Navegando Posts marcados como Valdir Bigode

Santos 3 x 0 Portuguesa

Data: 20/05/2000, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.894 pagantes
Renda: R$ 47.735,00
Árbitros: Paulo César de Oliveira e Edilson Pereira de Carvalho.
Cartões amarelos: Valdir, Eduardo Marques, Caio e Robert (S); Denílson, Fabrício e Emerson (P).
Gols: Caio (10-1), Baiano (11-2) e Valdir (13-2).

SANTOS
Carlos Germano; Baiano, Galván, André Luis e Dutra (Robert); Claudiomiro, Rincón, Anderson Luiz e Eduardo Marques (Valdo); Caio e Valdir (Dodô).
Técnico: Giba

PORTUGUESA
Fabiano; Denílson (Cafu), Emerson, Fabrício e Wagner; Simão, Elson, Marquinhos e Evandro (Alexandre); Bendinho (Da Silva) e Jean.
Técnico: Nelsinho Baptista



“Novo” Santos vence e confirma ascensão

Superando a Lusa, time do litoral faz 13 pontos e se classifica para as semifinais na frente do rival São Paulo

O Santos confirmou a sua ascensão e venceu a Lusa por 3 a 0, na Vila Belmiro, se classificando para as semifinais do Campeonato Paulista em primeiro lugar no Grupo 7, com 13 pontos. A Lusa, que não obtém um título desde 1973, mais uma vez perdeu num momento decisivo.

A equipe do litoral teve que superar também a péssima arbitragem de Edílson Pereira dos Santos, que errou claramente contra o Santos em dois lances no primeiro tempo, quando o jogo estava apenas 1 a 0.

O Santos começou melhor e chegou ao ataque com mais frequência do que o rival. Aos 6min, o lateral Baiano, do Santos, chutou forte de fora da área e o goleiro Fabiano fez boa defesa.

Aos 10min, Caio passou por três zagueiros adversários e chutou de fora da área. Num lance de sorte, a bola quicou num montinho e enganou Fabiano, que já caía para a defesa, encobrindo-o.

Por alguns instantes, a Lusa se desarticulou. Três minutos depois do gol, Caio lançou Valdir que, sozinho diante de Fabiano, perdeu a chance.

A Lusa tinha dificuldades em chegar ao ataque, porque o Santos estava bem armado na defesa.

A partir dos 30min, a equipe do Canindé assumiu o controle do jogo e teve maior posse de bola, embora não ameaçasse o adversário, por sentir a falta de um “”matador”. Bentinho esteve sonolento no primeiro tempo e Jean não se encontrou em campo.

No fim do primeiro tempo, a Lusa quase marcou em jogadas de bola parada. Carlos Germano evitou o empate.

Aos 41min, Valdir recebeu livre pela direita e foi derrubado por Fabiano fora da área. Além de não marcar a infração, o juiz deu cartão amarelo a Valdir, a quem acusou de simular a falta.

Um minuto depois, Elson cometeu pênalti claro sobre Valdir, e Edílson Pereira dos Santos mais uma vez não marcou. Por terem reclamado, Eduardo Marques e Caio receberam cartão amarelo.

Para o começo do segundo tempo, o técnico Nelsinho, da Lusa, pôs Cafu no lugar de Denílson.

A Lusa começou bem, mas, aos 11min, Baiano aproveitou um rebote e a má colocação de Fabiano, adiantado, para encobrir o goleiro e fazer o segundo do Santos.

Dois minutos depois, Fabiano falhou novamente. Após cruzamento de Robert pela esquerda, Valdir se antecipou a ele e tocou para o gol.

Da Silva e Alexandre entraram nos lugares de Bentinho e Evandro. A Lusa melhorou, criando mais oportunidades. Marquinhos cabeceou uma bola na trave, e Da Silva obrigou Germano a fazer duas boas defesas.

O Santos, em contra-ataques, ameaçava. No fim do jogo, com a vitória praticamente assegurada, a torcida santista gritou “olé” enquanto os jogadores do time da casa trocavam passes.

Valdir marca e põe fim a jejum de 13 jogos sem gols

O atacante Valdir acabou ontem com um jejum de 13 jogos sem marcar. A ausência dos gols incomodava Valdir, apesar dos elogios do treinador e dos torcedores. O jogador deixou o campo aplaudido pela torcida.

“Jogava bem e cumpria o que o Giba (técnico) pedia, mas faltava o gol. Estava me sentindo abafado e tirei um peso das costas”, disse.

Outro jogador que deixou o campo ovacionado foi o goleiro Carlos Germano. “É muito importante a primeira colocação no grupo. Dá moral para a próxima fase”, afirmou.

Convocado para os amistosos da seleção brasileira na Europa, Germano será substituído por Fábio Costa quarta-feira, no jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil.

O técnico Giba elogiou a seriedade do time e cumprimentou o atacante Dodô, que substituiu Valdir. “Dodô sabe que tem lugar no time”, disse Giba.

O atacante manteve a frieza. “Não preciso provar nada. Estou na reserva por opção do treinador. Quando ele achar que tenho condições de ser titular, estarei pronto.”, afirmou.


Inter de Limeira 1 x 2 Santos

Data: 25/03/2000, sábado.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Major José Levy Sobrinho, em Limeira, SP.
Público e renda: N/D
Árbitros: Ilson Honorato dos Santos e Tadeu Bosco da Cruz.
Cartões vermelhos: Samuel (I) e Claudiomiro (S).
Gols: Valdir (46-1), Edmundo (06-2) e Caio (46-2).

INTER DE LIMEIRA
Régis; Dirlei (Carlos Roberto), Jorginho, Samuel e Creisler; Daniel Frasson, Élder (Danilo), Émerson e Luciano; Paulinho e Edmundo (Marquinhos).
Técnico: Basílio

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Galván, Márcio Santos e Dutra (Rubens Cardoso); Baiano (Anderson Luiz), Claudiomiro, Valdo e Robert (Caio); Valdir Bigode e Dodô.
Técnico: Carlos Alberto Silva



Sem Rincón, Santos ofensivo coloca sua recuperação à prova (Em 25/03/2000)

Sem o volante Rincón, convocado para a seleção colombiana, o Santos joga hoje em Limeira, contra a Inter, com o objetivo de provar que a goleada de 7 a 2 sobre o Araçatuba não decorreu apenas da fragilidade do rival.

O esforço para consolidar a recuperação da equipe deverá levar o técnico Carlos Alberto Silva a dispensar a armação tática defensiva que ele normalmente costuma utilizar em jogos fora de casa.

A tendência de Silva para o jogo de hoje é usar, no lugar de Rincón, o atacante Caio, atualmente na reserva, e escalar Valdo, que vinha atuando como meia avançado, na posição ocupada pelo colombiano.

Foi essa a alternativa que o técnico adotou quando, a fim de se poupar, Rincón pediu para sair durante a partida contra o Araçatuba. “O Valdo foi muito bem. Não sabia que ele jogava tanto como volante”, disse o treinador.

Valdo disse que não terá dificuldades se for escalado no setor. “Já atuei assim no Cruzeiro, na Europa e no Japão.”

A partida de hoje será a primeira do Santos no campeonato sem Rincón. “Ele vai fazer muita falta, mas a disputa por um lugar no time é grande. Quem entrar vai querer se manter na equipe, então acabará suprindo a ausência”, disse o lateral Dutra.

A outra opção de Carlos Alberto Silva para armar o time sem Rincón seria a solução convencional de fechar o meio-campo, com a substituição do colombiano por um dos dois volantes de marcação, Claudiomiro ou Anderson, que voltaram a ter condição de jogo após cumprirem suspensão contra o Araçatuba.

Embora a preferência seja por Valdo, o técnico não quis antecipar sua decisão e disse que só confirmará qual formação colocará em campo depois de conhecer a escalação da Inter de Limeira, que disputa com o Santos a liderança do Grupo 6 -ambos têm sete pontos.

O procedimento de esconder a equipe é quase uma praxe do treinador. No vestiário do Morumbi, antes do clássico em que foi goleado por 5 a 1 pelo Corinthians, Silva segurou o quanto pôde a divulgação do papel com a lista dos titulares. A menos de dez minutos do início da partida, a escalação não tinha sido anunciada.

Na Inter, o ambiente é de euforia. “O Basílio (técnico da equipe) mudou o esquema aqui e o astral. Temos até brincadeira entre o grupo agora”, afirmou o lateral Carlos Roberto.

Sem querer ficar com a responsabilidade pela boa fase, Basílio diz que o incentivo é a melhor arma para a classificação. “Todos são de fundamental importância, e os jogadores têm que saber que o Paulista é a vitrine do futebol”, afirmou.


Santos 7 x 2 Araçatuba

Data: 22/03/2000, quarta-feira.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.782 pagantes
Renda: R$ 31.675,00
Árbitros: Anselmo da Costa e Luiz Edmar Caldeira.
Gols: Galván (01-1), Dodô (04-1, de pênalti), Galván (10-1), Dodô (13-1, de pênalti), Gilson (43-1), Valdir (44-1) e Núbio (47-1); Valdir (14-2) e Valdir (28-2).

SANTOS
Carlos Germano; Michel, Galván (André Luis), Márcio Santos e Dutra; Baiano, Rincón (Caio), Valdo e Robert (Eduardo Marques); Valdir e Dodô.
Técnico: Carlos Alberto Silva

ARAÇATUBA
Cristiano; Marcão (Robinho), Omar Rios e Renato Carioca; Rodriguez, Peres, Gilson, Evandro e Fábio Vidal (Zé Carlos); Alex Carioca (Pichetti) e Núbio.
Técnico: Paulo Centrone



Santos goleia na Vila, e técnico respira

Time de Carlos Alberto Silva vence o Araçatuba por 7 a 2 e se recupera da derrota para o Corinthians

A fragilidade do adversário permitiu ao Santos massacrar o Araçatuba por 7 a 2, ontem, na Vila Belmiro, e se recuperar da goleada de 5 a 1 sofrida para o Corinthians no último domingo.

O atacante Valdir, que ainda não havia conseguido marcar pelo Santos, fez três. Dodô e o argentino Galván, com dois gols cada, completaram a goleada.

Apesar do placar dilatado, a apresentação do Santos não foi brilhante. Os próprios atletas reconheceram que o Araçatuba, último colocado do Paulista, não foi capaz de oferecer resistência.

“É lógico que é uma equipe mais fraca que as demais, mas conseguimos trazer o torcedor de volta para o nosso lado”, disse o atacante Caio, em referência às vaias que o time sofreu nos últimos jogos na Vila.

Durante toda a partida, o Santos atuou em ritmo de treino. Não teve nenhuma dificuldade para fazer 4 a 1 no primeiro tempo. Aos 13min, já vencia por 3 a 0.

Os três gols iniciais ocorreram em lances de bola parada. No primeiro, Valdo cobrou falta, e Galván, sozinho, nem precisou sair do chão para cabecear.

Dodô fez os outros dois em cobranças de pênalti, aos 4min e aos 13min. No primeiro, o goleiro Cristiano ainda tocou na bola, que entrou no canto esquerdo. No segundo, a torcida gritou o nome de Rincón, mas Dodô bateu novamente e colocou a bola no canto direito.

Embora atuasse com cinco homens no meio-campo, o Araçatuba falhava na marcação e dava muito espaço para as articulações dos jogadores santistas do setor.

Na saída para o ataque, a equipe do interior errava passes, permitia a recuperação da bola pelo Santos e era frequentemente acuada em seu campo de defesa.

O Araçatuba começou a se insinuar ofensivamente somente após os 20min, quando o Santos diminuiu o ritmo. O time ameaçou pela primeira vez o gol santista aos 22min. Aos 29min, um chute do meia Gilson acertou a trave direita de Carlos Germano. O próprio Gilson, em cobrança de falta da entrada da área, fez o primeiro do Araçatuba, aos 44min.

A resposta do Santos veio no minuto seguinte, com Valdir. O atacante recebeu a bola próximo à área adversária, driblou um zagueiro e chutou no canto esquerdo do goleiro Cristiano. Após o gol, correu para o banco de reservas para abraçar o técnico Carlos Alberto Silva, xingado de “burro” pela torcida antes mesmo do começo da partida.

O Araçatuba assustou ao fazer o segundo logo a 1min do segundo tempo, em lance no qual a defesa do Santos ficou parada, e o atacante Núbio subiu sozinho para marcar de cabeça.

Mas a má qualidade do futebol do time do interior voltou a facilitar a tarefa do Santos, que ampliou aos 10min -Galván aproveitou escanteio e fez novamente de cabeça- e aos 15min -Valdir concluiu para o gol vazio ao aproveitar rebote da zaga.

Aos 28min, o volante Rincón pediu para ser substituído, a fim de se poupar. Hoje, ele se apresenta à seleção da Colômbia, que no dia 29 enfrenta o Brasil, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Caio, que substituiu o colombiano, fez a jogada do sétimo gol, aos 29min. Ele arrancou pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou para trás, para Valdir complementar.


Santos divide responsabilidade (Em 22/03/2000)

Após reunião com a diretoria, os jogadores do Santos -que hoje à noite pegam o Araçatuba, na Vila- assumiram parte da responsabilidade pelo fraco desempenho do time no Paulista.

O único que adotou uma postura diferente foi o colombiano Rincón. Desde a goleada por 5 a 1 para o Corinthians, quando foi alvo das moedas atiradas pelos torcedores adversários, ele se recusa a conceder entrevistas.

Na reapresentação, segunda-feira, e após o treino de ontem, o jogador deixou o CT do Santos dizendo que não queria falar.

Os demais atletas passaram a declarar que a responsabilidade não é exclusiva de Carlos Alberto Silva. “Na verdade, ele (o treinador) tem culpa, mas é uma culpa que nós também temos. É dividida. Na hora da vitória, ele também vence. Não somos só nós os ganhadores”, afirmou Valdir.O próprio Carlos Alberto Silva disse que contribuirá para diluir a responsabilidade entre o grupo, apontando publicamente as falhas dos jogadores. “Vou me manifestar e dizer: perdemos por isso, por isso e por isso.”

Na partida de hoje, o objetivo do time praiano é superar a pecha de time de primeiro tempo. Nas três rodadas iniciais do Paulista, quedas bruscas de rendimento na segunda etapa complicaram a equipe e facilitaram a tarefa dos adversários.

Na estréia, contra a Matonense, o time fez 1 a 0, permitiu a virada na etapa final, mas conseguiu empatar aos 44min. Na vitória de 1 a 0 sobre a Ponte Preta, saiu para o intervalo sob aplausos. Terminou o jogo, porém, pressionado pelo adversário e vaiado pela torcida.

No domingo, no clássico contra o Corinthians, sofreu três gols em oito minutos no segundo tempo e foi goleado por 5 a 1. “Temos feito primeiros tempos exuberantes. Espero agora conseguir completar 90 minutos de bom futebol”, disse Carlos Alberto Silva.

Embora tenha sido mantido no cargo pelo presidente do Santos, Marcelo Teixeira, Silva dificilmente resistirá a um resultado negativo em casa diante do último colocado no campeonato.

A vitória, entretanto, não basta. Comissão técnica e jogadores sabem que, além de ganhar, o time necessita de uma exibição convincente “Vamos em busca dos três pontos e de um bom espetáculo”, disse o lateral Baiano.

Os volantes Anderson e Claudiomiro, dois dos mais criticados nas últimas partidas, estão suspensos e não jogam. Com isso, Baiano será deslocado para o meio-campo, onde formará a dupla de volantes com Rincón. Na lateral, entrará Michel.

Santos joga para marcar gol no início

O técnico Carlos Alberto Silva quer ver o Santos sufocando o Araçatuba desde os primeiros minutos. A idéia é mostrar disposição para a torcida -e marcar um gol antes dos 15 minutos-, a fim de evitar as vaias e as hostilidades que têm caracterizado os jogos da equipe no Paulista.

Em entrevista a uma emissora de rádio, o treinador chegou a pedir o apoio dos torcedores, dizendo que o time fará “o possível e o impossível para conseguir um bom resultado”.

Ele lembrou ainda que o campeonato está no começo e as chances de o Santos reagir são grandes.

Quanto à posição da diretoria, que decidiu mantê-lo no cargo apesar da goleada sofrida para o Corinthians, considerou “louvável”. “Vamos tentar corresponder em campo às expectativas deles (diretoria e torcedores).”


Santos 3 x 5 Vasco

Data: 26/08/1995, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.670 pagantes
Renda: R$ 57.775,00
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO)
Cartões amarelos – Galo (S); Valdir e Tinho (V)
Gols: Pintado (01-1), Macedo (12-1), Leonardo (42-1); Leonardo (04-2), Valdir (27-2), Juninho Pernambucano (29-2), Jamelli (32-2) e Valdir (44-2).

SANTOS
Edinho, Marquinhos Capixaba, Jean, Cerezo, Piá (Robert); Gallo, Pintado, Giovanni e Marcelo Passos (Carlinhos); Jamelli (Wellington) e Macedo.
Técnico: Joãozinho

VASCO
Carlos Germano, Pimentel, Tinho, Ricardo Rocha e Jefferson, Charles Guerreiro, Nelson, Juninho Pernambucano (Geovani) e Yan (Sidnei); Leonardo e Valdir.
Técnico: Jair Pereira



Santos perde na Vila em partida de oito gols

O Vasco derrotou o Santos de virada por 5 a 3 na Vila Belmiro, depois de estar perdendo por 2 a 0. O volante Pintado, que estreou no Santos, marcou um gol.

A Sangue Jovem, uma das organizadas do Santos, boicotou o jogo em protesto contra a proibição de uso de suas camisas e faixas.

Derrota para o Vasco complica situação do treinador do Santos

A derrota do Santos por 5 a 3 para o Vasco anteontem provocou crise na Vila Belmiro. Em dois jogos em casa pelo Campeonato Brasileiro, o time santista conseguiu apenas um ponto, no empate contra o Goiás.

No final do jogo, o técnico Joãozinho saiu de campo sem falar com ninguém, evitando comentar a derrota. A Agência Folha apurou que ele pode deixar o cargo.

O Santos chegou a estar vencendo por 2 a 0 no primeiro tempo. O primeiro gol foi marcado a 1min50 de jogo, pelo estreante Pintado.

Após o jogo, no vestiário, o vice-presidente do Santos, Clodoaldo Tavares Santana, afirmou que a diretoria não pretendia “sacrificar” o técnico pela derrota.

Mas, segundo ele, Joãozinho sabe que o futebol depende de resultados. “A derrota foi de toda a equipe”, afirmou. Clodoaldo disse que conversaria com o técnico e “se preciso” tomaria alguma medida em relação ao comando da equipe.

Ontem, o técnico santista, procurado por telefone pela Agência Folha, fez apenas um comentário sobre o jogo.

“Saí chateado. Um resultado ruim dentro de casa deixa a desejar”, afirmou. Questionado se pretende sair do clube, disse que “até segunda-feira (hoje) muita coisa ainda vai ser definida”.

Pintado pede ‘vergonha’

“O Santos tem vergonha na cara e sabe que isso não pode acontecer outra vez.” Essa foi a reação do meia Pintado após seu jogo de estréia, contra o Vasco.

Para Pintado, o time tem de “esfriar a cabeça” e trabalhar para vencer o Fluminense, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro.
“Do mesmo jeito que perdemos de cinco, podemos ganhar de cinco”, disse. “Cometemos muitos erros, principalmente no segundo tempo. Tínhamos que ter aproveitado a vantagem de 2 a 0, porque os três pontos valem para uma vitória com qualquer marcador. Não precisávamos fazer mais gols.”

O goleiro Edinho, que fez três defesas importantes no jogo, disse que o erro da equipe foi dar “muita liberdade” para os jogadores adversários.

O zagueiro vascaíno Ricardo Rocha afirmou que o time virou o jogo “por causa da inteligência do técnico (Jair Pereira)”.

O destaque da partida foi o atacante Leonardo, do Vasco, que fez sua estréia no time. Ele marcou os dois primeiros gols, aproveitando cruzamentos do lateral Pimentel.