Sport Recife - Acervo Santista

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Sport Recife 1 x 1 Santos

Data: 19/10/2017, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 16.377 presentes (14.802 pagantes e 1.575 não pagantes)
Renda: R$ 236.458,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA/FIFA)
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Jose Ricardo Guimaraes Coimbra (PA)
Cartões amarelos: Wesley (SR); Lucas Veríssimo, Yuri, Vecchio, Copete e Matheus Jesus (S).
Gols: Ricardo Oliveira (03-1) e Rogério (38-2)

SPORT RECIFE
Magrão; Raul Prata (Samuel Xavier), Ronaldo Alves, Henríquez e Sander; Rithely, Patrick, Wesley (Juninho), Diego Souza e Osvaldo (Rogério); André.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Yuri (Vecchio), Matheus Jesus e Lucas Lima; Serginho (Copete), Jean Mota e Ricardo Oliveira (Kayke).
Técnico: Levir Culpi



Santos não convence, sofre pressão, empata com Sport e fica longe do título

O Santos vai dando adeus a um sonho que nem chegou perto de conquistar. Mais uma vez sem apresentar um bom futebol, a equipe comandada por Levir Culpi viu o Sport dominar as ações desde o início nesta quinta-feira, na Ilha do Retiro, até abriu o placar com Ricardo Oliveira, mas levou o merecido empate no final do jogo e ficou bem distante da conquista do Campeonato Brasileiro.

O empate não só manteve o alvinegro longe do líder Corinthians, como fez a equipe comandada por Levir Culpi cair para a quarta colocação, atrás de Palmeiras e Grêmio, que também estão com 50 pontos, mas vencem no número de vitórias. Já o Sport chegou aos 35 pontos e assumiu a 12ª colocação do Brasileiro.

O jogo

O jogo começou elétrico em Recife. Com menos de um minuto, André arriscou de fora da área, a zaga do Santos tirou e armou contra-ataque com Lucas Lima, que lançou para Ricardo Oliveira. O atacante bateu firme com a perna esquerda, mas Magrão salvou.

Dois minutos depois, o goleiro e o camisa 9 ficaram frente a frente de novo. Desta vez, porém, o santista levou a melhor. Após belo lançamento de Jean Mota, Oliveira ganhou na corrida de Durval e bateu mais uma vez de esquerda. A bola passou por baixo dos braços de Magrão e morreu no fundo da rede.

Após abrir o placar, o Peixe recuou bastante e viu o Sport crescer na Ilha do Retiro. Aos 13, Osvaldo cobrou falta na área, Rithely desviou de cabeça, e Vanderlei fez grande defesa.

Nos minutos seguintes, a equipe pernambucana seguiu se impondo no ataque, mas abusava dos cruzamentos na área, sempre cortados por Braz ou Veríssimo.

Aos 34, porém, o empate quase veio após jogada individual de Diego Souza. O meia fez fila dentro da área e bateu rasteiro no canto esquerdo. Vanderlei se esticou todo e fez outra defesa belíssima.

Pressionado, o Peixe tentava apostar no que sabe fazer melhor: contra-atacar. Porém, sem contar com Bruno Henrique, machucado, a equipe não conseguia assustar o goleiro Magrão.

Em contrapartida, o Sport fez Vanderlei trabalhar bem mais uma vez, aos 44 minutos, quando André aproveitou vacilo de Lucas Veríssimo e só não empatou pois Vanderlei salvou com os pés.

Assim como no primeiro tempo, o jogo voltou do intervalo bem movimentado na Ilha. Com poucos segundos, Diego Souza mandou uma bomba de fora da área, assustando Vanderlei.

O Santos respondeu aos 10 minutos, quando Lucas Lima lançou para Ricardo Oliveira. Porém, antes do centroavante chegar na bola, Magrão afastou com os pés.

Apesar da pressão sofrida no primeiro tempo, o Peixe seguiu apostando nos contra-ataques, sem sucesso. O Leão, por sua vez, se lançou ao ataque e sufocou a equipe comandada por Levir Culpi.

Aos 21, Diego Souza lançou para Osvaldo na área, Lucas Veríssimo cortou e a bola sobra para Juninho, que mandou pra fora.

A pressão do time pernambucano seguiu. Acuado, o alvinegro segurou até onde deu. Aos 38 minutos, porém, o Sport conseguiu chegar ao merecido empate. Rogério tentou novo cruzamento na área, a bola enganou todo mundo e foi direto para o gol de Vanderlei.

Em contra-ataque, o Peixe até chegou bem perto da vitória no final da partida. O único problema é que Kayke, na cara de Magrão, isolou a bola, decretando o empate.

Levir ‘culpa’ eleição por jogo fraco do Santos e vê Libertadores como objetivo

Após sofrer contra o Vitória dentro de casa, na última segunda-feira, o Santos foi até Recife e voltou a jogar mal, desta vez contra o Sport, na Ilha do Retiro. Sufocado, o time comandado por Levir Culpi foi pressionado do início ao fim e penou para segurar o empate em 2 a 2, em duelo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E qual é o motivo pelas más apresentações do Peixe? Desfalques? Falta de treinos? Para o comandante santista, os problemas dentro de campo estão sendo causados pelos bastidores políticos do clube.

Na visão de Levir, as eleições presidenciais do Santos, que acontecem no dia 9 de dezembro, estão atrapalhando o ambiente da equipe.

“Tenho certeza (que o ano de eleição interfere no time). Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. O ano político, com eleição em dezembro… Você não sabe disso, não é jogador ou técnico”, disse o treinador em entrevista coletiva após a igualdade com o Leão.

O empate não só manteve o Peixe longe do líder Corinthians, como fez a equipe cair para a quarta colocação, atrás de Palmeiras e Grêmio, que também estão com 50 pontos, mas vencem no número de vitórias.

Por conta disso, Levir já começa a ver a classificação para a Libertadores como principal objetivo no competição. Mesmo assim, o treinador não jogou a toalha pelo título.

“Nós queremos a classificação para a Libertadores. Mas matematicamente podemos alcançar o Corinthians. É difícil pegar, mas é completamente possível. Temos que acreditar no resultado”, concluiu Levir.

Kayke admite má atuação do Santos e lamenta gol inacreditável perdido

Jogando muito mal, o Santos sofria para segurar o empate em 1 a 1 com o Sport, nesta quinta-feira, na Ilha do Retiro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Aos 43 minutos do segundo tempo, porém, Kayke teve a chance de dar a vitória ao Peixe. Após passe de Vecchio, o atacante ficou na cara de Marcão e… isolou!

Mesmo sem merecer, a vitória deixaria o alvinegro a 7 pontos do líder Corinthians. Com a chance inacreditável perdida por Kayke, a equipe comandada por Levir Culpi segue com uma distância de 9 pontos para o rival. Além disso, os santistas ainda foram ultrapassados por Grêmio e Palmeiras.

Na saída do gramado, o camisa 11 assumiu o erro no lance que poderia dar o triunfo ao Santos e ainda admitiu a má atuação do time em Recife.

“Faltou botar para dentro. Nosso segundo tempo foi muito abaixo, jogamos só no final. Eles abafaram a gente no jogo. Eu perdi a chance que poderia ter sido o gol (da vitória). Fica o sentimento de frustração, a gente poderia encostar no Corinthians”, disse Kayke.

Luxemburgo não lamenta empate com o Santos na Ilha do Retiro

O Sport é o 14º na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, três pontos acima da zona de rebaixamento. Nessa quinta-feira, o Leão tropeçou em casa, ficou apenas no empate com o Santos na Ilha do Retiro, mas, nem por isso o técnico Vanderlei Luxemburgo deixou o estádio sob lamentações. Para o experiente treinador, o ponto conquistado diante do vice-líder pode fazer a diferença ao fim da competição.

“Falei isso para os jogadores, nas circunstâncias do jogo, temos de valorizar o empate, eles acharam uma bola no primeiro tempo e nós fomos e fomos e fomos… Lá na frente de repente esse ponto pode ser muito importante para nós”, comentou Luxa, em entrevista coletiva.

Nem mesmo o fato do Sport ter levado um gol com apenas três minutos de jogo gerou algum tipo de revolta ou insatisfação no técnico rubro-negro.

“O Ricardo (Oliveira) é um grande jogador, a gente tem a preocupação de sempre analisar o erro seu e esquece de analisar o adversário. Ele é um cara que enfrenta goleiro e sabe fazer gol. Não foi desatenção, foi qualidade do adversário mesmo. Importante é que nós equilibramos, conseguimos jogar o adversário para trás e manter o equilíbrio no jogo”, analisou.

Autor do gol de empate do Leão já aos 38 minutos do segundo tempo, Rogério marcou o gol número 100 da equipe na temporada. O atacante, que chegou ao seu 10º gol no ano, saiu do banco e acabou sendo decisivo, no entanto, não negou que o resultado foi aquém do esperado.

“Resultado amargo pelo empate, a gente queria vencer para sair dessa zona, mas não conseguimos, levantar a cabeça e trabalhar para sair dessa situação”, disse, ao Premiere, já de olho no duelo contra o Atlético-PR, em Curitiba.

Jogadores interferem, direção do Santos volta atrás e mantém Levir (Em 20/10/2017)

Levir Culpi ficou apenas minutos desempregado. E voltou para o mesmo emprego.

Após ser dispensado pela direção do Santos durante um encontro na tarde desta sexta-feira (20), o treinador se reuniu com o elenco, ganhou apoio dos jogadores e acabou vendo os cartolas reveterem a decisão.

A sequência de três empates nos últimos jogos do Campeonato Brasileiro, diante de Ponte Preta, Vitória e Sport havia convencido os dirigentes de que o momento da troca era esse.

Elano, auxiliar-técnico, seria promovido à condição de treinador até o fim do ano e, após as eleições presidenciais, o novo comandante do clube iria ao mercado buscar um nome de mais peso, com Roger Machado, Jair Ventura ou Cuca.

Tudo mudou, no entanto, em poucos minutos. Antes mesmo do anúncio oficial da saída de Levir, uma nova reunião tomou conta do CT, desta vez envolvendo o grupo de atletas. E o pedido unânime para a manutenção do treinador acabou aceito por Modesto e pelos dirigentes.

Ao passar pelos jornalistas, que sofreram com a gozação dos atletas, Modesto admitiu que chegou à reunião para demitir Levir, fato que foi informado a todos pelo próprio assessor do técnico, mas que desistiu da ideia após conversar com o elenco.

“Viemos todos aqui para dizer que estamos juntos e fechados entre nós. No Santos, todo mundo é porco e ninguém é galinha no omelete de bacon. A galinha participa, o porco se compromete. Todos nos comprometemos. Viemos ouvir o grupo e a comissão para ter um foco melhor nas decisões. Viemos decididos a conversar e optamos pelo melhor para o Santos”, afirmou Modesto.


Santos 0 x 1 Sport Recife

Data: 24/06/2017, sábado, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.272 pagantes
Renda: R$ 215.970,00
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn e Luciano Roggenbaum (ambos do PR).
Cartão amarelo: Lenis (SR).
Gol: Osvaldo (36-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Fabián Noguera e Jean Mota; Renato, Thiago Maia (Hernández) e Lucas Lima; Copete, Bruno Henrique e Kayke (Vitor Bueno).
Técnico: Levir Culpi

SPORT: Magrão; Raul Prata (Samuel Xavier), Ronaldo Alves, Henríquez e Sander; Patrick, Rodrigo (Thallyson), Everton Felipe (Osvaldo), Diego Souza e Lenis; André.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos erra muito, “entrega” gol e perde para o Sport na Vila

O Santos teve uma noite para se esquecer neste sábado, diante do Sport, na Vila Belmiro. Com moral alto após somar quatro vitórias e um empate nos cinco jogos anteriores, os donos da casa perderam gols feitos com Kayke e, principalmente, Jean Mota, pouco conseguiram criar e viram os pernambucanos marcarem o único gol da partida em lance infeliz do zagueiro Noguera. Já no fim da partida, ele “entregou” a bola nos pés de Osvaldo, livre dentro da pequena área.

Com o resultado, o Peixe perde uma invencibilidade de cinco jogos, construída desde a saída de Dorival Júnior, com quatro vitórias e um empate, estacionando nos 16 pontos conquistados. O Leão, por sua vez, chega aos 12, deixa a zona de rebaixamento e ganha um alívio após o início errante de Luxemburgo no cargo de técnico, somando sua primeira vitória dentro da Vila em toda a história.

O jogo

O primeiro tempo da partida mostrou duas equipes apostando na forte marcação em suas respectivas intermediárias, sem deixar os setores criativos trabalharem com liberdade. As entradas de ambas área foram tão povoadas que Lucas Lima, pelo Santos, e Diego Souza, pelo Sport, os dois atletas de Seleção Brasileira em campo, passaram mais tempo no campo de defesa do que no campo de ataque, buscando abrir espaços aos companheiros.

A primeira chance veio aos 17 minutos de bola rolando, que os pernambucanos erraram em uma dessas trocas de passe na intermediária ofensiva. Copete roubou e deu belo passe em profundidade para Kayke, que correu nas costas de Ronaldo Alves. O centroavante invadiu a área e ficou cara a cara com Magrão, mas pecou na hora de tirar do goleiro. De bico, acabou mandando a bola direto pela linha de fundo.

A resposta veio em outro desarme realizado no campo ofensivo, dessa vez pelos pernambucanos. O centroavante André dominou a bola na intermediária e tocou entre Jean Mota e Noguera. Lenis ganhou da dupla santista e só não fez o gol porque Vanderlei saiu muito bem para abafar o lance. Na sequência, o avante do Sport seguiu de pé, acompanhado de perto pelo arqueiro rival, e tentou por cobertura, mas mandou para fora.

Depois disso, o jogo voltou ao ritmo imposto nos minutos iniciais, sem jogadas de profundidade. Até o intervalo, a melhor chance mais uma vez caiu nos pés de Kayke. Aos 45 minutos, Bruno Henrique se enrolou com o zagueiro e a redonda ficou com Lucas Lima, que errou o chute. A bola, porém, sobrou com o centroavante do Peixe, que parou e chutou de chapa, buscando o canto direito, sem sucesso.

Em busca de uma movimentação maior no setor ofensivo, o Santos voltou ao gramado com Lucas Lima abandonando a ideia de buscar a bola na defesa e se posicionando mais perto dos atacantes, com a intenção de vencer o bloqueio adversário. A melhor saída para o Peixe, no entanto, tornou-se a lateral direita, setor onde Victor Ferraz encontrou bastante espaço para apoiar e tabelar com Bruno Henrique.

Aos 23 minutos, por sinal, a dobradinha quase deu certo, quando o lateral observou a movimentação do atacante já bem próximo da linha lateral e acionou Kayke. Quase na dividida com Sander, Kayke conseguiu cruzar rasteiro para a chegada de Copete, fechando em diagonal. O colombiano dividiu com o goleiro Magrão e a bola sobrou limpa para Jean Mota, com o arqueiro rival caído, da marca do pênalti. O meia improvisado na lateral, porém, conseguiu isolar a chance na arquibancada da Vila.

Esperto quanto à oportunidade de ganhar a partida, Luxemburgo mandou a campo nomes como o atacante Osvaldo e o lateral direito Samuel Xavier, que estavam no banco de reservas. O gol quase veio aos 33, quando Diego Souza bateu falta na lateral na área e Ronaldo Alves, livre, chutou por cima. Três minutos depois, porém, o Santos não se salvou. Pior ainda: se atrapalhou.

Diego Souza clareou jogada pela direita e achou Lenis. O atacante invadiu a área e rolou para trás, mas mandou nos pés do zagueiro Noguera. O argentino não conseguiu fazer o corte e acabou mandando para trás, na pequena área, Lá, Osvaldo, em posição legal tanto no passe de Lenis quanto por ter recebido a bola de um adversário, girou rápido e venceu Vanderlei, sacramentando a primeira derrota de Levir no Peixe.

Bastidores – Santos TV:



Sport Recife 1 x 0 Santos

Data: 24/09/2016, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 7.934 pagantes
Renda: R$ 129.495,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO).
Cartões amarelos: Matheus Ferraz e Vinícius Araújo (SR); Copete (S).
Cartão vermelho: Elano (S).
Gol: Rogério (10-1).

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodney Wallace; Rithely, Neto Moura (Paulo Roberto), Diego Souza, Gabriel Xavier (Vinicius Araújo) e Everton Felipe; Rogério.
Técnico: Oswaldo de Oliveira

SANTOS
Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique (David Braz), Luiz Felipe e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Elano), Copete e Rodrigão (Jean Mota).
Técnico: Dorival Junior



“Neymar do Nordeste” decide, Santos perde do Sport e fica longe do líder

Após conquistar três vitórias seguidas, contra Corinthians, Botafogo e Santa Cruz, respectivamente, o Santos começou a pensar novamente no título do Campeonato Brasileiro. Porém, o Peixe voltou a ficar pessimista neste sábado. Com Rogério inspirado, o alvinegro perdeu para o Sport por 1 a 0, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada, e já começa a se despedir da disputa pelo caneco do Brasileirão. O gol marcado pelo “Neymar do Nordeste” deixou os santistas distantes do líder Palmeiras.

Com a derrota, a equipe de Vila Belmiro estacionou no quarto lugar, com 45 pontos, e viu o rival alviverde vencer seu jogo contra o Coritiba, em São Paulo. Por conta disso, o Verdão abriu nove pontos em relação do Peixe. Mesmo sem chance de sair do G4, o revés pode fazer o Corinthians encostar no Alvinegro Praiano. Caso o Timão vença o Fluminense, irá ficar a um ponto de distância do Santos.

Agora, os comandados de Dorival Júnior “esquecem” o Campeonato Brasileiro e miram suas forças na Copa do Brasil.

Já o Sport se recuperou no Brasileirão. Após duas derrotas seguidas, o Leão chegou aos 33 pontos e subiu para a 13ª colocação, afastando-se da zona de rebaixamento. Como já foi eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana, a equipe pernambucana se concentra na próxima rodada do Campeonato Brasileiro.

O jogo

Suspenso por dois jogos por conta de reclamações contra a arbitragem da derrota santista para o Internacional por 2 a 1, no último dia 8 de setembro, no Beira-Rio, o zagueiro Gustavo Henrique conseguiu entrar em campo por conta de um efeito suspensivo. Porém, todo o esforço do Santos foi por água abaixo logo aos 3 minutos de jogo. Em uma dividida com Diego Souza, o defensor levou a pior e precisou ser substituído por David Braz.

Após queimar uma substituição no início do duelo, o Peixe foi totalmente pressionado pelo Sport, que contou principalmente com a estrela de Rogério. Inspirado, o atacante parou no goleiro Vanderlei em duas boas oportunidades. Na terceira chance ele não perdoou. Aos 10 minutos, o ‘Neymar do Nordeste’ dominou dentro da área, girou em cima de David Braz e bateu no canto, abrindo o placar para o Leão na Ilha do Retiro.

Mesmo com o placar adverso, o Santos não conseguia atacar a equipe pernambucana. Tanto que a primeira chance do alvinegro foi somente aos 20 minutos jogo, quando Rodrigão acertou a trave após cobrança de escanteio. Mas a resposta do Sport veio logo em seguida. Diego Souza sofreu falta e o juiz deu a vantagem. Na sequência do lance, Gabriel Xavier cruzou para Everton Felipe. Completamente sozinho na área, o meia bateu mal na bola e perdeu um gol inacreditável.

Com a vantagem no marcador, o Leão diminuiu o ritmo e deixou o alvinegro ficar mais com a bola. Os santistas, por sua vez, partiram pra cima, mas sofriam com os contra-ataques do Sport. E o jogo ficou aberto, com várias chances para os dois lados.

Aos 35 minutos, Everton Felipe avançou pela direita e cruzou para Gabriel Xavier. Na hora certa, Victor Ferraz desviou e a bola passou muito perto da trave. O Peixe respondeu na sequência. Lucas Lima cruzou para Copete. Sozinho na área, o colombiano tentou mandar de letra, mas acabou errando o chute.

Em ritmo alucinante, o Leão não deixou barato e perdeu mais um gol incrível. Na última boa oportunidade do primeiro tempo, Rogério cruzou para Gabriel Xavier. De frente com Vanderlei, o meia furou bisonhamente e desperdiçou a chance de ampliar o marcador antes do intervalo.

Na segunda etapa, Dorival Júnior optou por sacar Rodrigão e promover a entrada de Jean Mota. E a mudança surtiu efeito. Logo aos 2 minutos, Copete cruzou da esquerda, Vitor Bueno finalizou e Magrão defendeu. No rebote, Jean Mota bateu forte e a bola explodiu em Ronaldo Alves. Os jogadores do Santos reclamaram que a bola teria batido no braço do zagueiro, mas o juiz deixou o jogo seguir.

O Peixe mudou a postura do início da partida e começou a pressionar o Sport. Porém, o alvinegro perdeu Vitor Bueno, que saiu machucado. O técnico Dorival Júnior colocou Elano na equipe. Mesmo com as mudanças, os santistas seguiram dominando o duelo no segundo tempo. Aos 15 minutos, Jean Mota lançou para Copete. O colombiano avançou e bateu de longe, mas Magrão espalmou.

Após a chance perdida pelo atacante, o Santos diminuiu o ritmo e a partida perdeu qualidade. E se as coisas já estavam difíceis para o Peixe, Elano complicou ainda mais a situação. Aos 27 minutos, o meia reclamou com o árbitro e tomou o cartão amarelo. O experiente jogador insistiu na reclamação, recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo.

Com a menos, o alvinegro perdeu a força ofensiva e não conseguiu mais assustar o Leão. Tanto que o duelo seguiu sem muitas emoções até o apito final, que definiu a vitória do Sport na Ilha do Retiro.

Bastidores – Santos TV:

Dorival cita desgaste e elogia segundo tempo contra o Sport

Para o embate contra o Sport, neste sábado, o Santos fez um esforço para contar com Gustavo Henrique. Suspenso por dois jogos por conta de reclamações contra a arbitragem na derrota para o Internacional por 2 a 1, no Beira-Rio, o zagueiro conseguiu entrar em campo por conta de um efeito suspensivo. Mas tudo foi por água abaixo logo aos três minutos, pois o defensor sentiu uma entorse no joelho esquerdo e precisou ser substituído por David Braz.

Além disso, o técnico Dorival Júnior também precisou tirar Vitor Bueno, que sofreu com dores no músculo adutor da coxa esquerda no começo do segundo tempo contra o Leão. Sem os dois lesionados, o Peixe acabou perdendo por 1 a 0 para a equipe pernambucana, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o comandante santista, os problemas estão aparecendo por conta do calendário.

“Você jogar numa quarta, um jogo desgastante e brigado, e dois dias e meio depois está em campo novamente. Fica impossível de alcançar um grande rendimento. A lesão do Vitor foi claramente em razão do acúmulo de jogos. As equipes que jogam quarta e domingo sempre terão problemas”, reclamou o treinador, em entrevista coletiva após a derrota para o Sport.

Apesar dos problemas físicos e da pressão que levou no primeiro tempo, o Santos pressionou a equipe pernambucana na segunda etapa e perdeu várias chances de empatar o confronto. Na visão de Dorival, o Peixe fez boa partida até a lesão de Vitor Bueno e a expulsão de Elano.

“Acho que no segundo tempo nós nos impusemos e procuramos jogar em cima deles. Criamos boas oportunidades e tivemos chances reais. Nos minutos em que o Vitor ficou em campo na função do Rodrigão, nós conseguimos envolver eles. Foi uma pena a lesão dele, pois acabou comprometendo”, afirmou o técnico santista.

Punido após reclamação, Dorival evitar culpar juiz por derrota

Aos 2 minutos do segundo tempo do duelo contra o Sport, neste sábado, na Ilha do Retiro, quando o Santos já perdia por 1 a 0, Copete cruzou da esquerda, Vitor Bueno finalizou e o goleiro Magrão defendeu. No rebote, Jean Mota bateu forte e a bola explodiu em Ronaldo Alves. Os jogadores santistas reclamaram que a bola teria batido no braço do zagueiro, mas o árbitro Elmo Alves Resende Cunha deixou o jogo seguir. Na sequência, o meia Elano foi expulso por reclamação. Apesar da polêmica, o técnico Dorival Júnior evitou tecer opiniões sobre o trio que apitou a derrota alvinegra, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Não, não quero falar de arbitragem. Está terrível, você fala uma coisa e é penalizado. Vamos continuar vendo isso, erros e acertos. Muitos erros decisivos, que influenciam resultados. Mas prefiro ficar por aí”, disse.

Vale lembrar que Dorival só comandou o Peixe em Recife por conta de um efeito suspensivo conseguido pelo departamento jurídico do clube na véspera do confronto. O treinador, assim como o zagueiro Gustavo Henrique, havia sido punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com suspensão de dois jogos pelos protestos feitos na polêmica derrota por 2 a 1 para o Internacional, no último dia 8 de setembro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio.

Além deles, o presidente Modesto Roma Júnior também foi punido pelo STJD por reclamações contra o árbitro Rodrigo Raposo após o duelo contra o Inter. Inicialmente suspenso por 90 dias e obrigado a pagar uma multa de R$ 40 mil, o mandatário teve a pena reduzida para 15 dias de suspensão, mas um novo julgamento vai acontecer logo após esse prazo.

Lucas Lima admite partida ruim, mas destaca permanência no G4

Apesar da derrota para o Sport por 1 a 0, neste sábado, na Ilha do Retiro, ter afastado o Santos da disputa pelo título do Campeonato Brasileiro, a equipe não corre risco de sair do G4 até o final da 27ª rodada da competição. Isso só é possível porque o Peixe está em quarto lugar, com 45 pontos, quatro a mais do que o Corinthians, quinto colocado, que enfrenta o Fluminense, sexto, neste domingo, às 16h (de Brasília), em Itaquera.

Mesmo com o caneco distante, o Alvinegro Praiano segue vivo na disputa pela vaga na Liberadores de 2017. O meia Lucas Lima, apesar de ter reconhecido a má apresentação diante do Leão, destacou a importância do Santos permanecer no G4.

“Tivemos muitas chances, eu acho, mas entramos muito abaixo do que costumamos e sofremos o gol. É difícil jogar contra o Sport aqui. Lutamos, acho que mesmo com a expulsão lutamos. Temos de lutar até o fim, estamos no G4 e temos muito ainda para disputar”, afirmou o camisa 10, na saída do gramado após o revés deste sábado.

Expulso com 18 minutos em campo, Elano teria chamado juiz de ‘folgado’

Após Vitor Bueno sentir fortes dores no músculo adutor da coxa esquerda e pedir para ser substituído, o técnico Dorival Júnior chamou Elano no banco de reservas, na derrota santista para o Sport por 1 a 0, neste sábado, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, a participação do experiente jogador no duelo durou cerca de 18 minutos. Depois de reclamar duas vezes, o meia acabou expulso pelo árbitro Elmo Alves Resende Cunha.

Na súmula da partida, o juiz relatou que Elano o chamou de folgado depois de pedir uma advertência ao atleta adversário e por isso resolveu mostrar o cartão vermelho.

“Após receber um cartão amarelo por reclamação contra a arbitragem, reclamar de forma acintosa e grosseira, novamente dizendo as seguintes palavras: ‘você é muito folgado, folgado demais, tinha que dar amarelo para ele’. Informo-vos que no primeiro cartão amarelo o atleta disse: você tem que dar amarelo para ele, gesticulando com a mão pedindo cartão amarelo para o atleta adversário”, escreveu o árbitro.

Quando Elano entrou no gramado, o Santos era melhor na partida e pressionava o Sport em busca do empate. Porém, com a expulsão do meia de 35 anos, aos 27 minutos do segundo tempo, o Peixe acabou perdendo a força ofensiva e não conseguiu igualar o marcador em Pernambuco.

O atleta, que substituiu Vitor Bueno aos nove minutos da etapa final, ainda levou alguns minutos para deixar o gramado da Ilha do Retiro, inconformado com a expulsão.

Lesionados, Gustavo Henrique e Vitor Bueno serão avaliados no Santos

Além da derrota por 1 a 0 para o Sport, neste sábado, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos saiu de Recife com mais dois problemas na bagagem. Logo aos três minutos de jogo, o zagueiro Gustavo Henrique dividiu uma bola com Diego Souza, sofreu uma entorse no joelho esquerdo e precisou ser substituído por David Braz. Como se não bastasse, o meia Vitor Bueno também precisou deixar o campo no segundo tempo, sentindo dores no músculo adutor da coxa esquerda.

Os dois jogadores ainda passarão por exames nesta semana para que seja detectada a gravidade das lesões. De qualquer forma, Gustavo Henrique não enfrenta o Internacional nesta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. David Braz irá formar a dupla de zaga com Luiz Felipe.

Enquanto o defensor não tem condições de jogo, Vitor Bueno ainda não tem certeza se poderá jogar contra o Colorado. E se o técnico Dorival Júnior já tem um substituto definido para Gustavo Henrique, o mesmo não acontece com o meia. Isto porque o reserva imediato do setor, Jean Mota, não pode mais jogar a Copa do Brasil, já que atuou pelo Fortaleza e, de acordo com o regulamento, está impossibilitado de defender outra equipe na competição.

Por conta desse problema, o comandante santista precisará quebrar a cabeça para definir quem entra na equipe, caso o meia titular não tenha condições de jogo. Brigam pela vaga o argentino Vecchio, o atacante Walterson, promovido recentemente da equipe B, ou até mesmo Léo Cittadini, que vem atuando como volante nos últimos jogos, mas é meia de origem.

Após a derrota para o Sport, a delegação alvinegra já voltou para Santos. O elenco ganhou o domingo de folga e começa a preparação para encarar o Inter na tarde desta segunda-feira, no CT Rei Pelé.

Santos 2 x 0 Sport Recife

Data: 15/06/2016, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 8ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.937 pagantes
Renda: R$ 123.620,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Lucio Beiersdorf Flor (RS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Cartões amarelos: Gustavo Henrique (S); Luiz Antônio, Edmílson e Oswaldo (SR).
Gols: Gabriel (20-2) e Vitor Bueno (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju (Yuri); Renato, Thiago Maia, Léo Cittadini (Paulinho) e Vitor Bueno; Gabriel e Joel (Lucas Lima).
Técnico: Dorival Junior

SPORT RECIFE
Magrão; Samuel Xavier, Oswaldo, Durval e Renê; Rithely, Luiz Antônio (Rodrigo Mancha), Gabriel Xavier (Cleyton), Everton Felipe e Diego Souza; Edmilson (Lenis).
Técnico: Oswaldo de Oliveira



Dupla da Seleção garante vitória em cima do Sport e põe o Peixe no G4

O Santos vai dormir nesta quarta-feira dentro do G4 do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por um primeiro tempo em que o Peixe desperdiçou pelo menos nove oportunidades incríveis de gol, a vitória por 2 a 0 em cima do Sport Recife na fria Vila Belmiro deixou o alvinegro praiano a frente do Corinthians, provisoriamente. Agora, os santistas terão de torcer por uma derrota do Timão nesta quinta, contra o Fluminense, em Brasília, para se consolidarem no pelotão de cima da tabela de classificação.

De qualquer forma, a terceira vitória seguida da equipe de Dorival Júnior na competição põe fim ao clima de desconfiança e ratifica o desejo inicial do clube em brigar pelo título nesta temporada. O Santos chegou aos 13 pontos e só está a frente do rival da Capital momentaneamente por ter um gol marcado a mais.

E pode-se dizer que os três pontos conquistados nesta quarta foram somados graças a Lucas Lima e Gabriel. O meia entrou apenas no segundo tempo e acabou dando a assistência para seu companheiro de Seleção Brasileira. A dupla retornou ao clube na terça, depois de participar da vexatória campanha do Brasil na Copa América. E no segundo gol, o camisa 10 deu lindo passe para Vitor Bueno, que tirou Magrão da jogada e completou para as redes.

O jogo

Não foi uma nem duas. O Santos perdeu nada menos de nove oportunidades claras de abrir o placar no primeiro tempo da partida desta quarta. Apesar do Sport figurar na zona de rebaixamento do campeonato, a impressão é que nem os próprios santistas estavam preparados para tanta facilidade. Praticamente todos os ataques do Peixe levavam perigo ao goleiro Magrão.

Joel foi quem mais abusou. Logo no primeiro minuto, o camaronês desperdiçou talvez a oportunidade mais inacreditável, de cabeça, praticamente dentro da pequena área, sem marcação. Em pouco tempo, o centroavante de 22 anos recebeu mais duas chances para se redimir, mas não correspondeu e antes mesmo dos 20 minutos a torcida já havia perdido a paciência.

A revolta só não ficou centralizada em Joel porque seus companheiros fizeram o favor de dividir a carga negativa. Gabriel, de volta após defender a Seleção Brasileira na Copa América, chutou para fora duas grandes chances, de frente para o goleiro do Sport. A segunda, totalmente livre de marcação.

Para completar, Victor Bueno errou o alvo em jogada que o meia pôde dominar a bola com a coxa e escolher o canto de tanta liberdade que tinha, mesmo estando dentro da área da equipe pernambucana. Um carrinho atrasado de Joel e uma linda defesa de Magrão em chute de longa distância de Renato completaram o show de gols perdidos pelos jogadores do Peixe.

E a velha máxima ‘quem não faz, toma’, por pouco não fez mais uma vítima. Aos 46 minutos, Durval, ex-zagueiro do Santos, ficou com uma sobra de bola dentro da área e só não abriu o placar para os visitantes graças a intervenção de Vanderlei.

E como já era esperado, Joel voltou para o segundo tempo no banco de reservas. Lucas Lima, preservado na primeira etapa, entrou no jogo. O problema é que Oswaldo de Oliveira, outro ex-santista, fez ajustes no rubro-negro e o jogo ganhou outra cara.

O Peixe seguiu se impondo e ditando o ritmo da partida, mas as chances claras de gol já não aconteciam como antes. Os comandados de Dorival Júnior, então, claramente passaram a sentir o nervosismo pela ineficiência, que veio acompanhado da impaciência da torcida, que já reclamava veemente a cada bola perdida. E o Sport Recife, por sua vez, começava a ser perigoso no contra-ataque e ficava mais tempo com o domínio da bola. Mas, Vanderlei não chegou a ser exigido.

A agonia só teve fim aos 20 minutos, quando Caju iniciou jogada pela esquerda e lançou Lucas Lima. O meia esperou o momento certo para cruzar rasante. Gabriel, na função de centroavante, só teve o trabalho de completar para o gol. Festa e sensação de alívio na Vila Belmiro graças aos dois atletas que retornaram nesta terça da Seleção Brasileira.

Pouco tempo depois, o Sport teve a oportunidade de jogar um verdadeiro balde de água fria nos alvinegros. Edmilson fez fila na defesa do Peixe e ficou cara a cara com Vanderlei. Mas, ao tentar cavar, acabou jogando a bola por cima do travessão. A Vila, desta vez, se calou por alguns segundos.

E golpe final do Santos veio aos 42 minutos, quando Gabriel recebeu livre na esquerda e viu Vitor Bueno aparecer como elemento surpresa dentro do área. O atacante não titubeou e fez a assistência para Bueno passar por Magrão e colocar números finais ao placar, de carrinho.

Bastidores – Santos TV:

Gabriel reclama de Vila “vazia” e Renato alerta para gols perdidos

O Santos fez o dever de casa nesta quarta-feira. Venceu o Sport Recife por 2 a 0 na Vila Belmiro e vai dormir no G4 do Campeonato Brasileiro. A terceira vitória seguida veio graças ao esforço de Lucas Lima e Gabriel, que retornaram dos Estados Unidos na terça-feira, onde defenderam a Seleção Brasileira na Copa América Centenário, e depois de apenas um treino, foram decisivos na vitória do Peixe. Após o jogo, porém, os atletas reclamaram da falta de apoio do torcedor em um momento de ascensão da equipe na competição.

“Muito contente, vitória na garra, na vontade, contente em voltar, fazer gol, mas acho que temos que lotar a Vila mais (vezes). Torcida tem direito de cobrar, mas acho que temos que cobrar deles a participação. Não pode em um jogo como esse, jogo decisivo, ter pouca gente no estádio. Respeito muito a torcida do Santos, sou santista, mas acho que o time está muito bem. Tem que melhorar e a torcida lotar o estádio para conseguirmos vitórias melhores”, comentou Gabriel, que nesta quarta abriu o placar e deu assistência para Vitor Bueno marcar o segundo.

Apenas 4.937 torcedores compareceram ao estádio Urbano Caldeira na noite que marcou 12ºC em Santos. O volante Renato, mesmo tomando alguns cuidados com as palavras, fez coro ao discurso de seu companheiro e pediu mais presença nas arquibancadas.

“Necessitamos deles. Ano passado, na recuperação, eles tiveram um papel fundamental, mas sabemos do horário também. Infelizmente, nem todo mundo pode vir. Mas esperamos que nos próximos jogos a torcida compareça e, na Vila, sejamos fortes de novo”, completou o camisa 8.

Com a braçadeira de capitão no braço, Renato também aproveitou para puxar a orelha dos jogadores de frente do time e alertou para os perigos de um jogo em que o Peixe desperdiçou ao menos nove oportunidades claras de gol quando o placar ainda estava zerado.

“A bola pune, mas graças a Deus nesse jogo não. Fizemos um bom primeiro tempo, mas fica o alerta para converter as oportunidades e não perder tanto gol assim”, explicou, antes de rasgar elogios a Gabriel e Lucas Lima, responsáveis por acabar com a ‘zica’ no segundo tempo. “Claro que a gente sente a dificuldade, até pelo entrosamento. A gente sabe que eles vinham numa dinâmica, então, quem entra tem um pouco de entrosamento. Mas mostramos que somos um grupo. Espero que não saiam, mas, se saírem não tem jeito. A gente continua, não pode lamentar, mas enquanto estiverem, vão nos ajudar”, concluiu.

Dorival perdoa time por gols perdidos e reforça cobrança ao torcedor

A vitória do Santos sobre o Sport nesta quarta-feira deu a Dorival Júnior um ambiente que o treinador ainda não havia curtido neste Campeonato Brasileiro. Calmo e claramente empolgado com os nove pontos conquistados nos últimos três desafios, Dorival minimizou até mesmo os riscos que sua equipe correu depois de desperdiçar tantas oportunidades claras de gol no primeiro tempo nesta 8ª rodada.

“Se não criasse, me preocuparia. Não foi o caso. Tivemos 20 oportunidades de gol. Caímos no segundo tempo. Na etapa final não perdemos as possibilidades de contra-atacar. Em um todo, a equipe se comportou muito bem. Poderia ter uma sorte um pouco melhor. Se não houvesse criação, aí sim me preocuparia. Nesse sentido, não”, explicou, explicando os reflexos de sua alteração no intervalo, quando sacou Joel e colocou Lucas Lima em campo.

“Tiramos a referência, depois mudamos de novo até que encontramos o gol em uma jogada trabalhada e bem aproveitada que nos deu uma tranquilidade maior. Depois, com o segundo gol, conseguimos o equilíbrio”, disse, se rendendo ao talento de Gabriel e Lucas Lima, grandes responsáveis pelos 2 a 0 no placar. “É nítido. A melhora acontece. São jogadores de altíssimo nível, dinâmica grande, qualidade técnica. São jogadores já consolidados, alcançando outro patamar. Natural que façam falta”.

Apesar do clima favorável, Dorival Júnior foi questionado sobre as reclamações de Gabriel e Renato, que na saída de campo cobraram uma presença em maior número dos torcedores santistas nas partidas na Vila Belmiro. Apenas 4.937 torcedores apoiaram o time na fria noite desta quarta.

“Acho que de um modo geral o torcedor do Santos precisa comparecer de maneira mais direta, principalmente aqui dentro. Estamos limitados à presença do torcedor que está em todos os momentos. Mesmo assim, o número de torcedores parece que tem um limite aqui dentro e em momento nenhum temos quantidade maior. Isso penaliza o clube e os jogadores. O torcedor comum realmente está deixando a desejar. A diretoria tem que se preocupar e criar alternativas para resgatar o torcedor”, opinou o comandante.

Por fim, Dorival Júnior fez questão de ressaltar que o mais importante neste início de competição é o time encontrar um padrão e ganhar confiança rodada a rodada. O fato do Peixe entrar no G4, pelo menos provisoriamente, é deixado em segundo plano pelo treinador santista nesse momento.

“Isso não é tão importante. Importante é voltar a jogar bem, com confiança. Desde o Botafogo a equipe já vem com nova condição. Hoje tivemos intensidade grande, troca de passes. A equipe pode manter aquilo que apresentou na primeira etapa. Nossa preocupação não é com o posicionamento, e sim voltar a jogar de forma confiável ao torcedor, sabendo que vai brigar”, concluiu.

Dorival quer fim de especulações e pede pulso firme à diretoria

Quanto mais as estrelas do Santos brilham em campo, mais crescem as especulações sobre o futuro dos principais atletas do elenco de Dorival Júnior. Depois de retornarem da Seleção Brasileira, Lucas Lima e Gabriel mostraram que realmente vivem grande fase e decidiram o jogo para o Peixe nesta quarta-feira, em duelo contra o Sport. Logo após a vitória por 2 a 0 na Vila Belmiro, Dorival novamente foi abordado sobre a possibilidade de perder definitivamente seus pilares para o mercado estrangeiro e se mostrou cansado com essa situação.

“Acho que, primeiro, o próprio posicionamento da diretoria de não vender a não ser pela multa. Segundo, que paremos com especulações, porque na verdade pouca coisa existe. Vontade dos jogadores é um terceiro ponto. O Santos tem que se reforçar e não perder jogadores, se quiser conquistar um espaço dentro de um cenário nacional, sul-americano e mundial. É natural que tenha que buscar, se concentrar e, acima de tudo, fortalecer um elenco que já tem qualidade. Paremos com especulações”, cobrou o treinador.

A janela de transferências internacionais abre dia 19 deste mês e fechará no Brasil no dia 20 de julho. Nesse período, a boa notícia para o treinador santista é que alguns reforços ficarão livres para atuar, além de outros que começam a aparecer após os primeiros treinamentos. Nesta quarta, Yuri fez sua estreia com a camisa do Peixe ao entrar no lugar de Caju nos minutos finais do jogo.

“Daqui a pouco teremos Vecchio, Copete, Rodrigão. A equipe terá um poderio ainda maior e vai ganhar em qualidade para que tenhamos uma equipe ainda mais forte”, sem esconder que pode mexer no sistema tático da equipe, principalmente por cauda da má fase de Joel, por mais que Dorival tente não jogar toda a responsabilidade nas costas do camaronês.

“Ainda não me defini. Teremos um jogo complicado (contra o Atlético-PR, fora, no sábado). O Joel foi importante, teve hoje muitas oportunidades, vinha fazendo uma partida boa, mas não estava em noite tão feliz. Isso não quer dizer nada. Continua com a minha confiança. Me deixa satisfeito. Natural que eu tente outra situação”, comentou.

Seleção

Dorival Júnior também falou sobre a saída de Tite do Corinthians, que agora assumirá o lugar deixado por Dunga na Seleção Brasileira.”Mais que merecida a chegada dele à Seleção. Lamento por quem saiu, mas natural que tudo que Tite vem conquistando vem preparando. Não atropelou ninguém. É um grande profissional. Merece. Espero que seja muito feliz e dê sequência ao trabalho. E que busquemos uma regularidade no futebol brasileiro novamente”, analisou, desmentido os boatos de que já teria sido procurado pelo próprio Corinthians para ocupar o espaço deixado por Tite. “Não fui procurado. Meu clube é o Santos. Não fui procurado”, encerrou.

Sport Recife 1 x 1 Santos

Data: 06/09/2015, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 23ª rodada
Local: Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 6.129 pagantes
Renda: R$ 158.430,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Cartões amarelos: Matheus Ferraz (SR)
Gols: Ricardo Oliveira (20-1) e André (27-1).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel (Neto Berola) e Rafael Longuine (Serginho); Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

SPORT RECIFE
Magrão; Ferrugem, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel (Régis), Marlone e Diego Souza (Hernane); Maikon Leite (Samuel) e André
Técnico: Eduardo Baptista



Santos segura empate na Ilha e chega a 12 jogos sem perder

O Santos mantém a sua recuperação impressionante no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, diante do forte Sport, na Ilha do Retiro, a equipe praiana conseguiu segurar um empate por 1 a 1. Ricardo Oliveira foi quem marcou o gol dos alvinegros, mais uma vez abrindo o placar, enquanto o ex-menino da Vila, André, empatou para os donos da casa.

A ressalva fica por conta do impedimento claro não marcado pela arbitragem no tento santista. No momento em que Gustavo Henrique cabeceia, Ricardo Oliveira está muito à frente da defesa pernambucana. No segundo tempo, o juiz aliviou para Matheus Ferraz, que deu entrada violenta em Marquinhos Gabriel e foi poupado da expulsão, levando o único amarelo da partida.

Com a igualdade, o Peixe chega ao 12º jogo seguido sem derrota, contando todas as competições. No Brasileiro, desde que perdeu para o Palmeiras, na 14ª rodada, são seis vitórias e três empates, 34 pontos, quatro atrás do São Paulo, primeiro time do G4. O Leão, por sua vez, soma o nono jogo sem vencer, mas está apenas um ponto atrás dos paulistas.

Na próxima rodada, os comandados de Dorival Júnior terão pela frente o próprio São Paulo, quarta, às 22h, na Vila, tentando provar sua força em clássicos após duas vitórias convincentes sobre o Corinthians, pela Copa do Brasil. Os rubro-negros, por sua vez, visitam o Goiás no Serra Dourada, na quinta, às 19h30.

O jogo

O primeiro tempo de partida começou morno, apesar do bom gramado da Ilha do Retiro e da presença razoável da torcida da casa. Ciente da força dos pernambucanos, o Peixe se limitou a segurar as investidas do rival pela direita no início, marcando bem Ferrugem e Maikon Leite. Bastou Ricardo Oliveira entrar no jogo, porém, para que os alvinegros mudassem o panorama.

Aos 20 minutos de bola rolando, o centroavante tentou de fora da área e descolou um escanteio. Marquinhos Gabriel cobrou rápido para Rafael Longuine, que levantou a bola na área. Gustavo Henrique ganhou de cabeça e exigiu bela defesa de Danilo Fernandes. No rebote, Ricardo Oliveira, em completo impedimento, ignorado pela arbitragem, estufou a rede. Festa do camisa 9, que nada tem a ver com isso.

Quando parecia que o Santos ia administrar a vantagem, no entanto, o Leão mostrou força em seus domínios. Apenas sete minutos depois de ser vazado, o anfitrião foi para cima e buscou o empate. Marlone recebeu a bola pela direita e deu bom passe para André. David Braz não conseguiu cortar e o centroavante, mesmo abafado por Vanderlei, conseguiu bater no único espaço entre o goleiro e a trave esquerda, igualando tudo.

O Sport continuou buscando mais o gol, mas o erro do Santos se limitou à falha de Braz. Bem postado, o Peixe, acostumado a deixar mais espaços atrás e sair em velocidade, soube conter o ímpeto do adversário, mesmo que isso tenha custado algumas tentativas de contra-ataque.

Na volta para a etapa final, tudo poderia ter mudado com menos de dois minutos. Marquinhos Gabriel entrou costurando a defesa pela esquerda e sofreu entrada violenta de Matheus Ferraz, que deu um carrinho saltando, pegando o tornozelo esquerdo do santista. O árbitro mineiro Emerson de Almeida Ferreira, porém, achou que um amarelo resolveria o lance.

Pouco depois, aos nove minutos, o Peixe quase aproveitou mais uma de suas estocadas e quase fez o segundo. Após o juiz marcar falta duvidosa de Renê, os visitantes fizeram jogada ensaiada. De Marquinhos Gabriel para Ricardo Oliveira, na entrada da área, do centroavante para o lado direito, onde Victor Ferraz cruzou na segunda trave. Longuine, livre, testou firme, mas mandou em cima de Ferrugem, que estava embaixo do gol.

A posse de bola e a pressão, no entanto, continuaram no lado do Sport. Mesmo sem conseguir penetrar a defesa santista, os pernambucanos tiveram o controle das ações. Nas únicas vezes em que mostraram mais paciência para tentar um toque elaborado, as chances apareceram. Foi assim que Régis, após longa troca de passes, deixou André livre. O centroavante, no entanto, pegou mal na bola e perdeu o gol, mandando por cima da meta.

A partir do momento em que o Leão se lançou à frente sem medo de sofrer gols, o Santos conseguiu mais espaço para criar. Novamente com Ricardo Oliveira, aos 36, o tento da vitória quase saiu, mas Danilo Fernandes saiu bem e fez a defesa. Na sobra, Gabriel mandou por cima. Um minuto depois, Gabriel recebeu na área e chutou fraco, desperdiçando a última chance clara do jogo.

Ricardo Oliveira celebra ponto e desconversa sobre impedimento

O artilheiro do Campeonato Brasileiro foi novamente essencial na reação santista na competição. Ricardo Oliveira abriu o placar neste domingo, diante do Sport, e alcançou seu 15º gol na competição, apesar de estar em claro impedimento no lance. O jogador, de 35 anos, agora tem 50% de tentos a mais do que Lucas Pratto, o vice-goleador do torneio, com dez.

“Na minha opinião, fiquei na linha da defesa e não estava impedido, não”, disse o atacante na saída para o intervalo, claramente sem ter a noção exata do seu posicionamento. No momento em que Gustavo Henrique cabeceia, ele está pelo menos dois metros à frente da linha do último defensor. Aproveitando-se da condição, aparece livre no rebote de Danilo Fernandes e coloca a bola para dentro.

Mesmo sem saber que seu gol foi irregular, o camisa 9 reconheceu que o ponto conquistado na Ilha do Retiro pode ser muito importante na caminhada santista. Sem perder no torneio há nove rodadas, conquistando 21 de 30 pontos disputados, o clube está a quatro pontos do G4 e não fala mais sobre qualquer briga contra o rebaixamento.

“Podemos dizer que foi um resultado importante, diante de um grande time”, admitiu o centroavante, que elogiou a segurança demonstrada pela retaguarda alvinegra durante os 90 minutos. “Conseguimos segurar (o empate), gerar algumas situações de gol, mas infelizmente não deu para fazer mais”, observou.

A visão do capitão, no entanto, não foi compartilhada por todos os companheiros. O volante Renato, por exemplo, lamentou as chances desperdiçadas na etapa final, quando o Peixe esteve duas vezes cara a cara com Danilo Fernandes, mas não soube vencer o arqueiro rival.

“Nosso objetivo era vir aqui e conquistar a vitória. Viemos todos com o pensamento de continuar buscando três pontos para que pudéssemos estar mais perto do G4. Mas sabemos que aqui é difícil. Tivemos oportunidades, poderia ter saído o segundo gol”, apontou.

Dorival vê Santos superior e elogia empenho do time

O técnico Dorival Júnior avaliou a partida do Santos como muito boa após o empate por 1 a 1 contra o Sport, neste domingo, na Ilha do Retiro. O resultado, construído com um gol irregular de Ricardo Oliveira e um tento de André, levou o Peixe para 34 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro, continuando uma reação do time que somou 21 dos últimos 30 disputados.

“Da maneira como a equipe jogou, estou mais do que satisfeito. Buscamos o resultado a todo momento, trabalhamos a bola. Com certeza tivemos a maior parte do tempo com ela”, analisou o comandante, exagerando na avaliação. Mesmo controlando as ações ofensivas do adversário, o Peixe se defendeu na maior parte do tempo, principalmente após o empate dos pernambucanos, aos 27 minutos da etapa inicial.

Para o treinador, a equipe poderia até ter saído com um resultado melhor caso aproveitasse melhor as suas chances. “De modo geral o Santos fez uma grande partida, talvez merecesse melhor sorte. Ainda acho que esse ponto vai ser muito importante na nossa sequência”, comentou.

Dorival procurou deixar claro que o Peixe agora tem de fazer valer o seu mando de campo contra o São Paulo, na quarta-feira, na Vila Belmiro, para continuar na reação e impulsionar ainda mais o ponto conquistado na casa dos rivais pernambucanos.

“É um perde, ganha constante. Cada rodada em que você alcance um ponto no mínimo ele já tem uma importância muito grande. Se continuarmos assim, vai ser bom para a nossa sequência”, encerrou.

Santos reclama de sequência, mas terá outro mês de maratona

Tanto os jogadores do Santos quanto o técnico Dorival Júnior foram unânimes em reclamar da sequência de jogos que o clube encarou no último mês, misturando Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. O discurso, que pareceu ensaiado até mesmo antes da bola rolar no empate por 1 a 1 contra o Sport, no domingo, na Ilha do Retiro, dominou os comentários feitos pelos alvinegros.

Desde a vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no dia 8 de agosto, o Peixe somou outros oito jogos até a igualdade em Pernambuco. No total, foram nove partidas disputadas em um espaço de menos de um mês, em uma média de um embate a cada três dias.

“É desumano”, sentenciou o treinador, realçando o esforço feito pelos jogadores ao levar para casa um ponto na bagagem. “Nós temos todos esses jogos seguidos, aí temos de vir para cá, encarar uma viagem de três horas de avião, que somando tudo, entre ida ao aeroporto e chegada ao hotel, dá quase cinco horas. Isso depois de jogar na quinta, com um dia a menos de descanso do que o Sport”, avaliou.

Caso queria se manter firme na briga por uma vaga no G4, porém, o Peixe terá de encarar outra maratona. Da partida de quarta-feira, contra o São Paulo, pelo Brasileiro, até o dia 4 de outubro, quando recebe o Fluminense, na Vila Belmiro, serão oito jogos no espaço de 25 dias, mantendo a média encarada recentemente.

Além de difíceis empreitadas pelo Brasileiro, o alvinegro terá neste meio os dois duelos contra o Figueirense, pela Copa do Brasil, competição que ganhou força devido às vitórias empolgantes nos embates diante do arquirrival Corinthians, pelas oitavas de final. “Vamos ter de redobrar a atenção com o físico para não perder ninguém e chegar inteiro nos jogos mais importantes”, analisou o centroavante Ricardo Oliveira.

“É praticamente impossível, se não der um jeito no nosso calendário, não vai dar”, esbravejou o lateral direito Victor Ferraz, com medo de que a interminável sequência acabe lesionando algum companheiro. “O pessoal reclama que a gente jogou pior contra o Sport do que nos outros jogos, mas não tem como. No fim, cinco jogadores nossos estavam com cãibra porque está todo mundo muito desgastado”, encerrou.

Dorival já prevê jogos ruins e detona: “Dirigente não entra em campo”

Depois do empate em 1 a 1 com o Sport, em Recife, o Santos já pensa no clássico contra o São Paulo, que será disputado nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. E Dorival Júnior não esconde sua preocupação com a queda de rendimento da equipe evidenciada contra os pernambucanos, além de protestar pela vantagem tricolor para o duelo da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“O São Paulo jogou sábado, e nós jogamos domingo no último horário. As cobranças são as mesmas de sempre. Tem que fazer o resultado sempre. Só mostro o que pode vir a acontecer. Está na hora de mudar, porque dirigente não entra em campo”, esbravejou o treinador santista, que em seguida terá de preparar o time para enfrentar a Ponte Preta, em Campinas, às 11 horas do domingo.

“Não são ouvidos quem faz parte do espetáculo. Só são cobrados. Nós jogaremos na quarta. Pegamos a Ponte domingo de manhã. Tanto para nós, quanto para a Ponte será desgastante. Será sol a pino. Jogo lento, com cansaço”, projetou.

O técnico do Peixe quer que o torcedor entenda o momento e os motivos da equipe não conseguir manter o mesmo nível de alguns jogos atrás. Diante disso, Dorival também começa a preparar terreno para iniciar um rodízio na escalação dos jogadores em função do desgaste de alguns e de lesões de outros. Aliás, a alternância dos nomes em campo, hoje tão usual, fez Dorival comparar a diferença na cobrança dada pela imprensa nestes casos.

“Típica situação para que o brasileiro tenha que amadurecer. Quando fizeram, era ‘professor pardal’. De repente, a aceitação muda um pouco, porque o Osorio, que faz um belo trabalho, e o Aguirre vieram com outro perfil. Já usavam isso em seus clubes de origem”, lembrou, citando os exemplos do técnico colombiano do Tricolor Paulista e o ex-treinador uruguaio do Internacional de Porto Alegre.

“O brasileiro tem que mudar. Se poupar e os resultados não acontecerem, a cobrança bate no treinador. Foi assim com o Aguirre. Preferíamos que tivéssemos seis jogos no mês. Seria ótimo. Esses garotos aqui são heróis”, cravou.