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União São João 1 x 1 Santos

Data: 27/04/1997, domingo
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Hermínio Ometto, em Araras, SP.
Público: 6.519 pagantes
Renda: R$ 32.585,00
Árbitro: Alfredo Santos Loebeling (SP)
Cartões amarelos: Ricardo Lima, Sairo e Sousa (U); Marcos Assunção e Ânderson (S).
Cartão vermelho: Ricardo Lima (U)
Gols: Sousa (41-1) e Marcos Assunção (03-2).

UNIÃO SÃO JOÃO
Marcelo Bezerra; Neném, Augusto, Maciel e Ivonaldo (Chiquinho); Lico, Odair, Ricardo Lima e Clayton (Sairo); Reinaldo e Sousa.
Técnico: Lula Pereira

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Narciso, Ronaldão e Baiano; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (Robert) e Caíco (Élder); Alessandro (Careca) e Muller.
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Santos empata e perde chance de retornar à vice-liderança

O Santos empatou ontem em 1 a 1 com o União São João, em Araras, e continua na terceira colocação do Grupo 1 no Campeonato Paulista 97. Com o empate da Lusa diante do Corinthians, em São Paulo, o Santos poderia chegar ao segundo lugar do grupo. O Santos soma agora 31 pontos no Paulista. Os jogadores santistas atribuíram o resultado à “falta de sorte”.

O União abriu o marcador da partida aos 41min. O atacante Sousa aproveitou o rebote do goleiro Zetti, do Santos, e marcou.

O técnico Lula Pereira, do União, alterou o esquema tático para enfrentar o Santos. Sua intenção era apresentar uma dupla de ataque mais criativa.

No início da segunda etapa, Luxemburgo pediu calma à equipe santista. Aos 3min, Marcos Assunção recebeu um cruzamento de Ânderson e marcou o gol do empate.

O time do interior se desequilibrou tecnicamente depois da expulsão de Ricardo Lima. Luxemburgo tentou ampliar as possibilidades de vitória do time com a substituição de Alessandro por Careca, modificando o ataque.

Aos 31min do segundo tempo, o atacante perdeu uma oportunidade de gol ao chutar a bola na trave direita do goleiro Marcelo Bezerra. Aos 39min, o Santos desperdiçou uma falta, chutando por cima.

Luxemburgo espera classificação no final

O técnico Wanderley Luxemburgo, do Santos, disse esperar a classificação para as semifinais do Paulista nas últimas partidas.

“Cada vez é mais escassa a possibilidade de nos classificarmos, mas vamos continuar lutando”, afirmou Luxemburgo. “O Santos está melhor estruturado para enfrentar o Corinthians numa possível final”, disse, sobre a disputa com a Lusa pelo segundo lugar do grupo.

Ele afirmou que “faltou sorte” ao time no empate de ontem. Segundo o treinador, a atuação do recém-contratado atacante Muller no time deve melhorar com seu entrosamento com a equipe.

“Um jogador precisa de mais de uma partida para se adaptar às jogadas. Ele jogou bem e vai continuar no time”, afirmou.

Santos 0 x 0 União São João

Data: 20/03/1997, quinta-feira, 20h45.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, SP.
Público: 3.610 pagantes
Renda: R$ 21.654,00
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira
Cartões amarelos: Ânderson Lima e Narciso (S); Lico (U).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima (Eduardo Marques), Sandro, Narciso e Rogério Seves; Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (João Fumaça) e Robert (Juari); Macedo e Caíco.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

UNIÃO SÃO JOÃO
Marcelo Bezerra; Neném, Maciel, Julio César e Ivonaldo; Lico, Ricardo Lima, Souza e Odair; Sairo (Otávio Augusto) e Reinaldo.
Técnico: Lula Pereira



Santos só empata e vai buscar Müller

Sob vaias, o Santos só empatou com o União São João por 0 a 0, ontem, em São José dos Campos.

Com o resultado, a equipe permanece na vice-liderança do Grupo 1 do Paulista, com 18 pontos. O União tem 10 pontos, no Grupo 2.

Mais uma vez ficou evidente a falta de um bom atacante no Santos. Assim, a diretoria decidiu fazer uma última investida para ter Muller, do Perugia.

Cada equipe entrou em campo com cinco jogadores no meio-campo, embolando o jogo. O União, com quatro volantes, exercia uma marcação implacável sobre os cinco meias do Santos.

Sem um atacante que incomodasse o adversário -Alessandro e Baez, machucados, não jogaram- e sem jogadas pelas laterais, o Santos pouco fez. Nem a instrução para os jogadores arriscarem chutes de longa distância funcionou. Assim, a equipe só criou uma boa chance no primeiro tempo.

Foi preciso que o zagueiro Narciso subisse ao ataque. Aos 13min, ele tocou para Macedo, que serviu Alexandre. Marcelo Bezerra defendeu o chute, com dificuldade.

A equipe de Araras só ameaçou o gol de Zetti num chute de longa distância de Lico, aos 19min, que o goleiro santista desviou.

O Santos voltou com mais um atacante, João Fumaça, e mais disposto para o segundo tempo. Mas o União assustou logo aos 7min, num chute de Neném, que Zetti espalmou para escanteio.

Luxemburgo trocou Ânderson por Eduardo Marques, deslocando Vágner para a lateral direita, e Robert por Juari. Não deu certo. O Santos se abriu e passou a oferecer espaços para os contra-ataques do União.

O time só acertou um bom chute aos 43min, com Juari. Marcelo desviou para escanteio.

Müller

O presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, e o diretor de futebol, José Paulo Fernandes, embarcaram ontem para a Itália. Lá, tentarão definir os últimos detalhes da contratação do atacante Müller.

A Unicór, patrocinadora do clube, e mais uma empresa ajudarão o Santos a contratar o jogador.



Diretoria do Santos só espera Müller até o próximo domingo

A contratação do atacante Müller, do Perugia (Itália), para o Santos está praticamente descartada devido à lentidão na definição da transferência, somada ao alto valor da multa de rescisão -R$ 1,2 milhão.

“O prazo para uma resposta definitiva é domingo. Depois, não queremos mais”, afirmou ontem José Paulo Fernandes, diretor de futebol do clube.

O dirigente ainda não tem nenhum nome alternativo em vista. A solução é esperar pela recuperação de Alessandro. “Não existe nenhum jogador da mesma capacidade à disposição”, disse Fernandes.

Mais do que os torcedores, são os jogadores que se frustrarão com um fracasso do negócio. “Precisamos de um matador e da volta do Alessandro. Estamos carentes no setor ofensivo”, reclamou o meia-atacante Robert.

Sem a contratação de mais um atacante, o Santos deverá optar por chutes de fora da área como sua principal arma.

Estádio

A liberação da Vila Belmiro deverá sair na semana que vem. A diretoria santista fez um pedido para a CBF adiar a próxima partida da Copa do Brasil, contra o Inter-RS, para quinta-feira. A intenção é ganhar tempo para que seja feita a vistoria no gramado, totalmente pronto, e nas instalações, como banheiros e arquibancadas.

Os atletas acham que a liberação do estádio vai melhorar o astral da torcida do Santos.

“A torcida está reclamando de nosso rendimento, mas deveriam ficar contentes. Somos vice-líderes do Paulista e jogando todos os jogos fora de casa”, disse Zetti.



Fonte: Estadão

Santos 8 x 2 União São João

Data: 06/04/1996, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista – 2º turno – 1ª rodada
Local: Estádio Dr. Hermínio Ometto, em Araras, SP.
Público: 3.566 pagantes
Renda: R$ 17.995,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói (SP)
Cartões amarelos: Fabrício e Edson Rodrigues (U); Robert, Sandro, Marco Paulo e Giovanni (S).
Cartões vermelhos: Fabinho e Cilinho (U).
Gols: Giovanni (02-1), Giovanni (09-1), Giovanni (32-1) e Clóvis (36-1); Giovanni (11-2, de pênalti), Cleomar (13-2), Vágner (34-2), Cleomar (36-2, de pênalti), Cláudio (44-2) e Jamelli (46-2).

UNIÃO SÃO JOÃO
Adinan; Luciano Baiano, Fabinho, Édson Rodrigues e Pedrinho; Marcelo Lopes (Odair Júnior), Fabrício (Robinho) e Cleomar; Valdo e Silvinho (Cilinho).
Técnico: Play Freitas

SANTOS
Edinho; Cláudio, Sandro, Ronaldo Marconato e Marcos Paulo; Gallo, Vágner, Jamelli e Giovanni; Robert (Batista) e Clóvis (Macedo).
Técnico: Orlando Amarelo



Giovanni faz 4 e Santos goleia União São João

Com quatro gols do meia-atacante Giovanni, o Santos goleou o União São João por 8 a 2 em Araras, na primeira rodada do segundo turno do Paulista.

Giovanni, artilheiro da equipe com 11 gols, não poderá disputar a próxima partida contra o Juventus, por ter recebido o terceiro cartão amarelo.

Clóvis, Vágner, Cláudio e Jamelli fizeram os outros gols santistas. Os dois gols do União foram marcados pelo meia Cleomar.

Foi a segunda goleada consecutiva do Santos, que no último domingo derrotou o Botafogo por 5 a 1 na Vila Belmiro, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista.

Goleada mantém o treinador do Santos

A goleada de 8 a 2 sobre o União São João, anteontem, em Araras, garantiu a permanência do técnico Orlando Amarelo, que estava com o cargo ameaçado no Santos.

A seu favor agora Amarelo tem duas goleadas consecutivas obtidas pela equipe, que terminou o primeiro turno do Campeonato Paulista na oitava posição, com 20 pontos conquistados.

Antes de bater o União, o time da Vila Belmiro tinha vencido o Botafogo por 5 a 1.

O meia-atacante Giovanni comandou a goleada de anteontem, marcando quatro gols e participando diretamente das jogadas que resultaram nos gols do atacante Clóvis e do lateral Cláudio.

Giovanni tem 11 gols e é o artilheiro do time na competição. Mas tomou seu terceiro cartão amarelo e está fora do próximo jogo do Santos, contra o Juventus, nesta quarta-feira.

Segundo o meia Jamelli, que marcou o seu segundo gol no campeonato, anteontem, em Araras, o Santos tem melhorado de produção porque, agora, está podendo contar com quase todos os seus titulares nas partidas.

“Fomos muito prejudicados no primeiro turno do Paulista por causa dos desfalques”, afirmou.

O treinador do União São João, Play Freitas, lamentou a derrota em seu estádio. “O time esteve irreconhecível. Foi um vexame.”



Santos parte para o ataque contra União ( Em 06/04/1996 )

O Santos joga contra o União São João, hoje, às 16h, em Araras, e o técnico Orlando Amarelo, ainda ameaçado no cargo, decidiu armar o time no ataque.

No lugar do volante Baiano, suspenso, o treinador vai escalar Macedo ou Clóvis (ambos atacantes).

A equipe atuará apenas com um meia defensivo, Gallo, e vai procurar, já na estréia do segundo turno, apagar a má impressão deixada na primeira etapa do Paulista.

Além de Baiano, o Santos terá mais dois desfalques na partida de hoje. O zagueiro Narciso e o lateral-esquerdo Marcos Adriano estão suspensos e devem ser substituídos por Sandro e Marcos Paulo, respectivamente.

A equipe do União esteve concentrada em Águas da Prata (228 km a norte de São Paulo) desde a última quarta-feira. O técnico Play Freitas vai poder contar com todos os titulares.



Samir pediu calção xadrez ( Em 09/04/1996 )

Foi o presidente do Santos, Samir Jorge Abdul-Hak, 55 anos, quem teve a idéia de mandar fazer um calção quadriculado em branco e preto para o time.

“Foi um pedido meu, já que o calção preto, que vinha sendo utilizado, não foi aprovado. Mas o novo modelo está apenas em teste”, afirmou.

Repórter – Qual a sua opinião sobre o novo calção?
Samir Jorge Abdul-Hak – Foi uma idéia minha. Mas ainda não tenho uma opinião formada sobre ele.

O calção ainda está em teste. Se agradar à maioria, será mantido nos jogos em que não pudermos usar o calção branco. Mas vamos experimentar outros modelos, como o listrado, para sentir qual é o melhor.

Repórter – É verdade que o Santos evitou usar o calção preto porque o uniforme ficou muito parecido com o do Corinthians?
Samir – Isso é o que os torcedores dizem. A verdade é que eu acho o calção preto feio. Só isso.

Repórter – Você acha que a torcida pode associar o calção quadriculado à goleada sobre o União e pedir que ele seja efetivado?
Samir – Pode ser. Mas uma coisa não está relacionada com a outra. O Santos venceu porque está subindo de produção e não por causa do calção.

Diretor pede um estilista e propõe fazer plebiscito

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Edmon Atik, propôs ontem a realização de um plebiscito entre torcedores, conselheiros, diretores e jogadores para a escolha de um novo desenho para os calções do Santos.

“Primeiro foram os calções negros, que deixaram o Santos parecido com o Corinthians. Agora é o quadriculado. Estamos vivendo um drama”, afirmou o dirigente.

“Talvez seja necessário um plebiscito ou a contratação de um estilista”, acrescentou.

O uso do calção quadriculado foi uma opção dos jogadores, antes do jogo contra o União.

“Muitos não gostaram e deram risada quando viram. Mas, dentro de campo, parece que o União ficou hipnotizado”, disse Robert.

“Apelidamos o uniforme de Fórmula 1”, afirmou Narciso. “Com o tempo a torcida se acostuma e acaba gostando”, disse Giovanni.

Para o ex-atacante santista Aluízio Guerreiro, 39, os calções quadriculados podem virar moda. Proprietário de uma loja de material esportivo em Santos, ele disse já ter clientes interessados no novo calção.

Santos ‘desfila’ listras contra São Paulo

Após surpreender sua torcida ao usar um calção quadriculado na goleada de 8 a 2 sobre o União, sábado, em Araras, o Santos preparou outras novidades no uniforme do time para o jogo contra o São Paulo, domingo, no Pacaembu.

A equipe irá atuar de calções listrados, em preto e branco, acompanhando a camisa reserva do time, que também tem listras verticais pretas e brancas. O São Paulo também estreará novo uniforme.

“O calção listrado também foi elaborado pelo nosso departamento de criação e aprovado pelo Santos”, disse Joélson de Souza Prado, diretor comercial da Rhumell, empresa que fornece material esportivo ao clube.

Segundo Prado, a iniciativa do Santos “é inovadora e se inspira nos clubes europeus, que usam uniformes reservas com desenhos e cores diferentes”.

“Estamos testando alguns modelos e aquele que agradar à maioria será adotado, quando não pudermos usar o calção branco”, disse o presidente do Santos, Samir Abdul-Hak. Foi ele quem pediu a confecção do calção xadrez (leia texto ao lado).

Regulamento

Pelo regulamento do Campeonato Paulista, “quando houver coincidência de uniforme, a equipe visitante será obrigada a trocar o uniforme completo, inclusive meias e calções, sob pena de o árbitro não realizar a partida”.

Por isso, o Santos está testando alternativas para quando não puder utilizar o calção branco titular.

Isso deve acontecer domingo, contra o São Paulo, e também nos jogos contra Palmeiras (dia 26 de maio) e Botafogo (dia 29 de maio).

A próxima partida do Santos será quinta-feira, contra o Juventus, em Santo André. Gallo, Cláudio e Giovanni, suspensos, não jogam.

O melhor da rodada foi o pijama do Santos
Por MATINAS SUZUKI JR, Editor Executivo da Folha

Meus amigos, meus inimigos, de fato, o calção do Santos ficou mais para pijama quadriculado que mamãe me deu, “underwear” de grife do Mundo Mix ou bermuda de fantasia de um Pierrô veneziano, do que indumentária propriamente futebolística.

Não sei quem foi o Ocimar Versolatto que desenhou o bermudão dominó do Santos.

Alega o Santos que, ao adotar o calção preto com a camisa branca, o uniforme, além de tirar a identidade da alvura tradicional do traje peixeiro, fica muito parecido com o do arqui-rival Corinthians.

OK, por mero exercício retórico, vamos admitir que o Santos tenha razão.

Porém, o fato de um time se sentir prejudicado em sua simbologia não significa que uma regra que é benéfica para a maioria deva ser abolida.

O futebol brasileiro não suporta mais ser vítima dos casuísmos clubísticos.

Além disso, ao Santos, resta muita alternativa, a saber:

1) Hoje em dia, os bons fabricantes de uniformes esportivos têm estilistas de nível para sugerir um calção mais bonito e mais de acordo com o princípio da regra de que o quadriculado de Araras (que, por deixar muito espaço em branco, acaba, na prática, não produzindo o efeito desejado de diferenciar do branco do calção adversário. Pela TV, com as tomadas de câmeras mais recuadas, a impressão era a de que o calção do Santos também era totalmente branco);

2) Para fugir do efeito Corinthians, quando usar o calção preto e a camisa do time adversário permitir, o Santos ainda tem a opção de usar a sua camisa número dois, a das listras verticais, que é nitidamente diferente da camisa listrada do Corinthians;

3) Mas, mais do que tudo e em vez de ficar se lamentando ou tomando medidas que repercutem mal, o Santos poderia adotar uma atitude verdadeiramente moderna. Poderia, por exemplo, usar um segundo uniforme, com outras cores, tal como a também alvinegra Juventus, de Turim, que veste um vistoso azul de casa real na roupa opcional.

Ou, como o grande Barcelona, que adota um tom esverdeado como a indumentária que substitui o lendário azul e vermelho (e se o Barça, que tem uma das torcidas mais apegadas à tradição do mundo do fut pode, qualquer outro time também poderá) por um belo tom esverdeado.

Ou, ainda, o Ajax, que troca o conhecidíssimo vermelho e o branco por um tom elegantemente escuro do azul avermelhado, quase chegando na também nobre cor púrpura.

Prefiro acreditar que a opção do Santos pelo ridículo calção quadriculado foi assumida pelo espírito jovem que marca o time e a sua torcida (e, de qualquer forma, é sempre melhor experimentar e arriscar, do que insistir em um tradicionalismo imobilista).

Uniformes à parte, o mais importante é que o Santos reencontrou a vereda do gol e a trilha do bom futebol. Não foi apenas o calção quadriculado que deu sorte.


Fontes:
Estadão
Jornal Folha de SP
Créditos vídeo: Hugo Quinteiro. Indicado por Danilo Barbosa.

Santos 1 x 0 União São João

Data: 28/01/1996, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista – 1º turno – 1ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.538 pagantes
Renda: R$ 82.243,00
Árbitro: Dionisio Roberto Domingos
Gol: Giovanni (14-2).

SANTOS
Edinho; Marcos Adriano, Jean, Ronaldo Marconato e Marcos Paulo (Cerezo); Gallo, Vágner, Giovanni e Kennedy; Camanducaia (Robert) e Marcelo Passos (Arthur).
Técnico: Candinho

UNIÃO SÃO JOÃO
Adnan; Anderson, Lica, Fabinho e Pedrinho; MArcelo Lopes, Rogerinho, Cleomar (Luciano) e Fabricio; Robinho (Didi) e Silvinho.
Técnico: Play Freitas



Giovanni faz gol da vitória do Santos contra o União

Com um gol de Giovanni, aos 14min do segundo tempo, o Santos venceu o União São João de Araras, ontem, na Vila Belmiro, na sua estréia no Paulista-96.

Mesmo sem mostrar um futebol vistoso, o time provou que é candidato ao título paulista.

O jogo marcou ainda a estréia oficial dos jogadores Arthur e Kennedy, do Zimbábue.

O calor de 35 graus prejudicou o espetáculo, notadamente no segundo tempo, quando as equipes mostraram desgaste físico e procuraram tocar a bola, evitando as jogadas em velocidade.

O meia-atacante Giovanni, mesmo com marcação individual, teve bons momentos e, além do gol, cabeceou duas bolas na trave.

“Sentimos a falta de um melhor condicionamento físico, o que é normal em início de temporada. Mesmo assim, fomos melhor do que o União, e a vitória foi justa”, disse Giovanni.

Ele se submeterá hoje cedo a uma radiografia na mão direita para saber se fraturou o polegar.

Para o técnico Candinho, a estréia foi satisfatória. Até porque o time jogou desfalcado de Narciso, Jamelli, Carlinhos, Sandro e um especialista na lateral direita.

“Faltou entrosamento, principalmente no ataque. Mesmo assim, marcamos um gol e criamos três chances reais de ampliar o marcador. Num campeonato tão difícil quanto o Paulista o que vale são os pontos conquistados. A equipe soube administrar a vantagem”, disse Candinho.

O Santos iniciou a partida pressionando o União. Logo aos 2min, criou a primeira chance de gol, com Camanducaia chutando forte rente à trave esquerda.

O União congestionou o meio-campo, com marcação forte sobre Giovanni, tentando anular o toque de bola do adversário.

Só que os deslocamentos de Giovanni, levando a marcação, abriram espaço para Kennedy e Marcelo Passos, que souberam municiar o ataque.

Aos 13min, em uma jogada pelo setor esquerdo, Marcelo Passos driblou Anderson e cruzou para Giovanni, que subiu sem marcação e cabeceou na trave esquerda.
No rebote, o mesmo Giovanni tentou a bicicleta, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Apesar da pressão, o Santos encontrou dificuldades para entrar na área adversária. O União impôs seu ritmo e equilibrou o jogo.

Aos 18min, numa cobrança de falta de Cleomar, Edinho fez difícil defesa no canto esquerdo.

Giovanni, sentindo que o adversário crescia no jogo, levantou os braços e pediu para a torcida vibrar e estimular a equipe.

Aos 31min, ele deixou o campo contundido. Voltou três minutos depois, com uma proteção na mão direita.

A principal jogada do União foi aos 39min. Silvinho recebeu livre, invadiu a área e, na frente de Edinho, chutou para fora.

Na etapa complementar, o Santos manteve a pressão. Aos 11min, Candinho promoveu as entradas de Cerezo e Robert nos lugares de Marcos Paulo e Camanducaia.

O time ganhou agressividade e, na sua primeira participação, Robert sofreu falta. Giovanni cobrou com rapidez para o próprio Robert, que devolveu para Giovanni chutar forte, de pé direito, sem chance para Adnan.

Na frente no marcador, o Santos procurou administrar a partida. O União exerceu pressão nos minutos finais, mas sem exigir nenhuma grande defesa de Edinho.



Candinho luta para conter clima de euforia no Santos

O Santos quer demonstrar hoje, às 17h, contra o União São João, na Vila Belmiro, que é um dos mais fortes candidatos ao título de campeão paulista de 96.

O técnico Candinho, no entanto, tenta conter o entusiasmo dos jogadores, que apostam no título. “Nos últimos anos, o Santos nunca iniciou um campeonato tão bem cotado para ser campeão como agora. De surpresa em 95, passamos a realidade este ano. Isso vai dificultar muito as coisas”, disse o capitão do time, Gallo.

A opinião de Gallo sintetiza o pensamento do time. Os jogadores dizem que 96 é o ano do Santos.

Alguns, como o ponta Camanducaia, usam frases da torcida para resumir o espírito do time.

“Na final do Campeonato Brasileiro, os torcedores gritavam que tinha chegado a hora de gritar ‘é campeão’. Se o time não estava preparado naquela ocasião, agora é diferente. Temos tudo para chegar às finais”, disse.

O técnico Candinho recusa-se enfaticamente a considerar o Santos favorito ao título. O treinador prega seriedade e usa o seu ex-time, a Portuguesa, como exemplo.

“No último Paulista, ganhamos os dois turnos e, mesmo assim, não fomos nem à final. Não quero essa conversa de favorito. Quero o time com os pés no chão”, afirmou, em alusão ao nome da política implantada no clube por Pelé.

Segundo o treinador, a prova de que o Santos enfrentará dificuldades no torneio será dada hoje.

Ele acredita que o time do União mostrará como os adversários se armarão para enfrentar o Santos e sua principal arma, o meia-atacante Giovanni.
“Todo mundo vai querer parar o nosso ataque. O Giovanni vai ser muito marcado. Ele terá que se movimentar para ter boas chances na partida”, disse Candinho.

O treinador alertou os jogadores para uma provável retranca do União. Ele pediu para o time marcar a saída de bola do adversário.
Orientou também o time a explorar as laterais, principalmente com Camanducaia pela direita.

Para o jogo de hoje, o técnico improvisará Marcos Adriano na lateral direita. Marcos Paulo será o lateral-esquerdo. Camanducaia substitui Jamelli, que, juntamente com Narciso, está sem contrato.

Jamelli deve assinar contrato

O meia-atacante Jamelli deve acertar hoje a renovação de contrato por mais uma temporada com o Santos. O salário já está acertado. Falta apenas definir a forma do pagamento das luvas.

A diretoria também espera definir nas próximas horas a permanência do zagueiro Narciso. “A negociação está bem adiantada”, disse o diretor de futebol, José Paulo Fernandes.

Já o lateral-direito Cláudio, contratado por empréstimo junto ao São Paulo, é aguardado hoje cedo na Vila Belmiro para assinar contrato e iniciar os treinamentos.

O técnico Candinho elogiou a rapidez com que a diretoria vem tratando a renovação de contratos.

Para a partida com os Juventus, quarta-feira, às 16h, em Santo André, o treinador espera contar com Sandro, que não jogou ontem porque sua documentação não foi enviada por seu ex-clube, o Sport.

Candinho lamenta apenas a ausência de Carlinhos, “um jogador importante na consistência do meio-campo”. O volante se contundiu no joelho esquerdo e será submetido a artroscopia na quinta. Deve voltar a treinar em 30 dias.

Giovanni quer ouro olímpico

O meia-atacante Giovanni, um dos melhores jogadores brasileiros de 95, disse estar determinado a levar o Santos às finais do Paulista “custe o que custar”.

Ele sonha em ser campeão paulista e olímpico. “É um sonho que vou fazer tudo para tornar realidade”.

Repórter – O otimismo que tomou conta da equipe não pode atrapalhar o time no campeonato?
Giovanni – Não. Não somos mais um time inexperiente. Não sei quanto aos outros, mas nós estamos determinados a levar o Santos à final, custe o que custar.

Repórter – Você teme ser caçado em campo?
Giovanni – Espero que não haja violência, mas sei que o time do Santos sofrerá uma forte marcação. O Santos hoje não é mais zebra. É uma equipe temida.

Repórter – O Santos é favorito ao título paulista?
Giovanni – O Santos é um dos favoritos para chegar às finais do campeonato. O título é outra história.

Repórter – Além de manter quase a mesma equipe vice-campeã brasileira, o Santos trouxe reforços. O time está mais forte?
Giovanni – Sem dúvida. Estamos com um time muito forte, entre os melhores do Brasil. Mas isso precisa se comprovar dentro de campo.

Repórter – Quais os seus outros objetivos para este ano?
Giovanni – Gostaria muito de defender a seleção brasileira na Olimpíada. Sei que a minha convocação é difícil, mas quero tentar.

Repórter – A idéia é ser campeão paulista e olímpico?
Giovanni – Por enquanto isso é um sonho, um sonho que vou fazer de tudo para transformar em realidade.



Créditos: Vídeo do SBT Esporte, postado por Wesley Miranda.

Santos 3 x 2 União São João

Data: 24/09/1995, domingo.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1º turno – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 2.760 pagantes
Renda: R$ 24.530,00
Árbitro: Edmundo Lima Filho (SP)
Cartões amarelos: Narciso e Gallo (S); Adinan, Paulo César, Marcelo Lopes, Volnei e Sandro Gaúcho (USJ).
Cartão vermelho: Pintado (S).
Gols: Paulo César (10-1, contra), Whelliton (31-1), Mauricinho (32-1) e Nenê (45-1); Whelliton (32-2).

SANTOS
Edinho, Marquinhos Capixaba, Narciso, Jean e Marcos Adriano; Gallo (Pintado), Giovanni, Robert (Carlinhos) e Jamelli; Camanducaia (Macedo) e Whelliton.
Técnico: Cabralzinho

UNIÃO SÃO JOÃO
Adinan; Odair, (Rogério), Sérgio Baresi, Marcelo Lopes e Paulo César; Volnei, Olindo, Eraldo (Nenê) Éder Aleixo (Sandro Gaúcho); Mauricinho e Israel.
Técnico: Sérgio Ramirez



Santos perde pênalti, mas bate o União

No jogo das piores defesas do campeonato (União, com 16 gols sofridos, e Santos, com 15), o Santos venceu o União São João por 3 a 2, ontem, na Vila Belmiro.

Nem mesmo a presença do ministro dos Esportes, Pelé, que assistiu à partida até os 39min do segundo tempo, fez com que o time santista se animasse.
O Santos mostrou falhas defensivas, desperdiçou um pênalti e, taticamente, foi envolvido pelo esquema do técnico Sérgio Ramirez, que substituiu a estrela do time, o meia Éder, logo aos 35min.

O Santos começou pressionando. Aos 3min, o juiz assinalou pênalti de Odair em Camanducaia. Giovanni cobrou, mas a bola bateu na trave direita e saiu pela linha de fundo.

O time santista permaneceu no ataque e, aos 10min, marcou o primeiro gol. Robert avançou pela esquerda e cruzou para Camanducaia. O lateral Paulo César tentou se antecipar à jogada e, de pé direito, marcou contra.

O Santos passou apenas a tocar a bola e o União só chegava por meio de arremates de Éder Aleixo.

O segundo gol aconteceu aos 31min. Whelliton chutou forte, de pé direito, no ângulo direito do goleiro Adinan.

O Santos ainda comemorava o segundo gol quando, no contra-ataque, Mauricinho foi lançado nas costas de Marcos Adriano. O atacante driblou Narciso e marcou.

O União empatou aos 45min. Após cruzamento da esquerda, Nenê superou Jean e fez de cabeça o segundo do time de Araras.

Na etapa complementar, o Santos voltou com Pintado no lugar de Gallo, ganhando mais poder de marcação. O União passou a explorar os contra-ataques, dando a obrigação de vencer ao Santos.

Com a atuação irregular de Giovanni, seu principal jogador, o Santos desperdiçou inúmeras oportunidades.

O gol da vitória surgiu aos 32min. Marquinhos Capixaba levantou a bola na área adversária. Perto da marca do pênalti, Whelliton subiu e cabeceou com precisão no canto esquerdo.

Na sequência, o União desperdiçou a oportunidade do empate, com Mauricinho finalizando rente à trave esquerda de Edinho.

O União teve ainda uma sequência de três escanteios, neutralizados pelos zagueiros do Santos.

Pintado foi expulso aos 44min, por atitude inconveniente (falou palavrões para os companheiros).

O técnico Cabralzinho deixou o campo pressionado pela torcida, inconformada pela substituição de Camanducaia por Macedo.

A próxima partida do Santos será no domingo, contra o Bahia, na Vila Belmiro. Gallo, punido com o terceiro cartão amarelo, e Pintado desfalcam o time.