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Santos 2 x 0 Racing Club

Data: 19/11/1968
Competição: Supercopa Sul-Americana 1968
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo, SP.
Público e Renda: N/D
Árbitro: Esteban Marino (URU).
Gols: Pelé (35-1) e Edu (12-2).

SANTOS
Claudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo, Negreiros; Edu (80′ Manoel Maria), Pelé, Toninho e Abel.
Técnico: Antonio Fernandes, “Antoninho”.

RACING CLUB
Cejas; Chabay, Perfumo, Basile, Rubén Díaz; Marcos Cominelli (63′ Mori), Rulli, Maschio (46′ Wolff) e Chaldú; Cárdenas e Salomone.
Técnico: Juan José Pizzuti


Santos é campeão da Supercopa Sul-Americana 1968

Conquista qualifica Peixe a enfrentar a Inter de Milão pelo título da Recopa Mundial

Formação do Santos em 16/04/1969, noite em que derrotou o Racing Club por 3x2 em Avellaneda sem Pelé. Em pé: Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel, Cláudio, Clodoaldo e Rildo. Agachados: Manoel Maria, Negreiros, Toninho, Douglas e Edu. Foto: Revista El Gráfico (Argentina).


































Promovida pelos clubes
A Supercopa Sul-Americana ou Recopa Sul-Americana Interclubes foi idealizada no final de 1967 pelos dirigentes de três equipes sulamericanas: Peñarol (Uruguai), Racing Club (Argentina) e o Santos FC. A idéia era enaltecer as grandiosas conquistas dos Clubes que já haviam sido campeões mundiais (Copa Intercontinental) até então, no caso título ganho duas vezes por Santos e Peñarol e uma vez pelo Racing.

Campeões Mundiais Interclubes (Copa Intercontinental) até 1968:
1960 – Real Madrid
1961 – Peñarol
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Internazionale Milano
1965 – Internazionale Milano
1966 – Peñarol
1967 – Racing Club
1968 – Estudiantes

O torneio foi anunciado em Buenos Aires, no início de novembro de 1968 pelos dirigentes de Peñarol e Racing, que ressaltaram que na edição de 1969 contaria com a participação dos Estudiantes de La Plata, que haviam conquistado a América poucos dias antes (16 de outubro).

A iniciativa dos clubes foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA para tratar da negociação da nova competição.

A UEFA consentiu a celebração do torneio. Os campeões europeus, que neste momento eram Real Madri e Inter de Milão, disputariam entre si a qualificação para enfrentar o vencedor sul-americano. Dias após o time merengue desistiu da disputa e então a Inter foi inscrita diretamente para medir forças com o indicado sul-americano. No ano seguinte o Santos enfrentou a Inter no San Siro e tornou-se campeão da Recopa Mundial 1968, mas isso é outro assunto.

Todos confrontos:

Supercopa Sul-Americana 1968
#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 13/11/1968 Peñarol 3 x 0 Racing Club Centenario N/D
2 19/11/1968 Santos 2 x 0 Racing Club Palestra Itália N/D
3 21/11/1968 Santos 1 x 0 Peñarol Maracanã N/D
4 16/04/1969 Racing Club 2 x 3 Santos El Cilindro N/D
5 19/04/1969 Peñarol 3 x 0 Santos Centenario N/D
6 22/05/1969 Racing Club 1 x 1 Peñarol El Cilindro N/D



Prevaleceu a hierarquia de uma equipe legendária
A competição entre os sulamericanos teve inicio em 13/11/1968, em Montevideo, quando o Peñarol superou com autoridade o Racing por 3 a 0 com gols de dois equatorianos Alberto Spencer e Polo Carrera após Pedro Rocha abrir o marcador.

O Santos, futuro campeão, estreiou na semana seguinte em 19/11 no estádio Palestra Itália, do Palmeiras, vencendo a “Academia” argentina do Racing Club por 2 a 0 com tentos de Pelé e Edu.

Dois dias depois a equipe alvinegra deslocou-se para o Rio de Janeiro para encarar a brava equipe do Peñarol no Maracanã. Foi apenas 1 a 0 com um golaço do volante Clodoaldo, que tinha apenas 18 anos.

Segundo a crônica da revista argentina El Gráfico, as duas apresentações do Santos contra Racing e Peñarol foram apenas discretas, mas suficientes para dar vitórias incontestáveis aos alvinegros, devido a riqueza técnica de seu plantel e o inalterável entrosamento.

Com estes três confrontos encerrou-se a primeira fase, restando as outras três partidas de revanche que estavam marcadas para 11, 20 e 22 de dezembro de 1968 mas foram remarcadas para abril de 1969.

Efetivamente, em 16/04 do ano seguinte, o estádio Juan Domingo Perón, do Racing, foi o cenário do quarto confronto, o mais brilhante de todos: Racing 2×3 Santos. Foi uma apresentação sensacional do Santos, sem Pelé em campo, que deixou encantados todos os presentes naquela noite chuvosa em Avellaneda. Todos os gols foram marcados por brasileiros, os dois primeiros do excepcional Toninho “Guerreiro” e o terceiro de Negreiros; já os da equipe branca e celeste foram anotados por Machado da Silva.

Três dias depois o Peixe cruzou o rio de La Plata para enfrentar o desafio crucial contra o Peñarol no temido estádio Centenário. Em seus domínios os uruguaios confirmaram sua condição de equipe copeira e aplicaram 3×0 sobre o Santos, abrindo o placar com um gol contra de “El Negro” Ramos Delgado, zagueiro argentino que fez história no Santos. Os outros dois tentos foram do “Verdugo” (carrasco) Pedro Rocha, sendo o segundo de penalti.

Chegando ao último confronto com 4 pontos contra 6 do Santos, bastava aos uruguaios uma vitória como visitante contra o Racing para que o Peñarol garantisse o título. Não parecia ser tarefa das mais difíceis já que até então o Racing não havia sequer pontuado. Mas os argentinos resolveram ser o fiel da balança e com o empate de 1×1 o Santos foi o campeão da Supercopa Sulamericana de 1968.

Classificação Final
 
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Santos
6
4
3
0
1
6
5
1
75
2 Peñarol
5
4
2
1
1
7
2
5
62.5
3 Racing Club
1
4
0
1
3
3
9
-6
12.5

Artilharia:

03 gols – Machado da Silva (Racing Club)
03 gols – Pedro Rocha (Peñarol)
02 gols – Toninho Guerreiro (Santos)
01 gol – Clodoaldo, Edu, Negreiros e Pelé (Santos); Spencer e Carreira (Peñarol).

Gols contra: Ramos Delgado (Santos) e Alfio Basile (Racing Club) ambos para o Peñarol.

Galeria de fotos:

Créditos:
Fontes:
– Revista Conmebol, Ano XVII, nº 93, Novembro e Dezembro de 2005.
– Livro “Time dos Sonhos, a história completa do Santos FC”, de Odir Cunha.
Fotos: Revista El Gráfico (Argentina) e Jornal A Tribuna de Santos.

Peñarol 3 x 0 Racing Club

Data: 13/11/1968
Competição: Supercopa Sul-Americana 1968
Local: Estádio Centenario, em Montevideo, Uruguai.
Árbitro: Romualdo Arppi (Brasil)
Gols: Rocha (38-1); Spencer (13-2) e Carrera (39-2).

PEÑAROL
Ladislao Mazurkiewicz; Elias Figueroa, Luis Varela, Pablo Forlán e Néstor Gonçalves; Omar Caetano, Julio C. Cortés, Pedro Rocha, Alberto Spencer (Polo Carrera); Julio C. Abbadie e Juan Joya.
Técnico: Rafael Milans.

RACING CLUB
Agustín Cejas, Roberto perfumo, Rubén Díaz, Nelson Chabay, Miguel A. Mori e Alfio Basile; Jaime Martinoli (Mario Chaldú), Juan C. Rulli (Enrique Wolff) e Juan C. Cárdenas; Roberto Salomone e Humberto Maschio.

Santos bate Inter de Milão no San Siro e conquista a Supercopa dos Campeões Intercontinentais

No vídeo acima o embarque no Aeroporto de Congonhas e a chegada de Milão trazendo a Recopa Mundial. Após esta conquista o Santos utilizou uma terceira estrela sobre o escudo.

Para chegar a decisão da Recopa Mundial o Santos foi campeão da Supercopa Sul-Americana em 1968 e a Inter de Milão foi campeã da Recopa Européia.

Nos anos 60 o legendário Santos de Pelé excursionou o mundo inteiro dezenas de vezes, jogando amistosos, torneios para o deleite dos amantes do futebol em todos cantos do planeta. O motivo, obviamente, era ver o Rei e seus geniais companheiros como Pepe, Coutinho, Toninho, Carlos Alberto… todos craques de nível mundial.

Naquela época, o esporte e a própria vida não estavam sujeitos a influência da mídia, tal como são hoje, e raras eram as transmissões de televisão via satélite.

Desta forma, os fãs que tivessem afim de apreciar o inegualável talento de Pelé, deveriam assistir in loco, com seus próprios olhos.

Em uma dessas incontáveis turnês pela Europa, mais precisamente em Milão, na Itália, o Santos alcançou um título oficial intercontinental que não deixou sua marca sobre a história do futebol sul-americano. Estamos nos referindo a Supercopa dos Campeões Intercontinentais entre o velho continente e a nossa América do Sul.

Em 24 de junho de 1969 o Santos derrotou a Inter de Milão por 1 a 0, em um lotado estádio de San Siro (hoje chamado de Giuseppe Meazza). Ficou estipulado que a partida de volta também seria na Itália, em setembro em Nápoles, o que nunca ocorreu, sendo assim o Santos foi declarado campeao depois de um tempo. Por esse motivo, após a referida partida, não houve volta olímpica comemoração ou entrega de troféu.

Supercopa Sul-Americana foi promovida pelos clubes
A Supercopa foi idealizada no final de 1967 pelos dirigentes de três equipes sulamericanas: Penarol (Uruguai), Racing Club (Argentina) e o Santos FC. A idéia era promover suas grandiosas conquistas grandiosas, no caso duas vezes por Santos e Peñarol e uma vez pelo Racing.

O torneio foi anunciado em Buenos Aires, no início de novembro de 1968 pelos dirigentes de Penarol e Racing, que ressaltaram que na edição de 1969 contaria com a participação dos Estudiantes de La Plata, que haviam conquistado a América poucos dias antes (16 de outubro).

A iniciativa dos clubes foi bem recebida pela Conmebol, que em seguida tratou de entrar em contato com a UEFA para tratar da negociaçao da nova competiçao.

A UEFA consentiu a celebraçao do torneio. Os campeoes europeus, que neste momento eram Real Madri e Inter de Milão disputariam entre si a qualificação para enfrentar o vencedor sulamericano. O time merengue desistiu da disputa e então a Inter foi inscrita diretamente para medir forças com o indicado sulamericano.

Recopa Mundial 68
#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1 24/06/1969 Internazionale 0 x 1 Santos San Siro N/D
2   Cancelada Napoli  

Galeria de fotos:

Créditos:
Imagens: TV Tupi e TV Globo (Jornal Ultranotícias).
Fontes:
– Revista Conmebol, Ano XVII, nº 93, Novembro e Dezembro de 2005.
– Livro “Time dos Sonhos, a história completa do Santos FC”, de Odir Cunha.
– Jornal Folha de São Paulo.
Fotos: Gazzetta Dello Sport (Itália), Revista Él Grafico (Argentina) e jornais Folha de São Paulo e A Tribuna de Santos.