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Santos é apenas vice-campeão Brasileiro de 1995, graças a Márcio Rezende de Freitas



Em 1995 o Santos completaria 11 anos de fila, a última conquista era o Paulistão de 1984. Os recursos financeiros eram poucos, o Clube vivia a política de “pés no chão”, apostava em promessas vindas de pequenos clubes. Desta forma, podemos dizer que o Santos não tinha maiores pretensões ao início do Campeonato Brasileiro.

Em pé: Narciso, Carlinhos, Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato, Marcus Adriano e Edinho. Agachados: Giovanni, Jamelli, Robert, Camanducaia e Marcelo Passos.





























Após um primeiro turno apenas regular, o Santos ficou em terceiro no Grupo B, dois pontos atrás do Fluminense que garantiu sua vaga nas semifinais. No ínicio do 2º turno, após uma vexatória derrota de 0x4 no Barradão contra o Vitória, o Peixe não tinha mais escolha, precisava vencer praticamente todos os sete jogos que restavam para tentar a vaga nas semifinais. O Atlético-MG ficou no cangote do Peixe até o final, e qualquer descuido, até mesmo um empate, e o Peixe perderia a vaga. Foram seis vitórias e um empate e asseguramos a vaga na última partida dramática no Pacaembu contra o Guarani, quando Marcelo Passos fez o golaço salvador no finalzinho e Giovanni liquidou a fatura.

São merecedoras de comentários também as contundentes vitórias contra o Flamengo no Maracanã e Corinthians na Vila (Campeão Paulista e da Copa do Brasil), ambas por 3×0, além da apertadíssima vitória de 1×0 contra o poderoso Palmeiras/Parmalat no Pacaembu que selou a eliminação deste. Neste jogo o técnico palmeirense Vanderlei Luxemburgo determinou que o volante Flávio Conceição fosse a sombra do craque Giovanni durante os 90 minutos, e em apenas um segundo ele decidiu o jogo dando um belo passe de calcanhar para que Vágner fizesse o gol da vitória, mantendo o Santos vivo na briga e praticamente eliminando o Palmeiras.

O Santos classificou-se e pegou na semifinal o campeão carioca, comandado pelo marrento atacante Renato Gaúcho, “o Rei do Rio”. Duas partidas espetaculares, 1×4 no RJ e 5×2 aqui no Pacaembu, este último confronto merece uma abordagem especial do Blog e está na galeria de jogos inesquecíveis.

Na final contra o Botafogo, perdemos o primeiro jogo no Maracanã por 2×1 e decidiríamos o título em casa, no mesmo palco do espetáculo anterior: o Pacaembu abarrotado de fanáticos e confiantes torcedores santistas. Nos bastava uma vitória simples já que tivemos melhor campanha que time carioca.

A péssima arbitragem do Sr. Marcio Rezende de Freitas, que errou para ambos os lados é verdade, prejudicou mais o Santos que teve um gol legítimo anulado já nos minutos finais. Perdemos o título que viria coroar aquele elenco de guerreiros, o jovem Camanducaia perdeu a oportunidade de entrar para a história do Clube, ficamos fora da Libertadores que não disputávamos desde 1984… mas houve sim um lado positivo em meio a toda aquela revolta pelo título arrancado de nossas mãos. Naquele ano forjou-se uma nova geração de torcedores apaixonados pelo Clube como há tempos não se via e o craque Giovanni entraria para sempre na galeria de grandes ídolos do Peixe. O torcedor santista voltava a sorrir.

Elenco:
Clique aqui e conheça o elenco que disputou o Brasileirão de 1995.

Artilheiro do Campeonato:

23 gols – Túlio (Botafogo)

Artilheiros do SFC:

17 gols – Giovanni
08 gols – Jamelli
07 gols – Camanducaia
03 gols – Marcelo Passos e Whelliton
02 gols – Macedo, Robert, Carlinhos, Gallo e Vagner
01 gol – Pintado, Jean e Marcos Adriano
01 gol contra

Regras do Campeonato:

O Campeonato Brasileiro de 1995 foi o primeiro em que todas as vitórias passaram a valer três pontos, seguindo uma determinação da Fifa. Antes, cada vitória valia dois pontos e pontos extras podiam ser acrescentados, conforme o ano, pela diferença de gols ou por disputa de pênaltis. Na primeira fase, os 24 times participantes foram divididos em dois grupos de 12. Esta primeira fase teve dois turnos distintos. Primeiro, os times enfrentaram apenas os adversários de seu grupo e o líder de cada um garantiu vaga na semifinal. Depois, cada time enfrentou apenas os 12 times do outro grupo. O primeiro colocado de cada chave passou para a semifinal. O Cruzeiro foi o primeiro colocado do Grupo A no turno, e o Botafogo foi o líder no segundo turno. Os dois se enfrentaram no mata-mata. O Fluminense e Santos ganharam o Grupo B, no primeiro e segundo turnos, respectivamente. Os dois fizeram o outro duelo eliminatório. Santos e Botafogo chegaram à decisão. Melhor para o Alvinegro carioca, campeão brasileiro pela primeira vez após vencer por 2 a 1 no Maracanã e empatar em 1 a 1 no Pacaembu. O campeão garantiu vaga na Libertadores, o vice e o terceiro colocado (Cruzeiro) disputaram a Supercopa. Os dois últimos (Paysandu e União São João) foram rebaixados.

Campanha Geral:

PG 50 – J 27 – V 15 – E 5 – D 7 – GP 52 – GC 40 – SG 12

#
Data
Ficha Técnica
Local
Vídeo
1º Turno
1 19/08/1995 Santos 1 x 1 Goiás
Vila Belmiro
2 26/08/1995 Santos 3 x 5 Vasco
Vila Belmiro
3 30/08/1995 Fluminense 1 x 0 Santos
Laranjeiras
4 03/09/1995 Santos 1 x 0 Criciúma
Vila Belmiro
5 07/09/1995 Internacional 4 x 2 Santos
Beira Rio
6 09/09/1995 Atlético-MG 1 x 2 Santos
Mineirão
7 16/09/1995 Portuguesa 0 x 2 Santos
Canindé
8 19/09/1995 Santos 0 x 1 São Paulo
Vila Belmiro
9 24/09/1995 Santos 3 x 2 União São João
Vila Belmiro
10 01/10/1995 Santos 3 x 2 Bahia
Vila Belmiro
11 08/10/1995 Sport Recife 1 x 2 Santos
Ilha do Retiro
2º Turno
12 12/10/1995 Santos 4 x 4 Bragantino
Vila Belmiro
13 15/10/1995 Juventude 1 x 1 Santos
Alfredo Jaconi
14 19/10/1995 Santos 4 x 1 Grêmio
Vila Belmiro
15 22/10/1995 Santos 2 x 1 Cruzeiro
Vila Belmiro
16 29/10/1995 Vitória 4 x 0 Santos
Barradão
17 09/11/1995 Flamengo 0 x 3 Santos
Maracanã
18 12/11/1995 Paraná 0 x 0 Santos
Vila Capanema
N/D
19 19/11/1995 Santos 3 x 0 Corinthians
Vila Belmiro
20 22/11/1995 Palmeiras 0 x 1 Santos
Pacaembu
21 25/11/1995 Santos 2 x 1 Paysandu
Vila Belmiro
22 29/11/1995 Santos 3 x 1 Botafogo
Pacaembu
23 03/12/1995 Guarani 0 x 2 Santos
Pacaembu
Semifinal
24 07/12/1995 Fluminense 4 x 1 Santos
Maracanã
25 10/12/1995 Santos 5 x 2 Fluminense
Pacaembu
Final
26 14/12/1995 Botafogo 2 x 1 Santos
Maracanã
27 17/12/1995 Santos 1 x 1 Botafogo
Pacaembu

Fase de classificação:

1º Turno
 
Grupo A
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Cruzeiro
25
11
8
1
2
23
11
12
75.8
2 Palmeiras
23
11
7
2
2
19
8
11
69.7
3 Bragantino
21
11
6
3
2
15
10
5
63.7
4 Paraná
19
11
5
4
2
13
8
5
57.6
5 Botafogo
18
11
5
3
3
20
16
4
54.5
6 Guarani
12
11
3
3
5
13
18
-5
36.3
7 Grêmio
12
11
3
3
5
12
18
-6
36.3
8 Juventude
12
11
2
6
3
6
9
-3
36.3
9 Vitória
11
11
2
5
4
10
16
-6
33.3
10 Paysandu
10
11
2
4
5
14
18
-4
30.3
11 Corinthians
8
11
2
2
7
13
18
-5
24.2
12 Flamengo
8
11
2
2
7
9
17
-8
24.2

1º Turno
 
Grupo B
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Fluminense
21
11
6
3
2
10
4
6
63.6
2 Internacional
21
11
6
3
2
15
10
5
63.6
3 Santos
19
11
6
1
4
19
18
1
57.6
4 São Paulo
19
11
5
4
2
9
5
4
57.6
5 Portuguesa
18
11
5
3
3
16
14
2
54.5
6 Goiás
16
11
4
4
3
15
9
6
48.5
7 Criciúma
15
11
4
3
4
10
8
2
45.5
8 Bahia
14
11
4
2
5
13
16
-3
42.4
9 Sport
12
11
3
3
5
9
11
-2
36.4
10 Vasco
11
11
3
2
6
14
20
-6
33.3
11 Atlético-MG
11
11
2
5
4
9
12
-3
33.3
12 União São João
4
11
1
1
9
7
19
-12
12.1



Obs.: Cruzeiro e Fluminense classificaram-se no 1º turno para as semifinais.


2º Turno
 
Grupo A
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Botafogo
27
12
8
3
1
22
6
16
75
2 Corinthians
23
12
7
2
3
19
15
4
63.9
3 Juventude
23
12
6
5
1
19
12
7
63.9
4 Palmeiras
22
12
7
1
4
18
11
7
61.1
5 Grêmio
19
12
6
1
5
14
14
0
52.8
6 Bragantino
19
12
5
4
3
20
16
4
52.8
7 Flamengo
16
12
3
7
2
14
15
-1
44.4
8 Cruzeiro
14
12
4
2
6
17
15
2
38.9
9 Paraná
14
12
3
5
4
17
16
1
38.9
10 Guarani
13
12
4
1
7
14
19
-5
36.1
11 Vitória
11
12
3
2
7
14
18
-4
30.6
12 Paysandu
8
12
1
5
6
11
24
-13
22.2


2º Turno
 
Grupo B
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Santos
27
12
8
3
1
25
13
12
75
2 Atlético-MG
26
12
8
2
2
23
15
8
72.2
3 Goiás
19
12
6
1
5
17
14
3
52.8
4 Portuguesa
17
12
4
5
3
12
14
-2
47.2
5 São Paulo
14
12
4
2
6
17
18
-1
38.9
6 Internacional
14
12
3
5
4
14
12
2
38.9
7 Vasco
13
12
4
1
7
18
19
-1
36.1
8 Sport
13
12
4
1
7
16
18
-2
36.1
9 Fluminense
13
12
2
7
3
9
12
-3
36.1
10 Bahia
12
12
3
3
6
9
24
-15
33.3
11 Criciúma
12
12
2
6
4
10
12
-2
33.3
12 União São João
5
12
1
2
9
11
28
-17
13.9



Obs.: Botafogo e Santos classificaram-se no 2º turno para as semifinais.


Classificação Geral
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1 Botafogo
51
27
14
9
4
46
25
21
63
2 Santos
50
27
15
5
7
52
40
12
61.7
3 Cruzeiro
41
25
12
5
8
41
27
14
54.7
4 Fluminense
37
25
9
10
6
25
22
3
49.3
5 Palmeiras
45
23
14
3
6
37
19
18
65.2
6 Bragantino
40
23
11
7
5
35
26
9
58
7 Goiás
38
23
11
5
7
33
21
9
55.1
8 Atlético-MG
37
23
10
7
6
32
27
5
53.6
9 Internacional
35
23
9
8
6
29
22
7
50.7
10 Portuguesa
35
23
9
8
6
28
28
0
50.7
11 Juventude
35
23
8
11
4
25
24
4
50.7
12 São Paulo
33
23
9
6
8
26
23
3
47.8
13 Paraná
33
23
8
9
6
30
24
6
47.8
14 Corinthians
31
23
9
4
10
32
33
-1
44.9
15 Grêmio
31
23
9
4
10
26
32
-6
44.9
16 Criciúma
27
23
6
9
8
20
20
0
39.1
17 Bahia
26
23
7
5
11
22
40
-18
37.7
18 Sport
25
23
7
4
12
25
29
-4
36.2
19 Guarani
25
23
7
4
12
27
37
-10
36.2
20 Vasco
24
23
7
3
13
31
38
-7
34.8
21 Flamengo
24
23
5
9
9
23
32
-9
34.8
22 Vitória
22
23
5
7
11
24
34
-10
31.9
23 Paysandu
18
23
3
9
11
25
42
-17
26.1
24 União S. João
9
23
2
3
18
18
44
-29
13



Galeria de fotos:

Santos 1 x 1 Botafogo

Data: 17/12/1995, domingo, 19h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 28.488 pagantes
Renda: R$ 697.520,00
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Cartões amarelos: Wágner, Túlio e Wilson Goiano (B); Narciso e Jamelli (S).
Gols: Túlio (24-1) e Marcelo Passos (01-2).

SANTOS
Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo, Narciso e Marcos Adriano; Carlinhos, Marcelo Passos e Robert (Macedo); Jamelli, Giovanni e Camanducaia.
Técnico: Cabralzinho

BOTAFOGO
Wágner; Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva (Moisés); Leandro, Jamir, Beto e Sérgio Manoel; Donizete e Túlio.
Técnico: Paulo Autuori


Defesas de Wagner, gol de Túlio e erro do juiz dão título ao Botafogo

Numa partida intensamente disputada, o Botafogo assegurou o seu primeiro título brasileiro ao empatar com o Santos por 1 a 1, ontem, no Pacaembu.
Como vencera o primeiro jogo, no Maracanã, por 2 a 1, o time carioca jogava por um empate.

O panorama geral do jogo foi como se esperava: o Santos tentando pressionar para conseguir a vitória e o Botafogo, retraído, buscando os contra-ataques.

Com Camanducaia na ponta esquerda e apenas um meia defensivo, Carlinhos, o Santos começou tentando abrir o jogo pelos lados e buscando as tabelas pelo meio, coordenadas por Giovanni.

O time carioca, porém, surpreendeu ao recuar o centroavante Túlio -que, normalmente, atua fixo na área- para fazer a ligação do meio-campo com o ataque. Túlio não só trabalhava bem a bola como combatia no meio-campo. De tanto cometer faltas -sete só no primeiro tempo-, recebeu o cartão amarelo.

O Santos tinha dificuldade em criar chances de gol porque o meio-campo botafoguense exercia uma marcação muito eficiente.

O Botafogo acabou marcando aos 24min. Sérgio Manoel bateu uma falta da esquerda em direção à área, Jamir tocou de cabeça e a bola sobrou para Túlio, impedido, chutar de pé esquerdo para o gol.

O Santos perdeu uma grande chance aos 34min, quando Giovanni, livre na pequena área, tocou para fora.

No intervalo, o técnico do Santos, Cabralzinho, substituiu o meia Robert pelo atacante Macedo. Já o treinador do Botafogo, Paulo Autuori, tirou o lateral-esquerdo André Silva, fazendo entrar o volante Moisés e recuando o meia Sérgio Manoel para a lateral.

O Santos empatou logo aos 2min do segundo tempo: o lateral-direito Marquinhos Capixaba entrou na área pela direita, dividiu com Gonçalves, ajeitou a bola com a mão e a bola sobrou para Marcelo Passos, que marcou.

O Santos quase desempatou aos 29min, numa falta cobrada por Marcelo Passos, mas Wagner, a maior figura do jogo, espalmou.

Aos 34min, Camanducaia marcou de cabeça ao recebeu um cruzamento em cobrança de falta, mas o juiz Márcio Rezende de Freitas marcou impedimento inexistente.

Giovanni ainda perdeu grande chance aos 37min, mas Wagner salvou com a ponta dos dedos.

Cabralzinho volta a usar ‘risco total’

Como no segundo jogo contra o Fluminense pelas semifinais, o técnico Cabralzinho decidiu ontem arriscar tudo na busca do resultado que interessava ao Santos.

Além de entrar de início com apenas um meia defensivo, ele partiu para um esquema com três atacantes no segundo tempo (Macedo, Jamelli e Camanducaia) e a aproximação permanente de Giovanni e Marcelo Passos.

A estratégia do primeiro tempo não deu certo por dois motivos. No ataque, a forte marcação do Botafogo impedia Camanducaia de levar vantagem sobre o lateral Wilson Goiano e Giovanni de se movimentar com liberdade.

Na defesa, o meio-campo santista dava espaço a Sérgio Manoel, Beto e Túlio para receber na intermediária e tocar a bola, articulando os ataques botafoguenses.

Nessa etapa, o Santos conseguiu finalizar a gol apenas seis vezes.

A entrada de Macedo reforçou muito o lado direito do Santos, que estava sem força na primeira etapa, pois o lateral Marquinhos Capixaba pouco apoiava.

Num dos primeiros lances pelo setor no segundo tempo, Capixaba fez a jogada do gol de empate, enquanto Macedo ajudava a diluir a marcação adversária.
Nessa etapa, o Santos conseguiu finalizar nove vezes e marcar dois gols, mas só um valeu.

Santos culpa o juiz pela perda do título

Diretores e jogadores do Santos culparam a arbitragem e uma suposta “armação” pela perda do título brasileiro.

Segundo todas as pessoas ouvidas pela Folha, o juiz prejudicou o Santos em dois lances: validou o gol do Botafogo, com Túlio em impedimento, e anulou o que seria o segundo gol do Santos, apontando impedimento, inexistente, de Camanducaia.

No primeiro lance, Túlio estava adiantado cerca de 80 cm. No segundo, o volante Leandro dava condição de jogo ao Santos.

“Armação é pouco”, afirmou, descontrolado, o vice-presidente de Futebol do Santos, Clodoaldo Tavares Santana. “Somos a favor de um futebol, digno, justo e honesto. Não foi isso que vimos.”

Assim que o jogo acabou, Santana tentou invadir o vestiário dos árbitros.

“Sem-vergonha e safado” eram alguns dos palavrões proferidos por ele ao juiz Márcio Rezende de Freitas, trancado no vestiário.

Depois, perto da porta do vestiário do Santos, Santana referiu-se ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e ao presidente do Tribunal Especial da CBF, Luís Cláudio Bezerra de Menezes, como membros de uma “quadrilha”.

O diretor Roberto Bolonha cercou Teixeira na porta do vestiário dos árbitros e passou a xingá-lo.

O dirigente da CBF rebateu as críticas dizendo que a escalação de Rezende de Freitas havia sido exigência dos dois finalistas. “O Santos quis esse árbitro e acho que ele não teve influência no resultado.” Quando foi dos vestiários ao estacionamento, Teixeira foi xingado por torcedores.

O presidente do Santos, Samir Abdul Hak, confirmou a indicação do juiz Márcio Rezende de Freitas. “Ele é o melhor juiz brasileiro, mas cometeu erros infantis. O Botafogo não precisava disso.”

Segundo ele, o Santos não vai protestar contra a arbitragem porque “não adianta nada”. “Prefiro perder o título, mas não faço trabalho de bastidores”, acrescentou.

O atacante Macedo também criticou o juiz. “Ele é um safado. O Santos está enganado sobre ele.”

Santistas decidem ir para o vestiário

Diferente do que haviam prometido, os jogadores do Santos não permaneceram em campo no intervalo, desistindo de repetir o gesto feito na vitória de 5 a 2 sobre o Fluminense, pelas semifinais.

A derrota parcial de 1 a 0 e o comportamento da torcida, mais revoltada que vibrante no primeiro tempo, fizeram os santistas mudar de idéia.
Eles desceram para os vestiários sem dar entrevistas. O clima, no intervalo, era de desânimo.

Além disso, o técnico Cabralzinho teve que contornar uma pequena crise, provocada pela escalação do atacante Camanducaia, e não do volante Pintado, no lugar do capitão Gallo, suspenso.

Pintado não gostou da decisão do técnico e reclamou. “Esperava iniciar o jogo. Afinal sou o substituto natural do Gallo.”

Na verdade, ao escalar Camanducaia, Cabralzinho atendeu a um pedido dos jogadores, que desejavam uma equipe mais ofensiva.

O departamento jurídico do clube tentou, até momentos antes do jogo, obter o efeito suspensivo que permitiria a escalação do meia Vágner, suspenso por três jogos pelo Tribunal Especial da Confederação Brasileira de Futebol. O tribunal, porém, nem quis analisar o pedido, segundo o presidente Samir Abdul-Hak.

Botafogo muda estilo de jogo

Um errou tático do técnico Paulo Autuori dificultou ao Botafogo a conquista do seu primeiro título brasileiro. No intervalo da decisão, quando a equipe vencia por 1 a 0 e havia anulado o ataque santista, ele decidiu mexer no time. Tirou o lateral-esquerdo André Silva, colocou o volante Moisés e deslocou o meia esquerda Sérgio Manoel para a lateral.

A 1min do segundo tempo, Sérgio Manoel falhou e o Santos empatou o jogo. Depois, o time carioca viveu de chutões até o fim do jogo.

O Botafogo construiu a vantagem, no primeiro tempo, jogando fora de seu estilo.

A vantagem do empate e as más condições físicas de Donizete levaram Autuori a tomar algumas decisões: para poupar Donizete, colocou-o como atacante fixo, e proibiu os laterais e os meias de avançarem ao ataque.

Com essa formação, o time pouco executou sua jogada característica, pela direita. E viveu, também, de ataques ocasionais, como no lance do gol de Túlio, aos 24min da primeira etapa.

Donizete entra em campo lesionado

Numa cena rara no futebol, o atacante botafoguense Donizete já entrou mancando ontem em campo. Ele jogou machucado por causa de uma contusão no músculo da parte de trás da coxa direita.

A escalação de Donizete foi decidida após teste físico no começo da tarde, no hotel onde a equipe se hospedou. No Pacaembu, ele chutou bolas na parede e resolveu jogar “no sacrifício”.

Donizete disse que foi o jogo mais “difícil” de sua vida. Aos 27 anos, nunca havia sofrido contusão muscular na sua carreira.

No sábado à noite, ele dava entrevistas otimistas sobre seu estado, mas confidenciava a amigos: “Só tenho 10% de chances de jogar. Está doendo muito”.

Em quase todos os lances, Donizete evitou esticar a perna direita para não distender o músculo. Em algumas jogadas, recolhia a perna. Em outras, preferia chutar com a esquerda.

A exceção foi um chute de fora da área, aos 39min, que o goleiro Edinho defendeu, soltando a bola. Em seguida, Donizete levou a mão à coxa, dolorida.

Ele usou coxeira, para apertar a musculatura. Devido à contusão, e querendo contar com o atacante, o técnico Paulo Autuori fez Túlio recuar mais, ajudando na marcação. Donizete ficou mais à frente, jogando de “Túlio”.

Jogo foi 2 a 0, diz Carlinhos

O volante Carlinhos afirmou ontem que o Santos fez “o suficiente para ganhar o título” e que não foi campeão por culpa dos erros de arbitragem.
Ele reconheceu, porém, que na hora do gol do Botafogo, não viu impedimento de Túlio.

Carlinhos foi um dos poucos jogadores santistas que se dispuseram a dar entrevistas depois do jogo.

Os destaques do time, como o atacante Giovanni e o goleiro Edinho, saíram em silêncio, não deram declarações e seguiram direto para o ônibus, escoltados por seguranças.

O clima de tensão no time já podia ser sentido no final do primeiro tempo. Perdendo por 1 a 0, os jogadores não cumpriram a promessa de passar o intervalo em campo, como haviam feito no domingo passado, contra o Fluminense.

Repórter – Como você viu a atuação do Santos nesta partida?
Carlinhos – Não fizemos uma partida brilhante, mas o suficiente para ganhar o título.

Repórter – Por que você diz que o Santos não foi brilhante?
Carlinhos – No primeiro tempo, os jogadores de meio-campo, como eu, sentiram muito as novas tarefas que nos foram passadas pelo Cabralzinho.

Repórter – O Gallo (volante e capitão do time, suspenso) fez falta?
Carlinhos – Claro. Ele comanda o time atrás.

Repórter – A saída do André Silva (lateral-esquerdo do Botafogo) e o deslocamento do meia Sérgio Manoel para a posição dele ajudaram o Santos a reagir no segundo tempo?
Carlinhos – Apesar de o nosso gol ter saído lá, eu não acho. O Santos cresceu porque o time conseguiu se entrosar no novo esquema.

Repórter – Por que o Santos não foi campeão?
Carlinhos – Em primeiro lugar, o goleiro deles, o Wagner, teve uma grande atuação.
Mas o que decidiu foi a arbitragem. O juiz deu um gol do Túlio em impedimento e anulou um gol nosso que foi legal. Ele está “de parabéns”.

Repórter – Por que o Santos não reclamou do gol do Túlio?
Carlinhos – Na hora, ninguém viu. Só percebemos no vestiário. Mas o juiz tinha que ter visto. No segundo gol nosso, não sei o que ele marcou. Para mim, o jogo teria de ser 2 a 0, o que nos daria o título.

Cabralzinho faz elogio a vencedor

Conformado com a derrota, o técnico Cabralzinho elogiou o time do Botafogo e disse que o adversário mereceu conquistar o título brasileiro.
“Não há o que lamentar. Méritos do Botafogo, de seu goleiro e de seu treinador, que armou muito bem a equipe”, afirmou.

Segundo Cabralzinho, o Santos “cumpriu o seu papel” e fez uma grande campanha no Brasileiro. “O time é jovem e ainda vai dar muitas alegrias aos torcedores. Isso foi apenas o começo de uma trajetória que será vitoriosa.”

O técnico santista preferiu não analisar a arbitragem de Márcio Rezende de Freitas. “Não cabe a mim dizer se houve ou não qualquer erro por parte do juiz”, disse.

O atacante Jamelli, um dos poucos jogadores do Santos conformados com a derrota, disse que o time “fez o que pôde” na partida e na competição.
“Foi uma bela campanha. Faltou apenas subir o último degrau e conquistar o título”, lamentou.

“Merecíamos este campeonato. Mas, apesar dos erros do juiz, saímos de cabeça erguida”, disse o meia Marcelo Passos, autor do gol do empate.

O zagueiro Ronaldo disse que o Botafogo “veio para jogar pelo empate e conseguiu, com méritos”.

Presidente promete manter todos jogadores

O presidente do Santos, Samir Abdul Hak, disse, após o jogo, que o Santos vai procurar manter todos os jogadores do atual elenco e ainda se reforçar para 1996.

“A idéia da diretoria é prestigiar este grupo, que está de parabéns. Eles são os campeões morais e serão devidamente recompensados”, afirmou.
Segundo o presidente santista, “a diretoria fará tudo para renovar o contrato de Giovanni”, que se encerra no final do ano.

O diretor de futebol, José Paulo Fernandes, disse que já acertou as contratações dos meias Robert e Vágner e do zagueiro Ronaldo.

Os empréstimos dos laterais Marquinhos Capixaba, Marcelo Silva e Marcos Adriano vencem no final do ano.

A prioridade dos diretores santistas é a contratação de Marcos Adriano, cujo passe pertence ao Flamengo e custa R$ 350 mil.

Apesar de a diretoria ter a intenção de manter todos os jogadores, alguns deles devem deixar o clube, caso do volante Pintado. Insatisfeito por não ter sido escalado ontem, Pintado chorou no banco de reservas após o jogo e foi o último jogador do Santos a descer para os vestiários.

“Não aguento ficar de fora. É muito sofrimento. Prefiro parar de jogar futebol a ficar na reserva. Futebol é simples, não adianta inventar”, afirmou o jogador, numa crítica ao técnico Cabralzinho.

O volante Gallo tem proposta do Mallorca, da Espanha. Marcelo Passos pode ser transferir para o futebol carioca.

Samir Abdul Hak é candidato único na eleição presidencial do Santos, que deve ocorrer no dia 8 de janeiro. “Vamos manter a política pés no chão, que está apenas começando. Foi uma dádiva termos chegado à final”, disse.

Finalistas são base da seleção do Brasileiro

Botafogo e Santos formam a base da seleção do Brasileiro, eleita por 25 jornalistas em votação promovida pela Folha.

O time é: Velloso (Palmeiras); Zé Maria (Portuguesa), Sorlei (Fluminense), Narciso (Santos) e Zé Roberto (Portuguesa); Amaral (Palmeiras), Leandro (Botafogo) e Giovanni (Santos); Jamelli (Santos), Túlio (Botafogo) e Donizete (Botafogo).

Os dois únicos jogadores com unanimidade em suas posições foram os artilheiros Túlio e Giovanni. O meia-atacante santista também foi eleito o destaque do Brasileiro, com 24 votos.

O técnico escolhido foi Paulo Autuori (Botafogo), com 17 votos. Cabralzinho (Santos) teve 6.

Túlio é o único a aparecer na seleção do campeonato do ano passado e na deste ano. Todos os outros jogadores aparecem pela primeira vez na lista, realizada pela Folha desde 1993.

A seleção escolhida pelos jornalistas difere pouco da seleção do Júri Folha. Nesta última, os jogadores são escolhidos pela média das notas atribuídas por jornalistas ao longo do campeonato.

As mudanças são as entradas de dois jogadores do Goiás: Márcio na zaga e Sandoval no ataque.

A CBF, por sua vez, divulgou ontem sua seleção do campeonato, igualmente eleita pela imprensa.

O time também tem duas diferenças em relação à votação promovida pela Folha. Sorlei dá lugar a Ronaldo (Atlético); Jamelli, a Rivaldo (Palmeiras).
Voltou a subir a média de gols do Campeonato Brasileiro, após um ano de queda em 1994.

A média voltou a ultrapassar 2,5 gols por jogo, patamar só alcançado em quatro edições do Brasileiro: 80, 82, 83 e 93. O resultado confirma a tendência de alta verificada desde 1987, quando o Brasileiro atingiu o “fundo do poço” e a média foi de apenas 1,7 gol por jogo.

Botafogo fatura R$ 1 mi na final

O Botafogo ganhou pelo menos R$ 1 milhão com o jogo de ontem. O Santos, R$ 450 mil.

A estimativa foi feita no Pacaembu pelo diretor de futebol da Confederação Brasileira de Futebol, Gilberto Coelho.

Segundo ele, o campeão receberá R$ 400 mil das emissoras de TV que transmitiram o torneio. O prêmio está estipulado no contrato.

Para que a partida de ontem fosse realizada a partir das 19h, cada clube recebeu entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.

O Botafogo (primeiro colocado) ganhou R$ 150 mil e o Santos R$ 100 mil da Esso, empresa que fez entrega de prêmios antes da final.

Da renda de ontem, cada clube ficaria com no mínimo R$ 250 mil, segundo Gilberto Coelho. O vencedor de jogos recebe 60% da renda líquida (há descontos para entidades, gastos com estrutura etc.). O perdedor, R$ 40%. Em caso de empate há divisão.

A CBF dará R$ 50 mil para o Botafogo por ter sido campeão. O prêmio será entregue hoje no Rio. Parte do dinheiro arrecadado ontem pelo Botafogo será utilizado para pagamento de prêmios.

O clube deu R$ 600 mil pelo título aos jogadores. O patrocinador da equipe, R$ 200 mil. Empresários botafoguenses, R$ 200 mil. No total, o prêmio foi de R$ 1 milhão para o time.


Corinthians 1 x 1 Santos

Data: 11/08/1994, quinta-feira, 16h00.
Competição: Copa Bandeirantes – Final – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 21.696 pagantes
Renda: R$ 63.997,50
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ).
Cartões vermelhos: Gralak (C) e Gallo (S).
Gols: Demétrios (08-1) e Gralak (21-1).

CORINTHIANS
Ronaldo; Wilson Mano (Marcelinho Paulista), Gralak, Henrique e Elias; Zé Elias, Ezequiel, Marcelinho Carioca e Souza; Viola e Marques (Leandro).
Técnico: Jair Pereira

SANTOS
Edinho; Índio, Júnior, Maurício Copertino e Silva; Gallo, Cerezo e Paulinho Kobayashi (Neizinho); Serginho, Demétrios (Serginho Fraldinha) e Marcelinho Paraíba.
Técnico: Serginho Chulapa



Corinthians empata e é campeão

O Corinthians conquistou ontem a Copa Bandeirantes ao empatar com o Santos em 1 a 1. Foi o primeiro título da equipe desde 1990.

O título garante ao Corinthians uma das duas vagas paulistas na Copa do Brasil de 1995. A outra vaga já é do Palmeiras, por ser o campeão estadual de 1994.

O Corinthians jogava pelo empate, já que havia vencido a primeira partida da final, por 6 a 3, na última terça-feira.

O Santos começou melhor. Dominava o meio-campo, devido especialmente à fraca atuação de Marques. Não dava chances ao ataque corintiano.

Demorou pouco para a equipe santista abrir o marcador. Aos 8min, Demetrius completou na pequena área um cruzamento da direita de Paulinho Kobayashi.

Logo em seguida, o Corinthians teve sua melhor –e única– chance no primeiro tempo. Wilson Mano penetrou pela direita, driblou um marcador e chutou para boa defesa de Edinho.

Aos 21min, o Corinthians chegou ao empate, através de uma cobrança de falta do zagueiro Gralak. A bola resvalou na barreira e enganou o goleiro Edinho.

O Santos continuou dominando o jogo até os 30min, quando o meio-campista santista Gallo e o corintiano Gralak trocaram empurrões e foram expulsos.

O jogo foi bastante violento. Foram distribuídos oito cartões amarelos, cinco para o Santos e três para o Corinthians.

As expulsões favoreceram o Corinthians, que conseguiu equilibrar o meio-campo. A equipe passou a controlar a partida e não deu oportunidades ao Santos na etapa final. A entrada de Leandro no lugar de Marques e a melhor atuação de Souza contribuíram para isso.

As duas substituições realizadas pelo técnico Serginho, do Santos, não conseguiram dar ao time mais força ofensiva.

O Corinthians teve então duas boas chances. Numa delas, Souza entrou sozinho, mas seu chute acabou bloqueado. Na outra, Edinho soltou um cruzamento e Carlinhos salvou em cima da linha.

Ontem durante o jogo, foi usado pela primeira vez o carrinho-maca, para retirar jogadores machucados do gramado. O carrinho começou a ser utilizado na Copa dos EUA.

Serginho discute com corintiano

Logo após o jogo, o técnico Serginho teve uma discussão com o zagueiro Gralak, do Corinthians. Ele criticou o jogador pela falta em Carlinhos, que o levou a ser expulso.

“Você não precisa disso”, disse o técnico a Gralak. “Mas eu não bati, nem foi falta”, respondeu o zagueiro.

Quando o corintiano Henrique se aproximou dos dois, Serginho o empurrou e disse asperamente: “Você só sabe chutar moleque”.

Depois, mais calmo, Serginho disse que estava satisfeito com o desempenho do Santos no torneio.

Ele disse que domingo, estréia do time no Brasileiro, contra o Remo, o volante Dinho jogará e o meia Neto terá sua primeira participação na equipe.

“Também gostaria que o Guga (atacante) renovasse o contrato.”

A diretoria do Santos tenta contratar o meia Donizeti e o atacante Silvio, do Bragantino.

Para treinador, título dá moral

O técnico Jair Pereira disse que a conquista da Copa Bandeirantes dá moral ao time do Corinthians para a disputa do Campeonato Brasileiro.

“Estou satisfeito, porque fomos o único time que encarou com seriedade esta Copa”, disse.

Sobre a partida de ontem, ele disse que o time jogou com inteligência, já que o empate lhe garantiria o título.

O atacante Viola, que marcara dois gols na vitória de 6 a 3 contra o Santos na primeira partida das finais, não se incomodou com a sua atuação apagada.

“Estamos de parabéns, todos tiveram uma atuação importante. O Serginho (técnico do Santos) montou um esquema diferente e dificultou para o nosso ataque”. Wilson Mano, contundido no joelho esquerdo, está praticamente fora da estréia no Brasileiro, no sábado, contra o Criciúma.



Corinthians precisa só de um empate com o Santos ( Em 11/08/1994 )

O técnico Jair Pereira, do Corinthians, teme o otimismo exagerado na partida final contra o Santos, pela Copa Bandeirantes, hoje à tarde, no Morumbi.

Como goleou o adversário por 6 a 3 no primeiro jogo, anteontem, o Corinthians depende apenas de um empate para garantir o título.

É tal vantagem que preocupa o treinador corintiano. “O Santos mostrou que não é um adversário fácil. Conseguiu virar o resultado, empatou duas vezes e só perdeu porque o Corinthians foi implacável nos minutos finais.”

Jair Pereira pretende conversar com os jogadores hoje, minutos antes da partida.

O técnico corintiano preferiu fazer mistério sobre a equipe que vai escalar (“O Serginho também não divulgou o seu time”), mas deverá ser o mesmo que começou a partida de anteontem.

Os ingressos da final têm preço único de R$ 3 e estarão à venda das 9h às 11h na Federação Paulista de Futebol (av. Brigadeiro Luís Antônio, 913). À tarde, a venda será apenas nas bilheterias do Morumbi.

Santos joga no contra-ataque

O técnico Serginho Chulapa disse ontem que o Santos vai utilizar hoje a tática do “contra-ataque com cautela” para vencer o Corinthians.

Segundo o treinador, isso não significa que sua equipe vai atuar na defensiva. “Estamos preparados para um adversário mais prudente. Por isso, a ordem é aproveitar todos os contra-ataques”, afirmou.

O treinador acredita que, apesar da derrota na última terça-feira, o Santos tem todas as condições de derrotar o rival.

“Perdemos porque tivemos a chance de matar o adversário, não fizemos e acabamos morrendo. O Corinthians aproveitou nossas falhas e venceu a partida”, disse Serginho.

Para o técnico santista, o fato de os dois times terem exibido um “futebol aberto” pode ser um indicativo de que o Campeonato Brasileiro deste ano terá equipes bem mais ofensivas.

Serginho Chulapa não quis adiantar a escalação do Santos. “Dou os nomes dos jogadores alguns minutos antes de a partida começar”, disse.


Santos 0 x 1 Atlético-MG

Data: 26/08/1990, domingo.
Competição: XXXVI Troféu Ramón de Carranza – Final
Local: Estádio Ramon de Carranza, em Cádiz, Espanha.
Público: 16.000
Árbitro: Juan Ansuategui Roca (ESP).
Cartão vermelho: César Sampaio (S) aos 43-2.
Gol: Marquinhos (05-2).

SANTOS
Sérgio; Índio, Pedro Paulo, França e Flavinho; César Sampaio, Derval, César Ferreira (Édson Ampola) e Axel (Zé Humberto); Paulinho McLaren e Ney Bala (Camilo).
Técnico: Pepe

ATLÉTICO-MG
Rômulo; Carlão, Cléber, Tobias e Paulo Roberto; Éder Lopes, Marquinhos e Gilberto Costa; Tato (Mauricinho), Gérson e Éder Aleixo.
Técnico: Artur Bernardes



Santos perde Carranza para o Atlético-MG

Fonte: Jornal Folha de SP

Santos 1 x 2 Ponte Preta

Data: 19/12/1981, sábado, 16h00.
Competição: XIV Taça São Paulo de Futebol Júnior 1982 – Final
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia.
Gols: Serginho Dourado (23-2), Chicão (25-2, de pênalti) e Chicão (33-2).

SANTOS
Nilton; Jairo, Flávio, Davi e Bosco; Requena, Rivaldo (Elizardo) e Serginho Dourado; Almir, Osni e Fernandinho (Pedrinho).
Técnico: Coutinho

PONTE PRETA
Sérgio Guedes; Everaldo, Heraldo, Valdir e Carlinhos; Silvio, Celso e Paulo César (Marcelo); Roberto, Chicão e Mauro (Mário César).
Técnico: Milton dos Santos



De virada, Ponte bate Santos e conquista o bicampeonato da Copinha

Gol da vitória saiu em falha do goleiro Nilton

Chicão, o herói da Ponte campeã

Fontes:
Jornal Folha de SP
RSSSF Brasil