Navegando Posts marcados como Vasco

Vasco 1 x 0 Santos

Data: 29/11/2015, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 37ª rodada (penúltima)
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 10.614 pagantes
Renda: 478.380,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (RS).
Cartões amarelos: Rafael Silva e Andrezinho (V); Léo Cittadini e Vanderlei (S).
Gol: Nenê (45-1).

VASCO
Martín Silva; Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho (Guiñazu), Serginho, Andrezinho (Bruno Gallo) e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Rafael Silva).
Técnico: Jorginho

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Werley, Leonardo e Chiquinho; Ledesma (Vitor Bueno), Leandrinho, Léo Cittadini (Lucas Otávio) e Marquinhos (Leandro); Geuvânio e Nilson.
Técnico: Dorival Júnior



Vasco derrota o Peixe e respira na Série A até o dia 6

O Vasco conseguiu uma suada (e molhada) vitória por 1 a 0 sobre o Santos, neste domingo, em São Januário, em jogo que demorou mais de uma hora para ser iniciado devido ao temporal que caiu sobre a cidade do Rio de Janeiro. Com o resultado, conquistado devido a um gol de pênalti sofrido e convertido pelo meia Nenê, os cariocas conseguem se manter vivos na última rodada, que será disputada no dia 6 de dezembro.

A situação dos cruz-maltinos, no entanto, segue bastante complicada no torneio. O Coritiba, rival da próxima rodada, por exemplo, já não pode mais ser alcançado pela equipe. Com 43 pontos contra 40 dos comandados de Jorginho, os paranaenses têm duas vitórias a mais, inalcançáveis pelo critério de desempate. O Peixe, por sua vez, dá adeus a qualquer chance de G4, ficando a quatro do São Paulo, quarto colocado com 59 pontos.

Na próxima rodada, além de ter de vencer os paranaenses, o Gigante da Colina torce para Avaí e Figueirense não vencerem Corinthians e Fluminense, respectivamente. Os santistas, por sua vez, nem querem saber do duelo ante o Furacão, no mesmo dia na Vila. As atenções estão todas voltadas para a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

O jogo

Aos cinco minutos, Daniel Guedes cruzou boa bola na área e Nilson ganhou de Rodrigo, testando no canto de Martín Silva. O uruguaio saltou e foi buscar a bola no canto direito, praticando uma bela defesa. Pouco depois, foi a vez do Vasco ter uma grande chance para chamar de sua. Após escanteio cobrado na área e três toques de cabeça, a bola ficou limpa para Jorge Henrique. No bico da pequena área, ele bateu de esquerda e mandou forte, cruzado. A bola, porém, passou à direita do gol de Vanderlei, para desespero dos vascaínos.

Depois do início equilibrado, os anfitriões conseguiram tomar controle da partida, apostando no embalo da torcida e na falta de entrosamento dos reservas santistas. Comandados por Nenê e Andrezinho, que trabalharam a bola com qualidade no meio-campo, os cariocas criaram chances tanto em chutes de média distância quanto em escapadas de velocidade. Na melhor delas, Riascos recebeu na frente de Vanderlei e tentou encobrir o goleiro, mas a bola saiu lentamente pela linha de fundo.

O volume de jogo, no entanto, indicava que o Vasco não tardaria em conseguir o gol inaugural. E ele veio com um pênalti, já quase no encerramento da etapa. Após bola erguida na área, Nenê conseguiu dominar livre, na lateral da pequena área. Vanderlei deu um carrinho alto para tentar abafar o lance e o meia deu um toque tirando do goleiro. Na sequência, o vascaíno pulou e não foi atingido, mas o árbitro Leandro Vuaden marcou pênalti pela violência da entrada do arqueiro.

Com categoria, o próprio Nenê deslocou o goleiro e mandou no canto direito, explodindo o estádio, àquela altura aflito pela vitória do Coritiba sobre o Palmeiras, que rebaixava o clube mesmo com um empate ante o Peixe. Festa que se estendeu durante todo o intervalo, em clima contagiante.

Toda a empolgação demonstrada, no entanto, não conseguiu ser repetida na etapa final. Mostrando certo cansaço e nervosismo, os jogadores do time da casa recuaram e não conseguiram mais ficar com a bola. Melhor com a entrada do bom Vitor Bueno, o Peixe passou a levar perigo em descidas pela esquerda e, aos 20 minutos, chegou a levar bastante perigo com Leandro, outro que saiu do banco.

Praticamente aceitando que não teria condições de manter o ritmo adotado no primeiro tempo, os anfitriões se dedicaram apenas a gastar o tempo. Cada tiro de meta, lateral ou escanteio demorava a ser batido, principalmente os que estavam a cargo do experiente Nenê.

Auxiliados pela segurança do goleiro Martin Silva, os donos da casa foram bastante efetivos na proposta de jogo, conseguindo afastar todos os lances de perigo do time da Baixada. Dessa forma, restou à torcida apenas contar os minutos até o fim do jogo e celebrar a sobrevida na competição.

Vanderlei contesta pênalti para o Vasco: “Nem ia pegar no Nenê”

O goleiro Vanderlei saiu de campo revoltado com a marcação do pênalti que deu a vitória ao Vasco por 1 a 0 sobre o Santos. Autor do carrinho que resultou na anotação da infração pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden, o arqueiro não se conteve em entrevista concedida ainda no gramado na descida para o intervalo, apenas alguns minutos depois do tento adversário.

“Não preciso nem falar nada do pênalti. Quem for ver a imagem vai poder acompanhar que eu não toquei no Nenê. Ele jogou a bola por cima e pulou. Infelizmente, o (Leandro) Vuaden entrou na dele e marcou”, afirmou o arqueiro, mostrando a mesma indignação ao ser interpelado por uma repórter que questionou se, mesmo não encostando no vascaíno, seu carrinho não tenha sido violento demais.

“Eu ia pegar nele onde? Eu nem ia pegar no Nenê. Quando eu dei o carrinho ele tocou por cima de mim e eu recolhi a perna esquerda para não encostar”, assegurou o jogador do alvinegro praiano, único titular escalado por Dorival Júnior no embate.

Depois do jogo, ele manteve a opinião de que nada havia acontecido, mas reconheceu a inferioridade da equipe em relação aos donos da casa. Agora, ele se junta aos outros titulares, que treinaram neste domingo em Santos, para a preparação visando à decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira, às 22h (de Brasília), contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

Dorival defende opção pela Copa do Brasil após perder G4

A derrota dos reservas do Santos por 1 a 0 para o Vasco, em São Januário, neste domingo, pôs fim a qualquer chance do alvinegro de alcançar o G4 do Campeonato Brasileiro, pois o time, com 55 pontos, não pode mais alcançar o São Paulo, quarto colocado com 59. Incomodado com os questionamentos sobre a decisão de priorizar a Copa do Brasil, ele justificou a opção pelo torneio de mata-mata.

“Agora estamos indo para uma segunda partida. Seguramos até onde deu (priorizar alguma das competições). O momento de definição delas aconteceu ao mesmo instante. É impossível se manter nas duas com a mesma intensidade que vínhamos tendo”, revelou o treinador, que terá de esperar mais um dia para se juntar aos titulares, que ficaram treinando em Santos.

O voo de retorno do Rio para São Paulo estava marcado para a noite deste domingo, mas o atraso de cerca de uma hora e 15 minutos no embate contra o Cruz-Maltino fez com que a delegação que viajou à capital fluminense tivesse de dormir lá antes de aparecer no CT Rei Pelé.

Confiante na possibilidade de conquistar mais um título para o Peixe em 2015 e apagar de vez qualquer crítica pela priorização da Copa do Brasil, Dorival fez questão de negar qualquer favoritismo dos seus comandados no duelo marcado para quarta-feira, no Palestra Itália. Como venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, a equipe joga apenas por um empate.

“É um clássico, duas equipes que fizeram campanhas muito regulares. Fizeram a final do Paulista, brigaram pela vaga na Libertadores e chegaram à final da Copa do Brasil. Fizemos um primeiro jogo muito equilibrado. De 180, saímos de 90 minutos com um resultado positivo. Vamos jogar na casa do Palmeiras, mas o Santos vai estar preparado, vai fazer um grande jogo e eu confio muito nessa garotada”, encerrou.

Jogadores do Santos deixam Brasileiro de lado por “jogo da vida”

O Campeonato Brasileiro já havia deixado de ser prioridade para o Santos, e agora será completamente esquecido. Ainda no gramado de São Januário, após a derrota por 1 a 0 para o Santos, os jogadores mostraram foco total na decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras.

“O sonho de todo jogador é participar de jogos grandes, de finais de campeonato. A gente trabalha muito para isso. Vamos botar o Campeonato Brasileiro de lado para fazer uma grande partida, nosso jogo da vida, do ano. E, se Deus quiser, sair com o título na quarta-feira”, afirmou Vanderlei.

O goleiro foi o único titular escalado para o confronto com o Vasco. Em um time recheado de reservas, até aqueles que não entrarão em campo contra o Palmeiras deixaram São Januário pensando no duelo decisivo. “Agora, é virar a chave e pensar na Copa do Brasil”, disse o beque Leonardo.

O Santos saiu na frente na final, triunfando por 1 a 0 na Vila Belmiro. No Palestra Itália, jogará pelo empate para conquistar o título e poderá apostar na disputa por pênaltis caso seja derrotado por um gol de diferença. Foi justamente nos tiros da marca penal que o time praiano levou o Campeonato Paulista deste ano, em cima do próprio Palmeiras.

“A equipe está preparada para fazer um grande jogo. Estamos muito tranquilos, sabemos da responsabilidade. Podemos fechar o ano com dois títulos, um ano que começamos desacreditados. O grupo deu a volta por cima e está focado para fazer um grande jogo na quarta”, disse o zagueiro Werley.

Santos 1 x 0 Vasco

Data: 12/08/2015, quarta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 18ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 12.038
Renda: R$ 281.255,00
Árbitro: Emerson Luiz Sobral (PE)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Gabriel, Marquinhos Gabriel (S); Serginho, Guiñazu (2), Rafael Silva e Thalles (V).
Cartão vermelho: Guiñazu (V)
Gol: Victor Ferraz (03-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Gustavo Henrique (Werley), David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Leandro), Gabriel (Marquinhos Gabriel) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

VASCO
Martin Silva; Madson, Rodrigo, Jomar e Christiano; Pablo Guiñazu, Serginho, Julio dos Santos (Herrera), Julio Cesar (Rafael Silva) e Jhon Cley; Riascos (Thalles).
Técnico: Celso Roth



Santos perde enxurrada de gols, mas vence na Vila e afunda o Vasco

Vila Belmiro cheia, time embalado e, pela frente, o Vasco em profunda crise, penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro. Tinha tudo para ser uma partida tranquila para o Santos na noite desta quarta-feira, em duelo válido pela 18ª rodada do campeonato Brasileiro. Mas Martín Silva resolveu endurecer as coisas para o Peixe.

O goleiro vascaíno fez grandes defesas e segurou o ataque santista durante todo o primeiro tempo. As chances de gols foram muitas, porém, o trio formado por Ricardo Oliveira, Geuvânio e Gabriel não estava com a pontaria calibrada e o zero não saiu do placar nos primeiros 45 minutos.

Foi quando apareceu o elemento surpresa. Logo aos três minutos da segunda etapa, em bela cobrança de falta, Victor Ferraz acabou com a angústia dos 12.038 torcedores presentes e abriu o placar.

Ricardo Oliveira, artilheiro isolado do nacional ainda teve outra grande oportunidade de chegar ao 11º gol na competição em cobrança de pênalti. Mas, Martín Silva novamente se deu melhor e espalmou o chute do camisa 9. À esta altura, o Vasco estava com dez em campo, já que Guiñazu foi expulso ao cometer a penalidade máxima.

O resultado leva o Santos aos 23 pontos, cada vez mais longe da zona de rebaixamento e mantendo vivo o sonho de encostar no pelotão de cima da tabela. Agora, são cinco jogos de invencibilidade, contando o duelo pela Copa do Brasil.

Na próxima rodada, o time de Dorival Jr encara o Atlético-PR, às 18h30, na Arena da Baixada, em Curitiba, no sábado Vale destacar que o alvinegro praiano ainda não venceu fora de casa neste Brasileirão.

Já o Vasco agora é o lanterna da competição, já que o Coritiba bateu o Palmeiras também nesta quarta. Com 13 pontos, o cruzmaltino tenta reagir também no sábado, em confronto direto com o Coxa, no Maracanã, às 18h30.

O jogo

Embalado pela sequência de resultados positivos e diante de uma Vila Belmiro cheia, o Santos partiu para cima do Vasco desde o início do jogo. Claramente sem confiança com a crise da equipe no Campeonato Brasileiro, o time carioca sofreu desde os primeiros segundos de jogo.

Antes mesmo do relógio dar a primeira volta, Ricardo Oliveira já teve uma grande chance. O camisa 9 cabeceou para chão e Martín Silva fez sua primeira grande defesa. Na sequência, Jomar salvou quase em cima da linha o que seria o gol de Geuvânio.

Como tem sido rotina desde que Dorival Jr assumiu o Peixe. O time exerceu uma verdadeira blitz nos primeiros minutos. O Vasco não passava do meio de campo e tentava se safar de qualquer jeito.

Aos 14 minutos, Ricardo Oliveira saiu da área, tabelou com Geuvânio e recebeu libre, dentro da área, mas bateu por cima. Aos 25, novamente o artilheiro do Brasileirão teve grande oportunidade de tirar o zero do placar, após bela enfiada de Gabriel, mas a bola raspou a trave e não entrou.

À partir dos 30 minutos, o Santos sentiu o cansaço e o Vasco passou a jogar um pouco mais tranquilo. Riascos ainda assustou aos 32, depois de ganhar a jogada em cima de Gustavo Henrique e David Braz. Aos trancos e barrancos, o atacante cruzamaltino bateu com perigo e assustou os torcedores santistas.

A resposta veio três minutos depois.

Lucas Lima roubou a bola no meio de campo e cruzou. Gabriel dominou e bateu, mas Martín Silva mais uma vez brilhou. O Peixe roubou a bola na sequência da jogada e, sem deixar os vascaínos respirarem, chegou com perigo, mas o goleiro carioca fez outra grande defesa e espalmou chute de Geuvânio.

Parecia inacreditável um time tão superior em campo não conseguir marcar ao menos um gol diante de tantas chances claras, mas Martín Silva era o ponto fora da curva no Vasco. Aos 43, o camisa 1 salvou outro gol de Geuvânio, após sair abafando chute do Caveirinha.

E quando Ricardo Oliveira, enfim, balançou as redes, foi marcado impedimento, frustrando todo o estádio, já ansioso e sem a mesma paciência dos primeiros minutos.

Nos acréscimos, Gabriel e Gustavo Henrique ainda desperdiçaram duas grandes oportunidades e, sem entender como, o Peixe desceu para os vestiários com o empate por 0 a 0 diante de um adversário que pouco ofereceu resistência. Para os visitantes, o empate na primeira etapa foi lucro.

Se o grito de gol ficou entalado na garganta do torcedor do Peixe durante todo o primeiro tempo. O alívio veio logo aos três minutos. Em cobrança de falta próxima a área, pela direita, Victor Ferraz surpreendeu o goleiro Martín Silva, que esperava pela batida de Geuvânio, e estufou as redes.

O gol inflamou a Vila Belmiro e empolgou a equipe de Dorival Jr, que manteve a mesma pegada e seguiu pressionando os vascaínos no campo de defesa.

Mas o jogo realmente estava fugindo de todos os prognósticos. Aos 11 minutos, depois de uma confusão na área, Vanderlei salvou o Peixe com uma defesa de puro reflexo, quase em cima da linha. O lance encorajou o alvinegro carioca, que passou a frequentar mais o campo de ataque.

O ímpeto dos cariocas, no entanto, foi freado pela própria incapacidade técnica da equipe. O Peixe seguiu buscando o segundo gol, mas já sem o mesmo ritmo . O jogo passou a ficar mais cadenciado e, de certa forma, um pouco apreensivo, já que mesmo com a vantagem no placar, um gol dos vascaínos e tudo mudaria.

Aos 34 minutos, os donos da casa tiveram a grande chance para pôr fim a tudo isso. Marquinhos Gabriel, que entrou na vaga de Geuvânio, entrou na área, limpou o goleiro e, depois de perder ângulo, tocou para Lucas Lima. O camisa 20 limpou Guiñazu e sofreu pênalti. O volante vascaíno recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Na cobrança, porém, Ricardo Oliveira não parecia o artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro e bateu fraco, no canto direito rasteiro. Martín Silva, um dos melhores em campo nesta quarta, voou e evitou o segundo gol santista.

Assim, mesmo com o placar que não refletiu a superioridade mostrada em campo, o Peixe bateu o Vasco por 1 a 0, cumpriu sua missão dentro de casa e deixou os cariocas em situação ainda mais complicada com 18 rodadas jogadas no Campeonato Brasileiro.

Bastidores – Santos TV:

Victor Ferraz salva atacantes do Peixe e acaba com jejum de gols de falta

Esta quarta não era noite do artilheiro Ricardo Oliveira, nem dos decisivos Geuvânio e Gabriel. Lucas Lima também não brilhou. Mesmo com diversas chances claras de gol, os homens de frente do Peixe não conseguiram superar Martín Silva, goleiro vascaíno, na Vila Belmiro. Victor Ferraz, então, chamou a responsabilidade e garantiu mais três pontos para o Peixe nesta 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, após cobrança de falta perfeita.

“Hoje, tivemos bastante chances. Normalmente nossos jogadores de frente não costumam perder gols, mas, tem que enaltecer o Martín Silva, que fez um grande jogo. Ele, muitas vezes, é cobrando, na minha opinião, até de maneira injusta. E hoje foi responsável por grandes defesas. Está de parabéns”, comentou o lateral.

Além de marcar o único gol do jogo, seu primeiro com a camisa santista, Victor Ferraz acabou com o jejum de gols de falta da equipe. O último aconteceu dia 26 de janeiro de 2014, quando Cícero marcou deixou sua marca em cima do Ituano, em Itu, na terceira rodada do Campeonato Paulista daquele ano.

“Eu treino muito, venho treinando bastante. Abracei o Lucas (Silvestre), filho do Dorival, na comemoração, porque ontem, no treinamento de falta, ele me cobrou bastante. Ia parar de treinar e a repetição levou à perfeição. Valeu a pena. Vou continuar treinando. Então, dedico a ele também”, contou o jogador.

Não é de hoje que Victor Ferraz vem se destacando no Peixe, mesmo sem chamar muita atenção. Ele é o atleta com maior número de jogos pela equipe nesta temporada e acumula números importantes, como melhor passador, o que mais deu assistência para gol neste Brasileiro e o jogador que acertou mais cruzamentos.

Livre para acertar com qualquer clube, Victor espera renovar seu contrato, que termina no fim do ano, para seguir no Santos.

Elenco santista não se empolga com vitória magra em casa

O Santos cumpriu sua obrigação e bateu Coritiba e Vasco, os dois últimos colocados na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, diante de seu torcedor. Os seis pontos fizeram a equipe se distanciar de vez da zona de rebaixamento. Agora são sete pontos de diferença. Mas, o placar mínimo de 1 a 0 nesta quarta fez com que os jogadores alvinegros não conseguissem esconder uma certa frustração.

“Feliz, mas não adianta nada. Não conquistamos nada ainda. A ideia é estar entre os primeiros do Brasileiro e a gente vai em busca disso até o final”, comentou David Braz, claramente incomodado, ao sair de campo.

O goleiro Vanderlei, que acabou salvando o Peixe na segunda etapa na única grande chance dos cariocas na partida, falou com mais franqueza sobre os muitos gols desperdiçados pela equipe nesta quarta.

“Ainda mais no primeiro tempo. A gente teve várias chances. Não conseguimos. O Martín Silva estava muito bem, até pegou pênalti do Ricardo. Mas, o mais importante é a vitória”, ressaltou.

O mais curioso é que Ricardo Oliveira, matador do Peixe e artilheiro isolado do Brasileiro, foi quem mais teve oportunidades contra o Vasco. O camisa 9 perdeu três chances claras de gol, uma delas em cobrança de pênalti, este defendido pelo goleiro do Vasco. Ao fim do confronto, o centroavante admitiu que não foi bem, mas destacou os três pontos conquistados.

“Importante para nós é somar. Hoje tivemos muitas chances de fazer dois, três, quatro gols. Eu tive chances, mas, conseguimos vencer. Isso é o mais importante”, resumiu.

Dorival ignora pontaria ruim e enaltece atuação em vitória na Vila

O Peixe bateu o Vasco por 1 a 0 na noite desta quarta-feira e confirmou sua ascensão no Campeonato Brasileiro. Agora, já são cinco jogos invicto, sete pontos acima da zona de rebaixamento e um objetivo traçado de alcançar a parte de cima da tabela de classificação.

“Fico feliz, porque a equipe buscou. Não teve receio, se expôs, mas se sentindo protegida. É esse equilíbrio que queremos que a equipe adquira, de forma regular, para ter uma sequência promissora”, aprovou o técnico Dorival Júnior.

A única frustração dos pouco mais de 12 mil torcedores que foram à Vila Belmiro apoiar a equipe paulista ficou por conta do placar magro em uma partida em que o Peixe teve amplo domínio e diversas chances claras de gol. Mas, Dorival não quer saber de lamentação.

“Estou satisfeito com as chances criadas. Teremos noites em que as coisas não acontecerão. Poderíamos ter feito mais gols em razão do volume. Temos de reconhecer que o Vasco valorizou o resultado. Espero que o Santos continue criando como tem criado”, defendeu o comandante, lembrando a noite inspirada de Martín Silva, goleiro vascaíno.

“O Santos tentou criar de todas as maneiras. Não fomos felizes no passe final para o companheiro. E as oportunidades que tivemos, o goleiro do Vasco fez uma partida brilhante. O jogo tomou um contorno, no fim, diferente do que foi a partida ao longo de 80 minutos”, completou.

Para deixar claro que gostou do que viu, mesmo diante de uma ineficiência de seus atacantes, que acabaram ‘salvos’ pelo gol de falta de Victor Ferraz, Dorival Jr chegou a usar a vitória por 3 a 0 em cima do Coritiba, na rodada anterior, como exemplo de comparação.

“Hoje foi muito melhor. Diferente, mais agressivo, combativo. Tirou o campo do Vasco. O Vasco teve uma oportunidade, com o Jomar, e no primeiro tempo com Riasco. O santos prevaleceu, fez gol de bola parada, mas as oportunidades mostraram o que a equipe produziu e o merecimento do resultado”, explicou.

“Os jogadores têm que saber valorizar uma situação diferente da do Coritiba. Os gols saíram, mas não foi uma atuação digna do santos. Hoje, sim”, finalizou o comandante alvinegro.

Com time reabilitado, Dorival Jr. agora quer 1ª vitória fora de casa

O assunto ‘zona de rebaixamento’ é cada vez menos falado na Vila Belmiro. Com a vitória sob o Vasco, o time subiu para a 12ª colocação e aumentou sua distância para o grupo da degola. Agora são sete pontos. “Acho que falar menos, sim. Mas a preocupação será mantida. Não tem como relaxar. Em duas rodadas, pode estar beirando qualquer condição. Não queremos isso”, disse o cauteloso Dorival Jr.

O treinador conseguiu mudar o panorama do Peixe no Campeonato Brasileiro. Já são quatro jogos invicto, com três vitórias e um empate, além da vaga garantida nas oitavas de final da Copa do Brasil, após vencer e eliminar o Sport. Falta, porém, um triunfo fora de casa. O Santos soma seis derrotas e três empates como visitante. Neste sábado, a equipe enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba, e a missão é acabar com esse incômodo jejum.

“É a marca a ser batida. Temos que correr atrás disso. Está na hora de fazer uma boa apresentação fora e trazer o resultado”, admitiu Dorival Jr, que comandou o alvinegro praiano duas vezes longe da Vila. Perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 e empatou com o Flamengo por 2 a 2.

“É ter a postura que teve aqui. Fizemos um belo jogo com Palmeiras e não conseguimos o resultado. A equipe mereceu outra situação. No Maracanã, alcançou uma recuperação boa. Não podemos ter a oscilação do primeiro tempo, no Maracanã. Precisamos de uma partida equilibrada fora de nossos domínios”, analisou.

Mesmo assim, o trabalho do técnico é visto como fundamental para a reabilitação santista na competição. O time cumpriu a missão de marcar nove pontos em casa contra as equipes da zona de rebaixamento (Joinville, Coritiba e Vasco), apenas com o empate diante do Rubro-negro carioca no meio desta série.

Questionado se teve alguma projeção alcançada neste período, Dorival deixou claro que não trabalha desta maneira e quer dar um passo de cada vez para levar o Peixe à parte de cima da tabela.”Eu não projeto. Só penso no jogo seguinte. Estou pensando no Atlético. Não tinha como fazer projeção. Era reequilibrar a equipe emocionalmente. Os jogadores chamaram para si a responsabilidade e os resultados começaram a aparecer. Era difícil falar que ia chegar, fazer e acontecer. Não tem como”, afirmou.

Vasco 2 x 2 Santos

Data: 10/11/2013, domingo, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 33ª rodada
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 56.756 presentes (50.421 pagantes)
Renda: R$ 767.190,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Rafael da Silva Alves (RS).
Cartões amarelos: André e Yotún (V); Willian José e Geuvânio (S).
Gols: Bruno Peres (24-1), Gustavo Henrique (27-1); Edmilson (28-1) e André (33-2).

VASCO
Alessandro; Fagner, Jomar, Cris e Yotún; Abuda, Pedro Ken, Juninho Pernambucano (Jhon Cley, depois Bernardo) e Marlone; Reginaldo (André) e Edmilson.
Técnico: Adílson Batista

SANTOS
Aranha; Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Willian José (Alan Santos).
Técnico: Claudinei Oliveira



Com gol de André, Vasco arranca empate com Santos e sai da degola

Santos chegou a abrir 2 a 0 no placar, mas a equipe carioca empatou e subiu para os 37 pontos, passando o rival Fluminense na tabela

Com o Maracanã lotado, o Vasco ficou no empate em 2 a 2 com o Santos , neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Os santistas chegaram a abrir 2 a 0, mas viram os cruzmaltinos correrem atrás da igualdade. Com o resultado, os cariocas estão com 37 pontos e passaram o Fluminense, saindo da zona de rebaixamento. Já os paulistas vão para 45 e ficam mais longe de disputar a Libertadores.

No primeiro tempo, o Santos aproveitou as falhas defensivas do Vasco para abrir 2 a 0, com gols de Bruno Peres e Gustavo Henrique. Os donos da casa ainda diminuíram na etapa inicial, com Edmílson. No segundo tempo, os cariocas pressionaram e chegaram ao empate com André.

O jogo:

Empurrado pela torcida, o Vasco começou a partida pressionando o Santos. No entanto, os cruzmaltinos tinham dificuldade em penetrar na área santista. Para piorar, aos oito minutos, Juninho Pernambucano saiu do jogo após sentir um problema muscular. Os paulistas aproveitaram espaço dado pelos cariocas para desperdiçarem a primeira boa chance do confronto, aos nove. Willian José foi lançado, entrou na área pela direita e chutou cruzado, mas viu a bola passar muito perto da trave e sair pela linha de fundo.

A saída do seu principal jogador mexeu com o Vasco, que caiu de rendimento e viu o Santos crescer na partida. Os visitantes passaram a chegar com facilidade ao ataque e abriram o placar aos 22 minutos. Bruno Peres recebeu pela direita, passou por Yotún e chutou colocado, no ângulo de Alessandro, que estava um pouco adiantado.

Mesmo depois do gol, o Vasco seguiu mostrando fragilidade e viu o Santos marcar seu segundo gol, aos 26 minutos. Em cobrança de falta na área, Gustavo Henrique apareceu livre para cabecear sem chance para Alessandro.

Quando parecia que os cruzmaltinos iriam sentir o novo revés, os donos da casa dimnuíram a vantagem, aos 28 minutos. Após cruzamento na área, Edmílson errou na primeira finalização, mas no rebote, contou com o desvio da zaga para colocar a bola na rede.

O gol animou o Vasco, que chegou com perigo dois minutos depois. André foi lançado na área e finalizou a esquerda da trave de Aranha. Só que a resposta do Santos veio aos 35. Montillo recebeu pela esquerda, puxou para o meio e finalizou para grande defesa de Alessandro. Nos minutos finais, o duelo ficou equilibrado, mas com o Santos chegando com mais perigo ao ataque. Antes do fim, Geuvânio cruzou rasteiro na área e Fagner quase colocou para a própria rede ao tentar cortar. Assim, os paulistas foram para o intervalo a frente no placar.

Na etapa final, o panorama seguiu o mesmo, com o Vasco tendo que atacar para buscar o empate e o Santos avançando nos contra-ataques. O primeiro lance de perigo aconteceu aos oito minutos. Após cruzamento na área, Jhon cabeceou para grande defesa de Aranha. A oportunidade animou os cruzmaltinos, que chegou novamente aos 13. Marlone recebeu pela esquerda, passou por um marcador e chutou colocado, mas viu Aranha mais uma vez salvar os santistas.

Só que a resposta do Santos veio no minuto seguinte. Após falha da zaga vascaína, a bola sobrou para Montillo. O argentino finalizou, mas parou em grande defesa de Alessandro.

Com o tempo, a partida ficou movimentada, com as duas equipes desperdiçando chances de marcar. O Santos pecava nos contra-ataques, enquanto que o Vasco errava nas finalizações. Edmílson e André viram seus chutes passarem muito perto da trave paulista. Depois foi a vez de Pedro Ken tentar e parar em Aranha, que passava a ser a grande figura do confronto.

Só que de tanto insistir, o Vasco conseguiu chegar ao empate aos 32 minutos. Em boa troca de passes, André recebeu na área e chutou cruzado. A bola foi mansamente na trave e entrou para a alegria da torcida no Maracanã.

Nos minutos finais, os cruzmaltinos pressionaram e ainda viram Pedro Ken acertar a trave esquerda de Aranha já nos acréscimos. Assim, o confronto terminou empatado no Maracanã.

Bastidores – Santos TV:




Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 1 x 1 Vasco

Data: 14/08/2013, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 14ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.892 pagantes
Renda: R$ 110.061,00
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Nadine Schramm Câmara Bastos (SC).
Gols: Edu Dracena (31-2) e Rafael Vaz (46-2).

SANTOS
Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Renê Júnior), Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neílton (Thiago Ribeiro) e Willian José.
Técnico: Claudinei Oliveira

VASCO
Diogo Silva. Fagner, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Abuda, Fillipe Souto (Wilie), Wendel e Santiago Montoya (Marlone); Eder Luis e André (Tenório).
Técnico: Dorival Júnior



Santos sai na frente, mas cede empate ao Vasco nos minutos finais

Zagueiros definiram o placar na Vila Belmiro, com Edu Dracena e Rafael Vaz marcando os gols da partida

Com um gol do capitão Edu Dracena, o Santos esteve prestes a voltar a vencer no Campeonato Brasileiro. No entanto, o Vasco chegou ao empate nos minutos finais, com um gol do zagueiro Rafael Vaz, que decretou o 1 a 1 no placar, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, em confronto válido pela 14ª rodada do Brasileirão.

O resultado fez a equipe paulista cair para a 16ª posição, agora com 15 pontos. Já os cariocas subiram para o nono lugar, com 19 pontos ganhos na tabela de classificação da Série A.

O jogo

O Santos começou a partida pressionando e, logo no primeiro minuto, quase abriu o placar. O meia Montillo cruzou pela direita para dentro da grande área, mas o centroavante Willian José furou o chute e desperdiçou uma boa chance, com a bola sobrando para o goleiro Diogo Silva.

Pouco depois, aos três, o Santos chegou com perigo novamente. O volante Alan Santos cruzou de perna esquerdo para a grande área, buscando o meia Cícero, que tocou de cabeça, assustando o arqueiro vascaíno.

Aos sete, Montillo arrancou com velocidade pelo lado esquerdo, cruzando para Willian José cabecear para o gol, mas a bola não ganhou força e Diogo Silva fez a defesa, sem dificuldades.

Os cariocas assustaram pela primeira vez, aos 15, quando Abuda arriscou de perna esquerda, da entrada da área, exigindo uma boa defesa de Aranha, que espalmou a bola para escanteio.

O Vasco quase abriu o placar aos 24, quando Fillipe Souto fez o levantamento para a área, a bola não foi desviada por nenhum dos seus companheiros de time, mas Arnha estava tanto para evitar o gol dos visitantes.

O Vasco também levou perigo ao gol santista aos 30, quando o estreante Montoya recebeu dentro da área, com liberdade, tocou na saída de Aranha e a bola passou muito perto da trave.

A equipe carioca ainda criou a última boa oportunidade de gol do primeiro tempo. Aos 41, Henrique fez o cruzamento da esquerda, para Fagner emendar a finalização de primeira, para boa defesa parcial de Aranha. No rebote, André não conseguiu completar para o fundo das redes.

Na volta para a etapa complementar, o técnico do Santos, Claudinei Oliveira, sacou o volante Alan Santos para a entrada do meia Leandrinho.

Aos seis, Cícero passou por elevação para Neílton dentro da área, Diogo Silva saiu mal do gol e a bola sobrou para Léo. O experiente lateral teve a chance de empurrar para a rede, mas o zagueiro Jomar conseguiu salvar os vascaínos.

Em uma noite pouco inspirada, o jovem Neílton foi substituído por Thiago Ribeiro, aos 14. Três minutos mais tarde, Dorival Júnior fez a primeira alteração no Vasco. Montoya saiu para a entrada de Marlone.

O Vasco esteve perto do gol quando o zagueiro Rafael Vaz, aos 22, soltou uma bomba em cobrança de falta, para a defesa de Aranha. O goleiro santista deu rebote, porém, o lance foi anulado pela arbitragem, por impedimento.

O time praiano respondeu aos 28, também em cobrança da falta. Cícero bateu por cima da barreira, mas Diogo Silva estava na jogada e espalmou a bola para escanteio.

No entanto, o Santos chegaria ao gol. Com 31, o zagueiro Edu Dracena aproveitou o cruzamento de Montillo, que fez um levantamento preciso após rebote de um escanteio, para cabecear sem chances de defesa para o arqueiro cruzmaltino: 1 a 0 para o Peixe.

Os donos da casa poderiam ter ampliado a vantagem com Cícero, aos 37, mas o meia pegou mal na bola e isolou passe dado por Montillo, dentro da área. Aos 43, Léo desperdiçou lance parecido, outra vez com passe do meio-campista argentino.

As chances perdidas nos últimos minutos fizeram falta ao Santos, que sofreu o empate com um gol do zagueiro Rafael Vaz, aos 46, garantindo um ponto para os visitantes.

Com o resultado, o Santos caiu para a 16ª posição, agora com 15 pontos ganhos, mas com dois jogos a menos em relação a maior parte dos seus concorrentes.

Bastidores – Santos TV:

Edu Dracena se irrita com empate do Vasco e cita Muricy: “A bola pune”

Resultado de 1 a 1 dentro de casa deixa o Santos com 15 pontos, muito próximo à zona de rebaixamento. Mas a equipe tem duas partidas a menos

Autor do gol do Santos contra o Vasco, o zagueiro Edu Dracena se irritou com o empate de sua equipe, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Nervoso com o novo tropeço, o capitão santista acredita que o time poderia ter segurado a vitória, sem sofrer o gol nos acréscimos.

“Está 1 a 0, no fim do jogo, você tem que cadenciar o jogo. Não pode sofrer um gol assim. Contra o Coritiba (2 a 2) tinha sido a mesma coisa, não pode. Tem de cadenciar o jogo, ter mais experiência, administrar o resultado”, destacou Dracena, na saída do gramado da Vila.

A irritação do defensor foi tão grande que Edu Dracena lembrou até mesmo um jargão utilizado pelo ex-técnico santista, Muricy Ramalho. O treinador costumava dizer que “a bola punia”, em determinadas ocasiões.

“Nós tivemos muitas chances e o futebol não te permite desperdiçá-las. Como dizia o Muricy, a bola pune. No Brasileirão, você não pode bobear”, concluiu o zagueiro.

Depois da partida, por meio de seu Facebook, o capitão santista explicou sua comemoração, que gerou algumas críticas nas redes sociais. Após marcar o gol, ele fez um gesto pedindo silêncio, mas negou que tenha se dirigido aos torcedores.

Confira a mensagem:

“Pessoal, acho que fui mal interpretado hoje. O gesto que fiz após o gol foi um recado pro meu amigo Cebola, lá de Dracena. Conversamos algumas vezes nos últimos dias e ele ficou me cobrando para voltar a fazer gol. No fim da comemoração, lembrei disso e fiz os gestos em direção ao camarote onde estava meu irmão, na Vila.

Vi que muitos torcedores entenderam como se eu tivesse direcionado um desabafo contra a torcida. Muito pelo contrário! Tenho convicção de que estamos devendo muito para o torcedor, principalmente depois de mais um resultado ruim em casa.

Peço desculpas se algum torcedor se sentiu atingido e espero ter desfeito qualquer mal entendido.”

Claudinei vê empate justo do Santos, critica calendário e não aponta culpados

Time caminhava para conquistar uma vitória sobre o Vasco na Vila Belmiro, mas acabou sofrendo gol de empate no último minuto

O técnico interino do Santos , Claudinei Oliveira, não gostou da atuação de sua equipe no empate com o Vasco, por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. O treinador acredita que o time esteve abaixo do esperado e que, por esta razão, o resultado não pode ser considerado injusto.

“Acho que produzimos abaixo. Fomos bem nos primeiros 20, 25 minutos. Mas, hoje (quarta), nós não conseguimos manter a intensidade de outras partidas. O Vasco terminou a primeira etapa melhor do que a gente. No segundo tempo, o quadro não se reverteu. Não vínhamos bem até o gol. Depois, nós tivemos chances nos contra-ataques e não matamos. Tivemos oportunidades para definir (a vitória), só que não fizemos. É duro. Mas, pelo que foi o jogo, não adianta lamentarmos. O Vasco não merecia perder”, analisou Claudinei.

O comandante santista ainda aproveitou para evitar apontar culpados pelo tropeço em casa. Claudinei Oliveira crê que os santistas agora precisam focar ainda mais no trabalho, para que a equipe volte a ganhar no Campeonato Brasileiro.

O interino, porém, lamentou a falta de tempo para treinar os atletas com mais tranquilidade. “É complicado você recuperar os jogadores, atuando quarta e domingo. Temos pouco tempo e, por causa disso, não tem como você colocar os atletas treinando finalização, por exemplo. Além disso, as bolas que vieram não foram totalmente ‘limpas’. Acontece, mas não é questão de punir ninguém. Enfim, não temos que achar culpados. O que nos cabe é trabalhar para reverter esses insucessos”, concluiu.


Vídeos: (1) Gols e (2) melhores momentos.

Santos 2 x 0 Vasco

Data: 14/10/2012, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.555 pagantes
Renda: R$ 105.170,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Asp. Fifa-GO).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Thiago Gomes Brígido (Asp. Fifa-CE).
Cartões amarelos: Henrique e Rafael (S); Nilton e Fellipe Bastos (V).
Gols: Miralles (08-1); Miralles (02-2).

SANTOS
Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique (Gérson Magrão), Arouca e Felipe Anderson; Miralles (Patito Rodríguez) e Bill.
Técnico: Muricy Ramalho

VASCO
Fernando Prass, Jonas (Pipico), Rodolfo, Douglas Wendel; Nílton, Fellipe Bastos, Felipe (Jhon Cley) e Carlos Alberto (Marlone); Éder Luis e Alecsandro.
Técnico: Marcelo Oliveira



Miralles marca duas vezes, Santos vence outra sem Neymar e tira Vasco do G4

Na Vila Belmiro, Santos estreia novo uniforme e vê argentino brilhar em péssimo dia vascaíno

Existe vida sem Neymar para o Santos . Em mais uma partida sem seu melhor jogador, o time de Muricy Ramalho superou o Vasco por 2 a 0 neste domingo com dois gols do argentino Miralles, fazendo com que o clube carioca saísse do G4 pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro .

O resultado positivo faz o Santos chegar a quatro partidas sem derrotas e segue se afastando das últimas posições. Tem 41 pontos e ocupa a oitava colocação. O sonho da Libertadores segue distante, já que o São Paulo atingiu 52 e ultrapassou o Vasco, que jogou sem Juninho Pernambucano e tem dois pontos a menos.

Os dois clubes terão pouco tempo de descanso até a próxima rodada. Na quarta-feira, novamente na Vila Belmiro, o Santos recebe o Atlético-MG, que briga pelas primeiras posições do Brasileiro. Já o Vasco tenta retornar ao G4 em clássico contra o Botafogo, na quinta.

O jogo

Há seis anos sem vencer o Santos na Vila Belmiro, o Vasco começou sufocando seu adversário com base na troca de passes ofensiva pelo lado esquerdo, entre Wendel, improvisado na lateral, e Felipe. Com o passar do tempo, ainda na etapa inicial da partida, os comandados de Muricy Ramalho notaram que o avanço de Wendel deixava desguarnecido o lado direito do ataque santista – jogadas ofensivas pelo setor acabaram sendo a tônica de todo o primeiro tempo.

Depois de Carlos Alberto tentar organizar o Vasco do meio para frente, o Santos equilibrou a partida e, logo aos oito minutos, aproveitou a avenida que tinha à disposição do lado direito para abrir o placar. Bill recebeu lançamento longo na intermediária, logo após um desarme cometido para cima de Carlos Alberto ,e fez lançamento em velocidade para Miralles, que invadiu a área sem marcação e bateu no canto direito de Fernando Prass para marcar o primeiro do Santos.

Aos 13 minutos, na tentativa de responder, Felipe conseguiu lançamento em profundidade para Éder Luis, que balançou as redes de Rafael, mas foi flagrado em posição de impedimento. No lance seguinte, Henrique recebeu na intermediária e tocou rápido para Bruno Peres, que tentou o cruzamento, mas acabou criando ótima oportunidade de aumentar o placar no tiro direto involuntário. No último instante, Fernando Prass deu um tapa na bola e afastou pela linha de fundo o que poderia ser o segundo gol dos donos da casa.

Na única jogada pelo lado esquerdo do ataque, Léo desarmou Jonas e fez o passe para Miralles, que não conseguiu o domínio e acabou servindo Bill. A zaga do Vasco afastou em um primeiro momento, mas a sobra ficou com Bruno Peres, que encheu o pé e obrigou Fernando Prass a praticar defesa incrível em mais uma tentativa do lateral direito santista, de volta ao time após lesão.

Aos 30, o Santos criou sua última boa oportunidade na etapa inicial. No momento em que Carlos Alberto tentava o lançamento na área do Santos, a forte marcação à frente da zaga conseguiu o corte. Na sobra, o vascaíno acabou desarmado por Miralles, que fazia pelo primeiro tempo e conseguiu servir Bruno Peres, que passava pela direita para tentar o drible para cima de Fernando Prass. A boa saída do goleiro vascaíno impediu o último fôlego do Santos, que depois só trabalhou a bola, sem perigo.

Logo na primeira jogada da etapa complementar, Nilton pisou no tornozelo de Miralles, que saiu de campo para atendimento, mas não foi motivo de preocupação para a comissão técnica. De volta ao jogo após se recuperar prontamente, o artilheiro do jogo recebeu passe em profundidade de Felipe Anderson, nas costas da marcação de Douglas, e bateu por baixo de Fernando Prass para aumentar a vantagem santista na Vila Belmiro.

Aos 12 minutos, o Vasco criou sua primeira boa oportunidade no segundo tempo, após lançamento em velocidade de Felipe para Éder Luis, que acertou em cima do goleiro Rafael. Na sobra, Nilton completou por cima da meta santista, rente ao travessão. Na sequência do lance, no entanto, Léo fez o desarme no campo de defesa e tocou para Miralles, que lançou Bill de primeira. Fernando Prass saui do gol, falhou no corte e quase deu espaço para o santista completar.

O Vasco continuou atento, mas só teve chances em jogadas interrompidas pela arbitragem, como no lance em que Alecsandro recebeu passe na entrada da área, dominou com a coxa e virou chutando, no ângulo de Rafael, que caiu e conseguiu defender com precisão. O lance já estava paralisado por impedimento. Minutos mais tarde, Bruno Peres encostou a mão na bola e, na cobrança de falta, Fellipe Bastos acertou a trave em lance que também estava parado.

Mesmo com Marlone, Jhon Cley, Pipico e o time mais ofensivo, o Vasco não conseguiu criar espaços na segura defesa santista, que conseguiu garantir o resultado positivo após as entradas de Gérson Magrão e Patito. Nome do jogo, Miralles saiu de campo aplaudido.

Batidores – Santos TV:

Satisfeito por aproveitar ‘brecha’, Miralles vira goleador sem Neymar

Na estreia do novo uniforme listrado, o argentino marca dois gols e garante vitória sobre o Vasco no Brasileiro

No momento em que o atacante Neymar foi convocado para dois amistosos da seleção brasileira, o técnico Muricy Ramalho optou por dar sequência de jogos a Miralles. Em sua segunda partida consecutiva como titular do Santos , o argentino marcou duas vezes na vitória sobre o Vasco neste domingo . Chegou a seis gols e é o terceiro artilheiro da equipe no Campeonato Brasileiro, atrás de André e do próprio Neymar.

Satisfeito por aproveitar a ‘brecha’ atuando mais aberto ao lado de um atacante finalizador, o atacante elogia o técnico Muricy Ramalho no sentido de lhe conceder uma sequência de jogos como titular do Santos.

“Às vezes não chegam muitas bolas, então quando chegam eu tenho que concluir. O Santos tem muitos jogadores de qualidade, minha missão é aproveitar as oportunidades e contra o Vasco eu aproveitei. Fico contente, muito feliz, porque esperei muito tempo no Brasil e não estava conseguindo jogar como queria”, comentou Miralles, criticando o Grêmio, clube que defendeu até junho, quando foi trocado pelo ex-santista Elano.

Obediente taticamente e elogiado pelo comandante por esse motivo, Miralles não titubeia ao relatar o motivo de ter tido espaço para aproveitar as oportunidades: o meio-campista Wendel, improvisado na lateral do Vasco, deu espaços demais: “O jogador deles não marcou muito, porque era um meia. Na primeira chance que tive consegui fazer o gol, não aproveitei algumas, mas depois marquei de novo. Tento dia a dia melhorar e não tenho problema com posição”.

Muricy vê Santos taticamente forte e sem depender tanto de Neymar

Vitória neste domingo sobre o Vasco por 2 a 0 foi a segunda consecutiva da equipe sem contar com o atacante em campo

A vitória sobre o Vasco neste domingo , a segunda consecutiva sem Neymar em campo, enchem o técnico Muricy Ramalho de confiança. O treinador do Santos vê sua equipe cada vez mais preparada para superar o desentrosamento e conquistar os pontos necessários para terminar o Campeonato Brasileiro de forma digna.

Com 41 pontos somados nas primeiras 30 rodadas, o Santos não pensa mais em se classificar para a Libertadores e também não se anima com a reação tardia conquistada nas últimas partidas. Apesar disso, a evolução e a obediência tática demonstrada agradam a Muricy, que entrou em campo neste domingo sem contar até com André, suspenso por acúmulo de cartões amarelos e substituído por Bill.

“Não podemos ser dependentes, porque ano que vem vamos perder o Neymar de novo. Estamos nos preocupando com isso e nos reforçando bastante. Perdemos muitos jogadores após a Libertadores por valorização natural, e agora chegou a hora de esse time dar uma mudada depois de um tempo junto. Você procura as saídas para jogar sem o seu principal jogador e temos feito isso com eficiência”, aponta Muricy, explicando que a reação tardia não fará o time ambicionar algo a mais em 2012.

Sem os jogadores “diferentes”, como gosta de dizer, o técnico cita a obediência tática como trunfo na reta final do Brasileirão. “O time que não tem os diferentes tem que ter obediência tática que seja mais cumprida, e utilizamos isso em jogadas como os contra-ataques do Miralles. Temos um time um pouco desentrosado, então precisa trabalhar mais em relação a posicionamento e parte tática”.

A respeito da vitória conquistada sobre o Vasco, Muricy detectou falhas de marcação do adversário pelo lado esquerdo, setor em que o meia Wendel foi improvisado como lateral. Com jogadores de velocidade, o treinador prevê que, na próxima quarta-feira, o Atlético-MG entrará da mesma forma ofensiva que o Vasco entrou neste domingo: “Eles vêm para cima e às vezes vão abrir espaço. Contra o Vasco aproveitamos”.

Léo fala em aposentadoria, mas Muricy pede tratamento e renovação

Lateral tem a intenção de permanecer no Santos em 2013, mas condicionou extensão do contrato por mais um ano ao tratamento das dores no joelho

Recuperado de uma lesão na panturrilha esquerda, o lateral esquerdo Léo não entrava em campo pelo Santos desde a conquista da Recopa Sul-Americana, no dia 27 de setembro. Neste domingo, participou dos 90 minutos da vitória por 2 a 0 sobre o Vasco , na Vila Belmiro, e voltou a reclamar de dores no joelho que atrapalham a sequência da carreira aos 37 anos.

O experiente ala tem a intenção de permanecer no Santos em 2013, mas condicionou a renovação de contrato por mais um ano ao seu tratamento das dores no joelho. Léo deseja passar por uma artroscopia que o deixaria fora de campo por pelo menos dois meses, mas que exterminaria as dores. Caso o Santos não aceite renovar o vínculo em função da ausência certa nos primeiros meses de 2013, ele encerra a carreira.

“Converso muito com a comissão, com a direção, e venho fazendo o que tenho que fazer com meu joelho, porque o velhinho ainda dá trabalho. Mas eu compenso muito e sinto as dores. Se for da vontade do Muricy, faço no começo do ano a intervenção cirúrgica. Se não me quiserem, eu pararia de jogar ao fim do contrato”, revelou o camisa 3, capitão do Peixe neste domingo.

Léo aproveita a oportunidade para fazer o lobby pessoal e garantir que pode atuar por mais uma temporada, em alto nível, como titular do Santos, que briga pelo tetracampeonato paulista logo no início do ano: “Já conversaram comigo, mas vamos ver o que é melhor para mim e para o clube. Meu custo benefício é bem melhor do que de alguns garotos que passam a vida no departamento médico, mas está tranquilo”.

Citado por Léo, Muricy Ramalho deseja contar com o veterano lateral esquerdo, mas pede uma palavra médica para que possa contar com o camisa 3 em 2013. “Ele tem que resolver o problema do joelho, porque sabe que vai jogar competições duras, de alto nível. Jogadores do nome que ele tem precisam aguentar. Ele estava jogando demais, não há nada que aguente, precisa jogar dois e descansar um. O que eu recomendo é primeiro procurar um especialista e resolver isso, depois até para renovar é mais fácil”.