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Santos 1 x 0 Coritiba

Data: 20/05/2017, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.921 pagantes
Renda: R$ 175.450,00
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ)
Auxiliares: Rodrigo F. Henrique Correa e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (ambos de RJ).
Cartões amarelos: Vladimir Hernández, Thiago Maia, Leandro Donizete, Rafael Longuine e Copete (S); Neto Berola, Jonas e Matheus Galdezani (C).
Gols: David Braz (07-1).

SANTOS
Vanderlei; Matheus Ribeiro (Copete), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Lucas Lima (Rafael Longuine); Vladimir Hernández (Jean Mota), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

CORITIBA
Wilson; Dodô, Werley, Walisson Maia (Marcio) e William Matheus; Jonas, Matheus Galdezani e Tomas Bastos; Henrique Almeida (Alecsandro), Kleber e Neto Berola (Getterson).
Técnico: Pachequinho



Vanderlei faz partida milagrosa, Santos segura pressão e vence Coxa

Após o empate heroico contra o The Strongest, na última quarta, pela Libertadores, os quase 6 mil torcedores que foram até a Vila Belmiro na tarde deste sábado, no duelo contra o Coritiba, esperavam um show de Bruno Henrique, Lucas Lima e cia. Porém, quem brilhou (e muito) foi Vanderlei. Inspirado, o goleiro santista teve uma atuação de gala, ‘fechou’ a meta durante toda a partida, fez pelo menos cinco defesas milagrosas e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo a primeira vitória do Peixe no Campeonato Brasileiro. O único tento do jogo foi marcado por David Braz, logo no início do primeiro tempo.

O jogo

O Santos começou o duelo com um motivo para comemorar e outro para lamentar. A notícia boa foi que logo aos sete minutos, Bruno Henrique escorou cruzamento de cabeça e a bola ficou livre para David Braz empurrar para o fundo da rede e abrir o placar na Vila Belmiro.

O problema é que logo na sequência, Lucas Lima precisou ser substituído por Rafael Longuine. O camisa 10 começou a sentir dores antes mesmo do Peixe marcar o primeiro e não aguentou ficar no gramado.

Atrás no placar, o Coxa se lançou ao ataque e passou a pressionar o alvinegro mesmo dentro da Vila Belmiro. O empate só não veio porque Vanderlei estava inspirado. Aos 12 minutos, o goleiro salvou o chuta de Kleber à queima roupa dentro da área.

Cinco minutos depois, o camisa 1 se esticou todo para defender o chute de William Matheus. No lance seguinte, o arqueiro apareceu mais uma vez e pegou cobrança de falta de Tomas Bastos.

Apesar do Coritiba estar bem melhor dentro de campo, foi o Santos que perdeu a chance mais clara do primeiro tempo. Aos 25 minutos, Vladimir Hernández fez bela jogada e deixou Ricardo Oliveira na cara do gol. O centroavante, porém, chutou em cima do goleiro Wilson e desperdiçou uma oportunidade inacreditável na Vila.

Após o tento perdido, o Peixe equilibrou as ações e jogo ficou aberto, com chances para os dois lados. Porém, o primeiro tempo terminou mesmo no 1 a 0 para o alvinegro.

A segunda etapa começou em um ritmo mais lento na Vila Belmiro. Porém, a tônica seguiu parecida com a do primeiro tempo, já que o Coxa seguia em cima e Vanderlei continuava salvando. Logo aos sete minutos, Matheus Galdezani fez fila na defesa santista e só parou no camisa 1, que teve seu nome gritado em todo o estádio.

Aos 11, porém, o Santos quase chegou ampliou em um contra-ataque. Ricardo Oliveira avançou pelo lado direito e cruzou para Bruno Henrique. Em velocidade, o atacante bateu no contrapé de Wilson, mas errou o alvo.

A chance perdida não melhorou o ímpeto do time santista, que seguiu sendo bastante pressionado pelo Coxa durante o segundo tempo. Aos 30 minutos, o alviverde finalmente conseguiu bater Vanderlei. Porém, após driblar o camisa 1 e sair na cara do gol, Matheus Galdezani foi travado por Zeca na hora do chute.

E quando parecia que Vanderlei não poderia brilhar mais na Vila, David Braz cometeu um pênalti infantil em Alecsandro. O próprio atacante foi para a cobrança a parou no goleiro santista, que decretou a vitória do Peixe na Vila.

Bastidores – Santos TV:

Vanderlei chora após atuação de gala e diz: “Se me convocar, estarei pronto”

Os torcedores do Santos que foram até a Vila Belmiro na tarde desta sábado ainda devem estar perplexos com a atuação de Vanderlei no embate contra o Coritiba. Impenetrável, o arqueiro santista teve uma atuação de gala, ‘fechou’ a meta durante toda a partida, fez pelo menos cinco defesas milagrosas e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo a primeira vitória do Peixe no Campeonato Brasileiro.

Ovacionado por toda a Vila Belmiro, inclusive pelos torcedores do Coxa, seu ex-time, o camisa 1 não segurou a emoção na saída do gramado e chorou após o triunfo do alvinegro.

“A gente sempre sonha em fazer uma grande partida, ainda mais contra a minha ex-equipe. Tenho muitos amigos ali, um carinho grande. Estou muito feliz. Toda defesa para o goleiro é importante. O Coritiba valorizou muito a nossa vitória. Felizmente deu tudo certo”, falou o goleiro.

Após a atuação de Vanderlei, os companheiros de Santos fizeram questão de ‘cobrarem’ uma convocação do arqueiro para a Seleção Brasileira. Sempre comedido com as palavras, o camisa 1 pregou respeito ao técnico Tite, mas mandou um recado.

“A Seleção é o ápice de todo atleta, mas temos que respeitar os outros goleiros que estão lá. Não acho que falta marketing para mim. Acredito que para o atleta ser convocado, ele tem que fazer o melhor em campo. É difícil falar se esse é o meu melhor momento, mas se eu fosse o Tite me convocaria, pois tenho que acreditar no meu trabalho. Se ele me convocar algum dia, eu estarei pronto”, concluiu Vanderlei na saída do gramado.

Santistas clamam por Vanderlei na Seleção: “Merece ser titular”

Inevitavelmente, Vanderlei foi o nome mais comentado pelos jogadores do Santos na saída do gramado da Vila Belmiro após a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba, neste sábado, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Inspirado, o goleiro fez belas defesas durante a partida e ainda defendeu um pênalti de Alecsandro, garantindo o triunfo santista.

Após a partida, os atletas do alvinegro rasgaram elogios ao camisa 1 e praticamente cobraram uma convocação dele para a Seleção Brasileira. Quem puxou a fila foi Ricardo Oliveira.

“Ele está jogando assim há anos no Brasil. É nível de Seleção Brasileira. Não sei porque não é convocado. Não estou dizendo que os outros goleiros que estão na lá não merecem, mas vocês viram o que o Vanderlei fez hoje aqui. Merece demais estar na seleção”, comentou o centroavante.

O zagueiro David Braz, que cometeu o pênalti em Alecsandro e foi ‘salvo’ por Vanderlei, foi além e disse que o camisa 1 merece a titularidade na amarelinha.

“Nós respeitamos a opinião do Tite. Já trabalhei com ele e é um grande treinador. Tenho certeza que está olhando tudo. Um dia ele vai perceber que o Vanderlei merece uma oportunidade. Mostrou que pode ser titular da Seleção”, bradou o defensor santista, autor do único gol diante do Coxa.

Dorival minimiza má atuação do Santos na Vila e enaltece Vanderlei

Quando o goleiro é o principal destaque da sua equipe, isso significa que alguma coisa está errada. Neste sábado não foi diferente. Na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Coritiba, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o grande destaque foi Vanderlei, que fez várias defesas milagrosas durante o jogo e ainda pegou um pênalti de Alecsandro no fim.

O técnico Dorival Júnior admitiu que o alvinegro não teve uma boa apresentação contra o Coxa. O comandante, porém, vê a atuação ruim como normal, já que o Peixe vem de uma maratona de três jogos fora de casa (diante de Paysandu, Fluminense e The Strongest) e cerca de 13 mil quilômetros percorridos em apenas uma semana.

“O que esses jogadores se doaram e se dedicaram em busca do resultado… Eu só tenho que enaltecer. Eu não tenho como cobrar uma equipe que teve a semana e o desgaste que tivemos. Semana passada, contra o Fluminense, o Santos não deixou nada a desejar. Foi injusto o resultado, pois perdemos diversas oportunidades. Hoje realmente o Coritiba dominou. Tínhamos a consciência de que o Coritiba estava inteiro na partida. O Santos estava preparado para contra-atacar. Foi um jogo de uma entrega excepcional. Não tem como deixar de enaltecer o espírito que a equipe teve. O importante é a resposta que os jogadores tem dado, para que melhores resultados aconteçam”, explicou Dorival em coletiva na Vila Belmiro.

O comandante também aproveitou a entrevista para rasgar elogios ao ‘paredão’ Vanderlei. Além disso, o treinador também enalteceu o trabalho do reserva Vladimir e de Arzul, o preparador de goleiros do Peixe.

“Não é uma injustiça (ele não ter sido convocado). Dentro do país tem inúmeros goleiros com muitas qualidades. Vanderlei está entre esses e está muito regular. Fico feliz pelo esforço e trabalho. Temos um excelente profissional. O Arzul é um dos grandes profissionais que eu conheci dentro do futebol e tem feito um trabalho brilhante com os goleiros. Vladimir quando entra sempre dá uma resposta muito positiva. Muito do mérito é dos profissionais por trás disso também”, concluiu Dorival.

Braz admite pênalti em Alecsandro, mas diz: “Fui empurrado antes”

Mesmo sem fazer um bom jogo, o Santos segurava a pressão do Coritiba e conquistava a vitória parcial por 1 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro. Porém, aos 45 minutos do segundo tempo, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães marcou pênalti de David Braz em Alecsandro. E quando o empate parecia certo, Vanderlei coroou sua bela apresentação e defendeu a cobrança do atacante do Coxa, garantindo o primeiro triunfo santista no Campeonato Brasileiro.

Antes de cometer a penalidade, David Braz estava sendo apontado como um dos heróis do alvinegro neste sábado, já que anotou o único tento do jogo, ainda no primeiro tempo. Aliviado após a defesa do arqueiro, o defensor do Peixe admitiu que cometeu a infração dentro da área, mas alertou que sofreu uma falta antes.

“Foi pênalti sim. Esses tipos de lance acontecem umas 100 vezes na partida. Ali o árbitro viu e marcou. Mas antes de ter segurado o Alecsandro, eu fui empurrado. Só que o Vanderlei foi lá e fez uma grande defesa”, comentou o zagueiro na saída do gramado.

Lucas Lima sente lesão, passará por exames e vira dúvida na Liberta

Os quase 6 mil santistas que foram até a Vila Belmiro no último sábado puderam ver Lucas Lima em campo por apenas quatro minutos. Na vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Coritiba, o camisa 10 disputou um lance no meio de campo, se machucou sozinho e precisou ser substituído por Rafael Longuine.

A saída repentina do meia, que sentiu dores na parte posterior da coxa direita, preocupa a comissão técnica do Peixe. Ele passará por exames nesta segunda-feira para saber da gravidade da lesão e virou dúvida para o duelo contra o Sporting Cristal, na próxima terça, às 21h45 (de Brasília), na Vila, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

“Ele deu um tranco na chão. Espero que não seja nada”, disse o volante Renato na saída de campo.

Principal garçom do Santos no ano, com 11 assistências, Lucas Lima foi convocado na última sexta-feira para a Seleção Brasileira. Lembrado pelo técnico Tite, o camisa 10 foi chamado para os amistosos contra Argentina e Austrália, que serão disputado nos dias 9 e 13 de junho, respectivamente, na cidade de Melbourne, na Austrália.



Gols e Melhores momentos

Santos 2 x 0 Paysandu

Data: 26/04/2017, quarta-feira, 19h30.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.266 pagantes
Renda: R$ 154.805,00
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Auxiliares: Celso Luiz da Silva e Felipe Alan Costa de Oliveira (ambos de MG).
Cartões amarelos: Thiago Maia, Lucas Lima, David Braz e Victor Ferraz (S). Rodrigo Andrade e Bergson (P).
Gols: Bruno Henrique (03-2) e Copete (44-2).

SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro (Copete); Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Vladimir Hernández); Vitor Bueno (Arthur Gomes), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PAYSANDU
Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Rodrigo Andrade (Diogo Oliveira) e Wesley; Leandro Carvalho (Jhonnatan), Bergson e Alfredo (Leandro).
Técnico: Marcelo Chamusca



Bruno Henrique e colombianos brilham e Santos faz 2 a 0 no Paysandu

O Santos novamente não encantou seu torcedor. Apostando mais uma vez na posse de bola, o Peixe foi lento e irritou parte dos mais de 6 mil santistas que estiveram na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. Porém, a equipe comandada por Dorival Júnior contou com o brilho de Bruno Henrique e de dois colombianos para largar na frente contra o Paysandu nas oitavas de final da Copa do Brasil. Buscando o jogo desde o início, o atacante titular anotou um golaço no início do segundo tempo e abriu a contagem. Já na reta final, Copete aproveitou cruzamento de Vladimir Hernández e decretou o triunfo santista por 2 a 0.

As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10 de maio, uma quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Mangueirão, em Belém, no Pará. Com a vantagem de ter marcado duas vezes na Vila, o Peixe pode perder por até um gol de diferença na volta que mesmo assim avança para as quartas do torneio mata-mata.

O jogo

Mesmo atuando fora de casa e contra uma das equipes mais ‘badaladas’ do Brasil, o Paysandu mostrou nos primeiros minutos que não ficaria apenas se defendendo na Vila Belmiro. Logo aos 4 minutos, Wesley aproveitou escanteio e cabeceou firme. A bola passou perto da trave e assustou o goleiro Vanderlei.

A resposta do Santos veio seis minutos depois. Após belo lançamento de Lucas Lima, Bruno Henrique dominou já driblando a marcação e tocou para Ricardo Oliveira dentro da área. O centroavante pegou na veia, mas Hayner desviou e salvou o Papão.

Como a equipe de Belém não limitava-se apenas a ficar no campo de defesa, o Peixe até conseguia encontrar espaços, porém, sofria com os contra-ataques. Aos 18 minutos, Victor Ferraz encontrou David Braz livre na entrada da área. O tentou bater de primeira, mas pegou mal e o goleiro Emerson pegou sem dificuldade.

O Paysandu não deixou barato e perdeu duas grande oportunidades em sequência. Na primeira, aos 24, Bergson soltou uma bomba de fora da área e assustou Vanderlei. Logo depois, Leandro Carvalho recebeu longo lançamento, aproveitou falha de Matheus Ribeiro e David Braz, e saiu na cara no goleiro santista. Porém, o camisa 1 operou um milagre e livrou o Peixe de começar atrás na Vila.

Após os dois sustos, a equipe comandada por Dorival Júnior se lançou ao ataque e fez uma pequena ‘blitz’ nos minutos finais da primeira etapa. Porém, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira perderam boas chances e não conseguiram tirar o zero do marcador antes do intervalo.

Mesmo após receber vaias da torcida no final da primeira etapa, o Santos voltou com a mesma proposta para o segundo tempo: manter a posse de bola e buscar os espaços com tranquilidade. Porém, Bruno Henrique, o melhor em campo pelo lado santista, anotou uma verdadeira pintura logo aos 3 minutos e acabou com o ‘marasmo’ do jogo.

Após receber lançamento de Lucas Lima, o atacante avançou pelo lado esquerdo, colocou a bola no chão e arriscou de muito longe. O chute até pareceu despretensioso, porém, a redonda foi parar no ângulo do goleiro Emerson. Golaço que colocou o alvinegro em vantagem.

O tento animou o Peixe, que chegou a ‘acuar’ o Paysandu nos primeiros momentos após o intervalo. Aos 10 minutos, Vitor Bueno recebeu na entrada da área e tocou para Ricardo Oliveira. O atacante bateu firme, mas teve o chute desviado pela zaga.

Porém, após a pressão inicial, o Santos diminuiu o ritmo e só foi atacar novamente aos 32 minutos, quando Victor Ferraz cruzou da direita, Ricardo Oliveira antecipou o goleiro, mas não conseguiu empurrar para o fundo da rede.

Quando parecia que o duelo terminaria com a vantagem mínima para o alvinegro, o técnico Dorival Júnior decidiu sacar Matheus Ribeiro e Lucas Lima para promover a entrada de Copete e Vladimir Hernández.

Em poucos minutos dentro de campo, os colombianos corresponderam logo de cara e foram decisivos para o Peixe levar uma vantagem bem melhor para Belém. Após cobrança de falta de Hernández, Copete antecipou-se aos zagueiros do Papão e anotou o segundo tento santista na Vila Belmiro no apagar das luzes.

Bastidores – Santos TV:

Bruno Henrique pede união com torcida e defende Bueno: “Pode render mais”

Bruno Henrique foi o principal nome do Santos nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. Partindo para cima e buscando o jogo desde o início contra o Paysandu, o atacante coroou a boa apresentação com um golaço de fora da área logo aos três minutos da segunda etapa e ajudou o Peixe a abrir boa vantagem de 2 a 0 sobre o Papão no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Em contrapartida, Vitor Bueno novamente ficou devendo. Apagado e inseguro, o camisa 7 pouco produziu durante a partida e foi vaiado por boa parte da torcida quando foi substituído por Arthur Gomes, aos 16 minutos do segundo tempo. Bruno Henrique, por sua vez, admitiu que o colega não vive boa fase, mas o defendeu das vaias e ainda cobrou uma união maior entre torcedores e atletas.

“Eu entendo o lado do torcedor, pois o Vitor tem um potencial grande. A torcida cobra pois sabe que ele pode render mais. Ele está se esforçando e vem trabalhando nos treinamentos. Acho que nós (jogadores) e a torcida temos que nos unir para conquistarmos grandes coisas lá na frente”, resumiu o atacante santista na saída do gramado.

Com a vantagem de ter marcado duas vezes na Vila, o Peixe pode perder por até um gol de diferença na volta que mesmo assim avança para as quartas do torneio mata-mata. As duas equipes voltam a se enfrentar apenas no próximo dia 10 de maio, uma quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Mangueirão, em Belém, no Pará.

“Jogar lá no Mangueirão é muito difícil. Eu já tive a oportunidade de atuar lá algumas vezes. O estádio complicado, torcida comparece em peso. Temos que ter tranquilidade para trabalhar durante as próximas semanas e ir bem no jogo de volta”, concluiu Bruno Henrique.

Braz admite ‘não jogar como a torcida quer’, mas valoriza vantagem

O Santos novamente não mostrou um futebol vistoso. Apostando na posse de bola, o Peixe foi lento e irritou parte dos mais de 6 mil torcedores que estiveram na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. Mesmo assim, o alvinegro conquistou a vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu e abriu boa vantagem nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O zagueiro David Braz, por sua vez, admitiu que a equipe comandada por Dorival Júnior não vem fazendo boas apresentações nas últimas partidas. Porém, o defensor destacou a força defensiva do Papão e valorizou o triunfo santista.

“Eu acho que nem sempre a gente vai conseguir fazer o que os torcedores e a imprensa querem. Não vamos vencer sempre por 4 a 0. O Paysandu veio muito fechado, com duas linhas de quatro. Tivemos dificuldade, mas conseguimos fazer os dois gols em um chute longe e em uma bola parada. A gente não esta vencendo de goleada, que é o que o torcedor espera, mas conseguimos um bom resultado para o jogo de volta”, explicou Braz na saída do gramado.

Para o zagueiro, inclusive, o Santos tem hoje um dos melhores elencos do Brasil e tem totais condições de conquistar Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão.

“No primeiro semestre não conseguimos o Paulista e vamos ser cobrados por isso, ainda mais que nossa equipe é qualificada para disputar todos os títulos que disputar. Temos a oportunidade de conquistar os outros objetivos e pouco a pouco vamos conseguindo os resultados. Estreamos bem na Copa do Brasil. É um desejo conquistá-la”, concluiu Braz.

Dorival banca Bueno e lamenta baixo público na Vila: “Só tinha o ônibus”

Apenas 6.266 torcedores estiveram na Vila Belmiro na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Paysandu, nesta quarta-feira, pelo confronto de ida das oitavas de final da Copa Brasil. Jogadores e comissão técnica do Peixe ficaram frustrados com o baixo público, ainda mais por conta da promoção que o clube fez, deixando os ingressos de graça para sócios adimplentes.

O técnico Dorival Júnior lamentou basante ver o estádio com poucos santistas e acredita que o desempenho do time pode estar influenciando na ausência do torcedores.

“A expectativa era grande para que tivéssemos nossa casa tomada para o torcedor. Quando saímos do Canal 2 e entramos na rua frontal, sabemos mais ou menos o público que teremos. Mas quando viramos hoje, só tinha o nosso ônibus. É uma situação difícil. Todos sabem o que o Santos pode produzir e estejam aguardando de repente isso acontecer”, explicou o treinador em entrevista coletiva após o triunfo sobre o Papão.

Mesmo sendo poucos, os mais de 6 mil santistas não gostaram nada da atuação do Peixe, principalmente no primeiro tempo. Antes do intervalo, diversas vaias foram ouvidas na Vila Belmiro. Um dos mais cobrados foi Vitor Bueno. Apagado e inseguro, o camisa 7 pouco produziu durante a partida e foi bastante criticado quando foi substituído por Arthur Gomes, aos 16 minutos do segundo tempo. Dorival, por sua vez, defendeu o jogador e relativizou os protestos na Vila Belmiro.

“Ele (Bueno) já foi muito aplaudido. É normal, acontece. É quando o profissional busca forças para se recuperar. Confio muito e continuei acreditando depois do primeiro tempo. Voltou relativamente bem, criando duas ou três oportunidades, mas caiu um pouco em razão daquilo que vinha produzindo. Temos que tentar fazer com que ele readquira a confiança, é fator importante. Temos que estar ao lado dele pra que volte a jogar como sempre atuou. A torcida do Santos, aquela que ajuda e participa, tem se mostrado presente, sempre ao lado. Temos que nos apoiar nesses. Os demais vão entrando no mesmo ritmo e percebendo que os campeonatos estão difíceis”, concluiu o comandante santista.


Santos 3 x 1 Novorizontino

Data: 29/03/2017, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 12ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 3.195 pagantes
Renda: R$ 82.270,00
Árbitro: Salim Fende Chavez
Auxiliares: Risser Jarussi Corrêa e Vitor Carmona Metestaine
Cartões amarelos: Léo Cittadini, Yuri e Thiago Ribeiro (S); Guilherme Teixeira, Henrique Santos, Igor e Caíque (N).
Gols: Henrique (10-1) e Kayke (35-1, de pênalti); Kayke (13-2) e Thiago Ribeiro (42-2).

SANTOS
Vanderlei; Matheus Ribeiro, Cleber, Yuri e Jean Mota; Leandro Donizete, Léo Cittadini (Matheus Oliveira) e Rafael Longuine; Copete, Vladimir Hernández (Thiago Ribeiro) e Kayke (Arthur Gomes).
Técnico: Dorival Junior

NOVORIZONTINO: Michael; Railan, Jeci, Guilherme Teixeira e Igor; Vitor Tormena, Henrique Santos, Rodrigo e Caíque (Luis Henrique); Henrique (Klenisson) e Nilson (Artur).
Técnico: Silas



Kayke marca dois, Santos bate Novorizontino e confirma liderança

Os pouco mais de 3 mil torcedores que foram até a Vila Belmiro na noite desta quarta-feira, não assistiram a um grande jogo de futebol. Já classificados para as quartas de final do Campeonato Paulista, Santos e Novorizontino pouparam seus titulares e fizeram um jogo lento e de dar sono. Porém, o Peixe contou com a estrela de Kayke para sair com a vitória. Substituindo o titular Ricardo Oliveira, o atacante anotou dois tentos e ajudou o alvinegro a virar sobre o Tigre. Ainda sobrou tempo para Thiago Ribeiro marcar o terceiro e garantir a vantagem santista na próxima fase do Estadual.

Com a vitória, o Santos chegou aos 22 pontos e confirmou a liderança do grupo D do Paulistão. Agora, o alvinegro terá pela frente a Ponte Preta nas quartas de final da competição. O primeiro confronto acontece neste final de semana, em Campinas. Já o duelo de volta será na Vila Belmiro, entre os dias 8 e 9 de abril.

O jogo

Classificados e com reservas, Santos e Novorizontino começaram o duelo desta quarta-feira de uma forma bem lenta na Vila Belmiro, tanto que a primeira oportunidade real surgiu apenas aos 9 minutos. Após cruzamento de Jean Mota, a bola sobrou para Hernández. O colombiano bateu de fora da área e jogou pra fora, após desvio na zaga.

No lance seguinte, um novo escanteio cobrado por Jean Mota terminou com um gol do… Novorizontino. Isso mesmo! A zaga da equipe do interior afastou a cobrança do santista e a bola sobrou para o Yuri. O volante, porém, errou ao recuperar a redonda e armou o contra-ataque para o Tigre. Na sequência, o atacante Henrique recebeu livre, driblou Vanderlei e abriu o placar na Vila.

O Santos respondeu logo e quase empatou aos 11 minutos, Copete entrou na lateral esquerda da área e rolou para Vladimir Hernández. O baixinho se esticou para desviar, mas o goleiro Michael salvou o Novorizontino.

Após a chance desperdiçada, o Peixe passou a sentir a pressão por estar atrás no marcador. Nervoso, o alvinegro não conseguia trocar passes com facilidade e mostrava muita lentidão para entrar no campo de ataque.

Se as coisas estavam difíceis na base do toque de bola, um chute de longa distância acabou ajudando o Santos na reta final do primeiro tempo. Aos 34 minutos, Rafael Longuine arriscou de longe e Guilherme Teixeira deu uma ‘manchete’ na redonda. Pênalti para o Peixe e cartão amarelo para o zagueiro do Tigre. Na cobrança, Kayke bateu firme no canto direito, tirando do goleiro Michael e deixando tudo igual na Vila Belmiro antes do intervalo.

Se o primeiro tempo foi sofrível, apesar dos dois gols, os 10 minutos da segunda etapa conseguiram ser piores ainda. O Novorizontino, sem pretensões e satisfeito com o empate, apenas segurava a bola no meio de campo. Já o Santos, por sua vez, voltou do intervalo errando muitos passes e mantendo a lentidão para chegar ao ataque.

Porém, quando o alvinegro finalmente conseguiu fazer uma boa jogada, alcançou a virada no placar. Aos 13 minutos, Jean Mota fez longo lançamento para Vladimir Hernández, que dominou e tocou para Rafael Longuine. Inspirado, o meia driblou dois marcadores e deu lindo passe para Kayke. O atacante avançou dentro da área e soltou uma bomba para marcar o seu segundo tento na partida e colocar o Peixe em vantagem.

A virada animou um pouco a equipe comandada por Dorival Júnior. Mais confiantes, os santistas passaram a dominar o confronto. Aos 19 minutos, Matheus Ribeiro mandou um chutaço de longa distância. O goleiro Michael precisou se esticar todo para fazer linda defesa e salvar o Novorizontino.

Após o bom chute do lateral-direito, o Peixe diminuiu o ritmo novamente e passou apenas a administrar o marcador. Tanto que o lance que mais empolgou a torcida santista no minutos seguintes foi a saída de Nilson. Muito marcado pelo gol incrivelmente perdido contra o Palmeiras, na final da Copa do Brasil de 2015, quando ainda jogava no alvinegro, o atacante foi alvo de xingamentos e vaias dos torcedores quando foi substituído por Artur.

Antes do apito final, porém, ainda sobrou tempo para Jean Mota mandar belo lançamento para Copete e o colombiano achar Thiago Ribeiro sozinho dentro da área. O atacante só teve o trabalho de empurrar para o fundo da rede, marcando o terceiro e decretando a vitória santista.

Bastidores – Santos TV:

Thiago Ribeiro vê retomada de confiança do Santos ‘na hora certa’

O Santos começou 2017 desanimando parte da torcida. Mesmo mantendo os principais nomes do elenco e ainda trazendo seis reforços, o alvinegro perdeu três clássicos, fez campanha ruim dentro da Vila Belmiro e penou para alcançar a vaga nas quartas de final do Campeonato Paulista. Porém, a vitória sobre o Novorizontino, nesta quarta-feira, garantiu a liderança do grupo D e a vantagem de fazer o jogo de volta em casa contra a Ponte Preta.

O triunfo sobre o time de Novo Horizonte, inclusive, foi o terceiro seguido do alvinegro na temporada. Para o atacante Thiago Ribeiro, autor do último gol santista nesta quarta, o Peixe retomou a confiança e o caminho das vitórias no melhor momento possível.

“Vencer é sempre bom. A primeira colocação ainda não estava decidida. É uma vitória a mais e nos dá a primeira colocação. Valeu muito. Os jogadores que entraram conseguiram corresponder. A gente sabe como é o futebol, cada vitória é uma confiança a mais. A gente cresceu na hora certa e agora é a hora de mostrar quem é quem, porque vai começar um campeonato diferente”, explicou o atacante na saída do gramado.

Decisivo, Kayke comemora chance de ‘mostrar a força do grupo’

Quando foi contratado por empréstimo no começo de janeiro, Kayke chegou ao Santos com o peso de ser o substituto ideal para Ricardo Oliveira. No começo do ano, porém, ele acabou sendo preterido por Rodrigão. Mas com o passar da temporada, o atacante retomou o posto de ‘sombra’ do camisa 9 e deu uma resposta positiva na noite desta quarta-feira, na vitória santista por 3 a 1 sobre o Novorizontino, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista.

Já classificado para as quartas de final, o técnico Dorival Júnior decidiu poupar os titulares e deu a chance de Kayke, assim como outros nove reservas, começar jogando diante do time de Novo Horizonte. O atacante foi decisivo, marcou duas vezes e garantiu o triunfo do Peixe. Na saída do gramado, ele comemorou o placar e também exaltou o elenco do alvinegro.

“Foi um jogo importante para a gente (reservas). Mostra a força do grupo. Estou feliz pela atuação em conjunto com a equipe. Não é a primeira vez que esse time “reserva” mostra seu valor. Estamos preparados e por isso vestimos a camisa do Santos”, resumiu Kayke.

O técnico Dorival Júnior, por sua vez, elogiou o desempenho do atacante, que voltará para o banco de reservas no duelo contra a Ponte Preta, pelas quartas de final do Paulistão.

“Kayke é um atacante e naturalmente vive de gols. Porém, ele já tem sido muito útil durante as partidas que entra. E hoje e teve a felicidade de definir o resultado”, explicou o comandante.

Dorival vê campanha ‘aquém do esperado’ e Ponte como rival mais difícil

Santos não começou a temporada da melhor forma possível. Afinal, mesmo com a chegada de reforços, a equipe comandada por Dorival Júnior perdeu três clássicos, fez campanha fraca dentro da Vila Belmiro e só conseguiu garantir a vaga nas quartas de final do Campeonato Paulista no último final de semana. Porém, o alvinegro ‘deslanchou’ nas últimas rodadas, alcançou sua terceira vitória consecutiva ao bater o Novorizontino, nesta quarta-feira, e confirmou a liderança do grupo D do Estadual.

Mesmo com a retomada da ponta na reta final, Dorival Júnior acredita que a campanha do Peixe na primeira fase foi abaixo do esperado. Apesar disso, o comandante vê a equipe em uma ascensão no momento certo.

” É uma campanha que foi crescendo aos poucos. Perdemos alguns pontos que nos custaram muito caro. Em um ano e oito meses, nunca tivemos mais do que duas derrotas seguidas. Um pouco aquém do esperando, mas com um espírito de recuperação muito bom. E isso dá ânimo. Vejo a equipe em crescente. Mas agora é mata-mata”, explicou o treinador, em entrevista coletiva logo após a vitória desta quarta-feira.

Com o triunfo sobre o Novorizontino, o Santos chegou aos 22 pontos e confirmou a liderança do grupo D do Paulistão. Agora, o alvinegro terá pela frente a Ponte Preta nas quartas de final da competição. O primeiro confronto acontece neste final de semana, em Campinas. Já o duelo de volta será na Vila Belmiro, entre os dias 8 e 9 de abril.

Para Dorival, a Macaca é o adversário mais difícil entre todos os times que enfrentarão os grandes na próxima fase.

“Olhem os números da Ponte Preta. Isso não nos deixa nenhuma dúvida (de que é o rival mais difícil). Estávamos no grupo mais equilibrado até três rodadas. Ficamos até a última rodada brigando pela posição. A Ponte é um time que se reinventa muito fácil. Mudam os nomes, mas eles mantêm o ritmo de trabalho. Há cada ano que passa eles conseguem uma superação que os deixam sempre bem colocados no Brasileirão. Tenho muito respeito e também expectativa de que tenhamos dois bons jogos contra eles”, concluiu o comandante santista.

Santos cresce ‘na hora certa’ e vence três seguidas pela primeira vez no ano

O Santos finalmente retomou a confiança na temporada. Após um período de altos e baixos, com uma campanha fraca dentro da Vila Belmiro e três derrotas em clássicos, o alvinegro se viu com grandes riscos de ficar fora das quartas de final do Campeonato Paulista. Porém, uma sequência inédita de três vitórias seguidas no ano, contra São Bento, Santo André e Novorizontino, respectivamente, não só recolocou a equipe na zona de classificação, como garantiu a liderança do grupo D do Estadual.

Agora, o Peixe terá pela frente a Ponte Preta nas quartas. A Macaca, por sua vez, também vem de três jogos sem derrota e é vista como o adversário mais difícil dos clubes ‘grandes’ do estado. Mesmo assim, o técnico Dorival Júnior crê que a equipe cresceu ‘no momento certo’ e está pronta para as decisões do Paulistão.

“Eu já vinha falando que com o retorno de todos os jogadores dificilmente aconteceria algo que não o equilíbrio. E foi assim que aconteceu depois do jogo no Peru. Tivemos uma derrota para o Palmeiras que não mostrou o que foi o jogo nos 90 minutos. O Santos voltou a jogar com confiança. Entra em um momento decisivo com a confiança de que teremos bons jogos e dentro do padrão que estamos acostumados”, explicou o comandante.

“A gente vem de três vitórias seguidas, então já estamos no embalo. Cada vitória é uma confiança a mais e a cada derrota te tira a confiança, vem as críticas. Agora vem o mata-mata e é a hora de mostrar. É um campeonato totalmente diferente que vai começar agora”, ressaltou Thiago Ribeiro, autor do terceiro gol na vitória sobre o Novorizontino, nesta quarta-feira.

Santos 1 x 2 Palmeiras

Data: 19/03/2017, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 9ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.742 pagantes
Renda: R$ 355.840,00
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean (P).
Gols: Ricardo Oliveira (29-2), Jean (40-2) e Willian (42-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS
Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja
Técnico: Eduardo Baptista



Palmeiras vira contra o Santos, quebra tabu e está nas quartas

Com uma virada alcançada nos minutos finais, o Palmeiras se classificou às quartas de final do Campeonato Paulista na noite deste domingo. Em sua primeira vitória na Vila Belmiro desde 2011, o time alviverde ganhou do Santos por 2 a 1, resultado suficiente para avançar à próxima fase de maneira antecipada.

A três rodadas do final da etapa classificatória, o Palmeiras lidera o Grupo C com 21 pontos ganhos (melhor campanha geral) e, na pior das hipóteses, terminará na segunda posição. Já o Santos, com 13 pontos, permanece na terceira colocação do Grupo D, atrás de Ponte Preta e Mirassol.

O Palmeiras não ganhava do Santos jogando na Vila Belmiro desde abril de 2011. Há seis anos, em partida válida pelo Campeonato Paulista, o time alviverde venceu por 1 a 0. Desde então, foram nove triunfos da equipe alvinegra e dois empates, série encerrada neste domingo graças a gols de Jean e Willian e ao inspirado goleiro Fernando Prass.

O jogo

Santos e Palmeiras fizeram um primeiro tempo de alto nível e com várias chances de gol na Vila Belmiro. Na melhor oportunidade da etapa inicial, Bruno Henrique recebeu de Lucas Lima pela esquerda e cruzou. A bola desviou em Mina e sobrou limpa na segunda trave para Vitor Bueno, que conseguiu perder.

Já o Palmeiras criou sua melhor chance durante o primeiro tempo quando Keno trocou de lado com Dudu e atuou pela ponta esquerda. O atacante passou pela marcação de Lucas Veríssimo, invadiu a área e cruzou para Borja finalizar, mas o goleiro Vladimir defendeu.

Em uma série de três ataques consecutivos, o Santos quase abriu o placar. Em uma defesa difícil, Prass cedeu escanteio após chute de Bruno Henrique. Na cobrança, o atacante cabeceou na trave. Pouco depois, Vitor Bueno cruzou da direita e Ricardo Oliveira, de letra, acertou o travessão.

O Palmeiras cresceu durante os minutos finais e obrigou Vladimir a trabalhar duro nos acréscimos, primeiro ao espalmar falta batida por Borja. Na cobrança de escanteio, Mina cabeceou para nova defesa. Para completar a série, o santista fez outra intervenção em chute de Guerra de fora da área.

No intervalo, Egídio entrou no lugar de Guerra e Zé Roberto foi deslocado para o meio. O Santos, aproveitando a fragilidade do novo lateral esquerdo na marcação, pressionou intensamente no começo do segundo tempo. Posicionado dentro da área, Ricardo Oliveira recebeu de Bruno Henrique e chutou para boa defesa de Prass.

Inspirado, o goleiro fez nova intervenção após cruzamento de Zeca pela esquerda e cabeçada de Lucas Veríssimo. Aos 29 minutos, em uma jogada pela direita, vulnerável após a entrada de Egídio, o Santos saiu na frente. Victor Ferraz cruzou e Bruno Henrique cabeceou em cima de Jean. Na sobra, Ricardo Oliveira marcou.

Em desvantagem no placar, o Palmeiras se lançou ao ataque. Aos 40 minutos, Jean recebeu de Roger Guedes pela direita e, mesmo sem ângulo, finalizou. O goleiro Vladimir desviou e a bola acabou nas redes. Dois minutos depois, pelo mesmo lado, Roger Guedes driblou Zeca e cruzou para Willian definir a virada.

Bastidores – Santos TV:

Felipe Melo ironiza “caldeirão” da Vila: “Aqui tem 8 mil só, pô”

Palmeirense mais excitado com a vitória de virada sobre o Santos, por 2 a 1, neste domingo, na Vila Belmiro, Felipe Melo exaltou a qualidade da equipe alviverde em suportar ambientes hostis longe do Palestra Itália. O volante, porém, aproveitou para provocar a torcida do Peixe, minimizando o aspecto “caldeirão” do estádio alvinegro.

“A gente está acostumado a jogar em caldeirão. Nunca vi caldeirão com oito mil pessoas, pô. Caldeirão é no Chiqueiro”, ironizou, referindo-se ao público de 8.742 pagantes na Vila.

Em seguida, contemporizou. “Brincadeiras à parte, foi uma batalha dura. O Santos é um excelente time. Faz parte do futebol. Parabéns ao grupo que lutou bastante. Ganhamos os três pontos”, vibrou.

Após ouvir cânticos hostis vindos das arquibancadas da Vila (‘Não é mole, não, o Felipe Melo afundou a Seleção’), o volante respondeu a provocação levando a mão ao ouvido em um gesto direcionado à torcida do Santos, a única no estádio, cumprindo determinação do Ministério Público. O volante apontou o escudo do Palmeiras e gritou: “Tem que respeitar essa p…”.

A comemoração entusiasmada se justifica pela forma com a qual o Palmeiras construiu a sua vitória. Com Ricardo Oliveira, o Santos abriu o placar aos 29 minutos do segundo tempo. Aos 40, contudo, Jean empatou em chute cruzado. Dois minutos depois, em nova jogada pela direita, Róger Guedes cruzou para Willian virar o confronto.

Com o resultado, o Verdão chegou aos 21 pontos, classificando-se às quartas de final do Campeonato Paulista com três rodadas de antecedência. De quebra, ultrapassou o Corinthians e agora ostenta a melhor campanha do torneio, condição que, se mantida, lhe dará vantagem do mando de campo na fase seguinte.

Dorival cita “noite de Prass” e fala em resultado “mais do que injusto”

Não fosse pela “noite diferenciada” do goleiro Fernando Prass, o Santos não teria sido derrotado de virada por 2 a 1 para o Palmeiras, na noite deste domingo, na Vila Belmiro, segundo Dorival Júnior. Em entrevista coletiva concedida após o clássico, o técnico do Peixe considerou o resultado como “mais do que injusto”.

“As circunstâncias da partida foram favoráveis ao Santos. Jogamos em cima do Palmeiras em todos os instantes. Coincidência ter sido a segunda derrota de virada em clássicos em casa. O volume que tivemos, o número de bolas que chutamos no gol do Fernando. O número de defesas do Fernando. Isso, sim, foi o diferencial”, explicou o treinador.

Dono das principais chances de gol da partida, o Santos parou no goleiro alviverde diversas vezes antes de abrir o placar com Ricardo Oliveira, aos 29 minutos do segundo tempo. No entanto, aos 40, Jean empatou e, aos 42, Willian virou para o Verdão.

“O resultado não tem nem o que falar. Mais do que injusto”, esbravejou. “É difícil explicar por tudo o que produzimos, a posse de bola que tivemos, a paciência, as muitas oportunidades que foram criadas”, disse, antes de tranquilizar a torcida alvinegra.

“No momento que as bolas voltarem a entrar, não tenho dúvidas de que as coisas vão voltar ao natural. É impressionante o que fizemos hoje. Assim como foi no ano passado, nas semifinais do Paulista, o Palmeiras, em três minutos encontrou dois gols pela qualidade individual de seus jogadores, que fizeram a diferença nesse momento”, argumentou.

Dorival, por fim, negou que sua equipe tenha recuado após ter aberto o placar. “Continuamos em cima do Palmeiras. Não vi, em momento nenhum, o Santos recuado. Não vi o Santos esperando o Palmeiras para contra-atacar. O Prass esteve numa noite diferenciada. Essa é a explicação de uma partida como essa”, concluiu.

Com a derrota, o Santos segue fora da zona de classificação às quartas de final do Campeonato Paulista, na terceira posição do Grupo D, com 13 pontos ganhos. Ponte Preta (15) e Mirassol (14) lideram a chave. O Peixe buscará se reabilitar na próxima quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o São Bento, em Sorocaba.

Estatísticas mostram vitória no detalhe do Palmeiras no clássico

Com dois gols nos cinco minutos finais no clássico, o Palmeiras venceu por 2 a 1 o Santos na Vila Belmiro, coisa que não acontecia desde 2011. No campo das estatísticas, as equipes tiveram números parecidos em questões de finalização e criação de jogadas.

Ambas as equipes finalizaram 18 vezes a gol no encontro deste domingo. A pontaria do alvinegro foi levemente melhor que a do rival, tendo acertado 11 chutes no gol de Fernando Prass contra nove arremates corretos do Verdão ao gol de Vladimir. O goleiro do Palmeiras, inclusive, foi um dos grandes responsáveis pela vitória de sua equipe.

Com a bola no pé, o Santos trocou muito mais passes que a equipe palmeirense, mantendo a maior diferença entre os times na maneira de jogar: foram 335 passes corretos (e 36 errados) do Peixe, enquanto o Palmeiras acertou 281 toques (errou 43). Ambas as equipes deram 13 assistências para arremate nos 90 minutos.

Mas mesmo fazendo a bola rolar mais, o time da baixada apostou bastante nos cruzamentos para tentar chegar ao gol. Foram 11 tentativas completas e 21 falhados por parte do Santos. Já o Palmeiras cruzou cinco vezes certas e 18 erradas no encontro. E foi em um cruzamento que os donos da casa abriram o placar com Ricardo Oliveira, já no segundo tempo.

Tendo a posse de bola por mais tempo, os mandantes consequentemente cederam mais jogadas ao adversário. A equipe perdeu 32 bolas durante a partida, contra apenas 18 perdas do time de Eduardo Baptista. Nos desarmes, dez para o Santos e nove para o Palmeiras, sendo que um deles, feito por Jean, resultou no primeiro gol da equipe, convertido pelo próprio volante.

Jogando mais no sistema defensivo, o Palmeiras tentou 37 lançamentos, acertando 14 deles. Os santistas tentaram a ligação direta 26 vezes e erraram o alvo 16 vezes. E para receber as bolas longas, os jogadores do alviverde estiveram em posição de impedimento quatro vezes, o dobro dos adversários.

Dorival não vê falha de Vladimir em 1º gol e garante Santos nas quartas

O técnico Dorival Júnior não viu falha do goleiro Vladimir no primeiro gol que o Santos sofreu na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no último domingo, na Vila Belmiro. De acordo com o treinador do Peixe, o arqueiro vem correspondendo desde que o titular Vanderlei lesionou a mão esquerda no início de fevereiro.

No lance, aos 40 minutos do segundo tempo, o lateral direito Jean recebeu de Róger Guedes e bateu cruzado, parecendo que a bola sairia. Vladimir, porém, preferiu cair para tentar fazer a defesa e acabou espalmando para dentro do gol. Aos 42, em jogada também pela direita, Guedes cruzou para Willian virar o duelo para o Palmeiras.

“Foi uma jogada de uma felicidade muito grande. Não sei se houve desvio ali, mas uma jogada difícil de ser cortada pela velocidade, batida cruzada. Isso acontece”, analisou, lembrando das boas defesas que Vladimir fez durante o clássico. “Os dois goleiros fizeram uma grande partida. O Fernando foi responsável por termos feito só um gol”, acrescentou, atribuindo a Prass o triunfo alviverde.

Reiterou ainda a confiança que Vladimir tem do elenco santista. “Sempre que foi preciso entrar, foi efetivo na maioria dos jogos, um jogador que cresceu assustadoramente. Um goleiro que vem nos passando muita tranquilidade e tem feito ótimas partidas”, ressaltou.

Com a derrota, o Santos segue fora da zona de classificação às quartas de final do Campeonato Paulista, na terceira posição do Grupo D, com 13 pontos ganhos, a três rodadas para o fim da primeira fase. No entanto, Dorival garante à torcida que o Peixe irá conquistar uma das vagas da chave. No momento, Ponte Preta, com 15 pontos, e Mirassol, com 14, avançariam no torneio.

“O Santos vai buscar sua classificação e vai encontrar o caminho, podem ter certeza”, assegurou, minimizando as críticas vindas da torcida após a derrota. “Meu trabalho é o que a equipe produziu. O resultado naturalmente não pesa a meu favor, porém o que a equipe está jogando…Esse é o nosso trabalho”, concluiu.

Invicto na Vila no último Paulistão, Santos não repete “alçapão” em 2017

Mesmo buscando o jogo a todo o instante e não tendo uma má atuação, o Santos acabou derrotado pelo Palmeiras de virada no clássico deste domingo. Foi a terceira derrota da equipe em cinco jogos na Vila Belmiro no Campeonato Paulista de 2017, campanha catastrófica em relação a do último ano, quando o seu estádio era sinônimo de invencibilidade.

Até agora na temporada, foram seis jogos no Estádio Urbano Caldeira, cinco pelo estadual e um pela Libertadores. No Paulistão, a equipe perdeu os dois clássicos disputados até então, para São Paulo (3 a 1) e Palmeiras (2 a 1), além de ter sido derrotado pela Ferroviária por 1 a 0.

O saldo de gols da equipe só se manteve positivo até agora pela goleada por 6 a 2 imposta ao Linense na estreia do torneio. O Santos ainda venceu o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila por 2 a 0. São dez gols anotados e oito sofridos nos cinco jogos até então.

Em comparação ao retrospecto do alvinegro no Paulista de 2016, quando foi campeão, os números são ainda mais gritantes. Na campanha campeã paulista sobre o Audax, a equipe de Dorival Júnior não perdeu um jogo sequer em seus domínios, tendo oito vitórias e três empates nos 11 jogos disputados.

Foram 22 gols marcados pela equipe no período e os mesmos oito gols sofridos nas cinco rodadas da atual competição. O Peixe terminou a primeira fase na primeira colocação do grupo A, com nove vitórias, cinco empates e apenas uma derrota em todo o torneio. Na fase eliminatória, o time passou por São Bento, Palmeiras e Audax para levantar a taça estadual.

Em 2016, nos mesmos clássicos disputados em casa, o Santos teve resultados diferentes: empate em 1 a 1 com o São Paulo pela 12ª rodada e nova igualdade frente ao Palmeiras por 2 a 2 na disputa da semifinal. Nos pênaltis, a equipe conquistou a classificação para a decisão do Paulistão.

Já contra a mesma Ferroviária, na 13ª rodada da competição, o jogo teve um final muito distinto, uma vez que o Santos saiu de campo com uma goleada por 4 a 1. Na primeira fase, o Peixe ainda enfrentou o Corinthians em seu estádio e saiu vitorioso por 2 a 0.

Fora da zona de classificação para a fase mata-mata, o atual campeão paulista aparece na terceira posição do grupo D, atrás de Ponte Preta e Mirassol, e não depende mais só de si para se classificar. O Santos ainda tem mais uma oportunidade de melhorar seu desempenho na Vila, na última rodada do campeonato, contra o Novorizontino, no dia 29 de março. Antes disso, a equipe tem compromissos com o São Bento e o Santo André fora de casa.

Santos 2 x 0 The Strongest

Data: 16/03/2017, quinta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 2 – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.132
Renda: R$ 381.290,00
Árbitro: Nestor Pitana
Auxiliares: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti
Cartões amarelos: Thiago Maia (S); Pablo Escobar e Walter Veizaga (TS).
Cartão vermelho: Walter Veizaga (TS).
Gols: Ricardo Oliveira (46-1) e Renato (38-2).

SANTOS
Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno (Vladimir Hernández), Bruno Henrique (Copete) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Junior

THE STRONGEST
Daniel Vaca; Diego Bejarano, Luis Maldonado, Fernando Marteli e Marvin Bejarano; Raúl Castro, Walter Veizaga e Jara (Wayar); Chumacero (Pedrozo), Escobar (Valverde) e Matías Alonso.
Técnico: César Farías



Veteranos brilham, Santos bate Strongest e vira líder na Libertadores

Após cinco anos, a Vila Belmiro voltou a viver um clima de Copa Libertadores nesta quinta-feira. Empurrado pela sua torcida, que protagonizou um ‘corredor de fogo’ nos arredores do estádio, o Santos perdeu um caminhão de gols, mas contou com a estrela dos ‘vovôs’ Renato e Ricardo Oliveira para bater o The Strongest por 2 a 0 e conquistar sua primeira vitória nesta edição do torneio continental. Com 37 e 36 anos, respectivamente, o volante e o centroavante foram fundamentais dentro de campo e marcaram os gols que decretaram o triunfo santista diante dos bolivianos.

Agora, o Santos chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do grupo 2 da Libertadores. Já o The Strongest caiu para terceiro, com três. A equipe boliviana, porém, está empatada com o Santa Fe, mas perde pelo saldo de gols. Por fim, o Sporting Cristal, do Peru, é o último da chave, com apenas um ponto.

Os comandados de Dorival Júnior voltam a campo pela Libertadores somente no final de abril, quando visitam o Santa Fe, na Colômbia.

O jogo

Assim como a festa do lado de fora, o jogo começou eletrizante dentro da Vila Belmiro. Empolgado pela força da torcida, o Santos começou apertando o The Strongest. Logo no primeiro minuto, Bruno Henrique, que começou como titular na vaga de Copete, avançou pela esquerda e bateu firme, obrigando o goleiro Vaca a rebater e salvar o time boliviano.

Porém, o Tigre tratou de esfriar os ânimos e dar calafrios aos santistas cinco minutos depois. Em cobrança de falta de Pablo Escobar, o goleiro Vladimir saiu mal e foi encoberto pela bola, que bateu no travessão, tocou na trave e não entrou.

Após o susto do The Strongest, o Peixe continuou tentando avançar, mas insistia muito pelo lado esquerdo, com Bruno Henrique, e não conseguia furar o bloqueio dos bolivianos. Tanto que a grande chance do alvinegro surgiu somente aos 32 minutos.

Novamente acionado, Bruno Henrique fez linda jogada dentro da área e cruzou para o meio. Antes da chegada de Ricardo Oliveira, Veizaga tentou cortar e mandou contra a própria meta. Porém, o goleiro Vaca pegou no susto e conseguiu impedir o gol.

O problema é que Veizaga estava com vontade de fazer besteira na Vila Belmiro. Isso porque aos 38 minutos ele levou cartão amarelo após entrada dura em Lucas Lima. Não satisfeito, o volante do time boliviano acertou o camisa 10 do Peixe novamente quatro minutos depois, quase dentro da área, e acabou sendo expulsou pelo árbitro Nestor Pitana.

E para completar o ótimo cenário para o alvinegro após a expulsão, Ricardo Oliveira cobrou a falta com extrema categoria, tirou completamente o goleiro Vaca da jogada. Golaço que abriu o placar na Vila e deixou o Santos tranquilo antes do intervalo.

Com um a mais em campo, o Santos voltou para o segundo tempo disposto a matar a partida na Vila Belmiro. Porém, a equipe comandada por Dorival Júnior esbarrou nas inúmeras oportunidades desperdiçadas.

Foi uma avalanche de gols perdidos em Urbano Caldeira. Se impondo tecnicamente, o Peixe perdeu chances na cara do gol com Bruno Henrique (duas vezes) e Ricardo Oliveira.

Muito acionados durante todo o jogo, Bruno Henrique e Vitor Bueno deram sinais de cansaço na Vila e foram substituídos por Copete e Vladimir Hernández, respectivamente.

A dupla de colombianos, porém, seguiu sem furar o bloqueio adversário. Quando parecia que o duelo terminaria com vitória pelo placar mínimo, Lucas Lima cobrou falta dentro da área aos 38 minutos da etapa final e Renato subiu mais que todo mundo para anotar o segundo e confirmar o triunfo do Peixe, que agora lidera o grupo 2 da Libertadores.

Bastidores – Santos TV:

Dorival lamenta finalizações erradas, mas vibra com ‘agressividade’ do Santos

O Santos desta quinta-feira deu demonstrações claras de que pode voltar a ser aquele time ofensivo que a torcida se acostumou a ver nos últimos anos. Apesar de ter vencido o The Strongest pelo placar ‘magro’ de 2 a 0, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, o Peixe sobrou em campo e perdeu diversas oportunidades, principalmente no segundo tempo, quando tinha um homem a mais dentro de campo.

Empolgado com a boa apresentação da equipe, o técnico Dorival Júnior exaltou o poderio ofensivo da equipe, mas destacou os erros na hora de finalizar as jogadas.

“No penúltimo passe ou na finalização poderíamos ter tido atenção um pouco maior, talvez um capricho, fatalmente teríamos feito mais gols. Mas só perdemos chances porque criamos e isso é um passo importante. Em outros momentos tivemos dificuldades de criar, mas mantivemos a posse de bola, só que não com tantas infiltrações e finalizações. Hoje tivemos volume, fomos agressivos, intensos. As bolas começarão a entrar de forma mais natural, todos sabem fazer gols”, explicou o comandante, em entrevista coletiva após a vitória sobre os bolivianos.

Com o triunfo, o alvinegro chegou aos quatro pontos e lidera o grupo 2 da Libertadores. Agora, os santistas ‘viram a chave’ e focam no Campeonato Paulista. No próximo domingo, o Peixe encara o Palmeiras, às 18h30 (de Brasília), na Vila, pela nona rodada do Estadual.

E diferente do que acontece na Liberta, o Peixe vive uma situação complicada no Paulistão. Atualmente com 13 pontos conquistados, os comandados de Dorival Júnior ocupam a terceira posição do grupos D e estariam fora das quartas de final caso a competição terminasse hoje.

“É preocupante. Não imaginávamos não fazer pontos em dois jogos em casa. Buscamos pontos fora e não concretizamos os de casa. Isso causa preocupação. Teremos jogo importantíssimo no fim de semana. Os pontos que deixamos atrás podem ter um peso e temos que correr para que recuperemos os pontos que ficaram. Paulista é importante, não deixa de ser, sempre foi muito disputado. Continuamos pensando no campeonato, sim, e vamos à luta por uma das duas vagas. Temos certeza que, se tivermos méritos, iremos buscar pelo espírito de recuperação que estou sentindo”, concluiu Dorival.

Lucas Lima agracede apoio da torcida, mas diz: “Não somos os melhores”

Após cinco anos, a Vila Belmiro voltou a viver um clima de Libertadores nesta quinta-feira. Antes do duelo contra o The Strongest, o elenco do Peixe foi recepcionado com um ‘corredor de fogo’ nos arredores do estádio. Empolgados com o apoio, os santistas buscaram o triunfo por 2 a 0 e alcançaram a liderança do grupo 2 da competição continental.

O meia Lucas Lima, que já foi um dos alvos dos torcedores após a derrota para o São Paulo, em fevereiro, vibrou com o apoio recebido nesta quinta-feira.

“Queria agradecer o apoio da torcida. Sempre que eles comparecem na Vila é difícil os adversários ganharem da gente”, resumiu o camisa 10, na saída do gramado.

Com o triunfo, o alvinegro chegou aos quatro pontos e lidera o grupo 2 da Liberta. Além de alcançar o topo, a vitória sobre os bolivianos serviu para o Santos espantar de vez a má fase que passou no início do ano. Apesar disso, Lucas Lima prefere manter os pés no chão.

“Começo de temporada é isso. A gente oscilou um pouco no começo. Quando ganhamos não somos os melhores, e quandro perdemos não somos os piores”, concluiu Lucas Lima.

Reforços deslancham e concorrência no ataque anima Dorival

Após sofrer com a falta de opções na última temporada e no início deste ano, o Santos parece finalmente ter encontrado peças de reposição no ataque. Se Kayke ainda não conseguiu fazer frente ao incontestável Ricardo Oliveira, os reforços Vladimir Hernández e Bruno Henrique deslancharam na equipe. O último, inclusive, tomou a vaga de Copete e começou como titular ao lado de Vitor Bueno na vitória de 2 a 0 sobre o The Strongest, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

Os dois colombianos, porém, entraram no segundo tempo e conseguiram manter a força ofensiva do Peixe diante do Tigre. Contente com as boas atuações, o técnico Dorival Júnior exaltou a concorrência entre os “titulares”.

“O Bruno (Henrique) fez um grande jogo no domingo. Ele se credenciou a jogar, mas Copete também é um titular. Assim como Vladimir Hernández, que está muito bem preparado, voltando a atuar com tranquilidade. Copete e Hernández brigarão com Bruno ou com (Vitor) Bueno. O que queríamos era uma condição onde eles não se sintam confortáveis e tenhamos opções para mexer”, ressaltou o comandante.

Apesar das boas opções no banco de reservas, o treinador não deve promover mudanças na equipe que encara o clássico contra o Palmeiras, no próximo domingo, às 18h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Paulista.

Porém, como o embate diante do The Strongest aconteceu na última quinta-feira, o Santos terá um dia a menos de preparação para o clássico. O alvinegro faz apenas dois treinamentos antes do duelo com o Verdão e irá definir os titulares após uma conversa com os preparadores físicos.

O provável time para o clássico será formado por: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Liderança na Liberta dá tranquilidade para Santos buscar arrancada no Paulista

Após passar por um período de turbulência no início da temporada, Santos retomou o caminho do bom futebol e bateu o The Strongest por 2 a 0, na noite desta quinta-feira, na Vila Belmiro. Além de garantir a liderança do grupo 2 da competição continental, o triunfo sobre os bolivianos deixou o Peixe mais tranquilo para buscar a recuperação no Campeonato Paulista.

Afinal, se as coisas estão indo muito bem para o Santos na Liberta, o mesmo não pode ser dito do Estadual. Com apenas 13 pontos em oito rodadas, os comandados de Dorival Júnior ocupam a terceira posição do grupo D e estariam fora das quartas de final caso a primeira fase terminasse hoje.

Porém, como o próximo compromisso pela Libertadores será apenas no dia 19 de abril, contra o Santa Fe, em Bogotá, os santistas terão tempo para focarem apenas no Paulistão.

“A equipe nunca deixou de ter tranquilidade, mesmo em jogos anteriores, com movimentação toda que existia. Ambiente foi calmo e tranquilo. Fizemos um grande jogo com volta dos nossos jogadores no Peru. Equipe readquiriu uma condição que, de repente, em duas ou três partidas foi um pouco abaixo. Espero que voltemos a ter esse nível”, explicou o técnico Dorival Júnior, em entrevista coletiva após o jogo desta quinta-feira, na Vila Belmiro.