso de Gabriel, pela direita. Danilo Fernandes tocou na bola, que ainda bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.

O Sport respondeu aos 19 com chute de longe de Diego Souza, que assustou Vanderlei. Mas a Vila Belmiro se calou mesmo, por alguns segundos, aos 26, quando o Rubro-Negro pernambucano chegou ao ataque tocando rápido e encontrou Wendel, livre na entrada da área. O jogador pegou de primeira e a bola raspou a trave, no ângulo direito do camisa 1 santista.

O jogo ficou completamente aberto na segunda metade da etapa complementar. O Sport se lançou de vez ao ataque, já que um gol lhe daria a classificação, enquanto o Peixe criava perigo sempre que saía nos contra-ataques em busca de liquidar o jogo de uma vez por todas.

Mas, como ninguém mais balançou as redes, mesmo com muita pressão do Sport nos minutos finais, o Peixe garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil e, consequentemente, colocou os pernambucanos na disputa da Copa Sul-Americana.

Bastidores – Santos TV:

Ricardo Oliveira se empolga com pegada do Peixe e planeja reação

Ninguém no Santos consegue negar que a situação no Campeonato Brasileiro incomoda. E, nesta quarta-feira, quem pagou o pato por essa ‘raiva’ dos jogadores santistas foi o Sport, derrotado por 3 a 1 na Vila Belmiro, dando adeus à Copa do Brasil e rumando à disputa da Copa Sul-Americana.

Após a partida, acompanhada por quase 9.000 torcedores (houve promoção no preço dos ingressos), Ricardo Oliveira fez questão de ressaltar a importância da classificação às oitavas de final.

“Temos que ressaltar a pegada, o compromisso, a parceria dentro de campo. Isso foi fundamental para conseguirmos os triunfos. Devemos valorizar essa cara agressiva que tivemos contra o Figueirense e que repetimos no primeiro tempo. Tomamos gol, mas o time foi intenso. Isso é importantíssimo para nós”, avaliou o camisa 9, sem negar que a zona de rebaixamento no Brasileirão é o que mais deixa a equipe preocupada. “Já passou do tempo de sair dali.”

Artilheiro do Peixe e do Campeonato Brasileiro, Ricardo Oliveira também minimizou o fato de ter passado em branco nesta quarta-feira, com apenas uma assistência para o segundo gol de Gabriel – Geuvânio completou o placar.

“Sempre ressaltei que minha função é fazer gol, mas, acima de marcar gol, quero ver meu time ganhar. Se eu não fizer e o time vencer, estou feliz do mesmo jeito. O mais importante é todo o mundo estar feliz, é descer no vestiário e ver todo o mundo comemorando junto”, explicou.

Empolgado, o capitão santista agora quer que o time mantenha a postura e não teme qualquer adversário na sequência da temporada. “Essa é a nossa cara. O time não pode mudar com esse compromisso, com essa pegada. Com esse comprometimento, ninguém vai ganhar da gente. Agora é ganhar os jogos, no Campeonato Brasileiro tem que ganhar”, afirmou, ressaltando a força da Vila Belmiro durante o duelo contra o Sport, nesta quarta-feira.

“Sempre gosto de jogar aqui na Vila. É o alçapão, e precisamos deles (torcedores) todos os jogos. O torcedor tem que acreditar no nosso time, como fez hoje (quarta). E o time precisa cooperar. Não merecemos continuar nessa zona do campeonato”, encerrou o centroavante, que está suspenso e não enfrentará o Joinville neste domingo.

Dorival aprova postura do Santos, mas vê time melhor em clássico

O Santos se caracterizou no Campeonato Brasileiro por sair na frente em quase todas as partidas e acabar derrotado por causa de gols sofridos nos minutos finais dos jogos. Nesta quarta-feira, a equipe sofreu forte pressão do Sport, na Vila Belmiro, mas suportou e, com a vitória por 3 a 1, garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, depois de perder o jogo de ida por 2 a 1. Ao analisar a partida, Dorival Júnior, que comandou o time apenas pela terceira vez, evitou comparar as situações, mas elogiou a forma como seus comandados se comportaram em campo.

“Foi uma coincidência. O Santos saiu na frente em alguns jogos e os gols saíam nos últimos minutos. Isso é um fator de campo. Não dá para trabalhar. Pegamos uma equipe dificílima de se jogar. Sabíamos que seria um jogo para arriscar. O Santos ficaria à mercê do que o Sport explora bem, os contra-ataques. Evoluímos de maneira compacta, com a chegada de seis jogadores na área”, explicou.

O gol de Diego Souza, aos 39 minutos do primeiro tempo, deu um balde de água fria na equipe e na torcida santista, já que o Peixe havia aberto 2 a 0 e os pernambucanos não tinham acertado o gol nenhuma vez até então. A reação na segunda etapa também foi destacada pelo treinador.

“Tivemos algumas precauções importantes. Sofremos o primeiro gol no primeiro tempo e depois tivemos chance de ampliar. De repente, o gol de falta tira uma possível vantagem. Mas isso também foi bom para entrarmos mais ligados no segundo tempo. Foi uma postura que favoreceu”, comentou.

Apesar da vitória e da classificação, Dorival se manteve frio e, durante a entrevista coletiva, voltou a elogiar a atuação diante do Palmeiras, no último domingo, no Palestra Itália. Mesmo com a derrota por 1 a 0 na ocasião, o técnico entende que nem mesmo a atuação do Santos nesta quarta-feira foi superior.

“Os melhores 90 minutos do Santos foram contra o Palmeiras e tivemos derrota. A equipe está melhorando e pode produzir mais ainda. Alguns jogadores buscam adaptação. Eu mesmo estou em processo de conhecimento do elenco”, explicou, sem deixar de valorizar a entrega frente ao Sport, quarto colocado no Campeonato Brasileiro.

“Ímpeto de luta: isso o Santos tem que resgatar. Foi um jogo fundamental. A exigência é grande para qualquer equipe que jogue contra o Sport”, completou.

Entrada de Elano
Logo aos seis minutos do segundo tempo, vencendo por 2 a 1, resultado que levaria a definição do para os pênaltis, Dorival Jr. surpreendeu e colocou Elano na vaga de Marquinhos Gabriel. Após o jogo, o técnico justificou a alteração em um momento que o Sport tinha a iniciativa de atacar.

“O Sport já começava a ter mais posse de bola e a nossa marcação não era tão agressiva. Com o Elano, um homem mais experiente, com menor mobilidade, mas um posicionamento um pouco mais consistente, teríamos uma melhora. Trabalhamos mais a bola. O segundo tempo estava diferente de como acabou o primeiro. Tentei a corrigir e sacrifiquei o Marquinhos, mesmo com ele tendo uma atuação muito boa. Talvez até melhorasse, mas tive que tomar uma decisão”, explicou.

Neste domingo, o Peixe voltará a campo e espera aproveitar a empolgação pela vitória na Copa do Brasil para deixar a zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Às 11 horas, a equipe de Dorival Jr. receberá o lanterna Joinville na Vila Belmiro. Vale destacar que Ricardo Oliveira e Neto Berola estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Elano fala em “jogo de homem” e revela conversa com torcedores no CT

Elano entrou logo no início da segunda etapa e colaborou com toda sua experiência para que o Santos alcançasse o terceiro gol e cravasse sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, com a vitória por 3 a 1 sobre o Sport, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Com a situação incômoda da equipe no Campeonato Brasileiro, o meio-campista fez questão de valorizar a classificação em cima de um time que é o quarto colocado na principal competição do país.

“Temos que valorizar as vitórias. O Sport está fazendo um grande ano, é um grande time. O Santos está de parabéns, mas temos que manter os pés no chão”, comentou. Além disso, Elano revelou que alguns torcedores do clube foram ao CT Rei Pelé conversar com os jogadores antes da decisão desta quarta e se mostrou emocionado com a atitude.

“Durante a semana, cerca de 20 torcedores e cada torcida (organizada) do Santos foram ao CT e pediram para conversar com a gente. E sabe o que eles falaram? ‘Nós estamos com vocês. Precisamos de vocês para dar a vida dentro do campo’”, afirmou um dos grandes ídolos da história do Santos.

“O Santos só sai dessa situação porque tem esse tipo de coisa. O Santos é diferente. Hoje (quarta), tinha que ser com coração, jogo de homem. Hoje nós tínhamos que ganhar. Graças a Deus, deu tudo certo, mas agora é colocar os pés no chão, porque domingo tem mais”, finalizou.

Santos 2 x 2 Sport Recife

Data: 31/05/2015, domingo, 11h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 4ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.481 pagantes
Renda: R$ R$ 321.055,00
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Auxiliares: Carlos Berkenbrok (SC) e Leonardo Mendonça (ES).
Cartões amarelos: Wendel e Neto (SR); David Braz (S).
Gols: Robinho (43-1); Joelinton (06-2), Werley (24-2) e Samuel Xavier (47-2).

SANTOS
Vladimir; Daniel Guedes (Daniel Guedes), David Braz, Werley e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Ricardo Oliveira (Rafael Longuine) e Robinho.
Técnico: Serginho Chulapa

SPORT RECIFE
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Neto Moura, Régis (Diego Souza) e Maikon Leite (Élber); Joelinton (Mike).
Técnico: Eduardo Baptista



Em “até logo” de Robinho, Sport arranca empate do Santos na Vila

Um dia antes de se apresentar à Seleção Brasileira, Robinho viu o Santos empatar com o Sport neste domingo, na Vila Belmiro, por 2 a 2. O camisa 7 marcou o primeiro gol, viu Joelinton empatar e comemorou a cabeçada certeira de Werley. No fim, Samuel Xavier ainda encontrou tempo para empatar. O público no estádio superou as expectativas nesta manhã, mas vaiou o time no fim da partida.

O placar deste domingo não ‘vingou’ a derrota alvinegra na Ilha do Retiro, pela primeira partida da terceira fase da Copa do Brasil, por 2 a 1. Os dois times voltam a se enfrentar depois da disputa da Copa América.

O Rubro-Negro se manteve bem colocado na vice-liderança do Brasileirão. Enquanto isso, o Peixe aparece em nono lugar. O Peixe duela com o São Paulo no meio de semana, enquanto o Sport recebe o Goiás.

O jogo

O primeiro tempo de jogo na Vila Belmiro pôs em xeque duas estratégias diferentes: enquanto o Santos apostou na pressão para sair na frente no placar, o Sport acreditava nos contra-ataques rápidos pela direita com o estreante Maikon Leite. Melhor para o time da casa, que desceu aos vestiários com a vitória com gol de seu capitão Robinho.

Como o gol só saiu aos 43 minutos, o Santos teve tempo de sobra para incomodar o Leão. Inspirado, Lucas Lima desfilou um leque de ótimos passes pela Vila Belmiro e, por vezes, encontrou Ricardo Oliveira na área. Bem marcado, o camisa 9 não conseguiu balançar as redes, mas esteve presente em todas as jogadas de ataque da equipe.

O trio de ataque santista, inclusive, incomodou bastante. Rápido, Geuvânio comandou as descidas pela esquerda da equipe, enquanto Victor Ferraz liderava pela direita. Assim, com boa partida de Victor, Geuvânio, Lucas, Ricardo e Robinho o Santos chegou ao gol.

Aos 43, Daniel Guedes cruzou e o camisa 7 cabeceou para a defesa de Danilo Fernandes. Em posição irregular, Ricardo Oliveira mandou de cabeça na trave e a bola sobrou para Robinho, do meio da pequena área, emendar um lindo voleio e abrir o placar para o time da Baixada.

O técnico Eduardo Baptista mudou antes do início do segundo tempo e conseguiu resultado logo aos seis minutos de bola rolando. Maikon Leite e Régis deram lugar a Diego Souza e Élber, que deixaram o Sport com maior qualidade de passe no meio-campo e boas jogadas ofensivas com o camisa 87. Deu certo.

Lucas Lima errou em saída de bola e desabou no gramado sozinho, deixando Rithely livre para seguir caminho com a bola até a área e servir Joelinton. O camisa 9 apareceu sozinho para mandar no canto baixo direito do goleiro Vladmir, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate leonino.

O Santos não demorou a reagir. Depois de tentar algumas jogadas e não ter sucesso, Geuvânio deu lugar a Gabriel. Cheio de vontade, o camisa 10 contagiou o restante do time a ir para o ataque. Aos 24 minutos, Lucas Lima cobrou escanteio e Werley, mesmo marcado, subiu mais alto que todos para cabecear e marcar seu segundo gol com a camisa branca.

O Spor conseguiu a vitória no último minuto de partida. Em boa descida pela direita, o lateral Samuel Xavier encontrou espaço para chutar de dentro da área e contar com uma ajudinha de Vladimir para marcar o segundo gol da equipe leonina.

Robinho se destaca em empate na Vila Belmiro

Gol de voleio, lindos dribles, movimentação e liderança. O “tchau” de Robinho neste domingo foi em grande estilo. O camisa 7 foi a grande estrela do Santos no empate com o Sport na Vila Belmiro e comandou o ataque santista durante os mais de 90 minutos de duelo. Agora, o ídolo se prepara para sua apresentação à Seleção Brasileira.

Robinho se reúne com os outros convocados à disputa da Copa América nesta segunda-feira. O Brasil tem amistoso marcado para o próximo domingo, às 17h, no Allianz Parque, em São Paulo, contra o México. Depois ainda encara Honduras, no Beira-Rio, ante do embarque definitivo ao Chile.

Mesmo longe, Robinho deverá movimentar a semana do Santos, já que o presidente Modesto Roma Jr acredita que o acordo de renovação com o craque deverá ser selado na quarta-feira, na presença da representante do jogador, Marisa Alija.

No intervalo da partida, o Rei das Pedaladas garantiu que seu desejo é de “permanecer e ajudar” o clube de seu coração. Em sua última entrevista coletiva, no entanto, afirmou que “é profissional” e que vai pensar no melhor para seu futuro e de sua família.

O contrato de empréstimo feito em acordo com o Milan se encerra em 30 de junho. Assim, o atacante só volta a vestir a camisa 7 santista se de fato um acordo de renovação for selado. A proposta atual seria de R$ 36 milhões por cinco temporadas.

Durante a disputa da Copa América, com o Brasileirão rolando simultaneamente, o técnico Marcelo Fernandes terá que quebrar a cabeça para encontrar um substituto a altura do craque. Gabriel e Rafael Longuine são fortes candidatos.

Bastidores – Santos TV:

Marcelo Fernandes se defende: “Estava fora do campo de jogo”

Em entrevista coletiva, o técnico Marcelo Fernandes se defendeu das ‘acusações’ de Leandro Bizzio Marinho, quarto árbitro da partida entre Santos e Sport, na Vila Belmiro, neste domingo, que flagrou o treinador suspenso se comunicando com a comissão técnica do Peixe através de um buraco no camarote do estádio colado ao banco de reservas.

“Ali, eu estou fora do jogo. Eu pergunto a vocês onde é que eu poderia ficar se não ali? O estádio permite que eu fique ali no camarote, outros estádios também são assim. Minha suspensão foi cumprida. Eu até fiquei em pé para evitar problemas, quando eu fui sentar o quarto árbitro veio reclamar e eu expliquei a ele a situação. Eu fiz o que tinha que fazer, fiquei fora do campo de jogo”, justificou.

O “buraco” no camarote foi fotografado e deverá entrar na súmula da partida. Fernandes foi expulso na partida contra a Chapecoense, rodada passada, na Arena Condá. Assim, o comando técnico do Santos neste domingo ficou a cargo do auxiliar Serginho Chulapa.

Fernandes reclama de falta de fair play e exalta base santista

Nos primeiros meses comandando o Santos, Marcelo Fernandes demonstrou ter sangue quente dentro de campo. Desde que foi efetivado, o técnico já foi expulso de campo em duas ocasiões, primeiro no jogo de ida da final do Paulistão contra o Palmeiras e depois na última rodada do Campeonato Brasileiro, a derrota contra a Chapecoense. Em entrevista ao Mesa Redonda da TV Gazeta, neste domingo, Marcelo justificou a expulsão em Santa Catarina que o tirou do comando da equipe no empate contra o Sport na Vila Belmiro.

“A respeito da expulsão, fiquei muito indignado. Os quartos árbitros não estão deixando a gente trabalhar sossegado. Olhei para o banco da Chapecoense e reclamei de um lance que eles não fizeram o fair play. Isso é uma coisa que eu prego aos meus jogadores, é importante. O quarto árbitro veio me questionar, expliquei o motivo da reclamação e ele me disse que eu estava fora. Aí eu me exaltei e acabei errando, xingando o árbitro”, disse o técnico santista.

Neste domingo, no empate contra o Sport, o Peixe jogou sob comando do auxiliar Serginho Chulapa. Porém, apesar de suspenso, Fernandes esteve ligado no jogo, passando informações para a equipe por meio de um buraco no acrílico dos camarotes da Vila. O treinador negou que burlou as regras, e utilizou a estrutura do estádio como justificativa.

“Só fui uma vez (que falei com o time), não queria causar desconforto com o Serginho. O quarto árbitro veio falar comigo. Mas o campo é assim, o que vou fazer?”, explicou técnico, que apesar do empate, elogiou seus comandados.

“Tivemos um volume muito bom de jogo. Conseguimos o segundo gol através de uma bola parada. Perdemos um terceiro gol e duas oportunidades, e numa infelicidade do Renato acabamos tomando o empate. Foi uma partida que tínhamos consciência que dava pra ganhar. A vitória seria mais justa, mas agora é bola pra frente, não temos tempo pra amargurar”, declarou

Marcelo Fernandes também falou sobre os trunfos que o Peixe utiliza para revelar tantos jogadores. Para ele, o diferencial está nas chances que o clube dá aos garotos desde o início da carreira.

“O Santos coloca o jogador para jogar. Esse é o diferencial. Hoje mesmo eu coloquei o Daniel Guedes, tenho escalado o Lucas Otávio, que vem fazendo bons jogos. No Santos, há uma paciência maior. Existem os problemas das expectativas de um novo Neymar, um novo Robinho, mas temos que aprender que cada um é cada um, sem essa de ficar com comparações. Mesmo assim, o trabalho de base é muito bem feito”, falou o técnico, que também exaltou a baixa folha salarial do clube e a presença da torcida no duelo contra o Sport.

“É importante falar que o Santos é campeão paulista com uma folha salarial de 3 milhões. Tem time por aí com 10 milhões de folha, o caminho não é esse. Não cabe mais isso no futebol. É difícil manter um time hoje com essa folha salarial”, disse. “Fiquei muito feliz com o público na vila hoje. Foi um ambiente muito legal, infelizmente não conseguimos a vitória, mas a torcida está de parabéns”, finalizou.